domingo, 11 de dezembro de 2016

“É VOCÊ QUE DEVE VIR OU DEVEMOS ESPERAR POR OUTRO?” (Mt 11,3).

III DOMINGO DO ADVENTO
Ano – A; Cor – roxo; Leituras: Is 35,1-6.10; Sl 145 (146); Tg 5,7-10; Mt 11,2-11.

“É VOCÊ QUE DEVE VIR OU DEVEMOS ESPERAR POR OUTRO?” (Mt 11,3).

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Diácono Milton Restivo

A liturgia deste terceiro domingo do Advento nos traz, novamente, o profeta Isaias, que é uma figura constante neste tempo do Advento.
Isaías foi o profeta do Antigo Testamento que mais vaticínios fez a respeito do Messias, e todas confirmadas nos Evangelhos e Atos dos Apóstolos.
Assim como o tempo do Advento prepara os fiéis para a vinda de Jesus, Isaias, nesta leitura, conforta o povo israelita que estava exilado e escravizado em terras estrangeiras e vislumbra dias melhores para o povo, dizendo que Yahweh vem para salvá-los, antevendo a era messiânica que o profeta ansiava: “Fortaleçam a mão cansada, firmem os joelhos cambaleantes; digam aos corações desanimados: ‘Sejam fortes! Não tenham medo! Vejam o Deus de vocês: ele vem para vingar, ele traz um prêmio divino, ele vem para salvar vocês” (Is 35,3-4).
Isaías procura elevar a moral e a auto estima do povo escravizado dando-lhe injeções de ânimo, esperança e otimismo: “Alegrem-se o deserto e a terra seca, o campo floresça de alegria; como o narciso, cubra-se de flores transbordando de contentamento e alegria, pois lhe será dado o esplendor do Líbano, a beleza do Carmelo e do Sarão” (Is 35,1-2a).
Isaías convoca a todos para contemplar as maravilhas de Yahweh: “Todos verão a glória de Yahweh, a beleza do nosso Deus” (Is 35,2b), e descreve as maravilhas que Yahweh irá realizar no meio do povo e para a reabilitação do seu povo: “Então, os olhos dos cegos vão se abrir, e se abrirão também os ouvidos dos surdos; os aleijados saltarão com cervo, e a língua do mudo cantará...” (Is 35,5-6a). E não somente isso, porque Yahweh vai devolver ao povo a terra que perdera pela sua infidelidade: “... jorrarão águas no deserto e rios na terra seca. A terra seca se mudará em vargens e o chão seco se encherá de fontes. E onde viviam os lobos, a erva se transformará em taboa e junco” (Is 35,6b-7). 

sábado, 10 de dezembro de 2016

ORAÇÃO À VIRGEM IMACULADA

ORAÇÃO À VIRGEM IMACULADA

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São maravilhosas as orações que conhecemos e que  pedem a intercessão de Maria. São Maravilhosos os apelos  que os santos e os devotos filhos de Maria fazem, suplicando o seu olhar meigo, o seu sorriso maternal, e sua proteção de mãe terna e carinhosa. 
Os apelos feitos à Maria para que ela seja a nossa Medianeira de todas as graças e seja nosso elo de ligação com o seu amado filho, são centenas e milhares, e em todos os apelos existe a extrema confiança de que vai ser atendido por parte de quem faz a oração. 
Vamos nos unir também, neste momento , em oração, para pedirmos à Maria por nós e pelo mundo, para que ela interceda junto ao seu Divino Filho para que alcancemos  as graças que solicitamos: 
“Maria, tu que encontraste graça junto de Deus, roga por todos aqueles que vivem marginalizados pela sociedade, sem apoio e sem defesa, e que não tem onde reclinar a sua cabeça. Maria, tu que aceitaste com alegria o anúncio de que darias à luz um filho - roga por todas as mães que, por desespero ou por egoísmo, são levadas a interromper a maternidade, decepando a vida antes mesmo dela nascer. Maria, tu que refugiaste num estábulo para dar à luz o Filho de Deus - roga por todos aqueles que nascem, vivem e morrem às margens da sociedade, na periferia da vida, nas favelas das grandes cidades. Maria, tu que experimentaste a perseguição dos poderosos - roga por todos os perseguidos, pelos injustiçados detidos nas prisões e por todos aqueles que sofrem e morrem pela liberdade e pela justiça.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

SÃO JOÃO FISHER, O SANTO QUE PERDEU A CABEÇA PELA INDISSOLUBILIDADE DO MATRIMÔNIO

SÃO JOÃO FISHER, O SANTO QUE PERDEU A CABEÇA PELA INDISSOLUBILIDADE DO MATRIMÔNIO

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Nascido em Beverley, condado de Yorkshire (Inglaterra), em 1469, após fazer os primeiros estudos na sua cidade natal, cursou a Universidade de Cambridge. Em 1491 recebeu dispensa papal para ser ordenado aos 22 anos, antes da idade canônica.
Em 1497 foi nomeado vigário de Northallerton. Em 1501, João Fisher foi nomeado vice-chanceler e depois chanceler vitalício da Universidade de Cambridge.
Fisher era capelão e confessor de Lady Margarida Beaufort, mãe do rei da Inglaterra Henrique VII, com quem João tinha um bom relacionamento. Entretanto, quando Henrique VII faleceu em 1509, o bispo Fisher teve um primeiro atrito com o novo monarca, Henrique VIII, que queria apropriar-se dos fundos que sua avó havia deixado para financiar fundações em Cambridge.
Henrique VIII, casado há 20 anos com Catarina de Aragão, apaixonou-se por Ana Bolena, com a qual quis casar-se. O monarca tentou todos os meios para anular seu casamento com a rainha.
No entanto, o bispo João Fisher opôs-se veementemente compareceu diante dos legados da corte, declarando que, como São João Batista, estava disposto a morrer para defender a indissolubilidade do matrimônio.
O rei insuflou o Parlamento contra Dom Fisher, o que gerou um estremecimento na sua relação com a Igreja.  Tal fato gerou ataques velados contra a Igreja, e depois de aproximadamente um ano, como prosseguiam as investidas contra a Igreja Católica, Dom Fisher e os bispos de Bath e de Ely apelaram para a Santa Sé. A reação do rei não se fez esperar: emitiu um edito proibindo tais apelos e mandou encarcerar os prelados, libertando-os alguns meses depois. 

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

COMEMORAÇÃO FESTIVA DA IMACULADA CONCEIÇÃO DE MARIA

COMEMORAÇÃO FESTIVA DA IMACULADA CONCEIÇÃO DE MARIA

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Hoje, não comemoramos a memória de um santo, mas a solenidade mais elevada, maior e mais preciosa da Igreja: a Imaculada Conceição da Santíssima Virgem Maria, a rainha de todos os santos, a Mãe de Deus. 
O dogma da Imaculada Conceição de Maria é um dos dogmas mais queridos ao coração do povo cristão. 
Os dogmas da Igreja são as verdades que não mudam nunca, que fortalecem a fé que carregamos dentro de nós e que não renunciamos nunca. 
A convicção da pureza completa da Mãe de Deus, Maria, ou seja, esse dogma, foi definida em 1854, pelo papa Pio IX, através da bula "Ineffabilis Deus", mas antes disso a devoção popular à Imaculada Conceição de Maria já era extensa.
A festa já existia no Oriente e na Itália meridional, então dominada pelos bizantinos, desde o século VII. 
A festa não existia, oficialmente, no calendário da Igreja. Os estudos e discussões teológicas avançaram através dos tempos sem um consenso positivo. 
Quem resolveu a questão foi um frade franciscano escocês e grande doutor em teologia chamado bem-aventurado João Duns Scoto, que morreu em 1308. Na linha de pensamento de são Francisco de Assis, ele defendeu a Conceição Imaculada de Maria como início do projeto central de Deus: o nascimento do seu Filho feito homem para a redenção da humanidade. 
Transcorrido mais um longo tempo, a festa acabou sendo incluída no calendário romano em 1476.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

SANTO AMBRÓSIO DE MILÃO

SANTO AMBRÓSIO DE MILÃO

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Santo Ambrósio nasceu em Tréveros pelo ano 340, sua mãe era profundamente cristã, alma da educação do lar, Ambrósio é o escolhido do Espírito. 
Era ainda catecúmeno, quando por aclamação popular subiu à sede episcopal de Milão. respeito da religião cristã estava ainda por aprender quase tudo, e se dedicou sobretudo ao estudo da Sagrada Escritura com tanto empenho que logo a dominou. 
Sua honestidade e integridade o conduzem a aprender o oficio de bispo. 
A alma de seu apostolado a Escritura Sagrada, lida à luz dos Padres Gregos, principalmente de Orígenes, seu grandíssimo mentor. "Mitiga a tua sede no Antigo e no Novo Testamento; num e noutro estarás bebendo o Cristo". 
A atividade diária de Ambrósio era dirigida antes de tudo à orientação da própria comunidade, e cumpria as suas tarefas pastorais dirigindo ao seu povo mais de uma homilia por semana. Santo Agostinho, que foi seu assíduo ouvinte, refere-nos em suas Confissões quão grande foi o prestígio da eloquência do bispo e Milão e quão eficaz o tom de voz deste apóstolo da amizade, se caracteriza pelo seu pastoreio, máxime no seu zelo pelos pobres.
 A maioria de seus escritos nasce de sua alma de catequista. A catequese da iniciação cristã, da liturgia e dos sacramentos ocupa um papel preponderante em sua vida.