terça-feira, 30 de agosto de 2016

``NÃO VIM PARA SER SERVIDO, MAS PARA SERVIR``.

``NÃO VIM PARA SER SERVIDO, MAS PARA SERVIR``.

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Maria é a nossa mãe e o nosso modelo. Diante do Anjo Gabriel Maria se declarou ``a serva do Senhor`` = ``Eis aqui a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a sua palavra. (Lc 1, 38). 
Toda a vida de Maria seria um longo serviço como tinha sido até aquele momento, mas, a partir do momento da anunciação, Maria iria servir a Deus e aos homens de maneira diferente. 
A partir da anunciação e do nascimento do Senhor Jesus, naquela casa pobre, mas cheia de Deus, Maria iria servir a Jesus, seu filho, e a José, seu esposo. 
Mais tarde Jesus diria - ``Não vim para ser servido, mas para servir``. (Mt 20,28), colocando nessa afirmativa, sem dúvida, o modo de proceder de Maria que, em toda a sua vida não fizera outra coisa senão servir, servir a Deus e ao próximo. 
A dedicação de Maria não se limitava em dispensar atenção apenas a Jesus, seu filho e José, seu esposo. A dedicação de Maria estendia-se mais longe, estendia-se a todos os habitantes de Nazaré, e depois, a todos os que Maria encontraria até o fim de sua existência nesta terra. Tudo o que interessava a Jesus, seu filho, interessava a Maria. 
E, aos poucos, Maria foi observando, inspirada pelo Espírito Santo, de que o mundo inteiro ficaria aos seus cuidados de Mãe.

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

DECAPITAÇÃO DE SÃO JOÃO BATISTA

DECAPITAÇÃO DE SÃO JOÃO BATISTA


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Hoje, 29 de agosto, a Igreja comemora a morte de João Batista. Aproximadamente setecentos anos antes do nascimento de João Batista, o profeta Isaías já falava dele, profetizando: “Uma voz grita: ‘Abram no deserto um caminho para Yahweh; na região da terra seca, aplainem uma estrada para o nosso Deus. Que todo vale seja aterrado, e todo monte e colina sejam nivelados; que o terreno acidentado se transforme em planície, e as elevações em lugar plano.” (Is 40,3-4). 
No seu Evangelho Mateus confirma a veracidade dessa profecia, quando afirma: “Naqueles dias, apareceu João Batista, pregando no deserto da Judéia: ‘Convertam-se, porque o Reino do Céu está próximo’. João foi anunciado pelo profeta Isaías, que disse: ‘Esta é a voz daquele que grita no deserto: Preparem o caminho do Senhor, endireitem suas estradas’.” (Mt 3,1-3). 
A figura de João Batista começa a ser delineada através da profecia de Isaías. Como Isaías, João Batista é personagem indispensável neste Tempo do Advento. É o mensageiro da Boa Nova.
O profeta Malaquias, também, anuncia o mensageiro que haveria de vir antes da Boa Nova: “Vejam! Estou mandando o meu mensageiro para preparar o caminho à minha frente. De repente, vai chegar ao seu Templo o Senhor que vocês procuram, o mensageiro da Aliança que vocês desejam. Olhem! Ele vem! – diz Yahweh dos Exércitos.” (Ml 3,1). 
Malaquias compara João Batista ao profeta Elias pela sua coragem e destemor em acusar os pecados dos reis e das autoridades de sua época: “Vejam, eu mandarei a vocês o profeta Elias, antes que venha o grandioso Dia de Yahweh. Ele há de fazer que o coração dos pais volte para os filhos e o coração dos filhos para os pais; e assim, quando eu vier, não condenarei o país à destruição total.” (Ml 3,23-24). João Batista começa a sua missão identificando-se: “Eu não sou o Messias.” (Jo 1,20), e declara ser  aquela voz que prepara o caminho do rei: “Eu sou uma voz gritando no deserto: ‘Aplainem o caminho do Senhor’, como disse o profeta Isaias.” (Jo 1,23).  
O anjo Gabriel, no Evangelho de Lucas, quando anunciava o nascimento de João Batista ao seu pai, reafirma a profecia de Malaquias a respeito de João: “Caminhará à frente deles, com o espírito e o poder de Elias, a fim de converter o coração dos pais aos filhos e os rebeldes à sabedoria dos justos, preparando para o Senhor um povo bem disposto.” (Lc 1,17). 
No Evangelho de Mateus, Jesus, falando sobre João Batista, diz: “É de João que a Escritura diz: ‘Eis que eu envio o meu mensageiro à tua frente; ele vai preparar o teu caminho diante de ti. [...] E se vocês o quiserem aceitar, é este o Elias que devia vir.” (Mt 11,10.14). 
João Batista, que teria nascido aproximadamente seis meses antes do Messias (cf Lc 1,26.36), foi esse mensageiro enviado por Yahweh para abrir as cortinas do Novo Testamento, de uma Nova Aliança, e apontar aos seus discípulos a chegada da Salvação e proclamar a presença do Cordeiro de Deus no meio do seu povo: “No dia seguinte, João viu Jesus, que se aproximava dele. E disse: ‘Eis o Cordeiro de Deus, aquele que tira o pecado do mundo. Este é aquele de quem eu falei; Depois de mim vem um homem que passou na minha frente, porque existia antes de mim’. (Jo 1,29.35). 
João declarou sua insignificância diante do Messias que já estava no meio do povo, e antecipou a missão do Messias: “Eu batizo vocês com água. Mas vai chegar alguém mais forte do que eu. Eu não sou digno nem sequer de desamarrar a correia das sandálias dele. Ele é quem batizará vocês com o Espírito Santo e com fogo. Ele terá na mão uma pá; vai limpar sua eira, e recolher o trigo no seu celeiro; mas a palha ele vai queimar no fogo que não se apaga.” (Lc 3,16-17). 
Mais tarde, o próprio Jesus destacaria a importância do ministério profético de João Batista, quando disse: “Eu garanto a vocês: de todos os homens que já nasceram, nenhum me maior que João Batista.” (Mt. 11,11). João Batista foi um homem de aspecto rude e caráter firme. Era austero, com hábitos aparentemente anti-sociais; sua vestimenta era primária e seu alimento era apenas aquilo que a natureza lhe oferecia: “João usava roupas de pelos de camelo, e cinto de couro na cintura; comia gafanhotos e mel silvestre.” (Mt 3,4; Mc 1,6). Não tinha papas na língua, jamais vacilou em falar clara e contundentemente quando se fizesse necessário e, para ele não importava quem estivesse cometendo algum delito, fosse gente do povo, fosse autoridade ou até rei. 
Às pessoas simples do povo, os publicanos, que eram considerados pecadores públicos, aos soldados e ao povo em geral, que buscavam a verdade, o amor, o perdão e a reconciliação com Deus, e que perguntavam a João Batista: “O que é que devemos fazer?” (Lc 3,10), João recomendava a partilha e a generosidade: “Quem tiver duas túnicas, dê uma a quem não tem. E quem tiver comida, faça a mesma coisa.” (Lc 3,10-11). Para aqueles que tinham cargos públicos e que podiam se aproveitar dos impostos que cobravam do povo, João recomendava a honestidade: “Não cobrem nada além da taxa estabelecida.” (Mt 3,13). 
Para aqueles que eram responsáveis pela segurança do povo, os soldados, João recomendava a não violência e o contentamento pelo salário recebido: “Não maltratem ninguém; não façam acusações falsas, e fiquem contentes com o salário de vocês.” (Lc 3,14). 
A preparação feita por João Batista para receber a Salvação que vinha de Deus, foi para um caminho de santidade, e o povo de Deus deve andar nesse caminho, conforme dissera o profeta Isaias: “Haverá ai uma estrada, um caminho, que chamarão de caminho santo. Impuro nenhum passará por ele, e os bobos não vão errar o caminho. [...] Por ele andará os que foram redimidos e os que foram resgatados por Yahweh.” (Is 35,8.9b.10a). 
Mas, voltando-se para os fariseus e saduceus que eram as autoridades religiosas e civis do povo judeu, que se julgavam superiores a tudo e a todos, que exploravam o povo simples e humilde, que se julgavam já salvos simplesmente por se acharem filhos de Abraão, 
João Batista denunciou a religiosidade aparente deles, que eram as classes sociais abastadas, assim os condenou, dizendo: “Quando viu muitos fariseus e saduceus vindo para o batismo, João disse-lhes: ‘Raça de cobras venenosas, quem lhes ensinou a fugir a ira que vai chegar? Façam coisas que provem que vocês se converteram. Não pensem que basta dizer: ‘Abraão é nosso pai’. Porque eu lhes digo: até destas pedras Deus pode fazer nascer filhos de Abraão. O machado já está posto na raiz das árvores. E toda árvore que não der bom fruto, será cortada e lançada no fogo.” (Mt 3,7-10; Lc 3,7-9). 
Ao rei Herodes, que era um homem sanguinário, mas fraco e acovardado, que fora influenciado por Herodíades, que fora esposa de seu irmão e a quem o rei havia tomado-a para si, João Batista não se intimidou e o condenou abertamente, o que lhe custou a própria vida: “João dizia a Herodes: ‘Não é permitido você se casar com a mulher do seu irmão’. Por isso, Herodíades ficou com raiva de João e queria matá-lo, mas não podia. Com efeito, Herodes tinha medo de João, pois sabia que ele era justo e santo, e por isso o protegia. Gostava de ouvi-lo, embora ficasse embaraçado quando o escutava.” (Mc 6,18-20) mas, o resultado disso tudo foi a decapitação de João Batista a pedido da própria Herodíades (cf Mc 6,17-29; Mt 14,1-12). 
Mais tarde, talvez corroído pelo remorso, como se isso fosse possível, o rei Herodes viu em Jesus a ressurreição de João Batista: “Herodes, governador da Galiléia, ouviu falar da fama de Jesus. Disse então aos seus oficiais: ‘Ele é João Batista que ressuscitou dos mortos. É por isso que os poderes agem nesse homem.” (Mt 14,1-2). 
As Sagradas Escrituras não informam se João Batista e Jesus se conheciam antes de se encontrarem no rio Jordão, por ocasião do batismo de Jesus, mas o próprio João Batista afirma que: “Eu mesmo não o conhecia...”. (Jo 1,31). João Batista era filho do sacerdote Zacarias e Isabel (Lc 1,15-25). 
O mesmo Lucas diz que Isabel era “parenta” de Maria, possivelmente prima (cf Lc 1,36). Jesus se dirige ao rio Jordão para ser batizado por Jesus, muito embora não precisasse desse ritual para se lavar dos pecados, porque ele, Jesus, não os tinha; Jesus não precisava do batismo de João Batista, pois não tinha qualquer culpa, a não ser a culpa da humanidade que ele assumira. Quis, entretanto, nos deixar o exemplo do que fazer e a lição de que ninguém é puro, a não ser ele próprio, Jesus. 
A princípio, João, conhecedor dessa realidade, se recusa a batizar Jesus, conforme narra Mateus no seu Evangelho: “Jesus foi da Galiléia para o rio Jordão, a fim de se encontrar com João, e ser batizado por ele. Mas João procurava impedi-lo, dizendo: ‘Sou eu que devo ser batizado por ti, e tu vens a mim’. Jesus, porém, lhe respondeu: ‘Por enquanto deixe como está! Porque devemos cumprir toda a justiça’. E João concordou.” (Mt 3,13-15).
E, nessa oportunidade, acontece uma teofania: pela primeira vez e publicamente, a Santíssima Trindade se manifesta: “Logo que Jesus saiu da água, viu o céu se rasgando, e o Espírito como pomba, desceu sobre ele. E do céu veio uma voz: ‘Tu és o meu Filho amado; em ti encontro o meu agrado’.” (Mc 1,10-11), fato esse testemunhado pelo próprio João Batista: “Eu vi o Espírito descer do céu, como uma pomba, e pousar sobre ele.” (Jo 1,32). ” 
A vida pública de Jesus tem início com seu Batismo por João, no rio Jordão: “Jesus tinha cerca de trinta anos quando começou sua atividade pública.” (Lc 3,23). Até para o povo e para os próprios discípulos de Jesus, a figura de João Batista, depois de sua morte, ainda permanecia entre todos porque, quando Jesus perguntou aos discípulos quem os homens diziam que ele era, eles responderam: “Alguns dizem que é João Batista...” (Mt 16,14). 
A vaidade, o orgulho, a soberba, jamais estiveram presentes na vida de João Batista. Por sua austeridade e fidelidade ao seu Deus, João Batista foi confundido com o próprio Cristo, mas, imediatamente, retruca: “Eu não sou o Cristo” (Jo 3,28) e ainda “não sou digno de desatar a correia de sua sandália”. (Jo 1,27; Mc 1,7). 
Quando seus discípulos hesitavam, sem saber a quem seguir, João Batista apontava em direção ao único caminho, demonstrando o rumo certo, ao exclamar: "Eis o cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo". (Jo 1,29). 
A pregação de João Batista foi totalmente cristológica. Como faltam profetas como João Batista nos nossos dias... 
São comemorados também, neste dia: Bem-aventurada Joana Maria da Cruz, Santa Sabina, São Nicéias e Santo Hipácio, Santos Nicéia e Paulo (mártires), Santo Osório Gutierrez (fundador do mosteiro de Loernzana), Santa Sabina de Roma (mártir), Santa Sabina de Troyes (virgem).

domingo, 28 de agosto de 2016

“QUEM SE ELEVA SERÁ HUMILHADO E QUEM SE HUMILHA SERÁ EXALTADO”.

XXII DOMINGO DE TEMPO COMUM

“QUEM SE ELEVA SERÁ HUMILHADO E QUEM SE HUMILHA SERÁ EXALTADO”. (Lc 14,11).

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Diácono Milton Restivo

A primeira leitura da liturgia de hoje é tirada do livro do Eclesiástico, também chamado “Sirácida”, “Sirácide” ou ainda, “Sabedoria de Jesus, filho de Sirac” em algumas tradições da Bíblia. Na Igreja primitiva Latina o Eclesiástico  era chamado “Livro da Igreja” porque era utilizado com frequência para a instrução, a catequese dos fiéis. Está relacionado entre os “livros sapicienciais” da Bíblia como o Eclesiastes, com o qual não se confunde, além de Salmos, Provérbios, Cântico dos Cânticos, Jó e Sabedoria.
Desde os primeiros séculos do Cristianismo o nome mais comum para designar este livro foi “Eclesiástico” (do latim “Ecclesiasticus liber”), o que significa o livro da igreja ou da assembléia.
São Cipriano (200-258), bispo da cidade de Cartago e mártir, parece ter sido o primeiro a usar esse nome, devido ao uso que dele se fazia na Igreja primitiva para a catequese dos catecúmenos, ou seja, dos que estavam sendo preparados para o batismo.
Com efeito, de entre os Livros Sapienciais, é o Eclesiástico o mais rico de ensinamentos práticos, apresentados de um modo paternal e persuasivo.
Apesar de se lhe chamar também, como vimos acima, de “Sirácide” ou “Sirácida”, derivado de uma forma alternativa de “Sirac”, os principais manuscritos gregos usam o título de “Sabedoria de Jesus, filho de Sirac” (Eclo 50,27) ou então, simplesmente, “Sabedoria de Sirac”: “Jesus, filho de Sirac de Jerusalém, escreveu neste livro uma doutrina de sabedoria e ciência, e derramou nele a sabedoria de seu coração. Feliz aquele que se entregar a essas boas palavras; aquele que as guardar no coração será sempre sábio; pois, se ele as cumprir, será capaz de todas as coisas, porque a luz de Deus guiará os seus passos”. (Eclo 50,29-31). 

sábado, 27 de agosto de 2016

SANTO AGOSTINHO, O BISPO DE HIPONA - 354-430

SANTO AGOSTINHO, O BISPO DE HIPONA - 354-430

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Aurélio Agostinho, filho de Patrício e Mônica, nasceu no dia 13 de novembro de 354, na cidade de Tagaste, hoje região da Argélia, na África. 
Era o primogênito de Patrício, um pequeno proprietário de terras, pagão. 
Sua mãe, ao contrário, era uma devota cristã, que agora celebramos, como santa Mônica, no dia 27 de agosto. 
Mônica procurou criar o filho no seguimento de Cristo. Não foi uma tarefa fácil. 
Aliás, ela até adiou o seu batismo, receando que ele o profanasse. Mas a exemplo do provérbio que diz que "a luz não pode ficar oculta", ela entendeu que Agostinho era essa luz. 
Aos dezesseis anos de idade, na exuberância da adolescência, foi estudar fora de casa. 
Na oportunidade, envolveu-se com a heresia maniqueísta e também passou a conviver com uma moça cartaginense, que lhe deu, em 372, um filho, Adeodato. 
Assim era Agostinho, um rapaz inquieto, sempre envolvido em paixões e atitudes contrárias aos ensinamentos da mãe e dos cristãos. 
Possuidor de uma inteligência rara, depois da fase de desmandos da juventude centrou-se nos estudos e formou-se, brilhantemente, em retórica. Excelente escritor, dedicava-se à poesia e à filosofia. Procurando maior sucesso, Agostinho foi para Roma, onde abriu uma escola de retórica. Foi convidado para ser professor dessa matéria e de gramática em Milão. 
O motivo que o levou a aceitar o trabalho em Milão era poder estar perto do agora santo bispo Ambrósio, poeta e orador, por quem Agostinho tinha enorme admiração.

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

SANTA MÔNICA, MÃE DE SANTO AGOSTINHO - 331-387

SANTA MÔNICA, MÃE DE SANTO AGOSTINHO - 331-387

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Mônica nasceu em Tagaste, atual Argélia, na África, no ano 331, no seio de uma família cristã. 
Desde muito cedo dedicou sua vida a ajudar os pobres, que visitava com freqüência, levando o conforto por meio da Palavra de Deus. 
Teve uma vida muito difícil. O marido era um jovem pagão muito rude, de nome Patrício, que a maltratava. Mônica suportou tudo em silêncio e mansidão. 
Encontrava o consolo nas orações que elevava a Cristo e à Virgem Maria pela conversão do esposo. 
E Deus recompensou sua dedicação, pois ela pôde assistir ao batismo do marido, que se converteu sinceramente um ano antes de morrer. 
Tiveram dois filhos, Agostinho e Navígio, e uma filha, Perpétua, que se tornou religiosa. 
Porém Agostinho foi sua grande preocupação, motivo de amarguras e muitas lágrimas. 
Mesmo dando bons conselhos e educando o filho nos princípios da religião cristã, a vivacidade, inconstância e o espírito de insubordinação de Agostinho fizeram que a sábia mãe adiasse o seu batismo, com receio que ele profanasse o sacramento. E teria acontecido, porque Agostinho, aos dezesseis anos, saindo de casa para continuar os estudos, tomou o caminho dos vícios. 
O coração de Mônica sofria muito com as notícias dos desmandos do filho e por isso redobrava as orações e penitências. 
Certa vez, ela foi pedir os conselhos do bispo, que a consolou dizendo: "Continue a rezar, pois é impossível que se perca um filho de tantas lágrimas".