OS
PRIMEIROS MÁRTIRES DA SANTA IGREJA ROMANA - SÉCULO I

Nero
aproveitou-se das calúnias que já cercavam a pequena e pouco conhecida
comunidade hebraica que habitava Roma, formada por pacíficos cristãos. Na
cabeça do povo já havia, também, contra eles, o fato de recusarem-se a
participar do culto aos deuses pagãos.
Aproveitando-se
do desconhecimento geral sobre a religião, Nero culpou os cristãos e ordenou o
massacre de todos eles.
Há registros
de um sadismo feroz e inaceitável, que fez com que o povo romano, até então
liberal com relação às outras religiões, passasse a repudiar violentamente os
cristãos.
Houve
execuções de todo tipo e forma e algumas cenas sanguinárias estimulavam os mais
terríveis sentimentos humanos, provocando implacável perseguição.
Alguns adultos
foram embebidos em piche e transformados em tochas humanas usadas para iluminar
os jardins da colina Oppio.
Em outro
episódio revoltante, crianças e mulheres foram vestidas com peles de animais e
jogadas no circo às feras, para serem destroçadas e devoradas por elas.
Desse modo, a
crueldade se estendeu de 64 até 67, chegando a um exagero tão grande que acabou
incutindo no povo um sentimento de piedade. Não havia justificativa, nem mesmo
alegando razões de Estado, para tal procedimento. O ódio acabou se
transformando em solidariedade.
Os apóstolos
Pedro e Paulo foram duas das mais famosas vítimas do imperador tocador de lira,
por isso a celebração dos mártires de Nero foi marcada para um dia após a data
que lembra o martírio de ambos. Porém, como bem nos lembrou o papa Clemente, o
dia de hoje é a festa de todos os mártires, que com o seu sangue sedimentaram a
gloriosa Igreja Católica Apostólica Romana.
São lembrados
também neste dia: Santa Lucina, São Basílides (mártir), São Teobaldo,
Bem-aventurado Januário Maria Sarnelli, São Bertrando (bispo), São Caio
(presbítero), Santa Clotsinde (abadessa), Santa Emiliana (mártir), Santa
Erentrudes (abadessa).
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