
segunda-feira, 13 de julho de 2020
MARIA DOMÉSTICA
MARIA DOMÉSTICA
Desde que
falo de Maria, sempre procurei mostrá-la como a mulher simples e humilde que
foi em toda a sua existência. Sempre procurei mostrar Maria sem mantos de
veludo e coroas cravejadas de diamantes, que foram os próprios homens que
colocaram em suas imagens e que tanto afasta Maria do povo, afasta Maria das
pessoas simples e dos pobres, que são os amados de Jesus Cristo. E para falar
por um outro prisma de Maria, nada melhor do que pegar as palavras de João
Mohama, quando ele escreve sobre o terceiro encontro de Maria com o seu filho
Jesus em seu livro “Os mais belos encontros de Cristo.”
E, nesse capítulo, João Mohama começa nos perguntando:
“Por acaso, foi apenas a cozinha a área
de trabalho, de serviço, de amor, de encontro com Jesus, nesses trinta anos? Nossa
Senhora da Casa talvez fosse o mais fiel e tudo quanto Maria nos transmite na escola de Nazaré. O encontro
de Maria com Jesus em sua casa de Nazaré durou trinta anos. E há um estilo de
vida nesse encontro. Um estilo de serviço. Um estilo de trabalho. Um estilo de
doação. Um estilo de amor. Um estilo de santificação. Nossa Senhora do
Trabalho. Nossa Senhora do Serviço caseiro. Nossa
Senhora da dedicação. Todos seriam
títulos exatos para quem soube ser bendita entre as mulheres, num
trabalho sem platéia, num serviço sem auditório; serviço útil, indispensável
que, por não trazer aplauso das multidões pode não atrair aqueles para os quais
a vontade de Deus aponta os bastidores, em vez do palco. Não é fácil passar
trinta anos nos bastidores de uma cozinha, e Maria fez isso, igual as nossas
mães pobres e humildes fazem; não é fácil passar trinta anos em uma máquina de
costura ou um tanque de lavar roupas, e Maria fez isso, igual as nossas mães
pobres e simples fazem. Mas, se é um serviço oculto, nem por isso deixa de ter
o seu prazer, quando é o amor que prepara o pão, que põe o avental, que lava
louça, que conserta as roupas rasgadas. Tudo tem o seu prazer porque o Cristo
está ali junto, olhando, e isso basta... Como eu gostaria de ter sido vizinho
de Jesus, Maria e José em sua pobre casa de Nazaré. Ah! Se eu fosse vizinho eu
não sairia dessa bendita casa para olhar tudo, para contemplar, para aprender,
para servir, para crescer. Mas, se não fui vizinho, da mesma forma sei tudo o
que lá aconteceu porque os Santos Evangelhos me transmitem. A mãe do Filho de
Deus é uma simples dona de casa, uma trabalhadora como qualquer outra... Estou
vendo Maria abrindo as janelas de sua casa pela manhã; estou vendo Maria
varrendo o quarto, a varanda, o corredor, a oficina. Estou vendo Maria limpando
os seus pobres móveis. Estou vendo à beira do fogão de lenha, com os olhos
lacrimejantes pela fumaça ardida da lenha molhada ou ainda meio verde. Estou
vendo a Virgem limpando o quintal, ajudada por seu filho Jesus. Estou vendo a
Virgem arrumando a mesa, servindo a comida, chamando Jesus e José para o
almoço. Estou vendo Maria, nas noites de frio, enquanto tecia mais uma túnica
para seu filho, ouvindo Jesus, apenas Jesus, depois que José foi chamado por
Deus. A mãe de Deus foi uma simples dona de casa, assim como são as nossas mães
pobres e humildes”. (itálico, do livro “Os mais belos Encontros de Jesus” -
João Mohama).

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