terça-feira, 28 de outubro de 2014

SÃO JUDAS TADEU E SÃO SIMÃO, O ZELOTE

SÃO JUDAS TADEU E SÃO SIMÃO, O ZELOTE


São Judas Tadeu é um dos doze apóstolos de Jesus. Seus outros nomes são Judas Tadeus, Judas Lebeus e Judas, irmão de Tiago. Ele é também conhecido como São Tadeu. Ele não deve ser confundido com Judas Iscariotes, também outro apóstolo, que traiu Jesus e mais tarde, (segundo Mateus), cometeu suicídio.
São Judas foi um irmão de Tiago, e, um parente (primo) de Jesus, que na época se chamava de irmão qualquer um que fosse primo, pertencente a família, Marcos 6,3 declara sobre Jesus: “Não é esse o carpinteiro? Não é esse o filho de Maria e o irmão de Tiago, José, Judas e Simão? Não são essas suas irmãs que estão entre nós também?”.
Outra passagem do Evangelho, diz: “Perguntaram-lhe Judas, não o Iscariotes: "Senhor, porque razão hás de manifestar-te a nós e não ao mundo?" Jo 14,22.
Nos Atos de Tomás, um livro apócrifo do Novo Testamento, escrito na Síria no início do século III, ele foi identificado como Judas Tomé, que é o nome completo do apóstolo Tomé, segundo a tradição síria.
É o suposto autor da Epístola de Judas do Novo Testamento. Judas, sendo São Judas, é suposto na visão da Igreja Apostólica Arménia, ter levado o Cristianismo à Armênia.
       Após ter recebido o dom do Espírito Santo, Judas Tadeu iniciou sua pregação na Galiléia. Realizou inúmeros milagres em sua caminhada pelo Evangelho. Depois, foi para a Samaria e, próximo do ano 50, tomou parte no primeiro Concílio, em Jerusalém.
Evangelizou a Mesopotâmia, Síria, Armênia e Pérsia, onde encontrou Simão, e passaram a viajar juntos. Conta a tradição que percorreram juntos as doze províncias do Império Persa, nas quais converteram muitos pagãos. Ainda segundo essa fonte, os dois apóstolos foram torturados e mortos no mesmo dia, por pagãos perseguidores.
Por isso a Igreja manteve a mesma data para as duas homenagens. Ao certo, o que sabemos é que o apóstolo Judas Tadeu tornou-se um mártir da fé, isto é, morreu por amor a Jesus Cristo. A sua pregação e o seu testemunho eram tão intensos que os pagãos se convertiam. Os sacerdotes pagãos, furiosos, mandaram assassinar o apóstolo, a golpes de bastões, lanças e machados.
Tudo teria acontecido no dia 28 de outubro de 70. Os restos mortais, guardados primeiro no Oriente Médio e depois na França, agora são venerados em Roma, na Basílica de São Pedro.
Antigas tradições citadas pelos Padres da Igreja afirmam que foi martirizado na Pérsia, a mando de sacerdotes pagãos que instigaram as autoridades locais e o povo, tendo sido decapitado juntamente com outro apóstolo de Jesus, Simão Zelote, que também pregava naquela região.
 Suas relíquias se encontram supostamente em Roma, para onde teriam sido trasladadadas e são veneradas até hoje. É o santo patrono das causas desesperadas e das causas perdidas na Igreja Católica Romana.
O símbolo de São Judas é um machadinho e às vezes é representado segurando um machado, uma clava, uma espada ou uma alabarda, por sua morte ter ocorrido por uma dessas armas.  Ele é também geralmente apresentado em ícones com uma flama ao redor de sua cabeça. Essa flama representa a presença do Pentecostes, quando ele recebeu o Espírito Santo, junto com os outros apóstolos. Em alguns casos ele é mostrado como um rolo ou livro (sua epístola) ou segurando uma régua de carpinteiro.

São Simão, dito Simão, o Zelote ou Simão, o Cananeu, foi um dos discípulos de Jesus Cristo que fazia parte do grupo dos doze apóstolos. É referido como o Cananeu de acordo com o Livro de Mateus e como o Zelote no Livro de Lucas e em Atos dos Apóstolos. A palavra grega Cananeu e a palavra Zelote, derivada do aramaico, significam a mesma coisa: "zeloso". Supõe-se por esse apelido que Simão pertencia à seita judaica conhecida como zelotes.
O momento no qual se ocorreu o chamamento de Simão para se unir aos apóstolos não é muito claro na Bíblia. Sabe-se apenas que foi convidado ao mesmo tempo que André, Simão Pedro, Tiago e João, filhos de Zebedeu, Judas Iscariotes e Judas Tadeu (Mateus 4,18-22). Não se sabe ao certo qual teria sido o ministério de Simão posteriormente.
Algumas tradições o colocam como grande auxiliador no estabelecimento do cristianismo no Egito, juntamente com São Marcos e São Filipe e na Síria. Sua pregação era bem parecida com a dos outros quatro Apóstolos que foram para o Oriente, tida por alguns como ascética e judaica, tal como aquelas preservadas na Epístola canônica de Judas.
Encontrou o martírio na cruz ou, segundo outras tradições menos seguras, pela fogueira, na Armênia. Mas a tradição católica diz que Simão foi martirizado sendo cortado ao meio vivo por um serrote. Há diversas versões sobre o martírio de São Judas Tadeu. Entretanto, todos concordam que Judas  e Simão com uma pregação veemente converteram muitos pagãos na Pérsia. Pela vontade do SENHOR, as manifestações sobrenaturais aconteciam com frequência e de modo a não deixar dúvidas de que aqueles homens estavam com DEUS.
A sucessão de milagres causava admiração e espanto. Multidões de pessoas pediam para serem batizadas e abraçavam a doutrina cristã.  Os sacerdotes pagãos, os Feiticeiros e Encantadores ficavam enciumados com o que presenciavam e não se conformando com a situação, tramaram contra a vida dos dois.
Alguns escritores afirmam, baseados em lendas e tradições, que São Judas e São Simão foram arrastados prisioneiros até o Templo do Sol. Assim que chegaram os maus espíritos ficaram nervosos e questionaram apavorados: “Que tendes conosco, Apóstolos do SENHOR? Desde que entraram aqui estamos horrivelmente atormentados”. Então, um Anjo apareceu aos Apóstolos e lhes disse: “Apóstolos de CRISTO, escolhei uma destas duas coisas: que sejam mortos todos os seus inimigos para que continuem vivos e livres para a pregação do Evangelho, ou que sejam martirizados e recebam uma grande glória no Céu?” Os dois Apóstolos responderam ao Anjo que preferiam o martírio por CRISTO. Logo a seguir São Judas dirigindo-se a multidão, disse-lhes: “Para que saibam que estes ídolos que vocês adoram são falsos, deles sairão dois demônios que quebrarão todas as imagens em pedaços”. Naquele mesmo momento, dois ferozes demônios com aspecto hediondo saíram das imagens e puseram-se a quebrar todos os ídolos do Templo. O povo que frequentava, fanáticos e idólatras, ficaram indignados ao verem por terra as imagens de seus deuses. Precipitaram-se furiosamente contra os Apóstolos e os trucidaram barbaramente a golpes de machados.
Outros escritores afirmam que os dois Apóstolos embora avisados por um Anjo do SENHOR, não fugiram do martírio, foram vítimas de uma emboscada noturna, por um grupo de malfeitores enviados pelos Feiticeiros, tendo sido martirizados num lugar ermo, morrendo a golpes de machados, lanças e cassetetes.
Quanto ao local do martírio, também existe controvérsia. Alguns afirmam que foi em Berito ou Nerito, outros dizem que foi em Arate ou Aráduas, e ainda mencionam Sufian ou Siani, todas elas, pequenas cidades persas próximas uma das outras.

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