sexta-feira, 15 de julho de 2022

 

SÃO BOAVENTURA - 1218-1274

Frei Boaventura era italiano, nasceu no ano de 1218, na cidade de Bagnoregio, em Viterbo, e foi batizado com o nome de João de Fidanza. O pai era um médico conceituado, mas, como narrava o próprio Boaventura, foi curado de uma grave enfermidade ainda na infância por intercessão de são Francisco.

Aos vinte anos de idade, ingressou no convento franciscano, onde vestiu o hábito e tomou o nome de Boaventura dois anos depois. Estudou filosofia e teologia na Universidade de Paris, na qual, em 1253, foi designado para ser o catedrático da matéria. Também foi contemporâneo de Tomás de Aquino, outro santo e doutor da Igreja, de quem era amigo e companheiro.

Boaventura buscou a Ordem Franciscana porque, com seu intelecto privilegiado, enxergou nela uma miniatura da própria Igreja. Ambas nasceram contando somente com homens simples, pescadores e camponeses. Somente depois é que se agregaram a elas os homens de ciências e os de origem nobre. Quando frei Boaventura entrou para a Irmandade de São Francisco de Assis, ela já estava estabelecida em Paris, Oxford, Cambridge, Estrasburgo e muitas outras famosas universidades européias.

Essa nova situação vivenciada pela Ordem fez com que Boaventura interviesse nas controvérsias que surgiam com as ordens seculares. Opôs-se a todos os que atacavam as ordens mendicantes, especialmente a dos franciscanos. Foi nesta defesa, como teólogo e orador, que teve sua fama projetada em todo o meio eclesiástico.

Em 1257, pela cultura, ciência e sabedoria que possuía, aliadas às virtudes cristãs, foi eleito superior-geral da Ordem pelo papa Alexandre IV. Nesse cargo, permaneceu por dezoito anos. Sua direção foi tão exemplar que acabou sendo chamado de segundo fundador e pai dos franciscanos. Ele conseguiu manter em equilíbrio a nova geração dos frades, convivendo com os de visão mais antiga, renovando as Regras, sem alterar o espírito cunhado pelo fundador. Para tanto dosou tudo com a palavra: para uns, a tranqüilizadora; para outros, a motivadora.

Alicerçado nas teses de santo Agostinho e na filosofia de Platão, escreveu onze volumes teológicos, procurando dar o fundamento racional às verdades regidas pela fé. Além disso, ele teve outros cargos e incumbências de grande dignidade. Boaventura foi nomeado cardeal pelo papa Gregório X, que, para tê-lo por perto em Roma, o fez também bispo-cardeal de Albano Laziale. Como tarefa, foi encarregado de organizar o Concílio de Lyon, em 1273.

Nesse evento, aberto em maio de 1274, seu papel foi fundamental para a reconciliação entre o clero secular e as ordens mendicantes. Mas, em seguida, frei Boaventura morreu, em 15 de julho de 1274, ali mesmo em Lyon, na França, assistido, pessoalmente, pelo papa que o queria muito bem.

Foi canonizado em 1482 e recebeu o honroso título de doutor da Igreja. A sua festa litúrgica ocorre no dia se sua passagem para a vida eterna.

São comemorados também, neste dia: Bem-aventurados Inácio de Azevedo e companheiros (jesuítas mártires), Santa Justa, Santa Rosália, São Charbel, São Vladimir de Kiev, Aprônia de Troyes (virgem), Santo Atanásio de Nápoles (bispo), São Balduino de Rieti (abade), São Bento de Angers (bispo), São Davi de Munkentorp (monge e bispo).

quinta-feira, 14 de julho de 2022

 

SÃO CAMILO DE LÉLLIS - 1550-1614

 

Fundou a congregação dos Ministros Camilianos.

Camila Compelli e João de Lellis eram já idosos quando o filho foi anunciado.

Ele, um militar de carreira, ficou feliz, embora passasse pouco tempo em casa. Ela também, mas um pouco constrangida, por causa dos quase sessenta anos de idade. Do parto difícil, nasceu Camilo, uma criança grande e saudável, apenas de tamanho acima da média.

Ele nasceu no dia 25 de maio de 1550, na pequena Bucchianico, em Chieti, no sul da Itália. Cresceu e viveu ao lado da mãe, uma boa cristã, que o educou dentro da religião e dos bons costumes. Ela morreu quando ele tinha treze anos de idade.

Camilo não gostava de estudar e era rebelde. Foi então residir com o pai, que vivia de quartel em quartel, porque, viciado em jogo, ganhava e perdia tudo o que possuía. Apesar do péssimo exemplo, era um bom cristão e amava o filho. Percebendo que Camilo, aos quatorze anos, não sabia nem ler direito, colocou-o para trabalhar como soldado. O jovem, devido à sua grande estatura e físico atlético, era requisitado para os trabalhos braçais e nunca passou de soldado, por falta de instrução.

Tinha dezenove anos de idade quando o pai morreu e deixou-lhe como herança apenas o punhal e a espada. Na ocasião, Camilo já ganhara sua própria fama, de jogador fanático, briguento e violento, era um rapaz bizarro.

Em 1570, após uma conversa com um frade franciscano, sentiu-se atraído a ingressar na Ordem, mas foi recusado, porque apresentava uma úlcera no pé. Ele então foi enviado para o hospital de São Tiago, em Roma, que diagnosticou o tumor incurável. Sem dinheiro para o tratamento, conseguiu ser internado em troca do trabalho como servente.

Mesmo assim, afundou-se no jogo e foi posto na rua. Sabendo que o mosteiro dos capuchinhos estava sendo construído, ofereceu-se como ajudante de pedreiro e foi aceito. O contato com os franciscanos foi fundamental para sua conversão.

Um dia, a caminho do trabalho, teve uma visão celestial, nunca revelada a ninguém. Estava com vinte e cinco anos de idade, largou o jogo e pediu para ingressar na Ordem dos Franciscanos. Não conseguiu, por causa de sua ferida no pé.

Mas os franciscanos o ajudaram a ser novamente internado no hospital de São Tiago, que, passados quatro anos, estava sob a sua direção. Camilo, já tocado pela graça, dessa vez, além de tratar a eterna ferida passou a cuidar dos outros enfermos, como voluntário. Mas preferia assistir aos doentes mais repugnantes e terminais, pois percebeu que os funcionários, apesar de bem remunerados, abandonavam-nos à própria sorte, deixando-os passar privações e vexames.

Neles, Camilo viu o próprio Cristo e por eles passou a viver. Em 1584, sob orientação do amigo e contemporâneo, também fundador e santo, padre Filipe Néri, constituiu uma irmandade de voluntários para cuidar dos doentes pobres e miseráveis, depois intitulada Congregação dos Ministros Camilianos.

Ainda com a ajuda de Filipe Néri, estudou e vestiu o hábito negro com a cruz vermelha de sua própria Ordem, pois sua congregação, em 1591, recebeu a aprovação do Vaticano, sendo elevada à categoria de ordem religiosa. Eleito para superior, dirigiu por vinte anos sua Ordem dos padres enfermeiros, dizem que com "mão de ferro" e a determinação militar recebida na infância e juventude.

Depois, os últimos sete anos de vida preferiu ficar ensinado como os doentes deviam ser tratados e conviver entre eles. Mesmo sofrendo terríveis dores nos pés, Camilo ia visitar os doentes em casa e, quando necessário, chegava a carregá-los nas costas para o hospital.

Nessa hora, agradecia a Deus a estatura física que lhe dera. Recebeu o dom da cura pelas palavras e orações, logo a sua fama de padre milagreiro correu entre os fiéis, que, ricos e pobres, procuravam sua ajuda. Era um homem muito querido em toda a Itália, quando morreu em 14 de julho de 1614. Foi canonizado em 1746. São Camilo de Lellis, em1886, foi declarado Padroeiro dos Enfermos, dos Doentes e dos Hospitais.

São comemorados também, neste dia: Santa Catarina Tekakwitha (a primeira americana pele-vermelha a ter sua santidade reconhecida pela Igreja), São Gaspar de Bene, São Francisco Solano, São Ciro de Cartago (bispo), São Deusdedit de Cantuária (monge e bispo), São Félix de Como (bispo), São Focas de Sinope (bispo e mártir), São Heracles de Alexandria (bispo).

quarta-feira, 13 de julho de 2022

 

SANTA TERESA DE JESUS DOS ANDES - 1900-1920

 

Joana Fernandez Solar nasceu no dia 13 de julho de 1900, no berço de uma família profundamente cristã, na cidade de Santiago do Chile, capital do país. Seus pais chamavam-se Miguel e Lúcia. A partir dos seis anos de idade, assistia com a mãe, quase diariamente, à santa missa e ansiava poder receber a primeira comunhão, o que aconteceu em setembro de 1910.

Desde então, procurava comungar diariamente e passar longos momentos mantendo um diálogo íntimo com Jesus. Teve a infância marcada por uma intensa vida mariana, que foi um dos sólidos alicerces da sua vida cristã. Joana estudou durante onze anos no Colégio do Sagrado Coração, até 1918.

Foi muito dedicada à família e julgava-se incapaz de viver separada dos seus. No entanto, assumiu com resignação o distanciamento nos últimos três anos dos estudos em regime de internato.

Sua vocação religiosa confirmou-se aos quatorze anos. Na época, ela se correspondia com a superiora das carmelitas dos Andes, e lia muito sobre a trajetória da vida dos santos. Assim, Joana foi se preparando de tal modo que, desde os dezessete anos, já externava o ideal de ser carmelita, e com ardor defendia a sua vivência contemplativa, que todos julgavam "inútil".

A separação definitiva da família e do mundo deu-se em maio de 1919, aos dezenove anos de idade. Entrou para as carmelitas dos Andes e tomou o nome de Teresa de Jesus. Lá viveu apenas onze meses, pois contraiu a febre tifóide e logo morreu, no dia 12 de abril de 1920, na sua cidade natal. Teresa de Jesus tinha tamanha liberdade para expressar-se com o Senhor que costumava dizer: "Cristo, esse louco de amor, me fez louca também".

A sua aspiração e constante empenho centraram-se em se assemelhar a ele, em comungar com Cristo. Foi beatificada pelo papa João Paulo II quando este visitou o Chile em 1987. Depois, foi canonizada pelo mesmo sumo pontífice em 1993, em Roma.

Na ocasião, ele a chamou de santa Teresa de Jesus "dos Andes", e declarou que era a primeira chilena e a primeira carmelita latino-americana a ser elevada à honra dos altares da Igreja, para ser festejada no dia 13 de julho.

O santuário de Santa Teresa dos Andes, como ficou popularmente conhecida, tornou-se um centro espiritual no Chile, visitado por milhares de peregrinos anualmente.

Sua fama de intercessora pelas graças e milagres concedidos correu logo, principalmente entre os jovens católicos. Santa Teresa dos Andes continua, assim, cumprindo a missão reconhecida como sua: despertar fome e sede de Deus nos jovens deste nosso mundo moderno tão materializado.

São comemorados também, neste dia: São Henrique II, Santa Angelina de Marsciano, São Joel e Santa Clélia Barbieri (fundadora das Irmãs Mínimas de Nossa Senhora das Dores. Morreu com apenas 23 anos, em 1870.É a fundadora mais jovem da Igreja).



terça-feira, 12 de julho de 2022

 

MEDALHA DE SÃO BENTO - O PODEROSO SIGNIFICADO

 

O significado da medalha, as graças que você pode alcançar e uma poderosa oração a São Bento

A medalha de São Bento não é um “amuleto da sorte”. Trata-se de um sacramental, isto é, um sinal visível de nossa fé.

O uso habitual da medalha tem por efeito colocar-nos sob a especial proteção de São Bento, principalmente quando se tem confiança nos méritos de tão grande Santo e nas grandes virtudes da Cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo!

São numerosos os fatos maravilhosos atribuídos à esta medalha. Ela nos assegura poderoso socorro contra as ciladas do demônio e também para alcançar graças espirituais, como conversão, vitória contra as tentações, inimizades etc.

Contudo, a medalha não age automaticamente contra as adversidades, como se fosse um talismã ou vara mágica.

Todo cristão, a exemplo de Jesus Cristo, deve carregar a sua cruz. Pois é necessário que nossas faltas sejam expiadas; nossa fé seja provada; e nossa caridade purificada, para que aumentem nossos méritos.

O símbolo da nossa redenção, a cruz, gravada na medalha não tem por fim nos livrar da prova; no entanto, a virtude da cruz de Jesus e a intercessão de São Bento produzirão efeitos salutares em muitas circunstâncias, a medalha concede, também, graças especiais para hora da morte, pois, São Bento com São José são padroeiros da boa morte.

Para se ficar livre das ciladas do demônio é preciso, acima de tudo, estar na graça e amizade com Deus. Portanto, é preciso servi-lo e amá-lo, cumprindo, todos os deveres religiosos: Oração, Missa dominical, recepção dos Sacramentos, cumprimento dos deveres de justiça; em uma palavra, cumprimento de todos os mandamentos da lei de Deus e da Igreja. Nem o demônio, nem alguma criatura, tem o poder de prejudicar verdadeiramente uma alma unida a Deus.

Em resumo, o efeito da medalha de São Bento depende em grande parte das disposições da pessoa para com Deus e da observância dos requisitos acima mencionados.

Numerosos são os benefícios atribuídos ao crucifixo de São Bento; de fato, se usado com fé e com o Patrocínio do Santo; protege:

·         Das epidemias;

·         Dos venenos;

·         De alguns tipos de doenças especiais;

·         Dos malefícios;

·         Dos perigos espirituais e materiais que possam causar o Demônio;

A Santa Sé a enriqueceu com numerosas indulgências: indulgência plenária em ponto de morte; indulgência parcial.

 

Significado da medalha

Na frente da medalha são apresentados uma cruz e entre seus braços estão gravadas as letras C S P B, cujo significado é, do latim: Cruz Sancti Patris Benedicti – “Cruz do Santo Pai Bento”.

Na haste vertical da cruz lêem-se as iniciais C S S M L: Crux Sacra Sit Mihi Lux – “A cruz sagrada seja minha luz”.

Na haste horizontal lêem-se as iniciais N D S M D: Non Draco Sit Mihi Dux – “Não seja o dragão meu guia”.

No alto da cruz está gravada a palavra PAX (“Paz”), que é lema da Ordem de São Bento. Às vezes, PAX é substituído pelo monograma de Cristo: I H S.

A partir da direita de PAX estão as iniciais: V R S N S M V: Vade Retro Sátana Nunquam Suade Mihi Vana – “Retira-te, satanás, nunca me aconselhes coisas vãs!” e S M Q L I V B: Sunt Mala Quae Libas Ipse Venena Bibas – “É mau o que me ofereces, bebe tu mesmo os teus venenos!”.

Nas costas da medalha está São Bento, segurando na mão esquerda o livro da Regra que escreveu para os monges e, na outra mão, a cruz. Ao redor do Santo lê-se a seguinte jaculatória ou prece: EIUS – IN – OBITU – NRO – PRAESENTIA – MUNIAMUR – “Sejamos confortados pela presença de São Bento na hora de nossa morte”.

É representado também a imagem de um cálice do qual sai uma serpente e um corvo com um pedaço de pão no bico, lembrando as duas tentativas de envenenamento, das quais São Bento saiu, milagrosamente, ileso.

 

Oração para alcançar alguma graça

Ó glorioso Patriarca São Bento, que vos mostrastes sempre compassivo com os necessitados, fazei que também nós, recorrendo à vossa poderosa intercessão, obtenhamos auxílio em todas as nossas aflições, que nas famílias reine a paz e a tranquilidade; que se afastem de nós todas as desgraças tanto corporais como espirituais, especialmente o mal do pecado. Alcançai do Senhor a graça… que vos suplicamos, finalmente, vos pedimos que ao término de nossa vida terrestre possamos ir louvar a Deus convosco no Paraíso. Amém.

(Fontes: Mosteiro de São Bento e São Miguel Arcanjo)

segunda-feira, 11 de julho de 2022

 

TERESA CRISTINA, MINHA FILHA. DOZE ANOS SEM A SUIA PRESENÇA.

 

"Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o agricultor” (Jo 15,1).

O Pai é o agricultor, o dono da messe, o dono do jardim. Cada um de nós somos os operários da messe, o jardineiro do jardim do Pai. Ele nos dá a terra, ele nos dá a semente, ele nos dá as condições dignas para que a terra seja boa, para que a semente se transforme em arbusto e para que o arbusto floresça, dê flores dignas de um rei.

O Pai nos dá uma família, nos dá filhos, mas família e filhos não são propriedades nossas, são do Pai. Os filhos são as flores que cultivamos no jardim do Pai. Compete a cada um de nós, pais, cuidar do jardim do Pai, dar-lhe flores viçosas, coloridas, perfumadas e perfeitas.

Devemos cuidar dessas flores desde em botão. Dar-lhes condições de crescerem saudáveis, floridas e perfumadas. Mas elas não são nossas, são do Pai. E o dia em que o Pai  achar por bem, ele visita o nosso jardim, colhe a sua flor preferida, a mais bonita entre todas e a leva para si, para embelezar o seu trono.  Assim aconteceu conosco.

Assim aconteceu com Teresa Cristina. Mulher bonita, inteligente, carinhosa, amigável, acolhedora, de sorriso fácil. Filha amorosa e presente. Quarenta e três anos. Câncer de  mama. E, no dia 11 de julho de 2010, há exatamente doze anos, o Pai visitou o meu jardim, escolheu dentre as flores a mais bela, e a levou consigo para embelezar o seu trono.

As pessoas boas deixam alegria. As pessoas más deixam lições. As pessoas maravilhosas deixam lembranças e saudades. Saudade é a confirmação do amor. Saudade é a perpetuação do amor. Saudade é o amor eterno presente no coração de quem ficou sem ter condições de esquecer a pessoa amada que partiu. Um dia a saudade deixa de ser dor e vira lembrança para compartilhar e guardar para sempre. As pessoas muito amadas por nós são eternas dentro da gente.

A mais bonita lágrima é a da saudade, pois ela nasce dos risos que não se acabam, das alegrias que marcaram e das lembranças que jamais se apagam.

Mais do que chorar a perda de um ente querido, não podemos perder a oportunidade de agradecer. Agradecer o tempo em que o Pai, o dono do jardim, permitiu que a flor Teresa Cristina ficasse conosco durante quarenta e três anos, embelezando o nosso lar, perfumando a nossa vida, aromatizando o nosso ambiente e transmitindo alegria no seu sorriso belo, singelo e encantador. Ela deixou o nosso jardim, mas está embelezando o trono do Pai, o dono do jardim.

Só nos resta repetir com o santo homem Jó: “O Senhor deu, e o Senhor tirou; bendito seja o nome do Senhor” (Jó 1,21).

O acontecimento de uma pessoa amada nos deixar e ir para a casa do Pai leva-nos à conclusão de que não existe morte. A morte é, simplesmente, um ponto de partida, não um fim. A morte é um trampolim que nos arremessa para a vida eterna, para a vida que não se acaba mais.

A vida é eterna; a vida é abundante porque Jesus Cristo veio para que tivéssemos vida, e a tivéssemos em abundância: “Eu vim para que tenham a vida, e a tenham em abundância.” (Jo 10,10). A vida não se acaba. A vida da pessoa amada que se foi não se acabou, apenas passou para um plano superior onde a presença de Deus é permanente e visível, a felicidade é eterna e a certeza de que a morte jamais a atingirá, jamais a separará de ninguém.

Na nossa ignorância naquilo que diz respeito às promessas divinas em relação à vida eterna, sofremos, sofremos muito quando um ente querido nos deixa e parte desta para herdar a vida eterna.

Choramos, choramos muito dentro de nós, ainda que o nosso semblante se esforce para demonstrar conformismo. É bom chorar, se faz necessário chorar, mas o cristão não chora por desespero e revolta.

Antes de tudo, o cristão chora por saudade, saudade de alguém que partiu temporariamente mas, temos certeza, está na casa do Pai; apenas nos antecipou a isso e a nossa fé nos garante que um dia nos juntaremos a esse ente querido porque Jesus nos conforta dizendo: “Não se perturbe o vosso coração! Credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas.” (Jo 14,1-2).

Apesar da certeza da ressurreição que nos é transmitida pelas Sagradas Escrituras, os nossos sentimentos humanos nos fazem sentir saudades dos nossos entes queridos que nos deixaram, mas, não podemos perder a esperança, não podemos perder a confiança nos ensinamentos de Jesus Cristo; temos de acreditar nas suas verdades evangélicas de que os nossos entes queridos, que caminharam conosco neste vale de lágrimas e que ouviram a voz do Bom Pastor e fizeram parte de seu rebanho, agora, depois desse passamento, estão na glória do Senhor, na casa do Pai, onde, segundo uma das promessas do Divino Mestre, existem muitas moradas: “Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se não fosse assim, eu vos teria dito, pois vou preparar-vos um lugar, e quando eu me for e vos tiver preparado um lugar, virei novamente e vos levarei comigo, a fim de que, onde eu estiver, estejais vós também.” (Jo 14,2-3).

O Senhor Jesus venceu a morte ressuscitando e “... a morte não tem domínio sobre ele.” (Rm 6,9), e Paulo Apóstolo se baseia na ressurreição de Cristo para nos dar a certeza que também venceremos a morte: “Se não há ressurreição dos mortos, também Cristo não ressuscitou. E se Cristo não ressuscitou, vazia é a nossa pregação, vazia também é a vossa fé.” (1Cor 15,13-14).

Quem morre acaba de nascer, de nascer para a vida, de ressurgir para a vida em abundância, a vida que não se acaba mais, a vida que é para valer, e isso entendeu muito bem Francisco, o pobrezinho de Assis: “É MORRENDO QUE SE RESSUSCITA PÁRA A VIDA...” A presença, o perfume,o amor da Teresa Cristina são uma constante no nosso coração, na nossa casa, na nossa família...

domingo, 10 de julho de 2022

 

O S   C I N C O   E S T Á G I O S   D O   L U T O

 

O luto revela a dor e sofrimento por uma perda que ainda não foi superada

Dizem que a única certeza que temos na vida é a morte, porém, ela ainda é considerada um grande mistério para todas as pessoas. É possível prever o nascimento de uma pessoa, mas a morte, dificilmente iremos prever.

Mesmo que “os dias de vida” sejam contados e previstos por médicos, baseado em estado clínico terminal do paciente, por algum motivo de doença grave, ainda assim, o dia e hora exatos da nossa morte, dificilmente saberemos ao certo.

Talvez seja por isso, que não nos preparamos para esse momento.

Ele simplesmente acontece, assim, como um sopro ou um último suspiro e pronto, já não estaremos mais aqui, no mundo materializado, físico.

 

O Processo de Luto

Para quem fica, o luto é considerado um momento de dor e vazio, de despedida forçada e para sempre, porém ele é um processo necessário e fundamental para qualquer tipo de perda, não apenas pela perda de uma pessoa que estimamos, amamos, que faz parte de nós direta ou indiretamente, mas por qualquer tipo de perda, como emprego, carreira, relacionamentos, etc.

O processo de luto se dá para qualquer animal, humanos e animais irracionais.

A diferença está na forma que os sentimentos acontecem, pois geralmente o luto vem acompanhado por tristeza, revolta, culpa, susto (choque), solidão, ausência, desamparo, mas também, sentimentos como alívio, emancipação.

Tais sentimentos podem refletir em vários sintomas físicos e emocionais, tais como aperto no peito, dor de estômago, nó na garganta, falta de ar, perda de energia, tristeza profunda, isolamento, entre outros.

Tomar consciência de que nunca mais poderá ver aquela pessoa ou fazer as mesmas atividades, ter os mesmos momentos, podem levar uma pessoa a perder também todos os sonhos, projetos e todas as lembranças associadas ou a ressignificá-los, lhes dando um novo valor.

Assim como existe o ciclo da vida, segundo a biologia, que é Nascer, Crescer, Reproduzir e Morrer, existem os ciclos da morte, definidos pela psiquiatra Elisabeth Kubler-Ross, que conseguiu identificar a reação psíquica de cada paciente em estado terminal e elaborou o Modelo Kübler-Ross, que propõe uma descrição de cinco fases (estágios) do luto, pelo qual as pessoas passam ao lidar com a perda, o luto e a tragédia.

Compreender os estágios do luto nos ajuda a entender a dor do outro e aprender a respeitar o seu tempo.

 

Essas cinco fases são: 

Negação – Raiva – Barganha – Depressão – Aceitação (NRBDA), que conforme Ross, nem sempre ocorrerão nesta ordem e também não possuem um prazo pré-definido para acontecerem, pois depende do tipo de perda e de como cada pessoa reage a essa perda, ao luto, à doença ou a uma tragédia. No entanto, uma pessoa sempre apresentará ao menos duas dessas fases, também considerados estágios:

 

1º Estágio: Negação

Essa é a primeira fase e a mais dolorida, também considerada o estágio do isolamento, pois a pessoa pode não querer falar sobre o assunto e se afastar.

É o momento dos “porquês” e dos “ses”. Momento em que parece impossível a perda, de acreditar no que aconteceu.

Essa fase é considerada um mecanismo de defesa temporário do Ego, contra a dor psíquica, diante da morte.

Esse estágio normalmente não persiste por muito tempo, sendo logo substituído por uma aceitação parcial, porém, varia de pessoa para pessoa, pois depende da intensidade do sofrimento de cada um e como as pessoas mais próximas são capazes de lidar com a dor. Durante a transição desse estágio para o estágio raiva, é comum a pessoa falar sobre a situação em um momento e de repente negá-la completamente.

 

2º Estágio: Raiva

Essa é fase da revolta, da rebeldia, do descontrole emocional, dos ressentimentos, onde a pessoa se sente injustiçada e inconformada com a perda, pelo fato do Ego não conseguir manter a negação e o isolamento.

É a fase do “porque comigo?”, “com tanta gente ruim pra morrer porque eu, eu que sempre fiz o bem, sempre trabalhei e fui honesto, perdi a pessoa que mais amo?”

Nessa fase, se relacionar é quase impossível. Os relacionamentos se tornam problemáticos, devido ao caos e a hostilização que a revolta traz ao ambiente. 

É importante, nessa fase, haver compreensão dos demais sobre a angústia transformada em raiva na pessoa que sente interrompidas suas atividades de vida pela doença ou pela morte.

 

3º Estágio: Barganha

Essa é fase também é conhecida como negociação da dor pela perda, pois foi deixado de lado a negação e o isolamento e a pessoa percebe que a raiva não resolveu, então começa-se a “barganhar” com ela mesmo e com Deus, em segredo, como pedidos de súplicas. É a fase do “Vou ser uma pessoa melhor, serei mais gentil e simpático com as pessoas, irei ter uma vida saudável.”

Nesse estágio, uma pessoa que, por exemplo,  está passando por uma doença, que a mantém impossibilitada de continuar suas atividades, começa a ficar mais serena, reflexiva e humilde.

Se a saúde dessa pessoa não se restabelece, mesmo tendo “barganhado” com Deus, a pessoa passa a utilizar inconscientemente outros recursos, que são os pactos, promessas, sacrifícios, acordos, de forma sigilosa entre ela e Deus, para que tudo volte ao normal.

 

4º Estágio: Depressão

Essa é a fase onde a pessoa toma consciência que perdeu e que não há como “voltar atrás” e a que leva mais tempo para passar para a fase de aceitação.

Algumas pessoas demoram décadas para sair dessa fase ou nunca vão aceitar a perda – muito comum quando se perde um filho.

Para quem está doente terminal, é o momento em que já não consegue negar suas condições de doente, quando as perspectivas da morte são claramente sentidas e que percebeu que negar, revoltar-se e negociar a cura não resolveu.

Esse é o momento em que as pessoas à sua volta devem estar mais próximas da pessoa doente ou que foi acometida pela perda de um ente querido, pois nessa fase, a pessoa se isola totalmente do mundo e do convívio social.

Sentimentos de melancolia, desânimo, desinteresse, apatia, tristeza, choro e impotência são comuns diante da situação vivida.

 

5º Estágio: Aceitação

Essa é a última fase do luto e a pessoa aceita a perda com paz e tranquilidade, pois já não se nega mais, não se revolta e nem se negocia e o estado de depressão foi substituído pela aceitação, mudando, assim, a sua perspectiva e preenchendo o seu vazio. Para a pessoa que está doente, ela não experimenta mais o desespero e nem nega sua realidade, pois o que ela quer é “descansar em paz”.

Embora não entendamos porque as pessoas e coisas se vão e nunca mais poderemos tê-las de volta, ou porque uma doença chega exatamente em nós, mesmo existindo milhares de pessoas espalhadas na Terra, o importante é saber que o luto é necessário e muitas vezes inevitável.

Saber passar por cada estágio e sair dele é um processo que exige muito autoconhecimento e coragem para reagir diante do que aconteceu e tirar grandes aprendizados, o que pode tornar a vida melhor e com mais propósito e significado.

Valorizar o que temos, enquanto temos e darmos importância a nós, ao outro e ao mundo à nossa volta são atitudes importantes para continuar existindo.

Na maioria das vezes não será possível reviver todos os momentos plenamente, portanto, é necessário ressignificá-los. A escolha para isso, depende de cada um de nós, a como reagimos diante de cada situação.

Na vida, assim como na morte, devemos estar preparados para a mudança, para o encerramento de ciclos e entender a clareza do nosso papel no mundo. Isso é importante para evoluirmos como ser humano e aproveitarmos ao máximo o que a vida nos oferece e enquanto oferece.

 

COMO SUPERAR A PERDA E SEGUIR EM FRENTE?

Não se culpe

Quando perdemos alguém que amamos, é comum que a culpa e o peso na consciência tomem conta dos pensamentos. Isso porque a perda faz com que o indivíduo comece a pensar em tudo o que deixou de fazer e dizer.

Nesse momento, é importante ter em mente que nenhuma relação é perfeita e que as falhas cometidas não significam falta de amor. Entenda que você fez o que foi possível diante de cada circunstância e não se torture pelo que não foi possível fazer.

Adapte-se à nova rotina

Faça todos os ajustes possíveis para aprender a conviver com a ausência da pessoa.

Mude alguns hábitos e crie maneiras positivas de enfrentar a saudade — como iniciar um curso, fazer um trabalho voluntário ou ir viajar por um período.

Procure algo que proporcione prazer e traga uma sensação de preenchimento. Mesmo convivendo com a dor, é possível ser feliz encontrando motivação em atividades produtivas.

 

É importante entender que:

As pessoas não passam por essas fases de maneira linear, ou seja, elas podem superar uma fase, mas, depois, retornar a ela (ir e vir), estacionar em uma delas sem ter avanços por um longo período ou ainda suplantar todas as fases rapidamente até a aceitação. Não há regra.

Porém, sabe-se que, comumente, a fase mais longa é da depressão para a aceitação.

Tudo depende do histórico de experiências da pessoa e das crenças que ela tem sobre si mesma e sobre a situação em questão. 

Existem pessoas que podem passar meses ou anos num vai e vem e não chegar à aceitação nunca. Outras, em poucas horas ou dias, fazem todo o processo. Isso varia também em função da perda sofrida.

“Ninguém está preparado para perder o outro; é normal não conseguirmos nos desapegar. Temos a tendência de ficarmos presos em uma relação mesmo quando não a queremos mais.

A única saída, então, é ter coragem, enfrentar os desafios que virão e avaliar honestamente nossos sentimentos e emoções.” 

sábado, 9 de julho de 2022

 

SANTA PAULINA DO CORAÇÃO AGONIZANTE DE JESUS - (1865 – 1942)

 

Santa Madre Paulina, nascida e batizada Amábile Lúcia Visintainer, nasceu aos 16 de dezembro de 1865, em Vigolo Vattaro, Província de Trento, Itália, naquele tempo região Sul-Tirol, sujeita à Áustria. Os pais, como toda a gente do lugar, eram ótimos cristãos, mas pobres.

Em setembro de 1875, a família de Napoleone Visintainer emigrou com muitos outros trentinos para o Brasil e no Estado de Santa Catarina, no atual município de Nova Trento, deram início à localidade de Vígolo. Amábile, depois da primeira comunhão, recebida mais ou menos aos 12 anos, começou a participar no apostolado paroquial: Catecismo aos pequenos, visitas aos Doentes e limpeza da Capela de Vigolo.

No dia 12 de julho de 1890, junto com a amiga Virgínia Rosa Nicolodi, Amábile acolheu uma doente de câncer em fase terminal, dando início à Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição, aprovada pelo Bispo de Curitiba, Dom José de Camargo Barros, aos 25 de agosto de 1895. Em dezembro de 1895, Amábile e as duas primeiras companheiras (Virgínia e Teresa Anna Maule) fizeram os votos religiosos; e Amábile recebeu o nome de Irmã Paulina do Coração Agonizante de Jesus. A santidade e a vida apostólica de Madre Paulina e de suas Irmãs atraíram muitas vocações, apesar da pobreza e das dificuldades em que viviam.

Em 1903, Madre Paulina foi eleita Superiora Geral por toda a vida pelas Irmãs da nascente congregação. Deixou Nova Trento e estabeleceu-se em São Paulo, no Bairro Ipiranga, onde se ocupou de crianças órfãs, filhos dos ex-escravos e dos escravos idosos e abandonados.

Em 1909, foi deposta do cargo de Superiora Geral pelo Arcebispo de São Paulo, Dom Duarte Leopoldo e Silva, e enviada a trabalhar com os doentes da Santa Casa e os velhinhos do Asilo São Vicente de Paulo em Bragança Paulista, sem poder nunca mais ocupar algum cargo na sua Congregação. Foram anos marcados pela oração, pelo trabalho e pelo sofrimento: tudo feito e aceito para que a Congregação das Irmãzinhas fosse adiante e “Nosso Senhor fosse conhecido, amado e adorado por todos em todo o mundo”.

Em 1918, com o consentimento de Dom Duarte, foi chamada pela Superiora Geral, Madre Vicência Teodora, sua sucessora, à “Casa Madre” no Ipiranga, e aí permaneceu até a morte, numa vida retirada, tecida de oração e assistência às Irmãs doentes, sendo também fonte de informação para a história da Congregação. Como “Veneranda Madre Fundadora” foi colocada em destaque por ocasião do Decreto de Louvor concedido pela Santa Sé à Congregação das Irmãzinhas aos 19 de maio de 1933 e na celebração do cinquentenário da fundação, aos 12 de julho de 1940, quando Madre Paulina fez o seu testamento espiritual: “Sede bem humildes, confiai sempre e muito na Divina Providência; nunca, jamais, desanimeis, embora venham ventos contrários. Novamente vos digo: confiai em Deus e em Maria Imaculada; permanecei firmes e adiante!”.

A partir de 1938 Madre Paulina começou a acusar graves distúrbios porque doente de diabete. Após duas cirurgias, nas quais sofreu amputação do dedo médio e depois do braço direito, passou os últimos meses vítima da cegueira. Morreu aos 9 de julho de 1942; e suas últimas palavras foram: “seja feita a vontade de Deus”. A espiritualidade inaciana, recebida de seus diretores espirituais, tem em Madre Paulina características próprias, que marcam a “Veneranda Madre Fundadora” como uma religiosa na qual se podem admirar as virtudes teologais, morais, religiosas em grau eminente ou heróico.

Fé profunda e confiança ilimitada em Deus, amor apaixonado a Jesus-Eucaristia, devoção terna e filial à Maria Imaculada, devoção e confiança no “nosso bom Pai São José” e veneração pelas autoridades da Igreja, religiosas e civis.

Caridade sem limites para com Deus, traduzidas em gestos de serviço aos irmãos mais pobres e abandonados. Toda vida de Madre Paulina pode ser resumida no título que o povo de Vígolo lhe deu: “enfermeira”, isto é, ser-para-os-outros ou “toda de Deus e toda dos Irmãos” como rezam, hoje, os seus devotos e suas Irmãzinhas. Humildade, que levou Madre Paulina ao aniquilamento de si mesma para que a Congregação fosse adiante.

A página mais luminosa da santidade e da humildade de Madre Paulina foi escrita pela conduta que teve quando Dom Duarte lhe anunciou a sua deposição: “Se ajoelhou... se humilhou... respondeu que estava prontíssima para entregar a Congregação... se oferecia espontaneamente para servir na Congregação como súdita”.

Terminado o capítulo de agosto de 1909, começava o holocausto doloroso e meritório de Madre Paulina, a quem o Arcebispo de São Paulo decretara: “Viva e morra na Congregação como súdita”. E permaneceu na sombra até a morte, em união com Deus, como declarou ao seu diretor espiritual, Pe. Luiz Maria Rossi, SJ: “a presença de Deus me é tão íntima que me parece impossível perdê-la e esta presença dá à minh‘alma uma alegria que não posso explicar”.

O carisma deixado por Madre Paulina para a sua Congregação se traduz na sensibilidade para perceber os clamores da realidade com suas necessidades e disponibilidade para servir, na Igreja, aos mais necessitados e aos que estão em situação de maior injustiça, com simplicidade, humildade e vida interior. É um servir alimentado por uma espiritualidade eucarístico-marial, pela qual toda a Irmãzinha faz de Jesus-Eucaristia o centro de sua vida alimentada por uma terna devoção à Virgem Imaculada e ao bom Pai São José.

Esta primeira Santa do Brasil foi beatificada pelo Papa João Paulo II aos 18 de outubro de 1991, em Florianópolis, Estado de Santa Catarina, Brasil. À Madre Paulina confiamos o povo brasileiro, a Igreja do Brasil e a Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição e todas as pessoas que colaboraram para sua canonização.

São lembrados também, neste dia: Bem-aventurados Agostinho Zhao Rong e 119 companheiros (mártires da China), São Nicolau Pik, Santa Everilda, Santa Anatólia, Santa Verônica Giuliani, São Betelino de Croyland (eremita), São Cirano de Clonmacnoise (abade), Santos Jacinto, Alexandre e Tibúrcio (mártires de Roma).

sexta-feira, 8 de julho de 2022

 

MARIA, MÃE DE MISERICÓRDIA

 

“Maria é Rainha. Tendo sido a Santíssima Virgem elevada à dignidade de Mãe de Deus, com justa razão  a Santa Igreja a honra e quer que de todos seja honrada com o título glorioso de Rainha. Se o filho de Maria é Rei, justamente a Mãe deve considerar-se e chamar-se Rainha.

Desde o momento em que Maria  aceitou ser a Mãe do Verbo Encarnado, do Verbo Eterno, mereceu tornar-se Rainha do mundo e de todas as criaturas. Se a carne de Maria não foi diferente da carne de Jesus, como então pode a monarquia do Filho ser separada da Monarquia da Mãe? Por isso deve julgar-se que a glória do Reino não só é comum  entre a Mãe e o Filho, mas também que é a mesma entre ambos. Se Jesus é o Rei do Universo, Maria também é a Rainha do Universo, de modo que, conforme diz São Bernardino de Sena, quantas são as criaturas que servem a Deus, tantas também devem servir a Maria.     

Por conseguinte, estão sujeitos ao domínio de Maria os Anjos, os homens e todas as coisas do céu e da terra, porque tudo está também sujeito ao império de Deus.

E é por isso que o Abade Guerrico dirige estas palavras a Maria: “Continuai, pois, a dominar com toda a confiança; disponde a vosso arbítrio dos bens do vosso Filho, pois, sendo Mãe e Esposa do Rei dos Reis, pertence-vos, como Rainha, o reino e o domínio de todas as criaturas.” Maria é a Rainha de Misericórdia. Mas, para consolo nosso, Maria é uma Rainha cheia de doçura e clemência sempre inclinada e disposta a favorecer e fazer bem a nós, pobres pecadores.

E é por isso que a Igreja quer que saudemos Maria em oração com o título de “Salve Rainha, Mãe de Misericórdia.” ... Maria é uma Rainha, mas não uma Rainha de justiça, zelosa de aplicar o castigo aos malfeitores. Maria é Rainha de Misericórdia, inclinada só à piedade e ao perdão dos pecadores. Por isso quer a Igreja que expressamente chamemos Maria de “Rainha de Misericórdia”.

... E isso, por todos nós, miseráveis filhos de Adão, é motivo de nos alegrarmos , considerando que temos no céu esta Rainha toda cheia  de amor e misericórdia e piedade para com todos nós. ... O Coração de Maria, como Rainha, é tão bom e compassivo , que não deixa voltar de mãos vazias quem quer que a invoque, qualquer um de seus devotos... ...

E São Bernardo diz  à Maria, em oração: “Mas como podereis vós, `Maria, deixar de socorrer os infelizes, se vós sois  a Rainha de Misericórdia? E quem são os súditos da misericórdia senão os miseráveis? Sois a Rainha de Misericórdia, e eu, entre os pecadores, sou o mais miserável, logo, se eu, por ser o mais miserável, sou o maior dos vossos súditos, vós deveis ter mais cuidado de mim do que de todos os outros.” E São Gregório de Nicomédia diz também em oração: “Tende piedade de nós, ò Rainha de Misericórdia, e cuidai em salvar-nos. Não digais, ò Virgem Santíssima que não vos é possível socorrer-nos por ser grande a multidão dos nossos pecados. Pois não há numero de culpa que possa exceder  ao vosso poder e amor. Tão grandes são eles. Nada resiste ao vosso poder, pois nosso comum Criador, honrando-vos como Mãe, estima como sua a vossa glória.”

Quanta, pois, não deve ser  a nossa confiança nessa Rainha, sabendo nós o quanto é ela poderosa diante de Deus e cheia de misericórdia para com todos os homens.” (do livro - Glórias de Maria Santíssima - de Santo Afonso Maria de Ligouri - pg de 23 a 28).e 23 a 28).

quinta-feira, 7 de julho de 2022

 

SÃO MAXIMILIANO MARIA KOLBE FALA DE MARIA

 

Se quisermos conhecer bem Maria, a Mãe de Deus e Nossa Mãe, precisamos conhecer bem os santos Evangelhos, precisamos entender o que os Santos e Profetas do Antigo Testamento falaram da Virgem  que já estava predestinada, desde a criação do mundo, mesmo sendo Virgem, para ser a Mãe do Verbo de Deus que se faria homem e habitaria entre nós.

Se quisermos conhecer bem Maria, precisamos procurar leituras dos grandes santos que muito amaram Maria e que divulgaram a sua devoção.

E quantos santos honramos nos nossos altares que se santificaram pela devoção que tiveram à Santa Mãe de Deus e nossa Mãe.

Quantos livros temos que nos fazem conhecer mais e melhor Maria, a Mãe de Jesus.         

E, bem a propósito li um artigo sobre Maria, a Imaculada, escrito por um de seus grandes devotos, São Maximiliano Maria Kolbe, e, nesse artigo, São Maximiliano escreveu o seguinte:        

“Quando você procura ler alguma coisa sobre a Imaculada, não se esqueça que você está entrando em contato com uma pessoa viva, que lhe ama, e que ela é perfeita e sem mancha alguma. Lembre-se, também, que as palavras lidas não estão ao alcance de exprimir quem ela é na verdade, pois as palavras são humanas, tiradas dos conceitos terrestres, enquanto que a Imaculada é uma criatura pertencente  totalmente a Deus e daí, de alguma maneira superando infinitamente tudo o que lhe rodeia. A Imaculada própria vai se revelar a você através das frases lidas; ela vai sugerir a você os pensamentos, considerações e sentimentos, que nem o próprio autor do texto os vislumbrava...            Afinal, saiba que: quanto mais limpa for a sua consciência, quanto mais frequente for a sua consciência lavada pela penitência, tanto mais seus conceitos a respeito da Imaculada estarão se aproximando da verdade.  Reconheça, também, com sinceridade, que sem a ajuda da Imaculada você não poderá prosseguir no conhecimento dela, e muito menos no seu amor. Só a  Imaculada tem que lhe iluminar e atrair o seu coração para si mesma. Daí, lembre-se que o fruto da leitura  dependerá da sua oração dirigida à Imaculada. Não comece, então, a ler, antes de rezar; não pretenda ler muito. Intercale sempre a leitura com a elevação do seu coração para a Imaculada, e você sentirá quantos sentimentos despertarão no seu coração. Quando você terminar a leitura, confie à Imaculada o fruto dessa leitura.”

Que conselhos maravilhosos nos dá um santo que viveu só para amar Maria, a Imaculada, como ele a chamava. São Maximiliano Maria Kolbe nos revela, nesses seus conselhos, o grande segredo dos grandes santos de como se pode conhecer mais e melhor Maria, a Imaculada.

Ninguém jamais, neste mundo de Deus, escreveu de Maria o que realmente ela é.

Qualquer coisa que escrevemos sobre Maria, por mais bela ou tocante que seja, jamais chegará aos pés da verdadeira beleza que é Maria, e jamais conseguiremos retratar numa folha de papel o que Maria foi, é ou será.

Em tudo o que escrevemos, falamos ou ouvimos falar de Maria, está o nosso conceito material, e para se falar dignamente de Maria precisamos nos revestir das vestes divinas, de palavras de anjos, de conceitos celestes e de entendimento sobrenatural.

Os santos que provaram isso e que escreveram e pregaram sobre Maria é quem nos dão testemunho de que Maria é muito mais do que tentou proclamar qualquer santo.

O que nos resta fazer é nos entregar de corpo e alma a essa Santíssima Mãe e abrir o nosso coração para que ela própria se identifique e nos ensine qual é a melhor maneira e o melhor caminho para amá-la e honrá-la, porque amando-a e honrando-a retamente estaremos também com uma maior compreensão amar e honrar seu Divino Filho, Jesus.

São comemorados também neste dia: Santa Filomena de São Severino (virgem), Santo Agatão, Santa Edana Whitby (abadessa), Santo Estevão de Réggio (bispo e mártir),  Santos Graça e Probo (casal).

quarta-feira, 6 de julho de 2022

 

SANTA MARIA GORETTI

 

Maria Teresa Goretti, nascida em Corinaldo, Província de Ancona, Itália, a 16 de outubro de 1890 e falecida em Nettuno, na mesma Província, em 06 de julho de 1902, Itália, com 11 anos de idade, foi uma jovem católica italiana, declarada santa, com festa comemorada no mesmo dia de sua morte. Morreu como consequência dos ferimentos infligidos durante uma tentativa de estupro, ao escolher o martírio. Filha de Luigi Goretti e Assunta Carlini. Era a terceira de seis filhos. Suas irmãs chamavam-se Teresa e Ersilia; seus irmãos eram Angelo, Sandrino e Mariano.

Quando tinha seis anos, sua família tornou-se tão pobre que foram forçados a deixar sua fazenda e trabalhar para outros fazendeiros. Em 1899, mudaram-se para Le Ferriere, próximo a atual Latina e Nettuno, em Lázio, onde viviam em um prédio conhecido como "La Cascina Antica", compartilhada com a família Serenelli, cujo filho Alessandro Serenelli viria a ser seu algoz, três anos depois.

O pai de Maria contraiu malária e morreu quando esta tinha apenas nove anos, em 6 de maio de 1900. Enquanto seus irmãos, mãe e irmãs mais velhas trabalhavam nos campos, Maria cozinhava, limpava a casa e cuidava de sua irmã menor. Era uma vida difícil, mas a família estava sempre próxima, compartilhando um profundo amor por Deus e sua fé.

Em 5 de julho de 1902, Alessandro, então com 20 anos, encontrou a menina de 11 anos costurando, sozinha em casa. Ele entrou e a ameaçou de morte se ela não fizesse o que ele mandava. A intenção do rapaz era estuprá-la, porém, ela não se submeteu, ajoelhou-se, protestando que seria um pecado mortal e avisando Alessandro que poderia ir para o inferno. Ela desesperadamente lutou para evitar o estupro, gritava "Não! É um pecado! Deus não gosta disto!". Alessandro primeiro tentou controlá-la, mas como ela insistia que preferia morrer, ele a apunhalou onze vezes. Ferida, Maria tentou alcançar a porta, mas ele a agarrou e deu mais três punhaladas, antes de fugir.

A irmã menor de Maria acordou com o barulho e começou a chorar. Quando o pai de Alessandro e a sua mãe chegaram, encontraram Maria sangrando. Levaram-na para o hospital em Netuno. Ela foi operada, sem anestesia, mas os ferimentos estavam além da capacidade dos médicos. Durante a cirurgia, Maria recobrou os sentidos e insistiu que preferia ficar acordada. O farmacêutico do hospital respondeu: "Maria, quando estiveres no céu, pense em mim" Ela olhou para o homem e disse: "Mas quem sabe qual de nós chegará primeiro ao céu?" Ele respondeu "Você, Maria". "Então ficarei feliz em pensar em você". No dia seguinte, ela perdoou seu agressor e afirmou que gostaria de encontrá-lo no céu. Morreu vinte horas após o ataque enquanto olhava uma bela pintura da Virgem Maria. Inspirada em suas mestras Santa Cecília e Santa Inês, aceitou o martírio piedosamente.

Alessandro Serenelli foi capturado logo após a morte de Maria. Inicialmente, seria condenado à prisão perpétua, mas como era menor, a sentença foi comutada para 30 anos na prisão. Ele manteve-se isolado do mundo por três anos, sem demonstrar arrependimento. Até o bispo local, Monsenhor Giovanni Blandini visitá-lo na cadeia. Serenelli escreveu uma nota de agradecimento ao bispo, pedindo que o incluísse em suas orações e contando sobre um sonho que tivera, onde a santa lhe alcançava flores, que se queimavam imediatamente em suas mãos.

Após sair da prisão, visitou a mãe de Maria, Assunta, e implorou seu perdão. Ela respondeu que se a filha lhe havia perdoado em seu leito de morte, ela não poderia fazer diferente. No seguinte, ambos foram juntos a Santa Missa, recebendo a Eucaristia lado a lado. Ele foi aceito na Ordem dos Frades Menores Capuchinhos, vivendo em um monastério e trabalhando como recepcionista e jardineiro até morrer tranquilamente em 1970. Referia-se a Maria como "sua pequena santa" e esteve presente na sua canonização.

Em 27 de abril de 1947, o Papa Pio XII celebrou a cerimonia de beatificação na Basílica de São Pedro. Ao final da celebração, o Papa caminhou até Assunta, a mãe de Maria. "Quando eu vi o Papa vindo na minha direção, eu rezei, Nossa Senhora, por favor me ajude. Ele colocou sua mão na minha cabeça e disse, abençoada mãe, feliz mãe, mãe de uma abençoada por Deus. Ambos tinham lágrimas nos olhos.

Três anos após, em 24 de Junho de 1950, o Papa Pio XII canonizou Goretti como santa, a "Santa Agnes do século XX". Assunta estava presente na cerimonia, junto com os quatro irmãos e irmãs ainda vivos. Segundo algumas fontes, ela foi a primeira mãe a estar presente na canonização de seu filho. Mas, talvez, seja a segunda, pois a mãe de São Luiz Gonzaga talvez tenha estado presente na sua canonização. Alessandro Serenelli também estava presente na celebração.

A celebração foi realizada na Praça São Pedro, em frente à Basílica. Uma multidão de 500.000 pessoas assistiu à celebração, na sua maioria jovens, vindos de vários países do mundo. O Papa perguntou a eles: "Jovens, prazer ao olhos de Jesus, vocês estão determiandos a resistir a todos os ataques à castidade com a ajuda da graça de Deus?"A resposta foi um grande "sim".

Os três irmãos contaram que Santa Maria Goretti interveio miraculosamente nas suas vidas. Angelo ouviu sua voz orientando-o a emigrar para a América. Sandrino recebeu uma quantia de dinheiro para pagar sua viagem aos EUA, de maneira inesperada. Faleceu em 1917, ao lado do irmão Angelo. Este, por sua vez, faleceu em 1964, quando retornou para a Itália. O terceiro irmão, Mariano, enquanto lutava na Primeira Grande Guerra, recebeu ordens de abandonar a trincheira e atacar. Neste momento, teve uma visão de Santa Maria Goretti dizendo-lhe para desobedecer e permanecer na trincheira. De todo batalhão, ele foi o único a salvar-se. 

Seu corpo é mantido em uma cripta na Basilica de Santa Maria delle Grazie e Santa Maria Goretti, em Nettuno, ao sul de Roma.

Maria Goretti, humilde camponesa, nasceu em 16 de outubro de 1890 na cidade de Corinaldo, província de Ancona, Itália. Seus pais, Luiz e Assunta, criavam os sete filhos em meio à penúria de uma vida de necessidades, mas dentro dos preceitos ditados por Jesus Cristo.

A menina Maria, por ser a mais velha, cresceu cuidando dos irmãos pequenos em casa, enquanto os pais labutavam no campo. Uma de suas irmãs, mais tarde, tornou-se freira franciscana. As dificuldades financeiras eram tantas que a família migrou de povoado em povoado até fixar-se num povoado inóspito chamado Ferrieri. Nessa localidade, a família passou a residir na mesma propriedade de João Sereneli, ancião de sessenta anos de idade que tinha dois filhos, Gaspar e Alexandre, este com dezoito anos de idade. Assim, todos trabalhavam na lavoura enquanto a jovem Maria cuidava da casa e dos irmãos pequenos. Desse modo, Maria nunca pôde estudar, mas ao lado da família sempre freqüentou a igreja.

Ela só estudou o catecismo para fazer a primeira comunhão, aos doze anos de idade, um ano após a morte de seu pai. Quando isto ocorreu, o senhor João, compadecido, manteve tudo como estava, contando apenas com a viúva para o trabalho na lavoura.

Porém o problema era seu filho Alexandre, que passara a assediar Maria. Apesar da pouca idade, ela era bonita e bem desenvolvida, já atraindo os olhares masculinos. Como recusasse todas as aproximações do rapaz, este se irritou ao extremo. Até que, no dia 5 de julho de 1902, ele perdeu a razão e a tragédia aconteceu. Naquele dia, Alexandre trabalhava ao lado de Assunta quando inventou um pretexto, deixou a lavoura. Foi para o lar dos Goretti portando uma barra de ferro com ponta afiada, sabia que Maria estaria sozinha e indefesa. Primeiro insinuou, depois exigiu, por fim ameaçou a jovem de morte se não satisfizesse seus desejos. Mesmo temendo o pior, Maria resistiu dizendo que aquilo era um pecado mortal. Alexandre, transtornado por não alcançar seu intento, passou a golpear violentamente o corpo da menina. Ela ainda foi levada com vida a um hospital, após ser vitimada com quatorze perfurações.

E teve tempo de perdoar seu agressor, pedindo a sua mãe e seus irmãos que fizessem o mesmo, por amor a Jesus. Maria Goretti morreu no dia seguinte ao ataque, no dia 6 de julho de 1902. Quanto a Alexandre, foi preso, quase linchado e condenado a trabalhos forçados. Porém, depois de vinte e sete anos de prisão, foi solto por bom comportamento. Depois de ir a Corinaldo pedir perdão à mãe de Maria Goretti, ingressou num convento capuchinho, onde viveu sua sincera conversão até morrer.

Muitos milagres passaram a acontecer por intercessão da pequena menina virgem. A fé na sua santidade cresceu e espalhou-se de tal forma no mundo cristão que, em 1950, ela foi canonizada. Na solenidade, estava presente a sua mãe Assunta, então com oitenta e quatro anos, ao lado de quatro de seus filhos e Alexandre Sereneli, o agressor sinceramente convertido.

O papa Pio XII declarou santa Maria Goretti padroeira das virgens cristãs.

Até hoje continuam as romarias ao Santuário de Nossa Senhora das Graças, em Nettuno, onde se encontra a sepultura da santa, há dez quilômetros do povoado onde tudo aconteceu.

São comemorados, também, neste dia: Bem-aventurada Maria Teresa Ledochowska, Santa Domingas de Campânia (virgem emártir), Santa Edana de Polesworth (virgem), São Goar de Aquitânia (presbítero), Santa Godeva de Bhistelles (mártir), Santo Isaias (profeta do Antigo Testamento).