terça-feira, 16 de julho de 2013

BEM-AVENTURADO BARTOLOMEU FERNANDES DOS MÁRTIRES - 1514-1590

16 DE JULHO
BEM-AVENTURADO BARTOLOMEU FERNANDES DOS MÁRTIRES - 1514-1590

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Bartolomeu nasceu em Lisboa, em maio de 1514. Era filho de Domingos Fernandes e de Maria Correia, ambos de famílias tradicionais, abastadas e nobres. O filho foi batizado com o nome do santo apóstolo na igreja de Nossa Senhora dos Mártires e, por serem seus devotos, incluíram também o "dos Mártires" para homenagear Maria.
Foi educado na Corte portuguesa com muito requinte, recebeu sólida formação humanística e cristã. Cedo decidiu pela vida religiosa, ingressando na Ordem dos Dominicanos em 1528. Fez o noviciado no mosteiro de Lisboa, onde se diplomou em filosofia e teologia. Desde sua graduação, em 1538, foi professor nos vários conventos da capital da Corte, função que exerceu durante vinte anos. Foi apresentado pela rainha Catarina para suceder o arcebispo de Braga e o papa Paulo IV confirma-o, em 1559. Bartolomeu aceitou essa dignidade por obediência ao seu prior provincial, o qual o teria indicado antes à rainha, de quem era conselheiro e confessor.
Iniciou a sua atividade na vastíssima arquidiocese empreendendo uma atividade apostólica de ação multifacetada e de cunho reformador. Realizou incontáveis visitas pastorais; empenhou-se na evangelização do povo, para isso publicando o "Catecismo ou doutrina cristã e práticas espirituais", que continua sendo editado.

segunda-feira, 15 de julho de 2013

SÃO BOAVENTURA - 1218-1274

15 DE JULHO
SÃO BOAVENTURA - 1218-1274

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Frei Boaventura era italiano, nasceu no ano de 1218, na cidade de Bagnoregio, em Viterbo, e foi batizado com o nome de João de Fidanza. O pai era um médico conceituado, mas, como narrava o próprio Boaventura, foi curado de uma grave enfermidade ainda na infância por intercessão de são Francisco.
Aos vinte anos de idade, ingressou no convento franciscano, onde vestiu o hábito e tomou o nome de Boaventura dois anos depois. Estudou filosofia e teologia na Universidade de Paris, na qual, em 1253, foi designado para ser o catedrático da matéria. Também foi contemporâneo de Tomás de Aquino, outro santo e doutor da Igreja, de quem era amigo e companheiro.
Boaventura buscou a Ordem Franciscana porque, com seu intelecto privilegiado, enxergou nela uma miniatura da própria Igreja. Ambas nasceram contando somente com homens simples, pescadores e camponeses. Somente depois é que se agregaram a elas os homens de ciências e os de origem nobre. Quando frei Boaventura entrou para a Irmandade de São Francisco de Assis, ela já estava estabelecida em Paris, Oxford, Cambridge, Estrasburgo e muitas outras famosas universidades européias.
Essa nova situação vivenciada pela Ordem fez com que Boaventura interviesse nas controvérsias que surgiam com as ordens seculares.

domingo, 14 de julho de 2013

SANTA CATARINA TEKAKWITHA - 1656-1680

14 DE JULHO
SANTA CATARINA TEKAKWITHA - 1656-1680


Kateri Tekakwitha, para nós Catarina, foi a primeira americana pele-vermelha a ter sua santidade reconhecida pela Igreja. Ela nasceu no ano de 1656, perto da cidade de Port Orange, no Canadá. Seu pai era o chefe indígena da nação Mohawks, um pagão. Enquanto sua mãe era uma índia cristã, catequizada pelos jesuítas, que fora raptada e levada para outra tribo, onde teve de unir-se a esse chefe.
Não pôde batizar a filha com nome da santa de sua devoção, mas era só por ele que a chamava: Catarina. O costume indígena determina que o chefe escolha o nome de todas as crianças de sua nação. Por isso seu pai escolheu Tekakwitha, que significa "aquela que coloca as coisas nos lugares", mostrando que ambas, consideradas estrangeiras, haviam sido totalmente aceitas por seu povo.
Viveu com os pais até os quatro anos, quando ficou órfã. Na ocasião, sobreviveu a uma epidemia de varíola, porém ficou parcialmente cega, com o rosto desfigurado pelas marcas da doença e a saúde enfraquecida por toda a vida. O novo chefe, que era seu tio, acolheu-a e ela passou a ajudar a tia no cuidado da casa. Na residência pagã, sofreu pressões e foi muito maltratada.

sábado, 13 de julho de 2013

“E QUEM É O MEU PRÓXIMO?” (Lc 10,27).

XV DOMINGO DO TEMPO COMUM
Ano – C; Cor – verde; Leituras: Dt 30,10-14; Sl 68 (69); Cl 1,15-20; Lc 10,25-37.

“E QUEM É O MEU PRÓXIMO?” (Lc 10,27).

Diácono Milton Restivo

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A primeira leitura da liturgia de hoje evoca o preceito fundamental e a oração mais importante no judaísmo: “Ouça a voz do Senhor teu Deus e observe todos os seus mandamentos e preceitos, que estão escritos nesta lei. Converta-se para o Senhor seu Deus com todo o seu coração e com toda a sua alma”. (Dt 30,10).
É um lembrete da oração principal dos judeus que era recitada (e ainda deve ser recitada) todos os dias pelos judeus e está contida no livro do Deuteronômio, sendo conhecida como “Shemá Israel”, ou seja “Ouça Israel”: “Ouça, Israel! Iahweh nosso Deus é o único Yahweh. Portanto, ame a Yahweh seu Deus de todo o seu coração, com toda a sua alma e com toda a sua força. Que estas palavras que hoje eu lhe ordeno, estejam em seu coração. Você as inculcará em seus filhos, e delas falarás sentado em sua casa e andando em seu caminho, estando deitado ou de pé. Você também as amarrará em sua mão como sinal e elas serão como faixas  entre seus olhos. Você as escreverá  nos batentes de sua casa e nas portas da cidade”. (Dt 6,4-9).

SANTA CLÉLIA BARBIERI - 1847-1870

13 DE JULHO
SANTA CLÉLIA BARBIERI - 1847-1870

Fundou a congregação das Irmãs Mínimas de Nossa Senhora das Dores.
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Clélia Barbieri nasceu no dia 13 de fevereiro de 1847, na vila Le Budrie, da cidade de São João de Persiceto, na Itália. Os pais, José e Jacinta, muito religiosos, batizaram a menina no mesmo dia do nascimento. Recebeu o crisma aos nove anos de idade e, sob a ação do Espírito Santo, fez da família e da paróquia escola de vida e palavra de santidade.
A primeira comunhão, dois anos depois, deu-lhe um ânimo só atingido pelas criaturas santificadas. Em 1862, entrou para o núcleo das "operárias da doutrina cristã", no qual sempre foi a mais dedicada e sensível à situação da Igreja, submetida, naqueles anos, a duras provas.
Sua existência foi breve, mas resplandecente de amor a Deus e à Virgem Maria. A comunhão eucarística, sem dúvida alguma, foi o ponto central de toda sua experiência mística e o carisma da sua fundação religiosa, que após a sua morte recebeu o nome de Congregação das Irmãs Mínimas de Nossa Senhora das Dores e foi oficialmente reconhecida pelo Vaticano.
Aos vinte anos de idade, sob a orientação espiritual do pároco Caetano Guidi, Clélia elaborou com as amigas Teodora, Úrsula e Violeta, um projeto de vida consagrada a Deus. Era uma comunidade religiosa de catequistas leigas, por causa da pouca idade.

sexta-feira, 12 de julho de 2013

PARA VOCÊ, QUEM É JESUS?

12 DE JULHO
PARA VOCÊ, QUEM É JESUS?

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Certa vez Jesus perguntou aos seus discípulos: “Quem vocês dizem que eu sou?” (Lc 9,20). Jesus está continuamente na nossa vida perguntando-nos quem achamos que ele seja. Essa pergunta não é respondida apenas com palavras, mas com atitudes, com ação, com trabalho, com muito amor, com vida. O que responderíamos, hoje, a Jesus, quando ele, olhando diretamente nos nossos olhos, nos fizesse essa pergunta? Será que pelas nossas atitudes e na nossa vida testemunharíamos quem seria Jesus para nós?
É muito difícil afirmar isso com segurança.  Os nossos atos não testemunham que Jesus é o Filho de Deus e Salvador da humanidade, em primeiro lugar porque não cumprimos fielmente os seus mandamentos; em segundo lugar porque desconhecemos a sua palavra transmitida pelo Evangelho; em terceiro lugar porque não vivemos a sua verdade que é a verdade por excelência e fora dessa verdade não existe outra; em quarto lugar porque não trilhamos o caminho por ele apontado e, em quinto lugar, porque não vivemos a vida de um verdadeiro filho de Deus resgatado do pecado pelo sacrifício de Jesus na cruz, ignorando o que ele afirma: “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém vai ao Pai senão por mim”. (Jo 14,6). Pela maneira que vivemos é muito difícil fazer com que os outros entendam que acreditamos realmente em Jesus e que Jesus é verdadeiramente o Filho de Deus que se fez homem para que os homens se tornassem filhos de Deus.

quinta-feira, 11 de julho de 2013

SÃO BENTO DE NÓRCIA - 480-547

11 DE JULHO
SÃO BENTO DE NÓRCIA - 480-547


Fundou a Ordem dos Monges Beneditinos.
As informações sobre a vida de Bento nos foram transmitidas pelo seu biógrafo e contemporâneo, papa são Gregório Magno. No livro que enaltece o seu exemplo de santidade de vida, ele não registrou as datas de nascimento e morte. Assim, apenas recebemos da tradição cristã o relato de que Bento viveu entre os anos de 480 e 547.
Bento nasceu na cidade de Nórcia, província de Perugia, na Itália. Pertencia à influente e nobre família Anícia e tinha uma irmã gêmea chamada Escolástica, também fundadora e santa da Igreja. Era ainda muito jovem quando foi enviado a Roma para aprender retórica e filosofia. No entanto, decepcionado com a vida mundana e superficial da cidade eterna, retirou-se para Enfide, hoje chamada de Affile. Levando uma vida ascética e reclusa, passou a se dedicar ao estudo da Bíblia e do cristianismo.
Ainda não satisfeito, aos vinte anos isolou-se numa gruta do monte Subiaco, sob orientação espiritual de um velho monge da região chamado Romano. Assim viveu por três anos, na oração e na penitência, estudando muito. Depois, agregou-se aos monges de Vicovaro, que logo o elegeram seu prior. Mas a disciplina exigida por Bento era tão rígida, que esses monges indolentes tentaram envenená-lo. Segundo seu biógrafo, ele teria escapado porque, ao benzer o cálice que lhe fora oferecido, o mesmo se partiu em pedaços.

quarta-feira, 10 de julho de 2013

PAI NOSSO... DO JEITO DE MARIA.

10 DE JULHO
PAI NOSSO... DO JEITO DE MARIA.


Certa vez, os apóstolos se achegaram a Jesus e lhe pediram: “Mestre, ensina-nos a rezar.”
E o Senhor Jesus ensinou aos seus apóstolos e discípulos, e também a todos nós a oração do Pai Nosso. E desde a primeira vem em que a oração do Pai Nosso foi ensinada e rezada pelo próprio Senhor Jesus, até os nossos dias a oração do Pai Nosso tem sido rezada por todas as religiões cristãs em todas as partes do mundo milhões e milhares de vezes.
Mas, se conhecemos bem a vida de Maria, vamos ver nas entrelinhas do Santo Evangelho que, mesmo antes de o Senhor Jesus ensinar a oração do Pai Nosso aos seus apóstolos e discípulos, Maria já o rezava desde a muito tempo, com outras palavras, é claro ,mas com o mesmo fervor com que o Senhor Jesus ensinou e rezou.
Ao ensinar o Pai Nosso, Jesus Cristo disse: “Pai Nosso, que estais nos céus”, e Maria já dissera: “Engrandece a minha alma ao Senhor, e exulte o meu espírito em Deus, meu Salvador”, e nós repetimos: “Pai Nosso que estais nos céus, nós exaltamos de alegria pela santidade de vossa presença e, humildemente, saudamos e bendizemos o vosso nome, como no cântico de Maria.”

terça-feira, 9 de julho de 2013

BEM-AVENTURADOS AGOSTINHO ZHAO RONG - E 119 COMPANHEIROS - MÁRTIRES DA CHINA

09 DE JULHO
BEM-AVENTURADOS AGOSTINHO ZHAO RONG - E 119 COMPANHEIROS - MÁRTIRES DA CHINA


A Igreja Católica levou a luz do Evangelho ao povo chinês a partir do século V. No seguinte, já existia a primeira igreja católica e a primeira sede episcopal, na cidade de Beijin. A adaptação da liturgia católica foi possível porque o cristianismo era visto, naquele período, como uma realidade que enriquecia e não se opunha aos mais altos valores das tradições do povo chinês. Para o qual o sentimento de natural religiosidade é uma das características mais profundas da história de sua nação, em todos os séculos.
A Igreja Católica deu um novo impulso na evangelização da China após a divulgação de vários decretos imperiais, os quais concediam liberdade religiosa para todos os súditos e autorizavam os missionários a evangelizar em seus vastos domínios. Mas a questão dos "rituais católicos chineses" começou a irritar o imperador, que, influenciado pela perseguição aos cristãos no Japão, resolveu promover a sua também.
No início, a perseguição ocorreu disfarçada e veladamente. Os massacres sangrentos dos cristãos só começaram em 1648. Na época, todos os decretos foram cancelados e as execuções autorizadas, apenas os que renegassem a fé seriam poupados. Do século XVII até a metade do século XIX, muitos missionários e fiéis leigos foram mortos, inclusive monsenhor João Gabriel Taurin Dufresse, das Missões Exteriores de Paris, e que depois também foi beatificado.

segunda-feira, 8 de julho de 2013

BEM-AVENTURADO EUGÊNIO III – PAPA - +1153

08 DE JULHO
BEM-AVENTURADO EUGÊNIO III – PAPA - +1153


O papa Eugênio III nasceu em Montemagno, numa família cristã, rica e da nobreza italiana. Foi batizado com o nome de Píer Bernardo Paganelli, estudou e recebeu a ordenação sacerdotal na diocese de Pisa, centro cultural próximo da sua cidade natal.
Possuía um temperamento reservado, era inteligente, muito ponderado e calmo. Segundo os registros da época, em 1130 ele teve um encontro com o religioso Bernardo de Claraval, fundador da Ordem dos Monges Cistercienses e hoje um santo da Igreja. A afinidade entre ambos foi tão grande que, cinco anos depois, Píer Bernardo ingressou no mosteiro dirigido pelo amigo e vestiu o hábito cisterciense.
Através da convivência com Bernardo de Claraval, ele se tornou conhecido, pois foi escolhido para abrir um outro mosteiro da Ordem em Farfa, diocese de Viterbo, sendo consagrado o abade pelo papa Inocêncio II. Quando esse papa morreu, o abade Píer Bernardo foi eleito sucessor.
Isto ocorreu não por acaso, ele era o homem adequado para enfrentar a difícil e delicada situação que persistia na época. Roma estava agitada e às voltas com graves transtornos provocados, especialmente, pelo líder político Arnaldo de Bréscia e outros republicanos que exigiam que fosse eleito um papa que forçasse a entrega do poder político ao seu partido. Muitas casas de bispos e cardeais já tinham sido saqueadas. Por isso os cardeais resolveram escolher o abade Píer Bernardo, justamente porque ele estava fora do colégio cardinalício, portanto isento das pressões dos republicanos.

domingo, 7 de julho de 2013

BEM-AVENTURADO BENTO XI – PAPA - 1240-1304

07 DE JULHO
BEM-AVENTURADO BENTO XI – PAPA - 1240-1304

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Nicolau Boccasini nasceu numa família muito pobre e cristã, em Treviso, no norte da Itália, em 1240. Sua mãe era uma humilde lavadeira num convento dominicano, por isso muito cedo a vocação para a vida religiosa se acendeu no seu peito. E ele soube muito bem reconhecer o chamado para a fé.
Aos dezessete anos, Nicolau ingressou na Ordem Dominicana e vestiu o hábito. Assim, pôde completar os estudos em Milão, onde se ordenou padre antes de voltar a sua terra natal. Com a mesma rapidez sua carreira foi trilhando o caminho que o levaria à história, como pacificador de poderosos reinos em guerra e à cátedra de Pedro. Em 1286, já era superior provincial da região lombarda, e dez anos depois sucedia Estêvão de Besançon no cargo de geral da Ordem de São Domingos.
Foi nessa posição que realizou uma das tarefas mais difíceis de sua vida. Conseguiu uma trégua que parecia impossível entre os reis da Inglaterra, Eduardo I, e da França, Felipe, o Belo. Com essa missão de paz totalmente coroada de êxito, Nicolau foi consagrado cardeal pelo papa Bonifácio VIII. Ao dar tal honraria a um dominicano, homenageou toda aquela Ordem, por sua fidelidade ao papa em todos os momentos difíceis por que ele passara.

sábado, 6 de julho de 2013

BEM-AVENTURADA MARIA TERESA LEDOCHOWSKA - 1863-1922

06 DE JULHO
BEM-AVENTURADA MARIA TERESA LEDOCHOWSKA - 1863-1922

Fundou o Instituto das Irmãs Missionárias de São Pedro Claver Irmãs Claverianas.
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Maria Teresa Ledochowska nasceu no dia 29 de abril de 1863, na Áustria. Os pais eram personalidades ilustres e pertenciam à nobreza cristã polonesa, freqüentando várias cortes da Europa. A irmã mais nova, Úrsula, anos mais tarde, também fundou uma congregação e depois foi canonizada pela Igreja. Outro seu irmão, o padre Vladimir, foi o vigésimo sexto diretor geral da Companhia de Jesus.
Maria Teresa tornou-se uma requintada fidalga, muito culta e fluente em vários idiomas. Aos vinte e dois anos, era dama de honra da grã duquesa da Toscana, que tinha residência na corte austríaca e não dispensava sua presença alegre e brilhante. Apesar de conviver nesse ambiente de luxo e cheio de frivolidades, ela possuía princípios morais e cristãos íntegros. Dedicava grande parte do seu tempo à caridade, ajudando especialmente os pobres.
Certa ocasião, foi apresentada às Irmãs Missionárias Franciscanas de Maria, que tinham encontro com a grã-duquesa. Logo em seguida recebeu um impresso de uma conferência do cardeal Lavigérie, narrando seu árduo trabalho para libertar os escravos da África e pedindo missionárias para ajudá-lo na evangelização. Penalizada com a situação dos escravos, Maria Teresa sentiu o chamado de Deus e abraçou aquela causa.

"A COLHEITA É GRANDE, MAS OS OPERÁRIOS SÃO POUCOS." (Lc 10, 2)..

XIV DOMINGO DO TEMPO COMUM
Ano: C – Cor: verde – Leituras: Is 66,10-14; Sl 65; Gl 6,14-18; Lc 10,1-12.17.20.

"A COLHEITA É GRANDE, MAS OS OPERÁRIOS SÃO POUCOS." (Lc 10, 2).

Diácono Milton Restivo

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A passagem da primeira leitura corresponde ao último capítulo do livro do profeta Isaias, chamado também de o evangelista do Antigo Testamento. No final do seu livro, Isaias procura transmitir segurança e alegria a um povo sofrido e que esperava com ansiedade a liberdade e a volta para Jerusalém, e assim diz o Senhor através de Isaias: “Os seus bebês serão levados no colo, e serão acariciados sobre os joelhos. Como a mãe consola o seu filho, assim eu vou consolar vocês; em Jerusalém, vocês serão consolados.” (Is 66,12b-13). Isso deixa claro que Isaias se referia quando, na consumação dos tempos, Deus enviaria o seu Filho Unigênito para libertar, não somente o povo judeu, mas todos os povos que aderissem à sua mensagem, como disse Pedro por ocasião do batismo de Cornélio e sua família: “De fato, estou compreendendo que Deus não faz diferença entre as pessoas. Pelo contrário, ele aceita quem o teme e pratica a justiça, seja qual for a nação que pertença. [...] Sobre ele (Jesus) todos os profetas dão o seguinte testemunho: todo aquele que acredita em Jesus recebe, em seu nome, o perdão dos pecados.” (At 10,34-35.43).
Para essa missão Jesus, Deus que se fez homem para que os homens se tornassem filhos de Deus, quis necessitar dos homens para que o desejo do Pai se tornasse realidade e, por isso, Jesus “convocou os Doze, deu-lhes poder e autoridade sobre todos os demônios, bem como para curar doenças. E os enviou a pregar o Reino de Deus e a curar. [...] Os discípulos partiram, e percorria os povoados, anunciando a Boa Notícia, e fazendo curas em todos os lugares." (Lc 9,1-2.6).
Para não expor os discípulos demasiadamente ao perigo, principalmente pela inexperiência dos Doze e para que eles não ultrapassassem os limites do seu povo, “Jesus enviou os Doze com estas recomendações: ‘Não tomem o caminho dos pagãos, e não entrem nas cidades dos samaritanos. Vão primeiro às ovelhas perdidas da casa de Israel. Vão e anunciem: ‘O Reino do Céu está próximo’. Curem os doentes, ressuscitem os mortos, purifiquem os leprosos, expulsem os demônios. Vocês receberam de graça, dêem também de graça!” (Mt 10,6-8).         
Para que os discípulos não se iludissem e se vangloriassem das maravilhas que Jesus deu-lhes o poder e autoridade para realizarem, Jesus os chama à realidade: “Eis que eu envio vocês como ovelhas no meio de lobos. Por isso, sejam prudentes como as serpentes e sem malícia como as pombas.” (Mt 10,16). Para dar continuidade à sua missão, Jesus escolhe doze dentre os seus discípulos, os instrui e lhes dá autoridade para visitarem os povoados para anunciar a Boa Nova do Reino de Deus e, para que o povo dê crédito em seus ensinamentos, o Mestre lhes dá autoridade para expulsar todos os demônios e curar todas as enfermidades, instruindo-os quais seriam os seus procedimentos pessoais e como deveriam tratar o povo.
Ao dispensá-los, Jesus usa uma metáfora para que eles entendam quem são e a quem estão sendo enviados e a maneira como devem se comportar: ovelhas são animais dóceis, amigáveis, amáveis, domésticos, úteis, fornecem lã, leite e, por fim, sua carne para o alimento do homem.
O lobo, por sua vez é um animal selvagem, agressivo, depredador, sem utilidades domésticas, carnívoro, tendo como alimento preferido as ovelhas, sendo grande preocupação para o pastor que cuida do rebanho de ovelhas. Jesus, na parábola do Bom Pastor, intitula-se o Bom Pastor e cita a figura do lobo como algo nocivo ao seu rebanho, referindo-se ao mercenário, aquele que só faz algum bem por dinheiro, e nunca por amor: "Eu sou o bom pastor: o bom pastor dá a sua vida por suas ovelhas. O mercenário, que não é pastor, a quem não pertencem as ovelhas, vê o lobo aproximar-se, abandona as ovelhas e foge, e o lobo as ataca e as dispersa..." (Jo 10,11-12).
Jesus envia os Doze como ovelhas entre lobos, sabendo das dificuldades que iam encontrar, e, bem por isso, declina qual deveria ser seu comportamento, devendo ser prudentes como a serpente e mansos, sem malícia e simples como a pomba. A serpente é um animal sutil, não se expõe a perigo algum e só ataca quando tem a certeza de que pode dominar a presa sem incorrer em qualquer perigo de vida. Por sua vez, a pomba, como a ovelha, é um animal dócil, meigo, puro e sem malícias.
Jesus continua na sua orientação aos Doze, dizendo: “Tenham cuidado com os homens, porque eles entregarão vocês aos tribunais e açoitarão vocês nas sinagogas deles. Vocês vão ser levados diante dos governadores e reis por minha causa, a fim de serem testemunhas para eles e para as nações. Quando entregarem vocês, não fiquem preocupados como ou com aquilo que vocês vão falar, porque, nessa hora, será sugerido a vocês o que vocês devem dizer. Com efeito, não serão vocês que irão falar, e sim o Espírito do Pai de vocês quem falará através de vocês. [...] Vocês serão odiados de todos por causa do meu nome.” (Mt 10,17-20.22a). E muito mais coisas Jesus os alertou sobre como deveriam se comportar quando tomassem sobre os seus ombros a responsabilidade de anunciar o Reino de Deus para todos os homens. Mas, no final, Jesus dá uma certeza acalentadora: . Mas, aquele que perseverar até o fim, esse será salvo. [...] Portanto, todo aquele que der testemunho de mim diante dos homens, também eu darei testemunho dele diante do meu Pai que está no céu.” (Mt 10,22b.32). E uma reprimenda com sintoma de ameaça para aqueles que forem omissos à evangelização: “Aquele, porém, que me renegar diante dos homens, eu também o renegarei diante do meu Pai que está no céu.” (Mt 10,33).
Para confortar os seus discípulos nesse primeiro estágio de evangelização, Jesus lhes diz: “Quem recebe a vocês, recebe a mim; e quem me recebe, recebe aquele que me enviou. [...] Quem der, ainda que seja apenas um copo de água fria  a um desses pequeninos, por ser meu discípulo,  eu garanto a vocês: não perderá a sua recompensa.” (Mt 10,40.42). “Quando Jesus acabou de dar instruções a seus doze discípulos, partiu dali para ensinar e pregar nas cidades deles.” (Mt 11,1).
Jesus sabia que a missão que dera aos seus discípulos não era fácil. Precisava de homens com tenacidade, com disponibilidade, com desapego e, acima de tudo, com coragem. Sentiu que apenas doze para essa missão não era o suficiente. E, a partir daí,  entramos na mensagem do Evangelho deste domingo, quando Jesus amplia o estágio de evangelização e “... escolheu outros setenta e dois, e os enviou dois a dois à sua frente a toda cidade e lugar onde ele mesmo devia ir. E dizia-lhes: ‘A colheita é grande, mas os operários são poucos. Por isso, peçam ao Senhor da colheita que envie operários para a sua colheita." (Lc 10,1-2). Jesus usa a metáfora da colheita para referir-se ao povo que deve ser evangelizado.
No Evangelho de João Jesus usa outra metáfora para dizer quem é o agricultor dessa colheita e qual é a árvore que deve gerar os ramos que deverão dar frutos: “Eu sou a verdadeira videira, e meu Pai é o agricultor. Todo ramo que não dá fruto em mim, o Pai o corta. Os ramos que dão fruto, ele os poda para que dêem mais fruto ainda.” (Jo 15,1-2). E Jesus repete a esses setenta e dois discípulos a mesma recomendação que fizera aos doze em seu primeiro envio, e os adverte: “Vão! Estou enviando vocês como cordeiros para os lobos.” (Lc 10,3).
Hoje Jesus continua enviando discípulos seus, não mais de dois a dois, mas em comunidade, para que todos os corações sejam atingidos pela mensagem da Boa Nova.
Hoje é a cada um de nós que Jesus convoca e envia com as mesmas recomendações que fez aos doze e depois aos setenta e dois discípulos. Só que desta feita Jesus não nos envia para muito longe, para outra cidade, estado ou país; ele nos envia para o seio do nossa própria família, porque, o Evangelho de Jesus Cristo começa a ter vida dentro do nosso próprio lar. Se as nossas famílias forem evangelizadas, comprometendo-se com o Evangelho de Jesus Cristo e assumirem as responsabilidades que o Evangelho impõe, já estamos, em grande parte, cumprindo a missão evangelizadora que Jesus nos transmite: a de sermos portadores e difundidores da sua mensagem e do seu amor. E depois, por onde andarmos, passarmos, pararmos, ai também devemos deixar uma mensagem do Reino de Deus.
A nossa responsabilidade de cristão é muito grande. Não precisamos ir às praças públicas e ler o Evangelho em alta voz ou em alto-falantes. O que precisamos fazer é transformar a nossa vida em um Evangelho ambulante e, por onde quer que formos e onde quer que passamos, através daquilo que conversamos ou fazemos, do modo de vida que vivemos, os que conosco convivem, todos devem sentir o Evangelho de Jesus Cristo, porque, não adianta pregarmos o Evangelho aos quatro ventos se não o aplicamos em nossas vidas, para que não suceda que Jesus nos diga, como disse, se referindo aos fariseus: “Por isso, vocês deve fazer e observar tudo o que eles dizem. Mas não imitem suas ações, pos eles falam e não praticam.” (Mt 23,3), e para não sermos alvos da reprimenda com sintoma de ameaça para aqueles que forem omissos à evangelização: “Aquele, porém, que me renegar diante dos homens, eu também o renegarei diante do meu Pai que está no céu.” (Mt 10,33).
O cristão comprometido com o Evangelho deve ser um Evangelho ambulante, um Evangelho encarnado. São Paulo assimilou de tal maneira essa ordem de Jesus que mais tarde ele diria: “Ai de mim se eu não anunciar o Evangelho” (1Cor 8,16), e levou tão a sério essa recomendação, que afirmou: “Eu vivo, mas já não sou eu que vivo, pois é Cristo que vive em mim” (Gl 2,20). Na segunda leitura deste domingo o Apóstolo Paulo incentiva, recomenda e deseja a paz e a misericórdia a todos os que seguirem o seu exemplo de serem portadores e anunciadores da Boa Nova: “Que a paz e a misericórdia estejam sobre todos os que seguirem essa norma, assim como sobre todo o Israel de Deus.” (Gl 6,16).
 Jesus nos repete a mesma recomendação que fez quando enviou os doze: "... proclamem que o Reino dos Céus está próximo. Curem os doentes, ressuscitem os mortos, purifiquem os leprosos, expulsem os demônios." (Mt 10,7-8). É isso que Jesus nos determina: para  proclamarmos o Reino dos Céus com o nosso próprio modo de vida; curar os doentes morais, dando-lhes apoio  e fazendo com que eles se sintam filhos de Deus; ressuscitar os mortos, aqueles que perderam a esperança de dias melhores, perderam a fé de uma vida digna, perderam a confiança de continuarem caminhando para a casa do Pai; purificar os leprosos, os estigmatizados pelos moralistas hipócritas e farisaicos; expulsar o demônio do orgulho, da luxúria, da ira, da vaidade, do egoísmo... Jesus disse, primeiro aos doze, e depois aos setenta e dois, alertando-os sobre o risco que incorreriam ao difundir o Reino de Deus: "Eis que envio vocês como ovelhas entre lobos." (Mt 10,16). Isso continua acontecendo até os nossos dias. Quem prega o Evangelho, quem difunde o Reino de Deus na sua família, no seu trabalho, no seu ambiente social, é logo posto de lado, olhado com pouco caso e acaba sendo marginalizado, porque, quem vive nas trevas não se sente bem perto de quem é portador da luz e, quem prega e vive o Evangelho sempre diz coisas que, quem vive nas trevas, não gosta de ouvir. Por isso, quem vive e prega o Evangelho é uma ovelha no meio de lobos, prestes a ser devorada pela não aceitação que o mundo tem pelo Evangelho.
Assim como Jesus disse aos setenta e dois, continua nos repetindo hoje, quando vivemos e pregamos o Evangelho: "Quem ouve vocês, a mim ouve, quem despreza vocês, a mim despreza, e quem me despreza, despreza aquele que me enviou." (Lc 10,16). E os setenta e dois discípulos, depois de cumprirem o estágio de evangelização, voltaram, e com que alegria que voltaram, dizendo: “Senhor, até os demônios se nos submetem em teu nome!’ Ele lhes disse: ‘Eu vi Satanás cair do céu como um relâmpago! Eis que dei o poder a vocês de pisar serpentes, escorpiões  e todo o poder do inimigo, e nada poderá causar dano a vocês." (Lc 10,17-19).
Jesus compartilha com a alegria dos discípulos, mas, na sua pedagogia divina, chama a atenção de todos para que não se prendam no sucesso do trabalho e sim no resultado da missão bem cumprida: "Contudo, não se alegrem porque os espíritos se submetem a vocês; alegrem-se, antes,  porque vossos nomes estão escritos nos céus." (Lc 10,20). Essa é a recompensa de quem vive e fala a todos do Reino de Deus, contagiando a todos com a alegria e as esperanças que esse reino vem trazer a todos os homens; essa é a recompensa de quem, sem medo, sem respeito humano prega e vive o Evangelho de Jesus Cristo. Somos cristãos na medida em que vivemos o Evangelho e evangelizamos todos aqueles que nos cercam. Em seu Evangelho, Jesus fala do destino pouco agradável dos que não aceitarem no Reino de Deus e na sua mensagem: "Aquele, porém, que me renegar diante dos homens, também o renegarei diante de meu Pai que está nos Céus." (Mt 10,33).
Da mesma forma, ele anima e demonstra a alegria e a esperança daqueles que aceitam o Reino de Deus e propagam a sua mensagem: "Todo aquele, portanto, que se declarar por mim diante dos homens, também eu me declararei por ele diante de meu Pai que está nos Céus." (Mt 10,32), e: "Aquele, porém, que preservar até o fim, esse será salvo." (Mt 10,22).
Hoje Jesus nos envia a todos os lugares por onde passamos para pregar e viver o Evangelho. Um dia voltaremos para Jesus. E, nessa volta, depois de termos cumprido a nossa missão de enviado do Senhor, vamos levar estampada em nossa face a alegria do dever cumprido com a certeza de que: "... os nossos nomes estão inscritos  nos céus." (Lc 10,20).

sexta-feira, 5 de julho de 2013

SÃO MAXIMILIANO MARIA KOLBE FALA DE MARIA

05 DE JULHO
SÃO MAXIMILIANO MARIA KOLBE FALA DE MARIA

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Se quisermos conhecer bem Maria, a Mãe de Deus e Nossa Mãe, precisamos conhecer bem os santos Evangelhos, precisamos entender o que os Santos e Profetas do Antigo Testamento falaram da Virgem  que já estava predestinada, desde a criação do mundo, mesmo sendo Virgem, para ser a Mãe do Verbo de Deus que se faria homem e habitaria entre nós. Se quisermos conhecer bem Maria, precisamos procurar leituras dos grandes santos que muito amaram Maria e que divulgaram a sua devoção. 
E quantos santos honramos nos nossos altares que se santificaram pela devoção que tiveram à Santa Mãe de Deus e nossa Mãe.
Quantos livros temos que nos fazem conhecer mais e melhor Maria, a Mãe de Jesus.     
E, bem a propósito li um artigo sobre Maria, a Imaculada, escrito por um de seus grandes devotos, São Maximiliano Maria Kolbe, e, nesse artigo, São Maximiliano escreveu o seguinte:

quinta-feira, 4 de julho de 2013

“TOMA A SUA CRUZ”

04 DE JULHO
TOMA A SUA CRUZ”


Diácono Milton Restivo

Existem várias explicações, várias definições, vários ensinamentos a respeito da passagem quando Jesus diz: “Se alguém quer vir após mim, renuncie a si mesmo, tome sua cruz cada dia e siga-me.” (Lc 9,23; Mt 16,24; Mc 8,34); “Quem não carrega a sua cruz e não vem após mim, não pode ser meu discípulo.” (Lc 14,27); “Aquele que não toma a sua cruz e me segue não é digno de mim.” (Mt 10,38). Seria um incentivo ao sofrimento, à passividade, ao conformismo? Jesus buscou a cruz ou a cruz foi consequência da obediência de Jesus ao plano de salvação do Pai?
Paulo diz que Jesus foi obediente até a morte, e morte de cruz!” (Fl 2,8). 
Para Jesus a obediência a Deus estava acima de todas as coisas, inclusive acima de sua própria vontade, "E disse: Aba, Pai, todas as coisas te são possíveis; afasta de mim este cálice; não seja, porém, o que eu quero, mas o que tu queres." (Mc 14,36).
Seria a obediência o caminho da cruz? A obediência leva ao amor, mas o amor não correspondido leva à cruz. Assim, não é tanto a morte de Cristo por si mesma o que nos salvou, mas sua obediência até a morte. E o que levou Jesus à cruz foi o amor intenso que ele teve pelos homens, amor que não houve correspondência por parte dos homens. A obediência é a filha primogênita do amor. “Deus é amor” (1Jo 4,8.16).

quarta-feira, 3 de julho de 2013

SÃO TOMÉ – O APÓSTOLO QUE QUER VER PARA CRER


03 DE JULHO
SÃO TOMÉ – O APÓSTOLO QUE QUER VER PARA CRER


Tomé, um dos doze, chamado Dídimo, que quer dizer “Gêmeo” quando da manifestação de Jesus para os apóstolos, não estava com eles. Disseram-lhe os outros discípulos: “Vimos o Senhor”. Tomé, que no seguimento a Jesus, havia vivido tantos contratempos e acontecimentos que não entendera, já não era o mesmo Tomé crente, mas um Tomé receoso, cuidadoso, atento a todos os pormenores com a sua crítica exigente que tinha direito a resposta razoavel para todas as afirmativas que colocassem em dúvida a sua credibilidade. Deixara de ser um homem pronto a crer e aceitar, e passou a se preocupar em não ser vítima da sua auto-ilusão, mas aquele que se recusava a crer até no que via. Tomé aceitara o convite de Jesus  para seguí-lo, e tinha se proposto até ir com ele para Betânia e, se fosse necessário, morrer com Jesus; Tomé queria saber para onde Jesus dizia que iria para ele pudesse ir junto, não importando para onde fosse.
Mas tudo havia se tornado uma ilusão: o Mestre havia morrido, o sonho acabara. E agora vem os discípulos e lhe dizem: “Vimos o Senhor” exatamente no dia e hora em que Tomé estava ausente. Estariam os discípulos de Jesus querendo brincar com coisa tão importante e séria? Tomé já havia acreditado demais. Não queria sofrer uma nova desilusão.

terça-feira, 2 de julho de 2013

SÃO PROCESSO E SÃO MARTINIANO

02 DE JULHO
SÃO PROCESSO E SÃO MARTINIANO

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Os martírios de cristãos, para frustração dos governantes e opositores da Igreja, não só acabavam produzindo no povo pagão um sentimento de pena e solidariedade como também frutificavam em conversões inesperadas para os dominantes e exemplares para a população.
Foi o caso de Processo e Martiniano, que eram carcereiros de são Pedro nos anos 64 ou 67. Eram soldados romanos, mais exatamente carcereiros. Sensibilizaram-se com as pregações feitas pelo apóstolo no cárcere Marmetino. Encantaram-se com os ensinamentos de Jesus, converteram-se e foram batizados pelo próprio são Pedro, preso que eles vigiavam. Após a execução de Pedro, mudaram totalmente seu comportamento. Ao serem acusados, seus superiores mandaram que participassem de um culto a Júpiter, ao qual ambos se recusaram firmemente.
O resultado é que foram torturados e mortos a fio de espada, no centro do anfiteatro romano. No futuro, receberiam a honra de uma homilia do papa São Gregório Magno, a trigésima segunda, bem como o traslado de suas relíquias para o Vaticano no século IX.
São lembrados também, neste dia: Santo Oto de Bamberga (bispo), São Nonegundes, São Pedro de Luzemburgo, São Bernardino Realino (presbítero), São Lidano de Sezze (abade).

segunda-feira, 1 de julho de 2013

SÃO GALO – 489/554

01 DE JULHO
SÃO GALO – 489/554

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Filho de pais nobres e ricos, descendente de família tradicional da corte da França, Galo nasceu no ano 489, na cidade de Clermont, na diocese de Auvergne. Foi tio e professor de outro santo da Igreja, o bispo Gregório de Tours. Na sua época era costume os pais combinarem os matrimônios dos filhos. Por isso ele estava predestinado a casar-se com uma jovem donzela de nobre estirpe. 
Mas Galo, desde criança, já havia dedicado sua alma à vida espiritual. Para não ter de obedecer à tradição social, ele fugiu de casa, refugiando-se no convento de Cournou, daquela mesma diocese. Após intensas negociações, seu pai acabou permitindo que ele ingressasse na comunidade monástica. Foi assim que Galo iniciou uma carreira totalmente voltada para a fé e aos atos litúrgicos. Ele era tão dedicado às cerimônias da santa missa que se especializou nos cânticos.
Contam os escritos que, além do talento para a música, era também dotado de uma voz maravilhosa, que encantava e atraía fiéis para ouvi-lo cantar no coro do convento. Mas suas virtudes cristãs não se limitavam às liturgias. Sua atuação religiosa logo lhe angariou prestígio e, em pouco tempo, foi designado para atuar na corte de Teodorico, rei da Austrásia, atualmente Bélgica.