sexta-feira, 24 de julho de 2015


SANTA CRISTINA - SÉCULO III



          A arqueologia não serve apenas para descobrir os dinossauros enterrados pelo mundo. Ela também pode confirmar a existência dos santos mártires que marcaram sua trajetória na história pela fé em Deus. 
Foi o que aconteceu com santa Cristina, que teve sua tradição comprovada somente no século XIX, com as descobertas científicas desses pesquisadores. Segundo os mosaicos descobertos na igreja de Santo Apolinário, em Ravena, construída no século VI, Cristina era realmente uma das virgens cristãs mártires das antigas perseguições. 
E portanto, já naquele século, venerada como santa, como se pôde observar pela descoberta de sua sepultura, que também possibilitou o aparecimento de um cemitério subterrâneo, que estava oculto ao lado.
A arte também compareceu para corroborar seu testemunho através dos tempos. O martírio da jovem virgem Cristina foi representado pelas mãos de famosos pintores, como João Della Robbias, Lucas Signorelli, Paulo Veronese e Lucas Cranach, entre outros. 
Além dos textos escritos em latim e grego que relatam seu suplício e morte, que só discordam quanto à cidade de sua origem. Os registros gregos mostram como sua terra natal Tiro, enquanto os latinos citam Bolsena, na Toscana, Itália. 
Esses relatos do antigo povo cristão contam que o pai de Cristina, Urbano, era pagão e um oficial do Império Romano, que, ao saber da conversão da filha, queria obrigá-la a renunciar ao cristianismo. Por isso decidiu trancar a filha numa torre na companhia de doze servas pagãs.  

quinta-feira, 23 de julho de 2015

OFERECIMENTO À MARIA, MÃE DE JESUS


OFERECIMENTO À MARIA, MÃE DE JESUS


“Ò Maria, Mãe querida, como é bom nos encontrarmos na tua presença e novamente nos colocarmos sob teu olhar, pois tu és a Mãe do Belo Amor e da Santa Esperança. A ti, Maria, elevamos o nosso coração. Que a tua santidade ilumina a nossa vida e acerte os nossos passos no caminho da justiça, da fraternidade e da paz. Como sempre estiveste de portas abertas a Cristo, abre também as portas do nosso coração para que aconteça em nós e por nós a civilização do amor... Nós te pedimos isso nessa hora de Deus... Nós te pedimos, Maria, o dom da fé, da humildade, da fortaleza. Tu podes ajudar-nos a encarnar o Cristo Vivo na medida em que abrirmos o coração para os outros, para os que sofrem. Na medida em que não nos interessar nosso próprio prestígio, mas a glória do Pai e a felicidade dos irmãos quando, conforme o teu exemplo, soubermos pronunciar o nosso “sim” em resposta aos apelos de Deus. Santa Virgem Maria, Mãe de Deus e Mãe da Igreja, nós nos consagramos a ti, entregando em tuas mãos maternas toda a nossa vida. Aceita o nosso passado com tudo o que houve.

terça-feira, 21 de julho de 2015

IRMÃ DOLORES BALDI - 1910-1999 - PRIMEIRA MISSIONÁRIA DA CONGREGAÇÃO DAS IRMÃS PAULINAS - FUNDADORA DAS IRMÃS PAULINAS NO BRASIL


IRMÃ DOLORES BALDI - 1910-1999 - PRIMEIRA MISSIONÁRIA DA CONGREGAÇÃO DAS IRMÃS PAULINAS - FUNDADORA DAS IRMÃS PAULINAS NO BRASIL


Ser missionária era seu sonho. E este sonho ela o realizou no Brasil. Em outubro de 1931, deixou a Itália e veio viver a aventura missionária em nosso país. Quero falar-lhes de irmã Dolores Baldi, primeira missionária da Congregação das Irmãs Paulinas. 
Ela não era, nem é ainda, muito conhecida, contudo foi o instrumento dócil e forte nas mãos de Deus e a mola propulsora que fez acontecer, no Brasil, a instituição e todas as obras das Irmãs Paulinas. 
A Congregação das Irmãs Paulinas foi fundada pelo padre Tiago Alberione com a colaboração de irmã Tecla Merlo, em 1915, na Itália, e teve, no Brasil, sua primeira expansão no exterior. E irmã Dolores Baldi foi a escolhida para iniciá-la. Quem foi irmã Dolores Baldi? 
Ela mesma nos conta sua história: 
"Não conheci minha mãe. Ela morreu dois meses depois de me haver dado a luz. Fui confiada aos cuidados de uma ama, que me amamentou, de meu pai e de minha irmã mais velha, então com quinze anos. Éramos cinco irmãos: três mulheres e dois homens. Cresci num ambiente familiar unido, cristão, sereno e alegre. Aos doze anos, porém, após breve tempo de doença, meu pai faleceu e, logo depois, minha irmã, vítima de uma epidemia. E como minha outra irmã já havia se casado coube a mim os deveres de uma dona-de-casa: comprar, vender e cuidar de meus dois irmãos.

segunda-feira, 20 de julho de 2015

SANTA MARGARIDA - 275-290


SANTA MARGARIDA - 275-290



Margarida nasceu no ano 275, na Antioquia de Pisidia, uma florescente cidade da Ásia Menor. 
Órfã de mãe desde pequena e filha de um sacerdote pagão e idólatra, Margarida tinha tudo para jamais aproximar-se de Deus, se "algo" não acontecesse. E algo divino aconteceu: o pai acabou confiando sua educação a uma ama extremamente católica e a vida de Margarida enveredou por outro caminho. Caminho que a levaria à santidade. 
Cresceu inteligente e muito dedicada às coisas do espírito. Mas o pai começou a perceber que ela não ia aos cultos ou mesmo ao templo para participar dos sacrifícios aos deuses. Sem suspeitar que, à noite, ela participava de cultos cristãos. 
Como não podia sequer imaginar tal fato, alguém tratou de abrir seus olhos. Foi aí que começou o suplício de Margarida. Ele exigiu que ela abandonasse o cristianismo. Como ela se recusou, primeiro impôs-lhe um severo castigo, mandando a jovem para o campo, trabalhar ao lado dos escravos. Depois, como nem a força fazia a filha mudar de idéia, entregou-a ao prefeito local para que fosse julgada pelo "crime de ser cristã". 
O martírio da jovem Margarida foi tão terrível e de resultados tão fantásticos que se tornou uma das paginas da tradição cristã mais transmitida através dos séculos. Justamente por ter sido tão cruel, o povo apegou-se de tal forma ao sofrimento da jovem que à sua narrativa acrescentaram-se fatos lendários. 

domingo, 19 de julho de 2015

“JESUS VIU UMA NUMEROSA MULTIDÃO E TEVE COMPAIXÃO, PORQUE ERAM COMO OVELHAS SEM PASTOR.” Mc 6,34.



XVI DOMINGO DO TEMPO COMUM 

“JESUS VIU UMA NUMEROSA MULTIDÃO E TEVE COMPAIXÃO, PORQUE ERAM COMO OVELHAS SEM PASTOR.” Mc 6,34.

Diácono Milton Restivo

Conforme constatamos no primeiro livro das Sagradas Escrituras, a profissão de pastor de ovelhas é a mais antiga do mundo, assim como a de agricultor: "Abel tornou-se pastor de ovelhas e Caim cultivava o solo. Passado o tempo, Caim apresentou produtos do solo em oferenda a Yahweh. Abel, por sua vez, também ofereceu as primícias e a gordura do seu rebanho." (Gn 4,2-4).
O povo judeu teve a sua origem no pastoreio, considerando que os doze filhos de Jacó, depois Israel, que deram origem às doze tribos israelitas, eram pastores, conforme vemos em Gênesis 37.
A função do pastor era procurar pastagens e água para o rebanho, o que nem sempre era fácil devido a região árida em que habitava, o que exigia muita paciência e, principalmente, coragem para defender o rebanho contra as feras e ladrões. Para tal fim, muniam-se de cajado que usavam como armas. Ovelhas são animais mansos, naturalmente desprovidos de atributos de defesa, sem garras ou chifres, sem presas mortíferas, incapazes de se defender.  

sábado, 18 de julho de 2015

MARIA NO PLANO DE SALVAÇÃO


MARIA NO PLANO DE SALVAÇÃO



“Quem se exalta será humilhado, e quem se humilha será exaltado.” ((Mt 23, 12). Esta é a palavra do Senhor, e a palavra de Deus jamais pode falhar. Havia Deus determinado fazer-se homem para remir o homem decaído, e assim manifestar ao mundo a sua bondade infinita. Devendo Deus, para isso, escolher uma mãe nesta terra, andava buscando entre todas as mulheres qual fosse a mais santa e humilde. Entre todas as mulheres, 
Deus observou uma, a Virgenzinha de Nazaré: Maria, que, quanto mais era perfeita nas virtudes, tanto mais simples e humilde era no conceito de Deus. Nas Sagradas Escrituras, no Livro dos Cânticos, Deus já havia dito: “Há um sem número de virgens a meu serviço - diz o Senhor -, mas uma só é a minha pomba, a minha eleita” (Cant 6, 7-8). 
Por isso, disse Deus: “Seja essa humilde virgenzinha de Nazaré  a escolhida para ser a minha mãe.” Maria, a mais humilde das criaturas de Deus e a que Deus mais exaltou. Na encarnação do Verbo Maria não podia humilhar-se mais do que se humilhou, e Deus não podia  exaltá-la mais do que a exaltou. 
E Deus manda o seu Anjo a uma Virgem chamada Maria. “E o anjo entra e saúda Maria, dizendo: “Ave Maria, cheia de graça, o Senhor é contigo...” (Lc 1, 28). Deus te saúda, Maria, ò Virgem cheia de graça, pois foste sempre rica da graça, acima de todos os santos. 
O Senhor é contigo porque és tão humilde. Bendita és tu entre as mulheres, porque todas as outras mulheres nasceram com a mancha do pecado e incorrem na maldição da culpa, mas tu, porque havias de ser a mãe do Bendito, és e serás sempre bendita e isenta de toda a mácula, de todo pecado.

PADRE CÍCERO (PADIM CIÇO) - O CEARENSE DO SÉCULO XX


PADRE CÍCERO (PADIM CIÇO) - O CEARENSE DO SÉCULO XX

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Dados Pessoais
Padre Cícero Romão Batista nasceu em Crato (Ceará) no dia 24 de março de 1844. Era filho de Joaquim Romão Batista e Joaquina Vicência Romana, conhecida como dona Quinô. Aos seis anos de idade, começou a estudar com o Professor Rufino de Alcântara Montezuma.
Um fato importante marcou a sua infância: o voto de castidade, feito aos 12 anos, influenciado pela leitura da vida de São Francisco de Sales. Em 1860, foi matriculado no Colégio do renomado Padre Inácio de Sousa Rolim, em Cajazeiras-Paraíba. Aí pouco demorou, pois a inesperada morte de seu pai, vítima de cólera-morbo, em 1862, o obrigou a interromper os estudos e voltar para junto da mãe e das duas irmãs solteiras. A morte do pai, que era pequeno comerciante no Crato, trouxe sérios aperreios financeiros à família, de tal sorte que, mais tarde, em 1865, quando Cícero Romão Batista precisou ingressar no Seminário da Prainha em Fortaleza, só o fez graças à ajuda de seu padrinho de crisma, o Coronel Antônio Luiz Alves Pequeno.

sexta-feira, 17 de julho de 2015

CORAÇÃO DE JESUS - REFÚGIO DOS PECADORES



CORAÇÃO DE JESUS - REFÚGIO DOS PECADORES.

Há uma data entre os cristãos que, como tantas outras de relevo, merece destaque especial: é a Festa Anual do Sagrado Coração de Jesus. Ela é celebrada, liturgicamente, normalmente no mês de junho, oito dias após a festa de Corpus Christi e a participação da Eucaristia neste dia deve ser compromisso de todos. 
A devoção ao Sagrado Coração de Jesus é tão antiga quanto a Igreja, pois começou na Cruz, onde o Coração do Crucificado, traspassado pelo ferro da lança, tornou-se símbolo da fonte maior do amor.
Outro momento forte do evangelho sinaliza para essa amorosa fonte: o gesto de João, o discípulo amado, encostando a sua cabeça no peito de Jesus durante a última ceia.

quinta-feira, 16 de julho de 2015

NOSSA SENHORA DO CARMO



NOSSA SENHORA DO CARMO

Segundo a tradição narra, o profeta Elias, vendo uma nuvenzinha, que se levantava no mar, bem como uma pegada de homem, teria nela reconhecido no símbolo, a figura da futura Mãe do Salvador. Os discípulos de Elias, recordando aquela visão do mestre, teriam fundado uma Congregação, com sede no Monte Carmelita, com o fim declarado de prestar homenagens à Mãe do Mestre.
A festa de Nossa Senhora do Carmo é relacionada à Ordem Carmelitana, cuja origem é bem antiga. Na Ordem Carmelitana tem-se a tradição, segundo a qual o profeta Elias, vendo aquela nuvenzinha, que se levantava no mar, bem como a pegada de homem, teria nela reconhecido no símbolo, a figura da futura Mãe do Salvador. Os discípulos de Elias, recordando aquela visão do mestre, teriam fundado uma Congregação, com sede no Monte Carmelita, com o fim declarado de prestar homenagens à Mãe do Mestre. Essa Congregação ter-se-ia conservado até os dias de Jesus Cristo e existido com o Título Servas de Maria. 

quarta-feira, 15 de julho de 2015

BEM-AVENTURADOS INÁCIO DE AZEVEDO E COMPANHEIROS - 1527-1570


BEM-AVENTURADOS INÁCIO DE AZEVEDO E COMPANHEIROS - 1527-1570



Inácio de Azevedo nasceu em Portugal, na cidade do Porto, em 1527. Seus pais, Manuel e Violante, eram descendentes de famílias lusitanas, ricas e poderosas. Desde pequeno foi educado sob preceitos cristãos e recebeu também vasta cultura acadêmica. 
Aos dezoito anos, tornou-se administrador dos bens da família, pois tinha inteligência acima da média. Mas sua vocação era a religião. Após um retiro na cidade de Coimbra, entrou para a Companhia de Jesus em 1548. Cinco anos depois, recebeu a ordenação sacerdotal. 
Seus estudos eram tão avançados e seus conhecimentos tão extensos que, mesmo sem terminar o curso de teologia, foi nomeado reitor do Colégio Santo Antonio, em Lisboa. Em 1565, foi escolhido pelos jesuítas para representá-los, em Roma, na eleição do novo geral, que era ninguém menos que o próprio Francisco Borja, hoje santo. 
Admirado com a capacidade de Inácio, deu-lhe a incumbência de vistoriar as missões jesuítas nas Índias e no Brasil. Tal viagem de inspeção durou três anos. 
No Brasil, a evangelização começara havia apenas dezesseis anos, mas o trabalho dos jesuítas dava frutos em profusão. 

terça-feira, 14 de julho de 2015

SÃO FRANCISCO SOLANO -1549-1631


SÃO FRANCISCO SOLANO -1549-1631



Francisco era descendente de nobres, nasceu no dia 10 de março de 1549, em Montilla, na Andaluzia. 
Os pais, Mateus Sanches Solano e Ana Gimenez, cristãos fervorosos, muito cedo o enviaram para o colégio dos jesuítas, que formariam seu caráter. Aos vinte anos, por inspiração e dons, ordenou-se franciscano. 
A sua conduta exemplar logo o levou a cargos importantes dentro da Ordem, os quais logo abandonava. O que mais ansiava era ser um missionário. Mesmo não tendo uma retórica eloquente, arrebatava seus ouvintes pela convicção na fé que professava. 
Contudo teve de adiar por uns tempos a execução de seus planos de viajar, porque precisou socorrer sua própria pátria. Uma devastadora peste atacou a Espanha e ele logo pediu para ser aceito como enfermeiro. Tratando dos doentes, principalmente dos mais pobres, acabou contraindo a doença. Mas isso não o abateu. 
Assim que se recuperou, voltou a cuidar deles. Enfim, Francisco foi escalado para uma missão evangelizadora no novo continente latino-americano, embarcando em 1589. 
No caminho, já começaram a despontar os dons que marcariam toda a sua existência. Os relatos informam que uma violenta tempestade atingiu o seu navio, que encalhou num banco de areia.        

segunda-feira, 13 de julho de 2015

MARIA, MÃE COMO AS NOSSAS MÃES


MARIA, MÃE COMO AS NOSSAS MÃES


Desde que falo de Maria, sempre procurei mostrá-la como a mulher simples e humilde que foi em toda a sua existência.
Sempre procurei mostrar Maria sem mantos de veludo e coroas cravejadas de diamantes, que foram os próprios homens que colocaram em suas imagens e que tanto afasta Maria do povo, afasta Maria das pessoas simples e dos pobres, que são os amados de Jesus Cristo.
E para falar por um outro prisma de Maria, nada melhor do que pegar as palavras de João Mohama, quando ele escreve sobre o terceiro encontro de Maria com o seu filho Jesus em seu livro “Os mais belos encontros de Cristo.”

E, nesse capítulo, João Mohama começa nos perguntando:

domingo, 12 de julho de 2015

“JESUS CHAMOU OS DOZE COMEÇOU A ENVIÁ-LOS DOIS A DOIS." (Mc 6,7).


XV DOMINGO DO TEMPO COMUM

JESUS CHAMOU OS DOZE COMEÇOU A ENVIÁ-LOS DOIS A DOIS." (Mc 6,7).



Diácono Milton Restivo

Jesus chama seus doze discípulos para o apostolado, e começa a enviá-los dois a dois (cf Mt 7,7). Jesus sente que havia chegado a hora de sua mensagem espandir-se, e por isso nomeia mensageiros, missionários, apóstolos para levar para outras paragens os seus ensinamentos e, a exemplo de Amós, os discípulos se põem a caminho. 
Para se colocar a serviço de Jesus, há a necessidade do chamamento por parte de Deus, porque Jesus escolhe a dedo os seus apóstolos, e por isso Marcos diz: “Chamou os doze discípulos, começou a enviá-los...” (Mc 7,7). Jesus chama para o apostolado a todos e a cada um de nós; muitos atendem ao seu chamamento e partem para a missão, outros, entretanto, agem como o jovem rico e se entristecem com esse chamamento, viram as costas, e vão embora.  
Para Amós Yahweh disse: “Vai profetizar ao meu povo Israel.” (Am 7,15). Israel, o povo da Antiga Aliança. Jesus, por sua vez, manda seus discípulos levarem sua mensagem para o novo povo, o povo da Nova Aliança, que vai surgir do seu coração aberto pela lança na cruz, e isso não somente para Israel, ou para os judeus, mas para a salvação do mundo inteiro, principalmente “... para quem acreditar e for batizado...” (Mc 16,16).  

sexta-feira, 10 de julho de 2015

“EIS AQUI A ESCRAVA DO SENHOR” (Lc 1,38).


 “EIS AQUI A ESCRAVA DO SENHOR” (Lc 1,38).


Nazaré, cidade da Galiléia. “A Galiléia ocupava o norte da Palestina: o Jordão e o lago de Tiberíades formavam seus limites ao oeste; a Samaria  a separava da Judéia  no sul, e ao oeste, a Fenícia a isolava do mar. Era um país aprazível e fértil, no qual a natureza se revestia de uma graça incomparável. O lago de Tiberíades, com suas belas águas de um azul cinzento, agitadas às vezes por tempestades repentinas,  era emoldurado  por uma vegetação luxuriante, e sulcado por numerosos barcos de pesca...  Nas montanhas, Nazaré achava-se a cem  quilômetros de Jerusalém; Canaã achava-se um pouco mais ao norte e Naim mais ao sul.”       
Assim H. Lesêtre, no seu livro “Guia através do Evangelho”, edição de 1944, descreve a situação geográfica da Galiléia, onde se localiza a cidade de Nazaré, para nós, cristãos, de divina lembrança. Nos últimos dias que antecederam a era cristã, lá, em Nazaré da Galiléia, morava uma jovenzinha, entre doze e quinze anos de idade, a quem o Senhor Nosso Deus, desde os primórdios da humanidade, preparava para ser a mãe de seu Filho, o qual seria o Salvador do gênero humano mergulhado no pecado. 

quinta-feira, 9 de julho de 2015

SANTA PAULINA DO CORAÇÃO AGONIZANTE DE JESUS - (1865 – 1942)



SANTA PAULINA DO CORAÇÃO AGONIZANTE DE JESUS - (1865 – 1942)

Santa Madre Paulina, nascida e batizada Amábile Lúcia Visintainer, nasceu aos 16 de dezembro de 1865, em Vigolo Vattaro, Província de Trento, Itália, naquele tempo região Sul-Tirol, sujeita à Áustria. Os pais, como toda a gente do lugar, eram ótimos cristãos, mas pobres.
Em setembro de 1875, a família de Napoleone Visintainer emigrou com muitos outros trentinos para o Brasil e no Estado de Santa Catarina, no atual município de Nova Trento, deram início à localidade de Vígolo.
Amábile, depois da primeira comunhão, recebida mais ou menos aos 12 anos, começou a participar no apostolado paroquial: Catecismo aos pequenos, visitas aos Doentes e limpeza da Capela de Vigolo.
No dia 12 de julho de 1890, junto com a amiga Virgínia Rosa Nicolodi, Amábile acolheu uma doente de câncer em fase terminal, dando início à Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição, aprovada pelo Bispo de Curitiba, Dom José de Camargo Barros, aos 25 de agosto de 1895.
Em dezembro de 1895, Amábile e as duas primeiras companheiras (Virgínia e Teresa Anna Maule) fizeram os votos religiosos; e Amábile recebeu o nome de Irmã Paulina do Coração Agonizante de Jesus. A santidade e a vida apostólica de Madre Paulina e de suas Irmãs atraíram muitas vocações, apesar da pobreza e das dificuldades em que viviam.

quarta-feira, 8 de julho de 2015

AVE MARIA, CHEIA DE GRAÇA


AVE MARIA, CHEIA DE GRAÇA



Quem é de Deus é escravo do amor. 
Maria não nasceu escrava, não foi feita escrava: Maria se fez escrava. 
Maria não foi obrigada a fazer nada que não quisesse e não fosse a sua vontade, mas, perante a vontade de Deus, a sua vontade passou a ser nada e ela renuncia a sua vontade para fazer e cumprir somente a vontade de Deus. 
E, a exemplo de Maria que se fez “escrava do Senhor” (Lc 1,38), que se consagrou totalmente ao serviço de Deus, em todos os tempos e ainda nos nossos dias existem cristãos verdadeiros admiradores e seguidores de Maria que renunciam a sua vontade e todo prazer e alegria que a vida e o mundo oferece para fazer realizar única e exclusivamente a vontade de Deus.  

terça-feira, 7 de julho de 2015

BEM-AVENTURADA MARIA ROMERO MENESES - 1902-1977


BEM-AVENTURADA MARIA ROMERO MENESES - 1902-1977


Maria Romero Meneses nasceu em 13 de janeiro de 1902 em Granada, na Nicarágua, e pertencia a uma família católica, cujas raízes eram espanholas .
Os pais, Félix e Ana, eram de classe média e tiveram treze filhos. Ela recebeu uma sólida formação religiosa e excelente instrução tradicional. Gostava de estudar música, desenho e pintura, possuindo um raro talento para as artes.
Aos doze anos, entrou para a escola das Filhas de Maria Auxiliadora, recém-chegadas àquele país. Mas, por causa de uma grave doença, ainda noviça teve de voltar para casa. Com o consentimento do seu confessor, emitiu o voto particular de castidade. Seis anos depois, estava formada e lecionava para as jovens naquele mesmo instituto.
Em 1923, consagrou-se a Deus e a Nossa Senhora, emitindo os votos religiosos. Foi transferida para a missão na Costa Rica, em 1931, onde ensinava música, desenho e datilografia. Além disso, incluiu nas suas atividades educativas a catequese ministrada aos jovens da periferia da capital, São José.
Passados três anos, Maria Romero deu vida a outra maneira de evangelização, socorria as famílias pobres e marginalizadas, contando para isso com a caridade vinda das famílias mais ricas. Em 1961, ela, sempre sensível ao "grito dos pobres", iniciou uma série de cursos de qualificação profissional para os jovens carentes e também para os adultos. 

segunda-feira, 6 de julho de 2015

SANTA MARIA GORETTI


SANTA MARIA GORETTI


Maria Teresa Goretti, nascida em Corinaldo, Província de Ancona, Itália, a 16 de outubro de 1890 e falecida em Nettuno, na mesma Província, em 06 de julho de 1902, Itália, com 11 anos de idade, foi uma jovem católica italiana, declarada santa, com festa comemorada no mesmo dia de sua morte. Morreu como consequência dos ferimentos infligidos durante uma tentativa de estupro, ao escolher o martírio. Filha de Luigi Goretti e Assunta Carlini. Era a terceira de seis filhos. Suas irmãs chamavam-se Teresa e Ersilia; seus irmãos eram Angelo, Sandrino e Mariano.
Quando tinha seis anos, sua família tornou-se tão pobre que foram forçados a deixar sua fazenda e trabalhar para outros fazendeiros. Em 1899, mudaram-se para Le Ferriere, próximo a atual Latina e Nettuno, em Lázio, onde viviam em um prédio conhecido como "La Cascina Antica", compartilhada com a família Serenelli, cujo filho Alessandro Serenelli viria a ser seu algoz, três anos depois.
O pai de Maria contraiu malária e morreu quando esta tinha apenas nove anos, em 6 de maio de 1900. Enquanto seus irmãos, mãe e irmãs mais velhas trabalhavam nos campos, Maria cozinhava, limpava a casa e cuidava de sua irmã menor. Era uma vida difícil, mas a família estava sempre próxima, compartilhando um profundo amor por Deus e sua fé.
Em 5 de julho de 1902, Alessandro, então com 20 anos, encontrou a menina de 11 anos costurando, sozinha em casa. 

domingo, 5 de julho de 2015

“ESTE HOMEM NÃO É O CARPINTEIRO, FILHO DE MARIA?” (Mc 6,3).


XIV DOMINGO DO TEMPO COMUM

“ESTE HOMEM NÃO É O CARPINTEIRO, FILHO DE MARIA?” (Mc 6,3).



Diácono Milton Restivo

Como Jesus era humano e tinha sentimentos, e sentia saudade dos locais onde passara sua infância e adolescência, um dia bateu a saudade de casa: saudade da mãe, dos irmãos, dos parentes, dos amigos, das ruelas de sua cidade. Sentiu forte desejo e necessidade de voltar para rever os lugares onde havia passado, despreocupadamente, a sua infância, adolescência, puberdade e o início da vida adulta.
E Lucas irá dizer: “Jesus foi à cidade de Nazaré, onde se havia criado.” (Lc 4,16). E voltou para a sua cidade, e para lá levou consigo os amigos e os discípulos que angariara no início de sua vida missionária. Queria que todos conhecessem sua família e a cidade de onde viera. 
Quem não sente saudade dos tempos felizes da infância, da adolescência, dos amiguinhos, dos primeiros professores e professoras, dos e das catequistas, dos lugares que marcaram sua vida, e não sente vontade, alegria e orgulho de voltar e mostrar isso para seus novos amigos? Todos somos assim!  Com Jesus não foi diferente.  E Jesus voltou... 

sábado, 4 de julho de 2015

COM MARIA, QUANDO ÉRAMOS CRIANÇAS


COM MARIA, QUANDO ÉRAMOS CRIANÇAS


Quando éramos pequenos, quando éramos crianças, quantos de nós aprendemos as primeiras orações no colo de nossas mães ou avós. Íamos ao catecismo, e a catequista, com muito amor, carinho e paciência, repetia conosco as orações do Pai Nosso, da Ave Maria e pegava em nossas mãos de crianças para nos ajudar a aprender e a fazer o Sinal da Cruz.
Quando éramos crianças rezávamos e tínhamos a certeza de que o Papai do Céu nos ouvia e nos atendia. Depois fomos crescendo, crescendo e passamos a achar que éramos auto-suficientes, que não precisaríamos mais de rezar, que poderíamos muito bem viver sem orações e sem Deus, que, afinal de contas, rezar era para crianças e mulheres que tinham que cuidar dos maridos e dos filhos. Fomos nos tornando pessoas adultas e maduras e começamos  a achar que poderíamos resolver os nossos próprios problemas e passamos a ficar descrentes no poder da oração.
Se fizermos uma retrospectiva na nossa vida, vamos notar que, a partir do momento em que deixamos de rezar, passamos a dar cabeçadas por esse mundo a fora. Deixando de rezar, começamos a nos afastar de Deus e da sua Igreja e, fazendo isso e olhando para traz, notamos quantas coisas que fizemos e não deveríamos ter feito e que não faríamos se ainda tivéssemos mantido o contato com Deus, ou ainda, quantas coisas que fizemos e que poderíamos tê-las feito melhor.

sexta-feira, 3 de julho de 2015

SÃO TOMÉ


SÃO TOMÉ

Tomé (ou Tomás) Apóstolo foi um dos doze apóstolos originalmente escolhidos por Jesus, segundo os Evangelhos sinóticos e os Atos dos Apóstolos (Mt 10,3; Mc 3,18; Lc 6,15) havendo pouco registro além disso.
Alguns teólogos têm mantido discordâncias a respeito da verdadeira identidade de São Tomé. Tomé ou Tomás não era propriamente um prenome, mas sim a palavra equivalente a gêmeo, vindo do aramaico, e posteriormente traduzida para o grego Didymus. Essa palavra aparece composta com o prenome Judas nalguns trechos bíblicos.

Tomé aparece numas poucas passagens no Evangelho de João. Em João 11,16, quando Lázaro morre, os discípulos resistem à decisão de Jesus para que retornem à Judéia onde os judeus tentaram apedrejar Jesus. O Mestre está determinado, mas é Tomé que toma a palavra final: "Vamos todos, pois poderemos morrer com Ele". Alguns interpretam esse como uma antecipação ao conceito teológico paulina de "morrer com Cristo".
Ele também fala na Última Ceia, em João 14,5. Jesus assegura a seus discípulos que eles sabem aonde ele irá, mas Tomé protesta que eles não sabem de fato. Jesus retruca a ele aos pedidos de Filipe com uma complexa exposição de seu relacionamento com O Pai.
A aparição mais famosa de Tomé no Novo Testamento está em João 20,24-29, quando ele duvida da ressurreição de Jesus e afirma que necessita sentir suas chagas antes de se convencer.

quinta-feira, 2 de julho de 2015

COMO A IGREJA DECLARA UM CRISTÃO COMO SANTO


COMO A IGREJA DECLARA UM CRISTÃO COMO SANTO
PROCESSO PARA BEATIFICAÇÃO E CANONIZAÇÃO


O Brasil tem 70 candidatos a santos.
Somente na nossa região temos três candidatos sérios que caminham rumo a serem declarados santos, exemplos para serem seguidos por todos os fiéis: em São José do Rio Preto o Padre Mariano, em Mirassol a Madre Assunta e em José Bonifácio o Monsenhor Ângelo.
Mais de 70 pessoas têm boas chances de se tornarem santos no Brasil, sendo que 30 delas se tornaram beatas coletivamente, por terem sido brutalmente mortas durante uma missa no interior do Rio Grande do Norte, em 1645. 
O levantamento foi obtido junto ao Vaticano pela freira Célia Cadorin, 86, responsável pelo processo de beatificação de Madre Paulina e Frei Galvão. A postuladora ou "advogada dos santos", hoje aposentada, que pertence à Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição, fundada por Madre Paulina em 1890, já viajou o Brasil todo atrás de milagres que provassem a santidade de seus "clientes" e viveu na Itália durante 14 anos para pesquisar a vida deles.
"O postulador é um religioso do local onde a pessoa nasceu que é indicado pela Igreja para defender o processo de canonização", explica irmã Célia. "Ele é a alma de toda a causa. Se ele se empenha, a causa anda", avalia ela.
Além de postuladora, irmã Célia é uma das miraculadas de Madre Paulina, nome dado àquele que recebe um milagre. Quando tinha 13 anos, teve complicações no pulso direito após sofrer uma queda no convento de Nova Trento (SC). Depois de colocar no machucado um cravo tirado do caixão de Madre Paulina por uma tia de irmã Célia, que era freira da mesma congregação, seu pulso foi curado, desinchando em menos de 24 horas.

quarta-feira, 1 de julho de 2015

A BELEZA DE MARIA, A MÃE DE JESUS


A BELEZA DE MARIA, A MÃE DE JESUS


Os escritos de São Luiz Maria Grignon de Montfort, sobre Maria são maravilhosos e sempre que os leio  sinto meu amor aumentar cada vez mais por nossa querida mãe do céu.
É um santo que fala e escreve sobre Maria, São Luiz Maria Grignon de Montfort que, inspirado pelo  Divino Espírito Santo, fala das belezas e do amor imenso que vivem aqueles que se entregam  de corpo e alma aos cuidados da Virgem Imaculada, mãe de Deus e nossa mãe.
E no seu livro, Verdadeiro Tratado da Devoção à Maria Santíssima, São Luiz Maria Grignon de Montfort nos diz que “por meio de Maria começou a salvação do mundo e é por meio de Maria que essa salvação deve ser consumada. Na primeira vinda de Jesus Cristo, Maria quase não apareceu, e isso aconteceu exatamente para que os homens, ainda insuficientemente instruídos e esclarecidos sobre a pessoa de Jesus Cristo, não se apegassem demais e grosseiramente na figura de Maria, ocorrendo o risco de afastarem-se, assim, da verdade. E isso verdadeiramente poderia ter acontecido devido aos encantos  e belezas admiráveis com que o próprio Senhor Nosso Deus havia ornamentado a aparência exterior de Maria.”
Maria, nos testemunhos dos santos que a conheceram pessoalmente, era uma mulher formosa, linda, radiante, maravilhosa, e sua beleza cativava a todos os que tivessem qualquer contato com ela.