domingo, 26 de julho de 2015

A MULTIPLICAÇÃO DOS PÃES


XVII DOMINGO DO TEMPO COMUM

“E TODOS FICARAM SATISFEITOS”. (Jo 6,12).


Diácono Milton Restivo 

Jesus, para fugir da perseguição, violência e opressão de Herodes, atravessa o mar da Galiléia. Isso nos traz à memória a travessia do mar Vermelho feita por Moisés e o povo israelita para fugir da violência e opressão do faraó e da escravidão do Egito. O povo israelita, na fuga do Egito, era uma grande multidão e, Jesus “Levantando os olhos viu uma grande multidão que a ele acorria...” (Jo 6,5).
Lucas nos diz que a multidão percebeu que o barco havia atracado em Betsaida, e chegou lá antes de Jesus, para isso, percorreu uma distância de oito quilômetros para ir onde estava Jesus.
Quando Jesus subiu naquele barco e atravessou para o lado de Betsaida, com certeza, buscava um tempo de privacidade e descanso. Mas aquele povo não tinha limites. Aqueles cinco mil homens, sem contar mulheres e crianças, vão correndo pela margem do lago para se encontrar com Jesus.
Jesus já havia feito milagres, já havia ensinado a eles, mas eles estavam ali ao seu encalço.  

sábado, 25 de julho de 2015

SÃO TIAGO, O MAIOR – APÓSTOLO



SÃO TIAGO, O MAIOR – APÓSTOLO


Tiago nasceu doze anos antes de Cristo, viveu mais anos do que ele e passou para a eternidade junto a seu Mestre. Tiago, o Maior, nasceu na Galiléia e era filho de Zebedeu e Salomé, segundo as Sagradas Escrituras. 
Era, portanto, irmão de João Evangelista, os "Filhos do Trovão", como os chamara Jesus. É sempre citado como um dos três primeiros apóstolos, além de figurar entre os prediletos de Jesus, juntamente com Pedro e André. 
É chamado de "maior" por causa do apóstolo homônimo, Tiago, filho de Alfeu, conhecido como "menor". 
Nas várias passagens bíblicas, podemos perceber que Jesus possuía apóstolos escolhidos para testemunharem acontecimentos especiais na vida do Redentor. Um era Tiago, o Maior, que constatamos ao seu lado na cura da sogra de Pedro, na ressurreição da filha de Jairo, na transfiguração do Senhor e na sua agonia no horto das Oliveiras. Consta que, depois da ressurreição de Cristo, Tiago rumou para a Espanha, percorrendo-a de norte a sul, fazendo sua evangelização, sendo por isso declarado seu padroeiro. 

sexta-feira, 24 de julho de 2015


SANTA CRISTINA - SÉCULO III



          A arqueologia não serve apenas para descobrir os dinossauros enterrados pelo mundo. Ela também pode confirmar a existência dos santos mártires que marcaram sua trajetória na história pela fé em Deus. 
Foi o que aconteceu com santa Cristina, que teve sua tradição comprovada somente no século XIX, com as descobertas científicas desses pesquisadores. Segundo os mosaicos descobertos na igreja de Santo Apolinário, em Ravena, construída no século VI, Cristina era realmente uma das virgens cristãs mártires das antigas perseguições. 
E portanto, já naquele século, venerada como santa, como se pôde observar pela descoberta de sua sepultura, que também possibilitou o aparecimento de um cemitério subterrâneo, que estava oculto ao lado.
A arte também compareceu para corroborar seu testemunho através dos tempos. O martírio da jovem virgem Cristina foi representado pelas mãos de famosos pintores, como João Della Robbias, Lucas Signorelli, Paulo Veronese e Lucas Cranach, entre outros. 
Além dos textos escritos em latim e grego que relatam seu suplício e morte, que só discordam quanto à cidade de sua origem. Os registros gregos mostram como sua terra natal Tiro, enquanto os latinos citam Bolsena, na Toscana, Itália. 
Esses relatos do antigo povo cristão contam que o pai de Cristina, Urbano, era pagão e um oficial do Império Romano, que, ao saber da conversão da filha, queria obrigá-la a renunciar ao cristianismo. Por isso decidiu trancar a filha numa torre na companhia de doze servas pagãs.  

quinta-feira, 23 de julho de 2015

OFERECIMENTO À MARIA, MÃE DE JESUS


OFERECIMENTO À MARIA, MÃE DE JESUS


“Ò Maria, Mãe querida, como é bom nos encontrarmos na tua presença e novamente nos colocarmos sob teu olhar, pois tu és a Mãe do Belo Amor e da Santa Esperança. A ti, Maria, elevamos o nosso coração. Que a tua santidade ilumina a nossa vida e acerte os nossos passos no caminho da justiça, da fraternidade e da paz. Como sempre estiveste de portas abertas a Cristo, abre também as portas do nosso coração para que aconteça em nós e por nós a civilização do amor... Nós te pedimos isso nessa hora de Deus... Nós te pedimos, Maria, o dom da fé, da humildade, da fortaleza. Tu podes ajudar-nos a encarnar o Cristo Vivo na medida em que abrirmos o coração para os outros, para os que sofrem. Na medida em que não nos interessar nosso próprio prestígio, mas a glória do Pai e a felicidade dos irmãos quando, conforme o teu exemplo, soubermos pronunciar o nosso “sim” em resposta aos apelos de Deus. Santa Virgem Maria, Mãe de Deus e Mãe da Igreja, nós nos consagramos a ti, entregando em tuas mãos maternas toda a nossa vida. Aceita o nosso passado com tudo o que houve.

terça-feira, 21 de julho de 2015

IRMÃ DOLORES BALDI - 1910-1999 - PRIMEIRA MISSIONÁRIA DA CONGREGAÇÃO DAS IRMÃS PAULINAS - FUNDADORA DAS IRMÃS PAULINAS NO BRASIL


IRMÃ DOLORES BALDI - 1910-1999 - PRIMEIRA MISSIONÁRIA DA CONGREGAÇÃO DAS IRMÃS PAULINAS - FUNDADORA DAS IRMÃS PAULINAS NO BRASIL


Ser missionária era seu sonho. E este sonho ela o realizou no Brasil. Em outubro de 1931, deixou a Itália e veio viver a aventura missionária em nosso país. Quero falar-lhes de irmã Dolores Baldi, primeira missionária da Congregação das Irmãs Paulinas. 
Ela não era, nem é ainda, muito conhecida, contudo foi o instrumento dócil e forte nas mãos de Deus e a mola propulsora que fez acontecer, no Brasil, a instituição e todas as obras das Irmãs Paulinas. 
A Congregação das Irmãs Paulinas foi fundada pelo padre Tiago Alberione com a colaboração de irmã Tecla Merlo, em 1915, na Itália, e teve, no Brasil, sua primeira expansão no exterior. E irmã Dolores Baldi foi a escolhida para iniciá-la. Quem foi irmã Dolores Baldi? 
Ela mesma nos conta sua história: 
"Não conheci minha mãe. Ela morreu dois meses depois de me haver dado a luz. Fui confiada aos cuidados de uma ama, que me amamentou, de meu pai e de minha irmã mais velha, então com quinze anos. Éramos cinco irmãos: três mulheres e dois homens. Cresci num ambiente familiar unido, cristão, sereno e alegre. Aos doze anos, porém, após breve tempo de doença, meu pai faleceu e, logo depois, minha irmã, vítima de uma epidemia. E como minha outra irmã já havia se casado coube a mim os deveres de uma dona-de-casa: comprar, vender e cuidar de meus dois irmãos.

segunda-feira, 20 de julho de 2015

SANTA MARGARIDA - 275-290


SANTA MARGARIDA - 275-290



Margarida nasceu no ano 275, na Antioquia de Pisidia, uma florescente cidade da Ásia Menor. 
Órfã de mãe desde pequena e filha de um sacerdote pagão e idólatra, Margarida tinha tudo para jamais aproximar-se de Deus, se "algo" não acontecesse. E algo divino aconteceu: o pai acabou confiando sua educação a uma ama extremamente católica e a vida de Margarida enveredou por outro caminho. Caminho que a levaria à santidade. 
Cresceu inteligente e muito dedicada às coisas do espírito. Mas o pai começou a perceber que ela não ia aos cultos ou mesmo ao templo para participar dos sacrifícios aos deuses. Sem suspeitar que, à noite, ela participava de cultos cristãos. 
Como não podia sequer imaginar tal fato, alguém tratou de abrir seus olhos. Foi aí que começou o suplício de Margarida. Ele exigiu que ela abandonasse o cristianismo. Como ela se recusou, primeiro impôs-lhe um severo castigo, mandando a jovem para o campo, trabalhar ao lado dos escravos. Depois, como nem a força fazia a filha mudar de idéia, entregou-a ao prefeito local para que fosse julgada pelo "crime de ser cristã". 
O martírio da jovem Margarida foi tão terrível e de resultados tão fantásticos que se tornou uma das paginas da tradição cristã mais transmitida através dos séculos. Justamente por ter sido tão cruel, o povo apegou-se de tal forma ao sofrimento da jovem que à sua narrativa acrescentaram-se fatos lendários. 

domingo, 19 de julho de 2015

“JESUS VIU UMA NUMEROSA MULTIDÃO E TEVE COMPAIXÃO, PORQUE ERAM COMO OVELHAS SEM PASTOR.” Mc 6,34.



XVI DOMINGO DO TEMPO COMUM 

“JESUS VIU UMA NUMEROSA MULTIDÃO E TEVE COMPAIXÃO, PORQUE ERAM COMO OVELHAS SEM PASTOR.” Mc 6,34.

Diácono Milton Restivo

Conforme constatamos no primeiro livro das Sagradas Escrituras, a profissão de pastor de ovelhas é a mais antiga do mundo, assim como a de agricultor: "Abel tornou-se pastor de ovelhas e Caim cultivava o solo. Passado o tempo, Caim apresentou produtos do solo em oferenda a Yahweh. Abel, por sua vez, também ofereceu as primícias e a gordura do seu rebanho." (Gn 4,2-4).
O povo judeu teve a sua origem no pastoreio, considerando que os doze filhos de Jacó, depois Israel, que deram origem às doze tribos israelitas, eram pastores, conforme vemos em Gênesis 37.
A função do pastor era procurar pastagens e água para o rebanho, o que nem sempre era fácil devido a região árida em que habitava, o que exigia muita paciência e, principalmente, coragem para defender o rebanho contra as feras e ladrões. Para tal fim, muniam-se de cajado que usavam como armas. Ovelhas são animais mansos, naturalmente desprovidos de atributos de defesa, sem garras ou chifres, sem presas mortíferas, incapazes de se defender.  

sábado, 18 de julho de 2015

MARIA NO PLANO DE SALVAÇÃO


MARIA NO PLANO DE SALVAÇÃO



“Quem se exalta será humilhado, e quem se humilha será exaltado.” ((Mt 23, 12). Esta é a palavra do Senhor, e a palavra de Deus jamais pode falhar. Havia Deus determinado fazer-se homem para remir o homem decaído, e assim manifestar ao mundo a sua bondade infinita. Devendo Deus, para isso, escolher uma mãe nesta terra, andava buscando entre todas as mulheres qual fosse a mais santa e humilde. Entre todas as mulheres, 
Deus observou uma, a Virgenzinha de Nazaré: Maria, que, quanto mais era perfeita nas virtudes, tanto mais simples e humilde era no conceito de Deus. Nas Sagradas Escrituras, no Livro dos Cânticos, Deus já havia dito: “Há um sem número de virgens a meu serviço - diz o Senhor -, mas uma só é a minha pomba, a minha eleita” (Cant 6, 7-8). 
Por isso, disse Deus: “Seja essa humilde virgenzinha de Nazaré  a escolhida para ser a minha mãe.” Maria, a mais humilde das criaturas de Deus e a que Deus mais exaltou. Na encarnação do Verbo Maria não podia humilhar-se mais do que se humilhou, e Deus não podia  exaltá-la mais do que a exaltou. 
E Deus manda o seu Anjo a uma Virgem chamada Maria. “E o anjo entra e saúda Maria, dizendo: “Ave Maria, cheia de graça, o Senhor é contigo...” (Lc 1, 28). Deus te saúda, Maria, ò Virgem cheia de graça, pois foste sempre rica da graça, acima de todos os santos. 
O Senhor é contigo porque és tão humilde. Bendita és tu entre as mulheres, porque todas as outras mulheres nasceram com a mancha do pecado e incorrem na maldição da culpa, mas tu, porque havias de ser a mãe do Bendito, és e serás sempre bendita e isenta de toda a mácula, de todo pecado.

PADRE CÍCERO (PADIM CIÇO) - O CEARENSE DO SÉCULO XX


PADRE CÍCERO (PADIM CIÇO) - O CEARENSE DO SÉCULO XX

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Dados Pessoais
Padre Cícero Romão Batista nasceu em Crato (Ceará) no dia 24 de março de 1844. Era filho de Joaquim Romão Batista e Joaquina Vicência Romana, conhecida como dona Quinô. Aos seis anos de idade, começou a estudar com o Professor Rufino de Alcântara Montezuma.
Um fato importante marcou a sua infância: o voto de castidade, feito aos 12 anos, influenciado pela leitura da vida de São Francisco de Sales. Em 1860, foi matriculado no Colégio do renomado Padre Inácio de Sousa Rolim, em Cajazeiras-Paraíba. Aí pouco demorou, pois a inesperada morte de seu pai, vítima de cólera-morbo, em 1862, o obrigou a interromper os estudos e voltar para junto da mãe e das duas irmãs solteiras. A morte do pai, que era pequeno comerciante no Crato, trouxe sérios aperreios financeiros à família, de tal sorte que, mais tarde, em 1865, quando Cícero Romão Batista precisou ingressar no Seminário da Prainha em Fortaleza, só o fez graças à ajuda de seu padrinho de crisma, o Coronel Antônio Luiz Alves Pequeno.

sexta-feira, 17 de julho de 2015

CORAÇÃO DE JESUS - REFÚGIO DOS PECADORES



CORAÇÃO DE JESUS - REFÚGIO DOS PECADORES.

Há uma data entre os cristãos que, como tantas outras de relevo, merece destaque especial: é a Festa Anual do Sagrado Coração de Jesus. Ela é celebrada, liturgicamente, normalmente no mês de junho, oito dias após a festa de Corpus Christi e a participação da Eucaristia neste dia deve ser compromisso de todos. 
A devoção ao Sagrado Coração de Jesus é tão antiga quanto a Igreja, pois começou na Cruz, onde o Coração do Crucificado, traspassado pelo ferro da lança, tornou-se símbolo da fonte maior do amor.
Outro momento forte do evangelho sinaliza para essa amorosa fonte: o gesto de João, o discípulo amado, encostando a sua cabeça no peito de Jesus durante a última ceia.

quinta-feira, 16 de julho de 2015

NOSSA SENHORA DO CARMO



NOSSA SENHORA DO CARMO

Segundo a tradição narra, o profeta Elias, vendo uma nuvenzinha, que se levantava no mar, bem como uma pegada de homem, teria nela reconhecido no símbolo, a figura da futura Mãe do Salvador. Os discípulos de Elias, recordando aquela visão do mestre, teriam fundado uma Congregação, com sede no Monte Carmelita, com o fim declarado de prestar homenagens à Mãe do Mestre.
A festa de Nossa Senhora do Carmo é relacionada à Ordem Carmelitana, cuja origem é bem antiga. Na Ordem Carmelitana tem-se a tradição, segundo a qual o profeta Elias, vendo aquela nuvenzinha, que se levantava no mar, bem como a pegada de homem, teria nela reconhecido no símbolo, a figura da futura Mãe do Salvador. Os discípulos de Elias, recordando aquela visão do mestre, teriam fundado uma Congregação, com sede no Monte Carmelita, com o fim declarado de prestar homenagens à Mãe do Mestre. Essa Congregação ter-se-ia conservado até os dias de Jesus Cristo e existido com o Título Servas de Maria. 

quarta-feira, 15 de julho de 2015

BEM-AVENTURADOS INÁCIO DE AZEVEDO E COMPANHEIROS - 1527-1570


BEM-AVENTURADOS INÁCIO DE AZEVEDO E COMPANHEIROS - 1527-1570



Inácio de Azevedo nasceu em Portugal, na cidade do Porto, em 1527. Seus pais, Manuel e Violante, eram descendentes de famílias lusitanas, ricas e poderosas. Desde pequeno foi educado sob preceitos cristãos e recebeu também vasta cultura acadêmica. 
Aos dezoito anos, tornou-se administrador dos bens da família, pois tinha inteligência acima da média. Mas sua vocação era a religião. Após um retiro na cidade de Coimbra, entrou para a Companhia de Jesus em 1548. Cinco anos depois, recebeu a ordenação sacerdotal. 
Seus estudos eram tão avançados e seus conhecimentos tão extensos que, mesmo sem terminar o curso de teologia, foi nomeado reitor do Colégio Santo Antonio, em Lisboa. Em 1565, foi escolhido pelos jesuítas para representá-los, em Roma, na eleição do novo geral, que era ninguém menos que o próprio Francisco Borja, hoje santo. 
Admirado com a capacidade de Inácio, deu-lhe a incumbência de vistoriar as missões jesuítas nas Índias e no Brasil. Tal viagem de inspeção durou três anos. 
No Brasil, a evangelização começara havia apenas dezesseis anos, mas o trabalho dos jesuítas dava frutos em profusão. 

terça-feira, 14 de julho de 2015

SÃO FRANCISCO SOLANO -1549-1631


SÃO FRANCISCO SOLANO -1549-1631



Francisco era descendente de nobres, nasceu no dia 10 de março de 1549, em Montilla, na Andaluzia. 
Os pais, Mateus Sanches Solano e Ana Gimenez, cristãos fervorosos, muito cedo o enviaram para o colégio dos jesuítas, que formariam seu caráter. Aos vinte anos, por inspiração e dons, ordenou-se franciscano. 
A sua conduta exemplar logo o levou a cargos importantes dentro da Ordem, os quais logo abandonava. O que mais ansiava era ser um missionário. Mesmo não tendo uma retórica eloquente, arrebatava seus ouvintes pela convicção na fé que professava. 
Contudo teve de adiar por uns tempos a execução de seus planos de viajar, porque precisou socorrer sua própria pátria. Uma devastadora peste atacou a Espanha e ele logo pediu para ser aceito como enfermeiro. Tratando dos doentes, principalmente dos mais pobres, acabou contraindo a doença. Mas isso não o abateu. 
Assim que se recuperou, voltou a cuidar deles. Enfim, Francisco foi escalado para uma missão evangelizadora no novo continente latino-americano, embarcando em 1589. 
No caminho, já começaram a despontar os dons que marcariam toda a sua existência. Os relatos informam que uma violenta tempestade atingiu o seu navio, que encalhou num banco de areia.        

segunda-feira, 13 de julho de 2015

MARIA, MÃE COMO AS NOSSAS MÃES


MARIA, MÃE COMO AS NOSSAS MÃES


Desde que falo de Maria, sempre procurei mostrá-la como a mulher simples e humilde que foi em toda a sua existência.
Sempre procurei mostrar Maria sem mantos de veludo e coroas cravejadas de diamantes, que foram os próprios homens que colocaram em suas imagens e que tanto afasta Maria do povo, afasta Maria das pessoas simples e dos pobres, que são os amados de Jesus Cristo.
E para falar por um outro prisma de Maria, nada melhor do que pegar as palavras de João Mohama, quando ele escreve sobre o terceiro encontro de Maria com o seu filho Jesus em seu livro “Os mais belos encontros de Cristo.”

E, nesse capítulo, João Mohama começa nos perguntando:

domingo, 12 de julho de 2015

“JESUS CHAMOU OS DOZE COMEÇOU A ENVIÁ-LOS DOIS A DOIS." (Mc 6,7).


XV DOMINGO DO TEMPO COMUM

JESUS CHAMOU OS DOZE COMEÇOU A ENVIÁ-LOS DOIS A DOIS." (Mc 6,7).



Diácono Milton Restivo

Jesus chama seus doze discípulos para o apostolado, e começa a enviá-los dois a dois (cf Mt 7,7). Jesus sente que havia chegado a hora de sua mensagem espandir-se, e por isso nomeia mensageiros, missionários, apóstolos para levar para outras paragens os seus ensinamentos e, a exemplo de Amós, os discípulos se põem a caminho. 
Para se colocar a serviço de Jesus, há a necessidade do chamamento por parte de Deus, porque Jesus escolhe a dedo os seus apóstolos, e por isso Marcos diz: “Chamou os doze discípulos, começou a enviá-los...” (Mc 7,7). Jesus chama para o apostolado a todos e a cada um de nós; muitos atendem ao seu chamamento e partem para a missão, outros, entretanto, agem como o jovem rico e se entristecem com esse chamamento, viram as costas, e vão embora.  
Para Amós Yahweh disse: “Vai profetizar ao meu povo Israel.” (Am 7,15). Israel, o povo da Antiga Aliança. Jesus, por sua vez, manda seus discípulos levarem sua mensagem para o novo povo, o povo da Nova Aliança, que vai surgir do seu coração aberto pela lança na cruz, e isso não somente para Israel, ou para os judeus, mas para a salvação do mundo inteiro, principalmente “... para quem acreditar e for batizado...” (Mc 16,16).  

sexta-feira, 10 de julho de 2015

“EIS AQUI A ESCRAVA DO SENHOR” (Lc 1,38).


 “EIS AQUI A ESCRAVA DO SENHOR” (Lc 1,38).


Nazaré, cidade da Galiléia. “A Galiléia ocupava o norte da Palestina: o Jordão e o lago de Tiberíades formavam seus limites ao oeste; a Samaria  a separava da Judéia  no sul, e ao oeste, a Fenícia a isolava do mar. Era um país aprazível e fértil, no qual a natureza se revestia de uma graça incomparável. O lago de Tiberíades, com suas belas águas de um azul cinzento, agitadas às vezes por tempestades repentinas,  era emoldurado  por uma vegetação luxuriante, e sulcado por numerosos barcos de pesca...  Nas montanhas, Nazaré achava-se a cem  quilômetros de Jerusalém; Canaã achava-se um pouco mais ao norte e Naim mais ao sul.”       
Assim H. Lesêtre, no seu livro “Guia através do Evangelho”, edição de 1944, descreve a situação geográfica da Galiléia, onde se localiza a cidade de Nazaré, para nós, cristãos, de divina lembrança. Nos últimos dias que antecederam a era cristã, lá, em Nazaré da Galiléia, morava uma jovenzinha, entre doze e quinze anos de idade, a quem o Senhor Nosso Deus, desde os primórdios da humanidade, preparava para ser a mãe de seu Filho, o qual seria o Salvador do gênero humano mergulhado no pecado. 

quinta-feira, 9 de julho de 2015

SANTA PAULINA DO CORAÇÃO AGONIZANTE DE JESUS - (1865 – 1942)



SANTA PAULINA DO CORAÇÃO AGONIZANTE DE JESUS - (1865 – 1942)

Santa Madre Paulina, nascida e batizada Amábile Lúcia Visintainer, nasceu aos 16 de dezembro de 1865, em Vigolo Vattaro, Província de Trento, Itália, naquele tempo região Sul-Tirol, sujeita à Áustria. Os pais, como toda a gente do lugar, eram ótimos cristãos, mas pobres.
Em setembro de 1875, a família de Napoleone Visintainer emigrou com muitos outros trentinos para o Brasil e no Estado de Santa Catarina, no atual município de Nova Trento, deram início à localidade de Vígolo.
Amábile, depois da primeira comunhão, recebida mais ou menos aos 12 anos, começou a participar no apostolado paroquial: Catecismo aos pequenos, visitas aos Doentes e limpeza da Capela de Vigolo.
No dia 12 de julho de 1890, junto com a amiga Virgínia Rosa Nicolodi, Amábile acolheu uma doente de câncer em fase terminal, dando início à Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição, aprovada pelo Bispo de Curitiba, Dom José de Camargo Barros, aos 25 de agosto de 1895.
Em dezembro de 1895, Amábile e as duas primeiras companheiras (Virgínia e Teresa Anna Maule) fizeram os votos religiosos; e Amábile recebeu o nome de Irmã Paulina do Coração Agonizante de Jesus. A santidade e a vida apostólica de Madre Paulina e de suas Irmãs atraíram muitas vocações, apesar da pobreza e das dificuldades em que viviam.

quarta-feira, 8 de julho de 2015

AVE MARIA, CHEIA DE GRAÇA


AVE MARIA, CHEIA DE GRAÇA



Quem é de Deus é escravo do amor. 
Maria não nasceu escrava, não foi feita escrava: Maria se fez escrava. 
Maria não foi obrigada a fazer nada que não quisesse e não fosse a sua vontade, mas, perante a vontade de Deus, a sua vontade passou a ser nada e ela renuncia a sua vontade para fazer e cumprir somente a vontade de Deus. 
E, a exemplo de Maria que se fez “escrava do Senhor” (Lc 1,38), que se consagrou totalmente ao serviço de Deus, em todos os tempos e ainda nos nossos dias existem cristãos verdadeiros admiradores e seguidores de Maria que renunciam a sua vontade e todo prazer e alegria que a vida e o mundo oferece para fazer realizar única e exclusivamente a vontade de Deus.