quinta-feira, 17 de setembro de 2020

 

SÃO MAXIMILIANO MARIA KOLBE FALA DE MARIA

 

Se quisermos conhecer bem Maria, a Mãe de Deus e Nossa Mãe, precisamos conhecer bem os santos Evangelhos, precisamos entender o que os Santos e Profetas do Antigo Testamento falaram da Virgem  que já estava predestinada, desde a criação do mundo, mesmo sendo Virgem, para ser a Mãe do Verbo de Deus que se faria homem e habitaria entre nós.

Se quisermos conhecer bem Maria, precisamos procurar leituras dos grandes santos que muito amaram Maria e que divulgaram a sua devoção. E quantos santos honramos nos nossos altares que se santificaram pela devoção que tiveram à Santa Mãe de Deus e nossa Mãe.

Quantos livros temos que nos fazem conhecer mais e melhor Maria, a Mãe de Jesus.

E, bem a propósito li um artigo sobre Maria, a Imaculada, escrito por um de seus grandes devotos, São Maximiliano Maria Kolbe, e, nesse artigo, São Maximiliano escreveu o seguinte: “Quando você procura ler alguma coisa sobre a Imaculada, não se esqueça que você está entrando em contato com uma pessoa viva, que lhe ama, e que ela é perfeita e sem mancha alguma. Lembre-se, também, que as palavras lidas não estão ao alcance de exprimir quem ela é na verdade, pois as palavras são humanas, tiradas dos conceitos terrestres, enquanto que a Imaculada é uma criatura pertencente  totalmente a Deus e daí, de alguma maneira superando infinitamente tudo o que lhe rodeia. A Imaculada própria vai se revelar a você através das frases lidas; ela vai sugerir a você os pensamentos, considerações e sentimentos, que nem o próprio autor do texto os vislumbrava... Afinal, saiba que: quanto mais limpa for a sua consciência, quanto mais frequente for a sua consciência lavada pela penitência, tanto mais seus conceitos a respeito da Imaculada estarão se aproximando da verdade. Reconheça, também, com sinceridade, que sem a ajuda da Imaculada você não poderá prosseguir no conhecimento dela, e muito menos no seu amor. Só a  Imaculada tem que lhe iluminar e atrair o seu coração para si mesma. Daí, lembre-se que o fruto da leitura  dependerá da sua oração dirigida à Imaculada. Não comece, então, a ler, antes de rezar; não pretenda ler muito. Intercale sempre a leitura com a elevação do seu coração para a Imaculada, e você sentirá quantos sentimentos despertarão no seu coração. Quando você terminar a leitura, confie à Imaculada o fruto dessa leitura.”

Que conselhos maravilhosos nos dá um santo que viveu só para amar Maria, a Imaculada, como ele a chamava.

São Maximiliano Maria Kolbe nos revela, nesses seus conselhos, o grande segredo dos grandes santos de como se pode conhecer mais e melhor Maria, a Imaculada.

Ninguém jamais, neste mundo de Deus, escreveu de Maria o que realmente ela é.

Qualquer coisa que escrevemos sobre Maria, por mais bela ou tocante que seja, jamais chegará aos pés da verdadeira beleza que é Maria, e jamais conseguiremos retratar numa folha de papel o que Maria foi, é ou será.

Em tudo o que escrevemos, falamos ou ouvimos falar de Maria, está o nosso conceito material, e para se falar dignamente de Maria precisamos nos revestir das vestes divinas, de palavras de anjos, de conceitos celestes e de entendimento sobrenatural.

Os santos que provaram isso e que escreveram e pregaram sobre Maria é quem nos dão testemunho de que Maria é muito mais do que tentou proclamar qualquer santo.

O que nos resta fazer é nos entregar de corpo e alma a essa Santíssima Mãe e abrir o nosso coração para que ela própria se identifique e nos ensine qual é a melhor maneira e o melhor caminho para amá-la e honrá-la, porque amando-a e honrando-a retamente estaremos também com uma maior compreensão amar e honrar seu Divino Filho, Jesus.


quarta-feira, 16 de setembro de 2020

 MARIA E A  BÍBLIA

 

Maria tinha um profundo conhecimento da Bíblia.            Isto Maria demonstrou quando recitou o “Magnificat”, por ocasião de sua visita à sua prima Isabel, e esse cântico do Magnificat é repleto de frases e citações do Antigo Testamento das Sagradas Escrituras.      

Maria meditava a palavra de Deus com muita assiduidade.

Ela devia falar de Abrahão, de Moisés, de Davi, e dos profetas com muita familiaridade.         Devia também conhecer claramente o Plano de Deus e, consequentemente, rezava muito pela vinda breve do Salvador prometido desde o início dos tempos.

Maria não só ouvia e meditava a Palavra de Deus mas, sobretudo, procurava vivê-la e a vivia com a maior autenticidade possível. Ouvir, meditar e viver a palavra de Deus: a vida de Maria se resumia nisso. Tudo isso ressalta aos olhos de quem faz uma análise mais profunda do cântico do Magnificat.

Cada frase desse maravilhoso cântico é um compêndio de reminiscências bíblicas. “Rezando o Magnificat estamos meditando quase toda a Sagrada Escritura.” (Padre Martins Terra, SJ). “É nesta atenção constante à palavra de Deus, na Bíblia e na vida, que está a causa da grandeza de Maria.” (Padre Carlos Mester). Certa vez, quando o Senhor Jesus estava falando ao povo, uma mulher ouvinte não se conteve, e, em voz alta, elogiou a mãe de Jesus, dizendo: “Bem aventurado o ventre que te trouxe os peitos que amamentaste.” (Lc 11, 27).

Mas Jesus achou pouco demais esse elogio para a sua mãe e não concordou com aquela mulher maravilhada com a sua mensagem, e fez outro elogio à sua mãe, respondendo àquela mulher: “Antes, bem aventurados os que ouvem a palavra de Deus e a põem em prática.” (Lc 11, 28). O motivo da grandeza de Maria não estava no fato  de ela ser a mãe de Jesus Cristo, e de tê-lo carregado em seu seio virginal, e de tê-lo amamentado em seus seios. Isso foi apenas consequência. A causa da grandeza de Maria estava no fato de ela ter ouvido a palavra de Deus  e tê-la colocado em prática.

Por causa dessa obediência à palavra de Deus, Maria disse ao Anjo: “Faça-se em mim segundo a tua palavra.” (Lc, 1, 38), e foi por Maria se colocar à disposição da palavra de Deus que ela se tornou Mãe do Filho de Deus. E é bem oportuno lembrar que Jesus jamais disse: “Felizes os que lêem a Bíblia e a põem em prática”, mas disse: Felizes os que ouvem a palavra de Deus e a põe em prática.” (Lc 11, 28). Escutar a palavra de Deus é necessário e colocá-la em prática é fundamental. Em verdade, saber ouvir ou escutar não é coisa tão fácil.

Na maioria das vezes ouvimos para aumentar o nosso conhecimento, outras vezes por curiosidade ou com espírito de crítica  ou de comparação, ou ainda, para aprendermos alguma coisa nova e podermos transmitir aos outros.

E muito difícil saber escutar. Para escutar com proveito é preciso sermos pobres em espírito, humildes para aceitar o que a Palavra de Deus quer nos dizer de importante para a vida.

A nós, que nos dizemos cristãos e seguidores de Jesus Cristo, compete ouvir e aceitar a Palavra de Deus com simplicidade e sem rodeios. Devemos, para isso, fazer de Maria o nosso modelo de vida cristã.

Assim como fez Maria, devemos procurar conhecer, meditar e viver a palavra de Deus contida na Bíblia nos acontecimentos de nossa vida. O ideal seria, sob a proteção de Maria, lermos diariamente as Sagradas Escrituras em nosso lar juntamente  com os nossos familiares, ler e meditar a palavra de Deus nas reuniões comunitárias  e com os nossos vizinhos, participar mais ativamente das celebrações Eucarísticas, aproveitando todos os momentos capazes de nos tornar mais ricos da presença de Deus.

E assim, de uma maneira muito simples e prática, a Palavra de Deus irá penetrando suavemente em nossos corações transformando-os inteiramente, fazendo de nós criaturas novas, dispostas a fazer em tudo a vontade de Deus. (Monsenhor Virgílio - Mensageiro do S. Coração de Jesus - Jun. 82 - pg 40/41).



terça-feira, 15 de setembro de 2020

 

NOSSA SENHORA DAS DORES OU DA PIEDADE – MARIA, A MULHER DA CRUZ

 

Comemoramos ontem, 14 de setembro a festa da Exaltação da Santa Cruz, onde vimos como Jesus nasceu para morrer, e morrer na cruz, porque desta forma Ele traria salvação e vida  em plenitude ao homem.

Compete-nos, agora, falar de uma mulher que nasceu para o sofrimento, por isso o título de Maria como Nossa Senhora das Dores, festa que a Igreja comemora hoje.

Se Jesus é o homem compassivo, Maria também é compassiva.

Ela passou por todos os sofrimentos que uma mulher pode passar. Ela completou nos seus sofrimentos aquilo que faltou nos sofrimentos de Cristo.

Deus também enviou o Anjo Gabriel para anunciar que ela seria a mãe do Salvador, por isso ela foi chamada a completar os sofrimentos de Jesus. O Pai precisava de uma mulher para sofrer. Não quer dizer que faltou algum sofrimento a Jesus, esta é só uma maneira de dizer.

Por isso Jesus disse aos discípulos que eles nada poderiam fazer sem Ele e sem Maria. Mas isso só poderá  ‘dar frutos’ se nós seguirmos a Jesus. Por isso eu quero dizer a vocês que Jesus convidou Maria para fazer parte deste sofrimento, não porque faltava mas para que se tivesse uma idéia maior dos sofrimentos da mulher.

Maria a mulher da palavra, mas ela também é a mulher da cruz. Vocês podem acreditar ou não, mas se estudamos as Escrituras podemos ver que Ela é a Mulher da Palavra, por isso Isabel disse a Maria: ‘Bendita és por ter acreditado na Palavra’.

Maria disse poucas palavras, mas uma das palavras mais lindas foi : ‘Fazei tudo o que Ele vos disser’. Ela é a mulher do Espírito. Vemos Maria comunicando o Espírito Santo. Hoje eu quero apresentar Maria com um outro titulo: a mulher da cruz, a mulher do coração transpassado.

Quando Maria ficou em pé aos pés da cruz,  sabemos que aquela mesma flecha que atingiu Jesus era a mesma  que falava a profecia de Simeão. Imagine o sofrimento que Maria passou quando se tornou suspeita diante do homem que ela amava, José,  e que a amava também.

Por isso podemos imaginar o quanto as mulheres sofrem. 

Por quanto tempo Maria  passou por estes sofrimentos eu não sei... Até que o anjo aparecesse para Jose e dissesse que ele a tomasse por esposa.

Outro sofrimento foi quando ela não achou lugar onde pudesse dar a luz ao seu Filho. Alguém aqui já deu a luz ao seu filho num estábulo? Eu conheço uma mulher, é Maria.

O sofrimento de não ter um lar, de não ter um teto é um sofrimento muito grande, e não havia nenhum lugar para ela. Depois também sofreu a ameaça do filho poder ser morto por Herodes. A mulher que tem o filho sequestrado é um sofrimento imenso, e foi isso que Maria passou quando eles se perderam e  Jesus estava no templo.

O sofrimento de mãe de ver um filho em perigo, sendo atacado pelo inimigo. Não esquecendo a viagem às pressas para o Egito. Pode ter certeza que foi uma experiência dolorosa! Ela sofria muito quando as pessoas diziam a ela que Jesus não respeitava as leis, mas principalmente quando ela estava com Jesus a caminho do Calvário.

O Papa diz para não olharmos Maria apenas como uma devoção, não somente como a mulher da Palavra ou do Espírito Santo, mas olhar para Ela como a Mulher da Cruz. Aquela que nos lembra que devemos fazer o que Jesus fez.

São comemorados também nesta data: Exaltação da Santa Cruz, Santa Rósula, Santa Noteburga, Santos Crescenciano, Vítor, Rosula e General (mártires da África), São Crescêncio de Perúgia (menino de 11 anos, filho de Santo Eutímio, mártir).






segunda-feira, 14 de setembro de 2020

 

“DEUS É AMOR.” (1Jo 4,7-8).

 

“...Amarás o Senhor teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, com toda a tua força e de todo o teu entendimento...” (Lc 10,27).

Esse mandamento de amor foi ensinado ao povo judeu enquanto caminhava no deserto à busca da terra prometida.     

O mínimo que o homem pode fazer a Deus é amá-lo com todas as sus forças porque, antes que o homem pensasse ou aprendesse amar Deus, Ele já o amava desde toda a eternidade.

O homem, amando ao Senhor de todo o seu coração, não está fazendo favor nenhum, muito pelo contrário, está apenas retribuindo, e muito mal e com extrema imperfeição o imenso amor que o Senhor tem por todos os filhos seus. Jesus Cristo foi o modelo de como se deve amar o Pai; viveu para nos ensinar como devemos amar. Muitos seguiram Jesus por amor, convicção, fé.  

Outros o seguiam por interesse, para que as doenças lhes fossem curadas. Mas existiam também aqueles que se julgavam os doutores da lei de Deus, seguiam a Jesus apenas para não deixá-lo em paz e para observar se ele não cometia alguma falha, falasse alguma coisa que contrariasse a lei de Moisés que fora ditada pelo Senhor para poder denunciá-lo, prendê-lo a fim de que não mais doutrinasse e ensinasse ao povo o caminho da justiça. 

Esses doutores da lei, também conhecidos como escribas ou fariseus não perdiam oportunidade de tentarem Jesus e fazer-lhe perguntas capciosas para ver se ele caísse em alguma contradição. Certa vez, estando  Jesus em discussão com os fariseus,  e, “Um dos escribas que ouvira a discussão, reconhecendo que (Jesus) respondera muito bem, perguntou-lhe: “Qual é o primeiro de todos os mandamentos?”  Jesus respondeu: “O primeiro é: Ouve, ó Israel, o Senhor Nosso Deus é o único Senhor, e amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e com toda a tua força.” (Mc 12,28-30).

Aquele escriba tinha a obrigação de conhecer esse mandamento porque estava contido na lei de Moisés que ele próprio tinha que obedecer e ensinar ao povo, mas Jesus não para por aí e dilata esse mandamento para mostrar ao escriba e para todos os homens que o  amor que se dedica a Deus não tem nenhum valor se esse amor não atingir também todos os irmãos, e diz: “O Segundo (mandamento)é este: amarás o teu  próximo como a ti mesmo.  Não existe outro mandamento maior que esses.” (Mc 12,31).

O escriba certamente ficou admirado com a resposta de Jesus e, talvez, contra a sua vontade ou quem sabe, tocado pela graça  e inspirado pelo Espírito de Deus, porque o Espírito sopra onde, quando e como quer, disse a Jesus: “Muito bem, Mestre, tens razão de dizer que ele é o único e não existe outro além dele, e amá-lo de todo o coração, de toda a inteligência e com toda a força e amar o próximo como a si mesmo é mais do que todos os holocaustos e todos os sacrifícios.” (Mc 12,32-33 ).

Aquele homem, que não era um seguidor de Jesus, teve de se curvar ante a sabedoria infinita do Divino Mestre e reconhecer que, se o homem não amar Deus através do seu irmão, o seu amor não tem valor, ”e Jesus, vendo que ele respondera com inteligência, disse-lhe: “Tu não estás longe do reino de Deus.” (Mc 12,34).

E agora, nós, que nos dizemos cristãos, que nos rotulamos seguidores de Jesus Cristo, entendemos bem esse mandamento de “amar a Deus sobre todas as coisas e ao nosso próximo como a nós mesmos?”  Temos a certeza e a convicção que somente chegaremos a Deus se for através do nosso irmão? Chegaremos aos Senhor amando o irmão, convivendo harmoniosamente com o próximo, respeitando os seus direitos, os seus pensamentos e trabalhando para mais nos melhorar nas coisas do Senhor e com isso ajudar a melhorar a todos os que nos circundam.

Mas nós, que pertencemos ao Senhor e buscamos mais e melhor entendermos a sua mensagem através das Escrituras Sagradas, e que  nos dizemos seguidores dos ensinamentos do Senhor Jesus, ainda não entendemos,  depois de dois mil anos de ensinamentos, que o maior de todos os mandamentos é amar ao Senhor sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos.      Aquele escriba entendeu o que Jesus quis dizer  com  ”amar a Deus “  e depois “amar o próximo”  e, bem por isso, “Jesus, vendo que ele respondera com inteligência, disse-lhe: “Tu não estás longe do reino de Deus.”  (Mc 12.34). Fica no ar a pergunta: Entendemos a profundidade e a magnitude desse mandamento? 

Se conversássemos com Jesus a respeito disso, ele também nos diria: “Você não está longe do reino de Deus?” Quem poderá nos responder isso com exatidão é o nosso modo de vida; nós podemos nos enganar, ele não... “...Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, com toda a tua força e de todo o teu entendimento.” (Lc 12,27). “...Amarás o teu próximo como a ti mesmo...  Não existe outro mandamento maior que esses.” (Mc 12,31). “Caríssimos, se Deus assim nos amou, devemos nós também amar-nos uns aos outros.  Ninguém jamais contemplou a Deus.  Se nos amarmos uns aos outros, Deus permanece em nós e seu amor em nós é levado à perfeição.”  (1Jo 4,11-12). E João,  o Apóstolo do Amor, insiste no amor que devemos ter a Deus, e, através desse amor, amar o irmão:  “Caríssimos, amemo-nos uns aos outros, pois  O AMOR E DEUS, e todo aquele que ama nasceu de Deus e conhece a Deus.  Aquele que não ama não conheceu a Deus, porque DEUS É AMOR.” (1Jo 4,7-8).

domingo, 13 de setembro de 2020

 

XXIV DOMINGO DO TEMPO COMUM

Ano – A; Cor – verde; Leituras: Eclo 27,33 – 28,3; Sl 102 (103); Rm 14,7-9; Mt 18,21-35.

 

“NÃO LHE DIGO QUE ATÉ SETE VEZES, NAS ATÉ SETENTA VEZES SETE”.

(Mt 18,22)

 

Diácono Milton Restivo

 

“Gotejai, ó céu, lá do alto, derramem as nuvens a justiça, abra-se a terra e produza a salvação, ao mesmo tempo faça a terra brotar a justiça! Eu, Iahweh, criei isto.” (Isaias, 45, 8).

 

Havia, entre os judeus do tempo de Jesus, um conceito de que o ofendido deveria perdoar o ofensor no máximo até sete vezes, talvez apoiados numa passagem do Antigo Testamento que diz: “É que Caim é vingado sete vezes, mas Lamec, setenta e sete vezes.” (Gn 4,24).

Talvez, apoiado nesse conceito, Pedro aproxima-se de Jesus e pergunta-lhe: “Senhor, quantas vezes devo perdoar ao irmão que pecar contra mim? Até sete vezes? (Mt 18,21).

Jesus, na sua sabedoria infinita, talvez tenha achado graça da inocência e singeleza de Pedro no que diz respeito cumprir a lei escrita e, como sempre fez, não perde a oportunidade de evangelizar e demonstrar que a misericórdia de Deus é infinita vez maior que qualquer conceito humano no que diz respeito ao perdão, e responde: “Não te digo até sete vezes mas até setenta vezes sete.” (Mt 18, 22).

Se conhecermos bem o modo de proceder dos judeus contemporâneos de Jesus, vemos que era comum entre eles a limitação das coisas. Eles imaginavam que, fazendo a coisa por um determinado tempo ou algumas vezes e, se alcançassem resultado satisfatório ou não, poderiam desistir, sem remorsos e sem incorrerem no risco de, por isso, cometerem algum erro ou pecado. Até então, para o perdão havia uma limitação; até sete vezes alguém poderia ser perdoado. Cada um, assim julgavam eles, poderia perdoar, no máximo, até sete vezes quando alguém o ofendia.

E Pedro não perde a oportunidade de consultar o Mestre sobre a validade desse preceito dos judeus. Mas Jesus não fica apenas no “setenta vezes sete”, e complementa; “Se teu irmão pecar, repreende-o e se ele se arrepender, perdoa-lhe. E caso ele pecar contra ti sete vezes por dia e sete vezes retornar, dizendo: Estou arrependido, tu lhe perdoarás.” (Lc 17,3-4).

Os números nas Sagradas Escrituras não têm um sentido matemático, mas simbólico.

O número sete expressa a realização completa de uma coisa; significa evocar a presença divina como testemunha, ou seja, segundo a doutrina de Jesus Cristo, não deve haver limitações de quantas vezes devemos perdoar, principalmente quando o irmão nos procura arrependido e pedindo perdão de alguma falha contra nós.

Quantas vezes devemos perdoar o irmão que peca contra nós? Os judeus diziam “sete vezes”. E Jesus estende esse número ao infinito: “Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete.” (Mt 18, 22), isto é sempre... Sempre... Sempre...

E nós, quantas vezes perdoamos? Não chegamos perdoar duas ou três vezes, quanto mais sete... Quando alguém age conosco da maneira que não gostamos ou que atinge a nossa sensibilidade, simplesmente nos separamos dessa pessoa, a deixamos de lado, a ignoramos, a isolamos e dificilmente perdoamos o que ela, talvez num momento difícil de sua vida, ou psicologicamente abatida, tenha feito e nos ofendido. Ou, se a perdoarmos, e ela tornar cometer qualquer outra falta contra nós, de imediato fazemos o nosso julgamento e damos o nosso veredicto: “eu já a perdoei uma vez, não a perdôo mais...”.

Pelo menos nesse ponto os judeus eram mais generosos que nós; os preceitos religiosos deles diziam para perdoar até sete vezes e nós, dificilmente, perdoamos por duas vezes a mesma pessoa. Que falta de generosidade; que falta de cristianismo.

Pedro pergunta ao Mestre: “Senhor, quantas vezes devo perdoar o meu irmão que pecar contra mim? Até sete vezes?” (Mt 18, 21). Jesus, com toda a sua misericórdia, compreensão e reconhecendo a fragilidade humana, deixa claro que a caridade e o amor estão acima de qualquer ofensa, e responde: “Não te digo até sete vezes, mas setenta vezes sete.” (Mt 18,22), isto é, infinitamente, perdoar sempre, sem ter a preocupação de contar quantas vezes se está perdoando.

Sempre que alguém precisar do nosso perdão, não podemos negá-lo.

Sempre que alguém pedir o nosso perdão, não podemos deixar de dá-lo sob pena de não sermos perdoados pelo nosso Pai que está nos céus porque, na oração do Pai Nosso que nos foi ensinada por Jesus, repetimos: “Perdoa as nossas ofensas assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido.” (Mt 6,12), e complementa: “Porque se vós perdoardes os homens as suas ofensas, também vosso Pai Celeste vos perdoará. Mas se não perdoardes os homens, tão pouco vosso Pai vos perdoará os vossos pecados.” (Mt 6,14-15).

No livro do Eclesiástico temos essa maravilhosa mensagem que nos ensina como devemos perdoar o irmão para obter o perdão de Deus: “O rancor e a cólera, também esses são abomináveis, o pecador os possui. Aquele que se vinga, encontrará a vingança do Senhor que pedirá minuciosa conta de seus pecados. Perdoa ao teu próximo a injustiça, e então, ao rezares, ser-te-ão perdoados os teus pecados. Um homem guarda rancor contra outro: e pede perdão a Deus? Para com o seu semelhante não tem misericórdia, e pede perdão de seus pecados? Ele que é só carne, guarda rancor: quem lhe obterá perdão dos seus pecados? Lembra-te do fim e deixa o ódio, da corrupção e da morte, e observa os mandamentos. Lembra-te dos mandamentos  e não tenhas ressentimento do próximo; aliança do Altíssimo, e não consideres a ofensa. Fica longe das discussões e evitarás o pecado, porque o homem colérico atiça a discussão. O homem pecador perturba os amigos, entre os que vivem em paz, lança a desavença, o fogo eleva a chama conforme o combustível, a discussão aumenta conforme a teimosia... (Eclo 27,30 - 28,1-10).

O perdão é atitude e iniciativa de uma alma generosa. Somente perdoa quem tem Deus consigo. Somente perdoa quem tem consciência que também erra, e todos os que erram necessitam do perdão do próximo e do perdão de Deus.        

Todos os dias, quando recitamos a oração do Pai Nosso, dizemos: “Perdoa as nossas ofensas assim como nós também perdoamos a quem nos tem ofendido.” (Mt 6,12). Só recebe o perdão do Senhor quem perdoa o seu irmão.

Quantas vezes o Senhor Nosso Deus nos perdoa? Todas as vezes que, com sinceridade, lhe pedimos perdão. Quantas vezes devemos perdoar o nosso irmão? Todas as vezes que ele nos ofender porque, se não perdoarmos aquele que nos tem ofendido, como podemos esperar de Deus o perdão dos nossos pecados. Perdoar não é somente uma, duas vezes; perdoar é, como nos diz  Jesus é setenta vezes sete, isto é, sempre, infinitamente, eternamente.

Todas as vezes que perdoamos o nosso irmão adquirimos crédito junto ao Pai Nosso que está nos céus e podemos ter certeza que, quando errarmos e pedirmos perdão, ele nos atenderá e nos perdoará, e devemos considerar que os nossos pecados contra o Senhor são bem maiores que as ofensas que recebemos de nossos irmãos.

Não poderíamos jamais recitar a oração do Pai Nosso se guardamos algum rancor no coração contra qualquer irmão. Jesus insiste muito no perdão em seus ensinamentos: “Se irmão teu pecar, repreende-o e se ele se arrepender, perdoa-lhe. E caso ele pecar contra ti sete vezes por dia e sete vezes retornar, dizendo: Estou arrependido, tu lhe perdoarás.” (Lc 17, 3-4).

Não pode rezar a oração do Pai nosso quem ofende e não pede perdão; não pode rezar a oração do Pai Nosso quem é ofendido e não perdoa, porque o Mestre também disse: “Portanto, se estiveres para trazer a tua oferta ao altar e ali te lembrares de que o teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa a tua oferta ali diante do altar e vai primeiro reconciliar-te com o teu irmão; e depois virás apresentar a tua oferta.” (Mt 5,23-24).

Jesus levou tão a sério os seus ensinamentos sobre o perdão que antes de dar o último suspiro na cruz ainda teve forças para se dirigir ao Pai e, num último esforço, perdoou todos aqueles que tanto mal lhe haviam causado tirando-lhe até a própria vida e da maneira mais cruel possível: “Pai, perdoa-lhes; não sabem o que fazem.” (Lc 23,34).

 

“Filhos, vinte escutar-me, vou ensinar-vos o temor de Iahweh. Qual o homem que deseja a vida e quer longevidade para ver o bem? Preserva tua língua do mal e teus lábios de falarem falsamente. Evita o mal e pratica o bem, procura a paz e segue-a. Iahweh tem os olhos sobre os justos e os ouvidos atentos ao seu clamor. A face de Iahweh está contra os malfeitores, para da terra apagar a sua memória; eles gritam Iahweh escuta  e os liberta de suas angústias todas. Iahweh está perto dos corações  contritos, ele salva os espíritos abatidos. (Sl 34 (33),12-19).

sábado, 12 de setembro de 2020

 

SANTÍSSIMO NOME DE MARIA

 

“O Nome  de Maria é nome de salvação para os regenerados, sinal de todas as virtudes, honra da castidade; é o sacrifício agradável a Deus; é a virtude da hospitalidade; é a escola de santidade; é, enfim, um nome completamente maternal”. (São Pedro Crisólogo). O nome de Maria é como um bálsamo que corre agradavelmente sobre os membros dos enfermos e os penetra com eficácia. Ele é semelhante a este óleo que, por suas unções, reanima e suaviza, dá força, flexibilidade e saúde. Mais do que o nome de todos os Santos. O nome de Maria nos repousa de nossas fadigas, cura todos os nossos males, ilumina nossa cegueira, comove nosso endurecimento e nos encoraja em nossos desânimos. Maria é a vida e a respiração de seus servidores, a saúde dos enfermos, o remédio dos pecadores. Ricardo de São Vítor, interpretando estas palavras do Eclesiastes (7,2): "É melhor o bom nome do que os bálsamos preciosos" e as aplica assim à Bem-aventurada Virgem: "O nome de Maria cura os males do pecador com maior eficácia do que a dos unguentos mais procurados; não há doença, por desastrosa que seja, que não ceda imediatamente à voz desse bendito nome". 

 

Nosso Divino Salvador, se não me engano, no-lo quis recomendar quando, ressuscitando dos mortos, o primeiro nome que aflorou em seus lábios foi o de Maria. Com efeito, dirigindo-se à Madalena, a primeira a quem Ele aparecia após sua Ressurreição, disse-lha (Jo 20,16): "Maria", para nos significar que o nome de Maria encerra a vida em si mesmo, e se harmoniza tão bem com a vida imortal, que merece ser o primeiro a sair da boca do Salvador, já em possessão da imortalidade. Esta reflexão é de Cesário, em sua homilia sobre a Visitação. Nome que desarma e abre o coração de Deus, em favor dos homens. E acrescentamos com o Padre J. Guibert, que assim se expressa na sua Meditação para a festa do Santo Nome de Maria: "O nome de Maria desarma o coração de Deus. Não há pecador, por mais criminoso, que pronuncie em vão esse nome. Embora merecesse, por suas faltas, todas as cóleras do céu, ele se vê protegido como por inviolável pára-raios, logo que articule o nome de Maria. A este nome, o perdão desce infalivelmente sobre as almas pecadoras, não porque tenha Ela o direito de concedê-lo, mas porque é onipotente para implorá-lo - Omnipotentia suppex. O nome de Maria abre o coração de Deus e põe todos os seus tesouros à disposição da alma que o invoca. A História nos ensina que uma multidão de Santos caridosos fez voto de jamais recusar a esmola que lhes fosse pedida em tal ou tal nome. Assim que ouviam o nome amada, eles davam, davam sempre, até o último óbulo e até suas próprias vestimentas. O nome de Maria tem esse poder mágico sobre o coração de Deus. Deus Filho, Jesus Cristo, entrega tudo o que tem àqueles que Lhes estendem a mão em nome de sua Mãe; Deus Padre, fonte de toda riqueza, concede toda graça àqueles que mendigam diante dEle invocando o nome de sua Filha Bem-amada. (...)”

 

Nome de salvação e de alegria.

O nome de Maria é um nome salvador, sobretudo nos perigos de ordem moral. Quantas tentações por ele foram vencidas, quantos pecados evitados, quantos imundos corações purificados, quantas penosas confissões extraídas de almas que se cria para sempre fechadas! É também um nome de consolação e de alegria. Ele dissipa a tristeza na alma que o pronuncia. Tendes medo de Deus e de seus julgamentos? Pensai em Maria e invocai seu nome: vossa confiança em Deus renascerá. Tendes medo dos homens, diante dos quais vos cobristes de vergonha e perdestes a reputação? Pensai em Maria e invocai seu nome: e não tereis mais receio de levantar os olhos diante de vossos semelhantes. Esmaga-vos o peso da humilhação ou da dor física? Pensai em Maria, invocai seu nome, e sereis aliviados. Tendes a horrível morte que rompe e põe fim a tudo? Pensai em Maria, invocai seu nome, e tereis coragem de aceitar esse supremo sacrifício.

 

 

 

Nome de força.

O nome de Maria, enfim, é um nome de força. Quaisquer que sejam os inimigos que vos ameaçam, venham eles do inferno, como o demônio que vos tenta; ou venham do mundo, como os adversários que vos perseguem, invocai o poderoso nome de Maria e a todos vencereis. Quaisquer que sejam vossas próprias fraquezas, provenham elas do orgulho, da inveja, da sensualidade ou da preguiça, confiai vosso débil coração à solicitude da Virgem, invocai o poderoso nome de Maria, e vos vencereis a vós mesmos.

 

Precioso tesouro da Santíssima Trindade.

Recolhendo opiniões dos santos Doutores sobre o nome de Maria, traça São João Eudes esta admirável síntese: "O nome de Maria, diz Santo Antônio de Pádua, é júbilo para o coração, mel na boca e doce melodia no ouvido." "Bem-aventurado o que ama vosso nome, ó Maria (é São Boaventura quem fala), porque este santo nome é uma fonte de graça que refresca a alma sedenta e a faz produzir frutos de justiça." "Ó Mãe de Deus, diz o mesmo Santo, que glorioso e admirável é vosso nome. O que o leva em seu coração se verá livre do medo da morte. Basta pronunciá-lo para fazer tremer a todo inferno e por em fuga a todos os demônios. O que deseja possuir a paz e a alegria do coração, que honre vosso santo nome." "O nome de Maria, diz São Pedro Crisólogo, é nome de salvação para os regenerados, sinal de todas as virtudes, honra da castidade; é o sacrifício agradável a Deus; é a virtude da hospitalidade; é a escola de santidade; é, enfim, um nome completamente maternal." "Ó amabílissima Maria, exclama também São Bernardo, vosso santo nome não pode passar pela boca sem abrasar o coração! Os que Vos amam não podem pensar em Vós, sem um consolo e um gozo muito particulares. Nunca entrais sem doçura na memória dos que Vos honram." "Ó Maria, diz o Santo Abade Raimundo Jordão, o chamado Idiota, a Santíssima Trindade Vos deu um nome que, depois do de vosso Filho, está acima de todos os nomes; nome a cuja pronunciação deve dobrar o joelho todas as criaturas do Céu, da terra e do inferno, e toda língua confessar e honrar a graça, a glória e a virtude do santo nome de Maria. Porque, depois do nome de vosso Filho, não há quem seja tão poderoso para nos assistir em nossas necessidades, nem de quem devamos esperar mais os socorros que necessitamos para nossa eterna salvação." "Este nome tem mais virtude do que todos os nomes dos Santos para confortar os débeis, curar os enfermos, iluminar os cegos, abrandar os corações endurecidos, fortificar os que combatem, dar ânimo aos cansados e derrubar o poderio dos demônios" (...). "Ouçamos a São Germano de Constantinopla: "Como a respiração, diz, não só é o sinal como também a causa da vida, assim quando vedes cristãos que têm com frequência o santo nome de Maria na boca, é sinal de que estão vivos com a verdadeira vida. O afeto particular que se tem a este sagrado nome, dá vida aos mortos, a conserva nos vivos, e os enche de gozo e de benção."

 

 

Numa palavra, quem diz Maria, diz o mais precioso tesouro da Santíssima Trindade, como afirma Orígenes. Quem diz Maria, diz o mais admirável ornamento da casa de Deus. Quem diz Maria, diz a glória, o amor e as delícias do Céu e da Terra.

 

Nome terrível para os demônios.

Concluímos com estas fervorosas palavras do venerável Tomás de Kempis, a respeito do glorioso nome da Mãe de Deus: “Os espíritos malignos tremem ante a Rainha dos Céus, e fogem como se corre do fogo, ao ouvir seu santo nome. Causa-lhes pavor o santo e terrível nome de Maria, que para o cristão é um extremo amável e constantemente celebrado. Não podem os demônios comparecer nem podem por em jogo suas artimanhas onde vêem resplandecer o nome de Maria. Como trovão que ressoa no céu, assim caem derrubados ao ouvirem o nome de Santa Maria. E quanto mais amiúde se profere este nome, e mais fervorosamente se invoca, mais céleres e para mais longe escapam.”

 

Nome a ser continuamente invocado.

De outro lado, os Santos Anjos e os espíritos dos justos se alegram e se deliciam com a devoção dos fiéis, ao verem com quanto afeto e frequência celebram estes a memória de Santa Maria, cujo glorioso nome aparece em todas as igrejas do orbe, que têm especialmente consagradas a seu louvor. E é justo e digno que acima de todos os Santos seja honrada na Terra a Mãe de Deus, a quem os Anjos veneram todos a uma só voz, com sublimes cânticos. Seja, pois, o nome de Maria venerado por todos os fiéis, sempre amado pelos devotos, vinculado aos religiosos, recomendado aos seculares, anunciado pelos pregadores, infundindo aos atribulados, invocado em toda sorte de perigos. É desejo de Deus que os homens amem a Nossa Senhora.

 

É desejo de Deus que os homens amem a Nossa Senhora.

“Devemos amar a Santíssima Virgem - escreve Santa Antônio Maria Claret - porque Deus o quer. (...) Ele próprio nos dá exemplo e nos incita a amar a Maria: O Padre Eterno A escolheu por Filha sua muito amada; o Filho Eterno A tomou por Mãe, e o Espírito Santo, por Esposa. Toda a Santíssima Trindade A coroou como Rainha e Imperatriz do Céu e da terra, e A constituiu dispensadora de todas as graças (...). Devemos amar a Maria Santíssima porque Ela o merece, pelo cúmulo de graças que recebeu sobre a Terra, pela eminência da glória que possui no Céu, pela dignidade quase infinita de Mãe de Deus a que foi exaltada, e pelas prerrogativas inerentes a esta sublime dignidade. (...) Devemos amar a Maria Santíssima e ser seus devotos verdadeiros, porque a devoção a Ela é um meio poderosíssimo para alcançar a salvação.”

 

Bem-aventurados os que amam a Maria.

“Feliz, feliz aquele que Vos ama, ó Maria, Mãe dulcíssima" - exclama Santo Afonso de Ligório. São João Berchmans, da Companhia de Jesus, costumava dizer: “Se amo a Maria, estou certo da minha perseverança e de Deus obtenho tudo o que quiser.” Renovava por isso sem cessar este propósito: “Quero amar a Maria, quero amá-La sempre.” “Oh! como esta boa Mãe excede em amor a todos os seus filhos! Amem-Na estes quanto puderem, sempre serão vencidos pelo amor que lhes consagra Maria”, observa Pseudo-Inácio, mártir. Tenham-lhe a mesma ternura de amor com que A tem amado tantos de seus servos, que já nem sabiam o que mais fazer como prova muito que Lhe bem-queriam. (...).

 

 

Estava uma vez ao pé de uma imagem de Maria o Venerável Afonso Rodriguez, da Companhia de Jesus. Abrasado de amor para com a Santíssima Virgem, disse-lhe: “Minha Mãe amabilíssima, bem sei que Vós me amais; mas Vós não me quereis tanto quanto eu Vos amo”. Então, Maria, como que ofendida em seu amor, lhes respondeu: “Que dizes, Afonso, que dizes? Oh! Quanto é maior o meu amor por ti do que o teu por Mim! Sabe, lhe disse, que do meu amor ao teu há mais distância do que do céu à Terra.” Tem, pois, razão São Boaventura ao exclamar: “Bem-aventurados aqueles que tem a felicidade de ser fiéis servos e amantes desta Mãe amantíssima! Sim, porque esta gratíssima Rainha não admite que em amor A vençam os seus devotos servidores. Maria, imitando nisto a Nosso Senhor Jesus Cristo, com seus benefícios e favores dá a quem A ama o seu amor duplicado.”

 

Ao amor de Mãe, deve corresponder nosso amor de filhos.

Sendo assim, ao amor de Mãe que nos tem Maria, devemos corresponder com nosso amor de filhos. Pois é justo que nosso coração se mostre conquistado pelo seu. Se nós A amamos, devemos nos comprazer com sua lembrança, falar dEla com agrado e obedecê-La com diligência (...). Devemos nos esforçar por imitá-La. A mais bela homenagem que um filho pode render à sua mãe é de lhe reproduzir os traços em sua própria conduta. Que nosso coração, portanto, seja semelhante ao de Maria. Antes de tudo, que ele seja puro como o dEla; evitemos, pois, a imundície do pecado. Que nosso coração seja bom e terno como o dEla; compassivo, acolhedor, benévolo, generoso. Portanto, que nada exista de duro em nossos pensamentos nem em nossas palavras, em relação ao nosso próximo.  Enfim, que nosso coração seja forte, como o dEla, indomável quando se trata da salvação das almas, não abandonando jamais o terreno, quando nos tenha sido confiado o regate de uma alma, trabalhando para isto com o perigo de nossa própria vida. Portanto, nada dessas timidezes que se recusam a abordar as almas, nada de covardias que recuam diante dos dificuldades.

(Clá Dias, João - Pequeno Ofício da Imaculada Conceição Comentado, Artpress, São Paulo, 1997, p. 299 a 304).

sexta-feira, 11 de setembro de 2020

 “ASSIM NOS DIZ O SENHOR...”

 

  Assim se dirige a você o nosso  Divino Mestre: No meu Evangelho eu disse para você: “Sem mim você não pode fazer nada.”  (Jo15,5). Não tente fazer nada sem mim...

Você está preocupado? Preocupações você sempre teve e sempre terá; elas são próprias da sua natureza humana, de suas limitações. Você é egoísta até no que se refere às suas preocupações; você não as quer dividir com ninguém, quer sofrer sozinho...

Tudo seria mais fácil se você soubesse dividir melhor tudo o que  tem: suas alegrias, seus momentos felizes, suas tristezas, e até as suas preocupações com alguém.

Dividir preocupações não significa que você vá transferi-las para alguém, mas a confiança que você demonstra a alguém que lhe respeita e lhe aceita como é, além de  aliviar a sua tensão, permite que esse alguém, estando com a mente mais descansada e tranqüila, poderá lhe ajudar a achar uma solução fácil para aquilo que você julga tão difícil e aparentemente sem solução.            Procura, filho,   expressar os seus sentimentos com palavras e o ideal é que você tenha uma pessoa que lhe respeite, que lhe ame e que lhe compreenda para que possa ser seu confidente; que possa lhe apoiar e com quem você possa partilhar suas tribulações; mas procure expressar com honestidade os seus reais sentimentos.

Não se deixe inibir por um sentimento de falso orgulho, querendo mostrar falsamente a aparência de que você seja uma pessoa inabalável, inatingível diante da adversidade.

Filho, compreenda isso: somente quando você se abrir para alguém compreensivo é que esse confidente  poderá começar a entender a sua ansiedade, a sua melancolia, a sua solidão, as suas preocupações.         É preciso, filho, e é muito doce e confortante ter um amigo confidente que fala de modo direto e que lhe ajuda a situar as coisas nas suas devidas proporções e perspectivas. Isso vai lhe ajudar a focalizar apenas um problema de cada vez.

Você tem que entender que o início do combate a qualquer mal, em primeiro lugar exige que você admita que você é falho, que comete erros, que grande parte dos seus problemas são causados  pelas suas próprias deficiências; e para que você tenha consciência disso, busque nas Sagradas Escrituras o que eu já disse para o mundo, mas para você, que me é muito querido, de uma maneira especial: “Peça, e lhe será dado; busca, e você achará; bata, e a porta será aberta. Porque todo o que pede, recebe; o que busca, encontra, e quem bate, terá a porta aberta.” (Mt 7,7-8).

Procure se conhecer a cada dia que passa mais e melhor, e procure valorizar o seu real valor. Você é muito importante para mim; você vale muito diante de Deus Pai. Esteja sempre disposto a perdoar, a esquecer...

Você poderá dizer: “esquecer não é tão fácil assim”. É verdade,  mas é melhor você procurar esquecer do que destruir o resto de sua vida relembrando passagens que já se foram e não tem mais jeito de consertá-las...

Você também se esquece do que eu lhe disse no Meu Evangelho: “Venham para mim todos vocês que estão cansados de carregar o peso do seu fardo, e eu lhes darei descanso.  Tomem sobre os vossos ombros o meu jugo e aprendam de mim, porque sou manso e humilde de coração, e vocês encontrarão descanso para as vossas almas, pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve.” (Mt 11,28-30).

Não se preocupe com o dia de amanhã; eu estou sempre com você, se você quiser; eu lhe ajudarei, se você quiser...

Venha até mim; traga-me suas preocupações, suas tristezas, suas dúvidas, suas angústias, venha e me conte tudo o que lhe magoa, o que lhe oprime, e eu lhe aliviarei e colocarei também, na boca de seu confidente palavras que lhe ajudarão a superar o momento difícil por que você passa.          Se o meu Pai que está nos céus olha até pelas aves que voam e pelas flores do campo não deixando que nada lhes falte, o que não faria por você, filho, que é tão querido por Deus e vale muito mais que as aves e as flores?

Abre o seu coração para a minha voz, para o meu apelo. Junte as suas preocupações, as mais terríveis preocupações e coloque-as sobre o altar das oferendas.

Eu não as tomarei todas para mim porque é através delas que você deve se aperfeiçoar, e se você não passar com dignidade por essas provações, você não será digno de mim, você não chegará até mim; você deve beber do cálice que eu bebi para se tornar merecedor da casa que eu lhe preparei no reino de meu Pai.

Filho, tenha confiança, acredite, ajudarei você superar esse momento com dignidade e amor.

O seu mal é julgar que suas preocupações são as maiores do mundo e que ninguém pode lhe ajudar; o seu grande mal é julgar que ninguém vai lhe entender, que ninguém pode lhe ajudar e você alimenta esse falso orgulho de querer guardá-las só para você; que não existe ninguém de confiança que você possa se desabafar.

Para você ver  como existem pessoas com mais problemas que você, sugiro para você, filho, que, quando se sentir triste e deprimido, preocupado, acabrunhado, saia de dentro de você mesmo, visite um hospital onde existem irmãos sofrendo em seus leitos de dores e mortes; visite um asilo onde você vai encontrar velhos desamparados pela sociedade e até por seus familiares e que ali encontram amparo e leito para passarem os tristes últimos dias de suas vidas; visite uma creche, onde crianças desamparadas, que não pediram para nascer, tristemente desconhecem o amor de mãe e tem futuros incertos...        

Filho, saia de dentro de você mesmo, deixe de ser egoísta, deixe de ser orgulhoso, procure o seu próximo e você vai ver  que as suas preocupações são nada diante das injustiças do mundo que você vive...  assinado: JESUS CRISTO. 

quinta-feira, 10 de setembro de 2020

 

SÃO NICOLAU TOLENTINO - 1245-1305

 

A prodigiosa notícia que temos de são Nicolau de Tolentino diz que, quarenta anos após sua morte, seu corpo foi encontrado ainda em total estado de conservação.

Na ocasião, durante os exames, começou a jorrar sangue dos seus braços, para o espanto de todos. Mesmo depois de muitos anos, os ferimentos sangravam de tempos em tempos. Esse milagre a ele atribuído fez crescer sua fama de santidade por toda a Europa e propagou-se por todo o mundo católico.

Apesar de ter nascido na cidade de Castelo de Santo Ângelo, no ano de 1245, foi do povoado de Tolentino que recebeu o apelido acrescentado ao seu nome.

Naquela cidade viveu grande parte da sua vida. esde os sete anos de idade, suas preocupações eram as orações, o jejum e uma enorme compaixão pelos menos favorecidos. Nisso se resumiu sua vida: penitência, amor e dedicação aos pobres, aliados a uma fé incondicional em Nosso Senhor e na Virgem Maria.

Aos quatorze anos, foi viver na comunidade dos agostinianos de Castelo de Santo Ângelo, como oblato, isto é, sem fazer os votos perpétuos, mas obedecendo às Regras. ais tarde, ingressou na Ordem e, no ano de 1274, foi ordenado sacerdote.

Nicolau possuía carisma e dons especiais. Sua pregação era alegre e consoladora na Providência divina, o que tornava seus sermões empolgantes. Tinha um grande poder de persuasão, pelo seu modo simples e humilde de viver e praticar a fé, sempre na oração e na penitência, cheio de alegria em Cristo. Com seu exemplo, levava os fiéis a praticar a penitência, a visitar os doentes e encarcerados e a dar assistência aos pobres. Essa mobilização de pessoas em torno do ideal de levar consolo e a Palavra de Deus aos necessitados dava-lhe grande satisfação e alegria.

Em 1275, devido à saúde debilitada, foi para o Convento de Tolentino, onde se fixou definitivamente. Lá, veio a tornar-se um dos apóstolos do confessionário mais significativos da Igreja. Passava horas repleto de compaixão para com todas as misérias humanas.

A fama de seus conselhos e de sua santidade trazia para a paróquia fiéis de todas as regiões ansiosos pelo seu consolo e absolvição.

A incondicional obediência, o desapego aos bens materiais, a humildade e a modéstia foram as constantes de sua vida, sendo amado e respeitado por seus irmãos da Ordem.

No dia 10 de setembro de 1305, ele fez sua última prece e entregou seu espírito nas mãos do Senhor antes de completar sessenta anos de idade.

Foi enterrado na sepultura da capela onde se tornara célebre confessor e celebrava suas missas. O local tornou-se meta de peregrinação e os milagres atribuídos a ele não cessaram de ocorrer, atingindo os nossos dias.

No ano de 1446, são Nicolau de Tolentino foi finalmente canonizado pelo papa Eugênio IV, cuja festa foi mantida para o dia de sua morte.

São comemorados também neste dia: São Jader, São Sóstenes, Santa Cândida Menor, São Pedro de Compostela (bispo), São Pedro de Mezonzo (bispo), Santa Pulquéri (imperatriz), São Sálvio de Albi (bispo).

quarta-feira, 9 de setembro de 2020

SÃO FREDERICO OZANAM - 1813-1853


SÃO FREDERICO OZANAM - 1813-1853

Fundou a Sociedade de São Vicente de Paulo.
Nascido na Itália, em 23 de abril de 1813, Antonio Frederico Ozanam viveu na França. Muito de sua vida de caridade e serviço aos pobres deve-se, particularmente, ao pai, João Antônio, um exemplo de caridade cristã, que era médico oficial do exército napoleônico e cuidava gratuitamente de pessoas humildes que não tinham como pagar pelos cuidados médicos. Frederico foi estudar direito e letras na Universidade de Sorbonne, em Paris, onde depois foi professor, mas a sua paixão era o estudo de religião comparada, nas horas vagas.
Nessa época, havia se hospedado na casa de André-Marie Ampère, o famoso estudioso da eletrodinâmica. Contagiado pela fé do amigo e orientado pelo seu confessor, o abade Noirot, envolveu-se com jovens intelectuais cristãos numa época onde o clericalismo ortodoxo estava sendo duramente combatido em toda a Europa.

terça-feira, 8 de setembro de 2020

ANIVERSÁRIO DE MARIA, A MÃE DE JESUS


ANIVERSÁRIO DE MARIA, A MÃE DE JESUS

Hoje é dia 08 de setembro. Para todos nós que amamos Maria, e que dedicamos a ela uma devoção filial, hoje, 08 de setembro, é um dia muito especial, poderíamos até dizer que é um dia de festa, mas realmente é um dia de festa, de alegria.
A nossa Santa Igreja comemora hoje a festa da Natividade de Nossa Senhora, ou, traduzindo isso em miúdos, é o dia do aniversário natalício de Maria. Assim como a nossa Igreja está em festas, o céu também está em festa, porque comemoramos uma data muito especial, muito importante, que somente é lembrada por aqueles que amam de verdade Maria Santíssima. É o dia do aniversário natalício de Maria, é o dia do aniversário da Mãe de Deus e nossa Mãe.              

segunda-feira, 7 de setembro de 2020

SANTA REGINA - 238-251


SANTA REGINA - 238-251

Regina ou Reine, seu nome no idioma natal, viveu no século III, em Alise, antiga Gália, França. Seu nascimento foi marcado por uma tragédia familiar, especialmente para ela, porque sua mãe morreu durante o parto.
Por essa razão a criança precisou de uma ama de leite, no caso uma cristã. Foi ela que a inspirou nos caminhos da verdadeira fé e da virtude. Na adolescência, a própria Regina pediu para ser batizada no cristianismo, embora o ambiente em sua casa fosse pagão. 

domingo, 6 de setembro de 2020

“ONDE DOIS OU TRÊS ESTIVEREM REUNIDOS EM MEU NOME, EU ESTAREI NO MEIO DELES”. (Mt 18,20).


XXIII DOMINGO DO TEMPO COMUM
Ano – A; Cor – verde; Leituras: Ez 33,7-9; Sl 94 (95); Rm 13,8-10; Mt 18,15-20.

“ONDE DOIS OU TRÊS ESTIVEREM REUNIDOS EM MEU NOME, EU ESTAREI NO MEIO DELES”. (Mt 18,20).

Diácono Milton Restivo

As leituras deste domingo nos chamam a atenção para a correção fraterna e sobre a responsabilidade que todos temos que ter uns pelos outros para não permitir que ninguém se afaste do bom caminho.
Não somos perfeitos, cometemos faltas e nem sempre somos dignos de nos aproximar da mesa da Palavra ou da mesa da Eucaristia, alimentos que o Pai, generosamente, nos oferece.
A maneira que Deus nos indica para corrigir os que erram é através dos próprios cristãos, uns corrigindo aos outros. Isso já é visto na primeira leitura com o profeta Ezequiel transmitindo a palavra de Yahweh, orientando para que o profeta seja fiel como vigia dos mandamentos do Senhor na casa de Israel. E o que foi dito para Ezequiel, não foi só para ele que tenha sido dito, mas para todos aqueles a quem o Senhor escolheu para seguir o caminho que leva até ele.

MINHA ALMA ENGRANDECE AO SENHOR


MINHA ALMA ENGRANDECE AO SENHOR

Maria era uma pessoa da amizade de Deus. Era uma pessoa íntima do Senhor e isso nós vemos pela maneira com que o Anjo a cumprimentou com muita intimidade, quando disse: “Ave Martia, cheia de graça, o Senhor é contigo” (Lc 1,28).
E nós, todas as vezes que repetimos a oração da Ave Maria, cumprimentamos Maria com uma saudação toda especial vinda do céu, da parte do Senhor Nosso Deus.
Todas as vezes que repetimos: “Ave Maria, cheia de graça, o Senhor é contigo”, dizemos: “eu te saúdo, Maria, porque és a criatura preferida de Deus que te encheu de presentes, graça e santidade, e, por isso, mereceste ser escolhida a mãe do Salvador, a mãe do Filho de Deus, a mãe de Deus, e Deus está por todo o sempre contigo.”

sábado, 5 de setembro de 2020

SANTA MADRE TERESA DE CALCUTÁ, A MÃE DOS POBRES - 1910-1997


SANTA MADRE TERESA DE CALCUTÁ, A MÃE DOS POBRES - 1910-1997

Fundou a Congregação das Missionárias da Caridade. Agnes Gouxha Bojaxhiu, que é conhecida na vida religiosa com o nome de madre Teresa de Calcutá, nasceu, no dia 27 de agosto de 1910, em Skopje, Iugoslávia, de pais albaneses.
Seus pais, Nicolau e Rosa, tiveram três filhos. Na época escolar, Agnes tornou-se membro de uma associação católica para crianças, a Congregação Mariana, onde cresceu em ambiente cristão. Aos doze anos, já estava convencida de sua vocação religiosa, atraída pela obra dos missionários. 

sexta-feira, 4 de setembro de 2020

SANTA ROSÁLIA - 1125-1160


SANTA ROSÁLIA - 1125-1160

Rosália nasceu no ano de 1125, em Palermo, na Sicília, Itália. Era filha de Sinibaldo, rico feudatário, senhor da região dos montes "da Quisquínia e das Rosas", e de Maria Guiscarda, sobrinha do rei normando Rogério II.
Portanto Rosália era muito rica e vivia numa Corte muito importante da época. Durante a adolescência, foi ser dama da Corte da rainha Margarida, esposa do rei Guilherme I da Sicília, que apreciava sua companhia amável e generosa.
Porém nada disso a atraía ou estimulava. Sabia que sua vocação era servir a Deus e ansiava pela vida monástica. Aos quatorze anos, levando consigo apenas um crucifixo, abandonou de vez a Corte e refugiou-se, solitária, numa caverna nos arredores de Palermo.
O local pertencia ao feudo paterno e era um local ideal para a reclusão monástica. Ficava próximo do Convento dos beneditinos, que possuía uma pequena igreja anexa. Assim, mesmo vivendo isolada, podia participar das funções litúrgicas e receber orientação espiritual.

quinta-feira, 3 de setembro de 2020

MARIA, CONSOLO DAS MÃES ATRIBULADAS


MARIA, CONSOLO DAS MÃES ATRIBULADAS

É muito comum ouvirmos mães reclamarem que seus filhos adolescentes em lhe trazendo desgostos, apreensão, contra tempos e muitas tristezas.
Dizem que seus filhos estão envolvidos com pessoas perigosas, participam de brigas, e muitas mães desconfiam que seus filhos adolescentes estejam fazendo uso de drogas. E essas mães, nesses desabafos, nessa angústia, perguntam o que poderia ser feito numa situação como essa.
Esse é um problema muito comum nas nossas famílias, hoje em dia. Jovens desajustados, carentes de compreensão, de afeto, do diálogo familiar e, por isso, partem para novas aventuras, procurando fora o que não encontram dentro de suas casas, com os pais, com  os irmãos.

quarta-feira, 2 de setembro de 2020

A FORÇA DO CRISTÃO ESTÁ NA CARIDADE, NA HUMILDADE.


A FORÇA DO CRISTÃO ESTÁ NA CARIDADE, NA HUMILDADE.

É no trabalho e no serviço aos irmãos que o cristão encontra sentido para a vida.
Quantas pessoas caminham pela vida desiludidas, descrentes e sem motivações alguma para continuar a sua jornada; pessoas que se preocupam somente consigo mesmas; pessoas que têm dó de si mesmas e vivem reclamando por não terem uma vida que julgam seria melhor, a vida que elas gostariam de ter.
Pessoas egoístas que se trancam dentro de si próprias e não têm tempo para olhar à sua volta para socorrer as necessidades do irmão mais carente que elas, e só se preocupam em cuidar das coisas que apenas lhe trazem conforto e vantagens.

terça-feira, 1 de setembro de 2020

SANTA BEATRIZ DA SILVA MENEZES - 1424-1490


SANTA BEATRIZ DA SILVA MENEZES - 1424-1490

   Fundou a Ordem das clarissas da Imaculada Conceição "Monjas Concepcionistas".
Beatriz nasceu em 1424, em Ceuta, uma cidade que pertencia ao reino de Portugal, situada no norte da África, Marrocos. Sua família era da nobreza portuguesa: seu pai, Rui Gomes da Silva, era um ilustre comandante do exercito; sua mãe chamava-se Isabel de Menezes e freqüentava várias cortes. Ainda na infância, voltou com a família para Portugal.
Ao completar vinte anos de idade, Beatriz foi para a corte da Espanha, pois sua tia Isabel, infanta de Portugal, que se casara com o rei de Castela, convidou a sobrinha para ser sua primeira dama de honra. Muito virtuosa e piedosa, achava que a vida do palácio não era muito compatível com seu jeito de ser e pensar, mas aceitou a nova função.

segunda-feira, 31 de agosto de 2020

SÃO RAIMUNDO NONATO - 1200-1240


SÃO RAIMUNDO NONATO - 1200-1240

Raimundo nasceu em Portell, na Catalunha, Espanha, em 1200. Seus pais eram nobres, porém não tinham grandes fortunas. O seu nascimento aconteceu de modo trágico: sua mãe morreu durante os trabalhos de parto, antes de dar-lhe à luz.
Por isso Raimundo recebeu o nome de Nonato, que significa não-nascido de mãe viva, ou seja, foi extraído vivo do corpo sem vida dela. Dotado de grande inteligência, fez com certa tranqüilidade seus estudos primários. O pai, percebendo os dotes religiosos do filho, tratou de mandá-lo administrar uma pequena fazenda de propriedade da família.
Com isso, queria demovê-lo da idéia de ingressar na vida religiosa.

domingo, 30 de agosto de 2020

“E VOCÊS, QUEM DIZEM QUE EU SOU?” (Mt 16,13-23).


XXII DOMINGO DO TEMPO COMUM
Ano – A; Cor – Verde; Leituras: Jr 20,7-9; Sl 62; Rm 12,1-2; Mt 16,21-27.

“E VOCÊS, QUEM DIZEM QUE EU SOU?” (Mt 16,13-23).

Diácono Milton Restivo

O profeta Jeremias volta novamente na nossa liturgia e, desta feita, para fazer uma queixa a Yahweh. A impressão que se tem é que Jeremias está revoltado contra Deus e deixa transparecer que Yahweh é responsável pelos transtornos que vem sofrendo. Jeremias deixa claro a força de sedução de Yahweh e ele confessa que não resistiu a essa sedução: “Tu me seduziste, Yahweh, e eu me deixei seduzir. Foste mais forte que eu e venceste” (Jr 20,7a). Mas, a seguir, Jeremias faz uma sentida queixa: “Sirvo de piada o dia todo e todo mundo caçoa de mim” (Jr 20,7b).
A princípio, Jeremias deixa transparecer que a presença de Yahweh em sua vida foi doce e maravilhosa, mas quando ele tenta transmitir ao povo os desejos de Yahweh, esse povo o maltrata e faz chacota dele. Deixa claro que sua missão tornara-se um pesadelo devido à rejeição sofrida por parte de seus ouvintes que desejavam sua total destruição (18,19-23) e, quando ele transmite as palavras de Yahweh o povo o contesta, gritando: “Violência! Opressão!” (Jr 20,8a), e reclama que “A palavra de Yahweh ficou sendo para mim motivo de vergonha e gozação o dia todo” (Jr 20,8b).