sexta-feira, 18 de março de 2022

 

OS NOMES QUE O POVO DEU À MARIA, A MÃE DE JESUS

 

O amor inventa nomes. E nos nomes que o amor inventa está dito aquilo que mais se gosta na pessoa amada: sobressai a sua virtude, a sua beleza no nome que o amor dá à pessoa amada.

Quanto mais amada for a pessoa mais nomes a pessoa que a ama lhe dá. Se fôssemos falar todos  os nomes que o amor do povo deu à Maria ficaríamos aqui muito tempo e ainda não diríamos todos.             Tem nomes para todos os momentos da vida: desde o nascimento até a morte.

Chamamos Maria de Nossa Senhora do Bom Parto ou Nossa Senhora da Boa Hora para proteger a mãe quando chega a hora de se dar à luz.

Chamamos Maria de Nossa Senhora da Boa Viagem para pedir a sua proteção quando nos dispomos a viajar.

Chamamos Maria de Nossa Senhora do bom Conselho ou Nossa Senhora do Bom Sucesso quando estamos em dúvidas e pedimos o auxílio de Maria.

Chamamos Maria de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro quando estamos em dificuldades.

Chamamos Maria de Nossa Senhora do Amparo e de Nossa Senhora da Ajuda quando precisamos de um apoio.

Chamamos Maria de Nossa Senhora dos Remédios e de Nossa Senhora da Saúde quando estamos doentes e necessitamos recuperar a saúde, ou alguém de nossa família está enfermo.

Chamamos Maria de Nossa Senhora da Guia ou de Nossa Senhora dos Navegantes quando estamos perdidos nas nossas decisões e não sabemos qual o caminho a tomar em nossa vida.

Chamamos Maria de Nossa Senhora da Consolação ou de Nossa Senhora das Dores quando neste mundo nos conforta e nada nos consola.

Chamamos Maria de Nossa Senhora das Angústias quando meditamos as suas angústias durante a sua vida e nos sentimos angustiados em nossa existência.

Chamamos Maria de Nossa Senhora Conquistadora quando alcançamos sucesso nas nossas empreitadas de nossa vida.

Chamamos Maria de Nossa Senhora das Graças quando pedimos e alcançamos graças sem fim de Nosso Deus e Senhor por mediação, por intermédio de Maria.

Chamamos Maria de Nossa Senhora da Boa Morte ou de Nossa Senhora do Bom Fim quando alguém de Nossa família está muito doente ou a gente se prepara para ter uma morte santa.

E quantos mais nomes poderíamos dar à Maria para nos socorrer em todos os momentos da nossa vida.   Maria, a Nossa Senhora acompanha o seu povo no desterro, na solidão, neste vale de lágrimas, nas dores e na morte.

Maria, a Nossa Senhora vai com o seu povo em todo canto e no povo alimenta a esperança com a sua ajuda, com os seus conselhos, com a sua consolação.

Maria, a Nossa Senhora, ajuda e ampara, guia e socorre, dá remédios e liberta, conduz à vitória e introduz na glória.   Maria comunica a todos nós a sua alegria.

Maria tem nomes ligados aos lugares onde viveu, onde se manifesta e onde é venerada: Nossa Senhora de Nazaré, Nossa Senhora de Belém, Nossa Senhora de Lourdes, Nossa Senhora de Fátima, Nossa Senhora de Aparecida, Nossa Senhora do Loreto, Nossa Senhora da Salete, Nossa Senhora de Guadalupe, Nossa Senhora do Líbano; todos esses nomes e muito mais são nomes dados pelo amor do povo à Maria.

Muitos lugares, dezenas de municípios, centenas de povoados em todo o território do Brasil tem nomes ligados ao nome de Maria, a Mãe de Jesus e nossa Mãe.

A imagem de Maria, a Nossa Senhora, com o Menino Jesus nos braços, ou a imagem de Nossa Senhora da Conceição que pisa na cabeça da serpente, está pendurada e é venerada em quase todas as casas do nosso povo simples, pobre e humilde, porque é esse o povo que realmente confia em Deus            Maria é a imagem e o retrato fiel de todas as mães brasileiras que geram os seus filhos, acreditam na vida e, como Maria, derrotam a serpente do mal que quer empanar o brilho do reino de Deus que se espalha sobre nós.

(do livro - A Mãe de Jesus - de Carlos Maesters). 

quinta-feira, 17 de março de 2022

 

O SOFRIMENTO DE CRISTO É COMPLETADO NO DOENTE

 

            Na carta que o Apóstolo Paulo escreveu aos Colossenses, ele disse: “Meus irmãos, agora eu me alegro de sofrer por vocês e vou completando na minha própria carne o que falta aos sofrimentos de Jesus Cristo a favor  do seu corpo, que é a Igreja.” (Col 1, 24).

Quando eu leio essa passagem, essa frase, fico pensando nos nossos irmãos doentes.

Essa frase de São Paulo cabe certinho na boca dos doentes, dos nossos irmãos que estão passando por algum problema de saúde, que estão hospitalizados, acamados em tratamento médico.            Todos os doentes sofrem, de uma maneira ou de outra. E seria tão bom que todos os doentes dissessem como disse Paulo: “eu me alegro de sofrer... porque vou completando na minha carne o que falta aos sofrimentos de Jesus Cristo a favor da sua Igreja.”

Os doentes são os companheiros de Jesus os doentes é a complementação do que falta aos sofrimentos de Jesus Cristo para a total salvação de todo o gênero humano.

Os doentes são o corpo flagelado de JesuCristo a caminho do Calvário. Os doentes são os participantes  da agonia da cruz. Os sofrimentos ds Cristo; os doentes são a cabeça coroada de espinhos de Jesus Cristo; os doentes são o coração sacrossanto de Jesus Cristo traspassado pela lança. Os doentes sofrem, e esse sofrimento complementa o sofrimento de Jesus Cristo para a salvação de todos os homens.

Não existe sofrimento inútil. Não existe dor que não seja revertida para a salvação de quem sofre, para a salvação da família de quem sofre, para a salvação de todos os homens.

Todos nós lutamos para ter saúde, aliás, é um direito que todos nós temos, o de sermos sadios,  o de sermos perfeitos. Mas, apesar dos nossos esforços para sermos sadios e termos saúde, a nossa natureza humana é frágil, é fraca, e a doença, vez ou outra, nos assedia, nos ataca e, muitas vezes, em muitos irmãos, é uma companheira constante, e às vezes até a companheira de toda uma vida.

Então precisamos fazer da nossa doença, do nosso sofrimento, a tábua de salvação para todos nós, para quem sofre e para quem não sofre também. Paulo Apóstolo se alegra na dor e diz que a sua dor complementa o que falta no sofrimento de Jesus Cristo.

Assim, da mesma maneira, os doentes devem se alegrar porque eles são os amigos queridos de Jesus Cristo, eu diria até, os amigos íntimos de Jesus, porque, somente quem sofre pode valorizar o sofrimento de Jesus Cristo que, sem merecer, e de livre e expontânea vontade, se entregou por todos nós para sofrer a sua paixão, crucificação e morte para a salvação de todos os homens.

E todos nós, os que agora temos saúde, não devemos nos esquecer jamais  dos nossos irmãos doentes. Não podemos deixar que eles fiquem sozinhos nessa sua caminhada de dor.

Hoje temos saúde, amanhã os doentes poderemos ser nós mesmos. A nossa saúde é como um fio de linha que pode se romper a qualquer momento. Estejamos sempre preparados para a doença. E a melhor preparação para sermos pacientes e aceitar com resignação qualquer problema de saúde, é visitar com frequência os nossos irmãos doentes.

Você, meu irmão, não imagina como o nosso irmão doente necessita de nossa visita, de nossa ajuda, da nossa presença, da nossa palavra amiga. Lembremo-nos do que o Senhor Jesus disse no seu Evangelho, quando se referia ao Juízo Final: “Estive doente e você me visitou...” nosso irmão doente é o próprio Jesus Cristo que continua sofrendo para completar o sofrimento do Calvário para a salvação de todos os homens.

Ainda hoje, caro irmão, procure rezar por um doente e, quando possível, leve a ele uma palavra de conforto, dê a ele a satisfação de sua presença amiga nem que seja pela palavra,, e verá como você ficará recompensado por ter feito uma obra de  misericórdia...

quarta-feira, 16 de março de 2022

 

MORTE, PASSAGEM PARA A VIDA...

 

Todos nós, sempre e de um modo especial, nos lembramos dos nossos mortos.

Todos temos dentro de nós uma lembrança, um vazio deixado por alguém a quem a gente amou e que partiu para a outra vida.    

Todos, de uma maneira ou de outra, conhecemos  a dor do luto, lamentamos o lugar que ficou vazio na mesa, no sofá da sala, reclamamos a voz que se calou, sentimos a falta da presença que se tornou ausência. Em muitos dos nossos lares, senão em quase todos, já passou a figura tenebrosa e indesejável da morte, e a morte já levou muitos dos nossos entes queridos.

Se não conhecêssemos a Cristo e a sua mensagem, talvez não houvesse esperanças em nossos corações e nossa vida seria uma fuga eterna da morte, uma fuga de uma realidade  que nenhum ser vivente sobre esta terra poderá se livrar; o que nos conforta, quando pensamos sobre a morte ou somos atingido por ela através de um ente querido são as palavras de Jesus Cristo, quando disse: “Em verdade, em verdade eu lhes digo: se alguém guardar a minha palavra, jamais verá a morte.”  (Jo 8,51).

Até Jesus Cristo e a sua Mãe Santíssima, Maria, conheceram a morte e passaram por ela; passaram pela morte, mas venceram a morte, nos dando a esperança e a certeza de uma vida plena depois da morte, a vida que não se acaba, a vida eterna, a vida que o Senhor Jesus nos veio trazer em abundância, e Jesus afirma isso no seu Evangelho quando conversava com as irmãs Marta e Maria: “Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que morra, viverá; e todo aquele que vive e crê em mim não morrerá para sempre.” (Jo 11,15-26).    

A morte é para o cristão apenas a passagem que une o nosso tempo à eternidade; a morte é a porta que se abre para que nós possamos entrar na vida que Jesus Cristo preparou para todos nós, “e não nos devemos admirar porque vai chegar a hora em que todos os que estão nos sepulcros ouvirão a voz do Filho de Deus, e os que fizeram o bem, sairão para a ressurreição da vida, e os que fizeram o mal, para a ressurreição do juízo.”  (conf Jo, 5,28-29).          

Todos nós, quando morre alguém da nossa família, do nosso círculo de amizade, choramos, e às vezes choramos muito.      É bom chorar, é necessário que se chore porque as lágrimas sinceras são as provas mais evidentes do amor que tínhamos por aquela pessoa que se foi; as lágrimas são a demonstração e a exteriorização dos nossos sentimentos mais sinceros e mais íntimos. Todo cristão chora quando um ente querido parte para a vida eterna.                 

Mas o cristão não chora de desespero, o cristão chora, sim, mas de saudade.

Nós sentimos saudade do ente querido que se foi, mas temos confiança  nos ensinamentos evangélicos de Jesus Cristo, acreditamos na sua mensagem e temos a certeza evangélica de que os nossos entes queridos que conviveram longo tempo conosco neste vale de lagrimas e que ouviram a voz do Bom Pastor e fizeram parte do seu rebanho, agora, depois de sua morte, estão na glória de Deus Pai, na casa do Pai onde, segundo uma das promessas de Jesus Cristo, existem muitas moradas, e Jesus nos diz no seu Evangelho: “Não se perturbe o seu coração; creia em Deus, creia também em mim. Na casa do meu Pai há muitas moradas; se assim não fosse eu não teria dito isso para vocês, porque eu ou preparar um lugar para vocês. Quando eu tiver ido e tiver preparado um lugar para vocês, de novo voltarei e tomarei vocês comigo, para onde eu estiver estejam  também vocês.” (Jo 14,1-3).           

Paulo, Apóstolo, em sua carta aos Romanos, ele escreveu para nos confortar a respeito da morte: “Pelo batismo fomos sepultados com Cristo na morte a fim de que nós também, como o Cristo ressuscitou dos mortos pela glória do Pai, levemos uma vida nova. Mas, se morremos com Cristo, cremos também que vivemos com ele, sabendo que o Cristo ressuscitado dos mortos não morre mais; a morte não tem mais poder sobre ele.” (Rm 6,3-4.8-9).

Paulo, através dessa sua carta nos dá a certeza que a vida eterna já começou aqui e agora em nós pelo batismo e pela fé no Senhor Jesus.  João Evangelista, com sua mensagem de fé e amor, também nos conforta a todos e nos dá a certeza de que, um dia, após a nossa morte, nós veremos realmente a Deus tal qual ele é. 

Na sua primeira carta, João nos escreve: “Filhinhos, vejam como é grande o amor que o Pai tem por nós! Seu amor para conosco é tão grande que ele nos deu a graça de sermos chamados “Filhos de Deus”, e o somos de fato. O mundo não nos conhece, porque não conhece a Deus. Meus queridos amigos, já somos filhos de Deus aqui e agora, embora, externamente ainda não apareça o que vamos ser. Mas sabemos, com certeza, que, quando aparecer, seremos semelhantes a ele porque o veremos como ele realmente é. Todo aquele que tem essa esperança nele se torna puro, como também ele é puro.” (1Jo 3,1-3). O que nos conforta sobre os pensamentos que temos sobre os nossos mortos são as palavras de Jesus, quando diz: “Deus, não é Deus dos mortos, e sim dos vivos, porque para ele todos vivem.”  (Lc 20,38).

Tudo isso revigora a nossa certeza de que os nossos mortos, os nossos entes queridos por quem a gente derramou copiosas lágrimas de dor e saudade, todos eles estão na casa do Pai.

terça-feira, 15 de março de 2022

 

ESPOSAS  E  MÃES,  PRESENÇAS DE MARIA  NO LAR...

 

O exemplo mais digno e vivo que temos de Maria em nossos dias e no nosso meio, são as donas de casa, as nossas esposas, as nossas mães, que hoje cumprem com os seus deveres matrimoniais, com suas obrigações de casa, com a educação de seus filhos e com os cuidados com o marido.

Você, minha irmã, que é esposa, que é mãe, você que mora na cidade ou no sítio, no centro ou na zona rural, que levanta cedo para preparar o café da família, cuidar do almoço dos que vão trabalhar na roça, no comércio, nas suas profissões liberais ou de empregados, ou em qualquer outra atividade.

Você minha irmã, que é esposa e mãe, que já de madrugada, de manhã bem cedo, está atarefada com suas obrigações domésticas de esposa, mãe e dona de casa,, você é o exemplo mais digno e vivo que temos no nosso meio de Maria, a mãe de Jesus.

Você, mãe e esposa, com Maria, é a continuação de Deus no seio da família, é a vontade de Deus que se faz presente no lar, é a aceitação da vida com todos os seus problemas, dificuldades, dores, tristezas e alegrias. Maria se entregava totalmente nas mãos de Deus até nos mais simples serviços domésticos.

Você, minha irmã, que é mãe e esposa,  temos certeza, já levanta de manhã com orações nos lábios e Deus no coração, como fazia Maria na sua pobrezinha casa de Nazaré. Maria, a Nossa Senhora, continua no nosso meio, no nosso lar na figura de nossas mães e nossas esposas, mulheres abnegadas que lutam no dia a dia para que a felicidade do lar seja completa, e não seja falha.

Você, minha irmã, que é mãe e esposa, é sempre a última pessoa no lar a se deitar à noite em sua casa, e é a primeira a se levantar todos os dias, e se houver algum problema de doença com os filhos ou com o marido, levanta a qualquer hora da noite para observar o estado de saúde de cada um. Você, esposa e mãe, não se deita à noite enquanto não se conscientizar que todos os seus familiares já estão acomodados e que tudo está bem.

Você, esposa e mãe, é a primeira a se levantar, e já levanta da cama trabalhando, catando coisas esparramadas por todo canto da casa, acendendo o fogo para o café e para ferver o leite das crianças e para esquentar a comida para a marmita dos que vão trabalhar o dia todo e, com paciência e amor, começa a chamar seu marido e seus filhos que devem ir para o trabalho ou para a escola.

A mãe e esposa é a sentinela vigilante dentro do lar. Se, durante a noite tiver alguém doente em sua casa, a mãe se levanta quantas vezes forem necessárias para lhe dar o remédio ou para ver se o doente está com febre, está coberto, está bem.

E, no dia seguinte, quando tem que se levantar, levanta com a mesma disposição, muito embora cansada, mas sem demonstrar no rosto qualquer traço desse cansaço que aqui na terra não tem recompensa alguma e que nem o marido e nem os filhos, na maior parte das vezes notam e reconhecem.

Você, minha irmã, que é esposa e mãe, você é como Maria, a Nossa Senhora, você é a imagem de Maria que temos dentro de casa, no nosso lar.

As esposas e mães são a figura de Maria no nosso lar, numa entrega total à vontade de Deus. É por isso que precisamos amar Maria.

É por isso que precisamos amar as nossas esposas e mãe dos nossos filhos. É por isso que precisamos amar as nossas mães.        

É por isso que precisamos ter sempre Maria em nossos corações. É por isso que não podemos esquecer jamais o sacrifício de nossas esposas e nossas mães.    O exemplo mais vivo e mais digno que temos de Maria, a Nossa Senhora, em nossos lares, no nosso meio, são as nossas mães, são as nossas esposas, são as mães de nossos filhos.

Todo e qualquer serviço doméstico que elas fazem, não aparece, todo amor que elas dedicam, não é retribuído, todo sacrifício que elas fazem para que amam, não tem a sua recompensa neste mundo, mas, para o Senhor Nosso Deus, nada disso é passado desapercebido, e um dia, temos certeza, as nossas mães, as nossas esposas, as Mães dos nossos filhos, gozarão a plena felicidade com Maria, a Nossa Senhora, que também como as nossas mães, nossas esposas e mães dos nossos filhos, neste mundo só amou e sofreu, mas que hoje, junto de Deus Pai está sentada num trono celeste reservada para todas as mães e esposas que, como ela, neste mundo, souberam amar e sofrer em silencio, fazendo em tudo a vontade do Pai...

segunda-feira, 14 de março de 2022

 

SANTA MATILDE - 895-968

 

Matilde era filha de nobres saxões. Nasceu em Westfalia, por volta do ano 895 e foi educada pela avó, também Matilde, abadessa de um convento de beneditinas em Herford. Por isso, aprendeu a ler, a escrever e estudou teologia e filosofia, fato pouco comum para as nobres da época, inclusive gostava de assuntos políticos.

Constatamos nos registros da época que associada à brilhante inteligência estava uma impressionante beleza física e de alma. Casou-se aos catorze anos com Henrique, duque da Saxônia, que em pouco tempo se tornou Henrique I, rei da Alemanha, com o qual viveu um matrimônio feliz por vinte anos. Foi um reinado justo e feliz também para o povo.

Segundo os relatos, muito dessa justiça recheada de bondade se deveu à rainha que, desde o início, mostrou-se extremamente generosa com os súditos pobres e doentes.

Enquanto a ela assistia à população e erguia conventos, escolas e hospitais, o rei tornava a Alemanha líder da Europa, salvando-a da invasão dos húngaros, regularizando a situação de seu país com a Itália e a França e exercendo ainda domínio sobre os eslavos e dinamarqueses.

Havia paz em sua nação, graças à rainha, e por isso, ele podia se dedicar aos problemas externos, fortalecendo cada vez mais o seu reinado.

Mas essa bonança chegou ao fim. Henrique I faleceu e começou o sofrimento de Matilde.

Antes de morrer, o rei indicou para o trono seu primogênito Oton, mas seu irmão Henrique queria o trono para si.

As forças aliadas de cada um dos príncipes entraram em guerra, para desgosto de sua mãe.

O exército do príncipe Henrique foi derrotado e Oton foi coroado rei assumindo o trono.

Em seguida, os filhos se voltaram contra a mãe, alegando que ela esbanjava os bens da coroa, com a Igreja e os pobres. Tiraram toda sua fortuna e ordenaram que deixasse a corte, exilando-a. Matilde, triste, infeliz e sofrendo muito, retirou-se para o convento de Engerm.

Contudo, muitos anos mais tarde, Oton e Henrique se arrependeram do gesto terrível de ingratidão e devolveram à mãe tudo o que lhe pertencia.

De posse dos seus bens, Matilde distribuiu tudo o que tinha para os pobres. Preferindo continuar sua vida como religiosa permaneceu no convento onde, depois de muitas penitências e orações, desenvolveu o dom das profecias.

Matilde faleceu em 968, sendo sepultada ao lado do marido, no convento de Quedlinburgo. Logo foi venerada como Santa pelo povo que propagou rapidamente a fama de sua santidade por todo mundo católico do Ocidente ao Oriente. Especialmente na Alemanha, Itália e Mônaco ainda hoje sua festa, autorizada pela Igreja, é largamente celebrada no dia 14 de março.

Também são comemorados neste dia: Santo Eutíquio, Santo Afrodísio, São Bonifácio Curitano de Ross (bispo), Santo Eustáquio e Companheiros (mártires de Carrhes, na Mesopotâmia), São Leão (bispo e mártir, venerado em Roma).

domingo, 13 de março de 2022

 

MARIA, MÃE E COMPANHEIRA DE CAMINHADA

 

Mãe, em Fátima a Senhora disse aos pastorzinhos: “Eu nunca te abandonarei. O meu Coração Imaculado será o teu refúgio.”

Mãe, homem nenhum em tempo algum pode avaliar a tristeza, a amargura e o sofrimento do seu Coração ao acompanhar seu Filho Sacrossanto ao Calvário e presenciar o maior crime praticado pela humanidade contra Ele próprio: a crucificação e a morte do Filho de Deus, que é também seu Filho. Seu Coração estava amargo, sofrido e triste mas jamais chegou ao desespero, à revolta e à indignação  contra Deus por ver tamanha injustiça cometida  pelos homens contra seu Filho muito Amado.      

Quantos de nós, doce Mãe, estamos também caminhando pelos caminhos doloridos e espinhosos do Calvário, com o coração  em farrapos, cheio de angústia, de tristeza, de amargura e sofrimento, mas jamais, a seu exemplo, doce Mãe, jamais em desespero e revolta contra Deus pelas coisas que nos acontecem, porque sabemos que se algo desagradável nos acontece é culpa nossa mesmo, é consequência de nossas atitudes impensadas; mas o seu Filho, doce Mãe, o que de mal lhe aconteceu, não foi culpa dele e nem consequências de atos impensados que ele tenha praticado, mas foi culpa nossa.      

O seu Filho era inocente em todos os sentidos e de livre e espontânea vontade tomou a nossa natureza para colocar sobre seus ombros a nossa miséria e os nossos pecados.

Mas, às vezes, Senhora, muitos males se nos acometem, muitas doenças nos atingem e, na nossa caminhada neste vale de lágrimas e no nosso leito de dor repetimos como o seu Filho em sua última oração no monte das Oliveiras: “Pai, se é possível, afasta de mim esse cálice, mas não se faça como eu quero, mas sim como tu queres... Mas, se esse cálice não pode passar sem que eu o beba, faça-se a tua vontade.”  (Mt 26, 39 e 42), e todos os dias repetimos a oração que o seu Filho nos ensinou: “Seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu.” (Mt 6, 10).

Mas, nos nossos momentos de dor, a quem poderíamos recorrer, senão à Senhora se, como disse Santo Afonso: “Tu és toda poderosa junto de Deus.”?

Nós sabemos, Mãe, e temos certeza e confiança que seu Divino Filho jamais deixou de atender a um pedido seu em qualquer circunstância: nós acreditamos que o seu Divino Filho jamais há de negar para a Senhora coisa alguma.

Diante de Santa Brígida o seu Divino Filho prometeu para a Senhora despachar favoravelmente a todos os que solicitarem dele alguma graça  por seu amor.

Também um Anjo disse a esta mesma Santa Brígida: “Não há ninguém que reze à Maria sem receber de sua caridade algum favor.”

Por isso, nós lhe pedimos, doce Mãe; roga ao seu Filho por todos nós, a Senhora que pode tudo o que quiser e pedir, e isso confiantes na promessa de seu Filho de jamais deixar de atender a um só pedido seu. Exemplo disso, doce Mãe, o Evangelista João nos dá na narração do casamento de Canaã, na Galiléia, quando a Senhora disse aos serventes da festa: “Façam tudo o que o meu Filho lhes disser.” (Jo 2, 5).

E seu Filho, a um pedido seu, transformou a água no mais saboroso dos vinhos.

Mãe, se a um pedido seu, seu Filho, por amor à Senhora e aos necessitados, altera até as leis da natureza, e até os ventos e o mar obedecem (cf Mt 8, 27); até os mortos voltam à vida por ordem de seu Filho, como na ressurreição do filho da viuva de Naim, (Lc 7, 11 ss), na ressurreição de Lázaro (Jo 11), e na ressurreição da filha de Jairo, quando ele disse:  “Talitha kum, que quer dizer: Menina, eu te ordeno, levanta-te.”  (Mc 5, 41).

Será, Mãe, que a um pedido seu, seu Filho não se compadeceria da nossa miséria, como fez com a viuva de Naim, que lhe devolveu com vida o seu filho que estava morto?

Ou o amor de seu Filho para conosco seria menor que aquele que ele demonstrou por Lázaro e suas irmãs Marta e Maria? Ou a nossa fé seria menor que a de Jairo?

Certo dia um leproso se aproximou de seu Divino Filho e lhe disse: “Senhor, se quiseres, podes limpar-me.”, e nós, com a mesma fé e no mesmo tom de súplica, dizemos ao seu Filho, pelo amor que ele tem pela Senhora: “Senhor, se o Senhor quiser, o Senhor pode nos livrar dos nossos pecados, das nossas misérias, das nossas doenças”.

É o seu Filho, Senhora, que nos dá essa confiança em pedir, porque foi ele mesmo quem nos incentivou a pedir, quando disse: “Peçam, e lhes será dado, busquem, e acharão, batam, e a porta se lhes abrirá.” (Mt 7,7). “Tudo o que vocês pedirem ao meu Pai em meu nome eu o farei, para que o Pai seja glorificado no Filho. Se vocês pedirem alguma coisa em meu nome eu o farei.” (Jo 14, 13-14); e é com lágrimas, Senhora, que pedimos ao seu Filho, tendo a Senhora como intercessora, medianeira e advogada nossa, confiantes no que ele mesmo disse:  “Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados.” (Mt 5,5). Confiamos sem sombra de qualquer dúvida na Senhora, doce Mãe, porque a Senhora “é cheia de graça e o Senhor está com a Senhora.” (cf Lc 1, 28). Na Senhora esperamos, porque a Senhora “é bendita entre as mulheres e bendito é o fruto do seu ventre."”(Lc 1, 42).

A Senhora mesma, doce Mãe, sentiu e testemunhou o poder do Altíssimo sobre a Senhora mesmo, quando em oração: “A minha alma glorifica ao Senhor, e o meu espirito exulta em Deus, meu Salvador. Porque lançou os olhos para a humilhação de sua serva; portanto, eis que de hoje em diante todas as gerações me chamarão bem-aventurada. Porque o Todo Poderoso fez em mim grandes coisas, o seu Nome é Santo.” (Lc 1, 46-49).

Os próprios ouvintes do seu Filho reconheceram a sua grandeza, Mãe, quando uma mulher, do meio da multidão, gritou em altos brados, para que todos pudessem ouvi-la: “Bem-aventurado o ventre que te trouxe e os peitos a que foste amamentado.” (Lc 11, 27).

São Bernardino de Sena ensinava que nenhuma graça vem do céu que não passe primeiro pelas suas mãos maternais.

São João Batista Maria Vianney, o Santo Cura de Ars, dizia que o Coração da Senhora é tão terno para nós que o coração  de todas as mães reunidas não passam de uma pedra de gelo aos pés do seu Coração, e que o seu Coração é só amor e misericórdia; o seu Coração só deseja ver-nos todos felizes; basta apenas nos dirigirmos à Senhora para sermos ouvidos.

Doce Mãe, nós lhe pedimos nos momentos difíceis de nossa vida que não nos deixe vacilar na fé; não permita, Senhora, que nos revoltemos contra aquilo que pode ser a vontade de Deus; cuida, Senhora, para que o desespero não se apodere dos nossos corações por qualquer motivo que seja que estejamos sendo provados na fé, e não nos deixe sozinhos na subida do nosso Calvário, porque nós acreditamos que assim como foi com o seu Filho, depois de todos os nossos sofrimentos vem a glória e a alegria da cura de todos os males e doenças, e sempre vamos continuar a lhe fazer esse apelo, porque, como disse São Luiz Maria Grignon de Montfort: “Um só suspiro seu tem maior poder do que as orações de todos os Anjos, Santos e homens juntos.”. Repetimos, nesse momento, Senhora, o que disse São João Damasceno: “Salve, Ò Mãe, esperança dos desesperados. Ò Mãe de Deus, se eu estiver debaixo de sua proteção, nada temerei.”

E, todos os dias, doce Mãe, repetiremos a singela oração que São Bernardo sempre recitava para a Senhora, quando dizia: “À vossa proteção recorremos, Santa Mãe de Deus, não desprezeis as nossas súplicas em nossas necessidades. Mas livrai-nos de todos os perigos, ò Virgem Gloriosa e Bendita.

sábado, 12 de março de 2022

 

NOVE MULHERES QUE FORAM EXEMPLARES PARA A IGREJA E O MUNDO

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Há quem diga que a mulher não tem papéis importantes na Igreja. Entretanto, desde o início do cristianismo até a atualidade, Deus suscitou mulheres que orientaram o Povo de Deus, influenciando também no curso do Papado. Conheça 9 mulheres que foram exemplares para a Igreja.

1. A Virgem Maria

“Mulher, isso compete a nós? Minha hora ainda não chegou” (Jo 2,4), disse Jesus à sua Mãe nas Bodas de Caná, em um casamento ao qual ambos tinham sido convidados. Cristo escutou sua mãe, a primeira mulher que acolhe o Senhor e motiva o primeiro milagre conhecido da vida pública de Jesus. Os primeiros séculos do cristianismo estão cheios de mulheres corajosas que não duvidaram em dar sua vida por Cristo, incentivando os demais cristãos a não fraquejar quando lhes chega o momento.

2. Santa Hildegarda de Bingen

Mais tarde, durante a Idade Média, a Igreja já não era perseguida, mas vivia-se uma cultura machista, própria da época. Isto não foi impedimento para Santa Hildegarda de Bingen (1098-1179), religiosa beneditina de origem alemã, que chegou a ter uma séria de visões místicas. Escreveu obras teológicas e de moral com notável profundidade e foi declarada Doutora da Igreja por Bento XVI no ano 2012, junto com São João d’Ávila. Sua popularidade fez com que muitas pessoas, entre bispos e abades, lhe pedissem conselhos. “Quando o imperador Federico Barbarroja provocou um cisma eclesial, opondo 3 antipapas ao Papa legítimo, Alexandre III, Hildegarda, inspirada em suas visões, não hesitou em recordar-lhe que também ele, o imperador, estava submetido ao juízo de Deus”, contou o Papa Bento XVI em sua audiência geral sobre esta santa em 2010.

3. Santa Catarina de Sena

Posteriormente, apareceria outra mística e Doutora da Igreja, Santa Catarina de Sena (1347-1380), que vestiu o hábito da ordem terceira de Santa Domingo. Nesta época, os Papas viviam em Avignon (França) e os romanos se queixavam de ter sido abandonados por seus bispos, ameaçando com o cisma. Gregório XI fez um voto secreto a Deus de regressar a Roma e ao consultar Santa Catarina, ela lhe disse: “Cumpra com sua promessa feita a Deus”. O Pontífice ficou surpreso porque não tinha contado a ninguém sobre o voto e, mais tarde, o Santo Padre cumpriu sua promessa e voltou para a Cidade Eterna. Mais tarde, no pontificado de Urbano VI, os cardeais se distanciaram do Papa por seu temperamento e declararam nula sua eleição, designando Clemente VII, que foi residir em Avignon. Santa Catarina enviou cartas aos cardeais pressionando-os a reconhecer o autêntico Pontífice. A Santa também escreveu a Urbano VI, exortando-o a levar com temperança e alegria os problemas, controlando o temperamento. Santa Catarina foi a Roma, a pedido do Papa, que seguiu suas instruções. A Santa também escreveu aos reis da França e Hungria para que deixassem o cisma. Toma uma mostra de defesa do papado.

4. Santa Teresa de Jesus

Com a aparição do protestantismo, a Igreja se dividiu e foi realizado o Concílio de Trento. Estes são os anos de Santa Teresa de Jesus (1515-1582), religiosa contemplativa que marcou a Igreja com sua reforma carmelita. Apesar de ter sido incompreendida, perseguida e até acusada na Inquisição, seu amor a Deus a impulsionou a fundar novos conventos e a optar por uma vida mais austera, sem vaidades, nem luxos. Submersa muitas vezes em êxtases, nunca deixou de ser realista. Sendo Santa Teresa D’Ávila relativamente inculta, dialogava com membros da realeza, pessoas ilustres, membros eclesiásticos e santos de sua época para lhes dar conselhos, receber ajuda e levar adiante o que havia se proposto. Tornou-se escritora mística e é também Doutora da Igreja.

5. Santa Rosa de Lima

Do outro lado do mundo, na América, mais precisamente no Peru, Santa Rosa de Lima (1586-1617) tomou Santa Catarina de Sena como modelo e se omitiu àqueles que a pretendiam por sua grande beleza, para poder viver em virgindade, servindo aos pobres e doentes. “Provavelmente, não houve na América um missionário que com suas pregações tenha conquistado mais conversões do que as que Rosa de Lima obteve com sua oração e suas mortificações”, disse o Papa Inocêncio IX ao se referir à primeira Santa da América. São João Paulo II disse sobre a santa que sua vida simples e austera era “testemunho eloquente do papel decisivo que a mulher teve e segue tendo no anúncio do Evangelho”.

6. Santa Teresa de Lisieux

Do amor dos santos esposos franceses Louis Martin e Zélia Guérin, canonizados em outubro de 2015, nasceu Santa Teresa de Lisieux (1873-1897), Doutora da Igreja e padroeira universal das missões. Santa Teresa viveu somente 24 anos. Um ano depois de sua morte, a partir de seus escritos, foi publicado o livro “História de uma alma”, que conquistou o mundo porque deu a conhecer o muito que esta religiosa tinha amado Jesus. “Teresa do Menino Jesus e da Sagrada Face é a mais jovem dos ‘Doutores da Igreja’, mas seu ardente itinerário espiritual manifesta tal maturidade, e as intuições de fé expressas em seus escritos são tão vastas e profundas, que lhe merecem um lugar entre os grandes professores do espírito”, disse São João Paulo II sobre esta santa. O Papa Francisco também comentou em diversas ocasiões a profunda devoção que o une a esta santa e compartilhou em uma de suas viagens que antes de cada viagem ou diante de uma preocupação, costuma pedir “uma rosa”.

7. Santa Edith Stein

Durante a perseguição nazista no século XX, surgiu na Europa outra grande mulher, convertida do judaísmo, religiosa carmelita descalça e mártir, Santa Edith Stein, também conhecida como Santa Teresa Benedita da Cruz (1891-1942). Junto com outros judeus conversos, foi levada ao campo de concentração de Westerbork em vingança das autoridades pelo comunicado de protesto dos bispos católicos dos Países Baixos contra as deportações de judeus. Santa Edith foi transferida para Auschwitz, onde morreu nas câmaras de gás, junto com sua irmã Rosa, também convertida ao catolicismo, e muitos outros de seu povo. São João Paulo II diria sobre ela: “Uma filha de Israel, que durante a perseguição dos nazistas permaneceu, como católica, unida com fé e amor ao Senhor Crucificado, Jesus Cristo, e, como judia, ao seu povo”.

8. Santa Teresa de Calcutá

O testemunho de Santa Teresa de Calcutá (1910-1997) de servir a Cristo nos “mais pobres entre os pobres” ensinou que a maior pobreza não estava nos subúrbios de Calcutá, mas nos países “ricos” quando falta o amor ou nas sociedades que permitem o aborto. “Para poder amar, é preciso ter um coração puro e é preciso rezar. O fruto da oração é o aprofundamento da fé. O fruto da fé é o amor. E o fruto do amor é o serviço ao próximo. Isso nos conduz à paz”, dizia a também ganhadora do Prêmio Nobel da Paz de 1979. Em sua canonização em outubro de 2016, o Papa Francisco disse que “Madre Teresa, ao longo de toda a sua existência, foi uma dispensadora generosa da misericórdia divina, fazendo-se disponível a todos, através do acolhimento e da defesa da vida humana, dos nascituros e daqueles abandonados e descartados. Comprometeu-se na defesa da vida, proclamando incessantemente que ‘quem ainda não nasceu é o mais fraco, o menor, o mais miserável’”.

9. Santa Gianna Beretta Molla

Para encerrar esta lista de grandes mulheres que mudaram o mundo e a história, recordamos Santa Gianna Beretta Molla (1922-1962). Esta santa italiana adoeceu de câncer e decidiu continuar com a gravidez de seu quarto filho, em vez submeter-se a um aborto, como lhe sugeriam os médicos para salvar sua vida. Gianna estudou medicina e se especializou em pediatria. Seu trabalho com os doentes se resumia na seguinte frase: “Como o sacerdote toca Jesus, assim nós, os médicos, tocamos Jesus nos corpos de nossos pacientes”. Casou-se com o Pietro Molla, com quem teve quatro filhos. Durante toda sua vida, conseguiu equilibrar seu trabalho com sua missão de mãe de família. Gianna morreu em 28 de abril de 1962, aos 39 anos, uma semana depois de ter dado à luz. Foi canonizada em 16 de maio de 2004 pelo Papa João Paulo II, que a tornou padroeira da defesa da vida.

sexta-feira, 11 de março de 2022

 

COMO O POVO GOSTA DE CHAMAR MARIA, A MÃE DE JESUS

 

O amor inventa nomes. E nos nomes que o amor inventa está dito aquilo que mais se gosta na pessoa amada: sobressai a sua virtude, a sua beleza no nome que o amor dá à pessoa amada.

Quanto mais amada for a pessoa mais nomes a pessoa que a ama lhe dá. Se fôssemos falar todos  os nomes que o amor do povo deu à Maria ficaríamos aqui muito tempo e ainda não diríamos todos. Tem nomes para todos os momentos da vida: desde o nascimento até a morte.

Chamamos Maria de Nossa Senhora do Bom Parto ou Nossa Senhora da Boa Hora para proteger a mãe quando chega a hora de se dar à luz.

Chamamos Maria de Nossa Senhora da Boa Viagem para pedir a sua proteção quando nos dispomos a viajar.

Chamamos Maria de Nossa Senhora do bom Conselho ou Nossa Senhora do Bom Sucesso quando estamos em dúvidas e pedimos o auxílio de Maria. Chamamos Maria de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro quando estamos em dificuldades.

Chamamos Maria de Nossa Senhora do Amparo e de Nossa Senhora da Ajuda quando precisamos de um apoio.

Chamamos Maria de Nossa Senhora dos Remédios e de Nossa Senhora da Saúde quando estamos doentes e necessitamos recuperar a saúde, ou alguém de nossa família está enfermo.

Chamamos Maria de Nossa Senhora da Guia ou de Nossa Senhora dos Navegantes quando estamos perdidos nas nossas decisões e não sabemos qual o caminho a tomar em nossa vida.

Chamamos Maria de Nossa Senhora da Consolação ou de Nossa Senhora das Dores quando neste mundo nos conforta e nada nos consola.

Chamamos Maria de Nossa Senhora das Angústias quando meditamos as suas angústias durante a sua vida e nos sentimos angustiados em nossa existência.

Chamamos Maria de Nossa Senhora Conquistadora quando alcançamos sucesso nas nossas empreitadas de nossa vida.

Chamamos Maria de Nossa Senhora das Graças quando pedimos e alcançamos graças sem fim de Nosso Deus e Senhor por mediação, por intermédio de Maria.

Chamamos Maria de Nossa Senhora da Boa Morte ou de Nossa Senhora do Bom Fim quando alguém de Nossa família está muito doente ou a gente se prepara para ter uma morte santa.

E quantos mais nomes poderíamos dar à Maria para nos socorrer em todos os momentos da nossa vida.

Maria, a Nossa Senhora acompanha o seu povo no desterro, na solidão, neste vale de lágrimas, nas dores e na morte.

Maria, a Nossa Senhora vai com o seu povo em todo canto e no povo alimenta a esperança com a sua ajuda, com os seus conselhos, com a sua consolação.

Maria, a Nossa Senhora, ajuda e ampara, guia e socorre, dá remédios e liberta, conduz à vitória e introduz na glória. Maria comunica a todos nós a sua alegria.

Maria tem nomes ligados aos lugares onde viveu, onde se manifesta e onde é venerada: Nossa Senhora de Nazaré, Nossa Senhora de Belém, Nossa Senhora de Lourdes, Nossa Senhora de Fátima, Nossa Senhora de Aparecida, Nossa Senhora do Loreto, Nossa Senhora da Salete, Nossa Senhora de Guadalupe, Nossa Senhora do Líbano; todos esses nomes e muito mais são nomes dados pelo amor do povo à Maria.

Muitos lugares, dezenas de municípios, centenas de povoados em todo o território do Brasil tem nomes ligados ao nome de Maria, a Mãe de Jesus e nossa Mãe. A imagem de Maria, a Nossa Senhora, com o Menino Jesus nos braços, ou a imagem de Nossa Senhora da Conceição que pisa na cabeça da serpente, está pendurada e é venerada em quase todas as casas do nosso povo simples, pobre e humilde, porque é esse o povo que realmente confia em Deus Maria é a imagem e o retrato fiel de todas as mães brasileiras que geram os seus filhos, acreditam na vida e, como Maria, derrotam a serpente do mal que quer empanar o brilho do reino de Deus que se espalha sobre nós. (do livro - A Mãe de Jesus - de Carlos Maesters). 

quinta-feira, 10 de março de 2022

 

OS QUARENTA SANTOS MÁRTIRES DE SEBASTE - (+ ARMÊNIA, 320)

 

Eram quarenta soldados cris­tãos, de várias nacionalidades, que foram presos e submetidos ao su­plício, em Sebaste, na Armênia no ano 320.Nessa época foi publicada na cidade uma ordem do governador Licínio, grande inimigo dos cristãos, afirmando que todos aqueles que não oferecessem sacrifícios aos deuses pagãos seriam punidos com a morte.

Contudo se apresentou diante da autoridade uma legião inteira de soldados, afirmando serem cristãos e recusando-se a queimar incenso ou sacrificar animais. Para testar até onde ia a coragem dos soldados, o prefeito local mandou que fossem presos e flagelados com correntes e ferros pontudos. De nada adiantou o castigo, pois os quarenta se mantiveram firmes em sua fé. O comandante os procurou então, dizendo que não queria perder seus mais valorosos soldados, pedindo que renegassem sua fé. Também de nada adiantou e os legionários foram condenados a uma morte lenta e extremamente dolorosa. Foram colocados, nus, num tanque de gelo, sob a guarda de uma sentinela. A região atravessava temperaturas muito baixas, de frio intenso. Ao lado havia uma sala com banhos quentes, roupas e comida para quem decidisse salvar a vida. Mas eles preferiram salvar a alma e ninguém se rendeu durante três dias e três noites. Foi na terceira e última noite que aconteceram fatos prodigiosos e plenos de graça. No meio da gélida madrugada, o sentinela viu uma multidão de anjos descer dos céus e confortar os soldados. Isto é, confortar trinta e nove deles, pois um único legionário desistira de enfrentar o frio e se dirigira à sala de banhos. Morreu assim que tocou na água quente.

Por outro lado, o sentinela que assistira à chegada dos anjos se arrependeu de estar escondendo sua condição religiosa, jogou longe as armas, ajoelhou-se, confessou ser cristão tirando as roupas e se juntou aos demais. Morreram quase todos congelados. Apenas um deles, bastante jovem, ainda vivia quando os corpos foram recolhidos e levados para cremação. A mãe desse jovem soldado, sabendo do que sentia o filho, apanhou-o no colo e seguiu as carroças com os cadáveres.

O legionário morreu em seus braços e teve o corpo cremado junto com os companheiros. Eles escreveram na prisão uma carta coletiva, que ainda hoje se conserva nos arquivos da Igreja e que cita os nomes de todos. Eis todos os mártires: Acácio, Aécio, Alexandre, Angias, Atanásio, Caio, Cândido, Chúdio, Cláudio, Cirilo, Domiciano, Domno, Edélcion, Euvico, Eutichio, Flávio, Gorgônio, Heliano, Helias, Heráclio, Hesichio, João, Bibiano, Leôncio, Lisimacho, Militão, Nicolau, Filoctimão, Prisco, Quirião, Sacerdão, Severiano, Sisínio, Smaragdo, Teódulo, Teófilo, Valente, Valério, Vibiano e Xanteas.

quarta-feira, 9 de março de 2022

 

MARIA VIVEU INTENSAMENTE A QUARESMA.

 

Quando meditamos sobre a quaresma, quando meditamos o recolhimento de Jesus no deserto por quarenta dias em completo jejum, penitência e oração, quando meditamos o seu afastamento de sua pequena Nazaré para dar início a uma vida totalmente nova e diferente daquela que levara por trinta anos em companhia de sua mãe, Maria, na pobreza da casa de Nazaré, talvez ainda não nos tenha ocorrido pensar em uma figura de suma importância em tudo isso e que foi responsável pela realização dos planos de Deus Pai para a salvação de toda a humanidade.

Quando chegou o tempo em que o Senhor Jesus deveria deixar sua casa, seus amigos, seu trabalho, para dedicar-se inteiramente ao serviço do Senhor, essa figura, que nos referimos, deve tê-lo acompanhado com os olhos até ele se perder no horizonte, com os olhos marejados de lágrimas e com o coração acompanhando Jesus em todos os seus passos e minutos da vida que ele se propusera viver para que a misericórdia de Deus atingisse todos os homens.

Essa figura não é outra senão Maria.

Durante toda a infância de Jesus, os santos evangelhos nos dizem que Maria observava tudo e guardava e meditava tudo em seu coração.

E nessas meditações lhe fora revelado tudo o que o seu Divino Filho deveria passar, sofrer, ser perseguido e até morrer pela salvação de todos os homens a quem ele viera para salvar.

E agora havia chegado a hora de seu filho Jesus cuidar das coisas do Pai e parte, parte para não mais voltar para aquela casa pobre e humilde de Nazaré, e, a única vez que Jesus tenta voltar para a sua casa, para a sua cidade, o povo já não o aceita mais, o povo já não mais acredita nele, e o que é o pior, aqueles que foram seus amigos de infância, aqueles que frequentaram a escola, que brincaram com seu Filho nas ruas ensolaradas e poeirentas de Nazaré e que foram com ele buscar água na fonte, aqueles mesmos que se diziam amigos de seu Filho e amigos da família, não entenderam a sua mensagem de salvação e pegaram pedras para apedrejar o seu Divino Filho e acabaram por expulsá-lo da cidade, e, a partir desse acontecimento, seu Filho parte da cidade de Nazaré para não mais regressar.     

Maria continuava observando tudo e guardando tudo em seu coração  de mãe.         A vida toda de Maria foi de orações, sacrifícios, penitências, sobressaltos, muito embora ela já soubesse tudo o que iria acontecer com o seu Divino Filho. Maria via, ouvia e observava tudo, e guardava tudo em seu coração.

Como o coração de Maria deve ter sido grande e generoso.

Como o coração de Maria foi paciente e misericordioso por ver tudo o que fizeram com o seu Filho e perdoar a todos pelas injustiças que praticaram  contra aquele a quem ela mais amou neste mundo em todos os tempos: o seu amado Filho, o seu querido Deus.

A vida de Maria foi uma quaresma permanente.      

Muitas vezes o seu Divino Filho escapava de suas vistas mas jamais ela deixou de o seguir, onde quer que ele fosse, com o seu coração.

Maria aguardou pacientemente passar os quarenta dias que o Senhor Jesus, o seu Filho, passara no deserto, e, como ele, com toda a certeza, nesses quarenta dias, em sua pobre casa de Nazaré, também fez penitências, jejuou e orou com muito fervor e, nesse período, não tenham dúvidas meus irmãos, Maria se preparou mais e melhor para o que estava por vir e colocou o seu Divino Filho nas mãos de Deus Pai, a vítima perfeita que seria imolada  para que o pecado do mundo fosse tirado; a vítima sem pecado, mais limpa, mais pura e mais sacrossanta; o seu próprio Filho e Filho de Deus que se fizera homem para que todos os homens se tornassem filhos de Deus.

Depois, quando Jesus partiu definitivamente para a evangelização de todos os homens, onde quer que ele estivesse, ali estava Maria acompanhando-o em todos os seus passos, em todos os momentos de sua vida, até o momento supremo do Calvário.

É isto que a Igreja convida-nos a fazer nesta quaresma: seguir o exemplo de Maria e nos prepararmos para acompanhar passo a passo Jesus até o Calvário.

É isso que devemos fazer nesta quaresma: colocarmo-nos sob o manto protetor da Santíssima Virgem  e com ela viver a quaresma para que possamos, através de Maria, entender melhor o sacrifício de Jesus, porque Maria não fez outra coisa melhor em sua vida senão guardar tudo e meditar em seu coração, e agora, o que ela guardou e meditou ela nos transmitirá nesta caminhada rumo ao calvário e assim poderemos entender melhor o sacrifício de um Deus feito homem.

terça-feira, 8 de março de 2022

 

DIA INTERNACIONAL DA MULHER

 

Hoje é o dia da mulher. Na nossa Igreja, como entendemos a influência, o trabalho e a participação da mulher na difusão do Evangelho de Jesus Cristo? Qual seria a tarefa da mulher? Para muitos, a função da mulher seria apenas para a limpeza da igreja, enfeitar o altar nos dias festivos ou casamentos.

Muitos ignoram qua a mulher é um membro adulto da Igreja.

Como todos os demais, a mulher foi batizada e, pelo batismo, assumiu com responsabilidade a ordem de Jesus Cristo antes de subir para o Pai: “Portanto, vão e façam com que todos os povos se tornem meus discípulos, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo, e ensinando-os a observar tudo o que eu ordenei a vocês. eis que eu estarei com vocês todos os dias, até o fim do mundo.” (Mt 28,19-20).

A mulher é uma cristã que recebeu o sacramento do crisma e, pelo crisma, é portadora em potencial dos dons do Espírito Santo.

Pelo batismo e pelo crisma a mulher, como todos os cristãos, é enviada para uma missão; não precisa esperar um convite ou uma benção especial para atuar dentro da Igreja.

A evangelização e a catequese são o campo prioritário considerando o espírito maternal que é implícito na mulher no trato com a infância, adolescência e juventude.

Não podemos imaginar a Igreja no Brasil sem a participação da multidão de moças e senhoras catequistas dispostas a não medir esforços para anunciar o Evangelho e para catequisar, que é a primeira missão da nossa Igreja.

Quem não se lembra com saudade, amor e carinho da catequista que ensinou a cada um de nós, com amor, carinho e paciência, o Sinal da Cruz? E a Ave Maria? E o Pai Nosso?

Também é na família que as crianças recebem a sua primeira formação cristã. É na família onde é patente a participação e a influência da mãe, da avó, da tia na educação cristã da criança.

A mulher, corajosamente, deve fazer ouvir a sua voz na participação do serviço da sua comunidade, nos conselhos paroquiais e diocesanos.

O Papa Paulo VI não descartou a idéia da mulher ter voz nas decisões da Igreja.

Se Maria deu o seu “sim”, tomando parte no plano de salvação de todos os homens, porque a mulher ainda não tem lugar de proeminência dentro da Igreja? Porque na Igreja trata-se tanto dos problemas da mulher sem a presença da mulher para dar o seu parecer?

Trata-se dos problemas da mulher sem a presença da mulher e sem ouvir a sua voz. Devemos ficar atentos para a ação do Espírito Santo na Igreja. Muitas coisas que acontecem hoje na Igreja nem se podia pensar a trinta ou cincoenta anos atrás.

Será que, hoje, Jesus excluiria a mulher de certas tarefas dentro da Igreja simplesmente por ela ser mulher? Jesus também teve que levar em consideração e suplantar as estruturas da sociedade do seu tempo, mas lutou para libertar a mulher de sua situação de imposta inferioridade.

Essas  divergências de interpretações mostram que precisamos de muita reflexão.devemos deixar mais amadurecer as coisas que são, em grande parte, determinadas pela sociedade, pelo machismo e pelas estruturas da época. Enquanto isso a mulher está atuante.

Na Igreja do Brasil temos exemplos numerosos: a mulher dirige comunidades e até paróquias, basta conhecer a realidade do norte e nordeste do Brasil. A mulher dirige o culto sem presbítero, levando a sério a liturgia da Palavra que é o Cristo revelando-se aos pobres.

A mulher é chamada pelos bispos para preparar os novos cristãos para o Batismo e, em muitos casos, para administar o Sacramento do Batismo, para preparar os casais para o matrimônio e até para administrar o Sacramento do Matrimônio, basta conhecer a realidade do norte e nordeste do Brasil.

A Bíblia diz: “E Deus criou o homem à sua imagem; à imagem de Deus ele o criou; e os criou homem e mulher. E Deus os abençoou e lhes disse: ‘Sejam fecundos, multipliquem-se, encham e submetam a terra; dominem os peixes do mar, as aves do céu e todos os seres vivos que rastejam sobre a terra’.” (Gn 1,27-28).

Partindo desta citação bíblica, onde Deus colocou o homem superior à mulher?

A sociedade humana só terá equilíbio se homem e mulher tiverem igual chance de partircipação. Nem homem, nem mulher deve dominar.

segunda-feira, 7 de março de 2022

 

SANTA PERPÉTUA E SANTA FELICIDADE

 

Senhora e escrava, Perpétua e Felicidade sofreram a prisão juntas, na fé e na solidariedade, no ano de 203, na África do Norte. O imperador Severo, também de origem africana, havia decretado a pena de morte para os cristãos. Perpétua era de família nobre, filha de pai pagão, tinha vinte e dois anos e um filho recém-nascido. Sua escrava, Felicidade, estava grávida de oito meses e rezava diariamente para que o filho nascesse antes da execução e obteve essa graça.

Isso aconteceu num parto de muito sofrimento, dois dias antes de serem levadas à arena, para as feras famintas. Perpétua escreveu um diário na prisão, onde relata todo o sofrimento de que foram vítimas e que figura entre os escritos mais realistas e comoventes da Igreja. Além de descrever os horrores da escuridão e a forma selvagem como eram tratadas no calabouço, ela narrou como seu pai a procurou na prisão, com autorização do juiz, para tentar fazê-la desistir da fé em Cristo e assim salvar sua vida. Mas ambas, senhora e escrava, mantiveram-se firmes, também como outros seis cristãos que se tornaram seus companheiros no martírio. Elas que ainda não tinham sido batizadas fizeram questão de receber o sacramento na prisão, para reafirmar suas posições de cristãs e, em nenhum momento sequer, pensaram em salvar as vidas negando o cristianismo.

Segundo os escritos oficiais que complementam o diário de Perpétua, os homens foram despedaçados por leopardos. Perpétua e Felicidade foram degoladas, depois de atacadas por touros e vacas. Era o dia 07 de março de 203. Perpétua viveu a última hora dando extraordinária prova de amor e de tranqüila dignidade. Viu Felicidade ser abatida sob os golpes dos animais, e docemente a amparou e a suspendeu nos braços; depois recompôs o seu vestido estraçalhado, demonstrando um genuíno respeito por ela. Esses gestos geraram na população pagã, um breve momento de comoção piedosa. Mas por poucos segundos, pois a vontade da massa enfurecida prevaleceu, até ver o golpe fatal da degolação. Pelo martírio, Perpétua e Felicidade entram para a Igreja, que as veneram nesse dia com as honras litúrgicas.

São lembrados também neste dia: São Saturnino, Santo Ardo de Aniane (abade), São Dráusio de Soissons (bispo), Santo Estervino de Wearmouth (abade).