sábado, 21 de maio de 2022

 

OS VERDADEIROS FILHOS DE MARIA.

 

O orgulho lançou milhões de legiões de anjos que estavam juntos de Deus no inferno, por terem afrontado a onipotência do Senhor.

A vaidade, o orgulho e o desejo de ser mais do que é e maior do que Deus, lançou os anjos, seguidores de Lúcifer, no inferno, da mesma maneira que expulsou o homem do paraíso que Deus lhe havia feito.

Por Isso é que São Luiz Maria Grignon de Montfort escreveu no seu  livro “Tratado da Verdadeira Devoção à Virgem Maria: “O que o demônio perdeu por orgulho, Maria ganhou por humildade. O que Eva condenou e perdeu por desobediência, Maria salvou pela obediência. Eva, obedecendo a serpente infernal, se perdeu e perdeu consigo todos os seus filhos e os entregou ao poder infernal. Maria, por sua perfeita fidelidade a Deus, salvou consigo todos os seus filhos e servos e os consagrou  todos a Deus. Deus não pôs somente inimizade, mas inimizades, e não somente entre Maria e o demônio, mas também entre a posteridade da Santíssima Virgem Maria e a posteridade do demônio. Isso quer dizer que Deus estabeleceu inimizades, antipatias e ódios secretos entre os verdadeiros filhos e servos da Santíssima Virgem Maria e os filhos e escravos do demônio...” (Montfort).

O demônio e sua posteridade sempre perseguiu e sempre perseguirá a Santíssima Virgem Maria e sua posteridade.

“Mas a humilde Maria será sempre vitoriosa na luta contra esse orgulhoso, e tão grande será a vitória final, que ela chegará ao ponto de esmagar-lhe a cabeça, que é a sede de todo o orgulho. Maria descobrirá sempre a malícia da serpente infernal, desvendará seus tramas diabólicos, desfará seus conselhos diabólicos, e até o fim dos tempos garantirá seus fieis servidores contra as garras de tão cruel inimigo...” (Montfort).          A posteridade de Maria, os filhos de Maria, aqueles que se entregam e se entregaram de corpo e alma aos cuidados da Santíssima Virgem Maria, serão sempre protegidos das insídias do demônio “e serão ricos em graças de Deus, graças que Maria lhes distribuirá abundantemente. Os filhos de Maria serão grandes e notáveis em santidade diante de Deus, superiores a todas as criaturas por seu zelo afetivo, e tão fortemente amparados pelo poder divino que, com a humildade de seu calcanhar e em união com Maria, esmagarão a cabeça da serpente, do demônio, e promoverão o triunfo de Jesus Cristo. Deus quer que a sua Mãe Santíssima seja mais conhecida, mais amada, mais honrada, como jamais o foi... Se todos os filhos de Maria observarem com fidelidade, verão então claramente o quanto lhe permite a fé, esta tão bela estrela do mar, e chegarão a bom porto, tendo vencido as tempestades e os piratas. Os verdadeiros filhos de Maria conhecerão as grandezas desta soberana e se consagrarão inteiramente ao seu serviço. Como súditos e escravos do amor, experimentarão suas doçuras e bondades maternais e vão amá-la ternamente como seus filhos estremecidos. Os verdadeiros filhos de Maria conhecerão a misericórdia de que ela é cheia e a necessidade que tem do seu auxílio, e hão de recorrer a ela em todas as circunstâncias como sendo ela a sua querida advogada e medianeira junto de Jesus Cristo. Os filhos de Maria reconhecerão que ela é o meio mais seguro, mais perfeito, mais fácil e mais rápido de chegar a Jesus Cristo, e se entregarão a ela de corpo e alma, sem restrições, para assim também pertencer a Jesus Cristo... Os verdadeiros filhos de Maria serão verdadeiros discípulos de Jesus Cristo, andando nas pegadas de sua pobreza e humildade, partilhando do desprezo do mundo e vivendo a mesma caridade, ensinando o caminho estreito de Deus na pura verdade, conforme o Santo Evangelho... sem se preocupar ou fazer diferença entre as pessoas; sem poupar, escutar ou temer nenhum mortal, por poderoso que seja. Os verdadeiros filhos de Maria terão na boca a espada de dois gumes da palavra de Deus; em seus ombros carregarão o estandarte ensanguentado da cruz, na mão direita o crucifixo e na esquerda o rosário e no coração os nomes sagrados de Jesus e Maria e, em toda a sua conduta, terão a modéstia e a mortificação de Jesus.” (Montfort).    

Assim devem ser os verdadeiros filhos de Maria, trabalhando sempre para que o império da Virgem se espalhe por toda a terra e ensine a todos os homens a amar mais e melhor Jesus Cristo... (letras itálicas do livro “Tratado da Verdadeira Devoção à Virgem Maria, de São Luiz Maria Grignon de Montfort).

sexta-feira, 20 de maio de 2022

 

SÃO BERNARDINO DE SENA - 1380-1444

 

Na Itália, Bernardino nasceu na nobre família senense dos Albizzeschi, em 8 de setembro de 380, na pequena Massa Marítima, em Carrara.

Ficou órfão da mãe quando tinha três anos e do pai aos sete, sendo criado na cidade de Sena por duas tias extremamente religiosas, que o levaram a descobrir a devoção a Nossa Senhora e a Jesus Cristo. Depois de estudar na Universidade de Sena, formando-se aos vinte e dois anos, abandonou a vida mundana e ingressou na Ordem de São Francisco, cujas regras abraçou de forma entusiasmada e fiel. Apoiando o movimento chamado "observância", que se firmava entre os franciscanos, no rigor da prática da pobreza vivida por são Francisco de Assis, acabou sendo eleito vigário-geral de todos os conventos dos franciscanos da observância. Aos trinta e cinco anos de idade, começou o apostolado da pregação, exercido até a morte.

E foi o mais brilhante de sua época. Viajou por toda a Itália ensinando o Evangelho, com seus discursos sendo taquigrafados por um discípulo com um método inventado por ele.

O seu legado nos chegou integralmente e seu estilo rápido, bem acessível, leve e contundente, se manteve atual até os nossos dias.

Os temas freqüentes sobre a caridade, humildade, concórdia e justiça, traziam palavras duríssimas para os que "renegam a Deus por uma cabeça de alho" e pelas "feras de garras compridas que roem os ossos dos pobres".

Naquela época, a Europa vivia grandes calamidades, como a peste e as divisões das facções políticas e religiosas, que provocavam morte e destruição. Por onde passava, Bernardino restituía a paz, com sua pregação insuperável, ardente, empolgante, até mesmo usando de recursos dramáticos, como as fogueiras onde queimava livros impróprios, em praça pública.

Além disso, como era grande devoto de Jesus, ele trazia as iniciais JHS - Jesus Salvador dos Homens - entalhadas num quadro de madeira, que oferecia para ser beijado pelos fiéis após discursar. As pregações e penitências constantes, a fraca alimentação e pouco repouso enfraqueciam cada vez mais o seu físico já envelhecido, mas ele nunca parava.

Aos sessenta e quatro anos de idade, Bernardino morreu no convento de Áquila, no dia 20 de maio de 1444. Só assim ele parou de pregar.

Tamanha foi a impressão causada por essa vida fiel a Deus que, apenas seis anos depois, em 1450, foi canonizado. São Bernardino de Sena é o patrono dos publicitários italianos e de todo o mundo.

Neste dia são celebrados também: São Astregésilo, Bem-aventurada Colomba de Rieti, Santo Anastácio de Bréscia (bispo), Santo Áquila de Nimes (mártir), Santo Austregésilo de Bourges (bispo), Santa Basilissa de Roma (virgem e mártir), São Baudílio de Nimes (mártir).

quinta-feira, 19 de maio de 2022

 

MARIA NO PLANO DE SALVAÇÃO

 

“Quem se exalta será humilhado, e quem se humilha será exaltado.” ((Mt 23, 12). Esta é a palavra do Senhor, e a palavra de Deus jamais pode falhar. Havia Deus determinado fazer-se homem para remir o homem decaído, e assim manifestar ao mundo a sua bondade infinita. Devendo Deus, para isso, escolher uma mãe nesta terra, andava buscando entre todas as mulheres qual fosse a mais santa e humilde.       

Entre todas as mulheres, Deus observou uma, a Virgenzinha de Nazaré: Maria, que, quanto mais era perfeita nas virtudes, tanto mais simples e humilde era no conceito de Deus. Nas Sagradas Escrituras, no Livro dos Cânticos, Deus já havia dito: “Há um sem número de virgens a meu serviço - diz o Senhor -, mas uma só é a minha pomba, a minha eleita” (Cant 6, 7-8). Por isso, disse Deus: “Seja essa humilde virgenzinha de Nazaré  a escolhida para ser a minha mãe.” Maria, a mais humilde das criaturas de Deus e a que Deus mais exaltou. Na encarnação do Verbo Maria não podia humilhar-se mais do que se humilhou, e Deus não podia  exaltá-la mais do que a exaltou. 

E Deus manda o seu Anjo a uma Virgem chamada Maria. “E o anjo entra e saúda Maria, dizendo: “Ave Maria, cheia de graça, o Senhor é contigo...” (Lc 1, 28). Deus te saúda, Maria, ò Virgem cheia de graça, pois foste sempre rica da graça, acima de todos os santos. O Senhor é contigo porque és tão humilde. Bendita és tu entre as mulheres, porque todas as outras mulheres nasceram com a mancha do pecado e incorrem na maldição da culpa, mas tu, porque havias de ser a mãe do Bendito, és e serás sempre bendita e isenta de toda a mácula, de todo pecado.

A Santíssima Virgem Maria era bem instruída nas Sagradas Escrituras, e assim conhecia que já era chegado o tempo predito pelos profetas para a vinda do Messias... Bem sabia Maria que uma virgem devia ser a mãe do Messias. Maria ouve o anjo dar-lhe aqueles louvores que pareciam servirem unicamente a uma Mãe de Deus.           

Mas, na sua humildade, Maria jamais poderia imaginar que seria ela a escolhida para ser a Mãe de Deus. Na sua grande humildade, aqueles elogios serviram apenas e tão somente para fazê-la entrar num grande temor; e o anjo tenta animar a Virgem assustada, dizendo: “Não tenhas medo, Maria, porque achaste graça diante de Deus!”.

 Ò Maria, Aos teus olhos, é verdade, és tão pequena  e insignificante, mas Deus exalta os humildes, e Deus te fez digna de achar a graça perdida pelos homens., por isso te fez Imaculada, te preservou da mácula comum a todos os filhos de Adão; por isso, desde a tua conceição o Senhor te ornou de uma graça maior que a de todos os santos; por isso, finalmente, agora o Senhor te exalta a ser a sua Mãe e, pela boca do anjo, o Senhor te diz: “Eis que conceberás em teu seio e darás à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus.” (Lc 1, 31). E dito isso pelo anjo, o Senhor fica esperando a resposta da Virgem. A história do mundo para por uns instantes, instantes que parecem eternidade; será que os homens vão receber a salvação por meio daquela virgenzinha, ou tudo vai continuar da maneira que era antes? Tudo vai depender da resposta da Virgem.

E é São Bernardo quem nos diz, em uma oração cheia de súplica ardente: “Senhora, o Anjo espera a tua resposta; e todos nós, que já estamos condenados à morte, com muito mais ansiedade a esperamos. Deus te oferece, Senhora, o preço da nossa salvação que será o Verbo Divino que se fará homem no teu ventre. Se a Senhora o aceitar por filho, seremos imediatamente livres da morte.

O mesmo Senhor nosso, pelo muito que está enamorado de tua beleza, muito deseja o teu consentimento, por cujo intermédio determinou salvar o mundo. Responda, Senhora, depressa; não retardes mais ao mundo a salvação que agora só depende do teu consentimento.” E eis que Maria responde ao Anjo, dizendo: “Eis aqui a escrava do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra.” (Lc, 1, 38). Esta foi a resposta mais bela, , mais humilde e mais prudente que nem toda a sabedoria dos homens e dos anjos juntamente teria podido inventar... Ò resposta poderosa que alegraste o céu e trouxeste à terra um mar imenso de graças e de bens.          

Resposta, que apenas saída do humilde coração de Maria, atraíste do seio do Pai Eterno o Filho Unigênito para fazê-lo homem no seio puríssimo de Maria. Com efeito, mal foram pronunciadas as palavras: “Eis aqui a escrava do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra”,  e já o Filho de Deus passou a ser também Filho de Maria.         Com um “faça-se”, Deus criou a luz, o céu e a terra, mas, com esse “faça-se”  de Maria um Deus se tornou homem como nós. (do livro “Glórias de Maria Santíssima” de Santo Afonso Maria de Ligouri - pg de 241 a 244). 

quarta-feira, 18 de maio de 2022

 

MARIA, A MÃE DAS MÃES

 

Sempre que penso em Maria procuro me transformar numa criança e procuro ver Maria como uma criança vê a sua mãe, e assim me jogo nos braços de Maria, sentindo nos braços de Maria os braços da mãe.

A criança tem os pensamentos puros e as intenções mais santas.

A mãe aceita tudo o que a criança faz e perdoa, com um sorriso nos lábios, todos os erros todas as travessuras e todo mal entendido de seu filho, por isso, quando sei que erro, e como erro, busco a presença de Maria como a criança busca a presença da mãe para se sentir segura.

Por isso, quando eu medito em Maria, quando eu converso com Maria em meu coração, eu procuro me transformar em criança, como um filho busca a sua mãe, e assim, Maria também conversa comigo, como a mãe conversa com o filho, sorri dos meus enganos e me estende a mão quando alguma dificuldade me derruba, assim como a proteção da mãe abriga a insegurança do filho.

E como é gostoso para uma criança contemplar o rosto de sua mãe e vê-lo sempre sorrindo, sempre com um sorriso nos lábios, apoiando as coisas certas e chamando a atenção para o que estivermos fazendo de errando, mas sempre com um sorriso nos lábios.

E quando eu penso em Maria eu me transformo em criança e a vejo sempre sorrindo. Como o sorriso da mãe conforta e dá segurança para o filho.

Maria é minha mãe; Maria é nossa mãe, Maria é a mãe das mães...

Quando estou confuso, quando sinto que entrei em algum beco sem saída, quando vejo que as minhas forças não são mais suficientes para me tirar das confusões que eu mesmo provoco, eu me transformo em criança e me jogo  nos braços de Maria, que é a minha mãe e a mãe de todos os homens, e aí, nos braços de Maria, eu encontro soluções para todos os meus problemas.

Quando estou em dificuldades  de qualquer espécie e qualquer natureza, eu me transformo em criança, recorro à Maria e ela, como mãe amorosa que é e sempre foi e que ama realmente o seu filho, intercede por mim diante de Deus Pai assim como faz qualquer mãe da terra que procura acalmar os nervos do pai quando o filho faz alguma arte, alguma travessura.

Não foi atoa que o Filho de Deus feito homem escolheu uma mulher para ser sua mãe, escolheu Maria para sentir do seu colo o sabor do céu que ele deixara para vir até nós.

Nas palavras doces, no olhar carinhoso, na boca que só proferia palavras de alento e amor, Jesus provou, como homem, a delícia de ter uma mulher como mãe e de ter uma mãe que assumiu com responsabilidade e com dedicação total a vocação para a maternidade.

O Filho de Deus escolheu  por mãe a mulher que tinha o rosto mais lindo, o sorriso mais angelical, o porte mais belo.        

O Filho de Deus  escolheu por sua mãe a mulher mais santa, mais pura, mais bela que jamais pisou o nosso chão, e quando ele voltou para o Pai, para que Maria não ficasse sem filhos, Jesus lhe deu toda a humanidade como filhos para felicidade de todos nós e para a salvação de nossas vidas.

E foi Jesus Cristo quem falou: “Se você não se tornar  como uma dessas crianças, você não entrará no reino dos céus.”

Jesus disse isso porque lembrou o tempo de criança quando buscava refúgio nos braços de sua mãe, onde ele matava a saudade do céu de onde viera e para onde voltaria.

Para entrarmos no reino dos céus precisamos nos transformar em crianças, porque a mãe só pode carregar no seu colo os seus filhos que ainda são crianças., e nós, nos transformando em crianças, Maria nos pegará no colo, nos livrará de todos os espinhos dos nossos caminhos e nos conduzirá sem danos até o reino dos céus, e assim nos apresentará  ao Pai que sorrirá para Maria que nos tem como criança em seu colo assim como um pai da terra sorri para a sua esposa quando esta lhe vai ao encontro com o filho criança de ambos no colo.

Como devemos amar Maria. Como devemos amar nossas mães que é a figura de Maria no nosso meio. Como sinto pena de nossos irmãos órfãos  que não reconhecem Maria como sua mãe; eles não tem mãe  que os apresente a Deus Pai.

Assim como Jesus veio até nós por meio de Maria, nós também somente chegaremos a Jesus se for por meio de Maria. Se ainda não conhecemos bem a Jesus como deveríamos conhecer e amá-lo é porque ainda não amamos suficientemente bem Maria. Maria é a mãe de Jesus e nossa mãe...

Obrigado, Senhor, por nos ter dado Maria como mãe. Obrigado, Senhor por ter dado a cada um de nós a mãe que temos e que nos ensinaram a amar Maria, a Mãe de Jesus, a Mãe de Deus, a Mãe das mães, a nossa Mãe...

terça-feira, 17 de maio de 2022

 

MARIA, A PORTADORA DA PAZ

 

``A paz esteja com vocês``. (Jo 20, 19).

Foi esta a saudação que o Senhor Jesus dirigiu aos seus apóstolos e discípulos quando eles estavam escondidos depois da morte do Senhor, dentro de uma casa, com as portas e janelas trancadas, com medo dos judeus. ``A paz esteja com vocês``, (Jo 20, 19), disse Jesus por duas vezes para aqueles homens apavorados e descrentes.

Quando eles viram e confirmaram que era Jesus, ficaram contentes. Onde quer que estivesse o Senhor Jesus, ali estava a paz. Jesus é a própria paz. A sua presença, a sua palavra, o seu olhar, tudo o que partia de Jesus inspirava paz e segurança.

E essa paz verdadeira começou a se fazer sentir na terra depois da encarnação do Senhor Jesus no ventre sacrossanto da Santíssima Virgem Maria, a mulher mais pura e santa e que ele escolhera para ser sua mãe. Essa paz, através de Maria, Jesus levou à Isabel, mãe de João Batista.

Quando Maria foi visitar Isabel depois da anunciação, Isabel sentiu tamanha paz  que não se conteve e, em alta voz, bendisse a Maria, aquela que, naquele momento, era o sacrário vivo do Filho de Deus, dizendo = ``Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto de teu ventre. De onde me vem esse privilégio de que a mãe do meu Senhor venha me visitar? Porque logo que a voz de tua  saudação chegou aos meus ouvidos, o menino saltou de alegria em meu ventre. Bem-aventurada tu que acreditaste porque hão de cumprir as coisas que da parte do Senhor te foram ditas.`` (Lc 1, 43-45). 

Maria, naquele momento, era a portadora da paz que o Senhor Jesus veio trazer a todos os homens. Isabel descobriu em Maria, sem que ninguém lhe dissesse, e inspirada que foi pelo Espírito Santo, que as promessas de Deus começava a se realizarem, e que a paz do Senhor, no ventre de Maria, começava a tomar a forma de um ser humano.

Algum tempo mais tarde Maria faz a apresentação oficial dessa paz no mundo. Na gruta de Belém, desprovidos de qualquer conforto, Maria apresenta a paz de Deus, personificada no Menino Jesus, aos pastores e aos magos. ``Os pastores viram e voltaram  glorificando e louvando a Deus por tudo o que tinham ouvido e visto`` (Lc 2, 20), e os magos ``entrando na casa, viram o menino com Maria, sua mãe e, prostrando-se o adoraram e ofereceram presentes do ouro, incenso e mirra``. (Mt 2, 11).

E muito mais tarde, novamente Maria se faz a anunciadora dessa paz, se faz portadora da paz que vem de Deus.   Estando Maria em Caná, da Galiléia, foi ela convidada, juntamente com Jesus e os apóstolos, para um casamento. E Maria, sempre atenciosa às necessidades de todos os homens, verificou que a certa altura da festa do casamento, faltou vinho. E para que os noivos não passassem vexame, Maria se dirigiu a Jesus e lhe diz - ``Não tem mais vinho``.

Maria fez isso porque, ela, como mãe do Filho de Deus, sabia muito bem do que seu Filho seria capaz. E novamente Maria se fez portadora da paz, porque Jesus atende ao seu pedido e transforma a água em vinho, trazendo a tranquilidade novamente para os noivos e para a festa de casamento.

Onde estava Maria, ali estava a paz. Onde está Maria, ai está a paz, porque, onde está Maria, aio está Jesus que é a própria paz. Maria é a portadora da paz, porque, foi por meio dela que a paz veio para todos os homens. Jesus é a paz que veio de Deus. Jesus é a paz que veio de Deus por meio de Maria.

Em todos os lugares por onde o Senhor Jesus passou, ali ele transmitiu a paz. Se no nosso lar sentimos a presença de Maria, no nosso lar está a paz, porque, se Maria estiver presente em nosso lar, ai também estará Jesus.

segunda-feira, 16 de maio de 2022

 

SÃO SIMÃO STOCK - 1165-1265

 

Simão nasceu em 1165, no castelo da família em Kent, Inglaterra. O seu pai era governador local, e tinha parentesco com a casa real do seu país. A família, cristã e pia, proporcionou-lhe uma formação intelectual e religiosa aprimorada. Aluno aplicado e inteligente, freqüentou o colégio de Oxford desde os sete anos de idade. Mesmo sendo conduzido para uma carreira que trouxesse glórias terrenas, o que Simão desejava era poder seguir a vida religiosa: para servir a Deus, para a glória de Deus. Aos doze anos, deixou o castelo paterno para viver como eremita. Retirou-se para o interior da floresta perto de Oxford, e nela viveu sua existência consagrada ao Senhor.

A morada escolhida era o velho tronco oco de um carvalho. Logo essa notícia se empalhou e o estranho monge passou a ser chamado de Simão "Stock". Assim ele viveu por vinte anos, empenhado na contemplação, na oração e penitência. Certa noite, sonhou com Nossa Senhora, que lhe dizia para juntar-se aos monges vindos do mosteiro de Monte Carmelo.

A Ordem dos Carmelitas é uma das mais antigas e a primeira criada em homenagem a Maria naquele mosteiro na Palestina. Mesmo não entendendo direito o sonho, Simão obedeceu a Maria. Voltou para o castelo e aos estudos, formou-se em teologia e recebeu as sagradas ordens. Enquanto aguardava a chegada dos monges, percorria as aldeias visitando pobres e doentes, e evangelizando.

Em 1213, os carmelitas chegaram à Inglaterra. Simão pôde, finalmente, receber o hábito da Ordem. Após dois anos, por seu mérito e virtudes, foi nomeado coadjutor na direção da Ordem. E finalmente, em 1216, ocupou o cargo de vigário-geral de todas as províncias européias. Era o período dos mais delicados para esses monges, pois eram perseguidos por outras ordens, e a dos carmelitas quase foi extinta. Diante das circunstâncias, Simão Stock, então prior-geral, enviou delegados ao papa Honório III para informá-lo da situação crucial, e pedir sua proteção.

Ao mesmo tempo, convidou todos os carmelitas a rezarem pedindo ajuda a Maria para a Ordem que lhe foi dedicada, até que viesse a resposta de Roma. Primeiro veio a resposta da Santíssima Virgem. Simão estava em profunda oração contemplativa quando viu aparecer a Mãe de Deus, cercada de anjos, que lhe mostrou o santo escapulário da Ordem, dizendo-lhe: "Este será o privilégio para ti e todos os carmelitas; quem morrer vestindo-o, se salvará". Mandou distribuí-lo aos monges da Ordem para tranqüilizá-los.

Segundo a tradição, a aparição ocorreu no dia 16 de julho de 1251. Depois chegou a decisão do papa Inocêncio, por meio de uma mensagem datada de 13 de janeiro de 1252, entregue a ele pelos representantes que voltaram. Nela, o sumo pontífice informava que declarava a existência legal da Ordem dos Carmelitas e autorizava a continuar a criação dos seus mosteiros na Europa. Foi assim que Simão agiu, inclusive promovendo a mudança estrutural da Ordem, que passou da vida monástica eremítica oriental, para aquela seguida no Ocidente, dos mendicantes ou apostólicos.

A devoção ao escapulário se difundiu rapidamente à cristandade toda, do Ocidente ao Oriente, como um sinal da proteção maternal de Maria e do próprio empenho de seguir Jesus como sua Santíssima Mãe. Simão morreu, com quase cem anos, em 16 de maio de 1265, no mosteiro de Bordeaux, na França, onde foi enterrado. A festa a são Simão Stock é celebrada, no dia 16 de maio, desde 1524, culto que a Igreja depois confirmou e incluiu no seu calendário litúrgico.

Neste dia são celebrados, também: Santo Ubaldo, São João Nepomuceno, Santo Honorato, Santo André Bobola, Santo Audas da Pérsia (bispo e mártir), São Brendano, o Viajante (abade), São Fidolo de Aumont (abade), Santo Hilário de Pavia (bispo), Santo Honório de Amiens (bispo). 

domingo, 15 de maio de 2022

 

MÃES, PARCEIRAS DE DEUS NA CRIAÇÃO DA HUMANIDADE.

 

Maria é mãe e assumiu a vocação de mãe com responsabilidade e com todas as consequências.

Ser mãe é tão importante, tão sublime e tão divino que até o Filho de Deus quis ter uma, e escolheu Maria entre todas as mulheres deste mundo para ser sua mãe.

E Jesus foi exigente na escolha de sua mãe: escolheu, dentre as mulheres, a mais linda, a mais pura, a mais santa, a mais fiel, a mais humilde d entre todas as mulheres,

E ele não foi egoísta: depois que voltou para o Pai, nos deixou Maria, para ser nossa mãe também. Todas as mães da terra buscam em Maria o exemplo para bem desempenhar a sua vocação e a responsabilidade de serem mães.

Em todas as mães existe muito de Maria. E por isso, todos os dias, todos os filhos deveriam elevar suas orações aos céus e pedirem ao Senhor pelas suas mães, por elas terem aceitado com amor e carinho a sublime vocação da maternidade física e espiritual.

Como Maria deu o seu “sim” para ser mãe do Filho de Deus, todas as mães dão o seu “sim” para a vocação da maternidade e, por isso pedimos e agradecemos a Maria por nossas mães, por elas terem dado o seu “sim” e terem levado a sério essa vocação, caso contrário não seríamos o que somos hoje e, talvez, nem a vida teríamos se esse “sim” não tivesse sido dado com responsabilidade.

Mas, infelizmente, existem mulheres que quando chamadas para serem mães, muito embora tenham dado o seu “sim”, não levam isso a sério e não assumem com seriedade e responsabilidade tão divina missão, a de serem mães.

Existem mulheres que são chamadas à divina missão da maternidade, mas não respeitam a vida, e arrancam violentamente de seu ventre o fruto que deveria ter sido do seu amor, alguém que não pediu para nascer.

Mães que exterminam a vida antes mesmo de ela ter a oportunidade de vir à luz. Infelizmente, no meio de tantas mães santas e que se sacrificam para que seus filhos tenham vida, existem muitas mães que são assassinas e que, através do crime do aborto, dão fim a uma vida que ainda nem começou.

O aborto é o crime mais hediondo e covarde que possa existir sobre a terra. É o crime que a própria mãe mata o seu filho, ou permite que alguém o mate, sem lhe dar a menor chance de defesa, mesmo porque ele não o teria.

O aborto é o crime que clama justiça aos céus, e o Senhor nosso Deus ouve o clamor silencioso dessas vidas que são exterminadas exatamente no local onde elas deveriam encontrar conforto e se sentirem mais seguras: no ventre de sua própria mãe.

O Senhor ouve o clamor silencioso dessas crianças que foram geradas por um ato de amor e são exterminadas por um ato criminoso e covarde de uma mãe que havia sido chamada para ser santa na missão da maternidade, mas que se transforma num monstro quando extermina, dentro de si própria, o seu próprio filho, cometendo um crime que clama pela justiça divina.

E hoje, de uma maneira geral, queremos pedir a Maria, pelas mães que praticaram praticam ou tenham a intenção de praticar o aborto: coloque, Senhora, no coração dessas mães, o respeito verdadeiro pela vida.

Coloque, Senhora, no coração dessas mães, o conhecimento de que, se elas aceitarem com amor e dedicação a sua maternidade, o Senhor nosso Deus, por antecedência, já reserva para elas um lugar no Reino porque, só o fato de uma mulher ser mãe já é razão suficiente  para que o seu lugar esteja reservado junto da Senhora na glória de Deus Pai.

Coloque Senhora, no coração das mães que já praticaram, praticam, ou tem a intenção de praticar o aborto, uma verdadeira aversão a esse crime e faça com que elas tomem conhecimento da barbaridade que cometeram, cometem ou pretendem cometer, e se arrependam dos seus crimes, e digam o seu “sim” à vida, com responsabilidade e amor, e possam gerar vidas novas que serão o seu amparo na velhice.

Também, Senhora, pedimos pelas mães santas, pelas mães que, com responsabilidade, assumiram a sua maternidade. Pedimos, Senhora, pelas mães, que mesmo violentadas, respeitaram e respeitam a vida de quem não teve a culpa de um ato impensado e covarde  de alguém que, não respeitando o seu direito e a sua liberdade de mulher, a forçou, por meio violento, a praticar um ato que desse origem a uma nova vida.

Pedimos, Senhora, pelas mães solteiras, que mesmo rejeitada e condenada pela sociedade, pela família e abandonada por aquele em quem ela confiava, com muito respeito e amor, respeitam a vida que ela gerou. 

sábado, 14 de maio de 2022

 

SÃO MATIAS, APÓSTOLO

 

Matias, o apóstolo "póstumo". É assim chamado porque surgiu depois da morte do apóstolo Judas Iscariotes, o traidor, conforme consta do livro dos Atos dos Apóstolos, 1,20-26.

Alguns teólogos se referem à ele como o décimo terceiro apóstolo, pois foi eleito para ocupar o posto de Judas Iscariotes.

A eleição dos onze apóstolos deu-se dias depois da Ascensão de Jesus e da vinda do Espírito Santo e assim foi descrita: "Depois da Ascensão de Jesus, Pedro disse aos demais discípulos: Irmãos, em Judas se cumpriu o que dele se havia anunciado na Sagrada Escritura: Com o preço de sua maldade se comprou um campo. O salmo 109 ordena "Que outro receba seu cargo". 'Convém, então, que elejamos um para o lugar de Judas. E o eleito deve ser dos que estiveram entre nós o tempo todo em que o Senhor conviveu entre nós, desde que foi batizado por João Batista até que ressuscitou e subiu aos céus'". (At 1,21-26).

As outras informações existentes sobre Matias fazem parte das tradições e dos escritos da época. Esses registros, entretanto, são apenas fragmentos com algumas citações e frases, que foram recuperadas e, segundo os teólogos, são de sua autoria.

De fato, existe uma certa confusão entre os apóstolos Matias e Mateus em alguns escritos antigos. Segundo a tradição Matias evangelizou na Judéia, Capadócia e, depois, na Etiópia.

Ele sofreu perseguições e o martírio, morreu apedrejado e decapitado em Colchis, Jerusalém, testemunhando sua fidelidade a Jesus.

Há registros de que santa Helena, mãe do imperador Constantino, o Grande, mandou trasladar as relíquias de são Matias para Roma, onde uma parte está guardada na igreja de Santa Maria Maior.

O restante delas se encontra na antiquíssima igreja de São Matias, em Treves, na Alemanha, cidade que a tradição diz ter sido evangelizada por ele e que o tem como seu padroeiro

São Matias era comemorado no dia 24 de fevereiro, mas atualmente sua festa ocorre no dia 14 de maio.

Neste dia são celebrados, também: São Miguel Garicoits, Santa Petronila de Moncel, Santa Maria Domingas Mazzarello, Santas Justa, Justina e Enedina (mártires da Sardenha).

sexta-feira, 13 de maio de 2022

NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO DE FÁTIMA

 

No dia 5 de maio de 1917, o mundo ainda vivia os horrores da Primeira Guerra Mundial.

Então o Papa Bento XV convidou todos os católicos a se unirem em uma corrente de orações para obter a paz mundial com a intercessão da Virgem Maria.

Oito dias depois dessa solicitação do Papa, Maria, a Mãe de Jesus, respondeu à humanidade através das aparições em Fátima, Portugal. Foram três humildes pastores, filhos de famílias pobres, simples e profundamente católicas, os mensageiros escolhidos por Nossa Senhora. Lúcia, a mais velha, tinha dez anos, e os primos, Francisco e Jacinta, nove e sete anos respectivamente. Os três eram analfabetos.

Contam as crianças que brincavam enquanto as ovelhas pastavam. Ao meio-dia, rezaram o terço. Porém rezaram à moda deles, de forma rápida, para poder voltar a brincar. Em vez de recitar as orações completas, apenas diziam o nome delas: "Ave Maria, Santa María", e dai por diante.

Ao voltar para as brincadeiras, depararam com a Virgem Maria pairando acima de uma árvore, não muito alta. Assustados, Jacinta e Francisco apenas ouvem Nossa Senhora conversando com Lúcia. Ela pede que os pequenos rezem o terço inteirinho e que venham àquele mesmo local todo dia 13 de cada mês, desaparecendo em seguida. O encontro acontece pelos sete meses seguintes. As crianças mudam radicalmente. Passam a rezar e a fazer sacrifícios diários.

Relatam aos pais e autoridades religiosas o que se passou. Logo, uma multidão começa a acompanhar o encontro das crianças com Nossa Senhora. As mensagens trazidas por ela pediam ao povo orações, penitências, conversão e fé.

A pressão das autoridades sobre os meninos era intensa, pois somente eles viam a Virgem Maria e depois contavam as mensagens recebidas, até mesmo previsões para o futuro, as quais foram reveladas nos anos seguintes e, a última, o chamado "terceiro segredo de Fátima", no final do segundo milênio, provocando o surgimento de especulações e histórias fantásticas sobre seu conteúdo. Agora divulgado ao mundo, soube-se que previa o atentado contra o papa João Paulo II, ocorrido em 1981. Na época, muitos duvidavam das visões das crianças.

As aparições só começaram a ser reconhecidas oficialmente pela Igreja na última delas, em 13 de outubro de 1917, quando sinais extraordinários e impressionantes foram vistos por todos no céu, principalmente no disco solar. Poucos anos depois, os irmãos Francisco e Jacinta morreram: Francisco com 11 anos e Jacinta com 10 anos de idade.

A mais velha tornou-se religiosa de clausura, tomando o nome de Lúcia de Jesus, e permaneceu sem contato com o mundo por muitos anos. O local das aparições de Maria foi transformado num santuário para Nossa Senhora de Fátima.

Em 1946, na presença do cardeal representante da Santa Sé e entre uma multidão de católicos, houve a coroação da estátua da Santíssima Virgem de Fátima. Em 13 de maio de 1967, por ocasião do aniversário dos cinquenta anos das aparições de Fátima, o papa Paulo VI foi ao santuário para celebrar a santa missa a mais de um milhão de peregrinos que o aguardavam, entre eles irmã Lúcia de Jesus, a pastora sobrevivente, que viu e conversou com Maria, a Mãe de Deus. Esta mensagem de Fátima foi um apelo à conversão, alertando a humanidade para não travar a luta entre o bem e o mal deixando Deus de lado, pois não conseguirá chegar à felicidade, pois, ao contrário, acabará destruindo-se a si mesma.

Na sua solicitude materna, a Santíssima Virgem foi a Fátima pedir aos homens para não ofender mais a Deus Nosso Pai, que já está muito ofendido.

Foi a dor de mãe que a fez falar, pois o que estava em jogo era a sorte de seus filhos.

Por isso ela sempre dizia aos pastorzinhos: "Rezai, rezai muito e fazei sacrifícios pelos pecadores, que vão muitas almas para o inferno por não haver quem se sacrifique e peça por elas".

 

OS VIDENTES DE FÁTIMA

 

LÚCIA DE JESUS - A principal protagonista das Aparições nasceu em 22 de Março de 1907, em Aljustrel, paróquia de Fátima, e faleceu no dia 13 de Fevereiro de 2005.

Em 17 de Junho de 1921, ingressou no Asilo de Vilar (Porto), dirigido pelas religiosas de Santa Doroteia. Depois foi para Tuy, onde tomou o hábito, com o nome de Maria Lúcia das Dores.

Fez a profissão religiosa de votos temporários em 3 de Outubro de 1928 e, em 3 de Outubro de 1934, a de votos perpétuos. No dia 25 de Março de 1948, transferiu-se para Coimbra, onde ingressou no Carmelo de Santa Teresa, tomando o nome de Irmã Maria Lúcia de Jesus e do Coração Imaculado. No dia 31 de Maio de 1949, fez a sua profissão de votos solenes.

A Irmã Lúcia veio a Fátima várias vezes: em 22 de Maio de 1946; em 13 de Maio de 1967; em 1981, para dirigir, no Carmelo, um trabalho pictórico sobre as Aparições; em 13 de Maio de 1982, 13 de Maio de 1991 e 13 de Maio de 2000.

Faleceu no Convento de Santa Teresa, em Coimbra, a 13 de Fevereiro de 2005.

A 19 de Fevereiro de 2006 o seu corpo foi trasladado para a Basílica do Santuário de Fátima, onde foi tumulado ao lado da sua prima, a vidente Beata Jacinta Marto.

 

FRANCISCO MARTO - Nasceu em 11 de Junho de 1908, em Aljustrel. Faleceu santamente no dia 4 de Abril de 1919, na casa de seus pais. Muito sensível e contemplativo, orientou toda a sua oração e penitência para "consolar a Nosso Senhor".

Os seus restos mortais ficaram sepultados no cemitério paroquial até ao dia 13 de Março de 1952, data em que foram trasladados para a Basílica da Cova da Iria, lado nascente.

 

JACINTA MARTO - Nasceu em Aljustrel, no dia 11 de Março de 1910. Morreu santamente em 20 de Fevereiro de 1920, no Hospital de D. Estefânia, em Lisboa, depois de uma longa e dolorosa doença, oferecendo todos os seus sofrimentos pela conversão dos pecadores, pela paz no mundo e pelo Santo Padre. Em 12 de Setembro de 1935 foi solenemente trasladado o seu cadáver do jazigo da família do Barão de Alvaiázere, em Vila Nova de Ourém, para o cemitério de Fátima, e colocado junto dos restos mortais do seu irmãozinho Francisco.

No dia 1 de Maio de 1951, efectuou-se, com a maior simplicidade, a trasladação dos restos mortais de Jacinta para o novo sepulcro preparado na Basílica da Cova da Iria, lado poente. 

Processo de Beatificação dos videntes Francisco e Jacinta Marto

O processo de beatificação dos Videntes de Fátima, Francisco e Jacinta Marto, depois das primeiras diligências feitas em 1945, foi iniciado em 1952 e concluído em 1979. Em 15 de Fevereiro de 1988, foi entregue ao Santo Padre João Paulo II e à Congregação para a Causa dos Santos a documentação final levou o Santo Padre a proclamar “beatos” os dois videntes de Fátima, a 13 de Maio de 2000. O último passo será, como esperamos, a canonização, pela qual serão declarados “santos”.

Neste dia são lembrados também: Santa Maria Domenica Mazzarello (virgem, co-fundadora das Irmãs Salesianas), Santa Júlia Billiart, Santa Glicéria, São Múcio de Bizâncio (mártir), São Natal de Milão (bispo), Santo Onésimo de Soissons (bispo), São Pedro Regaldo (franciscano), São Servato de Tongres (bispo).

quinta-feira, 12 de maio de 2022

 

DEUS QUER PRECISAR DAS MÃES PARA TER NOVOS FILHOS

 

Maria é mãe e assumiu a vocação de mãe com responsabilidade e com todas as consequências. Ser mãe é tão importante, tão sublime e tão divino que até o Filho de Deus quis ter uma, e escolheu Maria entre todas as mulheres deste mundo para ser sua mãe.

E Jesus foi exigente na escolha de sua mãe: escolheu, dentre as mulheres, a mais linda, a mais pura, a mais santa, a mais fiel, a mais humilde d entre todas as mulheres,

E ele não foi egoísta: depois que voltou para o Pai, nos deixou Maria, para ser nossa mãe também. Todas as mães da terra buscam em Maria o exemplo para bem desempenhar a sua vocação e a responsabilidade de serem mães. Em todas as mães existe muito de Maria.

E por isso, todos os dias, todos os filhos deveriam elevar suas orações aos céus e pedirem ao Senhor pelas suas mães, por elas terem aceitado com amor e carinho a sublime vocação da maternidade física e espiritual.

Como Maria deu o seu “sim” para ser mãe do Filho de Deus, todas as mães dão o seu “sim” para a vocação da maternidade e, por isso pedimos e agradecemos a Maria por nossas mães, por elas terem dado o seu “sim” e terem levado a sério essa vocação, caso contrário não seríamos o que somos hoje e, talvez, nem a vida teríamos se esse “sim” não tivesse sido dado com responsabilidade. Mas, infelizmente, existem mulheres que quando chamadas para serem mães, muito embora tenham dado o seu “sim”, não levam isso a sério e não assumem com seriedade e responsabilidade tão divina missão, a de serem mães.

Existem mulheres que são chamadas à divina missão da maternidade, mas não respeitam a vida, e arrancam violentamente de seu ventre o fruto que deveria ter sido do seu amor, alguém que não pediu para nascer. Mães que exterminam a vida antes mesmo de ela ter a oportunidade de vir à luz. Infelizmente, no meio de tantas mães santas e que se sacrificam para que seus filhos tenham vida, existem muitas mães que são assassinas e que, através do crime do aborto, dão fim a uma vida que ainda nem começou.

O aborto é o crime mais hediondo e covarde que possa existir sobre a terra. É o crime que a própria mãe mata o seu filho, ou permite que alguém o mate, sem lhe dar a menor chance de defesa, mesmo porque ele não o teria.

O aborto é o crime que clama justiça aos céus, e o Senhor nosso Deus ouve o clamor silencioso dessas vidas que são exterminadas exatamente no local onde elas deveriam encontrar conforto e se sentirem mais seguras: no ventre de sua própria mãe.

O Senhor ouve o clamor silencioso dessas crianças que foram geradas por um ato de amor e são exterminadas por um ato criminoso e covarde de uma mãe que havia sido chamada para ser santa na missão da maternidade, mas que se transforma num monstro quando extermina, dentro de si própria, o seu próprio filho, cometendo um crime que clama pela justiça divina.

E hoje, de uma maneira geral, queremos pedir a Maria, pelas mães que praticaram praticam ou tenham a intenção de praticar o aborto: coloque, Senhora, no coração dessas mães, o respeito verdadeiro pela vida. Coloque, Senhora, no coração dessas mães, o conhecimento de que, se elas aceitarem com amor e dedicação a sua maternidade, o Senhor nosso Deus, por antecedência, já reserva para elas um lugar no Reino porque, só o fato de uma mulher ser mãe já é razão suficiente  para que o seu lugar esteja reservado junto da Senhora na glória de Deus Pai.

Coloque Senhora, no coração das mães que já praticaram, praticam, ou tem a intenção de praticar o aborto, uma verdadeira aversão a esse crime e faça com que elas tomem conhecimento da barbaridade que cometeram, cometem ou pretendem cometer, e se arrependam dos seus crimes, e digam o seu “sim” à vida, com responsabilidade e amor, e possam gerar vidas novas que serão o seu amparo na velhice.

Também, Senhora, pedimos pelas mães santas, pelas mães que, com responsabilidade, assumiram a sua maternidade. Pedimos, Senhora, pelas mães, que mesmo violentadas, respeitaram e respeitam a vida de quem não teve a culpa de um ato impensado e covarde  de alguém que, não respeitando o seu direito e a sua liberdade de mulher, a forçou, por meio violento, a praticar um ato que desse origem a uma nova vida.

Pedimos, Senhora, pelas mães solteiras, que mesmo rejeitada e condenada pela sociedade, pela família e abandonada por aquele em quem ela confiava, com muito respeito e amor, respeitam a vida que ela gerou. a a redenção do gênero humano, e por isso ele as teve de passar, e é somente pelas dores que chegaremos à perfeição, considerando que foi esse o caminho que vosso Filho nos indicou para sermos perfeitos como o Pai do céu é perfeito.

Estamos pedindo, Senhora, estamos bradando, estamos gritando para que a Senhora esteja  conosco em nossas dores, nos dê forças e amor para suportá-las, e, acima de tudo,. que nos façais sentir a vossa presença em todos os momentos de nossa vida, porque, somente com a vossa presença é que poderemos superar tudo aquilo que o mundo nos oferece que contraria a vontade do Pai, e, somente com a vossa presença é que nos serão enxugadas as lágrimas doloridas das ingratidöes que nós, vossos filhos, fazemos uns contra os outros.      Salve Rainha, Mãe de Misericórdia, doçura da vida, esperança nossa, salve.  A vós bradamos os degredados, filhos de Eva.  A vós suspiramos, gemendo e chorando, neste vale de lágrimas.

A vós bradamos Senhora, a vós suspiramos, vós que sois a Consoladora dos Aflitos. Vós que sois o Auxílio dos Cristãos.

E é por isso que a chamamos de Rainha, de Mãe de Misericórdia, de doçura da nossa vida, de esperança nossa. Porque confiamos em vós e sabemos que se o Cristo, vosso Filho passou o que passou neste mundo, nós, os seus seguidores não podemos ser diferentes, porque não pode o discípulo ser mais que o mestre, mas vós, Senhora, estivestes com ele o tempo todo, desde o seu nascimento, na gruta de Belém, até a sua morte dolorosa de cruz no monte Calvário.

E é isso que vos pedimos, Senhora, que estejais conosco todos os dias de nossa vida, agora, e na hora de nossa morte. E por isso, Senhora, repetimos, sem cessar - Salve Rainha, Mãe de Misericórdia, doçura da vida, esperança nossa, Salve. A vós bradamos, os degredados, filhos de Eva. A vós suplicamos, gemendo e chorando, neste vale de lágrimas. Eia após, esses vossos olhos, misericordiosos, a nós volvei. E depois deste desterro, nos mostrai a Jesus, bendito fruto de vosso ventre, ò Clemente, ó doce sempre Virgem Maria...  

quarta-feira, 11 de maio de 2022

 

“SEM MIM NADA PODEIS FAZER.” (Jo 15,5),

 

A responsabilidade dos que aderem totalmente a Jesus Cristo é muito grande.

A responsabilidade do cristão autêntico pesa-lhe nos ombros porque, onde quer que ele vive, esteja ou ande, existem sempre centenas de olhos críticos e maliciosos a observar  suas ações e atitudes e a verificar se, o que  faz, está em conformidade com aquilo que ele fala e prega.

Somente  a presença do cristão autêntico incomoda os que não agem direito; somente a presença do cristão verdadeiro incomoda os que não andam de acordo com o modo de agir e pensar do Senhor Jesus, pois como agem de maneira pecaminosa e dúbia não podem se sentir bem na presença de quem irradia luz e verdade, a exemplo do Mestre.

O cristão consciente reprova as transgressões que os ímpios fazem contra a lei, as normas de boa conduta e o respeito aos irmãos, e, a voz do cristão é sempre uma condenação e acusação contra a imoralidade reinante na sociedade e em todos os lugares onde os maus se fazem presentes; e é por isso que o cristão autêntico está sendo sempre observado por aqueles que não observam as leis do Senhor, porque os maus não toleram os bons que, com o seu modo de vida, de conformidade com os ensinamentos do Mestre, condenam o modo de vida e de procedimento dos maus.

A responsabilidade dos cristãos autênticos e fieis aos ensinamentos, aos mandamentos e às leis do Senhor, promulgadas através das Sagradas Escrituras e ratificadas pelo Divino Mestre, é muito grande, porque o mundo e os maus estão sempre observando os seus atos, e os maus fazem festas quando o cristão comete falhas, caem, porque assim os maus se sentem mais aliviados e dirão que os cristãos, seguidores do Mestre, não são coerentes com o que falam e pregam. Isso não é coisa nova: centenas de anos antes do nascimento de Jesus Cristo, as Sagradas Escrituras já alertavam os fieis a se cuidarem, colocando estas palavras na boca dos maus: “Armemos, pois, laços ao justo, porque nos é molesto, é contrário às nossas obras, lança-nos em rosto as transgressões da lei, desonram-nos, publicando as faltas do nosso procedimento. Afirma que tem a ciência de Deus, e chama-se a si filho de Deus. Censura os nossos pensamentos. Só o vê-lo nos é insuportável; porque a sua vida não é semelhante  à dos outros, e o seu proceder é muito diferente. Considera-nos como pessoas  vãs, abstém-se do nosso modo de viver como duma coisa imunda, prefere o fim dos justos, gloria-se de quem tem a Deus por pai. Vejamos, pois, se os seus discursos são verdadeiros, experimentemos o que lhe sucederá, e veremos qual será o seu fim. [...] Condenemo-lo à morte mais infame, e ver-se-á o resultado das suas palavras.” (Sb 2,12-17.20). E Jesus, na sua pedagogia divina, alerta seus seguidores de todos os tempos sobre as privações, provocações e tribulações por que iam passar e passarão por seguir seus ensinamentos: “E sereis odiados por todos por causa do meu nome”. (Mt 10,22); “Não existe discípulo superior ao mestre, nem servo superior ao seu senhor. Basta que o discípulo se torne como o mestre e o servo como o seu senhor. Se chamaram de Beelzebu ao chefe da casa, quanto mais chamarão assim os seus familiares.”(Mt 10,25), e encoraja: “Não tenhais medo deles, portanto. Pois nada há de encoberto que não venha a ser revelado. O que vos digo às escuras,  dizei-o à luz do dia: o que vos é dito aos ouvidos, proclamai-o sobre os telhados. Não temais os que matam o corpo, mas não podem matar a alma. [...] Todo aquele, portanto, que se declarar  por mim diante dos homens, também eu me declararei por ele diante  de meu Pai que está nos Céus.” (Mt 10,28.32), “Aquele que permanece em mim e eu nele produz muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer.” (Jo 15,5),  e tem palavras de conforto: “Aquele, porém, que preservar até o fim, esse será salvo.” (Mt 10,22), e ainda mais: “Eu vos disse tais coisas  para terdes paz em mim. No mundo tereis tribulações, mas tenham coragem, eu venci o mundo.” (Jo 16,33).

Assim o salmista se expressa, se referindo àqueles que seguem as leis do Senhor e os ensinamentos do Divino Mestre: “Feliz o homem que teme a Yahweh e se compraz em seus mandamentos! Sua descendência será poderosa na terra, a descendência dos restos será abençoada. Na sua casa há abundância e riqueza, sua justiça permanece para sempre. Ele brilha na treva como luz para os retos, ele é piedade, compaixão e justiça. Feliz quem tem piedade e empresta, e conduz seus negócios com justiça. Eis que ele jamais vacilará, a memória do justo é para sempre! Ele nunca teme as más notícias: seu coração é firme, confiante em Iahweh; seu coração está seguro, nada teme, ele se confronta com seus opressores. Ele distribui aos indigentes com largueza; sua justiça permanece para sempre, sua força se exalta em glória. O ímpio olha e se desgosta, range os dentes e definha. A ambição dos ímpios vai fracassar. (Sl 112 (111). “Sim, Yahweh conhece o caminho dos justos, mas o caminho dos ímpios perece.” (Sl 1,6).

terça-feira, 10 de maio de 2022

 

SÃO DAMIÃO DE MOLOKAI - 1840-1889

 

Josef de Veuster-Wouters nasceu no dia 3 de janeiro de 1840, numa pequena cidade ao norte de Bruxelas, na Bélgica. Aos dezenove anos de idade, entra para a Ordem dos Padres do Sagrado Coração e toma o nome de Damião. Em seguida, é enviado para terminar seus estudos num colégio teológico em Paris.

A vida de Damião começou a mudar quando completou vinte e um anos de idade. Um bispo do Havaí, arquipélago do Pacífico, estava em Paris, onde ministrava algumas palestras e pretendia conseguir missionários para o local.

Ele expunha os problemas daquela região e, especialmente, dos doentes de lepra, que eram exilados e abandonados numa ilha chamada Molokai, por determinação do governo. Damião logo se interessou e se colocou à disposição para ir como missionário à ilha.

Alguns fatos antecederam a sua ida. Uma epidemia de febre tifóide atingiu o colégio e seu irmão caiu doente. Damião ainda não era sacerdote, mas estava disposto a insistir que o aceitassem na missão rumo a Molokai. Escreveu uma carta ao superior da Ordem do Sagrado Coração, que, inspirado por Deus, permitiu a sua partida.

Assim, em 1863 Damião embarcava para o Havaí, após ser ordenado sacerdote. Chegando ao arquipélago, Damião logo se colocou a par da situação. A região recebera imigrantes chineses e com eles a lepra. Em 1865, temendo a disseminação da doença, o governo local decidiu isolar os doentes na ilha de Molokai.

Nessa ilha existia uma península cujo acesso era impossível, exceto pelo mar. Assim, aquela península, chamada Kalauapa, tornou-se a prisão dos leprosos. Para lá se dirigiu Damião, junto de três missionários que iriam revezar os cuidados com os leprosos.

Os leprosos não tinham como trabalhar, roubavam-se entre si e matavam-se por um punhado de arroz. Damião sabia que ficaria ali para sempre, pois grande era o seu coração. Naquele local abandonado, o padre começou a trabalhar.

O primeiro passo foi recuperar o cemitério e enterrar os mortos. Com frequência ia à capital, comprar faixas, remédios, lençóis e roupas para todos. Nesse meio tempo, escrevia para o jornal local, contando os terrores da ilha de Molokai. Essas notícias se espalharam e abalaram o mundo, todo tipo de ajuda humanitária começou a surgir.

Um médico que contraíra a lepra ao cuidar dos doentes ouviu falar de Damião e viajou para a ilha a fim de ajudar. No tempo que passou na ilha, Damião construiu uma igrejinha de alvenaria, onde passou a celebrar as missas. Também construiu um pequeno hospital, onde, ele e o médico, cuidavam dos doentes mais graves.

Dois aquedutos completavam a estrutura sanitária tão necessária à vida daquele povoado. Porém a obra de Damião abrangeu algo mais do que a melhoria física do local, ele trouxe nova esperança e alívio para os doentes. Já era chamado apóstolo dos leprosos.

Numa noite de 1885, Damião colocou o pé esquerdo numa bacia com água muito quente. Percebeu que tinha contraído a lepra, pois não sentiu dor alguma. Havia passado cerca de dez anos desde que ele chegou à ilha e, milagrosamente, não havia contraído a doença até então. Com o passar do tempo, a doença o tomou por inteiro.

 O doutor já havia morrido, assim como muitos dos amigos, quando, em 15 de abril de 1889, padre Damião de Veuster morreu. Em 1936, seu corpo foi transladado para a Bélgica, onde recebeu os solenes funerais de Estado. Em 1995, padre Damião de Molokai foi beatificado pelo papa João Paulo II e sua festa, designada para o dia 10 de maio.

São comemorados também, neste dia: Santo Acácio de Bizâncio (mártir), São Desiderato de Bourges (bispo), Santa Madalena de Canossa (fundadora), São Bento II (papa), São Bonifácio IV (papa), São Dionísio de Viena (bispo), São Vitor, o mouro.

segunda-feira, 9 de maio de 2022

 

NHA CHICA DE MINAS GERAIS

 

Ainda pequena Francisca de Paula de Jesus, que nasceu no Distrito de Santo Antônio do Rio das Mortes em São João Del Rey, Minas Gerais, chegou em Baependi, Minas Gerais.

Estava acompanhada por sua mãe, uma ex-escrava e por seu irmão Teotônio. Com eles, poucos pertences e uma imagem de Nossa Senhora da Conceição.

Em 1818, com apenas 10 anos de idade, Nhá Chica perdeu a mãe que faleceu deixando aos cuidados de Deus e da Virgem Maria as duas crianças, Francisca Paula de Jesus e seu irmão, então com 12 anos.

Órfãos de mãe, sozinhos no mundo, Francisca Paula e Teotônio, cresceram sob os cuidados e a proteção de Nossa Senhora, que pouco a pouco foi conquistando o coração de Nhá Chica. Esta, a chamava carinhosamente de "Minha Sinhá" que quer dizer: "Minha Senhora", e nada fazia sem primeiro consultá-la. Nhá Chica soube administrar muito bem e fazer prosperar a herança espiritual que recebera da mãe.

Nunca se casou. Rejeitou com liberdade a todas as propostas de casamento que lhes apareceram. Foi toda do Senhor. Se dava bem com os pobres, ricos e com os mais necessitados. Atendia a todos os que a procuravam, sem discriminar ninguém e, para todos tinha uma palavra de conforto, um conselho ou uma promessa de oração.

Ainda muito jovem, era procurada para dar conselhos, fazer orações e dar sugestões para pessoas que lidavam com negócio. Muitos, não tomavam decisões sem primeiro consultá-la, e para tantas pessoas, ela era considerada uma "santa", todavia em resposta para quem quis saber quem ela, realmente, era, respondeu com tranquilidade: "... É porque eu rezo com fé".

Sua fama de santidade foi se espalhando de tal modo que pessoas de muito longe começaram a visitar Baependi para conhecê-la, conversar com ela, falar-lhe de suas dores e necessidades e, sobretudo para pedir-lhe orações.

A todos, atendia com a mesma paciência e dedicação, mas nas sextas feiras, não atendia a ninguém. Era o dia em que lavava as próprias roupas e se dedicava mais à oração e à penitência. Isso porque sexta-feira é o dia que se recorda a Paixão e a Morte de Nosso Senhor Jesus Cristo para a salvação de todos nós. Às três horas da tarde intensificava suas orações e mantinha uma particular veneração à Virgem da Conceição, com a qual tratava familiarmente como a uma amiga.

Nhá Chica era analfabeta, pois não aprendeu a ler nem escrever, desejava somente ler as Escrituras Sagradas, mas alguém as lia para ela, e a fazia feliz.

Compôs uma Novena à Nossa Senhora da Conceição e em Sua honra, construiu, ao lado de sua casa, uma Igrejinha, onde venerava uma pequena Imagem de Nossa Senhora da Conceição que era de sua mãe e, diante da qual, rezava piedosamente para todos aqueles que a ela se recomendavam.

Essa Imagem, ainda hoje, se encontra na sala da casinha onde ela viveu, sobre o Altar da antiga Capela. Em 1954, a Igreja de Nhá Chica foi confiada à Congregação das Irmãs Franciscanas do Senhor. Desde então teve início bem ao lado da Igreja, uma obra de assistência social para crianças necessitadas que vem sendo mantida por benfeitores devotos de Nhá Chica.

Hoje a "Associação Beneficente Nhá Chica" (ABNC) acolhe mais de 160 crianças entre meninas e meninos.

Ao longo dos anos, a "Igrejinha de Nhá Chica", depois de ter passado por algumas reformas, é hoje o "Santuário Nossa Senhora da Conceição" que acolhe Peregrinos de todo o Brasil e de diversas partes do mundo. Muitos fiéis que visitam o lugar, pedem graças e oram com fé. Tantos voltam para agradecer e registram suas graças recebidas.

Atualmente, no "Registro de graças do Santuário", podem-se ler aproximadamente 20.000 graças alcançadas por intermédio de Nhá Chica.

Nhá Chica morreu no dia 14 de junho de 1895, estando com 87 anos de idade, mas foi sepultada somente no dia 18, no interior da Capela por ela construída. As pessoas que ali estiveram sentiram exalar-se de seu corpo um misterioso perfume de rosas durante os quatro dias de seu velório. Tal perfume foi novamente sentido no dia 18 de junho de 1998, 103 anos depois, por Autoridades Eclesiásticas e por membros do Tribunal Eclesiástico pela Causa de Beatificação de Nhá Chica e, também, pelos pedreiros, por ocasião da exumação do seu corpo.

Os restos mortais de Nhá Chica se encontram hoje no mesmo lugar, no interior do Santuário Nossa Senhora da Conceição em Baependi, protegidos por uma urna de acrílico colocada no interior de uma outra de granito, onde são venerados pelos fiéis.

O Santo Papa Bento XVI promulgou o Decreto da Beatificação de Nhá Chica, sendo que a cerimônia oficial aconteceu no dia 04 de maio de 2013, em Baependi (MG).

São comemorados também, neste dia: Bem-aventurada Maria Teresa de Jesus, Santo Hermas, São Gerôncio de Cérvia (bispo e mártir),  São Pacômio, Bem-aventurado Nicolau Albertati (bispo e confessor), Bem-aventurado de Beatenberg (eremita), São Brynoth de Scara (bispo), São Gregório de Óstia (monge e bispo), São Hermas de Roma (bispo).