terça-feira, 20 de setembro de 2016

SANTO ANDRÉ KIM TAEGON E COMPANHEIROS MÁRTIRES - OS 103 MÁRTIRES COREANOS - +1846

SANTO ANDRÉ KIM TAEGON E COMPANHEIROS MÁRTIRES - OS 103 MÁRTIRES COREANOS - +1846

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A Igreja coreana tem, talvez, uma característica única no mundo católico. Foi fundada e estabelecida apenas por leigos. Surgiu no início de 1600, a partir dos contatos anuais das delegações coreanas que visitavam Pequim, na China, nação que sempre foi uma referência no Extremo Oriente para troca de cultura. 
Ali os coreanos tomaram conhecimento do cristianismo. Especialmente por meio do livro do grande padre Mateus Ricci, "A verdadeira doutrina de Deus". Foi o leigo Lee Byeok que se inspirou nele para, então, fundar a primeira comunidade católica atuante na Coréia. 
As visitas à China continuaram e os cristãos coreanos foram, então, informados, pelo bispo de Pequim, de que suas atividades precisavam seguir a hierarquia e organização ditada pelo Vaticano, a Santa Sé de Roma. Teria de ser gerida por um sacerdote consagrado, o qual foi enviado oficialmente para lá em 1785. 
Em pouco tempo, a comunidade cresceu, possuindo milhares de fiéis,
Porém começaram a sofrer perseguições por parte dos governantes e poderosos, inimigos da liberdade, justiça e fraternidade pregadas pelos missionários. Tentando acabar com o cristianismo, matavam seus seguidores. Não sabiam que o sangue dos mártires é semente de cristãos, como já dissera o imperador Tertuliano, no início dos tempos cristãos. 
Assim, patrocinaram uma verdadeira carnificina entre 1785 e 1882, quando o governo decretou a liberdade religiosa. Foram dez mil mártires. Desses, a Igreja canonizou muitos que foram agrupados para uma só festa, liderados por André Kim Taegon, o primeiro sacerdote mártir coreano.

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

SÃO GENNARO OU JANUÁRIO - + 305

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A esse santo é atribuído o "milagre do sangue de são Januário", ou Gennaro, como é o seu nome na língua italiana. Durante a sua festa, no dia 19 de setembro, sua imagem é exposta à imensa população de fiéis. 
Por várias vezes, na ocasião a relíquia do seu sangue se liquefaz, adquirindo de novo a aparência de recém-derramado e a coloração vermelha. 
A primeira vez, devidamente registrada e desde então amplamente documentada, ocorreu na festa de 1389. 
A última vez foi em 1988. O mais incrível é que a ciência já tentou, mas ainda não conseguiu chegar a alguma conclusão de como o sangue, depositado num vidro em estado sólido, de repente se torna líquido, mudando a cor, consistência, e até mesmo duplicando seu peso. 
Assim, segue, através dos séculos, a liquefação do sangue de são Januário como um mistério que só mesmo a fé consegue entender e explicar. 
Por isso o povo de Nápoles e todos os católicos devotam enorme veneração por são Januário. 
Até a história dessa linda cidade italiana, cravada ao pé da montanha do Vesúvio, confunde-se com a devoção dedicada a ele, que os protege das pestes e das erupções do referido vulcão. 
Na verdade, ela se torna a própria história deste santo que, segundo os atos do Vaticano, era napolitano de origem e viveu no fim do século III.

sábado, 17 de setembro de 2016

SÃO ROBERTO BELARMINO - 1542-1621

SÃO ROBERTO BELARMINO - 1542-1621

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Roberto Francisco Rômulo Belarmino veio ao mundo no dia 4 de outubro de 1542, em Montepulciano, Itália. Era filho de pais humildes e católicos de muita fé. Tiveram doze filhos, dos quais seis abraçaram a vida religiosa, tal foi a influência do ambiente cristão que proporcionaram a eles com os seus exemplos. 
O menino Roberto nasceu franzino e doente. Talvez por ter tido tantos problemas de saúde nos primeiros anos de existência, dedicou atenção especial aos doentes durante toda a vida. 
Embora constantemente enfermo, Roberto demonstrou desde muito cedo uma inteligência surpreendente, que o levou ao magistério e a uma carreira eclesiástica vertiginosa. 
Em 1563, foi nomeado professor do Colégio de Florença e, um ano depois, passou a lecionar retórica no Piemonte. Em 1566, foi para o Colégio de Pádua, onde também estudou teologia e, em 1567, mudou para a escola de Louvain, sendo, então, já muito conhecido em todo o país como excelente pregador. 
Em 1571, tendo concluído todos os estudos, recebeu a ordenação sacerdotal e entrou para a Companhia de Jesus. Unindo a sabedoria das ciências terrenas, o conhecimento espiritual e a fé, escreveu os três volumes de uma das obras teológicas mais consultadas de todos os tempos: "As controvérsias cristãs sobre a fé", um tratado sobre todas as heresias. Mais tarde, em 1592, Belarmino foi nomeado diretor do Colégio Romano, que contava com duzentos e dois professores e dois mil estudantes, entre os quais duzentos jesuítas.

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

SÃO CIPRIANO - SÉC. III





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Cipriano era filho de uma nobre e rica família africana de Cartago, capital romana na no norte da África. Foi considerado um dos personagens mais empolgantes e importantes do século III. Primeiro pelo destaque alcançado como advogado, quando ainda era pagão. 
Depois por ser considerado um mestre da retórica e defensor irrestrito da unidade da Igreja. Mas o fator principal foi sua conversão ao cristianismo, já na maturidade, entre os trinta e cinco e quarenta anos de idade, causando um grande alvoroço e espanto na sociedade da época. Cipriano não deixou apenas sua vida de pagão, mas também distribuiu quase toda a sua fortuna entre os pobres, renunciando à ciência profana da qual se alimentara até então. Com muito pouco tempo, foi ordenado sacerdote e, por eleição direta do clero e do povo, imediatamente substituiu o bispo de Cartago logo após sua morte. 
Cipriano o fez contrariando seu próprio desejo, mas em obediência à Igreja. Nos anos de 249 a 258, durante o episcopado de Cipriano, a Igreja africana passou por sérios problemas. Os imperadores Valeriano e Décio empreenderam uma perseguição sem tréguas aos cristãos. Além disso, uma grande e terrível peste atacou o norte da África, causando muitas mortes e sofrimento. Como se não bastasse, a Igreja ainda se agitava com problemas doutrinários, internamente. Durante a perseguição do imperador Décio, em 249, grande número de fiéis e sacerdotes, até mesmo bispos, fraquejaram perante as torturas e renunciaram à fé cristã. Por esses atos ficaram conhecidos como "cristãos lapsos".

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

NOSSA SENHORA DAS DORES DO CALVÁRIO

NOSSA SENHORA DAS DORES DO CALVÁRIO

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Nossa Senhora das Dores (também chamada Nossa Senhora da Piedade, Nossa Senhora da Soledade, Nossa Senhora das Angústias, Nossa Senhora das Lágrimas, Nossa Senhora das Sete Dores, Nossa Senhora do Calvário ou ainda Nossa Senhora do Pranto, e invocada em latim como Beata Maria Virgo Perdolens, ou Mater Dolorosa) é um dos plúrices títulos pelos quais a Igreja Católica venera a Virgem Maria, sendo sob essa designação particularmente cultuada em Portugal.  O culto à Mater Dolorosa iniciou-se em 1221, no Mosteiro de Schonau, na Germânia.
 Em 1239, a sua veneração no dia 15 de setembro teve início em Florençam na Itália, pela Ordem dos Servis de Maria, Ordem dos Servos de Maria (Ordem Servita). 
A sensibilidade de piedosa compaixão do povo cristão está eloquentemente expressa no quadro da Pietá. Nossa Senhora das Dores recebe no colo o filho morto apenas tirado da cruz. 
É o momento que se reveste da incomensurável dor uma paixão humana e espiritual única: a conclusão do sacrifício de Cristo, cuja morte na cruz é o ponto culminante da Redenção. 
Em 1667 a Ordem dos Servitas, inteiramente dedicada à devoção de Nossa Senhora (os sete santos Fundadores no século XIII instituíram a "Companhia de Maria Dolorosa") obteve a aprovação da celebração litúrgica das sete Dores da Virgem, esta festa foi celebrada também com o título de Nossa Senhora da Piedade e A compaixão de Nossa Senhora, tendo sido promulgada por Bento XIII (1724-1730) a festa com o título de Nossa Senhora das Dores, e que durante o pontificado de Pio VII foi acolhida no calendário romano e lembrada no terceiro domingo de setembro. 

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

EXALTAÇÃO DA SANTA CRUZ

EXALTAÇÃO DA SANTA CRUZ

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Para seus oponentes, a crucificação de Cristo tinha como objetivo principal a humilhação e, consequentemente, o esquecimento por parte da população daquele que se dizia o Messias. 
Porém, as coisas não deram certo para os infiéis, pois a humilhante crucificação foi vista pelos fiéis como a prova de resignação e humildade do Cristo.
O suplício infame acabou tornando a cruz um dos símbolos máximos da religião cristã. Dessa forma, seus inimigos viram fortificar-se ainda mais a fé naquele que, ressuscitado, se tornaria o Rei dos reis. Por isso, se comemora e se exalta a santa cruz, como uma das grandes solenidades da Igreja. Essa festa foi celebrada pela primeira vez no ano 335. 
Em 615, os exércitos persas invadiram e saquearam a Palestina, levando com eles vários troféus, dentre os quais, a parte principal da cruz em que Jesus havia sido crucificado. Inconformado com o roubo da santa cruz, o imperador de Constantinopla, Heráclito, combateu os persas vencendo-os e recuperando a relíquia, que ele mesmo fez questão de reconduzir a Jerusalém, carregando-a nos ombros. Com esse ato, Heráclito tornou o dia 14 de setembro de 628 um dia de triunfo e alegria para os cristãos. 
Dessa forma a cruz, que a princípio tinha o objetivo de ser um símbolo de derrota e humilhação, hoje é usada e venerada por todos os que creem em Jesus. Nos momentos alegres e nos tristes, a cruz está e estará sempre presente, acompanhando por séculos a humanidade.

terça-feira, 13 de setembro de 2016

O FILHO PRÓDIGO - O PAI DE MISERICÓRDIA

"ASSIM COMO O PAI ME AMOU, EU TAMBÉM AMEI VOCÊS” (Jo 15,9).

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Diácono Milton Restivo

Muitas vezes, nos nossos momentos de reflexão, passam em nossa memória, como num filme repisado, fatos, cenas e histórias ocorridas em nossa infância que, quando a rememoramos, nos invade uma nostálgica saudade. Muitas dessas histórias ainda nos servem como motivo de meditação. Quando leio e medito a parábola do filho pródigo (Lc 15,11-32), recordo quando a professora de religião, a devotada catequista, na minha infância, me preparava para assumir o meu lugar na Igreja de Jesus Cristo, e, no intuito de fazer com que eu e todos os meus coleguinhas de classe entendêssemos de uma só vez o grande amor que o Pai tem por seus filhos e ao mesmo tempo o supremo sacrifício de Jesus Cristo, que morreu, por amor, por todos nós, numa cruz, de maneira clara, precisa e comovente, contava para nós. E essa narrativa era mais ou menos assim: 

sábado, 10 de setembro de 2016

“SEM MIM VOCÊ NÃO PODE FAZER NADA.” (Jo 15,5).

“SEM MIM VOCÊ NÃO PODE FAZER NADA.”  (Jo 15,5).

        
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    Assim se dirige a você o nosso  Divino Mestre: No meu Evangelho eu disse para você: “Sem mim você não pode fazer nada.”  (Jo 15,5). Não tente fazer nada sem mim... Você está preocupado? 
Preocupações você sempre teve e sempre terá; elas são próprias da sua natureza humana, de suas limitações. Você é egoísta até no que se refere às suas preocupações; você não as quer dividir com ninguém, quer sofrer sozinho... 
Tudo seria mais fácil se você soubesse dividir melhor tudo o que  tem: suas alegrias, seus momentos felizes, suas tristezas, e até as suas preocupações com alguém. Dividir preocupações não significa que você vá transferi-las para alguém, mas a confiança que você demonstra a alguém que lhe respeita e lhe aceita como é, além de  aliviar a sua tensão, permite que esse alguém, estando com a mente mais descansada e tranquila, poderá lhe ajudar a achar uma solução fácil para aquilo que você julga tão difícil e aparentemente sem solução.      
Procura, filho,   expressar os seus sentimentos com palavras e o ideal é que você tenha uma pessoa que lhe respeite, que lhe ame e que lhe compreenda para que possa ser seu confidente; que possa lhe apoiar e com quem você possa partilhar suas tribulações; mas procure expressar com honestidade os seus reais sentimentos. 
Não se deixe inibir por um sentimento de falso orgulho, querendo mostrar falsamente a aparência de que você seja uma pessoa inabalável, inatingível diante da adversidade. Filho, compreenda isso: somente quando você se abrir para alguém compreensivo é que esse confidente  poderá começar a entender a sua ansiedade, a sua melancolia, a sua solidão, as suas preocupações.        
É preciso, filho, e é muito doce e confortante ter um amigo confidente que fala de modo direto e que lhe ajuda a situar as coisas nas suas devidas proporções e perspectivas. Isso vai lhe ajudar a focalizar apenas um problema de cada vez.

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

FREDERICO OZANAM – FUNDADOR DA SOCIEDADE SÃO VICENTE DE PAULO

FREDERICO OZANAM – FUNDADOR DA SOCIEDADE SÃO VICENTE DE PAULO - 1813-1853

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Fundou a Sociedade de São Vicente de Paulo. Nascido na Itália, em 23 de abril de 1813, Antonio Frederico Ozanam viveu na França. Muito de sua vida de caridade e serviço aos pobres deve-se, particularmente, ao pai, João Antônio, um exemplo de caridade cristã, que era médico oficial do exército napoleônico e cuidava gratuitamente de pessoas humildes que não tinham como pagar pelos cuidados médicos. 
Frederico foi estudar direito e letras na Universidade de Sorbonne, em Paris, onde depois foi professor, mas a sua paixão era o estudo de religião comparada, nas horas vagas. 
Nessa época, havia se hospedado na casa de André-Marie Ampère, o famoso estudioso da eletrodinâmica. Contagiado pela fé do amigo e orientado pelo seu confessor, o abade Noirot, envolveu-se com jovens intelectuais cristãos numa época onde o clericalismo ortodoxo estava sendo duramente combatido em toda a Europa. 
Defensor da fé, empolgante orador, excelente escritor e precioso professor, Frederico não estava satisfeito em apenas praticar o cristianismo intelectual.

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

ANIVERSÁRIO DE MARIA, A MÃE DE JESUS

ANIVERSÁRIO DE MARIA, A MÃE DE JESUS

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Hoje é dia 08 de setembro. Para todos nós que amamos Maria, e que dedicamos a ela uma devoção filial, hoje, 08 de setembro, é um dia muito especial, poderíamos até dizer que é um dia de festa, mas realmente é um dia de festa, de alegria. 
A nossa Santa Igreja comemora hoje a festa da Natividade de Nossa Senhora, ou, traduzindo isso em miúdos, é o dia do aniversário natalício de Maria. 
Assim como a nossa Igreja está em festas, o céu também está em festa, porque comemoramos uma data muito especial, muito importante, que somente é lembrada por aqueles que amam de verdade Maria Santíssima. 
É o dia do aniversário natalício de Maria, é o dia do aniversário da Mãe de Deus e nossa Mãe.      Hoje, 08 de setembro, é o dia em que comemoramos o nascimento daquela que o Senhor Nosso Deus reservou desde a queda do homem no paraíso terrestre para ser o canal da salvação,  a escada que ligaria a terra ao céu e pela qual nos viria a Salvação, e, desde o primeiro pecado do homem, Maria foi escolhida, reservada e preservada da mancha do pecado original e de qualquer mancha que pudesse ofuscar o brilho do Filho de Deus que se faria homem no ventre sacrossanto da nossa querida mãe que aniversaria hoje. 
O Senhor Nosso Deus faz as suas maravilhas no silêncio, longe dos olhos dos homens, mesmo porque, quando faz suas maravilhas o Senhor não precisa dar satisfação a quem quer que seja. O nascimento de Maria em nada foi diferente do nascimento de qualquer outra pessoa, de qualquer outra criatura, pelo menos aos olhos dos homens. 
Mas, não tenham dúvidas, nesse dia o céu inteiro esteve em festa e os infernos tremeram em suas bases, porque, nesse dia, o príncipe das trevas começou a pressentir o início da queda do seu reinado. Anos mais tarde Maria diria à sua prima Isabel: “Engrandece minha alma o Senhor, e rejubila meu espírito em Deus, meu Salvador, porque ele olhou a humildade de sua serva. Eis que de agora todas as gerações me chamarão bem-aventurada,   porque fez em mim grandes coisas o Poderoso, Santo é o seu Nome.”  (Lc 1, 49). 

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

SANTA REGINA - 238-251

SANTA REGINA - 238-251

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Regina ou Reine, seu nome no idioma natal, viveu no século III, em Alise, antiga Gália, França. 
Seu nascimento foi marcado por uma tragédia familiar, especialmente para ela, porque sua mãe morreu durante o parto. 
Por essa razão a criança precisou de uma ama de leite, no caso uma cristã. Foi ela que a inspirou nos caminhos da verdadeira fé e da virtude. Na adolescência, a própria Regina pediu para ser batizada no cristianismo, embora o ambiente em sua casa fosse pagão. 
A cada dia, tornava-se mais piedosa e tinha a convicção de que queria ser esposa de Cristo. Nunca aceitava o cortejo dos rapazes que queriam desposá-la, tanto por sua beleza física como por suas virtudes e atitudes, que sempre eram exemplares. 
Ela simplesmente se afastava de todos, preferindo passar a maior parte do seu tempo reclusa em seu quarto, em oração e penitência. Entretanto o real martírio de Regina começou muito cedo, e em sua própria casa. 
O seu pai, um servidor do Império Romano chamado Olíbrio, passou a insistir para que ela aprendesse a reverenciar os deuses. Até que um dia recebeu a denuncia de que Regina era uma cristã. No início não acreditou, mas decidiu que iria averiguar bem o assunto. 
Quando Olíbrio percebeu que era verdade, denunciou a própria filha ao imperador Décio, que seduziu-a com promessas vantajosas caso renegasse Cristo.

terça-feira, 6 de setembro de 2016

SANTA TERESA DE CALCUTÁ

SANTA TERESA DE CALCUTÁ

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Madre Teresa foi canonizada pelo Papa Francisco no dia 04 de setembro de 2016 em missa para 120 mil fiéis.

Cura de brasileiro considerada milagrosa fez Igreja decidir por canonização.
Madre Teresa é uma das figuras católicas mais conhecidas no mundo na atualidade.
O Papa Francisco declarou santa neste domingo (4 de setembro de 2016) a madre Teresa de Calcutá, em uma missa de canonização celebrada na praça de São Pedro, no Vaticano, frente a 100 mil fiéis. "Declaramos a beata Teresa de Calcutá santa e a inscrevemos entre os santos, decretando que seja venerada como tal por toda a Igreja", afirmou Francisco.
Conhecida em vida como ”a santa das sarjetas", Madre Teresa de Calcutá foi transformada em santa pela Igreja Católica 19 anos após sua morte. Vencedora do Prêmio Nobel da Paz, ela foi uma das mulheres mais influentes dos 2 mil anos de história da religião, aclamada por seu trabalho com os mais pobres nas favelas da cidade indiana de Calcutá.
A missa para a canonização começou às 10h18 deste domingo (horário local, 5h18 em Brasília) com o canto do hino do Jubileu da Misericórdia. Em seguida, Francisco entrou na praça de São Pedro na habitual procissão. Participam da cerimônia 70 cardeais, 400 bispos e 1,7 mil sacerdotes. O Papa conheceu Teresa pessoalmente, por ocasião de um sínodo de bispos em 1994, em Roma
Na homilia da cerimônia de canonização, Francisco elogiou seu trabalho "em defesa da vida humana", garantindo que ela fez "sentir sua voz aos poderosos da terra para que reconhecessem suas culpas diante dos crimes da pobreza criado por eles mesmos". 

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

MADRE TERESA DE CALCUTÁ, A MÃE DOS POBRES - 1910-1997

MADRE TERESA DE CALCUTÁ, A MÃE DOS POBRES - 1910-1997

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Fundou a Congregação das Missionárias da Caridade. Agnes Gouxha Bojaxhiu, que é conhecida na vida religiosa com o nome de madre Teresa de Calcutá, nasceu, no dia 27 de agosto de 1910, em Skopje, Iugoslávia, de pais albaneses. Seus pais, Nicolau e Rosa, tiveram três filhos. Na época escolar, 
Agnes tornou-se membro de uma associação católica para crianças, a Congregação Mariana, onde cresceu em ambiente cristão. 
Aos doze anos, já estava convencida de sua vocação religiosa, atraída pela obra dos missionários. Agnes pediu para ingressar na Congregação das Irmãs de Loreto, que trabalhavam como missionárias em sua região. 
Logo foi encaminhada para a Abadia de Loreto, na Irlanda, onde aprenderia o inglês e depois seria enviada à Índia, a fim de iniciar seu noviciado. 
Feitos os votos, adotou o nome Teresa, em homenagem à carmelita francesa, Teresa de Lisieux, padroeira dos missionários. 
Primeiramente, irmã Teresa foi incumbida de ensinar história e geografia no colégio da Congregação, em Calcutá. Essa atividade exerceu por dezessete anos. Cercada de crianças, filhas das melhores famílias de Calcutá, impressionava-se com o que via quando saia à rua: pobreza generalizada, crianças e velhos moribundos e abandonados, pessoas doentes sem a quem recorrer. 
O dia 10 de setembro de 1946 ficou marcado na sua vida como o "dia da inspiração". Numa viagem de trem ao noviciado do Himalaia, percebeu que deveria dedicar toda a sua existência aos mais pobres e excluídos, deixando o conforto do colégio da Congregação. 
E assim fez. Irmã Teresa tomou algumas aulas de enfermagem, que julgava útil a seu plano, e misturou-se aos pobres, primeiro na cidade de Motijhil. A princípio, juntou cinco crianças de um bairro miserável e passou a dar-lhes escola.

domingo, 4 de setembro de 2016

MADRE TERESA DE CALCUTÁ – SUA CANONIZAÇÃO EM ROMA

MADRE TERESA DE CALCUTÁ – SUA CANONIZAÇÃO EM ROMA

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O Vaticano canoniza neste domingo (04/09) Madre Teresa de Calcutá, prêmio Nobel da Paz de 1979 e uma das mulheres mais influentes dos 2 mil anos de história da Igreja Católica. A canonização - confirmação final da Santa Sé para que um beato seja declarado santo - será atribuída pela "cura extraordinária", em 2008, de um engenheiro brasileiro com câncer.
As cerimônias de canonização vão transcorrer na Praça de São Pedro, a partir das 10h30 (hora local), um dia antes do 19° aniversário de morte da Madre Teresa de Calcutá, fundadora da Ordem das Missionárias da Caridade.
Para as Missionárias da Caridade, a religiosa já era santa desde o dia em que morreu, em 5 de setembro de 1997. "A canonização nada muda, mas é uma aceitação oficial da Igreja e isso dá esperança", afirmou a irmã Martin de Porres, de 76 anos, que já há mais meio século pertence à ordem fundada por Madre Teresa.
Para a canonização, são necessários, normalmente, dois milagres: um para a beatificação e outro para a canonização propriamente dita. Já em 2003, seis anos após a morte de Madre Teresa, o papa João Paulo 2° beatificou a freira, baseado no caso de uma indiana: ela alegou ter sido curada de um tumor ao direcionar orações para a religiosa e usar uma medalha abençoada pela freira sobre o seu abdômen. A Santa Sé reconheceu o milagre. 

sábado, 3 de setembro de 2016

AS SAGRADAS ESCRITURAS NA VIDA DE MARIA

AS SAGRADAS ESCRITURAS NA VIDA DE MARIA

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Maria tinha um profundo conhecimento da Bíblia. Isto Maria demonstrou quando recitou o “Magnifcat”, por ocasião de sua visita à sua prima Isabel, e esse cântico do Magnificat é repleto de frases e citações do Antigo Testamento das Sagradas Escrituras.       
Maria meditava a palavra de Deus com muita assiduidade. Ela devia falar de Abraão, de Moisés, de Davi, e dos profetas com muita familiaridade.      
Devia também conhecer claramente o Plano de Deus e, consequentemente, rezava muito pela vinda breve do Salvador prometido desde o início dos tempos. 
Maria não só ouvia e meditava a Palavra de Deus mas, sobretudo, procurava vivê-la e a vivia com a maior autenticidade possível. Ouvir, meditar e viver a palavra de Deus: a vida de Maria se resumia nisso. 
Tudo isso ressalta aos olhos de quem faz uma análise mais profunda do cântico do Magnificat. Cada frase desse maravilhoso cântico é um compêndio de reminiscências bíblicas. “Rezando o Magnificat estamos meditando quase toda a Sagrada Escritura.” (Padre Martins Terra, SJ). “É nesta atenção constante à palavra de Deus, na Bíblia e na vida, que está a causa da grandeza de Maria.” (Padre Carlos Mester).

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

POIS TIVE FOME E ME DESTES DE COMER...

POIS TIVE FOME E ME DESTES DE COMER...

           
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  Ao  se aproximar o momento de sua entrega total, antes do Senhor Jesus, voluntariamente, se entregar à morte para a salvação do gênero humano mergulhado no pecado, ele abre seu divino coração e revela a todos os seus amigos os segredos nele contidos; e esses segredos são como um testamento, uma aliança que Jesus Cristo deixa a todos aqueles que se propuserem seguir suas pegadas: “Dou-vos um mandamento novo: que vos ameis uns aos outros. Como eu vos amei, amai-vos uns aos outros. Nisso reconhecerão todos que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns pelos outros.” (Jo 13,34-35). 
Os primeiros cristãos levaram tão a sério esse preceito de Jesus que assim viviam nos primeiros tempos do cristianismo: “Todos os que tinham abraçado a fé reuniam-se e punham tudo em comum: vendiam suas propriedades e bens, e dividiam-nos entre todos, segundo as necessidades de cada um... Louvavam a Deus e gozavam da simpatia do povo.” (At 2,44-45. 47). 
O Senhor Jesus fez do amor ao próximo o sinal que servirá de julgamento no Juízo Final para distinguir os eleitos dos condenados, e para antecipar como será o Juízo Final, um julgamento baseado no amor que tivemos ao nosso próximo: “Quando o Filho do Homem vier em sua glória, e todos os anjos com ele, então se assentará no trono de sua glória. E serão reunidas em sua presença todas as nações e ele separará os homens uns dos outros, como o pastor separa as ovelhas dos cabritos, e porá as ovelhas à sua direita e os cabritos à sua esquerda.

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

“OLHAI AS AVES DO CÉU...”

“OLHAI  AS   AVES  DO  CÉU...”

          
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  Não pode existir coisa mais bela, mais calma, mais tranquila e reconfortante do que um passeio pelos campos, pelos vales, pelas margens de rios e represas onde tudo nos fala de Deus e faz com que sintamos a sua presença.             
Ouvir o canto dos pássaros, o ruído dos grilos, o coaxar dos sapos e rãs nas lagoas,  o ciciar das folhas ao mais leve toque do vento; ver o esvoaçar dos insetos e o vôo tranqüilo dos pássaros e contemplar a variedade das flores, árvores  e plantas. 
Não pode existir coisa mais reconfortante do que contemplar as águas do riacho correrem límpidas e frias entre pedras e juncos à busca do seu verdadeiro destino. 
Passaríamos horas e horas observando pássaros de todos os tipos, tamanhos  e cores da mais deslumbrante beleza esvoaçando de árvore em árvore, de galho em galho, buscando seus alimentos, cuidando de seus filhotes. As formigas, ordeiras e disciplinadas, indo e voltando em fila indiana por entre matos, gravetos secos e gramas, num trabalho interminável, sem cansaço e sem descanso. 
E nenhuma dessas criaturas silvestres se preocupa com o que vai comer ou com o que vai se vestir; não se preocupa com o daqui-à-pouco,  e com o dia de amanhã. “Olhai as aves do céu, que não semeiam , nem ceifam, nem fazem provisões nos celeiros, e contudo vosso Pai Celeste as sustenta.” (Mt 6,26).          
Nenhum desses animais, aves ou insetos, se preocupa com o seu alimento ou seu vestuário.  

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

SÃO RAIMUNDO NONATO - 1200-1240

SÃO RAIMUNDO NONATO - 1200-1240

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Raimundo nasceu em Portell, na Catalunha, Espanha, em 1200. 
Seus pais eram nobres, porém não tinham grandes fortunas. 
O seu nascimento aconteceu de modo trágico: sua mãe morreu durante os trabalhos de parto, antes de dar-lhe à luz. Por isso Raimundo recebeu o nome de Nonato, que significa não-nascido de mãe viva, ou seja, foi extraído vivo do corpo sem vida dela. 
Dotado de grande inteligência, fez com certa tranqüilidade seus estudos primários. 
O pai, percebendo os dotes religiosos do filho, tratou de mandá-lo administrar uma pequena fazenda de propriedade da família. 
Com isso, queria demovê-lo da idéia de ingressar na vida religiosa. Porém as coisas aconteceram exatamente ao contrário. 
Raimundo, no silêncio e na solidão em que vivia, fortificou ainda mais sua vontade de dedicar-se unicamente à Ordem de Nossa Senhora das Mercês, fundada por seu amigo Pedro Nolasco, agora também santo. 
A Ordem tinha como principal finalidade libertar cristãos que caíam nas mãos dos mouros e eram por eles feitos escravos. 
Nessa missão, dedicou-se de coração e alma. Apesar da dificuldade, conseguiu o consentimento do pai e, finalmente, em 1224, ingressou na Ordem, recebendo o hábito das mãos do próprio fundador. 
Ordenou-se sacerdote e seus dotes de missionário vieram à tona, dedicando-se nessa missão de coração e alma. Por isso foi mandado em missão à Argélia, norte da África, para resgatar cristãos das mãos dos muçulmanos. 
Conseguiu libertar cento e cinqüenta escravos e devolvê-los às suas famílias.

terça-feira, 30 de agosto de 2016

``NÃO VIM PARA SER SERVIDO, MAS PARA SERVIR``.

``NÃO VIM PARA SER SERVIDO, MAS PARA SERVIR``.

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Maria é a nossa mãe e o nosso modelo. Diante do Anjo Gabriel Maria se declarou ``a serva do Senhor`` = ``Eis aqui a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a sua palavra. (Lc 1, 38). 
Toda a vida de Maria seria um longo serviço como tinha sido até aquele momento, mas, a partir do momento da anunciação, Maria iria servir a Deus e aos homens de maneira diferente. 
A partir da anunciação e do nascimento do Senhor Jesus, naquela casa pobre, mas cheia de Deus, Maria iria servir a Jesus, seu filho, e a José, seu esposo. 
Mais tarde Jesus diria - ``Não vim para ser servido, mas para servir``. (Mt 20,28), colocando nessa afirmativa, sem dúvida, o modo de proceder de Maria que, em toda a sua vida não fizera outra coisa senão servir, servir a Deus e ao próximo. 
A dedicação de Maria não se limitava em dispensar atenção apenas a Jesus, seu filho e José, seu esposo. A dedicação de Maria estendia-se mais longe, estendia-se a todos os habitantes de Nazaré, e depois, a todos os que Maria encontraria até o fim de sua existência nesta terra. Tudo o que interessava a Jesus, seu filho, interessava a Maria. 
E, aos poucos, Maria foi observando, inspirada pelo Espírito Santo, de que o mundo inteiro ficaria aos seus cuidados de Mãe.

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

DECAPITAÇÃO DE SÃO JOÃO BATISTA

DECAPITAÇÃO DE SÃO JOÃO BATISTA


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Hoje, 29 de agosto, a Igreja comemora a morte de João Batista. Aproximadamente setecentos anos antes do nascimento de João Batista, o profeta Isaías já falava dele, profetizando: “Uma voz grita: ‘Abram no deserto um caminho para Yahweh; na região da terra seca, aplainem uma estrada para o nosso Deus. Que todo vale seja aterrado, e todo monte e colina sejam nivelados; que o terreno acidentado se transforme em planície, e as elevações em lugar plano.” (Is 40,3-4). 
No seu Evangelho Mateus confirma a veracidade dessa profecia, quando afirma: “Naqueles dias, apareceu João Batista, pregando no deserto da Judéia: ‘Convertam-se, porque o Reino do Céu está próximo’. João foi anunciado pelo profeta Isaías, que disse: ‘Esta é a voz daquele que grita no deserto: Preparem o caminho do Senhor, endireitem suas estradas’.” (Mt 3,1-3). 
A figura de João Batista começa a ser delineada através da profecia de Isaías. Como Isaías, João Batista é personagem indispensável neste Tempo do Advento. É o mensageiro da Boa Nova.
O profeta Malaquias, também, anuncia o mensageiro que haveria de vir antes da Boa Nova: “Vejam! Estou mandando o meu mensageiro para preparar o caminho à minha frente. De repente, vai chegar ao seu Templo o Senhor que vocês procuram, o mensageiro da Aliança que vocês desejam. Olhem! Ele vem! – diz Yahweh dos Exércitos.” (Ml 3,1). 
Malaquias compara João Batista ao profeta Elias pela sua coragem e destemor em acusar os pecados dos reis e das autoridades de sua época: “Vejam, eu mandarei a vocês o profeta Elias, antes que venha o grandioso Dia de Yahweh. Ele há de fazer que o coração dos pais volte para os filhos e o coração dos filhos para os pais; e assim, quando eu vier, não condenarei o país à destruição total.” (Ml 3,23-24). João Batista começa a sua missão identificando-se: “Eu não sou o Messias.” (Jo 1,20), e declara ser  aquela voz que prepara o caminho do rei: “Eu sou uma voz gritando no deserto: ‘Aplainem o caminho do Senhor’, como disse o profeta Isaias.” (Jo 1,23).  
O anjo Gabriel, no Evangelho de Lucas, quando anunciava o nascimento de João Batista ao seu pai, reafirma a profecia de Malaquias a respeito de João: “Caminhará à frente deles, com o espírito e o poder de Elias, a fim de converter o coração dos pais aos filhos e os rebeldes à sabedoria dos justos, preparando para o Senhor um povo bem disposto.” (Lc 1,17). 
No Evangelho de Mateus, Jesus, falando sobre João Batista, diz: “É de João que a Escritura diz: ‘Eis que eu envio o meu mensageiro à tua frente; ele vai preparar o teu caminho diante de ti. [...] E se vocês o quiserem aceitar, é este o Elias que devia vir.” (Mt 11,10.14). 
João Batista, que teria nascido aproximadamente seis meses antes do Messias (cf Lc 1,26.36), foi esse mensageiro enviado por Yahweh para abrir as cortinas do Novo Testamento, de uma Nova Aliança, e apontar aos seus discípulos a chegada da Salvação e proclamar a presença do Cordeiro de Deus no meio do seu povo: “No dia seguinte, João viu Jesus, que se aproximava dele. E disse: ‘Eis o Cordeiro de Deus, aquele que tira o pecado do mundo. Este é aquele de quem eu falei; Depois de mim vem um homem que passou na minha frente, porque existia antes de mim’. (Jo 1,29.35). 
João declarou sua insignificância diante do Messias que já estava no meio do povo, e antecipou a missão do Messias: “Eu batizo vocês com água. Mas vai chegar alguém mais forte do que eu. Eu não sou digno nem sequer de desamarrar a correia das sandálias dele. Ele é quem batizará vocês com o Espírito Santo e com fogo. Ele terá na mão uma pá; vai limpar sua eira, e recolher o trigo no seu celeiro; mas a palha ele vai queimar no fogo que não se apaga.” (Lc 3,16-17). 
Mais tarde, o próprio Jesus destacaria a importância do ministério profético de João Batista, quando disse: “Eu garanto a vocês: de todos os homens que já nasceram, nenhum me maior que João Batista.” (Mt. 11,11). João Batista foi um homem de aspecto rude e caráter firme. Era austero, com hábitos aparentemente anti-sociais; sua vestimenta era primária e seu alimento era apenas aquilo que a natureza lhe oferecia: “João usava roupas de pelos de camelo, e cinto de couro na cintura; comia gafanhotos e mel silvestre.” (Mt 3,4; Mc 1,6). Não tinha papas na língua, jamais vacilou em falar clara e contundentemente quando se fizesse necessário e, para ele não importava quem estivesse cometendo algum delito, fosse gente do povo, fosse autoridade ou até rei. 
Às pessoas simples do povo, os publicanos, que eram considerados pecadores públicos, aos soldados e ao povo em geral, que buscavam a verdade, o amor, o perdão e a reconciliação com Deus, e que perguntavam a João Batista: “O que é que devemos fazer?” (Lc 3,10), João recomendava a partilha e a generosidade: “Quem tiver duas túnicas, dê uma a quem não tem. E quem tiver comida, faça a mesma coisa.” (Lc 3,10-11). Para aqueles que tinham cargos públicos e que podiam se aproveitar dos impostos que cobravam do povo, João recomendava a honestidade: “Não cobrem nada além da taxa estabelecida.” (Mt 3,13). 
Para aqueles que eram responsáveis pela segurança do povo, os soldados, João recomendava a não violência e o contentamento pelo salário recebido: “Não maltratem ninguém; não façam acusações falsas, e fiquem contentes com o salário de vocês.” (Lc 3,14). 
A preparação feita por João Batista para receber a Salvação que vinha de Deus, foi para um caminho de santidade, e o povo de Deus deve andar nesse caminho, conforme dissera o profeta Isaias: “Haverá ai uma estrada, um caminho, que chamarão de caminho santo. Impuro nenhum passará por ele, e os bobos não vão errar o caminho. [...] Por ele andará os que foram redimidos e os que foram resgatados por Yahweh.” (Is 35,8.9b.10a). 
Mas, voltando-se para os fariseus e saduceus que eram as autoridades religiosas e civis do povo judeu, que se julgavam superiores a tudo e a todos, que exploravam o povo simples e humilde, que se julgavam já salvos simplesmente por se acharem filhos de Abraão, 
João Batista denunciou a religiosidade aparente deles, que eram as classes sociais abastadas, assim os condenou, dizendo: “Quando viu muitos fariseus e saduceus vindo para o batismo, João disse-lhes: ‘Raça de cobras venenosas, quem lhes ensinou a fugir a ira que vai chegar? Façam coisas que provem que vocês se converteram. Não pensem que basta dizer: ‘Abraão é nosso pai’. Porque eu lhes digo: até destas pedras Deus pode fazer nascer filhos de Abraão. O machado já está posto na raiz das árvores. E toda árvore que não der bom fruto, será cortada e lançada no fogo.” (Mt 3,7-10; Lc 3,7-9). 
Ao rei Herodes, que era um homem sanguinário, mas fraco e acovardado, que fora influenciado por Herodíades, que fora esposa de seu irmão e a quem o rei havia tomado-a para si, João Batista não se intimidou e o condenou abertamente, o que lhe custou a própria vida: “João dizia a Herodes: ‘Não é permitido você se casar com a mulher do seu irmão’. Por isso, Herodíades ficou com raiva de João e queria matá-lo, mas não podia. Com efeito, Herodes tinha medo de João, pois sabia que ele era justo e santo, e por isso o protegia. Gostava de ouvi-lo, embora ficasse embaraçado quando o escutava.” (Mc 6,18-20) mas, o resultado disso tudo foi a decapitação de João Batista a pedido da própria Herodíades (cf Mc 6,17-29; Mt 14,1-12). 
Mais tarde, talvez corroído pelo remorso, como se isso fosse possível, o rei Herodes viu em Jesus a ressurreição de João Batista: “Herodes, governador da Galiléia, ouviu falar da fama de Jesus. Disse então aos seus oficiais: ‘Ele é João Batista que ressuscitou dos mortos. É por isso que os poderes agem nesse homem.” (Mt 14,1-2). 
As Sagradas Escrituras não informam se João Batista e Jesus se conheciam antes de se encontrarem no rio Jordão, por ocasião do batismo de Jesus, mas o próprio João Batista afirma que: “Eu mesmo não o conhecia...”. (Jo 1,31). João Batista era filho do sacerdote Zacarias e Isabel (Lc 1,15-25). 
O mesmo Lucas diz que Isabel era “parenta” de Maria, possivelmente prima (cf Lc 1,36). Jesus se dirige ao rio Jordão para ser batizado por Jesus, muito embora não precisasse desse ritual para se lavar dos pecados, porque ele, Jesus, não os tinha; Jesus não precisava do batismo de João Batista, pois não tinha qualquer culpa, a não ser a culpa da humanidade que ele assumira. Quis, entretanto, nos deixar o exemplo do que fazer e a lição de que ninguém é puro, a não ser ele próprio, Jesus. 
A princípio, João, conhecedor dessa realidade, se recusa a batizar Jesus, conforme narra Mateus no seu Evangelho: “Jesus foi da Galiléia para o rio Jordão, a fim de se encontrar com João, e ser batizado por ele. Mas João procurava impedi-lo, dizendo: ‘Sou eu que devo ser batizado por ti, e tu vens a mim’. Jesus, porém, lhe respondeu: ‘Por enquanto deixe como está! Porque devemos cumprir toda a justiça’. E João concordou.” (Mt 3,13-15).
E, nessa oportunidade, acontece uma teofania: pela primeira vez e publicamente, a Santíssima Trindade se manifesta: “Logo que Jesus saiu da água, viu o céu se rasgando, e o Espírito como pomba, desceu sobre ele. E do céu veio uma voz: ‘Tu és o meu Filho amado; em ti encontro o meu agrado’.” (Mc 1,10-11), fato esse testemunhado pelo próprio João Batista: “Eu vi o Espírito descer do céu, como uma pomba, e pousar sobre ele.” (Jo 1,32). ” 
A vida pública de Jesus tem início com seu Batismo por João, no rio Jordão: “Jesus tinha cerca de trinta anos quando começou sua atividade pública.” (Lc 3,23). Até para o povo e para os próprios discípulos de Jesus, a figura de João Batista, depois de sua morte, ainda permanecia entre todos porque, quando Jesus perguntou aos discípulos quem os homens diziam que ele era, eles responderam: “Alguns dizem que é João Batista...” (Mt 16,14). 
A vaidade, o orgulho, a soberba, jamais estiveram presentes na vida de João Batista. Por sua austeridade e fidelidade ao seu Deus, João Batista foi confundido com o próprio Cristo, mas, imediatamente, retruca: “Eu não sou o Cristo” (Jo 3,28) e ainda “não sou digno de desatar a correia de sua sandália”. (Jo 1,27; Mc 1,7). 
Quando seus discípulos hesitavam, sem saber a quem seguir, João Batista apontava em direção ao único caminho, demonstrando o rumo certo, ao exclamar: "Eis o cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo". (Jo 1,29). 
A pregação de João Batista foi totalmente cristológica. Como faltam profetas como João Batista nos nossos dias... 
São comemorados também, neste dia: Bem-aventurada Joana Maria da Cruz, Santa Sabina, São Nicéias e Santo Hipácio, Santos Nicéia e Paulo (mártires), Santo Osório Gutierrez (fundador do mosteiro de Loernzana), Santa Sabina de Roma (mártir), Santa Sabina de Troyes (virgem).

domingo, 28 de agosto de 2016

“QUEM SE ELEVA SERÁ HUMILHADO E QUEM SE HUMILHA SERÁ EXALTADO”.

XXII DOMINGO DE TEMPO COMUM

“QUEM SE ELEVA SERÁ HUMILHADO E QUEM SE HUMILHA SERÁ EXALTADO”. (Lc 14,11).

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Diácono Milton Restivo

A primeira leitura da liturgia de hoje é tirada do livro do Eclesiástico, também chamado “Sirácida”, “Sirácide” ou ainda, “Sabedoria de Jesus, filho de Sirac” em algumas tradições da Bíblia. Na Igreja primitiva Latina o Eclesiástico  era chamado “Livro da Igreja” porque era utilizado com frequência para a instrução, a catequese dos fiéis. Está relacionado entre os “livros sapicienciais” da Bíblia como o Eclesiastes, com o qual não se confunde, além de Salmos, Provérbios, Cântico dos Cânticos, Jó e Sabedoria.
Desde os primeiros séculos do Cristianismo o nome mais comum para designar este livro foi “Eclesiástico” (do latim “Ecclesiasticus liber”), o que significa o livro da igreja ou da assembléia.
São Cipriano (200-258), bispo da cidade de Cartago e mártir, parece ter sido o primeiro a usar esse nome, devido ao uso que dele se fazia na Igreja primitiva para a catequese dos catecúmenos, ou seja, dos que estavam sendo preparados para o batismo.
Com efeito, de entre os Livros Sapienciais, é o Eclesiástico o mais rico de ensinamentos práticos, apresentados de um modo paternal e persuasivo.
Apesar de se lhe chamar também, como vimos acima, de “Sirácide” ou “Sirácida”, derivado de uma forma alternativa de “Sirac”, os principais manuscritos gregos usam o título de “Sabedoria de Jesus, filho de Sirac” (Eclo 50,27) ou então, simplesmente, “Sabedoria de Sirac”: “Jesus, filho de Sirac de Jerusalém, escreveu neste livro uma doutrina de sabedoria e ciência, e derramou nele a sabedoria de seu coração. Feliz aquele que se entregar a essas boas palavras; aquele que as guardar no coração será sempre sábio; pois, se ele as cumprir, será capaz de todas as coisas, porque a luz de Deus guiará os seus passos”. (Eclo 50,29-31). 

sábado, 27 de agosto de 2016

SANTO AGOSTINHO, O BISPO DE HIPONA - 354-430

SANTO AGOSTINHO, O BISPO DE HIPONA - 354-430

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Aurélio Agostinho, filho de Patrício e Mônica, nasceu no dia 13 de novembro de 354, na cidade de Tagaste, hoje região da Argélia, na África. 
Era o primogênito de Patrício, um pequeno proprietário de terras, pagão. 
Sua mãe, ao contrário, era uma devota cristã, que agora celebramos, como santa Mônica, no dia 27 de agosto. 
Mônica procurou criar o filho no seguimento de Cristo. Não foi uma tarefa fácil. 
Aliás, ela até adiou o seu batismo, receando que ele o profanasse. Mas a exemplo do provérbio que diz que "a luz não pode ficar oculta", ela entendeu que Agostinho era essa luz. 
Aos dezesseis anos de idade, na exuberância da adolescência, foi estudar fora de casa. 
Na oportunidade, envolveu-se com a heresia maniqueísta e também passou a conviver com uma moça cartaginense, que lhe deu, em 372, um filho, Adeodato. 
Assim era Agostinho, um rapaz inquieto, sempre envolvido em paixões e atitudes contrárias aos ensinamentos da mãe e dos cristãos. 
Possuidor de uma inteligência rara, depois da fase de desmandos da juventude centrou-se nos estudos e formou-se, brilhantemente, em retórica. Excelente escritor, dedicava-se à poesia e à filosofia. Procurando maior sucesso, Agostinho foi para Roma, onde abriu uma escola de retórica. Foi convidado para ser professor dessa matéria e de gramática em Milão. 
O motivo que o levou a aceitar o trabalho em Milão era poder estar perto do agora santo bispo Ambrósio, poeta e orador, por quem Agostinho tinha enorme admiração.

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

SANTA MÔNICA, MÃE DE SANTO AGOSTINHO - 331-387

SANTA MÔNICA, MÃE DE SANTO AGOSTINHO - 331-387

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Mônica nasceu em Tagaste, atual Argélia, na África, no ano 331, no seio de uma família cristã. 
Desde muito cedo dedicou sua vida a ajudar os pobres, que visitava com freqüência, levando o conforto por meio da Palavra de Deus. 
Teve uma vida muito difícil. O marido era um jovem pagão muito rude, de nome Patrício, que a maltratava. Mônica suportou tudo em silêncio e mansidão. 
Encontrava o consolo nas orações que elevava a Cristo e à Virgem Maria pela conversão do esposo. 
E Deus recompensou sua dedicação, pois ela pôde assistir ao batismo do marido, que se converteu sinceramente um ano antes de morrer. 
Tiveram dois filhos, Agostinho e Navígio, e uma filha, Perpétua, que se tornou religiosa. 
Porém Agostinho foi sua grande preocupação, motivo de amarguras e muitas lágrimas. 
Mesmo dando bons conselhos e educando o filho nos princípios da religião cristã, a vivacidade, inconstância e o espírito de insubordinação de Agostinho fizeram que a sábia mãe adiasse o seu batismo, com receio que ele profanasse o sacramento. E teria acontecido, porque Agostinho, aos dezesseis anos, saindo de casa para continuar os estudos, tomou o caminho dos vícios. 
O coração de Mônica sofria muito com as notícias dos desmandos do filho e por isso redobrava as orações e penitências. 
Certa vez, ela foi pedir os conselhos do bispo, que a consolou dizendo: "Continue a rezar, pois é impossível que se perca um filho de tantas lágrimas".

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

SÃO JOSÉ CALASANZ - 1558-1648

SÃO JOSÉ CALASANZ - 1558-1648

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Fundou a Congregação dos Clérigos Pobres Regulares da Mãe de Deus das Pias Escolas. José Calasanz nasceu num castelo de Peralta de La Sal, em Aragão, na Espanha, em 31 de julho de 1558. 
Procedente de uma família nobre e muito religiosa, ele foi educado no rigor do respeito aos mandamentos de Deus. 
Desde cedo, mostrou sua vocação religiosa, mesmo contrariando seu pai, que o queria na carreira militar. José tanto insistiu que foi enviado para estudar teologia na Universidade de Valência, para concluir seu propósito de servir a Deus. 
Ao terminar os estudos, aplicou-se nos exercícios de piedade e práticas de penitência a fim para manter-se longe das tentações e no seguimento de Cristo. 
Recebeu a ordenação sacerdotal em 1583, embora sem a presença do pai, que ainda não cedera à sua vocação. Inicialmente, foi para um mosteiro, desejando uma vida de solidão. 
Mas seu bispo, percebendo nele um alto grau de inteligência, disse-lhe que sua missão era a pregação. Assim, dedicou-se à atividade pastoral, sendo muito querido por todos os fiéis e bispos, que lhe davam vários encargos importantes a serem executados junto à Santa Sé. 
Em 1592, José Calasanz encontrou o caminho para a sua vocação: a educação e formação de jovens pobres e abandonados. 
Inicialmente, como membro da Confraria da Doutrina Cristã, atuando junto aos jovens pobres da paróquia de Santa Dorotéia, onde era vigário cooperador. 
Em 1597, fundou a primeira escola gratuita para crianças pobres, seguindo entusiasmado pelo grande número de voluntários que se agregavam à obra.