quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

MARIA E JOSÉ – SITUAÇÃO ANGUSTIANTE DE UM NOIVO

MARIA E JOSÉ – SITUAÇÃO ANGUSTIANTE DE UM NOIVO

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José ficou numa situação difícil depois que Maria ficou grávida de Jesus. Sem uma explicação aparente e razoável, de repente, vê a sua noiva grávida.
Mateus narra assim esse drama terrível vivido por José: sua “A origem de Jesus Cristo foi deste modo: Estando Maria, sua mãe, desposada com José, achou-se ter concebido (por obra) do Espírito Santo, antes de coabitarem. José, seu esposo, sendo justo, e não a querendo difamar, resolveu repudiá-la secretamente. Andando ele com isto no pensamento, eis que um Anjo do Senhor lhe apareceu em sonhos, e lhe disse: ‘José, filho de Davi, não temas  receber em tua casa Maria, tua esposa, porque o que nela foi concebido é (obra) do Espírito Santo.  Ela dará à luz um filho, ao qual porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos seus pecados. Tudo isso aconteceu para que se cumprisse o que foi dito pelo Senhor por meio do profeta que diz: ‘Eis que a Virgem conceberá e dará à luz um filho, e lhe porão o nome de Emanuel, que quer dizer: ‘Deus conosco’.  Ao despertar José de seu sono, fez como lhe tinha mandado o Anjo do Senhor, e recebeu em sua casa (Maria),  esposa. Não a conheceu até que deu à luz um filho, e pôs-lhe o nome de Jesus.” (Mt 1,18-25).     

terça-feira, 19 de dezembro de 2017

A EXPECTATIVA DE MARIA.

A EXPECTATIVA DE MARIA.

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Durante nove meses a Santíssima Virgem Maria trouxe consigo, dentro de seu ventre, o Filho de Deus que se fazia homem. Durante nove meses a Santíssima Virgem Maria foi o sacrário vivo  da Majestade Infinita. O Filho de Deus se fez homem no seio da Virgem, e por isso, o Filho de Deus é também o Filho da Virgem Maria.
O Filho de Deus formou-se no seio de Maria como qualquer ser humano forma-se no seio de sua mãe. O Filho de Deus alimentou-se do sangue da Virgem Maria, formou sua carne no ventre de Maria e fez com que a Virgem tivesse as indisposições normais de uma gravides normal; pulou no ventre da Virgem como qualquer criança sadia pula no ventre de sua mãe, fez com que o corpo da Virgem sofresse as alterações normais do corpo de uma mulher quando está grávida: o ventre cresceu, as pernas, em determinados períodos se incharam , o andar da Virgem durante a gravides foi cuidadoso, a respiração ofegante, tendo sempre mal estar e precisando repousar com frequência, como qualquer mulher grávida.
Então nada foi diferente a gravides da Virgem com a gravides de qualquer mulher que espera seu filho. Durante nove meses a Virgem Maria viveu a expectativa do nascimento de seu Filho, que era também o Filho de Deus. Podemos imaginar os colóquios amorosos, as conversas carinhosas da Santíssima Virgem com o Tesouro que ela portava e trazia dentro de si.       
Podemos imaginar os momentos de oração e êxtase que a Virgem Maria passava no seu silêncio, conversando com aquele que é Deus e se formava homem dentro de seu ventre; aquele que se humilhava  e tomava a natureza humana para que todos os humanos tomassem a filiação divina.
Podemos imaginar os cuidados  da Virgem nas suas longas viagens, primeiramente indo de Nazaré até a casa de Isabel, em uma cidade na região montanhosa de Judá, quando já estava grávida, depois, saindo de Nazaré e indo até Belém, e, desta feita, já no fim de sua gravides.   

segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

“NÃO PODE ESPERAR A MISERICÓRDIA DE DEUS QUEM OFENDE A SUA MÃE”

18 DE DEZEMBRO DE 2017
“NÃO PODE ESPERAR A MISERICÓRDIA DE DEUS QUEM OFENDE A SUA MÃE”

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Ignoramos o que Maria fez e faz por nós, por isso não a amamos como deveríamos e como ela merece ser amada. São Maximiliano Maria Kolbe, grande devoto de Maria, sempre dizia a seus frades: “Ame Maria o quanto você quiser e mais do que você puder”.
            Maria é do povo. Mas, infelizmente, muitos não entendem a humildade, a simplicidade, a pureza de Maria, e a afasta do povo simples e humilde. 
Colocam mantos de veludos em seus ombros e coroas riquíssimas em sua  cabeça, dando-lhe uma riqueza que ela nunca teve e nunca pretendeu ter, porque ela sempre foi a humilde serva do Senhor; essa riqueza material nada significa para Maria: a riqueza de Maria está no coração, na humildade, na pobreza, na simplicidade, no silêncio, se igualando em tudo ao povo pobre, simples e oprimido.
Para conhecermos bem Maria, para encontrarmos em sua humildade todo o esplendor da graça que Deus Pai sempre a cumulou, além dos Santos Evangelhos, precisamos  ler muito sobre o que os santos que a amaram de verdade Maria disseram e dizem a respeito dela, e como eles descobriram e descobrem nela virtudes incalculáveis, tesouros com valores infinitos e proteção materna que só Maria, sendo a Mãe de Deus e nossa Mãe pode ter e nos dar. São Maximiliano Maria Kolbe nos orienta sobre a devoção a Maria, dizendo: “Quando você procurar ler alguma coisa sobre Maria, não se esqueça que você está entrando em contato com uma pessoa viva, que lhe ama e que é perfeita e sem mancha alguma.”

domingo, 17 de dezembro de 2017

“EU SOU A VOZ QUE GRITA NO DESERTO”. (Jo 1,23)

III DOMINGO DO ADVENTO
Ano – B; Cor – Róseo; Leituras: Is 61,1-2.10-11; Sl de Lc 1; 1Ts 5,16-24; Jo 1,6-8.19-28.

“EU SOU A VOZ QUE GRITA NO DESERTO”.  (Jo 1,23)

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Diácono Milton Restivo

O Terceiro Domingo do Advento é chamado “Domingo Gaudete”, ou seja, “Domingo da Alegria”. Este domingo tem esse nome porque a antífona de entrada da Missa começa com as palavras de Paulo Apóstolo na sua carta aos filipenses: “Gaudete in Domino semper”, que, traduzido para o português, temos:
·         “Fiquem sempre alegres no Senhor! Repito: fiquem alegres! O Senhor está próximo”. (Fl 4,4.5)
Na segunda leitura, no mesmo espírito de alegria, Paulo diz aos tessalonicenses:
·         “Irmãos, estejam sempre alegres, rezem sem cessar. Dêem graças em todas as circunstâncias, porque esta é a vontade de Deus a respeito de vocês em Jesus Cristo. [...] Que o espírito, alma e corpo de vocês sejam conservados de modo irrepreensível para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo. Quem chamou vocês é fiel e realizará tudo isso.” (1Ts 5,16-18.23-24).
Os paramentos litúrgicos deste domingo poderão ser róseos para amenizar um pouco a austeridade do roxo, e o otimismo deve reinar porque, na liturgia da Palavra, o profeta Isaias diz para que o Messias deveria vir. 

sábado, 16 de dezembro de 2017

NOSSA SENHORA DA EXPECTAÇÃO DO Ò - NOSSA SENHORA DO Ó.

NOSSA SENHORA DA EXPECTAÇÃO DO Ò - NOSSA SENHORA DO Ó.

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Nossa Senhora do Ó é uma devoção mariana surgida em Toledo, na Espanha, remontando à época do X Concílio, presidido pelo arcebispo Santo Eugênio, quando se estipulou que a festa da Anunciação fosse transferida para o dia 18 de Dezembro.
Sucedido no cargo por seu sobrinho, Santo Ildefonso, este determinou, por sua vez, que essa festa se celebrasse no mesmo dia, mas com o título de Expectação do Parto da Beatíssima Virgem Maria.
Pelo fato de, nas vésperas, se proferirem as antífonas maiores, iniciadas pela exclamação (ou suspiro) “Oh!”, o povo teria passado a denominar essa solenidade como  Nossa Senhora do Ó.
Em Portugal, o culto à Expectação do Parto, ou a Nossa Senhora do Ó, teria se iniciado em Torres Novas (SANTA MARIA, Frei Agostinho de. Santuário Mariano), onde uma antiga imagem da Senhora era venerada na Capela-mor da Igreja Matriz de Santa Maria do Castelo.
Esta imagem era conhecida à época de D. Afonso Henriques por Nossa Senhora de Almonda (devido ao rio Almonda, que banha aquela povoação), à época de D. Sancho I por Nossa Senhora da Alcáçova (c. 1187) ou, a partir de 1212, quando se lhe edificou (ou reedificou) a igreja, por Nossa Senhora do Ó. Esta imagem é descrita pelo mesmo autor como: "É esta santa imagem de pedra mas de singular perfeição. Tem de comprimento seis palmos.

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

SANTA VIRGÍNIA CENTURIONE BRACELLI - 1587-1651

SANTA VIRGÍNIA CENTURIONE BRACELLI - 1587-1651

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Fundou as Congregações: Filhas de Nossa Senhora do Monte Calvário e Irmãs de Nossa Senhora do Refúgio no Monte Calvário.
Virgínia, riquíssima, filha de um doge da República de Gênova, nasceu em 2 de abril de 1587.
O pai, Jorge Centurioni, era um conselheiro da República. A mãe, Leila Spinola, era uma dama da sociedade, católica fervorosa e atuante nas obras de caridade aos pobres. 
Propiciou à filha uma infância reservada, pia e voltada para os estudos. Mesmo com vocação para a vida religiosa, Virgínia teve de casar, aos quinze anos, por vontade paterna, com Gaspar Grimaldi Bracelli, nobre também muito rico. Teve duas filhas, Leila e Isabela.
Esposa dedicada, cuidou do marido na longa enfermidade que o acometeu, a tuberculose. Levou-o, mesmo, para a Alexandria, em busca da cura para a doença, o que não aconteceu. 
Gaspar morreu em 1607, feliz por sempre ter sido assistido por ela. Ficou viúva aos vinte anos de idade. Assim, jovem, entendeu o fato como um chamado direto de Deus.
Era vontade de Deus que ela o servisse através dos mais pobres. Por isso conciliou os seus deveres do lar, de mãe e de administradora com essa sua particular motivação. O objeto de sua atenção, e depois sua principal atividade, era a organização de uma rede completa de serviços de assistência social aos marginalizados.

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

SÃO JOÃO DA CRUZ - 1542-1591

SÃO JOÃO DA CRUZ - 1542-1591

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Seu nome de batismo era Juan de Yepes. Nasceu em Fontivaros, na província de Ávila, Espanha, em 1542, talvez em 24 de junho. Ainda na infância, ficou órfão de pai, Gonzalo de Yepes, descendente de uma família rica e tradicional de Toledo.
Mas, devido ao casamento, foi deserdado da herança. A jovem, Catarina Alvarez, sua mãe, era de família humilde, considerada de classe "inferior". Assim, com a morte do marido, que a obrigou a trabalhar, mudou-se para Medina, com os filhos. Naquela cidade, João tentou várias profissões. Foi ajudante num hospital, enquanto estudava gramática à noite num colégio jesuíta. Então, sua espiritualidade aflorou, levando-o a entrar na Ordem Carmelita, aos vinte e um anos.
Foi enviado para a Universidade de Salamanca a fim de completar seus estudos de filosofia e teologia. Mesmo dedicando-se totalmente aos estudos, encontrava tempo para visitar doentes em hospitais ou em suas casas, prestando serviço como enfermeiro.
Ordenou-se sacerdote aos vinte e cinco anos, mudando o nome. Na época, pensou em procurar uma Ordem mais austera e rígida, por achar a Ordem Carmelita muito branda.

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

PAPA CONDENA O ESCÂNDALO DA VIDA DUPLA: VÃO À MISSA, MAS NÃO VIVEM COMO CRISTÃOS

PAPA CONDENA O ESCÂNDALO DA VIDA DUPLA: VÃO À MISSA, MAS NÃO VIVEM COMO CRISTÃOS

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“O escândalo destrói”, advertiu o Papa Francisco durante a Missa na Casa Santa Marta no dia 04 de dezembro de 2014, também disse que se os católicos que tem uma “vida dupla”, não se converterem, quando se apresentarem diante do Senhor no céu Ele dirá “não te conheço”.
“Mas o que é o escândalo? O escândalo é dizer uma coisa e fazer outra; é ter vida dupla. Vida dupla em tudo: sou muito católico, vou sempre à Missa, pertenço a esta e aquela associação; mas a minha vida não é cristã. Não pago o que é justo aos meus funcionários, exploro as pessoas, faço jogo sujo nos negócios, reciclo dinheiro, vida dupla. Muitos católicos são assim. Eles escandalizam”, advertiu o Pontífice.
Durante a homilia, o Papa recordou que a Bíblia diz: “Cortar a mão”, “arrancar o olho”, mas “não escandalizar os pequeninos”, ou seja, os justos, “os que confiam no Senhor, que simplesmente creem no Senhor”. 

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

SANTA LUZIA OU LÚCIA – Século IV

SANTA LUZIA OU LÚCIA – Século IV

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Somente em 1894 o martírio da jovem Luzia, também chamada Lúcia, foi devidamente confirmado, quando se descobriu uma inscrição escrita em grego antigo sobre o seu sepulcro, em Siracusa, Nápoles.
A inscrição trazia o nome da mártir e confirmava a tradição oral cristã sobre sua morte no início do século IV. Mas a devoção à santa, cujo próprio nome está ligado à visão ("Luzia" deriva de "luz"), já era exaltada desde o século V.
Além disso, o papa Gregório Magno, passado mais um século, a incluiu com todo respeito para ser citada no cânone da missa. Os milagres atribuídos à sua intercessão a transformaram numa das santas auxiliadoras da população, que a invocam, principalmente, nas orações para obter cura nas doenças dos olhos ou da cegueira.
Diz a antiga tradição oral que essa proteção, pedida a santa Luzia, se deve ao fato de que ela teria arrancado os próprios olhos, entregando-os ao carrasco, preferindo isso a renegar a fé em Cristo. A arte perpetuou seu ato extremo de fidelidade cristã através da pintura e da literatura.
Foi enaltecida pelo magnífico escritor Dante Alighieri, na obra "A Divina Comédia", que atribuiu a santa Luzia a função da graça iluminadora. Assim, essa tradição se espalhou através dos séculos, ganhando o mundo inteiro, permanecendo até hoje. 

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

SÃO DÂMASO I – Papa – Século IV

SÃO DÂMASO I – Papa – Século IV

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Dâmaso era espanhol, mas não se descarta que ele possa ter nascido em Roma, no ano 305.
Culto e instruído, ocupou o trono da Igreja de 366 a 384. Foi considerado um dos mais firmes e valentes sucessores de Pedro. Sem temer as ameaças e protecionismos imperiais, demitiu de uma só vez todos os bispos que mantinham vínculo com a heresia ariana, trazendo estabilidade à Igreja através da unidade, da obediência e respeito ao papa de Roma. Sua eleição foi tumultuada por causa da oposição. Houve até luta armada entre as facções, vitimando cento e trinta e sete pessoas.
Mas, ao assumir, o então papa Dâmaso I trouxe de volta a tradição da doutrina à Igreja, havendo um florescimento de ritos, orações e pregações durante seu mandato. Devem-se a ele, por exemplo, os estudos para a revisão dos textos da Bíblia e a nova versão em latim feita pelo depois são Jerônimo, seu secretário. Em seu governo, a Igreja conseguiu uma nova postura e respeito na sua participação na vida pública civil. Os bispos podiam escrever, catequizar, advertir e condenar. Esse papa sabia como ninguém fazer-se entender com os impérios e reinados e conseguia paz para que a Igreja se autogerisse.
Foi uma figura digna do seu tempo, pois conviveu com grandes destaques do cristianismo, como os santos: Ambrósio, Agostinho e Jerônimo, só para citar alguns.

domingo, 10 de dezembro de 2017

“DEPOIS DE MIM VIRÁ ALGUÉM MAIS FORTE QUE EU”. (Mc 1,7).

II DOMINGO DO ADVENTO
Ano – B; Cor – Roxo; Leituras: Is 40,1-5.9-11; Sl 84 (85); 2Pd 3,8-14; Mc 1,1-8.

“DEPOIS DE MIM VIRÁ ALGUÉM MAIS FORTE QUE EU”. (Mc 1,7).

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Diácono Milton Restivo

Estamos vivendo o Tempo do Advento, na expectativa da vinda da Luz do mundo:
ü  “O povo que andava em trevas viu uma grande luz, e aos que habitavam na região da sombra da morte, resplandeceu-lhes a luz.” (Is 9,2).
O profeta Isaias é uma constante no Tempo do Advento.
O livro do profeta Isaias tem uma particularidade única: é dividido em três partes chamadas Proto-Isaías, do capítulo 1 ao 39, Segundo Isaias também chamado Dêutero-Isaías ou “Livro da Consolação” que compreende dos capítulos 40 ao 55 e o Trito-Isaías, dos capítulos 56 a 66.
A história dos poemas narrativos constantes do Dêutero-Isaías ou Livro da Consolação tem a ver com o regresso dos judeus depois do cati­veiro da Babilônia.
A primeira deportação dos judeus para a Babilônia deu-se em 597 aC; em 586 aC é a conquista de Jerusalém e a segunda deportação.
No “Livro da Consolação” Isaías fala em palavras luminosas, não só da restauração de Judá, mas da vinda do “Servo de Yahweh”, que seria o Rei Messias, o próprio Servo de Yahweh que iria remir o seu povo.
Num período sombrio da história do seu povo, através do seu profeta Isaías, Yahweh torna-se presente. A mensagem do Livro da Consolação (Is 40 – 55) é clara: num momento em que o povo conhece o exílio e o sentimento de abandono, Yahweh escuta e responde à sua súplica enviando um profeta para anunciar que o fim da desgraça está próximo. A imagem de Deus que os judeus tinham adquirido foi purificada através da enorme provação do exílio. 

sábado, 9 de dezembro de 2017

SÃO JOÃO (JUAN) DIEGO CUAUHTLATOATZIN – 1473/1548

SÃO JOÃO (JUAN) DIEGO CUAUHTLATOATZIN – 1473/1548

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Os registros oficiais narram que Juan Diego, para nós João Diego, nasceu em 1474 na calpulli, ou melhor, no bairro de Tlayacac ao norte da atual Cidade do México. Era um índio nativo, que antes de ser batizado tinha o nome de Cuauhtlatoatzin, traduzido como "águia que fala" ou "aquele que fala como águia".
Era um índio pobre, pertencia à mais baixa casta do Império Azteca, sem ser, entretanto, um escravo. Dedicava-se ao difícil trabalho no campo e à fabricação de esteiras.
Possuía um pedaço de terra, onde vivia feliz com a esposa, numa pequena casa, mas não tinha filhos. Atraído pela doutrina dos padres franciscanos que chegaram ao México em 1524, se converteu e foi batizado, junto como sua esposa. Receberam o nome cristão de João Diego e Maria Lúcia, respectivamente.
Era um homem dedicado, religioso, que sempre se retirava para as orações contemplativas e penitências. Costumava caminhar de sua vila à Cidade do México, a quatorze milhas de distância, para aprender a Palavra de Cristo. Andava descalço e vestia, nas manhãs frias, uma roupa de tecido grosso de fibra de cactos como um manto, chamado tilma ou ayate, como todos de sua classe social.
A esposa, Maria Lúcia, ficou doente e faleceu em 1529.
Ele, então, foi morar com seu tio, diminuindo a distância da igreja para nove milhas. Fazia esse percurso todo sábado e domingo, saindo bem cedo, antes do amanhecer.

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

IMACULADA CONCEIÇÃO DE MARIA

COMEMORAÇÃO FESTIVA DA IMACULADA CONCEIÇÃO DE MARIA

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Hoje, não comemoramos a memória de um santo, mas a solenidade mais elevada, maior e mais preciosa da Igreja: a Imaculada Conceição da Santíssima Virgem Maria, a rainha de todos os santos, a Mãe de Deus.
O dogma da Imaculada Conceição de Maria é um dos dogmas mais queridos ao coração do povo cristão. Os dogmas da Igreja são as verdades que não mudam nunca, que fortalecem a fé que carregamos dentro de nós e que não renunciamos nunca.
A convicção da pureza completa da Mãe de Deus, Maria, ou seja, esse dogma, foi definida em 1854, pelo papa Pio IX, através da bula "Ineffabilis Deus", mas antes disso a devoção popular à Imaculada Conceição de Maria já era extensa. A festa já existia no Oriente e na Itália meridional, então dominada pelos bizantinos, desde o século VII. A festa não existia, oficialmente, no calendário da Igreja.
Os estudos e discussões teológicas avançaram através dos tempos sem um consenso positivo. Quem resolveu a questão foi um frade franciscano escocês e grande doutor em teologia chamado bem-aventurado João Duns Scoto, que morreu em 1308.
Na linha de pensamento de são Francisco de Assis, ele defendeu a Conceição Imaculada de Maria como início do projeto central de Deus: o nascimento do seu Filho feito homem para a redenção da humanidade.

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

SANTA MARIA JOSEFA ROSSELLO - 1811-1880

SANTA MARIA JOSEFA ROSSELLO - 1811-1880

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Fundou o Instituto das Filhas de Nossa Senhora da Misericórdia.
Benedita Rossello era natural da belíssima cidade de Albissola Mariana, em Savona, na Itália. Nasceu no dia 27 de maio de 1811, descendente de uma humilde família de fabricantes de vasilhas e, desde cedo, teve de, literalmente, "colocar a mão na massa" para ajudar o pai com a modelação da argila. Mas trabalhar para a família não era o suficiente para Benedita.
O que ela mais queria era trabalhar para o mundo, para os outros, para o próximo. Inscreveu-se muito jovem na Ordem Terceira de São Francisco e, aos dezenove anos, empregou-se numa residência para dar assistência ao chefe da família em sua doença. Fez um trabalho tão dedicado e confortador que, quando o doente morreu, a viúva quis adotar Benedita.
A oferta foi recusada, pois a jovem buscava uma atividade maior. Tentou inscrever-se numa casa de caridade, mas a falta do dote financeiro suficiente a impediu de concretizar o sonho, deixando-a triste e amargurada. Nesse mesmo tempo, perdeu o pai e uma irmã, tendo de prover a família durante um período. Pouco tempo depois, o bispado de Mari procurava voluntárias para a implantação de um instituto de educação para meninas pobres e Benedita não perdeu tempo. 

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

SÃO NICOLAU - (DE MIRA E DE BARI) - 250-326

SÃO NICOLAU - (DE MIRA E DE BARI) - 250-326

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Nicolau é também conhecido por São Nicolau de Mira e de Bari. Venerado, amado e muito querido por todos os cristãos do Ocidente e do Oriente. Sem dúvida alguma, é o santo mais popular da Igreja. Ele é padroeiro da Rússia, de Moscou, da Grécia, de Lorena, na França, de Mira, na Turquia, e de Bari, na Itália, das crianças, das moças solteiras, dos marinheiros, dos cativos e dos lojistas. Por tudo isso os dados de sua vida se misturam às tradições seculares do cristianismo. Filho de nobres, Nicolau nasceu na cidade de Patara, na Ásia Menor, na metade do século III, provavelmente no ano 250.
Foi consagrado bispo de Mira, atual Turquia, quando ainda era muito jovem e desenvolveu seu apostolado também na Palestina e no Egito. Mais tarde, durante as perseguições do imperador Diocleciano, foi aprisionado até a época em que foi decretado o Edito de Constantino, sendo finalmente libertado. Segundo alguns historiadores, o bispo Nicolau esteve presente no primeiro Concílio, em Nicéia, no ano 325. Foi venerado como santo ainda em vida, tal era a fama de taumaturgo que gozava entre o povo cristão da Ásia.
Morreu no dia 6 de dezembro de 326, em Mira. Imediatamente, o local da sepultura se tornou meta de intensa peregrinação. O seu culto se difundiu antes na Ásia, e o local do seu túmulo, fora da área central de Mira, se tornou meta de peregrinação. 

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

BEM-AVENTURADO NICOLA STENON - 1638-1686

BEM-AVENTURADO NICOLA STENON - 1638-1686

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Nasceu no dia 11 de janeiro de 1638, em Copenhague, Dinamarca.
A família Stenon era rica e luterana. Seu pai, ourives da Corte, o batizou como Niels Stensen, que foi traduzido para o latim como Nicola Stenon. Quando jovem, resolveu estudar medicina, sendo enviado para as universidades de Copenhague, Rostock e Amsterdã.
Muito aplicado e inteligente, descobriu que o coração é um músculo e o canal que vai da glândula parótida até a boca, conhecido até hoje como "canal de steno", ou "canal de stenon". Mas ele não se restringiu apenas ao conhecimento científico.
Dedicou-se ao estudo da doutrina cristã, que se reforçou ainda mais quando se estabeleceu em Florença, por cauda das viagens que tinha de fazer pela Europa em função da medicina. Nos períodos em que ficava na cidade, participava de muitos retiros, estudando a religião e, principalmente, dialogando com doutores teólogos. Em 1667, foi tocado pela fé durante a procissão "Corpus Domini" e decidiu tornar-se católico, acolhendo os sacramentos da Igreja de Roma.
Durante algum tempo, ele se dedicou a uma série de pregações através de cartas enviadas a muitos amigos luteranos. Em seguida, em 1675, recebeu a ordenação sacerdotal em Florença. Dois anos depois, era consagrado bispo, sendo enviado como vigário apostólico ao norte da Alemanha, território quase todo luterano.

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

SANTA BÁRBARA DE NICOMÉDIA - SÉCULO III

SANTA BÁRBARA DE NICOMÉDIA - SÉCULO III

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Filha de pais pagãos, Bárbara aprendeu a amar a Deus observando a natureza, o céu, o sol, as estrelas e todas as maravilhas da terra. Bárbara nasceu na Nicomédia, Bitínia, atual Turquia. Num lar pagão, desde pequena participava dos cultos e homenagens aos deuses.
A menina cresceu bela e inteligente e aprendeu os valores cristãos a ponto de apegar-se a eles com toda a força da alma. Assim, instruída no cristianismo às escondidas, recebeu o batismo. Mas chegou o dia em que seu pai tomou conhecimento disso. A princípio, tentou persuadi-la a voltar aos valores pagãos com argúcia e artimanhas. O tempo foi passando e nada de Bárbara render-se.
As pressões sobre ela aumentaram e a sua desobediência também. Até que, um dia, o pai a agrediu fisicamente, com castigos severos. Bárbara resolveu fugir de suas mãos e escondeu-se numa gruta.

domingo, 3 de dezembro de 2017

“O QUE EU DIGO A VOCÊS, DIGO A TODOS: FIQUEM VIGIANDO”. (Mc 13,37).

PRIMEIRO DOMINGO DO ADVENTO

Ano – B; Cor – roxo; Leituras: Is 63,16-17.19; 64,2-7; Sl 79 (80); 1Cor 1,3-9; Mc 13,33-37.

O QUE EU DIGO A VOCÊS, DIGO A TODOS: FIQUEM VIGIANDO”. (Mc 13,37).

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Diácono Milton Restivo

·         “O povo que andava em trevas viu uma grande luz, e aos que habitavam na região da sombra da morte, resplandeceu-lhes a luz.” (Is 9,2).
Não poderia existir citação melhor do que essa do profeta Isaias para darmos início a um novo Ano Litúrgico e entrada ao período do Advento que antecede e prepara o povo de Deus para o Natal de Jesus Cristo.
Isaias ainda diria:
·         “O sol não será mais a luz do seu dia, e de noite não será a lua a iluminá-la; o próprio Yahweh será para você uma luz permanente, e o seu Deus será o seu esplendor. O sol dela jamais vai se por, e a sua lua não terá mais minguante, pois o próprio Yahweh será para você uma luz permanente.” (Is 60,19-20). 
Mais ou menos seiscentos anos mais tarde Jesus diria:
·         “Eu sou a luz do mundo. Quem me segue não andará nas trevas, mas possuirá a luz da vida.” (Jo 812);
·         “Eu vim ao mudo como luz, para que todo aquele que acredita em mim não fique nas trevas.” (Jo 12,46).
Estamos na expectativa de comemorar novamente a vinda dessa luz que virá até nós, como na primeira vinda do Salvador, quando já nos preparamos para a sua segunda vinda.
Este domingo, a que denominamos “primeiro domingo do Advento”, é também o primeiro dia e o primeiro domingo do novo Ano Litúrgico. 

sábado, 2 de dezembro de 2017

SÃO SILVÉRIO

SÃO SILVÉRIO

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Silvério nasceu em Frosinone, na Campânia, Itália. Era filho do papa Hormisdas, que fora casado antes de entrar para o ministério da Igreja. Entretanto, ao contrário do que se encontra em alguns escritos, ele não foi sucessor do seu próprio pai.
Antes de Silvério assumir, e depois do seu pai, outros ocuparam o trono de Pedro.
Em períodos variados, não ultrapassando dois anos cada um, foram os papas: João I, Félix III, Bonifácio II, o antipapa Dióscoro da Alexandria, João II e Agapito I.
Eleito no dia primeiro de junho de 536, papa Silvério foi o sucessor do papa Agapito I, e o numero cinqüenta e oito da Igreja Católica. Embora fosse apenas subdiácono quando assumiu o trono de Pedro, ele foi um dos mais valentes defensores do cristianismo, pois enfrentou a imperatriz Teodora.
O conflito com a imperatriz começou quando ela enviou uma carta a ele ordenando que aceitasse, em Roma, bispos heréticos, entre eles Antimo. Respondendo com veemência que não obedeceria de forma alguma, foi preso. Tiraram-lhe as vestes papais, e, vestido como um simples monge, foi deportado para Patara, na Ásia.
Enquanto isso, assumia o governo da Igreja o antipapa Virgílio, que foi colocado em seu lugar porque aceitou a imposição da imperatriz de receber em Roma os tais bispos heréticos recusados por Silvério. Esse, por sua vez, pouco depois foi enviado a Lícia.
Mas, como era um religioso muito popular, foi recebido com honras inesperadas pelos monarcas romanos da região. 

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

BEM-AVENTURADA MARIA CLEMENTINA ANUARITE NENGAPETA – 1939/1964

BEM-AVENTURADA MARIA CLEMENTINA ANUARITE NENGAPETA – 1939/1964

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Anuarite Nengapeta era a quarta das seis filhas de Amisi e Isude. A família de pagãos africanos da etnia Wadubu vivia na periferia de Wamba, no Congo.
Ela nasceu no dia 29 de dezembro de 1939, como depois comprovou a Santa Sé. Ao ser batizada em 1943, acrescentaram-lhe o nome Afonsina. Na ocasião, também receberam esse sacramento sua mãe e quatro irmãs. A mais velha nunca acompanhou a doutrina cristã.
Seu pai, ao contrário, até começou a preparar-se para a conversão. Mas depois desistiu, pois formou outra família, enquanto trabalhava como soldado do exército congolês. A nova situação familiar refletiu pouco na formação de Anuarite, que teve uma infância e adolescência consideradas normais. Era vivaz e caridosa, de personalidade marcante e temperamento amistoso e generoso.
O nervosismo, porém, era o ponto fraco do seu caráter. Era muito sensível e instável, talvez por causa da separação de seus pais. Gostava de frequentar a igreja, ia à missa aos domingos, com a mãe e as irmãs. Em seguida, ficava estudando o catecismo para poder receber a primeira comunhão, que ocorreu em 1948. Iniciou os seus estudos e diplomou-se junto ao colégio das Irmãs do Menino Jesus de Nivelles, missionárias na África.
Em 1957 decidiu ingressar na Congregação da Sagrada Família.