sábado, 21 de agosto de 2021

 

SÃO PIO X – PAPA - 1835-1914

 

Seu nome de batismo era José Melquior Sarto, oriundo de família humilde e numerosa, mas de vida no seguimento de Cristo. Nasceu numa pequena aldeia de Riese, na diocese de Treviso, no norte da Itália, no dia 2 de junho de 1835.

Desde cedo José demonstrava ser muito inteligente e, por causa disso, seus pais fizeram grande esforço para que ele estudasse. Todos os dias, durante quatro anos, o menino caminhava com os pés descalços por quilômetros a fio, tendo no bolso apenas um pedaço de pão para o almoço. E desde criança manifestou sua vontade de ser padre.

Quando seu pai faleceu, sua mãe, Margarida, uma camponesa corajosa e pia, não permitiu que ele abandonasse o caminho escolhido para auxiliar no sustento da casa. Ficou no seminário e, aos vinte e três anos, recebeu a ordenação sacerdotal com mérito nos estudos.

Teve uma rápida ascensão dentro da Igreja. Primeiro, foi vice-vigário em uma pequena aldeia, depois vigário de uma importante paróquia, cônego da catedral de Treviso, bispo da diocese de Mântua, cardeal de Veneza e, após a morte do grande papa Leão XIII, foi eleito seu sucessor, com o nome de Pio X, em 1903.

No Vaticano José Sarto continuou sua vida no rigor da simplicidade, modéstia e pobreza. Surpreendeu o mundo católico quando adotou como lema de seu pontificado "restaurar as coisas em Cristo". Tal meta traduziu-se em vigilante atenção à vida interna da Igreja.

Realizou algumas renovações dentro da Igreja, criando bibliotecas eclesiásticas e efetuando reformas nos seminários. Pelo grande amor que dispensava à música sagrada, renovou-a.

Reformou, também, o breviário. Sua intensa devoção à eucaristia permitiu que os fiéis pudessem receber a comunhão diária, autorizando, também, que a primeira comunhão fosse ministrada às crianças a partir dos sete anos de idade. Instituiu o ensino do catecismo em todas as paróquias e para todas as idades, como caminho para recuperar a fé, e impôs-se fortemente contra o modernismo.

Outra importante característica de sua personalidade era a bondade suave e radiante que todos notavam e sentiam na sua presença. Pio X não foi apenas um teólogo. Foi um pastor dedicado e, sobretudo, extremamente devoto, que sentia satisfação em definir-se como "um simples pároco do campo".

Ficou muito amargurado quando previu a Primeira Guerra Mundial e sentiu a impotência de nada poder fazer para que ela não acontecesse. Possuindo o dom da cura, ainda em vida intercedeu em vários milagres.

Consta dos relatos que as pessoas doentes que tinham contato com ele se curavam. Discorrendo sobre tal fato, ele mesmo explicava como sendo "o poder das chaves de são Pedro". Quando alguém o chamava de "padre santo", ele corrigia sorrindo: "Não se diz santo, mas Sarto", numa alusão ao seu sobrenome de família.

No dia 20 de agosto de 1914, aos setenta e nove anos, Pio X morreu. O povo, de imediato, passou a venerá-lo como um santo. Mas só em 1954 ele foi oficialmente canonizado.

São lembrados também neste dia: São Pio X (papa), Santo Anastácio de Savona (mártir), São Balduíno (abade), São Bassa e seus três filhos: Teogônio, Agapito e Fidelis (mártires), Santa Ciríaca, Santa Humbelina.

sexta-feira, 20 de agosto de 2021

 

“DEUS É AMOR.” (1Jo 4,7-8).

 

“...Amarás o Senhor teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, com toda a tua força e de todo o teu entendimento...” (Lc 10,27). Esse mandamento de amor foi ensinado ao povo judeu enquanto caminhava no deserto à busca da terra prometida.    

O mínimo que o homem pode fazer a Deus é amá-lo com todas as sus forças porque, antes que o homem pensasse ou aprendesse amar Deus, Ele já o amava desde toda a eternidade.

O homem, amando ao Senhor de todo o seu coração, não está fazendo favor nenhum, muito pelo contrário, está apenas retribuindo, e muito mal e com extrema imperfeição o imenso amor que o Senhor tem por todos os filhos seus. Jesus Cristo foi o modelo de como se deve amar o Pai; viveu para nos ensinar como devemos amar. Muitos seguiram Jesus por amor, convicção, fé.  

Outros o seguiam por interesse, para que as doenças lhes fossem curadas. Mas existiam também aqueles que se julgavam os doutores da lei de Deus, seguiam a Jesus apenas para não deixá-lo em paz e para observar se ele não cometia alguma falha, falasse alguma coisa que contrariasse a lei de Moisés que fora ditada pelo Senhor para poder denunciá-lo, prendê-lo a fim de que não mais doutrinasse e ensinasse ao povo o caminho da justiça. 

Esses doutores da lei, também conhecidos como escribas ou fariseus não perdiam oportunidade de tentarem Jesus e fazer-lhe perguntas capciosas para ver se ele caísse em alguma contradição. Certa vez, estando  Jesus em discussão com os fariseus,  e, “Um dos escribas que ouvira a discussão, reconhecendo que (Jesus) respondera muito bem, perguntou-lhe: “Qual é o primeiro de todos os mandamentos?”  Jesus respondeu: “O primeiro é: Ouve, ó Israel, o Senhor Nosso Deus é o único Senhor, e amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e com toda a tua força.” (Mc 12,28-30).

Aquele escriba tinha a obrigação de conhecer esse mandamento porque estava contido na lei de Moisés que ele próprio tinha que obedecer e ensinar ao povo, mas Jesus não para por aí e dilata esse mandamento para mostrar ao escriba e para todos os homens que o  amor que se dedica a Deus não tem nenhum valor se esse amor não atingir também todos os irmãos, e diz: “O Segundo (mandamento)é este: amarás o teu  próximo como a ti mesmo.  Não existe outro mandamento maior que esses.” (Mc 12,31).

O escriba certamente ficou admirado com a resposta de Jesus e, talvez, contra a sua vontade ou quem sabe, tocado pela graça  e inspirado pelo Espírito de Deus, porque o Espírito sopra onde, quando e como quer, disse a Jesus: “Muito bem, Mestre, tens razão de dizer que ele é o único e não existe outro além dele, e amá-lo de todo o coração, de toda a inteligência e com toda a força e amar o próximo como a si mesmo é mais do que todos os holocaustos e todos os sacrifícios.” (Mc 12,32-33 ).

Aquele homem, que não era um seguidor de Jesus, teve de se curvar ante a sabedoria infinita do Divino Mestre e reconhecer que, se o homem não amar Deus através do seu irmão, o seu amor não tem valor, ”e Jesus, vendo que ele respondera com inteligência, disse-lhe: “Tu não estás longe do reino de Deus.” (Mc 12,34).

E agora, nós, que nos dizemos cristãos, que nos rotulamos seguidores de Jesus Cristo, entendemos bem esse mandamento de “amar a Deus sobre todas as coisas e ao nosso próximo como a nós mesmos?”  Temos a certeza e a convicção que somente chegaremos a Deus se for através do nosso irmão? Chegaremos aos Senhor amando o irmão, convivendo harmoniosamente com o próximo, respeitando os seus direitos, os seus pensamentos e trabalhando para mais nos melhorar nas coisas do Senhor e com isso ajudar a melhorar a todos os que nos circundam.

Mas nós, que pertencemos ao Senhor e buscamos mais e melhor entendermos a sua mensagem através das Escrituras Sagradas, e que  nos dizemos seguidores dos ensinamentos do Senhor Jesus, ainda não entendemos,  depois de dois mil anos de ensinamentos, que o maior de todos os mandamentos é amar ao Senhor sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos.  Aquele escriba entendeu o que Jesus quis dizer  com  ”amar a Deus “  e depois “amar o próximo”  e, bem por isso, “Jesus, vendo que ele respondera com inteligência, disse-lhe: “Tu não estás longe do reino de Deus.”  (Mc 12.34).

 Fica no ar a pergunta: Entendemos a profundidade e a magnitude desse mandamento?  Se conversássemos com Jesus a respeito disso, ele também nos diria: “Você não está longe do reino de Deus?” Quem poderá nos responder isso com exatidão é o nosso modo de vida; nós podemos nos enganar, ele não... “...Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, com toda a tua força e de todo o teu entendimento.” (Lc 12,27). “...Amarás o teu próximo como a ti mesmo...  Não existe outro mandamento maior que esses.” (Mc 12,31). “Caríssimos, se Deus assim nos amou, devemos nós também amar-nos uns aos outros.  Ninguém jamais contemplou a Deus.  Se nos amarmos uns aos outros, Deus permanece em nós e seu amor em nós é levado à perfeição.”  (1Jo 4,11-12).

E João,  o Apóstolo do Amor, insiste no amor que devemos ter a Deus, e, através desse amor, amar o irmão:  “Caríssimos, amemo-nos uns aos outros, pois  O AMOR E DEUS, e todo aquele que ama nasceu de Deus e conhece a Deus.  Aquele que não ama não conheceu a Deus, porque DEUS É AMOR.” (1Jo 4,7-8).

quinta-feira, 19 de agosto de 2021

 

O VALOR DO SINAL DA CRUZ

 

Se você soubesse a importância desta oração, garanto que você a colocaria mais em prática:

*(†) Pelo sinal da Santa Cruz,*

*(†) livrai-nos DEUS, nosso SENHOR,*

*(†) dos nossos inimigos!*

*(†) Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém!*

Quando você acorda, você faz sobre si o “sinal da Cruz”? E antes das refeições? E quando vai dormir? Ao menos alguma vez ao dia? Não?!

Se você soubesse a importância desta oração, garanto que você a colocaria mais em prática!

Muitas pessoas, não entendendo a importância dessa oração, a fazem de maneira displicente, ficando apenas no gesto, sem a efetiva invocação da Santíssima Trindade.

*O “sinal da Cruz” não é um gesto ritualístico, mas sim, uma verdadeira e poderosa oração!

É o sinal dos cristãos!

 Por meio dele muitos santos invocaram a proteção do Altíssimo, e através dele pedimos a Deus que, pelos méritos da Santa Cruz de Seu Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, Ele nos livre dos nossos inimigos, e de todas as ciladas do mal, que atentam contra a nossa saúde física e espiritual.*

*Mas você sabe fazer o “sinal da Cruz”?!*

De forma solene, sem pressa, e com a maior devoção e respeito:

*† Pelo sinal da Santa Cruz (na testa): pedimos a Deus que nos dê bons pensamentos, nobres e puros. E que Ele afaste de nós os pensamentos ruins, que só nos causam mal.*

*† Livrai-nos Deus, Nosso Senhor (na boca): pedimos a Deus que de nossos lábios só saiam louvores. Que o nosso falar seja sempre para a edificação do Reino de Deus e para o bem estar do próximo.*

*† Dos nossos inimigos (sobre o coração): para que em nosso coração só reine o amor e a lei do Senhor, afastando-nos, pois, de todos os maus sentimentos, como o ódio, a avareza, a luxúria… Fazendo-nos verdadeiros adoradores.*

*† Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém! – É o ato livramento e deve ser feito com a maior reverência, consciência, fé e amor, pois expressa nossa fé no Mistério da Santíssima Trindade, cerne de nossa fé cristã, Deus em si mesmo. Deve ser feito com a mão direita, levando-a da testa à barriga, e do ombro esquerdo ao direito.*

Agora que você já sabe a importância do “sinal da Cruz”, *faça-o antes de sair de casa, antes de qualquer trabalho, nas horas difíceis e nas horas de alegria também.*

*Faça-o sobre si, e, sempre que possível, na testa de seu filho, de seu marido, de sua esposa, de seu irmão, de seu sobrinho…

Peça a Deus, sempre, para que Ele te livre e aos seus, de todos os males, afim de fazermos tudo, acordar, comer, estudar, trabalhar, dormir, viajar…

Em nome do Pai, do Filho, e do Espírito Santo! Amém!*

Fonte: catolicaconect.com.br

quarta-feira, 18 de agosto de 2021

 

SANTA HELENA

 

Flávia Júlia Helena, esse era o seu nome completo.

Nasceu em meados do século III, na Bitínia, Ásia Menor. Era descendente de uma família plebéia e tornou-se uma bela jovem, inteligente e bondosa.

Trabalhava numa importante hospedaria na sua cidade natal quando conheceu o tribuno Constâncio Cloro. Apaixonados, casaram-se.

Mas quando o imperador Maximiano nomeou-o co-regente, portanto seu sucessor, exigiu que ele abandonasse Helena e se casasse com sua enteada Teodora. Isso era possível porque a lei romana não reconhecia o casamento entre nobres e plebeus.

O ambicioso Constâncio obedeceu. Entretanto levou consigo para Roma o filho Constantino, que nascera em 274 da união com Helena, que ficou separada do filho por quatorze anos. Com a morte do pai em 306, Constantino mandou buscar a mãe para junto de si na Corte.

Helena já se havia convertido e tornado uma cristã fervorosa e piedosa. O jovem Constantino, auxiliado pela sabedoria de Helena, conseguiu assumir o trono como o legítimo sucessor do pai. Primeiro, tornou-se governador; depois, o supremo e incontestável imperador de Roma, recebendo o nome de Constantino, o Grande. Para tanto, teve de vencer seu pior adversário, Maxêncio, na histórica batalha travada, em 312, às portas de Roma.

Conta a história que, durante a batalha contra Maxêncio, seu exército estava em desvantagem. Influenciado por Helena, que tentava convertê-lo, Constantino teve uma visão. Apareceu-lhe uma cruz luminosa no céu com os seguintes dizeres: "Com este sinal vencerás".

Imediatamente, mandou pintar a cruz em todas as bandeiras e, milagrosamente, venceu a batalha. Nesse mesmo dia, o imperador mandou cessar, imediatamente, toda e qualquer perseguição contra os cristãos e editou o famoso decreto de Milão, em 313, pelo qual concedeu liberdade de culto aos cristãos e deu a Helena o honroso título de "Augusta".

Helena passou a dedicar-se à expansão da evangelização e crescimento do cristianismo em todos os domínios romanos. Às custas do Império, patrocinou a construção de igrejas católicas nos lugares dos templos pagãos, de mosteiros de monges e monjas e ajudou a organizar as obras de assistência aos pobres e doentes.

Depois, apesar de idosa e cansada, foi em peregrinação para a Palestina, visitar os lugares da Paixão de Cristo. Lá supervisionou a construção das importantes basílicas erguidas nos lugares santos, dentre elas a da Natividade e a do Santo Sepulcro, que existem até hoje.

Conta a tradição que Helena ajudou, em Jerusalém, o bispo Macário a identificar a verdadeira cruz de Jesus, quando as três foram encontradas.

Para isso, levaram ao local uma mulher agonizante, que se curou milagrosamente ao tocar aquela que era a verdadeira. Pressentindo que o fim estava próximo, voltou para junto de seu filho, Constantino, morrendo em seus braços, aos oitenta anos de idade, num ano incerto entre 328 e 330.

O culto a santa Helena, celebrado no dia 18 de agosto, é um dos mais antigos da Igreja Católica. Algumas de suas relíquias são veneradas na basílica dedicada a ela em Roma.

O dia de sua festa, 12 de outubro, desde 1988 é feriado nacional.

São lembrados também, neste dia: Santo Umberto Hurtado Cruchaga, Santo Ângelo d’Agostini, São Firmino de Metz (bispo), Santo Agapito da Palestina (mártir), Santo Alípio de Tagaste (bispo), São Dagano de Iniskin (bispo), Santo Ivan de Ayrshire (eremita).

terça-feira, 17 de agosto de 2021

 

A ORIGEM DA ORAÇÃO DA AVE MARIA

 

Quem é de Deus é escravo do amor.     Maria não nasceu escrava, não foi feita escrava: Maria se fez escrava. Maria não foi obrigada a fazer nada que não quisesse e não fosse a sua vontade, mas, perante a vontade de Deus, a sua vontade passou a ser nada e ela renuncia a sua vontade para fazer e cumprir somente a vontade de Deus.

E, a exemplo de Maria que se fez “escrava do Senhor” (Lc 1,38), que se consagrou totalmente ao serviço de Deus, em todos os tempos e ainda nos nossos dias existem cristãos verdadeiros admiradores e seguidores de Maria que renunciam a sua vontade e todo prazer e alegria que a vida e o mundo oferece para fazer realizar única e exclusivamente a vontade de Deus.

Muitos se proclamam escravos do Senhor a exemplo de Maria e se esvaziam de si mesmos para que a vontade do Senhor impere em todos os seus atos, desejos, pensamentos, atitudes, palavras e ações.

E foi nessa entrega total de Maria ao Senhor ao anúncio do Anjo Gabriel que o céu se abre em louvores à Maria e, pela boca do Anjo, todo o universo saúda-a por ter aceitado ser a mãe daquele que viria para a redenção do gênero humano.

A saudação pronunciada pelo Anjo à Maria, quando da Anunciação, se transformou em oração e essa  é a primeira oração que todos nós aprendemos a rezar ainda no colo de nossas mães ou avós: a oração da “AVE MARIA”.

Desde a mais tenra idade repetimos a saudação do Anjo em forma de oração e rezamos essa saudação mariana recitada pelo Senhor Nosso Deus usando, como instrumentos, o seu Anjo Mensageiro Gabriel e, posteriormente, Isabel.

A primeira parte da oração da Ave Maria foi recitada pelo Anjo Gabriel quando levou à Maria o convite para que ela fosse a mãe de Deus. Gabriel, entrando na casa onde estava Maria, dirige-se à Maria saudando-a e dizendo: “Ave Maria, cheia de graça, o senhor é contigo.” (Lc 1,28).

Depois, quando Maria visita sua parenta Isabel  e, na ocasião “...Isabel ficou cheia do Espírito Santo”, (Lc 1,41), e nesse estado supremo de graça, Isabel recita a segunda parte da oração bíblica da Ave Maria, e diz: “bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto de teu ventre.’ (Lc 1,42). Juntando as palavras do Anjo com as de Isabel e, considerando que ambos foram inspirados pelo próprio Espírito do Senhor Nosso Deus,  temos, então: “Ave Maria, cheia de graça, o Senhor é contigo, bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto de teu ventre” (Lc 1,28; 1,42).

Esta primeira parte da oração da Ave Maria é totalmente bíblica é tudo o que é bíblico é inspirado pelo Senhor; e mais ainda: a primeira oração da Ave Maria foi recitada pelo próprio Senhor Nosso Deus pois que o Anjo só disse o que o Senhor lhe determinara dizer e Isabel, quando disse a sua parte, estava “...cheia do Espírito Santo” (Lc 1,41), e, quem está cheio do Espírito Santo só diz e repete o que Deus determina e o que for do agrado do Senhor. A oração da “AVE MARIA” foi recitada pela primeira vez pelo Senhor Nosso Deus.

A oração da Ave Maria é recitada e repetida pelos cristãos desde os primórdios do cristianismo. E a confiança, o grande amor, veneração e respeito que os cristãos devotam a Maria, e conscientes de que ela intercede por eles a Jesus Cristo em suas dificuldades, como aconteceu nas bodas de Caná, fez com que eles acrescentassem mais uma parte nessa oração e, como num grito de súplica, como que pedindo socorro por estarem trilhando esse vale de lágrimas, acrescentaram: “Santa Maria, mãe de Deus, rogai por nós, pecadores, agora, e na hora de nossa morte, amém.

A primeira parte da oração da Ave Maria é de louvores à Maria, feita pelo Senhor; a segunda parte é de súplica, feita pelos homens.

Depois da oração do Pai Nosso não existe oração mais conhecida entre os cristãos do mundo inteiro que a oração da Ave Maria.

Desde o início da Igreja multidões e multidões a repetem sem cessar e sempre com uma confiança redobrada na intercessão de Maria junto a seu Filho, como ela já havia feito no casamento de Caná  (Jo 2,1-12), na certeza que seus problemas serão resolvidos, seja de saúde, financeiro, familiar, ou confirmação da fé.

segunda-feira, 16 de agosto de 2021

 

SÃO ROQUE

 

São Roque, Protetor contra pestes e epidemias.

“... Olho para direita e vejo: não há ninguém que cuide de mim. Não existe para mim um refúgio ninguém que se interesse pela minha vida, eu vos chamo Senhor, vós sois meu refúgio, sois meu quinhão na terra dos vivos. Atendei o meu clamor...” (Salmo 141, 5-7).

Montpellier, na França, foi no ano de 1295, cenário e berço do nascimento de um de seus mais ilustres filhos; Roque! O nobre Fidalgo João e sua esposa Libéria, aguardavam com ansiedade a chegada dessa criança, era afinal, uma benção desejada.

Roque foi levado a pia Batismal, já nos primeiros dias de vida; sua mãe Libéria, era mulher virtuosa, mulher de fé e piedosa, que via naquele frágil bebê, um sinal de amor de Deus.
O pequeno Roque teve uma educação primorosa, estudou nos melhores colégios e herdou de sua mãe os mais vivos sentimentos de fé, e vida de oração.

Quando completou vinte anos, foi duramente provado com a morte repentina de seus pais, vendo-se sozinho e com uma herança invejável, sentiu em seu coração um forte apelo ao despojamento. Dispos de todos os seus bens móveis em favor dos mais necessitados e os imóveis foram entregues aos cuidados de seu tio; Roque em condições de pobre peregrino, dirigiu-se a Roma.

Quando Roque chegou a Aguapendente, na Toscana, um terrível epidemia (Peste Negra) se alastrava, e nosso jovem peregrino ofereceu-se prontamente para tratar dos doentes que lotavam as enfermarias dos hospitais.

De Aguapendente seguiu para Caesena e Rimini, por toda parte onde chegava o jovem Roque, via-se desaparecer a terrível epidemia, como que a fugir do Santo.

Foi em Roma que a caridade de Roque achou um novo campo de ação, dedicando-se durante 3 anos, ao tratamento dos pobres e abandonados doentes. Depois voltou aos lugares onde já tinha estado, e seu zêlo escolhia entre os mais doentes, mais abonados, sempre nutrindo o desejo ardente de poder oferecer a Deus o sacrifício da vida.

Por vária vezes foi provado pela doença e em todas, o Senhor conservou-lhe a vida, no que todos reconheceram uma especial proteção Divina.

Na Itália, Roque conheceu o carisma franciscano e fez votos na Ordem Terceira, como irmão penitente.

Restabelecidas as forças, Roque seguiu para Piacenza, onde a Peste dizimava a população. Com uma abnegação, que lhe era peculiar, dedicou-se ao serviço de enfermeiro no hospital, sendo também atingido pelo terrível mal. Após um sono profundo, foi acometido duma febre violenta e atormentado por uma dor fortíssima na perna esquerda, causando-lhe uma terrivel chaga.
Roque aceitou a doença, como uma Graça Divina, as dores chegaram, porém, a tal ponto que fizeram chorar e gritar continuamente.

Em pouco tempo, Roque, viu-se abandonado e desprezado por todos, decidiu em seu coração, não se tornar um peso para ninguém. Com muito custo arrastou-se até um bosque e lá acomodou-se em uma cabana abandonada.

Confiando no Senhor e entregando-se a sua Divina Providência, Roque experimentou o amor de Deus, que todos os dias enviava um cão para alimentá-lo, trazendo um pão tirado da mesa do Fidalgo Gottardo.

Certa manhã Gottardo, observando as atitudes do cão, resolveu segui-lo e qual não foi sua surpresa ao encontra-lo na choupana em companhia de Roque. Assim todos descobriram o paradeiro do Santo.

Gottardo ficou algum tempo em companhia de Roque e este, sentindo-se restabelecido de sua forças decidiu voltar para sua terra natal.

A França, por aquele tempo, estava em guerra, e assim se explica que Roque, lá chegando fosse tomado por espião.

O sofrimento e a dor tinham deixado marcas significativas em seu rosto, em seu corpo, que até o próprio Tio, que era o juiz da cidade, não o reconheceu e condenou-o à prisão.

Toda essa humilhação, Roque aceitou sem protesto algum, e todas as injustiças sofridas, ofereceu por amor a Jesus e pela conversão dos pecadores.

Por cinco anos permanceu encarcerado sem que ninguém o reconhecesse foi acometido por uma grave e terminal enfermidade, lá no cárcere recebeu os Santos Sacramentos.
Confessou sua identidade ao Sacerdote, exalava de seu corpo um suave perfume de santidade que se-espalhou por todo o presídio, Roque com seus 32 anos, entregou sua santa alma ao Senhor humilde e silenciosamente, era o ano de 1327.

(O primeiro milagre póstumo que lhe é atribuido foi a cura do seu carceireiro, que se chamava Justino e era manco de uma perna. Ao tocar no corpo de Roque, para verificar se estaria morto realemente, sentindo algo estranho percebeu sua perna milagrosamente curada).
Seu sepultamento, foi marcado por muitas honras e grandes milagres, agora reconhecido com nobre filho de Montpelier. Tempos mais tarde seus restos mortais foram transladados para Veneza, onde seus devotos lhe erigiram um belo templo.

Assegura-se que por intercessão de São Roque, muitas cidades foram poupadas da peste, entre elas Constança, na ocasião em que dentro dos muros se lhe reunia o grande concílio, em 1414.

O povo católico sempre nutriu especial confiança em devoção a São Roque e venera-o como padroeiro poderoso contra epidemias.

Será que não está a hora do povo Católico se unir em oração e clamar a intercessão de São Roque, junto ao Senhor, para que a “Gripe A”, seja definitivamente extinta. Devemos sempre acreditar, o Senhor tudo pode.

Para alcançar a vida eterna é necessária a prática da virtude. Em São Roque temos o modelo de homem virtuoso de fato.

Os Santos são setas que nos indicam o caminho que é Jesus, a verdade de Jesus e a vida que está em Jesus.

São lembrados também, neste dia: Santo Estevão da Hungria, São João Francisco Régis, Santo Alsácio, São Bento José Labre (peregrino mendicante), Santos Caio e Cremêncio (mártires de Zaragoza).

domingo, 15 de agosto de 2021

 

ASSUNÇÃO DE NOSSA SENHORA

 

 “A MINHA ALMA ENGRANDECE O SENHOR”. (Lc 1,46).

 

Diácono Milton Restivo

 

No próximo domingo, festivamente, a Igreja comemora, liturgicamente, a Assunção de Maria, a Mãe de Jesus, aos céus.

O Senhor nosso Deus não permitiu o corpo daquela mulher que ele escolhera para, no seu ventre, o seu Filho Unigênito assumisse a natureza humana, fosse entregue à decomposição, como são todos os demais corpos dos seres viventes.

O corpo dessa mulher foi o primeiro sacrário de seu Filho, e não somente isso; foi no ventre desse corpo que o Seu Filho recebeu a forma humana, corpo e sangue, para que se concretizasse nele o assumir a natureza humana.

É essa mulher que nós, cristãos, precisamos conhecer bem.

Devemos ver Maria como a viram os primeiros cristãos com os dados que os Santos Evangelhos lhes forneceram: Maria mulher, Maria esposa, Maria dona de casa, Maria humilde, Maria doce, Maria meiga, Maria pobre.

No tempo de Maria, como hoje, deveriam existir mulheres que se destacavam na sociedade, na política, no poder, na riqueza.

Mulheres que, sem dúvida, poderiam oferecer ao Filho de Deus, para o seu nascimento, um palácio com todas as mordomias, ao invés de uma gruta úmida e fria; poderiam oferecer um berço de ouro, ao invés de um cocho mal cheiroso e de higiene duvidosa de animal como primeiro leito; aquecedores de ar ao invés do respirar quente dos animais para aquecer o recém-nascido; uma banheira com água aromatizada para dar o primeiro banho ao que acabara de nascer, ao invés de, possivelmente, uma poça de água da chuva ou água do bebedouro dos animais.

O Pai poderia ter escolhido, para o nascimento de seu Filho, uma mulher que poderia providenciar e determinar para que as primeiras visitas ao Filho de Deus recém-nascido fossem os mais ricos e poderosos monarcas que existiam na terra naquele tempo, ao invés de, as primeiras visitas, terem sido, como foram, pobres e humildes, desamparados e discriminados pastores. 

Mas, a Divina Providencia age diferentemente dos pensamentos humanos, como disse Yahweh:

·         “Os meus pensamentos não são os seus pensamentos, e os seus caminhos não são os meus caminhos.” (Is 55,8).

Deus não quis para o seu Filho um palácio, já que o mundo inteiro é seu.

O Senhor não quis para o seu Filho um berço de ouro, já que tem a abóbora celeste para lhe servir de suporte dos pés.

Deus não quis para o seu Filho um aquecedor de ar para aquecê-lo, já que os ventos que sopram dos quatro cantos do Universo obedecem as suas ordens, obedecem a sua voz.

O Pai não quis para o primeiro banho de seu Filho humanado uma banheira com água aquecida, já que ele é o criador de todas as águas que joram sobre a terra e de todos os mares que a cobrem.

Deus não quis para visitar seu Filho pela primeira vez ricos monarcas e poderosos reis e nem esnobes gentes da sociedade, porque ele é o Rei dos Reis, e todos os reinos do mundo lhe pertence.

Deus não quis para mãe de seu Filho uma mulher rica, poderosa, da sociedade, porque sabia que no coração dessas mulheres não havia lugar para a Vida em abundância que deveria ser vivida pelos homens e para a Verdade que seria transmitida a toda a humanidade, porque os corações das mulheres ricas estariam encharcados e inchados das coisas da terra e não teriam espaços para as coisas do céu e nem condições de trilhar o Caminho que o Filho de Deus veio mostrar a todos os que não se envergonhassem dele e de seus ensinamentos.

Para ser a mãe de seu Filho o Senhor não procurou mulheres em palácios ou sociedades, mas procurou a mais pobre, a mais humilde exatamente numa das mais pobres e humildes casas de Nazaré, na Galiléia, cidade desconhecida, até então nos escritos sagrados.

Para a mãe de seu Filho, o Senhor não escolheu a mulher mais rica da terra, mas aquela que estava mais familiarizada com as coisas do céu.

Deus não escolheu uma mulher comprometida com a sociedade e com o mundo, com o coração cheio das preocupações passageiras e apegado demais às coisas que perecem, mas escolheu uma mulher com o coração desapegado, um coração pobre, um coração que, ele sabia, poderia não entender o que estivesse acontecendo, mas que se submeteria dócil e livremente a vontade de Deus, ainda que isso lhe custasse as mais cruciantes dores e que afirmasse com convicção: “Eis aqui a escrava do Senhor;

·         “faça-se em mim segundo a tua palavra” (Lc 1,38),

E a quem o Espírito Santo diria pela boca de Isabel:

·         “Você é bendita entre as mulheres, e é bendito o fruto do seu ventre. [...] Bem-aventurada aquela que acreditou, porque vai acontecer o que o Senhor lhe prometeu.” (Lc 142.45).

E Jesus Cristo foi exigente na escolha de sua mãe.

Nós não escolhemos a mãe que temos, embora agradeçamos a Deus pelas mães que ele nos deu, mas Jesus teve um privilégio a mais que nós: ele teve o privilégio de poder escolher a sua mãe, e nisso ele foi exigente: escolheu a mais bela, a mais pura, a mais santa, a mais imaculada, a mais inviolável, e, além de tudo isso, a mais humilde.

Maria foi pobre em toda a extensão da palavra. Não só teve espírito de pobre, mas viveu a pobreza materialmente com todas as suas consequências.

Maria sentiu-se um instrumento humilde e pobre para os planos da Providência.

E foi exatamente por isso que o Senhor a julgou apta para operar nela as suas maravilhas.

Poderia haver algo de mais pobre do que uma Virgem para ser mãe?

E no livro do Cântico dos Cânticos, Deus já havia prenunciado a beleza, tanto exterior como interior dessa virgem que seria a mãe de seu Filho, e faz um elogio divino à beleza física e espiritual de Maria:

·         “Quem é essa mulher que se eleva como a aurora, bela como a lua, resplandecente como o sol, temível como batalhões?” (Ct 6,10).

Deus opera as suas maravilhas nos pobres, nos humildes e nos corações desapegados das coisas do mundo, e Maria preencheu em tudo os requisitos exigidos e os desejos do Pai.

Para conhecermos bem Maria, para encontrarmos dentro de sua humildade todo o esplendor da graça da qual Deus Pai sempre a cumulou, precisamos conhecer o que os santos que a amaram muito e a reverenciaram em toda as suas vidas disseram e escreveram sobre ela e como esses santos e santas descobriram em Maria virtudes incalculáveis, tesouros com valores infinitos e como eles se colocaram sob a proteção materna de Maria.

A nossa inteligência é pequena, os nossos conhecimentos parcos, pouquíssimos mesmo; então, por isso, há a necessidade de procurarmos ler escritos dos grandes santos e santas que amaram e veneraram Maria e nos ensinam como devemos amar e venerar a Mãe de Deus e nossa Mãe. Todos os santos que amaram Jesus amaram também Maria sem diminuir ou depreciar o seu amor por Jesus.

Jamais chegaremos a Jesus se não for pelas mãos imaculadas de Maria, considerando que Jesus chegou até nós, assumindo a sua natureza humana pelo ventre sacrossanto de Maria.

O próprio exemplo é Jesus quem nos dá. Para Jesus chegar até nós, ele quis precisar de Maria. Se não fosse por Maria jamais teríamos Jesus como o temos. Jesus, para se fazer o Filho do Homem, ele quis precisar de Maria.

O homem, para se fazer filho de Deus, tem que precisar de Maria também, porque foi no Calvário, nos estertores da morte, quando Jesus sentiu que partiria irremediavelmente deixando os homens sozinhos, foi ali, naquele momento supremo de dor, de angústia e de aniquilamento total que Jesus nos dá Maria como Mãe (cf Jo 19,25-27).

Se quisermos chegar com mais segurança até Jesus, tem que ser pelas mãos imaculadas de Maria. E nós conhecemos tão pouco dessa ligação tão íntima de Maria com Jesus Cristo e de Jesus Cristo com Deus Pai.

Os santos e santas devotos de Maria nos ensinam e nos esclarecem como devemos amar de verdade Maria. Não podemos nos descuidar de conhecer melhor e mais a cada dia que passa esse mar de graças que é Maria.

São Luiz Maria Grignon de Montfort, grande devoto de Maria no seu livro “Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem Maria” nos dá uma verdadeira lição de conhecimento sobre Maria e como devemos amá-la, e nos diz:

·         Deus fez um lago muito grande de água, e o chamou de mar – depois fez um mar de graças e o chamou Maria”.

São Bernardo, em uma das orações mais lindas feitas em honra à Maria nos diz que:

·         jamais se ouviu dizer que alguém que tivesse recorrido à proteção de Maria, tivesse deixado de ser por ela atendido”.

São Maximiliano Maria Kolbe, o fundador da Milícia da Imaculada, o santo polonês canonizado pelo nosso Papa João Paulo II, nas conversas que tinha com seus frades, jamais deixou de dizer, e jamais se cansava de dizer:

·         meus filhinhos, amem a Nossa Senhora, o tanto que vocês quiserem e mais do que vocês puderem”.

E Santa Terezinha do Menino Jesus dizia sempre que o caminho mais curto para se chegar até Jesus é Maria.  E como seria bom se todos nós, a exemplo de São Luiz Maria Grignon de Montfort, repetíssemos todos os dias e a toda hora:

·         sou todo vosso, ò minha amada mãe e senhora, e tudo o que tenho vos pertence”.

Os cristãos de todos os tempos reconhecem em Maria a Mãe do Rei do Universo, Jesus e, sabemos que, a mãe do Rei é Rainha, e Maria, além de Rainha é a Mãe de misericórdia, doçura da vida, esperança nossa. Rainha dos céus, Rainha da terra, Rainha de todo o universo.

Rainha radiante como o sol, Rainha coroada de estrelas, rainha vestida com o azul do infinito, Rainha linda como o raiar de um novo dia.            Rainha, Rainha dos Anjos, Gabriel, Rafael, Miguel. Rainha de todos os Anjos que lhe prestam homenagens sem cessar pelos séculos dos séculos.

Rainha dos Anjos que cantaram radiantes quando o Cristo Senhor, o Rei, o filho da Rainha nascera:

·         Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens por ele amados” (Lc 2,14)

Rainha dos Anjos que a levaram gloriosa de corpo e alma para os céus por ocasião de sua assunção que comemoramos nesta data, para, junto de Deus, receber a recompensa por ter sido a mais pura e a mais santa de todas as criaturas, depois de seu Filho Jesus.

Rainha dos Patriarcas, Rainha de Abraão, de Isaac, de Jacó, de Judá, de José, de Moisés, de todos aqueles que foram colunas mestras para a consolidação do povo de Deus e a implantação da justiça e da lei do Senhor no mundo.

Rainha de Israel, do povo escolhido, donde nasceria o Salvador, o Sol da Justiça.

Rainha dos Profetas, de Isaias, Jeremias, Malaquias, Oséias. Rainha de todos aqueles que prepararam o povo escolhido para a vinda do Senhor. Rainha de João Batista.

Rainha dos Profetas de todos os tempos, de todos aqueles que fizeram de sua palavra a palavra de Deus, de sua vontade a vontade de Deus, de sua vida a vida de Deus.

Rainha dos Apóstolos, de Pedro, João, Paulo, Tiago, Mateus.

Rainha de todos os que disseram sim ao chamamento vocacional de Jesus Cristo.

Rainha de Anchieta, de Teresa de Calcutá, da Irmã Dulce, da Irmã Paulina do Coração Agonizante, do Frei Galvão, dos Diáconos, dos Presbíteros dos Bispos e do Papa.

Rainha de todos aqueles que, ainda nos nossos dias, fazem valer no nosso meio a Palavra viva do Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo.

Rainha dos Mártires, de Sebastião, de Maria Goretti, de Maximiliano Maria Kolbe, de Dóroti, de Ezequiel Ramim, de D. Romero, de Chico Mendes, da irmã Lindalva, de todos aqueles que deram a sua vida e derramaram o seu sangue por sua fé, por sua religião, por sua pátria, por seus ideais, como os desaparecidos políticos de todos os países, como os mortos anônimos que são desenterrados nos cemitérios latinos americanos e de todo mundo, como as vítimas dos campos de concentrações de todos os tempos, vítimas de regimes que não respeitam os valores e os direitos humanos.

Rainha dos confessores, Rainha daqueles que não tem vergonha, não tem medo e nem receio de dizer que são cristãos seguidores de Jesus Cristo, ainda que isso lhes custe o emprego, o sossego, e até a própria vida. Rainha daqueles que confessam a sua fé tanto nos tempos de paz como nos tempos de guerra, tanto nos tempos calmos, como nos tempos de perseguições religiosas.

Rainha das Virgens, de Terezinha do Menino Jesus, de Maria Goretti, de Cecília, de Ifigênia, de Inês, de Luzia.

Virgem Rainha, Rainha de todas as Virgens que dedicaram e dedicam a sua vida inteira para cuidar dos filhos dos outros, dos filhos que não tiveram e que tornaram seus filhos por amor dos irmãos e de Jesus Cristo.

Rainha de todos os Santos, dos santos de ontem, dos santos de hoje e dos santos de amanhã; dos santos que estão na glória de Deus Pai, dos santos que caminham conosco neste vale de lágrimas, dos santos que despontam no amanhã da esperança de dias melhores.

Rainha concebida sem pecado original, Rainha pura, Rainha bela, Rainha casta, Rainha imaculada. Rainha preservada pela graça de Deus da mancha do pecado de qualquer natureza.

Rainha da paz, não da paz que se resume na ausência de guerra, mas da paz interior, ainda que o mundo esteja explodindo na maior violenta das guerras.

Rainha da paz que vem do amor, da paz que vem da fé, da paz que vem de Jesus Cristo, da paz que o Mestre desejou e deixou aos seus apóstolos, quando disse:

·         Eu deixo para vocês a paz, eu lhes dou a minha paz. A paz que eu dou para vocês não é a paz que o mundo dá. Não fiquem perturbados, nem tenham medo”. (Jo 14,27).

Rainha e Mãe da Igreja que é o povo de Deus e que caminha por veredas muitas vezes inseguras, mas sempre conduzido pela estrela dos magos que fatalmente o levará até a gruta de Belém onde o Senhor Jesus o espera, e onde a Rainha, de braços abertos e com um largo sorriso receberá a todos os que, partindo deste vale de lágrimas, depois deste desterro, para nos mostrar a Jesus, que é o bendito fruto de seu ventre, ò clemente, ò piedosa, ò doce, sempre Virgem e Mãe, sempre Rainha... Maria é a Rainha que se fez escrava:

·         “Eis aqui a escrava do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra.” (Lc 1,38).

Poderia Deus permitir que o corpo de Maria, que foi o sacrário vivo de seu Filho durante nove meses e onde seu Filho assumiu a natureza humana para ser o Emanuel, o Deus conosco, poderia Deus permitir que esse corpo tivesse o mesmo destino dos corpos de todos os pecadores e fosse consumido pela terra? Absolutamente!

O Senhor o resgatou e mandou seus anjos virem buscá-lo para que Maria gozasse, de corpo e alma, a recompensa por ter-se colocado nas mãos de Deus, ouvido a Palavra, se engravidado da Palavra e dado luz à Palavra, que é a salvação de todos os homens. 

E é isso que comemoramos hoje: a Assunção de Maria aos céus.

   

sábado, 14 de agosto de 2021

 

SÃO MAXIMILIANO MARIA KOLBE - 1894-1941

 

Fundou o apostolado mariano "Milícia da Imaculada".

Maximiliano Maria Kolbe nasceu no dia 8 de janeiro de 1894, na Polônia, e foi batizado com o nome de Raimundo. Sua família era pobre, de humildes operários, mas muito rica de religiosidade. Ingressou no Seminário franciscano da Ordem dos Frades Menores Conventuais aos treze anos de idade, logo demonstrando sua verdadeira vocação religiosa.

No colégio, foi um estudante brilhante e atuante.

Na época, manifestou seu zelo e amor a Maria fundando o apostolado mariano "Milícia da Imaculada". Concluiu os estudos em Roma, onde foi ordenado sacerdote, em 1918, e tomou o nome de Maximiliano Maria. Retornando para sua pátria, lecionou no Seminário franciscano de Cracóvia.

O carisma do apostolado de padre Kolbe foi marcado pelo amor infinito a Maria e pela palavra: imprensa e falada.

A partir de 1922, com poucos recursos financeiros, instalou uma tipografia católica, onde editou uma revista mariana, um diário semanal, uma revista mariana infantil e uma revista em latim para sacerdotes.

Os números das tiragens dessas edições eram surpreendentes. Mas ele precisava de algo mais, por isso instalou uma emissora de rádio católica.

Chegou a estender suas atividades apostólicas até o Japão. O seu objetivo era conquistar o mundo inteiro para Cristo por meio de Maria Imaculada.

Mas teve de voltar para a Polônia e cuidar da direção do seminário e da formação dos novos religiosos quando a Segunda Guerra Mundial estava começando. Em 1939, as tropas nazistas tomaram a Polônia. Padre Kolbe foi preso duas vezes. A última e definitiva foi em fevereiro de 1941, quando foi enviado para o campo de concentração de Auschwitz.

Em agosto de 1941, quando um prisioneiro fugiu do campo, como punição foram sorteados e condenados à morte outros dez prisioneiros. Um deles, Francisco Gajowniczek, começou a chorar e, em alta voz, declarou que tinha mulher e filhos. Padre Kolbe, o prisioneiro número 16.670, solicitou ao comandante para ir em seu lugar e ele concordou. Todos os dez, despidos, ficaram numa pequena, úmida e escura cela dos subterrâneos, para morrer de fome e sede.

Depois de duas semanas, sobreviviam ainda três com padre Kolbe. Então, foram mortos com uma injeção venenosa, para desocupar o lugar.

Era o dia 14 de agosto de 1941. Foi beatificado em 1971 e canonizado pelo papa João Paulo II em 1982. O dia 14 de agosto foi incluído no calendário litúrgico da Igreja para celebrar são Maximiliano Maria Kolbe, a quem o papa chamou de "padroeiro do nosso difícil século XX".

Na cerimônia de canonização estava presente o sobrevivente Francisco Gajowniczek e sua família, dando testemunho do heroísmo daquele que se ofereceu para morrer no seu lugar.

sexta-feira, 13 de agosto de 2021

 

SANTA IRMÃ DULCE DOS POBRES - 1914-1992

 

Maria Rita de Souza Brito Lopes Pontes nasceu no dia 26 de maio de 1914, na Bahia, Brasil. Era a segunda filha do casal, Augusto Lopes Pontes, e Dulce Souza Brito, que já tinha quatro outros filhos.

Sua mãe morreu aos vinte e seis anos, quando ela tinha apenas seis anos de idade, porém, teve uma infância feliz, com os irmãos e os parentes, que procuravam compensar a grande perda. Certo dia, a menina foi com uma tia materna visitar os pobres de um convento.

Foi diante de tanta privação e sofrimento que a pequena decidiu: "Quero ser freira e dedicar minha vida aos pobres". E isso ela nunca esqueceu.

Maria Rita se desenvolveu pouco fisicamente, tornou-se uma mulher pequenina e de aparência muito frágil. Mas aos dezenove anos, após diplomar-se professora, ingressou na Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, em Sergipe e, aos vinte anos, fez sua profissão religiosa, assumindo o nome de Irmã Dulce, em homenagem à mãe. Determinada a atender os mais carentes, voltou à Bahia em 1934, iniciando um trabalho de assistência à comunidade pobre de Alagados e Itapagipe.

Nesse mesmo ano funda a União Operária São Francisco, primeiro movimento cristão operário de Salvador. A imprensa começa a chamá-la de Irmã Dulce dos Pobres, o anjo dos Alagados. Em 1937, fundou o Círculo Operário da Bahia.

Decidida a acolher os doentes que a procuravam, Irmã Dulce os abrigava em casas abandonadas e, em seguida, saía em busca de alimentos, remédios, assistência médica e ajuda financeira dos comerciantes e pessoas amigas.

Seu lema era: "Amar e servir o mais necessitado entre os necessitados, como se acolhesse o próprio Cristo". E, sob esse escudo, Irmã Dulce iniciou seu trabalho assistencial num albergue improvisado em 1946, no galinheiro do convento das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, para acolher setenta doentes que ela havia recolhido nas ruas de Salvador.

Atualmente, a Associação Obras Sociais Irmã Dulce é a maior ONG de saúde no Norte e Nordeste e a nona do Brasil, atendendo, em seus onze núcleos, mais de um milhão de carentes por ano, um trabalho inteiramente gratuito.

Nessas Obras Sociais estão portadores de deficiências, idosos, crianças, adolescentes, mendigos, alcoólicos, toxicômanos e todos os que vivem à margem da sociedade.

Para construir sua obra, Irmã Dulce contou com o apoio do povo baiano, de brasileiros dos diversos estados e de personalidades internacionais.

No dia 7 de julho de 1980, Irmã Dulce ouviu do Papa João Paulo II, na sua primeira visita ao país, o incentivo para prosseguir com a sua obra. Quatro anos depois fundou a Associação Filhas de Maria Servas dos Pobres. E em 1988, foi indicada para o Prêmio Nobel da Paz.

Em 20 de outubro de 1991, na segunda visita ao Brasil, o Papa João Paulo II fez questão de visitar Irmã Dulce, já bastante debilitada no seu leito de enferma, no Convento Santo Antônio. Aos 13 de março de 1992,

Irmã Dulce faleceu, com setenta e sete anos de idade. A fragilidade dos últimos trinta anos da sua vida, com a saúde abalada seriamente, tinha setenta por cento da capacidade respiratória comprometida, não impediu que ela construísse e mantivesse uma das maiores e respeitadas instituições filantrópicas do país.

Por esse exemplo de vida, a Igreja Católica abriu o processo para a beatificação de Irmã Dulce, em 2000. No final da fase diocesana, após um ano e meio, o Papa João Paulo II a distinguiu como Serva de Deus. E quando se der sua beatificação, sem dúvida será celebrada uma vida inteira de testemunho de que a fé e o amor são capazes de superar as piores dificuldades.

O Memorial Irmã Dulce guarda hoje cerca de dois mil relatos documentados de graças alcançadas por baianos, pessoas de outros Estados e até de outros países, concedidas por intercessão de Irmã Dulce, que atestam a sua fama de santidade ainda em vida e as virtudes heróicas do "Anjo Bom da Bahia", como a freira, já no final da vida, era reconhecida. "Quando nenhum hospital quiser aceitar algum paciente, nós aceitaremos. Essa é a última porta e por isso eu não posso fechá-la" dizia Irmã Dulce.

O processo de beatificação teve início em 2000, passando por várias etapas, em 22 de maio de 2011, Irmã Dulce será proclamada Beata. "Se fosse preciso, começaria tudo outra vez do mesmo jeito, andando pelo mesmo caminho de dificuldades, pois a fé, que nunca me abandona, me daria forças para ir sempre em frente" Irmã Dulce.

O decreto de beatificação de Irmã Dulce foi assinado pelo papa Bento XVI no dia 10 de dezembro de 2010, após reconhecimento de um milagre da freira.

Ela é a primeira baiana a se tornar santa. A bem-aventurada Dulce dos Pobres teve sua data no calendário litúrgico no dia 13 de agosto.

São comemorados também, neste dia: São Ponciano e Santo Hipólito, São João Berchmans, São Máximo, Bem-aventurado Jacob Gapp, Bem-aventurado Marco d’Aviano, São Benildo Romancon (irmão lassalista), São Cassiano de Ímola (mártir), São Cassiano de Todi (bispo e mártir), Santa Concórdia (mártir), Santos Félix e Fortun ato (mártires de Aquiléia).

quinta-feira, 12 de agosto de 2021

 

SANTA JOANA FRANCISCA DE CHANTAL - 1572-1641

 

Fundou a Congregação da Visitação de Santa Maria.

Filha de um político bem posicionado na França,

Joana recusou matrimônio com um fidalgo milionário, por ser ele protestante calvinista.

Casou-se, então, com o barão de Chantal, católico fervoroso, com quem levou uma vida profundamente religiosa e feliz. Joana nasceu em Dijon, França, em 28 de janeiro de 1572, filha de Benigno Frèmiot, presidente do parlamento de Borgonha.

Após seu casamento, foi morar no castelo de Bourbillye, e sua primeira ordem na nova casa sinalizou qual seria o estilo de vida que se viveria ali. Mandou que, diariamente, fosse rezada uma missa e que todos os servidores domésticos participassem.

Ocupou-se, pessoalmente, da educação religiosa dos serviçais, ajudando-os em todas as suas necessidades materiais.

Quando o barão feriu-se gravemente durante uma caçada, no castelo só se rezava por sua saúde. Mas logo veio a falecer.

Joana ficou viúva aos vinte e oito anos de idade, com os filhos para criar.

Dedicou-se, inteiramente, à educação das suas crianças, abrindo espaço em seus horários apenas para a oração e o trabalho. Nessa época, conheceu o futuro são Francisco de Sales, então bispo de Genebra.

Escolheu-o para ser seu diretor espiritual e fez-se preparar para a vida de religiosa. Passados nove anos de viuvez e depois de ter muito bem casado as filhas, deixou o futuro barão de Chantal, então um adolescente de quinze anos, com o avô Benigno no castelo de Dijon e retirou-se em um convento.

No ano seguinte, em 1610, junto com Francisco de Sales, fundou a Congregação da Visitação de Santa Maria, destinada à assistência aos doentes. Nessa empreitada juntaram-se, à baronesa de Chantal, a senhora Jacqueline Fabre e a senhorita Brechard. Joana, então, professou os votos e foi a primeira a vestir o hábito da nova Ordem.

Eleita a madre superiora, acrescentou Francisca ao nome de batismo e dedicou-se, exclusivamente, à Obra, vivendo na sua primeira sede, em Anecy.

Fundou mais setenta e cinco Casas para suas religiosas com toda a sua fortuna.

Mas não sem dificuldades e sofrimentos, e sofrendo muitas perseguições em Paris, sem nunca esmorecer. Depois de uma dura agonia motivada por uma febre que pôs fim à sua existência, morreu em Moulins no dia 13 de dezembro de 1641.

Atualmente, as Irmãs da Visitação estão espalhadas em todos os continentes e celebram, no dia 12 de agosto, santa Joana Francisca de Chantal, que foi canonizada em 1767 para ser venerada como modelo de perfeição evangélica em todos os estados de vida.

São comemorados também, neste dia: Bem-aventurado João Leão Gustavo Dehon, Bem-aventurado Inocêncio XI, São Graciliano, Santa Felicíssima, Santa Hilária, São Colombo e companheiros (monges mártires de Lérins), Santa Digna e Eunômia (mártires), Santo Equício (abade), Santo Euplo (diácono e mártir).