quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

JESUS NÃO RESISTE AOS PEDIDOS DE MARIA

JESUS NÃO RESISTE AOS PEDIDOS DE MARIA


Através dos Santos Evangelhos tomamos conhecimento que Jesus Cristo quis começar e começou a realizar os seus milagres por intercessão de sua Mãe, Maria Santíssima.
Quando da visita de Maria à sua prima Isabel, estando Maria grávida de Jesus Cristo e Isabel grávida de João Batista, a simples presença de Maria com Jesus no seu ventre fez com que o filho de Isabel, João Batista, pulasse no ventre de sua mãe assim que Maria cumprimentou Isabel, tendo nessa oportunidade, realizada a santificação de João Batista ainda no entre de sua mãe pela palavra de Maria, pela saudação de Maria à sua prima Isabel, e este foi o primeiro e o maior milagre da graça. No casamento de Canaã, na Galiléia, Jesus atende a humilde súplica de sua mãe e transforma a água em vinho, e este foi o primeiro milagre da natureza.
Jesus Cristo começou e continuou os seus milagres por Maria e continuará a fazer os seus milagres por intercessão de Maria, como aconteceu nas bodas de Caná (Jo 2) isso até o fim dos tempos. Foi em Maria que Deus Espírito Santo produziu a sua obra prima, que é um Deus feito homem, e assim o Espírito Santo continua produzindo todos os dias, através de Maria, os membros do corpo dessa cabeça adorável, formando, desta forma,, o grande corpo místico de Jesus Cristo, que é a sua Igreja.              Na criação do mundo Deus Pai fez um conjunto de todas as águas, a quem chamou de Mar; depois fez um conjunto de todas as suas graças, a quem chamou Maria, como disse e escreveu o grande santo Luiz Maria Grignon de Montfort.
Maria é um tesouro, um armazém muito rico onde Deus encerrou tudo o que há de mais belo, de refulgente, de raro, de precioso, até o seu próprio Filho.
É através de Maria que Jesus aplica os seus merecimentos a todos os membros do seu Corpo Místico, comunica sua virtudes e distribui as suas graças; Maria é o mistério, é o canal por onde passam, suave e abundantemente, as misericórdias de Jesus.
Deus Espírito Santo comunicou seus dons inefáveis à Maria, sua fiel Esposa, e escolheu-a para ser a distribuidora de todos os seus bens, de modo que Maria distribuía as graças de Deus a quem quer, quando quer, como quer, quanto quer, e não existe dom celeste feito para os homens que não tenha passado pelas mãos virginais de Maria.
Esta é a vontade de Deus: que tenhamos tudo através de Maria; é assim que deve ser enriquecida, elevada e honrada do Altíssimo aquela que, por sua profunda humildade, se fez pobre, humilhou-se ocultou-se até ao nada durante toda a sua vida.
Jesus Cristo, o filho de Deus feito homem, veio até nós por meio de Maria, e todos nós, homens, devemos chegar até Deus também por meio de Maria.
É certo que no céu Nosso Senhor Jesus Cristo  é ainda filho de Maria como o era aqui na terra, e tudo nos leva a crer que ele tem conservado a submissão e obediência do mais perfeito dos filhos à melhor e mais santa de todas as mães.
Temos consciência que Maria está infinitamente abaixo de seu Filho, que é Deus, e, obviamente, lá no céu, ela não dá ordens a Jesus como uma mãe aqui da terra.
Quando lemos nos escritos de São Bernardo, de São Bernardino, de São Boaventura, de São Luiz Maria Grignon de Montfort, que no céu e na terra tudo se submete à Santíssima Virgem Maria, isso quer dizer que é tão grande a autoridade que o Senhor Nosso Deus deu à Maria que ela pode tudo e que, perante Deus, as orações e as súplicas de Maria são tão poderosas que não existe nada que Maria peça a Deus que não seja atendida, pois Jesus Cristo, que é Deus, jamais resiste aos pedidos  de sua mãe muito amada, porque tudo o que Maria pede a Deus está de acordo com a eterna e imutável vontade do Altíssimo.
Jesus Cristo veio até nós por meio de Maria.
Devemos chegar a Jesus também por meio de Maria.
(baseado no livro “Glórias de Maria Santíssima” de Santo Afonso Maria de Ligouri).

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

O DOENTE COMPLETA O SOFRIMENTO DE CRISTO

O DOENTE COMPLETA O SOFRIMENTO DE CRISTO


            Na carta que o Apóstolo Paulo escreveu aos Colossenses, ele disse: “Meus irmãos, agora eu me alegro de sofrer por vocês e vou completando na minha própria carne o que falta aos sofrimentos de Jesus Cristo a favor  do seu corpo, que é a Igreja.” (Col 1, 24).
Quando eu leio essa passagem, essa frase, fico pensando nos nossos irmãos doentes.      
Essa frase de São Paulo cabe certinho na boca dos doentes, dos nossos irmãos que estão passando por algum problema de saúde, que estão hospitalizados, acamados em tratamento médico.   Todos os doentes sofrem, de uma maneira ou de outra.
E seria tão bom que todos os doentes dissessem como disse Paulo: “eu me alegro de sofrer... porque vou completando na minha carne o que falta aos sofrimentos de Jesus Cristo a favor da sua Igreja.”           
Os doentes são os companheiros de Jesus Cristo a caminho do Calvário.
Os doentes são os participantes  da agonia da cruz.
Os sofrimentos dos doentes é a complementação do que falta aos sofrimentos de Jesus Cristo para a total salvação de todo o gênero humano.

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

“PAI, PERDOA-LHES...”

“PAI, PERDOA-LHES...” (Lc 23,34)


            Andando solitário, saudoso, melancólico, esnobado e descrente pelas estradas poeirentas da vida, deparei-me com um homem de porte majestoso, alto, de pele bronzeada, rosto suave, olhos meigos, cabelos negros e longos, roupas longas, pés descalços, gestos medidos, voz cativante, palavras de vida eterna. Aproximou-se alguém de mim que, como eu, o via passar, estendeu o seu braço direito e, com o dedo indicador em riste, apontou para aquele homem majestoso e me diz: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.” (João, 1, 29).
            Passei, então, a segui-lo, em seu caminhar silencioso e meditativo.
            Ao notar minha presença, ele se volta, e pergunta: “Que está procurando?”, e eu lhe respondo, com outra pergunta: “Mestre, onde moras?” e ele me responde prontamente: “Vem e vê.” (Jo 1,38-39).     Comecei a caminhar ao seu lado, e ele se volta para mim encarando-me com seu olhar doce,  meigo e profundo e me diz: “Arrepende-se, porque está próximo o Reino dos Céus.” (Mt 4,17), e, como se estivesse vivendo em uma outra dimensão sem tirar os pés do chão, continuou: “Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me. Pois aquele que quiser salvar a sua vida, vai perdê-la, mas o que perder a sua vida por causa de mim, vai encontrá-la.” (Mt 16,24-25), e, a seguir, dizendo: “Na casa de meu Pai há muitas moradas. se não fosse assim, eu lhe teria dito, pois vou lhe preparar um lugar, virei novamente e lhe levarei comigo, a fim de que, onde eu estiver, você esteja também” (Jo 14,2-3), acrescentando: “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida.” (Jo 14,6). Dizendo isso  me convida a conhecer as suas moradas...  

domingo, 23 de fevereiro de 2014

“SEJAM PERFEITOS COMO É PERFEITO O PAI DE VOCÊS QUE ESTÁ NO CÉU”. (Mt 5,48)

VII DOMIGO DO TEMPO COMUM
Ao – A; Cor – verde; Leituras: Lv 19,1-2.17-18; Sl 102; 1Cor 3,16-23; Mt 5,38-48.

“SEJAM PERFEITOS COMO É PERFEITO O PAI DE VOCÊS QUE ESTÁ NO CÉU”.

(Mt 5,48)

Diácono Milton Restivo

Desde o quarto domingo do Tempo Comum o Evangelho lido na liturgia aborda os ensinamentos de Jesus proferidos no monte das bem-aventuranças, numa sequência lógica, e assim irá continuar até o nono Domingo do Tempo Comum.
O sermão da montanha trata dos ensinamentos básicos para o seguimento a Jesus, ou seja, para que os seus discípulos “sejam perfeitos como é perfeito o Pai que está nos céus”. (Mt 5,48).
A liturgia de hoje foca essa perfeição e, na primeira leitura, “Yahweh falou a Moisés: ‘Diga a toda a comunidade dos filhos de Israel: Sejam santos, porque eu, Yahweh, o Deus de vocês sou santo”. (Lv 19,1) como já havia dito a esse mesmo povo, anteriormente, em outra oportunidade: “E vocês foram santificados e se tornaram santos, porque eu sou santo [...] Eu sou Yahweh, que os tirei do Egito, para ser o Deus de vocês: sejam santos porque eu sou santo” (Lv 11,44.45), e diria mais tarde: “Sejam santos para mim, porque eu, Yahweh, sou santo. Eu separei vocês de todos os povos para que vocês pertençam a mim”. (Lv 20,26). Essa ordem de o povo de Israel ser santo como Yahweh é santo, foi determinada pelo próprio Yahweh a Moisés. No Evangelho de hoje Jesus repetirá essa ordem aos seus discípulos: “sejam perfeitos como é perfeito o Pai de vocês que está nos céus”. (Mt 5,48).

sábado, 22 de fevereiro de 2014

CÁTEDRA DE SÃO PEDRO

CÁTEDRA DE SÃO PEDRO


A Cátedra de São Pedro era comemorada em duas datas, que marcaram as mais importantes etapas da missão deixada ao apóstolo pelo próprio Jesus. A primeira, em 18 de janeiro se comemorava a sua posse em Roma, a segunda, em 22 de fevereiro, marca o aparecimento do Cristianismo na Antioquia, onde Pedro foi o primeiro bispo.
Por se tratar de uma das mais expressivas datas da Igreja o martirológio decidiu unificar os dois dias e festejar apenas o dia 22 de fevereiro, que é a mesma data do livro "Dispositio Martyrum", único motivo da escolha para a celebração.
Cátedra significa símbolo da autoridade e do magistério do bispo. É daí que se origina a palavra catedral, a igreja-mãe da diocese. Estabeleceu-se então, a Cátedra de São Pedro para marcar sua autoridade sobre toda a Igreja, inclusive sobre os outros apóstolos.

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

“PRECISA-SE DE PROFETAS”

“PRECISA-SE DE PROFETAS”


Movido pela experiência de Deus, o profeta ou a profetiza acabam mudando o seu modo de ver e de pensar, de sentir e de julgar, de portar-se e de falar, e procuram transmitir isso a todos, quer seja bem recebido ou não, correndo o risco de não ser bem interpretado entre os seus mais próximos, como aconteceu com Jesus, o que motivou a suas queixa: “Nenhum profeta é bem recebido em sua pátria”. (4,24).
 João, no seu Evangelho ratifica isso: “O próprio Jesus havia testemunhado que um profeta não é honrado em sua própria pátria”. (Jo 4,44).
O profeta não fala em nome próprio, mas anuncia a palavra que Deus lhe põe no coração e na boca, uma palavra por vezes nada fácil de ser anunciada e, por isso, encontra dificuldades de ser aceita. Movido pelo Espírito, o profeta age como mensageiro de Deus.
O profeta está afinado com Deus. 
O profeta vê a realidade com os olhos de Deus.
Por isso o profeta anuncia o amor de Deus, sua ternura e misericórdia, e sua paixão pela vida humana. O profeta também denuncia a injustiça, a exploração, o domínio dos fortes sobre os fracos e tudo que ofende o povo a quem Deus quer bem.

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

JACINTA DE JESUS MARTO – VIDENTE DE FÁTIMA

JACINTA DE JESUS MARTOVIDENTE DE FÁTIMA


Jacinta de Jesus Marto nasceu em Aljustrel, Fátima, a 11 de março de 1910. Foi batizada uma semana depois. Á ela junto com o irmão Francisco e a prima Lúcia, três simples crianças pastoras analfabetas, foi dada a graça de presenciar as aparições de Nossa Senhora, na sua pequenina aldeia. Além das cinco aparições da Cova da Iria e uma dos Valinhos, Nossa Senhora apareceu à Jacinta mais quatro vezes em casa durante a doença, uma grave pneumonia que a acometeu juntamente com seu irmão Francisco. Nessa primeira aparição, quando ambos já estavam acamados, assim descreve a pequenina: "Nossa Senhora veio nos ver e diz que vem buscar o Francisco muito em breve. E a mim perguntou-me se queria ainda converter mais pecadores. Disse-lhe que sim". De fato, logo depois Francisco morreu santamente. Nessa ocasião, ao aproximar-se o momento da partida de Francisco, Jacinta recomenda-lhe: "Leve muitas saudades minhas a Nosso Senhor e a Nossa Senhora e diz-lhes que sofro tudo quanto Eles quiserem para converter os pecadores".
Jacinta ficara tão impressionada com a visão do inferno durante uma das aparições da Virgem em Fátima, ocorrida em 13 de julho de 1917, que nenhuma mortificação e penitência era demais para salvar os pecadores. A vida da pequena Jacinta foi caracterizada por esse extremo espírito de sacrifício, o amor ao Coração de Maria, ao Santo Padre e aos pecadores.

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

PADRE IBIAPINA - UM SANTO DO NORDESTE

SANTO POPULAR DO NORDESTE BRASILEIRO - "PADRE IBIAPINA" - JOSÉ ANTÔNIO DE MARIA IBIAPINA - 1806-1883


José Antônio de Maria Ibiapina nasceu aos 5 de agosto de 1806, em Sobral, Ceará. Era o terceiro dos oito filhos de Francisco Miguel Pereira e Teresa Maria de Jesus, um casal de fazendeiros decadentes, porém dotados de fé e humildade.
Em 1816 a família se transfere para a vila de Icó, onde o pai assume as funções de escrivão. A família está com muitas dificuldades financeiras. Ibiapina se hospeda, então na casa do padre Antônio Manuel de Sousa, que se ocupou de sua educação religiosa e foi um importante padrinho. Nesta época, Ibiapina já estava consciente da fragilidade da justiça e da política de sua região, especialmente pela convivência com seu pai, serventuário a justiça, que o fez conhecedor dos bastidores do poder. Ele estava certo de que iria se tornar um defensor dos oprimidos e carentes daquela terra sem lei. José Ibiapina ingressa no seminário de Olinda em 1823 mas o deixa para iniciar os estudos de direito.
Em 1828 ingressa no curso Jurídico, finalizando os estudos em 1832.
Em 1834 é eleito deputado. Desde o começo se posicionava como um defensor das questões sociais e como um autêntico nacionalista, opondo-se, muitas vezes, a políticos e autoridades influentes. Terminada sua legislatura, Ibiapina não mais desejava continuar na vida pública e se dedicou ao seu ofício de advogado, principalmente em causas de pessoas humildes e sem posses. Mas a advocacia não era o que realmente satisfazia a inquietude de seu espírito.

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

SERVIR É MAIS DIGNO DE QUE SER SERVIDO.

SERVIR É MAIS DIGNO DE QUE SER SERVIDO.


Maria é a nossa mãe e o nosso modelo. Diante do Anjo Gabriel Maria se declarou ``a serva do Senhor`` = ``Eis aqui a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a sua palavra. (Lc 1, 38).
Toda a vida de Maria seria um longo serviço como tinha sido até aquele momento, mas, a partir do momento da anunciação, Maria iria servir a Deus e aos homens de maneira diferente.         
A partir da anunciação e do nascimento do Senhor Jesus, naquela casa pobre, mas cheia de Deus, Maria iria servir a Jesus, seu filho, e a José, seu esposo.
Mais tarde Jesus diria - ``Não vim para ser servido, mas para servir``. (Mt 20,28), colocando nessa afirmativa, sem dúvida, o modo de proceder de Maria que, em toda a sua vida não fizera outra coisa senão servir, servir a Deus e ao próximo.
A dedicação de Maria não se limitava em dispensar atenção apenas a Jesus, seu filho e José, seu esposo. A dedicação de Maria estendia-se mais longe, estendia-se a todos os habitantes de Nazaré, e depois, a todos os que Maria encontraria até o fim de sua existência nesta terra.

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

VOCÊ SABE COMO A IGREJA DECLARA UM CRISTÃO COMO SANTO?

PROCESSO PARA BEATIFICAÇÃO E CANONIZAÇÃO

O Brasil tem 70 candidatos a santos.

Mais de 70 pessoas têm boas chances de se tornarem santos no Brasil, sendo que 30 delas se tornaram beatas coletivamente, por terem sido brutalmente mortas durante uma missa no interior do Rio Grande do Norte, em 1645. 
O levantamento foi obtido junto ao Vaticano pela freira Célia Cadorin, 86, responsável pelo processo de beatificação de Madre Paulina e Frei Galvão. A postuladora ou "advogada dos santos", hoje aposentada, que pertence à Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição, fundada por Madre Paulina em 1890, já viajou o Brasil todo atrás de milagres que provassem a santidade de seus "clientes" e viveu na Itália durante 14 anos para pesquisar a vida deles.
"O postulador é um religioso do local onde a pessoa nasceu que é indicado pela Igreja para defender o processo de canonização", explica irmã Célia. "Ele é a alma de toda a causa. Se ele se empenha, a causa anda", avalia ela.
         Além de postuladora, irmã Célia é uma das miraculadas de Madre Paulina, nome dado àquele que recebe um milagre. Quando tinha 13 anos, teve complicações no pulso direito após sofrer uma queda no convento de Nova Trento (SC). Depois de colocar no machucado um cravo tirado do caixão de Madre Paulina por uma tia de irmã Célia, que era freira da mesma congregação, seu pulso foi curado, desinchando em menos de 24 horas.

domingo, 16 de fevereiro de 2014

QUEM DESOBEDECER A UM DESSES MANDAMENTOS, POR MENOR QUE SEJA...

VI DOMINGO DO TEMPO COMUM
Ano – A; Cor – Verde; Leituras: Eclo 15,16-21; Sl 118 (119); 1Cor 2,6-10; Mt 5,17-37.

“O QUE DEUS PREPAROU PARA OS QUE O AMAM É ALGO QUE OS OLHOS JAMAIS VIRAM NEM OS OUVIDOS OUVIRAM NEM CORAÇÃO ALGUM JAMAIS PRESSENTIU”.   (1Cor 2,9).


Diácono Milton Restivo

 Como temos visto, as primeiras leituras do Tempo Comum é sempre tirada de um dos livros do Antigo Testamento: Pentateuco (Gênesis, Êxodo, Números. Levítico e Deuteronômio), do livro dos profetas, dos livros chamados históricos e dos livros chamados Sapienciais.
A primeira leitura da liturgia de hoje é tirada de um livro sapiencial, o livro do Eclesiástico, que quer dizer “Livro da Igreja” porque, na Igreja primitiva, esse livro era utilizado com frequência para a instrução dos fiéis. O Eclesiástico está relacionado entre os “livros sapienciais” da Bíblia (como o Eclesiastes, com o qual não se confunde, Salmos, Provérbios e outros).
O livro, formado por reflexões pessoais do autor, era comumente lido em templos cristãos, aliás, o nome Eclesiástico (Livro da Igreja ou da Assembléia) provém do uso oficial que a Igreja fazia desse livro, em contraposição à sinagoga judaica, que não o aceitava como Palavra de Deus.
Desde os primeiros séculos do Cristianismo até há pouco tempo, o nome mais comum para designar este livro era “Eclesiástico” (do latim “Ecclesiasticus liber”), o que significa o livro da igreja ou da assembléia. O bispo são Cipriano, falecido em 248, parece ter sido o primeiro a usar esse nome, devido ao uso que dele se fazia na Igreja antiga.

sábado, 15 de fevereiro de 2014

QUER ESTAR DE BEM COM JESUS? AME SUA MÃE.

QUER ESTAR DE BEM COM JESUS? AME SUA MÃE.


Como é gostoso falar de Maria, a Nossa Senhora, a Senhora escolhida por Deus desde o início dos tempos  para ser a mãe do Salvador, do Messias, para ser a Mãe do Filho de Deus que se fez carne e veio habitar entre nós.
Como é gostoso falar de Maria, essa boa Mãe do céu, que aprendemos a amar desde pequeninos, que aprendemos a venerar a partir das primeiras orações que aprendemos, sentados no colo  de nossa mãe ou de nossa avó. A cada dia que passa mais medito sobre Maria, mais entendo a sua missão de servir como Medianeira de todas as graças entre Deus e nós, os homens.
Por meio de Maria nos veio a Salvação personificada em Jesus Cristo.
Quando medito sobre Maria, mais a amo por sua entrega total a Deus e por se fazer disponível para que, por meio dela nos viesse o próprio Deus para ser o nosso Salvador, o nosso Redentor. Não entendemos ainda suficientemente o que Maria fez e faz por nós, e jamais chegaremos entender plenamente tudo o que Maria fez para que o gênero humano fosse tirado da condição de escravo  do pecado para ser elevado a condição de filho de Deus, pela vida, paixão e morte de seu Divino Filho.

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

MÃE NÃO TEM COROA... TEM AMOR...

MÃE NÃO TEM COROA... TEM AMOR...


Todos nós, que amamos Maria, a Nossa Senhora, amamos sobremaneira ao Senhor Nosso Deus e nos esforçamos para amá-lo mais e mais a cada dia que passa.
Tudo o que fazemos deve ser sempre para a maior glória de Deus. Amamos Maria porque o Senhor Nosso Deus a amou primeiro que nós.
Manifestamos nosso amor por Maria de muitas maneiras.
Cada um de nós tem uma maneira especial de manifestar o seu amor pela boa mãe do céu.
Já nos acostumamos ouvir muitas pessoas dizerem – “Como é boa Nossa Senhora” -. Como é boa a nossa Maria. 
Todos nós, que desejamos alguma melhora na nossa vida, ou na vida de alguém da família, ou de algum amigo ou amiga, de alguma pessoa que amamos, todos que desejamos a vinda de melhores dias, de um emprego, uma graça para vencermos um defeito particular, ou um pedido com lágrimas para a conversão do marido, filho, pais, irmãos ou amigos, quando precisamos de uma grande graça,  não hesitamos e logo corremos aos pés de Maria e dificilmente de lá saímos sem que a Virgem tenha atendido ao nosso pedido ou nos dado forças para superar o problema.

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

MÃES, PRESENÇA DE MARIA NA FAMÍLIA

MÃES, PRESENÇA DE MARIA NA FAMÍLIA


Maria é virgem e mãe. Única na história da humanidade a ter essa dignidade. Única escolhida por Deus para uma missão específica: a de ser virgem e, ao mesmo tempo, ser mãe do Filho de Deus.
O Pai, que escolheu Maria para essa missão divina, continua a convidar todas as mulheres para essa missão: a vocação da maternidade. Para a vocação da maternidade o Pai não faz acepção de mulheres: são mães as mulheres ricas e as mulheres pobres; são mães as mulheres que moram nos palacetes e as mulheres que moram nas favelas. São mães as mulheres de todas as raças, cores, credos. Faz parte do divino ser mãe.
Um poeta já disse: “ser mãe é padecer no paraíso”.
Concordo em parte com esse poeta porque, ser mãe é sempre padecer, mas nem sempre no paraíso, porque um coração de mãe está sempre apreensivo pela educação, bem estar e segurança de seu filho, assim como esteve o coração de Maria desde a concepção de Jesus no seu ventre virginal, depois por toda a vida, até a sua morte na cruz.

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

“LAVOU-LHE OS PÉS COM LÁGRIMAS.”

 LAVOU-LHE OS PÉS COM LÁGRIMAS.” (Lc 7, 36)


Jesus Cristo não fazia distinção de pessoas; Jesus Cristo jamais fez distinção de pessoas.
Jesus Cristo veio para todos os homens, ele veio para salvar a todos, a “todos os homens (e mulheres) de boa vontade.”        A pregação inicial de Jesus Cristo foi para que todos “mudassem de vida e de mentalidade e acreditassem no Evangelho, porque o Reino dos Céus estava próximo.”   Todos os que atenderam  ao chamamento de Jesus Cristo, todos os que seguiram o seu conselho, começaram a fazer parte  do Reino que ele viera trazer para todos os homens.       
Não interessava se era homem ou mulher, rico ou pobre, santo ou pecador, da própria pátria de Jesus ou estrangeiro; o importante é que mudassem de vida e de mentalidade e acreditassem no Evangelho. A todos os que se dirigiam a Jesus, ele os recebia com amor e carinho, curando as doenças de seus corpos e de suas almas, perdoando pecados e chamando-os  para uma vida mais santa e possível de ser vivida por que Jesus dizia estar com cada um que se propusesse a mudar de vida e de mentalidade e de seguir o seu Evangelho.

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

NOSSA SENHORA DE LOURDES


 NOSSA SENHORA DE LOURDES

Em 11 de fevereiro de 1858, na vila francesa de Lourdes, às margens do rio Gave, Maria, a Mãe de Jesus e nossa mãe, manifestou-se de maneira direta e próxima seu profundo amor para conosco, aparecendo a uma menina de 14 anos, chamada Bernadete (Bernardita) Soubirous.
A história da manifestação começa quando Bernadete, que nasceu em 7 de janeiro de 1844, saiu, junto com duas amigas, em busca de lenha na Pedra de Masabielle. Para isso, tinha que atravessar um pequeno rio, mas como Bernadete sofria de asma, não podia entrar na água fria e as águas daquele riacho estavam muitas geladas. Por isso ela ficou de um lado do rio, enquanto as duas companheiras iam buscar a lenha do outro lado.
Foi nesse momento, que Bernadete experimenta o encontro com Maria, experiência que marcaria sua vida, e é assim que ela narra o fato: “senti um forte vento que me obrigou a levantar a cabeça. Voltei a olhar e vi que os ramos de espinhos que rodeavam a gruta da pedra de Masabielle estavam se mexendo. Nesse momento apareceu na gruta uma belíssima Senhora, tão formosa, que ao vê-la uma vez, dá vontade de morrer, tal o desejo de voltar a vê-la. Ela vinha toda vestida de branco, com um cinto azul, um rosário entre seus dedos e uma rosa dourada em cada pé. Saudou-me inclinando a cabeça. Eu, achando que estava sonhando, esfreguei os olhos; mas levantando a vista vi novamente a bela Senhora que me sorria e me pedia que me aproximasse. Ms eu não me atrevia. Não que tivesse medo, porque quando alguém tem medo foge, e eu teria ficado alí olhando-a toda a vida. Então tive a idéia de rezar e tirei o rosário. Ajoelhei-me. Vi que a Senhora se persignava ao mesmo tempo em que eu. Enquanto ia passando as contas ela escutava as Ave-Marias sem dizer nada, mas passando também por suas mãos as contas do rosário. E quando eu dizia o Glória ao Pai, Ela o dizia também, inclinando um pouco a cabeça. Terminando o rosário, sorriu para mim outra vez e retrocedendo para as sombras da grupa, desapareceu”.

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

VOCAÇÃO... PARA QUAL DELAS VOCÊ FOI CHAMADO?

VOCAÇÃO... PARA QUAL DELAS VOCÊ FOI CHAMADO?


A todos nós, o Senhor Nosso Deus nos chama para uma vocação especial. Cada um de nós, em particular, é chamado para uma vocação específica. E, para qualquer tipo de vocação a que somos chamados, a finalidade primordial é para servir e adorar ao Senhor Nosso Deus e amar e servir o irmão para melhor chegarmos até Deus.           
Qualquer vocação aceita e vivida com responsabilidade,  é para a maior glória de Deus.
Para a maior parte do seu povo o Senhor Nosso Deus chama para a vocação da vida matrimonial, para o casamento, para, de acordo com a lei do Senhor, em casamento, em matrimônio, se unir a uma outra pessoa, do outro sexo, e os dois se tornarem um através do amor, o que Deus uniu o homem não pode desunir.
Aos que são chamados para a vocação do matrimônio, o Senhor lhes transmite a missão de gerar filhos, de educar para o Senhor novos herdeiros para o Reino dos Céus.  
As vocações religiosas, sacerdotais e matrimoniais, poderíamos dizer, são as vocações fundamentais na vida do povo cristão, porque, ou somos religiosos, ou somos sacerdotes ou nos casamos, constituindo família.

domingo, 9 de fevereiro de 2014

“VOCÊS SÃO O SAL DA TERRA... VOCÊS SÃO A LUZ DO MUNDO”. (Mt 5,13.14).

V DOMINGO DO TEMPO COMUM
Ano – A; Cor – verde; Leituras: Is 58,7-10; Sl 111 (112); 1Cor 2,1-5; Mt 5,13-16.

“VOCÊS SÃO O SAL DA TERRA... VOCÊS SÃO A LUZ DO MUNDO”. (Mt 5,13.14).

JESUS A LUZZZZZZZZZZZZZZZZ

Diácono Milton Restivo

A liturgia de hoje versa sobre dois elementos básicos que, sem eles, o homem não teria condições de uma vida confiável, confortável e saudável: o sal e a luz.
O profeta Isaías, na primeira leitura, apela para a misericórdia, à sensibilidade e à generosidade de coração: “repartir a comida com quem passa fome, hospedar em sua casa os pobres sem abrigo vestir aquele que se encontra nu, e não se fechar à sua própria gente” (Is 58,7), o que nos recorda aquilo Jesus diria mais tarde quando se referia ao fim dos tempos: “eu estava com fome e vocês me deram de comer; eu estava com sede e me deram de beber; eu era estrangeiro e me receberam em sua casa; eu estava sem roupa e me vestiram; eu estava doente e cuidaram de mim; eu estava na prisão e vocês foram me visitar”. (Mt 25,35-36). 
Como é interessante a semelhança entre essas duas passagens. Isaías diz que, “se você fizer isso, a sua luz brilhará como aurora, suas feridas vão sarar rapidamente, a justiça que você pratica irá à sua frente e a glória de Yahweh virá acompanhando você. Então você clamará, e Yahweh responderá; você chamará por socorro, e Yahweh responderá: ‘Eis-me aqui’”. (Is 58,8-9a). E Isaías já dissera: “... se você der o seu pão ao faminto e matar a fome do oprimido. Então a sua luz brilhará nas trevas e a escuridão será para você como a claridade do meio dia.” (Is 58,1).
O profeta Isaías relaciona a vinda do Messias com a luz que iluminará o mundo: “O povo que andava nas trevas viu uma grande luz, e uma luz brilhou para os que habitavam um país tenebroso” (Is 9,1).

sábado, 8 de fevereiro de 2014

SANTA JOSEFINA BAKHITA

SANTA JOSEFINA BAKHITAA FLOR DA ÁFRICA


Religiosa sudanesa da Congregação das Filhas da Caridade Canossianas.
Bakhita nasceu no Sudão, África, em 1869. Este nome, que significa "afortunada", não recebeu de seus pais ao nascer, lhe foi imposto por seus raptores. Esta flor africana conheceu as humilhações, os sofrimentos físicos e morais da escravidão, sendo vendida e comprada várias vezes.
A terrível experiência e o susto, provado naquele dia, causaram profundos danos em sua memória, inclusive o esquecimento do próprio nome. Na capital do Sudão, Bakhita foi finalmente comprada por um cônsul italiano, que depois a levou consigo para a Itália. Durante a viagem, ele a entregou para viver com a família de um amigo, que residia em Veneza, e cuja esposa, havia se afeiçoado à ela.Depois, com o nascimento da filha do casal, Bakhita se tornou sua babá e amiga.
Os negócios desta família, na África, exigiam que retornassem. Mas, aconselhado pelo administrador, o casal confiou as duas, às irmãs da congregação de Santa Madalena de Canossa, em Schio, também em Veneza. Alí, Bakhita, conheceu o Evangelho.
Era 1890 e ela tinha vinte e um anos quando foi batizada recebendo o nome de Josefina. Após algum tempo, quando vieram buscá-las, Bakhita ficou. Queria se tornar uma irmã canossiana, para servir a Deus que lhe havia dado tantas provas do seu amor. Depois de sentir muita clareza do chamado para a vida religiosa, em 1896, Josefina Bakhita se consagrou para sempre a Deus, que ela chamava com carinho "o meu Patrão!".

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

RESTAURAR A FIGURA DE MARIA

RESTAURAR A FIGURA DE MARIA


Maria está com o povo simples, humilde e pobre. O povo humilde e pobres está com Maria. O povo pobre e humilde é como o apóstolo João, o único que não fugiu quando Jesus Cristo foi preso e crucificado, e que ficou com Maria aos pés da cruz, no Calvário, naquela triste e sombria sexta-feira. O povo pobre e humilde, como João, fica junto de Maria, não foge, não tem medo de sofrer.      
O povo pobre e humilde já sofre tanto. Mas não fica aos pés da cruz sozinho: Maria está com ele. Ainda hoje o povo pobre e humilde fica junto de Maria aos pés de tantos irmãos que estão morrendo de fome ainda hoje, de inanição, de desprezo dos ricos e dos poderosos; o Cristo continua morrendo hoje nos pobres e desvalidos, como morreu na cruz do Calvário, sob o s olhos tristes e amargurados de sua Santíssima Mãe, Maria.
Chegando ao Calvário, o povo pobre não fala; só fica olhando, como João ficou olhando, marcando presença. Jesus também não fala. Só fica rezando do alto da cruz.

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

O DOM DAS LÍNGUAS

O DOM DAS LÍNGUAS

ZFOGOSÃO PAULO DÁ AS REGRAS PARA O QUE CHAMAMOS DE “O EXERCÍCIO PARA O DOM DAS LÍNGUAS” NA SUA PRIMEIRA CARTA AOS CORÍNTIOS, 14,26-40.


O DOM DA LÍNGUA DEVE SER USADO DESDE QUE SEJA PARA EDIFICAÇÃO DA COMUNIDADE“Que fazer, então, irmãos? Quando vocês estão reunidos, cada um pode entoar um canto, dar um ensinamento ou revelação, falar em línguas ou interpretá-las. Mas que tudo seja para edificação.” (1Cor 14,26). Este é o princípio regulador de todos os dons em geral. Eles devem servir para edificar os outros. Se assim não for, o dom, qualquer que seja, é ineficaz.

O DOM DA LÍNGUA NÃO DEVE SER USADO POR MAIS DO QUE TRÊS PESSOAS NUM MESMO CULTO“Se existe alguém que fale em línguas, falem dois ou no máximo três, um após o outro.” (1Cor 14,27). Numa mesma reunião “dois, ou no máximo três” indica que ter três diferentes pessoas falando em línguas em um mesmo culto seria contrariar os ensinamentos de Paulo. Congregações inteiras falando, cantando ou orando em línguas é especificamente proibido aqui.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

CONVERSANDO COM A MÃE...

CONVERSANDO COM A MÃE...


Virgem escolhida por Deus  para ser a mãe de Deus e nossa mãe. A Senhora  que “ouviu a palavra e a pos em prática”, ensina-nos a ouvir a palavra de Deus e a colocá-la em prática, para que o Senhor Nosso Deus, pelas nossas ações, atitudes e gestos, seja adorado e glorificado.
Virgem Mãe, Maria, a Senhora que soube dizer “sim” ao apelo de Deus para que a Senhora também fosse instrumento no plano de salvação do Senhor para todos os homens, ensina-nos a sempre dizer ``sim`` a todo e qualquer chamamento de Deus para transformar o mundo em que vivemos num mundo mais humano, mais justo e mais livre.      
Hoje, todos nós que a amamos como verdadeira mãe de Deus e nossa, nos colocamos aos seus pés, e humildemente pedimos pelas nossas necessidades, pelas necessidades de nossas comunidades cristãs, pelos nossos pastores, pelos nossos governantes.
Todos nós que amamos a Senhora como nossa verdadeira mãe na ordem espiritual, mãe que nos foi dada pelo próprio Senhor Jesus Cristo nos estertores de sua morte no alto do Calvário, nos colocamos aos seus pés e suplicamos pelos nossos doentes, por aqueles irmãos que,  de longa data, se encontram recolhidos em uma cama, em um leito, no hospital, em casa, num asilo.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

ZÉLIA E JERÔNIMO – O PRIMEIRO CASAL A SER BEATIFICADO NO BRASIL

ZÉLIA E JERÔNIMO – O PRIMEIRO CASAL A SER BEATIFICADO NO BRASIL


As histórias virtuosas de Zélia Pedreira Abreu Magalhães (1857-1919) e de Jerônimo de Castro Abreu Magalhães (1851 -1909) cruzaram-se pelo casamento. No entanto, mesmo antes disso, ambas apresentavam características da mais profunda fé cristã.
Zélia, a primogênita de João Pedreira do Couto Ferraz, secretário do Supremo Tribunal de Justiça e aposentado do Supremo Tribunal Federal, e de Elisa Amália de Bulhões Pedreira, nasceu em 5 de abril de 1857, no bairro do Ingá, em Niterói, capital da então Província do Rio de Janeiro.
Recebeu primeiramente o nome da mãe, Elisa, logo trocado pelo anagrama Zélia, composto pelo pai. De família proeminente, Zélia teve como avós paternos o Desembargador Luís Pedreira do Couto Ferraz e Guilhermina Amália Correia Pedreira e como avós maternos, o Comendador José Manuel de Carvalho Bulhões e Justina Justa de Oliveira Bulhões.
Entre os parentes próximos, havia o Barão do Bom Retiro, presidente da Província do Rio de Janeiro, cargo que hoje corresponde ao de Governador do Estado, seu tio paterno; a Baronesa de Anadia, sua tia materna; o Visconde de Duprat, seu cunhado; e o Arcebispo de Porto Alegre, Dom José Claudio Ponce de Leão, seu primo.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

SÃO BRÁS – O SANTO DA BENÇÃO DA GARGANTA

SÃO BRÁS – O SANTO DA BENÇÃO DA GARGANTA


A vida e os feitos de São Brás atingem aquele ápice de alguns poucos, que atraem a profunda fé e a admiração popular. Ele é venerado no Oriente e Ocidente com a mesma intensidade ao logo de séculos, e até hoje, mães aflitas recorrem à sua intercessão quando um filho engasga ou apresenta problemas de garganta. 
A bênção de São Brás, procurada principalmente por quem tem problemas nesta parte do corpo, onde é ministrada nesta data em muitas igrejas do mundo cristão.
O prodígio atribuído à ele quando era levado preso, para depois ser torturado, é dos mais conhecidos por pessoas de todo o planeta. Consta que uma mãe aflita jogou-se aos seus pés pedindo que socorresse o filho, que agonizava com uma espinha de peixe atravessada na garganta.
O santo rezou, fez o sinal da cruz sobre o menino e este se levantou milagrosa, e imediatamente como se nada lhe tivesse acontecido. Brás nasceu na Armênia, era médico, sacerdote e muito benevolente com os pobres e cristãos perseguidos e por essas virtudes foi nomeado bispo de Sebaste, isto no século três. Também sabemos que, apesar de aqueles anos marcarem os finais das grandes perseguições aos cristãos, muitos ainda torturados e mortos na mão dos poderosos pagãos.
Brás abandonou o bispado e se protegeu na caverna de uma montanha isolada e mesmo assim, depois de descoberto e capturado, morreu em testemunho de sua fé sob as ordens do imperador Licínio, em 316. Muitas tradições envolvem seus prodígios, graças e seu suplício.

domingo, 2 de fevereiro de 2014

A PAZ ESTEJA COM VOCÊS.

A PAZ ESTEJA COM VOCÊS.


``A paz esteja com vocês``. (Jo 20, 19). Foi esta a saudação que o Senhor Jesus dirigiu aos seus apóstolos e discípulos quando eles estavam escondidos depois da morte do Senhor, dentro de uma casa, com as portas e janelas trancadas, com medo dos judeus.
``A paz esteja com vocês``, (Jo 20, 19), disse Jesus por duas vezes para aqueles homens apavorados e descrentes.
Quando eles viram e confirmaram que era Jesus, ficaram contentes. Onde quer que estivesse o Senhor Jesus, ali estava a paz.
Jesus é a própria paz. A sua presença, a sua palavra, o seu olhar, tudo o que partia de Jesus inspirava paz e segurança. E essa paz verdadeira começou a se fazer sentir na terra depois da encarnação do Senhor Jesus no ventre sacrossanto da Santíssima Virgem Maria, a mulher mais pura e santa e que ele escolhera para ser sua mãe.
Essa paz, através de Maria, Jesus levou à Isabel, mãe de João Batista. Quando Maria foi visitar Isabel depois da anunciação, Isabel sentiu tamanha paz  que não se conteve e, em alta voz, bendisse a Maria, aquela que, naquele momento, era o sacrário vivo do Filho de Deus, dizendo = ``Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto de teu ventre. De onde me vem esse privilégio de que a mãe do meu Senhor venha me visitar? Porque logo que a voz de tua  saudação chegou aos meus ouvidos, o menino saltou de alegria em meu ventre. Bem-aventurada tu que acreditaste porque hão de cumprir as coisas que da parte do Senhor te foram ditas.`` (Lc 1, 43-45).

sábado, 1 de fevereiro de 2014

APRESENTAÇÃO DE JESUS NO TEMPLO

APRESENTAÇÃO DE JESUS NO TEMPLO
Ano – A; Cor – Branco; Leituras: Ml 3,1-4; Sl 23 (24); Hb 2,14-18; Lc 2,22-40.

“QUANDO SE COMPLETARAM OS DIAS PARA A PURIFICAÇÃO DA MÃE E DO FILHO, CONFORME A LEI DE MOISÉS...” (Lc 2,22).


Diácono Milton Restivo

A primeira leitura desta liturgia apresenta o profeta Malaquias. Malaquias é o último livro do Antigo Testamento, que resume muita da sua história.
Este livro é a ponte entre o Antigo e o Novo Testamento. Um silêncio de quatrocentos anos estende-se entre a voz de Malaquias e a voz do que clama no deserto: “Endireitai o caminho do Senhor”. Este último escrito profético traz na Bíblia grega o título, mais comum entre nós, de Malaquias, que em hebraico quer dizer "Anjo [ou mensageiro] de Yahweh," e como nome próprio se encontra alhures no texto bíblico.
A Bíblia hebraica intitula-o de Malaqui, que pode ser forma abreviada do precedente, ou significar, por si, "Anjo (mensageiro) meu." O Antigo Testamento termina com a palavra “maldição”; o Novo Testamento termina com uma benção: “A graça de nosso Senhor Jesus Cristo seja com todos vós. Amém” (Apo 22,21).
A festa que comemoramos hoje é chamada de Apresentação do Senhor, e é celebrada pela Igreja quarenta dias depois do Natal, de conformidade com o que prescreve o livro do Levítico para o povo israelita: “Yahweh falou a Moisés: ‘diga aos filhos de Israel: Quando uma mulher conceber e der à luz um menino, ficará impura durante sete dias, como durante a sua menstruação. No oitavo dia o prepúcio do menino será circuncidado; e, durante trinta e três dias, ela ainda ficará se purificando do seu sangue. Não poderá tocar nenhuma coisa consagrada, nem ir ao santuário enquanto não terminar o tempo de sua purificação” (Lv 12,1-4).