domingo, 4 de agosto de 2019

“ATENÇÃO! TOME CUIDADO CONTRA TODO TIPO DE GANÂNCIA...” (Lc 12,15).

XVIII DOMINGO DO TEMPO COMUM
Ano – C; Cor – Verde; Leituras: Ecl 1,2; 2,21-23; Sl 89 (90); Cl 3,1-5.9-11; Lc 12,13-21.

“ATENÇÃO! TOME CUIDADO CONTRA TODO TIPO DE GANÂNCIA...” (Lc 12,15).

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Diácono Milton Restivo

A liturgia de hoje aborda o tema “ganância e avareza”.
A ganância é o sentimento de busca incondicional e desmedida que uma pessoa propõe a si própria para alcançar sonhos e objetivos, muitas vezes escusos ou indevidos.
Ganância é um sentimento humano negativo que se caracteriza pela vontade de possuir somente para si próprio tudo o que existe, não se preocupando com as necessidades do próximo. É um egoísmo excessivo direcionado, principalmente, para a riqueza material, para o dinheiro. É o apego exorbitante e descontrolado pelos bens materiais e pelo dinheiro, priorizando-os e deixando Deus e o  próximo em segundo plano.
A ganância é a irmã gêmea da avareza.
A ganância e a avareza são consideradas o pecado mais tolo por se firmar em possibilidades.
A avareza é um dos sete pecados capitais que são considerados os mais condenáveis sob o ponto de vista cristão porque esses pecados geram outros pecados, outros vícios que deterioram a vida cristã. O avarento prefere os bens materiais ao convívio com Deus e a partilha com o irmão.
Neste sentido, o pecado da avareza conduz à idolatria, que significa tratar algo, que não seja Deus, como se fosse um deus, tendo Jesus chanado a atenção a respeito disso: “Ninguém pode servir a dois senhores. Porque, ou odiará um e amará o outro, ou será fiel a um e desprezará o outro. Você não pode servir a Deus e às riquezas” (Mt 6,24).
Avareza é sinônimo de ganância, ou seja, é a vontade exagerada de possuir tudo e qualquer coisa. Para o avarento os bens materiais deixam de ser um meio para aquisição de bens e serviços e para a satisfação das necessidades, mas um fim em si. A avareza opõe-se à virtude da generosidade.
“Quem ama o dinheiro jamais se saciará do dinheiro. Quem é apegado às riquezas, nunca se farta com a renda. Isso também é vaidade. Quando as riquezas aumentam, crescem também aqueles que as devoram. Que vantagem tem o proprietário além de ficar sabendo que é rico?” (Ecl 5,9-10). O acúmulo de riqueza é uma grande vaidade, senão a maior.
Diz a primeira leitura, tirada do livro do Eclesiastes: “Vaidade das vaidades, diz Coélet; vaidade das vaidades, tudo é vaidade. [...] Por exemplo: um homem que trabalhou com inteligência, competência e sucesso, vê-se obrigado a deixar tudo em herança a outro que em nada colaborou para conseguir. Também isso é vaidade e grande desgraça. De fato, que resta ao homem de todos os trabalhos e preocupações que o desgastam debaixo do sol? Toda a sua vida é sofrimento, sua ocupação, um tormento. Nem mesmo de noite repousa o seu coração. Também isso é vaidade!”. (Ecl 1,2; 2,21-23).
O livro do Eclesiastes todo discorre sobre a vaidade do mundo, a fugacidade das coisas, o desejo de ter sempre mais por parte do homem. A palavra “fugaz” ou “vaidade” em hebraico é “hêbel” que expressa tudo aquilo que é fugaz, vaidade, passageiro, rápido. Hêbel (vaidade) é vento, sopro, hálito, respiro, vapor, névoa, fumaça, vão, fútil, inútil, vaidade, ilusão, mentira, que desaparece rapidamente.
O salmista afirma: “O homem é como um sopro; os seus dias como sombra que passa”. (Sl 144 (143),4). E o profeta Isaias declara: “Todo ser humano é erva e toda a sua beleza é como a flor do campo: a erva seca e a flor murcha, quando sobre ela sopra o vento de Iahweh; a erva seca e a flor murcha, mas a palavra de nosso Deus se realiza sempre” (Is 40,6-8; 1Pd 1,24-25).
A palavra vaidade (fugacidade – fugaz) é repetida trinta e sete vezes em todo o livro do Eclesiastes.
Quanta gente que não resiste a um tapete vermelho e a toque de trombetas. Não foi isso que Jesus falou a respeito daqueles que querem aparecer tanto na vida social como na religião? “Por isso, quando você der esmola, não mande tocar trombeta na frente, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem elogiados pelos homens. Eu garanto a vocês: eles já receberam a recompensa” [...] “Quando vocês rezarem, não sejam como os hipócritas, que gostam de rezar em pé nas sinagogas e esquinas, para serem vistos pelos homens. Eu garanto a vocês: eles já receberam a sua recompensa.” (Mt 6,2.5). Quanta gente gosta e adora ser ovacionada e aplaudida pelos benefícios que prestaram apenas para aparecer. Vaidade das vaidades, tudo é vaidade.
O Salmo da liturgia de hoje discorre sobre a instabilidade e a rápida passagem do homem por esse mundo, o que não passa de uma vaidade, fugacidade, e que, aos olhos de Deus seria como um vento rápido, uma erva que nasce de manhã e à tarde já secou, uma névoa passageira que passa até despercebida: “Mil anos são aos teus olhos como o dia de ontem, que passou, uma vigília dentro da noite. Tu os semeias (os homens) ano por ano como erva que ser renova; de manhã ela germina e brota, de tarde a cortam e ela seca. [...] ...como suspiro nossos anos se acabaram. Setenta anos é o total de nossa vida, os mais fortes chegam aos oitenta. A maior parte deles, sofrimento e vaidade, porque o tempo passa depressa e desaparecemos. [...] Ensina-nos a contar os nossos anos, para que tenhamos coração sensato” (Sl 89,4-6.9-10.12). Em outro Salmo o salmista diz: "Eis que mediste os meus dias a palmos; o tempo da minha vida é como que nada diante de ti. Na verdade, todo homem, por mais firme que esteja, é totalmente vaidade." (Sl 39,5).
Depois de chegar à conclusão de que a vaidade é um cupim que corrói o coração do homem por dentro, o escritor de Eclesiastes, sabiamente, chega ao seguinte termo: “E cheguei à seguinte conclusão: Deus fez o homem correto, mas o homem inventa muitas complicações” (Ecl 7,29).
Ancorado nessa verdade o salmista define quem pode se aproximar de Yahweh: O que tem as mãos limpas e o coração puro, cujo espírito não busca as vaidades nem perjura para enganar seu próximo” (Sl 23,4).
O Evangelho de hoje nos traz à realidade esse problema fundamental: a ambição, a ganância, a avareza. Alguém estava querendo roubar, ludibriar alguém na divisão de bens; um irmão tentando passar para trás outro irmão na partilha dos bens possivelmente deixados pelos pais: “Mestre, dize a meu irmão que reparta a herança comigo” (Lc 12,13).
Quando aconteciam disputas ou desentendimentos sobre propriedades e possessões os intrigantes procuravam o parecer dos escribas e doutores da lei que se arvoravam como os guardiões da lei até nesses assuntos. Quem fez essa pergunta viu em Jesus um rabi enviado por Deus e, portanto, em condições de dar um veredicto a respeito do assunto. Jesus, porém, lhe responde: “Homem, quem me encarregou de julgar ou de dividir vossos bens?” (Lc 12,14).
Com sua resposta Jesus deu mostras que esse assunto não estava enquadrado na sua missão, mas não perdeu a oportunidade de doutrinar sobre a ganância e a avareza. Questões de herança ainda hoje, como sempre, dividem famílias, envenenam parentes, fazem irmãos se tornarem inimigos, não importando se a herança corresponda a fazendas, indústrias, carrões e mansões, ou a uma simples casa de periferia ou ainda, que a herança seja uma bicicleta velha e surrada.
A herança, para quem a vai receber, torna-se a coisa mais importante da vida, ficando, todas as demais, para segundo plano. Jesus não perde a oportunidade de chamar a atenção para a ânsia exagerada de ter sempre mais e responde: “Atenção! Tomai cuidado contra todo tipo de ganância...” (Lc 12,15). Jesus já havia dito: “Pelo contrário, em primeiro lugar busquem o Reino de Deus e a sua justiça, e Deus dará a vocês em acréscimo todas essas coisas”. (Mt 6,33).
Em lugar nenhum dos Evangelhos vemos Jesus desestimulando alguém ou incentivando para que não trabalhe. Muito pelo contrário, e ainda mais ele diz: “O trabalhador merece o seu salário” (Lc 10,7), e o Apóstolo Paulo corrobora essa afirmativa: “O operário é digno de seu salário” (1Tm 5,18). Aos tessalonicenses Paulo, no que diz respeito ao trabalho, alerta: “Irmãos, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo ordenamos: fiquem longe de qualquer irmão que vive sem fazer nada e não segue a tradição que recebeu de nós. Vocês sabem como devem imitar-nos: nós não ficamos sem fazer nada quando estivermos entre vocês, nem pedimos a ninguém o pão que comemos; pelo contrário, trabalhamos com fadiga e esforço noite e dia  para não sermos um peso para nenhum de vocês. [...] ... quem não quer trabalhar, também não coma” (2Ts 3,6-8.10).
O que fica claro nos ensinamentos bíblicos e evangélicos é que é condenável viver somente para acumular riquezas e se transformar em máquinas de fazer dinheiro. O homem deve ter dinheiro, sim, para viver, e não viver pelo dinheiro. O dinheiro é necessário para a sobrevivência; a riqueza é uma benção de Deus e Deus coloca o homem como o administrador dessa riqueza para compartilhar com os irmãos. Todos somos administradores dos bens que Deus nos faculta.
Aproveitando a oportunidade Jesus conta uma parábola: a parábola do rico estulto, avarento e insensato a quem chamou de “louco”. “Louco” uma palavra que significa sem razão, sem sanidade mental, falta de percepção natural das coisas naturais e espirituais.
Quantas vezes o ambicioso, o avarento leva uma vida miserável e até de clandestinidade; não pode nem mesmo gozar das riquezas acumuladas por medo de suspeitas sobre a sua procedência, como acontece aos que se enriquecem ilicitamente e ou buscam paraísos fiscais.
O Apóstolo Paulo chama a atenção ao apego desordenado ao dinheiro: “Pois não a trouxemos nada para o mundo, e dele nada podemos levar. Se temos o que comer, com que nos vestir, fiquemos contentes com isso. Aqueles, porém, que querem tornar-se ricos, caem na armadilha da tentação e em muitos desejos insensatos e perniciosos, que fazem os homens afundarem na ruína e perdição. Porque a raiz de todos os males é o amor ao dinheiro. Por causa dessa ânsia de dinheiro, alguns se afastam da fé e afligem a si mesmos com muitos tormentos” (1Tm 6,7-10).
O santo homem Jó, ao ver-se desamparado e impotente diante das calamidades que, paulatinamente, sucediam em sua vida, reconhece que veio do nada e voltará para o nada, e tudo o que tivera em sua vida fora recebido por benevolência de Yahweh e, bem por isso, Yahweh poderia arrebatar tudo o que lhe dera, e nem por isso Jó se revolta, muito pelo contrário, louva o nome de Yahweh: “Nu eu sai do ventre de minha mãe, e nu para ele voltarei. Yahweh me deu tudo e Yahweh tudo me tirou. Bendito seja o nome de Yahweh” (Jó 1,21).
Jó desfrutou dos bens enquanto os possuía, mas não se revoltou contra Deus por tê-los perdido, ao contrário daqueles que, enquanto possuem bens e deles desfrutam jamais se lembram de Deus, mas, quando os perde se revolta e amaldiçoa o nome do Senhor. Bem a propósito, bom é lembrarmos-nos da oração de ação de graças feita pelo rei Davi em agradecimento a Yahweh: “A ti, Yahweh, pertencem a grandeza, o poder, o esplendor, a majestade e a glória, pois tudo o que existe no céu e na terra a ti pertence. Teu é o reino, e a ti cabe elevar-se como soberano acima de tudo. A riqueza e a glória vem de ti. [...] Quem sou eu, e quem é o meu povo para podermos te oferecer tudo isso? Tudo vem de ti, e a ti ofertamos o que de tuas mãos recebemos. Todos nós, diante de ti, somos imigrantes e estrangeiros, como foram todos os nossos antepassados. Nossa vida na terra é apenas uma sombra sem esperança” (2Cr 29,11-12.14-15).
Há algo que podemos levar conosco, que nos acompanha em toda a parte e além da morte: não são os bens, mas as obras. O Apóstolo Tiago nos diz que de nada adianta dizermos que temos fé, se não demonstrarmos a nossa fé através do atendimento ao irmão necessitado e das obras: “Meus irmãos, se alguém diz que tem fé, mas não tem obras, que adianta isso? Por acaso a fé poderá salvá-lo? Por exemplo, um irmão ou irmã não tem o que vestir e lhes falta o pão de cada dia. Então alguém de vocês diz para eles: ‘Vão em paz, se aqueçam e comam bastante’; no entanto não lhes dá o necessário para o corpo. Que adianta isso? Assim também é a fé: sem as obras ela está completamente morta. Alguém poderia dizer ainda: ‘Você tem a fé, e eu tenho as obras. Pois bem! Mostre-me a sua fé sem obras, e eu, com as minhas obras, lhe mostrarei a minha fé” (Tg 2,14-18).
O que importa para Deus não é o que possuímos em vida, mas o que tivermos feito com os bens que o Senhor nos cumulou. A coisa mais importante na vida não é, portanto, possuir bens, mas fazer o bem, porque isto permanece para sempre: “Bem-aventurados os que morrem no Senhor; suas obras os acompanharão” (Apo 14,13).
A ganância na vida do homem é tão devastadora que, tristemente, fez Jesus mostrar uma terrível realidade do destino daqueles que a tem por vício: É mais fácil um camelo passar pelo fundo de uma agulha, do que entrar um rico no reino de Deus”. (Mc 10,25). E, a respeito disso, Jesus alerta: “Não ajuntem riquezas aqui na terra, onde a traça e a ferrugem corroem, e onde os ladrões assaltam e roubam. Ajuntem riquezas no céu, onde nem a traça nem a ferrugem corroem e onde os ladrões não assaltam nem roubam. De fato, onde está ao teu tesouro, ai estará também o teu coração” (Mt 6,19-21); “Não fiquem preocupados com a vida, com o que comer, nem com o corpo, com o que vestir. Pois a vida vale mais do que a comida, e o corpo mais do que a roupa. [...] Não vos inquieteis, procurando o que haveis de comer ou beber, porque são os pagãos do mundo que se preocupam com tudo isso. Vosso Pai sabe que tendes necessidades disso. Buscai antes o seu Reino e recebereis estas coisas de acréscimo”. (Lc 12,22-23.29).
Não é equivocado o acumular, mas o que contraria os ensinamentos de Jesus é acumular por si mesmo, acumular para esta vida onde tudo é incerto menos o acumular por e para Deus e fazer o bem ao próximo, assim estaremos “ajuntando riquezas no céu, onde nem a traça nem a ferrugem corroem e onde os ladrões não assaltam nem roubam” (Mt 6,20), colocando nisso o nosso coração, porque “onde está ao teu tesouro, ai estará também o teu coração” (Mt 6,21).
O Apóstolo Tiago não mede palavras para condenar os gananciosos, os que buscam juntar tesouros em detrimento ao irmão necessitado: “E agora vocês, ricos: comecem a chorar e gritar por causa das desgraças que estão para cair sobre vocês. Suas riquezas estão podres, suas roupas foram ruídas pela traça; o ouro e a prata de vocês estão enferrujados; e a ferrugem deles será testemunha contra vocês, e como fogo lhes devorará a carne. Vocês amontoaram tesouros para o fim dos tempos. Vejam o salário dos trabalhadores que fizeram a colheita nos campos de vocês: retido por vocês, esse salário clama, e os protestos dos cortadores chegaram aos ouvidos do Senhor dos exércitos. Vocês tiveram na terra uma vida de conforto e luxo; vocês estão ficando gordos para o dia da matança! Vocês condenaram e mataram o justo, e ele não conseguiu defender-se.”  (Tg 5,1-6).
Quantos colocam toda a sua esperança no dinheiro e chegam ao cúmulo de querer comprar com dinheiro a misericórdia e a graça de Deus (como fazem algumas igrejas pentecostais), ou querem comprar os dons do Espírito Santo com o dinheiro que acumulou, como aconteceu com o mago Simão que “...viu que o Espírito Santo era comunicado através da imposição das mãos. Então ofereceu dinheiro a Pedro e João, dizendo: ‘Dêem para mim também esse poder, a fim de que receba o Espírito  todo aquele sobre o qual eu impuser as mãos’. Mas Pedro respondeu: ‘Pereça você junto com o seu dinheiro, pois você pensou que podia comprar com dinheiro aquilo que é dom de Deus. De nenhum modo você pode participar  dessa realidade espiritual, porque a sua consciência não é correta diante de Deus.” (At 8,18-21).
O autor do livro do Eclesiástico orienta-nos como devemos dispor dos nossos bens: “Com o pobre, porém seja compreensivo, e não o faça esperar muito pela esmola. Por causa do mandamento, socorra o indigente conforte a necessidade dele. Não o despeça de mãos vazias. Perca o dinheiro com o irmão e o amigo, para que ele não se enferruje inultilmente debaixo de uma pedra. Use seus bens segundo os mandamentos do Altíssimo, e eles serão mais úteis para você do que o ouro. Dê esmola daquilo que você tem nos celeiros, e ela o livrará de qualquer desgraça; mais do que forte escudo e lança pesada, ela combaterá por você diante do inimigo”. (Eclo 29,8-13).
Jesus conforta-nos e nos transmite a confiança de que o Pai cuida muito mais de cada um de nós do que cuida das aves do campo, das flores do campo e de toda a sua criação: “Não fiquem preocupados com a vida, com o que comer; nem com o com o que vestir. Pois a vida vale mais do que a comida, e o corpo mais do que a roupa. Observem as aves do campo: elas não semeiam e nem colhem, não possuem celeiros ou armazens. E, no entanto, Deus as alimenta. Vocês valem muito mais do que as aves. Quem de vocês pode crescer um centímetro à custa de se preocupar com isso? Portanto, se vocês não podem nem sequer fazer a menor coisa, porque se inquietam com o resto? Observem como os lírios do campo crescem; eles não fiam, nem tecem. Porém, eu digo a vocês que nem mesmo o rei Salomão, em toda a sua glória, jamais se vestiu como um deles. Se Deus veste assim a erva do campo, que hoje existe e amanhã é queimada no forno, quando mais ele fará por vocês homens de pouca fé. Quanto a vocês, não fiquem procurando o que vão comer ou beber. Não fiquem inquietos. Porque são os pagãos deste mundo que procuram tudo isso. O Pai bem sabe que vocês têm necessidade dessas coisas.Portanto, busquem primeiro o Reino dele, e Deus dará a vocês essas coisas por acréscimo.” (Lc 12,22-31).
Depois desse conforto que nos é dado por Jesus, será que ainda iremos incorrer na tentação de acumular bens que a traça roi e o ladrão furta ou rouba e de nos entregarmos ao vício da ganância e da avareza?
Faz-se desnecessária qualquer outra consideração...

sábado, 3 de agosto de 2019

SÃO JOÃO MARIA VIANNEY – O CURA DE ARS

SÃO JOÃO MARIA VIANNEY – O CURA DE ARS

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Jean-Marie Baptiste Vianney nasceu em 8 de maio de 1786, na localidade de Dardilly, dez quilômetros ao noroeste da cidade de Lyon, França. Seus pais, Mateus e Maria, tiveram sete filhos, ele foi o quarto. Gostava de frequentar a igreja e desde a infância dizia que desejava ser um sacerdote.
Vianney só foi para a escola na adolescência, quando abriram uma na sua aldeia, escola que frequentou por dois anos apenas, porque tinha de trabalhar no campo. Foi quando aprendeu a língua francesa, pois em sua casa se falava um dialeto regional.
Para seguir a vida religiosa, teve de enfrentar muita oposição de seu pai. Mas com a ajuda do pároco, aos vinte anos de idade ele foi para o seminário de Écully, onde surgiram os obstáculos por causa de sua falta de instrução.
Foram poucos os que vislumbraram a sua capacidade de raciocínio. Para os professores e superiores, era considerado um rude camponês, que não tinha inteligência suficiente para acompanhar os outros seminaristas, especialmente de filosofia e teologia. Entretanto era um verdadeiro exemplo de obediência, caridade, piedade e perseverança na fé em Cristo.

sexta-feira, 2 de agosto de 2019

SÃO PEDRO JULIÃO EYMARD - 1811-1868

SÃO PEDRO JULIÃO EYMARD - 1811-1868

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Fundou a Congregação dos Padres do Santíssimo Sacramento e a Congregação das Irmãs de Nossa Senhora do Santíssimo Sacramento.
Pedro Julião Eymard nasceu no norte da França, em Esère, no dia 4 de fevereiro de 1811, primeiro filho de um casal de simples comerciantes, profundamente religioso. Todos os dias, sua mãe levava-o à igreja, para receber a bênção eucarística.
Assim, aos cinco anos de idade, despontou sua vocação religiosa e sacerdotal. Mas encontrou a objeção do seu pai. Apesar de muito religioso, ele não concordou com a decisão do filho, porque precisava da sua ajuda no trabalho, para sustentar a casa. Além disto, não tinha condições de pagar as despesas dos estudos no seminário.
Diante desses fatos, só lhe restava rezar muito enquanto trabalhava e, às escondidas, estudar o latim. Em 1834, conseguiu realizar o seu sonho, recebendo a ordenação sacerdotal na sua própria diocese de origem. Após alguns anos no ministério pastoral, em 1839, padre Eymard entrou na recém-fundada Congregação dos Padres Maristas, em Lyon.
Nesta Ordem permaneceu durante dezessete anos, chegando a ocupar altos cargos. Foi quando recebeu de Maria Santíssima a missão de fundar uma obra dedicada à adoração perpétua da eucaristia. Aliás, padre Eymard já notava que havia um certo distanciamento do povo da Igreja.

quinta-feira, 1 de agosto de 2019

SANTO AFONSO MARIA DE LIGÓRIO - 1696-1787

SANTO AFONSO MARIA DE LIGÓRIO - 1696-1787

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Fundou a Congregação do Santíssimo Redentor, os Padres Redentoristas, que são os responsáveis pela Basílica de Nossa Senhora Aparecida, na cidade de Aparecida do Norte/SP.
Afonso de Ligório nasceu no dia 27 de setembro de 1696, no povoado de Marianela, em Nápoles, na Itália, filho de pais cristãos, ricos e nobres, que, ao se depararem com sua inteligência privilegiada, deram-lhe todas as condições e todo o suporte para tornar-se uma pessoa brilhante.
Enquanto seu pai o preparava nos estudos acadêmicos e científicos, sua mãe preocupava-se em educá-lo nos caminhos da fé e do cristianismo.
Ele cresceu um cristão fervoroso, músico, poeta, escritor e, com apenas dezesseis anos de idade, doutorou-se em direito civil e eclesiástico.

quarta-feira, 31 de julho de 2019

SANTO INÁCIO DE LOYOLA - 1491-1566

SANTO INÁCIO DE LOYOLA - 1491-1566

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Fundou a ordem da Companhia de Jesus "Padres Jesuítas".
Iñigo Lopez de Loyola, este era o seu nome de batismo, nasceu numa família cristã, nobre e muito rica, na cidade de Azpeitia, da província basca de Guipuzcoa, na Espanha, no ano de 1491.
O mais novo de treze filhos, foi educado, com todo cuidado, para tornar-se um perfeito fidalgo. Cresceu apreciando os luxos da corte, praticando esportes, principalmente os eqüestres, seus preferidos. Em 1506, a família Lopez de Loyola estava a serviço de João Velásquez de Cuellar, tesoureiro do reino de Castela, do qual era aparentada.
No ano seguinte, Iñigo tornou-se pagem e cortesão no castelo desse senhor. Lá, aprimorou sua cultura, fez-se um exímio cavaleiro e tomou gosto pelas aventuras militares. Era um homem que valorizava mais o orgulho do que a luxúria. Dez anos depois, em 1517, optou pela carreira militar.
Por isso foi prestar serviços a um outro parente, não menos importante, o duque de Najera e vice-rei de Navarra, o qual defendeu em várias batalhas, militares e diplomáticas.
Mas, em 20 de maio de 1521, uma bala de canhão mudou sua vida. Ferido por ela na tíbia da perna esquerda, durante a defesa da cidade de Pamplona, ficou um longo tempo em convalescença. Nesse meio tempo, meio por acaso, trocou a leitura dos romances de infantaria e guerra, por livros sobre a vida dos santos e a Paixão de Cristo. E assim foi tocado pela graça.

terça-feira, 30 de julho de 2019

SANTA MARIA DE JESUS SACRAMENTADO VENEGAS - 1868-1959

SANTA MARIA DE JESUS SACRAMENTADO VENEGAS - 1868-1959

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Fundou o Instituto das Filhas do Sagrado Coração de Jesus.
Natividade Venegas de La Torre nasceu em 8 de setembro de 1868, em Jalisco, no México. A última de doze filhos, desde a adolescência cultivou uma devoção especial à eucaristia, exercendo obras de caridade e sentindo o forte desejo de consagrar-se totalmente ao Senhor no serviço ao próximo.
Só depois da morte prematura dos seus pais pôde unir-se ao grupo de senhoras que, com a aprovação do arcebispo local, dirigiam em Guadalajara um pequeno hospital para os pobres, o Hospital do Sagrado Coração. Em 1910, ela emitiu, de forma privada, os votos de pobreza, castidade e obediência.

segunda-feira, 29 de julho de 2019

SANTA MARTA, IRMÃ DE LÁZARO E MARIA

SANTA MARTA, IRMÃ DE LÁZARO E MARIA

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Marta é irmã de Maria e de Lázaro de Betânia. Marta nasceu em uma pequena aldeia chamada Betânia cercado de vinhedos e de abundantes palmeiras quase recostadas no ponto mais alto do memorável Horto das Oliveiras.
Marta era uma menina de natureza humilde, bondosa, pura e simples. Sofreu muito com a morte de sua mãe e depois com o falecimento do pai; pois antes de morrer ele disse a seus filhos amai-vos como bons amigos e olhando para Maria disse: a modéstia, a pureza e a honradez quando se entrelaçam são coroa na testa de uma moça.
Marta ouvindo pela primeira vez Jesus, declarou-se sua discípula, crescendo assim nela a virtude da caridade aos doentes e aos pobres. Toda vez que Jesus ia a Jerusalém se hospedava na casa de Marta,

domingo, 28 de julho de 2019

A ORAÇÃO DO PAI NOSSO

XVII DOMINGO DO TEMPO COMUM
Ano - C; Cor – Verde; Leituras; Gn 18,20-32; Sl 137 (138); Cl 2,12-14; Lc 11,1-13.

“QUEM PEDE RECEBE; QUEM PROCURA ENCONTRA; E, PARA QUEM BATE, SE ABRIRÁ” (Lc 11,10).

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Diácono Milton Restivo

Santo Tomás de Aquino disse que a oração do Pai Nosso é a mais perfeita de todas as orações, pois “contém não apenas todas as coisas que podemos corretamente desejar, mas também tudo o que nos é proveitoso querer”.
A oração do Pai Nosso é apresentada no Novo Testamento em duas versões: a longa, com sete petições (Mt 6,9-13) e a curta, com cinco petições (Lc 11,2-5). Embora a versão de Lucas seja considerada a mais fidedigna, pois não é concebível que Lucas tenha subtraído duas petições, a tradição da Igreja privilegiou a mais longa, a de Mateus, para uso litúrgico.
Nas Sagradas Escrituras ninguém jamais ousou se dirigir diretamente a Deus chamando-o de Pai antes de Jesus. A palavra “Abba”, Pai, não se encontra no Antigo Testamento e nunca foi usada como invocação de Deus; ela somente aparece no Novo Testamento, pela primeira vez com Jesus ensinando seus discípulos a orar (Mt 6,9; Lc 11,2) e, depois, nas cartas paulinas como, por exemplo: “A prova de que vocês são filhos é o fato de que Deus enviou aos nossos corações o Espírito do seu Filho que clama: ‘Abba, Pai! ’ Portanto, você já não é escravo, mas filho; e se é filho é também herdeiro por vontade de Deus”. (Gl 4,6-7).

sábado, 27 de julho de 2019

“BEM-AVENTURADOS OS QUE SOFREM PERSEGUIÇÃO...” (M, 5,10).

 “BEM-AVENTURADOS OS QUE SOFREM PERSEGUIÇÃO...” (M, 5,10).

       
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   A responsabilidade dos que aderem totalmente a Jesus Cristo é muito grande.
A responsabilidade do cristão autêntico pesa-lhe nos ombros porque, por onde quer que ele viva, esteja ou ande, existem sempre centenas de olhos a observar as suas ações e atitudes e a verificar se, o que ele faz, está em conformidade com aquilo que ele fala e prega.
Somente com a sua presença, o cristão autêntico incomoda os que não agem direito; somente a presença do cristão verdadeiro incomoda os que não andam de acordo com o modo de agir e pensar do Senhor Jesus, pois com age de maneira pecaminosa e dúbia não pode se sentir bem na presença de quem irradia luz e verdade, a exemplo do Mestre.
O cristão consciente reprova as transgressões que os ímpios fazem contra a lei, a normas de boa conduta e o respeito aos irmãos, e, a voz do cristão, é sempre uma condenação e acusação contra a imoralidade reinante na sociedade e em todos os lugares onde os maus se fazem presentes; e é por isso que o cristão autêntico está sendo sempre observados por aqueles que não observam as leis do Senhor, porque os maus não toleram os bons que, com o seu modo de vida de conformidade com os ensinamentos do Mestre, condenam o modo de vida e de procedimento dos maus. 

sexta-feira, 26 de julho de 2019

DIA DOS AVÓS - SANT'ANA E SÃO JOAQUIM - AVÓS DE CRISTO - SÉCULO I

DIA DOS AVÓS - SANT'ANA E SÃO JOAQUIM - AVÓS DE CRISTO - SÉCULO I

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Ana e seu marido Joaquim já estavam com idade avançada e ainda não tinham filhos.
O que, para os judeus de sua época, era quase um desgosto e uma vergonha também.
Os motivos são óbvios, pois os judeus esperavam a chegada do messias, como previam as sagradas profecias.
Assim, toda esposa judia esperava que dela nascesse o Salvador e, para tanto, ela tinha de dispor das condições para servir de veículo aos desígnios de Deus, se assim ele o desejasse.
Por isso a esterilidade causava sofrimento e vergonha e é nessa situação constrangedora que vamos encontrar o casal. Mas Ana e Joaquim não desistiram. Rezaram por muito e muito tempo até que, quando já estavam quase perdendo a esperança, Ana engravidou.
Não se sabe muito sobre a vida deles, pois passaram a ser citados a partir do século II, mas pelos escritos apócrifos, que não são citados na Bíblia, porque se entende que não foram inspirados por Deus. E eles apenas revelam o nome dos pais da Virgem Maria, que seria a Mãe do Messias.

quinta-feira, 25 de julho de 2019

SÃO CRISTÓVÃO - +250

SÃO CRISTÓVÃO - +250

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A devoção a são Cristóvão é uma das mais antigas e populares da Igreja, tanto do Oriente como do Ocidente. São centenas de igrejas dedicadas a ele em todos os países do mundo.
Também não faltam irmandades, patronatos, conventos e instituições que tomaram o seu nome, para homenageá-lo. Ele consta da relação dos "quatorze santos auxiliadores" invocados para interceder pelo povo nos momentos de aflições e dificuldades.
Assim, o vigor desta veneração percorreu os tempos com igual intensidade e alcançou os nossos dias da mesma maneira. Entretanto são poucos os dados precisos sobre sua vida. Só se tem conhecimento comprovado de que Cristóvão era um homem alto e musculoso, extremamente forte.
Alguns escritos antigos o descrevem como portador de "uma força hercúlea". Pregou na Lícia e foi martirizado, a mando do imperador Décio, no ano 250.
Depois disso, as informações fazem parte da tradição oral cristã, propagada pela fé dos devotos ao longo dos tempos, e que a Igreja respeita. Ela nos conta que seu nome era Réprobo e que nasceu na Palestina. Como um verdadeiro gigante Golias, não havia quem lhe fizesse frente em termos de força física. Assim, só podia ter a profissão que tinha: guerreiro.

quarta-feira, 24 de julho de 2019

SANTA CRISTINA - SÉCULO III

SANTA CRISTINA - SÉCULO III

        
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  A arqueologia não serve apenas para descobrir os dinossauros enterrados pelo mundo.
Ela também pode confirmar a existência dos santos mártires que marcaram sua trajetória na história pela fé em Deus. Foi o que aconteceu com santa Cristina, que teve sua tradição comprovada somente no século XIX, com as descobertas científicas desses pesquisadores.
Segundo os mosaicos descobertos na igreja de Santo Apolinário, em Ravena, construída no século VI, Cristina era realmente uma das virgens cristãs mártires das antigas perseguições. E portanto, já naquele século, venerada como santa, como se pôde observar pela descoberta de sua sepultura, que também possibilitou o aparecimento de um cemitério subterrâneo, que estava oculto ao lado.
A arte também compareceu para corroborar seu testemunho através dos tempos.
O martírio da jovem virgem Cristina foi representado pelas mãos de famosos pintores, como João Della Robbias, Lucas Signorelli, Paulo Veronese e Lucas Cranach, entre outros. Além dos textos escritos em latim e grego que relatam seu suplício e morte, que só discordam quanto à cidade de sua origem.

terça-feira, 23 de julho de 2019

MARIA SOFREU POR TODOS...

MARIA SOFREU POR TODOS...

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Quando o Senhor nosso Deus começou a realizar as suas promessas de salvação, ele não escolheu os ricos, os poderosos e nem os sábios das coisas deste mundo, nem os que pensavam que sabiam muito a respeito de Deus e dos outros. Para realizar os seus planos de salvação o Senhor Nosso Deus escolheu pessoas do povo, pessoas simples, humildes, pobres e puras.
Os pobres sempre receberam de Deus uma atenção especial e uma missão muito importante.
Mas não podemos nos iludir; o fato de sermos o povo pobre e humilde não é o suficiente para termos a pretensão de sermos salvos e termos a compreensão das coisas de Deus; muito pelo contrário.    Não eram somente os outros que não entendiam a gravidez de Maria; as próprias pessoas mais próximas de Maria e que lhe deveriam dar todo apoio  em sua gravidez; a bem da verdade, a princípio, até José o noivo e depois esposo de Maria, colocou em dúvida a gravidez de Maria, e o que dizer então dos parentes, do povo, dos vizinhos e amigos.
O povo só foi entender  o sentido da gravidez de Maria o sentido da gravidez de Maria depois da manifestação de Jesus como Messias, depois que Jesus começou a sua vida pública, fazendo milagres e curando a todos que a ele se socorressem, tanto as doenças do corpo como as doenças da alma.
E assim mesmo, esse mesmo povo que o Cristo tinha amado, curado e alimentado, quando Jesus estava sendo condenado à morte e diante do tribunal de Pôncio Pilatos, esse povo voltou atrás e pediu a sua morte. O mesmo povo que aplaudira Jesus quando ele entrou triunfalmente em Jerusalém gritando “Hosana ao Filho de Davi”, esse mesmo povo gritava diante do tribunal de Pôncio Pilatos pedindo pela sua morte na cruz.
Não é o fato de alguém pertencer ao povo pobre  que tenha a chave da compreensão, do mistério de Deus presente na vida. A historia de Maria prova o contrário. Às vezes o preconceito do povo é tão grande que impede esse mesmo povo de ver as coisas que estão ocorrendo como elas são na realidade.
Uma virgem põe em risco sua honra pela libertação do povo, e o próprio povo não quer entender  tão grande sacrifício.
O sofrimento que disso resultou para Maria deve ter sido bem maior do que todo sofrimento causado pela incompreensão dos orgulhos, dos poderosos e dos ricos de que ela fala no seu cântico.
Não foram somente os ricos e poderosos que fizeram sofrer Jesus e Maria; os pobres, o povão também teve a sua parcela de participação, e que não foi pequena, na incompreensão das coisas de Deus.          Deus pede conversão é de todos: tanto dos pobres como dos ricos, tanto dos pequenos como dos poderosos, tanto dos humildes como dos orgulhosos.
Só que, dentro do plano de Deus, são precisamente os pobres, os pequenos e os humildes  que entendem a mensagem do Evangelho e a aceitam.
E mais tarde Jesus diria e louvaria ao Pai por isso: “Sim, Pai, porque assim foi do teu agrado”. (Mt 11, 26). Os pobres e os humilde são os que recebem com mais amor e mais confiança a mensagem de Deus, a mensagem de salvação que veio por Jesus Cristo.
Mas, para isso, os pobres precisam estar sempre também dispostos a receber a mensagem e a viver a mensagem; os pobres de Deus são os que nada possuem materialmente ou que não se apegam às coisas materiais; os corações dos pobres estão desapegados das coisas do mundo e só se preocupam mesmo pelo necessário indispensável para a sobrevivência.
Ser pobre como Jesus foi, que não tinha sequer  uma pedra para reclinar a cabeça, mas com o coração e alma cheia de Deus.
Ser pobre como José e Maria foram que se preocuparam somente com o bem dos outros, aceitando passivamente a entrega total do Filho à morte de cruz para a salvação da humanidade.
Maria nada tinha além de Jesus, e Jesus é o que poderíamos chamar de coisa mais cara e rica, mais sublime e santa que pisou o nosso chão; mas Maria  de Jesus para que os homens fossem salvos pelo seu sangue derramado na cruz.
Ser pobre e não ter nada seu, nada de si; ser pobre é doar-se a si próprio para o bem do outro, assim como Maria fez...
(do livro “Maria, a Mãe de Jesus” de Carlos Mesters).

segunda-feira, 22 de julho de 2019

SANTA MARIA MADALENA – DISCÍPULA DE JESUS

SANTA MARIA MADALENA – DISCÍPULA DE JESUS

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O que os Evangelhos falam sobre Maria Madalena:
Os Evangelhos apresentam Maria Madalena como:
ü  - Discípula de Jesus (Lc. 8,1-3)
ü  - A mulher de quem Jesus expulsou sete demônios (Mc. 16,9; Lc. 8,2);
ü  - Uma das mulheres que ajudaram Jesus e seus discípulos enquanto estes pregavam o evangelho (Lc 8,1-3)
ü  - Uma das muitas outras mulheres que seguiram Jesus desde a Galiléia quando ele foi para Jerusalém no final do seu ministério e foi testemunha da sua crucifixão (Mc. 15,40-41; Mt. 27,55-56; Lc. 23,49; Jo 19,25)
ü  - Ela e outras mulheres seguiram de longe os acontecimentos quando Jesus foi levado para ser crucificado, (Mt 27,55-56; Mc 15,40-41; Jo 13,25)
ü  - Quando Jesus foi sepultado, foi uma das mulheres que observou o lugar onde o corpo foi posto (Mc 15,45-47; Mt 27,61)
ü  - Ela e outras mulheres foram ao túmulo no primeiro dia da semana para embalsamar o corpo de Jesus (Mc 16,1-2; Mt 28,1)
ü  - Levou perfumes para ungir o corpo do Senhor no sepulcro (Mt. 28,1; Mc. 16,1-2; Lc. 24,1; Jo 20,1); - Foi uma das primeiras a receber a notícia da ressurreição quando um anjo falou às mulheres perto do túmulo aberto, portanto, testemunha da sua ressurreição (Mc. 16,1 - 8; Mt 28,1 - 10; Lc. 24,1 - 10; Jo. 20,1; 20,11 - 8)
ü  - Maria Madalena foi a primeira pessoa a ver Jesus depois da ressurreição (Mt 28:8-10; Mc 16,9; Jo 20:13-18)
ü  - Anunciou a boa notícia da ressurreição aos discípulos (Lc 24,9-10) - Foi enviada aos Onze com uma mensagem de Jesus (Mt 28,10; Jo 20,17 - 18). Maria Madalena é citada dezoito vezes nos Evangelhos, além de ser a mulher mais citada pelo próprio nome. 
Além disso, ela aparece sempre realizando funções muito importantes para as origens do Cristianismo. Chama a atenção o fato de Maria Madalena ser citada, entre as mulheres em primeiro lugar em todos estes textos.  A única exceção é Jo 19,25, onde a mãe de Jesus aparece em primeiro lugar.
A citação de Maria Madalena em primeiro lugar parece indicar sua liderança no grupo das discípulas de Jesus.

sexta-feira, 19 de julho de 2019

MARIA, RAINHA DE MISERICÓRDIA

MARIA, RAINHA DE MISERICÓRDIA

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“Maria é Rainha. Tendo sido a Santíssima Virgem elevada à dignidade de Mãe de Deus, com justa razão  a Santa Igreja a honra e quer que de todos seja honrada com o título glorioso de Rainha. Se o filho de Maria é Rei, justamente a Mãe deve considerar-se e chamar-se Rainha.
Desde o momento em que Maria  aceitou ser a Mãe do Verbo Encarnado, do Verbo Eterno, mereceu tornar-se Rainha do mundo e de todas as criaturas. Se a carne de Maria não foi diferente da carne de Jesus, como então pode a monarquia do Filho ser separada da Monarquia da Mãe? Por isso deve julgar-se que a glória do Reino não só é comum  entre a Mãe e o Filho, mas também que é a mesma entre ambos. Se Jesus é o Rei do Universo, Maria também é a Rainha do Universo, de modo que, conforme diz São Bernardino de Sena, quantas são as criaturas que servem a Deus, tantas também devem servir a Maria.         

quinta-feira, 18 de julho de 2019

DUAS MIL APARIÇÕES DE NOSSA SENHORA REGISTRADAS

DUAS MIL APARIÇÕES DE NOSSA SENHORA REGISTRADAS

DESSAS DUAS MIL SOMENTE DEZESSEIS FORAM RECONHECIDAS PELA IGREJA.

CONFIRA A LISTA DAS PRINCIPAIS APARIÇÕES RECONHECIDAS PELO CATOLICISMO E CONFIE NA PRUDÊNCIA DA SANTA IGREJA CATÓLICA

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É inegável que a devoção à Virgem Maria esteja estendida pelo mundo inteiro. Assim o revelam suas inumeráveis invocações e também os abundantes testemunhos sobre sua mediação a favor daqueles que a invocam com grande fervor. É tal o impacto que por séculos tem gerado a Mãe de Deus na Fé dos crentes, que inclusive recentemente a revista norte-americana National Geographic destacou a figura da Santíssima Virgem Maria como “a mulher mais poderosa do Mundo”.
Dentro deste fenômeno mariano, o que mais chama a atenção são suas aparições: mais de 2 mil registradas em todo o mundo, segundo o website ‘The Miracle Hunter’ (www.miraclehunter.com), que reúne os relatos, histórias, testemunhos e frequência de milagres, entre eles as aparições marianas, que se registraram ao longo dos séculos, tudo baseado nas investigações de Michael O’Neill.
De acordo com o website, a primeira aparição da Virgem da qual se tem dados, é a de Nossa Senhora do Pilar de Zaragoza, na Espanha, que apareceu ao Apóstolo Santiago o Maior às margens do rio Ebro no ano 40 depois de Cristo. De acordo com a tradição, esta aparição tem um selo particular diante das demais, já que a Mãe de Deus se apresentou em “carne mortal” ao apóstolo padroeiro da Espanha.

quarta-feira, 17 de julho de 2019

BEM-AVENTURADO BARTOLOMEU DE LAS CASAS - 1474-1566

BEM-AVENTURADO BARTOLOMEU DE LAS CASAS - 1474-1566

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Bartolomeu de Las Casas nasceu em Sevilha, na Espanha, no ano de 1474. Seu pai era um mercador da esquadra de Colombo, na segunda viagem ao novo continente. Estudou na Universidade de Salamanca, onde se graduou em direito. Foi para a América como conselheiro legal do governador, chegando, em 15 de abril de 1502, na ilha Espanhola.
Como a maioria, Bartolomeu estava motivado pelo espírito aventureiro e explorador de riquezas, logo se adaptando ao estilo de vida influente dos colonizadores. No início, aceitou o ponto de vista convencional quanto à exploração da população indígena. Ele também participou dos ataques contra as tribos, e os escravizava em suas plantações. Depois viajou para Roma, onde terminou os estudos e ordenou-se sacerdote em 1507. A rainha Isabel, chamada "a católica", da Espanha, considerava a evangelização dos índios a justificativa mais importante para a expansão colonial. Insistia para que os sacerdotes e frades estivessem entre os primeiros a fixarem-se na América.
Em 1510, Bartolomeu de Las Casas retornou à ilha Espanhola, agora como missionário, para combater o tratamento cruel e desumano dado aos índios pelos colonizadores.

terça-feira, 16 de julho de 2019

NOSSA SENHORA DO CARMO

NOSSA SENHORA DO CARMO

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Segundo a tradição narra, o profeta Elias, vendo uma nuvenzinha, que se levantava no mar, bem como uma pegada de homem, teria nela reconhecido no símbolo, a figura da futura Mãe do Salvador.
Os discípulos de Elias, recordando aquela visão do mestre, teriam fundado uma Congregação, com sede no Monte Carmelita, com o fim declarado de prestar homenagens à Mãe do Mestre.
A festa de Nossa Senhora do Carmo é relacionada à Ordem Carmelitana, cuja origem é bem antiga. Na Ordem Carmelitana tem-se a tradição, segundo a qual o profeta Elias, vendo aquela nuvenzinha, que se levantava no mar, bem como a pegada de homem, teria nela reconhecido no símbolo, a figura da futura Mãe do Salvador.
Os discípulos de Elias, recordando aquela visão do mestre, teriam fundado uma Congregação, com sede no Monte Carmelita, com o fim declarado de prestar homenagens à Mãe do Mestre.
Essa Congregação ter-se-ia conservado até os dias de Jesus Cristo e existido com o Título Servas de Maria. Historicamente documentadas são as seguintes datas da Ordem de Nossa Senhora do Carmelo.

segunda-feira, 15 de julho de 2019

SÃO BOAVENTURA - 1218-1274

SÃO BOAVENTURA - 1218-1274

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Frei Boaventura era italiano, nasceu no ano de 1218, na cidade de Bagnoregio, em Viterbo, e foi batizado com o nome de João de Fidanza. O pai era um médico conceituado, mas, como narrava o próprio Boaventura, foi curado de uma grave enfermidade ainda na infância por intercessão de são Francisco.
Aos vinte anos de idade, ingressou no convento franciscano, onde vestiu o hábito e tomou o nome de Boaventura dois anos depois. Estudou filosofia e teologia na Universidade de Paris, na qual, em 1253, foi designado para ser o catedrático da matéria. Também foi contemporâneo de Tomás de Aquino, outro santo e doutor da Igreja, de quem era amigo e companheiro.
Boaventura buscou a Ordem Franciscana porque, com seu intelecto privilegiado, enxergou nela uma miniatura da própria Igreja. Ambas nasceram contando somente com homens simples, pescadores e camponeses. Somente depois é que se agregaram a elas os homens de ciências e os de origem nobre. Quando frei Boaventura entrou para a Irmandade de São Francisco de Assis, ela já estava estabelecida em Paris, Oxford, Cambridge, Estrasburgo e muitas outras famosas universidades europeias.

domingo, 14 de julho de 2019

“E QUEM É O MEU PRÓXIMO?” (Lc 10,27).

XV DOMINGO DO TEMPO COMUM
Ano – C; Cor – verde; Leituras: Dt 30,10-14; Sl 68 (69); Cl 1,15-20; Lc 10,25-37.

“E QUEM É O MEU PRÓXIMO?” (Lc 10,27).

Diácono Milton Restivo

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A primeira leitura da liturgia de hoje evoca o preceito fundamental e a oração mais importante no judaísmo: “Ouça a voz do Senhor teu Deus e observe todos os seus mandamentos e preceitos, que estão escritos nesta lei. Converta-se para o Senhor seu Deus com todo o seu coração e com toda a sua alma”. (Dt 30,10).
É um lembrete da oração principal dos judeus que era recitada (e ainda deve ser recitada) todos os dias pelos judeus e está contida no livro do Deuteronômio, sendo conhecida como “Shemá Israel”, ou seja “Ouça Israel”: “Ouça, Israel! Yahweh nosso Deus é o único Yahweh. Portanto, ame a Yahweh seu Deus de todo o seu coração, com toda a sua alma e com toda a sua força. Que estas palavras que hoje eu lhe ordeno, estejam em seu coração. Você as inculcará em seus filhos, e delas falarás sentado em sua casa e andando em seu caminho, estando deitado ou de pé. Você também as amarrará em sua mão como sinal e elas serão como faixas  entre seus olhos. Você as escreverá nos batentes de sua casa e nas portas da cidade”. (Dt 6,4-9).
Esta oração era recitada todas as manhãs e à noite durante as orações judaicas. 
A oração completa do "Shemá Israel" está contida em Dt 6,4-9, como vimos acima, e o complemento está em Dt 11,13-21 e Nm 15,37-41.

sábado, 13 de julho de 2019

NÃO HÁ LAR SEM CRUZ: SETE DORES QUE MARCARAM A FAMÍLIA DE SANTA TERESINHA DO MENINO JESUS

NÃO HÁ LAR SEM CRUZ: SETE DORES QUE MARCARAM A FAMÍLIA DE SANTA TERESINHA DO MENINO JESUS
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 “Nas famílias sempre, sempre há cruz, sempre. Porque o amor de Deus, o Filho de Deus, abriu-nos também esse caminho. Mas nas famílias também depois da Cruz há Ressurreição”, assinalou o Papa Francisco durante o Encontro Mundial das Famílias - Filadélfia 2015.
Uma família cuja vida foi profundamente marcada pela Cruz foi a de Santa Teresinha do Menino Jesus e dos seus pais, Santos Zélia e Luís Martin.
Eles tornaram as dores e as tribulações um caminho de santidade.
A seguir, apresentamos sete dores que marcaram a família de Santa Teresinha do Menino Jesus, as quais podem ajudar e dar esperança às pessoas que estão passando por situações semelhantes:

sexta-feira, 12 de julho de 2019

SANTA MADRE PAULINA DO CORAÇÃO AGONIZANTE DE JESUS - 1865-1942

SANTA MADRE PAULINA DO CORAÇÃO AGONIZANTE DE JESUS - 1865-1942

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Fundou a Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição.
Amábile Lúcia Visintainer nasceu no dia 16 de dezembro de 1865, em Vigolo Vattaro, província de Trento, no norte da Itália. Foi a segunda filha do casal Napoleão e Anna, que eram ótimos cristãos, mas muito pobres. Nessa época, começava a emigração dos italianos, movida pela doença e carestia que assolava a região. Foi o caso da família de Amábile, que em setembro de 1875 escolheu o Brasil e o local onde muitos outros trentinos já haviam se estabelecido no estado de Santa Catarina, em Nova Trento, na pequena localidade de Vigolo.
Assim que chegou, Amábile conheceu Virgínia Rosa Nicolodi e tornaram-se grandes amigas.
As duas se confessam apaixonadas pelo Senhor Jesus e não era raro encontrá-las, juntas, rezando fervorosamente. Fizeram a primeira comunhão no mesmo dia, quando Amábile já tinha completado doze anos de idade. Logo em seguida, o padre Servanzi a iniciou no apostolado paroquial, encarregando-a da catequese das crianças, da assistência aos doentes e da limpeza da capela de seu vilarejo, Vigolo, dedicada a são Jorge. Mas mal sabia o padre que estaria confirmando a vocação da jovem Amábile para o serviço do Senhor. Amábile incluía, sempre, Virgínia nas atividades para ampliar o campo de ação.

quinta-feira, 11 de julho de 2019

NOVE ANOS SEM MINHA FILHA TERESA CRISTINA


NOVE ANOS SEM MINHA FILHA TERESA CRISTINA

"Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o agricultor” (Jo 15,1).
O Pai é o agricultor, o dono da messe, o dono do jardim. Cada um de nós somos os operários da messe, o jardineiro do jardim do Pai. Ele nos dá a terra, ele nos dá a semente, ele nos dá as condições dignas para que a terra seja boa, para que a semente se transforme em arbusto e para que o arbusto floresça, dê flores dignas de um rei.
O Pai nos dá uma família, nos dá filhos, mas família e filhos não são propriedades nossas, são do Pai. Os filhos são as flores que cultivamos no jardim do Pai. Compete a cada um de nós, pais, cuidar do jardim do Pai, dar-lhe flores viçosas, coloridas, perfumadas e perfeitas.
Devemos cuidar dessas flores desde em botão. Dar-lhes condições de crescerem saudáveis, floridas e perfumadas. Mas elas são do Pai, não são nossas. E o dia em que o Pai  achar por bem, ele visita o nosso jardim, colhe a sua flor preferida, a mais bonita entre todas e a leva para embelezar o seu trono.  Assim aconteceu conosco.

quarta-feira, 10 de julho de 2019

O S C I N C O E S T Á G I O S D O L U T O

O S   C I N C O   E S T Á G I O S   D O   L U T O

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O luto revela a dor e sofrimento por uma perda que ainda não foi superada
Dizem que a única certeza que temos na vida é a morte, porém, ela ainda é considerada um grande mistério para todas as pessoas. É possível prever o nascimento de uma pessoa, mas a morte, dificilmente iremos prever.
Mesmo que “os dias de vida” sejam contados e previstos por médicos, baseado em estado clínico terminal do paciente, por algum motivo de doença grave, ainda assim, o dia e hora exatos da nossa morte, dificilmente saberemos ao certo.
Talvez seja por isso, que não nos preparamos para esse momento.
Ele simplesmente acontece, assim, como um sopro ou um último suspiro e pronto, já não estaremos mais aqui, no mundo materializado, físico.

O Processo de Luto
Para quem fica, o luto é considerado um momento de dor e vazio, de despedida forçada e para sempre, porém ele é um processo necessário e fundamental para qualquer tipo de perda, não apenas pela perda de uma pessoa que estimamos, amamos, que faz parte de nós direta ou indiretamente, mas por qualquer tipo de perda, como emprego, carreira, relacionamentos, etc.

terça-feira, 9 de julho de 2019

HOJE, 09 DE JULHO, É DIA DO DIÁCONO

HOJE, 09 DE JULHO, É DIA DO DIÁCONO
ESTUDO BÍBLICO SOBRE DIACONATO

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No dia 09 de julho é comemorado o Dia do Diácono, este que é uma figura tão presente nas igrejas em todo o Brasil, mas, você sabe o que faz um diácono? O diaconato é abordado na Bíblia como um ofício de muita relevância, portanto, imprescindível no Reino de Deus.
Trouxemos esse estudo que o ajudará a compreender melhor o diaconato, e quem sabe, possa ser um elemento elucidativo o alertando para a importância de servir.

O DIACONATO
I. A ORIGEM DO OFÍCIO
É perfeitamente certo que temos a origem do diaconato no capítulo sexto de Atos. A palavra “servir” (diakoneo) em Atos 6:2 é exatamente a mesma que se usa para designar o ofício de diácono em 1Tm 3,10-13, que é o verbo correspondente para diáconos em Fl 1,1; 1Tm. 3,8-12.

segunda-feira, 8 de julho de 2019

BEM-AVENTURADO PEDRO VIGNE - 1670-1740

BEM-AVENTURADO PEDRO VIGNE - 1670-1740

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Fundou a Congregação das Religiosas do Santíssimo Sacramento - Irmãs Sacramentinas.
Pierre, ou Pedro, Vigne nasceu no dia 20 de agosto de 1670 na França, em Privas, uma pequena cidade ainda sob as seqüelas de lutas religiosas entre católicos e protestantes no século anterior.
Seus pais, Pedro e Francisca, eram protestantes, mas batizaram os cinco filhos também na paróquia católica de Privas. Era assim que os protestantes agiam, tentando resguardar os filhos de uma possível discriminação religiosa. Duas meninas morreram cedo.
Ele e seus dois irmãos mais velhos tiveram uma vida confortável. Até os dezesseis anos, Pedro recebeu formação cristã católica e teve uma instrução de bom nível. No final da adolescência, entretanto, parecia ter reabsorvido a fé da família e pretendia tornar-se pastor protestante, estudando na Suíça.
Foi então que sua vida teve uma transformação súbita, pela tomada de consciência da presença de Jesus Cristo na eucaristia. Pedro viajava a cavalo quando passou por ele um sacerdote católico levando o viático a um enfermo. Nesse instante, como são Paulo Apóstolo, seu cavalo refugou seguir adiante, três vezes. Essa experiência o orientou definitivamente para o Salvador.

domingo, 7 de julho de 2019

"A COLHEITA É GRANDE, MAS OS OPERÁRIOS SÃO POUCOS." (Lc 10, 2).

XIV DOMINGO DO TEMPO COMUM
Ano: C – Cor: verde – Leituras: Is 66,10-14; Sl 65; Gl 6,14-18; Lc 10,1-12.17.20.

"A COLHEITA É GRANDE, MAS OS OPERÁRIOS SÃO POUCOS." (Lc 10, 2).

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Diácono Milton Restivo

A passagem da primeira leitura corresponde ao último capítulo do livro do profeta Isaias, chamado também de o evangelista do Antigo Testamento. No final do seu livro, Isaias procura transmitir segurança e alegria a um povo sofrido e que esperava com ansiedade a liberdade e a volta para Jerusalém, e assim diz o Senhor através de Isaias: “Os seus bebês serão levados no colo, e serão acariciados sobre os joelhos. Como a mãe consola o seu filho, assim eu vou consolar vocês; em Jerusalém, vocês serão consolados.” (Is 66,12b-13). Isso deixa claro que Isaias se referia quando, na consumação dos tempos, Deus enviaria o seu Filho Unigênito para libertar, não somente o povo judeu, mas todos os povos que aderissem à sua mensagem, como disse Pedro por ocasião do batismo de Cornélio e sua família: “De fato, estou compreendendo que Deus não faz diferença entre as pessoas. Pelo contrário, ele aceita quem o teme e pratica a justiça, seja qual for a nação que pertença. [...] Sobre ele (Jesus) todos os profetas dão o seguinte testemunho: todo aquele que acredita em Jesus recebe, em seu nome, o perdão dos pecados.” (At 10,34-35.43).

sábado, 6 de julho de 2019

MARIA, MÃE DO BELO AMOR

MARIA, MÃE DO BELO AMOR

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“Eu sou a Mãe do Belo Amor”. (Eclo, 24, 24). Essa frase cabe bem nos lábios de Maria. “Deus é Amor”, nos diz o apóstolo João na sua primeira carta, 4,8. Maria é a mãe de Deus, e se Deus é amor, Maria é a Mãe do Belo Amor, que é Jesus Cristo.
O amor de Maria embeleza as nossas almas aos olhos de Deus e leva essa amorosa Mãe a nos ter por filhos. “Onde está a mãe que ame seus filhos e vele sobre eles  como vós, dulcíssima Rainha, que nos amais e cuidais de nosso adiantamento espiritual?” pergunta São Boaventura nos seus escritos.
Bem-aventurados aqueles que vivem debaixo da proteção de uma Mãe tão amante e tão poderosa.
O profeta e rei David, muito tempo antes do nascimento de Maria, procurava obter de Deus a salvação, confessando-se filho de Maria, com estas palavras ditas no Salmo 85, 16: “Salva o filho de tua serva.”
Mas, que serva? É Santo Agostinho quem responde: “Daquela que disse: “eis aqui a escrava do Senhor”. “E quem jamais ousará tirar esses filhos do seio de Maria depois que a ele se tiverem acolhidos em busca de salvação contra os inimigos? Que fúria do inferno e das paixões poderá vencê-los, se puserem esta confiança no patrocínio desta grande Mãe?” (Cardeal São Roberto Belarmino).