EPIFANIA DO SENHOR
Ano – B; Cor – Branco; Leituras: Is 60,1-6; Sl 71 (72); Ef 3,2-3.5-6; Mt 2,1-12.
“NÓS VIMOS A SUA ESTRELA NO ORIENTE, E VIEMOS PARA PRESTAR-LHE HOMENAGEM”. (Mt 2,2).
Diácono Milton Restivo
Estamos terminando o Tempo do Natal e iniciando o Tempo Comum. A liturgia abre o Tempo Comum com a festa da epifania do Senhor, ou seja, a sua manifestação aos demais povos do mundo nas pessoas dos Magos que o visitam e lhe trazem presentes.
A primeira manifestação, epifania de Jesus aconteceu logo após o seu nascimento, ainda quando repousava num cocho de animais e fora visitado pelos pastores que foram avisados pelos anjos do nascimento do “Salvador, que é o Messias, o Senhor” (cf Lc 2,8-20). A segunda manifestação de Jesus foi quando os magos, homens sábios, vindos do Oriente e que haviam visto a sua “estrela”, saíram de suas terras e vieram até onde estava o menino Jesus para adorá-lo: ”Onde está o rei dos judeus, que acaba de nascer? Porque nós vimos a sua estrela no Oriente e viemos adorá-lo.” (Mt 2, 2). Mais de mil e duzentos anos antes do nascimento de Jesus o Profeta Balaão já profetizara sobre essa estrela vista pelos magos: “Eu o verei, mas não agora; eu o contemplarei, mas não de perto; nascerá uma estrela de Jacó, levantar-se-á uma vara de Israel...” (Nm 24, 7). A terceira epifania acontece no Batismo de Jesus no rio Jordão, ocasião em que o Pai celeste fez a apresentação de seu Filho, dizendo: “Este é o meu Filho amado, que muito me agrada” (Mt 3,17; Mc 1,11; Lc 3,22), repetindo aquilo que o profeta Isaias havia profetizado a respeito disso: “Eis o meu servo que eu sustento, o meu eleito, em quem tenho prazer.” (Is 42,1).