sexta-feira, 14 de março de 2014

MARIA, MÃE DOS AFLITOS.

MARIA, MÃE DOS AFLITOS.


A você, meu irmão, a você, minha irmã, que está conosco neste momento de meditação e oração, desejamos o reconforto, a consolação, a luz e a paz de Deus, Nosso Pai, e de Jesus Cristo, nosso Salvador.
Hoje voltamos à atenção a todos aqueles que estão tristes, acabrunhados, arrasados, àqueles que se sentem abatidos, desesperados, injustiçados; os que perderam os seus entes queridos e os que, de alguma maneira, foram violentados em seus direitos.
Todos estes que sofrem, convidamos  a se unirem conosco nesta oração ao Senhor Nosso Deus, que muito nos amou e deu a sua vida por nós. (Jo 10, 15 e 1Jo 3, 16).
Primeiro, vamos olhar para a cruz de Jesus Cristo, a cruz onde Cristo se imolou por nós, e coloquemo-nos por inteiro na presença de Deus e digamos juntos: “Senhor, aqui estou, com minhas fraquezas, com meus fracassos, meus defeitos, minhas angústias e sofrimentos. Olha, Senhor, a minha miséria e a minha dor e, na tua bondade tem compaixão de mim e perdoa todos os meus pecados.”
Agora, prestemos atenção! Lá, junto da cruz de Jesus está Maria, sua Mãe querida. (Jo 19, 25). A mãe ama a todos os filhos e a cada um se dedica de coração; mas, sem dúvida nenhuma a mãe não exita em se sacrificar, em perder horas e horas de sono para estar ali, atenciosa e orante, junto à cama do filho enfermo. Por vezes, aflita, sentindo a dor de seu filho, a mãe sempre tem uma palavra  de ânimo, de conforto e de esperança. 

quinta-feira, 13 de março de 2014

MARIA, MÃE E COMPANHEIRA DE CAMINHADA

MARIA, MÃE E COMPANHEIRA DE CAMINHADA


Mãe, em Fátima a Senhora disse aos pastorzinhos: “Eu nunca te abandonarei. O meu Coração Imaculado será o teu refúgio.”
Mãe, homem nenhum em tempo algum pode avaliar a tristeza, a amargura e o sofrimento do seu Coração ao acompanhar seu Filho Sacrossanto ao Calvário e presenciar o maior crime praticado pela humanidade contra Ele próprio: a crucificação e a morte do Filho de Deus, que é também seu Filho. Seu Coração estava amargo, sofrido e triste mas jamais chegou ao desespero, à revolta e à indignação  contra Deus por ver tamanha injustiça cometida  pelos homens contra seu Filho muito Amado.         
Quantos de nós, doce Mãe, estamos também caminhando pelos caminhos doloridos e espinhosos do Calvário, com o coração  em farrapos, cheio de angústia, de tristeza, de amargura e sofrimento, mas jamais, a seu exemplo, doce Mãe, jamais em desespero e revolta contra Deus pelas coisas que nos acontecem, porque sabemos que se algo desagradável nos acontece é culpa nossa mesmo, é consequência de nossas atitudes impensadas; mas o seu Filho, doce Mãe, o que de mal lhe aconteceu, não foi culpa dele e nem consequências de atos impensados que ele tenha praticado, mas foi culpa nossa.           
O seu Filho era inocente em todos os sentidos e de livre e espontânea vontade tomou a nossa natureza para colocar sobre seus ombros a nossa miséria e os nossos pecados.

quarta-feira, 12 de março de 2014

OS VERDADEIROS FILHOS DE MARIA.

OS VERDADEIROS FILHOS DE MARIA.


O orgulho lançou milhões de legiões de anjos que estavam juntos de Deus no inferno, por terem afrontado a onipotência do Senhor. A vaidade, o orgulho e o desejo de ser mais do que é e maior do que Deus, lançou os anjos, seguidores de Lúcifer, no inferno, da mesma maneira que expulsou o homem do paraíso que Deus lhe havia feito.           
Por Isso é que São Luiz Maria Grignon de Montfort escreveu no seu  livro “Tratado da Verdadeira Devoção à Virgem Maria: “O que o demônio perdeu por orgulho, Maria ganhou por humildade. O que Eva condenou e perdeu por desobediência, Maria salvou pela obediência. Eva, obedecendo a serpente infernal, se perdeu e perdeu consigo todos os seus filhos e os entregou ao poder infernal. Maria, por sua perfeita fidelidade a Deus, salvou consigo todos os seus filhos e servos e os consagrou  todos a Deus. Deus não pôs somente inimizade, mas inimizades, e não somente entre Maria e o demônio, mas também entre a posteridade da Santíssima Virgem Maria e a posteridade do demônio. Isso quer dizer que Deus estabeleceu inimizades, antipatias e ódios secretos entre os verdadeiros filhos e servos da Santíssima Virgem Maria e os filhos e escravos do demônio...” (Montfort).

terça-feira, 11 de março de 2014

MARIA, RAINHA E ESCRAVA

MARIA, RAINHA E ESCRAVA


O povo tem o costume de engrandecer todos aqueles que é admirado, se destaca de alguma maneira em qualquer setor e atividade. Assim o povo faz, também com Maria.
Maria merece todo o respeito, toda veneração e, qualquer coisa que dissermos de Maria para a engrandecer ou para proclamá-la  Rainha do mundo, ainda é pouco por tudo aquilo que ela é e representa. Tentando engrandecer Maria, incorremos no perigo de perdermos a originalidade de Maria. Fazendo isso o povo perde a sua identidade com Maria.
Em quase todas as imagens de Maria que temos, vemos ou que estão em nossas igrejas, , normalmente Maria está com uma coroa na cabeça e com belos mantos de veludo nos ombros.           
Se for para tentarmos agradecer Maria por tudo o que ela é e representa para nós, isso é muito pouco, porque ela merece muito mais.                      
O povo simples, humilde e pobre, se defrontando com uma Maria coroada e cheia de mantos, sente que ela se distancia demais dele.

segunda-feira, 10 de março de 2014

OS QUARENTA SANTOS MÁRTIRES DE SEBASTE

OS QUARENTA SANTOS MÁRTIRES DE SEBASTE - (+ ARMÊNIA, 320)


Eram quarenta soldados cris­tãos, de várias nacionalidades, que foram presos e submetidos ao su­plício, em Sebaste, na Armênia no ano 320.Nessa época foi publicada na cidade uma ordem do governador Licínio, grande inimigo dos cristãos, afirmando que todos aqueles que não oferecessem sacrifícios aos deuses pagãos seriam punidos com a morte.
Contudo se apresentou diante da autoridade uma legião inteira de soldados, afirmando serem cristãos e recusando-se a queimar incenso ou sacrificar animais. Para testar até onde ia a coragem dos soldados, o prefeito local mandou que fossem presos e flagelados com correntes e ferros pontudos. De nada adiantou o castigo, pois os quarenta se mantiveram firmes em sua fé. O comandante os procurou então, dizendo que não queria perder seus mais valorosos soldados, pedindo que renegassem sua fé. Também de nada adiantou e os legionários foram condenados a uma morte lenta e extremamente dolorosa. Foram colocados, nus, num tanque de gelo, sob a guarda de uma sentinela.

domingo, 9 de março de 2014

TENTAÇÃO DE JESUS NO DESERTO

I DOMINGO DO QUARESMA
Ano – A; Cor – roxo; Leituras: Gn 2,7-9; 3,1-7; Sl 50 (51); Rm 5,12-19; Mt 4,1-11.

“VOCÊ ADORARÁ O SENHOR SEU DEUS, E SOMENTE A ELE SERVIRÁ”. (Mt 4,10).


Diácono Milton Restivo

A nossa liturgia nos introduz no Tempo da Quaresma.
Termina a primeira parte do Tempo Comum que teve início na festa do Batismo do Senhor e se encerrou na terça-feira anterior à Quarta-Feira de Cinzas.
O Tempo da Quaresma é um tempo destinado ao acolhimento do Reino de Deus pregado por Jesus; começa na Quarta-feira de Cinzas e termina no Domingo de Ramos, contados, exatamente, quarenta dias.
É um tempo em que somos convidados à oração, penitência, jejum e às obras de misericórdia.
Nas Sagradas Escrituras o número quarenta indica um tempo necessário para algo novo que vai chegar, ou um tempo que se finda uma geração, ou um tempo para conversão, de mudança de vida e de mentalidade como, por exemplo: - os quarenta dias que duraram as águas do dilúvio (Gn 7,4.12.17; 8,6); - quarenta dias e quarenta noites que Moisés passa entre as nuvens no cume do monte Sinai para receber as tábuas da Lei (Ex 24,18; 34,28; Dt 9,9.11.18.25; 10,10); - quarenta anos de caminhada do povo israelita pelo deserto (Nm 14,33; 32,13; Dt 2,7;0 8,2; 29,4; Js 5,6; Sl 94,10; At 7,36; 13,18); - quarenta anos de reinado de Davi em Israel (2Sm 5,4; 1Rs 2,11; 1Cr 29,27); - quarenta anos de reinado de Salomão em Israel (1Rs 11,42; 2Cr 9,30); - quarenta dias de caminhada de Elias pelo deserto até chegar no monte Horeb, a montanha de Deus ((1Rs 19,8); -quarenta dias e quarenta noites que Jesus passou no deserto jejuando em oração e tentado pelo demônio (Mt 4,2; Mc 1,13; Lc 4,2); - quarenta dias que Jesus passou entre os apóstolos depois de sua ressurreição e antes de sua ascensão aos céus (At 1,3).

sexta-feira, 7 de março de 2014

SANTAS PERPÉTUA E FELICIDADE

SANTAS PERPÉTUA E FELICIDADE


Senhora e escrava, Perpétua e Felicidade sofreram a prisão juntas, na fé e na solidariedade, no ano de 203, na África do Norte. O imperador Severo, também de origem africana, havia decretado a pena de morte para os cristãos. Perpétua era de família nobre, filha de pai pagão, tinha vinte e dois anos e um filho recém-nascido. Sua escrava, Felicidade, estava grávida de oito meses e rezava diariamente para que o filho nascesse antes da execução e obteve essa graça.
Isso aconteceu num parto de muito sofrimento, dois dias antes de serem levadas à arena, para as feras famintas. Perpétua escreveu um diário na prisão, onde relata todo o sofrimento de que foram vítimas e que figura entre os escritos mais realistas e comoventes da Igreja. Além de descrever os horrores da escuridão e a forma selvagem como eram tratadas no calabouço, ela narrou como seu pai a procurou na prisão, com autorização do juiz, para tentar fazê-la desistir da fé em Cristo e assim salvar sua vida. Mas ambas, senhora e escrava, mantiveram-se firmes, também como outros seis cristãos que se tornaram seus companheiros no martírio. Elas que ainda não tinham sido batizadas fizeram questão de receber o sacramento na prisão, para reafirmar suas posições de cristãs e, em nenhum momento sequer, pensaram em salvar as vidas negando o cristianismo.

quinta-feira, 6 de março de 2014

EXPLICAÇÃO DO CARTAZ DA CAMPANHA DA FRATERNIDADE DE 2014










EXPLICAÇÃO DO CARTAZ DA CAMPANHA DA FRATERNIDADE DE 2014

Todos os anos, no período da quaresma, a Igreja Católica lança a Campanha da Fraternidade com um tema novo. O Objetivo é despertar nos fiéis a solidariedade acerca de determinado problema vivido pela sociedade. Este ano, a campanha vai trabalhar o tráfico humano como tema. 
Durante o período da Campanha da Fraternidade, os católicos vão estudar e escolher as ações de combate ao trabalho escravo a partir deste tema.
Um dos subsídios para a Campanha da Fraternidade é um cartaz com mãos acorrentadas, sendo que cada uma delas tem um significado.
O cartaz da Campanha da Fraternidade de 2014 quer refletir  a crueldade do tráfico humano.
As mãos acorrentadas e estendidas simbolizam a situação de dominação e exploração dos irmãos e irmãs traficados e o seu sentimento de impotência perante os traficantes.
A mão que sustenta a corrente representa a força coercitiva do tráfico que explora vítimas que estão distantes de sua terra, de sua família e de sua gente.

quarta-feira, 5 de março de 2014

MARIA VIVEU A QUARESMA.

MARIA, A MÃE DE JESUS, VIVEU A QUARESMA.


Quando meditamos sobre a quaresma, quando meditamos o recolhimento de Jesus no deserto por quarenta dias em completo jejum, penitência e oração, quando meditamos o seu afastamento de sua pequena Nazaré para dar início a uma vida totalmente nova e diferente daquela que levara por trinta anos em companhia de sua mãe, Maria, na pobreza da casa de Nazaré, talvez ainda não nos tenha ocorrido pensar em uma figura de suma importância em tudo isso e que foi responsável pela realização dos planos de Deus Pai para a salvação de toda a humanidade.
Quando chegou o tempo em que o Senhor Jesus deveria deixar sua casa, seus amigos, seu trabalho, para dedicar-se inteiramente ao serviço do Senhor, essa figura, que nos referimos, deve tê-lo acompanhado com os olhos até ele se perder no horizonte, com os olhos marejados de lágrimas e com o coração acompanhando Jesus em todos os seus passos e minutos da vida que ele se propusera viver para que a misericórdia de Deus atingisse todos os homens.