domingo, 12 de julho de 2015

“JESUS CHAMOU OS DOZE COMEÇOU A ENVIÁ-LOS DOIS A DOIS." (Mc 6,7).


XV DOMINGO DO TEMPO COMUM

JESUS CHAMOU OS DOZE COMEÇOU A ENVIÁ-LOS DOIS A DOIS." (Mc 6,7).



Diácono Milton Restivo

Jesus chama seus doze discípulos para o apostolado, e começa a enviá-los dois a dois (cf Mt 7,7). Jesus sente que havia chegado a hora de sua mensagem espandir-se, e por isso nomeia mensageiros, missionários, apóstolos para levar para outras paragens os seus ensinamentos e, a exemplo de Amós, os discípulos se põem a caminho. 
Para se colocar a serviço de Jesus, há a necessidade do chamamento por parte de Deus, porque Jesus escolhe a dedo os seus apóstolos, e por isso Marcos diz: “Chamou os doze discípulos, começou a enviá-los...” (Mc 7,7). Jesus chama para o apostolado a todos e a cada um de nós; muitos atendem ao seu chamamento e partem para a missão, outros, entretanto, agem como o jovem rico e se entristecem com esse chamamento, viram as costas, e vão embora.  
Para Amós Yahweh disse: “Vai profetizar ao meu povo Israel.” (Am 7,15). Israel, o povo da Antiga Aliança. Jesus, por sua vez, manda seus discípulos levarem sua mensagem para o novo povo, o povo da Nova Aliança, que vai surgir do seu coração aberto pela lança na cruz, e isso não somente para Israel, ou para os judeus, mas para a salvação do mundo inteiro, principalmente “... para quem acreditar e for batizado...” (Mc 16,16).  

sexta-feira, 10 de julho de 2015

“EIS AQUI A ESCRAVA DO SENHOR” (Lc 1,38).


 “EIS AQUI A ESCRAVA DO SENHOR” (Lc 1,38).


Nazaré, cidade da Galiléia. “A Galiléia ocupava o norte da Palestina: o Jordão e o lago de Tiberíades formavam seus limites ao oeste; a Samaria  a separava da Judéia  no sul, e ao oeste, a Fenícia a isolava do mar. Era um país aprazível e fértil, no qual a natureza se revestia de uma graça incomparável. O lago de Tiberíades, com suas belas águas de um azul cinzento, agitadas às vezes por tempestades repentinas,  era emoldurado  por uma vegetação luxuriante, e sulcado por numerosos barcos de pesca...  Nas montanhas, Nazaré achava-se a cem  quilômetros de Jerusalém; Canaã achava-se um pouco mais ao norte e Naim mais ao sul.”       
Assim H. Lesêtre, no seu livro “Guia através do Evangelho”, edição de 1944, descreve a situação geográfica da Galiléia, onde se localiza a cidade de Nazaré, para nós, cristãos, de divina lembrança. Nos últimos dias que antecederam a era cristã, lá, em Nazaré da Galiléia, morava uma jovenzinha, entre doze e quinze anos de idade, a quem o Senhor Nosso Deus, desde os primórdios da humanidade, preparava para ser a mãe de seu Filho, o qual seria o Salvador do gênero humano mergulhado no pecado. 

quinta-feira, 9 de julho de 2015

SANTA PAULINA DO CORAÇÃO AGONIZANTE DE JESUS - (1865 – 1942)



SANTA PAULINA DO CORAÇÃO AGONIZANTE DE JESUS - (1865 – 1942)

Santa Madre Paulina, nascida e batizada Amábile Lúcia Visintainer, nasceu aos 16 de dezembro de 1865, em Vigolo Vattaro, Província de Trento, Itália, naquele tempo região Sul-Tirol, sujeita à Áustria. Os pais, como toda a gente do lugar, eram ótimos cristãos, mas pobres.
Em setembro de 1875, a família de Napoleone Visintainer emigrou com muitos outros trentinos para o Brasil e no Estado de Santa Catarina, no atual município de Nova Trento, deram início à localidade de Vígolo.
Amábile, depois da primeira comunhão, recebida mais ou menos aos 12 anos, começou a participar no apostolado paroquial: Catecismo aos pequenos, visitas aos Doentes e limpeza da Capela de Vigolo.
No dia 12 de julho de 1890, junto com a amiga Virgínia Rosa Nicolodi, Amábile acolheu uma doente de câncer em fase terminal, dando início à Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição, aprovada pelo Bispo de Curitiba, Dom José de Camargo Barros, aos 25 de agosto de 1895.
Em dezembro de 1895, Amábile e as duas primeiras companheiras (Virgínia e Teresa Anna Maule) fizeram os votos religiosos; e Amábile recebeu o nome de Irmã Paulina do Coração Agonizante de Jesus. A santidade e a vida apostólica de Madre Paulina e de suas Irmãs atraíram muitas vocações, apesar da pobreza e das dificuldades em que viviam.

quarta-feira, 8 de julho de 2015

AVE MARIA, CHEIA DE GRAÇA


AVE MARIA, CHEIA DE GRAÇA



Quem é de Deus é escravo do amor. 
Maria não nasceu escrava, não foi feita escrava: Maria se fez escrava. 
Maria não foi obrigada a fazer nada que não quisesse e não fosse a sua vontade, mas, perante a vontade de Deus, a sua vontade passou a ser nada e ela renuncia a sua vontade para fazer e cumprir somente a vontade de Deus. 
E, a exemplo de Maria que se fez “escrava do Senhor” (Lc 1,38), que se consagrou totalmente ao serviço de Deus, em todos os tempos e ainda nos nossos dias existem cristãos verdadeiros admiradores e seguidores de Maria que renunciam a sua vontade e todo prazer e alegria que a vida e o mundo oferece para fazer realizar única e exclusivamente a vontade de Deus.  

terça-feira, 7 de julho de 2015

BEM-AVENTURADA MARIA ROMERO MENESES - 1902-1977


BEM-AVENTURADA MARIA ROMERO MENESES - 1902-1977


Maria Romero Meneses nasceu em 13 de janeiro de 1902 em Granada, na Nicarágua, e pertencia a uma família católica, cujas raízes eram espanholas .
Os pais, Félix e Ana, eram de classe média e tiveram treze filhos. Ela recebeu uma sólida formação religiosa e excelente instrução tradicional. Gostava de estudar música, desenho e pintura, possuindo um raro talento para as artes.
Aos doze anos, entrou para a escola das Filhas de Maria Auxiliadora, recém-chegadas àquele país. Mas, por causa de uma grave doença, ainda noviça teve de voltar para casa. Com o consentimento do seu confessor, emitiu o voto particular de castidade. Seis anos depois, estava formada e lecionava para as jovens naquele mesmo instituto.
Em 1923, consagrou-se a Deus e a Nossa Senhora, emitindo os votos religiosos. Foi transferida para a missão na Costa Rica, em 1931, onde ensinava música, desenho e datilografia. Além disso, incluiu nas suas atividades educativas a catequese ministrada aos jovens da periferia da capital, São José.
Passados três anos, Maria Romero deu vida a outra maneira de evangelização, socorria as famílias pobres e marginalizadas, contando para isso com a caridade vinda das famílias mais ricas. Em 1961, ela, sempre sensível ao "grito dos pobres", iniciou uma série de cursos de qualificação profissional para os jovens carentes e também para os adultos. 

segunda-feira, 6 de julho de 2015

SANTA MARIA GORETTI


SANTA MARIA GORETTI


Maria Teresa Goretti, nascida em Corinaldo, Província de Ancona, Itália, a 16 de outubro de 1890 e falecida em Nettuno, na mesma Província, em 06 de julho de 1902, Itália, com 11 anos de idade, foi uma jovem católica italiana, declarada santa, com festa comemorada no mesmo dia de sua morte. Morreu como consequência dos ferimentos infligidos durante uma tentativa de estupro, ao escolher o martírio. Filha de Luigi Goretti e Assunta Carlini. Era a terceira de seis filhos. Suas irmãs chamavam-se Teresa e Ersilia; seus irmãos eram Angelo, Sandrino e Mariano.
Quando tinha seis anos, sua família tornou-se tão pobre que foram forçados a deixar sua fazenda e trabalhar para outros fazendeiros. Em 1899, mudaram-se para Le Ferriere, próximo a atual Latina e Nettuno, em Lázio, onde viviam em um prédio conhecido como "La Cascina Antica", compartilhada com a família Serenelli, cujo filho Alessandro Serenelli viria a ser seu algoz, três anos depois.
O pai de Maria contraiu malária e morreu quando esta tinha apenas nove anos, em 6 de maio de 1900. Enquanto seus irmãos, mãe e irmãs mais velhas trabalhavam nos campos, Maria cozinhava, limpava a casa e cuidava de sua irmã menor. Era uma vida difícil, mas a família estava sempre próxima, compartilhando um profundo amor por Deus e sua fé.
Em 5 de julho de 1902, Alessandro, então com 20 anos, encontrou a menina de 11 anos costurando, sozinha em casa. 

domingo, 5 de julho de 2015

“ESTE HOMEM NÃO É O CARPINTEIRO, FILHO DE MARIA?” (Mc 6,3).


XIV DOMINGO DO TEMPO COMUM

“ESTE HOMEM NÃO É O CARPINTEIRO, FILHO DE MARIA?” (Mc 6,3).



Diácono Milton Restivo

Como Jesus era humano e tinha sentimentos, e sentia saudade dos locais onde passara sua infância e adolescência, um dia bateu a saudade de casa: saudade da mãe, dos irmãos, dos parentes, dos amigos, das ruelas de sua cidade. Sentiu forte desejo e necessidade de voltar para rever os lugares onde havia passado, despreocupadamente, a sua infância, adolescência, puberdade e o início da vida adulta.
E Lucas irá dizer: “Jesus foi à cidade de Nazaré, onde se havia criado.” (Lc 4,16). E voltou para a sua cidade, e para lá levou consigo os amigos e os discípulos que angariara no início de sua vida missionária. Queria que todos conhecessem sua família e a cidade de onde viera. 
Quem não sente saudade dos tempos felizes da infância, da adolescência, dos amiguinhos, dos primeiros professores e professoras, dos e das catequistas, dos lugares que marcaram sua vida, e não sente vontade, alegria e orgulho de voltar e mostrar isso para seus novos amigos? Todos somos assim!  Com Jesus não foi diferente.  E Jesus voltou... 

sábado, 4 de julho de 2015

COM MARIA, QUANDO ÉRAMOS CRIANÇAS


COM MARIA, QUANDO ÉRAMOS CRIANÇAS


Quando éramos pequenos, quando éramos crianças, quantos de nós aprendemos as primeiras orações no colo de nossas mães ou avós. Íamos ao catecismo, e a catequista, com muito amor, carinho e paciência, repetia conosco as orações do Pai Nosso, da Ave Maria e pegava em nossas mãos de crianças para nos ajudar a aprender e a fazer o Sinal da Cruz.
Quando éramos crianças rezávamos e tínhamos a certeza de que o Papai do Céu nos ouvia e nos atendia. Depois fomos crescendo, crescendo e passamos a achar que éramos auto-suficientes, que não precisaríamos mais de rezar, que poderíamos muito bem viver sem orações e sem Deus, que, afinal de contas, rezar era para crianças e mulheres que tinham que cuidar dos maridos e dos filhos. Fomos nos tornando pessoas adultas e maduras e começamos  a achar que poderíamos resolver os nossos próprios problemas e passamos a ficar descrentes no poder da oração.
Se fizermos uma retrospectiva na nossa vida, vamos notar que, a partir do momento em que deixamos de rezar, passamos a dar cabeçadas por esse mundo a fora. Deixando de rezar, começamos a nos afastar de Deus e da sua Igreja e, fazendo isso e olhando para traz, notamos quantas coisas que fizemos e não deveríamos ter feito e que não faríamos se ainda tivéssemos mantido o contato com Deus, ou ainda, quantas coisas que fizemos e que poderíamos tê-las feito melhor.

sexta-feira, 3 de julho de 2015

SÃO TOMÉ


SÃO TOMÉ

Tomé (ou Tomás) Apóstolo foi um dos doze apóstolos originalmente escolhidos por Jesus, segundo os Evangelhos sinóticos e os Atos dos Apóstolos (Mt 10,3; Mc 3,18; Lc 6,15) havendo pouco registro além disso.
Alguns teólogos têm mantido discordâncias a respeito da verdadeira identidade de São Tomé. Tomé ou Tomás não era propriamente um prenome, mas sim a palavra equivalente a gêmeo, vindo do aramaico, e posteriormente traduzida para o grego Didymus. Essa palavra aparece composta com o prenome Judas nalguns trechos bíblicos.

Tomé aparece numas poucas passagens no Evangelho de João. Em João 11,16, quando Lázaro morre, os discípulos resistem à decisão de Jesus para que retornem à Judéia onde os judeus tentaram apedrejar Jesus. O Mestre está determinado, mas é Tomé que toma a palavra final: "Vamos todos, pois poderemos morrer com Ele". Alguns interpretam esse como uma antecipação ao conceito teológico paulina de "morrer com Cristo".
Ele também fala na Última Ceia, em João 14,5. Jesus assegura a seus discípulos que eles sabem aonde ele irá, mas Tomé protesta que eles não sabem de fato. Jesus retruca a ele aos pedidos de Filipe com uma complexa exposição de seu relacionamento com O Pai.
A aparição mais famosa de Tomé no Novo Testamento está em João 20,24-29, quando ele duvida da ressurreição de Jesus e afirma que necessita sentir suas chagas antes de se convencer.

quinta-feira, 2 de julho de 2015

COMO A IGREJA DECLARA UM CRISTÃO COMO SANTO


COMO A IGREJA DECLARA UM CRISTÃO COMO SANTO
PROCESSO PARA BEATIFICAÇÃO E CANONIZAÇÃO


O Brasil tem 70 candidatos a santos.
Somente na nossa região temos três candidatos sérios que caminham rumo a serem declarados santos, exemplos para serem seguidos por todos os fiéis: em São José do Rio Preto o Padre Mariano, em Mirassol a Madre Assunta e em José Bonifácio o Monsenhor Ângelo.
Mais de 70 pessoas têm boas chances de se tornarem santos no Brasil, sendo que 30 delas se tornaram beatas coletivamente, por terem sido brutalmente mortas durante uma missa no interior do Rio Grande do Norte, em 1645. 
O levantamento foi obtido junto ao Vaticano pela freira Célia Cadorin, 86, responsável pelo processo de beatificação de Madre Paulina e Frei Galvão. A postuladora ou "advogada dos santos", hoje aposentada, que pertence à Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição, fundada por Madre Paulina em 1890, já viajou o Brasil todo atrás de milagres que provassem a santidade de seus "clientes" e viveu na Itália durante 14 anos para pesquisar a vida deles.
"O postulador é um religioso do local onde a pessoa nasceu que é indicado pela Igreja para defender o processo de canonização", explica irmã Célia. "Ele é a alma de toda a causa. Se ele se empenha, a causa anda", avalia ela.
Além de postuladora, irmã Célia é uma das miraculadas de Madre Paulina, nome dado àquele que recebe um milagre. Quando tinha 13 anos, teve complicações no pulso direito após sofrer uma queda no convento de Nova Trento (SC). Depois de colocar no machucado um cravo tirado do caixão de Madre Paulina por uma tia de irmã Célia, que era freira da mesma congregação, seu pulso foi curado, desinchando em menos de 24 horas.

quarta-feira, 1 de julho de 2015

A BELEZA DE MARIA, A MÃE DE JESUS


A BELEZA DE MARIA, A MÃE DE JESUS


Os escritos de São Luiz Maria Grignon de Montfort, sobre Maria são maravilhosos e sempre que os leio  sinto meu amor aumentar cada vez mais por nossa querida mãe do céu.
É um santo que fala e escreve sobre Maria, São Luiz Maria Grignon de Montfort que, inspirado pelo  Divino Espírito Santo, fala das belezas e do amor imenso que vivem aqueles que se entregam  de corpo e alma aos cuidados da Virgem Imaculada, mãe de Deus e nossa mãe.
E no seu livro, Verdadeiro Tratado da Devoção à Maria Santíssima, São Luiz Maria Grignon de Montfort nos diz que “por meio de Maria começou a salvação do mundo e é por meio de Maria que essa salvação deve ser consumada. Na primeira vinda de Jesus Cristo, Maria quase não apareceu, e isso aconteceu exatamente para que os homens, ainda insuficientemente instruídos e esclarecidos sobre a pessoa de Jesus Cristo, não se apegassem demais e grosseiramente na figura de Maria, ocorrendo o risco de afastarem-se, assim, da verdade. E isso verdadeiramente poderia ter acontecido devido aos encantos  e belezas admiráveis com que o próprio Senhor Nosso Deus havia ornamentado a aparência exterior de Maria.”
Maria, nos testemunhos dos santos que a conheceram pessoalmente, era uma mulher formosa, linda, radiante, maravilhosa, e sua beleza cativava a todos os que tivessem qualquer contato com ela.

terça-feira, 30 de junho de 2015

MARIA, ESTRELA DA MANHÃ


MARIA, ESTRELA DA MANHÃ


Na Ladainha que rezamos a Nossa Senhora, a Igreja lhe dá o belo título de Estrela da manhã.  Maria é aquela estrela que brilha muito, muito, e permanece a noite toda brilhando, e pela manhã o seu brilho ainda é mais intenso, e só desaparece quando nasce o sol.           
João, o Evangelista, o filho que Maria gerou nas dores da cruz, no seu livro do Apocalipse, nos diz que Jesus é a Estrela brilhante da manhã, e, realmente, da maneira que Jesus é o sol, a estrela que brilha todas as manhãs e que ilumina o nosso dia, Maria é a estrela matutina, aquela estrela que aparece assim que o sol se põe no horizonte, e passa a noite toda refletindo para o mundo a luz do sol.     
Jesus, como Deus, tem luz própria; Maria reflete a luz de Jesus e não nos deixa na escuridão da noite, servindo-se como estrela guia. Jesus é o nosso sol de fulgurante beleza; Maria é a nossa estrela que nos reflete a luz do solo. Deviam dizer de Jesus, como dizemos ainda em nossos dias: - “ele é o retrato da mãe”.  Assim como Jesus, fisicamente, parecia com sua mãe, também Maria se parecia e se parece com Jesus no plano espiritual. 

segunda-feira, 29 de junho de 2015

SÃO PEDRO


SÃO PEDRO


RECONHECER E TESTEMUNHAR QUE JESUS É O MESSIAS

Diácono Milton Restivo

Conheçamos Pedro.
Pedro, inicialmente pescador da Galiléia, tornou-se discípulo e depois apóstolo de Jesus quando Jesus “andava à beira do mar da Galiléia, quando viu dois irmãos, Simão, também chamado Pedro, e seu irmão André. Estavam jogando a rede no mar, pois eram pescadores. Jesus disse para eles: ‘Sigam-me, e eu farei de vocês pescadores de homens’. Eles deixaram imediatamente as redes e seguiram a Jesus”. (Mt 4,18-20).
Não temos dados quanto à data de seu nascimento e as principais fontes de informação sobre sua vida são os quatro Evangelhos (Mateus, Marcos, Lucas e João).
Pedro é sempre abordado com destaque em todas as narrativas evangélicas, nos Atos dos Apóstolos, nas epístolas de Paulo, tendo escrito duas epístolas.
Pedro, conforme consta no Evangelho de Mateus, era filho de Jonas (Mt 16,17) e irmão do apóstolo André (Mt 4,18). Seu nome original era Simão tendo Jesus, no encontro inicial, mudado seu nome para Pedro: “Jesus olhou bem para Simão e disse: “Você é Simão, o filho de Jonas. Você vai se chamar Cefas (que quer dizer Pedra = Pedro).” (Jo 1,42). 

domingo, 28 de junho de 2015

SÃO PAULO


RECONHECER E TESTEMUNHAR QUE JESUS É O MESSIAS

Diácono Milton Restivo
 


Conheçamos Paulo.
Paulo se chamava também Saulo (At 13,9), nome hebraico derivado de Saul, o primeiro rei dos israelitas, que significa pedido.  Era judeu por descendência e romano por cidadania devido à importância de sua cidade natal no Império (At 16,37; 22,25-30). 
Paulo era seu nome romano, considerando a sua cidadania romana, derivado do latim Paulus, que significa pequeno: “Então Saulo, também chamado Paulo...” (At 13,9).
Paulo nasceu em Tarso, cidade principal da Cilícia (At 21,39), possivelmente entre os anos 5 e 10 dC e é conhecido como o grande apóstolo dos gentios, povos não judeus. Descendia de uma família hebréia da tribo de Benjamin (At 23,6; Fl 3,5), que havia obtido a cidadania romana, de grandes posses e prestígio político. Seus pais, sendo como eram, fiéis à lei mosaica, o mandaram logo para Jerusalém para ser educado lá e onde moravam sua irmã e seu sobrinho (At 23,16; 26,4). Tal mudança deve ter ocorrido por volta dos treze anos de idade de Paulo, quando todo judeu deveria se apresentar no templo judaico. 

terça-feira, 23 de junho de 2015

SÃO JOSÉ CAFASSO - 1811-1860


SÃO JOSÉ CAFASSO - 1811-1860


José Cafasso nasceu em Castelnuovo d'Asti, em 1811, quatro anos antes do conterrâneo João Bosco, o Apóstolo dos Jovens e também santo da Igreja. Ambos trabalharam, na mesma época, em favor do povo e dos menos favorecidos, material e espiritualmente. Mas enquanto João Bosco era eloquente com os estudantes, um verdadeiro farol a iluminar os caminhos tormentosos da adolescência, Cafasso dedicava-se à contemplação e a ouvir seus fiéis em confissão, o que acabou levando-o aos cárceres e prisões. Estava determinado a ouvir os criminosos que queriam se confessar e depois consolá-los mesmo fora da confissão. Era uma figura magra e encurvada devido a um defeito na coluna que o fazia manter-se nessa posição mesmo nas horas em que não estava no confessionário.
Padre Cafasso frequentou o curso de teologia de Turim e ordenou-se aos vinte e dois anos. Difícil predizer que seria um grande predicador, mas com sua voz mansa e suave era muito requisitado pelos companheiros de sacerdócio, que procuravam os seus conselhos.
Formado, passou a dar aulas e acabou tendo João Bosco como aluno. Apoiou Bosco em todas as suas empreitadas, inclusive quando lotou a escola de jovens pobres de toda a região que não tinham dinheiro para a educação. Quando Bosco retirou a criançada e a levou para sua própria casa, em Valdocco, foi a ajuda financeira de seu mestre José Cafasso que tornou isso possível.

segunda-feira, 22 de junho de 2015

OS VERDADEIROS FILHOS DE MARIA.


OS VERDADEIROS FILHOS DE MARIA.


O orgulho lançou milhões de legiões de anjos que estavam juntos de Deus no inferno, por terem afrontado a onipotência do Senhor. A vaidade, o orgulho e o desejo de ser mais do que é e maior do que Deus, lançou os anjos, seguidores de Lúcifer, no inferno, da mesma maneira que expulsou o homem do paraíso que Deus lhe havia feito.           
Por Isso é que São Luiz Maria Grignon de Montfort escreveu no seu  livro “Tratado da Verdadeira Devoção à Virgem Maria: “O que o demônio perdeu por orgulho, Maria ganhou por humildade. O que Eva condenou e perdeu por desobediência, Maria salvou pela obediência. Eva, obedecendo a serpente infernal, se perdeu e perdeu consigo todos os seus filhos e os entregou ao poder infernal. Maria, por sua perfeita fidelidade a Deus, salvou consigo todos os seus filhos e servos e os consagrou  todos a Deus. Deus não pôs somente inimizade, mas inimizades, e não somente entre Maria e o demônio, mas também entre a posteridade da Santíssima Virgem Maria e a posteridade do demônio. Isso quer dizer que Deus estabeleceu inimizades, antipatias e ódios secretos entre os verdadeiros filhos e servos da Santíssima Virgem Maria e os filhos e escravos do demônio...” (Montfort). 

domingo, 21 de junho de 2015

LOUVAÇÃO À VIRGEM IMACULADA


LOUVAÇÃO À VIRGEM IMACULADA


“A nossa devoção a Maria deve-se irradiar na construção de um reino de amor. Maria é a mãe que dá à luz o Cristo em nós. Muitas vezes queremos transformar Maria  apenas naquela que resolve  a nossa falta de dinheiro, queremos transformar Maria naquela que cura doenças incuráveis, queremos transformar Maria naquela que tem o segredo para todos os impossíveis. Esta criatura bendita entre todas as mulheres foi, nesta terra, uma pessoa humilde, conheceu todo tipo de privações, se submeteu ao trabalho árduo e viveu intensamente a incerteza do amanhã. Maria Moeu o trigo, fez o pão, cortou lenha e costurou e remendou a roupa. Maria não foi rica; ela viveu a realidade do seu tempo.” (do semanário Missa Participada - BH).
“E Deus, no seu imenso amor, quis preparar para o seu Filho uma Mãe que fosse digna dele, e preservou a Virgem Maria da mancha do pecado original, e enriqueceu-a com a plenitude de sua graça. Em Maria Deus nos deu as primícias da Igreja, dessa Igreja que é a esposa de Cristo, sem ruga e sem mancha, resplandecente de beleza. Puríssima, na verdade, devia ser a Virgem que nos daria o Salvador, o Cordeiro sem mancha que tira os nossos pecados. Escolhida entre todas as mulheres, modelo de santidade e advogada nossa, Maria intervém constantemente em nosso favor.” (conforme Prefácio da Imaculada Conceição). 

terça-feira, 16 de junho de 2015

IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA

IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA


Maria guardava e meditava todas as palavras de Jesus em seu coração.
Esta festa do Imaculado Coração de Maria celebra-se no sábado, após a festa do Sagrado Coração de Jesus. A história da devoção ao Coração de Maria tem seu fundamento no próprio Evangelho.
A profecia de Simeão abriu o caminho e apresentou na imagem do coração traspassado com uma espada, uma das representações mais populares.
Outra passagem bíblica que ilustra a devoção está em Lucas, que por duas vezes diz que Maria guardava e meditava todas as palavras de Jesus em seu coração.
No Evangelho, Isabel proclama Maria bem-aventurada porque acreditou nas palavras do anjo.

segunda-feira, 15 de junho de 2015

BEM-AVENTURADA ALBERTINA BERKENBROCK - 1919-1931

BEM-AVENTURADA ALBERTINA BERKENBROCK - 1919-1931


Albertina nasceu a 11 de abril de 1919, em São Luís, município de Imaruí, SC. Foi batizada no dia 25 de maio de 1919, crismou-se a 9 de março de 1925 e fez a primeira comunhão no dia 16 de agosto de 1928.
Seus pais e familiares souberam educar a menina na fé, transmitiram-lhe muito cedo as principais verdades da Igreja. Ela aprendeu logo as orações, era perseverante em fazê-las e muito recolhida ao rezar. Sempre que um padre aparecia em São Luís, lá ia ela participar da vida religiosa da comunidade.
Confessava-se com frequência, ia regularmente à missa, comungava com fervor, e preparou-se com muita diligência para a primeira comunhão. Falava muitas vezes da Eucaristia e dizia que o dia de sua primeira comunhão fora o mais belo de sua vida.
Albertina foi também muito devota de Nossa Senhora, venerava-a com carinho, tanto na capela da comunidade como em casa. Junto com os familiares recitava o terço e recomendava a Maria sua alma e sua salvação eterna. Tinha especial devoção a São Luiz, titular da capela e modelo de pureza.
A formação cristã instilou em Albertina a inclinação à bondade, às práticas religiosas e à vivência das virtudes cristãs, na medida em que uma menina de sua idade as entendia e podia vivê-las. Nada de estranho se seus divertimentos refletiam seu apego à vida religiosa. Gostava de fazer cruzinhas de madeira, colocava-as em pequenos sepulcros, adornava-os com flores.