domingo, 31 de dezembro de 2017

FAMÍLIA CRISTÃ = SAGRADA FAMÍLIA

FAMÍLIA CRISTÃ = SAGRADA FAMÍLIA

“O MENINO CRESCIA E FORNAVA-SE FORTE, CHEIO DE SABEDORIA” (Lc 22,40).

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Diácono Milton Restivo

·         “Filhos, escutai-me, sou vosso pai, e faze o que eu vos digo para serdes salvos. Pois o Senhor glorifica o pai nos filhos e fortalece a autoridade da mãe sobre a prole. Aquele que respeita o pai obtém o perdão dos pecados, o que honra a sua mãe é como que ajunta um tesouro.Aquele que respeita o pai encontrará alegria nos filhos e no dia da sua oração será atendido. Aquele que honra o pai viverá muito, e o que obedece ao Senhor alegrará sua mãe. Ele servirá aos seus pais como ao seu Senhor. Em atos e palavras respeita teu pai, a fim de que venha sobre ti sua benção. Porque a benção do pai consolida a casa dos filhos, mas a maldição da mãe desenraiza os alicerces. Não te glories com a desonra de teu pai, porque não é nenhuma glória para ti a desonra do pai. Pois a glória do homem está na honra de seu pai, e é infâmia para os filhos a má reputação da mãe. Filho, cuida de teu pai na velhice, não o desgostes em vida. Mesmo se a sua inteligência faltar, sê indulgente com ele, não o menosprezes, tu que estás em pleno vigor. Pois uma caridade feita ao pai não será esquecida, e no lugar de teus pecados ela valerá como reparação. No dia de tua provação, o Senhor lembrar-se-á de ti, como a geada ao sol, assim os teus pecados serão dissolvidos. É como um blasfemador, aquele que despreza seu pai, e um amaldiçoado pelo Senhor aquele que irrita a sua mãe.” (Eclo 3,1-16).
            Estas são palavras ditas pelo Senhor Nosso Deus e escritas nas Sagradas Escrituras pelo escritor sagrado. 

sábado, 30 de dezembro de 2017

ORAÇÃO A MARIA PELAS MÃES

ORAÇÃO A MARIA PELAS MÃES

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Virgem Maria, Mãe de Deus e nossa Mãe! A senhora é virgem e é mãe, única na história da humanidade a ter essa dignidade. Única escolhida por Deus para uma missão específica: a de ser virgem e ao mesmo tempo mãe do Filho de Deus.
O Senhor Nosso Deus que escolheu a Senhora para essa missão divina, continua a convidar todas as mulheres também para essa missão tão importante quanto a sua: a de serem mães.
Para ser mãe, o Senhor não faz acepção de mulheres: são mães as mulheres ricas e são mãe as mulheres pobres; são mães as mulheres que moram nos palacetes e são mães as mulheres que moram em favelas; são mães as mulheres de todas as raças, credos e cores. Faz parte do divino ser mãe. Um poeta já disse: “Ser mãe é padecer no paraíso”.
Concordo em parte com esse poeta porque, ser mãe é sempre sofrer, mas nem sempre no paraíso, porque um coração de mãe está sempre apreensivo pela educação, segurança e bem estar de seus filhos, assim como esteve o coração da Senhora desde o momento da concepção de Jesus no seu ventre sacrossanto e depois pela vida toda, até a sua morte na cruz. 

sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

SÃO TOMÁS BECKET

SÃO TOMÁS BECKET

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Tomás Becket nasceu no dia 21 de dezembro de 1118, em Londres. Era filho de pai normando e cresceu na Corte ao lado do herdeiro do trono, Henrique. Era um dos jovens cortesãos da comitiva do futuro rei da Inglaterra, um dos amigos íntimos com que Henrique mais tinha afinidade.
Era ambicioso, audacioso, gostava das diversões com belas mulheres, das caçadas e das disputas perigosas. Compartilharam os belos anos da adolescência e da juventude antes que as responsabilidades da Coroa os afastasse.
Quando foi corado Henrique II, a amizade teve uma certa continuidade, porque o rei nomeou Tomás seu chanceler. Mas num dado momento Tomás voltou seus interesses para a vida religiosa. Passou a dedicar-se ao estudo da doutrina cristã e acabou se tornando amigo do arcebispo de Canterbury, Teobaldo. Tomás, por sua orientação, foi se entregando à fé de tal modo que deixou de ser o chanceler do rei para ser nomeado arcediácono do religioso.
Quando o arcebispo Teobaldo morreu e o papa concedeu o privilégio ao rei de escolher e nomear o sucessor, Henrique II não vacilou em colocar no cargo o amigo.
Mas o rei não sabia que o antigo amigo se tornara, de fato, um fervoroso pastor de almas para o Senhor e ferrenho defensor dos direitos da Igreja de Roma. Tomás foi ordenado sacerdote em 1162 e, no dia seguinte, consagrado arcebispo de Canterbury.

quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

SANTOS INOCENTES

SANTOS INOCENTES

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Somente a monstruosidade de uma mente assassina, cruel e desumana, poderia conceber o plano executado pelo sanguinário rei Herodes: eliminar todos os meninos nascidos no mesmo período do nascimento de Jesus para evitar que vivesse o rei dos judeus. Pois foi isso que esse tirano arquitetou e fez. 
Impossível calcular o número de crianças arrancadas dos braços maternos e depois trucidadas.
Todos esses pequeninos se tornaram os "santos inocentes", cultuados e venerados pelo Povo de Deus. Eles tiveram seu sangue derramado em nome de Cristo, sem nem mesmo poderem "confessar" sua crença. Quem narrou para a história foi o apóstolo Mateus, em seu Evangelho.
Os reis magos procuraram Herodes, perguntando onde poderiam encontrar o recém-nascido rei dos judeus para saudá-lo. 

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

SÃO JOÃO, O DISCÍPULO AMADO

SÃO JOÃO, O DISCÍPULO AMADO

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São João era filho de Zebedeu e de Salomé, irmão de Tiago Maior, de profissão pescador, originário de Betsaida, como São Pedro e Santo André e pertenceu ao grupo dos Doze Apóstolos de Jesus. Foi o Mestre quem impôs o apelido humorista a ele e a seu irmão Tiago chamando-os Boanerges, ou seja, "filhos do trovão", para nos indicar um temperamento vivaz e impulsivo, alheio a compromissos e hesitações, até parecendo intolerante e cáustico.
Foi também testemunha da transfiguração, da cura da sogra de Pedro, da agonia no Getsêmani (Mateus 26,37). Ele e Pedro prepararam a Páscoa. Juntamente com Tiago, pediu a Jesus que fizesse descer o fogo do céu sobre os samaritanos... 
São Paulo o chama de uma das colunas da Igreja de Jerusalém. O autor do quarto Evangelho e do Apocalipse, será classificado pelo Sinédrio como indouto e inculto. 
No entanto, o leitor mesmo que leia superficialmente os seus escritos percebe não só o arrojo do pensamento, mas também a capacidade de revestir com criativas imagens literárias os sublimes pensamentos de Deus. 
A voz do juiz divino é como o mugido de muitas águas.
João é sempre o homem da elevação espiritual, mais inclinado à contemplação que à ação. É a águia que desde o primeiro bater das asas se eleva às vertiginosas alturas do mistério trinitário: No principio era o Verbo e o Verbo estava com Deus e o Verbo era Deus".

terça-feira, 26 de dezembro de 2017

SANTO ESTEVÃO - PRIMEIRO MÁRTIR CRISTÃO - SÉCULO I


SANTO ESTEVÃO - PRIMEIRO MÁRTIR CRISTÃO - SÉCULO I

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Na história do catolicismo, muitos foram os que pereceram, e ainda perecem, pagando com a própria vida a escolha de abraçar a fé cristã. Essa perseguição mortal, que durou séculos, teve início logo após a Ressurreição de Jesus.
O primeiro que derramou seu sangue por causa da fé cristã foi Estevão, considerado por isso o protomártir. Vividos os eventos da Paixão e Ressurreição, os Doze apóstolos passaram a pregar o evangelho de Cristo para os hebreus. A inimizade, que estava apenas abrandada, reavivou, dando início às perseguições mortais aos seguidores do Messias.
Mas com extrema dificuldade eles fundaram a primeira comunidade cristã, que conseguiu estabelecer-se como um exemplo vivo da mensagem de Jesus, o amor ao próximo. Assim, dentro da comunidade, tudo era de todos, tudo era repartido com todos, todos tinham os mesmos direitos e deveres.

segunda-feira, 25 de dezembro de 2017

NATAL – VAMOS PREPARAR O BERÇO DO MENINO JESUS

NATAL – VAMOS PREPARAR O BERÇO DO MENINO JESUS

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Natal é nascimento. Nascimento de novas esperanças, de novos caminhos, de novas alegrias.
Natal é a época da realização dos grandes sonhos. Natal é o nascimento da verdade suprema: JESUS CRISTO!!! Natal é viver a esperança do encontro com JESUS CRISTO.
A melhor maneira de nos prepararmos para esse encontro é vivermos plena e intensamente o amor autêntico. O amor é o melhor berço que podemos preparar para receber o MENINO DEUS  que vai nascer da Virgem. Um berço feito da essência do nosso ser.
Esse berço deve ser feito, por cada um de nós, com amor, com muito amor, utilizando a madeira rígida do entusiasmo, os pregos galvanizados da união,  a cola firme da sinceridade,  protegendo-o com o verniz impermeável da humildade, usando as ferramentas eficazes da boa vontade e do desprendimento e com o carinho de quem ama de verdade e se dá por amor.
Depois de pronta a armação do berço, nela devemos colocar as molas da perseverança e sobre elas o colchão da caridade fraterna, cobrindo-o com o lençol da pureza e estendendo a colcha da castidade, colocando, sobre tudo, o cobertor da santidade, o travesseiro da aceitação e o adorno da fé e do amor total.

domingo, 24 de dezembro de 2017

NATAL ... ANIVERSÁRIO DE JESUS

NATAL ... ANIVERSÁRIO DE JESUS

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Estamos no Natal. Enfeites nas vitrines do comércio, nas portas das residências; propagandas de produtos nos jornais, rádio e televisão sugerindo bens de consumo, presentes, roupas, enfim, renovação de tudo o que consumimos. Quantos julgam que o Natal exige roupas novas, enfeites em todas as partes, dar e receber presentes...
De fato, o Natal exige coisas novas, muitas coisas que não se resumem em roupas ou presentes; o Natal exige muitos enfeites, mas não os das vitrines ou portas de residências.
Esses enfeites deveriam ser e retratar a beleza interior do nosso espírito que deveria estar se preparando cristãmente para o Natal do Senhor.
Natal é coisa sempre nova; quem o vive em seu verdadeiro espírito, não envelhece jamais: é sempre criança. Natal, quando cristãmente vivido, nos faz sentir jovens, nos dá energia para começar tudo de novo, vontade nova, nos preparando para a vida que o Menino do Natal veio nos trazer. Os enfeites e roupas deveriam ser a exteriorização do nosso desejo de renascer para as coisas do alto. O importante é a realidade interior.   
O importante é o que está dentro de nós e nos apresentarmos para o Natal de Jesus Cristo com uma alma renovada e enfeitada de valores cristãos. 

sábado, 23 de dezembro de 2017

BERÇO DO MENINO DEUS

BERÇO DO MENINO DEUS

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Estamos vivendo na esperança do encontro com Jesus Cristo.
E a melhor preparação para esse encontro é viver o amor autêntico entre os irmãos; esse é o melhor berço que podemos  preparar para receber o Menino Deus que vai nascer da Virgem. Temos que preparar um berço feito com a madeira do entusiasmo, com os pregos da união, com a cola da sinceridade e com o verniz da humildade.
Depois de pronto, nesse berço devemos colocar as molas da perseverança e sobre essas molas o colchão da caridade, o lençol da pureza, o travesseiro da doação total, a colcha da fé e o cobertor do amor pleno. Esse berço deve ter o suave aroma das boas ações e as flores de nossa  vida totalmente voltada para Deus e para o próximo.
O berço deve ser colocado no quarto das nossas orações, no cantinho dos nossos sacrifícios e próximo da janela de nossa entrega total nas mãos de Deus.
E esse quarto, onde deve ser colocado  o berço do Menino Deus, deve ter uma fechadura que abre somente por dentro. Esse quarto deve ter o calor da renúncia, o aconchego da esperança e a tranquilidade da missão cumprida.
E esse quarto não pode  ser outro senão o nosso coração.
É ai que  devemos receber o Menino Deus e sua mãe Virgem que deve repousar da longa caminhada das injustiças dos homens, do caminho cheio de pedras do desamor entre os homens, do sol causticante do deserto do ódio e da violência que paira no mundo, da água poluída do riacho do desrespeito dos direitos humanos. 

sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

NASCIMENTO DE JESUS

NASCIMENTO DE JESUS

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Nove meses depois da visita do Anjo Gabriel a Maria, na cidade de Nazaré, na Galiléia, conforme nos narram as Sagradas Escrituras, Jesus nasceu numa gruta de Belém. 
Hoje, para lembrar esse acontecimento, o povo faz festas bonitas e presépios lindos. E isso é bom porque o povo está se lembrando do nascimento de Jesus Cristo.
Mas, convém que nos lembremos que o presépio real onde Jesus Cristo foi depositado depois de haver nascido não era nem um pouquinho bonito. Pelo contrário, era até chocante, sem conforto e sem condições  de recepcionar qualquer ser humano que estivesse nascendo, muito menos o Filho de Deus que se fazia homem, para que todos os homens se tornassem filhos de Deus.        
Mas, porque Jesus Cristo estava nascendo ali, naquelas condições. A ordem do imperador, vinda de Roma, era clara; todos tinham de inscrever-se  na cidade, no cartório da cidade onde nasceram (cf Lc 2, 1-3). Era o jeito de contar quantas pessoas existiam na Judeia, naquele tempo.
Por isso José com Maria saíram da cidade de Nazaré e viajaram para Belém , sua terra Natal, e Maria estava grávida de mais de oito meses.

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

MARIA GRÁVIDA RUMO A BELÉM.

MARIA GRÁVIDA RUMO A BELÉM.

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Nesse tempo que antecede o natal, em que aguardamos o nascimento  do Filho de Deus que se tornará homem no seio imaculado de Maria, a gente fica preocupado, pensando na maneira como todos os cristãos se preparam para receber a Salvação que vem de Deus. 
Se nós não amamos suficientemente Maria é porque desconhecemos quase que na sua totalidade os sacrifícios e sofrimentos porque ela teve de passar para nos trazer aquele que viria para tirar o pecado do mundo.        
Hoje em dia, quando a jovem esposa vai ter o seu primeiro filho, ela é cercada de todas as atenções; quando chega nos últimos dias de sua gravides já não a deixam mais fazer serviços pesados ou incômodos; a mãe da jovem esposa grávida vem limpar a sua casa, fazer a sua comida, lavar e passar a sua roupa, enfim, a família se desdobra em atenções e prestações de serviços para que a jovem esposa grávida não se esforce demais, não se exponha demais para não sentir em demasia os incômodos da gravides.  

quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

MARIA E JOSÉ – SITUAÇÃO ANGUSTIANTE DE UM NOIVO

MARIA E JOSÉ – SITUAÇÃO ANGUSTIANTE DE UM NOIVO

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José ficou numa situação difícil depois que Maria ficou grávida de Jesus. Sem uma explicação aparente e razoável, de repente, vê a sua noiva grávida.
Mateus narra assim esse drama terrível vivido por José: sua “A origem de Jesus Cristo foi deste modo: Estando Maria, sua mãe, desposada com José, achou-se ter concebido (por obra) do Espírito Santo, antes de coabitarem. José, seu esposo, sendo justo, e não a querendo difamar, resolveu repudiá-la secretamente. Andando ele com isto no pensamento, eis que um Anjo do Senhor lhe apareceu em sonhos, e lhe disse: ‘José, filho de Davi, não temas  receber em tua casa Maria, tua esposa, porque o que nela foi concebido é (obra) do Espírito Santo.  Ela dará à luz um filho, ao qual porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos seus pecados. Tudo isso aconteceu para que se cumprisse o que foi dito pelo Senhor por meio do profeta que diz: ‘Eis que a Virgem conceberá e dará à luz um filho, e lhe porão o nome de Emanuel, que quer dizer: ‘Deus conosco’.  Ao despertar José de seu sono, fez como lhe tinha mandado o Anjo do Senhor, e recebeu em sua casa (Maria),  esposa. Não a conheceu até que deu à luz um filho, e pôs-lhe o nome de Jesus.” (Mt 1,18-25).     

terça-feira, 19 de dezembro de 2017

A EXPECTATIVA DE MARIA.

A EXPECTATIVA DE MARIA.

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Durante nove meses a Santíssima Virgem Maria trouxe consigo, dentro de seu ventre, o Filho de Deus que se fazia homem. Durante nove meses a Santíssima Virgem Maria foi o sacrário vivo  da Majestade Infinita. O Filho de Deus se fez homem no seio da Virgem, e por isso, o Filho de Deus é também o Filho da Virgem Maria.
O Filho de Deus formou-se no seio de Maria como qualquer ser humano forma-se no seio de sua mãe. O Filho de Deus alimentou-se do sangue da Virgem Maria, formou sua carne no ventre de Maria e fez com que a Virgem tivesse as indisposições normais de uma gravides normal; pulou no ventre da Virgem como qualquer criança sadia pula no ventre de sua mãe, fez com que o corpo da Virgem sofresse as alterações normais do corpo de uma mulher quando está grávida: o ventre cresceu, as pernas, em determinados períodos se incharam , o andar da Virgem durante a gravides foi cuidadoso, a respiração ofegante, tendo sempre mal estar e precisando repousar com frequência, como qualquer mulher grávida.
Então nada foi diferente a gravides da Virgem com a gravides de qualquer mulher que espera seu filho. Durante nove meses a Virgem Maria viveu a expectativa do nascimento de seu Filho, que era também o Filho de Deus. Podemos imaginar os colóquios amorosos, as conversas carinhosas da Santíssima Virgem com o Tesouro que ela portava e trazia dentro de si.       
Podemos imaginar os momentos de oração e êxtase que a Virgem Maria passava no seu silêncio, conversando com aquele que é Deus e se formava homem dentro de seu ventre; aquele que se humilhava  e tomava a natureza humana para que todos os humanos tomassem a filiação divina.
Podemos imaginar os cuidados  da Virgem nas suas longas viagens, primeiramente indo de Nazaré até a casa de Isabel, em uma cidade na região montanhosa de Judá, quando já estava grávida, depois, saindo de Nazaré e indo até Belém, e, desta feita, já no fim de sua gravides.   

segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

“NÃO PODE ESPERAR A MISERICÓRDIA DE DEUS QUEM OFENDE A SUA MÃE”

18 DE DEZEMBRO DE 2017
“NÃO PODE ESPERAR A MISERICÓRDIA DE DEUS QUEM OFENDE A SUA MÃE”

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Ignoramos o que Maria fez e faz por nós, por isso não a amamos como deveríamos e como ela merece ser amada. São Maximiliano Maria Kolbe, grande devoto de Maria, sempre dizia a seus frades: “Ame Maria o quanto você quiser e mais do que você puder”.
            Maria é do povo. Mas, infelizmente, muitos não entendem a humildade, a simplicidade, a pureza de Maria, e a afasta do povo simples e humilde. 
Colocam mantos de veludos em seus ombros e coroas riquíssimas em sua  cabeça, dando-lhe uma riqueza que ela nunca teve e nunca pretendeu ter, porque ela sempre foi a humilde serva do Senhor; essa riqueza material nada significa para Maria: a riqueza de Maria está no coração, na humildade, na pobreza, na simplicidade, no silêncio, se igualando em tudo ao povo pobre, simples e oprimido.
Para conhecermos bem Maria, para encontrarmos em sua humildade todo o esplendor da graça que Deus Pai sempre a cumulou, além dos Santos Evangelhos, precisamos  ler muito sobre o que os santos que a amaram de verdade Maria disseram e dizem a respeito dela, e como eles descobriram e descobrem nela virtudes incalculáveis, tesouros com valores infinitos e proteção materna que só Maria, sendo a Mãe de Deus e nossa Mãe pode ter e nos dar. São Maximiliano Maria Kolbe nos orienta sobre a devoção a Maria, dizendo: “Quando você procurar ler alguma coisa sobre Maria, não se esqueça que você está entrando em contato com uma pessoa viva, que lhe ama e que é perfeita e sem mancha alguma.”

domingo, 17 de dezembro de 2017

“EU SOU A VOZ QUE GRITA NO DESERTO”. (Jo 1,23)

III DOMINGO DO ADVENTO
Ano – B; Cor – Róseo; Leituras: Is 61,1-2.10-11; Sl de Lc 1; 1Ts 5,16-24; Jo 1,6-8.19-28.

“EU SOU A VOZ QUE GRITA NO DESERTO”.  (Jo 1,23)

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Diácono Milton Restivo

O Terceiro Domingo do Advento é chamado “Domingo Gaudete”, ou seja, “Domingo da Alegria”. Este domingo tem esse nome porque a antífona de entrada da Missa começa com as palavras de Paulo Apóstolo na sua carta aos filipenses: “Gaudete in Domino semper”, que, traduzido para o português, temos:
·         “Fiquem sempre alegres no Senhor! Repito: fiquem alegres! O Senhor está próximo”. (Fl 4,4.5)
Na segunda leitura, no mesmo espírito de alegria, Paulo diz aos tessalonicenses:
·         “Irmãos, estejam sempre alegres, rezem sem cessar. Dêem graças em todas as circunstâncias, porque esta é a vontade de Deus a respeito de vocês em Jesus Cristo. [...] Que o espírito, alma e corpo de vocês sejam conservados de modo irrepreensível para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo. Quem chamou vocês é fiel e realizará tudo isso.” (1Ts 5,16-18.23-24).
Os paramentos litúrgicos deste domingo poderão ser róseos para amenizar um pouco a austeridade do roxo, e o otimismo deve reinar porque, na liturgia da Palavra, o profeta Isaias diz para que o Messias deveria vir. 

sábado, 16 de dezembro de 2017

NOSSA SENHORA DA EXPECTAÇÃO DO Ò - NOSSA SENHORA DO Ó.

NOSSA SENHORA DA EXPECTAÇÃO DO Ò - NOSSA SENHORA DO Ó.

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Nossa Senhora do Ó é uma devoção mariana surgida em Toledo, na Espanha, remontando à época do X Concílio, presidido pelo arcebispo Santo Eugênio, quando se estipulou que a festa da Anunciação fosse transferida para o dia 18 de Dezembro.
Sucedido no cargo por seu sobrinho, Santo Ildefonso, este determinou, por sua vez, que essa festa se celebrasse no mesmo dia, mas com o título de Expectação do Parto da Beatíssima Virgem Maria.
Pelo fato de, nas vésperas, se proferirem as antífonas maiores, iniciadas pela exclamação (ou suspiro) “Oh!”, o povo teria passado a denominar essa solenidade como  Nossa Senhora do Ó.
Em Portugal, o culto à Expectação do Parto, ou a Nossa Senhora do Ó, teria se iniciado em Torres Novas (SANTA MARIA, Frei Agostinho de. Santuário Mariano), onde uma antiga imagem da Senhora era venerada na Capela-mor da Igreja Matriz de Santa Maria do Castelo.
Esta imagem era conhecida à época de D. Afonso Henriques por Nossa Senhora de Almonda (devido ao rio Almonda, que banha aquela povoação), à época de D. Sancho I por Nossa Senhora da Alcáçova (c. 1187) ou, a partir de 1212, quando se lhe edificou (ou reedificou) a igreja, por Nossa Senhora do Ó. Esta imagem é descrita pelo mesmo autor como: "É esta santa imagem de pedra mas de singular perfeição. Tem de comprimento seis palmos.

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

SANTA VIRGÍNIA CENTURIONE BRACELLI - 1587-1651

SANTA VIRGÍNIA CENTURIONE BRACELLI - 1587-1651

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Fundou as Congregações: Filhas de Nossa Senhora do Monte Calvário e Irmãs de Nossa Senhora do Refúgio no Monte Calvário.
Virgínia, riquíssima, filha de um doge da República de Gênova, nasceu em 2 de abril de 1587.
O pai, Jorge Centurioni, era um conselheiro da República. A mãe, Leila Spinola, era uma dama da sociedade, católica fervorosa e atuante nas obras de caridade aos pobres. 
Propiciou à filha uma infância reservada, pia e voltada para os estudos. Mesmo com vocação para a vida religiosa, Virgínia teve de casar, aos quinze anos, por vontade paterna, com Gaspar Grimaldi Bracelli, nobre também muito rico. Teve duas filhas, Leila e Isabela.
Esposa dedicada, cuidou do marido na longa enfermidade que o acometeu, a tuberculose. Levou-o, mesmo, para a Alexandria, em busca da cura para a doença, o que não aconteceu. 
Gaspar morreu em 1607, feliz por sempre ter sido assistido por ela. Ficou viúva aos vinte anos de idade. Assim, jovem, entendeu o fato como um chamado direto de Deus.
Era vontade de Deus que ela o servisse através dos mais pobres. Por isso conciliou os seus deveres do lar, de mãe e de administradora com essa sua particular motivação. O objeto de sua atenção, e depois sua principal atividade, era a organização de uma rede completa de serviços de assistência social aos marginalizados.

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

SÃO JOÃO DA CRUZ - 1542-1591

SÃO JOÃO DA CRUZ - 1542-1591

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Seu nome de batismo era Juan de Yepes. Nasceu em Fontivaros, na província de Ávila, Espanha, em 1542, talvez em 24 de junho. Ainda na infância, ficou órfão de pai, Gonzalo de Yepes, descendente de uma família rica e tradicional de Toledo.
Mas, devido ao casamento, foi deserdado da herança. A jovem, Catarina Alvarez, sua mãe, era de família humilde, considerada de classe "inferior". Assim, com a morte do marido, que a obrigou a trabalhar, mudou-se para Medina, com os filhos. Naquela cidade, João tentou várias profissões. Foi ajudante num hospital, enquanto estudava gramática à noite num colégio jesuíta. Então, sua espiritualidade aflorou, levando-o a entrar na Ordem Carmelita, aos vinte e um anos.
Foi enviado para a Universidade de Salamanca a fim de completar seus estudos de filosofia e teologia. Mesmo dedicando-se totalmente aos estudos, encontrava tempo para visitar doentes em hospitais ou em suas casas, prestando serviço como enfermeiro.
Ordenou-se sacerdote aos vinte e cinco anos, mudando o nome. Na época, pensou em procurar uma Ordem mais austera e rígida, por achar a Ordem Carmelita muito branda.

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

PAPA CONDENA O ESCÂNDALO DA VIDA DUPLA: VÃO À MISSA, MAS NÃO VIVEM COMO CRISTÃOS

PAPA CONDENA O ESCÂNDALO DA VIDA DUPLA: VÃO À MISSA, MAS NÃO VIVEM COMO CRISTÃOS

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“O escândalo destrói”, advertiu o Papa Francisco durante a Missa na Casa Santa Marta no dia 04 de dezembro de 2014, também disse que se os católicos que tem uma “vida dupla”, não se converterem, quando se apresentarem diante do Senhor no céu Ele dirá “não te conheço”.
“Mas o que é o escândalo? O escândalo é dizer uma coisa e fazer outra; é ter vida dupla. Vida dupla em tudo: sou muito católico, vou sempre à Missa, pertenço a esta e aquela associação; mas a minha vida não é cristã. Não pago o que é justo aos meus funcionários, exploro as pessoas, faço jogo sujo nos negócios, reciclo dinheiro, vida dupla. Muitos católicos são assim. Eles escandalizam”, advertiu o Pontífice.
Durante a homilia, o Papa recordou que a Bíblia diz: “Cortar a mão”, “arrancar o olho”, mas “não escandalizar os pequeninos”, ou seja, os justos, “os que confiam no Senhor, que simplesmente creem no Senhor”. 

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

SANTA LUZIA OU LÚCIA – Século IV

SANTA LUZIA OU LÚCIA – Século IV

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Somente em 1894 o martírio da jovem Luzia, também chamada Lúcia, foi devidamente confirmado, quando se descobriu uma inscrição escrita em grego antigo sobre o seu sepulcro, em Siracusa, Nápoles.
A inscrição trazia o nome da mártir e confirmava a tradição oral cristã sobre sua morte no início do século IV. Mas a devoção à santa, cujo próprio nome está ligado à visão ("Luzia" deriva de "luz"), já era exaltada desde o século V.
Além disso, o papa Gregório Magno, passado mais um século, a incluiu com todo respeito para ser citada no cânone da missa. Os milagres atribuídos à sua intercessão a transformaram numa das santas auxiliadoras da população, que a invocam, principalmente, nas orações para obter cura nas doenças dos olhos ou da cegueira.
Diz a antiga tradição oral que essa proteção, pedida a santa Luzia, se deve ao fato de que ela teria arrancado os próprios olhos, entregando-os ao carrasco, preferindo isso a renegar a fé em Cristo. A arte perpetuou seu ato extremo de fidelidade cristã através da pintura e da literatura.
Foi enaltecida pelo magnífico escritor Dante Alighieri, na obra "A Divina Comédia", que atribuiu a santa Luzia a função da graça iluminadora. Assim, essa tradição se espalhou através dos séculos, ganhando o mundo inteiro, permanecendo até hoje.