sábado, 6 de outubro de 2018

NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO

NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO

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O Rosário é uma forma de oração muito antiga, usada pelos cristãos dos primeiros tempos. Desde os monges do oriente, até os beneditinos e agostinianos, era costume contar as preces com pedrinhas. Aliás, foi um beneditino, o venerável Santo Beda, a sugerir que elas fossem enfileiradas em um cordão, para facilitar o transporte e manuseio.
A prática da oração do Rosário, como conhecemos hoje, nasceu no início do século XVII. E se tornou de grande valia na solução de um problema relevante das novas Ordens de frades mendicantes, franciscanos e dominicanos, onde a maioria era de analfabetos.
Nessa época, o Papa Inocêncio III decidiu colocar um fim à heresia albigense, instalada no sul da França. O pontífice enviou para lá dois sacerdotes, Diego de Aceber e Domingos de Gusmão. Como o primeiro teve morte súbita, a missão ficou por conta do segundo.
Mas a questão foi resolvida com muita eficiência, pois ele acabou contando com uma forte aliada: a Virgem Maria.
Diz a tradição que em 1207, o então fundador da Ordem dominicana estava na cidade francesa de Santa Maria de Prouille inaugurando o primeiro convento feminino de sua congregação.
Na capela desse convento, Nossa Senhora apareceu à Domingos de Gusmão e lhe ensinou a oração do Rosário, para ser difundida como arma da fé contra todos os inimigos do cristianismo e também, para a salvação dos fieis.
A partir daí a Ordem Dominicana se tornou a guardiã do Rosário, cujos missionários iniciaram a propagação do culto em todo o mundo.
Outra intercessão de Nossa Senhora sob a força da oração do Rosário se deu no século XVI, quando os turcos muçulmanos pretendiam dominar a Europa.
O Papa Pio V convocou as nações católicas a unirem suas tropas e seguirem para Veneza, que há três anos lutava sozinha, impedindo o avanço do exército turco.
E pediu para toda comunidade cristã rezar o Santo Rosário pedindo ajuda à Virgem Maria, nesse momento tão decisivo.
No dia 07 de outubro de 1571, as tropas cristãs se uniram e houve a famosa batalha naval de Lepanto, nas águas da Grécia, sob domínio turco.
Num combate de três horas, os cristãos venceram os muçulmanos, colocando um ponto final na ameaça turca à Europa pelo mar. No ano seguinte, o mesmo Papa Pio V, instituiu a festa à "Nossa Senhora da Vitória", para celebrar o Rosário e recordar o êxito obtido na batalha de Lepanto por intercessão de Maria Santíssima.
A celebração ocorria em toda a cristandade, mas em datas diferente. Em 1913, o Papa Pio X fixou a data da celebração, em 07 de outubro, para toda a Igreja.
A partir de 1960, com a reforma do calendário litúrgico, o Papa João XXIII proclamou o novo título mariano para essa festa: Nossa Senhora do Rosário, e dedicou o mês de outubro ao Santo Rosário e às missões apostólicas.
O culto chegou às Américas através dos missionários dominicanos, vindos com as expedições colonizadoras, nas primeiras décadas do século XVI.
São celebrados também, nesta data: Santa Osita, Santo Helano, São Mateus de Mântua, Santo Augusto de Bourges (abade), Santa Júlia (martir de Augusta do Eufrates), Santa Justina de Pádua (virgem e mártir), Santos Marcelo e Apuleu (mártires de Roma).

sexta-feira, 5 de outubro de 2018

SANTA MARIA FAUSTINA KOWALSKI - 1905-1938

SANTA MARIA FAUSTINA KOWALSKI - 1905-1938

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Não podemos dizer que exista alguma novidade numa irmã que fale sobre a Misericórdia Divina e do nosso dever de ser misericordioso.
Assim como sabemos que, sob a insígnia da Misericórdia, nasceram muitas comunidades e instituições cristãs, ao longo de todos os tempos. O diferencial de santa Faustina foi ter dado vida, sob essa insígnia, a um grande movimento espiritual, justamente quando a humanidade mais carecia de misericórdia: entre as duas guerras mundiais.
Nascida na aldeia Glogowiec, na Polônia central, no dia 25 de agosto de 1905, em uma numerosa família camponesa de sólida formação cristã, foi batizada com o nome de Helena, terceira dos dez filhos de Mariana e Estanislau Kowalski.
Desde a infância, sentiu a aspiração à vida consagrada, mas teve de esperar diversos anos antes de poder seguir a sua vocação. Mas desde aquela época só fez percorrer a via da santidade.
Aos dezesseis, anos deixou a casa paterna e começou a trabalhar como doméstica, na cidade de Varsóvia, da Polônia independente. Lá, maturou na oração a sua verdadeira vocação de religiosa. Assim, em 1925, ingressou na Congregação das Irmãs da Bem-Aventurada Virgem Maria da Misericórdia, adotando o nome de Maria Faustina.

quinta-feira, 4 de outubro de 2018

SÃO FRANCISCO, O POBREZINHO DE ASSIS - 1182-1226

SÃO FRANCISCO, O POBREZINHO DE ASSIS - 1182-1226

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Fundou a Ordem dos Franciscanos a Ordem dos Capuchinhos e a Ordem dos Franciscanos Conventuais. Filho de comerciantes, Francisco Bernardone nasceu em Assis, na Umbria, em 1182.
Francisco em berço de ouro, pois a família tinha posses suficientes para que levasse uma vida sem preocupações.
Não seguiu a profissão do pai, embora este o desejasse. Alegre, jovial, simpático, era mais chegado às festas, ostentando um ar de príncipe que encantava.
Mas mesmo dado às frivolidades dos eventos sociais, manteve em toda a juventude profunda solidariedade com os pobres. Proclamava jamais negar uma esmola, chegando a dar o próprio manto a um pedinte por não ter dinheiro no momento.
Jamais se desviou da educação cristã que recebeu da mãe, mantendo-se casto. Francisco logo percebeu não ser aquela a vida que almejava.
Chegou a lutar numa guerra, mas o coração o chamava à religião. Um dia, despojou-se de todos os bens, até das roupas que usava no momento, entregando-as ao pai revoltado.
Passou a dedicar-se aos doentes e aos pobres. Tinha vinte e cinco anos e seu gesto marcou o cristianismo. Foi considerado pelo papa Pio XI o maior imitador de Cristo em sua época.

quarta-feira, 3 de outubro de 2018

SÃO DIONÍSIO AREOPAGITA SÉCULO I

SÃO DIONÍSIO AREOPAGITA SÉCULO I

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Os cristãos sempre sofreram intensas perseguições, chacinas e saques durante o transcorrer dos séculos, principalmente no início da formação da Igreja.
Tanto que muitos dos escritos foram queimados ou destruídos de outra forma.
Por isso a memória da Igreja, às vezes, tem dados insuficientes sobre a vida e a obra de santos e mártires do seu passado mais remoto. Para que essas poucas evidências não se perdessem, ela se valeu das fontes mais fiéis da literatura mundial, que nada mais são do que as próprias narrações das antigas tradições orais cristãs preservadas pela humanidade. Interessante é o caso dos dois santos com o nome de Dionísio, venerados pelo cristianismo.
A data de hoje é consagrada ao Areopagita, sendo o outro santo, o primeiro bispo de Paris, festejado no dia 9 deste mês.
O Dionísio homenageado foi convertido pelo apóstolo Paulo (At 17,34) durante a sua pregação aos gregos no Areópago, daí ter sido agregado ao seu nome o apelido de Areopagita.
O Areópago era o tribunal supremo de Atenas, na Grécia, onde eram decididas as leis e regras gerais de conduta do povo. Só pertenciam a ele cidadãos nascidos na cidade, com posses, cultura e prestígio na comunidade. Dionísio era um desses areopagitas.

terça-feira, 2 de outubro de 2018

SANTOS ANJOS DA GUARDA

SANTOS ANJOS DA GUARDA

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Deus, que criou todas as coisas, criou também os anjos, para que o louvem, obedeçam e atendam. Criou-os para serem eternamente felizes e para que nos ajudem e guiem, especialmente toda a sua Igreja. Entretanto uma grande parte desses anjos cometeu o grave pecado da soberba, desejando tornar-se iguais ao próprio Criador.
Por isso Deus os condenou e os precipitou no inferno, onde permanecerão para todo o sempre. Esses anjos rebeldes são chamados espíritos maus, diabos ou demônios, e têm como chefe Satanás.
Os anjos que ficaram fiéis a Deus são os chamados anjos bons ou simplesmente: anjos. Dentre esses é que Deus escolhe nosso Anjo da Guarda, que é pessoal e exclusivo, cuja função é proteger-nos até o retorno da nossa alma à eternidade.
Ele nos ampara e nos defende dos perigos com que os espíritos maus nos tentam, na nossa vida terrena. "Porque aos seus anjos ele mandou que te guardem em todos os teus caminhos, eles te sustentarão em suas mãos, para que não tropeces em alguma pedra" (Sl 90,11-12).

segunda-feira, 1 de outubro de 2018

SANTA TERESINHA DO MENINO JESUS (DE LISIEUX) - 1873-1897

SANTA TERESINHA DO MENINO JESUS (DE LISIEUX) - 1873-1897

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A vida da santa Teresa de Lisieux, ou santa Teresinha do Menino Jesus e da Sagrada Face, seu nome de religiosa e como o povo carinhosamente a prefere chamar, marca na história da Igreja uma nova forma de entregar-se à religiosidade.
No lugar do medo do "Deus duro e vingador", Terezinha coloca o amor puro e total a Jesus como um fim em si mesmo para toda a existência eterna. Um amor puro, infantil e total, como deixaria registrado nos livros "Infância espiritual" e "História de uma alma", editados a partir de seus escritos.
Sua vida foi breve, mas plena de dedicação e entrega. Morreu virgem como Maria, a Mãe que venerava, e jovem como o amor que vivenciava a Jesus, pela pura ação do Espírito Santo.
Teresinha nasceu em Alençon, na França, em 2 de janeiro de 1873.
Foi batizada com o nome de Maria Francisca Martin e desde então destinada ao serviço religioso, assim como suas quatro irmãs.
Os pais, quando jovens, sonhavam em servir a Deus. Mas circunstâncias especiais os impediram e a mãe prometeu ao Senhor que cumpriria seu papel de genitora terrena, mas que suas filhas trilhariam o caminho da fé. E assim foi, com entusiasmada aceitação por parte de Teresinha desde a mais tenra idade.

domingo, 30 de setembro de 2018

“QUEM NÃO É CONTRA NÓS É A NOSSO FAVOR”. (Mc 9,40).

XXVI DOMINGO DO TEMPO COMUM
Ano – B; Cor – Verde; Leituras: Nm 11, 25-29; Sl 18; Tg 5,1-6; Mc 9,38-43.45.47-48.

“QUEM NÃO É CONTRA NÓS É A NOSSO FAVOR”. (Mc 9,40).

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Diácono Milton Restivo

A primeira leitura retrata o povo israelita, escolhido por Deus, depois de ser libertado da escravidão do Egito, caminhando pelo deserto. O caminho já tinha sido longo, mas faltava ainda muito para completá-lo até a terra que Yahweh lhe prometera.
O capítulo 11 do livro dos Números mostra-nos a ingratidão do povo contra Moisés e Yahweh, e isso irritou o Senhor fazendo com que ele mandasse fogo e destruísse parte do acampamento dos israelitas:
·         “O povo começou a queixar-se de suas desgraças. Ao ouvir a queixa, a ira dele se inflamou, e o fogo de Yahweh começou a consumir uma extremidade do acampamento.” (Nm 11,1).
O povo, apavorado, apela para Moisés e Moisés intercede a Yahweh pelo povo:
·         “O povo gritou a Moisés. Este intercedeu junto a Yahweh em favor deles, e o incêndio se apagou.” (Nm 11,2).
Não se emendando e nem se intimidando com isso e ainda desafiando o poder de Yahweh, e menosprezando os cuidados e o amor que Yahweh sempre demonstrou para eles, os israelitas, apesar de receberem gratuitamente o maná que vinha do céu, começaram a chorar e a lembrar dos alimentos que tinham no Egito, ainda que eles tivessem sido escravos. (Nm 11,4-6).

sábado, 29 de setembro de 2018

SÃO PIO DE PIETRELCINA – SEUS ÚLTIMOS MOMENTOS DE VIDA (1887-1968)

SÃO PIO DE PIETRELCINA – SEUS ÚLTIMOS MOMENTOS DE VIDA (1887-1968)

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Padre Pio nasceu no dia 25 de maio de 1887, em Pietrelcina, Itália. Era filho de Gracio Forgione e de Maria Josefa de Nunzio. No dia seguinte, foi batizado com o nome de Francisco, e mais tarde seria, de fato, um grande seguidor de são Francisco de Assis.
Aos doze anos, recebeu os sacramentos da primeira comunhão e do crisma. E aos dezesseis anos, entrou no noviciado da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos, da cidadezinha de Morcone, onde vestiu o hábito dos franciscanos e tomou o nome de frei Pio.
Terminado o ano de noviciado, fez a profissão dos votos simples e, em 1907, a dos votos solenes. Depois da ordenação sacerdotal, em 1910, no Convento de Benevento, padre Pio, como era chamado, ficou doente, tendo de voltar a conviver com sua família para tratar sua enfermidade, e lá permaneceu até o ano de 1916.
Quando voltou, nesse ano, foi mandado para o Convento de San Giovanni Rotondo, lugar onde viveu até a morte. Padre Pio passou toda a sua vida contribuindo para a redenção do ser humano, cumprindo a missão de guiar espiritualmente os fiéis e celebrando a eucaristia. Para ele, sua atividade mais importante era, sem dúvida, a celebração da santa missa.

sexta-feira, 28 de setembro de 2018

ARCANJOS SÃO MIGUEL, SÃO GABRIEL E SÃO RAFAEL

ARCANJOS SÃO MIGUEL, SÃO GABRIEL E SÃO RAFAEL


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O mês de setembro tornou-se o mais festivo para os cristãos, pois a Igreja unificou a celebração dos três arcanjos mais famosos da história do catolicismo e das religiões - Miguel, Gabriel e Rafael - para o dia 29 de setembro, data em que se comemorava apenas o primeiro.
Esses três arcanjos representam a alta hierarquia dos anjos-chefes, o seleto grupo dos sete espíritos puros que atendem ao trono de Deus e são seus "mensageiros dos decretos divinos" aqui na terra. Miguel, que significa "ninguém é como Deus", ou "semelhança de Deus", é considerado o príncipe guardião e guerreiro, defensor do trono celeste e do Povo de Deus.
Fiel escudeiro do Pai Eterno, chefe supremo do exército celeste e dos anjos fiéis a Deus, Miguel é o arcanjo da justiça e do arrependimento, padroeiro da Igreja Católica. Costuma ser de grande ajuda no combate contra as forças maléficas.
É citado três vezes na Sagrada Escritura, que narramos na sua página.

quinta-feira, 27 de setembro de 2018

SÃO GABRIEL, ARCANJO - O ANJO DA ANUNCIAÇÃO

SÃO GABRIEL, ARCANJO - O ANJO DA ANUNCIAÇÃO

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Segundo o evangelho de são João, são sete os espíritos que atendem ao trono de Deus, tratando diretamente com ele e executando suas missões no universo. Gabriel é o arcanjo da Anunciação, aquele que usa a trombeta para levar as notícias.
O seu nome significa "emissário do Senhor" e é o mais ligado aos acontecimentos da terra. A maior preocupação deste arcanjo é desfazer conflitos e proporcionar aos seres humanos a capacidade de adaptação a todas as circunstâncias.
É enviado à terra sempre com o objetivo de transmitir a luz divina e sensibilizar os adultos em relação às crianças e à própria humanidade. Este espírito puro do trono celeste é visto, citado e repetido tanto no Velho quanto no Novo Testamento.
Gabriel arcanjo foi o escolhido por Deus para acompanhar todo o advento da salvação, desde a revelação das profecias à anunciação da chegada do Messias, acompanhando-o durante toda a sua vida terrena, Paixão e Ressurreição.
Além disso, é o portador da oração mais popular e mais querida do cristianismo: a ave-maria. Vejamos algumas passagens do Evangelho de suas missões no evento que mudou a humanidade.

quarta-feira, 26 de setembro de 2018

SÃO RAFAEL, ARCANJO

SÃO RAFAEL, ARCANJO

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O nome deste arcanjo vem do hebraico Rafa, sinônimo de cura, e El, que significa Deus. "Cura de Deus" ou "Curador divino", este é o arcanjo Rafael, que é o chefe dos anjos da guarda, considerado o anjo da Providência, que vela por toda a humanidade.
Este arcanjo cura todos os ferimentos da alma e do corpo e defende igualmente as criaturas, de qualquer raça ou classe social, perante Deus.
Rafael é um dos sete arcanjos que fazem parte do círculo mais próximo do Senhor, um de seus mensageiros. Foi o único, segundo as Escrituras, que assumiu a forma humana e viveu entre os seres humanos durante alguns meses.
Segundo o Antigo Testamento, no livro de Tobit, foi o arcanjo que acompanhou o jovem filho deste, como guia conhecedor da região, na longa e perigosa viagem que fez à Média, no Egito.
Ele protegeu Tobias durante esse período e inspirou-o a casar-se com Sara, sua parenta, a qual curou de uma obsessão, além da cegueira de seu pai, Tobit. Depois disso, apresentou-se: [...] chamou-os à parte e disse-lhes: "Bendizei a Deus e proclamai entre todos os viventes os bens que ele vos concedeu [...] Eu sou Rafael, um dos sete anjos que estão sempre presentes e tem acesso junto à glória do Senhor [...]" Pai e filho, cheios de espanto caíram com a face em terra, com grande temor. Mas ele lhes disse: "Não tenhais medo [...] Se estive convosco, não foi por pura benevolência minha para convosco, mas por vontade de Deus [...] E agora, bendizei ao Senhor sobre a terra e daí graças a Deus. Vou voltar para aquele que me enviou. Ponde por escrito tudo quanto vos aconteceu [...]" (Tb 5-12). 

terça-feira, 25 de setembro de 2018

SÃO MIGUEL, ARCANJO

SÃO MIGUEL, ARCANJO

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O nome Miguel tem o significado de uma pergunta: "Quem é um com Deus?".
Uma alusão bem clara do alto grau de convicção e fidelidade que este arcanjo tem no Altíssimo, ao qual atende diretamente no seu trono, comandando o seu exército de anjos.
Por isso podemos traduzir seu nome como "semelhança de Deus", já que semelhante não é um sinônimo de igual. Este espírito puro é também chamado e reconhecido como príncipe do céu e ministro de Deus. Seu nome é citado três vezes no Evangelho: no capítulo 12 do livro de Daniel, no capítulo 12 do livro do Apocalipse e na carta de são Judas. Segundo a Bíblia, é um dos sete espíritos que assistem ao trono do Altíssimo.
O profeta Daniel nomeia este arcanjo chamando-o de príncipe protetor dos judeus e depositário das profecias do Antigo Testamento.
Sendo assim, Miguel torna-se, também, protetor especial de todos nós, filhos de Deus, pois a Igreja e o seu povo são herdeiros definitivos das revelações e dos mistérios divinos. Por isso Miguel arcanjo assumiu a posição de padroeiro da Igreja Católica.

segunda-feira, 24 de setembro de 2018

ANJO. O QUE SIGNIFICA?

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Nas Homilias sobre os Evangelhos, de São Gregório Magno, Papa (Séc.VI), ele diz: "A palavra anjo indica o ofício, não a natureza".
É preciso saber que a palavra anjo indica o ofício, não a natureza. Pois estes santos espíritos da pátria celeste são sempre espíritos, mas nem sempre podem ser chamados anjos, porque somente são anjos quando por eles é feito algum anúncio.
Aqueles que anunciam fatos menores são ditos anjos; os que levam as maiores notícias, arcanjos. Foi por isto que à Virgem Maria não foi enviado um anjo qualquer, mas o arcanjo Gabriel; para esta missão, era justo que viesse o máximo anjo para anunciar a máxima notícia.
Por este motivo também a eles são dados nomes especiais para designar, pelo vocábulo, seu poder na ação. Naquela santa cidade, onde há plenitude da ciência pela visão do Deus onipotente, não precisam de nomes próprios para se distinguirem uns dos outros.

domingo, 23 de setembro de 2018

"SE ALGUÉM QUER SER O PRIMEIRO DEVE SER O ÚLTIMO, AQUELE QUE SERVE A TODOS" - Mc 9,30-37

XXV DOMINGO COMUM
Ano – B; Cor – Verde; Leituras: Sb 2,12.17-20; Sl 53; Tg 3,16 – 4,3; Mc 9,30-37.

"SE ALGUÉM QUER SER O PRIMEIRO DEVE SER O ÚLTIMO, AQUELE QUE SERVE A TODOS" - Mc 9,30-37
Diácono Milton Restivo

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A primeira leitura da liturgia de hoje é do livro da Sabedoria. O que é lido nos mostra, de modo transparente, o desacerto que existe entre a justiça e a injustiça, entre o justo-fiel a Deus e o injusto-ateu que sente-se incomodado diante de quem pratica a justiça:
·         “Vamos armar ciladas para o justo, porque ele nos incomoda e se opõe às nossas ações”. (Sb 2,12).
Toda a perseguição promovida pelo injusto contra o justo é porque o justo, na sua retidão, caráter e santidade, incomoda o injusto no seu pecado que não quer ver a contradição de suas ações serem tornadas públicas, não quer ver ninguém se opondo ao seu caminho de devassidão e, por isso, o injusto afirma:
·         “Se o justo é filho de Deus, Deus cuidará dele e o livrará das mãos dos seus adversários. Vamos prová-lo com insultos e torturas, para verificar a sua serenidade e examinar a sua resistência. Vamos condená-lo a sofrer morte vergonhosa, porque ele mesmo diz que não lhe faltará socorro”. (Sb 2,18-20).
Viver de acordo com a vontade de Deus no meio de uma sociedade injusta, atéia e violenta, é estar sujeito a insultos, ciladas, torturas e até mesmo à morte planejada.
Não foi isso que aconteceu com a irmã Dóroti e tantos outros?
O injusto quer submeter o justo a todo o tipo de prova, quer examinar sua resistência, quer desafiar o socorro de Deus. O justo, por excelência, experimentou tudo isso em sua caminhada de cruz. Não foi assim com Jesus?

sábado, 22 de setembro de 2018

SÃO MAURÍCIO E COMPANHEIROS - SÉC. III-IV

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Diocleciano, assim que foi aclamado imperador, no ano 284, imediatamente nomeou Maximiano Hercúleo governador do Ocidente, com a incumbência de entrar em combate contra os gálios, agora chamados franceses, os quais já haviam dado início à luta armada para vingarem-se da morte de Carino, filho do até então imperador, que fora assassinado pelo sanguinário Diocleciano por ocasião da sua tomada do poder.
No alto Egito, foi recrutado um batalhão de soldados cristãos, conhecidos como "a legião de soldados cristãos da Tebaida", chefiados pelo comandante Maurício.
Apesar do ódio que Maximiano nutria pelos cristãos, a incorporação de tais soldados em seu exército não era nenhum acontecimento especial ou extraordinário, uma vez que o próprio imperador Diocleciano, na época, era simpatizante confesso deles.
Até mesmo confiava-lhes cargos administrativos importantíssimos no Império.
Nesse período, ele ainda não via ou citava os cristãos como uma ameaça ao Império Romano. Depois de muitas batalhas, durante um período de descanso de três dias em Octodorum, por ordem do imperador haveria três dias de comemorações e grandes festas religiosas, nas quais os deuses pagãos seriam homenageados pela vitória conseguida sobre o inimigo.

sexta-feira, 21 de setembro de 2018

SÃO MATEUS - APÓSTOLO E EVANGELISTA

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No tempo de Jesus Cristo, na época em que a Palestina era apenas uma província romana, os impostos cobrados eram onerosos e pesavam brutalmente sobre os ombros dos judeus.
A cobrança desses impostos era feita por rendeiros públicos, considerados homens cruéis, sanguessugas, verdadeiros esfoladores do povo.
Um dos piores rendeiros da época era Levi, filho de Alfeu, que, mais tarde, trocaria seu nome para Mateus, o "dom de Deus". Um dia, depois de pregar, Jesus caminhava pelas ruas da cidade de Cafarnaum e encontrou com o cruel Levi.
Olhou-o com firmeza nos olhos e disse: "Segue-me". Levi, imediatamente, levantou-se, abandonou seu rendoso negócio, mudou de vida, de nome e seguiu Jesus. Acredita-se, mesmo, que tal mudança não tenha realmente ocorrido dessa forma, mas sim pelo seu próprio e espontâneo entusiasmo no Messias.

quinta-feira, 20 de setembro de 2018

SANTO ANDRÉ KIM TAEGON E COMPANHEIROS MÁRTIRES - OS 103 MÁRTIRES COREANOS - +1846

SANTO ANDRÉ KIM TAEGON E COMPANHEIROS MÁRTIRES - OS 103 MÁRTIRES COREANOS - +1846

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A Igreja coreana tem, talvez, uma característica única no mundo católico.
Foi fundada e estabelecida apenas por leigos. Surgiu no início de 1600, a partir dos contatos anuais das delegações coreanas que visitavam Pequim, na China, nação que sempre foi uma referência no Extremo Oriente para troca de cultura. Ali os coreanos tomaram conhecimento do cristianismo.
Especialmente por meio do livro do grande padre Mateus Ricci, "A verdadeira doutrina de Deus". Foi o leigo Lee Byeok que se inspirou nele para, então, fundar a primeira comunidade católica atuante na Coréia. As visitas à China continuaram e os cristãos coreanos foram, então, informados, pelo bispo de Pequim, de que suas atividades precisavam seguir a hierarquia e organização ditada pelo Vaticano, a Santa Sé de Roma. Teria de ser gerida por um sacerdote consagrado, o qual foi enviado oficialmente para lá em 1785.
Em pouco tempo, a comunidade cresceu, possuindo milhares de fiéis.
Porém começaram a sofrer perseguições por parte dos governantes e poderosos, inimigos da liberdade, justiça e fraternidade pregadas pelos missionários. Tentando acabar com o cristianismo, matavam seus seguidores. Não sabiam que o sangue dos mártires é semente de cristãos, como já dissera o imperador Tertuliano, no início dos tempos cristãos.
Assim, patrocinaram uma verdadeira carnificina entre 1785 e 1882, quando o governo decretou a liberdade religiosa. Foram dez mil mártires. Desses, a Igreja canonizou muitos que foram agrupados para uma só festa, liderados por André Kim Taegon, o primeiro sacerdote mártir coreano.
Vejamos o seu caminho no apostolado. André nasceu em 1821, numa família da nobreza coreana, profundamente cristã. Seu pai, por causa das perseguições, havia formado uma "Igreja particular" em sua casa, nos moldes daquelas dos cristãos dos primeiros tempos, para rezarem, pregarem o Evangelho e receberem os sacramentos.
Tudo funcionou até ser denunciado e morto, aos quarenta e quatro anos, por não renegar a fé em Cristo. André tinha quinze anos e sobreviveu com os familiares, graças à ajuda dos missionários franceses, que os enviaram para a China, onde o jovem se preparou para o sacerdócio e retornou diácono, em 1844.
Depois, numa viagem perigosa vivida, tanto na ida quanto na volta, num clima de perseguição, foi para Xangai, onde o bispo o ordenou sacerdote. Devido à sua condição de nobre e conhecedor dos costumes e pensamento local, obteve ótimos resultados no seu apostolado de evangelização. Até que, a pedido do bispo, um missionário francês, seguiu em comitiva num barco clandestino para um encontro com as autoridades eclesiásticas de Pequim, que aguardavam documentos coreanos a serem enviados ao Vaticano.
Foram descobertos e presos. Outros da comunidade foram localizados, inclusive os seus parentes. André era um nobre, por isso foi interrogado até pelo rei, no intuito de que renegasse a fé e denunciasse seus companheiros. Como não o fez, foi severamente torturado por um longo período e depois morto por decapitação, no dia 16 de setembro de 1846 em Seul, Coréia.
Na mesma ocasião, foram martirizados cento e três homens, mulheres, velhos e crianças, sacerdotes e leigos, ricos e pobres. De nada adiantou, pois a jovem Igreja coreana floresceu com os seus mártires.
Em 1984, o papa João Paulo II, cercado de uma grande multidão de cristãos coreanos, canonizou santo André Kim Taegon e seus companheiros, determinando o dia 20 de setembro para a celebração litúrgica.
São lembrados também, neste dia: Santa Cândida de Cartago (virgem e mártir) Santos Dionísio e Privado (mártires), São Francisco Maria, Santo Agapito I (papa), Santos Eustáquio Teopiste  e Agapito (mártires).

quarta-feira, 19 de setembro de 2018

NOSSA SENHORA DA SALETTE

NOSSA SENHORA DA SALETTE

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Nossa Senhora de La Salette (em francês Notre-Dame de La Salette) é o nome dado à Santíssima Virgem Maria nas suas aparições na montanha de La Salete, Isére, nos Alpes franceses.
Nossa Senhora terá alegadamente aparecido a 19 de Setembro de 1846 a duas crianças, Maximin Giraud de 11 anos e Mélanie Calvat de 15 anos.
O culto a Nossa Senhora de La Salette floresceu no século XX e, assim como Nossa Senhora de Lourdes (1858) e Nossa Senhora de Fátima (1917), continua a ser uma das mais famosas aparições marianas da idade moderna.
Tem fortes ligações com essas duas aparições através da linha do tempo do segredo de La Salette e da confirmação em Fátima das recomendações de Lourdes.
Os dois pastorinhos - Maximin Giraud e Mélanie Calvat - tiveram uma visão da Virgem Maria numa montanha perto de La Salette, França a 19 de setembro de 1846, por volta das três horas da tarde. Fazia muito sol. Maximin Giraud e Mélanie Calvat haviam recebido apenas uma muito limitada educação.
A aparição consistia em três fases diferentes.
As crianças viram, numa luz resplandecente, uma bela dama em um estranho costume, falando alternadamente em francês e num dialeto regional do occitano.

terça-feira, 18 de setembro de 2018

SÃO JOSÉ DE COPERTINO - 1603-1663

SÃO JOSÉ DE COPERTINO - 1603-1663

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No dia 17 de junho de 1603, nasceu, no reino de Nápoles, na aldeia de Copertino, um menino de nome José. Era o filho mais novo da família Desa, cujo pai, um pobre carpinteiro, mal conseguia sustentar a família.
Ele veio ao mundo num pequeno estábulo, onde permaneceu nos primeiros meses de vida, porque o pai, endividado, teve de vender o pouco que possuíam. Já naquela época os desníveis sociais geravam miséria, insegurança e sofrimento, impedindo que filhos de famílias pobres estudassem e desenvolvessem sua cultura e inteligência.
Mas, apesar de iletrado, o menino foi criado no rigor dos ensinamentos de Cristo, pois sua família era muito religiosa.
Assim foi a infância de José. Os únicos talentos por ele manifestados foram de ordem espiritual: o da oração e o da caridade para com os mais necessitados, que sofriam as agruras da miséria, como ele. Quando completou dezessete anos, estava determinado a tornar-se frade.

segunda-feira, 17 de setembro de 2018

SÃO ROBERTO BELARMINO - 1542-1621

SÃO ROBERTO BELARMINO - 1542-1621

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Roberto Francisco Rômulo Belarmino veio ao mundo no dia 4 de outubro de 1542, em Montepulciano, Itália. Era filho de pais humildes e católicos de muita fé. Tiveram doze filhos, dos quais seis abraçaram a vida religiosa, tal foi a influência do ambiente cristão que proporcionaram a eles com os seus exemplos.
O menino Roberto nasceu franzino e doente. Talvez por ter tido tantos problemas de saúde nos primeiros anos de existência, dedicou atenção especial aos doentes durante toda a vida.
Embora constantemente enfermo, Roberto demonstrou desde muito cedo uma inteligência surpreendente, que o levou ao magistério e a uma carreira eclesiástica vertiginosa.
Em 1563, foi nomeado professor do Colégio de Florença e, um ano depois, passou a lecionar retórica no Piemonte.
Em 1566, foi para o Colégio de Pádua, onde também estudou teologia e, em 1567, mudou para a escola de Louvain, sendo, então, já muito conhecido em todo o país como excelente pregador.
Em 1571, tendo concluído todos os estudos, recebeu a ordenação sacerdotal e entrou para a Companhia de Jesus. Unindo a sabedoria das ciências terrenas, o conhecimento espiritual e a fé, escreveu os três volumes de uma das obras teológicas mais consultadas de todos os tempos: "As controvérsias cristãs sobre a fé", um tratado sobre todas as heresias.