domingo, 20 de março de 2016

DOMINGO DE RAMOS E DA PAIXÃO DO SENHOR

DOMINGO DE RAMOS E DA PAIXÃO DO SENHOR

"BENDITO AQUELE QUE VEM EM NOME DO SENHOR!" – (Lc 19,38).


Diácono Milton Restivo

Na tradição da Igreja o domingo, que chamamos de “Ramos”, já recebeu vários nomes: “Páscoa Florida”, “Domingo da Paixão in Palmis (nos Ramos)”; “Dia do Hosana”.
Neste domingo, na Igreja primitiva, os catecúmenos (aqueles que foram preparados durante todo ano para receber o Batismo), participavam de uma cerimônia na qual lavavam as cabeças, preparando-se para o Batismo que iriam receber na Vigília Pascal.
A procissão de Ramos teve seu início em Jerusalém, no Século IV, quando, na tarde deste domingo, partindo do Monte das Oliveiras, os cristãos faziam uma procissão solene para comemorar a entrada triunfal de Jesus na cidade santa. No Século VII esta tradição passou para a Espanha, entrando assim no ocidente, sendo aceita em Roma no Século XII.
Com esta procissão os cristãos celebram e testemunham publicamente a realeza messiânica de Jesus Cristo. Só nas vésperas de sua morte Jesus aceita publicamente ser aclamado como o Messias; aceita ser reconhecido como rei. Assim se cumpre a profecia de Zacarias, 9,9: “Dance de alegria, cidade de Sião; grite de alegria, cidade de Jerusalém, pois agora o seu rei está chegando, justo e vitorioso. Ele é pobre, vem montado num jumento”.
Existe até uma ansiedade e expectativa para a chegada do Domingo de Ramos. Em primeiro lugar porque o Domingo de Ramos é o início do fim do tempo penitencial da quaresma. Em segundo lugar porque o Domingo de Ramos é a porta de entrada para a Semana Santa, quando acontece o Tríduo Pascal da paixão e ressurreição de Cristo que é o cume da liturgia e de todo o acontecimento da redenção do gênero humano.  

sábado, 19 de março de 2016

SÃO JOSÉ - ESPOSO DE MARIA

SÃO JOSÉ - ESPOSO DE MARIA


São raros os dados sobre as origens, a infância e a juventude de José, o humilde carpinteiro de Nazaré, pai terrestre e adotivo de Jesus Cristo, e esposo da Virgem de todas as virgens, Maria. 
Sabemos apenas que era descendente da casa de David. Mas, a parte de sua vida da qual temos todo o conhecimento basta para que sua canonização seja justificada. José é, praticamente, o último elo de ligação entre o Velho e o Novo Testamento, o derradeiro patriarca que recebeu a comunicação de Deus vivo, através do caminho simples dos sonhos. 
Sobretudo escutou a palavra de Deus vivo.  Escutando no silêncio. 
Nas Sagradas Escrituras não há uma palavra sequer pronunciada por José. 
Mas, sua missão na História da Salvação Humana é das mais importantes: dar um nome a Jesus e fazê-lo descendente de David, necessário para que as profecias se cumprissem. 
Por isso, na Igreja, José recebeu o título de "homem justo". 
A palavra "justo" recorda a sua retidão moral, a sua sincera adesão ao exercício da lei e a sua atitude de abertura total à vontade do Pai celestial. 
Também nos momentos difíceis e às vezes dramáticos, o humilde carpinteiro de Nazaré nunca arrogou para si mesmo o direito de pôr em discussão o projeto de Deus. 

sexta-feira, 18 de março de 2016

AVE MARIA, CHEIA DE GRAÇA...

AVE MARIA, CHEIA DE GRAÇA...


Uma das primeira orações, senão a primeira oração que a nossa mãe ou a nossa avó nos ensinou a rezar, com certeza, foi a oração da Ave Maria. 
Desde pequeninos repetimos essa saudação mariana sem sabermos qual realmente é o seu significado e de onde veio. 
A primeira parte da oração da Ave Maria, quando rezamos “Ave Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco, bendita sois vós entre as mulheres e bendito é o fruto do vosso ventre”,  tem a sua origem no Evangelho de Lucas, e, bem por isso, é uma oração evangélica, é uma oração bíblica. 
Quando o Anjo Gabriel visitou Maria e levou para ela o convite do Senhor para ser a Mãe do Filho de Deus, ele entrou na casa de Maria e a saudou, dizendo: “Ave Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco.”, conforme vemos no Evangelho de Lucas, 1, 28. 
Quando Maria visitou sua prima Isabel, porque Isabel estava grávida de João Batista e Maria grávida de Jesus Cristo, e que as duas mulheres se encontraram, Isabel ficou repleta do Espírito Santo e recebeu Maria, dizendo: “Bendita sois vós entre as mulheres, e bendito é o fruto do vosso ventre.”, conforme vemos no Evangelho de Lucas, 1, 42.
Juntando as palavras do Anjo com as palavras de Isabel, temos, então: Ave Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco, bendita sois vós entre as mulheres e bendito é o fruto do vosso ventre.”, formando, desta forma, a primeira parte da oração da Ave Maria. 
Muito mais tarde os cristãos juntaram a essas palavras uma oração de súplica, e acrescentaram: “Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós, pecadores, agora e na hora de nossa morte, Amém”. Então, como vemos e repito, a primeira parte da oração da Ave Maria é totalmente evangélica, é na essência, bíblica, porque se encontram no Evangelho de Lucas, no capítulo primeiro e versículos 28 e 42. 
A segunda parte, a oração da Santa Maria, é um grito de socorro dado pelos primeiros cristãos, que suplicavam o auxílio de Maria no momento atual de suas vidas e principalmente na hora tão cruciante da morte, e é mantida até os nossos dias, que não rezamos a Ave Maria sem a sua segunda parte, a Santa Maria, que no final das contas se tornaram em apenas uma oração. 
Depois da oração do Pai Nosso, que nos foi ensinada pelo próprio Senhor Jesus Cristo, não há outra oração mais conhecida no mundo todo entre os cristãos que a oração da Ave Maria.    
Desde o início da Igreja de Jesus Cristo, multidões e multidões de cristãos repetem a oração da Ave Maria com uma confiança inabalável e redobrada na intervenção de Maria para resolver todos os problemas, seja de saúde, financeiro, ou de confirmação na fé. E não tem conta as vezes que rezamos a oração da Ave Maria. 
Cada terço rezado são cincoenta vezes que repetimos a oração da Ave Maria; cada rosário são cento e cincoenta vezes a mesma oração da Ave Maria que repetimos. 
Dificilmente encontramos no Brasil alguém que não tenha rezado uma Ave Maria, nem que seja pelo menos uma vez; dificilmente encontramos no Brasil alguém que não saiba rezar uma Ave Maria. Quando queremos chamar alguém totalmente ignorante em assunto de religião costumamos dizer: “ele não sabe rezar nem uma Ave Maria”.; ou quando alguém quer dizer que não sabe nada mesmo de religião, a pessoa diz: “não sei nem a Ave Maria.”
Para muita gente aprender a oração da Ave Maria é o começo da instrução religiosa. O “Ave” que o Anjo Gabriel  dirigiu à Maria seria como o cumprimento de alguém que acaba de chegar dirigida à pessoa que está ali, presente. 
O “Ave”, ou “Salve” é como se nós disséssemos um bom dia, boa tarde ou boa noite a alguém, cumprimentando aquela pessoa. O Anjo Gabriel, ao adentrar onde estava Maria a saudou, dizendo: “Ave Maria”, como se dissesse: “Boa tarde, Maria. O Anjo Gabriel cumprimentou Maria como se a conhecesse de longa data, como realmente a conhecia de longo tempo. Maria era pessoa  da amizade íntima de Deus; Maria era íntima de Deus e o Anjo a cumprimentou com essa amizade, com essa intimidade. 
E nós, todas as vezes que recitamos a oração da Ave Maria, cumprimentamos Maria com uma saudação toda especial vinda do céu, da parte do Senhor Nosso Deus. Todas as vezes que rezamos: “Ave Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco,” nós dizemos: “eu te saúdo Maria, porque és a preferida do Senhor que te encheu de presentes e de santidade e por isso mereceste a, graça de ser a Mãe  do Nosso Salvador. Deus está por todo o sempre contigo...”

quinta-feira, 17 de março de 2016

O SOFRIMENTO DE CRISTO É COMPLETADO NO DOENTE

O SOFRIMENTO DE CRISTO É COMPLETADO NO DOENTE

          

  Na carta que o Apóstolo Paulo escreveu aos Colossenses, ele disse: “Meus irmãos, agora eu me alegro de sofrer por vocês e vou completando na minha própria carne o que falta aos sofrimentos de Jesus Cristo a favor  do seu corpo, que é a Igreja.” (Col 1, 24). 
Quando eu leio essa passagem, essa frase, fico pensando nos nossos irmãos doentes. Essa frase de São Paulo cabe certinho na boca dos doentes, dos nossos irmãos que estão passando por algum problema de saúde, que estão hospitalizados, acamados em tratamento médico.    
Todos os doentes sofrem, de uma maneira ou de outra. E seria tão bom que todos os doentes dissessem como disse Paulo: “eu me alegro de sofrer... porque vou completando na minha carne o que falta aos sofrimentos de Jesus Cristo a favor da sua Igreja.” 
Os doentes são os companheiros de Jesus Cristo a caminho do Calvário. Os doentes são os participantes  da agonia da cruz. 
Os sofrimentos dos doentes é a complementação do que falta aos sofrimentos de Jesus Cristo para a total salvação de todo o gênero humano. 
Os doentes são o corpo flagelado de Jesus Cristo; os doentes são a cabeça coroada de espinhos de Jesus Cristo; os doentes são o coração sacrossanto de Jesus Cristo traspassado pela lança.   
Os doentes sofrem, e esse sofrimento complementa o sofrimento de Jesus Cristo para a salvação de todos os homens. Não existe sofrimento inútil. Não existe dor que não seja revertida para a salvação de quem sofre, para a salvação da família de quem sofre, para a salvação de todos os homens. Todos nós lutamos para ter saúde, aliás, é um direito que todos nós temos, o de sermos sadios,  o de sermos perfeitos.
Mas, apesar dos nossos esforços para sermos sadios e termos saúde, a nossa natureza humana é frágil, é fraca, e a doença, vez ou outra, nos assedia, nos ataca e, muitas vezes, em muitos irmãos, é uma companheira constante, e às vezes até a companheira de toda uma vida. Então precisamos fazer da nossa doença, do nosso sofrimento, a tábua de salvação para todos nós, para quem sofre e para quem não sofre também. 
Paulo Apóstolo se alegra na dor e diz que a sua dor complementa o que falta no sofrimento de Jesus Cristo. Assim, da mesma maneira, os doentes devem se alegrar porque eles são os amigos queridos de Jesus Cristo, eu diria até, os amigos íntimos de Jesus, porque, somente quem sofre pode valorizar o sofrimento de Jesus Cristo que, sem merecer, e de livre e espontânea vontade, se entregou por todos nós para sofrer a sua paixão, crucificação e morte para a salvação de todos os homens. 
E todos nós, os que agora temos saúde, não devemos nos esquecer jamais  dos nossos irmãos doentes. Não podemos deixar que eles fiquem sozinhos nessa sua caminhada de dor. Hoje temos saúde, amanhã os doentes poderemos ser nós mesmos. 
A nossa saúde é como um fio de linha que pode se romper a qualquer momento. Estejamos sempre preparados para a doença. E a melhor preparação para sermos pacientes e aceitar com resignação qualquer problema de saúde, é visitar com frequência os nossos irmãos doentes.
Você, meu irmão, não imagina como o nosso irmão doente necessita de nossa visita, de nossa ajuda, da nossa presença, da nossa palavra amiga. Lembremo-nos do que o Senhor Jesus disse no seu Evangelho, quando se referia ao Juízo Final: “Estive doente e você me visitou...” nosso irmão doente é o próprio Jesus Cristo que continua sofrendo para completar o sofrimento do Calvário para a salvação de todos os homens. 
Ainda hoje, caro irmão, procure visitar um doente, e leve a ele uma palavra de conforto, dê a ele a satisfação de sua presença amiga, e verá como você voltará para a sua casa recompensado por ter feito uma obra de  misericórdia...

quarta-feira, 16 de março de 2016

COMO O POVO GOSTA DE CHAMAR MARIA

COMO O POVO GOSTA DE CHAMAR MARIA


O amor inventa nomes. E nos nomes que o amor inventa está dito aquilo que mais se gosta na pessoa amada: sobressai a sua virtude, a sua beleza no nome que o amor dá à pessoa amada. 
Quanto mais amada for a pessoa mais nomes a pessoa que a ama lhe dá. 
Se fôssemos falar todos  os nomes que o amor do povo deu à Maria ficaríamos aqui muito tempo e ainda não diríamos todos. 
Tem nomes para todos os momentos da vida: desde o nascimento até a morte. 
Chamamos Maria de Nossa Senhora do Bom Parto ou Nossa Senhora da Boa Hora para proteger a mãe quando chega a hora de se dar à luz. 
Chamamos Maria de Nossa Senhora da Boa Viagem para pedir a sua proteção quando nos dispomos a viajar. 
Chamamos Maria de Nossa Senhora do bom Conselho ou Nossa Senhora do Bom Sucesso quando estamos em dúvidas e pedimos o auxílio de Maria. 
Chamamos Maria de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro quando estamos em dificuldades. 
Chamamos Maria de Nossa Senhora do Amparo e de Nossa Senhora da Ajuda quando precisamos de um apoio. 
Chamamos Maria de Nossa Senhora dos Remédios e de Nossa Senhora da Saúde quando estamos doentes e necessitamos recuperar a saúde, ou alguém de nossa família está enfermo.

terça-feira, 15 de março de 2016

ASSIM OS SANTOS NOS ENSINAM A AMAR MARIA

ASSIM OS SANTOS NOS ENSINAM A AMAR MARIA
                                                                                                        


Para conhecermos bem Maria, para encontrarmos dentro de sua humildade todo o esplendor da graça da qual Deus Pai sempre a cumulou precisamos ler muito o que os santos que a amaram muito e a reverenciaram em toda as suas vidas disseram e escreveram sobre ela e como eles, santos e santas, descobriram em Maria virtudes incalculáveis, tesouros com valores infinitos e como eles se colocaram sob a proteção materna de Maria, sendo que ela, como Mãe de Deus e nossa também a nós dedica proteção materna.
A nossa inteligência é pequena, os nossos conhecimentos são poucos, pouquíssimos mesmo, então por isso, há a necessidade de procurarmos ler livros santos dos grandes santos e santas que amaram e veneraram Maria e nos ensinam como devemos amar e venerar a Mãe de Deus e nossa Mãe.   
Todos os santos que amaram Jesus, amaram também Maria. Jamais chegaremos a Jesus se não for pelas mãos imaculadas de Maria. O próprio exemplo é Jesus quem nos dá. Para Jesus chegar até nós, ele quis precisar de Maria. Se não fosse por Maria jamais teríamos Jesus. Jesus, para se fazer o Filho do Homem, ele quis precisar de Maria. 
O homem, para se fazer filho de Deus, tem que precisar de Maria também, porque foi no Calvário, nos estertores da morte, quando Jesus sentiu que partiria irremediavelmente deixando os homens sozinhos, foi ali, naquele momento de dor, de angústia e de aniquilamento total que Jesus nos dá Maria como Mãe, e, sendo nós, filhos de Maria, por conseguinte, somos Filhos de Deus, porque Maria é a Esposa do Espírito Santo, e somos irmãos de Jesus Cristo, que também é Deus, porque Maria é a verdadeira mãe de Jesus Cristo, e portanto a Mãe de Deus, e, sendo filhos de Maria e irmãos de Jesus Cristo, somos filhos de Deus por Jesus Cristo.

segunda-feira, 14 de março de 2016

MARIA, A “MULHER” POR EXCELÊNCIA

MARIA, A “MULHER” POR EXCELÊNCIA


Maria é a “mulher” por excelência. 
Às vezes nós a imaginamos diferente demais de todos nós. 
Colocamos Maria tão alto e tão distante que até parece que ela não viveu a nossa vida, não teve os nossos problemas. 
Nós veneramos Maria, pedimos à Maria graças e favores mas fica difícil de imitar as virtudes de Maria porque nós colocamos Maria longe do nosso alcance. Sempre dizemos: “Maria é a Mãe de Deus, Maria não conheceu pecado, Maria foi sempre Virgem, , Maria está no céu de corpo e alma, Maria é diferente demais da gente...” 
Está certo, tudo isso é verdade... Mas, o que acontece na realidade é que tudo isso não passa de desculpas esfarrapadas, furadas para não a imitarmos, para continuarmos com a nossa vidinha cômoda, sem esforços e sem buscas. 
Nós simplesmente nos conformamos em sermos o inverso de Maria: Maria, a Imaculada e nós, os pecadores. 
Na sua vida terrena Maria não foi diferente de nós; Maria teve problemas, e nós temos problemas. 
No entanto, o mais importante em Maria é ela ter aceito a Palavra de Deus e a colocado em prática. E Maria aceitou a palavra de Deus muitas vezes sem a compreender; com dificuldades, com sofrimentos, e sofrimentos maiores dos que passamos hoje. 

domingo, 13 de março de 2016

A MULHER ADÚLTERA

V DOMINGO DA QUARESMA

“QUEM DENTRE VOCÊS NÃO TIVER PECADO, ATIRE A PRIMEIRA PEDRA” (Jo 8,7)


Diácono Milton Restivo

O que dizer da adúltera apresentada de forma constrangedora a Jesus? 
Pela Lei de Moisés e dos judeus essa mulher deveria ser morta por apedrejamento, conforme prevê o livro do Deuteronômio 22,22: “Se um homem for pego em flagrante tendo relações sexuais com uma mulher casada, ambos serão mortos, o homem que se deitou com a mulher e a mulher. Deste modo você eliminará o mal de Israel”.
Mas, onde estava o homem? Porque não o apresentaram? E qual foi a atitude de Jesus diante dos anciãos, sacerdotes, escribas, doutores da lei e todo o povo?
Os escribas e os fariseus estavam, desde longa data, maquinando uma armadilha para pegar Jesus e desacreditá-lo diante da opinião pública. Talvez tivesse chegado o momento.
Era de manhã e Jesus estava chegando ao Templo. Vieram até ele os mestres da Lei e os fariseus trazendo uma mulher em estado lastimável de vergonha, humilhação e desespero. Segundo eles, a mulher havia sido pega em flagrante, cometendo adultério, um dos três pecados gravíssimos citados na Lei de Moisés, que era punido com a morte por apedrejamento. Os rabinos diziam: “Todo judeu deve morrer antes de cometer idolatria, adultério ou assassinato.”
 O adultério era um dos três crimes e pecados mais graves e a Torá era muito clara neste aspecto, variando apenas a forma de como se deveria cumprir a pena de morte: o livro do Levítico, 20,10, diz: “O homem que cometer adultério com a mulher de seu próximo deverá morrer, tanto ele como ela”, mas não fala da forma como deveriam ser mortos. O livro do Deuteronômio, 22,24, estabelece a pena no caso da mulher já estar casada, e, neste caso, deve-se tirar a mulher e o homem fora das portas da cidade: “e vocês levarão os dois à porta da cidade e os apedrejarão até que morram.” 

sábado, 12 de março de 2016

MARIA, MÃE E COMPANHEIRA DE CAMINHADA

MARIA, MÃE E COMPANHEIRA DE CAMINHADA


Mãe, em Fátima a Senhora disse aos pastorzinhos: “Eu nunca te abandonarei. O meu Coração Imaculado será o teu refúgio.” 
Mãe, homem nenhum em tempo algum pode avaliar a tristeza, a amargura e o sofrimento do seu Coração ao acompanhar seu Filho Sacrossanto ao Calvário e presenciar o maior crime praticado pela humanidade contra Ele próprio: a crucificação e a morte do Filho de Deus, que é também seu Filho. Seu Coração estava amargo, sofrido e triste mas jamais chegou ao desespero, à revolta e à indignação  contra Deus por ver tamanha injustiça cometida  pelos homens contra seu Filho muito Amado. 
Quantos de nós, doce Mãe, estamos também caminhando pelos caminhos doloridos e espinhosos do Calvário, com o coração  em farrapos, cheio de angústia, de tristeza, de amargura e sofrimento, mas jamais, a seu exemplo, doce Mãe, jamais em desespero e revolta contra Deus pelas coisas que nos acontecem, porque sabemos que se algo desagradável nos acontece é culpa nossa mesmo, é consequência de nossas atitudes impensadas; mas o seu Filho, doce Mãe, o que de mal lhe aconteceu, não foi culpa dele e nem consequências de atos impensados que ele tenha praticado, mas foi culpa nossa. 
O seu Filho era inocente em todos os sentidos e de livre e espontânea vontade tomou a nossa natureza para colocar sobre seus ombros a nossa miséria e os nossos pecados. 
Mas, às vezes, Senhora, muitos males se nos acometem, muitas doenças nos atingem e, na nossa caminhada neste vale de lágrimas e no nosso leito de dor repetimos como o seu Filho em sua última oração no monte das Oliveiras: “Pai, se é possível, afasta de mim esse cálice, mas não se faça como eu quero, mas sim como tu queres... Mas, se esse cálice não pode passar sem que eu o beba, faça-se a tua vontade.”  (Mt 26, 39 e 42), e todos os dias repetimos a oração que o seu Filho nos ensinou: “Seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu.” (Mt 6, 10).

sexta-feira, 11 de março de 2016

ESPOSAS E MÃES, PRESENÇAS DE MARIA NO LAR...

ESPOSAS  E  MÃES,  PRESENÇAS DE MARIA  NO LAR...


O exemplo mais digno e vivo que temos de Maria em nossos dias e no nosso meio, são as donas de casa, as nossas esposas, as nossas mães, que hoje cumprem com os seus deveres matrimoniais, com suas obrigações de casa, com a educação de seus filhos e com os cuidados com o marido. 
Você, minha irmã, que é esposa, que é mãe, você que mora na cidade ou no sítio, no centro ou na zona rural, que levanta cedo para preparar o café da família, cuidar do almoço dos que vão trabalhar na roça, no comércio, nas suas profissões liberais ou de empregados, ou em qualquer outra atividade. 
Você minha irmã, que é esposa e mãe, que já de madrugada, de manhã bem cedo, está atarefada com suas obrigações domésticas de esposa, mãe e dona de casa,, você é o exemplo mais digno e vivo que temos no nosso meio de Maria, a mãe de Jesus. 
Você, mãe e esposa, com Maria, é a continuação de Deus no seio da família, é a vontade de Deus que se faz presente no lar, é a aceitação da vida com todos os seus problemas, dificuldades, dores, tristezas e alegrias. Maria se entregava totalmente nas mãos de Deus até nos mais simples serviços domésticos.

quinta-feira, 10 de março de 2016

OS QUARENTA SANTOS MÁRTIRES DE SEBASTE - (+ ARMÊNIA, 320)

OS QUARENTA SANTOS MÁRTIRES DE SEBASTE - (+ ARMÊNIA, 320)


Eram quarenta soldados cristãos, de várias nacionalidades, que foram presos e submetidos ao su­plício, em Sebaste, na Armênia no ano 320.Nessa época foi publicada na cidade uma ordem do governador 
Licínio, grande inimigo dos cristãos, afirmando que todos aqueles que não oferecessem sacrifícios aos deuses pagãos seriam punidos com a morte. 
Contudo se apresentou diante da autoridade uma legião inteira de soldados, afirmando serem cristãos e recusando-se a queimar incenso ou sacrificar animais. 
Para testar até onde ia a coragem dos soldados, o prefeito local mandou que fossem presos e flagelados com correntes e ferros pontudos. De nada adiantou o castigo, pois os quarenta se mantiveram firmes em sua fé. 
O comandante os procurou então, dizendo que não queria perder seus mais valorosos soldados, pedindo que renegassem sua fé. Também de nada adiantou e os legionários foram condenados a uma morte lenta e extremamente dolorosa. Foram colocados, nus, num tanque de gelo, sob a guarda de uma sentinela. 
A região atravessava temperaturas muito baixas, de frio intenso. Ao lado havia uma sala com banhos quentes, roupas e comida para quem decidisse salvar a vida.

quarta-feira, 9 de março de 2016

PEDINDO A MARIA PELAS MÃES QUE NÃO ACEITAM A VIDA..

PEDINDO A MARIA PELAS MÃES QUE NÃO ACEITAM A VIDA...


Virgem Mãe Maria.  A Senhora é mãe e assumiu a vocação de mãe com todas as suas consequências. Ser mãe é tão importante, tão necessário, tão sublime e tão divino que o próprio Filho de Deus quis ter uma e escolheu a Senhora entre todas as mulheres deste mundo para ser a sua mãe.  E depois que ele voltou para os céus, ele deixou a Senhora como mãe de todos os homens. 
Todas as mães desta terra  procuram se espelhar na Senhora para bem desempenhar a vocação e a responsabilidade de serem mães.
 Em todas as mães deste mundo existe muito da Senhora. 
E por isso, todos os dias, devem ser dias  para os filhos elevarem suas orações aos céus e pedirem ao Senhor Nosso Deus por suas próprias mães; por elas terem aceitado com amor e carinho a sublime vocação da maternidade física e espiritual. 
A Senhora, querida Mãe Maria, deu o seu “Sim” para ser a mãe de Jesus Cristo, e, seguindo o teu exemplo, todas as mães desta terra dão o seu “Sim” para serem mães de cada um de nós. 
E por isso, Maria, nós pedimos e agradecemos por nossas mães terem dado o seu “Sim” e terem levado a sério o “Sim” que deram , caso contrário não seríamos o que somos hoje e, talvez, nem a vida teríamos se esse “Sim” não tivesse sido dado com responsabilidade. 
Mas, infelizmente, Senhora, existem mulheres que quando chamadas para serem mães, muito embora muitas vezes tenham dado o seu “Sim”, não o levam a sério e não assumem com seriedade e responsabilidade tão  divina missão, a de serem mães.

terça-feira, 8 de março de 2016

DIA INTERNACIONAL DA MULHER

DIA INTERNACIONAL DA MULHER


Hoje é o dia da mulher. 
Na nossa Igreja, como entendemos a influência, o trabalho e a participação da mulher na difusão do Evangelho de Jesus Cristo? Qual seria a tarefa da mulher? 
Para muitos, a função da mulher seria apenas para a limpeza da igreja, enfeitar o altar nos dias festivos ou casamentos. 
Muitos ignoram qua a mulher é um membro adulto da Igreja. Como todos os demais, a mulher foi batizada e, pelo batismo, assumiu com responsabilidade a ordem de Jesus Cristo antes de subir para o Pai: “Portanto, vão e façam com que todos os povos se tornem meus discípulos, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo, e ensinando-os a observar tudo o que eu ordenei a vocês. eis que eu estarei com vocês todos os dias, até o fim do mundo.” (Mt 28,19-20). 
A mulher é um cristão que recebeu o sacramento do crisma e, pelo crisma, é portadora em potencial dos dons do Espírito Santo. Pelo batismo e pelo crisma a mulher, como todos os cristãos, é enviada para uma missão; não precisa esperar um convite ou uma benção especial para atuar dentro da Igreja. 
A evangelização e a catequese são o campo prioritário considerando o espírito maternal que é implícito na mulher no trato com a infância, adolescência e juventude. Não podemos imaginar a Igreja no Brasil sem a participação da multidão de moças e senhoras catequistas dispostas a não medir esforços para anunciar o Evangelho e para catequizar, que é a primeira missão da nossa Igreja. 

segunda-feira, 7 de março de 2016

SANTAS PERPÉTUA E FELICIDADE

SANTAS PERPÉTUA E FELICIDADE


Senhora e escrava, Perpétua e Felicidade sofreram a prisão juntas, na fé e na solidariedade, no ano de 203, na África do Norte. 
O imperador Severo, também de origem africana, havia decretado a pena de morte para os cristãos. 
Perpétua era de família nobre, filha de pai pagão, tinha vinte e dois anos e um filho recém-nascido. 
Sua escrava, Felicidade, estava grávida de oito meses e rezava diariamente para que o filho nascesse antes da execução e obteve essa graça. Isso aconteceu num parto de muito sofrimento, dois dias antes de serem levadas à arena, para as feras famintas. 
Perpétua escreveu um diário na prisão, onde relata todo o sofrimento de que foram vítimas e que figura entre os escritos mais realistas e comoventes da Igreja. 
Além de descrever os horrores da escuridão e a forma selvagem como eram tratadas no calabouço, ela narrou como seu pai a procurou na prisão, com autorização do juiz, para tentar fazê-la desistir da fé em Cristo e assim salvar sua vida.

domingo, 6 de março de 2016

O FILHO PRÓDIGO OU O PAI MISERICORDIOSO?

IV DOMINGO DA QUARESMA

“TEU IRMÃO ESTAVA MORTO E TORNOU A VIVER; ESTAVA PERDIDO E FOI ENCONTRADO”. (Lc 15,32).


Diácono Milton Restivo

O Evangelho de Lucas é a proclamação da Misericórdia do Pai. O capítulo 15 é o coração do Evangelho de Lucas, onde ele retrata Deus que se entristece com a perda de quem quer que seja, mas que se regozija pela volta de quem estava perdido. Deus, no Evangelho de Lucas, é o Pai da misericórdia, do amor e do perdão. Assim, como um bom médico tem no coração das pessoas o indicador do pulsar da vida, Lucas, nosso “médico evangelista”, também nos apresenta o coração de sua obra no capítulo 15, no qual encontramos três parábolas da misericórdia que nos revelam, na figura de Jesus, a pedagogia do Pai.
Jesus vem resgatar aquilo que estava perdido: a ovelha perdida (15,3-7); a moeda perdida (15,8-10) o filho que abandona a casa do pai (15,11-32). Independentemente de quantos se perdem, basta que um esteja perdido para que se torne objeto de preocupação principal.
As três parábolas relatadas no capítulo 15, poderíamos dizer que estão entre as mais conhecidas das Sagradas Escrituras, principalmente a do Pai misericordioso (ou mais conhecida como a do filho pródigo). Deste modo, Lucas começa o capítulo 15 do seu evangelho apresentando quatro personagens, os dois primeiros discriminados pelo povo e os dois últimos prepotentes e cheios de orgulhos por se julgarem santos e superiores ao povo: cobradores de impostos, pecadores, fariseus e doutores da Lei e suas respectivas atitudes: “Aproximavam-se de Jesus todos os cobradores de impostos e pecadores para o ouvirem. Mas os fariseus e doutores da Lei murmuravam entre si, dizendo: ‘Este acolhe os pecadores e come com eles’. (Lc 15,1-2). Depois vem a chave da interpretação: “Jesus, então, propôs-lhes esta parábola”. (Lc 15,3). Ou seja, Jesus contou essa parábola porque os fariseus e os doutores da Lei o criticavam por permitir que os cobradores de impostos e pecadores públicos, gente de má fama e para eles irremediavelmente perdidos, se aproximassem de Jesus e ele lhes desse atenção. 

quinta-feira, 3 de março de 2016

A ORAÇÃO QUE O SENHOR NOS ENSINOU...

A ORAÇÃO QUE O SENHOR NOS ENSINOU... (Mt, 6, 9.)


PAI... um mundo tão grande em três letras apenas. O tesouro de um Pai. A graça de um Pai. Devemos agradecer emocionados e felizes tudo o que um pai representa na vida da gente. 
PAI NOSSO... não apenas meu... não apenas seu... Pai meu e Pai seu; Pai do rico e Pai do pobre; Pai do bom e Pai do mau: Pai do branco e Pai do preto; Pai do livre e Pai do encarcerado...  Pai de todos os homens de todas as nacionalidades, ideologias e religiões.  Deus é Pai de todos. É Pai Universal que nos ama infinitamente e deseja a nossa felicidade e realização, a nossa plenitude... Enviou seu Filho  para nos redimir. Deixou-nos os ensinamentos das Sagradas Escrituras para nos abastecer, orientar e santificar.  Somos filhos do Pai, filhos de Deus, e, portanto, filhos do Rei e herdeiros dos céus. 
PAI NOSSO QUE ESTÁS NOS CÉUS... que está nos céus, está na terra, está nos corações, está em nossas vidas, está em todas as partes. O nosso Pai é Onipotente e Onipresente. Quem vive está com Deus, sempre, em todos os momentos, na dor, na alegria, na vivência da fraternidade, especialmente do amor. Onde existe amor, Deus aí está, porque "Deus é amor." (Jo 4,8).

quarta-feira, 2 de março de 2016

DEUS É AMOR... A MÃE É O REFLEXO DO AMOR DE DEUS...

DEUS É AMOR... A MÃE É O REFLEXO DO AMOR DE DEUS...


O profeta Isaías enaltece o amor de mãe que é tão grande e tão bonito que chega a ser comparado, na Bíblia, com o próprio amor de Deus: “Pode a mãe se esquecer do seu nenê, pode ela deixar de ter amor pelo filho de suas entranhas?” (Is 49,15a). 
Para justificar o sucesso do homem, costuma-se dizer que, por trás de um homem realizado há sempre a figura de uma grande mulher e, com mais definição, quando essa mulher é a mãe. 
O amor de mãe é tão importante e indispensável na vida e na formação de um filho que, para se fazer homem, o Filho de Deus quis ter uma mãe para ser gerado como homem: “Quando, porém, chegou à plenitude do tempo, Deus enviou o seu Filho. Ele nasceu de uma mulher...” (Gl 4,4) e, por isso, por ter escolhido entre os humanos uma mãe e ter nascido de mulher, podemos dizer que “é em Cristo que habita, em forma corporal, toda plenitude da divindade” (Cl 2,9) e, ainda mais, que Isabel reconheceu em Maria a mãe de um Deus que se fez homem: “Você é bendita entre as mulheres, e é bendito o fruto do seu ventre! Como posso merecer que a mãe do meu Senhor venha me visitar?” (Lc 1,42-43).

terça-feira, 1 de março de 2016

AMAR JESUS IMPLICA EM RESPEITAR SUA MÃE, MARIA

AMAR JESUS IMPLICA EM RESPEITAR SUA MÃE, MARIA


Como é gostoso falar de Maria, a mãe do Verbo Divino que se fez carne e veio habitar entre nós. Falar da Mãe do Filho de Deus, falar da nossa querida Mãe. 
Jamais poderemos deixar de amar a nossa Mãe, que, antes que nós, foi amada pelo próprio Deus feito homem e, como dizia São Maximiliano Maria Kolbe – “Procure amar a Nossa Senhora o tanto que você quiser e mais do que você puder.” 
Santa Terezinha do Menino Jesus nos deixa escrito em seu livro, História de uma Alma, que o menor caminho que nos leva a Jesus Cristo, é Maria. 
São Bernardo dizia em suas pregações que jamais ouvira dizer que qualquer pessoa que tenha recorrido à proteção da Virgem Maria, não tivesse sido atendida. Maria é o nosso socorro, é o refúgio dos pecadores, é o auxílio dos cristãos, é a saúde dos enfermos. 
Se lermos as histórias de todos os santos ou santas, nas histórias dessas vidas sempre vamos encontrar a presença marcante de Maria, e todos os santos e santas atestam com convicção que chegaram mais facilmente até Jesus conduzidos pelas mãos imaculadas, virginais e maternais de Maria. 
No casamento de Caná, na Galiléia, Maria havia dito aos que serviam vinho na festa = ``Façam tudo o que ele vos disser.`` =  façam tudo o que o meu Filho vos mandar fazer. Esta foi uma ordem de Maria aos serventes. E os serventes fizeram o que Maria havia determinado, e Jesus transformou a água em vinho.

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

AMA-SE O FILHO RESPEITANDO A MÃE

AMA-SE O FILHO RESPEITANDO A MÃE


Como é gostoso falar de Maria, a mãe do Verbo Divino que se fez carne e veio habitar entre nós. Falar da Mãe do Filho de Deus, falar da nossa querida Mãe. 
Jamais poderemos deixar de amar a nossa Mãe, que, antes que nós, foi amada pelo próprio Deus feito homem e, como dizia São Maximiliano Maria Kolbe – “Procure amar a Nossa Senhora o tanto que você quiser e mais do que você puder.” 
Santa Terezinha do Menino Jesus nos deixa escrito em seu livro, História de uma Alma, que o menor caminho que nos leva a Jesus Cristo, é Maria. 
São Bernardo dizia em suas pregações que jamais ouvira dizer que qualquer pessoa que tenha recorrido à proteção da Virgem Maria, não tivesse sido atendida. 
Maria é o nosso socorro, é o refúgio dos pecadores, é o auxílio dos cristãos, é a saúde dos enfermos. 
Se lermos as histórias de todos os santos ou santas, nas histórias dessas vidas sempre vamos encontrar a presença marcante de Maria, e todos os santos e santas atestam com convicção que chegaram mais facilmente até Jesus conduzidos pelas mãos imaculadas, virginais e maternais de Maria. 
No casamento de Caná, na Galiléia, Maria havia dito aos que serviam vinho na festa = ``Façam tudo o que ele vos disser.`` =  façam tudo o que o meu Filho vos mandar fazer. Esta foi uma ordem de Maria aos serventes. 
E os serventes fizeram o que Maria havia determinado, e Jesus transformou a água em vinho. E Maria continua a nos dizer ainda hoje, todos os dias, todas as horas, todos os minutos da nossa vida = ``faça tudo o que o meu Divino Filho vos disser``. 

domingo, 28 de fevereiro de 2016

“EU SOU AQUELE QUE SOU”. (Ex 3, 14)

III DOMINGO DA QUARESMA – ANO “C”

“EU SOU AQUELE QUE SOU”.  (Ex 3, 14)


Diácono Milton Restivo

Não devemos entender o livro do Êxodo como apenas um relato de um fato que se passou séculos atrás. Neste livro encontramos um modelo inspirador da busca da liberdade, o amor que Deus tem por seu povo Israel, e como esse povo lutou para encontrar seu espaço e se tornar realmente um povo, e mais do que isso, o povo eleito de Yahweh. O livro do Êxodo continua existindo e aberto para todos os tempos e lugares onde possa existir um povo com o mesmo anseio de libertação, como disse Pedro na sua carta: “Mas vocês são a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo conquistado da escravidão, para que anunciem as virtudes daquele que chamou vocês das trevas para a sua maravilhosa luz”. (1Pd 2,9). Acredito que todos conhecem a história do povo israelita no Egito, como chegaram até lá, como foram recebidos lá, como lá se estabeleceram, e quais foram as consequências do seu crescimento em terras estrangeiras.
Todos conhecem, também, o período de escravidão desse povo no Egito: “Ai nessa terra eles ficarão como escravos e serão oprimidos durante quatrocentos anos.” (Gn 15,13), e mais: “A estada dos filhos de Israel no Egito durou quatrocentos e trinta anos. No mesmo dia em que terminaram os quatrocentos e trinta anos, os exércitos de Israel saíram do Egito”. (Ex 12,40-41).
A história de Moisés está intrinsecamente vinculada a esses acontecimentos.
Devido ao crescimento vertiginoso dos israelitas em terras egípcias, e a preocupação das autoridades de que aumentando demais o povo israelita esse pudesse dominar os egípcios, o faraó ordenou às parteiras que poupassem somente as meninas quando nascessem, devendo sacrificar os meninos: “O rei do Egito ordenou às parteiras dos hebreus, que se chamavam Sefra e Fuá: ‘Quando vocês ajudarem as hebréias a dar à luz, observem se é menino ou menina: se for menino, matem; se for menina, deixem viver’ [...] ‘Joguem no rio Nilo todo menino que nascer; e se for menina, deixem viver’. (Ex 1,16.22). Pelo menos, desta feita, vemos as mulheres serem preferidas e tirarem vantagens aos homens nas Sagradas Escrituras, principalmente no Antigo Testamento. 

sábado, 27 de fevereiro de 2016

SÃO GABRIEL DE NOSSA SENHORA DAS DORES - 1838-1862

SÃO GABRIEL DE NOSSA SENHORA DAS DORES - 1838-1862


No dia primeiro de março de 1838 recebeu o nome de Francisco Possenti, ao ser batizado em Assis, sua cidade natal. Quando sua mãe Inês Friscioti morreu, ele tinha quatro anos de idade e foi para a cidade de Espoleto onde estudou em instituição marista e Colégio Jesuíta, até aos dezoito anos. 
Isso porque, como seu pai Sante Possenti era governador do Estado Pontifício, precisava a mudar de residência com frequência, sempre que suas funções se faziam necessárias em outro pólo católico. 
Possuidor de um caráter jovial, sólida formação cristã e acadêmica, em 1856 ingressou na congregação da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo, fundada por São Paulo da Cruz, ou seja, os Passionistas. Sua espiritualidade foi marcada fortemente pelo amor a Jesus Crucificado e a Virgem Dolorosa.
Depois foi acolhido para o noviciado em Morrovalle, recebendo o hábito e assumindo o nome de Gabriel de Nossa Senhora das Dores, devido à sua grande devoção e admiração que nutria pela Virgem Dolorosa. Um ano após emitiu os votos religiosos e foi por um ano para a comunidade de Pievetorina para completar os estudos filosóficos. 
Em 1859 chegou para ficar um período com os confrades da Ilha do Grande Sasso. Foi a última etapa da sua peregrinação. 
Morreu aos vinte e quatro anos, de tuberculose, no dia 27 de fevereiro de 1862, nessa ilha da Itália. As anotações deixadas por Gabriel de Nossa Senhora das Dores em um caderno que foi entregue a seu diretor espiritual, padre Norberto, haviam sido destruídas. Mas, restaram de Gabriel: uma coleção de pensamentos dos padres; cerca de 40 cartas testemunhando sua devoção à Nossa Senhora das Dores e um outro caderno, este com anotações de aula contendo dísticos latinos e poesias italianas.