quinta-feira, 30 de novembro de 2017

SANTO ANDRÉ APÓSTOLO, O "PESCADOR DE HOMENS”.

SANTO ANDRÉ APÓSTOLO, O "PESCADOR DE HOMENS”.

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Apóstolo de Jesus Cristo nascido em Betsaida da Galiléia, também conhecido como o Afável foi escolhido para ser um dos Doze, e nas várias listas dos Apóstolos dadas no Novo Testamento é sempre citado entre os quatro primeiros junto com Pedro, João e Tiago, sendo seu nome mencionado explicitamente três vezes: por ocasião do discurso escatológico de Jesus (Mc 13,3), na primeira multiplicação dos pães e dos peixes (Jo 6,8) e quando, juntamente com Filipe, apresenta a Jesus alguns gentios (Jo 12,22).
Também pescador em Cafarnaum, foi o primeiro a receber de Cristo o título de Pescador de Homens e tornou-se o primeiro a recrutar novos discípulos para o Mestre.
Filho de Jonas tornou-se discípulo do João Batista, cujo testemunho o levou juntamente com João Evangelista a seguirem Jesus e convencer seu irmão mais velho, Simão Pedro a seguí-los. 

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

SÃO SATURNINO DE TOULOUSE – SÉCULO III

SÃO SATURNINO DE TOULOUSE – SÉCULO III

           
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De origem grega, são Saturnino é uma das devoções mais populares na França e na Espanha.
A confirmação de sua vida emergiu junto com a descoberta de importantes escritos do cristianismo produzidos entre os anos 430 e 450.
Conhecidos como a "Paixão de Saturnino", trouxeram dados enriquecedores sobre a primitiva Igreja de Cristo na Gália, futura França. Esses documentos apontam Saturnino como primeiro bispo de Toulouse nos anos 250, sob o consulado de Décio.
Era uma época em que a Igreja, naquela região, contava com poucas comunidades cristãs. Estava desorganizada desde 177, com o grande massacre dos mártires de Lyon. O número de fiéis diminuía sempre mais, enquanto nos dos templos pagãos as filas para prestar sacrifícios aos deuses parecia aumentar.
O relato continua dizendo que Saturnino, após uma peregrinação pela Terra Santa, iniciara a sua missão de evangelização no Egito, onde converteu um bom número de pagãos. Foi, então, para Roma e, fazendo uma longa viagem por vales e montanhas, atingiu a Gália.
Por onde andou, pregava com fervor, convertendo quase todos os habitantes que encontrava ao cristianismo. Consta que ele ordenou o futuro são Honesto e juntos foram para a Espanha, onde teria, também, batizado o agora São Firmino. 

terça-feira, 28 de novembro de 2017

SÃO TIAGO DAS MARCAS - 1394-1476

SÃO TIAGO DAS MARCAS
  - 1394-1476

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Nasceu em Monteprandone, na província de Ascoli Piceni, região de Le Marche ou das Marcas, Itália, no ano de 1394. Seu nome de batismo era Domingos Gangali. Órfão ainda criança, foi educado pelo tio, que o conduziu sabiamente no seguimento de Cristo.
Estudou em Perugia, onde se diplomou em direito civil junto com o grande João de Capistrano, agora santo. Decidiu deixar a profissão para ingressar na Ordem dos Franciscanos, onde estudou teologia e ordenou-se sacerdote.
Quando vestiu o hábito, tomou o nome de Tiago, que logo foi completado com o "das Marcas", em razão de sua origem. Foi discípulo de outro santo e seu contemporâneo da Ordem, Bernardino de Sena, que se destacava como o maior pregador daquela época, tal qual conhecemos.
Também Tiago das Marcas consagrou toda a sua vida à pregação. Percorreu toda a Itália, a Polônia, a Boêmia, a Bósnia e depois foi para a Hungria, obedecendo a uma ordem direta de Roma.
Permanecia num lugar apenas o tempo suficiente para construir um mosteiro novo ou, num já existente, restabelecer a observância genuína da Regra da Ordem Franciscana.
Depois, partia em busca de novo desafio ou para cumprir uma das delicadas missões em favor da Igreja, para as quais era enviado especialmente, como fizeram os papas Eugênio IV, Nicolau V e Calisto III. 

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

SÃO VIRGÍLIO – SÉCULO VIII

27 DE NOVEMBRO DE 2012
SÃO VIRGÍLIO – SÉCULO VIII


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Foi um dos grandes missionários irlandeses do período medieval e um dos maiores viajantes da importante ilha católica, ao lado dos santos Columbano, Quiliano e Gallo.
Nasceu na primeira década do século VIII e foi batizado com o nome de Fergal, depois traduzido para o latim como Virgilio. Católico, na juventude voltou-se para a vida religiosa, tornou-se monge e, a seguir, abade do Mosteiro de Aghaboe, na Irlanda.
Deixou a ilha em peregrinação evangelizadora em 743 e não mais voltou. Morou algum tempo no reino dos francos, quando o rei era Pepino, o Breve, que lhe pedira para organizar um centro cultural.
Mas problemas políticos surgiram na região da Baviera, agregada aos seus domínios. Lá, o duque era Odilon, que pediu a Pepino para enviar Virgilio para a Abadia de São Pedro de Salzburg, atual Áustria. E logo depois Odilon nomeou Virgilio como bispo daquela diocese. Ocorre que, na época, são Bonifácio, o chamado apóstolo da Alemanha, atuava como representante do papa na região, e caberia a ele essa indicação e não a Odilon. 

domingo, 26 de novembro de 2017

NOSSO SENHOR JESUS CRISTO, REI DO UNIVERSO.

NOSSO SENHOR JESUS CRISTO, REI DO UNIVERSO.

“VINDE, BENDITOS DE MEU PAI...” (Mt 25,34).

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Diácono Milton Restivo

Chegamos, finalmente, ao último domingo do Ano Litúrgico.
O ano civil começa em 1º de Janeiro e termina em 31 de Dezembro de cada ano. Já o Ano Litúrgico começa no 1º Domingo do Advento, quatro semanas antes do Natal, e termina no sábado anterior a ele, exatamente no sábado seguinte à festa de Jesus Cristo Rei do Universo, que festajamos nesta liturgia.
O Ano litúrgico não tem data fixa para iniciar ou terminar. A festa de Jesus Cristo, Rei do Universo marca e simboliza a realeza absoluta de Cristo no fim dos tempos.
Comemoramos, neste domingo, o último domingo deste Ano Litúrgico, a festa de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo.
No Antigo Testamento o título de pastor era dado a todos aqueles que representavam Deus no meio do povo: reis, sacerdotes, mandatários governamentais, etc. 

sábado, 25 de novembro de 2017

SANTA CATARINA DE ALEXANDRIA – SÉCULO III-IV

SANTA CATARINA DE ALEXANDRIA – SÉCULO III-IV


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O século III talvez tenha sido o mais trágico palco em que se desenrolou o drama da perseguição e extermínio de cristãos. O vilão desse drama era o imperador romano, tirano, cruel e violento. Defender o cristianismo, naqueles tempos, era atrair para si a ira dos poderosos, no mínimo a prisão e o trabalho escravo, quando não o exílio e, quase sempre, a morte.
E assim, como o Povo de Deus nunca temeu sacrificar-se em nome da fé em seu Redentor, foi um tempo em que floresceram milhares de mártires.
Figuras da maior relevância pela inteligência, cultura e santidade perderam a vida em defesa de sua fé cristã, combatendo a ignorância pagã, instrumento de domínio dos mandantes.
Uma delas foi Catarina de Alexandria.
A vida e o martírio de Catarina de Alexandria estão de tal modo mesclados às tradições cristãs que ainda hoje fica difícil separar os acontecimentos reais do imaginário de seus devotos, espalhados pelo mundo todo.
Muito venerada, o seu nome tornou-se uma escolha comum no batismo, e em sua honra muitas igrejas, capelas e localidades são dedicadas, no Oriente e no Ocidente.
O Brasil homenageou-a com o estado de Santa Catarina, cuja população a festeja como sua celestial padroeira. Alguns textos escritos entre os séculos VI e X , que se reportam aos acontecimentos do ano 305, tornaram pública a empolgante figura feminina de Catarina. 

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

BEM-AVENTURADA ANA MARIA SALA

BEM-AVENTURADA ANA MARIA SALA

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Nasceu em Brívio, Itália, em 21-4-1829, o quarto entre 8 filhos, depais profundamente cristãos e de elevadas condições econômicas.
Pela sua brilhante inteligência boa disposiçãopara os estudos, com 11 anos foi internada num colégio das irmãs Marcelinas, em Milão, de recente fundação.
Em 1846 obteve o diploma de 1º grau e voltou para a família, onde foi o anjo consolador dos seus caros, sobretudo por ocasiào de uma doença da mãe e um calapso financeiro do pai.
Nesse ínterim se prodigalizava no apostolado entre as crianças da paróquia, os doentes e os carentes. Depois para entrar no nascente Instituto das irmãs Marcelinas, fundado pelo sacedote LuísBiraghi(1801-1879) em 1848 na casa de Vimercate.
Sua índole equilibrada se adaptava muito bem á vida mista querida pela regra do instituto: intensa vida interior e férvida ação apostólica entre as alunas. Em1852 pronunciou os votos perpétuos na primeira profissão pública das Marcelina.
Foi a segunda enviada como professora de 1º grau e de música a vários lugares. Em 1859 foi escolhida pra a assisténcia aos feridos na guerra de independência da Itália no hospital militar de São Lucas. Em 1865 superdu os difíceis exames exigidos pelo novo governo italiano.
Brilharam então sua inteligência e cultura. Em 1878, deixando Genova, onde tinha passado 9 anos num apostolado eficaz, voltou para Milão como assistente e professora nos cursos superiores, aí permanecendo até a data de sua morte. 

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

SÃO COLUMBANO

SÃO COLUMBANO

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Catequizada por são Patrício no século V, a Irlanda deu à Europa medieval inúmeros monges missionários que espalharam e fizeram crescer a Igreja cristã. Da "ilha dos santos" para a Europa, eles vieram, austeros, retos e amorosamente motivados, dar origem à chamada "peregrinação pelo Senhor".
Além de expandir muito as regiões de fé cristã, colaboraram para a renovação cultural do velho continente. Um de grande relevância foi o monge Columbano, nascido por volta do ano 540 na cidade de Leinster. Esse irlandês era um nobre rico, culto e dotado de inteligência incomum.
Ele próprio se iniciou no estudo das Sagradas Escrituras. Depois, estudou as ciências humanas e a teologia em um mosteiro da Irlanda do Norte, em Bangor, considerado o de regras mais rígidas de todo país. Teve como orientador espiritual o próprio abade, santo Comgall.
Passou décadas e mais décadas de ilha em ilha, onde os mosteiros floresciam. Ele mesmo fundou um em Bangor, que se tornou célebre também, e onde, por uma década, foi professor dos noviços. Contemporâneo dos mais destacados religiosos de sua época, estudou ao lado de muitos deles, alguns dos quais se tornaram santos. 

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

TOMÁS REGGIO - 1818-1901

TOMÁS REGGIO - 1818-1901

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Fundou a Congregação das Religiosas de Santa Marta. Descendente de nobres, Tomás nasceu na cidade de Gênova, na Itália, em 9 de janeiro de 1818.
Aos vinte anos, decidiu dedicar-se à vida religiosa, deixando para trás o luxo e uma carreira brilhante. Escolha essa definitiva, pois, ao receber a ordenação sacerdotal, fez voto de pobreza.
Apesar da pouca idade, foi nomeado vice-reitor do seminário de Gênova, aos vinte e cinco anos, e logo depois assumiu a titularidade da reitoria.
Sua dedicação na formação dos futuros sacerdotes era para que realmente eles estivessem dispostos a um compromisso pleno e total de suas vidas, sem receios, com Deus e com Igreja.
Em 1877, foi consagrado bispo de uma diocese genovesa muito pobre, chamada Ventimiglia, onde foi um pastor visionário e verdadeiro guia espiritual do seu rebanho.
Convocou três sínodos em quinze anos, criou novas paróquias, renovou a liturgia e trabalhou para aumentar a atuação da assistência social aos pobres e doentes da diocese.
No primeiro ano de seu bispado, fundou a Congregação das Religiosas de Santa Marta, com o objetivo de acolher os mais pobres entre os pobres.
Essas religiosas aprenderam com ele a adorar a Deus em silêncio, a alimentar-se da oração, a encontrar, de joelhos, as razões de uma fé que faz descobrir Cristo nos mais necessitados.
Mais tarde, dom Tomás direcionou a Congregação das Religiosas de Santa Marta para servir como enfermeiras nos asilos, orfanatos e hospitais de misericórdia. 

terça-feira, 21 de novembro de 2017

LOUVORES A MARIA - APRESENTAÇÃO DE NOSSA SENHORA NO TEMPLO

LOUVORES A MARIA
APRESENTAÇÃO DE NOSSA SENHORA NO TEMPLO

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São Luiz Maria Grignon de Montfort, no livro de sua autoria “Tratado sobre a devoção à Santíssima Virgem Maria”, demonstra o grande amor que tem por Maria, a Mãe de Jesus e nossa Mãe: Foi pela Santíssima Virgem Maria que Jesus Cristo veio a este mundo, e é também por meio de Maria que Jesus deve reinar no nosso meio. Maria conservou-se muito oculta durante toda a sua vida; por essa razão Maria é chamada pelo Espírito Santo e pela Igreja de Mãe oculta e secreta. Foi tão profunda a humildade de Maria que não houve na terra encanto mais poderoso e constante que ser ignorada por si mesma e por todas as criaturas para ser conhecida somente por Deus. Deus Pai consentiu em que Maria não fizesse milagres em sua vida, pelo menos que nós tenhamos conhecimento, ainda que lhe tivesse dado o poder de fazê-los. Deus Filho consentiu que Maria pronunciasse poucas palavras que chegassem até nós, embora lhe tivesse comunicado a sua sabedoria divina. Deus Espírito Santo consentiu que os Apóstolos e Evangelistas falassem muito pouco de Maria, e ao falarem, só falassem muito pouco de Maria e apenas o necessário para fazer conhecer a Jesus Cristo.

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

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“QUEM PODERÁ ENCONTRAR UMA MULHER FORTE? ELA VALE MUITO MAIS DO QUE PÉROLAS”. (Pr 31,10).

O livro Cântico dos Cânticos assim fala da mulher formosa: “Você é bonita, minha amiga, você é como Tersa, formosa como Jerusalém. Você é terrível como esquadrão com bandeiras desfraldadas. Afaste de mim teus olhos, que teus olhos me perturbam!” (Ct 6,4-5).
É muito interessante verificarmos nas Sagradas Escrituras como a figura da mulher é colocada em destaque em diversos lugares, situações e conotações.
No Livro Sagrado o assunto “mulher” é abordado com muita propriedade e inteligência das mais diversas maneiras e nos mais variados aspectos.
Em alguns lugares é enaltecida a figura da mulher virtuosa, da mulher cheia de virtudes e predicados, da mulher recatada em todas as suas atitudes.
Em outras situações é criticada e condenada a figura da mulher má e maliciosa, da mulher perversa, da mulher que denigre tudo o que há de mais belo, de mais puro e de mais santo na figura doce e santa dessa pessoa do sexo feminino criada por Deus para ser companheira e mãe. 

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

SÃO ROQUE GONZALES DE SANTA CRUZ, SANTO AFONSO RODRIGUES E SÃO JOÃO DEL CASTILHO.

SÃO ROQUE GONZALES DE SANTA CRUZ, SANTO AFONSO RODRIGUES E SÃO JOÃO DEL CASTILHO.

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Roque Gonzales de Santa Cruz, SJ ou Roque Gonzales, SJ, (Assunção, 1576 — Caibaté, 15 de novembro de 1628) foi um religioso natural do Paraguai que entrou na história do Brasil meridional ao tentar disseminar a religião católica entre os povos originais das terras do oeste do Rio Grande do Sul.
Juntamente aos padres Afonso Rodrigues e João de Castiho (ou Juan del Castillo na sua forma castelhana original), Roque Gonzales foi um dos primeiros evangelizadores nas terras do Sul do Brasil, isto é, no território atualmente pertencente ao Rio Grande do Sul.
Ele foi um homem dedicado à ordem dos Jesuítas e exerceu seu trabalho missionário junto aos povos Guaranis, no noroeste daquele estado brasileiro. Roque Gonzales era filho de um pai espanhol de família nobre e cresceu em uma família de alta posição social de Assunção, no Paraguai, interagindo desde a infância com pessoas de origem e falas nativas (principalmente guarani). Ali ele onde estudou e foi ordenado sacerdote no ano de 1599.
Mais tarde ele se deslocou ao Rio Grande do Sul, em 1619, e logo cativou a simpatia dos habitantes da terra, muito provavelmente e em boa parte por causa de suas habilidades lingüísticas. Segundo o escritor Nelson Hoffmann, autor de Terra de Nheçu, somente depois de sete anos de negociações com o chefe Nheçu que lhe foi permitido estabelecer a redução de São Nicolau, precisamente em três de maio de 1626, sendo esta a primeiríssima comunidade colonizadora ao leste do rio Uruguai no atual território rio-grandense. 

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

SANTA GERTRUDES – A GRANDE – 1256- 1302

SANTA GERTRUDES – A GRANDE – 1256- 1302

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A vida contemplativa foi a forma escolhida por santa Gertrudes para dedicar-se a Deus.
Nascida em Eisleben, na Saxônia, em 1256, ao contrário do que alguns historiadores dizem, ela não pertencia à nobreza, mas seus pais eram bem estabelecidos e cristãos fervorosos.
Aos cinco anos de idade, foi entregue ao Mosteiro cisterciense de Helfa, onde cresceu adquirindo grande cultura profana e cristã. Possuidora de grande carisma místico, tornou-se religiosa consagrada. Conviveu no mosteiro com a grande mística Matilde de Magdeburg, mestra de espiritualidade, que escreveu em forma de poesia todas a sua preciosa vivência mística, depois encerrada num livro.
Matilde foi o personagem decisivo na vida interior de muitas jovens que dela se aproximavam. Era mestra de uma espiritualidade fortemente ligada ao chamamento místico.
Com ela, Gertrudes desenvolveu a sua de modo muito semelhante, recebendo, em seguida, através de suas orações contemplativas, muitas revelações de Deus.
partir dos vinte e cinco anos de idade, teve a primeira das visões que, como ela mesma narrou, transformaram sua vida.
Toda a sua rica experiência transcreveu e reuniu no livro "Mensageiro do divino amor", talvez a mais importante obra cristã tendo como temática a teologia mística. 

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

CURIOSIDADES SOBRE O PAPA – BISPO DE ROMA – SUCESSÃO APOSTÍLICA

CURIOSIDADES SOBRE O PAPA – BISPO DE ROMA – SUCESSÃO APOSTÍLICA

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No dia 11 de fevereiro de 2.013 (dia de Nossa Senhora de Lourdes) o Papa Bento XVI anunciou a renúncia, marcando-a para o dia 28 de fevereiro. Foi o primeiro papa a deixar o cargo em quase 600 anos.

Papas que abdicaram antes de Bento XVI.
1.      Papa Bento IX - 1045.
2.      Papa Gregório VI - 1046.
3.      Papa Celestino V - 1294 - Com cinco meses no ofício, o siciliano decretou que todos os papas têm o direito de renunciar e, em seguida, o fez. Celestino virou ermitão. Faleceu 12 meses depois.
4.      Papa Gregório XII - 1415 - Ficou no cargo por cerca de 10 anos e renunciou como uma tentativa de acabar com a Grande Cisma do Ocidente, conflito no qual dividiu a Igreja Católica entre os anos de 1378 a 1417. Para estancar a crise gerada com o Cisma do Ocidente, quando a igreja teve um papa em Roma e outro em Avignon, na França, Gregório XII abdicou em 1415. Seu ato foi parte de uma negociação montada no Concílio de Constança para acabar com a crise que já vinha desde 1378.

Os nomes mais comuns entre os Papas
Depois de Simão da Galiléia, nenhum papa adotou o nome de Pedro.

terça-feira, 14 de novembro de 2017

SÃO JOSÉ PIGNATELLI – 1737-1811.

SÃO JOSÉ PIGNATELLI – 1737-1811.

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Nasceu em 1737 em Saragoça, Itália.
De família napolitana, pertencia a nobreza mais antiga. Quando estava com quatro anos de idade sua mãe faleceu e ele passou a morar com sua irmã, a condessa de Acerra.
Com 16 anos de idade decidiu entrar na Companhia de Jesus. Seu caráter, santidade, elegância e distinção, mesmo na humildade e na caridade e confiança plena em Deus, fez dele um dos santos mais representativos do século XVIII.
São José Pignatalli foi um dos que mais contribuiu para a restauração da Companhia de Jesus. Preso e expulso da Espanha juntamente com outros jesuítas em 1767, refugiou-se em Ferrara nos Estados Pontifícios, até que, em 1773, Clemente XIV extinguia a ordem. Anos difíceis, cheio de temores e perseguições.
Porém a ordem dos Jesuítas fora preservada na Rússia e Pignatelli esperou pacientemente pelo retorno da ordem dos jesuítas em Nápoles assim como em todo o Ocidente: em Nápoles viu esse ideal acontecer em 1808, mas morreu antes da restauração definitiva no mundo, realizada pelo Papa Pio VII em 1814.
Morreu em Nápoles no dia 14 de Novembro de 1811, com 74 anos.
São comemorados também neste dia: São Nicolau Tavelic, São Serapião, Santa Veneranda, São Filomeno, Santo Alberico de Utrecht (monge e bispo), São Clementino, Santos Teodoro e Filomeno (mártires de Heracleia, na Trácia) e São Dubrício de Madley (bispo).

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

BEM-AVENTURADA MARIA CRUCIFIXA CÚRCIO - 1877-1957

BEM-AVENTURADA MARIA CRUCIFIXA CÚRCIO - 1877-1957

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Fundou a Congregação das Irmãs Carmelitas Missionárias de Santa Teresa do Menino Jesus
Maria Crucifixa Cúrcio nasceu no dia 30 de janeiro de 1877, em Íspica, na ilha da Sicília (Itália). Desde a adolescência, sentiu-se chamada a seguir a Cristo, que, através da terna mãe do Carmelo, lhe confiava o projeto divino de "fazer reflorescer o Carmelo, na sua cidade e em muitas outras".
Madre Maria Crucifixa, para realizar este projeto divino, passou por inúmeras provas e sofrimentos até se encontrar, providencialmente, com o padre carmelita Lourenço Van Den Eerenbeemt e poder fundar um pequeno Carmelo Missionário em santa Marinella, perto de Roma.
A amizade espiritual que existia entre madre Crucifixa e padre Lourenço garantiu que a congregação crescesse com raízes fortes.
O início foi marcado pelo sofrimento, tanto para Madre Crucifixa como para o padre Lourenço, mas acolheram o sofrimento com alegria a fim de que pudesse nascer um carisma, cujo centro é a vida missionária e a atividade específica, a educação da juventude mais pobre e necessitada. Colocaram a obra sob a proteção de santa Teresinha, pois desejavam concretizar o ideal missionário da Padroeira das Missões. 

domingo, 12 de novembro de 2017

PARÁBOLA DAS DEZ VIGENS

XXXII DOMINGO DO TEMPO COMUM
Ano – A; Cor – Verde; Leituras: Sb 6,12-16; Sl 62; 1Ts 4,13-18; Mt 25,1-13.

“FIQUEM VIGIANDO, POIS VOCÊS NÃO SABEM QUAL SERÁ O DIA, NEM A HORA” (Mt 25,13).

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Diácono Milton Restivo

A primeira leitura desta liturgia é tirada do livro da Sabedoria.
Sabedoria é um dos livros deuterocanônicos da Bíblia, isto é, não é considerado inspirado pelos protestantes e nem consta de sua Bíblia. Possui 19 capítulos. É normalmente atribuído a Salomão, porém estudos indicam que foi escrito por um judeu de Alexandria entre os anos 50 e 150 aC, sendo que, pela ordem cronologia, é o último livro escrito do Antigo Testamento.
Era muito comum, quando um autor desconhecido escrevia alguma obra, dava-lhe crédito a um personagem de destaque de seu povo para que houvesse mais aceitação entre o próprio povo.
O livro da Sabedoria fala da sabedoria divina e da relação homem-sabedoria, da exaltação da sabedoria e da forma de recebê-la através de Deus.
A cidade de Alexandria era uma das mais importantes cidades da antiguidade, vivendo nela cerca de 200 mil judeus; era, naquela época, um importante centro da cultura helenista e exercia um enorme fascínio nos judeus cultos. A adesão à língua e cultura gregas levou muitos judeus a perderem a fé e a identidade cultural hebraica. O autor pretende confrontar a sabedoria hebraica com a sabedoria grega, mostrando a superioridade espiritual da primeira.
A sabedoria divina é superior à sabedoria humana, mas esta é dada a conhecer pelo próprio Deus que se debruça sobre a humanidade, iluminando-a. Como dom de Deus, a sabedoria está acessível a todos, mas para adquiri-la é preciso humildade e fé. Deus, fonte de todo o conhecimento, faz desabrochar o bom senso interior do homem: "A sabedoria é resplandecente, não murcha, mostra-se facilmente àqueles que a amam. Ela deixa-se encontrar por aqueles que a buscam. Ela antecipa-se, revelando-se espontaneamente aos que a desejam" (Sb 6,12). 

sábado, 11 de novembro de 2017

SÃO MARTINHO DE TOURS - SÉCULOS IV E V

SÃO MARTINHO DE TOURS - SÉCULOS IV E V

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"Senhor, se o vosso povo precisa de mim, não vou fugir do trabalho. Seja feita a vossa vontade", dizia Martinho, bispo de Tours, aos oitenta e um anos de idade.
Ele despertou para a fé quando ainda menino e depois, mesmo soldado da cavalaria do exército romano, jamais abandonou os ensinamentos de Cristo. A sua vida foi uma verdadeira cruzada contra os pagãos e em favor do cristianismo.
Quatro mil igrejas dedicadas a ele na França, e o seu nome dado a milhares de localidades, povoados e vilas; como em toda a Europa, nas Américas.
Enfim, em todos os países do mundo. Martinho nasceu na Hungria, antiga Panônia, por volta do ano 316, e pertencia a uma família pagã. Seu pai era comandante do exército romano.
Por curiosidade começou a frequentar uma Igreja cristã, ainda criança, sendo instruído na doutrina cristã, porém sem receber o batismo. Ao atingir a adolescência, para tê-lo mais à sua volta, seu pai o alistou na cavalaria do exército imperial.
Mas se o intuito do pai era afastá-lo da Igreja, o resultado foi inverso, pois Martinho continuava praticando os ensinamentos cristãos, principalmente a caridade. Depois, foi destinado a prestar serviço na Gália, atual França. Foi nessa época que ocorreu o famoso episódio do manto.
Um dia, um mendigo que tiritava de frio pediu-lhe esmola e, como não tinha, o cavalariano cortou seu próprio manto com a espada, dando metade ao pedinte. Durante a noite, o próprio Jesus apareceu-lhe em sonho usando o pedaço de manta que dera ao mendigo e agradeceu a Martinho por tê-lo aquecido no frio. 

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

SANTO ANDRÉ AVELINO - 1520-1608

SANTO ANDRÉ AVELINO - 1520-1608

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Lanceloti Avelino nasceu no ano 1520, em Castelnuovo, uma província que pertencia ao então reino de Nápoles.
Os pais, João e Margarida, muito religiosos, criaram o filho dentro dos ensinamentos de Cristo. Na época oportuna, enviaram o pequeno Lanceloti para estudar com o tio, pároco da vizinha Senise. Lá ele começou sua vida religiosa exercitando-se no apostolado catequético dos jovens da cidade. Em 1545, já era um sacerdote. Dois anos depois, seguiu para a cidade de Nápoles, onde, na universidade, diplomou-se em direito canônico.
No exercício da profissão, assistindo a defesa de um sacerdote, decepcionou-se com as artimanhas legais permitidas e, amargurado com a situação, abandonou o processo e a carreira, em 1551. Prosseguiu o seu apostolado como auxiliar do vigário geral de Nápoles, sendo um exemplo pela humildade, disciplina e dedicação total à caridade, atendendo com amor os pobres e doentes.
Só deixou de rezar seis horas por dia quando recebeu a incumbência de vigiar os conventos teatinos, que estavam submetidos à arquidiocese a que pertencia.
Além disso, tornou-se evangelizador e confessor de Nápoles e de cidades vizinhas. Mas devido à sua atuação no combate aos abusos dos conventos, sofreu dois atentados, em 1555, dos quais só escapou vivo por milagre.
No ano seguinte, Lanceloti entrou para a Ordem dos Teatinos e, em 1558, vestiu o hábito, tomando o nome de André Avelino. Durante toda a vida, dedicou-se aos pobres, encarcerados e agonizantes, sendo também diretor espiritual.
Mas ainda se achava pecador e pedia mais sofrimento a Deus em suas orações. Morreu no dia 10 de novembro em 1608, acometido por um ataque quando se aproximava do altar para a celebração da missa. Foi canonizado pelo papa Clemente VI.
Santo André Avelino é invocado pelos devotos como protetor celestial contra a morte repentina.
São comemorados também, neste dia: São Leão Magno, Santa Ninfa, Santa Florência, Santo Adelino de Séez (monge e bispo), São Aido MacBricc (bispo), Santos Demétrio, Aniano, Eustósio e companheiros (mártires).

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

BEM-AVENTURADA ELISABETE DA TRINDADE CATEZ - 1880-1906

BEM-AVENTURADA ELISABETE DA TRINDADE CATEZ - 1880-1906

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Elisabete Catez Rolland nasceu em Campo d'Avor, próximo de Bourges, França, no dia 18 de julho de 1880. Filha de Francisco José e Maria, foi batizada quatro dias depois.
Ainda criança, distinguia-se pelo temperamento apaixonado, um tanto agressivo e colérico, mas também transparecia no seu olhar uma suave sensibilidade. No início de 1887, a família transferiu-se para a cidade de Dijon, também na França.
Porém, em outubro daquele ano, seu pai faleceu de repente. E essa perda provocou uma mudança muito grande no seu caráter. A partir daí, dedicou a vida para a oração e a serviço de Deus. A sua primeira comunhão foi aos dez anos, ocasião que lhe deu a oportunidade de visitar o Carmelo da cidade com outras companheiras.
Na saída, todas receberam um "santinho" com uma dedicatória da superiora. O seu dizia que o nome Elisabete significa "casa de Deus". Desde os oito anos estudava música no Conservatório de Dijon. Muito talentosa, em 1893 recebeu o primeiro prêmio de piano do conservatório. Como toda jovem, Elisabete frequentava a sociedade local, onde se distraía nas festas da família e dos amigos. Mas sempre se manteve fiel aos sacramentos recebidos na Igreja.
Ao completar quatorze anos, resolveu entrar para o Carmelo. Sua mãe foi contra, dizendo que a escolha só seria definida na sua maioridade. Mesmo assim, Elisabete fez voto de virgindade e ofereceu a Deus seus dotes musicais para a salvação da França.
Voltou sua vida para as orações, as leituras religiosas e a vida espiritual da paróquia, mantendo, sempre, sua obediência à mãe. Foi a partir dos dezenove anos que Elisabete começou a receber as primeiras graças místicas, que anotava nos diários de orações.