quinta-feira, 25 de outubro de 2012

FREI GALVÃO - SANTO ANTONIO DE SANT'ANNA GALVÃO - 1739-1822

25 DE OUTUBRO
FREI GALVÃO - SANTO ANTONIO DE SANT'ANNA GALVÃO - 1739-1822

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Frei Antônio de Sant'Anna Galvão, nasceu em Guaratinguetá, no Estado de São Paulo, cidade não distante do Santuário nacional de Nossa Senhora Aparecida, em 1739 de uma família profundamente piedosa e conhecida pela sua grande caridade para com os pobres.
Batizado com o nome de Antônio Galvão de França, depois de ter estudado com os Padres da Companhia de Jesus, na Bahia, entrou na Ordem dos Frades Menores em 1760.
Foi ordenado Sacerdote em 1762 e passou a completar os estudos teológicos no Convento de São Francisco, em São Paulo, onde viveu durante 60 anos, até à sua morte ocorrida a 23 de Dezembro de 1822.
A vida de Frei Galvão foi marcada pela fidelidade à sua consagração como sacerdote e religioso franciscano, e por uma devoção particular e uma dedicação total à Imaculada Conceição, como «filho e escravo perpétuo».
Além dos cargos que ocupou dentro da sua Ordem e na Ordem Terceira Franciscana, ele é conhecido sobretudo como fundador e guia do Recolhimento de Nossa Senhora da Conceição, mais conhecido como 'Mosteiro da Luz', do qual tiveram origem outros nove mosteiros.
Além de Fundador, Frei Galvão foi também o projetista e construtor do Mosteiro que as Nações Unidas declararam  Patrimônio cultural da humanidade.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

BEM-AVENTURADO LUIS GUANELLA - 1842-1915

24 DE OUTUBRO
BEM-AVENTURADO LUIS GUANELLA - 1842-1915

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Fundou a congregação Filhas de Santa Maria da Providência e dos Servos da Caridade.
Luís Guanella nasceu no dia 19 de dezembro de 1842, em Franciscio Campodolcino, uma região montanhosa no norte da Itália. A sua família era numerosa e de poucos recursos.
Do pai, Lourenço, herdou o caráter forte e tenaz do montanhês; da mãe, Maria, a gentileza e a compaixão para com os pobres; de ambos, herdou a fé robusta, o amor à oração e a confiança na Providência Divina. Logo percebeu sua vocação para o sacerdócio, pois o seu coração e a sua mente estavam sempre repletos do desejo de ajudar os pobres e doentes.
Por isso, no colégio e no seminário diocesano, fez os estudos preparatórios para o sacerdócio e, em 1866, foi ordenado sacerdote. Dom Guanella exerceu seu ministério em pequenas paróquias.
Entretanto, movido por um impulso interior, procurou seu caminho ao lado do agora santo João Bosco, o Apóstolo da Juventude, que o acolheu. João Bosco foi seu orientador e conselheiro durante três anos. Com ele, dom Guanella reforçou ainda mais o seu zelo de pastor de almas, já que, além do bem espiritual dos seus paroquianos, preocupava-se com a sua promoção humana e social.

terça-feira, 23 de outubro de 2012

DIÁCONO JOÃO LUIZ POZZOBON

DIÁCONO JOÃO LUIZ POZZOBON – 1904 – 1985.

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João Luiz Pozzobon nasceu em 12/12/1904 em Ribeirão, uma aldeia serrana do Rio Grande do Sul, hoje município de São João de Polêsine, em 12 de dezembro de 1.904.
É oriundo de uma família de imigrantes italianos. Seu pai nasceu à bordo do navio com que sua família havia embarcado da Itália para o Brasil. Sendo sua família profundamente religiosa, desde jovem João teve uma educação católica permanente.
Desde menino João Pozzobon distinguiu-se por sua piedade e disposição para servir.
Com 10 anos de idade passou a morar na Casa Paroquial de Vale Vêneto para estudar o curso primário e dar continuidade aos estudos no Seminário. Aos doze anos deixou os estudos por problemas de visão, e voltou para a casa de seus pais para ajudá-los na lavoura de arroz. Ingressou no serviço militar, ocultando que sofria de deficiência visual, "apenas para aprender", mas na linha de tiro o problema foi detectado e ele foi desligado imediatamente. Voltou novamente para a casa de seus pais onde continuou ajudando seu pai na lavoura e nas obras da Igreja.

SÃO GUIDO MARIA CONFORTI – 1865-1931

23 DE OUTUBRO
SÃO GUIDO MARIA CONFORTI – 1865-1931
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São Guido Maria Conforti, fundador da congregação dos Missionários Xaverianos.
Guido Maria Conforti nasceu em Parma em 1865 e devido aos problemas de saúde que o afligiam desde a infância não pôde trabalhar na agricultura, como seu pai queria, e nem seguir a vida como missionário. No entanto, ele não desanimou e comprou uma casa para formar jovens missionários.
Foi assim que nasceu a Pia Sociedade Xaveriana. Os primeiros xaverianos foram para a China em 1899. A missão foi afogada no sangue pelo Levante dos Boxers (um movimento antiocidental e anticristão na China), mas não parou. Enquanto isso, Conforti se tornou arcebispo de Ravenna em 1902.
Dois anos mais tarde deixou essa tarefa por motivos de saúde. Após melhorar, o Papa o enviou como bispo para Parma, diocese da qual já tinha sido vigário e que dirigiu por 25 anos, realizando cinco visitas pastorais às suas 300 paróquias.
Conforti morreu em 1931 e foi beatificado em 1966. No dia 23 de outubro de 2011, 85º Dia Mundial das Missões São Guido Maria é canonizado pelo Papa Bento XVI.
São comemorados também, neste dia, São João de Capistrano, São Vero e São João Bondoso.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

BEM-AVENTURADO CONTARDO FERRINI - 1859-1902

22 DE OUTUBRO
BEM-AVENTURADO CONTARDO FERRINI - 1859-1902

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Contardo Ferrini tinha extrema inteligência. Filho de Rinaldo e Luiza, ambos, desde cedo, cuidaram para o integral desenvolvimento de sua potencialidade. Seu pai, um professor e engenheiro, incutiu-lhe o desejo de buscar o conhecimento nas fontes verdadeiras e uni-lo à fé. Esta última parte sempre foi muito desprezada pela maioria dos intelectuais.
Porém Contardo foi um dos juristas mais apreciados e um dos grandes romancistas do seu tempo. Um grande professor e intelectual, mas muito diferente e especial também. O que o tornava realmente destacado era sua dedicação religiosa, num tempo em que a Igreja atravessava profunda crise de fé e enfrentava grande oposição. Já era assim quando nasceu, no dia 5 de abril de 1859, em Milão, Itália. E continuaria sendo nas décadas seguintes.
No plano intelectual, foi brilhante. Com dezessete anos, já havia estudado hebraico, siríaco, sânscrito, copta e iniciava o curso de Direito na Universidade de Pávia. Especializou-se em direito romano e para isso, além de estudar latim, grego e alemão, paralelamente aprendeu espanhol, inglês e francês. Laureado em 1880, como prêmio a universidade deu-lhe uma bolsa de estudos, o que proporcionou-lhe a oportunidade de estudar na Universidade de Berlim.

domingo, 21 de outubro de 2012

SANTA ÚRSULA E COMPANHEIRAS - SÉCULO IV

21 DE OUTUBRO
SANTA ÚRSULA E COMPANHEIRAS - SÉCULO IV

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Úrsula nasceu no ano 362, filha dos reis da Cornúbia, na Inglaterra. Era uma linda menina, meiga, inteligente e caridosa. Cresceu muito ligada à religião, seguindo os princípios da fé e amor em Cristo.
A fama de sua beleza espalhou-se e logo os pedidos de casamento surgiram. Mas por motivos políticos seu pai aceitou a proposta feita pelo duque Conanus, pagão, oficial de um grande exército amigo. Quando soube que o pretendente não era cristão, Úrsula primeiro recusou, mas depois, devendo obediência a seu pai e rei, aceitou, com a condição de esperar três anos, período que achou suficiente para o duque converter-se ou desistir da aliança. Para isso rezava muito junto com suas damas da Corte.
Mas parecia ser um matrimônio inevitável. Na época acertada, uma expedição, com dois navios, partiu levando Úrsula e suas damas. Eram jovens virgens como ela e se casariam, também, com guerreiros escolhidos pelo duque Conanus. As lendas e tradições falam em onze mil virgens, mas, depois, outros escritos da época e pesquisas arqueológicas revelaram que eram onze meninas.

sábado, 20 de outubro de 2012

“QUEM DE VOCÊS QUIZER SER GRANDE, DEVE TORNAR-SE O SERVIDOR DE VOCÊS, E QUEM DE VOCÊS QUISER SER O PRIMEIRO, DEVERÁ TORNAR-SE O SERVO DE TODOS.” (Mc 10, 43-44).

XXIX DOMINGO DO TEMPO COMUM
Ano – B; Cor – verde; Leituras: Is 53,10-11; Sl 32; Hb 4,14-16; Mc 10,35-45.

“QUEM DE VOCÊS QUISER SER GRANDE, DEVE TORNAR-SE O SERVIDOR DE VOCÊS, E QUEM DE VOCÊS QUIZER SER O PRIMEIRO, DEVERÁ TORNAR-SE O SERVO DE TODOS.” (Mc 10, 43-44).

Diácono Milton Restivo

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A primeira leitura, tirada do livro do profeta Isaias, está dentro do contexto da missão do servo sofredor de Yahweh. Os cantos do servo sofredor contido em Isaias estão assim distribuídos: primeiro canto, 42,2-4; segundo canto, 49,1-6; terceiro canto, 50,40-11 e, quarto canto, 53,1-12. 
Esta leitura, portanto, contém uma partícula do quarto canto do servo sofredor de Yahweh.
Mas, quem é o servo sofredor citado por Isaias?  Não é fácil identificar quem seria o servo sofredor a que se refere Isaias. Não foi sem motivos que, em Atos 8,26-40, o eunuco etíope, ao ler a seguinte passagem do profeta Isaias, ficou embaraçado: “Ele foi levado como ovelha ao matadouro. E como um cordeiro diante do seu tosquiador, ele ficava mudo e não abria a boca. Quem poderá contar seus seguidores? Porque eles o arrancaram da terra dos vivos.” (Is 53,7-8; At 8,32-33). Perguntado pelo diácono Filipe se ele havia entendido o que lia, o eunuco respondeu: “Por favor, me explique: de quem o profeta está dizendo isso? Ele fala de si mesmo, ou se refere a outra pessoa?” (At 8,34). Não era fácil identificar de quem Isaias se referia: se seria ele mesmo, se seria o povo de Israel, se seria uma pessoa anônima, ou se teria uma interpretação messiânica. 
Essa narração, porém, parece-se tanto com a descrição feita pelos autores dos evangelhos sobre os sofrimentos de Jesus no processo de acusação e no dia de sua morte que Isaías chegou a ser chamado de quinto evangelista.

SANTA MARIA BERTILLA BOSCARDIN - 1888-1922

20 DE OUTUBRO
SANTA MARIA BERTILLA BOSCARDIN - 1888-1922

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Uma simples camponesa pôde demonstrar, com suas atitudes diárias, que mesmo sem êxtases, sem milagres, sem grandes feitos, o ser humano traz em si a santidade e a marca de Deus em sua vida. Se vivermos com pureza e fé, a graça divina vai manifestar-se em cada detalhe da nossa vida.
A prova disso foi a beatificação de irmã Maria Bertilla pelo papa Pio XII, em 1952, quando ele disse: "É uma humilde camponesa". Maria nasceu em 6 de outubro de 1888, na cidade de Vicenza, na Itália, e recebeu o nome de Ana Francisca no batismo.
Os pais eram simples camponeses e sua infância transcorreu entre o estudo e os trabalhos do campo, rotina natural dos filhos e das filhas de agricultores dessa época. Aos dezessete anos, mudou o modo de encarar a vida e ingressou no Convento das irmãs Mestras de Santa Dorotéia dos Sagrados Corações, quando adotou o nome de Maria Bertilla.
Paralelamente, estudou e diplomou-se como enfermeira, de modo que pôde tratar os doentes com ciência e fé, assistindo-os com carinho de irmã e mãe.

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

SÃO JOÃO DE BRÉBEUF E COMPANHEIROS - SÉCULO XVII

19 DE OUTUBRO
SÃO JOÃO DE BRÉBEUF E COMPANHEIROS - SÉCULO XVII

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No século XVII, a Companhia de Jesus participou da aventura pelos mares desconhecidos que levou à descoberta e colonização de um novo mundo: o continente americano. Nas expedições, os jesuítas garantiam a chegada da Palavra de Deus e os conhecimentos do cristianismo aos povos colonizados, e ao mesmo tempo davam apoio espiritual aos corajosos expedicionários durante as viagens.
Comandantes, navegadores e marinheiros eram os portadores da civilização, enquanto os jesuítas tinham como bandeira a catequese. Hoje, a Igreja busca um convívio harmonioso com as civilizações indígenas de todo o mundo, respeitando seus princípios culturais e religiosos.
Mas até chegar a esse ponto, os conflitos entre formas de fé diferentes fizeram muitas vítimas, cujo sangue deve servir de ensinamento e profunda reflexão. E se os conquistadores dizimaram populações locais, os primitivos moradores das três Américas também produziram muitos mártires entre os que viajavam com a palavra da paz e da salvação.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

NOSSA SENHORA TRÊS VEZES ADMIRÁVEL DE SCHOENSTATT



18 DE OUTUBRO
NOSSA SENHORA TRÊS VEZES ADMIRÁVEL DE SCHOENSTATT

Schönstatt é uma região da cidade de Vallendar, próximo de Coblença, Alemanha. É o centro e origem mundial do Movimento. Diariamente, peregrinos do mundo inteiro vão ao Santuário Original, considerado um lugar mariano de peregrinação.
Em Schoenstatt, Alemanha, o Padre Jose Kentenich e um grupo de alunos realizou uma aliança de amor com Nossa Senhora em 18 de outubro de 1914. No Santuário de Schoenstatt, Maria Santíssima é venerada como Mãe rainha e vencedora três vezes admirável de Schoenstatt. 

SÃO LUCAS EVANGELISTA


18 DE OUTUBRO
SÃO LUCAS EVANGELISTA


Lucas é um dos quatro evangelistas. O seu Evangelho é reconhecido como o do amor e da misericórdia. Foi escrito sob o signo da fé, nos tempos em que isso podia custar a própria vida. Mas falou em nascimento e ressurreição, perdão e conversão, na salvação de toda a humanidade.
Além do terceiro evangelho, escreveu os Atos dos Apóstolos, onde registrou o desenvolvimento da Igreja na comunidade primitiva, relatando os acontecimentos de Jerusalém, Antioquia e Damasco, deixando-nos o testemunho do Cristo da bondade, da doçura e da paz. Lucas nasceu na Antioquia, Síria. Era médico e pintor, muito culto, e foi convertido e batizado por são Paulo.
No ano 43, já viajava ao lado do apóstolo, sendo considerado seu filho espiritual. Escreveu o seu Evangelho em grego puro, quando são Paulo quis pregar a Boa-Nova aos povos que falavam aquele idioma. Os dois sabiam que mostrar-lhes o caminho na própria língua facilitaria a missão apostólica. Assim, através de seus escritos, Lucas tornou-se o relator do nascimento de Jesus, o principal biógrafo da Virgem Maria e o primeiro a expressá-la através da pintura.
Quando das prisões de são Paulo, Lucas acompanhou o mestre, tanto no cárcere como nas audiências. Presença que o confortou nas masmorras e deu-lhe ânimo no enfrentamento do tribunal do imperador.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

SANTO INÁCIO DE ANTIOQUIA – 35-107



17 DE OUTUBRO
SANTO INÁCIO DE ANTIOQUIA – 35-107

No centro do Coliseu romano, o bispo cristão aguarda ser trucidado pelas feras, enquanto a multidão exulta em gritos de prazer com o espetáculo sangrento que vai começar. Por sua vez, no estádio, cristãos incógnitos, misturados entre os pagãos, esperam, horrorizados, que um milagre salve o religioso. Os leões estão famintos e excitados com o sangue já derramado na arena.
O bispo Inácio de Antioquia, sereno, esperava sua hora pronunciando com fervor o nome do Cristo. Foi graças a Inácio que as palavras cristianismo e Igreja Católica surgiram. Era o início dos tempos que mudaram o mundo, próximo do ano 35 da era cristã, quando ele nasceu.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

SANTA EDWIGES


SANTA EDWIGES


Santa Edwiges da Silésia, nascida Edwiges de Andechs, é conhecida na Polônia pelo nome de Jadwiga Śląska.
Depois da morte do marido e dos filhos, entrou para o mosteiro e dedicou-se a ajudar os carentes.
Com seu próprio dinheiro, construiu hospitais, escolas, igrejas e conventos. Ganhou fama de protetora dos endividados por ajudar detentos da região, presos por não terem recursos pagar suas dívidas. Foi proclamada santa 1267.
O dia 16 de outubro é dedicado a Santa Edwiges, popularmente conhecida como protetora dos pobres e endividados.

Biografia
Santa Edwiges nasceu em 1174 na Alemanha. Filha de Bertoldo IV da Rovávia e de sua esposa, Inês de Rochlitz, foi criada em ambiente de luxo e riqueza, o que não a impediu de ser simples e viver com humildade. O seu bem maior era o amor total a Deus e ao próximo.
Aos 12 anos, casou-se com Henrique I (O Barbudo), príncipe da Silésia (um dos principados da Polônia medieval e atual região administrativa da Polônia), com quem teve seis filhos, sendo que dois deles morreram precocemente. Culta, inteligente e esposa dedicada, ela cuidou da formação religiosa dos filhos e do marido. 

SANTA MARGARIDA MARIA ALACOQUE



SANTA MARGARIDA MARIA ALACOQUE

Na bonita região francesa de Borgonha, Margarida Maria nasceu em 22 de julho de 1647, na modesta família Alacoque. Teve uma juventude difícil, ao lado dos pais, que, pelo excesso de afeto, traçaram a meta de vida da filha, calcada sobre as próprias ambições mundanas.
Recebeu toda formação cultural e religiosa, desde a infância, das monjas clarissas. Depois vieram as dificuldades: primeiro, o pai faleceu. Logo em seguida, contraiu uma doença não identificada, que a manteve na cama por um longo período. Como nada na medicina curava o seu mal, Margarida, então, prometeu a Nossa Senhora entregar todos os seus dias a serviço de Deus caso recuperasse a saúde. 

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

SANTA TERESA D'ÁVILA - 1515-1582


15 DE OUTUBRO
SANTA TERESA D'ÁVILA - 1515-1582


Nunca um santo ou santa mostrou-se tão "carne e osso" como Teresa d'Ávila, ou Teresa de Jesus, nome que assumiu no Carmelo. Nascida no dia 28 de março de 1515, seus pais, Alonso Sanchez de Cepeda e Beatriz d'Ávila y Ahumada, a educaram, junto com os irmãos, dentro do exemplo e dos princípios cristãos. Aos sete anos, tentou fugir de casa e peregrinar ao Oriente para ser martirizada pelos mouros, mas foi impedida.
A leitura da vida dos santos mártires tinha sobre ela uma força inexplicável e, se não fossem os parentes terem-na encontrado por acaso, teria fugido, levando consigo o irmão Roderico. Órfã de mãe aos doze anos, Teresa assumiu Nossa Senhora como sua mãe adotiva. Mas o despertar da adolescência a levou a ter experiências excessivas ao lado dos primos e primas, tornando-se uma grande preocupação para seu pai. Aos dezesseis anos, sua atração pelas vaidades humanas era muito acentuada.
Por isso, ele a colocou para estudar no colégio das agostinianas em Ávila. Após dezoito meses, uma doença grave a fez voltar para receber tratamento na casa de seu pai, o qual se culpou pelo acontecido. Nesse período, pela primeira vez, Teresa passou por experiências espirituais místicas, de visões e conversas com Deus.

domingo, 14 de outubro de 2012

CÍRIO DE NOSSA SENHORA DE NAZARÉ



SEGUNDO DOMINGO DE DE OUTUBRO
CÍRIO DE NOSSA SENHORA DE NAZARÉ

Nossa Senhora de Nazaré é um dos títulos dados a Maria, Mãe de Jesus. A devoção teve início em Portugal e espalhou-se pelas colônias portuguesas. No Brasil a devoção a Nossa Senhora de Nazaré tem grande expressão em Belém do Pará através do Círio de Nazaré, que se tornou uma das maiores procissões católicas do mundo, reunindo anualmente cerca de dois milhões de pessoas.

Origem da devoção em Portugal.
Segundo a tradição, a sagrada imagem de Nossa Senhora de Nazaré foi esculpida por São José, em Nazaré, na Galiléia, sendo mais tarde pintada por São Lucas. No século sexto foi levada para a Espanha permanecendo no Mosteiro de Cauliniana, perto de Mérida, até 711, ano em que após a batalha de Guadalete foi levada para Portugal, onde permaneceu escondida, quase ignorada numa gruta do litoral, até ao ano de 1182, quando o cavaleiro D. Fuaz Roupinho, por sua interceção, foi salvo milagrosamente, conforme conta a Lenda de Nazaré.
O título desta invocação mariana veio a dar o nome à vila de Nazaré, onde a imagem é venerada no Santuário de Nossa Senhora de Nazaré.

sábado, 13 de outubro de 2012

"VÁ, VENDA TUDO, DÊ O DINHEIRO AOS POBRES, E VOCÊ TERÁ UM TESOURO NO CÉU”. (Mc 10,21).


XXVIII DOMINGO DO TEMPO COMUM
Ano – B; Cor – Verde; Leituras: Sb 7,7-11; Sl 89; Hb 4,12-13; Mc 10,17-30.

"VÁ, VENDA TUDO, DÊ O DINHEIRO AOS POBRES, E VOCÊ TERÁ UM TESOURO NO CÉU”. (Mc 10,21).
Diácono Milton Restivo


A primeira leitura é tirada do livro da Sabedoria que é o último livro escrito no Antigo Testamento, por volta do ano 50 aC. Na passagem abordada, o autor sagrado diz que a sabedoria é o maior dom que o homem pode receber do seu Criador e que é mais valiosa que todos os bens da terra: “Eu a preferi aos cetros e tronos e, em comparação com ela, considerei a riqueza como um nada. Não a comparei com a pedra mais preciosa, porque todo o ouro, ao lado dela, é como um punhado de areia. E junto dela a prata vale o mesmo que um punhado de barro.” (Sb 7,8-9).
Na sequência do seu Evangelho, Marcos diz que Jesus “ao retornar seu caminho, alguém correu e ajoelhou-se diante de Jesus, perguntando: ‘Bom Mestre, que farei para herdar a vida eterna’?”(Mc 10,17).  A narrativa de Marcos deste domingo está contida, também, em Mateus 19,16-22 e Lucas 18,18-23, e a pessoa que se dirige a Jesus é qualificada como “o moço, ou o jovem rico”. Em Marcos, o homem que se dirigiu a Jesus, numa atitude de respeito e adoração, pois “ajoelhou-se diante dele”, pela pergunta formulada, aparentemente tinha um respeito profundo por Jesus e demonstrava boas intenções, como nos demais Evangelhos. Era alguém que, possivelmente, seguia à risca a Lei de Moisés e já ouvira os ensinamentos de Jesus e acreditava que Jesus tinha o mapa que indicava o caminho para a casa do Pai. À primeira vista parece uma pessoa instruída, de apurada educação ou, simplesmente bajuladora, pois que não se contenta em somente chamar Jesus de Mestre; tentando ser agradável, o chama de “bom Mestre”. Aparentemente Jesus refuta esse elogio ou bajulação atribuindo esse adjetivo a Deus: "Porque me chamas bom? Ninguém é bom senão só Deus." (Mc 10, 18), demonstrando que, mesmo sem o saber, aquela pessoa ao chamar Jesus de "bom Mestre", admitia e afirmava a divindade de Jesus.
Os Evangelhos não declinam o nome desse "alguém", tendo ficado, no Evangelho de Mateus conhecido como “o jovem rico”, ou “o rico de notável posição”, ou ainda “o moço rico”, portanto, vamos nos referenciar a ele como o “jovem rico”. Não sendo citado o seu nome fica mais fácil nós mesmos atribuirmos a ele o nosso próprio nome; colocarmos-nos no lugar desse jovem rico, nos dirigirmos a Jesus e fazer a mesma pergunta; correr até Jesus, cair de joelhos à seus pés em atitude de adoração, e perguntar-lhe: “Bom Mestre, que farei para herdar a vida eterna?” (Mc 10,17). E Jesus nos responderia: “... se queres entrar para a Vida, guarda os mandamentos.”
Num primeiro momento, Jesus coloca diante do jovem as exigências conhecidas por todo judeu piedoso e ensinadas pelas escolas rabínicas - o cumprimento dos mandamentos. Mas o homem – que, sem dúvida, era um praticante piedoso da Lei – sente que isso não é o suficiente, antes, é o mínimo. Então, quer saber mais. O jovem rico perguntou, e perguntaríamos também: “Quais?”, e Jesus responde: “Estes: Não matarás, não adulterarás, não roubarás, não levantarás falso testemunho; honra pai e mãe, e amarás o teu próximo como a ti mesmo.” E assim Jesus põe diante dele as mínimas exigências do Reino – o seguimento a Jesus, o despojamento dos bens e a partilha e solidariedade. E, ainda, como o jovem rico, ficaríamos contentes por julgarmos que tudo isso que tenhamos feito e o fato de cumprirmos aqueles mandamentos nos daria a quase certeza de já termos as chaves do céu e condições de herdar a vida eterna e, com alegria, com a certeza de já termos conseguido a salvação eterna, responderíamos a Jesus, com a certeza do dever cumprido, assim como fez o jovem rico: “Tudo isso tenho guardado. Que me falta ainda?” (Mt 19,17-20).
Talvez, diríamos mais ainda: “Todos esses mandamentos tenho guardado, Senhor: eu nunca transgredi os mandamentos da Lei do Senhor; eu nasci numa família cristã e temente a Deus, participei das escolas dominicais da minha comunidade, não perco uma missa aos domingos e dias santos, eu nunca matei e nem feri ninguém; jamais cometi adultério; nunca roubei; nunca falei mal de ninguém nem prejudiquei quem quer que seja; eu amo o meu pai e minha mãe, aliás, eu até cuido deles, eles moram comigo Que me falta ainda?”. E Jesus, ao ouvir isso, como fez com o jovem rico, voltaria para nós o seu olhar e nos olharia no mais profundo dos olhos, continuaria a nos amar com a mesma intensidade que só Deus sabe amar, ainda que sabendo e conhecendo as nossas limitações e pretensões equivocadas de santidade, nos diria, cheio de doçura e amor: “Uma só coisa te falta: vai, vende o que tens, dá aos pobres, e terás um tesouro no céu. Depois, vem e segue-me.” (Mc 10,21). Isso o jovem é incapaz de aceitar. Isso nós somos incapazes de aceitar. O jovem estava amarrado aos seus bens, pois era muito rico, e nós, apesar de menos ricos, somos apegados demais às pouquíssimas coisas que nos prendem neste mundo.
O jovem fez a sua opção – optou por uma vida “regular” que não exigisse partilha nem despojamento e, como consequência, foi embora “muito abatido”, pois tinha colocado bens secundários acima do bem maior.  Quantas vezes, a cada um de nós Jesus tenha feito essa mesma proposta? Vender pode ser não desfazer dos bens, mas partilhar; o que temos recebemos do Senhor, portando somos apenas administradores dos bens que Deus coloca em nossas mãos e, sob a nossa administração, esses bens devem ser partilhados, e quem partilha com generosidade os seus bens, só tem um caminho: o seguimento a Jesus.  Quando Jesus dirige-se a alguém e profere o chamamento “segue-me”, ele está convidando e convocando esse alguém para o apostolado, assim como fez com todos os doze apóstolos que os convocou com esse chamamento.
A opção de seguir Jesus é de cada um, nos é dado o direito da escolha: podemos tomar a iniciativa de seguí-lo ou não, como diz a música do Padre Zezinho: “a decisão é sua”.
Os atrativos do mundo são obstáculos para tomarmos posse das coisas do céu. Cumprimos os mandamentos de Deus, e nos vangloriamos disso; participamos de todos os ritos e rituais da Igreja, e por isso nos julgamos superiores aos que não o fazem; cumprimos todas as determinações que nos são sugeridas ou impostas por uma religiosidade flácida, tênue e descompromissada e, além do mais, somos por demais apegados às coisas materiais. E, por isso, julgamos já ter comprado um lote no céu e já ter recebido a chave do apartamento, só faltando o passaporte para a grande viagem.
O desapego dos bens materiais não é fácil; muito pelo contrário, lutamos sempre para ter mais e mais e, quanto mais conseguimos mais queremos e mais nos afastamos do irmão, porque o irmão menos afortunado não tem condições de competir com a nossa ânsia de poder.
Ao ouvir de Jesus “Uma só coisa te falta: vai, vende o que tens, dá aos pobres, e terás um tesouro no céu. Depois, vem e segue-me” (Mc 10,21), o jovem rico “... porém, contristado com essa palavra, saiu pesaroso, pois era possuidor de muitos bens.” (Mc 10,22). O jovem rico possuía muitos bens, muitas propriedades, muitas jóias, muito dinheiro.
Qual teria sido o pensamento que passou na cabeça desse jovem quando Jesus lhe propôs se desfazer dos seus bens? Em primeiro lugar, a mentalidade judaica era que os ricos eram os abençoados por Deus, pois, na interpretação deles, Deus acumulava de riquezas quem ele amava. Segundo a teologia da prosperidade, no entendimento dos judeus, os ricos eram os queridos de Yahweh, enquanto os pobres e os doentes eram por ele amaldiçoados.
Em segundo lugar faria como nós mesmos faríamos e diríamos: “o pobre é que vai trabalhar como eu trabalhei para conseguir o que eu consegui. Trabalhei tanto, consegui tudo e agora vou dar tudo de mão beijada? Tudo, menos isso”. Os bens materiais, erroneamente usados, têm força tamanha que nos prende ao mundo. O chamamento de seguir a Jesus e o seguimento a Jesus tem a força de nos libertar dessa atração terrena e nos atrair para os bens celestes.  Talvez não possuamos tanto, mas o pouco que temos já é um grande obstáculo para possuirmos a vida eterna.
Talvez, o “vender tudo” queira dizer: desfaça-se do seu egoísmo, do seu orgulho, da sua vaidade, da sua avareza, da sua falta de amor, da sua frieza para as coisas de Deus, da sua apatia no relacionamento com o próximo e tudo o mais que coloca obstáculo ao nosso relacionamento com as coisas do céu. Jesus diz claramente, sem rodeios: “Só uma coisa te falta: vai, vende o que tens, dá aos pobres e terás um tesouro no céu. Depois vem e segue-me” (Mc 10,21), como já havia dito antes: “Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o reino dos céus” (Mt 5,3), e “Não ajunteis para vós tesouros na terra, onde a traça e o caruncho os corroem e onde ladrões arrombam e roubam, mas ajuntai para vós tesouros nos céus, onde nem a traça, nem o caruncho corroem e onde os ladrões não arrombam nem roubam; pois onde está o teu tesouro aí estará também o teu coração.” (Mt 6,19-21). Só uma coisa falta para herdar o reino dos céus: desapegar das coisas da terra, das coisas do mundo, das coisas que as traças e os carunchos corroem e os ladrões arrombam e roubam, mas que é tão difícil dispor delas, ainda mais para atender, com elas, as necessidades dos menos afortunados. É aquilo mesmo que Jesus diz: “... onde está o teu tesouro aí estará também o teu coração.” (Mt 6,21), e o nosso coração está por demais apegado às coisas da terra. Ao ouvir a determinação do Mestre de dispormos dos nossos bens materiais e dos nossos vícios e defeitos para seguí-lo, fazemos como o jovem rico: ficamos entristecidos, viramos as costas e nos afastamos de Jesus, e, ai então, “... Jesus, olhando em torno, disse a seus discípulos: ‘Como é difícil a quem tem riquezas entrar no Reino de Deus’!” (Mc 10,23). Como é difícil alguém, apegado às coisas materiais, apegado a seus defeitos e vícios, e sem nenhum interesse de se converter, de mudar de vida e mentalidade, entrar no Reino de Deus.
Não é suficiente cumprir mandamentos. É necessário, antes de qualquer coisa, vivê-los, porque, “Nem todo aquele que me diz ‘Senhor, Senhor’, entrará no Reino dos Céus, mas sim aquele que pratica a vontade de meu Pai que está nos céus” (Mt 7,21), e, “Ninguém pode servir a dois senhores. Com efeito, ou odiará um e amará o outro, ou se apegará ao primeiro e desprezará o segundo. Não podeis servir a Deus e ao dinheiro.” (Mt 6,24).
Jesus é taxativo, não deixa dúvidas a respeito disso, quando diz: “... portanto, qualquer de vocês, que não renunciar a tudo o que possui, não pode ser meu discípulo.” (Lc 14,33).  
Ao ouvirem Jesus dizer: “Como é difícil a quem tem riquezas entrar no reino de Deus!’, os discípulos ficaram admirados com essas palavras. Jesus, porém, continuou a dizer: ‘Filhos, como é difícil a quem tem riquezas entrar no Reino de Deus! É mais fácil um camelo passar pelo fundo de uma agulha do que um rico entrar no Reino de Deus’!” (Mc 10,24-25).
O centro do relato está no debate entre Jesus e os seus discípulos. Jesus afirma que “é mais fácil passar um camelo pelo buraco duma agulha, do que um rico entrar no Reino de Deus!” (Mc 10,25). Os discípulos ficam “muito espantados” quando ouviram isso e se perguntaram “então quem pode ser salvo?”. Porque ficaram espantados? O que houve de espantoso na colocação de Jesus?  Aqui está o âmago da questão.  Os discípulos, realmente, ficaram admirados, como também nós ficaríamos e ficamos admirados com essa afirmativa e, como eles, também diríamos: “Então, quem pode ser salvo?” (Mc 10,26). Realmente, ninguém poderá ser salvo se não receber Jesus como seu Salvador e aceitar a sua palavra de vida eterna, porque, nos diz Jesus: “... sem mim, nada podeis fazer.” (Jo 15,5). Jesus, vendo os discípulos admirados ao afirmar que é difícil um rico entrar no Reino dos Céus e perguntarem “Então, quem pode ser salvo?”, fitou-os, disse: ‘Aos homens é impossível, mas não a Deus, pois para Deus tudo é possível’.” (Mc 10,26-27).
Talvez, se o jovem rico tivesse atendido ao convite do Mestre, teria sido escolhido como mais um de seus apóstolos. O chamamento que Jesus fez a esse jovem foi o chamamento para o apostolado, foi o mesmo chamamento que ele fez a todos e a cada um dos apóstolos: “venha e sigam-me”. (Mc 10,21) e, quem poderia dizer que, ao invés de doze, não teríamos treze apóstolos?
Talvez, se tivesse se desapegado de seus bens materiais, teria sido ele um fervoroso seguidor do Mestre, como o foi Pedro, Tiago, João, André e todos os demais, e hoje o honraríamos, como honramos todos os que foram apóstolos de Jesus. Por não ter aceitado o convite de Jesus, hoje, para nós, esse jovem é simplesmente um anônimo de quem desconhecemos até o próprio nome e qualquer coisa que o pudesse identificar. Ele apenas conhecia e dizia ser cumpridor dos mandamentos do Senhor, mas se descuidou em vivenciá-los, principalmente os mais importantes: “Amarás o Senhor teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, com toda a tua força e de todo o teu entendimento; e a teu próximo como a ti mesmo.” (Lc 10, 27).
A doutrina de Jesus Cristo está alicerçada no desapego dos bens do mundo, e Tiago, como os demais apóstolos, e todos os santos da Igreja do Cristo, abraçou essa doutrina e a viveu nos moldes apresentados pelo Divino Mestre, conforme ele mesmo escreveu em sua carta 4,13-17 e 5,1-6.
Desapego não sugere não possuir, mas partilhar o que tem. Ter bens não é pecado; pecado é querê-los e retê-los todos só para si, porque o pão não é meu nem seu, o pão é nosso, como Jesus nos ensinou na oração do Pai Nosso. Seguir Jesus implica, em primeiro plano, o desapego total às coisas que promovem a injustiça e o desamor, a insatisfação e, dentre essas coisas, está o apego demasiado às coisas terrenas, às riquezas que não podemos levar para a vida eterna, a vida que não se acaba mais. A escolha é sempre nossa, somente nossa: “a decisão é sua”...      
O direito de opção é de cada um, porque, "Aquele que acha a sua vida, vai perdê-la, mas quem perde a sua vida por causa de mim, vai achá-la." (Mt 10,39). 

BEM-AVENTURADA ALEXANDRINA MARIA DA COSTA - 1904-1955



13 DE OUTUBRO
BEM-AVENTURADA ALEXANDRINA MARIA DA COSTA - 1904-1955

No dia 30 de março de 1904, nasceu Alexandrina Maria da Costa na pequena cidade de Balazar, em Póvoa de Varzim, Braga, Portugal. De família camponesa muito pobre, tinha apenas uma irmã mais velha, chamada Deolinda. Ambas foram educadas com amor pela mãe, Ana Maria e dentro da doutrina cristã.
Alexandrina cresceu forte, inteligente, alegre e vivaz, teve uma infância feliz dentro da sua realidade. Em 1911, recebeu a primeira eucaristia e, como em Balazar não havia escola, foi com a irmã Deolinda estudar em Póvoa de Varzim. Não chegaram a completar o estudo primário, um ano e meio depois estavam de volta. Nessa ocasião, as duas irmãs receberam a crisma pelo bispo do Porto, depois foram para um local chamado "Calvário", onde se fixaram.
Elas viviam felizes, trabalhavam nos campos e se dedicavam à costura. Eram estimadas e queridas pelas famílias e colegas. Aos doze anos, porém, Alexandrina quase morreu por uma grave infecção. 

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

NOSSA SENHORA APARECIDA – PADROEIRA DO BRASIL


12 DE OUTUBRO
NOSSA SENHORA APARECIDA – PADROEIRA DO BRASIL

Diz o Evangelho que no décimo quinto ano do seu reinado, o imperador romano César Augusto, promulgou um decreto determinando o recenseamento de todos os povos que estavam sob seu domínio.

E todas as pessoas a serem recenseadas deveriam se dirigir à sua cidade de origem; foi esse o motivo pelo qual Maria e José foram até Belém, onde, naqueles dias, nasceu Jesus. (Lc 2).
Séculos mais tarde, no ano de 1.717, na época da escravidão aqui no Brasil, quando a raça negra via vilipendiada a sua dignidade humana, o conde de Assumar iria fazer uma visita à cidade de Guaratinguetá, e, por isso, a Câmara Municipal da cidade baixou uma ordem para que todos os pescadores da região saíssem para pescar os melhores e mais vistosos peixes do rio Paraíba para que se fizesse um banquete para aquele ilustre visitante.
Na região de um bairro, que hoje é Aparecida do Norte, mas que na época se chamava Morro dos Coqueiros, moravam alguns pescadores, entre eles Domingos Garcia, João Alves e Felipe Pedroso. Seguindo aquela ordem da Câmara, os três pescadores também saíram para pescar rio acima. E pescaram durante horas e horas, e nada conseguiram.
Por fim, ao chegarem a uma curva do rio, chamada Itaguaçu, lançaram a rede e, ao puxarem a rede, tiraram das águas uma imagem de Nossa Senhora que se enroscou nas malhas da rede, mas, essa imagem estava sem a cabeça, era somente o corpo.
Que valor teria para eles uma imagem quebrada, somente o corpo, sem a cabeça? Claro que nenhum. Mesmo assim eles colocaram aquela imagem no fundo da canoa e continuaram a lançar a rede, continuaram a pescaria. Logo em seguida, ao puxarem as redes, notaram que  estava enroscada em uma malha a cabeça da imagem, e viram que se encaixava direitinho no corpo. 

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

BEM AVENTURADO JOÃO XXIII – 1881 – 1963



BEM AVENTURADO JOÃO XXIII – 1881 – 1963
SEU PONTIFICADO FOI DE 1958 A 1963.

Nasceu no dia 25 de Novembro de 1881 em Sotto il Monte, diocese e província de Bérgamo (Itália), e nesse mesmo dia foi batizado com o nome de Angelo Giuseppe; foi o quarto de treze irmãos, nascidos numa família de camponeses e de tipo patriarcal. Ao seu tio Xavier, ele mesmo atribuirá a sua primeira e fundamental formação religiosa. O clima religioso da família e a fervorosa vida paroquial foram a primeira escola de vida cristã, que marcou a sua fisionomia espiritual.
Ingressou no Seminário de Bérgamo, onde estudou até ao segundo ano de teologia. Ali começou a redigir os seus escritos espirituais, que depois foram recolhidos no "Diário da alma".
No dia 1 de Março de 1896, o seu diretor espiritual admitiu-o na ordem franciscana secular, cuja regra professou a 23 de Maio de 1897.
De 1901 a 1905 foi aluno do Pontifício Seminário Romano, graças a uma bolsa de estudos da diocese de Bérgamo. Neste tempo prestou, além disso, um ano de serviço militar. 

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

SÃO DANIEL COMBONI - 1831-1881


10 DE OUTUBRO
SÃO DANIEL COMBONI - 1831-1881


Fundou o Instituto dos Padres Missionários Combonianos e o Instituto das Irmãs Missionárias Combonianas.
Daniel Comboni era italiano de Limone sul Garda, na Brescia, tendo nascido, em 15 de março de 1831, numa família cristã, unida, humilde e pobre de camponeses. Os pais, Luis e Domenica, dedicavam-lhe um amor incontido, pois era o único sobrevivente de oito filhos.
Por causa da condição econômica, enviaram Daniel para estudar no Instituto dos padres mazzianos em Verona, quando, então, despertou sua vocação para o sacerdócio, especialmente para a missão da África Central, onde os mazzianos atuam.
Em 1854, já formado em filosofia e teologia, Daniel é ordenado sacerdote. Três anos depois, recebe as bênçãos dos pais e parte para a África, junto com mais cinco missionários. Após quatro meses de viagem, padre Comboni chega a Cartum, capital do Sudão.
A realidade africana é cruel e choca. As dificuldades começam no clima insuportável, passam pelas doenças, pobreza, abandono do povo e terminam com o índice elevado de mortes entre os jovens companheiros. Mas tudo isso serve de estímulo para seguir avante, sem abandonar a missão e o entusiasmo. Pela África e seu povo, padre Comboni regressa à Itália, numa tentativa de conseguir uma nova tática para evangelizar naquele continente.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

SÃO JOÃO LEONARDI – 1541-1609



09 DE OUTUBRO
SÃO JOÃO LEONARDI – 1541-1609

Leonardo nasceu na Toscana, em 1541. Levou uma vida normal de leigo, trabalhando no ramo farmacêutico com o pai até os vinte e seis anos de idade, quando este morreu.
Tendo participado do trabalho junto aos pobres com os padres colombinos, decidiu entregar sua vida ao seguimento de Cristo. Mesmo sabendo das dificuldades por ser adulto, Leonardo não se intimidou. Enfrentou os estudos desde o começo, do princípio mais elementar. Juntou-se aos meninos para aprender o latim e, em seguida, aplicou-se no estudo de filosofia e de teologia.
Quatro anos depois, foi ordenado sacerdote. Dedicando-se à catequese das crianças, implantou, junto com alguns religiosos, uma educação totalmente voltada para os princípios cristãos, nascendo, em 1574, a Congregação da Doutrina Cristã, hoje Clérigos Regulares da Mãe de Deus, também conhecidos como padres leonardinos. Em 1584, resolveu fazer uma peregrinação à França, ao Santuário de Nossa Senhora de Loreto. Leonardo, que tinha conquistado a confiança do papa Clemente VIII, foi enviado por este para realizar diversas missões em seu nome, restaurando a disciplina religiosa em várias ordens, conventos e congregações. 

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

SÃO JOÃO CALÁBRIA -1873-1954


08 E OUTUBRO
SÃO JOÃO CALÁBRIA -1873-1954

Fundou as Ordens dos Pobres Servos e das Pobres Servas da Divina Providência.

João Orestes Maria Calábria, seu nome de batismo, nasceu em 8 de outubro de 1873, em Verona, Itália, sétimo filho de uma família cristã muito humilde. O pai, Luís, era sapateiro e a mãe, Ângela, uma empregada doméstica e cristã exemplar.
Desde pequeno, João teve uma saúde frágil, agravada ainda pela grande fome que atingira a região do Vêneto, norte da Itália, em sua infância, deixando-o subnutrido. Quando o pai faleceu, teve de interromper o quarto ano do ensino básico para trabalhar como garçom. Com a ajuda de padres amigos da família, começou a estudar para entrar no seminário e, em 1892, conseguiu ingressar no de Verona. Muito preocupado com os necessitados, desde o início teve a preocupação de visitar os doentes, mas desdobrava-se na catequese das crianças abandonadas, suas prediletas.
Em 1894, foi chamado para o serviço militar. Esta fase, segundo seus orientadores, seria interessante para colocar à prova sua verdadeira vocação sacerdotal. Logo foi escalado para a enfermaria do hospital militar, onde se dedicou de corpo e alma a cuidar dos enfermos. Após dois anos, retornou ao seminário, onde foi aprovado como noviço. Mas o seminarista Calábria nunca mais deixaria de visitar o hospital militar. Em 1901, recebeu sua ordenação sacerdotal. 

domingo, 7 de outubro de 2012

NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO



07 DE OUTUBRO
NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO

O Rosário é uma forma de oração muito antiga, usada pelos cristãos dos primeiros tempos. Desde os monges do oriente, até os beneditinos e agostinianos, era costume contar as preces com pedrinhas. Aliás, foi um beneditino, o venerável Santo Beda, a sugerir que elas fossem enfileiradas em um cordão, para facilitar o transporte e manuseio.
A prática da oração do Rosário, como conhecemos hoje, nasceu no início do século XVII. E se tornou de grande valia na solução de um problema relevante das novas Ordens de frades mendicantes, franciscanos e dominicanos, onde a maioria era de analfabetos. Nessa época, o Papa Inocêncio III decidiu colocar um fim à heresia albigense, instalada no sul da França.
O pontífice enviou para lá dois sacerdotes, Diego de Aceber e Domingos de Gusmão. Como o primeiro teve morte súbita, a missão ficou por conta do segundo. Mas a questão foi resolvida com muita eficiência, pois ele acabou contando com uma forte aliada: a Virgem Maria.

sábado, 6 de outubro de 2012

“O QUE DEUS UNIU, O HOMEM NÃO SEPARE.” - (Mc 10,2-16).


XXVII DOMINGO DO TEMPO COMUM
Ano – B; Cor – Verde; Leituras: Gn 2,18-24; Sl 127; Hb 2,9-11; Mc 10,2-16

“O QUE DEUS UNIU, O HOMEM NÃO SEPARE.” - (Mc 10,2-16).

Diácono Milton Restivo

Desta feita, o campo de batalha escolhido pelos fariseus para tentar Jesus foi o debate sobre o divórcio que, entre os judeus e na Lei de Moisés facultava ao homem dispensar a sua mulher pelo motivo mais insignificante que fosse e por aquilo que o homem julgasse conveniente, como, por exemplo, chegar à conclusão que não gostava mais dela.

O texto de referência, para eles, estava no livro do Deuteronômio, onde não se trata da legitimidade do divórcio, mas dos critérios para que possa acontecer: “Quando um homem se casa com uma mulher e consuma o matrimônio, se depois ele não gostar mais dela, por ter visto nela alguma coisa inconveniente, escreva para ela um documento de divórcio e o entregue a ela, deixando-a sair em liberdade” (Dt 24,1).
Essa “coisa inconveniente” seria as causas prováveis de divórcio como: se uma mulher saísse à rua sem cobrir a cabeça ofendia de tal modo os bons costumes que o marido tinha o direito, inclusive o dever religioso de expulsá-la de casa e divorciar-se dela, sem estar obrigado a pagar-lhe a soma combinada no contrato matrimonial; se a mulher perdesse seu tempo na rua, falando com outras mulheres (porque a mulher não podia conversar com homens que não fosse seu marido ou seus familiares), ou que se punha a fiar na porta de sua casa, podia ser repudiada por seu marido sem qualquer compensação econômica. Segundo o rabi Hille, “inclusive quando a esposa tivesse deixado a comida se queimar”, podia ser repudiada pelo marido com o divórcio.
No tempo de Jesus a mulher judia era considerada em tudo inferior ao homem.
Há uma expressão, uma espécie de fórmula, que se repete com frequência e expressa o descaso e desapreço com que a mulher era tida: mulheres, escravos, crianças. Como o escravo não judeu e o filho menor de idade, a mulher era propriedade e pertencia completamente ao seu dono: ao pai, se fosse solteira. O pai, em caso de dificuldade financeira, podia vender sua filha como escrava quando ela tivesse entre seis e doze anos e meio de idade, Ex 21,7. Ao marido, se fosse casada; ao cunhado solteiro, se fosse viúva sem filhos, Dt 25,5-10; cf Mc 12,18-27. 

SANTO BRUNO - 1030-1101



06 DE OUTUBRO
SANTO BRUNO - 1030-1101

Fundou a Ordem dos monges Cartuxos.
Em meados do primeiro milênio depois de Cristo, Hugo, o bispo da diocese francesa de Grenoble, sonhou certa vez com sete estrelas que brilhavam sobre um lugar escuro, muito deserto. Achou estranho.
Algum tempo depois, foi procurado por sete nobres e ricos, que queriam converter-se à vida religiosa e buscavam sua orientação, por causa da santidade e do prestígio do bispo. Hugo, reconhecendo na situação o sonho que tivera, ouviu-os com atenção e ofereceu-lhes fazer sua obra num lugar de difícil acesso, solitário, árido e inóspito. Assim, tiveram todo o seu apoio episcopal. Esses homens buscavam apenas o total silêncio e solidão para orar e meditar. Tudo o que desejavam, ou seja, queriam atingir a elevação espiritual, cortando definitivamente as relações com as coisas mundanas.
Eles eram Bruno e seus primeiros seis seguidores e a ordem que fundaram foi a dos monges cartuxos. Bruno era um nobre e rico fidalgo alemão, que nasceu e cresceu na bela cidade de Colônia. Sua família era conhecida pela piedade e fervorosa devoção cristã.

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

SÃO BENEDITO, O NEGRO - 1526-1589


SÃO BENEDITO, O NEGRO - 1526-1589

Corria o ano de 1589. Em uma pobre cela no convento franciscano de Santa Maria de Jesus, a três quilômetros de Palermo, sul da Itália, o enfermeiro observa o irmão leigo, iletrado, que faz alguns movimentos no leito de dores em que se encontra há dois meses.

Seu rosto, alquebrado pela fadiga de 63 anos transcorridos em meio a intensas atividades apostólicas, em dado momento ilumina-se. Sua boca se abre e os olhos tornam-se fixos e extáticos. "É o fim, o irmão está cruzando o limiar da eternidade" - pensou o enfermeiro. E sai correndo a fim de chamar outros frades para as derradeiras orações que se fazem pelos agonizantes.
O doente, entretanto, terminado o êxtase e após o retorno do enfermeiro, diz-lhe: "Fique tranqüilo. Eu o avisarei do dia e hora da minha morte. Vou falecer no dia 4 de abril". Ao que o enfermeiro retruca: "Imagine, Frei, como esta casa ficará cheia!" Pois ele bem conhecia a extraordinária fama de santidade daquele frade, a qual foi tão grande por toda parte, quando ainda vivo, que raramente se encontra algo semelhante na História da Igreja.  "Pode ficar sossegado, não virá ninguém", garantiu-lhe o Santo. As duas profecias cumpriram-se ao pé da letra.
Com efeito, no dia da morte e do sepultamento houve um grande afluxo de gente para a festa do Divino, numa igreja do Espírito Santo, nos arredores de Palermo, e por isso ninguém foi ao convento.
No dia aprazado, o Santo recebeu o consolo dos Sacramentos da Igreja: confissão, comunhão, extrema-unção, inclusive a bênção papal. 

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

SÃO FRANCISCO DE ASSIS - 1182-1226



04 DE OUTUBRO
SÃO FRANCISCO DE ASSIS - 1182-1226

Filho de Pietro Bernardone e Dona Pica Bernardone, Francisco nasceu entre 1181 e 1182, na cidade de Assis, província da Umbria no centro da Itália. Seu pai era um rico e próspero comerciante de tecidos, que viajava frequentemente em negócios principalmente para França, de onde trazia a maior parte de suas mercadorias. Foi de lá também que ele trouxe sua linda e bondosa esposa, Dona Pica.
A mãe de Francisco foi de fato a mulher da sua vida e foi ela que emocionado muitas vezes invocou. Francisco sempre nutriu uma atenção e um carinho especial pela relação materna em geral.

A sua grande ligação espiritual a Maria, mãe de Jesus é mais um sinal do seu particular respeito e Amor pelas mães de todo o mundo. Era frequente usar a relação materna em geral, como exemplo de Amor nos seus diálogos e pregações. 

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

BEM-AVENTURADOS ANDRÉ DE SOVERAL, AMBRÓSIO FRANCISCO FERRO, MATEUS MOREIRA E COMPANHEIROS, PROTOMÁRTIRES BRASILEIROS.



03 DE OUTUBRO
BEM-AVENTURADOS ANDRÉ DE SOVERAL, AMBRÓSIO FRANCISCO FERRO, MATEUS MOREIRA E COMPANHEIROS, PROTOMÁRTIRES BRASILEIROS.

Dentro da conturbada invasão dos holandeses no nordeste do Brasil, encontram-se os dois martírios coletivos: o de Cunhaú e o de Uruaçu. Estes martírios aconteceram no ano de 1645, sendo que o padre André de Soveral e Domingos de Carvalho foram mártires em Cunhaú e o padre Ambrósio Francisco Ferro e Mateus Moreira em Uruaçu; dentre outros.
No Engenho de Cunhaú, principal pólo econômico da capitania do Rio Grande (atual estado do Rio Grande do Norte), existia uma pequena e fervorosa comunidade composta por setenta pessoas sob os cuidados do padre André de Soveral.
No dia 15 de julho chegou em Cunhaú Jacó Rabe, trazendo consigo seus liderados, os ferozes tapuias, e, além deles, alguns potiguares com o chefe jerera e soldados holandeses. 

terça-feira, 2 de outubro de 2012

SANTOS ANJOS DA GUARDA


02 DE OUTUBRO
SANTOS ANJOS DA GUARDA


Deus, que criou todas as coisas, criou também os anjos, para que o louvem, obedeçam e atendam. Criou-os para serem eternamente felizes e para que nos ajudem e guiem, especialmente toda a sua Igreja. Entretanto uma grande parte desses anjos cometeu o grave pecado da soberba, desejando tornar-se iguais ao próprio Criador.
Por isso Deus os condenou e os precipitou no inferno, onde permanecerão para todo o sempre. Esses anjos rebeldes são chamados espíritos maus, diabos ou demônios, e têm como chefe Satanás.
Os anjos que ficaram fiéis a Deus são os chamados anjos bons ou simplesmente: anjos. Dentre esses é que Deus escolhe nosso Anjo da Guarda, que é pessoal e exclusivo, cuja função é proteger-nos até o retorno da nossa alma à eternidade. Ele nos ampara e nos defende dos perigos com que os espíritos maus nos tentam, na nossa vida terrena. "Porque aos seus anjos ele mandou que te guardem em todos os teus caminhos, eles te sustentarão em suas mãos, para que não tropeces em alguma pedra" (Sl 90,11-12).
Os Anjos da Guarda estão repletos de dons e privilégios especiais, com uma missão insubstituível ao longo da criação. Eles possuem a natureza angélica espiritual, que é a síntese de toda a beleza e de todas as virtudes de Deus, por isso impossível de ser representada. 

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

SANTA TERESINHA DO MENINO JESUS



01 de Outubro
SANTA TERESINHA DO MENINO JESUS


Santa Teresinha do Menino Jesus nasceu em Alençon (França), no dia 2 de janeiro de 1873, sendo batizada dois dias depois na igreja de Notre-Dame com o nome de Marie Françoise Thérèse. Seu pai, Louis Martin, relojoeiro e joalheiro, que aos 20 anos tentara ser monge da Ordem de São Bernardo, está perto dos 50 anos quando nasce sua nona filha. Sua mãe, Zélie Martin, famosa bordadeira do conhecido "ponto de Alençon", gera Teresa aos 41 anos. Vítima de câncer, essa piedosa mulher falece no dia 28 de agosto de 1877.         

           
A menina de Lisieux
Aos três anos, a pequena Teresa já está decidida a não recusar nada ao Bom Deus.
Louis Martin transfere-se com as cinco filhas para a cidade de Lisieux, por sugestão do cunhado, Senhor Guérin. Os outros irmãos morreram ainda pequenos. Aí, cercada pelo carinho do pai que chama sua caçula de "minha rainha" e pela ternura das irmãs, Teresa recebe uma formação exigente e cheia de piedade. Suas irmãs se chamam Maria, Paulina, Leônia e Celina. 

domingo, 30 de setembro de 2012

SÃO JERÔNIMO - (347-420)


30 DE SETEMBRO
SÃO JERÔNIMO - (347-420)


É incontestável o grande débito que a cultura e os cristãos, de todos os tempos, têm com este santo de inteligência brilhante e temperamento intratável. Jerônimo nasceu em uma família muito rica na Dalmácia, hoje Croácia, no ano 347.
Com a morte dos pais, herdou uma boa fortuna, que aplicou na realização de sua vocação para os estudos, pois tinha uma inteligência privilegiada. Viajou para Roma, onde procurou os melhores mestres de retórica e desfrutou a juventude com uma certa liberdade. Jerônimo estudou por toda a vida, viajando da Europa ao Oriente com sua biblioteca dos clássicos antigos, nos quais era formado e graduado doutor.
Ele foi batizado pelo papa Libério, já com 25 anos de idade. Passando pela França, conheceu um monastério e decidiu retirar-se para vivenciar a experiência espiritual.
Uma de suas características era o gosto pelas entregas radicais. Ficou muitos anos no deserto da Síria, praticando rigorosos jejuns e penitências, que quase o levaram à morte. Em 375, depois de uma doença, Jerônimo passou ao estudo da Bíblia com renovada paixão. Foi ordenado sacerdote pelo bispo Paulino, na Antioquia, em 379. Mas Jerônimo não tinha vocação pastoral e decidiu que seria um monge dedicado à reflexão, ao estudo e divulgação do cristianismo. 

sábado, 29 de setembro de 2012

“QUEM NÃO É CONTRA NÓS É A NOSSO FAVOR”. (Mc 9,40).



XXVI DOMINGO DO TEMPO COMUM
Ano – B; Cor – Verde; Leituras: Nm 11, 25-29; Sl 18; Tg 5,1-6; Mc 9,38-43.45.47-48.

“QUEM NÃO É CONTRA NÓS É A NOSSO FAVOR”. (Mc 9,40).

Diácono Milton Restivo

A primeira leitura retrata o povo israelita, escolhido por Deus, depois de ser libertado da escravidão do Egito, caminhando pelo deserto. O caminho já tinha sido longo, mas faltava ainda muito para completá-lo até a terra que Yahweh lhe prometera.
O capítulo 11 do livro dos Números mostra-nos a ingratidão do povo contra Moisés e Yahweh, e isso irritou o Senhor fazendo com que ele mandasse fogo e destruísse parte do acampamento dos israelitas: “O povo começou a queixar-se de suas desgraças. Ao ouvir a queixa, a ira dele se inflamou, e o fogo de Yahweh começou a consumir uma extremidade do acampamento.” (Nm 11,1). O povo, apavorado, apela para Moisés e Moisés intercede a Yahweh pelo povo: “O povo gritou a Moisés. Este intercedeu junto a Yahweh em favor deles, e o incêndio se apagou.” (Nm 11,2). Não se emendando e nem se intimidando com isso e ainda desafiando o poder de Yahweh, e menosprezando os cuidados e o amor que Yahweh sempre demonstrou para eles, os israelitas, apesar de receberem gratuitamente o maná que vinha do céu, começaram a chorar e a lembrar dos alimentos que tinham no Egito, ainda que eles tivessem sido escravos. (Nm 11,4-6). 

ARCANJOS SÃO MIGUEL, SÃO GABRIEL E SÃO RAFAEL


29 DE SETEMBRO
ARCANJOS SÃO MIGUEL, SÃO GABRIEL E SÃO RAFAEL


O mês de setembro tornou-se o mais festivo para os cristãos, pois a Igreja unificou a celebração dos três arcanjos mais famosos da história do catolicismo e das religiões - Miguel, Gabriel e Rafael - para o dia 29 de setembro, data em que se comemorava apenas o primeiro.
Esses três arcanjos representam a alta hierarquia dos anjos-chefes, o seleto grupo dos sete espíritos puros que atendem ao trono de Deus e são seus "mensageiros dos decretos divinos" aqui na terra. Miguel, que significa "ninguém é como Deus", ou "semelhança de Deus", é considerado o príncipe guardião e guerreiro, defensor do trono celeste e do Povo de Deus. Fiel escudeiro do Pai Eterno, chefe supremo do exército celeste e dos anjos fiéis a Deus, Miguel é o arcanjo da justiça e do arrependimento, padroeiro da Igreja Católica. Costuma ser de grande ajuda no combate contra as forças maléficas.
É citado três vezes na Sagrada Escritura, que narramos na sua página. O seu culto é um dos mais antigos da Igreja. Gabriel significa "Deus é meu protetor" ou "homem de Deus".