segunda-feira, 18 de junho de 2012

SANTOS JULITA E CIRO - +304


16 DE JUNHO
SANTOS JULITA E CIRO - +304

Julita vivia na cidade de Icônio, na Licaônia, atualmente Turquia. Ela era uma senhora riquíssima, da alta aristocracia e cristã, que se tornara viúva logo após ter dado à luz um menino. Ele foi batizado com o nome de Ciro, mas também atendia pelo diminutivo Ciríaco ou Quiríaco. Tinha três anos de idade quando o sanguinário imperador Diocleciano começou a perseguir, prender e matar cristãos. Julita, levando o filhinho Ciro e algumas servidoras, fugiu para a Selêucia e, em seguida, para Tarso, mas ali acabou presa. O governador local, um cruel romano chamado Alexandre, tirou-lhe o filho dos braços e passou a usá-lo como um elemento a mais para sua tortura. Colocou-o sentado sobre seus joelhos, enquanto submetia Julita ao flagelo na frente do menino, com o intuito de que renegasse a fé em Cristo. Como ela não obedeceu, os castigos aumentaram. Foi então que o pequenino Ciro saltou dos joelhos do governador, começou a chorar e a gritar junto com a mãe: "Também sou cristão! Também sou cristão!"

sexta-feira, 15 de junho de 2012

“O REINO DE DEUS É COMO UMA SEMENTE DE MOSTARDA, QUE É A MENOR DE TODAS AS SEMENTES DA TERRA”. (Mc 4,26-34).


XI DOMINGO DO TEMPO COMUM

A FORÇA DO REINO – O GRÃO DE MOSTARDA
Ano – B; Cor – Verde; Leituras: Ez 17,22-24; Sl 91 (92); 2Cor 5,6-10; Mc 4,26-34.

“O REINO DE DEUS É COMO UMA SEMENTE DE MOSTARDA, QUE É A MENOR DE TODAS AS SEMENTES DA TERRA”. (Mc 4,26-34).

Diácono Milton Restivo


Com a festa de Pentecostes, a Liturgia concluiu o tempo Pascal. Assim, na segunda-feira depois do Pentecostes, retomamos o Tempo Comum, interrompido com a Quaresma seguido da Páscoa. Agora terminamos o ciclo da Páscoa e retomamos o Tempo Comum dentro da liturgia da Igreja, que se encerra, neste ano, no último domingo de novembro, dia 25, com a festa de Cristo, Rei do Universo, dando início ali, ao Ciclo do Advento. 
Todo o ano litúrgico gira em torno de um único mistério: a morte e ressurreição de Jesus em sua plenitude.  No tempo comum, como nos demais tempos litúrgicos, damos continuidade à celebração desse mistério de Cristo. Em cada domingo, fazemos memória dos relatos da vida pública de Jesus. Celebrando diferentes acontecimentos narrados nas Sagradas Escrituras, vamos nos aproximando mais e mais do mistério de amor de Deus pela humanidade.
Tendo como ponto de referência a Páscoa, cada domingo é o fundamento e o núcleo do próprio ano litúrgico (SC aa106). Até porque de acordo com o testemunho das Escrituras, a assembléia cristã de culto acontece no primeiro dia da semana: “No primeiro dia da semana, estávamos reunidos para a fração do pão.” (At 20,7); “Todo primeiro dia da semana, cada um coloque de lado aquilo que conseguiu economizar...” (1Cor 16,2).

BEM-AVENTURADA ALBERTINA BERKENBROCK - 1919-1931


15 DE JUNHO
BEM-AVENTURADA ALBERTINA BERKENBROCK - 1919-1931

"Albertina foi uma menina que ousou ser santa." Foi com essas palavras que Dom Jacinto Bergmann, bispo da diocese de Tubarão - Santa Catarina -, referiu-se a ela na cerimônia de sua beatificação. Albertina Berkenbrock nasceu dia 11 de abril de 1919, no povoado de São Luís, município de Imaruí no Estado de Santa Catarina, Brasil. Filha de um casal de agricultores - Henrique Berkenbrock e Josefa Boeing - fervorosos católicos oriundos de famílias alemães, com eles ela aprendeu as verdades da fé, a rezar, a freqüentar a igreja e a respeitar os mandamentos de Deus. Cultivou especial devoção a Virgem Maria e a São Luiz Gonzaga. Recitava diariamente o rosário com a família. Preparou-se com alegria para a Primeira Eucaristia que recebeu no dia 16 de agosto de 1928. Foi neste ambiente simples, belo e cristão de sua família que Albertina cresceu. Ajudava os pais nos trabalhos da roça e em casa. Era dócil, obediente, incansável, e paciente. Sua caridade era grande. Gostava de acompanhar as meninas mais pobres, de jogar com elas e com elas dividir o pão que trazia de casa para comer no intervalo das aulas. Teve especial caridade com os filhos do seu assassino, que trabalhava na casa do seu pai. Muitas vezes Albertina deu de comer a ele e aos filhos pequenos, com os quais se entretinha alegremente. Albertina, apesar de seus 12 anos, aparentava mais idade e tinha um corpo já bastante desenvolvido. Era alta e forte, acostumada ao sol e aos trabalhos da roça. Tinha cabelos louros tendendo ao castanho, olhos verde-escuros. Era uma bonita moça. Tudo corria normalmente até que chegou o dia 15 de junho de 1931.

quinta-feira, 14 de junho de 2012

BEM-AVENTURADA IOLANDA DA POLÔNIA - 1235-1299




14 DE JUNHO
BEM-AVENTURADA IOLANDA DA POLÔNIA - 1235-1299
Iolanda, ou Helena, como foi chamada depois pelos súditos poloneses, nasceu no ano de 1235, filha de Bela IV, rei da Hungria, que era terciário franciscano, e irmã da bem-aventurada Cunegundes. Além disso, era sobrinha de santa Isabel da Hungria, também da Ordem Terceira. Aliás, a tradição franciscana acompanhou a linhagem desde seus primórdios, pois a família descendia de santa Edwiges, santo Estêvão e são Ladislau. Porém é claro que Iolanda não se tornou santa só porque vinha de toda essa tradição extremamente católica e repleta de santos. Não basta ter o caminho da fé apontado para entrar-se nele. É preciso que todo o ser o aceite e o corpo se disponha a caminhar por uma trilha de entrega total e muito árdua, como ela fez. Iolanda foi educada desde muito pequena pela irmã, Cunegundes, que se casara, então, com um dos reis mais virtuosos da Polônia, Boleslau, o Casto.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

SANTO ANTÔNIO DE PÁDUA E DE LISBOA - 1195-1231


13 DE JUNHO
SANTO ANTÔNIO DE PÁDUA E DE LISBOA - 1195-1231

Protetor dos pobres, o auxílio na busca de objetos ou pessoas perdidas, o amigo nas causas do coração. Assim é Santo Antônio de Pádua, frei franciscano português, que trocou o conforto de uma abastada família burguesa pela vida religiosa. Contam os livros que o santo nasceu em Lisboa, em 15 de agosto de 1195, e recebeu no batismo o nome de Fernando de Bulhões e Taveira de Azevedo. Ele era o único herdeiro de Martinho, nobre pertencente ao clã dos Bulhões y Taveira de Azevedo. Sua infância foi tranquila, sem maiores emoções, até que resolveu optar pelo hábito. A escolha recaiu sobre a ordem de Santo Agostinho. Os primeiros oito anos de vida do jovem frei, passados nas cidades de Lisboa e Coimbra, foram dedicados ao estudo. Nesse período, nada escapou a seus olhos: desde os tratados teológicos e científicos às Sagradas Escrituras. Sua cultura geral e religiosa era tamanha que alguns dos colegas não hesitavam em chamá-lo de "Arca do Testamento". Reservado, Fernando preferia a solidão das bibliotecas e dos oratórios às discussões religiosas. Bem, pelo menos até um grupo de franciscanos cruzar seu caminho. O encontro, por acaso, numa das ruas de Coimbra marcou-o para sempre.

terça-feira, 12 de junho de 2012

SÃO GASPAR BERTONI - 1777 - 1853




12 DE JUNHO
SÃO GASPAR BERTONI - 1777 - 1853

Fundou a Congregação dos Sagrados Estigmas de Nosso Senhor Jesus Cristo "Estigmatinos".

Nascido em Verona (Itália), em 9 de outubro de 1777, viveu num tempo em que a cidade era disputada entre franceses e austríacos. O povo sofria a fome, feridos lotavam os hospitais, crianças sem escola, juventude desorientada, o próprio clero sofria. Gaspar cresceu nesse ambiente, enfrentando também problemas familiares: morte da irmã, separação dos pais. Entrou no Seminário e ordenou-se sacerdote, com 23 anos de idade, em 20 de setembro de 1800. Ainda seminarista, dedicava-se ao cuidado dos doentes, ao trabalho com a juventude, sendo reconhecido como "Apóstolo dos jovens". A pedido do Bispo, resgatou a dignidade do clero, e o Seminário tornou-se exemplo de ordem e disciplina.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

SÃO BARNABÉ APÓSTOLO - SÉCULO I




 11 DE JUNHO
SÃO BARNABÉ APÓSTOLO - SÉCULO I
Barnabé não fez parte dos primeiros doze apóstolos escolhidos por Jesus. Mas acompanhou o Senhor e os apóstolos naqueles primeiros dias. Quando assistiu a um milagre realizado por Jesus Cristo, que diante de seus olhos curou um paralítico, aquele bondoso judeu resolveu pedir admissão entre seus discípulos. Aceito, vendeu um campo de plantações que possuía para doar seu dinheiro aos apóstolos, como conta Lucas nos Atos. Assim era Barnabé, homem bom, cheio do Espírito Santo e de fé, segundo narram as Sagradas Escrituras. Ele era da tribo de Levi e veio ao mundo na ilha de Chipre. Foi ali que estudou, na companhia de Paulo, com o célebre mestre Gamaliel, com quem aprendeu a firmeza de caráter, as ciências e as virtudes. Chamava-se José e, quando foi admitido entre os apóstolos, recebeu o nome de Barnabé, que significa "filho da consolação", devido ao seu maravilhoso dom de acalmar e de consolar os aflitos. No quarto capítulo do Ato dos Apóstolos, Barnabé também é chamado de o "filho da exortação".

domingo, 10 de junho de 2012

BEM-AVENTURADO EDUARDO POPPE - 1890-1924


 10 DE JUNHO
BEM-AVENTURADO EDUARDO POPPE - 1890-1924

Eduardo João Maria Poppe nasceu na cidade de Temsche, na Bélgica, no dia 18 de dezembro de 1890. Era o terceiro dos onze filhos de uma modesta família de trabalhadores. Sua educação religiosa começou no seio da própria família, muito cristã. Depois foi estudar no colégio dos Irmãos da Caridade, onde completou o ensino básico. Aos quinze anos, entrou para o seminário de São Nicolau, na diocese de Gand, destacando-se como exemplo de caridade e piedade. Foi durante o serviço militar, prestado em 1910, que Eduardo percebeu sua vocação religiosa. Aos vinte e dois anos, ele ingressou no Seminário Filosófico Leão XIII, de Louvain. Durante a Primeira Guerra Mundial, foi convocado a servir o exército, servindo junto à Cruz Vermelha como enfermeiro, atendendo as ambulâncias que chegavam com os feridos. Em 1915, foi transferido para Gand e, no ano seguinte, era ordenado sacerdote. Logo foi nomeado vigário da paróquia de Santa Colete, naquela diocese, iniciando seu ministério entre a população mais pobre, difundindo a devoção à eucaristia e à Virgem Maria. Preocupado em preparar as crianças para a primeira comunhão, formou um grupo de jovens catequistas para dar ênfase à devoção eucarística. Logo esse trabalho tornou-se conhecido e instituído em outras paróquias da diocese. Assim, padre Eduardo elaborou e escreveu "O manual do catequista eucarístico", em 1917, idealizado segundo os decretos do papa são Pio X.

sábado, 9 de junho de 2012

“QUEM BLASFEMAR CONTRA O ESPÍRITO SANTO NUNCA SERÁ PERDOADO”. (Mc 3,29).


X DOMINGO DO TEMPO COMUM
Ano – B; Cor – Verde; Leituras: Gn 3,9-15; Sl 129 (130); 2Cor 4,15 – 5,1; Mc 3,20-35.

“QUEM BLASFEMAR CONTRA O ESPÍRITO SANTO NUNCA SERÁ PERDOADO”. (Mc 3,29).

Diácono Milton Restivo

Terminamos o tempo da Páscoa e retornamos ao Tempo Comum da liturgia da nossa Igreja. Voltamos a caminhar com Jesus na sua jornada de evangelização.
O Tempo Comum é um período do Ano Litúrgico de trinta e três ou trinta e quatro semanas nas quais são celebrados, na sua globalidade, os mistérios de Cristo. Comemora-se o próprio mistério de Cristo em sua plenitude, principalmente aos domingos. O Tempo Comum convida-nos a descobrir, nas pequenas coisas do dia-a-dia aparentemente comuns, a sua ligação com Jesus Cristo: a oração, o trabalho, as obras de misericórdia, a ação social. De segunda a sábado devemos estar atentos para percebermos os grandes dons de Deus em nossas vidas. Se agirmos assim, os domingos do Tempo Comum se tornarão momentos fortes em nossa vida de fé. O Tempo Comum, portanto, é um período de vigilância e de esperança; daí a escolha da cor litúrgica: verde.

BEM-AVENTURADO JOSÉ DE ANCHIETA - 1534-1597




09 DE JUNHO
BEM-AVENTURADO JOSÉ DE ANCHIETA - 1534-1597
José de Anchieta nasceu no dia 19 de março de 1534, na cidade de São Cristóvão da Laguna, na ilha de Tenerife, do arquipélago das Canárias, Espanha. Foi educado na ilha até os quatorze anos de idade. Depois, seus pais, descendentes de nobres, decidiram que ele continuaria sua formação na Universidade de Coimbra, em Portugal. Era um jovem inteligente, alegre, estimado e querido por todos. Exímio escritor, sempre se confessou influenciado pelos escritos de são Francisco Xavier. Amava a poesia e mais ainda, gostava de declamar. Por causa da voz doce e melodiosa, era chamado pelos companheiros de "canarinho". Mas também tinha forte inclinação para a solidão. Tinha o hábito de recolher-se na sua cela ou de retirar-se para um local ermo a fim de dedicar-se à oração e à contemplação. Certa vez, isolou-se na catedral de Coimbra e, quando rezava no altar de Nossa Senhora, compreendeu a missão que o aguardava.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

BEM-AVENTURADO PACÍFICO DE CERANO - 1424-1482


08 DE JUNHO
BEM-AVENTURADO PACÍFICO DE CERANO - 1424-1482

Pacífico Ramati nasceu no ano de 1424 em Cerano, na cidade de Novara, Itália. Muito cedo ficou órfão dos pais, sendo educado e formado pelo superior dos beneditinos do Mosteiro de São Lorenzo de Novara. Após a morte do seu benfeitor beneditino, ele decidiu seguir a vida religiosa, mas preferiu ingressar na Ordem dos Irmãos Menores Franciscanos, no Convento de São Nazário, dos ilustres João Capristano e Bernardino de Siena, hoje ambos santos da Igreja. Em 1444, com vinte anos de idade e no ano da morte de são Bernardino, tomou o hábito franciscano. Em seguida, foi enviado para completar os estudos na Universidade de Sorbone, em Paris, regressando para a Itália com o título de doutor. esde então se dedicou à pregação e percorreu inúmeras regiões da Itália entre os anos de 1445 e 1471, com tal êxito que era considerado "um novo são Bernardino". O seu apostolado era combater a ignorância religiosa, tanto entre os leigos como no meio do clero, especialmente em relação ao sacramento da penitência. E não se contentou apenas com as pregações verbais.

SANTO ANTÔNIO MARIA GIANELLI - 1789-1846




07 DE JUNHO
SANTO ANTÔNIO MARIA GIANELLI - 1789-1846
Fundou as congregações: Filhas de Maria Santíssima do Horto e Oblatos de Santo Alfonso Maria de Ligório
Antônio Maria Gianelli nasceu em Cereta, perto de Chiavari, na Itália, no dia 12 de abril de 1789, ano da Revolução Francesa. A seu modo, foi também um revolucionário, pois sacudiu as instituições da Igreja no período posterior ao "furacão" Napoleão Bonaparte. Sua família era de camponeses pobres e nesse ambiente humilde aprendeu a caridade, o espírito de sacrifício, a capacidade de dividir com o próximo. Desde pequeno era muito assíduo à sua paróquia e foi educado no seminário de Genova, onde ingressou em 1807. Aos vinte e três anos estava formado e ordenado sacerdote. Lecionou letras e retórica e sua primeira obra a impressionar o clero foi um recital organizado para recepcionar o novo bispo de Genova, monsenhor Lambruschini. Intitulou o recital de "Reforma do Seminário". Assim, tranqüilo, direto e com poucos rodeios; defendia a nova postura na formação de futuros sacerdotes. A repercussão foi imediata e frutificou durante todo o período da restauração pós-napoleônica.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

SÃO GERALDO TINTORI




06 DE JUNHO
SÃO GERALDO TINTORI
Até o ano do seu nascimento 1135, os hospitais que surgiram na Europa foram a maioria por obra de religiosos. Mas o de Monza, sua cidade natal, em 1174, quem o fez nascer foi ele, Gerardo Tintori. Ele investiu toda a fortuna que herdou do seu pai, um nobre muito rico, nos doentes abandonados. Colocou a Obra sob o controle da Prefeitura e dos religiosos da igreja de São João Baptista, e reservou para si o trabalho mais exaustivo: carregar nas costas os doentes recolhidos nas ruas, banha-los, alimentá-los e serví-los. Alguns voluntários se juntaram a ele, que os organizou como um grupo de leigos, unidos entretanto por uma disciplina de vida celibatária. Gerardo era considerado Santo ainda em vida por todos os habitantes da cidade. A tradição diz que ele conseguiu impedir uma enchente do rio Lambro, salvando o hospital da inundação; que também enchia as despensas prodigiosamente com alimentos, e a cantina com vinho.

SÃO MARCELINO CHAMPAGNAT - 1789-1840


06 DE JUNHO
SÃO MARCELINO CHAMPAGNAT - 1789-1840
Fundou a congregação dos Irmãos Maristas

Marcelino José Benedito Champagnat nasceu na aldeia de Marlhes, próxima de Lion França, no dia 20 de maio de 1789, nono filho de uma família de camponeses pobres e muito religiosos. O pai era um agricultor com instrução acima da média, atuante e respeitado na pequena comunidade. A mãe, além de ajudar o marido vendendo o que produziam, cuidava da casa e da educação dos filhos, auxiliada pela cunhada, que desistira do convento. A família era muito devota de Maria, despertando nos filhos o amor profundo à Mãe de Deus. Na infância, logo que ingressou na escola, Marcelino sofreu um grande trauma quando o professor castigou um dos seus companheiros. Ele preferiu não freqüentar os estudos e foi trabalhar na lavoura com o pai. E assim o fez até os quatorze anos de idade, quando o pároco o alertou para sua vocação religiosa. Apesar de sua condição econômica e o seu baixo grau de escolaridade, foi admitido no seminário de Verrièrres. Porém, a partir daí, dedicou-se aos estudos enfrentando muitas dificuldades. Aos vinte e sete anos, em 1816, recebeu o diploma e foi ordenado sacerdote no seminário de Lion. Talvez por influência da sua dura infância, mas movido pelo Espírito Santo, acabou se dedicando aos problemas e à situação de abandono por que passavam os jovens de sua época, no campo da religião e dos estudos.

SÃO BONIFÁCIO, APÓSTOLO DOS GERMANOS - 672/673-754




05 DE JUNHO
SÃO BONIFÁCIO, APÓSTOLO DOS GERMANOS - 672/673-754
Pertencendo a uma rica família de nobres ingleses, ao nascer, em 672 ou 673, em Devonshire, recebeu o nome de Winfrid. Como era o costume da época, foi entregue ao mosteiro dos beneditinos ainda na infância para receber boa educação e formação religiosa. Logo, Winfrid percebeu que sua vocação era o seguimento de Cristo. Aos dezenove anos professou as regras na abadia de Exeter, iniciando o apostolado como professor de regras monásticas primeiro nesta mesma abadia, depois na de Nurslig. Em seguida, decidiu iniciar seu trabalho missionário para a evangelização dos povos germânicos do além Reno, mas por questões políticas entre o duque Radbod, um pagão, e o rei cristão Carlos Martel, os resultados foram frustrantes. Em 718, fez, então, uma peregrinação a Roma, onde, em audiência com o papa Gregório II, conseguiu seu apoio para reiniciar sua missão na Alemanha. Além disso, o papa o orientou também a assumir, como missionário, o nome de Bonifácio, célebre mártir romano. Bonifácio parou primeiro na Turíngia, depois dirigiu-se à Frísia, realizando as primeiras conversões nessas regiões.

SÃO FRANCISCO CARACCIOLO - 1563-1608


04 DE JUNHO
SÃO FRANCISCO CARACCIOLO - 1563-1608
Fundou a Ordem dos Clérigos Regulares Menores

Ascânio Caracciolo era um italiano descendente, por parte de mãe, de santo Tomás de Aquino, portanto, como ele, tinha vínculos com a elite da nobreza. Nasceu próximo de Nápoles, na Vila Santa Maria de Chieti, em 13 de outubro de 1563. A família, muito cristã, preparou-o para a vida de negócios e da política, em meio às festas sociais e aos esportes. Na adolescência, decidiu pela carreira militar. Mas foi acometido por uma doença rara na pele, parecida com a lepra e incurável também. Quando todos os tratamentos se esgotaram, Ascânio rezou com fervor a Deus, pedindo que ele o curasse e prometendo que, se tal graça fosse concedida, entregaria a sua vida somente a seu serviço. Pouco depois a cura aconteceu. Cumprindo sua determinação, tinha então vinte e dois anos, foi para Nápoles, onde estudou teologia e ordenou-se sacerdote. Começou seu trabalho junto aos "Padres Brancos da Justiça", que se dedicavam ao apostolado dos encarcerados, doentes e pobres abandonados. Entretanto, Deus tinha outros planos para ele. Na organização dos "Padres Brancos" havia um outro sacerdote que tinha exatamente o seu nome: Ascânio Caracciolo, só que era mais velho. Certo dia de 1588, o correio cometeu um erro, entregando uma carta endereçada ao Ascânio mais velho para o mais jovem, no caso ele.

domingo, 3 de junho de 2012

SANTOS CARLOS LWANGA E COMPANHEIROS MÁRTIRES - + 1886

http://www.istitutoaveta.it/23250.JPG

03 DE JUNHO

SANTOS CARLOS LWANGA E COMPANHEIROS MÁRTIRES - + 1886

O povo africano talvez tenha sido o último a receber a evangelização cristã, mas já possui seus mártires homenageados na história da Igreja Católica. O continente só foi aberto aos europeus depois da metade do século XIX. Antes disso, as relações entre as culturas davam-se de forma violenta, principalmente por meio do comércio de escravos. Portanto, não é de estranhar que os primeiros missionários encontrassem, ali, enorme oposição, que lhes custava, muitas vezes, as próprias vidas. A pregação começou por Uganda, em 1879, onde conseguiu chegar a "Padres Brancos", congregação fundada pelo cardeal Lavigérie. Posteriormente, somaram-se a eles os padres combonianos. A maior dificuldade era mostrar a diferença entre missionários e colonizadores. Aos poucos, com paciência, muitos nativos africanos foram catequizados, até mesmo pajens da corte do rei. Isso lhes causou a morte, quase sete anos depois de iniciados os trabalhos missionários, quando um novo rei assumiu o trono em 1886.

sábado, 2 de junho de 2012

SANTÍSSIMA TRINDADE

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgMXeTQK1F558NwgnratiEB12Z7KDsf600DHgMft5SzCWrc-Kdhl9FRwpqxfVU3lO-yivggh_Cp7ZnCIX-acXPMMzwABCyqX0SKun5qVphq4bcC1DIEloR9a_HAtYbjDroCXklWgHCxYEk/s1600/trindade.jpg

SANTÍSSIMA TRINDADE

Leituras: Dt 4,32-34.39-40; Sl 32; Rm 8,14-17; Mt 28,16-20.

“...BATIZANDO-OS EM NOME DO PAI, E DO FILHO, E DO ESPÍRITO SANTO” (Mt 28,19).

Diácono Milton Restivo

No primeiro livro, Gênesis, no primeiro capítulo e no primeiro versículo, as Sagradas Escrituras começam exatamente citando a onipotência, a onipresença, a onisciência de Deus, dizendo: “No princípio, Deus criou o céu e a terra”. (Gn 1,1).

João, ao iniciar o seu Evangelho, começa com a revelação de Deus aos homens através de sua Palavra: “No começo (ou no princípio, como no Gênesis), a Palavra já existia: a Palavra estava voltada para Deus, e a Palavra era Deus”. (Jo 1,1).

Deus existe, e a sua existência se impõe como um fato inicial, que dispensa qualquer explicação. Deus não tem origem: nem passado nem futuro; O tempo de Deus é o presente. Deus é “o primeiro e o último” (Is 41,4), “o alfa e o ômega” (Ap 1,8). “Quem fez e executou tudo isso? Aquele que anuncia o futuro de antemão; eu, Iahweh, que sou o primeiro e estou com os últimos (Is 41,4). “Assim diz Iahweh, o rei de Israel, seu redentor, Iahweh dos exércitos: ‘Eu sou o primeiro, eu sou o último; fora de mim não existe outro Deus.Existe alguém como eu? Que fale, que explique e o exponha a mim. Quem anunciou o futuro de antemão, quem nos predisse o que vai acontecer? Não tenham medo, não tremam: por acaso, desde aqueles tempo eu já não predisse e anunciei? Vocês são as minhas testemunhas: existe outro Deus além de mim? Que eu saiba não existe nenhuma outra rocha’”. (Is 44,6-8).

SANTOS MARCELINO E PEDRO - SÉCULO IV

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiByxFAzIgPQAvefCH_Rt0S3qJeAKzv1vR_SnJwOI84A8OL-wma5R3ZG9eF-Yu1ph5M4WluQJ4-aDdPR7zQRPLwoQX9RUHoqAF__YfTnK7GcgT4G1LSDn0ZAacMejozDiNhznNtZoFsUMv8/s1600/MARCELINO_PEDRO.JPG
02 DE JUNHO

SANTOS MARCELINO E PEDRO - SÉCULO IV

Esta página da história da Igreja foi-nos confirmada pelo próprio papa Dâmaso, que na época era um adolescente e testemunhou os acontecimentos. Foi assim que tudo passou. Na Roma dos tempos terríveis e sangrentos do imperador Diocleciano, padre Marcelino era um dos sacerdotes mais respeitados entre o clero romano. Por meio dele e de Pedro, outro sacerdote, exorcista, muitas conversões ocorreram na capital do império. Como os dois se tornaram conhecidos por todos daquela comunidade, inclusive pelos pagãos, não demorou a serem denunciados como cristãos. Isso porque os mais visados eram os líderes da nova religião e os que se destacavam como exemplo entre a população. Intimados, Marcelino e Pedro foram presos para julgamento. No cárcere, conheceram Artêmio, o diretor da prisão. Alguns dias depois notaram que Artêmio andava triste. Conversaram com ele e o miliciano contou que sua filha Paulinha estava à beira da morte, atacada por convulsões e contorções espantosas, motivadas por um mal misterioso que os médicos não descobriam a causa.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

SANTO ANÍBAL MARIA DI FRANCIA - 1851-1927

http://perlbal.hi-pi.com/blog-images/339772/mn/1230123149.jpg

01 DE JUNHO

SANTO ANÍBAL MARIA DI FRANCIA - 1851-1927

Fundou duas Congregações religiosas: Filhas do Divino Zelo e os Rogacionistas do Coração de Jesus.

Filho de nobres da aristocracia siciliana, Aníbal Maria di Francia nasceu na cidade italiana de Messina no dia 5 de julho de 1851. Terceiro de quatro filhos, aos quinze meses ficou órfão de pai. A dura experiência de não conviver com a figura paterna desenvolveu-lhe um especial amor e compreensão às necessidades das crianças órfãs, pobres e abandonadas. Para elas dedicou toda a sua vida de apostolado e por elas nunca deixou de ser um simples padre, embora as oportunidades no clero não lhe faltassem. Aos dezoito anos recebeu o forte chamado à vida religiosa e ordenou-se sacerdote em 1878. O contato com o terrível mundo dos miseráveis e pobres deu-se poucos meses antes de sua consagração, quando conheceu a Casa de Avignon, o pior e mais esquecido local da cidade. Local que depois se tornou o campo de atuação do seu ministério.