sexta-feira, 21 de outubro de 2016

SANTA ÚRSULA E COMPANHEIRAS - SÉCULO IV

SANTA ÚRSULA E COMPANHEIRAS - SÉCULO IV

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Úrsula nasceu no ano 362, filha dos reis da Cornúbia, na Inglaterra. Era uma linda menina, meiga, inteligente e caridosa. Cresceu muito ligada à religião, seguindo aos princípios da fé e amor em Cristo. A fama de sua beleza se espalhou e logo os pedidos de casamento sugiram.
Mas, por motivos políticos, seu pai aceitou a proposta feita pelo duque Conanus, pagão, oficial de um grande exército amigo.
Quando soube que o pretendente não era cristão, Úrsula primeiro recusou, mas depois, devendo obediência à seu pai e rei, aceitou, com a condição de esperar três anos. Período que achou suficiente para o duque se converter, ou desistir da aliança. Para isso rezava muito junto com suas damas da corte.
Mas parecia ser um matrimônio inevitável. Na época acertada a uma expedição, com dois navios, partiu levando Úrsula e suas damas. Eram jovens virgens como ela e se casariam também, com guerreiros escolhidos pelo duque Conanus. As lendas e tradições falam em onze mil virgens, mas, depois, outros escritos da época e pesquisas arqueológicas revelaram que eram onze meninas. 

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

SANTA MARIA BERTILLA BOSCARDIN - 1888-1922

SANTA MARIA BERTILLA BOSCARDIN - 1888-1922

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Uma simples camponesa pôde demonstrar, com suas atitudes diárias, que mesmo sem êxtases, sem milagres, sem grandes feitos, o ser humano traz em si a santidade e a marca de Deus em sua vida. Se vivermos com pureza e fé, a graça divina vai se manifestar em cada detalhe da nossa vida.
A prova disso foi a beatificação da Irmã Maria Bertilla, pelo Papa Pio XII, em 1952, quando ele disse: “É uma humilde camponesa”. Era ela, que nasceu na família dos Boscardin, em 06 de outubro de 1888, na cidade de Vicenza, na Itália e recebeu o nome de Ana Francisca, no batismo. Os pais eram simples camponeses e sua infância transcorreu entre o estudo e os trabalhos do campo, rotina natural dos filhos e filhas de agricultores dessa época.
Aos dezessete anos, mudou o modo de encarar a vida e ingressou no convento das Irmãs Mestras de Santa Dorotéia dos Sagrados Corações, quando adotou o nome de Maria Bertilla. Paralelamente estudou e se diplomou como enfermeira, de modo que pôde tratar os doentes com ciência e fé, os quais assistia com carinho de irmã e mãe. Teve uma existência de união com Deus no silêncio, no trabalho, na oração e na obediência. Isso se refletia na caridade com que se relacionava com todos: doentes, médicos e superiores. Mas, era submetida a constantes humilhações por uma superiora.
Depois, foi enviada para trabalhar no hospital de Treviso, mais ao norte do país. Tinha apenas vinte e dois anos de idade quando além de enfrentar a doença no próximo teve que enfrentá-la em si mesma também. Logo foi operada de um tumor e, antes que pudesse se recuperar totalmente, já estava aos pés dos seus doentes outra vez. As humilhações pessoais continuavam, agora associadas as dores físicas. 

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

SÃO PAULO DA CRUZ - 1694-1775

SÃO PAULO DA CRUZ - 1694-1775

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Fundou a Congregação Clérigos Descalços da Santa Cruz e Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo " Padres Passionistas". Foi aos dezenove anos de idade, após ouvir um sermão sobre a Paixão de Cristo, que Paulo Francisco Danei decidiu-se pela vida religiosa.
Nascido em Ovada, na Alexandria, região norte da Itália, no dia 3 de janeiro de 1694, era o primeiro dos dezesseis filhos de um casal de nobres e fervorosos cristãos. 
Apesar do nome e da posição social, a família não possuía fortuna. Seu pai era um dedicado comerciante que viajava muito. 
Desde a infância Paulo acostumou-se a acompanhar o pai, primeiro como seu companheiro, depois, também, para ajudá-lo nos negócios. Também desde pequeno se entregava a exercícios de oração e penitência e à leitura da vida dos santos, encantando-se, especialmente, com a dos eremitas. Gostava de ir à igreja para rezar o terço. 
Essa rotina floresceu e fez crescer sua vocação. Quando ouviu o sermão que o tocou, já pertencia à Irmandade de Santo Antônio. Primeiro pensou em alistar-se como voluntário na cruzada contra os turcos, organizada pelo exército veneziano.

terça-feira, 18 de outubro de 2016

SANTO LUCAS EVANGELISTA

SANTO LUCAS EVANGELISTA

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Lucas é um dos quatro evangelistas. O seu evangelho é reconhecido como o do amor e da misericórdia. Foi escrito sob o signo da fé, nos tempos em que isso podia custar a própria vida. Mas falou em nascimento e ressurreição, perdão e conversão, na salvação de toda a humanidade. Além do Terceiro Evangelho, escreveu os Atos dos Apóstolos, onde registrou o desenvolvimento da Igreja na comunidade primitiva, relatando os acontecimentos de Jerusalém, Antioquia e Damasco, nos deixando o testemunho do Cristo da bondade, da doçura e da paz.
Lucas nasceu na Antioquia, Síria, era um médico e pintor, muito culto que foi convertido e batizado por São Paulo. No ano 43 já viajava ao lado do apóstolo, sendo considerado seu filho espiritual. Escreveu o seu evangelho em grego puro, quando São Paulo quis pregar a Boa Nova aos povos que falavam aquele idioma. Os dois sabiam que, lhes mostrar o caminho na própria língua, facilitaria a missão apostólica. Assim, através de seus escritos, Lucas tornou-se o relator do nascimento de Jesus, o principal biógrafo da Virgem Maria e o primeiro expressa-la através da pintura. 

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

A PARÁBOLA DA VIÚVA E DO JUIZ DE CORAÇÃO DURO

A PARÁBOLA DA VIÚVA E DO JUIZ DE CORAÇÃO DURO

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O Evangelho coloca-nos diante de uma parábola que nos ensina a respeito da oração paciente, persistente e perseverante: “Jesus contou aos discípulos uma parábola para mostrar-lhes a necessidade de rezar sempre, sem nunca desistir”. (Lc l8,1).
O propósito dessa parábola é de ensinar a perseverança na oração. Devemos “rezar sempre, sem nunca desistir”. Orar sempre, continuamente.
É fundamental que estejamos presentes na oração. Às vezes, corremos o risco de, quando rezamos, agirmos como crianças levadas que tocam a campainha da casa e depois saem correndo; elas se afastam antes que a porta seja atendida. Não devemos apenas bater, mas insistir, sem esmorecer: “Peçam, e lhes será dado! Procurem, e encontrarão! Batam, e abrirão a porta para vocês! Pois, todo aquele que pede, recebe; quem procura, acha; e a quem bate, a porta será aberta”. (Lc 11,9-10; Mt 7,7-8).
Nesta parábola o juiz é apresentado como um homem de coração duro e insensível, sem princípios, que não temia a Deus e não tinha consideração para com os homens; não era religioso e nem mesmo humanitário e era descaradamente corrupto. Uma viúva que se sentia injustiçada por alguém, veio a esse juiz pedir justiça: “Faça-me justiça contra o meu adversário!’ (Lc 18,3b), mas foi ignorada por muito tempo pelo juiz. Era a arrogância extrema contra a total impotência.
Porque Jesus coloca uma viúva como a injustiçada? Porque a viúva tem um lugar de destaque ao inverso nos escritos sagrados, que não é de privilégios, mas de abandono total. A viúva, tanto no Antigo como no Novo Testamento, era uma pessoa discriminada, porque a sua situação era de total insegurança e desconforto social. 

sábado, 15 de outubro de 2016


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Nunca um santo ou santa se mostrou tão “carne e osso” como Teresa Dávila, ou Teresa de Jesus, nome que assumiu no Carmelo. Nascida no dia 28 de março de 1515, Seus pais, Alonso Sanchez de Cepeda e Beatriz D’Ávila y Ahumada, a educaram junto com os irmãos dentro do exemplo e dos princípios cristãos. Aos sete anos, tentou fugir de casa e peregrinar ao oriente para ser martirizada pelos mouros, mas foi impedida. A leitura da vida dos santos mártires tinha sobre ela uma força inexplicável e, se não fossem os parentes terem encontrado por acaso, teria fugido, levando consigo o irmão Roderico.
Órfã de mãe aos doze anos, Teresa assumiu Nossa Senhora como sua mãe adotiva. Mas o despertar da adolescência a levou a ter experiências excessivas ao lado dos primos e primas, tornando-se uma grande preocupação para seu pai. Aos dezesseis anos, sua atração pelas vaidades humanas era muito acentuada. Por isto, ela a colocou para estudar no colégio das agostinianas em Ávila. Após dezoito meses uma doença grave a fez voltar para receber tratamento em casa de seu pai, o qual se culpou por isto.
Neste período, pela primeira vez, Teresa passou por experiências espirituais místicas, de visões e conversas com Deus. Todavia as tentações mundanas não a abandonavam. Assim atormentada, desejando seguir com segurança o caminho de Cristo, em 1535, já com vinte anos, decidiu se tornar religiosa, mas foi impedida pelo pai. Como na infância resolveu fugir, desta vez, com sucesso. Foi para o Convento Carmelita da Encarnação de Ávila.
Entretanto a paz não era sua companheira mais presente. Durante o noviciado, novas tentações e mais o relaxamento da fé não pararam de atormentá-la. Um ano depois, contraiu outra doença grave, quase fatal, e novamente teve visões e conversas com o Pai.

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

CÍRIO DE NOSSA SENHORA DE NAZARÉ

CÍRIO DE NOSSA SENHORA DE NAZARÉ

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Nossa Senhora de Nazaré é um dos títulos dados a Maria, Mãe de Jesus. A devoção teve início em Portugal e espalhou-se pelas colônias portuguesas. No Brasil a devoção a Nossa Senhora de Nazaré tem grande expressão em Belém do Pará através do Círio de Nazaré, que se tornou uma das maiores procissões católicas do mundo, reunindo anualmente cerca de dois milhões de pessoas.

Origem da devoção em Portugal.
Segundo a tradição, a sagrada imagem de Nossa Senhora de Nazaré foi esculpida por São José, em Nazaré, na Galiléia, sendo mais tarde pintada por São Lucas. No século sexto foi levada para a Espanha permanecendo no Mosteiro de Cauliniana, perto de Mérida, até 711, ano em que após a batalha de Guadalete foi levada para Portugal, onde permaneceu escondida, quase ignorada numa gruta do litoral, até ao ano de 1182, quando o cavaleiro D. Fuaz Roupinho, por sua interceção, foi salvo milagrosamente, conforme conta a Lenda de Nazaré. O título desta invocação mariana veio a dar o nome à vila de Nazaré, onde a imagem é venerada no Santuário de Nossa Senhora de Nazaré. Esta devoção mariana foi conhecida em todo o Imperio Português, sobretudo devido à acção evangelizadora dos Jesuítas que consagraram a Nossa Senhora da Nazaré a sua principal casa de noviciado, em Lisboa, a capital do Império.

A devoção no Brasil
Em Saquarema
No ano de 1630, no dia 8 de setembro, a pós uma forte tempestade, um pescador saiu para ver suas redes próximo ao mar de Saquarema. Ao passar pela colina, onde hoje está erguida a Matriz encontrou próximo ao Costão, morro de pedras que fica localizado no centro da cidade, uma forte luz. Decidiu então chegar mais próximo e encontrou uma imagem de Maria (Mãe de Jesus, deu-lhe então o título Nossa Senhora de Nazareth.

quinta-feira, 13 de outubro de 2016


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Os esclarecimentos que se tem, sobre o ocorrido com estes missionários franciscanos, se deve graças a duas cartas encontradas nas suas residências. Os estudiosos consideraram também autêntica a carta de um certo Mariano de Genova que escrevera ao Irmão Elias de Cortona, comunicando o destino glorioso dos missionários. Este documento teria sido escrito poucos dias após os acontecimentos, e fazem parte dos arquivos da Igreja.
O Irmão Elias de Cortona era o superior da Ordem, em 1227, quando os sete franciscanos, navegaram da Itália para a Espanha, desejosos de se transferirem para o Marrocos, na África, onde pretendiam converter os muçulmanos. Era um período de grande entusiasmo missionário nas jovens Ordens franciscanas. Fortalecidas pela memória de São Francisco, que morrera no ano anterior. O chefe do grupo era Daniel, nascido em Belvedere na Calábria, que também ocupava o cargo de ministro provincial da Ordem naquela região, os outros se chamavam Samuel, Ângelo, Donulo, Leão, Nicolas e Hugolino. Após uma breve permanecia na Espanha, se transferiram para a cidade de Ceuta no Marrocos.
Era um ato verdadeiramente corajoso, porque as autoridades marroquinas haviam proibido qualquer forma de propaganda da fé cristã. No início, e por pouco tempo, trabalharam nas nos inúmeros mercados de Pisa, Genova e Marsiglia, enquanto residiam em Ceuta. Depois, nos primeiros dias de outubro de 1227, decidiram iniciar as pregações entre os infiéis.

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

NOSSA SENHORA APARECIDA – RAINHA E PADROEIRA DO BRASIL


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Não bastasse ser um dos maiores países católicos do planeta, o Brasil tem também um dos maiores centros de peregrinação mariana da cristandade do mundo. Trata-se, é claro, do santuário de Nossa Senhora Aparecida, em Aparecida, São Paulo. A cidade foi batizada com o nome da Senhora, “Aparecida” das águas, mas o Brasil inteiro também recebeu sua bênção desde o nascimento, graças aos descobridores e colonizadores que a tinham como advogada junto a Deus nas desventuras das expedições. A fé na Virgem Maria cresceu com os séculos e a confiança não esmoreceu, só se fortaleceu.
Em 1717, quando da visita do governador a Guaratinguetá, foi ordenado aos pescadores que recolhessem do rio Paraíba a maior quantidade possível de peixes, para que toda a comitiva pudesse ser alimentada e festejada com uma grande recepção. Todos se lançaram às águas com suas redes. Três deles, Domingos Garcia, João Alves e Filipe Pedroso partiram juntos com suas canoas e juntos também lançaram as redes por horas e horas, sem pegar um único peixe. De repente, na rede de João Alves apareceu o corpo da imagem de uma santa.

terça-feira, 11 de outubro de 2016

SANTO ALEXANDRE SAULI


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A família Sauli fazia parte da nobre corte de Genova e muito ligada à Igreja. Nela havia inúmeras figuras de destaque e influência na política, ricas e poderosas, tendo tradição de senadores e administradores para aquela costa marítima tão importante da Itália. No seio deles nasceu Alexandre, no dia 15 de fevereiro de 1534, em Milão. No batizado sua mãe o consagrou à Virgem Maria. Desde a tenra idade queria seguir a vida religiosa. E na adolescência ele dispensou uma brilhante carreira na corte do rei Carlo V, conhecido como o senhor da Europa e da América, para seguir sua vocação.
Aos dezessete anos de idade, entrou no Colégio do Clero Regular de São Paulo, da igreja milanesa de São Barnabé, tradicionalmente freqüentada por sua família. Onde se entregou por completo à obediência das regras da vida comum com severas tarefas religiosas. Abandonou tudo o que possuía, tornando-se um verdadeiro seguidor de Cristo. Ordenado sacerdote, Alexandre Sauli exerceu o ministério como professor de noviços e formador de padres barnabitas. Depois, foi nomeado pelo arcebispo de Milão, Carlo Borromeo, agora Santo, como teólogo e decano da Faculdade Teológica de Pávia. Em 1565, aos trinta e um anos de idade foi eleito Superior Geral da Ordem, empenhando-se para manter vivo o espírito original do fundador. Considerado por seu dom de conselho, tornou-se o confessor do próprio São Carlo Borromeo, e orientador espiritual de muitas pessoas ilustres do seu tempo, tanto religiosos como leigos.
Em 1567, foi nomeado Bispo de Aléria, na ilha de Córsega, França.

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

SANTO FRANCISCO BORJA


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Príncipe da Espanha, Francisco nasceu na família dos Bórgia, em português Borja, no dia 28 de outubro em Gáudia, Valença, Espanha. Teve o mérito redimir completamente a má fama precedente desta família desde a remota e obscura época Medieval, notadamente em Roma. Ele era parente distante do Papa Alexandre VI e sobrinho do rei católico Fernado II, de Aragão e Castela. Os Borgias de então já eram muito piedosos e castos, o que lhe garantiu uma educação esmerada, dentro dos princípios cristãos, possibilitando o pleno exercício de sua vocação de vida dedicada somente à Deus.
Mesmo vivendo numa corte de luxo e de seduções mundanas, Francisco se manteve sempre firme na busca de diversões sadias e no estudo compenetrado e sério. Na infância foi pagem da corte do rei Carlos V, depois seu amigo confidente. Como não gostava dos jogos, ao contrário da maioria dos jovens fidalgos da época, cresceu entre os livros. Mas abominava os fúteis. Preferia os de cultura clássica, principalmente os de assunto religioso. Esta mesma educação ele repassou, mais tarde, pessoalmente aos seus oito filhos.
Tinha dezenove anos quando se casou com Eleonora de Castro e, aos vinte, recebeu o título de marquês. Apesar do acúmulo das atribuições políticas e administrativas, foi um pai dedicado e atencioso, levando sempre a família a freqüentar os sacramentos e a se unir nas orações diárias.
O mesmo tino bondoso e correto utilizou para cuidar do seu povo, quando se tornou vice-rei da Catalunha. A História mostra que a administração deste príncipe espanhol foi justa, leal e cristã.

domingo, 9 de outubro de 2016

OS DEZ LEPROSOS

OS DEZ LEPROSOS

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No Evangelho de hoje Jesus continua a sua caminhada rumo a Jerusalém para o seu sacrifício supremo. Lucas nos diz que Jesus estava atravessando a Galiléia e a Samaria. Portanto ele caminhava para sul. Nessa jornada vêm ao encontro de Jesus dez leprosos.
Somente Lucas descreve este acontecimento, e isso aconteceu nos últimos dias da vida do Mestre. A lepra era uma doença terrível, degeneradora e asquerosa. Segundo uma antiga descrição, as úlceras vinham gradualmente nas diferentes partes do corpo: os cabelos caíam, as sobrancelhas desapareciam, as unhas amoleciam e caiam e mais tarde os dedos das mãos e dos pés apodreciam e caiam, as gengivas contraiam-se e os dentes desapareciam, os olhos, o nariz, a língua, pouco a pouco desapareciam. Era terrível de suportar e de se ver, e não tinha cura.
Os leprosos eram expulsos de suas famílias, de suas casas e de suas aldeias e eram obrigados a vagar por lugares ermos e pelos desertos, não podendo, sob hipótese alguma, ter contato com ninguém e nenhuma pessoa sã poderia aproximar-se de um leproso porque, além de ser uma doença altamente contagiosa, existiam as determinações doutrinárias de que, quem se aproximasse de um leproso ou nele tocasse, ficaria impuro e também era isolado até provar que não havia contagiado a doença. Com certeza, os leprosos, além de perderem família, trabalho, amigos, moradia, perdiam também a auto-estima, a dignidade humana e a alegria de viver.

sábado, 8 de outubro de 2016

SÃO JOÃO CALÁBRIA -1873-1954

SÃO JOÃO CALÁBRIA -1873-1954

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Fundou as Ordens dos Pobres Servos e das Pobres Servas da Divina Providência. João Orestes Maria Calábria, seu nome de batismo, nasceu em 8 de outubro de 1873, em Verona, Itália, sétimo filho de uma família cristã muito humilde. 
O pai, Luís, era sapateiro e a mãe, Ângela, uma empregada doméstica e cristã exemplar. Desde pequeno, João teve uma saúde frágil, agravada ainda pela grande fome que atingira a região do Vêneto, norte da Itália, em sua infância, deixando-o subnutrido. 
Quando o pai faleceu, teve de interromper o quarto ano do ensino básico para trabalhar como garçom. Com a ajuda de padres amigos da família, começou a estudar para entrar no seminário e, em 1892, conseguiu ingressar no de Verona. 
Muito preocupado com os necessitados, desde o início teve a preocupação de visitar os doentes, mas desdobrava-se na catequese das crianças abandonadas, suas prediletas. 
Em 1894, foi chamado para o serviço militar. Esta fase, segundo seus orientadores, seria interessante para colocar à prova sua verdadeira vocação sacerdotal. Logo foi escalado para a enfermaria do hospital militar, onde se dedicou de corpo e alma a cuidar dos enfermos. 
Após dois anos, retornou ao seminário, onde foi aprovado como noviço. Mas o seminarista Calábria nunca mais deixaria de visitar o hospital militar. 
Em 1901, recebeu sua ordenação sacerdotal. Designado para o ministério na diocese de Verona, deixou sua marca de bom pastor em várias paróquias onde atuou.

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO

NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO

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O Rosário é uma forma de oração muito antiga, usada pelos cristãos dos primeiros tempos. Desde os monges do oriente, até os beneditinos e agostinianos, era costume contar as preces com pedrinhas. 
Aliás, foi um beneditino, o venerável Santo Beda, a sugerir que elas fossem enfileiradas em um cordão, para facilitar o transporte e manuseio. 
A prática da oração do Rosário, como conhecemos hoje, nasceu no início do século XVII. E se tornou de grande valia na solução de um problema relevante das novas Ordens de frades mendicantes, franciscanos e dominicanos, onde a maioria era de analfabetos. 
Nessa época, o Papa Inocêncio III decidiu colocar um fim à heresia albigense, instalada no sul da França. O pontífice enviou para lá dois sacerdotes, 
Diego de Aceber e Domingos de Gusmão. Como o primeiro teve morte súbita, a missão ficou por conta do segundo. Mas a questão foi resolvida com muita eficiência, pois ele acabou contando com uma forte aliada: a Virgem Maria. Diz a tradição que em 1207, o então fundador da Ordem dominicana estava na cidade francesa de Santa Maria de Prouille inaugurando o primeiro convento feminino de sua congregação. Na capela desse convento, Nossa Senhora apareceu à Domingos de Gusmão e lhe ensinou a oração do Rosário, para ser difundida como arma da fé contra todos os inimigos do cristianismo e também, para a salvação dos fieis.

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

SÃO BRUNO


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Em meados do primeiro milênio depois de Cristo, Hugo, o Bispo da diocese francesa de Grenoble, sonhou certa vez com sete estrelas que brilhavam sobre um lugar escuro, muito deserto. Achou estranho. Algum tempo depois, foi procurado por sete nobres e ricos, que queriam se converter à vida religiosa e buscavam sua orientação, por causa da santidade e do prestígio do bispo.
Hugo, reconhecendo na situação o sonho que tivera, ouviu-os com atenção e ofereceu-lhes fazer sua obra num lugar de difícil acesso, solitário, árido e inóspito. Assim tiveram todo seu apoio episcopal. Estes homens buscavam apenas o total silêncio e solidão para orar e meditar. Tudo o que desejavam, ou seja, queriam atingir a elevação espiritual, cortando definitivamente as relações com as coisas mundanas. Eles eram Bruno e seus primeiros seis seguidores e a ordem que fundaram, a dos monges Cartuxos.
Bruno era um nobre e rico fidalgo alemão, que nasceu e cresceu na bela cidade de Colônia, em 1035. Sua família era conhecida pela piedade e fervorosa devoção cristã. Cedo aquele jovem elegante resolveu abandonar a vida de vaidades e prazeres, que considerava inútil, sem sentido e improdutiva. Como era propício à nobreza foi estudar na França e Itália. Na primeira concluiu os estudos na escola da diocese de Reims, onde também se ordenou e posteriormente lecionou teologia. Como aluno teve inclusive um futuro Papa.
Mas também conhecia a fama de santidade do Bispo de Grenoble, por isto foi que decidiu procura-lo. Assim, no lugar indicado por ele, Bruno liderou a construção da primeira casa de oração, com pequenas celas ao redor. Nascia a Ordem dos monges Cartuxos, cujas regras foram aprovadas em 1176, mas ele já havia morrido.

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

“DEUS É AMOR.” (1Jo 4,7-8).

“DEUS É AMOR.” (1Jo 4,7-8).

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“...Amarás o Senhor teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, com toda a tua força e de todo o teu entendimento...” (Lc 10,27). Esse mandamento de amor foi ensinado ao povo judeu enquanto caminhava no deserto à busca da terra prometida.    
O mínimo que o homem pode fazer a Deus é amá-lo com todas as sus forças porque, antes que o homem pensasse ou aprendesse amar Deus, Ele já o amava desde toda a eternidade. 
O homem, amando ao Senhor de todo o seu coração, não está fazendo favor nenhum, muito pelo contrário, está apenas retribuindo, e muito mal e com extrema imperfeição o imenso amor que o Senhor tem por todos os filhos seus. Jesus Cristo foi o modelo de como se deve amar o Pai; viveu para nos ensinar como devemos amar. 
Muitos seguiram Jesus por amor, convicção, fé.   Outros o seguiam por interesse, para que as doenças lhes fossem curadas. Mas existiam também aqueles que se julgavam os doutores da lei de Deus, seguiam a Jesus apenas para não deixá-lo em paz e para observar se ele não cometia alguma falha, falasse alguma coisa que contrariasse a lei de Moisés que fora ditada pelo Senhor para poder denunciá-lo, prendê-lo a fim de que não mais doutrinasse e ensinasse ao povo o caminho da justiça.  
Esses doutores da lei, também conhecidos como escribas ou fariseus não perdiam oportunidade de tentarem Jesus e fazer-lhe perguntas capciosas para ver se ele caísse em alguma contradição. Certa vez, estando  Jesus em discussão com os fariseus,  e, “Um dos escribas que ouvira a discussão, reconhecendo que (Jesus) respondera muito bem, perguntou-lhe: “Qual é o primeiro de todos os mandamentos?”  Jesus respondeu: “O primeiro é: Ouve, ó Israel, o Senhor Nosso Deus é o único Senhor, e amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e com toda a tua força.” (Mc 12,28-30).

terça-feira, 4 de outubro de 2016

SÃO FRANCISCO DE ASSIS - 1182-1226

SÃO FRANCISCO DE ASSIS - 1182-1226

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Filho de Pietro Bernardone e Dona Pica Bernardone, Francisco nasceu entre 1181 e 1182, na cidade de Assis, província da Umbria no centro da Itália. Seu pai era um rico e próspero comerciante de tecidos, que viajava frequentemente em negócios principalmente para França, de onde trazia a maior parte de suas mercadorias. Foi de lá também que ele trouxe sua linda e bondosa esposa, Dona Pica. A mãe de Francisco foi de fato a mulher da sua vida e foi ela que emocionado muitas vezes invocou. Francisco sempre nutriu uma atenção e um carinho especial pela relação materna em geral.
A sua grande ligação espiritual a Maria, mãe de Jesus é mais um sinal do seu particular respeito e Amor pelas mães de todo o mundo. Era frequente usar a relação materna em geral, como exemplo de Amor nos seus diálogos e pregações. Em relação ao pai, apesar do amor e respeito que nutria por ele, a relação não foi um exemplo e assim conheceu alguns episódios desagradáveis. Francisco teve um irmão, de que a história pouco fala. Chegado o momento do parto, Dona Pica, assistida por várias pessoas que ajudavam, teve muitas dificuldades e o nascimento da criança parecia se complicar. Eis que batem à porta, e a criada ao atender depara-se com um mendigo que lhe transmite que a senhora da casa deverá dar à luz no estábulo da casa, junto aos animais. Dona Pica, ao saber do sucedido, pediu ajuda às criadas para a levarem até ao estábulo. Lá chegada, a criança nasceu e foi lhe dado o nome de João (Giovanni). O pai, quando regressou, em homenagem à França, mudou-lhe o nome para Francisco.

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

OS MÁRTIRES BRASILEIROS - OS PRIMEIROS

BEM-AVENTURADOS ANDRÉ DE SOVERAL, AMBRÓSIO FRANCISCO FERRO, MATEUS MOREIRA E COMPANHEIROS, PROTOMÁRTIRES BRASILEIROS.

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Dentro da conturbada invasão dos holandeses no nordeste do Brasil, encontram-se os dois martírios coletivos: o de Cunhaú e o de Uruaçu. Estes martírios aconteceram no ano de 1645, sendo que o padre André de Soveral e Domingos de Carvalho foram mártires em Cunhaú e o padre Ambrósio Francisco Ferro e Mateus Moreira em Uruaçu; dentre outros. 
No Engenho de Cunhaú, principal pólo econômico da capitania do Rio Grande (atual estado do Rio Grande do Norte), existia uma pequena e fervorosa comunidade composta por setenta pessoas sob os cuidados do padre André de Soveral. 
No dia 15 de julho chegou em Cunhaú Jacó Rabe, trazendo consigo seus liderados, os ferozes tapuias, e, além deles, alguns potiguares com o chefe jerera e soldados holandeses. Jacó Rabe era conhecido por seus saques e desmandos, feitos com a conivência dos holandeses, deixando um rastro de destruição por onde passava. 
Dizendo-se em missão oficial pelo supremo conselho holandês do Recife, convoca a população para ouvir as ordens do conselho após a missa dominical no dia seguinte. 
Durante a santa missa, após a elevação da hóstia e do cálice, a um sinal de Jacó Rabe, foram fechadas todas as portas da igreja e se deu início à terrível carnificina: os fiéis em oração, tomados de surpresa e completamente indefesos, foram covardemente atacados e mortos pelos holandeses com a ajuda dos tapuias e dos potiguares.

domingo, 2 de outubro de 2016

O GRÃO DE MOSTARDA

XXVII DOMINGO DO TEMPO COMUM

“SE VOCÊS TIVESSEM FÉ DO TAMANHO DE UMA SEMENTE DE MOSTARDA...”.
(Lc 17,6).

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Diácono Milton Restivo

Geralmente a primeira leitura das nossas liturgias dominicais e festivas é tirada do livro de um acontecimento marcante do povo de Deus ou de um profeta. Os profetas foram homens escolhidos por Deus para serem canais da manifestação de sua vontade ao povo israelita. Instrumento poderosamente usado e através destes, a glória do Senhor, por diversas vezes, foi manifestada.
Houve, entre o povo israelita, os profetas orais, ou melhor, os que não escreveram suas mensagens, apenas as transmitiram oralmente, como é o caso dos profetas Natã, Elias, Eliseu e muitos outros, e os profetas literários, aqueles que deixaram os seus escritos.
Os profetas literários estão divididos em dois grupos: Profetas Maiores e Profetas Menores.
Os profetas maiores são quatro: Isaias, Jeremias, que vem seguido do livro chamado Lamentações, conhecido também como Lamentações de Jeremias, Ezequiel e Daniel.
Os profetas classificados “menores” são treze: Baruc, Oséias, Joel, Amós, Abdias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuc, Sofonias, Ageu, Zaca­rias e Malaquias.
O livro de Baruc não consta das bíblias judaicas e protestantes.
A distinção entre profetas maiores e menores só se refere aos escritos que eles deixaram, e não diz respeito à qualidade ou sabedoria, porque todos foram igualmente inspirados pelo Espírito Santo. A qualificação de maiores ou menores está baseada no tamanho do livro que foi deixado por eles.

sábado, 1 de outubro de 2016

SANTA TEREZINHA DO MENINO JESUS

SANTA TEREZINHA DO MENINO JESUS

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Desde muito cedo Teresa Martin iniciou sua devoção ao Menino Jesus. Aos seis anos e meio,  começa a se preparar para a primeira comunhão, sendo catequizada por sua irmã Paulina. Graças a esta catequese, o amor ao Menino Jesus vai aumentando em seu coração.  Ao falar deste período, nossa santa afirma que "amava-o muito" (A 31v). 
Não é, pois, de se estranhar que à época de seu primeiro chamado à vida carmelitana, tenha aceitado com entusiasmo a proposta de Madre Gonzaga de se chamar "Teresa do Menino Jesus" quando ingressasse no Carmelo. Após prepará-la para a primeira comunhão, Paulina, já Irmã Inês de Jesus no Carmelo de Lisieux, convida a menina a considerar sua alma como um jardim de delícias no qual é preciso cultivar as flores de virtudes que Jesus virá colher em sua primeira visita.  
No ano de 1887 se oferece ao Menino Jesus para ser seu brinquedo (A 64r), desejando abandonar-se sem reservas à sua misericórdia. Isto ocorre por ocasião da célebre audiência com o papa Leão XIII.