terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

BEM-AVENTURADA ANA CATARINA EMMERICH - 1774-1824

BEM-AVENTURADA ANA CATARINA EMMERICH - 1774-1824


Ana Catarina Emmerich nasceu em 08 de setembro de 1774, na aldeia de Flamske, perto de Coesfeld, atual Alemanha. 
Os pais, Bernardo Emmerich e Ana Hillers, camponeses pobres e piedosos cristãos, a batizaram no mesmo dia, como os outros nove filhos.
Desde a infância Ana ajudava nos afazeres domésticos e do campo. Frequentou pouco a escola, mas se notava seus bons conhecimentos da religião e que Deus lhe dera dons especiais. 
Até os quinze anos de idade, trabalhou como pastora, na casa de um parente. Nesse período ouviu o chamado de Deus para a vida consagrada, mas encontrou a oposição do pai. 
Então aprendeu a costurar e foi trabalhar em Coesfeld, para concluir sua formação. Frequentava a igreja, participava da Missa e, mesmo sozinha, fazia a oração da Via Sacra. 
No tempo livre procurava um convento que a aceitasse. Apesar das várias tentativas, Ana Catarina não conseguiu ingressar em nenhum. Alegavam a pouca escolaridade e não saber ao menos tocar órgão. 
Por isso, abandonou a costura e foi morar com a família do piedoso organista Soentgen. 
Entretanto, em 1802, o organista conseguiu seu ingresso junto com o de sua filha Clara Soentgen, no Convento das Agostinianas, em Duelmen. 
Por causa de sua origem humilde, no início Ana Catarina foi pouco considerada pelas co-irmãs. No ano seguinte ingessou na ordem, sendo agraciada com uma visão. 
Dedicou com fervor à observância das regras da ordem e assumiu os afazeres mais pesados do Convento. Esse período foi uma verdadeira escola da Cruz, porque ninguém lhe compreendia o estado d'alma, duvidando de suas visões contemplativas.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

SANTA JOSEFINA BAKHITA – A FLOR DA ÁFRICA

SANTA JOSEFINA BAKHITAA FLOR DA ÁFRICA


Religiosa sudanesa da Congregação das Filhas da Caridade-Canossianas. Bakhita nasceu no Sudão, África, em 1869. 
Este nome, que significa "afortunada", não recebeu de seus pais ao nascer, lhe foi imposto por seus raptores. Esta flor africana conheceu as humilhações, os sofrimentos físicos e morais da escravidão, sendo vendida e comprada várias vezes. 
A terrível experiência e o susto, provado naquele dia, causaram profundos danos em sua memória, inclusive o esquecimento do próprio nome. 
Na capital do Sudão, Bakhita foi finalmente comprada por um cônsul italiano, que depois a levou consigo para a Itália. Durante a viagem, ele a entregou para viver com a família de um amigo, que residia em Veneza, e cuja esposa, havia se afeiçoado à ela.
Depois, com o nascimento da filha do casal, Bakhita se tornou sua babá e amiga. Os negócios desta família, na África, exigiam que retornassem. Mas, aconselhado pelo administrador, o casal confiou as duas, às irmãs da congregação de Santa Madalena de Canossa, em Schio, também em Veneza. 
Alí, Bakhita, conheceu o Evangelho. 
Era 1890 e ela tinha vinte e um anos quando foi batizada recebendo o nome de Josefina. Após algum tempo, quando vieram buscá-las, Bakhita ficou. 
Queria se tornar uma irmã canossiana, para servir a Deus que lhe havia dado tantas provas do seu amor. Depois de sentir muita clareza do chamado para a vida religiosa, em 1896, Josefina Bakhita se consagrou para sempre a Deus, que ela chamava com carinho "o meu Patrão!". 
Por mais de cinqüenta anos, esta humilde Filha da Caridade, se dedicou às diversas ocupações na congregação, sendo chamada por todos de "Irmã Morena".

domingo, 7 de fevereiro de 2016

"FAREI DE VOCÊS PESCADORES DE HOMENS”.

V DOMINGO DO TEMPO COMUM – ANO “C”

“FAREI DE VOCÊS PESCADORES DE HOMENS”.


Diácono Milton Restivo

No domingo passado a liturgia da Palavra versou sobre o chamamento e a vocação do profeta Jeremias. A primeira leitura da liturgia deste domingo focaliza a vocação do profeta Isaías. Isaías narra uma visão aterradora, do “Senhor sentado num trono de grande altura; o seu manto estendia-se pelo templo. Havia serafins de pé a seu lado; cada um tinha seis asas”. (Is 6,1-2).
É somente nesta passagem de Isaias que é mencionado, na Bíblia, especificamente, a figura dos serafins: “De pé, acima dele, estavam serafins...” (Is 6,2).
As Sagradas Escrituras nada mais dizem a respeito de serafins, senão o que se contém nesta passagem: Cada um deles tinha seis asas: com duas cobria a face, e com outras duas cobriam os pés e com duas voavam. E clamavam um para o outro, e diziam: “Santo, Santo, Santo, Senhor Deus dos Exércitos cheia está toda a terra da sua glória”, (Is 6,2-3).
Com estas palavras os serafins louvavam a Deus por sua perfeita Santidade.
João, ao escrever o Apocalipse, setecentos anos depois desses acontecimentos, narra uma visão que teve, semelhante a essa, com quatro seres vivos, sem dizer que eram serafins, e “cada um dos quatro seres vivos tem seis asas e são cheios de olhos ao redor e por dentro. Dia e noite sem parar, eles proclamam: ‘Santo! Santo! Santo! Senhor Deus todo poderoso! Aquele-que-é, que-era e que-vem!” (Apo 4,8).
Santo quer dizer “separado”: separado do impuro e do profano. Santo quer dizer: essencialmente puro, soberanamente perfeito. 

sábado, 6 de fevereiro de 2016

DEUS É PAI, E PAI NOSSO...

DEUS É PAI, E PAI NOSSO...


Jesus era um homem de oração. 
Estava sempre em contato permanente com o Pai. 
Não perdia a oportunidade de louvar e agradecer ao Senhor nosso Deus, quase sempre em voz alta e no meio do povo, para que toda a multidão que sempre o assediava, pudesse ouvir e aprender com ele como era fácil se comunicar com o Pai, e sempre que podia, Jesus se afastava da multidão e se recolhia em algum lugar solitário para orar, como nos narram os Evangelistas: "De madrugada, estando ainda escuro, Ele se levantou e retirou-se para um lugar deserto e ali orava" (Mc 1,35). "Tendo despedido as multidões, subiu ao monte a fim de orar a sós.  Ao chegar a tarde estava  ali sozinho." (Mt 14,23). 
E, quando falava, ensinando ao povo como devia rezar, Jesus o orientava para que não fosse como os hipócritas e fariseus que gostavam de fazer orações de maneiras teatrais e em locais públicos para que o povo, que os vissem orar daquela maneira, os elogiassem: "E quando orardes, não sejais como os hipócritas, porque eles gostam de fazer oração pondo-se em pé nas sinagogas e nas esquinas, a fim de serem vistos pelos homens. Em verdade vos digo, já receberam a sua recompensa." (Mt 6,5).

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

VENERÁVEL MESTRA IRMÃ TECLA MERLO - 1884-1964

VENERÁVEL MESTRA IRMÃ TECLA MERLO - 1884-1964 - *


Cofundadora da congregação das Irmãs Paulinas. A idéia da mulher como líder na ação da Igreja começou a tomar vulto e foi se estruturando até chegar a ser uma Congregação religiosa: Irmãs Paulinas. 
Desde o início, Tiago Alberione percebeu que a mulher deveria estar na linha de frente nesta cruzada pelo Reino de Deus, e esse seu pensamento logo se transformou em ação. 
Foi assim que a idéia da mulher como líder na ação da Igreja começou a tomar vulto e foi se estruturando até chegar a ser uma congregação religiosa: a Pia Sociedade Filhas de São Paulo, mais conhecida como Irmãs Paulinas.
A Congregação dos Padres Paulinos - primeira congregação fundada pelo Padre Tiago Alberione - já estava dando os seus primeiros passos. Agora, era necessário encontrar uma jovem para iniciar o ramo feminino. 
Deus, que estava por trás de tudo, não tardou em possibilitar o encontro de Alberione com a jovem Tecla Merlo. Desde o início, Teresa sentiu a força de Deus e, na pobreza absoluta, apenas com a bagagem da fé, da confiança e da humildade, ela começou, orientada por Alberione, a Congregação que veria florescer no mundo inteiro, a Congregação das Irmãs Paulinas, as mensageiras de Deus, ou andarilhas de Deus, como o fundador gostava de chamá-las.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

SÃO JOÃO DE BRITO - 1647-1693

SÃO JOÃO DE BRITO - 1647-1693


O povo português em muito ajudou a divulgação do cristianismo e a sua propagação pelo mundo, nos tempos das grandes navegações. 
Enquanto alargava suas fronteiras, levava junto com sua bandeira a cruz dos cristãos, empunhada principalmente pelos padres jesuítas que, desta forma, puderam evangelizar pelos quatro cantos do planeta. 
Através das suas missões a religião católica chegou ao Brasil e a tantos outros países. Foi numa missão jesuítica, na Índia, que brotou em sua plenitude o apostolado do sacerdote português João de Brito. 
João nasceu em Lisboa ao 1º de março de 1647, filho de um membro da corte portuguesa que, mais tarde, seria governador do Rio de Janeiro, Salvador de Brito Pereira e da nobre Brites de Portalegre. 
Apesar de ter saúde débil, desde a infância João alimentou o desejo de se tornar evangelizador. Fez os estudos superiores na famosa Universidade de Coimbra, mas queria completar os estudos teológicos na Índia. 
Aos vinte e seis anos, ordenou-se sacerdote e entrou para a Companhia de Jesus e, apesar da fragilidade física, rumou para o país onde sonhava pregar seu apostolado.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

SÃO BRÁS – O SANTO DA BENÇÃO DA GARGANTA

SÃO BRÁS – O SANTO DA BENÇÃO DA GARGANTA


A vida e os feitos de São Brás atingem aquele ápice de alguns poucos, que atraem a profunda fé e a admiração popular. 
São Braz é venerado no Oriente e Ocidente com a mesma intensidade ao logo de séculos, e até hoje, mães aflitas recorrem à sua intercessão quando um filho engasga ou apresenta problemas de garganta. 
A bênção de São Brás, procurada principalmente por quem tem problemas nesta parte do corpo, onde é ministrada nesta data em muitas igrejas do mundo cristão. 
O prodígio atribuído à ele quando era levado preso, para depois ser torturado, é dos mais conhecidos por pessoas de todo o planeta. 
Consta que uma mãe aflita jogou-se aos seus pés pedindo que socorresse o filho, que agonizava com uma espinha de peixe atravessada na garganta. 
O santo rezou, fez o sinal da cruz sobre o menino e este se levantou milagrosa, e imediatamente como se nada lhe tivesse acontecido. 
Brás nasceu na Armênia, era médico, sacerdote e muito benevolente com os pobres e cristãos perseguidos e por essas virtudes foi nomeado bispo de Sebaste , isto no século três. 
Também sabemos que, apesar de aqueles anos marcarem os finais das grandes perseguições aos cristãos, muitos ainda torturados e mortos na mão dos poderosos pagãos.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

APRESENTAÇÃO DO SENHOR

APRESENTAÇÃO DO SENHOR


A data de hoje lembra o cumprimento, por Maria e José, de um preceito hebraico. 
Quarenta dias após dar à luz, a mãe deveria passar por um ritual de "purificação" e apresentar o filho ao Senhor, no templo. 
Desde o século quatro essa festa era chamada de "Purificação de Maria". 
Com a reforma litúrgica de 1960, passou-se a valorizar o sentido da "apresentação", oferta de Jesus ao Pai, para que seu destino se cumprisse, marcando em conseqüência a aceitação por parte de Maria do que o Pai preparara para o fruto de sua gestação. 
A data passou a ser lembrada então como a da "Apresentação do Senhor". 
No templo, a família foi recebida pelo profeta Simeão e pela profetiza Ana, num encontro descrito por São Lucas no seu evangelho, da seguinte maneira: "Assim que se completaram os dias da purificação conforme a Lei de Moisés, levaram o Menino a Jerusalém para apresentá-lo ao Senhor, segundo está escrito na Lei do Senhor, que "todo varão primogênito será consagrado ao Senhor" e para oferecerem em sacrifício, segundo o que está prescrito na Lei do Senhor, um par de rolas ou dois pombinhos.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

SÃO JOÃO BOSCO – O SANTO QUE PROFETIZOU A CONSTRUÇÃO DE BRASÍLIA

SÃO JOÃO BOSCO – O SANTO QUE PROFETIZOU A CONSTRUÇÃO DE BRASÍLIA 


João Melquior Bosco, nasceu no dia 16 de agosto de 1815, numa família católica de humildes camponeses em Castelnuovo d'Asti, no norte da Itália, perto de Turim. Órfão de pai aos dois de idade, cresceu cercado do carinho da mãe, Margarida, e amparo dos irmãos. 
Recebeu uma sólida formação humana e religiosa, mas a instrução básica ficou prejudicada, pois a família precisava de sua ajuda na lida do campo. 
Aos nove anos, teve um sonho que marcou a sua vida. Nossa Senhora o conduzia junto a um grupo de rapazes desordeiros que o destratava. João queria reagir, mas a Senhora lhe disse: "Não com pancadas e sim com amor. Torna-te forte, humilde e robusto. À seu tempo tudo compreenderás". 
Nesta ocasião decidiu dedicar sua vida a Cristo e a Mãe Maria; quis se tornar padre. Com sacrifício, ajudado pelos vizinhos e orientado pela família, entrou no seminário salesiano de Chieri, daquela diocese. 
Inteligente e dedicado, João trabalhou como aprendiz de alfaiate, ferreiro, garçom, tipógrafo e assim, pôde se ordenar sacerdote, em 1841. Em meio à revolução industrial, aconselhado pelo seu diretor espiritual, padre Cafasso, desistiu de ser missionário na Índia. 
Ficou em Turim, dando início ao seu apostolado da educação de crianças e jovens carentes. Este "produto da era da industrialização", se tornou a matéria prima de sua Obra e vida. Neste mesmo ano, criou o Oratório de Dom Bosco, onde os jovens recebiam instrução, formação religiosa, alimentação, tendo apoio e acompanhamento até a colocação em um emprego digno. 
Depois, sentiu necessidade de recolher os meninos em internatos-escola, em seguida implantou em toda a Obra as escolas profissionais, com as oficinas de alfaiate, encadernação, marcenaria, tipografia e mecânica, repostas às necessidades da época.

domingo, 31 de janeiro de 2016

“NENHUM PROFETA É BEM RECEBIDO EM SUA PÁTRIA”

IV DOMINGO DO TEMPO COMUM -  ANO “C”


“NENHUM PROFETA É BEM RECEBIDO EM SUA PÁTRIALc 4,24

Diácono Milton Restivo

A liturgia da Palavra de hoje versa sobre a vocação do profeta. Muitas vezes entende-se profeta como a pessoa que é capaz de predizer acontecimentos futuros. Profeta, na Bíblia é uma pessoa que fala por inspiração divina ou em nome de Deus.
Os profetas ou profetisas foram homens e mulheres escolhidos por Yahweh para serem canais da manifestação de sua vontade, no Antigo Testamento, ao povo israelita. Deve-se entender que, no termo “profeta”, não há nada que implique previsão de acontecimentos. Pode um profeta predizer ou não o futuro segundo a mensagem que Deus lhe determinar.
Muitas vezes, pelo passado mal vivido do povo e pelo presente que é vivido de modo a não cumprir as orientações de Deus, o profeta, como qualquer pessoa responsável, pode prever um futuro desastroso, nem sempre por uma pré-visão mística, mas pela sequência lógica e natural dos acontecimentos.
Profeta, antes de tudo, é alguém que tem uma profunda experiência de Deus em sua vida. Movido por essa experiência de Deus, o profeta a profetiza e acaba mudando o seu modo de ver e de pensar, de sentir e de julgar, de portar-se e de falar, e procura transmitir isso a todos, quer seja bem recebido ou não, correndo o risco de não ser bem interpretado entre os seus mais próximos, como aconteceu com Jesus, o que motivou a suas queixa: “Nenhum profeta é bem recebido em sua pátria”. (4,24), e João, no seu Evangelho ratifica isso: “O próprio Jesus havia testemunhado que um profeta não é honrado em sua própria pátria”. (Jo 4,44). 

sábado, 30 de janeiro de 2016

SER CRIANÇA NO COLO DE MARIA

SER CRIANÇA NO COLO DE MARIA

Quando éramos pequenos, quando éramos crianças, quantos de nós aprendemos as primeiras orações no colo de nossas mães ou avós. Íamos ao catecismo, e a catequista, com muito amor, carinho e paciência, repetia conosco as orações do Pai Nosso, da Ave Maria e pegava em nossas mãos de crianças para nos ajudar a aprender e a fazer o Sinal da Cruz. 
Quando éramos crianças rezávamos e tínhamos a certeza de que o Papai do Céu nos ouvia e nos atendia. 
Depois fomos crescendo, crescendo e passamos a achar que éramos auto-suficientes, que não precisaríamos mais de rezar, que poderíamos muito bem viver sem orações e sem Deus, que, afinal de contas, rezar era para crianças e mulheres que tinham que cuidar dos maridos e dos filhos. 
Fomos nos tornando pessoas adultas e maduras e começamos  a achar que poderíamos resolver os nossos próprios problemas e passamos a ficar descrentes no poder da oração. 
Se fizermos uma retrospectiva na nossa vida, vamos notar que, a partir do momento em que deixamos de rezar, passamos a dar cabeçadas por esse mundo a fora. 
Deixando de rezar, começamos a nos afastar de Deus e da sua Igreja e, fazendo isso e olhando para traz, notamos quantas coisas que fizemos e não deveríamos ter feito e que não faríamos se ainda tivéssemos mantido o contato com Deus, ou ainda, quantas coisas que fizemos e que poderíamos tê-las feito melhor. Muitos de nós tivemos apenas uma iniciação na vida religiosa, na vida cristã, apenas uma iniciação na vida de oração, de conversa amigável e amorosa com Deus, nosso Pai. 
Quando éramos crianças o nosso respeito, o nosso amor para com Deus, com sua Igreja, com os irmãos e com os mais velhos estavam sempre presentes em nossas vidas, em nossos atos e pensamentos. Crescemos, começamos a achar que rezar e ir à Igreja era perda de tempo, coisas de crianças e mulheres. Desaprendemos de rezar. 
Quando éramos crianças aprendemos a rezar orações decoradas e também orações espontâneas, numa conversa amigável com Deus com as nossas próprias palavras e sentimentos como se estivéssemos conversando com o nosso próprio pai ou mãe, e fazíamos isso com confiança total na bondade e misericórdia de Deus.
Quando a criança deixa de ser criança e passa a se julgar adulto, proclama a sua independência de tudo e de todos, inclusive de Deus e se esquece de quem Jesus amava de verdade era das crianças, perde o contato com a família do Pai Nosso. 
Ser criança, no Evangelho, não é pertencer a uma determinada faixa etária; ser criança, para Jesus, é um estado de espírito e se não voltarmos a ser crianças e a nos tornarmos crianças, não alcançaremos o Reino do Céu: “Eu lhes garanto: se vocês não se converterem e não se tornarem como crianças, vocês nunca entrarão no Reino do Céu”. (Mt 18,3). 
Eram as crianças que Jesus queria perto de si para abraçá-las e abençoar: “Deixem as crianças e não lhes proíbam de vir a mim, porque o Reino do Céu pertence a elas”. (Mt 19,14). 
O Reino do Céu foi feito para as crianças, não importa a idade que elas tenham: de um a cem anos. Nós envelhecemos quando queremos, quando deixamos de ser crianças, quando nos julgamos auto-suficientes e não necessitamos de mais ninguém, nem de Deus. 
Se quisermos, seremos sempre crianças e o Reino do Céu não fugirá de nós, será sempre nosso, das crianças. Enquanto confiarmos em Deus e colocarmos em suas mãos a nossa vida, os nossos anseios, as nossas realizações, o nosso presente, o nosso futuro, acreditando que Deus só quer o nosso bem, ai somos ou voltamos a ser crianças. 
Caso contrário, se passarmos a querer resolver os nossos problemas sozinhos e nos negarmos ao amor do Pai, deixamos de ser crianças e nos afastamos da possibilidade de nos entregar-mos ao amor da mãe.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

ORAÇÃO A MARIA PELAS MÃES


ORAÇÃO A MARIA PELAS MÃES


Virgem Maria, Mãe de Deus e nossa Mãe! A senhora é virgem e é mãe, única na história da humanidade a ter essa dignidade. Única escolhida por Deus para uma missão específica: a de ser virgem e ao mesmo tempo mãe do Filho de Deus. 
O Senhor Nosso Deus que escolheu a Senhora para essa missão divina, continua a convidar todas as mulheres também para essa missão tão importante quanto a sua: a de serem mães. 
Para ser mãe, o Senhor não faz acepção de mulheres: são mães as mulheres ricas e são mãe as mulheres pobres; são mães as mulheres que moram nos palacetes e são mães as mulheres que moram em favelas; são mães as mulheres de todas as raças, credos e cores. Faz parte do divino ser mãe. 
Um poeta já disse: “Ser mãe é padecer no paraíso”. Concordo em parte com esse poeta porque, ser mãe é sempre sofrer, mas nem sempre no paraíso, porque um coração de mãe está sempre apreensivo pela educação, segurança e bem estar de seus filhos, assim como esteve o coração da Senhora desde o momento da concepção de Jesus no seu ventre sacrossanto e depois pela vida toda, até a sua morte na cruz. 
E hoje, Senhora, estamos aqui para lembrar todas as mães, para pedir por todas as mães, para que a Senhora não desampare as mães nas suas aflições e compartilhe com elas sempre de suas alegrias.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

SANTO TOMÁS DE AQUINO



SANTO TOMÁS DE AQUINO

Era, sem dúvida, a hora sazonada para as grandes sínteses: a síntese artística que é a catedral gótica; síntese poética da Divina Comédia; a síntese política do regime representativo - "Rex et regnum" - , que então nascia com as Cortes e os Parlamentos; e a síntese teológico-filosófica das grandes "summas". 
Na revolução intelectual, havia o precedente do "renascimento científico" do século XII - um dos muitos renascimentos que de século em século precederam ao denominado Renascimento, Isto não quer dizer que o ambiente para a grande obra de Tomás de Aquino fosse propício, nem sequer pacífico. 
As mais acerbas controvérsias acompanharam constantemente seu labor de magistério e de pesquisador. Podemos lembrar, como exemplo, a violenta polêmica entre regulares e seculares que marcou seus primeiros anos de professorado na universidade de Paris, e, sobretudo, a mortal oposição de averroístas e antiaverroístas. A curta vida de Santo Tomás (1225-1274) não foi, de modo algum, tranqüila, como poderia faze-nos pensar a magnitude de sua obra.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

SANTA ÂNGELA DE MÉRICI - 1470-1540


SANTA ÂNGELA DE MÉRICI - 1470-1540



Fundou a Congregação das irmãs de Santa Úrsula. Ângela Mérici nasceu em 1470, na cidade de Desenzano, no norte da Itália. 
O período histórico era o do Renascimento e da Reforma da Igreja, provocada pela doutrina luterana. 
Os pais eram camponeses pobres e muito religiosos. E desde pequena, ela teve seu coração inclinado pela vida religiosa, preferindo a leitura da vida dos Santos. 
De fato, sua provação começou muito cedo, na infância, quando ficou órfã de pai. Logo em seguida perdeu a mãe e a irmãzinha, com quem se identificava muito. 
Assim, ela foi viver na casa de um tio, que a havia adotado, mas que também veio a falecer. Voltou à terra natal. Depois de passar dias e dias chorando, com apenas treze anos, pediu para ingressar num convento, entrando para a Ordem Terceira de São Francisco de Assis. 
Ângela tinha apenas o curso primário e chegou a ser "conselheira" de governadores, bispos, doutores e sacerdotes. 
Os seus sofrimentos, sua entrega à Deus e a vida meditativa de penitência lhe trouxeram, através do Espírito Santo, o dom do conselho, que consiste em saber ponderar as soluções adequadas para todas as situação da vida.
 Ela também, percebeu que naquele momento histórico, as meninas não tinham quem as educassem e livrassem dos perigos morais, e que as novas teorias levavam as pessoas a querer organizar a vida como se Deus não existisse. 
Para lutar contra o paganismo, era preciso restaurar a célula familiar. Inspirada pela Virgem Maria, fundou a Comunidade das irmãs Ursulinas, em homenagem a santa Úrsula, a mártir do século IV, que dirigia o grupo das moças virgens, que morreram por defender sua religião e sua castidade. Ângela acabou se tornando a portadora de uma mensagem inovadora para sua época.

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

SÃO TITO E SÃO TIMÓTEO


SÃO TITO E SÃO TIMÓTEO



Hoje a Igreja comemora a festa de dois dos discípulos de Paulo: Timóteo e Tito. 
Tito veio do mundo pagão e Timóteo veio do mundo judeu. Trabalharam com o apóstolo Paulo, que os liderou sem lhes tirar o brilho. E deu à eles "a gloria de uma perene lembrança", como disse Eusébio de Cesarea no primeiro milênio, e será ainda assim nos outros que se seguirão: toda a Igreja os veneram juntos.
Mas suas trajetórias foram tão distintas, que são relatadas em páginas individuais. 
As únicas informações concretas nos são dadas pelas cartas do apóstolo Paulo. Tito era grego e pagão. Ainda jovem se converteu ao cristianismo e se tornou companheiro e inestimável colaborador do apóstolo. Quando Paulo disse a Tito: "Isto deves ensinar, recomendar e reprovar com toda autoridade", fez surgir um outro grande evangelizador, que permaneceu trabalhando ao seu lado. 
Encarregado pelo apóstolo para executar importantes missões, foi uma vez a Jerusalém para entregar a importância duma coleta em favor dos cristãos pobres. "Meu companheiro e colaborador" como escreveu o apóstolo na segunda carta aos Corintos. 
Companheiro dos momentos importantes, como a famosa reunião do concílio de Jerusalém, que tratou da necessidade de renovação e diversificação dos ritos devido a evangelização no mundo pagão. Tito, porém, foi também um mediador persuasivo, e entusiasmou Paulo resolvendo uma grave crise entre ele e os Corintos.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

CONVERSÃO DE SÃO PAULO


CONVERSÃO DE SÃO PAULO


A conversão de Saulo se deu por volta dos anos 33 ou 34 d.C. e é narrada três vezes (At 9,1-19; 22,3-21; 26,12-20) e mencionada pelo próprio Paulo nas suas cartas (Gl 1,12-24; 1Cor 9,1; 15,8s; Fl 3,4-12; 1Tm 1,3). 
Segundo o livro dos Atos dos Apóstolos, Paulo converteu-se sem a pregação do evangelho por parte de outro homem: “Irmãos, eu declaro a vocês: o Evangelho por mim anunciado não é invenção humana. E, além disso, não o recebi nem aprendi através de um homem, mas por revelação de Jesus Cristo.” (Gl 1,11-12).
Afinal, quem pregaria para Saulo? O próprio Ananias ficou temeroso quando Deus lhe enviou a orar por aquele que era conhecido como o grande perseguidor da igreja: “Ananias respondeu: ‘Senhor, já ouvi muita gente falar desse homem e do mal que ele fez aos teus fiéis em Jerusalém. E aqui em Damasco ele tem plenos poderes que recebeu dos chefes dos sacerdotes, para prender todos os que invocam o teu nome’.” (At 9,13-14).
Uma conversão sem pregação constitui-se exceção. O normal é que alguém pregue o evangelho para que outros se convertam, como Paulo mesmo disse: “Ora, como poderão invocar aquele no qual não acreditam? Como poderão acreditar, se não ouviram falar dele? E como poderão ouvir, se não houver quem o anuncie?”  (Rm 10,14).
A conversão de Paulo não se deu de uma hora para outra, conforme está narrado e é entendido nos Atos dos Apóstolos; foi um processo longo e demorado. Paulo vai mudando de mentalidade; Paulo, como fariseu, tinha uma visão de Deus, das pessoas e das coisas; como cristão ele passa a ter uma visão totalmente diferente com relação a Deus, às pessoas e às coisas, mas o Deus que ele adorava antes, como fariseu, é o mesmo Deus que ele continuou a adorar como cristão, mas, só que, agora, um Deus mais próximo dele que o amou e que se entregou por ele (cf Gl 2,20b), e que morreu por ele quando ele ainda era pecador (cf Rm 5,8). 

domingo, 24 de janeiro de 2016

“O ESPÍRITO DO SENHOR ESTÁ SOBRE MIM...” (Lc 4,18).


“O ESPÍRITO DO SENHOR ESTÁ SOBRE MIM...” (Lc 4,18).


Diácono Milton Restivo

A liturgia de hoje é muito rica de ensinamentos.
Em primeiro lugar Lucas nos transmite a veracidade dos seus escritos e inicia o seu Evangelho com humildade e com a preocupação de deixar clara a seriedade do testemunho dos Evangelhos.
Os Evangelhos são testemunhos de fé e não fábulas ou trabalhos literários que foram escritos para serem lidos, admirados e acondicionados nas estantes.
Os Evangelhos são testemunhos de fé de quem crê e que trabalha para que, através de sua vivência e testemunho, outros venham a crer com razão e fé profunda.
O início do Evangelho de Lucas tem uma dedicatória “ordenado para ti, excelentíssimo Teófilo” (Lc 1,3). Não sabemos quem foi Teófilo: se foi uma pessoa física, se foi uma comunidade, ou se são todos os que aderiram ao Evangelho de Jesus Cristo. Realmente, não sabemos se se trata de uma pessoa ou se Lucas escreveu o seu Evangelho para todos aqueles que creram e aderiram à sua mensagem que retrata os ensinamentos de Jesus, pois que, “Teófilo” quer dizer exatamente “amigo de Deus”, e quem assimila e vive a mensagem torna-se “Teófilo”, “amigo de Deus”.
Lucas foi cuidadoso no que escreveu. Tinha conhecimento de que muitos já haviam escrito sobre Jesus, “muitas pessoas já tentaram escrever a história dos acontecimentos que se realizaram entre nós” (Lc 1,1), mas Lucas mostra que não ficaria satisfeito com o que conhecia e já havia lido. Aquilo não era o suficiente. 

sábado, 23 de janeiro de 2016

ORAÇÃO A MARIA PELAS MÃES


ORAÇÃO A MARIA PELAS MÃES


Virgem Maria, Mãe de Deus e nossa Mãe! A senhora é virgem e é mãe, única na história da humanidade a ter essa dignidade. Única escolhida por Deus para uma missão específica: a de ser virgem e ao mesmo tempo mãe do Filho de Deus. 
O Senhor Nosso Deus que escolheu a Senhora para essa missão divina, continua a convidar todas as mulheres também para essa missão tão importante quanto a sua: a de serem mães. 
Para ser mãe, o Senhor não faz acepção de mulheres: são mães as mulheres ricas e são mãe as mulheres pobres; são mães as mulheres que moram nos palacetes e são mães as mulheres que moram em favelas; são mães as mulheres de todas as raças, credos e cores. Faz parte do divino ser mãe. 
Um poeta já disse: “Ser mãe é padecer no paraíso”. Concordo em parte com esse poeta porque, ser mãe é sempre sofrer, mas nem sempre no paraíso, porque um coração de mãe está sempre apreensivo pela educação, segurança e bem estar de seus filhos, assim como esteve o coração da Senhora desde o momento da concepção de Jesus no seu ventre sacrossanto e depois pela vida toda, até a sua morte na cruz. 
E hoje, Senhora, estamos aqui para lembrar todas as mães, para pedir por todas as mães, para que a Senhora não desampare as mães nas suas aflições e compartilhe com elas sempre de suas alegrias.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

NOSSA SENHORA DO Ó - NOSSA SENHORA DA EXPECTAÇÃO DO Ò


NOSSA SENHORA DO Ó - NOSSA SENHORA DA EXPECTAÇÃO DO Ò



Nossa Senhora do Ó é uma devoção mariana surgida em Toledo, na Espanha, remontando à época do X Concílio, presidido pelo arcebispo Santo Eugênio, quando se estipulou que a festa da Anunciação fosse transferida para o dia 18 de Dezembro. 
Sucedido no cargo por seu sobrinho, Santo Ildefonso, este determinou, por sua vez, que essa festa se celebrasse no mesmo dia, mas com o título de Expectação do Parto da Beatíssima Virgem Maria. 
Pelo fato de, nas vésperas, se proferirem as antífonas maiores, iniciadas pela exclamação (ou suspiro) “Oh!”, o povo teria passado a denominar essa solenidade como  Nossa Senhora do Ó. Em Portugal, o culto à Expectação do Parto, ou a Nossa Senhora do Ó, teria se iniciado em Torres Novas (SANTA MARIA, Frei Agostinho de. Santuário Mariano), onde uma antiga imagem da Senhora era venerada na Capela-mor da Igreja Matriz de Santa Maria do Castelo. 
Esta imagem era conhecida à época de D. Afonso Henriques por Nossa Senhora de Almonda (devido ao rio Almonda, que banha aquela povoação), à época de D. Sancho I por Nossa Senhora da Alcáçova (c. 1187) ou, a partir de 1212, quando se lhe edificou (ou reedificou) a igreja, por Nossa Senhora do Ó. 
Esta imagem é descrita pelo mesmo autor como: "É esta santa imagem de pedra mas de singular perfeição. Tem de comprimento seis palmos. No avultado do ventre sagrado se reconhecem as esperanças do parto. Está com a mão esquerda sobre o peito e a direita tem-na estendida. Está cingida com uma correia preta lavrada na mesma pedra e na forma de que usam os filhos de meu padre Santo Agostinho." 
No Brasil o culto iniciou-se à época desde o início da colonização, com o Capitão donatário Duarte Coelho, na Capitania de Pernambuco. Tendo fundado a vila de Olinda, nessa povoação erigiu-se uma Igreja sob a invocação de São João Batista, administrada por militares, onde era venerada uma imagem de Nossa Senhora da Expectação ou do Ó. 
De acordo com Frei Vicente Mariano, também se tratava de uma imagem pequena com cerca de dois palmos de altura, entalhada em madeira e estofada, de autoria e origem desconhecida. A tradição reputa esta imagem como milagrosa, tendo vertido lágrimas em 28 de Julho de 1719. 
A partir dessa primitiva imagem em Olinda, a devoção se espalhou em terras brasileiras graças a cópias na Ilha de Itamaracá, em Goiana, em Ipojuca e em São Paulo, nesta última em casa da família de Amador Bueno e na do bandeirante Manuel Preto que fundou a igreja e o bairro Frequesia do Ó. 
Os bandeirantes, por sua vez, levaram a devoção para Minas Gerais, onde, em Sabará, se erige a magnífica Capela de Nossa Senhora do Ó, em estilo indo-europeu. Iconografia - A imagem de Nossa Senhora do Ó sempre apresenta a mão esquerda espalmada sobre o ventre avantajado, em fase final de gravidez. A mão direita pode também aparecer em simetria à outra ou levantada. Encontram-se imagens com esta mão segurando um livro aberto ou também uma fonte, ambos significando a fonte da vida. 
Em Portugal essas imagens costumavam ser de pedra e, no Brasil, de madeira ou argila. 
Devoção 
A Festa de Nossa Senhora do Ó foi instituída na Igreja Católica, em 656, durante o Concílio de Toledo, chamando-se Festa da Expectação do Parto Divino. 
No início, a santa era homenageada no sétimo dia antes do Natal, ou seja, em 18 de dezembro. Em cada um dos dias se cantava uma das sete grandes antífonas que começavam com “Ó”, como suspirando. Daí veio o nome ‘Nossa Senhora do Ó’. 
Por diversas razões a Festa de Nossa Senhora do Ó é realizada no mundo inteiro, por mais de 200 anos, no primeiro domingo de fevereiro. 
Em Ipojuca, essa tradição se deu pela falta de sacerdotes na região em dezembro. Desde o século XIX, as festividades acontecem do final de janeiro ao início de fevereiro.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

SANTA INÊS, VIRGEM, MÁRTIR



SANTA INÊS, VIRGEM E MÁRTIR

Entre as heroínas da Igreja primitiva, que derramaram o sangue em testemunho da fé é Santa Inês aquela a que os Santos Doutores da Igreja tecem os maiores elogios. 
São Jerônimo, em referência a esta santa, escreve: “Todos os povos são unânimes em louvar Santa Inês, porque vencendo a fraqueza da idade e o tirano, coroou a virgindade com a morte do martírio”. 
De modo semelhante se exprimem Santo Ambrósio e Santo Agostinho. 
Com Maria Santíssima e Santa Tecla, Santa Inês é invocada para obter-se a virtude da pureza. Inês nasceu em Roma, descendente de família nobre. Logo que soube avaliar a excelência da pureza virginal, ofereceu-a a Deus, num santo voto. 
A riqueza, formosura e nobre origem de Inês fizeram com que diversos jovens, de famílias importantes de Roma a pedissem em casamento. A todos  Inês respondia que seu coração já pertencia a um esposo invisível a olhos humanos. Do amor ao ódio é só um passo.
As declarações de amizade e afeto dos pretendentes seguiu-se a denúncia, que arrastou a donzela ao tribunal, para defender-se contra a acusação de ser cristã.