domingo, 14 de agosto de 2016

“EU VIM PARA COLOCAR FOGO SOBRE A TERRA...” (Lc 12,49).

XX DOMINGO DO TEMPO COMUM

“EU VIM PARA COLOCAR FOGO SOBRE A TERRA...” (Lc 12,49).



“A Palavra de Deus que hoje nos é servida convida-nos a tomar consciência da radicalidade e da exigência da missão que Deus nos confia. Não há meios-termos: Deus convida-nos a um compromisso, corajoso e coerente, com a construção do “novo céu” e da “nova terra”. É essa a nossa missão profética”.
A primeira leitura apresenta-nos a figura do profeta Jeremias.
O profeta recebe de Deus uma missão que lhe vai trazer o ódio dos chefes e a desconfiança do Povo de Jerusalém: anunciar o fim do reino de Judá. Jeremias vai cumprir a missão que Deus lhe confiou, doa a quem doer. Jeremias sabe que a missão profética não é um concurso de popularidade, mas um testemunhar, com verdade e coerência, os projetos de Deus.
Os chefes do partido da resistência (quatro dos nomes desses chefes são referenciados no próprio livro de Jeremias 38,1) mobilizam-se para se opor ao discurso derrotista do profeta e propõem a sua eliminação.
Sedecias, o rei, parece hesitante; mas, prisioneiro do poder dos seus generais, consente que o profeta seja silenciado. Colocado numa cisterna cheia de lodo e sem nada para comer, Jeremias chega a correr risco de vida. É um escravo núbio – Ebed-Melec – que morava no palácio real, que intercede por Jeremias ao rei e o salva.
Toda a vida de Jeremias é um arriscar a vida por causa da Palavra de Deus e da missão profética. De natureza cordial e sensível, Jeremias não foi feito para o confronto, para a agressão, para a violência das palavras ou dos gestos…

sábado, 13 de agosto de 2016

SÃO MAXIMILIANO MARIA KOLBE - 1894-1941

SÃO MAXIMILIANO MARIA KOLBE - 1894-1941


Fundou o apostolado mariano "Milícia da Imaculada". 
Maximiliano Maria Kolbe nasceu no dia 8 de janeiro de 1894, na Polônia, e foi batizado com o nome de Raimundo. 
Sua família era pobre, de humildes operários, mas muito rica de religiosidade. Ingressou no Seminário franciscano da Ordem dos Frades Menores Conventuais aos treze anos de idade, logo demonstrando sua verdadeira vocação religiosa. 
No colégio, foi um estudante brilhante e atuante. Na época, manifestou seu zelo e amor a Maria fundando o apostolado mariano "Milícia da Imaculada". 
Concluiu os estudos em Roma, onde foi ordenado sacerdote, em 1918, e tomou o nome de Maximiliano Maria. Retornando para sua pátria, lecionou no Seminário franciscano de Cracóvia. 
O carisma do apostolado de padre Kolbe foi marcado pelo amor infinito a Maria e pela palavra: imprensa e falada. 
A partir de 1922, com poucos recursos financeiros, instalou uma tipografia católica, onde editou uma revista mariana, um diário semanal, uma revista mariana infantil e uma revista em latim para sacerdotes. 
Os números das tiragens dessas edições eram surpreendentes. Mas ele precisava de algo mais, por isso instalou uma emissora de rádio católica.

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

SANTA JOANA FRANCISCA DE CHANTAL - 1572-1641

SANTA JOANA FRANCISCA DE CHANTAL - 1572-1641


Fundou a Congregação da Visitação de Santa Maria. Filha de um político bem posicionado na França, 
Joana recusou matrimônio com um fidalgo milionário, por ser ele protestante calvinista. 
Casou-se, então, com o barão de Chantal, católico fervoroso, com quem levou uma vida profundamente religiosa e feliz. Joana nasceu em Dijon, França, em 28 de janeiro de 1572, filha de Benigno Frèmiot, presidente do parlamento de Borgonha. 
Após seu casamento, foi morar no castelo de Bourbillye, e sua primeira ordem na nova casa sinalizou qual seria o estilo de vida que se viveria ali. Mandou que, diariamente, fosse rezada uma missa e que todos os servidores domésticos participassem. 
Ocupou-se, pessoalmente, da educação religiosa dos serviçais, ajudando-os em todas as suas necessidades materiais. Quando o barão feriu-se gravemente durante uma caçada, no castelo só se rezava por sua saúde. 
Mas logo veio a falecer. Joana ficou viúva aos vinte e oito anos de idade, com os filhos para criar. Dedicou-se, inteiramente, à educação das suas crianças, abrindo espaço em seus horários apenas para a oração e o trabalho. 
Nessa época, conheceu o futuro são Francisco de Sales, então bispo de Genebra. Escolheu-o para ser seu diretor espiritual e fez-se preparar para a vida de religiosa.

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

SANTA CLARA DE ASSIS - 1193-1253

SANTA CLARA DE ASSIS - 1193-1253


Fundou a Ordem das Clarissas. Clara nasceu em Assis, no ano 1193, no seio de uma família da nobreza italiana, muito rica, onde possuía de tudo. 
Porém o que a menina mais queria era seguir os ensinamentos de Francisco de Assis. 
Aliás, foi Clara a primeira mulher da Igreja a entusiasmar-se com o ideal franciscano. Sua família, entretanto, era contrária à sua resolução de seguir a vida religiosa, mas nada a demoveu do seu propósito. 
No dia 18 de março de 1212, aos dezenove anos de idade, fugiu de casa e, humilde, apresentou-se na igreja de Santa Maria dos Anjos, onde era aguardada por Francisco e seus frades. Ele, então, cortou-lhe o cabelo, pediu que vestisse um modesto hábito de lã e pronunciasse os votos perpétuos de pobreza, castidade e obediência. 
Depois disso, Clara, a conselho de Francisco, ingressou no Mosteiro beneditino de São Paulo das Abadessas, para ir se familiarizando com a vida em comum. Pouco depois foi para a Ermida de Santo Ângelo de Panço, onde Inês, sua irmã de sangue, juntou-se a ela. 
Pouco tempo depois, Francisco levou-as para o humilde Convento de São Damião, destinado à Ordem Segunda Franciscana, das monjas. Em agosto, quando ingressou Pacífica de Guelfúcio, Francisco deu às irmãs sua primeira forma de vida religiosa. 
Elas, primeiramente, foram chamadas de "Damianitas", depois, como Clara escolheu, de "Damas Pobres", e finalmente, como sempre serão chamadas, de "Clarissas". 
Em 1216, sempre orientada por Francisco, Clara aceitou para a sua Ordem as regras beneditinas e o título de abadessa.

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

SÃO LOURENÇO – DIA DO DIÁCONO

SÃO LOURENÇO – DIA DO DIÁCONO



O cargo de diácono era de grande responsabilidade, pois consistia no cuidado dos bens da Igreja e a distribuição de esmolas aos pobres. 
No ano 257, o imperador romano Vaaleriano decretou a perseguição aos cristãos e, ao ano seguinte, foi detido e decapitado o Papa Sisto II. Segundo as tradições, quando o Papa São Sisto se dirigia ao local da execução, São Lourenço ia junto a ele e chorava. "aonde vai sem seu diácono, meu pai?", perguntava-lhe. 
O Pontífice respondeu: "Não pense que te abandono, meu filho, pois dentro de três dias me seguirá"
Após a execução do Papa, o imperador ameaçou a Igreja para entregar as suas riquezas no prazo de 3 dias. Passados três dias, São Lourenço levou as pessoas que foram auxiliadas pela Igreja e os fiéis cristãos diante do imperador. Depois, exclamou a seguinte frase que lhe valeu a morte: "Estes são o património (riquezas) da Igreja"
O imperador, furioso e indignado, mandou prendê-lo, e ser queimado vivo sobre um braseiro ardente, por cima de uma grelha. 

terça-feira, 9 de agosto de 2016

DEUS É PAI DE MISERICÓRDIA

DEUS É PAI DE MISERICÓRDIA


O Senhor, antes de mais nada e acima de tudo, é um Deus de misericórdia, o Deus do perdão.
Deus é um Deus justo, justíssimo e a sua justiça comanda todo o universo e coloca todas as coisas nos seus devidos lugares. Mas, acima da justiça de Deus, está a sua misericórdia. 
Que seria de nós se o Senhor aplicasse em todos nós a sua justiça? Onde estaríamos, se o Senhor usasse conosco somente de sua justiça, esquecendo-se de sua misericórdia? Se não fosse a misericórdia do Senhor, estaríamos todos perdidos, irremediavelmente perdidos.
As Sagradas Escrituras nos mostram, a todos os momentos, a misericórdia do Senhor, a começar pela criação do homem e sua expulsão do paraíso; o Senhor não havia promulgado a pena de morte se o homem o desobedecesse, comendo do fruto do bem e do mal? "Mas da  árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás, porque o dia em que dela comeres terás que morrer." (Gn 2,17). 
E, induzido pelo demônio na figura da serpente e convidado pela mulher, o homem comeu do fruto dessa árvore (Gn 3,1-13), e o que aconteceu ao homem? Por justiça, deveria morrer, por misericórdia, apenas ficou privado da vida de regalias do paraíso que para ele o Senhor havia criado: "E Yahweh Deus o expulsou do jardim do Éden para cultivar o solo de onde fora tirado." (Gn 3,23). 

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

SÃO DOMINGOS DE GUSMÃO - 1170-1221




SÃO DOMINGOS DE GUSMÃO - 1170-1221


Fundou a Ordem dos frades Predicadores ou Dominicanos "Irmãos Pregadores". 
Domingos nasceu em 24 de junho de 1170, na pequena vila de Caleruega, na Velha Castela, atual Espanha. Pertencia a uma ilustre e nobre família, muito católica e rica: seus pais eram Félix de Gusmão e Joana d'Aza e seus irmãos, Antonio e Manes. 
O primeiro tornou-se sacerdote e morreu com odor de santidade. O segundo, junto com a mãe, foi beatificado pela Igreja. 
Nesse berço exemplar, o pequeno Domingos trilhou o mesmo caminho de servir a Deus. Até mesmo o seu nome foi escolhido para homenagear são Domingos de Silos, porque sua mãe, antes de Domingos nascer, fez uma novena no santuário do santo abade. 
E, como conta a tradição, no sétimo dia ele lhe teria aparecido para anunciar que seu futuro filho seria um santo para a Igreja Católica. Domingos dedicou-se aos estudos, tornando-se uma pessoa muito culta. Mas nunca deixou a caridade de lado.
Em Calência, cidade onde se diplomou, surpreendeu a todos ao vender os objetos de seu quarto, inclusive os pergaminhos caros usados nos estudos, para ter um pequeno "fundo" e com ele alimentar os pobres e doentes. 
Aos vinte e quatro anos, sentindo o chamado, recebeu a ordenação sacerdotal. Foi enviado para a diocese de Osma, onde se distinguiu pela competência e inteligência. Logo foi convidado para auxiliar o rei Afonso VII nos trabalhos diplomáticos do seu governo e também para representar a Santa Sé, em algumas de suas difíceis missões.

domingo, 7 de agosto de 2016

“A QUEM MUITO FOI DADO, MUITO SERÁ PEDIDO.” (Lc 12,48b).

XIX DOMINGO COMUM

“A QUEM MUITO FOI DADO, MUITO SERÁ PEDIDO.” (Lc 12,48b).

Diácono Milton Restivo


“Feliz o povo cujo Deus é o Senhor e a nação que escolheu por sua herança!” (Sl 33 (32),12). O Salmo responsorial da liturgia de hoje é um hino de louvor a Yahweh que cria o universo e intervém na história, conduzindo o seu povo para a vida.
A carta aos Hebreus, contida na segunda leitura, aborda o tema “fé”.
O escritor adota como parâmetro de fé as atitudes dos patriarcas do povo israelita que aderiram ao chamamento de Yahweh sem questionamento. Sara, esposa do patriarca Abraão, também é citada como exemplo e fé que “... embora estéril e já de idade avançada, se tornou capaz de ter filhos, porque considerou fidedigno o autor da promessa” (Hb 11,11).
é a firme convicção de que algo seja verdade sem nenhuma prova concreta de que este algo seja realmente verdade, pela absoluta confiança que depositamos neste algo ou na pessoa que tenha nos prometido aquilo a que passamos a crer.
A fé cristã é uma completa confiança em Jesus Cristo pela qual se realiza a união com o seu Espírito, havendo a vontade de viver a vida que ele aprovaria.
Paulo deu uma prova de maturidade nessa fé quando declarou: “Eu vivo, mas já não sou eu que vivo, pois é Cristo que vive em mim” (Gl 2,20).
Fé não é uma aceitação cega e fanática, mas um sentimento baseado nos fatos da vida de Jesus, da obra de Jesus, do poder de Jesus e da Palavra de Jesus. A revelação é necessariamente uma antecipação da fé, conforme escreve Paulo aos romanos: “De fato, no Evangelho a justiça se revela única e exclusivamente através da fé, conforme diz a Escritura: ‘o justo vive pela fé’.” (Rm 1,17). Nesta mesma carta Paulo ratifica isso e destaca que a fé pressupõe dois elementos prévios e básicos: a revelação que vem de Deus e o anúncio do evangelho: “A fé depende, portanto, da pregação, e a pregação é o anúncio da palavra de Cristo”. (Rm 10,17).
A fé é descrita como “uma simples, mas profunda confiança naquele que de tal modo falou e viveu na luz, que instintivamente os seus verdadeiros adoradores obedecem à sua vontade, estando mesmo às escuras”. 

sábado, 6 de agosto de 2016

TRANSFIGURAÇÃO DO SENHOR

TRANSFIGURAÇÃO DO SENHOR


A festa da "Transfiguração do Senhor" acontece no mundo cristão desde o século V. Ela nos convida a dirigir o olhar para o rosto do Filho de Deus, como o fizeram os apóstolos Pedro, Tiago e João, que viram a Sua transfiguração no alto do monte Tabor, localizado no coração da Galiléia. 
O episódio bíblico é relatado distintamente pelos evangelistas Mateus, Marcos e Lucas. Assim, segundo São Mateus 9,2-10, temos: "Jesus tomou consigo a Pedro, Tiago e João, e conduziu-os a sós a um alto monte. E transfigurou-se diante deles. Suas vestes tornaram-se resplandecentes e de uma brancura tal, que nenhum lavadeiro sobre a terra as poderia fazer assim tão brancas. 
Apareceram-lhes Elias e Moisés, e falavam com Jesus. Pedro tomou a palavra: "Mestre, é bom para nós estarmos aqui; faremos três tendas: uma para ti, outra para Moisés e outra para Elias". Com efeito, não sabia o que falava, porque estavam sobremaneira atemorizados. Formou-se então uma nuvem que os encobriu com a sua sombra; e da nuvem veio uma voz: "Este é o meu Filho muito amado; ouvi-O".

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

“BEM-AVENTURADOS OS PUROS DE CORAÇÃO, PORQUE VERÃO A DEUS.”

“BEM-AVENTURADOS OS PUROS DE CORAÇÃO, PORQUE VERÃO A DEUS.”


Quando Jesus se deparava com pessoas que viviam vida pouco digna, que se intitulavam santos e exploravam o povo, que viviam mergulhados no pecado, na injustiça e que não tinham qualquer intenção ou interesse de mudarem o seu modo de vida e mentalidade, Jesus era duro, chamando-os de geração adúltera, raça de víboras, sepulcros caiados: “Ai de vocês, escribas e fariseus, hipócritas, porque vocês bloqueiam o Reino dos Céus diante dos homens! Pois vocês mesmos não entram, nem deixam entrar os que querem fazê-lo.” (Mt 23,13-14), e, na sequência, Jesus profere outras seis maldições contra os escribas e fariseus e, dentre estas está esta terrível, que suscita em cada um de nós motivo de reflexão: (Mt 23,27-28). “Ai de vocês, escribas e fariseus, hipócritas! Vocês são semelhantes a sepulcros caiados, que por fora parecem bonitos, mas por dentro estão cheios de ossos de mortos e de toda podridão. Assim também vocês: por fora parecem justos aos homens, mas por dentro estão cheios de hipocrisia e iniquidade.” 
Aos que se apresentavam arrependidos, procurando mudar de vida e de mentalidade, Jesus os recebia com carinho e amor paternal; mas, pelo contrário, os que viviam uma vida pecaminosa e, apesar dos ensinamentos do Divino Mestre, se mantinham na sua trilha de pecado e iniquidade, para esses Jesus tinha palavras duras e mostrava qual seria o destino deles se continuassem na trilha do desrespeito aos mandamentos do Senhor.

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

ÃO JOÃO MARIA BATISTA VIANNEY – O PATRONO DOS SACERDOTES

SÃO JOÃO MARIA BATISTA VIANNEY – O PATRONO DOS SACERDOTES


João Maria Batista Vianney sem dúvida alguma, se tornou o melhor exemplo das palavras profetizadas pelo apóstolo Paulo: "Deus escolheu os insignificantes para confundir os grandes". 
Ele nasceu em 8 de maio de 1786, no povoado de Dardilly, ao norte de Lyon, França. Seus pais, Mateus e Maria, tiveram sete filhos, ele foi o quarto. Gostava de freqüentar a igreja e desde a infância dizia que desejava ser um sacerdote. 
Vianney só foi para a escola na adolescência, quando abriram uma na sua aldeia, escola que freqüentou por dois anos apenas, porque tinha de trabalhar no campo. Foi quando se alfabetizou e aprendeu a ler e falar francês, pois em sua casa se falava um dialeto regional. Para seguir a vida religiosa, teve de enfrentar muita oposição de seu pai. 
Mas com a ajuda do pároco, aos vinte anos de idade ele foi para o Seminário de Écully, onde os obstáculos existiam por causa de sua falta de instrução. 
Foram poucos os que vislumbraram a sua capacidade de raciocínio. Para os professores e superiores, era considerado um rude camponês, que não tinha inteligência suficiente para acompanhar os companheiros nos estudos, especialmente de filosofia e teologia. Entretanto era um verdadeiro exemplo de obediência, caridade, piedade e perseverança na fé em Cristo. 
Em 1815, João Maria Batista Vianney foi ordenado sacerdote. Mas com um impedimento: não poderia ser confessor. Não era considerado capaz de guiar consciências. 
Porém para Deus ele era um homem extraordinário e foi por meio desse apostolado que o dom do Espírito Santo manifestou-se sobre ele.

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

BEM-AVENTURADO EUSTÁQUIO VAN LIESHOUT - 1890-1943

BEM-AVENTURADO EUSTÁQUIO VAN LIESHOUT - 1890-1943


Humberto van Lieshout, mais tarde conhecido como Padre Eustáquio, nasceu no dia 3 de novembro de 1890, em Aarle Rixtel, na Holanda. 
Em 1913, ingressou na Congregação dos Sagrados Corações e, no dia 10 de agosto de 1919, foi ordenado sacerdote. 
Foi Mestre de Noviços, vigário paroquial, cuidando de famílias belgas que, em l.914, tiveram que deixar a Pátria por causa da invasão alemã. Foi enviado como missionário,em 1924, na Espanha e, no ano seguinte, no Rio de Janeiro, Brasil. 
Em 1925, assumiu, com outros missionários, a pastoral do Santuário da Abadia de Água Suja e outras paróquias de Diocese de Uberaba, e atendimento a outras comunidades. 
Em 26 de março de 1926, foi nomeado Reitor do Santuário Nossa Senhora da Abadia e Conselheiro da Congregação dos Sagrados Corações no Brasil. 
Em suas orientações e curas físicas, Padre Eustáquio falava da disposição de Deus de curar a pessoa integralmente. Indicava medicamentos. Servia-se de folhas e raízes e muitos procuravam sua ajuda. De Romaria, foi transferido para Poá - São Paulo. 
Por causa do aglomerado de pessoas que o procuravam e pelo transtorno, foi enviado à cidade de Araguari, onde se comunicava quase só com seu amigo Padre Gil. Em 12 de fevereiro passou a coordenar a paróquia de Ibiá. E, no dia 7 do mesmo ano, o encontramos na Capital mineira, na Paróquia de Cristo Rei. 

terça-feira, 2 de agosto de 2016

EU ERA PEQUENO, NEM ME LEMBRO...

EU ERA PEQUENO, NEM ME LEMBRO...


“Eu era pequeno, nem me lembro, só lembro que a noite, aos pés da cama, juntava as mãozinhas e rezava apressado, mas rezava como alguém que ama...” 
Essa música, do Padre Zezinho, Maria da minha infância, retrata bem como foi o nosso relacionamento com Maria, na nossa infância e adolescência, e como está sendo o nosso relacionamento com Maria ainda hoje. 
Com fé, amor e devoção, quando éramos crianças, juntávamos nossas mãos em oração e rezávamos, inocentemente a aprece da Ave Maria, repetindo palavras que nem sabíamos direito os seus significados, mas, com que confiança rezamos. 
Que segurança sentíamos quando nos dirigíamos a Maria, repetindo as palavras de nossa  mãe ou avó, aquela oração  que fazia e faz de Maria a mais cheia de graça, a mais pura entre as mulheres. 
Mas isso, quando éramos pequenos. Quando éramos crianças. 
Que confiança as crianças tem na maezinha do céu. E o Senhor Jesus também foi criança nos braços de Maria – Jesus se entrega confiantemente nos braços virginais de sua mãe, Maria, e sem dúvida, sentia ali confiança, apoio, segurança, carinho, e que grande amor. 
E quando Jesus era criança nos braços de Maria, ele se sentia no céu e, talvez, tenha sido por isso mesmo que, anos mais tarde, ele tenha dito aos seus apóstolos e discípulos, e nos diz ainda hoje – SE VOCÊS NÃO SE TORNAREM CRIANÇAS, VOCÊS NÃO ENTRARÃO NO REINO DOS CÉUS -.

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

SANTO AFONSO MARIA DE LIGÓRIO - 1696-1787

SANTO AFONSO MARIA DE LIGÓRIO - 1696-1787


Fundou a Congregação do Santíssimo Redentor, os Padres Redentoristas, que são os responsáveis pela Basílica de Nossa Senhora Aparecida, na cidade de Aparecida do Norte/SP. 
Afonso de Ligório nasceu no dia 27 de setembro de 1696, no povoado de Marianela, em Nápoles, na Itália, filho de pais cristãos, ricos e nobres, que, ao se depararem com sua inteligência privilegiada, deram-lhe todas as condições e todo o suporte para tornar-se uma pessoa brilhante.
Enquanto seu pai o preparava nos estudos acadêmicos e científicos, sua mãe preocupava-se em educá-lo nos caminhos da fé e do cristianismo. Ele cresceu um cristão fervoroso, músico, poeta, escritor e, com apenas dezesseis anos de idade, doutorou-se em direito civil e eclesiástico. 
Passou a advogar e atender no fórum de Nápoles, porém jamais abandonou sua vida espiritual, que era muito intensa. Sempre foi muito prudente, nunca advogou para a Corte, atendia a todos, ricos ou pobres, com igual empenho. Porém atendia, em primeiro lugar, os pobres, que não tinham como pagar um advogado, não por uma questão moral, mas porque era cristão. 
Depois de dez anos, tornara-se um memorável e bem sucedido advogado, cuja fama chegara aos fóruns jurídicos de toda a Itália. Entretanto, por exclusiva interferência política, perdeu uma causa de grande repercussão social, ocasionando-lhe uma violenta desilusão moral. 
A experiência do mundo e a forte corrupção moral já eram objeto de suas reflexões, após esse acontecimento decidiu abandonar tudo e seguir a vida religiosa.

domingo, 31 de julho de 2016

VAIDADE DAS VAIDADES, TUDO É VAIDADE.

XVIII DOMINGO DO TEMPO COMUM

“ATENÇÃO! TOME CUIDADO CONTRA TODO TIPO DE GANÂNCIA...” (Lc 12,15).


Diácono Milton Restivo

A liturgia de hoje aborda o tema “ganância e avareza”.
A ganância é o sentimento de busca incondicional e desmedida que uma pessoa propõe a si própria para alcançar sonhos e objetivos, muitas vezes escusos ou indevidos.
Ganância é um sentimento humano negativo que se caracteriza pela vontade de possuir somente para si próprio tudo o que existe, não se preocupando com as necessidades do próximo. É um egoísmo excessivo direcionado, principalmente, para a riqueza material, para o dinheiro. É o apego exorbitante e descontrolado pelos bens materiais e pelo dinheiro, priorizando-os e deixando Deus e o  próximo em segundo plano.
A ganância é a irmã gêmea da avareza.
A ganância e a avareza são consideradas o pecado mais tolo por se firmar em possibilidades.
A avareza é um dos sete pecados capitais que são considerados os mais condenáveis sob o ponto de vista cristão porque esses pecados geram outros pecados, outros vícios que deterioram a vida cristã. O avarento prefere os bens materiais ao convívio com Deus e a partilha com o irmão.
Neste sentido, o pecado da avareza conduz à idolatria, que significa tratar algo, que não seja Deus, como se fosse um deus, tendo Jesus chamado a atenção a respeito disso: “Ninguém pode servir a dois senhores. Porque, ou odiará um e amará o outro, ou será fiel a um e desprezará o outro. Você não pode servir a Deus e às riquezas” (Mt 6,24). 

sábado, 30 de julho de 2016

“ATÉ MESMO AOS ESPÍRITOS IMPUROS DÁ ORDENS, E ELES LHE OBEDECEM!”

“ATÉ MESMO AOS ESPÍRITOS IMPUROS DÁ ORDENS, E ELES LHE OBEDECEM!”

            “Entraram em Cafarnaum e, logo no sábado, foram à sinagoga. E ali  ele (Jesus) ensinava. estavam espantados com o seu ensinamento, pois ele os ensinava como alguém que tem autoridade e não como os escribas. Na ocasião estava na sinagoga deles um homem  possuído de um espírito impuro, que gritava dizendo: “Que queres e nós, Jesus Nazareno? Vieste para arruinar-nos? Sei quem tu és: o Santo de Deus.” Jesus, porém, o conjurou severamente: “Cala-te e sai dele.” Então o espírito impuro, sacudindo-o violentamente e soltando grande grito, deixou-o. Todos então se admiraram, perguntando uns aos outros: “Que é isso? Um novo ensinamento com autoridade! Até mesmo aos espíritos impuros dá ordens, e eles lhe obedecem!” Imediatamente a sua fama se espalhou   em todo o lugar, em toda a redondeza da Galiléia. E logo ao sair da sinagoga, foi à casa de Simão e de André com Tiago e João. A sogra de Simão estava de cama com febre, e eles imediatamente o mencionaram a Jesus. Aproximando-se, ele a tomou pela mão e a fez levantar-se. A febre a deixou e ela se pôs a servi-los.” (Mc 1,21-31). 
            Jesus Cristo veio para libertar o homem de todos os males, tanto dos maus espíritos como das doenças; veio para libertar o homem de toda e qualquer escravidão do mundo e deixá-lo livre, para livre caminhar para o reino dos céus. Jesus estava ensinando em uma sinagoga, local onde os judeus oravam e meditavam a palavra de Deus; um homem tomado por um espírito imundo passou a importunar e desafiar a autoridade de Jesus, e, sem sobra de dúvida, sabia quem era Jesus e qual era a sua missão: “Que queres de nós, Jesus Nazareno? Vieste para arruinar-nos? Sei que tu és: o Santo de Deus.” (Marcos, 1, 24).  Antes que o demônio que estava naquele homem entrasse em detalhes sobre quem era realmente Jesus, de onde ele viera e qual seria a sua missão, Jesus lhe chama a atenção, e lhe determina que se retire: “Cala-te e sai dele.” (Mc 1,25). 
           Ao sair da sinagoga, Jesus se dirigiu, com Tiago e João, à casa de Simão e André. E lá ele observa a sogra de Simão acamada, doente, com febre, e, “Aproximando-se, ele a tomou pela mão e a fez levantar-se. A febre a deixou e ela se pôs a servi-los.” (Mc 1,31). E, “Ao entardecer, quando o sol se pôs, trouxeram-lhe todos os que estavam enfermos e endemoniados. E a cidade inteira aglomerou-se à porta. E ele curou muitos doentes de diversas enfermidades e expulsou muitos demônios. Não consentia, porém, que os demônios falassem, pois eles sabiam quem era ele.” (Mc 1,32-34). 
          Ai está, em síntese, a missão do Senhor Jesus: liberar o homem, deixar o homem livre dos espíritos malignos, das inclinações do pecado que pretendem manipular as mais puras intenções; libertar das doenças do corpo e da alma. É o Senhor Jesus  quem liberta o homem, todos os dias, dos demônios dos vícios, do sexo, do tóxico, do desemprego, do desamor, da fome de Deus. Jesus Cristo liberta o homem todo, de corpo e alma; liberta-o do pecado e do mal físico porque o sofrimento, a doença e a fome também estão na lista dos pecados, isto é, das coisas que o Senhor Deus não quer para os seus filhos.      
            Quem está com fome não é livre. Quem está doente não é livre. Quem não tem onde morar não é livre. Quem não tem instrução não é livre, como não é livre quem se deixa dominar pelo pecado. Em todos esses casos o homem está sendo possuído por algo que lhe tira a liberdade e a sua autonomia; que lhe mata a alegria de viver e a vontade de trabalhar e progredir; que lhe rouba o amor e a esperança... São esses os espíritos imundos dos nossos tempos. 
            A ignorância do homem o escraviza, não permite que ele seja livre. Ignorante que o homem é das coisas de Deus, ele desconhece que Jesus é o Caminho que o Senhor envia e pede que todos o sigam se quiserem deixar de ser escravos, dos vícios, do pecado, da opressão do próprio homem. 
        O homem se esquece ou ignora que Jesus é o irmão supremo e tem plenos poderes para o libertar; ignora essa força divina e infinita que o Senhor envia na pessoa de Jesus Cristo e se encolhe com medo das provações, com medo dos que não respeitam os direitos dos irmãos, com medo dos que exploram o povo de Deus, com medo dos que violentam os direitos dos que não tem voz e nem vez. Jesus Cristo é o Libertador. Jesus Cristo não é só o libertador da alma: é também o libertador do  corpo, porque todos os cristãos filhos de Deus são um composto de corpo e alma, matéria e espírito, e o Senhor Nosso Deus se preocupa com o homem como um todo, e não em partes. 
       O homem desconhece Jesus Cristo como Libertador, e quando lhe vem a provação, quando é oprimido pelos grandes, quando lhe vem o desemprego e a doença, quando é atacado pela fome, ao invés de se apegar ao seu Libertador que pode tudo, porque ele é o Senhor da vida, o Filho Unigênito de Deus e, por conseguinte, Deus, o homem recorre às baixarias da macumba, às ignorâncias das crendices populares, aos engodos do espiritismo para resolver os seus problemas.        
      Jesus Cristo é o nosso irmão, e somente ele recebeu das mãos do Pai plenos poderes para nos libertar de tudo o que nos oprime e nos afasta de Deus.        Jesus Cristo tem poderes de nos libertar da opressão e do pecado. Jesus Cristo tem autoridade para mandar calar os poderes opressores dos demônios, das doenças e dos homens e somente ele pode libertar  o homem da opressão e do pecado para que sejamos plenamente livres.     
      E como o Senhor Jesus disse para o espírito imundo que estava naquele homem na sinagoga : “Cala-te e sai dele.” (Marcos, 1,25), todos nós, cristãos, devemos falar a tudo aquilo que escraviza e oprime o homem nos nossos dias: “Sai desse homem e deixe ele ter a liberdade dos filhos de Deus.” Todos temos o direito de sermos livres como Jesus Cristo nos quer livres; livres do demônio, da fome, da doença, do desemprego, do desamor que faz com que o homem se volte contra seu irmão e, por consequência, se afasta do Reino de Deus...

sexta-feira, 29 de julho de 2016

SANTA MARTA, IRMÃ DE LÁZARO E MARIA

SANTA MARTA, IRMÃ DE LÁZARO E MARIA


Marta é irmã de Maria e de Lázaro de Betânia. 
Marta nasceu em uma pequena aldeia chamada Betânia cercado de vinhedos e de abundantes palmeiras quase recostadas no ponto mais alto do memorável Horto das Oliveiras. 
Marta era uma menina de natureza humilde, bondosa, pura e  simples. 
Sofreu muito com a morte de sua mãe e depois com o falecimento do pai; pois antes de morrer ele disse a seus filhos amai-vos como bons amigos e olhando para Maria disse: a modéstia, a pureza e a honradez quando se entrelaçam são coroa na testa de uma moça. Marta ouvindo pela primeira vez Jesus, declarou-se sua discípula, crescendo assim nela a virtude da caridade aos doentes e aos pobres. 
Toda vez que Jesus ia a Jerusalém se hospedava na casa de Marta, Maria e Lázaro porque eles ofereciam uma sincera amizade, acolhida e hospitalidade. 
Entre eles existia uma grande amizade, o que ocasionou uma forte perseguição por serem seguidores de Jesus e de sua doutrina. 
No evangelho aparece em apenas três episódios (Lc 10, 38-42; Jo 11, 1-44; Jo 12, 1-11). É uma mulher dinâmica, que acolhe desveladamente Jesus. 
Maria, também aparece apenas três vezes em cena, nos evangelhos, (Lc 10; Jo 11; Mt 26). É a mulher atenta e contemplativa, que dá mais atenção ao Senhor do que às “coisas do Senhor”. De Lázaro sabemos apenas o que dele se diz no evangelho de João (11, 1-14; 12, 1-2). 
Os três são amigos e hospedeiros do Senhor. As Escrituras contam que, em seus poucos momentos de descanso ou lazer, Jesus procurava a casa de amigos em Betânia, local muito agradável há apenas três quilômetros de Jerusalém.

quinta-feira, 28 de julho de 2016

O POVO POBRE E HUMILDE É A FIGURA DE MARIA

O POVO POBRE E HUMILDE É A FIGURA DE MARIA


O povo humilde e pobre está com Maria. O povo pobre e humilde é como o Apóstolo João, o único que não fugiu e que permaneceu com Maria aos pés da cruz de Jesus, no Calvário, naquela sombria e triste sexta feira. 
O povo pobre, como João, junto de Maria, não foge, não tem medo de sofrer. Já sofre tanto.       
Mas, não fica aos pés da cruz sozinho; Maria está com ele. O povo fica junto de Maria, aos pés de tantos irmãos que estão morrendo de fome ainda hoje, morrendo de inanição, de desprezo dos ricos e poderosos nas portas do século dois mil e na entrada do terceiro milênio; o Cristo continua morrendo hoje nos irmãos, como morreu no Calvário, aos olhos de sua Santíssima Mãe, Maria. 
Chegando no Calvário, o povo não fala. Só fica olhando, como João Apóstolo ficou olhando e marcando presença. Jesus também não fala; só fica rezando do alto da cruz. 
E ai, no silêncio daquela dor, os olhos de Jesus repetem as mesmas palavras que foram ouvidas pela primeira vez do Calvário na Palestina, porque lá. “quando Jesus viu sua mãe e perto dela o discípulo (representando o povo pobre), a quem amava tanto, disse à sua mãe: “eis ai teu filho”, e, em seguida disse a João (que representava o povo pobre), “eis ai tua mãe”, e, a partir daí João, que representava o povo pobre, levou a mãe de Jesus para morar em sua casa daquele momento em diante, e até hoje, o povo pobre tem Maria em sua casa, em seu coração.

quarta-feira, 27 de julho de 2016

MARIA, A BEM AVENTURADA

MARIA, A A BEM AVENTURADA


Maria foi escolhida por Deus para ser a Mãe do Filho de Deus desde o início dos tempos, desde a criação do mundo, desde a queda do homem motivada pelo pecado. 
Já, no primeiro livro das Sagradas Escrituras, no terceiro capítulo do Gênesis, quando acontece a expulsão do homem que pecara do paraíso, o Senhor Nosso Deus se dirige à serpente, dizendo - ``Porei inimizade entre ti e a mulher, e entre  a tua posteridade e a posteridade dela. Ela te pisará a cabeça e tu armarás traições ao se calcanhar.`` (Gn 3, 15)
O homem comete o primeiro pecado e é expulso do paraíso, mas Deus, pelo seu grande amor, de imediato, prepara novas condições para que o homem se regenere e volte às boas com o seu Criador. 
E, desde o início da história do homem, aparece a figura de uma mulher  poderosa que vai esmagar pela cabeça o mal que aflige todos os homens. 
E a posteridade dessa mulher lutará por todo o sempre contra o mal, os filhos dessa mulher combaterá até as últimas conseqüências o mal que  passou  dominar todos os homens. 
E, a partir desse momento, Maria é escolhida por Deus como sendo aquela que pisará a cabeça da serpente do mal, vindo, através dela, a salvação para todos os homens. A figura de Maria, a partir de então, começa a participar da história da salvação desde o seu início. 
Estava decretado - a salvação viria por meio de uma mulher  - e essa mulher pisaria a cabeça da serpente e a serpente do mal procuraria sempre morder o seu calcanhar. 
Mas a serpente jamais atingiria sequer o calcanhar dessa mulher, porque o Senhor, desde o início dos tempos, a preservou de todos os pecados. Desde a sua conceição imaculada, Maria é isenta de qualquer mancha de pecado.

terça-feira, 26 de julho de 2016

OS AVÓS DE JESUS CRISTO - SANT'ANA E SÃO JOAQUIM

OS AVÓS DE JESUS CRISTO - SANT'ANA E SÃO JOAQUIM


Ana e seu marido Joaquim já estavam com idade avançada e ainda não tinham filhos. 
O que, para os judeus de sua época, era quase um desgosto e uma vergonha também. 
Os motivos são óbvios, pois os judeus esperavam a chegada do messias, como previam as sagradas profecias. 
Assim, toda esposa judia esperava que dela nascesse o Salvador e, para tanto, ela tinha de dispor das condições para servir de veículo aos desígnios de Deus, se assim ele o desejasse. 
Por isso a esterilidade causava sofrimento e vergonha e é nessa situação constrangedora que vamos encontrar o casal. Mas Ana e Joaquim não desistiram. 
Rezaram por muito e muito tempo até que, quando já estavam quase perdendo a esperança, Ana engravidou. 
Não se sabe muito sobre a vida deles, pois passaram a ser citados a partir do século II, mas pelos escritos apócrifos, que não são citados na Bíblia, porque se entende que não foram inspirados por Deus. 
E eles apenas revelam o nome dos pais da Virgem Maria, que seria a Mãe do Messias. No Evangelho, Jesus disse: "Dos frutos conhecereis a planta".