segunda-feira, 3 de julho de 2017

SÃO TOMÉ – O APÓSTOLO QUE QUER VER PARA CRER

SÃO TOMÉ – O APÓSTOLO QUE QUER VER PARA CRER

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Tomé, um dos doze, chamado Dídimo, que quer dizer “Gêmeo” quando da manifestação de Jesus para os apóstolos, não estava com eles. Disseram-lhe os outros discípulos: “Vimos o Senhor”. 
Tomé, que no seguimento a Jesus, havia vivido tantos contratempos e acontecimentos que não entendera, já não era o mesmo Tomé crente, mas um Tomé receoso, cuidadoso, atento a todos os pormenores com a sua crítica exigente que tinha direito a resposta razoavel para todas as afirmativas que colocassem em dúvida a sua credibilidade. 
Deixara de ser um homem pronto a crer e aceitar, e passou a se preocupar em não ser vítima da sua auto-ilusão, mas aquele que se recusava a crer até no que via. Tomé aceitara o convite de Jesus  para segui-lo, e tinha se proposto até ir com ele para Betânia e, se fosse necessário, morrer com Jesus; Tomé queria saber para onde Jesus dizia que iria para ele pudesse ir junto, não importando para onde fosse. 
Mas tudo havia se tornado uma ilusão: o Mestre havia morrido, o sonho acabara. E agora vem os discípulos e lhe dizem: “Vimos o Senhor” exatamente no dia e hora em que Tomé estava ausente. 
Estariam os discípulos de Jesus querendo brincar com coisa tão importante e séria? Tomé já havia acreditado demais. Não queria sofrer uma nova desilusão. Ao ouvir: “Vimos o Senhor”, Tomé responde prontamente e com convicção: “Se eu não vir o sinal dos cravos nas suas mãos, e não puser o dedo no lugar dos cravos, e não puser a minha mão no seu lado, de maneira nenhuma acreditarei.” (Jo 20,25).

domingo, 2 de julho de 2017

SÃO BERNARDINO REALINO - 1530-1616

SÃO BERNARDINO REALINO - 1530-1616

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Bernardino nasceu no dia primeiro de dezembro de 1530, na rica e nobre família dos Realino, na ilha de Capri, em Nápoles. 
O jovem Bernardino aprofundou-se nas ciências humanísticas, estudando na academia de Modena e depois na Universidade de Bolonha, formando-se em filosofia, medicina, direito civil e eclesiástico. 
Com vinte e cinco anos de idade, enveredou por uma carreira administrativa sob a proteção do governador de Milão, um cardeal amigo pessoal de seu pai. 
Bernardino ocupou cargos importantes, social e politicamente. Foi prefeito de Felizzano de Monferrato, advogado fiscal em Alexandria, depois prefeito de Cassine, prefeito de Castel Leone e, finalmente, auditor e lugar-tenente de Nápoles. 
Todavia abandonou tudo, pois, quando doente, recebeu a aparição de Nossa Senhora carregando o Menino Jesus nos braços. Era o ano de 1564. 
Desde então, com a ajuda de um padre jesuíta que se tornou seu orientador espiritual, Bernardino assumiu definitivamente a vida religiosa. Aos trinta e cinco anos de idade, ele foi ordenado padre jesuíta. 
Além de continuar o trabalho social em favor dos pobres, que sempre realizara, tornou-se um perfeito pastor de almas: evangelizador e confessor. Possuindo o dom da cura e do conselho, era procurado por bispos e príncipes que desejavam sua iluminada orientação.
O próprio papa Paulo V, assim como diversos soberanos, lhe escrevia, pedindo orações. Em 1574, foi enviado a Lecce para fundar um colégio jesuíta, onde exerceu o apostolado durante quarenta e dois anos.

sábado, 1 de julho de 2017

DOCE CORAÇÃO DE JESUS QUE TANTO NOS AMAIS, FAZEI QUE VOS AMEMOS CADA VEZ MAIS

DOCE CORAÇÃO DE JESUS QUE TANTO NOS AMAIS, FAZEI QUE VOS AMEMOS CADA VEZ MAIS

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Jesus apareceu numerosas vezes a Santa Margarida Maria Alacoque, de 1673 até 1675, para falar sobre a devoção ao seu Sagrado Coração, a "grande devoção". 
A Igreja instituiu a solenidade do Sagrado Coração de Jesus que é celebrada pela Igreja na sexta-feira seguinte ao segundo domingo depois de Pentecostes. 
Há diversas formas de devoção ao Coração de Jesus. Entre elas: a consagração pessoal, que, segundo Pio XI, "entre todas as práticas do culto ao Sagrado Coração é sem dúvida a principal"; e também, a consagração da família. Dos colóquios de Santa Margarida com Jesus, distinguem-se 12 promessas. São elas:
- A minha bênção permanecerá sobre as casas em que se achar exposta e venerada a imagem de meu Sagrado Coração.
- Eu darei aos devotos do meu Coração todas as graças necessárias a seu estado.
- Estabelecerei e conservarei a paz em suas famílias.
- Eu os consolarei em todas as suas aflições.
- Serei seu refúgio seguro na vida e, principalmente, na hora da morte.
- Lançarei bênçãos abundantes sobre todos os seus trabalhos e empreendimentos.
- Os pecadores encontrarão em meu Coração fonte inesgotável de misericórdias.
- As almas tíbias se tornarão fervorosas pela prática dessa devoção.
- As almas fervorosas subirão em pouco tempo a uma alta perfeição.
- Darei aos sacerdotes que praticarem especialmente essa devoção o poder de tocar os corações mais empedernidos.
- As pessoas que propagarem esta devoção terão os seus nomes inscritos para sempre no meu Coração.
- A todos os que comungarem nas primeiras sextas-feiras de nove meses consecutivos, darei a graça da perseverança final e da salvação eterna.

sexta-feira, 30 de junho de 2017

OS PRIMEIROS MÁRTIRES DA SANTA IGREJA ROMANA - SÉCULO I

OS PRIMEIROS MÁRTIRES DA SANTA IGREJA ROMANA - SÉCULO I

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Certo dia, um pavoroso incêndio reduziu Roma a cinzas. 
Em 19 de julho de 64, a poderosa capital virou escombros e o imperador Nero, considerado um déspota imoral e louco por alguns historiadores, viu-se acusado de ter sido o causador do sinistro. 
Para defender-se, acusou os cristãos, fazendo brotar um ódio contra os seguidores da fé que se espalharia pelos anos seguintes. 
Nero aproveitou-se das calúnias que já cercavam a pequena e pouco conhecida comunidade hebraica que habitava Roma, formada por pacíficos cristãos. Na cabeça do povo já havia, também, contra eles, o fato de recusarem-se a participar do culto aos deuses pagãos. Aproveitando-se do desconhecimento geral sobre a religião, Nero culpou os cristãos e ordenou o massacre de todos eles. 
Há registros de um sadismo feroz e inaceitável, que fez com que o povo romano, até então liberal com relação às outras religiões, passasse a repudiar violentamente os cristãos.

quinta-feira, 29 de junho de 2017

MARTÍRIO DE SÃO PEDRO E SÃO PAULO

MARTÍRIO DE SÃO PEDRO E SÃO PAULO

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A solenidade de são Pedro e de são Paulo é uma das mais antigas da Igreja, sendo anterior até mesmo à comemoração do Natal. 
Já no século IV havia a tradição de, neste dia, celebrar três missas: a primeira na basílica de São Pedro, no Vaticano; a segunda na basílica de São Paulo 
Fora dos Muros e a terceira nas catacumbas de São Sebastião, onde as relíquias dos apóstolos ficaram escondidas para fugir da profanação nos tempos difíceis. 
E mais: depois da Virgem Santíssima e de são João Batista, Pedro e Paulo são os santos que têm mais datas comemorativas no ano litúrgico.
Além do tradicional 29 de junho, há: 25 de janeiro, quando celebramos a conversão de São Paulo; 22 de fevereiro, quando temos a festa da cátedra de São Pedro; e 18 de novembro, reservado à dedicação das basílicas de São Pedro e São Paulo.
Antigamente, julgava-se que o martírio dos dois apóstolos tinha ocorrido no mesmo dia e ano e que seria a data que hoje comemoramos. Porém o martírio de ambos deve ter ocorrido em ocasiões diferentes, com são Pedro, crucificado de cabeça para baixo, na colina Vaticana e são Paulo, decapitado, nas chamadas Três Fontes.

quarta-feira, 28 de junho de 2017

SANTA VICÊNCIA GEROSA - 1784-1847

SANTA VICÊNCIA GEROSA - 1784-1847

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Fundou o Instituto das Irmãs de Maria Menina. 
Catarina Gerosa nasceu em 29 de outubro de 1784, em Lovere, no norte da Itália. Reservada e tímida, viveu um período da sua infância atrás do balcão do pequeno comércio da família. 
De saúde muito débil, não podia estudar. Modesta e caridosa, vivia uma espiritualidade simples, desenvolvida na missa, que freqüentava todos os dias. 
Os anos seguintes à invasão napoleônica da Itália mudaram sua vida. 
A crise econômica levou à morte primeiro seu pai, depois sua irmã Francisca e, por último, em 1814, também sua mãe. 
Apesar da tragédia pessoal, com ânimo e fé inabalável, Gerosa aceitou tudo com resignação. 
Confiante em Deus, sofreu no silêncio do seu coração, encontrando forças na oração e na penitência. Teve o grande amparo de seu confessor e orientador espiritual, que pediu ajuda a Gerosa nas atividades religiosas desenvolvidas pela paróquia às jovens carentes. 
Com zelo, ela organizou um oratório feminino com encontros de orações e palestras religiosas. Foi lá que, em 1824, conheceu Bartolomeia Capitanio. Era uma jovem professora de dezesete anos, nascida também numa família humilde, em Lovere. 
Desde menina, pensava em dedicar-se a praticar a caridade aos pobres e aos doentes. Por isso se diplomou professora no colégio das clarissas de sua cidade natal. Conheceram-se por meio do pároco, porque ele queria que Gerosa criasse alguns grupos de orações para jovens. Ele sabia que Bartolomeia havia criado uma escola para instruir e dar formação religiosa às meninas pobres e abandonadas.

terça-feira, 27 de junho de 2017

MÃE DO PERPÉTUO SOCORRO

Resultado de imagem para MÃE DO PERPÉTUO SOCORRO  Maria. Virgem Maria. Mãe do Perpétuo Socorro. Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. É com este título que centenas e milhares de filhos e devotos seus a louvam em Rio Preto e por toda a parte onde quer que exista alguém desesperado ou necessitado de sua ajuda, de seu auxílio, de seu socorro. Foram os seus filhos que lhe deram esse título, e não foi por acaso. A Senhora socorre os necessitados desde quando  começamos a conhecer na Anunciação do Anjo. Sabendo a Senhora que sua prima Isabel estava em dificuldades, a Senhora se põe a caminho para socorrê-la nas suas necessidades e não a deixa enquanto não ver que tudo estava certo e que ela estava bem. E, para socorrer a sua prima Isabel, a Senhora não pensou em si própria: pensou só no bem do outro. Isabel estava grávida e precisava de ajuda. Mas a Senhora, Mãe do Perpétuo Socorro, também estava grávida, e grávida do Filho de Deus que se fazia homem para que todos os homens se tornassem filhos de Deus. A Senhora não pensou em si própria, deixou de lado os seus próprios problemas para socorrer outra pessoa que necessitava de sua presença, de sua ajuda, de seu socorro. E, depois deste fato que nos atesta a sua preocupação com todos os necessitados, através do Evangelho vamos encontrar a Senhora, novamente, preocupada com o bem estar de outras pessoas, lá no casamento de Canaã, na Galiléia. Estava sendo realizado um casamento. A Senhora e seu Divino Filho eram convidados e participavam da festa. De repente, com seu espírito e atenção maternal, a Senhora pressentiu que os noivos estavam em dificuldades, e com uma solicitude insuperável, a Senhora se apressou em socorrê-los, fazendo até que o seu Divino Filho  antecipasse o momento de seu primeiro milagre para realiza-lo ali, no casamento de Canaã, na Galiléia, transformando água em vinho. A sua prima Isabel estava em dificuldades, e a Senhora, sem esperar que ela vos pedisse, a Senhora foi até lá e a socorreu em suas necessidades. A Senhora pressentiu que os noivos de Canaã  estavam em dificuldades





MÃE DO PERPÉTUO SOCORRO


Maria. Virgem Maria. Mãe do Perpétuo Socorro.   Nossa Senhora do Perpétuo Socorro.            
É com este título que centenas e milhares de filhos e devotos seus a louvam em Rio Preto e por toda a parte onde quer que exista alguém desesperado ou necessitado de sua ajuda, de seu auxílio, de seu socorro. Foram os seus filhos que lhe deram esse título, e não foi por acaso. 
A Senhora socorre os necessitados desde quando  começamos a conhecer na Anunciação do Anjo. Sabendo a Senhora que sua prima Isabel estava em dificuldades, a Senhora se põe a caminho para socorrê-la nas suas necessidades e não a deixa enquanto não ver que tudo estava certo e que ela estava bem. E, para socorrer a sua prima Isabel, a Senhora não pensou em si própria: pensou só no bem do outro.         
Isabel estava grávida e precisava de ajuda. Mas a Senhora, Mãe do Perpétuo Socorro, também estava grávida, e grávida do Filho de Deus que se fazia homem para que todos os homens se tornassem filhos de Deus. A Senhora não pensou em si própria, deixou de lado os seus próprios problemas para socorrer outra pessoa que necessitava de sua presença, de sua ajuda, de seu socorro. 
E, depois deste fato que nos atesta a sua preocupação com todos os necessitados, através do Evangelho vamos encontrar a Senhora, novamente, preocupada com o bem estar de outras pessoas, lá no casamento de Canaã, na Galiléia. 
Estava sendo realizado um casamento. A Senhora e seu Divino Filho eram convidados e participavam da festa.

segunda-feira, 26 de junho de 2017

SÃO JOSÉMARIA ESCRIVÁ DE BALAGUER - 1902-1975

SÃO JOSEMARIA ESCRIVÁ DE BALAGUER - 1902-1975

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Fundador do Opus Dei. 
Josemaría Escrivá de Balaguer nasceu em Barbastro, Huesca, na Espanha, no dia 9 de janeiro de 1902. Os pais, José e Dolores, tiveram seis filhos, sendo que as três meninas mais novas morreram ainda criança. 
O casal deu aos filhos uma profunda educação cristã. Em 1915, a indústria de tecido do pai faliu e a família mudou-se para Logronho, onde havia mais trabalho. 
Nessa cidade, Josemaría reconheceu sua vocação religiosa. Intuiu que Deus desejava algo dele, depois de observar na neve algumas pegadas dos pés descalços de um frade. Em vez de ficar tentando descobrir o que ele lhe pedia, decidiu primeiro tornar-se sacerdote. 
Ingressou no seminário de Saragoça, onde também cursou direito como aluno voluntário. Seu pai morreu em 1924, e ele se viu como chefe de família. 
No ano seguinte, recebeu a ordenação sacerdotal e foi exercer o seu ministério numa paróquia rural e, depois, em Saragoça também. Com autorização do seu bispo, em 1927 foi para Madri, com o objetivo de formar-se em direito. 
Um ano depois, durante um retiro espiritual, pediu a Deus para mostrar-lhe com clareza o que precisava ser feito e, assim, funda a Opus Dei, um caminho moderno de evangelização para a Igreja. Desde então, trabalhava na instituição, ao mesmo tempo que continuava exercendo o seu ministério, especialmente entre os pobres e doentes. Além disso, estudava na Universidade de Madrid e dava aulas para manter a família. 
A missão da Opus Dei é a de promover entre os fiéis cristãos de qualquer condição social uma vida plenamente coerente com a fé no meio do mundo e contribuir, assim, para a evangelização de todos os ambientes da sociedade.

domingo, 25 de junho de 2017

IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA

IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA

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A devoção ao coração imaculado de Maria é tão antiga como a devoção ao Sagrado Coração de Jesus. 
Ela surgiu com os membros de várias confrarias do Rosário que tinham o costume de dedicar quinze sábados seguidos à Rainha do Santíssimo Rosário. Isto mostra quão unido está o Coração Imaculado de MARIA ao Sagrado Coração de JESUS Seu Filho e Nosso Senhor. 
Assim os dois Corações são inseparáveis pois onde está Um está também o Outro tornando-se assim a Mãe Co-redentora da Humanidade. 
Quem não honra a Mãe, despreza Seu Filho JESUS. Vejamos como DEUS, A Virgem Imaculada, os Anjos, Santos do Céu e a Santa Madre Igreja Católica Apostólica Romana através de seus Papas estão intimamente unidos pela salvação da humanidade. "Durante muito tempo, os membros das várias Confrarias do Rosário tiveram o costume de dedicar quinze sábados seguidos à Rainha do Santíssimo Rosário, antes da Sua festa ou em alguma outra época do ano. Em cada um destes sábados, todos recebiam os sacramentos e realizavam exercícios piedosos em honra dos quinze mistérios do Rosário". 
Em 1889, o Papa Leão XIII concedeu a todos os fiéis uma indulgência plenária num destes quinze sábados. Em 1892, "concedeu também, àqueles que estavam legitimamente impedidos ao sábado, a possibilidade de realizar este exercício piedoso no Domingo, sem perder as indulgências".

sábado, 24 de junho de 2017

“AQUELE QUE DER TESTEMUNHO DE MIM DIANTE DOS HOMENS...” (Mt 10,32).

XII DOMINGO DO TEMPO COMUM

“AQUELE QUE DER TESTEMUNHO DE MIM DIANTE DOS HOMENS...” (Mt 10,32).

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Diácono Milton Restivo

Passados o Tempo da Quaresma, o Tempo Pascal e a festa da solenidade da Santíssima Trindade, estamos de volta ao Tempo Comum e, por estarmos no Ano Litúrgico “A”, retornamos ao Evangelho segundo Mateus.
Na primeira leitura desta liturgia aparece o profeta Jeremias.
Jeremias é o profeta da esperança. Seu livro é o maior da Bíblia, por conter mais palavras que qualquer outro livro. É o mais simpático dos profetas e também aquele de quem possuamos notícias mais abundantes, quase todas transmitidas por seu próprio livro.
Jeremias nasceu por volta do ano 646 aC, em Anatot, nas proximidades de Jerusalém, de família sacerdotal e já predestinado ao ministério profético (Jr 1,5). No décimo terceiro ano do reinado de Josias (626 aC), Jeremias foi chamado por Deus e por ele enviado a levar a sua mensagem aos reinos e às nações, mensagem em que predominam as ameaças e as ruínas, mas que é rica também de promessas de restauração (1,9-10).
Apesar da relutância por parte de sua índole bonachona e um pouco tímida, o jovem Jeremias respondeu ao apelo divino com generoso espírito de sacrifício, acrescido em face das oposições que lhe foram preditas (1,17-19) e do celibato que lhe foi imposto por expressa ordem divina.
Sobre a questão política, cultural e religiosa, a introdução do livro de Jeremias, feita pela Bíblia do Peregrino, ajuda a entender que durante a segunda metade do século VII aC a Assíria declina rapidamente, desmorona e cede diante do ataque combinado de medos e babilônios. É exatamente nesse período, meio como conturbado, que aparece essa figura profética. 

sexta-feira, 23 de junho de 2017

CORAÇÃO DE JESUS - REFÚGIO DOS PECADORES.

CORAÇÃO DE JESUS - REFÚGIO DOS PECADORES.
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Há uma data entre os cristãos que, como tantas outras de relevo, merece destaque especial: é a Festa Anual do Sagrado Coração de Jesus. 
Ela é celebrada, liturgicamente, normalmente no mês de junho, oito dias após a festa de Corpus Christi e a participação da Eucaristia neste dia deve ser compromisso de todos. 
A devoção ao Sagrado Coração de Jesus é tão antiga quanto a Igreja, pois começou na Cruz, onde o Coração do Crucificado, traspassado pelo ferro da lança, tornou-se símbolo da fonte maior do amor.
Outro momento forte do evangelho sinaliza para essa amorosa fonte: o gesto de João, o discípulo amado, encostando a sua cabeça no peito de Jesus durante a última ceia. 
No seu Evangelho, (Jo 19,34), João diz que um dos soldados abriu o lado de Jesus crucificado com uma lança e, imediatamente, saiu sangue e água. (símbolo místico da origem dos sacramentos da Igreja).  
Esta passagem exemplifica também a profunda união mística do Coração de Jesus com o Coração de Maria na obra da Redenção. Essa união começou quando, pelo poder do Espírito Santo, Maria concebeu o Coração de Jesus em seu próprio Coração. Esse Sagrado Coração começou a pulsar no ventre de Maria, como eco às batidas de Seu Coração Imaculado. 
O Coração de Jesus existe pelo consentimento da Virgem Santíssima na Anunciação. Foi o sangue de Maria que alimentou esse Coração Sagrado do Filho de Deus feito homem.  Essa união de amor inefável é consumada quando, ao mesmo tempo, esses dois Corações são imolados por nossa salvação. Quando o Coração de Jesus foi traspassado pela lança do soldado, (Jo 19,34), o Coração de Maria foi traspassado espiritualmente, cumprindo a profecia do velho Simeão (Lc 2,35b).

quinta-feira, 22 de junho de 2017

SÃO PAULINO DE NOLA - 355-431

SÃO PAULINO DE NOLA - 355-431

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Paulino nasceu no ano de 355, na cidade de Bordeaux, na França. Seu pai era um alto funcionário imperial e toda a família ocupava posição de destaque na economia e na corte. 
Antes de tornar-se religioso, o próprio Paulino foi cônsul e substituiu o governador da Campânia. Nessa posição, manteve contato com o bispo Ambrósio, de Milão, bem como com o jovem Agostinho, que se tornara bispo de Hipona, os quais o encaminharam à conversão. 
Assim, aos vinte e cinco anos de idade Paulino foi batizado. Um ano antes tinha se casado com Terásia, uma cristã espanhola que também o influenciou a aprofundar-se nos ensinamentos do Evangelho. 
Quando perderam, ainda criança, o único filho, Celso, os dois resolveram abandonar de vez a vida social e abraçar a vida monástica. 
De comum acordo, dividiram as grandes riquezas que possuíam com os pobres e as obras de caridade voltadas para o atendimento de doentes e desamparados e se dirigiram para a Catalunha, na Espanha. 
Pouco tempo depois, Paulino, que se tornara conhecido e estimado por todo o povo, encaminhou ao bispo um pedido para que este o ordenasse sacerdote. O que aconteceu, além de ser convidado a participar do clero local ou, se preferisse, ingressar no de Milão, mas recusou a ambos. Queria, de verdade, uma vida de monge recluso, por isso mudou-se para a Campânia, onde a família ainda tinha como propriedade o túmulo de um mártir, são Félix. Paulino começou a construir ali um santuário para o santo, e ao mesmo tempo fez levantar uma hospedaria para os peregrinos pobres. 
Em seguida, transformou um dos andares em mosteiro e deu início a uma comunidade religiosa formada por ele, a esposa e alguns amigos.

quarta-feira, 21 de junho de 2017

2 MIL APARIÇÕES MARIANAS REGISTRADAS, SÓ 16 FORAM RECONHECIDAS PELO VATICANO






CONFIRA A LISTA DAS PRINCIPAIS APARIÇÕES RECONHECIDAS PELO CATOLICISMO E CONFIE NA PRUDÊNCIA DA SANTA IGREJA CATÓLICA

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É inegável que a devoção à Virgem Maria esteja estendida pelo mundo inteiro. Assim o revelam suas inumeráveis invocações e também os abundantes testemunhos sobre sua mediação a favor daqueles que a invocam com grande fervor. É tal o impacto que por séculos tem gerado a Mãe de Deus na Fé dos crentes, que inclusive recentemente a revista norte-americana National Geographic destacou a figura da Santíssima Virgem Maria como “a mulher mais poderosa do Mundo”.
Dentro deste fenômeno mariano, o que mais chama a atenção são suas aparições: mais de 2 mil registradas em todo o mundo, segundo o website ‘The Miracle Hunter’ (www.miraclehunter.com), que reúne os relatos, histórias, testemunhos e frequência de milagres, entre eles as aparições marianas, que se registraram ao longo dos séculos, tudo baseado nas investigações de Michael O’Neill.
De acordo com o website, a primeira aparição da Virgem da qual se tem dados, é a de Nossa Senhora do Pilar de Zaragoza, na Espanha, que apareceu ao Apóstolo Santiago o Maior às margens do rio Ebro no ano 40 depois de Cristo. De acordo com a tradição, esta aparição tem um selo particular diante das demais, já que a Mãe de Deus se apresentou em “carne mortal” ao apóstolo padroeiro da Espanha.
O certo é que diante destes acontecimentos a Igreja Católica sempre foi muito prudente e de todas as aparições marianas, o Vaticano somente reconheceu 16 e 28 contam com a aprovação dos Bispos locais. 

terça-feira, 20 de junho de 2017

SÃO LUÍS GONZAGA - 1568-1591

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Luís nasceu no dia 9 de março de 1568, na Itália. 
Foi o primeiro dos sete filhos de Ferrante Gonzaga, marquês de Castiglione delle Stiviere e sobrinho do duque de Mântua. 
Seu pai, que servia ao rei da Espanha, sonhava ver seu herdeiro e sucessor ingressar nas fileiras daquele exército. 
Por isso, desde pequenino, Luís era visto vestido como soldado, marchando atrás do batalhão ao qual seu pai orgulhosamente servia. Entretanto,
Luís não desejava essa carreira, pois, ainda criança fizera voto de castidade. Quando tinha dez anos, foi enviado a Florença na qualidade de pajem de honra do grão-duque de Toscana.
Posteriormente, foi à Espanha, para ser pajem do infante dom Diego, período em que aproveitou para estudar filosofia na universidade de Alcalá de Henares. 
Com doze anos, recebeu a primeira comunhão diretamente das mãos de Carlos Borromeu, hoje santo da Igreja. 
Desejava ingressar na vida religiosa, mas seu pai demorou cerca de dois anos para convencer-se de sua vocação. 
Até que consentiu; mas antes de concordar definitivamente, ele enviou Luís às cortes de Ferrara, Parma e Turim, tentando fazer com que o filho se deixasse seduzir pelas honras da nobreza dessas cortes. 
Luís tinha quatorze anos quando venceu as resistências do pai, renunciou ao título a que tinha direito por descendência e à herança da família e entrou para o noviciado romano dos jesuítas, sob a direção de Roberto Belarmino, o qual, depois, também foi canonizado. 
Lá escolheu para si as incumbências mais humildes e o atendimento aos doentes, principalmente durante as epidemias que atingiram Roma, em 1590, esquecendo totalmente suas origens aristocráticas.

segunda-feira, 19 de junho de 2017

SANTA JULIANA FALCONIERI - 1270-1341

SANTA JULIANA FALCONIERI - 1270-1341

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Fundou a Congregação Servas de Maria. Juliana nasceu em Florença no ano de 1270. Era filha única do já idoso casal Caríssimo e Ricordata, da riquíssima disnatia dos Falconieri. 
De grande tradição na aristocracia, bem como no clero, a família contribuiu ao longo do tempo com muitos santos venerados nos altares da Igreja. 
Ela era sobrinha de santo Aleixo Falconieri, um dos sete fundadores da Ordem dos Servos de Maria, e como ele também trilhou o caminho para a santidade. 
Ainda criança, vivia com o coração dedicado às virtudes, longe das ambições terrenas e das vaidades. Junto com algumas amigas, em vez das brincadeiras típicas da idade, preferia cantar e rezar para o Menino Jesus e a Virgem Maria. 
Aos quinze anos de idade, fez voto de castidade, ingressando na Ordem das Servitas, sob a orientação de Filipe Benício, hoje santo. 
Foi seguida por suas amigas aristocratas e, com o apoio de religiosas, passaram a visitar hospitais e a desenvolver dezenas de obras de caridade e assistenciais. Essas jovens se organizaram de tal forma que logo optaram por ter sua própria instituição. Com inspiração em regras escritas por Juliana, fundaram a Congregação das Servas de Maria, também chamadas de "Mantellate", numa referência ao hábito que vestem. 
Ordem que obteve a aprovação canônica em 1304. A dedicação de Juliana foi tão radical ao trabalho junto aos pobres e doente, às orações contemplativas e às severas penitências que acabou por adoecer. Mesmo assim, continuou dormindo no chão e fazendo os jejuns a que se tinha proposto. Por isso os problemas estomacais surgiram, passaram a ser freqüentes e depois se tornaram crônicos, padecendo de fortes dores. 
Apesar disso, não diminuiu as penitências, nem mesmo o trabalho com seus pobres e doentes abandonados. Aos setenta anos, o problema gástrico era tão grave que não conseguia manter nenhum alimento no estômago. Nem mesmo a hóstia.

domingo, 18 de junho de 2017

ABORTO: CRIME QUE CLAMA A JUSTIÇA DE DEUS

ABORTO: CRIME QUE CLAMA A JUSTIÇA DE DEUS

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E todos queremos viver. Foi para isso que o Senhor Jesus veio até nós: para nos trazer a vida, a vida em abundância, a vida que não se acaba mais: “Eu vim para que tenham vida, e a tenham e abundância.” (Jo 10,10). Jesus próprio se proclamou: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida.” (Jo 4,6). 
Se a humanidade não seguir esse caminho que a levará à vida em abundância, e que passa através da verdade suprema, os homens não entenderão, jamais, o que é respeito  pela vida e, longe de Jesus Cristo, continuarão desrespeitando a vida, matando e se matando, alheios ao grande mandamento do Divino Mestre: “Dou-vos um mandamento novo: que vos ameis uns aos outros, e que, assim como eu vos amei, vos ameis também uns aos outros. Nisso conhecerão todos que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns pelos outros.” (Jo 13,34-35). 
No Antigo Testamento temos um exemplo deprimente sobre o respeito à vida: o faraó do Egito, o mandatário máximo, que tinha poder sobre a vida e a morte de seus súditos, vendo o povo judeu, que era escravo no Egito, se multiplicando cada vez mais a cada dia que passava, ficou preocupado por considerar isso um grande perigo para o povo egípcio, porque os judeus, como escravo que eram, se multiplicando a olhos vistos como estavam, fatalmente chegaria um dia em que seriam mais numerosos que seus senhores e poderiam provocar uma revolta para se libertarem da escravidão e até inverter a ordem das coisas: de escravos passariam a senhores. 
Foi ai então que, “o rei do Egito falou às parteiras dos hebreus, uma das quais se chamava Séfora, e outra Fua, ordenando-lhes: “Quando assistires às mulheres hebréias e chegar o tempo do parto, se for menino, matai-o, se for menina, conservai-a.” (Ex 1,15-15).

sábado, 17 de junho de 2017

"A COLHEITA É GRANDE, MAS OS OPERÁRIOS SÃO POUCOS." (Lc 10, 2).

XI DOMINGO DO TEMPO COMUM

"A COLHEITA É GRANDE, MAS OS OPERÁRIOS SÃO POUCOS." (Lc 10, 2).

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Diácono Milton Restivo

Jesus, Deus que se fez homem para que os homens se tornassem filhos de Deus, quis necessitar dos homens para que o desejo do Pai se tornasse realidade e, por isso, Jesus “convocou os Doze, deu-lhes poder e autoridade sobre todos os demônios, bem como para curar doenças. E os enviou a pregar o Reino de Deus e a curar. [...] Os discípulos partiram, e percorria os povoados, anunciando a Boa Notícia, e fazendo curas em todos os lugares." (Lc 9,1-2.6).
Para não expor os discípulos demasiadamente ao perigo, principalmente pela inexperiência dos Doze e para que eles não ultrapassassem os limites do seu povo, “Jesus enviou os Doze com estas recomendações: ‘Não tomem o caminho dos pagãos, e não entrem nas cidades dos samaritanos. Vão primeiro às ovelhas perdidas da casa de Israel. Vão e anunciem: ‘O Reino do Céu está próximo’. Curem os doentes, ressuscitem os mortos, purifiquem os leprosos, expulsem os demônios. Vocês receberam de graça, dêem também de graça!” (Mt 10,6-8).         
Para que os discípulos não se iludissem e se vangloriassem das maravilhas que Jesus deu-lhes o poder e autoridade para realizarem, Jesus os chama à realidade: “Eis que eu envio vocês como ovelhas no meio de lobos. Por isso, sejam prudentes como as serpentes e sem malícia como as pombas.” (Mt 10,16). Para dar continuidade à sua missão, Jesus escolhe doze dentre os seus discípulos, os instrui e lhes dá autoridade para visitarem os povoados para anunciar a Boa Nova do Reino de Deus e, para que o povo dê crédito em seus ensinamentos, o Mestre lhes dá autoridade para expulsar todos os demônios e curar todas as enfermidades, instruindo-os quais seriam os seus procedimentos pessoais e como deveriam tratar o povo. 

sexta-feira, 16 de junho de 2017

BEM-AVENTURADA ALBERTINA BERKENBROCK - 1919-1931

BEM-AVENTURADA ALBERTINA BERKENBROCK - 1919-1931

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Albertina nasceu a 11 de abril de 1919, em São Luís, município de Imaruí, SC. Foi batizada no dia 25 de maio de 1919, crismou-se a 9 de março de 1925 e fez a primeira comunhão no dia 16 de agosto de 1928. 
Seus pais e familiares souberam educar a menina na fé, transmitiram-lhe muito cedo as principais verdades da Igreja. Ela aprendeu logo as orações, era perseverante em fazê-las e muito recolhida ao rezar. 
Sempre que um padre aparecia em São Luís, lá ia ela participar da vida religiosa da comunidade. Confessava-se com frequência, ia regularmente à missa, comungava com fervor, e preparou-se com muita diligência para a primeira comunhão. 
Falava muitas vezes da Eucaristia e dizia que o dia de sua primeira comunhão fora o mais belo de sua vida. 
Albertina foi também muito devota de Nossa Senhora, venerava-a com carinho, tanto na capela da comunidade como em casa. 
Junto com os familiares recitava o terço e recomendava a Maria sua alma e sua salvação eterna. Tinha especial devoção a São Luiz, titular da capela e modelo de pureza. 
A formação cristã instilou em Albertina a inclinação à bondade, às práticas religiosas e à vivência das virtudes cristãs, na medida em que uma menina de sua idade as entendia e podia vivê-las. Nada de estranho se seus divertimentos refletiam seu apego à vida religiosa. 
Gostava de fazer cruzinhas de madeira, colocava-as em pequenos sepulcros, adornava-os com flores. Foi no ambiente simples, belo e cristão de sua família que Albertina cresceu. Ajudava os pais nos trabalhos da roça e em casa.

quinta-feira, 15 de junho de 2017

CORPUS CHRISTI

EUCARISTIA: PRESENÇA REAL DE JESUS NO PÃO E NO VINHO CONSAGRADOS

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Todos os católicos reconhecem o valor da Eucaristia. 
Podemos encontrar vários testemunhos da crença da real presença de Jesus no pão e vinho consagrados na missa desde os primórdios da Igreja.
 Mas, certa vez, no século VIII, na freguesia de Lanciano (Itália), um dos monges de São Basílio foi tomado de grande descrença e duvidou da presença de Cristo na Eucaristia. Para seu espanto, e para benefício de toda a humanidade, na mesma hora a Hóstia consagrada transformou-se em carne e o Vinho consagrado transformou-se em sangue. 
Esse milagre tornou-se objeto de muitas pesquisas e estudos nos séculos seguintes, mas o estudo mais sério foi feito em nossa era, entre 1970/71 e revelou ao mundo resultados impressionantes: 
A Carne e o Sangue continuam frescos e incorruptos, como se tivessem sido recolhidos no presente dia, apesar dos doze séculos transcorridos. O Sangue encontra-se coagulado externamente em cinco partes; internamente o sangue continua líquido. 
Cada porção coagulada de sangue possui tamanhos diferentes, mas todas possuem exatamente o mesmo peso, não importando se pesadas juntas, combinadas ou separadas. São Carne e Sangue humanos, ambos do grupo sanguíneo AB, raro na população do mundo, mas característico de 95% dos judeus. 
Todas as células e glóbulos continuam vivos. A carne pertence ao miocárdio, que se encontra no coração (e o coração sempre foi símbolo de amor!).

quarta-feira, 14 de junho de 2017

BEM-AVENTURADA IOLANDA DA POLÔNIA - 1235-1299

BEM-AVENTURADA IOLANDA DA POLÔNIA - 1235-1299

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Iolanda, ou Helena, como foi chamada depois pelos súditos poloneses, nasceu no ano de 1235, filha de Bela IV, rei da Hungria, que era terciário franciscano, e irmã da bem-aventurada Cunegundes. 
Além disso, era sobrinha de santa Isabel da Hungria, também da Ordem Terceira.
Aliás, a tradição franciscana acompanhou a linhagem desde seus primórdios, pois a família descendia de santa Edwiges, santo Estêvão e são Ladislau. 
é claro que Iolanda não se tornou santa só porque vinha de toda essa tradição extremamente católica e repleta de santos. Não basta ter o caminho da fé apontado para entrar-se nele. 
É preciso que todo o ser o aceite e o corpo se disponha a caminhar por uma trilha de entrega total e muito árdua, como ela fez. Iolanda foi educada desde muito pequena pela irmã, Cunegundes, que se casara, então, com um dos reis mais virtuosos da Polônia, Boleslau, o Casto. Por tradição familiar e social da época, Iolanda deveria também se casar com alguém da terra e, anos depois, escolheu outro Boleslau, o duque de Kalisz, conhecido como "o Pio". 
Foi uma época de muita alegria para o povo polonês, que viu nas duas estrangeiras pessoas profundamente bondosas, cristãs, justas e caridosas. Pena que tenha sido uma época não muito longa, pois alguns anos depois o quarteto foi desmanchado pela fatalidade. 
Primeiro morreu o rei, ficando Cunegundes viúva. Logo o mesmo aconteceu com Iolanda. Ela já tinha então três filhas, das quais duas se casaram e uma terceira retirou-se para o convento das clarissas de Sandeck, onde já se encontrava Cunegundes. 
As duas logo seriam seguidas por Iolanda. Muitos anos se passaram e as três damas cristãs continuavam naquele lugar, fazendo do silêncio do claustro o terreno para um fecundo período de meditação e oração.