quinta-feira, 22 de maio de 2014

SANTA RITA DE CÁSSIA

SANTA RITA DE CÁSSIA


Rita de Cássia nasceu, na Itália, a 22 de maio de 1381, na região da Úmbria, num  lugarejo chamado, naquele tempo, Roca Porena. Seus pais, Antônio e Amada Mancini, já idosos, rogavam a Deus a vinda de um filho. Nasceu-lhes a pequena Margherita, daí sua abreviatura: Rita.
Recém nascida e sempre colocada num cesto, que fazia às vezes de berço,  no próprio campo, certa vez foi encontrada envolta de abelhas brancas que lhe pousavam na face, sem ferí-la.
Educada, com muito esmero cristão, Rita passou sua infância e sua juventude, auxiliando seus pais na lavoura.
Para atender aos desejos de seus pais já idosos, Rita casou-se com um homem de nome Paulo Ferdinando, que, a princípio, parecia ser bom e responsável. Mas, com o passar do tempo, mostrou um caráter rude, tornando-se violento e agressivo. A tudo ela suportava com paciência e oração. Tinha certeza de que a penitência e a abnegação conseguiriam convertê-lo aos preceitos de amor a Cristo. Tiveram dois filhos:  João Tiago e Paulo Maria. O marido,  de gênio forte e colérico, maltratou-a muitas vezes.
Rita, graças à bondade de coração e às suas preces, conseguiu que seu marido, finalmente, se convertesse sinceramente, tornando-se bom marido e pai. Entretanto suas atitudes passadas deixaram um rastro de inimizades, que culminaram com seu assassinato, vítima de lutas políticas de época.  trazendo grande dor e sofrimento ao coração de Rita.

quarta-feira, 21 de maio de 2014

BEM-AVENTURADOS MANUEL GOMES GONZÁLES E ADÍLIO DARONCH

BEM-AVENTURADOS MANUEL GOMES GONZÁLES E ADÍLIO DARONCH


Padre Manuel Gomes Gonzalez nasceu em 29 de maio de 1877, em São José de Riberteme, Província de Fontevedra - Espanha. Foi ordenado sacerdote em 24 de maio de 1902 em Tui.
Em 1913, com grande espírito missionário e abertura de coração veio ao Brasil.
Foi nomeado pároco da Igreja Nossa Senhora da Luz, em Nonoai, no Rio Grande do Sul.
A 23 de janeiro de 1914, recebia a paróquia de Nossa Senhora da Soledade. Em 7 de dezembro de 1915, o bispo de Santa Maria - RS, Dom Miguel de Lima Valverde, nomeou Padre Manuel primeiro pároco da igreja Nossa Senhora da Luz, em Nonoai. Iniciando assim seu trabalho pastoral: organizou o Apostolado da Oração, a Catequese paroquial, o combate ao analfabetismo.
Lutando com muitas dificuldades econômicas, reformou a igreja matriz.
Na páscoa de 1924, Padre Manuel recebeu carta do Bispo de Santa Maria, pedindo que fosse ao Regimento do Alto Uruguai, fazer a páscoa dos Militares e depois fosse até a colônia Três Passos, para atender aos colonos de origem alemã, que estavam esperando missa, batizados e a bênção do cemitério. Padre Manuel convidou o seu coroinha Adílio Daronch que o acompanhasse num longo itinerário pastoral, a serviço da Paróquia de Palmeira das Missões. Adílio Daronch nasceu em Dona Francisca (RS), em 1908, filho de Pedro Daroch e Judite Segabinazzi, migrantes italianos vindo da Itália em 1883, com a família. Adílio era o terceiro filho do casal.

terça-feira, 20 de maio de 2014

QUEM NÃO AMA MARIA, NÃO AMA JESUS...

QUEM NÃO AMA MARIA, NÃO AMA JESUS...


Como é gostoso a gente falar de quem amamos de verdade. Maria é a nossa mãe, o nosso modelo, a mãe do Senhor Nosso Deus.
Amamos  Jesus porque amamos Maria. Se amamos realmente Maria, chegamos com mais facilidade até Jesus, porque Maria é o meio mais seguro para chegarmos ao Senhor Jesus.A devoção que temos por Maria deve, cada vez mais, nos levar até Jesus.
São Luiz Maria Grignon de Montfort escreveu no seu livro “Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem”:
“Se a devoção que temos a Maria Santíssima nos afastasse  de Jesus Cristo, esta devoção deveria ser rejeitada como ilusão do demônio. Mas o que acontece é justamente o contrário; a devoção à Maria é necessária principalmente por acharmos Jesus, por nos encontrarmos com o Filho muito amado de Deus e de Maria, para estarmos com Jesus Cristo perfeitamente, amá-lo com ternura e servi-lo com fidelidade. Mas, a maior parte dos cristãos, até aqueles que dizem entender bem as coisas de Deus não sabem da união necessária que existe entre Jesus Cristo e sua Mãe Santíssima. Jesus está sempre com Maria, assim como Maria está com Jesus, e nem poderia estar sem Jesus, porque, se fosse de outra maneira, Maria não seria o que é; Maria está de tal maneira transformada em Jesus pela graça que não vive mais, não existe mais se não for por meio do Senhor Jesus que nela vive e reina mais profundamente do que em todos os anjos e bem-aventurados.

segunda-feira, 19 de maio de 2014

SANTA PAULINA DO CORAÇÃO AGONIZANTE DE JESUS

SANTA PAULINA DO CORAÇÃO AGONIZANTE DE JESUS


Madre Paulina (1865-1942) foi uma religiosa ítalo-brasileira Foi uma religiosa tirolesa muito embora seja considerada uma santa ítalo-brasileira, embora, na verdade, seja austro-brasileira porque nasceu austríaca, quando toda a região do Tirol pertencia ao Império Austro-húngaro. Atualmente, sua terra natal, Vigolo Vattato pertence, atualmente, à Itália.
Primeira santa canonizada no Brasil. Foi beatificada em 18 de outubro de 1991 pelo papa João Paulo II, quando de sua visita à Florianópolis, Santa Catarina e canonizada em 2002 pelo Papa, recebendo o nome de Santa Paulina do Coração Agonizante de Jesus. Madre Paulina nasceu no dia 16 de dezembro de 1865, filha de Antonio Napoleone Visintainer e Anna Pianezer.
Com apenas 10 anos emigrou com seus pais e irmãos para o Brasil, se estabelecendo em Santa Catarina. Vários padres italianos já estavam na região, integrantes da Companhia de Jesus.
Várias vilas foram surgindo com nomes das cidades italianas, como Nova Trento, Vigolo, Bezenello, Valsugana, entre outras. Em 1887 ficou órfã de mãe e cuidou da família até seu pai casar novamente.
Madre Paulina participou da vida paroquial na Capela de Nova Trento e foi encarregada de dar aulas de catecismo para as crianças. Dedicava parte do seu tempo para cuidar de pessoas enfermas. Em 12 de julho 1890, já formava um grupo que lhe ajudava a cumprir essa missão.
Com a aprovação do Bispo de Curitiba, D. José de Camargo Barros, a congregação recebeu o nome de Filhas da Imaculada Conceição. Essa data é considerada como o dia da fundação da obra de Madre Paulina.

domingo, 18 de maio de 2014

LOUVAÇÃO À VIRGEM IMACULADA

LOUVAÇÃO À VIRGEM IMACULADA


“A nossa devoção a Maria deve-se irradiar na construção de um reino de amor. Maria é a mãe que dá à luz o Cristo em nós. Muitas vezes queremos transformar Maria  apenas naquela que resolve  a nossa falta de dinheiro, queremos transformar Maria naquela que cura doenças incuráveis, queremos transformar Maria naquela que tem o segredo para todos os impossíveis. Esta criatura bendita entre todas as mulheres foi, nesta terra, uma pessoa humilde, conheceu todo tipo de privações, se submeteu ao trabalho árduo e viveu intensamente a incerteza do amanhã. Maria Moeu o trigo, fez o pão, cortou lenha e costurou e remendou a roupa. Maria não foi rica; ela viveu a realidade do seu tempo.” (do semanário Missa Participada - BH).
“E Deus, no seu imenso amor, quis preparar para o seu Filho uma Mãe que fosse digna dele, e preservou a Virgem Maria da mancha do pecado original, e enriqueceu-a com a plenitude de sua graça.      Em Maria Deus nos deu as primícias da Igreja, dessa Igreja que é a esposa de Cristo, sem ruga e sem mancha, resplandecente de beleza. Puríssima, na verdade, devia ser a Virgem que nos daria o Salvador, o Cordeiro sem mancha que tira os nossos pecados. Escolhida entre todas as mulheres, modelo de santidade e advogada nossa, Maria intervém constantemente em nosso favor.” (conforme Prefácio da Imaculada Conceição).

sábado, 17 de maio de 2014

EU SOU O CAMINHO, A VERDADE E A VIDA.

V DOMINGO DA PÁSCOAL
Ano – A; Cor – branco; Leituras: At 6,1-7; Sl 32; 1Pd 2,4-9; Jo 14,1-12.

“NÃO FIQUE PERTURBADO O CORAÇÃO DE VOCÊS”. (Jo 14,1).


Diácono Milton Restivo.

A primeira leitura deste V Domingo da Páscoa reporta-nos à Igreja primitiva, nos seus primeiros dias, quando “o número dos discípulos tinha aumentado, e os fiéis de origem grega começaram a queixar-se dos fiéis de origem hebraica. Os de origem grega diziam que suas viúvas eram deixadas de lado no atendimento diário” (At 6,1).
Vemos que, em Jerusalém, não era somente judeus que haviam se convertido para a Igreja do Caminho, mas, também, fiéis de origem grega aderiram aos ensinamentos do Divino Mestre.
As pessoas carentes por parte dos judeus tinham atendimento preferencial por parte da comunidade, enquanto que os necessitados de origem grega e ou estrangeiros eram negligenciados e, por isso, reclamaram. Para serem encarregados dessa tarefa foram escolhidos sete homens, todos de origem grega, “de boa fama, repletos do Espírito e de sabedoria” (At 6,3).
Jamais poderíamos dizer com segurança que, ao serem encarregados esses sete homens para esse mistér, estava instituído na Igreja o ministério diaconal porque, em primeira instância, Jesus foi o diácono por excelência: “quem de vocês quiser ser grande, deve tornar-se o servidor de vocês; e quem de vocês quiser ser o primeiro, deverá tornar-se servo de vocês. Pois, o Filho do Homem não veio para ser servido. Ele veio para servir e dar a sua vida como resgate em favor de muitos” (Mt 20,26-28).

sexta-feira, 16 de maio de 2014

“QUEM ESTÁ COM MARIA, NÃO ESTÁ LONGE DE DEUS...”

“QUEM ESTÁ COM MARIA, NÃO ESTÁ LONGE DE DEUS...”


“No sexto mês, o Anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré, a uma virgem desposada com um varão chamado José, da casa de Davi; e o nome da Virgem era Maria. Entrando onde ela estava, disse-lhe: ‘Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo!’ [...]. Maria, porém, disse ao Anjo: ‘Como é que vai ser isso, se eu não conheço homem algum?’ O Anjo lhe respondeu: ‘O Espírito Santo virá sobre ti e o poder do Altíssimo vai te cobrir com a tua sombra; por isso o Santo que nascer será chamado Filho de Deus’. [...] Disse, então, Maria: ‘Eu sou a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra’. E o Anjo a deixou.” (Lc 1,26-38).
  Maria, a predestinada a ser a mãe do Filho de Deus desde que o Redentor fora prometido à humanidade contagiada pelo pecado, aceitou a sua missão à convite de Deus por intermédio de seu anjo mensageiro, Gabriel. A partir do seu “sim” ao Anjo, Maria iniciou a sua caminhada, juntamente com seu Filho e Filho de Deus, rumo ao Calvário: em primeiro lugar a incompreensão do povo por vê-la grávida sem haver se casado com José; em segundo lugar a desconfiança de José por não compreender o que estava acontecendo com ela.

quinta-feira, 15 de maio de 2014

MÃES, PARCEIRAS DE DEUS NA CRIAÇÃO DA HUMANIDADE.

MÃES, PARCEIRAS DE DEUS NA CRIAÇÃO DA HUMANIDADE.


Maria é mãe e assumiu a vocação de mãe com responsabilidade e com todas as consequências.
Ser mãe é tão importante, tão sublime e tão divino que até o Filho de Deus quis ter uma, e escolheu Maria entre todas as mulheres deste mundo para ser sua mãe.
E Jesus foi exigente na escolha de sua mãe: escolheu, dentre as mulheres, a mais linda, a mais pura, a mais santa, a mais fiel, a mais humilde d entre todas as mulheres, E ele não foi egoísta: depois que voltou para o Pai, nos deixou Maria, para ser nossa mãe também.
Todas as mães da terra buscam em Maria o exemplo para bem desempenhar a sua vocação e a responsabilidade de serem mães.
Em todas as mães existe muito de Maria. E por isso, todos os dias, todos os filhos deveriam elevar suas orações aos céus e pedirem ao Senhor pelas suas mães, por elas terem aceitado com amor e carinho a sublime vocação da maternidade física e espiritual.
Como Maria deu o seu “sim” para ser mãe do Filho de Deus, todas as mães dão o seu “sim” para a vocação da maternidade e, por isso pedimos e agradecemos a Maria por nossas mães, por elas terem dado o seu “sim” e terem levado a sério essa vocação, caso contrário não seríamos o que somos hoje e, talvez, nem a vida teríamos se esse “sim” não tivesse sido dado com responsabilidade.

quarta-feira, 14 de maio de 2014

SÃO MATIAS, APÓSTOLO

SÃO MATIAS, APÓSTOLO


Matias, o apóstolo "póstumo". É assim chamado porque surgiu depois da morte do apóstolo Judas Iscariotes, o traidor, conforme consta do livro dos Atos dos Apóstolos, 1,20-26.
Alguns teólogos se referem à ele como o décimo terceiro apóstolo, pois foi eleito para ocupar o posto de Judas Iscariotes.
A eleição dos onze apóstolos deu-se dias depois da Ascensão de Jesus e da vinda do Espírito Santo e assim foi descrita: "Depois da Ascensão de Jesus, Pedro disse aos demais discípulos: Irmãos, em Judas se cumpriu o que dele se havia anunciado na Sagrada Escritura: Com o preço de sua maldade se comprou um campo. O salmo 109 ordena "Que outro receba seu cargo". 'Convém, então, que elejamos um para o lugar de Judas. E o eleito deve ser dos que estiveram entre nós o tempo todo em que o Senhor conviveu entre nós, desde que foi batizado por João Batista até que ressuscitou e subiu aos céus'". (At 1,21-26). As outras informações existentes sobre Matias fazem parte das tradições e dos escritos da época.
Esses registros, entretanto, são apenas fragmentos com algumas citações e frases, que foram recuperadas e, segundo os teólogos, são de sua autoria.
De fato, existe uma certa confusão entre os apóstolos Matias e Mateus em alguns escritos antigos. Segundo a tradição Matias evangelizou na Judéia, Capadócia e, depois, na Etiópia. Ele sofreu perseguições e o martírio, morreu apedrejado e decapitado em Colchis, Jerusalém, testemunhando sua fidelidade a Jesus.
Há registros de que santa Helena, mãe do imperador Constantino, o Grande, mandou trasladar as relíquias de são Matias para Roma, onde uma parte está guardada na igreja de Santa Maria Maior. O restante delas se encontra na antiquíssima igreja de São Matias, em Treves, na Alemanha, cidade que a tradição diz ter sido evangelizada por ele e que o tem como seu padroeiro.
São Matias era comemorado no dia 24 de fevereiro, mas atualmente sua festa ocorre no dia 14 de maio.

terça-feira, 13 de maio de 2014

NOSSA SENHORA DE FÁTIMA E SEUS VIDENTES

NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO DE FÁTIMA


No dia 5 de maio de 1917, o mundo ainda vivia os horrores da Primeira Guerra Mundial.
Então o Papa Bento XV convidou todos os católicos a se unirem em uma corrente de orações para obter a paz mundial com a intercessão da Virgem Maria.
Oito dias depois dessa solicitação do Papa, Maria, a Mãe de Jesus, respondeu à humanidade através das aparições em Fátima, Portugal.
Foram três humildes pastores, filhos de famílias pobres, simples e profundamente católicas, os mensageiros escolhidos por Nossa Senhora. Lúcia, a mais velha, tinha dez anos, e os primos, Francisco e Jacinta, nove e sete anos respectivamente. Os três eram analfabetos.
Contam as crianças que brincavam enquanto as ovelhas pastavam. Ao meio-dia, rezaram o terço. Porém rezaram à moda deles, de forma rápida, para poder voltar a brincar. Em vez de recitar as orações completas, apenas diziam o nome delas: "Ave Maria, Santa María", e dai por diante.
Ao voltar para as brincadeiras, depararam com a Virgem Maria pairando acima de uma árvore, não muito alta.
Assustados, Jacinta e Francisco apenas ouvem Nossa Senhora conversando com Lúcia.
Ela pede que os pequenos rezem o terço inteirinho e que venham àquele mesmo local todo dia 13 de cada mês, desaparecendo em seguida. O encontro acontece pelos sete meses seguintes.

segunda-feira, 12 de maio de 2014

MARIA, A MÃE SEMPRE PRESENTE.

MARIA, A MÃE SEMPRE PRESENTE.


Como é reconfortante termos a certeza de que, junto de Deus, temos uma Mãe tão boa e misericordiosa, que acompanha os nossos passos neste vale de lágrimas  e nos defende  como uma advogada junto ao trono do Senhor.            Nunca estamos sozinhos.
Jesus dissera – não vos deixarei órfãos -, e quando ele nos disse isso, ele quis dizer que não ficaríamos órfãos, nem de pai, nem de mãe. A nossa família é completa. Somos os irmãos e filhos, e temos a Deus por Pai, e Pai Nosso, e Maria por mãe.        
No alto do Calvário, nos estertores da morte, quando Jesus sentiu que nada mais tinha para dar aos homens, depois de haver dado até a última gota de seu preciosíssimo sangue, num último e supremo esforço ele nos dá a última preciosidade que tinha e que, em momento algum de sua vida o havia abandonado – na pessoa de seu Apóstolo Amado, João, Jesus dá aos homens a sua própria mãe, ao dizer – filho, eis ai tua mäe -.
Maria nunca deixara de ser a mãe de todos os homens, mas, a partir daquele momento, os homens de coração puro começaram entender melhor a maternidade de Maria. E o que me faz admirar ainda mais Maria foi a sua pronta aceitação em receber como filhos seus aqueles que haviam perseguido, maltratado, flagelado, coroado de espinhos e pregado em uma cruz, o seu Filho Divino.
Maria não rejeitou ninguém, apesar dos sofrimentos que todos os homens lhe impuseram. Maria aceitou ser a Mãe de todos os homens, indistintamente, fazendo, desta maneira, todos os homens serem irmãos de Jesus Cristo e em Jesus Cristo.

domingo, 11 de maio de 2014

MARIA, A MÃE DAS MÃES

MARIA, A MÃE DAS MÃES


Sempre que penso em Maria procuro me transformar numa criança e procuro ver Maria como uma criança vê a sua mãe, e assim me jogo nos braços de Maria, sentindo nos braços de Maria os braços da mãe. A criança tem os pensamentos puros e as intenções mais santas.
A mãe aceita tudo o que a criança faz e perdoa, com um sorriso nos lábios, todos os erros todas as travessuras e todo mal entendido de seu filho, por isso, quando sei que erro, e como erro, busco a presença de Maria como a criança busca a presença da mãe para se sentir segura.
Por isso, quando eu medito em Maria, quando eu converso com Maria em meu coração, eu procuro me transformar em criança, como um filho busca a sua mãe, e assim, Maria também conversa comigo, como a mãe conversa com o filho, sorri dos meus enganos e me estende a mão quando alguma dificuldade me derruba, assim como a proteção da mãe abriga a insegurança do filho. E como é gostoso para uma criança contemplar o rosto de sua mãe e vê-lo sempre sorrindo, sempre com um sorriso nos lábios, apoiando as coisas certas e chamando a atenção para o que estivermos fazendo de errando, mas sempre com um sorriso nos lábios.

sábado, 10 de maio de 2014

JESUS É A PORTA DAS OVELHAS

IV DOMINGO DA PÁSCOA
Ano – A; Cor – branco; Leituras: At 2,14.36-41; Sl 22; 1Pd 2,20-25; Jo 10,1-10.

“... EU GARANTO A VOCÊS: EU SOU A PORTA DAS OVELHAS”. (Jo 10,7b).

Diácono Milton Restivo


Este IV Domingo da Páscoa é chamado de o Domingo do Bom Pastor, mas hoje poderíamos chamar este domingo de “Domingo da Porta das ovelhas”.
Por interessante que possa parecer, o foco da leitura do Evangelho não se prende ao Bom Pastor, embora Jesus estivesse falando dele, e nem é usado esse termo em toda a leitura evangélica, e sim somente se referindo ao seu adversário, o ladrão, o assaltante, o mercenário, referenciados nas autoridades religiosas judaicas do tempo de Jesus e em todos aqueles que se arvoram autoridades em religião e ou teologia, os falsos profetas que, através de seus ensinamentos dúbios, buscam persuadir as ovelhas e arrebatá-las do Bom Pastor.
Quando Jesus fala de ladrão, assaltante e mercenário, refere-se às autoridades religiosas judaicas do seu tempo que dificultavam o arrebanhamento das ovelhas e incitavam o povo contra Jesus ameaçando-o de prisão e até apedrejamento (cf Jo 10,31-33.39), culminando com a sua morte de cruz. Os fariseus e os escribas e os doutores da Lei eram, na época de Jesus, os pastores que conduziam o povo de Yahweh, mas de maneira contrária àquilo que Yahweh esperava para o seu povo, e isso o profeta Ezequiel já os condenava no seu tempo: “Ai dos pastores de Israel, que são pastores de si mesmos. [...] Vocês não procuram fortalecer as ovelhas fracas, não dão remédio para as que estão doentes, não curam as que se machucam, não trazem de volta as que se desgarraram e não procuram aquelas que se extraviaram. Pelo contrário, vocês dominam com violência e opressão. [...] Por isso, vocês, pastores, ouçam a palavra de Yahweh: juro por minha vida – oráculo do Senhor Yahweh: minhas ovelhas se tornaram presa fácil e servem de pasto para as feras selvagens. Elas não têm pastor, porque os meus pastores não se preocupam com o meu rebanho. Por isso, pastores, ouçam a palavra de Yahweh! Assim diz o Senhor Yahweh: vou me colocar contra os pastores. Vou pedir contas a eles sobre o meu rebanho e não deixarei mais que eles cuidem do meu rebanho. Deste modo os pastores não ficarão mais cuidando de si mesmos. (Ez 34,2b.4.7-10a).

sexta-feira, 9 de maio de 2014

NHÁ CHICA DE BAEPENDI

BEM-AVENTURADA NHÁ CHICA


NHÁ CHICA, A SANTA DE BAEPENDI

O Decreto da Beatificação de Nhá Chica foi promulgado pelo Santo Papa Bento XVI e a cerimônia oficial aconteceu no dia 04 de maio de 2013, em Baependi, Estado  de Minas Gerais.

PROCESSO DE BEATIFICAÇÃO
Francisca de Paula de Jesus - Nhá Chica – foi beatificada em 04 de maio de 2013 na cidade de Baependi, Minas Gerais, uma vez que o Santo Papa Bento XVI, já havia, na manhã da sexta-feira, dia 14 de janeiro de 2011, aprovado as suas virtudes heróicas e a reconhecido como Venerável nessa data.
Ainda em vida Nhá Chica passou a ser aclamada pelo povo como 'a Santa de Baependi', por sua fé e clarividência. Já foi Serva de Deus, título que recebeu oficialmente da Congregação das Causas dos Santos do Vaticano, em 1991.
A causa de canonização de Nhá Chica estava sendo aguardando desde 2007 o anúncio de sua beatificação. A grande graça atribuída a Nhá Chica refere-se a professora Ana Lúcia Meirelles Leite, moradora de Caxambu, Minas Gerais. A professora e dona de casa foi curada de um problema congênito muito grave no coração, sem precisar passar por cirurgia, apenas pelas orações de Nhá Chica. O fato se deu em 1995. A graça foi aceita pelo Vaticano.

quinta-feira, 8 de maio de 2014

BEM-AVENTURADO DAMIÃO DE MOLOKAI

BEM-AVENTURADO DAMIÃO DE MOLOKAI - 1840-1889


Josef de Veuster-Wouters nasceu no dia 3 de janeiro de 1840, numa pequena cidade ao norte de Bruxelas, na Bélgica. Aos dezenove anos de idade, entra para a Ordem dos Padres do Sagrado Coração e toma o nome de Damião. Em seguida, é enviado para terminar seus estudos num colégio teológico em Paris.
A vida de Damião começou a mudar quando completou vinte e um anos de idade.
Um bispo do Havaí, arquipélago do Pacífico, estava em Paris, onde ministrava algumas palestras e pretendia conseguir missionários para o local. Ele expunha os problemas daquela região e, especialmente, dos doentes de lepra, que eram exilados e abandonados numa ilha chamada Molokai, por determinação do governo. Damião logo se interessou e se colocou à disposição para ir como missionário à ilha. Alguns fatos antecederam a sua ida.
Uma epidemia de febre tifóide atingiu o colégio e seu irmão caiu doente. Damião ainda não era sacerdote, mas estava disposto a insistir que o aceitassem na missão rumo a Molokai. Escreveu uma carta ao superior da Ordem do Sagrado Coração, que, inspirado por Deus, permitiu a sua partida. Assim, em 1863 Damião embarcava para o Havaí, após ser ordenado sacerdote.

quarta-feira, 7 de maio de 2014

MARIA, A QUE INTERCEDE POR TODOS NÓS

MARIA, A QUE INTERCEDE POR TODOS NÓS

As Sagradas Escrituras nos dizem que os nossos pensamentos não são os pensamentos de Deus, conforme diz o Senhor através de Isaias: “Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos, os seus caminhos, diz o Senhor, porque, assim como os céus são mais altos do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos, mais altos do que os vossos pensamentos”. (Is 55,8-9)
Começamos a entender isso quando observamos pela história e pelos fatos que Deus Altíssimo e Todo Poderoso, Criador do céu e da terra, para realizar o seu plano de salvação, quer precisar de suas criaturas, sendo que ele poderia resolver tudo de outra maneira, porque ele pode tudo.  Apesar dos nossos pensamentos não serem os penhsamentos de Deus, ele quer precisar de nós para resgatar a sua criatura das trevas e do pecado.      
O Senhor poderia ter feito tudo acontecer sem a participação humana no seu plano de amor.    Deus poderia, simplesmente, mandar seu Filho ao mundo para a salvação de todos os homens mostrando toda a sua grandeza, o seu poder, a sua glória; o Filho de Deus já poderia ter vindo como um homem formado e crescido, trazendo dentro de si toda a sabedoria que somente a Deus pertence, e talvez, dessa maneira, ele seria muito melhor recebido e todos acreditariam  nele sem ter a necessidade da fé.

terça-feira, 6 de maio de 2014

O QUE OS SANTOS FALAM DE MARIA

O QUE OS SANTOS FALAM DE MARIA


Se não fosse por Maria, não teríamos Jesus... Jesus, para se fazer homem quis precisar de Maria... O homem, para se tornar filho de Deus, tem que precisar de Maria...   
            Se quisermos chegar até Jesus, tem que ser por Maria: não há outro caminho mais curto e mais seguro... E conhecemos tão pouco  essa ligação tão íntima entre Maria e Jesus e Jesus com Deus Pai... São Luiz Maria Grignon de Montfort, em seu livro “Tratado do Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem”, nos dá uma verdadeira lição do conhecimento que tem sobre Maria e como devemos amá-la, e escreve: “Deus fez um lago muito grande de água, e o chamou mar; depois fez um mar de graças, e o chamou Maria.”. e para demonstrar a tão grande ligação que existe entre Jesus e Maria, esse santo até faz uma comparação absurda, quando diz: “Maria está tão intimamente unida a Jesus, que seria mais fácil separar a luz do sol e o calor do fogo do que separar Maria de Jesus; “seria mais fácil separar os anjos e santos de Jesus do que separar Maria de Jesus, “porque Maria ama mais ardentemente a Jesus e o glorifica mais perfeitamente que todas as criaturas juntas.”  

segunda-feira, 5 de maio de 2014

MARIA, A VIRGEM ESCOLHIDA




Maria parece ter passado sua infância na pequena cidade de Nazaré. Sua mãe, cujo nome dizem ter sido Ana, preparou-a, como faziam todas as mães, para que nela se cumprisse a promessa de que duma virgem de Judá sairia o Messias, a “redenção de Jerusalém” (Lucas 2,25 e 38).
Foi esta esperança que levou Maria a viver uma vida piedosa e pura. Quando chegou a “plenitude do tempo” para Deus enviar Seu Filho, Maria foi a escolhida para ser a mãe do Messias Jesus. “Não há dúvida que Maria foi a escolhida, principalmente porque no tempo designado o seu caráter foi o que melhor refletiu os ideais divinos da maternidade, do que qualquer outra filha de Davi” (CBASD, vol. 5, p. 281). Em poucas palavras, Maria andava muito perto de Deus, tinha uma fé inabalável nas promessas divinas e vivia em comunhão com o Senhor. Foi uma virtuosa jovem de oração, atitude tão necessária também hoje nas jovens cristãs. O Senhor almeja ainda hoje agraciar outras “Marias”.
Sua fé no seu Deus, o seu andar com Ele e sua confiança irrestrita, fortaleceram-na para enfrentar as barreiras sociais e familiares tão exigentes e continuar servindo ao Senhor de uma maneira exemplar. Sua vida estava cheia de santo gozo e alegria pelo fato de Deus a Ter escolhido como instrumento para o cumprimento de Suas promessas aos mortais.

domingo, 4 de maio de 2014

SÃO FILIPE, APÓSTOLO

SÃO FILIPE, APÓSTOLO


Filipe nasceu em Betsaida, na Galiléia, e foi um dos primeiros discípulos de Jesus, tendo sido, anteriormente, discípulo de são João Batista. O seu nome ocupa sempre o quinto lugar nas listas dos apóstolos e é mencionado mais de uma vez no Evangelho.
Os evangelistas Mateus, Marcos e Lucas dão-nos, de Filipe, somente o nome e o lugar do nascimento, mas João oferece-nos maiores particularidades sobre a sua personalidade.
Os poucos elementos fornecidos pelo Evangelho permitem-nos esboçar o perfil espiritual do apóstolo Filipe, homem simples e aberto, primário e sincero, que gozou da intimidade espontânea com Jesus. Ele era da mesma cidade de Pedro e André, e talvez fosse também pescador.
As Sagradas Escrituras nos contam que Filipe, após ter sido chamado diretamente por Jesus, ao encontrar Natanael, mais tarde chamado de Bartolomeu, com certa euforia lhe comunica a notícia: "Achamos aquele de quem Moisés escreveu na lei e que os profetas anunciaram: é Jesus de Nazaré, filho de José" (Jo 1,45-46). Em outra passagem, João nos conta que foi Filipe quem perguntou a Jesus, no dia do milagre da multiplicação dos pães, como faria para alimentar tanta gente com tão poucos pães. Também, noutra ocasião, quando se aproximaram dos apóstolos, alguns gregos que queriam ver mais de perto Jesus e recorreram diretamente a Filipe. Então, junto com André, transmitiram o pedido a Cristo, que os atendeu com benevolência (Jo 12,21-23).

sábado, 3 de maio de 2014

OS DISCÍPULOS DE EMAÚS

III DOMINGO DA PÁSCOA – 08.05.2011
Ano – A; Cor: Branco; Leituras: At 2,14.22-23; Sl 15; 1Pd 1,17,21; Lc 24,13-35.

“PERMANECE CONOSCO, POIS CAI A TARDE E O DIA JÁ DECLINA.” (Lc 24, 29).


Diácono Milton Restivo

Era um primeiro dia da semana, portanto, entende-se como sendo um domingo. Na sexta-feira anterior haviam acontecido coisas terríveis em Jerusalém. As autoridades haviam julgado, condenado e mandado crucificar a Jesus de Nazaré.
Naquele primeiro dia da semana, domingo, no terceiro dia após a crucificação e morte de Jesus, piedosas mulheres que seguiram a Jesus por toda a parte a partir da Galiléia durante sua peregrinação transmitindo a Boa Nova a todas as gentes, ainda de madrugada, se dirigiram ao sepulcro onde tinha sido colocado o corpo sem vida do Divino Mestre, levando os aromas que tinham preparado para embalsamá-lo. Ao lá chegarem, surpresa...
O corpo de Jesus não estava mais no sepulcro; a pedra que fechava a entrada do túmulo havia sido removida e o túmulo estava vazio: “Mas ao entrar não encontraram o corpo do Senhor Jesus” (Lc 24,3). Voltaram correndo até onde estavam reunidos os amedrontados apóstolos e discípulos e narraram-lhes o ocorrido, mas, porque eram mulheres, não foram levadas a sério: “... essas palavras, porém, pareceram desvario, e não lhes deram crédito.” (Lc 24,11). 
Os apóstolos e discípulos julgaram que as mulheres haviam tido alguma alucinação coletiva que poderia facilmente ser explicada pelos sofrimentos e angústias que passaram por terem acompanhado Jesus em toda a sua “via crucis”. Mas “Pedro, contudo, levantou-se e correu ao túmulo. Inclinou-se, porém, viu apenas os lençóis. E voltou para casa muito surpreso com o que acontecera.” (Lc 24,12).

sexta-feira, 2 de maio de 2014

JESUS NOS ESPERA NA PRAIA

JESUS NOS ESPERA NA PRAIA


Jesus já havia ressuscitado e aparecido aos seus apóstolos por duas vezes.
Os apóstolos, por duas vezes, já haviam sentido a alegria intensa de confirmar que as palavras, promessas e profecias do Senhor Jesus haviam se realizado em toda a sua dimensão.
Mas ainda não sabiam muito bem o que deveriam fazer, já que o Senhor Jesus havia sido crucificado, morto na cruz, e, no momento estava ausente, então, deveriam continuar com a sua vida de pescadores e, por isso, certa noite, Pedro, João Tomé, Tiago, Natanael, e mais dois discípulos de Jesus, que o Santo Evangelho não diz os nomes, saíram para pescar.
Mas, naquela noite, não pescaram nada, não pegaram nenhum peixe sequer.
Eles estavam distribuídos em dois barcos, e depois de tentarem a noite toda e nada terem conseguido, e com o dia amanhecendo, eles voltaram para a praia, cansados, sem peixes e desiludidos.         Ao chegarem na praia observaram que  alguém os estava observando de longe e, pelo visto, os estavam esperando.
Esse alguém gritou para os que estavam nos barcos: “Moços, vocês tem alguma coisa para comer? E eles responderam: “Não”.” Então, aquela pessoa que estava na praia, tornou a dizer: “Lancem a rede à direita do barco que vocês irão pegar peixes.”

quinta-feira, 1 de maio de 2014

SÃO JOSÉ OPERÁRIO - PADROEIRO DOS TRABALHADORES

SÃO JOSÉ OPERÁRIO - PADROEIRO DOS TRABALHADORES


O papa Pio XII a instituir a festa de "São José Trabalhador", em 1955, na mesma data em que se comemora o dia do trabalho em quase todo o planeta.
Foi no dia 1º. de maio de 1886, em Chicago, maior parque industrial dos Estados Unidos na época, que os operários de uma fábrica se revoltaram com a situação desumana a que eram submetidos e pelo total desrespeito à pessoa que os patrões demonstravam. Eram trezentos e quarenta em greve e a polícia, a serviço dos poderosos, massacrou-os sem piedade. Mais de cinquenta ficaram gravemente feridos e seis deles foram assassinados num confronto desigual. Em homenagem a eles é que se consagrou este dia.
São José é o modelo ideal do operário. Sustentou sua família durante toda a vida com o trabalho de suas próprias mãos, cumpriu sempre seus deveres para com a comunidade, ensinou ao Filho de Deus a profissão de carpinteiro e, dessa maneira suada e laboriosa, permitiu que as profecias se cumprissem e seu povo fosse salvo, assim como toda a humanidade.
Proclamando são José protetor dos trabalhadores, a Igreja quis demonstrar que está ao lado deles, os mais oprimidos, dando-lhes como patrono o mais exemplar dos seres humanos, aquele que aceitou ser o pai adotivo de Deus feito homem, mesmo sabendo o que poderia acontecer à sua família. José lutou pelos direitos da vida do ser humano e, agora, coloca-se ombro a ombro na luta pelos direitos humanos dos trabalhadores do mundo, por meio dos membros da Igreja que aumentam as fileiras dos que defendem os operários e seu direito a uma vida digna.
Muito acertada mais esta celebração ao homem "justo" do Evangelho, que tradicional e particularmente também é festejado no dia 19 de março, onde sua história pessoal é relatada.

quarta-feira, 30 de abril de 2014

MARIA É DO POVO POBRE E HUMILDE

MARIA É DO POVO POBRE E HUMILDE


O povo humilde e pobre está com Maria.
povo pobre e humilde é como o Apóstolo João, o único que não fugiu e que permaneceu com Maria aos pés da cruz de Jesus, no Calvário, naquela sombria e triste sexta feira.
O povo pobre, como João, junto de Maria, não foge, não tem medo de sofrer. Já sofre tanto.      Mas, não fica aos pés da cruz sozinho; Maria está com ele.
O povo fica junto de Maria, aos pés de tantos irmãos que estão morrendo de fome ainda hoje, morrendo de inanição, de desprezo dos ricos e poderosos nas portas do século dois mil e na entrada do terceiro milênio; o Cristo continua morrendo hoje nos irmãos, como morreu no Calvário, aos olhos de sua Santíssima Mãe, Maria.
            Chegando no Calvário, o povo não fala.
            Só fica olhando, como João Apóstolo ficou olhando e marcando presença.
            Jesus também não fala; só fica rezando do alto da cruz. 

terça-feira, 29 de abril de 2014

CONVERSANDO COM MARIA, A MÃE DE JESUS

CONVERSANDO COM MARIA, A MÃE DE JESUS


Todos nós, vossos filhos, vos amamos, Maria, e através de vós amamos a Deus e desejamos amá-lo mais ainda e cada vez mais. O nosso amor por vós nos dá forças para lutarmos para a maior glória de Deus. Todos nós, que desejamos alguma coisa, alguma melhora na nossa vida ou na vida de alguém, todos nós que desejamos a vinda de melhores dias, um emprego, uma graça para vencermos um defeito particular, ou um pedido para a conversão de um filho, do marido, da esposa, do pai, irmãos ou amigos, quando precisamos de uma grande graça não exitamos e logo corremos aos vossos pés, doce Mãe, e dificilmente alguém de nós sai de perto de vós sem que a Senhora tenha atendido o nosso pedido.
Quantas vezes recorremos à vós, doce Mãe, quando notamos tristemente que a nossa fé vacila, quando esfriamos na nossa dedicação para com a Igreja de Deus, ou porque nos afligimos por termos que carregar uma grande cruz que parece muito pesada para a nossa fraqueza na fé, ou ainda, quando temos no seio de nossa família perturbações e infelicidades domésticas que nos parecem dificultar até a nossa própria salvação eterna, e, para todos nós que recorremos aos vossos pés, a oração parece trazer tão pouco alívio.

segunda-feira, 28 de abril de 2014

SANTA JOANA (GIANNA) BERETTA MOLLA

SANTA JOANA (GIANNA) BERETTA MOLLA - 1922-1962

 
Gianna Beretta nasce em Magenta (Milão, Itália) aos 04 de outubro de 1922. Desde sua primeira juventude, acolhe plenamente o dom da fé e a educação cristã, recebidas de seus ótimos pais. Esta formação religiosa ensina-lhe a considerar a vida como um dom maravilhoso de Deus, a ter confiança na Providência e a estimar a necessidade e a eficácia da oração.
Durante os anos de estudos e na Universidade, enquanto se dedicava diligentemente aos seus deveres, vincula sua fé com um compromisso generoso de apostolado entre os jovens da Ação Católica e de caridade para com os idosos e os necessitados nas Conferências de São Vicente. Laureada em medicina e cirurgia em 1949 pela Universidade de Pavia (Itália), em 1950 abre seu consultório médico em Mêsero (nos arredores de Milão). Especializa-se em pediatria na Universidade de Milão em 1952 e, entre seus clientes, demonstra especial cuidado para as mães, crianças, idosos e pobres.
Foi membro atuante da Ação Católica desde a adolescência. Formou-se com louvor em Medicina e especializando-se em Pediatria, por seu grande amor às crianças e às mães, pois pretendia unir-se ao seu irmão, Padre Alberto, médico e missionário no Brasil, que havia fundado um hospital na cidade de Grajaú, no estado do Maranhão, mas foi desaconselhada por seu Bispo.
Enquanto exercia sua profissão médica, que a considerava como uma «missão», aumenta seu generoso compromisso para com a Ação Católica, e consagra-se intensivamente em ajudar as adolescentes. Através do alpinismo e do esqui, manifesta sua grande alegria de viver e de gozar os encantos da natureza. Através da oração pessoal e da dos outros, questiona-se sobre sua vocação, considerando-a como dom de Deus. Opta pela vocação matrimonial, que a abraça com entusiasmo, assumindo total doação «para formar uma família realmente cristã».

domingo, 27 de abril de 2014

JOÃO XXIII E JOÃO PAULO II, PROCLAMADOS SANTOS

JOÃO XXIII E JOÃO PAULO II, PROCLAMADOS SANTOS


“O Papa Bom”, João XXIII, e o “Papa Peregrino”, João Paulo II, estão sendo proclamados santos da nossa Igreja neste dia de 27 de abril de 2014.
Dia 27 de abril de 2014, Festa da Divina Misericórdia, o Senhor reserva à sua Igreja Santa, Católica, Apostólica e Romana um mimo de sua infinita bondade: a canonização, ou seja, passam a ser santos dois papas, João XXIII, o papa bom e João Paulo II, o papa pop. O primeiro trouxe ao trono de Pedro a humildade e a proximidade com o povo; o segundo rejuvenesceu a Sé apostólica com seu carisma e seu poder de sedução junto às multidões.
O papa João XXIII  nasceu no dia 25 de Novembro de 1881 em Sotto il Monte, diocese e província de Bergamo (Itália), e nesse mesmo dia foi batizado com o nome de Ângelo Giuseppe; foi o quarto de treze irmãos, nascidos numa família de camponeses e de tipo patriarcal.
Depois da morte de Pio XII, foi eleito Sumo Pontífice a 28 de Outubro de 1958 e assumiu o nome de João XXIII. O seu pontificado, que durou menos de cinco anos, apresentou-o ao mundo como uma autêntica imagem de bom Pastor. Manso e atento, empreendedor e corajoso, simples e cordial, praticou cristãmente as obras de misericórdia corporais e espirituais, visitando os encarcerados e os doentes, recebendo homens de todas as nações e crenças e cultivando um extraordinário sentimento de paternidade para com todos. Por sua idade foi tomado como um papa de transição, mas surpreendeu o mundo com a convocação para o Concílio Vaticano II (1962-1965) e propiciou para que se vivesse em uma Igreja aberta ao mundo.

sábado, 26 de abril de 2014

“A PAZ ESTEJA COM VOCÊS” (Jo 20,19).

II DOMINGO DA PÁSCOA - 01.05.2011
Ano – A; Cor – branco; Leituras: At 2,42-47; Sl 117; 1Pd 1,3-9; Jo 20,19-31.

“A PAZ ESTEJA COM VOCÊS” (Jo 20,19).

Diácono Milton Restivo


Neste domingo, chamado “in albis”, ou seja, “domingo das vestes brancas” ou da Divina Misericórdia, a liturgia acentua a nova existência do cristão regenerado pelo batismo ou pela renovação das promessas batismais que foram feitas na cerimônia da Vigília Pascal.
Na igreja primitiva o batismo, principalmente dos adultos, acontecia na vigília do domingo da Páscoa. No domingo seguinte, que seria o segundo domingo da Páscoa, os neocatecúmenos já podiam participar da Eucaristia e, para tanto, se apresentavam para as liturgias da Palavra e da Eucaristia vestidos com vestes brancas que foram recebidas no seu batismo.
No domingo seguinte da Páscoa Jesus se apresenta ressuscitado aos seus discípulos, criando e fortalecendo, no Espírito, a primeira comunidade cristã.
A primeira leitura, tirada do livro dos Atos dos Apóstolos, mostra que as primeiras comunidades cristãs, já em plena atividade e evidência, transmitem o testemunho do Ressuscitado.
Os novos cristãos “eram perseverantes em ouvir o ensinamento dos apóstolos, na comunhão fraterna, no partir do pão e nas orações”. (At 2,42). Nessa atitude dos primeiros cristãos está o alicerce sólido da igreja de Jesus Cristo: 1) perseverança na fé; 2) perseverança ao ouvir a Palavra transmitida pelos Apóstolos; 3) perseverança na comunhão fraterna; 4) perseverança no partir o pão; 5) perseverança na oração. O jeito cristão de viver é ser perseverante e participante da comunidade dos irmãos.

sexta-feira, 25 de abril de 2014

SÃO MARCOS EVANGELISTA

SÃO MARCOS EVANGELISTA


De origem pouco conhecida, reconhecido como autor do segundo evangelho e considerado fundador da igreja do Egito e também fundador da cidade italiana de Veneza. Marcos, ou João Marcos, era judeu, da tribo de Levi, filho de Maria de Jerusalém, e, segundo os historiadores, teria sido batizado pelo próprio Pedro, fazendo parte de uma das primeiras famílias cristãs de Jerusalém.
Ainda menino, viu sua casa tornar-se um ponto de encontro e reunião dos apóstolos e cristãos primitivos. Foi na sua casa, aliás, que Cristo celebrou a última ceia, quando instituiu a Eucaristia, e foi nela, também, que os apóstolos receberam a visita do Espírito Santo, após a ressurreição.
Seu nome aparece nas epístolas de Paulo, que se refere a ele como um de seus colaboradores que enviavam saudações de Roma. A principal fonte de informações sobre sua vida está no livro Atos dos Apóstolos.
Filho de Maria de Jerusalém e primo de Barnabé, já se havia convertido ao cristianismo quando Paulo e Barnabé chegaram a Jerusalém (ano de 44) trazendo os auxílios da Igreja de Antioquia (At 11,30). Acompanhou Barnabé e Paulo a Antioquia (At 12,25), na hoje Turquia, onde atuou como auxiliar de Paulo, mas voltou à Jerusalém quando chegaram a Perge, na Panfília.

quinta-feira, 24 de abril de 2014

PAI NOSSO... DO JEITO DE MARIA.

PAI NOSSO... DO JEITO DE MARIA.


Certa vez, os apóstolos se achegaram a Jesus e lhe pediram: “Mestre, ensina-nos a rezar.”
E o Senhor Jesus ensinou aos seus apóstolos e discípulos, e também a todos nós a oração do Pai Nosso. E desde a primeira vem em que a oração do Pai Nosso foi ensinada e rezada pelo próprio Senhor Jesus, até os nossos dias a oração do Pai Nosso tem sido rezada por todas as religiões cristãs em todas as partes do mundo milhões e milhares de vezes.
Mas, se conhecemos bem a vida de Maria, vamos ver nas entrelinhas do Santo Evangelho que, mesmo antes de o Senhor Jesus ensinar a oração do Pai Nosso aos seus apóstolos e discípulos, Maria já o rezava desde a muito tempo, com outras palavras, é claro ,mas com o mesmo fervor com que o Senhor Jesus ensinou e rezou.
Ao ensinar o Pai Nosso, Jesus Cristo disse: “Pai Nosso, que estais nos céus”, e Maria já dissera: “Engrandece a minha alma ao Senhor, e exulte o meu espírito em Deus, meu Salvador”, e nós repetimos: “Pai Nosso que estais nos céus, nós exaltamos de alegria pela santidade de vossa presença e, humildemente, saudamos e bendizemos o vosso nome, como no cântico de Maria.”

quarta-feira, 23 de abril de 2014

“...FAÇA TUDO PARA A GLÓRIA DE DEUS.” (1Cor 10,31).

 “...FAÇA TUDO PARA A GLÓRIA DE DEUS.” (1Cor 10,31).


            Paulo foi um dos maiores perseguidores da Igreja de Jesus Cristo no seu início, e, certa vez, quando tinha por missão perseguir e prender os que aderiram às mensagens do Senhor Jesus, “estando ele em viagem e aproximando-se de Damasco, subitamente uma luz vinda do céu o envolveu de claridade. Caindo por terra ouvia uma voz que dizia: “Saulo, Saulo, porque me persegues?” Ele perguntou: “Quem és, Senhor?” E a resposta: “Eu sou Jesus, a quem tu estás perseguindo. Mas levanta-te, entra na cidade, e te dirão o que deves fazer.” Os homens que com ele viajavam detiveram-se emudecidos de espanto, ouvindo a voz mas não vendo ninguém. Saulo ergueu-se do chão. Mas embora tivesse os olhos abertos, não via nada.” (At 9,3-8).
            Esta é a narrativa das Sagradas Escrituras sobre o primeiro encontro de Paulo com o Divino Mestre. Depois que Jesus lhe chama atenção e o derruba de seu cavalo para lhe mostrar o quanto estava errado em perseguir os seus apóstolos e discípulos, Paulo se converteu ao cristianismo e se dedicou de corpo e alma para que a doutrina, que antes ele perseguia com ódio e furor e queria destruir, fosse conhecida e vivida por todos os homens de boa vontade em todas as partes do mundo.
            Paulo fundou várias comunidades cristãs e, por todos os lugares por onde passou, deixou a Igreja de Jesus Cristo mais forte, mais viva, mais ardorosa e mais consciente de sua missão de libertar e salvar todos os homens.