quarta-feira, 24 de agosto de 2016

SÃO BARTOLOMEU – (OU NATANAEL) – APÓSTOLO

SÃO BARTOLOMEU – (OU NATANAEL) – APÓSTOLO

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Bartolomeu, também chamado Natanael, foi um dos doze primeiros apóstolos de Jesus. 
É assim descrito nos evangelhos de João, Mateus, Marcos e Lucas, e também nos Atos dos Apóstolos. 
Bartolomeu nasceu em Caná, na Galiléia, uma pequena aldeia a quatorze quilômetros de Nazaré. Era filho do agricultor Tholmai. 
No Evangelho, ele também é chamado de Natanael. Em hebraico, a palavra "bar" que dizer "filho" e "tholmai" significa "agricultor". Por isso os historiadores são unânimes em afirmar que Bartolomeu-Natanael trata-se de uma só pessoa. 
Seu melhor amigo era Filipe e ambos eram viajantes. Foi o apóstolo Filipe que o apresentou ao Messias. Até esse seu primeiro encontro com Jesus, Bartolomeu era cético e, às vezes, irônico com relação às coisas de Deus. 
Porém, depois de convertido, tornou-se um dos apóstolos mais ativos e presentes na vida pública de Jesus. Mas a melhor descrição que temos de Bartolomeu foi feita pelo próprio Mestre: "Aqui está um verdadeiro israelita, no qual não há fingimento".

terça-feira, 23 de agosto de 2016

SANTA ROSA DE LIMA, A PADROEIRA DA AMÉRICA LATINA

SANTA ROSA DE LIMA,  A PADROEIRA DA AMÉRICA LATINA


Terciária dominicana, padroeira da América Latina (1586-1617). Isabel Flores y de Oliva nasceu na cidade de Lima, capital do Peru, no dia 20 de abril de 1586. 
A décima dos treze filhos de Gaspar Flores e Maria de Oliva. À medida que crescia com o rosto rosado e belo, recebeu dos familiares o apelido de Rosa, como ficou conhecida. 
Seus pais eram ricos espanhóis que se haviam mudado para a próspera colônia do Peru, mas os negócios declinaram e eles ficaram na miséria. 
Ainda criança, Rosa teve grande inclinação à oração e à meditação, sendo dotada de dons especiais de profecia. 
Já adolescente, enquanto rezava diante da imagem da Virgem Maria, decidiu entregar sua vida somente a Cristo. 
Apesar dos apelos da família, que contava com sua ajuda para o sustento, ela ingressou na Ordem Terceira Dominicana, tomando como exemplo de vida santa Catarina de Sena. 
Dedicou-se, então, ao jejum, às severas penitências e à oração contemplativa, aumentando seus dons de profecia e prodígios. E, para perder a vaidade, cortou os cabelos e engrossou as mãos, trabalhando na lavoura com os pais. 
Aos vinte anos, pediu e obteve licença para emitir os votos religiosos em casa e não no convento, como terciária dominicana. 
Quando vestiu o hábito e se consagrou, mudou o nome para Rosa e acrescentou Santa Maria, por causa de sua grande devoção à Virgem Maria, passando a ser chamada Rosa de Santa Maria. 
Construiu uma pequena cela no fundo do quintal da casa de seus pais, levando uma vida de austeridade, de mortificação e de abandono à vontade de Deus. 
A partir do hábito, ela imprimiu ainda mais rigor às penitências.

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

A ESCRAVA QUE DEUS FEZ RAINHA

A ESCRAVA QUE DEUS FEZ RAINHA



"O Espírito Santo virá sobre ti, e o poder do Altíssimo vai te cobrir com a sua sombra; por isso o Santo que nascer será chamado Filho de Deus". Disse, então, Maria: "Eu sou a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra!" (Lc 1,37-38). 
Ainda Lucas, nos Atos dos apóstolos, coloca Maria no meio dos apóstolos, recolhida com eles em oração. Ela constitui o vínculo que mantém unidos ao Ressuscitado aqueles homens ainda não robustecidos pelos dons do Espírito Santo. 
Pois a sua extraordinária humildade e fé total na palavra do anjo, que fez descer sobre a Terra um Deus ainda mais humilde do que ela. E, através de suas virginais virtudes e pureza de coração, Maria ficou ainda mais próxima de seu Filho. Maria é Rainha, porque é a Mãe de Jesus Cristo, o Rei. 
Ela é Rainha porque supera todas as criaturas em santidade. "Ela encerra em si toda a bondade das criaturas", diz Dante na Divina Comédia. 
Tudo que se refere ao Messias traz a marca da divindade. Assim, todos os cristãos vêem em Maria a superabundante generosidade do amor divino, que a acumulou de todos os bens. 
A Igreja convida o povo a invocá-la não só com o nome de Mãe, mas também com aquele de Rainha, porque ela foi coroada com o duplo diadema, de virgindade e de maternidade divina. A Virgem Maria Rainha resplandece em todos os tempos, no horizonte da Igreja e do mundo, como sinal de consolação e de esperança segura para todos os cristãos, já cobertos pela dignidade real do Senhor através do Batismo.

domingo, 21 de agosto de 2016

ASSUNÇÃO DE MARIA AOS CÉUS

ASSUNÇÃO DE MARIA – ANO “C”

“FELIZ O VENTRE QUE TE TROUXE E OS SEIOS QUE TE AMAMENTARAM” (Lc 11,27).

Diácono Milton Restivo

Celebramos hoje a festa da Assunção de Maria aos céus. Assunção de Maria é a crença tradicional realizada pelos cristãos católicos, ortodoxos, anglicanos, e algumas denominações protestantes que a Virgem Maria, no final de sua vida, foi fisicamente assunta para o céu; é uma das festas mais antigas do Oriente onde é conhecida, também, como “Dormição de Maria”.
A Igreja Católica ensina esta crença como um dogma de que a Virgem Maria “ao concluir o curso de sua vida terrena, foi assunta em corpo e alma para a glória celestial.”
Esta doutrina foi dogmaticamente definida pelo Papa Pio XII em 01 de novembro de 1950, na sua  Constituição Apostólica Munificientissimus Deus.
A festa da assunção para o céu da Virgem Maria é celebrada como a “Solenidade da Assunção da Bem-aventurada Virgem Maria” pelos católicos, e como a “Dormição de Maria” pelos cristãos ortodoxos. O Novo Catecismo da Igreja Católica declara: “A Assunção da Santíssima Virgem constitui uma participação singular na Ressurreição do seu Filho e uma antecipação da Ressurreição dos demais cristãos” (CIC 966). O Frei Clodovis Boff, na entrevista que deu à revista Ave Maria de agosto de 2010, diz que “o dogma da Assunção mostra o destino último  do nosso corpo, que é a glória. E já que se trata do corpo de uma mulher, corpo aviltado de tantos modos, mostra como Deus se “vinga” disso, exaltando o corpo da Virgem numa apoteose suprema.”
As festas em honra de Maria, a mãe de Jesus, surgiram depois do século VI. Por influência das Ordens Religiosas elas multiplicaram-se na Idade Média.
Nessa época surgiu, também, a dedicação de templos, catedrais e santuários a Maria, as aparições e intensa literatura mariana. Deu-se início às devoções marianas como o Rosário, a Ave Maria, a Salve Rainha, o Ofício pequeno de Nossa Senhora, as Missas votivas aos Sábados e outras.            

sábado, 20 de agosto de 2016

SÃO BERNARDO DE CLARAVAL - 1090-1153

SÃO BERNARDO DE CLARAVAL - 1090-1153


Bernardo nasceu na última década do século XI, no ano 1090, em Dijon, França. Era o terceiro dos sete filhos do cavaleiro Tecelim e de sua esposa Alícia. 
A sua família era cristã, rica, poderosa e nobre. Desde tenra idade, demonstrou uma inteligência aguçada. 
Tímido, tornou-se um jovem de boa aparência, educado, culto, piedoso e de caráter reto e piedoso. Mas chamava a atenção pela sabedoria, prudência, poder de persuasão e profunda modéstia. 
Quando sua mãe morreu, seus irmãos quiseram seguir a carreira militar, enquanto ele preferiu a vida religiosa, ouvindo o chamado de Deus. 
Na ocasião, todos os familiares foram contra, principalmente seu pai. Porém, com uma determinação poucas vezes vista, além de convencê-los, trouxe consigo: o pai, os irmãos, primos e vários amigos. 
Ao todo, trinta pessoas seguiram seus passos, sua confiança na fé em Cristo, e ingressaram no Mosteiro da Ordem de Cister, recém-fundada. 
A contribuição de Bernardo dentro da ordem foi de tão grande magnitude que ele passou a ser considerado o seu segundo fundador.

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

ALEGRAI-VOS E REGOZIJAI-VOS, PORQUE SERÁ GRANDE A VOSSA RECOMPENSA NOS CÉUS.

ALEGRAI-VOS E REGOZIJAI-VOS, PORQUE SERÁ GRANDE A VOSSA RECOMPENSA NOS CÉUS.

           

A responsabilidade dos que aderem totalmente a Jesus Cristo é muito grande. 
A responsabilidade do cristão autêntico pesa-lhe nos ombros porque, por onde quer que ele viva, esteja ou ande, existem sempre centenas de olhos a observar as suas ações e atitudes e a verificar se, o que ele faz, está em conformidade com aquilo que ele fala e prega. 
Somente com a sua presença, o cristão autêntico incomoda os que não agem direito; somente a presença do cristão verdadeiro incomoda os que não andam de acordo com o modo de agir e pensar do Senhor Jesus, pois com age de maneira pecaminosa e dúbia não pode se sentir bem na presença de quem irradia luz e verdade, a exemplo do Mestre. 
O cristão consciente reprova as transgressões que os ímpios fazem contra a lei, a normas de boa conduta e o respeito aos irmãos, e, a voz do cristão, é sempre uma condenação e acusação contra a imoralidade reinante na sociedade e em todos os lugares onde os maus se fazem presentes; e é por isso que o cristão autêntico está sendo sempre observados por aqueles que não observam as leis do Senhor, porque os maus não toleram os bons que, com o seu modo de vida de conformidade com os ensinamentos do Mestre, condenam o modo de vida e de procedimento dos maus. 
A responsabilidade dos cristãos autênticos e fieis aos ensinamentos, aos mandamentos e às leis do Senhor, promulgadas através das Sagradas Escrituras e ratificadas pelo Divino Mestre, é muito grande, porque o mundo e os maus estão sempre observando os seus atos, e os maus fazem festas quando o cristão comete falhas, caem, porque assim os maus se sentem mais aliviados e dirão que os cristãos, seguidores do Mestre, não são coerentes com o que falam e pregam.

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

SANTO ALBERTO HURTADO CRUCHAGA - (1901-1952)

SANTO ALBERTO HURTADO CRUCHAGA - (1901-1952)


Nasceu em Viña del Mar (Chile), no dia 22 de janeiro de 1901. Aos quatro anos ficou órfão de pai. 
Foi obrigado a experimentar a pobreza durante sua infância. Recebeu de sua mãe a fé e a coragem para enfrentar os desafios de uma vida árdua. Graças a uma bolsa de estudos, pôde frequentar o Colégio dos Jesuítas em Santiago. 
Trabalhando para sustentar a mãe e o irmão, conseguiu formar-se em direito. 
Desde cedo, preocupou-se com os mais necessitados. Com 22 anos, entrou no noviciado da Companhia de Jesus em Chillán, realizando o sonho de ser jesuíta. 
Em 1925, foi mandado para Córdoba (Argentina) para completar os estudos humanísticos. 
Recebeu a ordenação sacerdotal em Louvain (Bélgica) no dia 24 de agosto de 1933. Estudou na Bélgica e na Espanha, formando-se em filosofia, teologia, pedagogia e psicologia. 
Retornou ao Chile em 1936, distinguindo-se como professor na universidade e guia espiritual da juventude. Escritor, publicou três livros sobre a doutrina social da Igreja. 
Para atender os pobres, abriu uma obra exemplar, "El Hogar de Cristo", Lar de Cristo, oferecendo aos desabrigados um ambiente digno e acolhedor. 
Em plena atividade sacerdotal, padre Alberto suportou fortes dores e, aceitando seus sofrimentos com plena conformidade, veio a falecer, vítima de um câncer, em 18 de agosto de 1952. 
A meditação constante sobre a vida do Divino Mestre explica o ardor com que se dedicava a todos e a paixão pelos pobres. Revelou um notável equilíbrio, conforme a espiritualidade inaciana, sabendo ser "contemplativo na ação". 
Era da adoração do Cristo presente na eucaristia que hauria sua força, seu discernimento e seu incansável zelo apostólico. 
No dia 23 de outubro de 2005 foi proclamado santo pelo papa Bento XVI. 
São lembrados também, neste dia: Santa Helena, Santo Ângelo d’Agostini, São Firmino de Metz (bispo), Santo Agapito da Palestina (mártir), Santo Alípio de Tagaste (bispo), São Dagano de Iniskin (bispo), Santo Ivan de Ayrshire (eremita).

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

“EU SOU YAHWEH, O TEU DEUS, O SANTO DE ISRAEL, O TEU SALVADOR...”

“EU SOU YAHWEH, O TEU DEUS, O SANTO DE ISRAEL, O TEU  SALVADOR...”


Desde toda a eternidade o Senhor Nosso Deus amou o homem. Amou-o tanto que fez o homem à sua  imagem e semelhança: “Deus disse: Façamos o homem à nossa imagem e semelhança...” (Gn 1,26). 
O Senhor criou o homem num estado de graça  de extrema perfeição que,  enquanto o homem permaneceu  no paraíso para ele feito por Deus, vivia a própria vida  de Deus, a vida de felicidade total. 
Mas o homem não soube se manter nesse estado de vida. Preferiu seguir as suas próprias idéias, caprichos, inclinações, os seus próprios impulsos e cometeu o pecado da desobediência, da soberba, tentando ser igual a Deus, o seu Criador, deixando-se iludir  pelo demônio que, segundo as Sagradas Escrituras, investido na figura de uma serpente,  o tentou, através de sua companheira:  “A serpente então disse à mulher:  não, não morrereis!  Mas Deus sabe que no dia em que dele (o fruto) comerdes, vossos olhos se abrirão e vós sereis como deuses, versados no bem e no mal.” (Gn 3,4-5). 
O capítulo terceiro do livro do Gênesis narra a degradação e a expulsão do homem, como casal,  do paraíso, perdendo, com isso a participação da vida da graça, da felicidade plena, a participação da vida divina: “E Yahweh Deus expulsou o homem do jardim do Éden para cultivar o solo de onde fora tirado.  Ele baniu o homem e colocou, diante do jardim do Éden, os Querubins e a chama da espada fulgurante para guardar o caminho da árvore da vida.” (Gn 3, 23-24). 
Apesar de toda a ingratidão por parte do homem em relação ao seu Criador, o Senhor jamais abandonou o homem.

terça-feira, 16 de agosto de 2016

SÃO ROQUE

SÃO ROQUE


São Roque, Protetor contra pestes e epidemias. “... Olho para direita e vejo: não há ninguém que cuide de mim. Não existe para mim um refúgio ninguém que se interesse pela minha vida, eu vos chamo Senhor, vós sois meu refúgio, sois meu quinhão na terra dos vivos. Atendei o meu clamor...” (Salmo 141, 5-7). 
Montpellier, na França, foi no ano de 1295, cenário e berço do nascimento de um de seus mais ilustres filhos; Roque! 
O nobre Fidalgo João e sua esposa Libéria, aguardavam com ansiedade a chegada dessa criança, era afinal, uma benção desejada. 
Roque foi levado a pia Batismal, já nos primeiros dias de vida; sua mãe Libéria, era mulher virtuosa, mulher de fé e piedosa, que via naquele frágil bebê, um sinal de amor de Deus. 
O pequeno Roque teve uma educação primorosa, estudou nos melhores colégios e herdou de sua mãe os mais vivos sentimentos de fé, e vida de oração. 
Quando completou vinte anos, foi duramente provado com a morte repentina de seus pais, vendo-se sozinho e com uma herança invejável, sentiu em seu coração um forte apelo ao despojamento. 
Dispôs de todos os seus bens móveis em favor dos mais necessitados e os imóveis foram entregues aos cuidados de seu tio; Roque em condições de pobre peregrino, dirigiu-se a Roma. Quando Roque chegou a Aguapendente, na Toscana, um terrível epidemia (Peste Negra) se alastrava, e nosso jovem peregrino ofereceu-se prontamente para tratar dos doentes que lotavam as enfermarias dos hospitais.

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

ASSUNÇÃO DE MARIA

ASSUNÇÃO DE MARIA


Assunção de Maria torna-se para nós um sinal de esperança certa e de consolação! “Naqueles dias, Maria partiu para a região montanhosa, dirigindo-se apressadamente a uma cidade...” (Lc 1,39). 
As palavras deste trecho evangélico fazem-nos vislumbrar, com os olhos do coração, a jovem de Nazaré a caminho da cidade da Judeia, onde morava a sua prima, para lhe oferecer os seus serviços. 
Aquilo que nos surpreende acima de tudo, em Maria, é a sua atenção repleta de ternura pela sua parente idosa. Trata-se de um amor concreto, que não se limita a palavras de compreensão, mas que se compromete pessoalmente numa verdadeira assistência. 
À sua prima, a Virgem não dá simplesmente algo que lhe pertence; Ela dá-se a si mesma, sem nada exigir como retribuição. Ela compreendeu de maneira perfeita que, mais do que um privilégio, o dom recebido de Deus constitui um dever, que a empenha no serviço aos outros, na gratuidade que é própria do amor. “A minha alma proclama a grandeza do Senhor...” (Lc 1,46)
No seu encontro com Isabel, os sentimentos de Maria brotam com vigor no cântico do Magnificat.

domingo, 14 de agosto de 2016

“EU VIM PARA COLOCAR FOGO SOBRE A TERRA...” (Lc 12,49).

XX DOMINGO DO TEMPO COMUM

“EU VIM PARA COLOCAR FOGO SOBRE A TERRA...” (Lc 12,49).



“A Palavra de Deus que hoje nos é servida convida-nos a tomar consciência da radicalidade e da exigência da missão que Deus nos confia. Não há meios-termos: Deus convida-nos a um compromisso, corajoso e coerente, com a construção do “novo céu” e da “nova terra”. É essa a nossa missão profética”.
A primeira leitura apresenta-nos a figura do profeta Jeremias.
O profeta recebe de Deus uma missão que lhe vai trazer o ódio dos chefes e a desconfiança do Povo de Jerusalém: anunciar o fim do reino de Judá. Jeremias vai cumprir a missão que Deus lhe confiou, doa a quem doer. Jeremias sabe que a missão profética não é um concurso de popularidade, mas um testemunhar, com verdade e coerência, os projetos de Deus.
Os chefes do partido da resistência (quatro dos nomes desses chefes são referenciados no próprio livro de Jeremias 38,1) mobilizam-se para se opor ao discurso derrotista do profeta e propõem a sua eliminação.
Sedecias, o rei, parece hesitante; mas, prisioneiro do poder dos seus generais, consente que o profeta seja silenciado. Colocado numa cisterna cheia de lodo e sem nada para comer, Jeremias chega a correr risco de vida. É um escravo núbio – Ebed-Melec – que morava no palácio real, que intercede por Jeremias ao rei e o salva.
Toda a vida de Jeremias é um arriscar a vida por causa da Palavra de Deus e da missão profética. De natureza cordial e sensível, Jeremias não foi feito para o confronto, para a agressão, para a violência das palavras ou dos gestos…

sábado, 13 de agosto de 2016

SÃO MAXIMILIANO MARIA KOLBE - 1894-1941

SÃO MAXIMILIANO MARIA KOLBE - 1894-1941


Fundou o apostolado mariano "Milícia da Imaculada". 
Maximiliano Maria Kolbe nasceu no dia 8 de janeiro de 1894, na Polônia, e foi batizado com o nome de Raimundo. 
Sua família era pobre, de humildes operários, mas muito rica de religiosidade. Ingressou no Seminário franciscano da Ordem dos Frades Menores Conventuais aos treze anos de idade, logo demonstrando sua verdadeira vocação religiosa. 
No colégio, foi um estudante brilhante e atuante. Na época, manifestou seu zelo e amor a Maria fundando o apostolado mariano "Milícia da Imaculada". 
Concluiu os estudos em Roma, onde foi ordenado sacerdote, em 1918, e tomou o nome de Maximiliano Maria. Retornando para sua pátria, lecionou no Seminário franciscano de Cracóvia. 
O carisma do apostolado de padre Kolbe foi marcado pelo amor infinito a Maria e pela palavra: imprensa e falada. 
A partir de 1922, com poucos recursos financeiros, instalou uma tipografia católica, onde editou uma revista mariana, um diário semanal, uma revista mariana infantil e uma revista em latim para sacerdotes. 
Os números das tiragens dessas edições eram surpreendentes. Mas ele precisava de algo mais, por isso instalou uma emissora de rádio católica.

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

SANTA JOANA FRANCISCA DE CHANTAL - 1572-1641

SANTA JOANA FRANCISCA DE CHANTAL - 1572-1641


Fundou a Congregação da Visitação de Santa Maria. Filha de um político bem posicionado na França, 
Joana recusou matrimônio com um fidalgo milionário, por ser ele protestante calvinista. 
Casou-se, então, com o barão de Chantal, católico fervoroso, com quem levou uma vida profundamente religiosa e feliz. Joana nasceu em Dijon, França, em 28 de janeiro de 1572, filha de Benigno Frèmiot, presidente do parlamento de Borgonha. 
Após seu casamento, foi morar no castelo de Bourbillye, e sua primeira ordem na nova casa sinalizou qual seria o estilo de vida que se viveria ali. Mandou que, diariamente, fosse rezada uma missa e que todos os servidores domésticos participassem. 
Ocupou-se, pessoalmente, da educação religiosa dos serviçais, ajudando-os em todas as suas necessidades materiais. Quando o barão feriu-se gravemente durante uma caçada, no castelo só se rezava por sua saúde. 
Mas logo veio a falecer. Joana ficou viúva aos vinte e oito anos de idade, com os filhos para criar. Dedicou-se, inteiramente, à educação das suas crianças, abrindo espaço em seus horários apenas para a oração e o trabalho. 
Nessa época, conheceu o futuro são Francisco de Sales, então bispo de Genebra. Escolheu-o para ser seu diretor espiritual e fez-se preparar para a vida de religiosa.

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

SANTA CLARA DE ASSIS - 1193-1253

SANTA CLARA DE ASSIS - 1193-1253


Fundou a Ordem das Clarissas. Clara nasceu em Assis, no ano 1193, no seio de uma família da nobreza italiana, muito rica, onde possuía de tudo. 
Porém o que a menina mais queria era seguir os ensinamentos de Francisco de Assis. 
Aliás, foi Clara a primeira mulher da Igreja a entusiasmar-se com o ideal franciscano. Sua família, entretanto, era contrária à sua resolução de seguir a vida religiosa, mas nada a demoveu do seu propósito. 
No dia 18 de março de 1212, aos dezenove anos de idade, fugiu de casa e, humilde, apresentou-se na igreja de Santa Maria dos Anjos, onde era aguardada por Francisco e seus frades. Ele, então, cortou-lhe o cabelo, pediu que vestisse um modesto hábito de lã e pronunciasse os votos perpétuos de pobreza, castidade e obediência. 
Depois disso, Clara, a conselho de Francisco, ingressou no Mosteiro beneditino de São Paulo das Abadessas, para ir se familiarizando com a vida em comum. Pouco depois foi para a Ermida de Santo Ângelo de Panço, onde Inês, sua irmã de sangue, juntou-se a ela. 
Pouco tempo depois, Francisco levou-as para o humilde Convento de São Damião, destinado à Ordem Segunda Franciscana, das monjas. Em agosto, quando ingressou Pacífica de Guelfúcio, Francisco deu às irmãs sua primeira forma de vida religiosa. 
Elas, primeiramente, foram chamadas de "Damianitas", depois, como Clara escolheu, de "Damas Pobres", e finalmente, como sempre serão chamadas, de "Clarissas". 
Em 1216, sempre orientada por Francisco, Clara aceitou para a sua Ordem as regras beneditinas e o título de abadessa.

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

SÃO LOURENÇO – DIA DO DIÁCONO

SÃO LOURENÇO – DIA DO DIÁCONO



O cargo de diácono era de grande responsabilidade, pois consistia no cuidado dos bens da Igreja e a distribuição de esmolas aos pobres. 
No ano 257, o imperador romano Vaaleriano decretou a perseguição aos cristãos e, ao ano seguinte, foi detido e decapitado o Papa Sisto II. Segundo as tradições, quando o Papa São Sisto se dirigia ao local da execução, São Lourenço ia junto a ele e chorava. "aonde vai sem seu diácono, meu pai?", perguntava-lhe. 
O Pontífice respondeu: "Não pense que te abandono, meu filho, pois dentro de três dias me seguirá"
Após a execução do Papa, o imperador ameaçou a Igreja para entregar as suas riquezas no prazo de 3 dias. Passados três dias, São Lourenço levou as pessoas que foram auxiliadas pela Igreja e os fiéis cristãos diante do imperador. Depois, exclamou a seguinte frase que lhe valeu a morte: "Estes são o património (riquezas) da Igreja"
O imperador, furioso e indignado, mandou prendê-lo, e ser queimado vivo sobre um braseiro ardente, por cima de uma grelha. 

terça-feira, 9 de agosto de 2016

DEUS É PAI DE MISERICÓRDIA

DEUS É PAI DE MISERICÓRDIA


O Senhor, antes de mais nada e acima de tudo, é um Deus de misericórdia, o Deus do perdão.
Deus é um Deus justo, justíssimo e a sua justiça comanda todo o universo e coloca todas as coisas nos seus devidos lugares. Mas, acima da justiça de Deus, está a sua misericórdia. 
Que seria de nós se o Senhor aplicasse em todos nós a sua justiça? Onde estaríamos, se o Senhor usasse conosco somente de sua justiça, esquecendo-se de sua misericórdia? Se não fosse a misericórdia do Senhor, estaríamos todos perdidos, irremediavelmente perdidos.
As Sagradas Escrituras nos mostram, a todos os momentos, a misericórdia do Senhor, a começar pela criação do homem e sua expulsão do paraíso; o Senhor não havia promulgado a pena de morte se o homem o desobedecesse, comendo do fruto do bem e do mal? "Mas da  árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás, porque o dia em que dela comeres terás que morrer." (Gn 2,17). 
E, induzido pelo demônio na figura da serpente e convidado pela mulher, o homem comeu do fruto dessa árvore (Gn 3,1-13), e o que aconteceu ao homem? Por justiça, deveria morrer, por misericórdia, apenas ficou privado da vida de regalias do paraíso que para ele o Senhor havia criado: "E Yahweh Deus o expulsou do jardim do Éden para cultivar o solo de onde fora tirado." (Gn 3,23). 

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

SÃO DOMINGOS DE GUSMÃO - 1170-1221




SÃO DOMINGOS DE GUSMÃO - 1170-1221


Fundou a Ordem dos frades Predicadores ou Dominicanos "Irmãos Pregadores". 
Domingos nasceu em 24 de junho de 1170, na pequena vila de Caleruega, na Velha Castela, atual Espanha. Pertencia a uma ilustre e nobre família, muito católica e rica: seus pais eram Félix de Gusmão e Joana d'Aza e seus irmãos, Antonio e Manes. 
O primeiro tornou-se sacerdote e morreu com odor de santidade. O segundo, junto com a mãe, foi beatificado pela Igreja. 
Nesse berço exemplar, o pequeno Domingos trilhou o mesmo caminho de servir a Deus. Até mesmo o seu nome foi escolhido para homenagear são Domingos de Silos, porque sua mãe, antes de Domingos nascer, fez uma novena no santuário do santo abade. 
E, como conta a tradição, no sétimo dia ele lhe teria aparecido para anunciar que seu futuro filho seria um santo para a Igreja Católica. Domingos dedicou-se aos estudos, tornando-se uma pessoa muito culta. Mas nunca deixou a caridade de lado.
Em Calência, cidade onde se diplomou, surpreendeu a todos ao vender os objetos de seu quarto, inclusive os pergaminhos caros usados nos estudos, para ter um pequeno "fundo" e com ele alimentar os pobres e doentes. 
Aos vinte e quatro anos, sentindo o chamado, recebeu a ordenação sacerdotal. Foi enviado para a diocese de Osma, onde se distinguiu pela competência e inteligência. Logo foi convidado para auxiliar o rei Afonso VII nos trabalhos diplomáticos do seu governo e também para representar a Santa Sé, em algumas de suas difíceis missões.

domingo, 7 de agosto de 2016

“A QUEM MUITO FOI DADO, MUITO SERÁ PEDIDO.” (Lc 12,48b).

XIX DOMINGO COMUM

“A QUEM MUITO FOI DADO, MUITO SERÁ PEDIDO.” (Lc 12,48b).

Diácono Milton Restivo


“Feliz o povo cujo Deus é o Senhor e a nação que escolheu por sua herança!” (Sl 33 (32),12). O Salmo responsorial da liturgia de hoje é um hino de louvor a Yahweh que cria o universo e intervém na história, conduzindo o seu povo para a vida.
A carta aos Hebreus, contida na segunda leitura, aborda o tema “fé”.
O escritor adota como parâmetro de fé as atitudes dos patriarcas do povo israelita que aderiram ao chamamento de Yahweh sem questionamento. Sara, esposa do patriarca Abraão, também é citada como exemplo e fé que “... embora estéril e já de idade avançada, se tornou capaz de ter filhos, porque considerou fidedigno o autor da promessa” (Hb 11,11).
é a firme convicção de que algo seja verdade sem nenhuma prova concreta de que este algo seja realmente verdade, pela absoluta confiança que depositamos neste algo ou na pessoa que tenha nos prometido aquilo a que passamos a crer.
A fé cristã é uma completa confiança em Jesus Cristo pela qual se realiza a união com o seu Espírito, havendo a vontade de viver a vida que ele aprovaria.
Paulo deu uma prova de maturidade nessa fé quando declarou: “Eu vivo, mas já não sou eu que vivo, pois é Cristo que vive em mim” (Gl 2,20).
Fé não é uma aceitação cega e fanática, mas um sentimento baseado nos fatos da vida de Jesus, da obra de Jesus, do poder de Jesus e da Palavra de Jesus. A revelação é necessariamente uma antecipação da fé, conforme escreve Paulo aos romanos: “De fato, no Evangelho a justiça se revela única e exclusivamente através da fé, conforme diz a Escritura: ‘o justo vive pela fé’.” (Rm 1,17). Nesta mesma carta Paulo ratifica isso e destaca que a fé pressupõe dois elementos prévios e básicos: a revelação que vem de Deus e o anúncio do evangelho: “A fé depende, portanto, da pregação, e a pregação é o anúncio da palavra de Cristo”. (Rm 10,17).
A fé é descrita como “uma simples, mas profunda confiança naquele que de tal modo falou e viveu na luz, que instintivamente os seus verdadeiros adoradores obedecem à sua vontade, estando mesmo às escuras”. 

sábado, 6 de agosto de 2016

TRANSFIGURAÇÃO DO SENHOR

TRANSFIGURAÇÃO DO SENHOR


A festa da "Transfiguração do Senhor" acontece no mundo cristão desde o século V. Ela nos convida a dirigir o olhar para o rosto do Filho de Deus, como o fizeram os apóstolos Pedro, Tiago e João, que viram a Sua transfiguração no alto do monte Tabor, localizado no coração da Galiléia. 
O episódio bíblico é relatado distintamente pelos evangelistas Mateus, Marcos e Lucas. Assim, segundo São Mateus 9,2-10, temos: "Jesus tomou consigo a Pedro, Tiago e João, e conduziu-os a sós a um alto monte. E transfigurou-se diante deles. Suas vestes tornaram-se resplandecentes e de uma brancura tal, que nenhum lavadeiro sobre a terra as poderia fazer assim tão brancas. 
Apareceram-lhes Elias e Moisés, e falavam com Jesus. Pedro tomou a palavra: "Mestre, é bom para nós estarmos aqui; faremos três tendas: uma para ti, outra para Moisés e outra para Elias". Com efeito, não sabia o que falava, porque estavam sobremaneira atemorizados. Formou-se então uma nuvem que os encobriu com a sua sombra; e da nuvem veio uma voz: "Este é o meu Filho muito amado; ouvi-O".

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

“BEM-AVENTURADOS OS PUROS DE CORAÇÃO, PORQUE VERÃO A DEUS.”

“BEM-AVENTURADOS OS PUROS DE CORAÇÃO, PORQUE VERÃO A DEUS.”


Quando Jesus se deparava com pessoas que viviam vida pouco digna, que se intitulavam santos e exploravam o povo, que viviam mergulhados no pecado, na injustiça e que não tinham qualquer intenção ou interesse de mudarem o seu modo de vida e mentalidade, Jesus era duro, chamando-os de geração adúltera, raça de víboras, sepulcros caiados: “Ai de vocês, escribas e fariseus, hipócritas, porque vocês bloqueiam o Reino dos Céus diante dos homens! Pois vocês mesmos não entram, nem deixam entrar os que querem fazê-lo.” (Mt 23,13-14), e, na sequência, Jesus profere outras seis maldições contra os escribas e fariseus e, dentre estas está esta terrível, que suscita em cada um de nós motivo de reflexão: (Mt 23,27-28). “Ai de vocês, escribas e fariseus, hipócritas! Vocês são semelhantes a sepulcros caiados, que por fora parecem bonitos, mas por dentro estão cheios de ossos de mortos e de toda podridão. Assim também vocês: por fora parecem justos aos homens, mas por dentro estão cheios de hipocrisia e iniquidade.” 
Aos que se apresentavam arrependidos, procurando mudar de vida e de mentalidade, Jesus os recebia com carinho e amor paternal; mas, pelo contrário, os que viviam uma vida pecaminosa e, apesar dos ensinamentos do Divino Mestre, se mantinham na sua trilha de pecado e iniquidade, para esses Jesus tinha palavras duras e mostrava qual seria o destino deles se continuassem na trilha do desrespeito aos mandamentos do Senhor.

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

ÃO JOÃO MARIA BATISTA VIANNEY – O PATRONO DOS SACERDOTES

SÃO JOÃO MARIA BATISTA VIANNEY – O PATRONO DOS SACERDOTES


João Maria Batista Vianney sem dúvida alguma, se tornou o melhor exemplo das palavras profetizadas pelo apóstolo Paulo: "Deus escolheu os insignificantes para confundir os grandes". 
Ele nasceu em 8 de maio de 1786, no povoado de Dardilly, ao norte de Lyon, França. Seus pais, Mateus e Maria, tiveram sete filhos, ele foi o quarto. Gostava de freqüentar a igreja e desde a infância dizia que desejava ser um sacerdote. 
Vianney só foi para a escola na adolescência, quando abriram uma na sua aldeia, escola que freqüentou por dois anos apenas, porque tinha de trabalhar no campo. Foi quando se alfabetizou e aprendeu a ler e falar francês, pois em sua casa se falava um dialeto regional. Para seguir a vida religiosa, teve de enfrentar muita oposição de seu pai. 
Mas com a ajuda do pároco, aos vinte anos de idade ele foi para o Seminário de Écully, onde os obstáculos existiam por causa de sua falta de instrução. 
Foram poucos os que vislumbraram a sua capacidade de raciocínio. Para os professores e superiores, era considerado um rude camponês, que não tinha inteligência suficiente para acompanhar os companheiros nos estudos, especialmente de filosofia e teologia. Entretanto era um verdadeiro exemplo de obediência, caridade, piedade e perseverança na fé em Cristo. 
Em 1815, João Maria Batista Vianney foi ordenado sacerdote. Mas com um impedimento: não poderia ser confessor. Não era considerado capaz de guiar consciências. 
Porém para Deus ele era um homem extraordinário e foi por meio desse apostolado que o dom do Espírito Santo manifestou-se sobre ele.

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

BEM-AVENTURADO EUSTÁQUIO VAN LIESHOUT - 1890-1943

BEM-AVENTURADO EUSTÁQUIO VAN LIESHOUT - 1890-1943


Humberto van Lieshout, mais tarde conhecido como Padre Eustáquio, nasceu no dia 3 de novembro de 1890, em Aarle Rixtel, na Holanda. 
Em 1913, ingressou na Congregação dos Sagrados Corações e, no dia 10 de agosto de 1919, foi ordenado sacerdote. 
Foi Mestre de Noviços, vigário paroquial, cuidando de famílias belgas que, em l.914, tiveram que deixar a Pátria por causa da invasão alemã. Foi enviado como missionário,em 1924, na Espanha e, no ano seguinte, no Rio de Janeiro, Brasil. 
Em 1925, assumiu, com outros missionários, a pastoral do Santuário da Abadia de Água Suja e outras paróquias de Diocese de Uberaba, e atendimento a outras comunidades. 
Em 26 de março de 1926, foi nomeado Reitor do Santuário Nossa Senhora da Abadia e Conselheiro da Congregação dos Sagrados Corações no Brasil. 
Em suas orientações e curas físicas, Padre Eustáquio falava da disposição de Deus de curar a pessoa integralmente. Indicava medicamentos. Servia-se de folhas e raízes e muitos procuravam sua ajuda. De Romaria, foi transferido para Poá - São Paulo. 
Por causa do aglomerado de pessoas que o procuravam e pelo transtorno, foi enviado à cidade de Araguari, onde se comunicava quase só com seu amigo Padre Gil. Em 12 de fevereiro passou a coordenar a paróquia de Ibiá. E, no dia 7 do mesmo ano, o encontramos na Capital mineira, na Paróquia de Cristo Rei. 

terça-feira, 2 de agosto de 2016

EU ERA PEQUENO, NEM ME LEMBRO...

EU ERA PEQUENO, NEM ME LEMBRO...


“Eu era pequeno, nem me lembro, só lembro que a noite, aos pés da cama, juntava as mãozinhas e rezava apressado, mas rezava como alguém que ama...” 
Essa música, do Padre Zezinho, Maria da minha infância, retrata bem como foi o nosso relacionamento com Maria, na nossa infância e adolescência, e como está sendo o nosso relacionamento com Maria ainda hoje. 
Com fé, amor e devoção, quando éramos crianças, juntávamos nossas mãos em oração e rezávamos, inocentemente a aprece da Ave Maria, repetindo palavras que nem sabíamos direito os seus significados, mas, com que confiança rezamos. 
Que segurança sentíamos quando nos dirigíamos a Maria, repetindo as palavras de nossa  mãe ou avó, aquela oração  que fazia e faz de Maria a mais cheia de graça, a mais pura entre as mulheres. 
Mas isso, quando éramos pequenos. Quando éramos crianças. 
Que confiança as crianças tem na maezinha do céu. E o Senhor Jesus também foi criança nos braços de Maria – Jesus se entrega confiantemente nos braços virginais de sua mãe, Maria, e sem dúvida, sentia ali confiança, apoio, segurança, carinho, e que grande amor. 
E quando Jesus era criança nos braços de Maria, ele se sentia no céu e, talvez, tenha sido por isso mesmo que, anos mais tarde, ele tenha dito aos seus apóstolos e discípulos, e nos diz ainda hoje – SE VOCÊS NÃO SE TORNAREM CRIANÇAS, VOCÊS NÃO ENTRARÃO NO REINO DOS CÉUS -.

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

SANTO AFONSO MARIA DE LIGÓRIO - 1696-1787

SANTO AFONSO MARIA DE LIGÓRIO - 1696-1787


Fundou a Congregação do Santíssimo Redentor, os Padres Redentoristas, que são os responsáveis pela Basílica de Nossa Senhora Aparecida, na cidade de Aparecida do Norte/SP. 
Afonso de Ligório nasceu no dia 27 de setembro de 1696, no povoado de Marianela, em Nápoles, na Itália, filho de pais cristãos, ricos e nobres, que, ao se depararem com sua inteligência privilegiada, deram-lhe todas as condições e todo o suporte para tornar-se uma pessoa brilhante.
Enquanto seu pai o preparava nos estudos acadêmicos e científicos, sua mãe preocupava-se em educá-lo nos caminhos da fé e do cristianismo. Ele cresceu um cristão fervoroso, músico, poeta, escritor e, com apenas dezesseis anos de idade, doutorou-se em direito civil e eclesiástico. 
Passou a advogar e atender no fórum de Nápoles, porém jamais abandonou sua vida espiritual, que era muito intensa. Sempre foi muito prudente, nunca advogou para a Corte, atendia a todos, ricos ou pobres, com igual empenho. Porém atendia, em primeiro lugar, os pobres, que não tinham como pagar um advogado, não por uma questão moral, mas porque era cristão. 
Depois de dez anos, tornara-se um memorável e bem sucedido advogado, cuja fama chegara aos fóruns jurídicos de toda a Itália. Entretanto, por exclusiva interferência política, perdeu uma causa de grande repercussão social, ocasionando-lhe uma violenta desilusão moral. 
A experiência do mundo e a forte corrupção moral já eram objeto de suas reflexões, após esse acontecimento decidiu abandonar tudo e seguir a vida religiosa.