sábado, 31 de outubro de 2015

NONO MANDAMENTO - NÃO DESEJAR A MULHER DO PRÓXIMO


NONO MANDAMENTO - NÃO DESEJAR A MULHER DO PRÓXIMO


"Não cobiçarás a casa do teu próximo, não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma do teu próximo." (Ex 20,17).

Há três formas de cobiça ou concupiscências: a cobiça da carne, a cobiça dos olhos e a soberba da vida. Conforme a tradição católica catequética; o nono mandamento proíbe a cobiça da carne e o décimo proíbe a cobiça dos bens alheios. A concupiscência é uma forma de desejo humano. A teologia ensina que se trata de um apetite sensível que se opõe aos ditames da razão. Provém da desobediência do primeiro pecado. A concupiscência transforma as faculdades morais do homem e, sem ser pecado em si mesma, força-o a cometê-lo. O homem é um ser composto de espírito e carne e em seu interior desenrola-se uma luta. Essa luta interior é uma consequência do pecado original.

I - "A purificação do coração"
É no coração onde residem as más intenções como o adultério, roubos, prostituições, difamações, etc (Mt 15,19). A luta contra a cobiça da carne passa pela purificação do coração e pela prática da temperança. Lembremos da sexta Bem-aventurança: "Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus" (Mt 5,8).

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

OITAVO MANDAMENTO - NÃO LEVANTAR FALSO TESTEMUNHO


OITAVO MANDAMENTO - NÃO LEVANTAR FALSO TESTEMUNHO

Não dirás falso testemunho contra o teu próximo” (Ex 20,16)


I - Viver na verdade:
Temos no Antigo Testamento que Deus é fonte de toda verdade. Sua Palavra é verdade. Sua Lei é verdade. "Sua fidelidade continua de geração em geração" (Sl 119,90). Foi em Jesus Cristo que a verdade se manifestou plenamente. "Cheio de graça e verdade", Ele é a "luz do mundo" (Jo 8,12), a Verdade. O verdadeiro discípulo de Jesus em sua "permanece em sua palavra" para conhecer a "verdade que liberta" (Jo 8,32) e santifica. Jesus nos ensinou o amor incondicional da verdade: "Seja o vosso 'sim, sim e o vosso 'não', não. (Mt 5,37). Os homens tendem à verdade e são obrigados a honrá-la e testemunhá-la. São também obrigados a aderir à verdade e ordenar suas vidas segundo as suas exigências. A verdade deve estar presente em nosso falar, pensar e agir pois assim, estamos nos guardando da duplicidade, simulação e da hipocrisia. Devemos Ter veracidade naquilo que fazemos ou dizemos. Não haveria possibilidade de convivência recíproca se não houvesse a verdade entre as pessoas. A verdade nos ensina corretamente aquilo que deve ser expresso e aquilo que deve ser guardado. Isso implica em honestidade e discrição. Todos devem manifestar a verdade entre si mesmos. Partindo deste raciocínio devemos entender qual é a seriedade que é viver na verdade. "Um inimigo pode nos causar um terrível mal (matar, ferir gravemente, espalhar falsos boatos, roubar, etc ...), mas um amigo pode nos destruir por completo". Daí temos a importância seríssima de manifestar a verdade para com as outras pessoas. O nosso amigo, e quando mais intimo, é aquele que nos conhece, sabe das nossas fraquezas, das nossas limitações. É por isso que devemos ser verdadeiros. O discípulo de Cristo "aceita viver na verdade", isto é, na simplicidade de uma vida conforme o exemplo do Senhor. Ao dizermos que estamos em comunhão com Ele e, pelo contrário, andamos nas trevas, estamos mentindo descaradamente para Deus e para nós mesmos.

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

SÉTIMO MANDAMENTO - NÃO ROUBAR


SÉTIMO MANDAMENTO - NÃO ROUBAR

“Não furtarás”  (Ex 20,15)


Este mandamento nos proíbe de tomar ou lesar injustamente os bens do próximo, de qualquer modo. Diz respeito aos bens terrestres e aos frutos do trabalho dos homens. Exige em favor do bem comum, o respeito à destinação universal dos bens e ao direito da propriedade privada.

I - "A destinação universal e a propriedade privada dos homens"
No começo, Deus deu a terra e tudo que nela existia para que a humanidade tomasse conta dela. O homem passou então a ser o administrador do mundo. Dessa forma ele poderia cuidar da terra, dominá-la através do trabalho e desfrutar dela. Infelizmente o homem deixou-se dominar pela ganância. Hoje em dia vemos um mundo dividido entre os homens e ameaçado pela violência. Entendamos que a posse dos bens só é legítima quando garante a liberdade e o sustento das pessoas ou quando provê suas necessidades fundamentais e as daqueles de quem está encarregado e manifesta a solidariedade entre os homens. O direito à propriedade privada, adquirida ou recebida de modo justo não abole a doação da terra ao ser humano. Todos têm esse direito. O homem que faz uso de seus bens, deve Ter suas coisas materiais como comuns a todos. Isso significa que tudo o que temos não é só nosso porque podem se úteis aos outros também. A propriedade de um bem faz do seu dono um administrador da providência, para repartir os benefícios dessa administração aos outros. Os bens de produção – como terras ou fábricas, competências ou profissões – devem ser administrados muito bem, para que sejam aproveitados da melhor forma possível e os bens de consumo devem ser usados com moderação, reservando a melhor parte aos hóspedes, doentes e aos pobres. 

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

SÃO JUDAS TADEU


SÃO JUDAS TADEU


São Judas Tadeu é um dos doze apóstolos de Jesus. Era filho de Cléofas (irmão de São José) e de Maria de Cléofas (irmã de Maria). Assim, ele era primo de Jesus. Diziam que se parecia muito com o Mestre. São Judas era também irmão de Tiago, chamado “O Menor”, e de Simão. Ambos discípulos de Jesus. O nome Judas significa “Deus seja louvado”.
Alguns estudiosos chegam a cogitar na possibilidade de Simão, ser o noivo do casamento em Caná da Galiléia, onde Jesus operou seu primeiro milagre, transformando água em vinho. Judas teria presenciado o milagre e esta pode ter sido a causa de ele ter se tornado discípulo de Jesus. Lucas também chama Judas de "Zelote" - Lc 6,15. Alguns estudiosos afirmam que "zelote" significa zeloso. Outros afirmam que ele poderia ser membro do movimento revolucionário dos zelotes, que lutavam contra a dominação romana em Israel.
São Judas é o autor da menor carta do Novo Testamento: "A Carta de Judas".
A epístola de Judas foi escrita com muito amor e dedicação. Judas se preocupava com a pureza da crença na pessoa de Jesus Cristo e com a boa imagem dos cristãos perante a população. Talvez ele até quisesse escrever algo diferente, mas ao ouvir os falsos relatos de alguns cristãos, decidiu escrever esta carta chamando a atenção e alertando toda a Igreja nascente para terem cuidado com os falsos profetas. 

terça-feira, 27 de outubro de 2015

SEXTO MANDAMENTO - NÃO PECAR CONTRA A CASTIDADE


SEXTO MANDAMENTO - NÃO PECAR CONTRA A CASTIDADE
  

Não adulterarás”. (Ex 20, 14)

I - "Homem e mulher os criou..."
Deus implantou no homem e na mulher a capacidade e a responsabilidade do amor e da comunhão. “Crescei e multiplicai-vos” (Gn 1,28); No dia em que Deus criou o Homem, Ele o fez à sua semelhança e imagem. A sexualidade afeta os aspectos da união entre o corpo e a alma. É a capacidade de amar, a afetividade e procriação e, em geral, a aptidão de criar vínculos de união com os outros. Cada um deve aceitar e reconhecer a sua sexualidade. É muito importante para um casal a maneira como se vivem, como se doam mutuamente, como se apoiam mutuamente, como se completam. Ao criar o ser humano, Deus lhe dá a dignidade pessoal de modo igual. Cada um dos dois sexos é igual em dignidade, mas de maneiras diferentes, imagem do poder e ternura de Deus. A união no casamento é uma maneira de imitar, na carne, a generosidade e fecundidade do Criador. “O homem deixa seu pai e sua mãe, se une à sua mulher, e eles se tornam uma só carne” (Gn 2,24). No sermão da montanha Jesus interpreta de maneira rigorosa o plano de Deus. “Ouvistes o que foi dito: ‘não cometerás adultério’ Eu, porém, vos digo: Todo aquele que olha para uma mulher com desejo de possuí-la já cometeu adultério com ela em seu coração” (Mt 5, 27-28).

II – "A vocação à Castidade"
A castidade consiste em aprender, a dominar a si mesmo, sendo uma alternativa bem clara: ou o homem comanda suas paixões e obtém a paz, ou se deixa dominar por elas e se torna infeliz. A Dignidade do homem exige o seu livre arbítrio, ou seja, que ele possa agir simplesmente por força de um impulso interno cego ou estímulos externos.

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

QUINTO MANDAMENTO – NÃO MATAR


QUINTO MANDAMENTO – NÃO MATAR


“Não matarás” – (Ex 20,13)

A vida humana é sagrada porque desde sua origem ela teve a ação criadora de Deus. E permanece para sempre ligado a Ele, seu único fim. Só Deus é o dono da Vida, do começo ao fim; ninguém, em hipótese nenhuma, tem o direito de tirar a vida de um ser humano inocente.

I – “Respeito à vida humana” 
Podemos ver em Gênesis o ato maldoso de Caim que matou Abel, cometendo Fratricídio (= assassinar o próprio irmão ou irmã). O homem se torna inimigo de si mesmo por causa da cobiça e da cólera vindas do pecado original. Na Sagrada Escritura vemos claramente a proibição do quinto mandamento: “Não matarás o inocente nem o justo” (Ex 23,7). E ainda no Sermão da Montanha, Jesus ensina a proibição da cólera, do ódio e da vingança e diz a Pedro para que ofereça a outra face e ame seus inimigos (Mt 5,21).

A legítima defesa: - A ação de se defender pode trazer duas consequências : uma é a conservação da própria vida e a outra é a morte do agressor.

domingo, 25 de outubro de 2015

“SENHOR, EU QUERO VER DE NOVO”. (Mc 10,51).


“SENHOR, EU QUERO VER DE NOVO”. (Mc 10,51).


Diácono Milton Restivo

O Evangelho deste trigésimo domingo do Tempo Comum coloca-nos no fim da caminhada de Jesus, desde a Cesaréia de Felipe até a sua morte e ressurreição em Jerusalém. Marcos encerra o bloco da caminhada com o último milagre que ele relata de Jesus: a cura do cego Bartimeu. Jesus tinha passado para o outro lado do Jordão: “Jesus partiu dai e foi para o território da Judéia, do outro lado do rio Jordão”. (Mc 10,1). Agora chegou a Jericó. Parece que Jesus está com pressa: ele e os seus discípulos chegaram a Jericó e logo saíram.
Jericó é uma das mais antigas cidades do mundo. Quando os israelitas, depois da saída do Egito e a caminho da Terra Prometida, invadiram Canaã, Jericó, que se situava na principal estrada que ligava o este ao oeste, foi o último obstáculo para a invasão da Palestina Ocidental. Uma vez que foi a primeira cidade a ser conquistada na Terra Prometida, Josué declarou que os seus tesouros seriam dedicados a Deus como oferta (Js 6,17-19).
Jericó foi a cidade natal de Zaqueu, de cuja hospitalidade Jesus desfrutou e teve uma longa conversa, conforme registrado em Lucas 19,1-10. Agora Jericó muda o seu sentido: para os israelitas foi o último obstáculo a ser vencido para entrar na Terra Prometida; para Jesus é a entrada na terra de opressão onde ele vai sofrer a morte. Foi na saída de Jericó que Jesus curou um cego, conforme Mateus 20,29-34, Marcos 10,46-52 e Lucas 18,35-43. Mateus fala de dois cegos, enquanto Lucas e Marcos citam apenas um, e apenas Marcos o identifica como Bartimeu. 

sábado, 24 de outubro de 2015

QUARTO MANDAMENTO - HONRAR PAI E MÃE


QUARTO MANDAMENTO - HONRAR PAI E MÃE


“Honra a teu pai e a tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o Senhor teu Deus te dá”. (Ex 20,12)

O Quarto mandamento encabeça a Segunda tábua e indica a obra da caridade. Deus quis, depois dele mesmo, que honrássemos nossos pais a quem devemos nossa vida e quem nos transmitiram o conhecimento de Deus. Ele os revestiu de sua autoridade. Esse mandamento é dirigido aos filhos em relação aos pais, porque é a relação mais universal. Também se dirige às relações de parentesco com outros membros da família como os avós e os antepassados. E por fim, estende-se aos deveres dos alunos para com os professores, dos empregados para com os patrões, dos subordinados para com os chefes, etc. A observância ao Quarto mandamento nos faz alcançar junto com os frutos espirituais, frutos temporais de paz e prosperidade. Ao contrário, sua não observância traz grandes danos às comunidades e às pessoas individualmente. 

I - "A família no plano de Deus”.
O casamento e a família são ordenados para o bem do casal, a procriação e educação dos filhos. Um homem e uma mulher unidos pelo casamento, formam uma família que será reconhecida por qualquer autoridade pública, não submetendo-se a ela. (ou seja, não depende desta autoridade para se formar). A família é feita por membros iguais em dignidade, responsabilidades, direitos e deveres. 

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

TERCEIRO MANDAMENTO - GUARDAR DOMINGOS E FESTAS DE GUARDA


TERCEIRO MANDAMENTO - GUARDAR DOMINGOS E FESTAS DE GUARDA


“Lembra-te do dia do sábado, para o santificar. Seis dias trabalharás, e farás toda a tua obra. Mas o sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus; não farás nenhuma obra, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o teu estrangeiro, que está dentro das tuas portas. Porque em seis dias fez o Senhor os céus e a terra, o mar e tudo que neles há, e ao sétimo dia descansou; portanto abençoou o Senhor o dia do sábado, e o santificou”. (Êxodo 20,8-11).

I - "O dia de Sábado"
O terceiro mandamento nos ensina a guardar o dia do Sábado, pois é o dia do Senhor Deus. Isto porque Ele em sua infinita sabedoria fez o céu e a terra, o mar e tudo que eles contém em seis dias, mas repousou no sétimo. Eis ai o motivo pelo qual Deus o santificou. Na Sagrada Escritura podemos ver passagens que se referem à libertação de Israel do Egito. Deus, em sinal de sua aliança inquebrável, mandou que Israel guardasse o Sábado para louva-lo às suas obras e ações salvíficas em favor de seu povo. Como Deus "retomou o fôlego" o homem e principalmente os pobres devem tirar os Sábado para descansar em honra do Senhor.

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

SEGUNDO MANDAMENTO - “NÃO PRONUNCIAR O NOME DE DEUS EM VÃO”


SEGUNDO MANDAMENTO - “NÃO PRONUNCIAR O NOME DE DEUS EM VÃO”


Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão; porque o Senhor não terá por inocente o que tomar o seu nome em vão”. (Êxodo, 20,7).

Nas Sagradas Escrituras, o livro do Êxodo, temos as orientações ditas por Yahweh, o Senhor Deus a Moisés e, dentre elas, temos aquela a que chamamos de segundo mandamento da Lei de Deus: “Não pronunciarás em vão o nome de Yahweh teu Deus, porque Yahweh não deixará impune aquele que pronunciar em falso o seu nome” (Ex 20,7). 
O uso indevido dos nomes sagrados, como o nome de Deus, de Jesus Cristo, da Virgem Maria, dos santos e anjos, estão implícitos na proibição do segundo mandamento daqueles que foram transmitidos por Deus a Moisés. 
O nome de Deus só pode e deve ser usado quando estamos dentro da verdade e da justiça. Quem fala somente a verdade e vive na justiça não tem necessidade de usar o nome de Deus para provar a veracidade de suas atitudes. 
Somente juram aqueles que perderam o crédito e têm necessidade de invocar o nome de Deus para provar a veracidade de suas ações. 
As promessas feitas em nome de Deus têm que mostrar fidelidade, veracidade e honra contida naquilo em que o nome do Senhor foi citado. 
Não devemos e não podemos citar o nome de Deus para encobrir as nossas mentiras e infidelidades.

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

PRIMEIRO MANDAMENTO - AMAR A DEUS SOBRE TODAS AS COISAS


PRIMEIRO MANDAMENTO - AMAR A DEUS SOBRE TODAS AS COISAS

 "Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o entendimento" (Mt 22,37)


I - “Adorarás o Senhor, teu Deus, e o servirás”
Deus se fez conhecer por sua ação todo-poderosa, benigna e libertadora. A primeira palavra contém o primeiro mandamento: “Adorarás o Senhor, teu Deus, e o servirás. (...) Não seguireis outros deuses" (Dt 6,13-14). O primeiro apelo de Deus ao homem é que ele o sirva e o adore. Este primeiro preceito abrange a fé, a caridade e a esperança. 

A fé
Nosso dever em relação a Deus é crer nele e dar testemunho dele. O primeiro mandamento também nos ensina a ser vigilantes em nossa fé e a rejeitar tudo que a contraria. 

Formas de se pecar contra a fé:
Dúvida : é recusar ou hesitar em crer naquilo que Deus revelou.
Incredulidade : é se recusar totalmente a ter fé.
Heresia : é recusar, após o Batismo, em crer em qualquer verdade com a devida fé que se deve ter.
Apostasia : é o repúdio total da fé cristã. 
Cisma : É se recusar a se sujeitar ao Sumo Pontífice ou à comunhão com os membros da Igreja a ele sujeitos. 

A Esperança: 
Quando Deus chama e se revela para o homem, este não pode responder plenamente ao chamado por suas próprias forças. O homem deve esperar que Deus lhe dê a capacidade de corresponder a este chamado. É o aguardar confiante da benção divina e da visão que produz a felicidade de Deus; é também o temor de ofender o amor a Deus e de provocar o castigo.

terça-feira, 20 de outubro de 2015

SANTA MADALENA DE NAGASAKI - 1611-1634


SANTA MADALENA DE NAGASAKI - 1611-1634


Madalena, filha de nobres e fervorosos cristãos, nasceu em 1611, num povoado muito próximo da cidade de Nagasaki, no Japão. Dizem os antigos manuscritos que era uma jovem bela, graciosa e delicada. 
Sua família era de fervorosos cristãos e pertencia à nobreza. 
Ela era muito pequena quando os seus pais e irmãos foram condenados à morte pela fé em Cristo, sendo, antes, brutalmente torturados. 
Cresceu educada no seguimento de Cristo, até que, em 1624, conheceu dois agostinianos recoletos, Francisco de Jesus e Vicente de Santo Antônio. 
Atraída pela profunda espiritualidade dos dois missionários, que se tornaram seus orientadores, Madalena acabou sendo consagrada a Deus como terciária agostiniana recoleta. 
Desde então, sua roupa de nobre foi substituída pelo hábito e as únicas ocupações foram a oração, a leitura da Bíblia e o apostolado. 
Eram tempos muito difíceis. A perseguição enfurecida contra os cristãos crescia a cada dia em sistemática e crueldade. 
Os padres Francisco e Vicente também foram martirizados. 
Madalena, porém, não se intimidou. Continuou firme, transmitindo coragem aos cristãos, ensinando o catecismo às crianças e pedindo esmolas e donativos aos comerciantes portugueses, para os pobres e doentes. 
Em 1629, procurou refúgio nas montanhas de Nagasaki, partilhando dos sofrimentos e das agonias dessa comunidade.

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

OS PAIS DE SANTA TEREZINHA DO MENINO JESUS SÃO DECLARADOS SANTOS


OS PAIS DE SANTA TEREZINHA DO MENINO JESUS SÃO DECLARADOS SANTOS


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O Santo Padre presidiu, na manhã deste domingo (18/10/15), no patamar da Basílica vaticana, a uma solene celebração Eucarística, durante a qual elevará à gloria dos altares quatro novos santos:
- Vicente Grossi, sacerdote diocesano italiano, fundador do Instituto das Filhas do Oratório, beatificado pelo Beato Paulo VI em 1975. 
O milagre, que o levou a ser santificado, foi a cura de uma mulher, que ocorreu há 25 anos, na localidade de Pizzighettone, cidade natal do novo santo;
- Maria da Imaculada Conceição, religiosa, Superiora-geral da Congregação das Irmãs da Companhia da Cruz, beatificada em setembro de 2010;
- e dois leigos e pais de família: Luís Martin e Maria Zélia Guérin, pais de Santa Terezinha do Menino Jesus, proclamados beatos em 2008.
O evento se realiza em sintonia com o Sínodo dos Bispos, em andamento no Vaticano desde o último dia 4 até o próximo dia 25, dedicado ao tema  “A vocação e a missão da Família na Igreja e no mundo contemporâneo".

DADOS BIOGRÁFICOS DE LUÍS E ZÉLIA, PAIS DE SANTA TERESINHA DO MENINO JESUS
Luís Martin nasceu em Burdeos, França, no dia 22 de agosto de 1823, e faleceu em Arnières, no dia 29 de julho de 1894. Maria Zélia Guérin nasceu em San Saint-Denis-Sarthon, no dia 23 de dezembro de 1831, e faleceu em Alençon, no dia 28 de agosto de 1877. 

domingo, 18 de outubro de 2015

QUEM QUISER SER O MAIOR, SEJA AQUELE QUE SERVE A TODOS...


“QUEM DE VOCÊS QUISER SER GRANDE, DEVE TORNAR-SE O SERVIDOR DE VOCÊS, E QUEM DE VOCÊS QUISER SER O PRIMEIRO, DEVERÁ TORNAR-SE O SERVO DE TODOS.” (Mc 10, 43-44).


Diácono Milton Restivo

A primeira leitura, tirada do livro do profeta Isaías, está dentro do contexto da missão do servo sofredor de Yahweh. Os cantos do servo sofredor contido em Isaías estão assim distribuídos: primeiro canto, 42,2-4; segundo canto, 49,1-6; terceiro canto, 50,40-11 e, quarto canto, 53,1-12. 
Esta leitura, portanto, contém uma partícula do quarto canto do servo sofredor de Yahweh.
Mas, quem é o servo sofredor citado por Isaías
Não é fácil identificar quem seria o servo sofredor a que se refere Isaías. Não foi sem motivos que, em Atos 8,26-40, o eunuco etíope, ao ler a seguinte passagem do profeta Isaías, ficou embaraçado: “Ele foi levado como ovelha ao matadouro. E como um cordeiro diante do seu tosquiador, ele ficava mudo e não abria a boca. Quem poderá contar seus seguidores? Porque eles o arrancaram da terra dos vivos.” (Is 53,7-8; At 8,32-33).
Perguntado pelo diácono Filipe se ele havia entendido o que lia, o eunuco respondeu: “Por favor, me explique: de quem o profeta está dizendo isso? Ele fala de si mesmo, ou se refere a outra pessoa?” (At 8,34).

sábado, 17 de outubro de 2015

SANTO INÁCIO DE ANTIOQUIA – 35-107


SANTO INÁCIO DE ANTIOQUIA – 35-107



No centro do Coliseu romano, o bispo cristão Inácio aguarda ser trucidado pelas feras, enquanto a multidão exulta em gritos de prazer com o espetáculo sangrento que vai começar. 
Por sua vez, no estádio, cristãos incógnitos, misturados entre os pagãos, esperam, horrorizados, que um milagre salve o religioso. Os leões estão famintos e excitados com o sangue já derramado na arena. 
O bispo Inácio de Antioquia, sereno, esperava sua hora pronunciando com fervor o nome do Cristo. 
Foi graças a Inácio que as palavras cristianismo e Igreja Católica surgiram. Era o início dos tempos que mudaram o mundo, próximo do ano 35 da era cristã, quando ele nasceu. Segundo os estudiosos, não era judeu e teria sido convertido pela primeira geração de cristãos, os apóstolos escolhidos pelo próprio Jesus. Cresceu e foi educado entre eles, depois sucedeu Pedro no posto de bispo de Antioquia, na Síria, considerada a terceira cidade mais importante do Império Romano, depois de Roma e Alexandria, no Egito.

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

SANTA MARGARIDA MARIA ALACOQUE



SANTA MARGARIDA MARIA ALACOQUE


Na bonita região francesa de Borgonha, Margarida Maria nasceu em 22 de julho de 1647, na modesta família Alacoque.
Teve uma juventude difícil, ao lado dos pais, que, pelo excesso de afeto, traçaram a meta de vida da filha, calcada sobre as próprias ambições mundanas. Recebeu toda formação cultural e religiosa, desde a infância, das monjas clarissas. 
Depois vieram as dificuldades: primeiro, o pai faleceu. Logo em seguida, contraiu uma doença não identificada, que a manteve na cama por um longo período. 
Como nada na medicina curava o seu mal, Margarida, então, prometeu a Nossa Senhora entregar todos os seus dias a serviço de Deus caso recuperasse a saúde. 
Para sua própria surpresa, logo retornou à sua vida normal. Convencida da intervenção da Providência Divina em favor de sua vida terrena, aos vinte e quatro anos de idade entrou para a Ordem da Visitação, fundada por são Francisco de Sales. Tomou o nome de Margarida Maria e fez o seu noviciado, um tempo de iluminação e sofrimento.

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

SANTA TERESA D'ÁVILA - 1515-1582


SANTA TERESA D'ÁVILA - 1515-1582



Nunca um santo ou santa mostrou-se tão "carne e osso" como Teresa d'Ávila, ou Teresa de Jesus, nome que assumiu no Carmelo. 
Nascida no dia 28 de março de 1515, seus pais, Alonso Sanchez de Cepeda e Beatriz d'Ávila y Ahumada, a educaram, junto com os irmãos, dentro do exemplo e dos princípios cristãos. 
Aos sete anos, tentou fugir de casa e peregrinar ao Oriente para ser martirizada pelos mouros, mas foi impedida. 
A leitura da vida dos santos mártires tinha sobre ela uma força inexplicável e, se não fossem os parentes terem-na encontrado por acaso, teria fugido, levando consigo o irmão Roderico. 
Órfã de mãe aos doze anos, Teresa assumiu Nossa Senhora como sua mãe adotiva. Mas o despertar da adolescência a levou a ter experiências excessivas ao lado dos primos e primas, tornando-se uma grande preocupação para seu pai. 
Aos dezesseis anos, sua atração pelas vaidades humanas era muito acentuada.

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

A IMAGEM DA “APARECIDA” TIRADA DO RIO PARAIBA


A IMAGEM DA “APARECIDA” TIRADA DO RIO PARAÍBA



Não bastasse ser um dos maiores países católicos do planeta, o Brasil tem também um dos maiores centros de peregrinação mariana da cristandade do mundo. 
Trata-se, é claro, do Santuário de Nossa Senhora Aparecida, em Aparecida, São Paulo. 
A cidade foi batizada com o nome da Senhora, "aparecida" das águas, mas o Brasil inteiro também recebeu sua bênção desde o nascimento, graças aos descobridores e colonizadores que a tinham como advogada junto a Deus nas desventuras das expedições. 
A fé na Virgem Maria cresceu com os séculos e a confiança não esmoreceu, só se fortaleceu. 
Em 1717, quando da visita do governador a Guaratinguetá, foi ordenado aos pescadores que recolhessem do rio Paraíba a maior quantidade possível de peixes, para que toda a comitiva pudesse ser alimentada e festejada com uma grande recepção. 
Todos se lançaram às águas com suas redes. Três deles, Domingos Garcia, João Alves e Filipe Pedroso, partiram juntos com suas canoas e juntos também lançaram as redes por horas e horas, sem pegar um único peixe.

terça-feira, 13 de outubro de 2015

COM MARIA, QUANDO ÉRAMOS CRIANÇAS


COM MARIA, QUANDO ÉRAMOS CRIANÇAS


Quando éramos pequenos, quando éramos crianças, quantos de nós aprendemos as primeiras orações no colo de nossas mães ou avós. Íamos ao catecismo, e a catequista, com muito amor, carinho e paciência, repetia conosco as orações do Pai Nosso, da Ave Maria e pegava em nossas mãos de crianças para nos ajudar a aprender e a fazer o Sinal da Cruz.
Quando éramos crianças rezávamos e tínhamos a certeza de que o Papai do Céu nos ouvia e nos atendia. Depois fomos crescendo, crescendo e passamos a achar que éramos auto-suficientes, que não precisaríamos mais de rezar, que poderíamos muito bem viver sem orações e sem Deus, que, afinal de contas, rezar era para crianças e mulheres que tinham que cuidar dos maridos e dos filhos. Fomos nos tornando pessoas adultas e maduras e começamos  a achar que poderíamos resolver os nossos próprios problemas e passamos a ficar descrentes no poder da oração.
Se fizermos uma retrospectiva na nossa vida, vamos notar que, a partir do momento em que deixamos de rezar, passamos a dar cabeçadas por esse mundo a fora. Deixando de rezar, começamos a nos afastar de Deus e da sua Igreja e, fazendo isso e olhando para traz, notamos quantas coisas que fizemos e não deveríamos ter feito e que não faríamos se ainda tivéssemos mantido o contato com Deus, ou ainda, quantas coisas que fizemos e que poderíamos tê-las feito melhor. Muitos de nós tivemos apenas uma iniciação na vida religiosa, na vida cristã, apenas uma iniciação na vida de oração, de conversa amigável e amorosa com Deus, nosso Pai. 

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

NOSSA SENHORA APARECIDA, A PADROEIRA DO BRASIL


NOSSA SENHORA APARECIDA.


Diz o Evangelho que no décimo quinto ano do seu reinado, o imperador romano César Augusto, promulgou um decreto determinando o recenseamento de todos os povos que estavam sob seu domínio. E todas as pessoas a serem recenseadas deveriam se dirigir à sua cidade de origem; foi esse o motivo pelo qual Maria e José foram até Belém, onde, naqueles dias, nasceu Jesus. (Lc 2). Séculos mais tarde, no ano de 1.717, o conde de Assumar iria fazer uma visita à cidade de Guaratinguetá, e, por isso, a Câmara Municipal da cidade baixou uma ordem para que todos os pescadores da região saíssem para pescar os melhores e mais vistosos peixes do rio Paraíba para que se fizesse um banquete para aquele ilustre visitante.
Na região de um bairro, que hoje é Aparecida do Norte, mas que na época se chamava Morro dos Coqueiros, moravam alguns pescadores, entre eles Domingos Garcia, João Alves e Felipe Pedroso. Seguindo aquela ordem da Câmara, os três pescadores também saíram  para pescar rio acima.  E pescaram durante horas e horas,  e nada conseguiram.
Por fim, ao chegarem a uma curva do rio, chamada Itaguaçu, lançaram a rede e, ao puxarem a rede, tiraram das águas uma imagem de Nossa Senhora que se enroscou nas malhas da rede, mas, essa imagem estava sem a cabeça, era somente o corpo.