quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

ADEUS ANO VELHO... FELIZ ANO NOVO...


ADEUS ANO VELHO... FELIZ ANO NOVO...


Chegamos ao final de mais um ano; mais um ano vivido em nossa existência; estamos no alvorecer do ano novo. 
Quantas coisas aconteceram no ano  que se findou; quantas crianças nasceram, quantos entes queridos se foram para a casa do Pai, quantas coisas boas aconteceram, quantas situações desagradáveis nos foram impostas. 
Para uns, o ano que passou foi um ano de realizações, de alegria e felicidade; para outros apenas um ano de luta onde a rotina imperou; para outros, ainda, desilusões, tristezas, amargura, sofrimento, enfim, para todos, o ano velho chega ao final. 
Neste ano que se findou quanto amamos, quantos bens fizemos, quantas injustiças cometemos, quantas negações aos nossos ideais. 
Neste momento, o que tenha acontecido no ano que passou de bom deve ser renovado, e o que aconteceu de não tão bom deve ser aproveitado como lição de vida para que não se repita. O ano novo já é uma realidade, mas a vida continua dentro de sua normalidade. 
Quando se inicia um ano novo, temos a esperança de que muitas coisas mudarão, muitas dificuldades serão sanadas, muitos problemas vão ser resolvidos, muitas coisas boas acontecerão; mas, para que  a nossa vida possa melhorar no ano que se inicia depende de nós, somente de nós.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

SAGRADA FAMÍLIA DE NAZARÉ


SAGRADA FAMÍLIA DE NAZARÉ


O projeto de Deus para a redenção de toda a humanidade tem como centro a encarnação do seu Filho como homem vivendo entre nós. 
Quis que seu amado Filho fosse o exemplo de tudo. Por isso ele foi acolhido no seio de uma verdadeira família. Uma humilde, boa e honrada família, ligada pela fé e os bons costumes. 
Ele escolheu, seus anjos agiram e a Sagrada Família foi constituída. Deus Pai enviou Jesus com a natureza divina e a natureza humana: o Verbo encarnado, trazendo a sua redenção para todos os seres humanos. 
Ou seja: a salvação do ser humano somente se dá através de Jesus, quem crer e seguir terá a vida eterna no Reino de Deus. 
Assim Jesus nasceu numa verdadeira família para receber tudo o que necessitava para crescer e viver, mesmo sendo muito pobre. Teve o amor dos pais unidos pela religião, trabalhadores honrados, solidários com a comunidade, conscientes e responsáveis por sua formação escolar, cívica, religiosa e profissional. Maria, José e Jesus são o símbolo da verdadeira família idealizada pelo Criador. 
A única diferença, que a tornou a "Sagrada Família", foi a sua abnegação, a aceitação e a adesão ao projeto de Deus, com a entrega plena às suas disposições. Mesmo assim, não perderam sua condição humana, imprescindível para que todas as profecias se cumprissem.

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

SÃO TOMÁS BECKET


SÃO TOMÁS BECKET



Tomás Becket nasceu no dia 21 de dezembro de 1118, em Londres. 
Era filho de pai normando e cresceu na Corte ao lado do herdeiro do trono, Henrique. Era um dos jovens cortesões da comitiva do futuro rei da Inglaterra, um dos amigos íntimos com que Henrique mais tinha afinidade. 
Era ambicioso, audacioso, gostava das diversões com belas mulheres, das caçadas e das disputas perigosas. Compartilharam os belos anos da adolescência e da juventude antes que as responsabilidades da Coroa os afastasse. 
Quando foi corado Henrique II, a amizade teve uma certa continuidade, porque o rei nomeou Tomás seu chanceler. 
Mas num dado momento Tomás voltou seus interesses para a vida religiosa. Passou a dedicar-se ao estudo da doutrina cristã e acabou se tornando amigo do arcebispo de Canterbury, Teobaldo. Tomás, por sua orientação, foi se entregando à fé de tal modo que deixou de ser o chanceler do rei para ser nomeado arcediácono do religioso. 
Quando o arcebispo Teobaldo morreu e o papa concedeu o privilégio ao rei de escolher e nomear o sucessor, Henrique II não vacilou em colocar no cargo o amigo.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

OS SANTOS INOCENTES


OS SANTOS INOCENTES



Somente a monstruosidade de uma mente assassina, cruel e desumana, poderia conceber o plano executado pelo sanguinário rei Herodes: eliminar todos os meninos nascidos no mesmo período do nascimento de Jesus para evitar que vivesse o rei dos judeus. 
Pois foi isso que esse tirano arquitetou e fez. Impossível calcular o número de crianças arrancadas dos braços maternos e depois trucidadas. 
Todos esses pequeninos se tornaram os "santos inocentes", cultuados e venerados pelo Povo de Deus. 
Eles tiveram seu sangue derramado em nome de Cristo, sem nem mesmo poderem "confessar" sua crença. Quem narrou para a história foi o apóstolo Mateus, em seu Evangelho. 
Os reis magos procuraram Herodes, perguntando onde poderiam encontrar o recém-nascido rei dos judeus para saudá-lo. O rei consultou, então, os sacerdotes e sábios do reino, obtendo a resposta de que ele teria nascido em Belém de Judá, Palestina. 
Herodes, fingindo apoiar os magos em sua missão, pediu-lhes que, depois de encontrarem o "tal rei dos judeus", voltassem e lhe dessem notícias confirmando o fato e o local onde poderia ser encontrado, pois "também queria adorá-lo".

domingo, 27 de dezembro de 2015

SAGRADA FAMÍLIA – JOSÉ, MARIA E JESUS


SAGRADA FAMÍLIA – JOSÉ, MARIA E JESUS
“OLHA QUE TEU PAI E EU ESTÁVAMOS, ANGUSTIADOS, À TUA PROCURA”.
(Lc 2,48)
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Diácono Milton Restivo

“A origem de Jesus Cristo foi assim: Maria, sua mãe, comprometida em casamento com José, antes de coabitarem, achou-se grávida pelo Espírito Santo.” (Mt 1,18).
Maria era noiva de José.   Mas, quem era José?
Mateus, em seu Evangelho, 1,16, diz que José era filho de Jacó, enquanto que Lucas em seus escritos, 3,23, diz que o pai de José se chamava Eli, mas ambos os Evangelistas são unânimes em afirmar que José era descendente do rei Davi (Lc 3,23-31; Mt 1,20).   
Segundo o Evangelista Mateus, José tinha como profissão ser carpinteiro, quando se referiu a Jesus Cristo:  “Não é ele o filho do carpinteiro?” (Mt 13,55), e Marcos também se referencia a Jesus dessa maneira: “Não é este o carpinteiro, o filho de Maria...?”  (Mc 6,3).
Segundo a tradição, a noiva, na época, firmava compromisso com o noivo, dos doze aos quinze anos de idade, e o jovem varão, dos dezoito aos vinte anos de idade.
O casamento acontecia quando os jovens se comprometiam e ficavam noivos, isto é, casavam-se, mas não coabitavam, não iam morar juntos, como acontece nos nossos dias; o rapaz ia montar a sua casa e depois de ter tudo pronto, casa, móveis e tudo o mais que fosse necessário para uma vida a dois, é que o noivo ia na casa dos pais da noiva buscá-la para coabitarem. Justifica-se, então, a afirmativa do Evangelista Mateus: “... Maria, sua mãe, comprometida em casamento com José, antes de coabitarem, achou-se grávida do Espírito Santo.” (Mt 1,18).

sábado, 26 de dezembro de 2015

MARIA NOS QUER CRIANÇAS NESTE NATAL...


MARIA NOS QUER CRIANÇAS NESTE NATAL...



Desde crianças aprendemos amar Maria, a Nossa Senhora. Desde pequenos aprendemos que Maria é a mãe de Deus e a nossa querida Mãe do céu. 
Como crianças, aceitamos com honestidade e boa vontade amar Maria, a Nossa Senhora, aceitamos passivamente Maria como nossa boa Mãe do Céu. 
Com certeza, a primeira oração que aprendemos, ainda no colo de nossa mãe, foi a oração da Ave Maria. Podemos não conhecer nenhuma outra oração, mas, a oração da Ave Maria isso nós a sabemos de cor e salteado porque a aprendemos bem pequeninos e muitas vezes no colo de nossa mãe que segurava as nossas mãos juntas em atitude de oração simbolizando o respeito e amor que deveríamos ter por essa boa Mãe do Céu. 
Todos nós, cristãos católicos aprendemos amar Maria ainda bem pequeninos, ainda crianças. E hoje, quem continua amar Maria, a Nossa Senhora, ainda continua criança, porque só criança sabe amar de verdade, amar de verdade sem interesses que não seja somente amar, amar por amor mesmo. 

sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

NATAL ...


NATAL ...


Estamos no Natal. 
Enfeites nas vitrines do comércio, nas portas das residências; propagandas de produtos nos jornais, rádio e televisão sugerindo bens de consumo, presentes, roupas, enfim, renovação de tudo o que consumimos. 
Quantos julgam que o Natal exige roupas novas, enfeites em todas as partes, dar e receber presentes... 
De fato, o Natal exige coisas novas, muitas coisas que não se resumem em roupas ou presentes; o Natal exige muitos enfeites, mas não os das vitrines ou portas de residências. 
Esses enfeites deveriam ser e retratar a beleza interior do nosso espírito que deveria estar se preparando cristãmente para o Natal do Senhor. 
Natal é coisa sempre nova; quem o vive em seu verdadeiro espírito, não envelhece jamais: é sempre criança. Natal, quando cristãmente vivido, nos faz sentir jovens, nos dá energia para começar tudo de novo, vontade nova, nos preparando para a vida que o Menino do Natal veio nos trazer. 
Os enfeites e roupas deveriam ser a exteriorização do nosso desejo de renascer para as coisas do alto. O importante é a realidade interior. 
O importante é o que está dentro de nós e nos apresentarmos para o Natal de Jesus Cristo com uma alma renovada e enfeitada de valores cristãos.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

BERÇO DO MENINO DEUS


BERÇO DO MENINO DEUS



Estamos vivendo na esperança do encontro com Jesus Cristo. E a melhor preparação para esse encontro é viver o amor autêntico entre os irmãos; esse é o melhor berço que podemos  preparar para receber o Menino Deus que vai nascer da Virgem. 
Temos que preparar um berço feito com a madeira do entusiasmo, com os pregos da união, com a cola da sinceridade e com o verniz da humildade. 
Depois de pronto, nesse berço devemos colocar as molas da perseverança e sobre essas molas o colchão da caridade, o lençol da pureza, o travesseiro da doação total, a colcha da fé e o cobertor do amor pleno. 
Esse berço deve ter o suave aroma das boas ações e as flores de nossa  vida totalmente voltada para Deus e para o próximo. O berço deve ser colocado no quarto das nossas orações, no cantinho dos nossos sacrifícios e próximo da janela de nossa entrega total nas mãos de Deus. 
E esse quarto, onde deve ser colocado  o berço do Menino Deus, deve ter uma fechadura que abre somente por dentro. Esse quarto deve ter o calor da renúncia, o aconchego da esperança e a tranquilidade da missão cumprida. 
E esse quarto não pode  ser outro senão o nosso coração. É ai que  devemos receber o Menino Deus e sua mãe Virgem que deve repousar da longa caminhada das injustiças dos homens, do caminho cheio de pedras do desamor entre os homens, do sol causticante do deserto do ódio e da violência que paira no mundo, da água poluída do riacho do desrespeito dos direitos humanos. 
É assim que deve ser o quarto, que é o nosso coração que deve receber o Menino Deus e sua Virgem Mãe para que eles repousem de sua longa caminhada por entre as ingratidões, falta de amor, e corações duros e impenitentes.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

COMO NASCEU JESUS?



COMO NASCEU JESUS?


Nove meses depois da visita do Anjo Gabriel a Maria, na cidade de Nazaré, na Galiléia, conforme nos narram as Sagradas Escrituras, Jesus nasceu numa gruta de Belém. Hoje, para lembrar esse acontecimento, o povo faz festas bonitas e presépios lindos. 
E isso é bom porque o povo está se lembrando do nascimento de Jesus Cristo. 
Mas, convém que nos lembremos que o presépio real onde Jesus Cristo foi depositado depois de haver nascido não era nem um pouquinho bonito. 
Pelo contrário, era até chocante, sem conforto e sem condições  de recepcionar qualquer ser humano que estivesse nascendo, muito menos o Filho de Deus que se fazia homem, para que todos os homens se tornassem filhos de Deus. 
Mas, porque Jesus Cristo estava nascendo ali, naquelas condições. A ordem do imperador, vinda de Roma, era clara; todos tinham de inscrever-se  na cidade, no cartório da cidade onde nasceram (cf Lc 2, 1-3). Era o jeito de contar quantas pessoas existiam na Judeia, naquele tempo. Por isso José com Maria saíram da cidade de Nazaré e viajaram para Belém , sua terra Natal, e Maria estava grávida de mais de oito meses. 
A viagem era longa, e da cidade de Nazaré até a cidade de Belém a distância era de mais de cento e trinta quilômetros, e as estradas eram difíceis e perigosas.

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

MARIA GRÁVIDA RUMO A BELÉM.


MARIA GRÁVIDA RUMO A BELÉM.



Nesse tempo que antecede o natal, em que aguardamos o nascimento  do Filho de Deus que se tornará homem no seio imaculado de Maria, a gente fica preocupado, pensando na maneira como todos os cristãos se preparam para receber a Salvação que vem de Deus. 
Se nós não amamos suficientemente Maria é porque desconhecemos quase que na sua totalidade os sacrifícios e sofrimentos porque ela teve de passar para nos trazer aquele que viria para tirar o pecado do mundo. 
Hoje em dia, quando a jovem esposa vai ter o seu primeiro filho, ela é cercada de todas as atenções; quando chega nos últimos dias de sua gravides já não a deixam mais fazer serviços pesados ou incômodos; a mãe da jovem esposa grávida vem limpar a sua casa, fazer a sua comida, lavar e passar a sua roupa, enfim, a família se desdobra em atenções e prestações de serviços para que a jovem esposa grávida não se esforce demais, não se exponha demais para não sentir em demasia os incômodos da gravides. Tudo é facilitado para a jovem esposa  que está prestes a ser mãe, e nada mais justo. 
Mas é exatamente por isso que, nas minhas meditações, eu volto aos tempos de Maria e a vejo grávida de oito meses e meio, com o seu ventre crescido anunciando que muito breve o seu filho deverá nascer.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

“UMA VIRGEM CONCEBERÁ E DARÁ À LUZ UM FILHO...” (Is 7,14)


“UMA VIRGEM CONCEBERÁ E DARÁ À LUZ UM FILHO...” (Is 7,14)



Antes de sua vida pública, conforme nos narram os Evangelistas, o Senhor Jesus se manifestou , de uma maneira especial e maravilhosa, por três vezes e em situações diferentes. 
A sua primeira manifestação foi na noite do seu nascimento, quando aconteceram coisas maravilhosas e que, anteriormente, já haviam sido anunciadas  pelos Profetas do Antigo Testamento. 
O Profeta Isaías, setecentos anos antes do nascimento de Jesus Cristo, já profetizava: “Levanta-te, recebe a luz, Jerusalém, porque chegou a tua luz e a glória do Senhor nasceu sobre ti. Porque eis que as trevas cobrirão a terra, e a escuridão os povos; mas sobre ti nascerá o Senhor, e a sua glória se verá em ti. As nações caminharão à tua luz, e os reis, ao resplendor da tua aurora.” (Is 60,1-3). 
Não somente isso; o Profeta Isaías ainda adianta o nome e o que seria o Salvador no nosso meio: “Emanuel”, nome simbólico dado ao Senhor Jesus e que significa “Deus Conosco”, e quem foi Jesus no nosso meio senão “Deus Conosco”??? 
Assim se expressa Isaías: “Pois por isso o mesmo Senhor vos dará este sinal: Uma virgem conceberá e dará à luz um filho e seu nome será Emanuel.” (Is 7,14).

domingo, 20 de dezembro de 2015

“BENDITA ÉS TU ENTRE AS MULHERES” (Lucas, 1,42)


IV DOMINGO DO ADVENTO – ANO “C”

“BENDITA ÉS TU ENTRE AS MULHERES” (Lucas, 1,42)


Diácono Milton Restivo

A vida do profeta Miquéias não foi fácil. Miquéias era um camponês que viveu no Século VIII aC, ocasião em que a sua região estava sendo devastada pelo exército assírio. A maneira como expõe os acontecimentos faz de sua linguagem concreta e franca.
A primeira leitura é dele, do profeta Miquéias, anunciando que o Messias esperado virá de Belém, terra de Davi. Mateus, no seu Evangelho, não se esquece desse prenúncio quando Herodes pergunta aos chefes dos sacerdotes e doutores da lei o que dissera Miquéias sobre onde nasceria o Messias: “Eles responderam: ‘Em Belém, na Judéia, porque assim está escrito por meio do profeta (Miquéias 5,1): E você, Belém, terra de Judá, não é de modo algum a menor  entre as principais cidades de Judá, porque de você sairá um Chefe que vai apascentar Israel, meu povo.” (Mt 2,5-6).
Miquéias não para por ai no anúncio do local onde nasceria o Messias. Vai além. Fala da mãe do Messias e da força e majestade com que o Messias apascentará o povo de Deus: “Deus deixará o seu povo ao abandono, até o tempo em que uma mulher der à luz; e o resto de seus irmãos se voltará para os filhos de Israel. Ele não recuará, apascentará com a força do Senhor e com a majestade do nome do Senhor seu Deus; os homens viverão em paz, pois ele agora estenderá o poder até os confins da terra, e ele mesmo será a paz”. (Mq 5,2-4).
Lucas, no seu Evangelho, vai nos dizer que a Encarnação do Verbo, no seio de Maria, já havia ocorrido e vamos encontrar Maria visitando Isabel que, como ela, também estava grávida por uma intervenção especial de Deus: Maria, do Messias; Isabel, de João Batista, o precursor. 

sábado, 19 de dezembro de 2015

PAPA FRANCISCO APROVA MILAGRE BRASILEIRO E MADRE TERESA DE CALCUTÁ SERÁ SANTA


PAPA FRANCISCO APROVA MILAGRE BRASILEIRO E MADRE TERESA DE CALCUTÁ SERÁ SANTA


No dia de seu aniversário (17/12), o Pontífice aprovou o milagre atribuído à intercessão de Madre Teresa de Calcutá, beatificada por São João Paulo II, em 2003. A data da canonização ainda deverá ser confirmada mas é possível que seja incluída nas celebrações do Jubileu da Misericórdia.
A Congregação para a Causa dos Santos concluiu em julho deste ano as investigações no Brasil sobre o milagre para a cura inexplicável de um homem em Santos (SP), em meados de 2008.
Milagre
O caso da cura milagrosa em chegou ao Vaticano no início de 2015 e logo foi considerado válido por apresentar elementos contundentes para a instauração de um processo. O Promotor de Justiça no processo local, Padre Caetano Rizzi, afirmou que tudo aconteceu muito rapidamente porque os fatos são evidentes.
Ouvimos diversas testemunhas, ouvimos o possível miraculado. Foi um processo longo, intenso, com muitas audiências e muito trabalho. Mas a graça de Deus nos faz chegar a conclusão de que não temos aqui uma palavra para explicar o que aconteceu. Está sendo um processo muito rápido porque os fatos são evidentes”, explicou. 

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

POR QUE NA MISSA NÃO SE DIZ “AMÉM” NO FINAL DO PAI-NOSSO?


POR QUE NA MISSA NÃO SE DIZ “AMÉM” NO FINAL DO PAI-NOSSO?


Se o correto é terminar as orações com o "amém", por que no Pai-Nosso da missa isso não acontece?
A palavra “amém”, um dos vocábulos mais utilizados pelos cristãos, é dificilmente traduzível em seu sentido mais profundo (por isso é mantida em hebraico, o idioma original), e utilizada sempre em relação a Deus.
Pronunciar esta palavra é proclamar que se tem por verdadeiro o que se acaba de dizer, com o objetivo de ratificar uma proposição, unir-se a ela ou a uma oração.
Por isso, expressar em forma grupal no âmbito do serviço divino ou ofício religioso também significa “estar de acordo” com o que foi dito.
A palavra “amém” é utilizada para concluir as orações. No entanto, a oração por excelência, o Pai-Nosso, quando rezado dentro da missa, não é acompanhado pelo “amém” no final. Fora da missa, o “amém” é dito normalmente.
Cabe ressaltar que o Pai-Nosso é a única oração da Igreja que está integrada na liturgia da missa.
Mas qual é a explicação para a ausência do “amém” no Pai-Nosso da missa? É simples: não se diz “amém” porque a oração ainda não terminou. 

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

PAPA FRANCISCO PERDOA PADRE CÍCERO


PAPA FRANCISCO PERDOA PADRE CÍCERO


Na mensagem enviada à diocese do Crato, o papa Francisco exalta várias virtudes de evangelizador de padre Cícero, fundador de Juazeiro do Norte e primeiro prefeito do município. A reconciliação é um passo definitivo para a reabilitação de padre Cícero na Igreja Católica
O bispo da diocese de Crato, dom Fernando Panico, divulgou neste domingo, durante missa na Catedral de Crato, que o Padre Cícero Romão Batista foi perdoado pelo Vaticano das punições impostas pela igreja Católica entre 1892 a 1916. A reconciliação é um passo definitivo para a reabilitação de padre Cícero na Igreja Católica.
Durante a homilia na Sé do Cariri, dom Fernando Panico informou que "Hoje, por ocasião da abertura solene da Porta Santa da Misericórdia nesta Catedral de Nossa Senhora da Penha, quero anunciar com alegria, à querida Diocese de Crato e aos romeiros e romeiras do Juazeiro do Norte, um gesto concreto de misericórdia, de atenção e de carinho por parte do Papa Francisco para nós: a igreja Católica se reconcilia historicamente com o padre Cícero Romão Batista". 

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

OBRAS DE MISERICÓRDIA CORPORAIS


OBRAS DE MISERICÓRDIA CORPORAIS


Disse Jesus, de quem nos esforçamos para sermos discípulos: “Sede misericordiosos como vosso Pai do céu é misericordioso” (Lc 6, 36). Ainda, em outro momento reafirmou citando o Profeta Oséias:”Quero misericórdia e não sacrifícios” (Mt 9, 13); e, mais uma vez insistiu nas bem-aventuranças: “Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia” (Mt 5, 7).
O quanto Deus é misericordioso, não me proponho a descrever neste artigo, pois pressuponho já ser uma verdade, assimilada, experimentada, e profundamente internalizada, por você querido (a) leitor (a).
Proponho-me a discorrer e aprofundar uma reflexão sobre: o que é ser misericordioso, e em que consiste fazer obras de misericórdia.
Ter misericórdia não é ter pena da alguém. Longe disto, ter e exercitar a misericórdia é ter compaixão, e solidariedade para com a necessidade do outro. Mais do que só dar esmola, é descer até a carência física, espiritual e material da outra pessoa envolvendo-a com nosso ser e elevando-a à dignidade e à vida.
Partindo da Palavra de Deus, como citarei, e da tradição da Igreja (CIC § 2447), podemos falar em quatorze obras de misericórdia. Das quais, sete são obras de misericórdia espirituais e sete corporais.

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

OBRAS DE MISERICÓRDIA ESPIRITUAIS



OBRAS DE MISERICÓRDIA ESPIRITUAIS

As obras de misericórdia são quatorze. Sete delas são chamadas de obras de misericórdia corporais: Dar de comer a quem tem fome; Dar de beber a quem tem sede; Vestir os nus; Dar abrigo aos peregrinos; Assistir aos enfermos; Visitar os presos; Enterrar os mortos. Sobre elas explanamos no artigo do mês anterior. E sete são chamadas obras de misericórdia espirituais: instruir; aconselhar, consolar, confortar, perdoar, suportar com paciência e rogar pelos vivos e pelos mortos.
A seguir nos deteremos sobre as obras espirituais.

- Instruir (ensinar os que não sabem)
Instruir não é simplesmente transmitir conhecimentos, é também corrigir os que erram, doutrinar,   ensinar os valores  do Evangelho, formar  na doutrina e nos bons costumes éticos e morais.
A história da salvação é sem dúvida uma instrução contínua e interrupta da parte de Deus para com a humanidade.
Deus se revela e instrui o povo pelos patriarcas, profetas e plenamente em Jesus Cristo. 

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

OBRAS DE MISERICÓRDIA


OBRAS DE MISERICÓRDIA


As Obras de misericórdia ou Atos de misericórdia são ações e práticas que o cristianismo, em geral, espera que todos os cristãos executem.
A prática é comumente atribuída à Igreja Católica como um ato tanto de penitência quanto de caridade. A Igreja Metodista, adicionalmente, ensina que as obras de misericórdia são um dos Meios da Graça que auxilia na santificação.
As obras de misericórdia são tradicionalmente divididas em duas categorias, com sete elementos cada: as obras de misericórdia corporais, dizem respeito às necessidades materiais do outro e as obras de misericórdia espirituais que dizem respeito às necessidades espirituais.
Estas ações expressam misericórdia, e são, portanto, deverão ser realizadas por cristãos a medida que possível, de acordo com a beatificação, "Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia." (Mt 5,7). Eles também são obrigados por uma questão de obediência ao segundo dos dois grandes mandamentos: "(...) Amarás ao teu próximo como a ti mesmo." (Mt 22,39). 

domingo, 13 de dezembro de 2015

E EU NÃO SOU DIGNO NEM SEQUER DE DESAMARRAR A CORREIA DAS SANDÁLIAS DELE.


TERCEIRO DOMINGO DO ADVENTO – ANO “C”

“VIRÁ AQUELE QUE É MAIS FORTE QUE EU” – Lc 3,16


Diácono Milton Restivo

O profeta Sofonias, na primeira leitura, é só alegria. Dirige-se a um povo desesperançado e anuncia que Deus revogou a sentença de condenação contra o povo e que se faz presente no seu meio: “Canta de alegria, cidade de Sião; rejubila, povo de Israel! Alegra-te e exulta de todo o coração, cidade de Jerusalém. O Senhor revogou a sentença contra ti [...] Não temas, Sião, não te deixes levar pelo desânimo! O Senhor teu Deus está no meio de ti...”  (Sf 3,14-15.16).
Isaías, da mesma forma, no Salmo responsorial, também faz com que o povo abandone o desânimo e se alegre com a presença de Deus no seu meio: “Exultai, cantando alegres, habitantes de Sião, porque é grande em vosso meio o Deus santo de Israel”. (Is 12,6). 
Na segunda leitura o Apóstolo Paulo, cheio do Espírito Santo, conclama os fieis à alegria perene: “Alegrai-vos sempre no Senhor; eu repito, alegrai-vos... O Senhor está próximo.” (Fl 4,4.5).
No Evangelho João Batista aparece com toda a força e sabedoria para “preparar os caminhos do Senhor, endireitar suas veredas” (Lc 3,4), e chama à conversão todos aqueles que a ele se dirigem com o coração contrito, e anuncia a presença de Deus no meio do povo na pessoa de Jesus Cristo: “Eu vos batizo com água, mas virá aquele que é mais forte do que eu. Eu não sou digno de desamarrar a correia de suas sandálias. Ele vos batizará no Espírito Santo e no fogo, Ele virá com a pá na mão; vai limpar sua eira e recolher o trigo no celeiro; mas a palha ele a queimará no fogo que não se apaga”. (Lc 3,16-17). 

sábado, 12 de dezembro de 2015

NOSSA SENHORA DE GUADALUPE – PADROEIRA DE TODA A AMÉRICA LATINA



NOSSA SENHORA DE GUADALUPE – PADROEIRA DE TODA A AMÉRICA LATINA

Nossa Senhora de Guadalupe apareceu pela primeira vez ao índio asteca Juan Diego. Na língua asteca, o nome Guadalupe significa, Perfeitíssima Virgem que esmaga a deusa de pedra. Os Astecas adoravam a deusa Quetzalcoltl, uma monstruosa deusa, a quem eram oferecidas vidas humanas em holocausto.
Nossa Senhora de Guadalupe, porém, veio para acabar com essa idolatria e mudar a vida daquele povo sofrido.
No ano de 1539, mais de 8 milhões de Astecas tinham abraçado a fé católica, convertendo-se e acabando com a idolatria pagã. No México e em todo o mundo, Nossa Senhora de Guadalupe é muito venerada.

A aparição de Nossa Senhora de Guadalupe

Estava o índio Juan Diego no campo. Ele sofria por causa da grave enfermidade de seu tio a quem muito amava. Juan rezava por seu tio quando teve a visão de uma mulher com seu manto todo reluzente. Ela o chamou por seu nome e disse em nauátle, a língua asteca: Juan Diego, não deixe o seu coração perturbado. Eu não estou aqui? Não temas esta enfermidade ou angústia. Eu não sou sua Mãe? Você não esta sob minha proteção?
A Senhora pediu, então, que o índio fosse revelar sua mensagem ao Bispo local.
A mensagem de que Ela iria acabar com a serpente de pedra, e que o povo do México iria parar com os holocaustos e se converter a Jesus Cristo.
Além disso, deveria ser construída uma Igreja no local das aparições.