quarta-feira, 1 de junho de 2016

SÃO JUSTINO - 103-164

SÃO JUSTINO - 103-164


Justino nasceu na cidade de Flávia Neápolis, na Samaria, Palestina, no ano 103, início do século II, quando o cristianismo ainda se estruturava como religião católica. Tinha origem latina e seu pai se chamava Prisco. 
Justino foi educado e se formou nas melhores escolas do seu tempo, cursando filosofia e especializando-se nas teorias de Platão. Tinha alma de eremita e abandonou a civilização para viver na solidão. 
Diz a tradição que foi nessa fase de isolamento que recebeu a visita de um misterioso ancião, que lhe falou sobre o Evangelho, as profecias e seu cumprimento com a Paixão de Jesus, abalando suas convicções e depois desaparecendo misteriosamente. Anos mais tarde, acompanhou uma sangrenta perseguição aos cristãos, conversou com outros deles e acabou convertendo-se, mesmo tendo conhecimento das penas e execuções impostas aos seguidores da religião cristã. 
Foi batizado no ano 130 na cidade de Efeso, instante em que substituiu a filosofia de Platão pela verdade de Cristo, tornando-se, historicamente, o primeiro dos Padres da Igreja que sucederam os Padres apostólicos dos primeiros tempos. 
No ano seguinte estava em Roma, onde passou a travar discussões filosóficas, encaminhando-as para a visão do Evangelho. Muito culto, era assim que evangelizava entre os letrados, pois esse era o mundo onde melhor transitava. 
Era um missionário filósofo, que, além de falar, escrevia.

terça-feira, 31 de maio de 2016

MARIA VISITA SUA PRIMA ISABEL

MARIA VISITA SUA PRIMA ISABEL


O Anjo Gabriel visitou Maria em sua casinha de Nazaré e lhe na anunciou que seria a mãe do Filho de Deus, tendo Maria aceitado, se colocando inteiramente nas mãos do Senhor, dizendo: “Eis aqui a Escrava do Senhor, faça-se em mim segundo a sua palavra.” 
Após esse episódio da anunciação, o Evangelista Lucas nos escreve que Maria, ao tomar conhecimento que sua prima Isabel, já de idade avançada, estava grávida de seis meses, dirige-se apressadamente para uma cidade das montanhas, onde residiam Isabel e seu marido Zacarias. 
O objetivo dessa visita era, em primeiro lugar, ajudar Isabel nos três últimos meses mais difíceis de sua gravides, mas, também tinha por objetivo Maria alegrar-se com Isabel e, juntas, louvarem ao Senhor pela sua misericórdia, pois só podia ser um ato de misericórdia de Deus o fato de Isabel, naquela idade avançada,  ter ficado grávida. Isabel não tinha filhos e nem tinha condições de ter filhos: primeiro por ser estéril e, segundo, por já estar de idade avançada e, bem por isso, deveria estar exultante de alegria, de felicidade. 
Como é bom a gente ter uma alegria interior que é só nossa e das pessoas que nos entendem, mas que o mundo ignora e não compreende, e, para compartilhar dessa alegria, termos perto de nós alguém que nos compreenda e que se sinta feliz com a gente para chorar de alegria e sorrir de felicidade conosco.

segunda-feira, 30 de maio de 2016

SANTA JOANA D'ARC - 1412-1431

SANTA JOANA D'ARC - 1412-1431


Filha de Jaques d'Arc e Isabel, camponeses muito pobres, Joana nasceu em Domrémy, na região francesa de Lorena, em 6 de janeiro de 1412. 
Cresceu no meio rural, piedosa, devota e analfabeta, assinava seu nome utilizando uma simples, mas significativa, cruz. Significativa porque já aos treze anos começou a viver experiências místicas. 
Ouvia as "vozes" do arcanjo Miguel, das santas Catarina de Alexandria e Margarida de Antioquia, avisando que ela teria uma importante missão pela frente e deveria preparar-se para ela. 
Os pais, no início, não deram importância, depois acharam que estava louca e por fim acreditaram, mas temeram por Joana. 
A França vivia a Guerra dos Cem Anos com a Inglaterra, governada por Henrique VI. Os franceses estavam enfraquecidos com o rei deposto e os ingleses tentando firmar seus exércitos para tomar de vez o trono. 
As mensagens que Joana recebia exigiam que ela expulsasse os invasores, reconquistasse a cidade de Orleans e reconduzisse ao trono o rei Carlos VII, para ser coroado na catedral de Reims, novamente como legítimo rei da França. 
A ordem para ela não parecia impossível, bastava cumpri-la, pois tinha certeza de que Deus estava a seu lado. O problema maior era conseguir falar pessoalmente com o rei deposto. 
Conseguiu aos dezoito anos de idade. Carlos VII só concordou em seguir seus conselhos quando percebeu que ela realmente tinha por trás de si o sinal de Deus.

domingo, 29 de maio de 2016

MILITARES NO NOVO TESTAMENTO

IX DOMINGO DO TEMPO COMUM – ANO “C”

“SENHOR, EU NÃO SOU DIGNO QUE ENTRES EM MINHA CASA.” (Lc 7,6).
 MILITARES NO NOVO TESTAMENTO


Diácono Milton Restivo

Quando Jesus nasceu, os romanos dominavam a maior parte do mundo civilizado da época e, por isso, a Judéia também estava sob o domínio daquele povo guerreiro.
No ano 63 antes de Cristo, Pompeu, general romano, invadiu e conquistou Jerusalém, estabelecendo o domínio de Roma sobre Judá.
O nascimento do Senhor Jesus deu-se em Belém, motivado pela ordem do imperador romano que havia promulgado um decreto, conforme narra Lucas: “Naqueles dias, apareceu um edito de César Augusto, ordenando o recenseamento de todo o mundo civilizado.” (Lc 2,1), que obrigou o casal José e Maria deslocar-se de sua cidade de residência, Nazaré da Galiléia, para a cidade dos pais do chefe da casa, José, que era Belém, Na Judéia.
É interessante como o Senhor se utiliza da soberba dos homens para fazer realizar as suas destinações a fim de cumprir as profecias do Antigo Testamento com relação ao Filho de Deus.
Maria, a mãe de Jesus, residia em Nazaré, e, obviamente, pelo curso normal dos acontecimentos, Jesus deveria nascer em Nazaré, cidade da Galiléia, se não fosse esse “edito de César Augusto” que obrigou José a tomar sua jovem esposa grávida de já quase nove meses e se deslocar até a cidade de Belém, na Judéia, para se cadastrar: Também José subiu da cidade de Nazaré, na Galiléia, para a Judéia, na cidade de Davi, para se inscrever com Maria, sua mulher, que estava grávida.” (Lc 2,4-5).
E assim se cumpriu a profecia de Miquéias: “Mas tu, Belém, Éfrata, embora a menor dos clãs de Judá, de ti sairá para mim aquele que será dominador de Israel.” (Mq 5,1). 

sábado, 28 de maio de 2016

REZEM O TERÇO TODOS OS DIAS, DISSE NOSSA SENHORA DE FÁTIMA AOS PASTORINHOS.

REZEM O TERÇO TODOS OS DIAS, DISSE NOSSA SENHORA DE FÁTIMA AOS PASTORINHOS.
           

Uma das mais belas orações, senão a mais bela das orações que podemos e devemos recitar para a nossa querida Mãe do Deus, é a reza do terço, a oração do rosário. 
É a oração que mais agrada a Virgem Mãe de Deus e nossa. A reza do terço deveria acontecer todos os dias  em todas as casas dos que dizem devotos e filhos de Maria. 
Quando gostamos de alguém, procuramos fazer as coisas  que esse alguém gosta; se gostamos realmente de Maria, se amamos Maria, deveríamos fazer a coisa que ela mais gosta, que é a reza do terço.           
Através da reza do terço meditamos as principais passagens evangélicas que falam da nossa redenção, da nossa salvação, do grande amor que Deus Pai tem por nós, seus filhos. 
Nós meditamos a presença do Espírito Santo que encarna no seio puríssimo da Virgem Maria o Deus Filho que se fez homem e que veio a este  mundo para reerguer o homem caído  no lodo do pecado e transformá-lo em filho de Deus. Todos os cristãos que dizem amar Maria ou que se socorre a ela em seus momentos de dificuldades, para agradá-la, deveriam rezar o terço todos os dias. 
Cada conta do terço que passamos entre os dedos e rezamos uma Ave Maria, é um passo a mais que damos em direção à Maria. A reza do terço tem que ser uma necessidade para o cristão, principalmente para aquele cristão que diz amar Maria e que sempre corre até ela quando está em dificuldades. 
Maria, identificada como Nossa Senhora de Fátima, recomendava aos pastorzinhos que rezassem o terço todos os dias, e não somente fez essa recomendação como ensinou os pastorzinhos a rezar o terço, e mais do que isso, rezou o terço com eles.

sexta-feira, 27 de maio de 2016

NOSSA SENHORA DE CARAVAGGIO

NOSSA SENHORA DE CARAVAGGIO


No princípio do século XV vivia em Caravaggio, lugarejo a 38 km de Milão, na Itália, uma jovem muito piedosa chamada Giannetta Vacchi, muito devota de Nossa Senhora. Não deixava passar um só dia sem se recomendar à Mãe de Deus. 
Contra sua vontade, casou-se com Francisco Varoli, que se transformou em verdadeiro carrasco. Ela suportava as calúnias, insultos e espancamentos. 
No dia 26 de maio de 1432, o marido agrediu-a de forma ainda mais brutal. Ao vê-la ferida, ordenou-lhe que fosse sozinha catar feno. Sem se revoltar, Giannetta obedece. Confia em Deus e na intercessão da Virgem Maria. 
Dirige-se ao campo chamado "Mazzolengo", distante cerca de uma légua de Caravaggio. Quando o dia chega ao fim, contempla o feno recolhido e vê que não terá forças para levá-lo. 
Temendo mais castigos por parte do marido, ergue os olhos lacrimosos para o céu e exclama: "Oh, Senhora caríssima, ajudai-me. Só de vós espera socorro a vossa pobre serva". 
De repente aparece-lhe uma Senhora esplendorosa tendo nos ombros um manto azul e um véu branco sobre a cabeça. É Maria Santíssima que toca-lhe suavemente os ombros, fazendo-a ajoelhar-se e diz:

quinta-feira, 26 de maio de 2016

CORPUS CHRISTI - HISTÓRIA

CORPUS CHRISTI - HISTÓRIA


A Festa de “Corpus Christi” é a celebração em que solenemente a Igreja comemora o Santíssimo Sacramento da Eucaristia; sendo o único dia do ano que o Santíssimo Sacramento sai em procissão às nossas ruas. 
Nesta festa os fiéis agradecem e louvam a Deus pelo inestimável dom da Eucaristia, na qual o próprio Senhor se faz presente como alimento e remédio de nossa alma. 
A Eucaristia é fonte e centro de toda a vida cristã. Nela está contido todo o tesouro espiritual da Igreja, o próprio Cristo. 
A Festa de Corpus Christi surgiu no século XIII, na diocese de Liège, na Bélgica, por iniciativa da freira Juliana de Mont Cornillon, (†1258) que recebia visões nas quais o próprio Jesus lhe pedia uma festa litúrgica anual em honra da Sagrada Eucaristia. Aconteceu que quando o padre Pedro de Praga, da Boêmia, celebrou uma Missa na cripta de Santa Cristina, em Bolsena, Itália, ocorreu um milagre eucarístico: da hóstia consagrada começaram a cair gotas de sangue sobre o corporal após a consagração. 
Dizem que isto ocorreu porque o padre teria duvidado da presença real de Cristo na Eucaristia. 
O Papa Urbano IV (1262-1264), que residia em Orvieto, cidade próxima de Bolsena, onde vivia S. Tomás de Aquino, ordenou ao Bispo Giacomo que levasse as relíquias de Bolsena a Orvieto. Isso foi feito em procissão.

quarta-feira, 25 de maio de 2016

SÃO CRISTÓBAL MAGALLANES JARÁ - 1869-1927

SÃO CRISTÓBAL MAGALLANES JARÁ - 1869-1927


Cristóbal nasceu em um pequeno rancho do município de Totaltiche, Jalisco, arquidiocese de Guadalajara, México, em 30 de julho de 1869. 
Até os dezenove anos de idade ali permaneceu, estudando e trabalhando nos mais diversos serviços. 
Em 1888, matriculou-se no seminário em Guadalajara, realizando o seu sonho de ser sacerdote ao ser designado para a paróquia de sua cidade natal. 
De temperamento sereno, tranquilo e persistente, Cristóbal se tornou um sacerdote de fé ardente, prudente diretor de seus irmãos sacerdotes e pastor zeloso que se entregou à promoção humana e cristã de seus fiéis. 
Missionário entre os indígenas huicholes e fervoroso propagador do Rosário à Santíssima Virgem Maria. Mas os acontecimentos políticos de 1917 alteraram o destino do país. 
Nesse ano foi promulgada a constituição anticlerical do México, assinada pelo então presidente Venusiano Carranza, dando início às perseguições religiosas e outras arbitrariedades contra a população no país. 
Apesar da Igreja, por seu episcopado, expressar seu desagravo às novas leis, nada pôde fazer, ao contrário, foi vitimada pelo endurecimento nas perseguições. Isso gerou a reação da sociedade e os leigos se organizaram formando a Liga em Defesa da Liberdade Religiosa, entrando em confronto, até mesmo armado, com os integrantes do governo. Dez anos depois, em 1926, a situação só tinha piorado. 
O então presidente, Plutarco Elias Calles, tornou a perseguição ainda mais violenta, expulsando os sacerdotes estrangeiros, fechando escolas privadas e obras assistenciais de organizações religiosas. Os integrantes da Liga reagiram com vigor.

terça-feira, 24 de maio de 2016

DIÁCONO PERMANENTE – QUAL A SUA MISSÃO NA IGREJA.

DIÁCONO PERMANENTE – QUAL A SUA MISSÃO NA IGREJA.


Diácono Milton Restivo

Hoje, 24 de maio de 2016, dia de Nossa Senhora Auxiliadora, faz nove anos que recebi o Sacramento da Ordem no grau do Diaconato Permanente da nossa Igreja.
Foi o Cardeal D. Orani João Tempesta, na época bispo da Diocese de São José do Rio Preto, atendendo ao apelo e à necessidade da Igreja, quem introduziu o Diaconato Permanente na nossa Diocese.
O Bispo que ordenou a mim e ao Diácono Amâncio, os dois primeiros Diáconos Permanentes ordenados na Diocese de São José do Rio Preto/SP, foi o nosso bispo da época, D. Paulo Mendes Peixoto, hoje Arcebispo de Uberaba/MG. Nessa mesma data fui provisionado na Paróquia São Pedro e São Paulo, no Jardim Vitória Régia, São José do Rio Preto/SP, onde permaneço até a presente data.
Mas, o que é ser Diácono na e da Igreja? Comecemos pela sua instituição administrativa contida no livro dos Atos dos Apóstolos: “o número dos discípulos tinha aumentado, e os fiéis de origem grega começaram a queixar-se dos fiéis de origem hebraica. Os de origem grega diziam que suas viúvas eram deixadas de lado no atendimento diário” (At 6,1).
Vemos que, em Jerusalém, não eram somente judeus que haviam se convertido para a Igreja do Caminho, mas, também, fiéis de origem grega aderiram aos ensinamentos do Divino Mestre.
As pessoas carentes por parte dos judeus tinham atendimento preferencial por parte da comunidade, enquanto que os necessitados de origem grega e ou estrangeiros eram negligenciados e, por isso, reclamaram. Para serem encarregados dessa tarefa foram escolhidos sete homens, todos de origem grega, “de boa fama, repletos do Espírito e de sabedoria” (At 6,3). 

QUEM AMA JESUS, NÃO TEM COMO NÃO AMAR MARIA.

QUEM AMA JESUS, NÃO TEM COMO NÃO AMAR MARIA.


Como é gostoso a gente falar de quem amamos de verdade. Maria é a nossa mãe, o nosso modelo, a mãe do Senhor Nosso Deus. Amamos  Jesus porque amamos Maria. 
Se amamos realmente Maria, chegamos com mais facilidade até Jesus, porque Maria é o meio mais seguro para chegarmos ao Senhor Jesus.
A devoção que temos por Maria deve, cada vez mais, nos levar até Jesus. 
São Luiz Maria Grignon de Montfort escreveu no seu livro “Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem”: “Se a devoção que temos a Maria Santíssima nos afastasse  de Jesus Cristo, esta devoção deveria ser rejeitada como ilusão do demônio. Mas o que acontece é justamente o contrário; a devoção à Maria é necessária principalmente por acharmos Jesus, por nos encontrarmos com o Filho muito amado de Deus e de Maria, para estarmos com Jesus Cristo perfeitamente, amá-lo com ternura e servi-lo com fidelidade.

segunda-feira, 23 de maio de 2016

MARIA, A MÃE QUE INTERCEDE POR TODOS OS SEUS FILHOS

MARIA, A MÃE QUE INTERCEDE POR TODOS OS SEUS FILHOS


As Sagradas Escrituras nos dizem que os nossos pensamentos não são os pensamentos de Deus, conforme diz o Senhor através de Isaías: “Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos, os seus caminhos, diz o Senhor, porque, assim como os céus são mais altos do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos, mais altos do que os vossos pensamentos”. (Is 55,8-9). 
Começamos a entender isso quando observamos pela história e pelos fatos que Deus Altíssimo e Todo Poderoso, Criador do céu e da terra, para realizar o seu plano de salvação, quer precisar de suas criaturas, sendo que ele poderia resolver tudo de outra maneira, porque ele pode tudo.  
Apesar dos nossos pensamentos não serem os pensamentos de Deus, ele quer precisar de nós para resgatar a sua criatura das trevas e do pecado. 
O Senhor poderia ter feito tudo acontecer sem a participação humana no seu plano de amor. Deus poderia, simplesmente, mandar seu Filho ao mundo para a salvação de todos os homens mostrando toda a sua grandeza, o seu poder, a sua glória; o Filho de Deus já poderia ter vindo como um homem formado e crescido, trazendo dentro de si toda a sabedoria que somente a Deus pertence, e talvez, dessa maneira, ele seria muito melhor recebido e todos acreditariam  nele sem ter a necessidade da fé. 
Mas o Senhor Nosso Deus quis precisar de uma criatura simples, pura, frágil e pobre para que o seu plano de salvação fosse realizado.

domingo, 22 de maio de 2016

SANTA RITA DE CÁSSIA - 1381-1457

SANTA RITA DE CÁSSIA - 1381-1457


Rita nasceu no ano de 1381, na província de Umbria, Itália, exatamente na cidade de Cássia. Seu nome de batismo era Margherita, daí sua abreviatura: Rita
Recém nascida e sempre colocada num cesto, que fazia às vezes de berço,  no próprio campo, certa vez foi encontrada envolta de abelhas brancas que lhe pousavam na face, sem ferí-la. Educada, com muito esmero cristão, Rita passou sua infância e sua juventude, auxiliando seus pais na lavoura. 
Rita, ainda na infância, manifestou sua vocação religiosa. 
Diferenciando-se das outras crianças, ao invés de brincar e aprontar as peraltices da idade, preferia ficar isolada em seu quarto, rezando. Para atender aos desejos de seus pais já idosos, Rita casou-se com um homem de nome Paulo Ferdinando, que, a princípio, parecia ser bom e responsável. 
Mas, com o passar do tempo, mostrou um caráter rude, tornando-se violento e agressivo. A tudo ela suportava com paciência e oração. Tinha certeza de que a penitência e a abnegação conseguiriam convertê-lo aos preceitos de amor a Cristo. 
Um dia, Paulo, finalmente, se converteu sinceramente, tornando-se bom marido e pai. Entretanto suas atitudes passadas deixaram um rastro de inimizades, que culminaram com seu assassinato, trazendo grande dor e sofrimento ao coração de Rita. Dedicou-se, então, aos dois filhos ainda pequenos, que na adolescência descobriram a verdadeira causa da morte do pai e resolveram vingá-lo, quando adultos.

sábado, 21 de maio de 2016

MARIA E A SANTÍSSIMA TRINDADE

MARIA E A SANTÍSSIMA TRINDADE


Os israelitas adoravam o Deus Verdadeiro, acreditavam no Deus Verdadeiro, amavam o Deus Verdadeiro, serviam ao Deus Verdadeiro, obedeciam ao Deus Verdadeiro, mas o Deus Verdadeiro não havia se manifestado a eles na sua intimidade da maneira como se manifesta a nós, hoje, a partir do batismo do Senhor Jesus: Deus Uno em três pessoas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo. 
Esta foi a terceira manifestação do Senhor Jesus antes de sua vida pública, antes de iniciar a sua missão de transmitir as verdades eternas e dar poder aos apóstolos e discípulos de evangelizar todos os homens: “Ide por todo o mundo, pregai o Evangelho a toda a criatura. O que crer e for batizado, será salvo; o que, porém, não crer, será condenado.” (Mc 16,15). 
Esta, além de ser a terceira manifestação pública de Jesus antes de começar o seu ministério foi, também, uma manifestação pública da Santíssima Trindade.

sexta-feira, 20 de maio de 2016

SÃO BERNARDINO DE SENA

SÃO BERNARDINO DE SENA - 1380-1444


Na Itália, Bernardino nasceu na nobre família senense dos Albizzeschi, em 8 de setembro de 380, na pequena Massa Marítima, em Carrara. 
Ficou órfão da mãe quando tinha três anos e do pai aos sete, sendo criado na cidade de Sena por duas tias extremamente religiosas, que o levaram a descobrir a devoção a Nossa Senhora e a Jesus Cristo. 
Depois de estudar na Universidade de Sena, formando-se aos vinte e dois anos, abandonou a vida mundana e ingressou na Ordem de São Francisco, cujas regras abraçou de forma entusiasmada e fiel. 
Apoiando o movimento chamado "observância", que se firmava entre os franciscanos, no rigor da prática da pobreza vivida por são Francisco de Assis, acabou sendo eleito vigário-geral de todos os conventos dos franciscanos da observância. Aos trinta e cinco anos de idade, começou o apostolado da pregação, exercido até a morte. 
E foi o mais brilhante de sua época. Viajou por toda a Itália ensinando o Evangelho, com seus discursos sendo taquigrafados por um discípulo com um método inventado por ele. O seu legado nos chegou integralmente e seu estilo rápido, bem acessível, leve e contundente, se manteve atual até os nossos dias. 
Os temas freqüentes sobre a caridade, humildade, concórdia e justiça, traziam palavras duríssimas para os que "renegam a Deus por uma cabeça de alho" e pelas "feras de garras compridas que roem os ossos dos pobres".

quinta-feira, 19 de maio de 2016

“QUEM MUITO AMA, MUITO SERÁ PERDOADO...”

“QUEM MUITO AMA, MUITO SERÁ PERDOADO...”


Jesus Cristo não fazia distinção de pessoas; Jesus Cristo jamais fez distinção de pessoas. Jesus Cristo veio para todos os homens, ele veio para salvar a todos, a “todos os homens (e mulheres) de boa vontade.”   
A pregação inicial de Jesus Cristo foi para que todos “mudassem de vida e de mentalidade e acreditassem no Evangelho, porque o Reino dos Céus estava próximo.” Todos os que atenderam  ao chamamento de Jesus Cristo, todos os que seguiram o seu conselho, começaram a fazer parte  do Reino que ele viera trazer para todos os homens. 
Não interessava se era homem ou mulher, rico ou pobre, santo ou pecador, da própria pátria de Jesus ou estrangeiro; o importante é que mudassem de vida e de mentalidade e acreditassem no Evangelho. 
A todos os que se dirigiam a Jesus, ele os recebia com amor e carinho, curando as doenças de seus corpos e de suas almas, perdoando pecados e chamando-os  para uma vida mais santa e possível de ser vivida por que Jesus dizia estar com cada um que se propusesse a mudar de vida e de mentalidade e de seguir o seu Evangelho. 
São Paulo, Apóstolo, entendeu tão bem esse chamamento de Jesus Cristo e o seguiu com tanto amor, dedicação e fé que chegou a declarar em uma de suas cartas, dizendo: “Estou crucificado com Cristo. Eu vivo, mas já não sou eu quem vive, é Cristo que vive em mim. A minha vida atual eu a vivo pela fé no Filho de Deus que me amou e se entregou por mim.” (Gl 2,19-21).

quarta-feira, 18 de maio de 2016

“SALVE SANTA E IMACULADA E GLORIOSA SEMPRE VIRGEM MARIA”

SALVE SANTA E IMACULADA E GLORIOSA SEMPRE VIRGEM MARIA”


“A nossa devoção a Maria deve-se irradiar na construção de um reino de amor. Maria é a mãe que dá à luz o Cristo em nós. Muitas vezes queremos transformar Maria  apenas naquela que resolve  a nossa falta de dinheiro, queremos transformar Maria naquela que cura doenças incuráveis, queremos transformar Maria naquela que tem o segredo para todos os impossíveis. Esta criatura bendita entre todas as mulheres foi, nesta terra, uma pessoa humilde, conheceu todo tipo de privações, se submeteu ao trabalho árduo e viveu intensamente a incerteza do amanhã. Maria Moeu o trigo, fez o pão, cortou lenha e costurou e remendou a roupa. Maria não foi rica; ela viveu a realidade do seu tempo.” (do semanário Missa Participada - BH). 
“E Deus, no seu imenso amor, quis preparar para o seu Filho uma Mãe que fosse digna dele, e preservou a Virgem Maria da mancha do pecado original, e enriqueceu-a com a plenitude de sua graça.  Em Maria Deus nos deu as primícias da Igreja, dessa Igreja que é a esposa de Cristo, sem ruga e sem mancha, resplandecente de beleza. Puríssima, na verdade, devia ser a Virgem que nos daria o Salvador, o Cordeiro sem mancha que tira os nossos pecados. Escolhida entre todas as mulheres, modelo de santidade e advogada nossa, Maria intervém constantemente em nosso favor.” (conforme Prefácio da Imaculada Conceição). 
“E por isso, nós, ò Virgem, cativados pelo esplendor  da tua beleza celestial e impelidos pelas angústias do mundo, lançamo-nos em teus braços, ò Imaculada Mãe de Jesus Cristo e nossa Mãe. Estamos certos de encontrar em teu coração a satisfação de nossas aspirações e o alento em nosso peregrinar. Admiramos e cantamos os dons, a incomparável riqueza dos dons com que Deus te ornou acima de qualquer outra criatura, desde o primeiro instante de tua conceição Imaculada até o dia feliz de tua ascensão aos céus. Virgem Gloriosa, ensina-nos o caminho que nos leva a Cristo.

terça-feira, 17 de maio de 2016

MARIA, A PORTADORA DA PAZ

MARIA, A PORTADORA DA PAZ


``A paz esteja com vocês``. (Jo 20, 19). 
Foi esta a saudação que o Senhor Jesus dirigiu aos seus apóstolos e discípulos quando eles estavam escondidos depois da morte do Senhor, dentro de uma casa, com as portas e janelas trancadas, com medo dos judeus. ``A paz esteja com vocês``, (Jo 20, 19), disse Jesus por duas vezes para aqueles homens apavorados e descrentes. 
Quando eles viram e confirmaram que era Jesus, ficaram contentes. Onde quer que estivesse o Senhor Jesus, ali estava a paz. Jesus é a própria paz. A sua presença, a sua palavra, o seu olhar, tudo o que partia de Jesus inspirava paz e segurança. E essa paz verdadeira começou a se fazer sentir na terra depois da encarnação do Senhor Jesus no ventre sacrossanto da Santíssima Virgem Maria, a mulher mais pura e santa e que ele escolhera para ser sua mãe. 
Essa paz, através de Maria, Jesus levou à Isabel, mãe de João Batista. Quando Maria foi visitar Isabel depois da anunciação, Isabel sentiu tamanha paz  que não se conteve e, em alta voz, bendisse a Maria, aquela que, naquele momento, era o sacrário vivo do Filho de Deus, dizendo = ``Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto de teu ventre. De onde me vem esse privilégio de que a mãe do meu Senhor venha me visitar? Porque logo que a voz de tua  saudação chegou aos meus ouvidos, o menino saltou de alegria em meu ventre. Bem-aventurada tu que acreditaste porque hão de cumprir as coisas que da parte do Senhor te foram ditas.`` (Lc 1, 43-45).      
Maria, naquele momento, era a portadora da paz que o Senhor Jesus veio trazer a todos os homens. Isabel descobriu em Maria, sem que ninguém lhe dissesse, e inspirada que foi pelo Espírito Santo, que as promessas de Deus começava a se realizarem, e que a paz do Senhor, no ventre de Maria, começava a tomar a forma de um ser humano.

segunda-feira, 16 de maio de 2016

"ALEGRA-TE, MARIA, O SENHOR ESTÁ CONTIGO..."

“QUEM ESTÁ COM MARIA, NÃO ESTÁ LONGE DE DEUS...”


“No sexto mês, o Anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré, a uma virgem desposada com um varão chamado José, da casa de Davi; e o nome da Virgem era Maria. Entrando onde ela estava, disse-lhe: ‘Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo!’ [...]. Maria, porém, disse ao Anjo: ‘Como é que vai ser isso, se eu não conheço homem algum?’ O Anjo lhe respondeu: ‘O Espírito Santo virá sobre ti e o poder do Altíssimo vai te cobrir com a tua sombra; por isso o Santo que nascer será chamado Filho de Deus’. [...] Disse, então, Maria: ‘Eu sou a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra’. E o Anjo a deixou.” (Lc 1,26-38). 
Maria, a predestinada a ser a mãe do Filho de Deus desde que o Redentor fora prometido à humanidade contagiada pelo pecado, aceitou a sua missão à convite de Deus por intermédio de seu anjo mensageiro, Gabriel. 
A partir do seu “sim” ao Anjo, Maria iniciou a sua caminhada, juntamente com seu Filho e Filho de Deus, rumo ao Calvário: em primeiro lugar a incompreensão do povo por vê-la grávida sem haver se casado com José; em segundo lugar a desconfiança de José por não compreender o que estava acontecendo com ela.

sábado, 14 de maio de 2016

SÃO MATIAS, O APÓSTOLO TEMPORÃO

SÃO MATIAS, O APÓSTOLO TEMPORÃO

Adicionar legenda
Matias, o apóstolo "póstumo". 
É assim chamado porque surgiu depois da morte do apóstolo Judas Iscariotes, o traidor, conforme consta do livro dos Atos dos Apóstolos, 1,20-26.
Alguns teólogos se referem à ele como o décimo terceiro apóstolo, pois foi eleito para ocupar o posto de Judas Iscariotes. 
A eleição dos onze apóstolos deu-se dias depois da Ascensão de Jesus e antes da vinda do Espírito Santo e assim foi descrita: "Depois da Ascensão de Jesus, Pedro disse aos demais discípulos: Irmãos, em Judas se cumpriu o que dele se havia anunciado na Sagrada Escritura: Com o preço de sua maldade se comprou um campo. O salmo 109 ordena "Que outro receba seu cargo". 'Convém, então, que elejamos um para o lugar de Judas. E o eleito deve ser dos que estiveram entre nós o tempo todo em que o Senhor conviveu entre nós, desde que foi batizado por João Batista até que ressuscitou e subiu aos céus'". (At 1,21-26). 
As outras informações existentes sobre Matias fazem parte das tradições e dos escritos da época.

sexta-feira, 13 de maio de 2016

NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO DE FÁTIMA

NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO DE FÁTIMA


Nossa Senhora de Fátima (ou Nossa Senhora do Rosário de Fátima) é uma das designações atribuídas à Virgem Maria. 
Apareceu repetidamente a três pastores, tendo a primeira aparição acontecido no dia 13 de maio de 1917. 
Estas aparições continuaram durante seis meses seguidos, sempre no mesmo dia (exceptuando em Agosto). 
A aparição é associada também a Nossa Senhora do Rosário, sendo portanto aceito a combinação dos dois nomes - dando origem a "Nossa Senhora do Rosário de Fátima" - pois, segundo os relatos, "Nossa Senhora do Rosário" teria sido o nome pelo qual a Virgem Maria se haveria identificado, dado que a mensagem que trazia consigo era um pedido de oração, nomeadamente, a oração do Santo Rosário. 
Essas aparições fecham o ciclo de aparições iniciado em Paris, como Nossa Senhora das Graças, sucedida pela aparição em La Salete e Lourdes. Três crianças, Lúcia de Jesus dos Santos (de 10 anos), Francisco Marto (de 9 anos) e Jacianta Marto (de 7 anos), afirmaram ter visto Nossa Senhora no dia 13 de maio de 1917 quando apascentavam um pequeno rebanho na Cova da Iria, freguesia de Aljustrel, pertencente ao conselho de Ourém, Portugal. 
Segundo relatos posteriores aos acontecimentos, por volta do meio dia, depois de rezarem o terço, as crianças teriam visto uma luz brilhante; julgando ser um relâmpago, decidiram ir-se embora, mas, logo depois, outro clarão teria iluminado o espaço. 
Nessa altura, teriam visto, em cima de uma pequena azinheira (onde agora se encontra a Capelinha das Aparições), uma "Senhora mais brilhante que o sol". 
Segundo os testemunhos recolhidos na época, a senhora disse às três crianças que era necessário rezar muito e que aprendessem a ler.