segunda-feira, 14 de novembro de 2011

TODOS OS SANTOS E SANTAS

TODOS OS SANTOS E SANTAS
Todos os Santos - Cor: branca – Leituras: Apo 7,2-4.9-14; Sl 23; 1Jo 3,1-13; Mt 5,1-12a.

“VENHAM BENDITOS DE MEU PAI! RECEBAM COMO HERANÇA O REINO QUE MEU PAI PREPAROU PARA VOCÊS DESDE A CRIAÇÃO DO MUNDO”. (Mt 25,34).

Diácono Milton Restivo

O dia de Todos os Santos deveria ser comemorado, como sempre foi, no primeiro dia de novembro que antigamente também era feriado, mas, como deixou de ser feriado, a Igreja transfere esta comemoração de Todos os Santos para o primeiro domingo do mês de novembro.
O dia de Todos os Santos, como sugere a comemoração, é dedicado a todos os santos e santas existentes; aos santos e santas que conhecemos e aos santos e santas que não conhecemos; aos santos e santas que sabemos o nome e a sua história, e aos santos e santas que não sabemos o nome nem a história de sua vida e que jamais ouvimos falar ou ouviremos falar; aos santos e santas que conviveram conosco e nos anteciparam na casa do Pai e lá estão nos aguardando. Esta data é dedicada a todos os santos e santas que todos conhecem o seu nome e às santas e santos anônimos.
A festa de Todos os Santos é uma das comemorações mais antiga e mais importante do calendário litúrgico; é a festa da família de Deus, da família da Igreja de Jesus Cristo.

31º DOMINGO COMUM - ANO "A"

XXXI DOMINGO COMUM
Ano – A; Cor – Verde; Leituras: Ml 1,14 – 2,1-2.8-10; Sl 130 (131); 1Ts 2,7-9.13; Mt 23,1-12.
“QUEM SE ELEVA SERÁ HUMILHADO, E QUEM SE HUMILHA, SERÁ EXALTADO”. (Mt 23,12).
Diácono Milton Restivo
            Nos santos Evangelhos, de modo especial no Evangelho de Mateus, a figura do fariseu é a antítese de tudo aquilo de bom que Jesus veio trazer à humanidade. O cristianismo nascente deixou transparecer uma imagem marcada e caracterizada pela contradição e dedicação ferrenha no combate aos ensinamentos de Jesus por parte dos fariseus. Os maiores rivais políticos e religiosos dos fariseus foram, durante muito tempo, os saduceus, principalmente devido a postura em favor de Roma por parte dos saduceus. Esta rivalidade, contudo, não os impedia de unirem-se em alguns momentos em que os objetivos faziam-se comuns, principalmente para contradizer e tentar Jesus.

30º DOMINGO DO TEMPO COMUM - ANO "A"

XXX DOMINGO DO TEMPO COMUM
Ano – A; Cor – Verde; Leituras: Ex 22,20-26; Sl 17 (18); 1Ts 1,5-10; Mt 22,34-40.

“MESTRE, QUAL É O MAIOR MANDAMENTO DA LEI?” (Mt 22,36).

Diácono Milton Restivo

No Evangelho as autoridades religiosas judaicas continuam azucrinando o sossego de Jesus. Neste capítulo 22 de Mateus, em primeiro lugar, Jesus fez calar os fariseus quando eles perguntaram se era lícito pagar o imposto a César (cf Mt 11,15-22), fato que vimos no domingo passado. Os saduceus, sabendo que Jesus calara os fariseus, voltam à carga, testando Jesus sobre a ressurreição, considerando que eles, os saduceus, não acreditavam na ressurreição dos mortos (cf Mt 22,23-33), tendo-os, também, calado Jesus. Agora os fariseus voltam à carga: “Os fariseus ouviram dizer que Jesus tinha feito os fariseus se calarem. Então eles se reuniram em grupo, e um deles perguntou a Jesus: ‘Mestre, qual é o maior mandamento da Lei’?” (Mt 22,34-36).

29º DOMINGO DO TEMPO COMUM - ANO "A"

XXIX DOMINGO DO TEMPO COMUM
Ano – A; Cor – Verde; Leituras: Is 45,1.4-6; Sl 95 (96); 1Ts 1,1-5; Mt 22,15-21.

“DAÍ A CESAR O QUE É DE CESAR E A DEUS O QUE É DE DEUS.” (Mt 22,21).

Diácono Milton Restivo

O profeta Isaias, na primeira leitura, fala de um rei estrangeiro e pagão, isto é, que não era judeu nem de nacionalidade e nem de religião. Para agravar a situação, era o rei dominador do povo judeu e o mais poderoso de sua época: Ciro II, mais conhecido como Ciro, o Grande.
Ciro foi rei da Pérsia entre os anos 559 e 530 aC. No ano de 539 aC Ciro conquistou a Babilônia onde estavam cativos o povo judeu. Ciro foi um rei benevolente e, no ano de 537 aC, foi o autor da declaração que autorizava os judeus a regressarem para sua terra de origem, libertando-o do cativeiro e escravidão, conforme narra o livro de Esdras, 1,1-11, onde consta uma versão dos ditos dessa declaração, colocando fim ao exílio babilônico dos judeus, nos seguintes termos: “Ciro, rei da Pérsia,decreta: Yahweh, o Deus do céu, entregou-me todos os reinos do mundo. Ele me encarregou de construir para ele um Templo em Jerusalém, na terra de Judá. Quem de vocês provêm do povo dele? Que o seu Deus esteja com ele. Volte para Jerusalém, na terra de Judá, para reconstruir o Templo de Yahweh, o Deus de Israel. Ele é o Deus que reside em Jerusalém.” (Esd 1,2-3). Isaias, prevendo esse acontecimento, antes que isso se realizasse, enaltece o rei, atribui a Ciro algo que era destinado somente aos reis de Israel e Judá: a unção de Yahweh: e o rei ungido se tornava o pastor do povo de Deus, e Isaias escreve, dizendo: “Assim diz Yahweh a Ciro, o seu ungido...” completando com todas as benesses contidas no livro de Isaias, 45,1-7.

28º DOMINGO DO TEMPO COMUM - ANO "A'

XXVIII DOMINGO DO TEMPO COMUM
Ano – A; Cor – verde; Leituras: Is 25,6-10; Sl 33 (32); Fl 4,12-14.19-20; Mt 22,1-14.

“MUITOS SÃO CHAMADOS, E POUCOS SÃO ESCOLHIDOS”. (Mt 22,14).

Diácono Milton Restivo.
As leituras das liturgias dominicais anteriores falavam da vinha do Senhor.
Depois de três domingos consecutivos falando dos cuidados de Yahweh para com a sua vinha, símbolo do seu povo, a liturgia de hoje convida a todos para o banquete que ele oferece.
A primeira leitura fala do banquete oferecido por Yahweh a todos os povos e, no Evangelho, o Pai convida para o banquete da festa de casamento de seu filho. Não é um casamento que todos estão acostumados a participar. É um casamento importante: o casamento do filho do rei, para o qual o Rei convida todos os povos. De trabalhadores da vinha, de simples operários, o Senhor, torna todos seus convivas, e convida a todos para o banquete do casamento do seu Filho.
Na primeira leitura o profeta Isaias projeta-se para o futuro com uma linguagem apocalíptica e descreve um banquete de raras iguarias que Yahweh promoverá para todos os povos: “Yahweh dos exércitos vai preparar no alto deste monte, para todos os povos do mundo, um banquete de carnes gordas, um banquete de vinhos finos, de carnes suculentas, de vinhos refinados.” (Is 25,6).

27º DOMINGO DO TEMPO COMUM -ANO "A"

XXVII DOMINGO DO TEMPO COMUM
Ano – A; Cor – verde; Leituras: Is 5,1-7; Sl 79 (80); Fl 4,6-9; Mt 21,33-43.

“A PEDRA QUE OS CONSTRUTORES REJEITARAM TORNOU-SE A PEDRA ANGULAR” (Mt 21,42).

Diácono Milton Restivo

Nesta leitura Isaias conta uma parábola apresentando Yahweh como agricultor de uma vinha, o que viria a ser ratificado mais tarde por Jesus, que se identifica como a verdadeira videira, quando disse: “Eu sou a verdadeira videira, e meu Pai é o agricultor.” (Jo 15,1).

26º DOMINGO DO TEMPO COMUM -ANO "A"

XXVI DOMINGO DO TEMPO COMUM
Ano – A; Cor – Verde; Leituras: Ez 18,25-28; Sl 24 (25); Fl 2,1-11; Mt 21,28-32.

“OS COBRADORES DE IMPOSTOS E AS PROSTITUTAS VÃO ENTRAR ANTES QUE VOCÊS NO REINO DOS CÉUS.” (Mt 21,21b).
Diácono Milton Restivo

O profeta Ezequiel, a quem pertence a primeira leitura desta celebração, foi um sacerdote judeu que foi exilado juntamente com uma parte de seu povo para as terras da Babilônia. É um dos profetas que recebeu o mais alto grau de inspiração e procurou transmitir textualmente o que ouviu de Yahweh, e é comum nos seus escritos afirmar: “Assim diz o Senhor Yahweh” (cf Ez 5,8; 7,2.5 e outros), ou “oráculo do Senhor Yahweh” (cf Ez 5,11 e outros). Na leitura de hoje e, estendendo mais um pouco neste mesmo capítulo, dos versículos 20 a 32, Yahweh passa a Ezequiel a responsabilidade pessoal que todos devem ter uns com os outros.
Como podemos observar, já estamos na reta final do fim de mais um ano litúrgico e as leituras citadas para esses últimos domingos possuem uma conotação de chamado ao arrependimento e retorno ao convívio com o Pai, como forma de realização do potencial humano.
A justiça de Deus não se pode separar da sua misericórdia. O arrependimento e a conversão atraem a justiça e a misericórdia de Deus. Se o homem se arrepende, Deus aplica nele muito mais a sua misericórdia do que a justiça; se o homem permanece no pecado está condenado pelas suas próprias atitudes, e ai a justiça de Deus se faz sentir. A respeito disso, assim se expressa Tiago em sua carta: “Falem e ajam como pessoas que vão ser julgadas pela lei da liberdade, porque o julgamento será sem misericórdia para quem não tiver agido com misericórdia. Os misericordiosos não têm motivo de temer o julgamento.” (Tg 2,12-13).

25º DOMINGO DO TEMPO COMUM - ANO "A"

XXV DOMINGO DO TEMPO COMUM
Ano – A; Cor – Verde; Leituras: Is 55,6-9; Sl 144 (145); Fl 1,20-24.27; Mt 20,1-16.
“OS ÚLTIMOS SERÃO OS PRIMEIROS E OS PRIMEIROS OS ÚLTIMOS”. (Mt 20,16).
Diácono Milton Restivo
Já dissemos em outras oportunidades que o profeta Isaias é o mais messiânico de todos os profetas. O capítulo 55 do seu livro transpira a misericórdia e o desejo de Yahweh em fazer uma aliança definitiva com o seu povo (cf Is 55,3b), convocando a todos a se agasalharem sob suas asas amorosas e acolhedoras (cf Is 55,1-2), dizendo que, os que a ele se achegarem e o escutar, viverão (cf Is 55,3a). Isaias é o proclamador da palavra de Yahweh, que diz: “Atenção, todos os que estão com sede, venham buscar água. Venham também os que não tem dinheiro: comprem e comam sem dinheiro e bebam vinho e leite sem pagar.” (Is 55,1). Mais tarde Jesus diria com sua própria boca: “Venham para mim todos vocês que estão cansados de carregar o peso de seu fardo, e eu lhes darei descanso. Carreguem a minha carga e aprendam de mim, porque sou manso e humilde de coração, e vocês encontrarão descanso em suas vidas. Porque a minha carga é suave, e o meu fardo é leve.” (Mt 11,28-30). No Antigo Testamento Yahweh se preocupara com as necessidades do seu povo e, para aqueles que lhe eram fieis, oferecia vida digna e alimento saudável.
A sede é o sentido da necessidade física da água, mas o que ele deixa claro e que está usando, é uma figura de nossa necessidade espiritual: a sede é necessidade da salvação. Isaias está falando da sede de salvação que Yahweh dá gratuitamente a todos aqueles que o procuram enquanto ele se deixa encontrar (cf Is 55,6a). Yahweh faz esse convite apenas para aqueles que têm sede, sede de salvação. Este convite não é feito para aqueles que têm sede, mas sede das coisas do mundo, do dinheiro, da diversão fácil, da fama, do prazer, da ostentação, mas não sede da salvação. No Novo Testamento Jesus se propõe a aliviar a carga de todos aqueles que nele confia. E, em tudo isso está prefigurado o anseio da salvação que Deus, gratuitamente, oferece a todos os que o procuram: “Que o ímpio deixe o seu caminho e o homem maldoso mude os seus projetos. Cada um volte para Yahweh e ele terá compaixão; volte para o nosso Deus, pois ele perdoa com generosidade.” (Is 55,7).

24º DOMINGO DO TEMPO COMUM -ANO "A"

XXIV DOMINGO DO TEMPO COMUM
Ano – A; Cor – verde; Leituras: Eclo 27,33 – 28,9; Sl 102 (103); Rm 14,7-9; Mt 18,21-35.

“NÃO LHE DIGO QUE ATÉ SETE VEZES, NAS ATÉ SETENTA VEZES SETE”.
(Mt 18,22)

Diácono Milton Restivo

O livro do Eclesiástico é assunto da primeira leitura da liturgia deste domingo. O Eclesiástico é um livro riquíssimo em ensinamentos. Boa parte do conteúdo do livro é dedicada a louvar a Deus e incitar à virtude religiosa. Alguns temas contidos neste livro são: bom comportamento, temor de Deus, amizade, respeito aos anciãos, recomendações sobre as mulheres, a riqueza, a pobreza, a doença, a medicina, os deveres de estado. Outro tema mais teológico é o saber: a gloria de Deus.
Com efeito, de entre os livros Sapienciais, é este o mais rico de ensinamentos práticos, apresentados de um modo paternal e persuasivo. Apesar de se lhe chamar também “Sirácide ou Sirácida”, derivado de uma forma alternativa de “Sirac”, os principais manuscritos gregos usam o título de “Sabedoria de Jesus, filho de Sirac” (50,27) ou então, “Sabedoria de Sirac”.
Na Igreja Latina o Eclesiástico  é chamado “Livro da Igreja” porque, na igreja primitiva, era utilizado com frequência para a instrução dos fiéis. Está relacionado entre os livros sapicienciais da Bíblia (como o Eclesiastes, com o qual não se confunde Salmos, Provérbios e outros). Desde os primeiros séculos do Cristianismo o nome mais comum para designar este livro é Eclesiástico (do latim “Ecclesiasticus liber”), o que significa o livro da igreja ou da assembléia. São Cipriano, bispo da Igreja, falecido em 248, parece ter sido o primeiro a usar esse nome, devido ao uso que dele se fazia para os ensinos catequéticos na Igreja antiga. Com efeito, de entre os Livros Sapienciais, é este o mais rico de ensinamentos práticos, como já disse acima, apresentados de um modo paternal e persuasivo. Infelizmente os nossos queridos irmãos que se denominam evangélicos, crentes e ou protestantes, não têm a graça de ter na sua Bíblia este livro, não partilhando, desta forma, da riqueza dos ensinamentos transmitidos por este escrito, como vemos na leitura apresentada deste domingo.

23º DOMINGO DO TEMPO COMUM -ANO "A"

XXIII DOMINGO DO TEMPO COMUM
Ano – A; Cor – verde; Leituras: Ez 33,7-9; Sl 94 (95); Rm 13,8-10; Mt 18,15-20.

“ONDE DOIS OU TRÊS ESTIVEREM REUNIDOS EM MEU NOME, EU ESTAREI NO MEIO DELES”. (Mt 18,20).

Diácono Milton Restivo

As leituras deste domingo nos chamam a atenção para a correção fraterna e sobre a responsabilidade que todos temos que ter uns pelos outros para não permitir que ninguém se afaste do bom caminho. Não somos perfeitos, cometemos faltas e nem sempre somos dignos de nos aproximar da mesa da Palavra ou da mesa da Eucaristia, alimentos que o Pai, generosamente, nos oferece. A maneira que Deus nos indica para corrigir os que erram é através dos próprios cristãos, uns corrigindo aos outros.
Isso já é visto na primeira leitura com o profeta Ezequiel transmitindo a palavra de Yahweh, orientando para que o profeta seja fiel como vigia dos mandamentos do Senhor na casa de Israel. E o que foi dito para Ezequiel, não foi só para ele que tenha sido dito, mas para todos aqueles a quem o Senhor escolheu para seguir o caminho que leva até ele. Yahweh determina a Ezequiel que chame a atenção daquele que está no caminho errado e diz que vai pedir contas a Ezequiel se ele for omisso a esse respeito: “Se eu disser ao ímpio que ele vai morrer, e você não lhe falar, advertindo-o a respeito de sua conduta, o ímpio vai morrer por sua própria culpa, mas eu pedirei a você contas da sua morte”. (Ez 33,8).
Os antigos gregos se inspiraram num provérbio, que ficou conhecido assim: “Três tipos de pessoas pagarão caro perante o Tribunal do Altíssimo: os que não sabem e não perguntam; os que sabem e não ensinam; e os que ensinam e não praticam”.

22º DOMINGO DO TEMPO COMUM - ANO "A"

XXII DOMINGO DO TEMPO COMUM
Ano – A; Cor – verde; Leituras: Jr 20,7-9; Sl 62 (63); Rm 12,1-2; Mt 16,21-27.
“SE ALGUÉM QUER ME SEGUIR, RENUNCIE A SI MESMO, TOME A SUA CRUZ E ME SIGA”. (Mt 16,24).
Diácono Milton Restivo
O profeta Jeremias é o escritor sagrado da primeira leitura deste domingo. Jeremias e Oséias foram os dois profetas mais radicais do Antigo Testamento, pois foram os que mais perto chegaram de uma compreensão profunda das causas da opressão que o povo de Israel vivia naquele tempo e a maneira como o povo se afastava de Yahweh, muitas vezes induzido pelas autoridades civis, militares e religiosas. Como Oséias e Miquéias, Jeremias pertencia ao mundo camponês e ele aproveita muito disso para transmitir a sua mensagem com conotações das coisas do campo.
O significado do nome Jeremias é incerto; podemos citar as seguintes: “Yahweh exalta”, “Yahweh é sublime” ou “Yahweh abre (faz nascer)”. O nome Jeremias era bastante comum nos tempos bíblicos. São conhecidos nove personagens, mais ou menos importantes, com este nome. 
O chamamento de Jeremias por parte de Yahweh é um dos mais belos das Sagradas Escrituras, e ele mesmo narra assim esse fato: “Recebi a palavra de Yahweh que me dizia: ‘Antes de formar você no ventre de sua mãe, eu o conheci; antes que você fosse dado à luz, eu o consagrei para eu fazer profeta das nações.” Jeremias demonstra-se surpreso e tenta se esquivar desse chamamento: “Mas eu respondi: “Ah, Senhor Yahweh, eu não sei falar, porque sou jovem.” Yahweh o tranquiliza e mantém o seu chamamento: “Yahweh, porém, me disse: ‘Não diga ‘sou jovem’, porque você irá para aqueles a quem eu mandar e anunciará aquilo que eu lhe ordenar. Não tenha medo deles, pois eu estou com você para protegê-lo’. Então Yahweh estendeu a mão, tocou em minha boca e me disse: ‘Veja: estou colocando a minhas palavras em sua boca. Hoje estabeleço você sobre as nações e reinos, para arrancar e arrasar, para demolir e destruir, para construir e plantar’.” (Jr 1,4-10). A leitura de hoje nos apresenta o profeta Jeremias cansado, desiludido. Mas, por que?

FESTA DA ASSUNÇÃO DE NOSSA SENHORA

FESTA DA ASSUNÇÃO DE NOSSA SENHORA
Missa da Vigília - Leituras: 1Cro 15,3-4.15-16; Salmo 131 (132); 1Cor 15,54-57; Lc 11,27-28.
Missa do dia – Ap 11,19; 12,1.3-6.10; Salmo 44 (45); 1Cor 15,20-27; Lc 1,39-57.

“A MINHA ALMA ENGRANDECE AO SENHOR, E O MEU ESPÍRITO SE ALEGRA EM DEUS, MEU SALVADOR.” (Lc 1,46).

Diácono Milton Restivo

“Eu era pequeno, nem me lembro, só lembro que a noite, aos pés da cama, juntava as mãozinhas e rezava apressado, mas rezava como alguém que ama...” Essa música, do Padre Zézinho, “Maria da minha infância”, retrata bem como foi o nosso relacionamento com Maria na nossa infância e adolescência, e como está sendo o nosso relacionamento com Maria ainda hoje.
Com fé, amor e devoção, quando éramos crianças juntávamos nossas mãos em oração e rezávamos, inocentemente, a prece da Ave Maria, repetindo palavras que nem sabíamos direito os seus significados, mas, com que confiança que rezávamos. Que segurança sentíamos quando nos dirigíamos a Maria, repetindo as palavras de nossa mãe ou avó, aquela oração que fazia e faz de Maria a mais cheia de graça, a mais pura entre as mulheres. Mas isso, quando éramos pequenos. Quando éramos crianças. Que confiança as crianças tem na mãezinha do céu.  
Desde crianças aprendemos amar Maria. Desde pequenos aprendemos que Maria é a mãe de Deus e a nossa querida Mãe do céu.   E, como crianças, aceitamos com honestidade e boa vontade amar Maria, aceitamos passivamente Maria como nossa boa Mãe do céu, porque é a nossa mãe da terra que assim nos ensinou. Com certeza, a primeira oração que aprendemos, ainda no colo de nossa mãe, foi a oração da Ave Maria. Podemos não conhecer nenhuma outra oração, mas, a oração da Ave Maria isso a sabemos de cor e salteado porque a aprendemos bem pequeninos e muitas vezes no colo de nossa mãe que segurava as nossas mãozinhas juntas em atitude de oração, simbolizando o respeito e amor que deveríamos ter por essa boa Mãe do Céu.

20º DOMINGO DO TEMPO COMUM - ANO "A"

XX DOMINGO DO TEMPO COMUM
Ano – A; Cor – verde. Leituras: Is 56,1.6-7; Sl 66 (67); Rm 11,13-15.29-32; Mt 15,21-28.

“SENHOR, FILHO DE DAVI, TEM PIEDADE DE MIM”. (Mt 15,22).

Diácono Milton Restivo

É interessante como Deus usa os meios para chegar a todos os povos, a todas as gentes, a todas as pessoas. Os israelitas julgavam-se salvos e, por isso, poderiam ignorar o que Jesus lhes dizia, simplesmente por se dizerem filhos de Abraão, descendentes de Abraão: “Nós somos descendentes de Abraão, e nunca fomos escravos de ninguém. Como podes dizer: ‘vocês ficarão livres’? [...] Nosso pai é Abraão.” (Jo 8,33.39a).
Abraão era considerado o pai biológico dos judeus, os quais podiam traçar sua linhagem genealógica até a paternidade do patriarca. Isto era orgulho para eles e que eles julgavam a única coisa necessária para serem salvos e superiores aos demais povos aos olhos de Yahweh. Os judeus apenas se vangloriavam de ser filhos de Abraão, mas não imitavam as suas virtudes e, por isso, Jesus lhes chama a atenção: “Se vocês são filhos de Abraão, façam as obras de Abraão. Agora, porém, vocês querem me matar, e o que eu fiz foi dizer a verdade que ouvi junto de Deus.  Isso Abraão nunca fez.” (Jo 8,39b-40). João Batista já tinha alertado as autoridades religiosas dos judeus antes de Jesus, quando lhes chamara a atenção: “Não pensem que basta dizer: ‘Abraão é nosso pai’. Porque eu lhes digo: até destas pedras Deus pode fazer nascer filhos de Abraão.” (Mt 3,9).
Mais tarde Paulo contestaria essa atitude nacionalista e separatista dos judeus: “De fato, vocês todos são filhos de Deus pela fé em Jesus Cristo, pois todos vocês que foram batizados em Cristo, se revestiram de Cristo. Não há mais diferença entre judeu e grego, entre escravo e homem livre, entre homem e mulher, pois todos vocês são um só em Jesus Cristo. E se vocês pertencem a Cristo, então vocês são de fato a descendência de Abraão e herdeiros conforme a promessa.” (Gl 3,26-29).

19º DOMINGO DO TEMPO COMUM - ANO "A"

XIX DOMINGO DO TEMPO COMUM
Ano – A; Cor – verde; Leituras: 1Rs 19,9.11-13; Sl 84 (85); Rm 9,1-5; Mt 14,22-23.

“CORAGEM, SOU EU, NÃO TENHAM MEDO.” (Mt 14,27).

Diácono Milton Restivo

Na nossa vida, às vezes, parece que estamos num mar de rosas; tudo é realização, tudo é maravilhoso, tudo dá certo, tudo vai bem como sempre desejaríamos que fosse, mas no nosso cancioneiro de música popular existe uma música com o verso seguinte: “Tristeza não tem fim, felicidade sim...” e, bem por isso, de repente, como num estalar de dedos, parece tudo ao contrário: sentimos-nos mergulhados numa depressão, numa tristeza, numa angustia que parece não ter fim; dá-nos a impressão que estamos caminhando sobre as águas e sentimos que, num relance, nos falta a força, coragem, confiança, apoio e estamos sozinhos, dando-nos a sensação que vamos submergir, sem chances de nos afirmarmos ou ter alguém que nos socorra.
Quantas vezes nos falta confiança em tudo e em todos; dá-nos a impressão que ninguém, mas ninguém mesmo, nos compreende e que todos nos viraram as costas, deixando-nos entregues à nossa própria sorte. Nessas condições, nos desesperamos, deixamos de acreditar em tudo e em todos e, nessa descrença, chegamos ao cúmulo de perguntar: “Onde está Deus?”. Isso aconteceu com o profeta Elias, como vemos na primeira leitura e com os discípulos de Jesus, como vemos no Evangelho e, finalmente, com Pedro, que não acreditou no poder de Jesus e começou a afundar enquanto caminhava sobre as águas do mar.

18º DOMINGO DO TEMPO COMUM - ANO "A"

XVIII DOMINGO DO TEMPO COMUM
Ano - A; Cor – Verde; Leituras: Is 55,1-3; Sl 144 (145); Rm 8,35.37-39; Mt 14,13-21.

“ELES NÃO PRECISAM IR EMBORA. VOCÊS É QUE TÊM DE LHES DAR DE COMER.” (Mt 14,16).

Diácono Milton Restivo

O profeta Isaias é o mais messiânico de todos os profetas. Nos seus escritos encontramos a projeção do Messias prometido desde o início dos tempos e, para provar isso, os Evangelistas o citam por várias vezes e em muitas ocasiões e o próprio Jesus usa e repete muitas citações desse profeta.
Na primeira leitura, extraída do livro do profeta Isaias, temos uma citação que Jesus a repetiria mais tarde, enquadrando-a objetivamente na sua mensagem. Escreveu Isaias tentando confortar o povo israelita que ainda estava no exílio, colocando na boca de Yahweh um apelo ao povo que se convertesse enquanto houvesse tempo, convidando-o a participar dos bens da Nova Aliança: “Atenção! Todos os que estão com sede, venham buscar água. Venham também os que não têm dinheiro: comprem e comam sem dinheiro e bebam vinho e leite sem pagar. [...] Dêem ouvidos a mim, venham para mim, me escutem, que vocês viverão. Farei com vocês uma aliança definitiva, serei fiel à minha amizade com Davi. [...] Procurem Yahweh enquanto ele se deixa encontrar.” (Is 55,1.3.6).
Mais tarde Jesus faria um apelo idêntico a todos aqueles que, no seu tempo, estavam subjugados pelo peso, fardo e observâncias farisaicas da lei de Moisés impostos ao povo pelas autoridades religiosas judaicas, e que hoje é dirigido a todos que estão submetidos ao peso e fardo e observâncias hipócritas do mundo e da sociedade de hoje: “Venham para mim todos vocês que estão cansados de carregar o peso de seu fardo, e eu lhes darei descanso. Carreguem a minha carga e aprendam de mim, porque sou manso e humilde de coração, e vocês encontrarão descanso para suas vidas. Porque a minha carga é suave e o meu fardo é leve”. (Mt 11,28-30). 
No Salmo a liturgia destaca o amor e misericórdia de Yahweh: “Iahweh é piedade e compaixão, lento para a cólera e cheio de amor. Iahweh é bom para todos, compassivo com todas as suas obras. [...] Yahweh é fiel às suas palavras, amoroso em todas as suas obras. Yahweh apara os que caem, e endireita todos os encurvados.” (Sl 145 (144), 8.13-14).

17º DOMINGO DO TEMPO COMUM - ANO "A"

XVII DOMINGO DO TEMPO COMUM
Ano – A; Cor – Verde; Leituras: 1Rs 3,5.7-12; Sl 118 (119);  Rm 8,28-30; Mt 13,44-52.

“ENSINA-ME A OUVIR, PARA QUE EU SAIBA GOVERNAR O TEU POVO E DISCERNIR ENTRE O BEM E O MAL.” (1Rs 3,9).

Diácono Milton Restivo

Neste domingo encerra-se o capítulo 13 do Evangelho de Mateus, que foi lido todo durante três domingos seguidos, e que narra as parábolas do Reino. Nos dois domingos anteriores meditamos esse capítulo e é claro que, por mais que se fale sobre ele, jamais esgotaremos o assunto. Mas, a primeira leitura deste domingo traz um personagem que merece destaque: o rei Salomão. Vamos conhecê-lo melhor, abordando o início do seu reinado que foi longo como o de seu pai Davi: “O tempo que Salomão reinou em Jerusalém sobre todo Israel, foi de quarenta anos.” (1Rs 11,42).
Nas Sagradas Escrituras, Antigo Testamento, é narrada a história do pai de Salomão, o rei Davi, conhecido como rei salmista e profeta. O rei Davi foi escolhido por Yahweh para reinar sobre o povo de Israel (Sm 16,1-13), e foi o rei Davi quem escreveu a maior parte dos salmos contidos nas Sagradas Escrituras. Davi foi um rei muito querido e amado por todo o povo de Israel e morreu já em idade avançada depois de haver reinado por quarenta anos sobre Israel: “Davi repousou com seus antepassados e foi enterrado na cidade de Davi. Davi foi rei em Israel durante quarenta anos; reinou sete anos em Hebron, e trinta e três anos em Jerusalém.” (1Rs 2,10-11).

16º DOMINGO DO TEMPO COMUM - ANO "A"

XVI DOMINGO DO TEMPO COMUM
Ano – A; Cor – Verde; Leituras: Sb 12,13.16-19; Sl 85 (86); Rm 8,26-27; Mt 13,24-43.

“JESUS CONTOU OUTRA PARÁBOLA À MULTIDÃO...”. (Mt 13,30c).

Diácono Milton Restivo

O Evangelho deste domingo é a continuação do Evangelho do domingo passado: o capítulo 13 de Mateus, onde Jesus narra as chamadas “parábolas do Reino”.
Parábolas são ensinamentos paralelos a uma lição principal. Parábolas são histórias do cotidiano com uma aplicação espiritual. Pará­bola é uma nar­ra­ção, geral­mente curta, para ensi­nar uma ver­dade moral ou espiritual, atra­vés de com­pa­ra­ção com a vida real.
As parábolas de Jesus tratavam de agricultura, culinária, comércio, pesca, profissão, costumes, tradições, etc. Quando Jesus queria ensinar uma lição básica, usava um ensinamento paralelo tomando figuras, quadros, idéias, maneiras de pensar do povo para que, a partir daquilo que o povo conhecia, Jesus pudesse ensinar a verdade que queria fixar na mente das pessoas. Mateus apre­senta, no capí­tulo 13 do seu Evangelho, sete parábolas, chamadas de “as parábolas do Reino” para ensi­nar sobre o desen­vol­vi­mento gra­dual do reino de Deus. É por isso que no último ano do seu ministério, encontramos muitas parábolas.
Anteriormente, no sermão da montanha, em Mateus dos capítulos de 5 a 7, Jesus procurou dizer e ensinar as coisas de maneira clara, sem rodeios, mas como os inimigos, os pretensos donos da lei e da religião, se uniram e tentavam encontrar erros em tudo o que ele dizia, Jesus passou a trabalhar com sabedoria e prudência. Por isso, começou a usar as parábolas, dizendo, quando inquirido a respeito disso pelos discípulos: “Porque a vocês foi dado conhecer os mistérios do Reino do Céu, mas a eles não. Pois a quem tem, será dado em abundância; mas daquele que não tem, será tirado até o pouco que tem. É por isso que eu uso parábolas para falar com eles: assim eles olham e não vêem, ouvem e não escutam nem compreendem. [...] Porque o coração deste povo se tornou insensível. Eles são duros de ouvido e fecharam os olhos, para não ver com os olhos, e não ouvir com os ouvidos, não compreender com o coração e não se converter. Assim eles não podem ser curados.” (Mt 13,11-13.15).

15º DOMINGO DO TEMPO COMUM - ANO "A"

XV DOMINGO DO TEMPO COMUM
Ano – A; Cor – verde; Leituras: Is 55,10-11; Sl 64 (65); Rm 8,18-23; Mt 13,1-23.

“A SEMENTE QUE CAIU EM BOA TERRA É AQUELE QUE OUVE A PALAVRA E A COMPREENDE. ESTE PRODUZ FRUTO.” (Mt 13,23)

Diácono Milton Restivo

O Evangelho de Mateus mostra, a partir da parábola do semeador, a segunda parte do ministério de Jesus. Na primeira parte Jesus se apresentou ao povo como o Messias e, no sermão da montanha, que abrange os capítulos de 5 a 7 de Mateus, faz uma comparação da Lei de Moisés com aquilo que o Messias esperava de seus seguidores, onde Jesus repete por várias vezes, após citar uma determinação da Lei de Moisés: “Vocês ouviram o que foi dito aos antigos... eu, porém, lhes digo...” (Mt 5,21.27.33.38.43). Depois Jesus escolhe os doze apóstolos (Mt 10, 1-5), enviando-os para anunciar a todos os judeus que “O Reino do Céu está próximo”. (Mt 10,5-15).
No capítulo 13 do Evangelho de Mateus Jesus dá início ao chamado discurso das parábolas do mistério e, somente neste capítulo Jesus conta sete parábolas, tendo explicado algumas. As parábolas contadas por Jesus neste capítulo, são: do semeador (Mt 13,4-23); do trigo e do joio (Mt 13,24-30); do grão de mostarda (Mt 13,31-32); do fermento (Mt 13,33-35); do tesouro escondido (Mt 13,44); das pérolas (Mt 13,45-46) e da rede (Mt 13,47-50). Neste domingo o Evangelho apresentado é o da parábola do semeador; nos domingos subsequentes serão apresentadas as demais parábolas constantes deste capítulo.

SÃO PEDRO E SÃO PAULO

FESTA DE SÃO PEDRO E SÃO PAULO
Ano – A; Cor – Vermelho; Leituras: At 3,1-10; Sl 18a (19); Gl 1,11-20; Jo 21,15-19.

“TU ÉS PEDRO, E SOBRE ESTA PEDRA EDIFICAREI A MINHA IGREJA.” (Mt 19,18).

Diácono Milton Restivo

O dia comemorativo de São Pedro é 29 de junho, enquadrado que é nas festas juninas, mas por ser uma festa de suma importância para a Igreja, comemora-se litúrgica e festivamente no primeiro domingo que o precede. Considerando que a tradição atesta que Pedro e Paulo, as colunas mestras da Igreja de Jesus Cristo foram martirizados no mesmo dia, então a Igreja festeja a memória dos dois Apóstolos no mesmo dia.
Além daquilo que é citado nos Evangelhos e nos Atos dos Apóstolos pouco se sabe sobre a vida de Pedro e dos demais Apóstolos. O livro dos Atos dos Apóstolos só narra a morte de Tiago, filho de Zebedeu no ano 44: “Nesse tempo, o rei Herodes começou a perseguir alguns membros da Igreja, e mandou matar à espada Tiago, irmão de João.” (At 12,1).
As informações, fora das Sagradas Escrituras, acerca dos apóstolos, são abundantes, e nem sempre meritórias de crédito. Temos que considerar que quando um escritor se propõe a escrever sobre um personagem, no caso um santo, o autor sempre carrega nas cores, fazendo com que os seus escritos sejam admirados pelas ações do personagem que ele focaliza, admira e, possivelmente, de quem é devoto, e a história sempre é uma escolha inspirada por uma ideologia ou crença ou uma devoção. Por isso, quando falamos dos Apóstolos, não podemos sair da revelação, que é a própria Sagrada Escritura, e sempre levando em consideração a tradição dos primeiros padres (pais) da Igreja, como Clemente de Roma em sua Epístola aos Coríntios (escrita cerca de 95-97 dC), que fala sobre a morte de Pedro.
Pedro apaixonado, mas em quem não era seguro confiar, Jesus o transformou em um forte apoio na pregação do Evangelho. O caráter impulsivo e emocional de Pedro faz dele um estudo interessante. Pedro era um discípulo cujo coração estava no lugar certo, mas que cometia muitos erros. A história de Pedro nos ajuda a entender, principalmente, o papel das emoções na vida cristã.

13º DOMINGO DO TEMPO COMUM - ANO "A"

XIII DOMINGO DO TEMPO COMUM
Ano – A; Cor – Verde; Leituras: 2Rs 4,8-11.14-16; Sl 88 (89); Rm 6,3-4.8-11; Mt 10,37-42.

“QUEM NÃO TOMA A SUA CRUZ E NÃO ME SEGUE, NÃO É DIGNO DE MIM” (Mt 10,38).

Diácono Milton Restivo

Passados o Tempo da Quaresma, o Tempo Pascal e a festa da solenidade da Santíssima Trindade, estamos de volta ao Tempo Comum e, por estarmos no Ano Litúrgico “A”, retornamos ao Evangelho segundo Mateus.
A primeira leitura desta liturgia fala de um profeta muito importante, mas totalmente desconhecido pela grande maioria dos cristãos: o profeta Eliseu. O nome “Eliseu” quer dizer “Deus é a salvação”. Eliseu foi discípulo e sucessor do grande profeta Elias. Yahweh designou Eliseu como sucessor de Elias quando estava arando a terra com uma junta de bois. Elias jogou sobre os ombros de Eliseu o seu manto e, imediatamente “Eliseu deixou os bois, correu atrás de Elias, e disse: ‘Deixe-me dizer adeus aos meus pais. Depois eu seguirei você’. Elias respondeu: ‘Vá, mas volte logo’. (1Rs 19,19-20). Nas narrativas da vida de Eliseu nas Sagradas Escrituras encontra-se uma série de acontecimentos sobrenaturais que marca a carreira de seu ministério. Os milagres de Eliseu ocorreram num momento em que a religião de Yahweh estava enfrentando uma afronta da parte do povo que adoravam ao deus Baal, e os reis de Israel se entregaram a essa adoração.
Da mesma forma que os milagres de Elias, Eliseu foi concebido para demonstrar a autoridade do profeta e de apresentar ao povo o Deus vivo, combatendo os falsos deuses. Eliseu superou em muito o profeta Elias no número e no caráter extraordinário de seus milagres, mas a personalidade e a influência religiosa de Elias é que ficaram marcadas na história do povo judeu e, bem por isso, Elias é mencionado trinta vezes no Novo Testamento, enquanto que Eliseu apenas uma.