segunda-feira, 9 de junho de 2014

IRMÃ DOROTHY STANG – MÁRTIR DA AMAZÔNIA

IRMÃ DOROTHY STANG – MÁRTIR DA AMAZÔNIA


Já se completaram nove anos e quatro meses do assassinato da missionária norte americana Dorothy Stang, que defendia o uso sustentável da terra em Anapu, no sudoeste do Pará.
Dorothy Mae Stang, conhecida como Irmã Dorothy, nascida em Dayton, Estados Unidos, no dia 07 de junho de 1931 e assassinada na cidade de Anapu, Estado do Pará, em 12 de fevereiro de 2005 foi uma religiosa norte-americana naturalizada brasileira.
Pertencia à Congregação das Irmãs de Nossa Senhora de Namur, congregação religiosa fundada em 1804 por Santa Julie Billiart (1751-1816) e Françoise Blin de Bourdon (1756-1838).
Esta congregação católica internacional reúne mais de duas mil mulheres que realizam trabalho pastoral nos cinco continentes.

Biografia
Ingressou na vida religiosa em 1950, emitiu seus votos perpétuos – pobreza, castidade e obediência – em 1956. De 1951 a 1966 foi professora em escolas da congregação: St. Victor School (Calumet City, Illinois), St. Alexander School (Villa Park, Ilinois) e Most Holy Trinity School (Phoenix, Arizona).

domingo, 8 de junho de 2014

PENTECOSTES - O DOM DAS LÍNGUAS

O DOM DAS LÍNGUAS

SÃO PAULO DÁ AS REGRAS PARA O EXERCÍCIO DOS DONS DA LÍNGUA NA PRIMEIRA CARTA AOS CORÍNTIOS, 14,26-40 PARA O QUE CHAMAMOS DE “O EXERCÍCIO PARA O DOM DAS LÍNGUAS”:


O DOM DA LÍNGUA DEVE SER USADO DESDE QUE SEJA PARA EDIFICAÇÃO DA COMUNIDADE
Ø  “Que fazer, então, irmãos? Quando vocês estão reunidos, cada um pode entoar um canto, dar um ensinamento ou revelação, falar em línguas ou interpretá-las. Mas que tudo seja para edificação.” (1Cor 14,26). Este é o princípio regulador de todos os dons em geral.
Eles devem servir para edificar os outros. Se assim não for, o dom, qualquer que seja, é ineficaz.

O DOM DA LÍNGUA NÃO DEVE SER USADO POR MAIS DO QUE TRÊS PESSOAS NUM MESMO CULTO
Ø  “Se existe alguém que fale em línguas, falem dois ou no máximo três, um após o outro.” (1Cor 14,27).
Numa mesma reunião “dois, ou no máximo três” indica que ter três diferentes pessoas falando em línguas em um mesmo culto seria contrariar os ensinamentos de Paulo. Congregações inteiras falando, cantando ou orando em línguas é especificamente proibido aqui.

sábado, 7 de junho de 2014

PENTECOSTES – A VINDA DO ESPÍRITO SANTO

PENTECOSTES – A VINDA DO ESPÍRITO SANTO
Ano – A; Cor – Vermelho; Leituras: At 2,1-11; Sl 103 (104); 1Cor 12,3-7.12-13; Jo 20,19-23.

“E CADA UM DE NÓS, EM SUA PRÓPRIA LÍNGUA OS OUVE ANUNCIAR AS MARAVILHAS DE DEUS”. (At 2,11).


Diácono Milton Restivo.

Com o Domingo de Pentecostes encerramos o Tempo Pascal. Quando falamos Pentecostes, obviamente no sentido cristão, vem-nos à mente a vinda do Espírito Santo fortalecendo e dando coragem à igreja nascente, representada pelos Apóstolos e Maria, a mãe de Jesus.
Vale esclarecer que o Espírito Santo manifestou-se no dia de uma festa milenar dos judeus, que era de grande alegria para os judeus, comemorada com vários nomes: Festa da Colheita, pois os judeus comemoravam o sucesso de uma grande colheita, “a festa dos primeiros frutos de seus trabalhos de semeadura nos campos” (Ex 23,16).
Os primeiros frutos ou grãos colhidos eram oferecidos a Yahweh, no Templo de Jerusalém.
Também chamada de festa das Semanas, que era a festa de sete semanas e que tinha o seu início exatamente cinquenta dias depois da Páscoa dos judeus com a colheita da cevada, e o encerramento acontecia com a colheita do trigo: “Conte sete semanas. A partir do momento em que você começar a ceifar as espigas, conte sete semanas. Celebre então a festa das semanas em honra de Yahweh seu Deus.” (Dt 16,9-10a).
Também era chamada de festa das Primícias dos Frutos, ou somente das Primícias por ser uma entrega de uma oferta voluntária a Deus dos primeiros frutos da terra colhidos naquela colheita: “No dia dos primeiros frutos, quando vocês oferecerem a Yahweh uma oblação de frutos novos na festa das Semanas, façam uma assembléia santa e não realizem nenhum trabalho.” (Nm 28,26). Como vemos, Pentecostes era uma festa antiga do antigo calendário bíblico judeu regida pela Lei mosaica (Ex 23,14-17; 34,18-23).

sexta-feira, 6 de junho de 2014

VENHAM A MIM TODOS VOCÊS QUE ESTÃO CANSADOS

VENHAM A MIM TODOS VOCÊS QUE ESTÃO CANSADOS


“Então levantou-se uma grande tormenta de vento, e as ondas lançavam-se sobre a barca, de sorte que ela se enchia. Jesus estava dormindo na popa, sobre um travesseiro; então eles acordaram-no e disseram-lhe: Mestre, não te dá que pereçamos? Ele levantando-se, ameaçou o vento e disse para o mar: Cala-te, emudece. O vento amainou e seguiu-se uma grande bonança” (Mc 4,37-39).
Assim é a nossa vida.  Nossa vida às vezes é calma como a brisa que sopra fresca pela manhã; é tranquila como as pequenas ondas refrescantes de um lago sereno que mansamente se desfazem na praia. Quando a nossa vida está assim tudo é normal, nem nos lembramos do Senhor Jesus, não o invocamos, não conversamos com ele e, por isso, o Senhor Jesus dorme tranquilo no fundo do nosso barco, descansa no vai-e-vem de nossa vida, embalado pela nossa frieza e pelo nosso  pouco caso às coisas do alto. Afinal das contas, se a nossa vida está tranquila como um mar sereno, porque haveríamos de precisar do Senhor Jesus? 

quinta-feira, 5 de junho de 2014

QUE É ESTE QUE ATÉ O VENTO E O MAR LHE OBEDECEM?

QUE É ESTE QUE ATÉ O VENTO E O MAR LHE OBEDECEM?


No seu Evangelho, Marcos narra um episódio que nos mostra como o Senhor Jesus jamais nos desampara em qualquer momento difícil de nossa vida: “Naquele mesmo dia, já sobre a tarde, Jesus disse-lhes: Passemos ao outro lado. E, despedindo o povo, o levaram consigo. Outras embarcações o seguiram. Então levantou-se uma grande tormenta de vento, e as ondas lançavam-se sobre a barca, de sorte que ela se enchia. Jesus estava dormindo na popa, sobre um travesseiro; então eles acordaram-no e disseram-lhe: Mestre, não te dá que pereçamos? Ele levantando-se, ameaçou o vento e disse para o mar: Cala-te, emudece. O vento amainou e seguiu-se uma grande bonança. E disse-lhes: Porque sois tão tímidos? Ainda não tendes fé? Ficaram cheios de grande temor e diziam uns para os outros: Quem será este, que até o vento e o mar lhe obedecem?” (Mc 4,35-40).   
Naquele dia, após uma jornada cansativa de ensinamentos, caminhadas, discussões com os incrédulos e de corações duros, deixando a multidão na margem do lago, Jesus entra no barco e ordena aos seus discípulos: “Passemos ao outro lado.” (Mc 4,35).

quarta-feira, 4 de junho de 2014

“TENHAM CONFIANÇA, SOU EU, NÃO TENHAM MEDO.”

“TENHAM CONFIANÇA, SOU EU, NÃO TENHAM MEDO.”


Na nossa vida, às vezes, parece que estamos num mar de rosas; tudo é realização, tudo é maravilhoso, tudo dá certo, tudo vai bem como sempre desejaríamos que fosse, mas,  no nosso cancioneiro de música popular existe uma música com o verso seguinte: “Tristeza não tem fim, felicidade sim...” , e, bem por isso, de repente, como num estalar de dedos, parece tudo ao contrário; nos sentimos mergulhados  numa depressão, numa tristeza, numa angustia que parece não ter fim; dá-nos a impressão que estamos caminhando sobre as águas e sentimos que, num relance, nos falta a força, coragem, confiança, apoio e... estamos sozinhos, dando-nos a sensação que vamos submergir, sem chances de nos afirmarmos ou ter alguém que nos socorra.
Quantas vezes nos falta confiança em tudo e em todos; dá-nos a impressão que ninguém, mas ninguém mesmo nos compreende e que todos nos viraram as costas, deixando-nos entregues à nossa própria sorte.   E, nessas condições, nos desesperamos, deixamos de acreditar em tudo e em todos e, nessa descrença, chegamos ao cúmulo de perguntar: “Onde está Deus???”

terça-feira, 3 de junho de 2014

A CADA DIA BASTA O SEU CUIDADO

A CADA DIA BASTA O SEU CUIDADO


Como todos vemos diferentemente as verdades que Jesus Cristo nos transmitiu. 
Quando o Senhor Deus criou o homem viu que tudo o que havia feito era bom: “E Deus viu todas as coisas que havia feito, eram muito boas.” (Gn 1,31). E entregou tudo nas mãos dos homens. Mas o pecado entrou no coração do homem  e tudo o que o Senhor Deus havia feito de bom foi pervertido; o que deveria ser de todos ficou sob o domínio de poucos. E o pecado tentou modificar a imagem de Deus.   
De Pai, que é e sempre foi, o pecado tentou e tenta mostrá-lo aos homens como sendo um Deus tirano, castigador, fiscalizador e punitivo. O Senhor Jesus vem para restabelecer a imagem de Deus Pai, para reimplantar entre os homens o reino fundado por Deus e bagunçado pelos homens.

segunda-feira, 2 de junho de 2014

“OLHAI AS AVES DO CÉU...”

“OLHAI  AS   AVES  DO  CÉU...”


            Não pode existir coisa mais bela, mais calma, mais tranquila e reconfortante do que um passeio pelos campos, pelos vales, pelas margens de rios e represas onde tudo nos fala de Deus e faz com que sintamos a sua presença.
            Ouvir o canto dos pássaros, o ruído dos grilos, o coaxar dos sapos e rãs nas lagoas,  o ciciar das folhas ao mais leve toque do vento; ver o esvoaçar dos insetos e o vôo tranquilo dos pássaros e contemplar a variedade das flores, árvores  e plantas.
            Não pode existir coisa mais reconfortante do que contemplar as águas do riacho correrem límpidas e frias entre pedras e juncos à busca do seu verdadeiro destino.
            Passaríamos horas e horas observando pássaros de todos os tipos, tamanhos  e cores da mais deslumbrante beleza esvoaçando de árvore em árvore, de galho em galho, buscando seus alimentos, cuidando de seus filhotes.                        
As formigas, ordeiras e disciplinadas, indo e voltando em fila indiana por entre matos, gravetos secos e gramas, num trabalho interminável, sem cansaço e sem descanso.  
E nenhuma dessas criaturas silvestres se preocupa com o que vai comer ou com o que vai se vestir; não se preocupa com o daqui-à-pouco,  e com o dia de amanhã.
“Olhai as aves do céu, que não semeiam , nem ceifam, nem fazem provisões nos celeiros, e contudo vosso Pai Celeste as sustenta.” (Mt 6,26).

domingo, 1 de junho de 2014

ASCENSÃO DE JESUS

ASCENSÃO DO SENHOR
Ano – A; Cor – Branco; Leituras: At 1,1-11; Sl 46 (47); Ef 1,17-23; Mt 28,16-20.

“EU ESTAREI COM VOCÊS TODOS OS DIAS, ATÉ O FIM DO MUNDO”. (Mt 28,20).


Diácono Milton Restivo

Ainda dentro do Tempo Pascal a Igreja comemora a Ascensão do Senhor Jesus aos céus.
A primeira leitura é extraída do livro dos Atos dos Apóstolos, aliás, o seu início.
Atribui-se a autoria dos Atos dos Apóstolos a Lucas, discípulo de Paulo e médico, como disse o próprio Paulo: “Lucas, o amado médico” (Cl 4,14).
As únicas referências, nas Sagradas Escrituras que temos de Lucas, constam das cartas de Paulo: “Lucas, o amado médico” (Cl 4,14); “colaborador” (Fm 1,24); “Somente Lucas está comigo” (2Tm 4,11).
Também é atribuído a Lucas o terceiro Evangelho sinótico, onde o Evangelista deixa claro que, em Jesus, Deus visitou o seu povo, quando Jesus chora sobre Jerusalém: “Eles esmagarão você e seus filhos, e não deixarão em você pedra sobre pedra. Porque você não reconheceu o tempo em que Deus veio visitá-la.” (Lc 19,44).
Os Atos dos Apóstolos retratam o início da história da Igreja e a Era Apostólica.

sábado, 31 de maio de 2014

VISITA DE MARIA A ISABEL

VISITA DE MARIA A ISABEL


O Anjo Gabriel visitou Maria em sua casinha de Nazaré e lhe na anunciou que seria a mãe do Filho de Deus, tendo Maria aceitado, se colocando inteiramente nas mãos do Senhor, dizendo: “Eis aqui a Escrava do Senhor, faça-se em mim segundo a sua palavra.”
Após esse episódio da anunciação, o Evangelista Lucas nos escreve que Maria, ao tomar conhecimento que sua prima Isabel, já de idade avançada, estava grávida de seis meses, dirige-se apressadamente para uma cidade das montanhas, onde residiam Isabel e seu marido Zacarias.    
O objetivo dessa visita era, em primeiro lugar, ajudar Isabel nos três últimos meses mais difíceis de sua gravides, mas, também tinha por objetivo Maria alegrar-se com Isabel e, juntas, louvarem ao Senhor pela sua misericórdia, pois só podia ser um ato de misericórdia de Deus o fato de Isabel, naquela idade avançada,  ter ficado grávida.
Isabel não tinha filhos e nem tinha condições de ter filhos: primeiro por ser estéril e, segundo, por já estar de idade avançada e, bem por isso, deveria estar exultante de alegria, de felicidade. Como é bom a gente ter uma alegria interior que é só nossa e das pessoas que nos entendem, mas que o mundo ignora e não compreende, e, para compartilhar dessa alegria, termos perto de nós alguém que nos compreenda e que se sinta feliz com a gente para chorar de alegria e sorrir de felicidade conosco.

sexta-feira, 30 de maio de 2014

SANTA JOANA D'ARC - 1412-1431

SANTA JOANA D'ARC - 1412-1431


Filha de Jaques d'Arc e Isabel, camponeses muito pobres, Joana nasceu em Domrémy, na região francesa de Lorena, em 6 de janeiro de 1412. Cresceu no meio rural, piedosa, devota e analfabeta, assinava seu nome utilizando uma simples, mas significativa, cruz. Significativa porque já aos treze anos começou a viver experiências místicas. Ouvia as "vozes" do arcanjo Miguel, das santas Catarina de Alexandria e Margarida de Antioquia, avisando que ela teria uma importante missão pela frente e deveria preparar-se para ela. Os pais, no início, não deram importância, depois acharam que estava louca e por fim acreditaram, mas temeram por Joana.
A França vivia a Guerra dos Cem Anos com a Inglaterra, governada por Henrique VI. Os franceses estavam enfraquecidos com o rei deposto e os ingleses tentando firmar seus exércitos para tomar de vez o trono. As mensagens que Joana recebia exigiam que ela expulsasse os invasores, reconquistasse a cidade de Orleans e reconduzisse ao trono o rei Carlos VII, para ser coroado na catedral de Reims, novamente como legítimo rei da França. A ordem para ela não parecia impossível, bastava cumpri-la, pois tinha certeza de que Deus estava a seu lado. 
O problema maior era conseguir falar pessoalmente com o rei deposto. Conseguiu aos dezoito anos de idade. Carlos VII só concordou em seguir seus conselhos quando percebeu que ela realmente tinha por trás de si o sinal de Deus. Isso porque Joana falou com o rei sobre assuntos que na verdade eram segredos militares e de Estado, que ninguém conhecia, a não ser ele.

AMANDO MARIA, AGRADAMOS A JESUS.

AMANDO  MARIA, AGRADAMOS A JESUS.


São Luiz Maria Grignon  de Montfort, grande devoto mariano, no livro que ele escreveu sobre Maria chamado “Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem”, queixa-se, amorosamente a Jesus pelos cristãos desconhecerem a íntima  ligação que existe entre Jesus e Maria, sua Mãe. E, nesse livro, ele escreve o seguinte:       “Neste ponto, dirijo-me a vós, um instante,  ò meu amável Jesus, para queixar-me amorosamente à Vossa Majestade de que a maior parte dos cristãos e até os mais ilustrados não sabem da união necessária que existe entre vós e vossa Mãe Santíssima. Estais sempre com Maria, ó meu Senhor, e Maria está sempre convosco e não pode estar sem vós; de outro modo deixaria de ser o que é; Maria está de tal forma transformada em vós pela graça que não vive mais, não existe mais; sois vós, unicamente, meu Jesus, que nela viveis e reinais, mais perfeitamente que todos os Anjos ou bem-aventurados. Ah! Se os homens conhecessem a glória e o amor que nessa admirável criatura recebeis, bem diversos seriam os seus sentimentos a vosso respeito e a respeito de Maria.

quinta-feira, 29 de maio de 2014

A ESCOLHA DE DEUS RECAIU SOBRE MARIA, A MAIS POBRE.

A ESCOLHA DE DEUS RECAIU SOBRE MARIA, A MAIS POBRE.


Vamos procurar ver Maria como a viram os primeiros cristãos com os dados que os Santos Evangelhos lhe forneceram – Maria mulher – Maria esposa – Maria dona de casa – Maria humilde – Maria doce – Maria meiga – Maria pobre.
No tempo de Maria, como hoje, deveriam existir mulheres que se destacavam na sociedade, na política, no poder, na riqueza. Mulheres que, sem dúvida, poderiam oferecer ao Filho de Deus um palácio com todas as mordomias,  ao invés de uma gruta úmida e fria; poderiam oferecer um berço de ouro, ao invés de um cocho de animal como primeiro leito; aquecedores de ar ao invés do respirar quente dos animais para aquecer o recém-nascido.           
Mulheres que poderiam providenciar e determinar para que as primeiras visitas ao Filho de Deus recém-nascido fossem os mais ricos e poderosos  monarcas que existiam na terra naquele tempo, ao invés de as primeiras visitas serem, como foram, pobres e humildes pastores, descamisados e descalços, sem ter um teto para pernoitar.
            Mas, a Divina Providência age diferentemente dos pensamentos humanos. Deus não quis para o seu Filho um palácio, já que o mundo inteiro é seu. O Senhor não quis para o seu Filho um berço de ouro, já que tem a abóbada celeste para lhe servir de suporte dos pés. 

quarta-feira, 28 de maio de 2014

MARIA E A BÍBLIA

MARIA E A  BÍBLIA


Maria tinha um profundo conhecimento da Bíblia.            Isto Maria demonstrou quando recitou o “Magnificat”, por ocasião de sua visita à sua prima Isabel, e esse cântico do Magnificat é repleto de frases e citações do Antigo Testamento das Sagradas Escrituras. Maria meditava a palavra de Deus com muita assiduidade. Ela devia falar de Abrahão, de Moisés, de Davi, e dos profetas com muita familiaridade.    Devia também conhecer claramente o Plano de Deus e, consequentemente, rezava muito pela vinda breve do Salvador prometido desde o início dos tempos.
Maria não só ouvia e meditava a Palavra de Deus mas, sobretudo, procurava vivê-la e a vivia com a maior autenticidade possível. Ouvir, meditar e viver a palavra de Deus: a vida de Maria se resumia nisso. Tudo isso ressalta aos olhos de quem faz uma análise mais profunda do cântico do Magnificat. Cada frase desse maravilhoso cântico é um compêndio de reminiscências bíblicas.
“Rezando o Magnificat estamos meditando quase toda a Sagrada Escritura.” (Padre Martins Terra, SJ). “É nesta atenção constante à palavra de Deus, na Bíblia e na vida, que está a causa da grandeza de Maria.” (Padre Carlos Mester).

terça-feira, 27 de maio de 2014

NOSSA SENHORA DE CARAVAGGIO

NOSSA SENHORA DE CARAVAGGIO


No princípio do século XV vivia em Caravaggio, lugarejo a 38 km de Milão, na Itália, uma jovem muito piedosa chamada Giannetta Vacchi, muito devota de Nossa Senhora. Não deixava passar um só dia sem se recomendar à Mãe de Deus. Contra sua vontade, casou-se com Francisco Varoli, que se transformou em verdadeiro carrasco. Ela suportava as calúnias, insultos e espancamentos.
No dia 26 de maio de 1432, o marido agrediu-a de forma ainda mais brutal. Ao vê-la ferida, ordenou-lhe que fosse sozinha catar feno. Sem se revoltar, Giannetta obedece. Confia em Deus e na intercessão da Virgem Maria. Dirige-se ao campo chamado "Mazzolengo", distante cerca de uma légua de Caravaggio. Quando o dia chega ao fim, contempla o feno recolhido e vê que não terá forças para levá-lo. Temendo mais castigos por parte do marido, ergue os olhos lacrimosos para o céu e exclama: "Oh, Senhora caríssima, ajudai-me. Só de vós espera socorro a vossa pobre serva".
De repente aparece-lhe uma Senhora esplendorosa tendo nos ombros um manto azul e um véu branco sobre a cabeça. É Maria Santíssima que toca-lhe suavamente os ombros, fazendo-a ajoelhar-se e diz: "Ouve atentamente, minha filha: o mundo, com suas iniqüidades, havia excitado a cólera do céu.... Mas eu intercedi pelos míseros pecadores... Vai comunicar a todos que devem jejuar numa sexta-feira a pão e água, e, em minha honra, festejar o sábado desde a véspera... Vai, filha, e manifesta a todos a minha vontade". Giannetta, a princípio, não se acha digna desta missão por ser pobre e desconhecida. A Senhora a encoraja e a abençoa, desaparecendo em seguida. Deixa no solo os sinais de seus pés.

segunda-feira, 26 de maio de 2014

NOSSA SENHORA AUXILIADORA

NOSSA SENHORA AUXILIADORA


 A devoção a Nossa Senhora Auxiliadora, tem seu começo em datas muito remotas, nascida no coração de pessoas piedosas que espalharam ao seu redor a devoção mariana. Assim a Mãe de Deus foi sempre conhecida como condutora da felicidade de todo ser humano. E Maria, sempre esteve junto ao povo, sobretudo do povo simples que não sofre as complicações que contornam e desfazem, muitas vezes, a vida humana, mas que é levado pelas emoções e certezas apontadas pela simplicidade do coração.
Em 1476, o Papa Sisto IV deu o nome de “Nossa Senhora do Bom Auxílio” a uma imagem do século XIV-XV, que havia sido colocada em uma Capelinha, onde ele se refugiou, surpreendido durante o caminho, com um perigoso temporal. A imagem tem um aspecto muito sereno, e o símbolo do ‘auxílio’ é representado pela meiguice do Menino segurando o manto da Mãe.
Com o correr dos anos, entre 1612 e 1620, a devoção mariana cresceu, graças aos Barnabitas, em torno de uma pequena tela de autoria de Scipione Pulzone, representando aspectos de doçura, de abandono confiante, de segurança entre o Menino e sua santa Mãe.

domingo, 25 de maio de 2014

“SE VOCÊS ME AMAM, OBEDECERÃO AOS MEUS MANDAMENTOS” (Jo 14,15).

Ano – A; Cor – Branco; Leituras: At 8,5-8.14-17; Sl 65; 1Pd 3,15-18; Jo 14,15-21.

“SE VOCÊS ME AMAM, OBEDECERÃO AOS MEUS MANDAMENTOS” (Jo 14,15).

Diácono Milton Restivo.


A prisão e morte do diácono Estevão narradas no livro dos Atos dos Apóstolos 6,8 – 7,60, deram início à primeira grande perseguição sofrida pela Igreja de Jesus Cristo: “Naquele dia, desencadeou-se uma grande perseguição contra a igreja de Jerusalém. [...] Saulo, porém, devastava a Igreja: entrava nas casas e arrastava para fora homens e mulheres, para colocá-los na prisão. E aqueles que se dispersaram iam de um lugar para outro, anunciando a Palavra.” (At 8,1b.3-4). Com a morte do diácono Estevão a Igreja passa por um período de sofrimento e perseguição. Com o martírio de Estevão as autoridades judaicas tentaram, de uma vez por todas, acabar com os seguidores do Ressuscitado, caçando, predendo e matando a todos, tanto mulheres como homens, que acreditavam em Jesus Cristo. “O sangue dos mártires é a semente da Igreja”, diria mais tarde Tertuliano (155-222).
Fato inédito e grande paradoxo: ao invés de a perseguição calar os seguidores do Ressuscitado e abafar o Evangelho, como tentaram as autoridades judias e o império romano, acabou fazendo com que o Evangelho saísse de Jerusalém e se espalhasse por outras regiões onde se refugiavam os discípulos e se difundisse cada vez mais e com mais ardor. É o Espírito Santo que assim força a Igreja a sair de seu estreito círculo original, a fim de anunciar o Evangelho “... em toda Judéia e Samaria, e até os extremos da terra.” (At 1,8b).

sábado, 24 de maio de 2014

O QUE É UM DIÁCONO NA IGREJA?

O QUE É UM DIÁCONO NA IGREJA?


Diácono Milton Restivo

Hoje, 24 de maio, faz sete anos que recebi o Sacramento da Ordem no grau do Diaconato Permanente da nossa Igreja. Foi o Cardeal D. Orani João Tempesta, na época bispo da Diocese de São José do Rio Preto, atendendo ao apelo e à necessidade da Igreja, quem introduziu o Diaconato Permanente na nossa Diocese. Quem ordenou a mim e ao Diácono Amâncio, os dois primeiros Diáconos Permanentes ordenados na Diocese de São José do Rio Preto/SP, foi o nosso bispo da época, D. Paulo Mendes Peixoto, hoje Arcebispo de Uberaba/MG.
Nessa mesma data fui provisionado na Paróquia São Pedro e São Paulo, no Jardim Vitória Régia, São José do Rio Preto/SP, onde permaneço até a presente data.
Mas, o que é ser Diácono na e da Igreja?
Comecemos pela sua instituição administrativa contida no livro dos Atos dos Apóstolos: “o número dos discípulos tinha aumentado, e os fiéis de origem grega começaram a queixar-se dos fiéis de origem hebraica. Os de origem grega diziam que suas viúvas eram deixadas de lado no atendimento diário” (At 6,1).

sexta-feira, 23 de maio de 2014

NOSSA SENHORA DAS DORES DO CALVÁRIO

NOSSA SENHORA DAS DORES DO CALVÁRIO


Nossa Senhora das Dores (também chamada Nossa Senhora da Piedade, Nossa Senhora da Soledade, Nossa Senhora das Angústias, Nossa Senhora das Lágrimas, Nossa Senhora das Sete Dores, Nossa Senhora do Calvário ou ainda Nossa Senhora do Pranto, e invocada em latim como Beata Maria Virgo Perdolens, ou Mater Dolorosa) é um dos plúrices títulos pelos quais a Igreja Católica venera a Virgem Maria, sendo sob essa designação particularmente cultuada em Portugal. 
O culto à Mater Dolorosa iniciou-se em 1221, no Mosteiro de Schonau, na Germânia. Em 1239, a sua veneração no dia 15 de setembro teve início em Florençam na Itália, pela Ordem dos Servis de Maria, Ordem dos Servos de Maria (Ordem Servita).
A sensibilidade de piedosa compaixão do povo cristão está eloquentemente expressa no quadro da Pietá.
Nossa Senhora das Dores recebe no colo o filho morto apenas tirado da cruz. É o momento que se reveste da incomensurável dor uma paixão humana e espiritual única: a conclusão do sacrifício de Cristo, cuja morte na cruz é o ponto culminante da Redenção.

quinta-feira, 22 de maio de 2014

SANTA RITA DE CÁSSIA

SANTA RITA DE CÁSSIA


Rita de Cássia nasceu, na Itália, a 22 de maio de 1381, na região da Úmbria, num  lugarejo chamado, naquele tempo, Roca Porena. Seus pais, Antônio e Amada Mancini, já idosos, rogavam a Deus a vinda de um filho. Nasceu-lhes a pequena Margherita, daí sua abreviatura: Rita.
Recém nascida e sempre colocada num cesto, que fazia às vezes de berço,  no próprio campo, certa vez foi encontrada envolta de abelhas brancas que lhe pousavam na face, sem ferí-la.
Educada, com muito esmero cristão, Rita passou sua infância e sua juventude, auxiliando seus pais na lavoura.
Para atender aos desejos de seus pais já idosos, Rita casou-se com um homem de nome Paulo Ferdinando, que, a princípio, parecia ser bom e responsável. Mas, com o passar do tempo, mostrou um caráter rude, tornando-se violento e agressivo. A tudo ela suportava com paciência e oração. Tinha certeza de que a penitência e a abnegação conseguiriam convertê-lo aos preceitos de amor a Cristo. Tiveram dois filhos:  João Tiago e Paulo Maria. O marido,  de gênio forte e colérico, maltratou-a muitas vezes.
Rita, graças à bondade de coração e às suas preces, conseguiu que seu marido, finalmente, se convertesse sinceramente, tornando-se bom marido e pai. Entretanto suas atitudes passadas deixaram um rastro de inimizades, que culminaram com seu assassinato, vítima de lutas políticas de época.  trazendo grande dor e sofrimento ao coração de Rita.