domingo, 8 de janeiro de 2017

OS MAGOS - EPIFANIA DO SENHOR

OS MAGOS - EPIFANIA DO SENHOR

“NÓS VIMOS A SUA ESTRELA NO ORIENTE, E VIEMOS PARA PRESTAR-LHE HOMENAGEM”. (Mt 2,2).

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Diácono Milton Restivo

No segundo domingo depois do Natal a Igreja celebra a festa da Epifania do Senhor.
Epifania, em grego, significa manifestação. Em várias ocasiões Jesus se manifesta e dá-se a conhecer a diferentes pessoas e de modos únicos.
Embora Jesus tenha se manifestado em diversos momentos a diferentes pessoas, a Igreja celebra como epifanias três eventos: a epifania aos magos (Mt 2,1-12); a epifania a João Batista no rio Jordão (Mt 3,13-15; Mc 1,9-11; Lc 3,21-22; Jo 1,32-34), e a epifania a seus discípulos e começo de sua vida pública com o milagre em Caná (Jo 2,1-12).
Podem ser entendidas, também, como epifanias, o anúncio dos anjos aos pastores e a visita deles a Jesus recém-nascido na manjedoura (Lc 1,8-20) e a transfiguração de Jesus a três dos seus discípulos (Mt 17,1-8).
A primeira leitura desta liturgia evoca um dos trechos mais jubilosos do livro de Isaías, profetizando uma luz que brilhará sobre Jerusalém, o próprio Messias, e a visita de povos estrangeiros representados por altos mandatários ao “recém-nascido rei dos judeus”: “Levante-se, Jerusalém! Brilhe, pois chegou a sua luz, a glória de Yahweh brilha sobre você. [...] Sob a luz de você caminharão os povos, e os reis andarão ao brilho do seu esplendor. [...]... porque estarão trazendo para você os tesouros do além-mar, estarão chegando a vocês as riquezas das nações. Uma grande multidão de camelos a invade, camelos de Madiã e Efa; de Sabá vem todo mundo, ouro e incenso e o que trazem, e vêm anunciando os louvores de Yahweh.” (Is 60,1.3.5b-6). 

sábado, 7 de janeiro de 2017

SÃO LUCIANO DA ANTIOQUIA - 235-312

SÃO LUCIANO DA ANTIOQUIA - 235-312

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Luciano chamado da Antioquia nasceu em 235 e deve seu grande renome ao fato de ter sido o iniciador da doutrina herética conhecida como arianismo, que tão profundamente abalou toda a cristandade dos primeiros séculos. 
Aliás, diga-se que os arianos se chamaram inicialmente de "lucianistas". Doutrina a qual Luciano se retratou lavando com o sangue do seu próprio martírio o inicial equívoco, levado às últimas consequências pelo herege Ário, que lhe doou o nome definitivo. 
Assim temos em Santo Luciano um sacerdote sírio que foi martirizado no século IV, mais precisamente no ano 312, na Nicomedia, Turquia. Nascido em Samósata, cidade do norte da Síria que serve de passagem para Jerusalém, de pais cristãos, ficou órfão aos doze anos de idade. 
Para conservar e reforçar a fé recebida da família na infância se retirou para a cidade de Edessa, também na Síria, aonde vivia em grande austeridade, dedicando-se aos estudos teológicos das Sagradas Escrituras, tendo o famoso mestre Macário como diretor. 
Uma vez formado, ordenou-se sacerdote exercendo todo o seu apostolado na Antioquia, Turquia. Luciano era muito apegado aos estudos e tinha grande formação literária ocupando o posto de um dos homens mais versados da Igreja. 
Ele fundou uma escola de catequese que, na época, só encontrava equivalente na respeitadíssima escola egípcia de Alexandria, que já comemorava meio século de implantação. Essa escola formou dezenas de personagens famosos na História da Igreja, entre eles vários bispos, teólogos e escritores católicos. Foi nesta época que suas obras teóricas começaram a despertar a ira do bispo Paulo de Samosata, dando início à intensa polêmica que mexeu com a Igreja.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

DIA DE REIS E DA EPIFANIA DO SENHOR

DIA DE REIS E DA EPIFANIA DO SENHOR

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O "Dia de Reis" é uma das festas tradicionais mais singelas celebrada em todo o mundo católico. 
Neste dia se comemora a visita de um grupo de reis magos (Mt 2,1-12), vindos do Oriente, para adorar a "Epifania do Senhor". 
Ou seja, o nascimento de Jesus, o Filho por Deus enviado, para a salvação da humanidade. 
O termo "mago" vem do antigo idioma persa e serviu para indicar o país de suas origens: a Pérsia. Eram reis, porque é um dos sinônimos daquela palavra, também usada para nomear os sábios discípulos de uma seita que cultuava um só Deus. 
Portanto, não eram astrólogos nem bruxos, ao contrário, eram inimigos destas enganosas artes mágicas e misteriosas. Esses soberanos corretos, esperavam pelo Salvador, expectativa já presente mesmo entre os pagãos. Deus os recompensou pela retidão com a maravilhosa estrela, reconhecida pela sabedoria de suas mentes como o sinal a ser seguido, para orientação dos seus passos até onde se achava o Menino Deus. 
Foram eles que mostraram ao mundo o cumprimento da profecia de séculos, chegando no palácio do rei Herodes, de surpresa e perguntando "pelo Messias, o recém-nascido rei dos judeus".

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

“...VIMOS SUA ESTRELA NO ORIENTE...” (Mt 2,2)

“...VIMOS SUA ESTRELA NO ORIENTE...”  (Mt 2,2)

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Os magos, homens sábios, vindos do Oriente e que haviam visto a sua “estrela”, saíram de suas terras e vieram até onde estava o menino Jesus para adorá-lo: ”Onde está o rei dos judeus, que acaba de nascer? porque nós vimos a sua estrela  no Oriente e viemos adorá-lo.” (Mt 2,2). 
Mais de dois anos antes do nascimento de Jesus o Profeta Balaão já profetiza sobre essa estrela vista pelos magos: “Eu o verei, mas não agora; eu o contemplarei, mas não de perto; nascerá uma estrela de Jacó, levantar-se-á uma vara de Israel...” (Nm 24,17).
O Profeta Isaías, mais ou menos seiscentos anos antes desses acontecimentos, com grande esplendor, também se manifesta e profetiza essa grande maravilha, a estrela de Belém, anunciando o nascimento do Messias , “recebe a luz, Jerusalém, porque chegou a tua luz, e a glória do Senhor nasceu sobre ti.  Porque eis que as trevas cobrirão a terra, e a escuridão os povos; mas sobre ti nascerá o Senhor, a sua glória se verá em ti. As nações caminharão na tua luz, e os reis, ao resplendor de tua aurora.” (Is 60 1-3). 
E Isaías continua: “Então tu verás, estarás na abundância, o teu coração se espalhará e se dilatará fora de si mesmo, quando se voltarem para ti as riquezas do mar, e a fortaleza das nações vier ter contigo. Ver-te-ás inundada duma multidão de camelos, de dromedários de Madiã e de Efa; todos virão de Sabá, trazendo-te ouro e incenso, e publicando os louvores do Senhor.” (Isaías, 60, 5-6). Isaías não se cala: “Estarão sempre abertas as tuas portas; elas não se fecharão nem de dia nem de noite, a fim que te seja trazida a riqueza das nações e te sejam conduzidos os seus reis.” (Is 60,11).

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

SANTA ÂNGELA DE FOLIGNO - 1248-1309

SANTA ÂNGELA DE FOLIGNO - 1248-1309

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A história de Santa Ângela, considerada uma das primeiras místicas italianas, poderia ser o roteiro de um romance ou novela, com final feliz, é claro. 
Transformou-se de mulher fútil e despreocupada em mística e devota, depois literata, teóloga e, finalmente, santa. A data mais aceita para o nascimento de Ângela, em Foligno, perto de Assis e de Roma, é o ano 1248. 
Ângela pertencia à uma família relativamente rica e bem situada socialmente. Ainda muito jovem casou-se com um nobre e passou a levar uma vida ainda mais confortável, voltada para as vaidades, festas e recreações mundanas. 
Assim viveu até os trinta e sete anos, quando uma tragédia avassaladora mudou sua vida. Num curto espaço de tempo perdeu os pais, o marido e todos os numerosos filhos, um a um. 
Mas, ao invés de esmorecer, uma mulher forte e confiante nasceu daquela seqüência de mortes e sofrimento, cheia de fé em Deus e no seu conforto espiritual. 
Como conseqüência, em 1291 fez os votos religiosos, doando todos os seus bens para os pobres e entrando para a Ordem Terceira de São Francisco, trocando a futilidade por penitências e orações. 
O dom místico começou a se manifestar quando Santa Ângela recebeu em sonho a orientação de São Francisco para que fizesse uma peregrinação a Assis. Ela obedeceu, e a partir daí as manifestações não pararam mais. 
Contam seus escritos que ela chegava a sentir todo o flagelo da paixão de Cristo, nos ossos e juntas do próprio corpo. Todas essas manifestações, acompanhadas e testemunhadas por seu diretor espiritual, 
Santo Arnaldo de Foligno, foram registradas em narrações que ela escrevia em dialeto úmbrio e que eram transcritas imediatamente para o latim ensinado nas escolas, para que pudessem ser aproveitados imediatamente por toda a cristandade.

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

SANTÍSSIMO NOME DE JESUS

SANTÍSSIMO NOME DE JESUS

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  O nome de Jesus é grande pelo que significa. O nome de Jesus foi posto por Maria e José, em obediência à ordem que lhe viera de Deus. Disse o Arcanjo a Maria: “Eis que conceberás e darás à luz um filho, e lhe porás o nome de Jesus”. (Lc 1,31).
A José o Anjo disse: “Não temas receber Maria, tua mulher; porque o que nela se gerou, é obra do Espírito Santo. E dará à luz um filho, e por nome o chamarás Jesus”. (Mt 1,20).
Ora, os nomes impostos a alguém por ordem de Deus significam sempre qualquer dom  gratuito concedido pelo céu, assim como foi dado a Abraão: “Serás chamado Abraão, porque te constitui pai de muita gente”. (Gn 41,51).
Santo Tomás de Aquino afirma que: “a Pedro foi dado o nome significativo: “Tu és Pedra, e sobre esta pedra edificarei minha Igreja”. Porque a Cristo tinha sido conferido o dom da graça, pela qual todos seriam salvos, era conveniente que fosse chamado Jesus, isto é, “Salvador”. Este nome adorável, que significa salvação, foi predito pelos profetas, que chamaram ao Messias “Emanuel” (Is 7,14), isto é, Deus conosco, para assim designar  a causa da nossa salvação, que é a união da natureza divina com a humana, na pessoa do Filho de Deus, que, como Deus, fica conosco, participando da nossa natureza. Chamaram-no “admirável, conselheiro, Deus forte, Pai do futuro século, Príncipe da paz” (Is 9,6), títulos estes que designam todos o “caminho e o fim da nossa salvação, sendo nós, pelo admirável conselho e pela virtude divina, conduzidos à herança do futuro século, em que gozaremos da paz perfeita dos filhos de Deus, sob a própria soberania de Deus”.  Chamaram-no: “o homem, o nascituro”, para exprimir todo o mistério da Encarnação”. (Zc 6,12). 

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

ADEUS ANO VELHO... FELIZ ANO NOVO...

ADEUS ANO VELHO... FELIZ ANO NOVO...

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Chegamos ao final de mais um ano; mais um ano vivido em nossa existência; estamos no alvorecer do ano novo. 
Quantas coisas aconteceram no ano  que se findou; quantas crianças nasceram, quantos entes queridos se foram para a casa do Pai, quantas coisas boas aconteceram, quantas situações desagradáveis nos foram impostas. Para uns, o ano que passou foi um ano de realizações, de alegria e felicidade; para outros apenas um ano de luta onde a rotina imperou; para outros, ainda, desilusões, tristezas, amargura, sofrimento, enfim, para todos, o ano velho chega ao final. Neste ano que se findou quanto amamos, quantos bens fizemos, quantas injustiças cometemos, quantas negações aos nossos ideais. Neste momento, o que tenha acontecido no ano que passou de bom deve ser renovado, e o que aconteceu de não tão bom deve ser aproveitado como lição de vida para que não se repita. 
O ano novo já é uma realidade, mas a vida continua dentro de sua normalidade. Quando se inicia um ano novo, temos a esperança de que muitas coisas mudarão, muitas dificuldades serão sanadas, muitos problemas vão ser resolvidos, muitas coisas boas acontecerão; mas, para que  a nossa vida possa melhorar no ano que se inicia depende de nós, somente de nós. A nossa vida melhorará na medida em que formos melhores no ano que se finda.

sábado, 31 de dezembro de 2016

SANTA CATARINA LABOURÉ - A SANTA DA MEDALHA MILAGROSA

SANTA CATARINA LABOURÉ

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A chamada "medalha milagrosa" é fruto de uma visão que a religiosa vicentina Catarina Labouré teve da Virgem Maria em 1830. 
Na visão, a Imaculada apareceu como está na imagem e pronunciou a oração "Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós, que recorremos a vós", exatamente como a conhecemos. Irmã Catarina foi batizada com o nome de Zoe de Labouré. Filha de uma numerosa família de fazendeiros cristãos, nasceu em 2 de maio de 1806, na região de Borgonha, interior da França. 
Na infância, ficou órfã de mãe e desde então "adotou Mãe Maria" como sua guia, dedicando-lhe grande devoção. 
Cresceu estudiosa, obediente e muito piedosa. Aos dezoito anos, a vocação para a vida religiosa era forte, então pediu ao pai para seguí-la, mas ele relutou. Dada a insistência por anos a fio, ela já estava com vinte e quatro anos, antes de consentir preferiu mandá-la a Paris, para que testasse sua vocação. 
Chegou em abril de 1830 na cidade, e logo percebeu que estava certa na decisão, pois não se motivou com os encantos da vida agitada da sociedade urbana. Então, em maio, com autorização de seu pai, iniciou o noviciado no Convento das Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo, em Paris mesmo. Quando recebeu o hábito das vicentinas, mudou o nome para irmã Catarina.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

SAGRADA FAMÍLIA: JOSÉ, MARIA E JESUS

SAGRADA FAMÍLIA: JOSÉ, MARIA E JESUS

“LEVANTE-SE, PEGUE O MENINO E A MÃE DELE E FUJA PARA O EGITO”.
(Mt 2,13).

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Diácono Milton Restivo

As festividades do dia do Natal passaram, mas ainda continuamos saboreando a alegria de um Deus que quis se fazer homem no seio de uma virgem, Maria, e escolhendo como pai adotivo José, um homem justo. Está formada uma família: José, Maria e Jesus.
A idéia da família sempre passeou nos pensamentos de Deus. A Trindade é uma família, a família por excelência. Quando Deus criou o mundo, colocando nele todas as maravilhas que o homem não soube preservar e conservar, “e Deus viu que era bom” (Gn 1,25),
Deus quis criar o homem: “Façamos o homem à nossa imagem e semelhança”. (Gn 1,26). Mas, percebendo que o homem estava muito solitário, deu-lhe uma companheira, modelando-a da costela do homem (cf Gn 2,20-25). Agostinho de Hipona disse em um de seus sermões: "O Senhor fez a mulher não da cabeça do homem, para não ser sobre ele, nem de seus pés, para não ser inferior a ele, mas a fez do seu lado, para ser a sua companheira auxiliadora".
Entendemos com isso que Deus não tirou a mulher do pé do homem, para que o homem se sentisse superior a ela e a humilhasse. Não a tirou da cabeça do homem para que ela se sentisse dominadora e subjugasse o homem. Tirou-a da costela, do lado do coração, para que ambos tivessem a mesma dignidade e responsabilidade na conservação das coisas que Deus criou.  

quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

SETE PECADOS QUE “SAÍRAM DE MODA”

SETE PECADOS QUE “SAÍRAM DE MODA”

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O mundo atual com seu ritmo de vida acelerado, com um maior acesso à informação e às novas tendências, parece ter deixado de lado a contrição e considera que o pecado e o inferno “saíram de moda”. Mas não é bem assim.
O pecado é algo sério, o inferno existe e é o destino dos pecadores. São Paulo disse: “Acaso não sabeis que os injustos não hão de possuir o Reino de Deus? Não vos enganeis” (1Cor 6,9).
Entretanto, devemos ter esperança, pois, por meio da graça de Deus, podemos nos apartar de nossos pecados e encontrar a salvação em Jesus Cristo.
Mas, primeiramente devemos reconhecer nossos pecados e que precisamos ser salvos. A partir do momento que tenhamos uma vida nova em Cristo, a vida cristã começa e somos chamados a colaborar com a graça de Deus para crescer em santidade.
Por isso, apresentamos uma lista dos pecados que o mundo atual considera “normais”, mas devemos levá-los a sério:

1) A mentira
“O que aconteceria se a pessoa nunca descobrisse? Que tal se for apenas por conveniência? Ou que tal se for para conseguir um bem maior? ”
Não. Mentir é mentir e está mal.
Mentir é dizer uma falsidade com a intenção de enganar e sempre está mal porque é uma ofensa contra a verdade, que é Cristo (João 14,6).
Recordemos que a mentira é a língua nativa do demônio, a quem Jesus chama “o pai da mentira” (João 8,44). O livro da Sabedoria adverte: “a mentira destrói a sua alma” (Sabedoria 1,11). 

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

DISSE O PAPA FRANCISCO: “O MUNDO ESTÁ CANSADO DE MENTIROSOS, DE PADRES DA MODA, DE ARAUTOS DE CRUZADAS”

DISSE O PAPA FRANCISCO: “O MUNDO ESTÁ CANSADO DE MENTIROSOS, DE PADRES DA MODA, DE ARAUTOS DE CRUZADAS”

 

Palavras do Papa Francisco a bispos recém-nomeados


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Aos novos bispos do curso anual de formação, o papa afirma que fazer pastoral da misericórdia não é fazer liquidação de pérolas. “Não poupem esforços para ir ao encontro do povo de Deus, estejam perto das famílias com fragilidade. Nos seminários, apontem para a qualidade, não para a quantidade. Desconfiem dos seminaristas que se refugiam na rigidez.”
“O mundo está cansado de encantadores mentirosos… e, eu me permito dizer, de padres ou bispos na moda. As pessoas ‘farejam’ e se afastam quando reconhecem os narcisistas, os manipuladores, os defensores das causas próprias, os arautos de cruzadas vãs.”
O Papa Francisco dirigiu um longo discurso aos bispos recém-nomeados, em Roma, para um curso de formação, tocando diversas questões do seu ministério, a partir da necessidade de tornar pastoral – “isto é, acessível, tangível, encontrável” – a misericórdia, que é o “resumo daquilo que Deus oferece ao mundo”.
Os bispos, disse Jorge Mario Bergoglio, devem ser capazes de encantar e de atrair os homens e as mulheres do nosso tempo a Deus, sem “lamentações”, sem “deixar nada de não tentado a fim de alcançá-los” ou “recuperá-los”, e graças aos percursos de iniciação (“Hoje, pedem-se frutos demais de árvores que não foram cultivadas o suficiente”). 

terça-feira, 27 de dezembro de 2016

SÃO JOÃO, O DISCÍPULO AMADO

SÃO JOÃO, O DISCÍPULO AMADO

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São João era filho de Zebedeu e de Salomé, irmão de Tiago Maior, de profissão pescador, originário de Betsaida, como São Pedro e Santo André e pertenceu ao grupo dos Doze Apóstolos de Jesus. Foi o Mestre quem impôs o apelido humorista a ele e a seu irmão Tiago chamando-os Boanerges, ou seja, "filhos do trovão", para nos indicar um temperamento vivaz e impulsivo, alheio a compromissos e hesitações, até parecendo intolerante e cáustico. Foi também testemunha da transfiguração, da cura da sogra de Pedro, da agonia no Getsêmani (Mateus 26,37).
João e Pedro prepararam a Páscoa. Juntamente com Tiago, pediu a Jesus que fizesse descer o fogo do céu sobre os samaritanos... São Paulo o chama de uma das colunas da Igreja de Jerusalém.
O autor do quarto Evangelho e do Apocalipse, será classificado pelo Sinédrio como indouto e inculto. No entanto, o leitor mesmo que leia superficialmente os seus escritos percebe não só o arrojo do pensamento, mas também a capacidade de revestir com criativas imagens literárias os sublimes pensamentos de Deus.
A voz do juiz divino é como o mugido de muitas águas. João é sempre o homem da elevação espiritual, mais inclinado à contemplação que à ação. É a águia que desde o primeiro bater das asas se eleva às vertiginosas alturas do mistério trinitário: No principio era o Verbo e o Verbo estava com Deus e o Verbo era Deus". 

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

O DIÁCONO FAZ PARTE DO CLERO?

DIÁCONO É O PRIMEIRO PASSO PARA PERTENCER AO CLERO.

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Diácono Milton Restivo

O que diz o Código de Direito Canônico quando define quem seja “Clero”?
Para esclarecer a memória de quem contesta ou nega essa realidade, vejamos o que determina o Código de Direito Canônico promulgado pelo papa João Paulo II, dado em Roma, a 25 de janeiro de 1983, na residência do Vaticano, ao quinto ano de seu Pontificado.

Assim diz o Código de Direito Canônico no seu Cânon 266:

Ø  “Pela ordenação diaconal, alguém se torna clérigo e é incardinado na Igreja particular ou prelazia pessoal, para cujo serviço foi promovido”.

No parágrafo 2 do mesmo Cânon, reza:

Ø  “O membro professo com votos perpétuos num instituto religioso ou incorporado definitivamente numa sociedade clerical de vida apostólica, pela ordenação diaconal é incardinado como clérigo nesse instituto ou sociedade, a não ser que, quanto às sociedades, as constituições determinem diversamente”.

E, no rodapé explicativo, deixa claro que:

Ø  “O fato que está na base de toda incardinação originária é o diaconado”.
No parágrafo 3 do já mencionado Cânon, diz:
Ø  “Pela ordenação diaconal, o membro do instituto secular é incardinado na Igreja particular para cujo serviço foi promovido, a não ser que seja incardinado no próprio instituto em virtude de concessão Apostólica”.

O Código de Direito Canônico, no seu Cânon 276 orienta e incentiva o clero, diáconos e presbíteros a ter uma vida de santidade:

Ø  “Em seu modo de viver, os clérigos são obrigados por peculiar razão a procurar a santidade, já que, consagrados a Deus por novo título de recepção da ordem, são dispensadores dos mistérios de Deus a serviço do povo”.

E, para reforçar essa afirmativa, no parágrafo 3 deste Cânon, incentiva à oração da Liturgia das Horas, como vemos:

Ø  “Os sacerdotes e os diáconos que aspiram ao presbiterato são obrigados a rezar todos os dias a liturgia das horas, de acordo com os livros litúrgicos próprios e aprovados; os diáconos permanentes, porém, rezem a parte determinada pela Conferência dos Bispos”.

domingo, 25 de dezembro de 2016

NATAL...

“E A PALAVRA SE FEZ HOMEM E VEIO HABITAR ENTRE NÓS” (Jo 1,14).

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Diácono Milton Restivo

“Estando José e Maria ali (em Belém), completaram-se os dias do seu parto, e Maria deu à luz seu filho primogênito, e envolveu-o em panos e deitou-o numa manjedoura por não haver lugar para eles na estalagem.” (Lc 2,6-7).
E o Anjo Gabriel visitou Maria em sua pequena e pobre casa de Nazaré e lhe anunciou que ela fora escolhida pelo Senhor para ser a Mãe do Salvador.
Nove meses depois da visita do Anjo Jesus nasce na gruta de Belém.
Para relembrar esse maravilhoso acontecimento, em todos os fins de ano, o povo faz festas bonitas, presépios de todos os tamanhos e formas.
E isso é bom. Isso é ótimo. Quando fazemos isso é porque queremos festejar a data natalícia de Jesus, o Filho de Maria.
Mas, quando essa data acontecer, convém que saibamos que o presépio real, onde Jesus nasceu, não era nem um pouquinho bonito. O local onde Maria deu à luz a Jesus era pobre, paupérrimo mesmo e chocante, sem conforto e sem condições de recepcionar qualquer ser humano que estivesse nascendo, muito menos o Filho de Deus que se fazia homem.
Mas, porque Maria teve de se submeter a tanta humilhação, tanto sofrimento, e Jesus teve de nascer ali, entre animais, e ser colocado num cocho que lhe serviu de primeiro berço num curral que servia de abrigo a animais e que cheirava a urina e esterco, num lugar cheio de besouros e baratas?
Você, minha irmã, que é mãe e que preparou da melhor maneira possível o enxoval de seu pequenino filho ou filha, e que deu à luz num quarto de hospital com toda higiene, atendida por médicos e enfermeiras, como você se sentiria se tivesse de dar á luz ao seu filho ou filha nas condições que Maria deu à luz a Jesus? E, principalmente, pela ingratidão do ser humano? Você já parou para pensar nisso? 

sábado, 24 de dezembro de 2016

NATAL DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

NATAL DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

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Natal é nascimento. Nascimento de novas esperanças, de novos caminhos, de novas alegrias.
Natal é a época da realização dos grandes sonhos. Natal é o nascimento da verdade suprema: JESUS CRISTO!!! 
Natal é viver a esperança do encontro com JESUS CRISTO. 
A melhor maneira de nos prepararmos para esse encontro é vivermos plena e intensamente o amor autêntico. 
O amor é o melhor berço que podemos preparar para receber o MENINO DEUS  que vai nascer da Virgem. Um berço feito da essência do nosso ser. 
Esse berço deve ser feito, por cada um de nós, com amor, com muito amor, utilizando a madeira rígida do entusiasmo, os pregos galvanizados da união,  a cola firme da sinceridade,  protegendo-o com o verniz impermeável da humildade, usando as ferramentas eficazes da boa vontade e do desprendimento e com o carinho de quem ama de verdade e se dá por amor. 
Depois de pronta a armação do berço, nela devemos colocar as molas da perseverança e sobre elas o colchão da caridade fraterna, cobrindo-o com o lençol da pureza e estendendo a colcha da castidade, colocando, sobre tudo, o cobertor da santidade, o travesseiro da aceitação e o adorno da fé e do amor total. 
O berço deve ser aromatizado com o suave perfume das boas intenções, ações e das flores coloridas e perfumadas de nossa vida totalmente voltada para o amor a Deus e ao próximo; deve ser colocado no quarto de nossas orações, no cantinho de nossos sacrifícios, próximo da janela da entrega total nas mãos de Deus e ventilado pela brisa fresca e suave da nossa entrega à Providência Divina.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

PAPA FRANCISCO EXPLICA POR QUE É IMPORTANTE O PRESÉPIO EM CASA NO ADVENTO E NO NATAL

PAPA FRANCISCO EXPLICA POR QUE É IMPORTANTE O PRESÉPIO EM CASA NO ADVENTO E NO NATAL

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Durante a Audiência Geral desta quarta-feira, o Papa Francisco explicou a importância de ter o presépio em casa, além da necessidade de contemplar cada um de seus elementos no tempo do Advento e no Natal, porque também nele podemos encontrar uma fonte de esperança.
“Nas casas dos cristãos, durante o tempo do Advento, é preparado o presépio, segundo a tradição que remonta a São Francisco de Assis. Na sua simplicidade, o presépio transmite a esperança”, assinalou o Papa.
“Antes de tudo, notamos o lugar em que nasceu Jesus: Belém. Pequena aldeia da Judeia onde mil anos antes tinha nascido Davi, pequeno pastor eleito por Deus como rei de Israel”.
O Pontífice recordou que Belém não era uma capital “e, por isso, é preferida da providência divina que ama agir através dos pequenos e dos humildes”. “Naquele lugar nasce o ‘filho de Davi’ tão esperado, Jesus, no qual a esperança de Deus e a esperança do homem se encontram”.
Depois, “olhamos para Maria, Mãe da esperança”. Francisco sublinhou que Maria, com seu “sim”, abriu a “Deus a porta do nosso mundo: o seu coração de jovem estava cheio de esperança, animada pela fé. E assim, Deus a escolheu e ela acreditou na sua Palavra”. 

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

MARIA, A ESCOLHIDA POR DEUS.

MARIA, A ESCOLHIDA POR DEUS.

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“A origem de JESUS CRISTO foi assim: Maria, sua mãe, comprometida em casamento com José, antes de coabitarem, achou-se grávida pelo Espírito Santo.” (Mt 1,18). 
Assim o Evangelista Mateus começa a narrativa  sobre a origem de Jesus Cristo. 
No tempo de Maria, como hoje, deveriam existir mulheres que se destacavam na sociedade, na política, no poder, na riqueza. 
Mulheres que, sem sombra de dúvida, poderiam oferecer ao Filho de Deus um palácio, ao invés de uma gruta onde pernoitavam vacas, jumentos e ovelhas; poderiam oferecer  um berço digno de um recém-nascido ao invés de um cocho de animais; poderiam oferecer aquecedores de ar ao invés do respirar quente dos seres irracionais  que ali se encontravam. 
Mulheres que poderiam providenciar e determinar para que as primeiras visitas ao Filho de Deus recém-nascido fossem os mais ricos e poderosos monarcas que existiam na época sobre a terra, ao invés dos pobres, simples, humildes e sofridos pastores. 
A providência divina age diferentemente dos pensamentos humanos. O Senhor Nosso Deus não quis um palácio para o seu Filho, já que o universo todo é seu. 
O Senhor não quis para o seu Filho um berço de ouro, já que tem a abóbada celeste para lhe servir de suporte dos pés. O Senhor não quis para o seu Filho um aquecedor  de ambiente para aquecê-lo já que o vento que sopra dos quatro cantos da terra obedecem a sua voz.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

MARIA NOS QUER CRIANÇAS NESTE NATAL...

MARIA NOS QUER CRIANÇAS NESTE NATAL...

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Desde crianças aprendemos amar Maria, a Nossa Senhora. Desde pequenos aprendemos que Maria é a mãe de Deus e a nossa querida Mãe do céu. 
E, como crianças, aceitamos com honestidade e boa vontade amar Maria, a Nossa Senhora, aceitamos passivamente Maria como nossa boa Mãe do Céu.
E, com certeza, a primeira oração que aprendemos, ainda no colo de nossa mãe, foi a oração da Ave Maria. 
Podemos não conhecer nenhuma outra oração, mas, a oração da Ave Maria isso nós a sabemos de cor e salteado porque a aprendemos bem pequeninos e muitas vezes no colo de nossa mãe que segurava as nossas mãos juntas em atitude de oração simbolizando o respeito e amor que deveríamos ter por essa boa Mãe do Céu. Todos nós, cristãos católicos aprendemos amar Maria ainda bem pequeninos, ainda crianças. 
E hoje, quem continua amar Maria, a Nossa Senhora, ainda continua criança, porque só criança sabe amar de verdade, amar de verdade sem interesses que não seja somente amar, amar por amor mesmo.            
Hoje, quando amamos Maria ainda somos como crianças que gostam de se jogar no colo da mãe com grande confiança e com toda certeza de que essa mãe tem plenos poderes dados pelo Senhor Nosso Deus para nos tirar de qualquer dificuldade, de qualquer angústia, de qualquer problema que nós mesmos temos provocado; somos como crianças pequenas que, quando se sentem em apuros corre ao lado da mãe buscando refúgio no seu colo. 
Assim nos comportamos com Maria, não interessando a nossa idade, nos comportamos como crianças e arrependidos ou esperançosos suplicamos a essa poderosa mãe que não nos deixe sozinhos nos momentos difíceis de nossas vidas por quais passamos nesse vale de lágrimas.

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

PAPA FRANCISCO: O POVO DE DEUS NÃO PERDOA SACERDOTES APEGADOS AO DINHEIRO

PAPA FRANCISCO: O POVO DE DEUS NÃO PERDOA SACERDOTES APEGADOS AO DINHEIRO

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No dia 18 de novembro de 2016, o Papa Francisco advertiu, na homilia da Missa celebrada na Casa Santa Marta, contra a idolatria ao dinheiro e assinalou que não se pode servir ao mesmo tempo a Deus e ao “senhor-dinheiro”.
Trata-se de um pecado que, inclusive, é mais grave quando cometido por um sacerdote. “As pessoas não perdoam um sacerdote apegado ao dinheiro”, sublinhou.
“O Senhor Deus, a casa do Senhor Deus, que é casa de oração, de encontro com o Senhor, com o Deus do amor. E o senhor-dinheiro, que entra na casa de Deus, sempre tenta entrar”, disse o Papa.
O senhor-dinheiro “pode arruinar a nossa vida e pode nos conduzir a acabar com a nossa vida, sem felicidade, sem a alegria de servir o verdadeiro Senhor, que é o único capaz de nos dar a verdadeira alegria”, afirmou.
Trata-se de uma escolha pessoal, explicou o Santo Padre. “Como é a atitude de vocês em relação ao dinheiro? São apegados ao dinheiro?”.
Francisco destacou a capacidade do povo de Deus para perdoar muitas fraquezas e pecados dos sacerdotes. “Porém, não pode perdoar dois: o apego ao dinheiro, quando o vê interessado apegado ao dinheiro: isso ele não perdoa; e o maltrato aos fiéis: isto o Povo de Deus não suporta e não perdoa”.
O Papa assinalou que “coisas, outras fraquezas, outros pecados não lhe estão bem, mas pobre homem é solitário... enfim, busca justificá-lo. Mas, a condenação não é tão forte e definitiva: o Povo de Deus é capaz de entender tudo isso”.
O Santo Padre recordou o episódio da Bíblia dos ídolos que Raquel, esposa de Jacó, tinha escondido. “Procurem fazer um favor ao Senhor, como um verdadeiro exame de consciência: ‘Senhor, vós sois o meu Senhor!’ Como Raquel, eliminemos os nossos deuses ocultos no coração, o ídolo do dinheiro”. 

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

PAPA FRANCISCO A PADRES: NÃO CAIR NO RIDÍCULO

PAPA FRANCISCO A PADRES: NÃO CAIR NO RIDÍCULO

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O Papa chamou a atenção dos “rígidos” que fazem os fiéis carregar coisas que nem eles carregam.

Que os sacerdotes sejam mediadores do amor de Deus, não intermediários que pensam somente no próprio interesse. Esta foi a advertência do Papa Francisco na homilia da missa celebrada na manhã desta sexta-feira (09/12/2016), na Capela da Santa Marta, toda ela centrada nas tentações que podem colocar em risco o serviço dos sacerdotes.
O Papa chamou a atenção dos “rígidos” que fazem os fiéis carregar coisas que nem eles carregam. Mais ainda: denunciou a tentação da mundanidade que transforma o sacerdote em um funcionário e o leva a parecer “ridículo”.
São como crianças às quais se oferece uma coisa e não lhes agrada. Oferece a elas o contrário, também não está bem. O Papa inspirou-se nas palavras de Jesus que, no Evangelho do dia, sublinham a insatisfação do povo, sempre insatisfeito.
Também hoje – observou imediatamente o Pontífice – “existem cristãos insatisfeitos – tantos – que não conseguem entender o que o Senhor nos ensinou, não conseguem entender o cerne da revelação do Evangelho”.
Então, concentrou-se nos padres “insatisfeitos” que – advertiu – “fazem tanto mal”. Vivem insatisfeitos, buscam sempre novos projetos, “porque o coração deles está afastado da lógica de Jesus” e por isto “se lamentam ou vivem tristes”.

Não ao sacerdotes intermediários, sim aos sacerdotes mediadores
A lógica de Jesus – retomou o Papa – deveria, ao invés disto , dar “plena satisfação” a um sacerdote. “É a lógica do mediador”. “Jesus – sublinhou  Francisco – é o mediador entre Deus e nós. E nós devemos seguir por este caminho de mediadores”, “não como a outra figura que assemelha tanto, mas não é a mesma: intermediários”.