quarta-feira, 1 de março de 2017

ONZE COISAS QUE TODO CATÓLICO DEVE SABER SOBRE A QUARTA-FEIRA DE CINZAS

ONZE COISAS QUE TODO CATÓLICO DEVE SABER SOBRE A QUARTA-FEIRA DE CINZAS

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A menos de uma semana para o início da Quaresma, tempo de preparação para a Páscoa, que começa na próxima quarta-feira, 10, recordamos algumas coisas essenciais que todo católico precisa saber para poder viver intensamente este tempo.

1.- O que é a Quarta-feira de Cinzas?
É o primeiro dia da Quaresma, ou seja, dos 40 dias nos quais a Igreja chama os fiéis a converter-se e a preparar-se verdadeiramente para viver os mistérios da Paixão, Morte e Ressurreição de Cristo durante a Semana Santa.

A Quarta-feira de Cinza é uma celebração que está no Missal Romano, o qual explica que no final da Missa, abençoam e impõem as cinzas obtidas da queima dos ramos usadas no Domingo de Ramos do ano anterior.

2.- Como nasceu a tradição de impor as cinzas?
A tradição de impor a cinza é da Igreja primitiva. Naquela época, as pessoas colocavam as cinzas na cabeça e se apresentavam ante a comunidade com um “hábito penitencial” para receber o Sacramento da Reconciliação na Quinta-feira Santa.

A Quaresma adquiriu um sentido penitencial para todos os cristãos quase 400 anos d.C. e, a partir do século XI, a Igreja de Roma impõe as cinzas no início deste tempo.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

SÃO ROMANO - 390-463

SÃO ROMANO - 390-463

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Nascido no ano 390, o monge Romano era discípulo de um dos primeiros mosteiros do Ocidente, o de Ainay, próximo a Lion, na França. 
No século IV, quando nascia a vida monástica no Ocidente, com o intuito de propiciar elementos para a perfeição espiritual assim como para a evolução do progresso, ele se tornou um dos primeiro monges franceses. Romano achava as regras do mosteiro muito brandas. 
Então, com apenas uma Bíblia, o que para ele era o indispensável para viver, sumiu por entre os montes desertos dos arredores da cidade. 
Ele só foi localizado por seu irmão Lupicino, depois de alguns anos. 
Romano tinha se tornado um monge completamente solitário e vivia naquelas montanhas que fazem a fronteira da França com a Suíça. 
Aceitou o irmão como seu aluno e seguidor, apesar de possuírem temperamentos opostos. 
A eles se juntaram muitos outros que desejavam ser eremitas. Por isso teve de fundar dois mosteiros masculinos, um em Condat e outro em Lancome. 
Depois construiu um de clausura, feminino, em Beaume, no qual Romano colocou como abadessa sua irmã. Os três ficaram sob as mesmas e severas regras disciplinares, como Romano achava que seria correto para a vida das comunidades monásticas. Romano e Lupicino se dividiam entre os dois mosteiros masculinos na orientação espiritual, enquanto no mosteiro de Beaume, Romano mantinha contato com a abadessa sua irmã, orientando-a pessoalmente na vida espiritual. 

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

MENSAGEM DO PAPA FRANCISCO PARA A QUARESMA DE 2017

MENSAGEM DO PAPA FRANCISCO PARA A QUARESMA DE 2017

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Amados irmãos e irmãs!
 A Quaresma é um novo começo, uma estrada que leva a um destino seguro: a Páscoa de Ressurreição, a vitória de Cristo sobre a morte. E este tempo não cessa de nos dirigir um forte convite à conversão: o cristão é chamado a voltar para Deus «de todo o coração» (Jl 2, 12), não se contentando com uma vida medíocre, mas crescendo na amizade do Senhor.
Jesus é o amigo fiel que nunca nos abandona, pois, mesmo quando pecamos, espera pacientemente pelo nosso regresso a Ele e, com esta espera, manifesta a sua vontade de perdão (cf. Homilia na Santa Missa, 8 de janeiro de 2016).
A Quaresma é o momento favorável para intensificarmos a vida espiritual através dos meios santos que a Igreja nos propõe: o jejum, a oração e a esmola. Na base de tudo isto, porém, está a Palavra de Deus, que somos convidados a ouvir e meditar com maior assiduidade neste tempo. Aqui queria deter-me, em particular, na parábola do homem rico e do pobre Lázaro (cf. Lc 16, 19-31).
Deixemo-nos inspirar por esta página tão significativa, que nos dá a chave para compreender como temos de agir para alcançarmos a verdadeira felicidade e a vida eterna, incitando-nos a uma sincera conversão.

1. O outro é um dom
A parábola inicia com a apresentação dos dois personagens principais, mas quem aparece descrito de forma mais detalhada é o pobre: encontra-se numa condição desesperada e sem forças para se solevar, jaz à porta do rico na esperança de comer as migalhas que caem da mesa dele, tem o corpo coberto de chagas, que os cães vêm lamber (cf. vv. 20-21). 

domingo, 26 de fevereiro de 2017

OLHEM AS AVES DO CÉU... OLHEM OS LÍRIOS DO CAMPO...

VIII DOMINGO DO TEMPO COMUM

“EM PRIMEIRO LUGAR BUSQUEM O REINO DE DEUS E A SUA JUSTIÇA, E DEUS DARÁ A VOCÊS, EM ACRÉSCIMO, TODAS ESSAS COISAS.” (Mt 6,33).

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Diácono Milton Restivo

A presença do profeta Isaias é uma constante nas leituras de nossas liturgias, principalmente quando o amor de Deus é colocado em pauta e exaltado.
Na primeira leitura desta liturgia Isaias enaltece o amor de mãe que é tão grande e tão bonito que chega a ser comparado, na Bíblia, com o próprio amor de Deus: “Pode a mãe se esquecer do seu nenê, pode ela deixar de ter amor pelo filho de suas entranhas?” (Is 49,15a).
Para justificar o sucesso do homem, costuma-se dizer que, por trás de um homem realizado há sempre a figura de uma grande mulher e, com mais definição, quando essa mulher é a mãe.
As Sagradas Escrituras nos mostram exemplos disso.
O grande profeta e juiz israelita Samuel não teria sido o que foi se não fossem as insistentes orações para ter um filho, de sua mãe, Ana, que era estéril, isto é, não podia ter filhos.
A oração de agradecimento a Yahweh de Ana por ter tido um filho, encontra-se no primeiro livro de Samuel, 2,1-10. Além de muitos outros exemplos, as Sagradas Escrituras também citam os de Sara, a mulher de Abraão, em favor de seu filho Isaac (cf Gn 21,8-10) e de Rebeca, esposa de Isaac a favor de seu filho Jacó (cf Gn 27).
O amor de mãe é tão importante e indispensável na vida e na formação de um filho que, para se fazer homem, o Filho de Deus quis ter uma mãe para ser gerado como homem: “Quando, porém, chegou à plenitude do tempo, Deus enviou o seu Filho. Ele nasceu de uma mulher...” (Gl 4,4) e, por isso, por ter escolhido entre os humanos uma mãe e ter nascido de mulher, podemos dizer que “é em Cristo que habita, em forma corporal, toda plenitude da divindade” (Cl 2,9) e, ainda mais, que Isabel reconheceu em Maria a mãe de um Deus que se fez homem: “Você é bendita entre as mulheres, e é bendito o fruto do seu ventre! Como posso merecer que a mãe do meu Senhor venha me visitar?” (Lc 1,42-43). 

sábado, 25 de fevereiro de 2017

“A RELIGIÃO PODE FAZER O BEM MELHOR E TAMBÉM O MAL PIOR” POR LEONARDO BOFF

“A RELIGIÃO PODE FAZER O BEM MELHOR E TAMBÉM O MAL PIOR”
POR LEONARDO BOFF


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Tudo o que é sadio pode ficar doente. Também as religiões e as igrejas. Hoje particularmente assistimos a doença do fundamentalismo contaminando setores importantes de quase todas as religiões e igrejas, inclusive da Igreja Católica. Há, às vezes, verdadeira guerra religiosa. Basta acompanhar alguns programas religiosos de televisão especialmente, de cunho neopentecostal, mas também de alguns setores conservadores da Igreja Católica, para ouvir a condenação de pessoas ou de grupos, de certas correntes teológicas ou a satanização das religiões afro-brasileiras.
A expressão maior do fundamentalismo de cunho guerreiro e exterminador é aquele representado pelo Estado Islâmico que faz da violência e do assassinato dos diferentes, expressão de sua identidade.
Mas há um outro vício religioso, muito presente nos meios de comunicação de massa especialmente na televisão e no rádio: o uso da religião para arrebanhar muita gente, pregar o evangelho da prosperidade material, arrancar dinheiro dos fregueses e enriquecer seus pastores e auto-proclamados bispos.
Temos a ver com religiões de mercado que obedecem à lógica do mercado que é a concorrência e o arrebanhamento do número maior possível de pessoas com a mais eficaz acumulação de dinheiro líquido possível.  

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

PAPA FRANCISCO: O SACERDOTE É UM MINISTRO NÃO UM SHOWMAN

PAPA FRANCISCO: O SACERDOTE É UM MINISTRO NÃO UM SHOWMAN

Recuperar a fascinação pela beleza é o central do "ars celebrandi", da arte de celebrar, afirmou o Papa
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 Francisco na manhã desta quinta-feira no tradicional encontro com o clero romano na Sala Paulo VI que durou cerca de duas horas.
Embora o Vaticano ainda não tenha divulgado a íntegra do diálogo do Santo Padre com os sacerdotes, o jornal Avvenire da Conferência Episcopal Italiana adiantou alguns extratos deste importante encontro.
Diante de centenas de presbíteros, o Santo Padre pediu “recuperar o assombro” tanto de quem celebra como do povo. “Precisa-se entrar em uma atmosfera espontânea, normal, religiosa, mas não artificial, e assim se recupera um pouco o assombro, aquilo que se sente durante o encontro com Deus”, informou Avvenire.
Assim, “quando encontramos o Senhor na oração sentimos este estupor, quando não rezamos formalmente temos o sentimento do encontro, o assombro, aquilo que escutaram os apóstolos quando foram convidados, o estupor atrai e te deixa em contemplação, isso é importante, e contra o estupor vai tudo aquilo que é artificial”.
O Pontífice explicou que “se deve rezar diante de Deus com a comunidade”. Assim, “quando encontramos padres que celebram de maneira sofisticada, artificial, ou com gestos um pouco... ou que abusam um pouco dos gestos, não é fácil que se dê este estupor ou esta capacidade de fazer entrar no mistério”. 

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

SACERDOTES NEGROS NOS TEMPOS DA ESCRAVIDÃO

SACERDOTES NEGROS NOS TEMPOS DA ESCRAVIDÃO

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Sabe aquele seu professor que diz que a Igreja Católica, na época da escravidão no Brasil, pregava que os negros não tinham alma? Aposto que ele vai ficar boladão se você perguntar a ele sobre os padres e bispos negros, que foram ordenados entre os séculos XVI e XIX.

O PRÍNCIPE BISPO 
Mvemba Nzinga (Afonso I do Congo) era um rei católico. Ele marcou a história do Congo com o primeiro governante a denunciar o tráfico de escravos negros, que era feito com a autorização da Coroa Portuguesa.
Além disso, foi responsável pela implementação de um sistema educativo moderno (voltado para meninos e meninas), além de ter trazido diversos avanços para o país.
Quando o príncipe Henrique tinha 14 ou 15 anos, Mvemba Nzinga o enviou a Lisboa, onde estudaria para ser padre. O Rei de Portugal gostava tanto de Henrique que o enviou à frente de uma delegação para prestar homenagem ao Papa Leão X. Cinco anos depois do encontro com o bispo de Roma, o padre negro foi eleito bispo, tendo apenas 26 anos.
A partir de 1518, ele se tornou o representante máximo da Igreja Católica em todo o território do Congo. O apostolado rendeu bons frutos para o Reino. Ele faleceu em 1531, e, doze anos depois de sua morte, metade da população do Congo já havia sido batizada.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

SANTA MARGARIDA DE CORTONA - 1247-1297

SANTA MARGARIDA DE CORTONA - 1247-1297

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A penitência marcou a vida de Margarida que nasceu em 1247, em Alviano, Itália. Foi por causa de sua juventude, período em que experimentou todos os prazeres de uma vida voltada para as diversões mais irresponsáveis. 
Margarida ficou órfã de mãe, quando ainda era muito criança. 
O pai se casou de novo e a pequena menina passou a sofrer duramente nas mãos da madrasta. 
Sem apoio familiar, ela cresceu em meio a toda sorte de desordens, luxos e prazeres. 
No início da adolescência se tornou amante de um nobre muito rico e passou a desfrutar de sua fortuna e das diversões mundanas. 
Um dia, porém, o homem foi vistoriar alguns terrenos dos quais era proprietário e foi assassinado. Margarida só descobriu o corpo, alguns dias depois, levada misteriosamente até ele pela cachorrinha de estimação que acompanhara o nobre na viagem. 
Naquele momento, a moça teve o lampejo do arrependimento. Percebeu a inutilidade da vida que levava e voltou para a casa paterna, onde pretendia passar o resto da vida na penitência.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

A VOCAÇÃO DO JOVEM RICO

A VOCAÇÃO DO JOVEM RICO

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A narrativa do jovem rico traz-nos a mensagem de que nada pode ser colocado acima do amor a Deus! Na última viagem de Jesus a Jerusalém, Mateus, no Evangelho, diz-nos que um jovem muito rico procura Jesus. Enquanto que Marcos e Lucas narram que se trata de uma pessoa rica, líder e de alta posição, uma pessoa importante na sociedade judaica procura Jesus.
Este fato impressionou os discípulos e muitas pessoas, pois não imaginavam que uma pessoa da alta sociedade pudesse mostrar interesse em falar com o Mestre. Com certeza, o jovem rico já conhecia, a vida, o ministério de Jesus, talvez tivesse até presenciado alguns de seus milagres, sinais e ensinamentos; tudo isso o levou a ter um fascínio por Jesus.
Diante da pergunta do jovem rico, Jesus respondeu que seria necessário cumprir os mandamentos da lei de Deus. Perante a resposta de Jesus, o jovem se mostrou puro, íntegro, enfim, um exemplo para a sociedade israelita.
Mas o jovem perguntou: “O que ainda me falta”? respondeu-lhe Jesus: “Se queres ser perfeito, vai, vende o que possuis, dá o dinheiro aos pobres e terás um tesouro no céu; depois vem e segue-me”.  Ao ouvir isso, o jovem foi embora triste, porque era muito rico (Mt 19,20-22).
É interessante observar que Jesus não impediu o jovem de ir embora. Jesus exigiu dele a mesma coisa que exige de qualquer um de nós, que queira ser seu discípulo: estar totalmente disponível, sem nenhum apego.
Jesus queria libertar aquele jovem, pois percebeu que seu apego à riqueza impedia de segui-lo.
No seguimento de Jesus há o convite ao jovem para se libertar do ídolo da riqueza material, partilhando o que tinha com os pobres, somente assim, estaria apto para segui-lo. No entanto, o amor do jovem à Jesus não fui suficiente para que o fizesse desapegar da riqueza.
A mensagem do evangelho, vale para nós: conviver com os bens que Deus nos deu não nos tornando dependentes deles. Que possamos sempre nos apegar a Jesus, nosso Salvador, aquele que veio para trazer-nos vida e vida em abundância.
Padre Rafael Dalben

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

ACOMPANHAR A MISSA PELA TELEVISÃO VALE COMO MISSA DOMINICAL?

ACOMPANHAR A MISSA PELA TELEVISÃO VALE COMO MISSA DOMINICAL?

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Os especialistas respondem à pergunta de um leitor

Pergunta:
O caso é de um idoso que, apesar de ser autossuficiente e capaz de sair de casa, tem medo de arriscar sua saúde no inverno e, por isso, acompanha a santa missa dominical pela televisão. Ele cumpre o preceito dominical?

Resposta de Gilberto Aranci, professor de Teologia Pastoral:
A resposta precisa pelo menos de duas premissas gerais: uma litúrgica e outra moral.
Segundo a liturgia cristã, o culto prestado a Deus é principalmente comunitário (liturgia = culto do povo) e enriquece a participação pessoal. Sempre é assim a celebração da Eucaristia: toda a assembleia participa (não apenas assiste) da celebração eucarística presidida pelo sacerdote e, junto dele, exerce o sacerdócio comum unindo a oferenda de si à de Cristo, feita de uma vez para sempre.
Como consequência – eis aqui o aspecto moral – o preceito festivo da missa não pode ser cumprido sem a participação pessoal da Eucaristia dominical. Além disso, leva-se em consideração o outro princípio moral segundo o qual ninguém é obrigado a cumprir atos “impossíveis”.
Por isso, quem, por sérios ou graves motivos, está impedido ou impossibilitado não está sujeito ao preceito: por exemplo, quem está doente ou é idoso, ou quem está particularmente longe do lugar da celebração dominical, ou onde, por falta de padres, a missa não é celebrada etc. 

domingo, 19 de fevereiro de 2017

VII DOMIGO DO TEMPO COMUM

“SEJAM PERFEITOS COMO É PERFEITO O PAI DE VOCÊS QUE ESTÁ NO CÉU”.
(Mt 5,48)

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Diácono Milton Restivo

Desde o quarto domingo do Tempo Comum o Evangelho lido na liturgia aborda os ensinamentos de Jesus proferidos no monte das bem-aventuranças, numa sequência lógica, e assim irá continuar até o nono Domingo do Tempo Comum.
O sermão da montanha trata dos ensinamentos básicos para o seguimento a Jesus, ou seja, para que os seus discípulos “sejam perfeitos como é perfeito o Pai que está nos céus”. (Mt 5,48).
A liturgia de hoje foca essa perfeição e, na primeira leitura, “Yahweh falou a Moisés: ‘Diga a toda a comunidade dos filhos de Israel: Sejam santos, porque eu, Yahweh, o Deus de vocês sou santo”. (Lv 19,1) como já havia dito a esse mesmo povo, anteriormente, em outra oportunidade: “E vocês foram santificados e se tornaram santos, porque eu sou santo [...] Eu sou Yahweh, que os tirei do Egito, para ser o Deus de vocês: sejam santos porque eu sou santo” (Lv 11,44.45), e diria mais tarde: “Sejam santos para mim, porque eu, Yahweh, sou santo. Eu separei vocês de todos os povos para que vocês pertençam a mim”. (Lv 20,26).
Essa ordem de o povo de Israel ser santo como Yahweh é santo, foi determinada pelo próprio Yahweh a Moisés.
No Evangelho de hoje Jesus repetirá essa ordem aos seus discípulos: “sejam perfeitos como é perfeito o Pai de vocês que está nos céus”. (Mt 5,48).
Na sua carta, Pedro reforça essa ordem, transmitindo-a à Igreja de Jesus Cristo daquele tempo e também para a Igreja, do mesmo Cristo, do terceiro milênio: “Assim como é santo o Deus que os chamou, também vocês tornem-se santos em todo o comportamento, porque a Escritura diz: ‘sejam santos porque eu sou santo.”. (1Pd 1,15-16).
Paulo, Apóstolo, assimilou de tal maneira e com perfeição essa chamada para a santidade, e escreve aos tessalonicenses: “Deus não nos chamou para a imoralidade, mas para a santidade. Portanto, quem despreza essas normas, não despreza um homem, mas o próprio Deus, que dá o Espírito Santo para vocês” (1Ts 4,7-8).
Mas, o que é ser santo? 

sábado, 18 de fevereiro de 2017

SETE BRASILEIROS QUE A IGREJA CATÓLICA PODERÁ PROCLAMAR SANTOS

SETE BRASILEIROS QUE A IGREJA CATÓLICA PODERÁ PROCLAMAR SANTOS

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Atualmente, o rol de santos brasileiros, natos ou não, conta com São Roque Gonzáles e companheiros, Santa Paulina, Santo Antônio de Sant’Ana Galvão e São José de Anchieta. Os beatos já são onze, além de dois grandes grupos de mártires, um de quarenta fiéis e outro de trinta. Boa parte dessas beatificações e canonizações aconteceram dentro dos últimos 15 anos.
Mas além desses 87 católicos que deram testemunho da santidade de Deus em nossas terras, há um grande número de brasileiros cujo processo de beatificação está em andamento ou em vias de se iniciar. Saiba um pouco mais sobre sete daqueles que podem estar entre os próximos brasileiros a serem beatificados.

João Luiz Pozzobon
Nascido em 1904, João era dono de um pequeno empório quando conheceu o Movimento de Schoenstatt e o seu fundador, o padre alemão José Kentenich, em 1947, na cidade gaúcha de Santa Maria. Foi um grande propagador da devoção a Nossa Senhora, levando a imagem da Mãe Três Vezes Admirável, venerada pelo movimento, a escolas, prisões, casas e hospitais, rezando o terço com as pessoas, pregando o Evangelho e ajudando as famílias necessitadas. Casado e pai de sete filhos, Pozzobon foi ordenado diácono em 1972. Morreu atropelado em 1985. A fase diocesana de seu processo de beatificação foi concluída em 2009.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

OS SETE FUNDADORES DA ORDEM DOS SERVITAS - SÉCULO XIII

OS SETE FUNDADORES DA ORDEM DOS SERVITAS - SÉCULO XIII

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Fundaram a Ordem dos Servidores de Nossa Senhora "Os Servitas". 
Na Europa dos séculos XII e XIII houve uma grande ruptura dos valores cristãos, tanto por parte da sociedade civil e dos religiosos. 
Com isso surgiram várias confrarias de penitências onde os leigos buscavam viver a plenitude do evangelho, em oposição à ganância, luxo, prazeres fúteis e o gosto pelo poder que imperava. 
Algumas ordens são bem conhecidas, mas uma estendeu suas raízes por quase todo o mundo, foi a "Ordem dos Servidores de Nossa Senhora", ou Servitas. Conta a tradição que, no dia 15 de agosto de 1233 os sete jovens estavam reunidos para as orações, onde também cantavam "laudas" de poemas religiosos dedicados à Virgem Maria e a imagem da Santa se mexeu. 
Mais tarde, quando atravessavam a ponte para voltar para casa, Nossa Senhora apareceu vestida de luto e chorando. Falou que a causa de sua tristeza era a guerra civil que ocorria em Florença, há dezoito anos. 
Naquele momento, os setes nobres, abandonaram os bens e as famílias, e se dedicaram às orações e à assistência aos pobres, para "vivenciar o compromisso cristão da pobreza, humildade e caridade".

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

BEM-AVENTURADO JOSÉ ALLAMANO - 1851-1926

BEM-AVENTURADO JOSÉ ALLAMANO - 1851-1926

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Fundou o Instituto Missões Consolata e o Instituto das Irmãs Missionárias da Consolata. 
Ele nasceu em Castelnuovo d'Asti, Itália, em 21 de janeiro de 1851. Também a cidade natal de São João Bosco, "o apóstolo da juventude"; e de seu tio São José Cafasso, irmão de sua mãe. 
Ambos foram seus orientadores e educadores desde a infância. Assim, José Allamano viveu no seio de uma família extremamente cristã. 
Com vontade própria e decidido, ingressou no Oratório do Seminário Diocesano de Turim, onde recebeu a ordenação sacerdotal aos 22 anos e se formou em teologia um ano depois. 
Com 25 anos, foi convocado para continuar no mesmo seminário, como Diretor espiritual, demonstrando ter, apesar de jovem, excelentes qualidades de formador. 
Repetiu e inculcou, biblicamente aos noviços, a seguinte frase: "Fazer bem o Bem". 
Quando padre Allamano foi nomeado Reitor do conceituado Santuário Mariano da "Consolata", tinha apenas 29 anos e permaneceu na função durante quarenta e seis anos, quando faleceu. 
A "Consolata" se tornou o campo de ação para todas as suas atividades sacerdotais. Muito atento, e com a mente aberta às necessidades e exigências pastorais do seu tempo, direcionou todas as iniciativas da diocese em favor da promoção da ação social da Igreja, da imprensa católica, da defesa e assistência ao clero, das associações operárias.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

SÃO CLÁUDIO COLOMBIERE - 1641-1683

SÃO CLÁUDIO COLOMBIERE - 1641-1683

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Cláudio Colombiere nasceu próximo de Lion, na França, no dia 02 de fevereiro de 1641. 
Seus pais faziam parte da nobreza reinante, com a família muito bem posicionada financeiramente e planejavam dedicá-lo ao serviço de Deus, mas ele era totalmente avesso a essa idéia. 
Com o passar do tempo acaba por se render ao modo de vida e filosofia dos jesuítas de Lion, onde segue com seus estudos. 
De lá passa a Avinhon e depois a Paris e, três anos depois, é ordenado sacerdote. 
Em 1675, emite os votos solenes da Companhia de Jesus e vai dirigir a pequena comunidade da Ordem, em Parai-le-Monial.
Padre Cláudio foi nomeado confessor do mosteiro da Visitação onde encontra uma irmã de vinte e oito anos, presa ao leito devido às fortes dores reumáticas. 
A doente era Margarida Maria Alacoque, uma figura de enorme poder espiritual, que influenciava a todos que se aproximavam. Margarida Alacoque revelava o incrível poder e a veneração ao Sagrado Coração de Jesus, símbolo da Humanidade e do amor infinito do Cristo. 
Os devotos do Sagrado Coração são tomados como adoradores de ídolos e atacados, de vários lados, com duras palavras e ameaças.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

POR QUE É IMPORTANTE O SINAL DA CRUZ?

POR QUE É IMPORTANTE O SINAL DA CRUZ?

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Os católicos são criticados por fazer o Sinal da Santa Cruz. Mas há sólido fundamento nessa prática, como veremos.
A Igreja celebra a Festa da Exaltação da Santa Cruz no dia 14 de setembro. Essa festa origina-se nos primórdios da cristandade, porque a Morte do Senhor sobre a Cruz é o ponto culminante da Redenção da humanidade. 
A glorificação de Cristo e a nossa salvação passam pelo suplício da Cruz. Cristo, encarnado na Sua realidade concreta humano-divina, se submete voluntariamente à humilde condição de escravo (a cruz era o tormento reservado para os escravos) e o suplício infame transformou-se em glória perene.
Os Apóstolos resumiam sua pregação no Cristo crucificado e ressuscitado dos mortos, de quem provém a justificação e a salvação de cada um. São Paulo dizia que Cristo cancelou “o documento escrito contra nós, cujas prescrições nos condenavam. Aboliu-o definitivamente, ao encravá-lo na Cruz” (Cl 2,14). É por isso que cantamos na celebração da adoração da santa Cruz na Sexta-feira Santa: “Eis o lenho da cruz, do qual pendeu a salvação do mundo: Vinde! Adoremos!”.
O caminho da cruz, da humilhação e da obediência foi o que Deus escolheu para nos salvar. Por isso, amamos e exaltamos a santa Cruz.
São Paulo resumiu tudo, dizendo aos filipenses: “sendo ele de condição divina, não se prevaleceu de sua igualdade com Deus, mas aniquilou-se a si mesmo, assumindo a condição de escravo e assemelhando-se aos homens. E, sendo exteriormente reconhecido como homem, humilhou-se ainda mais, tornando-se obediente até à morte, e morte de cruz. Por isso Deus o exaltou soberanamente” (Fl 2,6-9).

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

SÃO BENIGNO

SÃO BENIGNO

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Muito interessante a história do culto deste Santo de nome Benigno, até porque o seu próprio nome é um adjetivo que significa "bom", "benevolente", "benéfico", portanto, um atributo concedido a todos os Santos. 
No Calendário Litúrgico da Igreja, são vários os personagens festejados com este nome, cerca de dezoito, entre mártires, bispos, sacerdotes, monges e ermitões. 
Entretanto, o primeiro Benigno a ser venerado, foi o que nasceu e viveu em Todi, na região da Úmbria, próxima de Roma, no início do Cristianismo. 
Os registros confirmam que era um sacerdote muito querido, sendo considerado por sua retidão de caráter e bondade. 
Padre Benigno enfrentou corajosamente o martírio durante a última perseguição do imperador Maximiano. Segundo a tradição, ele estava sendo conduzido à Roma para ser jogado às feras, quando morreu, em conseqüência das incessantes torturas a que foi submetido. 
O fato teria ocorrido na estrada vizinha à cidade de Vicus Martis, onde seu corpo que alí fora abandonado, foi recolhido e sepultado secretamente pelos cristãos, que o acompanhavam à distância e assistiram ao seu testemunho. 
Anos depois, quando os cristãos puderam deixar a clandestinidade, no lugar onde Benigno esteve sepultado, foi construída uma igreja e um mosteiro beneditino, e com o passar dos tempos a região se tornou uma pequena cidade chamada Priorado de São Benigno.

domingo, 12 de fevereiro de 2017

SERMÃO DA MONTANHA... ALICERCE DA JUSTIÇA E DO AMOR.

VI DOMINGO DO TEMPO COMUM

“O QUE DEUS PREPAROU PARA OS QUE O AMAM É ALGO QUE OS OLHOS JAMAIS VIRAM NEM OS OUVIDOS OUVIRAM NEM CORAÇÃO ALGUM JAMAIS PRESSENTIU”.   (1Cor 2,9).

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Diácono Milton Restivo

 Como temos visto, as primeiras leituras do Tempo Comum é sempre tirada de um dos livros do Antigo Testamento: Pentateuco (Gênesis, Êxodo, Números. Levítico e Deuteronômio), do livro dos profetas, dos livros chamados históricos e dos livros chamados Sapienciais.
A primeira leitura da liturgia de hoje é tirada de um livro sapiencial, o livro do Eclesiástico, que quer dizer “Livro da Igreja” porque, na Igreja primitiva, esse livro era utilizado com frequência para a instrução dos fiéis. O Eclesiástico está relacionado entre os “livros sapienciais” da Bíblia (como o Eclesiastes, com o qual não se confunde, Salmos, Provérbios e outros).
O livro, formado por reflexões pessoais do autor, era comumente lido em templos cristãos, aliás, o nome Eclesiástico (Livro da Igreja ou da Assembléia) provém do uso oficial que a Igreja fazia desse livro, em contraposição à sinagoga judaica, que não o aceitava como Palavra de Deus.
Desde os primeiros séculos do Cristianismo até há pouco tempo, o nome mais comum para designar este livro era “Eclesiástico” (do latim “Ecclesiasticus liber”), o que significa o livro da igreja ou da assembléia. O bispo são Cipriano, falecido em 248, parece ter sido o primeiro a usar esse nome, devido ao uso que dele se fazia na Igreja antiga.
Este livro também é conhecido como livro de Sirac ou, simplesmente, Sirácida, em relação ao seu autor, Jesus Ben Sirac: “Jesus, filho de Sirac, neto de Eleazar de Jerusalém, gravou neste livro uma instrução de sabedoria e ciência, derramando como chuva a sabedoria do seu coração.” (Eclo 50,27). O livro do Eclesiástico é formado por reflexões pessoais do autor e era comumente lido em templos cristãos para a formação dos convertidos para o cristianismo e para a catequese daqueles que se preparavam para receber o Batismo, os catecúmenos. 

sábado, 11 de fevereiro de 2017

POR QUE VOLTAMOS A CAIR EM PECADOS JÁ CONFESSADOS?

POR QUE VOLTAMOS A CAIR EM PECADOS JÁ CONFESSADOS?

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Quando Jesus entrou na casa de Zaqueu, não chegou como quem fosse arrancar frutos, mas como quem cuida e cura a árvore com amor.

Por que cometemos uma e outra vez os mesmos pecados, apesar de termos confessado? Por que costuma ser tão difícil a conversão? Primeiro, porque ela é uma graça de Deus; segundo, porque a conversão não é uma meta, mas um caminho; terceiro, porque a utilizamos de forma errada.
A compreensão geral que se costuma dar à palavra conversão nos remete à correção que damos a nossa vida e que nos lava a deixar de fazer o mal para se agarrar ao bem. Mas isso, que parece tão fácil de falar, na prática é um exercício cujos resultados nem sempre são os esperados.
Partamos do fato de que a conversão não aponta simplesmente a buscar o cessar dos pecados, que neste caso chamarei de “frutos da árvore”, mas pretende alcançar o fim do Pecado.
Utilizei o termo Pecado com P maiúscula para que compreendamos que os pecados (essas ações cotidianas que deterioram nossa relação com Deus e que nos levam a ferir sua lei) são a expressão de uma realidade interior que danificou a estrutura da personalidade, passando pelas emoções, os afetos, o intelecto, a vontade e a liberdade e que impulsiona o homem a que pouco a pouco se afasta do plano de Deus, para fazer de si mesmo o arquiteto de seu destino, que é o que atrevo chamar de O PECADO. 

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

SANTA ESCOLÁSTICA - 480-547

SANTA ESCOLÁSTICA - 480-547

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Fundou a Ordem das Irmãs Beneditinas. 
O nome de Santa Escolástica, irmã de São Bento, nos leva para o século V, para o primeiro mosteiro feminino ocidental, fundamentado na vida em comum, conceito introduzido na vida dos monges por ele. 
Foi o primeiro a orientar para servir a Deus não "fugindo do mundo" através da solidão ou da penitência itinerante, como os monges orientais, mas vivendo em comunidade duradoura e organizada, e dividindo rigorosamente o próprio tempo entre a oração, trabalho ou estudo e repouso. 
Escolástica e Bento, irmãos gêmeos, nasceram em Nórcia, região central da Itália, em 480. Eram filhos de nobres, o pai Eupróprio ficou viúvo quando eles nasceram, pois a esposa morreu durante o parto. 
Ainda jovem Escolástica se consagrou a Deus com o voto de castidade, antes mesmo do irmão, que estudava retórica em Roma. 
Mais tarde, Bento fundou o mosteiro de Monte Cassino criando a Ordem dos monges beneditinos. Escolástica, inspirada por ele, fundou um mosteiro, de irmãs, com um pequeno grupo de jovens consagradas. 
Estava criada a Ordem das beneditinas, que recebeu este nome em homenagem ao irmão, seu grande incentivador e que elaborou as Regras da comunidade. 
São muito poucos os dados da vida de Escolástica, e foram escritos quarenta anos depois de sua morte, pelo o santo papa Gregório Magno, que era um beneditino. Ele recolheu alguns depoimentos de testemunhas vivas para o seu livro "Diálogos" e escreveu sobre ela apenas como uma referência na vida de Bento, mais como uma sombra do grande irmão, pai dos monges ocidentais.
Nesta página expressiva contou que, mesmo vivendo em mosteiros próximos, os dois irmãos só se encontravam uma vez por ano, para manterem o espírito de mortificação e elevação da experiência espiritual. Isto ocorria na Páscoa e numa propriedade do mosteiro do irmão.