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FILHOS DE EVA ...
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Salve Rainha,
Mãe de Misericórdia, doçura da vida, esperança nossa, salve. A vós bradamos, os
degredados, filhos de Eva. A vós suspiramos, gemendo e chorando, neste vale de
lágrimas...
A vós bradamos, a vós gritamos, a vós suplicamos, a vós nos
dirigimos com o coração cheio de dor e mágoa, mas, acima de tudo, cheio de
esperança, porque sabemos que em vós, Maria, em vós, doce Rainha e amada Mãe é
que encontramos o lenitivo para as nossas dores.
Ate vós, doce Maria, elevamos
as nossas vozes, como exilados e infelizes filhos de Eva; nós suspiramos,
gememos e choramos neste vale de lágrimas. Como esta linguagem exprime bem os sentimentos de um coração que
aspira o céu...
De uma alma que se aterroriza ante a aspereza do caminho. Como
é suave vemos elevados para os céus o
olhar e as mãos dos pobres exilados e ouvir este brado de sua fé, que é, ao
mesmo tempo, um suspiro de amor: a vós bradamos, os degredados, filhos de Eva.
Depois de ver o céu entreabrir-se,
depois de ter visto descer dele uma mãe, uma verdadeira mãe, cheia de ternura e
amor, que vem consolar o seu filho, refrescar a sua fronte ardente, apertá-lo
sobre o seu coração e encorajá-lo a terminar este curso terrestre, na esperança
de um repouso eterno. Quem poderá avaliar a doçura deste título de Maria,
“Consoladora dos Aflitos?”
Se os males são intensos e numerosos, muito mais intensas e numerosas são as
consolações, que são sem limites, e como gostaríamos de sofrer mais apenas pela
felicidade de sermos consolados por uma mãe tão maravilhosa como Maria.










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