quinta-feira, 14 de julho de 2016

SÃO CAMILO DE LÉLLIS - 1550-1614

SÃO CAMILO DE LÉLLIS - 1550-1614


Fundou a congregação dos Ministros Camilianos.
Camila Compelli e João de Lellis eram já idosos quando o filho foi anunciado. Ele, um militar de carreira, ficou feliz, embora passasse pouco tempo em casa. Ela também, mas um pouco constrangida, por causa dos quase sessenta anos de idade. 
Do parto difícil, nasceu Camilo, uma criança grande e saudável, apenas de tamanho acima da média. 
Ele nasceu no dia 25 de maio de 1550, na pequena Bucchianico, em Chieti, no sul da Itália. 
Cresceu e viveu ao lado da mãe, uma boa cristã, que o educou dentro da religião e dos bons costumes. Ela morreu quando ele tinha treze anos de idade. 
Camilo não gostava de estudar e era rebelde. Foi então residir com o pai, que vivia de quartel em quartel, porque, viciado em jogo, ganhava e perdia tudo o que possuía.
Apesar do péssimo exemplo, era um bom cristão e amava o filho. Percebendo que Camilo, aos quatorze anos, não sabia nem ler direito, colocou-o para trabalhar como soldado. O jovem, devido à sua grande estatura e físico atlético, era requisitado para os trabalhos braçais e nunca passou de soldado, por falta de instrução. 
Tinha dezenove anos de idade quando o pai morreu e deixou-lhe como herança apenas o punhal e a espada. Na ocasião, Camilo já ganhara sua própria fama, de jogador fanático, briguento e violento, era um rapaz bizarro.

quarta-feira, 13 de julho de 2016

SANTA TERESA DE JESUS DOS ANDES - 1900-1920

SANTA TERESA DE JESUS DOS ANDES - 1900-1920


Joana Fernandez Solar nasceu no dia 13 de julho de 1900, no berço de uma família profundamente cristã, na cidade de Santiago do Chile, capital do país. 
Seus pais chamavam-se Miguel e Lúcia. A partir dos seis anos de idade, assistia com a mãe, quase diariamente, à santa missa e ansiava poder receber a primeira comunhão, o que aconteceu em setembro de 1910. 
Desde então, procurava comungar diariamente e passar longos momentos mantendo um diálogo íntimo com Jesus. 
Teve a infância marcada por uma intensa vida mariana, que foi um dos sólidos alicerces da sua vida cristã. Joana estudou durante onze anos no Colégio do Sagrado Coração, até 1918. 
Foi muito dedicada à família e julgava-se incapaz de viver separada dos seus. No entanto, assumiu com resignação o distanciamento nos últimos três anos dos estudos em regime de internato. Sua vocação religiosa confirmou-se aos quatorze anos.
Na época, ela se correspondia com a superiora das carmelitas dos Andes, e lia muito sobre a trajetória da vida dos santos. Assim, Joana foi se preparando de tal modo que, desde os dezessete anos, já externava o ideal de ser carmelita, e com ardor defendia a sua vivência contemplativa, que todos julgavam "inútil".

terça-feira, 12 de julho de 2016

O QUE QUER DIZER: “TOMA A SUA CRUZ E SIGA-ME”?

O QUE QUER DIZER: TOMA A SUA CRUZ E SIGA-ME”?


Existem várias explicações, várias definições, vários ensinamentos a respeito da passagem quando Jesus diz: “Se alguém quer vir após mim, renuncie a si mesmo, tome sua cruz cada dia e siga-me.” (Lc 9,23; Mt 16,24; Mc 8,34); “Quem não carrega a sua cruz e não vem após mim, não pode ser meu discípulo.” (Lc 14,27); “Aquele que não toma a sua cruz e me segue não é digno de mim.” (Mt 10,38). 
Seria um incentivo ao sofrimento, à passividade, ao conformismo? Jesus buscou a cruz ou a cruz foi consequência da obediência de Jesus ao plano de salvação do Pai? Paulo diz que Jesus foi obediente até a morte, e morte de cruz!” (Fl 2,8). 
Para Jesus a obediência a Deus estava acima de todas as coisas, inclusive acima de sua própria vontade, "E disse: Aba, Pai, todas as coisas te são possíveis; afasta de mim este cálice; não seja, porém, o que eu quero, mas o que tu queres." (Mc 14,36). Seria a obediência o caminho da cruz? 
A obediência leva ao amor, mas o amor não correspondido leva à cruz. Assim, não é tanto a morte de Cristo por si mesma o que nos salvou, mas sua obediência até a morte. E o que levou Jesus à cruz foi o amor intenso que ele teve pelos homens, amor que não houve correspondência por parte dos homens. A obediência é a filha primogênita do amor. “Deus é amor” (1Jo 4,8.16).

segunda-feira, 11 de julho de 2016

SEIS ANOS SEM TERESA CRISTINA




SEIS ANOS SEM TERESA CRISTINA

"Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o agricultor” (Jo 15,1).
O Pai é o agricultor, o dono da messe, o dono do jardim. Cada um de nós somos os operários da messe, o jardineiro do jardim do Pai. Ele nos dá a terra, ele nos dá a semente, ele nos dá as condições dignas para que a terra seja boa, para que a semente se transforme em arbusto e para que o arbusto floresça, dê flores dignas de um rei. 
O Pai nos dá uma família, nos dá filhos, mas família e filhos não são propriedades nossas, são do Pai. Os filhos são as flores que cultivamos no jardim do Pai. 
Compete a cada um de nós, pais, cuidar do jardim do Pai, dar-lhe flores viçosas, coloridas, perfumadas e perfeitas. Devemos cuidar dessas flores desde em botão. Dar-lhes condições de crescerem saudáveis, floridas e perfumadas. 
Mas elas são do Pai, não são nossas. E o dia em que o Pai  achar por bem, ele visita o nosso jardim, colhe a sua flor preferida, a mais bonita entre todas e a leva para embelezar o seu trono. Assim aconteceu conosco. 
Assim aconteceu com Teresa Cristina.

domingo, 10 de julho de 2016

O BOM SAMARITANO

XV DOMINGO DO TEMPO COMUM

“E QUEM É O MEU PRÓXIMO?” (Lc 10,27).


Diácono Milton Restivo









No Evangelho de Lucas, um doutor da lei quis testar Jesus, conforme diz o próprio Lucas:
“um mestre da lei se levantou e, querendo pôr Jesus em dificuldade, perguntou...” (Lc 10,25). Em Lucas o mestre da lei pergunta a Jesus, como se, ele, sendo mestre da lei, não soubesse: “Mestre,o que devo fazer para receber em herança a vida eterna?” (Lc 10,25).
Jesus responde a pergunta do mestre da lei com outra pergunta: “O que está escrito na Lei? Como você lê?” (Lc 10,26). Jesus, sabiamente, força o doutor da Lei a declarar aquilo que ele sabia da Lei que ele mesmo transmitia ao povo, e perguntou “como você lê?” porque sabia que os únicos que sabiam ler e escrever no meio do povo eram os escribas, os chamados doutores da Lei, que liam a Lei e a interpretavam do seu jeito para o povo, tirando disso proveito próprio (será que isso só acontecia naquele tempo?). A função do doutor da Lei era estudar e interpretar a Lei de Moisés e transmitir ao povo, com as suas próprias palavras aquilo que o povo não tinha acesso aos livros (rolos) da Lei mosaica.
E o doutor da Lei repetiu o “Shemá Israel”, completando com o mandamento do amor ao próximo: “Ame o Senhor, seu Deus, com todo o seu coração, com toda a sua alma, com toda a sua força e com toda a sua mente; e ao seu próximo como a si mesmo”. (Lc 10,27). 

sábado, 9 de julho de 2016

MARIA, A CHEIA DE GRAÇA

MARIA, A CHEIA DE GRAÇA


Quem é de Deus é escravo do amor.             Maria não nasceu escrava, não foi feita escrava: Maria se fez escrava. 
Maria não foi obrigada a fazer nada que não quisesse e não fosse a sua vontade, mas, perante a vontade de Deus, a sua vontade passou a ser nada e ela renuncia a sua vontade para fazer e cumprir somente a vontade de Deus. 
E, a exemplo de Maria que se fez “escrava do Senhor” (Lc 1,38), que se consagrou totalmente ao serviço de Deus, em todos os tempos e ainda nos nossos dias existem cristãos verdadeiros admiradores e seguidores de Maria que renunciam a sua vontade e todo prazer e alegria que a vida e o mundo oferece para fazer realizar única e exclusivamente a vontade de Deus. 
Muitos se proclamam escravos do Senhor a exemplo de Maria e se esvaziam de si mesmos para que a vontade do Senhor impere em todos os seus atos, desejos, pensamentos, atitudes, palavras e ações. 
E foi nessa entrega total de Maria ao Senhor ao anúncio do Anjo Gabriel que o céu se abre em louvores à Maria e, pela boca do Anjo, todo o universo saúda-a por ter aceitado ser a mãe daquele que viria para a redenção do gênero humano. 
A saudação pronunciada pelo Anjo à Maria, quando da Anunciação, se transformou em oração e essa  é a primeira oração que todos nós aprendemos a rezar ainda no colo de nossas mães ou avós: a oração da “AVE MARIA”. Desde a mais tenra idade repetimos a saudação do Anjo em forma de oração e rezamos essa saudação mariana recitada pelo Senhor Nosso Deus usando, como instrumentos, o seu Anjo Mensageiro Gabriel e, posteriormente, Isabel. 

sexta-feira, 8 de julho de 2016

QUANDO ÉRAMOS CRIANÇAS, AMÁVAMOS MARIA

QUANDO ÉRAMOS CRIANÇAS, AMÁVAMOS MARIA

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Quando éramos pequenos, quando éramos crianças, quantos de nós aprendemos as primeiras orações no colo de nossas mães ou avós. 
Íamos ao catecismo, e a catequista, com muito amor, carinho e paciência, repetia conosco as orações do Pai Nosso, da Ave Maria e pegava em nossas mãos de crianças para nos ajudar a aprender e a fazer o Sinal da Cruz. 
Quando éramos crianças rezávamos e tínhamos a certeza de que o Papai do Céu nos ouvia e nos atendia. 
Depois fomos crescendo, crescendo e passamos a achar que éramos auto-suficientes, que não precisaríamos mais de rezar, que poderíamos muito bem viver sem orações e sem Deus, que, afinal de contas, rezar era para crianças e mulheres que tinham que cuidar dos maridos e dos filhos. 
Fomos nos tornando pessoas adultas e maduras e começamos  a achar que poderíamos resolver os nossos próprios problemas e passamos a ficar descrentes no poder da oração. 
Se fizermos uma retrospectiva na nossa vida, vamos notar que, a partir do momento em que deixamos de rezar, passamos a dar cabeçadas por esse mundo a fora. Deixando de rezar, começamos a nos afastar de Deus e da sua Igreja e, fazendo isso e olhando para traz, notamos quantas coisas que fizemos e não deveríamos ter feito e que não faríamos se ainda tivéssemos mantido o contato com Deus, ou ainda, quantas coisas que fizemos e que poderíamos tê-las feito melhor. 
Muitos de nós tivemos apenas uma iniciação na vida religiosa, na vida cristã, apenas uma iniciação na vida de oração, de conversa amigável e amorosa com Deus, nosso Pai.

quinta-feira, 7 de julho de 2016

“EU SOU A MÃE DO BELO AMOR”. (Eclo, 24, 24).

“EU SOU A MÃE DO BELO AMOR”. (Eclo, 24, 24).


“Eu sou a Mãe do Belo Amor”. (Eclo, 24, 24). Essa frase cabe bem nos lábios de Maria. “Deus é Amor”, nos diz o apóstolo João na sua primeira carta, 4,8. Maria é a mãe de Deus, e se Deus é amor, 
Maria é a Mãe do Belo Amor, que é Jesus Cristo. 
O amor de Maria embeleza as nossas almas aos olhos de Deus e leva essa amorosa Mãe a nos ter por filhos. “Onde está a mãe que ame seus filhos e vele sobre eles  como vós, dulcíssima Rainha, que nos amais e cuidais de nosso adiantamento espiritual?” pergunta São Boaventura nos seus escritos. 
Bem-aventurados aqueles que vivem debaixo da proteção de uma Mãe tão amante e tão poderosa. 
O profeta e rei David, muito tempo antes do nascimento de Maria, procurava obter de Deus a salvação, confessando-se filho de Maria, com estas palavras ditas no Salmo 85, 16: “Salva o filho de tua serva.” Mas, que serva? 
É Santo Agostinho quem responde: “Daquela que disse: “eis aqui a escrava do Senhor”. “E quem jamais ousará tirar esses filhos do seio de Maria depois que a ele se tiverem acolhidos em busca de salvação contra os inimigos? Que fúria do inferno e das paixões poderá vencê-los, se puserem esta confiança no patrocínio desta grande Mãe?” (Cardeal São Roberto Belarmino). 
Sabemos que os peixes guarda em sua boca  os seus filhotes quando os vê ameaçados pela tempestade ou por pedradores ou pescadores. 
E o que faz a nossa boa Mãe Maria quando nos vê, seus filhos em perigo no meio das tempestades da tentação? Maria esconde os seus filhos, amorosamente, como dentro de suas próprias entranhas (diz Novarino), e ali os guarda até que os coloca no seguro porto do paraíso.

quarta-feira, 6 de julho de 2016

MARIA, A MÃE QUE SOFRE COM AS MÃES POR SEUS FILHOS

MARIA, A MÃE QUE SOFRE COM AS MÃES POR SEUS FILHOS


É muito comum ouvirmos mães reclamarem que seus filhos adolescentes em lhe trazendo desgostos, apreensão, contra tempos e muitas tristezas. 
Dizem que seus filhos estão envolvidos com pessoas perigosas, participam de brigas, e muitas mães desconfiam que seus filhos adolescentes estejam fazendo uso de drogas. E essas mães, nesses desabafos, nessa angústia, perguntam o que poderia ser feito numa situação como essa. 
Esse é um problema muito comum nas nossas famílias, hoje em dia. Jovens desajustados, carentes de compreensão, de afeto, do diálogo familiar e, por isso, partem para novas aventuras, procurando fora o que não encontram dentro de suas casas, com os pais, com  os irmãos. 
Um jovem que em casa não encontra a compreensão dos pais para ajudá-lo a superar e solucionar os seus problemas, que para ele não são poucos, não tem o afeto e o apoio da família quando enfrentam contra tempos, não tem diálogo em casa para, numa conversa franca e leal expor os seus problemas, as suas dúvidas, os seus receios, as suas amarguras, as suas desilusões, esse jovem logicamente tem necessidade de alguém que lhe dê atenção, que lhe ouça, de alguém que o compreende, de alguém que o apoie, e quando não encontra isso dentro de sua própria casa, com sua família, com seus pais, ele procura fora de casa, longe da família, pessoa ou pessoas que perdem um tempinho para ouvi-lo. 
Mas, infelizmente, essas pessoas geralmente não são bem intencionadas, não são as mais recomendadas para servirem de conselheira para esse jovem necessitado. São pessoas que, a princípio, ouve o jovem com carinho e atenção, mas depois pervertem a sua personalidade, os seus costumes, e o introduz numa vida diferente e perigosa. 
Mas, mesmo assim o jovem se sente bem, porque está encontrando naquela pessoa, ou naquele grupo de pessoas o que a família não lhe dá, o que ele não encontra no seio de sua família, o que os pais lhe negam: o diálogo, a atenção, a compreensão.

terça-feira, 5 de julho de 2016

SANTA MARIA GORETTI - 1890-1902

SANTA MARIA GORETTI - 1890-1902


Maria Goretti, humilde camponesa, nasceu em 16 de outubro de 1890 na cidade de Corinaldo, província de Ancona, Itália. Seus pais, Luiz e Assunta, criavam os sete filhos em meio à penúria de uma vida de necessidades, mas dentro dos preceitos ditados por Jesus Cristo. 
A menina Maria, por ser a mais velha, cresceu cuidando dos irmãos pequenos em casa, enquanto os pais labutavam no campo. Uma de suas irmãs, mais tarde, tornou-se freira franciscana. 
As dificuldades financeiras eram tantas que a família migrou de povoado em povoado até fixar-se num povoado inóspito chamado Ferrieri. Nessa localidade, a família passou a residir na mesma propriedade de João Sereneli, ancião de sessenta anos de idade que tinha dois filhos, Gaspar e Alexandre, este com dezoito anos de idade. 
Assim, todos trabalhavam na lavoura enquanto a jovem Maria cuidava da casa e dos irmãos pequenos. Desse modo, Maria nunca pôde estudar, mas ao lado da família sempre frequentou a igreja. 
Ela só estudou o catecismo para fazer a primeira comunhão, aos doze anos de idade, um ano após a morte de seu pai. Quando isto ocorreu, o senhor João, compadecido, manteve tudo como estava, contando apenas com a viúva para o trabalho na lavoura. Porém o problema era seu filho Alexandre, que passara a assediar Maria. 
Apesar da pouca idade, ela era bonita e bem desenvolvida, já atraindo os olhares masculinos. Como recusasse todas as aproximações do rapaz, este se irritou ao extremo. Até que, no dia 5 de julho de 1902, ele perdeu a razão e a tragédia aconteceu. 
Naquele dia, Alexandre trabalhava ao lado de Assunta quando inventou um pretexto, deixou a lavoura. Foi para o lar dos Goretti portando uma barra de ferro com ponta afiada, sabia que Maria estaria sozinha e indefesa. Primeiro insinuou, depois exigiu, por fim ameaçou a jovem de morte se não satisfizesse seus desejos.

segunda-feira, 4 de julho de 2016

“A ELE, HONRA E PODER ETERNO! AMÉM!” (1Tm 6,10-16).

“A ELE, HONRA E PODER ETERNO! AMÉM!” (1Tm 6,10-16).


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“Porque a raiz de todos os males é o amor ao dinheiro, por cujo desenfreado desejo alguns se afastaram da fé, e a si mesmo se afligem com múltiplos tormentos. Tu porém, ó homem de Deus, foge dessas coisas. Segue a justiça, a piedade, a fé, o amor, a perseverança, a mansidão.  COMBATE O BOM COMBATE DA FÉ, conquista a vida eterna, para a qual foste chamado, como o reconheceste numa bela profissão de fé diante de muitas testemunhas. Eu te ordeno, diante de Deus, que dá a vida a todas as coisas, e de Cristo Jesus, que deu testemunho diante de Pôncio Pilatos numa bela profissão de fé: guarda o mandamento imaculado, irrepreensível, até à Aparição de Nosso Senhor Jesus Cristo que mostrará nos tempos estabelecidos o Bendito e único Soberano, o Rei dos reis e Senhor dos senhores, o único que possui a imortalidade, que habita uma luz inacessível, que nenhum homem viu, nem pode ver. A ele, honra e poder eterno! Amém!” (1Tm 6,10-16). 
Esta é uma recomendação e um apelo, poderíamos dizer, dramático, que Paulo Apóstolo faz ao seu discípulo Timóteo e, por extensão a nós. Paulo incita Timóteo a viver na justiça, a ser piedoso, a ter fé, a viver no amor, a ter firmeza em suas atitudes e ser manso e puro de coração. 

domingo, 3 de julho de 2016

SÃO PEDRO E SÃO PAULO – COLUNAS MESTRAS DA IGREJA

SÃO PEDRO E SÃO PAULO – COLUNAS MESTRAS DA IGREJA
Ano C – Cor; vermelho – Leituras: At 3,1-10; Sl 18A (19); Gl 1,11-20; Jo 21,15-19.


Diácono Milton Restivo

Celebramos, neste domingo, a festa dos Apóstolos que consideramos as duas colunas mestras da nossa Igreja: Pedro e Paulo. Para ambos, o chamamento de Cristo para o apostolado foi diferente, em épocas diferentes, de modo diferente e viveram seus apostolados de maneira diferente, mas com todo o fervor, culminando por dar a sua vida para testemunharem os ensinamentos de Cristo e o grande amor que Jesus teve por todos e cada um de nós, e isso para confirmar a desigualdade dentro da unidade da Igreja de Jesus Cristo.

PEDRO NOS EVANGELHOS

A vocação de Pedro. Caminhando à beira do mar da Galiléia, Jesus viu dois irmãos: Simão, chamado Pedro, e seu irmão André. Estavam jogando as redes ao mar, pois eram pescadores. Jesus disse para eles: “Sigam-me, e eu farei de vocês pescadores de homens”. E eles deixaram imediatamente as redes e seguiram a Jesus.” (Mt 4,18-20).
Medo e falta de fé de Pedro. Entre as três e as seis da madrugada Jesus foi até os seus discípulos andando sobre as águas. Então Pedro lhe disse: ‘Senhor, se és tu, manda-me ir ao teu encontro, caminhando sobre a água.’ Jesus respondeu: ‘Venha’. Pedro desceu da barca e começou a andar sobre a água em direção a Jesus. Mas ficou com medo quando sentiu o vento e, começando a afundar, gritou: “Senhor, salva-me”. Jesus logo estendeu a mão e lhe disse: ‘Homem fraco na fé, porque você duvidou’?” (Mt 14,25-31).
Profissão de fé e investidura de Pedro para ser o primeiro Papa.Jesus perguntou aos discípulos: ‘E vocês, quem dizem que eu sou?’ Simão Pedro respondeu: ‘Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo’. Jesus disse: ‘Você é feliz, Simão, filho de Jonas, porque não foi um ser humano que lhe revelou isso, mas o meu Pai que está no céu. Por isso eu lhe digo: você é Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não poderão contra ela’.” (Mt 16,15-18). 

sábado, 2 de julho de 2016

MARIA, EXEMPLO DAS EDUCADORAS CRISTÃS

MARIA, EXEMPLO DAS EDUCADORAS CRISTÃS


Maria é o exemplo das educadoras cristãs. 
E José, juntamente com Maria, é o casal de deve servir de exemplo a todos os casais, a todos os pais na educação de seus filhos. 
Um exemplo de dedicação e amor aos filhos nos deram José e Maria quando Jesus, aos doze anos de idade, fica perdido em Jerusalém e é encontrado pelo santo casal três dias depois de intensa e angustiante procura, depois da festa da páscoa. Maria e José é o casal que deve ser tomado como exemplo a todos os pais cristãos na educação de seus filhos. 
A educação dos filhos é sempre um tema atual. A preocupação primeira dos pais é educar bem seus filhos, mas, geralmente, os pais não foram educados convenientemente, não por culpa deles, e, por isso, não sabem educar seus filhos com critérios civis, sociais e cristãos. 
Os pais de hoje, geralmente, não sabem por onde devem começar a educação de seus filhos. 
A educação de um filho começa, exatamente, nove meses antes dele nascer, isto é, a educação do filho começa a partir da sua concepção no ventre de sua mãe, e, educar, acima de tudo quer dizer “amar”, aceitar e fazer do filho parte de seu ser. 
O filho, a partir do momento em que nasce, é como se Deus colocasse nas mãos dos pais uma pedra bruta, julgando que os pais tem as ferramentas necessárias para dessa pedra fazer uma obra de arte. De acordo com as ferramentas que os pais tem, isto é, a sua educação e seus princípios cristãos, sociais e civis, os pais podem modelar dessa pedra bruta recebida de Deus, um anjo ou um demônio, uma beleza ou uma monstruosidade, conforme educar esse filho.

sexta-feira, 1 de julho de 2016

CORAÇÃO DE JESUS, FONTE DE TODA CONSOLAÇÃO

CORAÇÃO DE JESUS, FONTE DE TODA CONSOLAÇÃO


A devoção ao Coração de Jesus existe desde os primeiros tempos da Igreja, desde que se meditava no lado e no Coração aberto de Jesus, de onde saiu sangue e água. Desse Coração nasceu a Igreja e por esse Coração foram abertas as portas do Céu. 
A Devoção ao Coração divino de Jesus Cristo começou a ser praticada, em sua essência, já no início da Igreja, pois os Santos tiveram muito presente, ao honrar a Jesus Cristo, que tinha manifestado seu Coração, símbolo de seu amor em momentos augustos. Contudo, esta devoção, em sua forma atual, deve-se às revelações que o próprio Cristo fez a Santa Margarida Maria (1649-1690), sobretudo quando em 16 de junho de 1657, descobrindo seu Coração, disse-lhe: "Eis aqui este Coração que amou tanto aos homens, que não omitiu nada até esgotar-se e consumir-se para manifestar-lhes seu amor, e por todo reconhecimento, não recebe da maior parte mais que ingratidão, desprezo, irreverências e tibieza que têm para mim neste sacramento de amor".

quinta-feira, 30 de junho de 2016

MARIA, A MÃE DE JESUS, A TODA BELA

MARIA, A MÃE DE JESUS, A TODA BELA


Os escritos de São Luiz Maria Grignon de Montfort, sobre Maria são maravilhosos e sempre que os leio  sinto meu amor aumentar cada vez mais por nossa querida mãe do céu.
É um santo que fala e escreve sobre Maria, São Luiz Maria Grignon de Montfort que, inspirado pelo  Divino Espírito Santo, fala das belezas e do amor imenso que vivem aqueles que se entregam  de corpo e alma aos cuidados da Virgem Imaculada, mãe de Deus e nossa mãe. 
E no seu livro, Verdadeiro Tratado da Devoção à Maria Santíssima, São Luiz Maria Grignon de Montfort nos diz que “por meio de Maria começou a salvação do mundo e é por meio de Maria que essa salvação deve ser consumada. Na primeira vinda de Jesus Cristo, Maria quase não apareceu, e isso aconteceu exatamente para que os homens, ainda insuficientemente instruídos e esclarecidos sobre a pessoa de Jesus Cristo, não se apegassem demais e grosseiramente na figura de Maria, ocorrendo o risco de afastarem-se, assim, da verdade. E isso verdadeiramente poderia ter acontecido devido aos encantos  e belezas admiráveis com que o próprio Senhor Nosso Deus havia ornamentado a aparência exterior de Maria.” 
Maria, nos testemunhos dos santos que a conheceram pessoalmente, era uma mulher formosa, linda, radiante, maravilhosa, e sua beleza cativava a todos os que tivessem qualquer contato com ela. E disso nós temos o testemunho escrito deixado por um santo que conheceu Maria pessoalmente.

quarta-feira, 29 de junho de 2016

MARTÍRIO DE SÃO PEDRO E SÃO PAULO

MARTÍRIO DE SÃO PEDRO E SÃO PAULO


A solenidade de são Pedro e de são Paulo é uma das mais antigas da Igreja, sendo anterior até mesmo à comemoração do Natal. 
Já no século IV havia a tradição de, neste dia, celebrar três missas: a primeira na basílica de São Pedro, no Vaticano; a segunda na basílica de São Paulo Fora dos Muros e a terceira nas catacumbas de São Sebastião, onde as relíquias dos apóstolos ficaram escondidas para fugir da profanação nos tempos difíceis. 
E mais: depois da Virgem Santíssima e de são João Batista, Pedro e Paulo são os santos que têm mais datas comemorativas no ano litúrgico.
Além do tradicional 29 de junho, há: 25 de janeiro, quando celebramos a conversão de São Paulo; 22 de fevereiro, quando temos a festa da cátedra de São Pedro; e 18 de novembro, reservado à dedicação das basílicas de São Pedro e São Paulo. Antigamente, julgava-se que o martírio dos dois apóstolos tinha ocorrido no mesmo dia e ano e que seria a data que hoje comemoramos. 
Porém o martírio de ambos deve ter ocorrido em ocasiões diferentes, com são Pedro, crucificado de cabeça para baixo, na colina Vaticana e são Paulo, decapitado, nas chamadas Três Fontes. Mas não há certeza quanto ao dia, nem quanto ao ano desses martírios. 
A morte de Pedro poderia ter ocorrido em 64, ano em que milhares de cristãos foram sacrificados após o incêndio de Roma, enquanto a de Paulo, no ano 67.

terça-feira, 28 de junho de 2016

DIÁCONO JOÃO LUIZ POZZOBON

DIÁCONO JOÃO LUIZ POZZOBON


João Luiz Pozzobon nasceu em Ribeirão, uma aldeia serrana do Rio Grande do Sul, hoje município de São João de Polêsine, em 12 de dezembro de 1.904. É oriundo de uma família de imigrantes italianos.
Seu pai nasceu à bordo do navio com que sua família havia embarcado da Itália para o Brasil.
Sendo sua família profundamente religiosa, desde jovem João teve uma educação católica permanente. Desde menino João Pozzobon distinguiu-se por sua piedade e disposição para servir.
Com 10 anos de idade passou a morar na Casa Paroquial de Vale Vêneto para estudar o curso primário e dar continuidade aos estudos no Seminário.
Aos doze anos deixou os estudos por problemas de visão, e voltou para a casa de seus pais para ajudá-los na lavoura de arroz. Ingressou no serviço militar, ocultando que sofria de deficiência visual, "apenas para aprender", mas na linha de tiro o problema foi detectado e ele foi desligado imediatamente.
Voltou novamente para a casa de seus pais onde continuou ajudando seu pai na lavoura e nas obras da Igreja.
Com 23 anos, em 1928, casou-se com Tereza Turcato, indo morar na localidade de Restinga Seca, tendo, com Tereza, dois filhos: Eli e Ari. Com o falecimento da esposa, casou-se novamente, seis meses depois, com Victoria Maria Felippeto, em 1933, tendo mais cinco filhos: Nair, Otilia, Pedrolina, Humberto e Vilma. 

segunda-feira, 27 de junho de 2016

NOSSA SENHORA DO PERPÉTUO SOCORRO

NOSSA SENHORA DO PERPÉTUO SOCORRO


Nossa Senhora do Perpétuo Socorro é um dos títulos conferidos a Maria, Mãe de Jesus, representada em um ícone  de estilo bizantino
Ela é a Senhora da morte e a Rainha da Vida, o Auxílio de nos cristãos, nosso porto seguro quando invocamos seu auxílio com amor filial. Com um semblante melancólico, Nossa Senhora traz no braço esquerdo o Menino Jesus, ao qual o Arcanjo Gabriel apresenta quatro cravos e uma cruz. 
A devoção a Nossa Senhora do Perpétuo Socorro foi e continua sendo difundida pelos padres da Congregação do Santíssimo Redentor ou Padres Redentoristas. No Brasil, a devoção alcançou uma grande popularidade. 
Foi no ano de 1870 que a devoção a Nossa Senhora do Perpétuo Socorro começou a ser propagada e espalhou-se por todo o mundo. 
A pintura do quadro é do século XIII, no estilo bizantino. Na Igreja Ortodoxa é conhecida como Mãe de Deus da Paixão, ou ainda, a Virgem da Paixão.

domingo, 26 de junho de 2016

MÃE DO PERPÉTUO SOCORRO

MÃE DO PERPÉTUO SOCORRO


Maria. Virgem Maria. Mãe do Perpétuo Socorro.   Nossa Senhora do Perpétuo Socorro.            
É com este título que centenas e milhares de filhos e devotos seus a louvam em Rio Preto e por toda a parte onde quer que exista alguém desesperado ou necessitado de sua ajuda, de seu auxílio, de seu socorro. 
Foram os seus filhos que lhe deram esse título, e não foi por acaso. 
A Senhora socorre os necessitados desde quando  começamos a conhecer na Anunciação do Anjo. Sabendo a Senhora que sua prima Isabel estava em dificuldades, a Senhora se põe a caminho para socorrê-la nas suas necessidades e não a deixa enquanto não ver que tudo estava certo e que ela estava bem. 
E, para socorrer a sua prima Isabel, a Senhora não pensou em si própria: pensou só no bem do outro.          
Isabel estava grávida e precisava de ajuda. Mas a Senhora, Mãe do Perpétuo Socorro, também estava grávida, e grávida do Filho de Deus que se fazia homem para que todos os homens se tornassem filhos de Deus. 
A Senhora não pensou em si própria, deixou de lado os seus próprios problemas para socorrer outra pessoa que necessitava de sua presença, de sua ajuda, de seu socorro. 
E, depois deste fato que nos atesta a sua preocupação com todos os necessitados, através do Evangelho vamos encontrar a Senhora, novamente, preocupada com o bem estar de outras pessoas, lá no casamento de Canaã, na Galiléia. Estava sendo realizado um casamento.

sábado, 25 de junho de 2016

“QUEM PÕE A MÃO NO ARADO E OLHA PARA TRÁS NÃO É DIGNO DE MIM” (Lc 9,62)

“QUEM PÕE A MÃO NO ARADO E OLHA PARA TRÁS NÃO É DIGNO DE MIM”
(Lc 9,62)


Diácono Milton Restivo

“Jesus andava à beira do mar da Galiléia, quando viu dois irmãos: Simão, também chamado Pedro, e seu irmão André.  Estavam jogando a rede no mar, pois eram pescadores. Jesus disse para eles: ‘Sigam-me, e eu farei de vocês pescadores de homens’. Eles deixaram imediatamente as redes, e seguiram a Jesus. Indo mais adiante, Jesus viu outros dois irmãos: Tiago e João, filhos de Zebedeu. Estavam na barca com seu pai Zebedeu, consertando as redes. E Jesus os chamou. Eles deixaram imediatamente a barca e o pai e seguiram a Jesus”. (Mt 4,18-22; Mc 1,16-20).
Mas, para o discípulo que vacila ao chamamento, Jesus sugere que ele permaneça morto com os mortos, considerando ter renunciado seguir Jesus, que é a vida: “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida”. (Jo 14,6), embora faça mais uma tentativa: “Deixa que os mortos enterrem os seus mortos; mas você vai anunciar o reino de Deus”. (Lc 9,60) e faz uma advertência: “Se alguém quer vir após mim, renuncie a si mesmo, tome sua cruz cada dia e siga-me.” (Lc 9,23; 14,27; Mt 10,38; 16,24). O gesto de Eliseu em queimar o arado e sacrificar os seus bois deveria ser a atitude de todos os discípulos de Jesus que aderem ao seu chamado: queimar as suas vaidades, o seu conforto, a sua suposta e ilusória estabilidade, o seu orgulho, a sua avareza e se livrar de tudo o que possa impedir esse companheirismo deleitante com Jesus.
É o rompimento com o passado e com tudo aquilo que possa desviá-lo da responsabilidade assumida em seguir o Mestre.