quinta-feira, 3 de novembro de 2016

“O SENHOR NÃO É DEUS DOS MORTOS, E SIM DOS VIVOS”.

“O SENHOR NÃO É DEUS DOS MORTOS, E SIM DOS VIVOS”.

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“A morte foi absorvida na vitória. Morte, onde está a tua vitória? Morte, onde está o teu aguilhão? (1Cr 15,54-55). A morte nos apavora. A morte nos acabrunha. A morte nos entristece... 
Nos aflige o temor da destruição perpétua, mas devemos considerar que, dentro de nós, temos a semente da eternidade. 
Essa semente da eternidade nos dá a segurança e a esperança de uma vida que jamais se acaba e a certeza de que não seremos destruídos eternamente e que, a morte do corpo, o fim da matéria, não será o fim de tudo para aquele que crê. 
O que nos dá essa certeza é a redenção que Jesus Cristo veio trazer ao gênero humano e que age dentro de cada um de nós. 
Por essa redenção nos vem a certeza de que a morte corporal  será vencida um dia quando o reino de felicidade, perdido pelo homem, for restituído pelo seu Onipotente, Misericordioso e Eterno Senhor, Deus Pai. 
Paulo, Apóstolo, nosso amigo e orientador, escreve em uma de suas cartas: “Em realidade sabemos que, se a casa terrestre desta nossa morada for desfeita, temos de Deus um edifício, uma casa não feita por mãos humanas, eterna, nos céus. Por isso também suspiramos, desejando ser revestidos da nossa habitação, que é celeste, se todavia formos encontrados vestidos, e não nus. Realmente nós, que estamos nesse tabernáculo, gememos acabrunhados, porque não queremos ser despojados, mas sim revestidos por cima, a fim de que, o que é em nós mortal, seja absorvido pela vida. Ora, o que nos formou para isto mesmo, foi Deus que nos deu o penhor do Espírito. Por isso, sempre cheios de confiança, sabemos que, enquanto estamos no corpo, estamos longe do Senhor (porque caminhamos pela fé e não pela visão), cheios de confiança, temos mais vontade de nos ausentarmos do corpo e estar presentes ao Senhor. Por isso, quer ausentes, quer presentes, esforçamo-nos para lhe agradar, pois é necessário que todos nós compareçamos diante do tribunal de Cristo, para que cada um receba o que é devido ao corpo, segundo fez o bem ou o mal.” (2Cr 5,1-10).

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

FINADOS

FINADOS

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Quando se aproxima o mês e novembro, já, de uma maneira especial, nos voltamos para os nossos entes queridos que conviveram conosco durante tanto tempo, que nos amaram e que também os amamos, porque, no mês de novembro, e, de uma maneira especial, no dia dois de novembro comemoramos a memória dos nossos amados que se foram para a casa do Pai. 
Dois de novembro, dia em que cultuamos os nossos queridos que agora repousam no sono eterno, esses mesmo entes queridos que passaram  tantos momentos inesquecíveis conosco nesta vida e que agora descansam na casa do Pai Eterno que prometeu e promete a ressurreição final para todos aqueles que seguirem e seguem os seus mandamentos e que ouviram e ouvem a voz do seu dileto filho Jesus Cristo. Todos os anos esperamos ate com uma certa ansiedade o dia dos finados. O dia de finados é um dia especial  para nós e que a nossa Santa Igreja, de uma maneira especial, dedica aos nossos falecidos.
Dia de Finados; é apenas mais um dia que a Igreja nos oferece para relembrarmos daqueles de quem às vezes nos esquecemos durante todo o ano; quantos entes queridos nossos que já partiram para a casa do Pai, que nos antecederam nessa última jornada, e que só nos lembramos deles no dia de finados. Mortos e a palavra que empregamos para designar aqueles nossos irmãos que já passaram por esta vida, por este vale de lágrimas e que agora se encontram na casa do Pai. 
Mas, para o cristão, para quem acredita realmente em Deus e nas promessas de Jesus Cristo, não existe morte, só existe vida. Entendemos por morte o fim de tudo, quando tudo se acaba. Isso não existe para o cristão que conhece e vive as verdades e as mensagens ensinadas por Jesus Cristo.           

terça-feira, 1 de novembro de 2016

FESTA DE TODOS OS SANTOS

FESTA DE TODOS OS SANTOS

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"Vi uma grande multidão que ninguém podia contar, de todas as nações, tribos, povos e línguas. Estavam de pé diante do Trono e diante do Cordeiro, de vestes brancas e palmas na mão." (Apo 7,9). 
A visão narrada por são João Evangelista no livro do Apocalipse, fala dos santos aos quais é dedicado o dia de hoje. 
A Igreja de Cristo possui muitos santos canonizados e a quantidade de dias do calendário não permite que eles sejam homenageados com exclusividade. 
Além desses, a Igreja tem, também, muitos outros santos sem nome, que viveram no mundo silenciosamente e na nulidade, carregando com dignidade a sua cruz, sem nunca ter duvidado dos ensinamentos de Jesus. 
Enfim, santos são todos os que foram canonizados pela Igreja ao longo dos séculos e também os que não foram e nem sequer a Igreja conhece o nome e que nos precederam em vida na terra perseverando na fé em Cristo. 
Portanto, são mesmo multidões e multidões, porque para Deus não existe maior ou menor santidade. Ele ama todos do mesmo modo. 
O que vale é o nosso testemunho de fidelidade e amor na fé em seu Filho, o Cristo, e que somente Deus conhece.

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

NÃO SABEMOS O DIA NEM A HORA

NÃO SABEMOS O DIA NEM A HORA

        
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    Jesus nos exorta a praticarmos obras de caridade, a termos fé em suas palavras e a estarmos sempre vigilantes: “Felizes os servos  que o senhor, à sua chegada, encontrar vigilantes. Em verdade vos digo, ele se cingirá e os colocará à mesa e, passando de um a outro, os servirá. E caso venha pela segunda ou pela terceira vigília, felizes serão se assim os encontrar! Compreendei isto: se o dono da casa soubesse em que hora viria o ladrão, não deixaria que sua casa  fosse arrombada. Vós também ficai preparados, porque o Filho do Homem virá numa hora que não pensais.” (Lc 12,37-40). 
            Nesse dia acontecerá tudo o que o Senhor Jesus prenunciara aos seus apóstolos e discípulos sobre o fim dos tempos, o juízo final: “Quando o Filho do Homem vier em sua glória, e todos os anjos com ele, então se assentará no trono de sua glória. E serão reunidas em sua presença todas as nações e ele separará os homens uns dos outros, como o pastor separa as ovelhas dos cabritos, e porá as ovelhas à sua direita e os cabritos à sua esquerda. Então dirá o rei aos que estiverem em sua direita: “Vinde, benditos de meu Pai, recebei por herança o Reino preparado para vós desde a fundação do mundo. Pois tive fome e me deste de comer. Tive sede e me deste de beber. Era forasteiro e me recolhestes. Estive nu e me vestistes, preso e viste ver-me. Então os justos lhes responderão: ‘Senhor, quando foi que te vimos com fome e te alimentamos, com sede e te demos de beber? Quando foi que te vimos forasteiro e te recolhemos ou nu e te vestimos? Quando foi que te vimos doente ou preso e fomos te ver?’ Ao que lhes responderá o rei: ‘Em verdade vos digo: cada vez que o fizestes a um desses meus irmãos mais pequeninos, a mim o fizestes.’ Em seguida dirá aos que estiverem à sua esquerda: ‘Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno preparado para o diabo e para os seus anjos. Porque tive fome e não me destes de comer. Tive sede e não me destes de beber. Fui forasteiro e não me recolhestes. Estive nu e não me vestistes, doente e preso, e não me visitastes. Então, também eles responderão: ‘Senhor, quando é que te vimos com fome ou com sede, forasteiro ou nu, doente ou preso e não te servimos?’ E ele responderá com estas palavras: ‘Em verdade vos digo: todas as vezes que deixastes de fazer a um desses pequeninos, foi a mim que o deixastes de fazer.’ E irão estes para o castigo eterno, enquanto os justos irão para a vida eterna.” (Mt 25,31-46).  

domingo, 30 de outubro de 2016

ZAQUEU

XXXI DOMINGO DO TEMPO COMUM

"ELE PROCURAVA VER QUEM ERA JESUS..." - (Lc 19, 3).

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Diácono Milton Restivo

No Evangelho segundo Lucas Jesus continua sua caminhada rumo a Jerusalém.
A cidade de Jericó fica no caminho de quem vem do norte, da Galiléia, para o sul, Jerusalém.
Estavam com Jesus aqueles que o seguiam por onde quer que fosse; homens e mulheres, discípulos seus, que eram companhia permanente, mas tinha, também, os curiosos ocasionais que se aproximavam apenas para se inteirarem das novidades.
Quando chegava nos vilarejos e nas cidades, o povo desses lugares, ao tomar conhecimento que Jesus se aproximava, saia ao seu encontro, uns por curiosidade, outros querendo ver milagres ou buscando a recuperação da saúde e outros ainda desejosos de beber da sabedoria do Mestre.
Ao chegar às portas de Jericó, um desses “que procurava ver quem era Jesus” era “um homem chamado Zaqueu”.
Zaqueu era um personagem famoso e famigerado na cidade, bem conhecido por todos, mas odiado por muitos porque era “chefe dos cobradores de impostos e muito rico”. Rico demais, daqueles para os quais a porta do Reino dos céus parece por demais estreita. 

sábado, 29 de outubro de 2016

CONVERSANDO COM A MÃE...

CONVERSANDO COM A MÃE...

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Virgem escolhida por Deus  para ser a mãe de Deus e nossa mãe. A Senhora  que “ouviu a palavra e a pôs em prática”, ensina-nos a ouvir a palavra de Deus e a colocá-la em prática, para que o Senhor Nosso Deus, pelas nossas ações, atitudes e gestos, seja adorado e glorificado. 
Virgem Mãe, Maria, a Senhora que soube dizer “sim” ao apelo de Deus para que a Senhora também fosse instrumento no plano de salvação do Senhor para todos os homens, ensina-nos a sempre dizer ``sim`` a todo e qualquer chamamento de Deus para transformar o mundo em que vivemos num mundo mais humano, mais justo e mais livre. 
Hoje, todos nós que a amamos como verdadeira mãe de Deus e nossa, nos colocamos aos seus pés, e humildemente pedimos pelas nossas necessidades, pelas necessidades de nossas comunidades cristãs, pelos nossos pastores, pelos nossos governantes. 
Todos nós que amamos a Senhora como nossa verdadeira mãe na ordem espiritual, mãe que nos foi dada pelo próprio Senhor Jesus Cristo nos estertores de sua morte no alto do Calvário, nos colocamos aos seus pés e suplicamos pelos nossos doentes, por aqueles irmãos que,  de longa data, se encontram recolhidos em uma cama, em um leito, no hospital, em casa, num asilo.

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

SÃO JUDAS TADEU

SÃO JUDAS TADEU

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Judas Tadeu é claramente distinto de Judas Iscariotes, outro discípulo que seria o traidor de Jesus. Judas é uma tradução do nome Ιούδας do original grego do Novo testamento, o que por sua vez é uma variante de Judá, um nome muito comum entre os judeus da época. "Judas, irmão de Tiago" ou "Judas de Tiago" é mencionado apenas duas vezes no Novo Testamento: nas listas apostólicas de Lucas, no Evangelho e nos Atos dos Apóstolos
O Evangelho de João também menciona uma vez - em João, 14,22 um discípulo chamado "Judas (não o Iscariotes)", o que geralmente é aceito como sendo Judas Tadeu , embora alguns estudiosos vejam esta identificação como sendo incerta. A frase "Judas de Tiago" pode igualmente ser entendida como uma relação entre irmãos ou de pai e filho e, por isso, as opiniões se dividem sobre Judas, o apóstolo, ser a mesma pessoa que Judas, irmão de Jesus, que é mencionado em Marcos, 6,3 e Mateus 13,55-57 (juntamente com outros irmãos de Jesus, inclusive Tiago, o Justo), considerado pela tradição como sendo o autor da Epístola de Tiago.

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

FIQUEM PREPARADOS, PORQUE O FILHO DO HOMEM VIRÁ NUMA HORA EM QUE VOCÊS MENOS PENSAREM.

FIQUEM PREPARADOS, PORQUE O FILHO DO HOMEM VIRÁ NUMA HORA EM QUE VOCÊS MENOS PENSAREM.

           
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  O Divino Mestre adverte seus discípulos para vigiarem e não serem surpreendidos: “Como nos dias de Noé, será a vinda do Filho do Homem. Com efeito, como naqueles dias que precederam o dilúvio, estavam eles comendo e bebendo, casando-se e dando-se em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca, e não perceberam nada, até que veio o dilúvio  e os levou a todos. Assim acontecerá na Vinda do Filho do Homem. E estarão dois homens no campo: um será tomado e o outro deixado. Estarão duas mulheres moendo no moinho: uma será tomada e a outra deixada.” (Mt 24,37-42).  
Apesar das ameaças bíblicas, dessas chamadas de atenção, os homens continuam arrogantes, malfeitores e nada vigilantes para a vinda do Filho do Homem, que pode acontecer a qualquer momento e pegar a todos desprevenidos, despreparados e preocupados com as coisas materiais e explorando uns aos outros. 
Mas, para todos esses anúncios do final dos tempos e essas palavras de ameaças, o Senhor Nosso Deus adverte os seus eleitos e reserva para eles palavras de conforto, de fé, esperança, de segurança, e os conclama à penitência: “Agora, portanto - oráculo de Yahweh - retornai a mim de todo o vosso coração, com jejum, com lágrimas e com lamentação.” Rasgai os vossos corações, e não as vossas roupas, retornai a Yahweh, vosso Deus, porque ele é bondoso e misericordioso, lento na ira e cheio de amor, e se compadece da desgraça. Quem sabe? Talvez ele volte atrás, se arrependa e deixe atrás de si uma benção, oblação e libação para Iahweh, vosso Deus.” (Jl 2,12-14).

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

A HUMILDADE DE MARIA RETRATADA EM NOSSA SENHORA APARECIDA

A HUMILDADE DE MARIA RETRATADA EM NOSSA SENHORA APARECIDA

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A história do Brasil parece um imenso andor de Nossa Senhora, andor esse carregado pelo povo simples, humilde e pobre através dos tempos. Só que o povo não aparece, o povo pobre não faz propaganda de si próprio e nem carrega placas com o seu nome no peito ou estende faixas nas ruas contando as suas vantagens, como fazem os  demagogos e corruptos políticos. 
O povo pobre, simples e humilde faz questão é de ficar escondido atrás do nome de Maria. O que deve aparecer realmente para o povo pobre e humilde é o nome e a imagem de Nossa Senhora, a nossa Maria,  que é aclamada e invocada por milhares e milhões de vozes que cantam e rezam sem parar a Ave Maria... 
Carregando o andor de Nossa Senhora, a nossa Maria, o povo carrega pelas ruas a sua esperança de um dia poder chegar lá onde Maria já chegou, isto é, gozar da liberdade total dos filhos de Deus. A história de Maria é a imagem  da história do povo  humilde; a história do povo pobre e simples se confunde com a história de Maria. 
A história de Maria é uma história que ainda não terminou; a história de Maria continua até hoje  mas pequenas e grandes histórias do povo. 
Maria, moça pobre, simples e humilde de uma cidadezinha do interior da Palestina é saudada até hoje por milhares e milhões de pessoas; o povo todo a invoca e a venera. Maria mesmo preveniu isso quando disse à sua prima Isabel: “De hoje em diante  todas as nações vão me chamar de bem-aventurada.”  (Lc 1, 48).

terça-feira, 25 de outubro de 2016

FREI GALVÃO – SANTO ANTONIO DE SANT’ANNA GALVÃO

FREI GALVÃO – SANTO ANTONIO DE SANT’ANNA GALVÃO

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Santo Antônio de Sant’Ana Galvão, OFM, mais conhecido como Frei Galvão (Guaratinguetá, 1739 - São Paulo, 23 de dezembro de 1822) foi frade e primeiro santo nascido no Brasil. Foi canonizado pelo papa Bento XVI durante sua visita ao Brasil (São Paulo) em 11 de maio de 2007.

Biografia
O pai, Antônio Galvão de França, nascido em Portugal, era o capitão-mor da vila. Sua mãe, Isabel Leite de Barros, era filha de fazendeiros, bisneta do famoso bandeirante Fernão Dias Pais, o “caçador de esmeraldas”.
Antônio viveu com seus irmãos numa casa grande e rica, pois seus pais gozavam de prestígio social e influência política. O pai, querendo dar uma formação humana e cultural segundo suas possibilidades econômicas, mandou o filho com a idade de treze anos para o Colégio de Belém, dos padres jesuítas, na Bahia, onde já se encontrava seu irmão José.
Lá fez grandes progressos nos estudos e na prática cristã, de 1752 a 1756. Queria tornar-se jesuíta, mas por causa da perseguição movida contra a Ordem pelo Marquês de Pombal, seu pai o aconselhou a entrar para os franciscanos, que tinham um convento em Taubaté, não muito longe de Guaratinguetá. Assim, renunciou a um futuro promissor e influente na sociedade de então, e aos 16 anos, entrou para o noviciado na Vila de Macacu, no Rio de Janeiro. 

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

SANTO ANTÔNIO MARIA CLARET


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O quinto dos onze filhos de Antonio Claret e Josefa Clará nasceu em 23 de dezembro de 1807, no povoado de Sallent, diocese de Vic, Barcelona, Espanha. Foi batizado no dia de Natal e recebeu o nome de Antonio Claret y Clara. Na família aprendeu o caminho do seguimento de Cristo, a devoção à Maria e o profundo amor à Eucaristia.
Cedo aprendeu a profissão do pai e depois a de tipógrafo. Na adolescência ouviu o chamado para servir à Deus. Assim, acrescentou o nome de “Maria” ao seu, para dar testemunho de que a ela dedicaria sua vida de religioso. E foi uma vida extraordinária dedicada ao próximo. Antônio Maria Claret trabalhou com o pai numa fábrica de tecidos e Aos vinte e um anos, depois de ter recusado empregos bem vantajosos, ingressou no Seminário de Vic, pois queria ser monge cartuxo. Mas lá percebeu sua vocação de padre missionário.
Em 1835 recebeu a ordenação sacerdotal e foi nomeado pároco de sua cidade natal. Quatro anos depois foi para Roma e se dirigiu à Propaganda Fides onde se apresentou para ser missionário apostólico. Foram anos de trabalho árduo e totalmente dedicado ao ministério pastoral na Espanha, que muitos frutos trouxeram para a Igreja. Em 1948 foi enviado para a difícil região das Ilhas Canárias. 

domingo, 23 de outubro de 2016

A PARÁBOLA DO FARISEU E DO PUBLICANO

XXX DOMINGO DO TEMPO COMUM

“MEU DEUS, TEM PIEDADE DE MIM, QUE SOU PECADOR”. (Lc 18,9-14).

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Diácono Milton Restivo 

No Evangelho de hoje Lucas transmite a parábola do fariseu e do publicano, que só se encontra no seu Evangelho, que estão em oração no Templo, narrada por Jesus.
A citação chave sobre a missão de Jesus no nosso meio está contida em Lucas 19,10: “De fato, o Filho do Homem veio procurar e salvar o que estava perdido”.
Ao apresentar Jesus como aquele que o Pai enviara para “procurar e salvar o que estava perdido”, Lucas inclui passagens no seu evangelho de pessoas discriminadas que não são narradas nos demais evangelhos, como o relato da mulher considerada pecadora que adentra a casa de um fariseu durante uma refeição para lavar os pés de Jesus com suas lágrimas e os enxugar com seus cabelos (Lc 7,36-50); a parábola do fariseu e o publicano que se dirigem ao Templo para rezar, que meditaremos hoje (Lc 18,9-14); a história do publicano Zaqueu que queria ver Jesus, (Lc 19,1-10), e o perdão do ladrão na cruz, (Lc 23,39-43).
Essas narrativas só se encontram no Evangelho segundo Lucas.
No Evangelho de Lucas Jesus está sempre se relacionando com publicanos, pecadores, doentes, leprosos, mulheres, gentios, samaritanos, viúvas, pobres ou crianças, que eram menosprezados, discriminados e considerados, pelos fariseus e doutores da Lei como malditos por não terem acesso à Lei de Moisés que somente era conhecida pela classe elitizada: “Maldito seja aquele que não mantém as palavras desta Lei, não pondo-as em prática”. (Dt 27,26; Gl 3,10). 

sábado, 22 de outubro de 2016

BEM-AVENTURADO CONTARDO FERRINI - 1859-1902

BEM-AVENTURADO CONTARDO FERRINI - 1859-1902

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Contardo Ferrini tinha extrema inteligência. Filho de Rinaldo e Luíza, ambos, desde cedo, cuidaram para o integral desenvolvimento de sua potencialidade. Seu pai, um professor e engenheiro, incutiu-lhe o desejo de buscar o conhecimento nas fontes verdadeiras e uni-lo à fé. 
Esta última parte sempre foi muito desprezada pela maioria dos intelectuais. Porém Contardo foi um dos juristas mais apreciados e um dos grandes romancistas do seu tempo. Um grande professor e intelectual, mas muito diferente e especial também. 
O que o tornava realmente destacado era sua dedicação religiosa, num tempo em que a Igreja atravessava profunda crise de fé e enfrentava grande oposição. Já era assim quando nasceu, no dia 5 de abril de 1859, em Milão, Itália. 
E continuaria sendo nas décadas seguintes. No plano intelectual, foi brilhante. Com dezessete anos, já havia estudado hebraico, siríaco, sânscrito, copta e iniciava o curso de Direito na Universidade de Pávia. 
Especializou-se em direito romano e para isso, além de estudar latim, grego e alemão, paralelamente aprendeu espanhol, inglês e francês. 
Laureado em 1880, como prêmio a universidade deu-lhe uma bolsa de estudos, o que proporcionou-lhe a oportunidade de estudar na Universidade de Berlim. 
Com vinte e quatro anos, já lecionava direito criminal e direito romano, viajando pelo exterior e realizando conferências e palestras.

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

SANTA ÚRSULA E COMPANHEIRAS - SÉCULO IV

SANTA ÚRSULA E COMPANHEIRAS - SÉCULO IV

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Úrsula nasceu no ano 362, filha dos reis da Cornúbia, na Inglaterra. Era uma linda menina, meiga, inteligente e caridosa. Cresceu muito ligada à religião, seguindo aos princípios da fé e amor em Cristo. A fama de sua beleza se espalhou e logo os pedidos de casamento sugiram.
Mas, por motivos políticos, seu pai aceitou a proposta feita pelo duque Conanus, pagão, oficial de um grande exército amigo.
Quando soube que o pretendente não era cristão, Úrsula primeiro recusou, mas depois, devendo obediência à seu pai e rei, aceitou, com a condição de esperar três anos. Período que achou suficiente para o duque se converter, ou desistir da aliança. Para isso rezava muito junto com suas damas da corte.
Mas parecia ser um matrimônio inevitável. Na época acertada a uma expedição, com dois navios, partiu levando Úrsula e suas damas. Eram jovens virgens como ela e se casariam também, com guerreiros escolhidos pelo duque Conanus. As lendas e tradições falam em onze mil virgens, mas, depois, outros escritos da época e pesquisas arqueológicas revelaram que eram onze meninas. 

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

SANTA MARIA BERTILLA BOSCARDIN - 1888-1922

SANTA MARIA BERTILLA BOSCARDIN - 1888-1922

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Uma simples camponesa pôde demonstrar, com suas atitudes diárias, que mesmo sem êxtases, sem milagres, sem grandes feitos, o ser humano traz em si a santidade e a marca de Deus em sua vida. Se vivermos com pureza e fé, a graça divina vai se manifestar em cada detalhe da nossa vida.
A prova disso foi a beatificação da Irmã Maria Bertilla, pelo Papa Pio XII, em 1952, quando ele disse: “É uma humilde camponesa”. Era ela, que nasceu na família dos Boscardin, em 06 de outubro de 1888, na cidade de Vicenza, na Itália e recebeu o nome de Ana Francisca, no batismo. Os pais eram simples camponeses e sua infância transcorreu entre o estudo e os trabalhos do campo, rotina natural dos filhos e filhas de agricultores dessa época.
Aos dezessete anos, mudou o modo de encarar a vida e ingressou no convento das Irmãs Mestras de Santa Dorotéia dos Sagrados Corações, quando adotou o nome de Maria Bertilla. Paralelamente estudou e se diplomou como enfermeira, de modo que pôde tratar os doentes com ciência e fé, os quais assistia com carinho de irmã e mãe. Teve uma existência de união com Deus no silêncio, no trabalho, na oração e na obediência. Isso se refletia na caridade com que se relacionava com todos: doentes, médicos e superiores. Mas, era submetida a constantes humilhações por uma superiora.
Depois, foi enviada para trabalhar no hospital de Treviso, mais ao norte do país. Tinha apenas vinte e dois anos de idade quando além de enfrentar a doença no próximo teve que enfrentá-la em si mesma também. Logo foi operada de um tumor e, antes que pudesse se recuperar totalmente, já estava aos pés dos seus doentes outra vez. As humilhações pessoais continuavam, agora associadas as dores físicas. 

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

SÃO PAULO DA CRUZ - 1694-1775

SÃO PAULO DA CRUZ - 1694-1775

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Fundou a Congregação Clérigos Descalços da Santa Cruz e Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo " Padres Passionistas". Foi aos dezenove anos de idade, após ouvir um sermão sobre a Paixão de Cristo, que Paulo Francisco Danei decidiu-se pela vida religiosa.
Nascido em Ovada, na Alexandria, região norte da Itália, no dia 3 de janeiro de 1694, era o primeiro dos dezesseis filhos de um casal de nobres e fervorosos cristãos. 
Apesar do nome e da posição social, a família não possuía fortuna. Seu pai era um dedicado comerciante que viajava muito. 
Desde a infância Paulo acostumou-se a acompanhar o pai, primeiro como seu companheiro, depois, também, para ajudá-lo nos negócios. Também desde pequeno se entregava a exercícios de oração e penitência e à leitura da vida dos santos, encantando-se, especialmente, com a dos eremitas. Gostava de ir à igreja para rezar o terço. 
Essa rotina floresceu e fez crescer sua vocação. Quando ouviu o sermão que o tocou, já pertencia à Irmandade de Santo Antônio. Primeiro pensou em alistar-se como voluntário na cruzada contra os turcos, organizada pelo exército veneziano.

terça-feira, 18 de outubro de 2016

SANTO LUCAS EVANGELISTA

SANTO LUCAS EVANGELISTA

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Lucas é um dos quatro evangelistas. O seu evangelho é reconhecido como o do amor e da misericórdia. Foi escrito sob o signo da fé, nos tempos em que isso podia custar a própria vida. Mas falou em nascimento e ressurreição, perdão e conversão, na salvação de toda a humanidade. Além do Terceiro Evangelho, escreveu os Atos dos Apóstolos, onde registrou o desenvolvimento da Igreja na comunidade primitiva, relatando os acontecimentos de Jerusalém, Antioquia e Damasco, nos deixando o testemunho do Cristo da bondade, da doçura e da paz.
Lucas nasceu na Antioquia, Síria, era um médico e pintor, muito culto que foi convertido e batizado por São Paulo. No ano 43 já viajava ao lado do apóstolo, sendo considerado seu filho espiritual. Escreveu o seu evangelho em grego puro, quando São Paulo quis pregar a Boa Nova aos povos que falavam aquele idioma. Os dois sabiam que, lhes mostrar o caminho na própria língua, facilitaria a missão apostólica. Assim, através de seus escritos, Lucas tornou-se o relator do nascimento de Jesus, o principal biógrafo da Virgem Maria e o primeiro expressa-la através da pintura. 

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

A PARÁBOLA DA VIÚVA E DO JUIZ DE CORAÇÃO DURO

A PARÁBOLA DA VIÚVA E DO JUIZ DE CORAÇÃO DURO

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O Evangelho coloca-nos diante de uma parábola que nos ensina a respeito da oração paciente, persistente e perseverante: “Jesus contou aos discípulos uma parábola para mostrar-lhes a necessidade de rezar sempre, sem nunca desistir”. (Lc l8,1).
O propósito dessa parábola é de ensinar a perseverança na oração. Devemos “rezar sempre, sem nunca desistir”. Orar sempre, continuamente.
É fundamental que estejamos presentes na oração. Às vezes, corremos o risco de, quando rezamos, agirmos como crianças levadas que tocam a campainha da casa e depois saem correndo; elas se afastam antes que a porta seja atendida. Não devemos apenas bater, mas insistir, sem esmorecer: “Peçam, e lhes será dado! Procurem, e encontrarão! Batam, e abrirão a porta para vocês! Pois, todo aquele que pede, recebe; quem procura, acha; e a quem bate, a porta será aberta”. (Lc 11,9-10; Mt 7,7-8).
Nesta parábola o juiz é apresentado como um homem de coração duro e insensível, sem princípios, que não temia a Deus e não tinha consideração para com os homens; não era religioso e nem mesmo humanitário e era descaradamente corrupto. Uma viúva que se sentia injustiçada por alguém, veio a esse juiz pedir justiça: “Faça-me justiça contra o meu adversário!’ (Lc 18,3b), mas foi ignorada por muito tempo pelo juiz. Era a arrogância extrema contra a total impotência.
Porque Jesus coloca uma viúva como a injustiçada? Porque a viúva tem um lugar de destaque ao inverso nos escritos sagrados, que não é de privilégios, mas de abandono total. A viúva, tanto no Antigo como no Novo Testamento, era uma pessoa discriminada, porque a sua situação era de total insegurança e desconforto social. 

sábado, 15 de outubro de 2016


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Nunca um santo ou santa se mostrou tão “carne e osso” como Teresa Dávila, ou Teresa de Jesus, nome que assumiu no Carmelo. Nascida no dia 28 de março de 1515, Seus pais, Alonso Sanchez de Cepeda e Beatriz D’Ávila y Ahumada, a educaram junto com os irmãos dentro do exemplo e dos princípios cristãos. Aos sete anos, tentou fugir de casa e peregrinar ao oriente para ser martirizada pelos mouros, mas foi impedida. A leitura da vida dos santos mártires tinha sobre ela uma força inexplicável e, se não fossem os parentes terem encontrado por acaso, teria fugido, levando consigo o irmão Roderico.
Órfã de mãe aos doze anos, Teresa assumiu Nossa Senhora como sua mãe adotiva. Mas o despertar da adolescência a levou a ter experiências excessivas ao lado dos primos e primas, tornando-se uma grande preocupação para seu pai. Aos dezesseis anos, sua atração pelas vaidades humanas era muito acentuada. Por isto, ela a colocou para estudar no colégio das agostinianas em Ávila. Após dezoito meses uma doença grave a fez voltar para receber tratamento em casa de seu pai, o qual se culpou por isto.
Neste período, pela primeira vez, Teresa passou por experiências espirituais místicas, de visões e conversas com Deus. Todavia as tentações mundanas não a abandonavam. Assim atormentada, desejando seguir com segurança o caminho de Cristo, em 1535, já com vinte anos, decidiu se tornar religiosa, mas foi impedida pelo pai. Como na infância resolveu fugir, desta vez, com sucesso. Foi para o Convento Carmelita da Encarnação de Ávila.
Entretanto a paz não era sua companheira mais presente. Durante o noviciado, novas tentações e mais o relaxamento da fé não pararam de atormentá-la. Um ano depois, contraiu outra doença grave, quase fatal, e novamente teve visões e conversas com o Pai.

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

CÍRIO DE NOSSA SENHORA DE NAZARÉ

CÍRIO DE NOSSA SENHORA DE NAZARÉ

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Nossa Senhora de Nazaré é um dos títulos dados a Maria, Mãe de Jesus. A devoção teve início em Portugal e espalhou-se pelas colônias portuguesas. No Brasil a devoção a Nossa Senhora de Nazaré tem grande expressão em Belém do Pará através do Círio de Nazaré, que se tornou uma das maiores procissões católicas do mundo, reunindo anualmente cerca de dois milhões de pessoas.

Origem da devoção em Portugal.
Segundo a tradição, a sagrada imagem de Nossa Senhora de Nazaré foi esculpida por São José, em Nazaré, na Galiléia, sendo mais tarde pintada por São Lucas. No século sexto foi levada para a Espanha permanecendo no Mosteiro de Cauliniana, perto de Mérida, até 711, ano em que após a batalha de Guadalete foi levada para Portugal, onde permaneceu escondida, quase ignorada numa gruta do litoral, até ao ano de 1182, quando o cavaleiro D. Fuaz Roupinho, por sua interceção, foi salvo milagrosamente, conforme conta a Lenda de Nazaré. O título desta invocação mariana veio a dar o nome à vila de Nazaré, onde a imagem é venerada no Santuário de Nossa Senhora de Nazaré. Esta devoção mariana foi conhecida em todo o Imperio Português, sobretudo devido à acção evangelizadora dos Jesuítas que consagraram a Nossa Senhora da Nazaré a sua principal casa de noviciado, em Lisboa, a capital do Império.

A devoção no Brasil
Em Saquarema
No ano de 1630, no dia 8 de setembro, a pós uma forte tempestade, um pescador saiu para ver suas redes próximo ao mar de Saquarema. Ao passar pela colina, onde hoje está erguida a Matriz encontrou próximo ao Costão, morro de pedras que fica localizado no centro da cidade, uma forte luz. Decidiu então chegar mais próximo e encontrou uma imagem de Maria (Mãe de Jesus, deu-lhe então o título Nossa Senhora de Nazareth.