quinta-feira, 11 de maio de 2017

PAPA FRANCISCO APROVA A CANONIZAÇÃO DOS PASTORINHOS DE FÁTIMA

PAPA FRANCISCO APROVA A CANONIZAÇÃO DOS PASTORINHOS DE FÁTIMA

Pontífice reconhece milagre atribuído aos irmãos Francisco e Jacinta Marto.
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Em audiência nesta quinta-feira com o prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, cardeal Angelo Amato, o Papa Francisco aprovou um milagre atribuído a Francisco Marto e Jacinta Marto, dois dos três Pastorinhos de Fátima. Este era o passo que faltava para a canonização dos irmãos portugueses, beatificados por João Paulo II em 2000.
O decreto reconhece "o milagre atribuído à intercessão do Beato Francisco Marto, nascido em 11 de junho de 1908 e falecido em 4 de abril de 1919, e da Beata Jacinta Marto, nascida em 11 de março de 1910 e falecida em 20 de fevereiro de 1920", afirma a nota do Vaticano. No caso, trata-se da cura de um menino brasileiro.
Segundo a Santa Sé, a data e o local para a cerimônia de canonização serão decididos no dia 20 de abril, na próxima reunião de cardeais. O Papa Francisco tem uma visita agendada ao Santuário da Virgem de Fátima nos dias 12 e 13 de maio.
Em carta, a Conferência Episcopal Portuguesa comemorou a aprovação pelo Papa Francisco do milagre necessário para a canonização de Francisco e Jacinta. 

quarta-feira, 10 de maio de 2017

PAPA FRANCISCO EXPLICA A “GRAÇA DA SANTA VERGONHA”

PAPA FRANCISCO EXPLICA A “GRAÇA DA SANTA VERGONHA”

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A tentação que leva a ‘falar mal do outro’ e a ‘se promover’...
Que o Senhor nos dê a graça da ‘santa vergonha’ diante da tentação da ambição que envolve todos, inclusive os bispos e as paróquias. Foi a exortação do Papa na homilia da missa matutina da terça-feira (21/02), na Casa Santa Marta.
Francisco recordou que quem quer ser o primeiro, seja o último e o servidor de todos.
“Todos seremos tentados”: é o ponto de partida da homilia, inspirada nas leituras do dia. A primeira lembra que quem quer servir o Senhor se deve preparar para a tentação. Já o Evangelho fala de Jesus quando anuncia aos discípulos a sua morte, eles não entendem e têm medo de interrogá-lo. “Esta é a tentação de não cumprir a missão”, disse o Papa. “Jesus também foi tentado: no deserto, três vezes pelo diabo, e depois por Pedro, ante o anúncio da sua morte.
Mas há outra tentação narrada no Evangelho: os discípulos discutem sobre quem deles é o maior e se calam quando Jesus os interpela sobre o motivo da discussão. Calam-se porque se envergonham:
“Mas eram pessoas boas, que queriam seguir o Senhor, servir o Senhor, mas não sabiam que o caminho do serviço ao Senhor não era assim tão fácil, não era como filiar-se numa organização, numa associação de beneficência, para fazer o bem. Não, é outra coisa. Eles temiam isso. E depois, a tentação da mundanidade: desde o momento que a Igreja é Igreja e até hoje isto aconteceu, acontece e acontecerá. Por exemplo, as lutas nas paróquias. ‘Eu quero ser presidente desta associação, quero me promover um pouco’. Quem é o maior, aqui? Quem é o maior nesta paróquia? Não, eu sou mais importante do que ele; aquele não porque fez aquilo… e assim por diante… a corrente dos pecados”. 

terça-feira, 9 de maio de 2017

BEM-AVENTURADA NHA CHICA DE BAEPENDI

BEM-AVENTURADA NHÁ CHICA DE BAEPENDI

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Ainda pequena Francisca de Paula de Jesus, que nasceu no Distrito de Santo Antônio do Rio das Mortes em São João Del Rey, Minas Gerais, chegou em Baependi, Minas Gerais. 
Estava acompanhada por sua mãe, uma ex-escrava e por seu irmão Teotônio. Com eles, poucos pertences e uma imagem de Nossa Senhora da Conceição. 
Em 1818, com apenas 10 anos de idade, Nhá Chica perdeu a mãe que faleceu deixando aos cuidados de Deus e da Virgem Maria as duas crianças, Francisca Paula de Jesus e seu irmão, então com 12 anos. Órfãos de mãe, sozinhos no mundo, Francisca Paula e Teotônio, cresceram sob os cuidados e a proteção de Nossa Senhora, que pouco a pouco foi conquistando o coração de Nhá Chica. 
Esta, a chamava carinhosamente de "Minha Sinhá" que quer dizer: "Minha Senhora", e nada fazia sem primeiro consultá-la. Nhá Chica soube administrar muito bem e fazer prosperar a herança espiritual que recebera da mãe. Nunca se casou. Rejeitou com liberdade a todas as propostas de casamento que lhes apareceram. 
Foi toda do Senhor. Se dava bem com os pobres, ricos e com os mais necessitados. Atendia a todos os que a procuravam, sem discriminar ninguém e, para todos tinha uma palavra de conforto, um conselho ou uma promessa de oração. 
Ainda muito jovem, era procurada para dar conselhos, fazer orações e dar sugestões para pessoas que lidavam com negócio. Muitos, não tomavam decisões sem primeiro consultá-la, e para tantas pessoas, ela era considerada uma "santa", todavia em resposta para quem quis saber quem ela, realmente, era, respondeu com tranquilidade: "...

segunda-feira, 8 de maio de 2017

BEM-AVENTURADO DAMIÃO DE MOLOKAI - 1840-1889

BEM-AVENTURADO DAMIÃO DE MOLOKAI - 1840-1889

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Josef de Veuster-Wouters nasceu no dia 3 de janeiro de 1840, numa pequena cidade ao norte de Bruxelas, na Bélgica. 
Aos dezenove anos de idade, entra para a Ordem dos Padres do Sagrado Coração e toma o nome de Damião. Em seguida, é enviado para terminar seus estudos num colégio teológico em Paris. 
A vida de Damião começou a mudar quando completou vinte e um anos de idade. Um bispo do Havaí, arquipélago do Pacífico, estava em Paris, onde ministrava algumas palestras e pretendia conseguir missionários para o local. 
Ele expunha os problemas daquela região e, especialmente, dos doentes de lepra, que eram exilados e abandonados numa ilha chamada Molokai, por determinação do governo. Damião logo se interessou e se colocou à disposição para ir como missionário à ilha.
Alguns fatos antecederam a sua ida. Uma epidemia de febre tifóide atingiu o colégio e seu irmão caiu doente. 
Damião ainda não era sacerdote, mas estava disposto a insistir que o aceitassem na missão rumo a Molokai. Escreveu uma carta ao superior da Ordem do Sagrado Coração, que, inspirado por Deus, permitiu a sua partida. 
Assim, em 1863 Damião embarcava para o Havaí, após ser ordenado sacerdote. Chegando ao arquipélago, Damião logo se colocou a par da situação.

domingo, 7 de maio de 2017

“... EU GARANTO A VOCÊS: EU SOU A PORTA DAS OVELHAS”. (Jo 10,7b).

IV DOMINGO DA PÁSCOA

“... EU GARANTO A VOCÊS: EU SOU A PORTA DAS OVELHAS”. (Jo 10,7b).

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Diácono Milton Restivo

Este IV Domingo da Páscoa é chamado de o Domingo do Bom Pastor, mas hoje poderíamos chamar este domingo de “Domingo da Porta das ovelhas”.
Por interessante que possa parecer, o foco da leitura do Evangelho não se prende ao Bom Pastor, embora Jesus estivesse falando dele, e nem é usado esse termo em toda a leitura evangélica, e sim somente se referindo ao seu adversário, o ladrão, o assaltante, o mercenário, referenciados nas autoridades religiosas judaicas do tempo de Jesus e em todos aqueles que se arvoram autoridades em religião e ou teologia, os falsos profetas que, através de seus ensinamentos dúbios, buscam persuadir as ovelhas e arrebatá-las do Bom Pastor.
Quando Jesus fala de ladrão, assaltante e mercenário, refere-se às autoridades religiosas judaicas do seu tempo que dificultavam o arrebanhamento das ovelhas e incitavam o povo contra Jesus ameaçando-o de prisão e até apedrejamento (cf Jo 10,31-33.39), culminando com a sua morte de cruz.
Os fariseus e os escribas e os doutores da Lei eram, na época de Jesus, os pastores que conduziam o povo de Yahweh, mas de maneira contrária àquilo que Yahweh esperava para o seu povo, e isso o profeta Ezequiel já os condenava no seu tempo: “Ai dos pastores de Israel, que são pastores de si mesmos. [...] Vocês não procuram fortalecer as ovelhas fracas, não dão remédio para as que estão doentes, não curam as que se machucam, não trazem de volta as que se desgarraram e não procuram aquelas que se extraviaram. Pelo contrário, vocês dominam com violência e opressão. [...] Por isso, vocês, pastores, ouçam a palavra de Yahweh: juro por minha vida – oráculo do Senhor Yahweh: minhas ovelhas se tornaram presa fácil e servem de pasto para as feras selvagens. Elas não têm pastor, porque os meus pastores não se preocupam com o meu rebanho. Por isso, pastores, ouçam a palavra de Yahweh! Assim diz o Senhor Yahweh: vou me colocar contra os pastores. Vou pedir contas a eles sobre o meu rebanho e não deixarei mais que eles cuidem do meu rebanho. Deste modo os pastores não ficarão mais cuidando de si mesmos. (Ez 34,2b.4.7-10a). 

sábado, 6 de maio de 2017

IGREJA TERÁ CINCO NOVOS BEATOS. ENTRE OS VENERÁVEIS O CARDEAL VAN THUÂN

IGREJA TERÁ CINCO NOVOS BEATOS. ENTRE OS VENERÁVEIS O CARDEAL VAN THUÂN


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O Papa Francisco recebeu em audiência, nesta quinta-feira (04/05), no Vaticano, o Prefeito da Congregação das Causas dos Santos, Cardeal Angelo Amato, ao qual autorizou a promulgação de  decretos relativos a quatro milagres, um martírio e as virtudes heroicas de sete Servos de Deus, dentre os quais o Cardeal vietnamita Francisco Xavier Nguyên Van Thuân.

Milagres
Com o reconhecimento dos quatro milagres serão beatificados os seguintes veneráveis: 
Francesco Solano Casey, sacerdote professo da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos, nascido em 25 de novembro de 1870 e morto em 31 de julho de 1957;
Maria da Conceição, no século Adelaide de Batz de Trenquelléon, fundadora das Filhas de Maria Imaculada, nascida em 10 de junho de 1789 e morta em 10 de janeiro de 1828;
Chiara Fey, fundadora do Instituto das Servas do Pobre Menino Jesus, nascida em 11 de abril de 1815 e falecida em 8 de maio de 1894; e Caterina de Maria, no século Giuseppa Saturnina Rodríguez, fundadora da Congregação das Servas do Sacratíssimo Coração de Jesus, nascida em 27 de novembro 1823 e morta em 5 de abril de 1896.

Martírio 
Também será beatificado o Servo de Deus Luciano Botovasoa, leigo e pai de família, da Terceira Ordem de São Francisco, morto por ódio à fé em Vohipeno, Madagascar, em 17 de abril de 1947, para salvar os habitantes de sua aldeia durante uma insurreição. 

sexta-feira, 5 de maio de 2017

BEM-AVENTURADA ANA ROSA GATTORNO

BEM-AVENTURADA ANA ROSA GATTORNO - 1831-1900

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Fundou o Instituto das Filhas de Santa Ana. 
Rosa Maria Benta Gattorno nasceu em Gênova, Itália, no dia 14 de outubro de 1831. 
Pertencia a uma família de boas condições financeiras, de bom nome na sociedade e de profunda formação cristã. 
No pai Francisco e na mãe Adelaide, como os outros cinco filhos, encontrou os primeiros essenciais formadores de sua vida moral e cristã. 
Em 1852, aos vinte e um anos de idade, Rosa casou-se com Jerônimo Custo e transferiu-se para Marselha, França. Por motivos financeiros, a família viu-se obrigada a retornar a Gênova, com três filhos. 
A sua primeira filha, Carlota, afetada de repente por uma enfermidade, ficou surda-muda para sempre; e apesar da alegria dos outros dois filhos, ela foi novamente abalada com o falecimento do esposo, após seis anos de matrimônio, e, pouco tempo depois, com a morte do seu último filho. 
Esses acontecimentos marcaram a sua vida e levaram-na a uma mudança radical, a que ela chamara "a sua conversão", isto é, à entrega total ao Senhor. 
Orientada pelo seu confessor, emitiu de forma privada os votos perpétuos de castidade e obediência, precisamente na festa da Imaculada Conceição de 1858, e depois, como terciária franciscana, professou também o voto de pobreza. Viveu intimamente unida a Cristo, recebendo a comunhão todos os dias, privilégio que naquele tempo era pouco comum. 
Em 1862, recebeu o dom dos estigmas ocultos, percebidos mais intensamente nas sextas-feiras. Num clima de intensa oração, diante de Jesus Crucificado, recebeu a inspiração de fundar uma congregação religiosa: "Filhas de Santa Ana, Mãe de Maria Imaculada", em Piacenza. 
Depois de um profundo diálogo com o papa Pio IX, por ele recebeu a confirmação de sua missão de fundadora.

quinta-feira, 4 de maio de 2017

SÃO CIRÍACO - Séc. IV

SÃO CIRÍACO - Séc. IV

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Segundo um antigo texto da tradição cristã, do século IV, um hebreu de nome Judas teria ajudado nos trabalhos para encontrar a cruz de Cristo na cidade de Jerusalém, promovidos pelo bispo e pela rainha Helena, que era cristã e mãe do então imperador Constantino. Esse hebreu se converteu e se tornou um sacerdote, tomando o nome de Ciríaco, que em grego significa "Patrício", nome comum entre os romanos. 
Mais tarde, após ter percorrido as estradas da Palestina, ele foi eleito bispo de Jerusalém, e aí teria sido martirizado, junto com sua mãe, chamada Ana, durante a perseguição de Juliano, o Apóstata. 
Essa seria a história de são Ciríaco, que comemoramos hoje, não fosse a marca profunda deixada por sua presença na cidade italiana de Ancona, em Nápolis. 
A explicação para isto encontra-se no Martirológio Romano, que associou os textos antigos e confirmou sua presença em ambas as cidades. 
A conclusão de sua trajetória exata é o que veremos a seguir. Logo que se converteu, para fugir à hostilidade dos velhos amigos pagãos, Ciríaco teria abandonado a Palestina para exilar-se na Itália, fixando-se em Ancona. 
Nessa cidade ele foi eleito bispo, trabalhando, arduamente, para difundir o cristianismo, pois o Edito de Milão dava liberdade para a expansão da religião em todos os domínios do Império. 
Após uma longa vida episcopal, Ciríaco, já idoso, fez sua última peregrinação à cidade de Jerusalém, onde fora bispo na juventude, para rever os lugares santos. E foi nesse momento que ele sofreu o martírio e morreu em nome de Cristo, por ordem do último perseguidor romano, Juliano, o Apóstata, entre 361 e 363.

quarta-feira, 3 de maio de 2017

A PARÁBOLA DO FILHO PRÓDIGO, REFLETIDA POR SÃO JOÃO PAULO II

A PARÁBOLA DO FILHO PRÓDIGO, REFLETIDA POR SÃO JOÃO PAULO II

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Cada um dos homens é esse filho pródigo. E cada um dos homens é também aquele irmão mais velho.
São João Paulo II reflete sobre uma das obras-primas do arrependimento, da misericórdia e da reconciliação: a parábola do filho pródigo (Lc 15, 11-32). Eis a reflexão do Santo Padre:
O homem — cada um dos homens — é este filho pródigo: fascinado pela tentação de se separar do Pai para viver de modo independente a própria existência; caído na tentação; desiludido com o nada que o tinha deslumbrado como miragem; sozinho, desonrado e explorado no momento em que tenta construir um mundo só para si; atormentado, no mais profundo da própria miséria, pelo desejo de voltar à comunhão com o Pai. Como o pai da parábola, Deus fica à espreita do regresso do filho, o abraça à sua chegada e põe a mesa para o banquete do novo encontro, com que se festeja a reconciliação.
Mas a parábola faz entrar em cena também o irmão mais velho, que se recusa a ocupar o seu lugar no banquete. Reprova ao irmão mais novo os seus extravios e ao pai o acolhimento que lhe dispensou, enquanto a ele, morigerado e trabalhador, fiel ao pai e à casa, nunca foi permitido — diz ele — fazer uma festa com os amigos. Sinal de que não compreende a bondade do pai. Enquanto este irmão, demasiado seguro de si mesmo e dos próprios méritos, ciumento e desdenhoso, cheio de azedume e de raiva, não se converteu e se reconciliou com o pai e com o irmão, o banquete ainda não era, no sentido pleno, a festa do encontro e do convívio recuperado. 

terça-feira, 2 de maio de 2017

SANTO ATANÁSIO - DOUTOR DA IGREJA - 296+373

SANTO ATANÁSIO - DOUTOR DA IGREJA - 296+373

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Houve um tempo em que a Igreja se viu livre da perseguição mortal dos pagãos. Foi no ano 313 e o famoso Edito de Milão transformou o cristianismo de perseguido a favorecido pelos imperadores romanos. 
Mas a luta não terminou aí, pois na mesma época a semente da discórdia foi plantada no interior do catolicismo, com a heresia de Ário. 
Foi então que a fé extrema e a dedicação na defesa da divindade de Cristo transformaram Atanásio, o bispo de Alexandria, no mais vigoroso combatente dos hereges. 
Atanásio nasceu no Egito em 296, filho da cidade da qual seria o bispo mais lembrado. 
Ainda adolescente, foi considerado um dos homens mais inteligentes de Alexandria entre as celebridades que ali vivam. Ingressou na Igreja por meio do bispo Alexandre. 
Na qualidade de seu assessor especial, embora fosse apenas diácono, Atanásio participou do Concílio de Nicéia, em 325, e passou para a história da Igreja. 
Em todos os registros sobre esse Concílio, que definiu o arianismo como heresia, o nome de Atanásio é o mais citado. 
O arianismo negava a santidade de Jesus. Considerava-o apenas "uma criatura do Pai" e não parte dele, equivalente a ele. Atanásio foi um dos responsáveis na luta para que a Igreja retomasse o caminho apontado e definido pelos apóstolos. 
Conta-se que os seus discursos empolgantes, com uma argumentação bíblica brilhante e a lucidez de sua doutrina, foram essenciais na defesa e manutenção da ortodoxia cristã.

segunda-feira, 1 de maio de 2017

SÃO JOSÉ OPERÁRIO - PADROEIRO DOS TRABALHADORES

SÃO JOSÉ OPERÁRIO - PADROEIRO DOS TRABALHADORES

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O papa Pio XII a instituir a festa de "São José Trabalhador", em 1955, na mesma data em que se comemora o dia do trabalho em quase todo o planeta. 
Foi no dia 1º. de maio de 1886, em Chicago, maior parque industrial dos Estados Unidos na época, que os operários de uma fábrica se revoltaram com a situação desumana a que eram submetidos e pelo total desrespeito à pessoa que os patrões demonstravam. 
Eram trezentos e quarenta em greve e a polícia, a serviço dos poderosos, massacrou-os sem piedade. Mais de cinquenta ficaram gravemente feridos e seis deles foram assassinados num confronto desigual. 
Em homenagem a eles é que se consagrou este dia. São José é o modelo ideal do operário. Sustentou sua família durante toda a vida com o trabalho de suas próprias mãos, cumpriu sempre seus deveres para com a comunidade, ensinou ao Filho de Deus a profissão de carpinteiro e, dessa maneira suada e laboriosa, permitiu que as profecias se cumprissem e seu povo fosse salvo, assim como toda a humanidade.
Proclamando são José protetor dos trabalhadores, a Igreja quis demonstrar que está ao lado deles, os mais oprimidos, dando-lhes como patrono o mais exemplar dos seres humanos, aquele que aceitou ser o pai adotivo de Deus feito homem, mesmo sabendo o que poderia acontecer à sua família. 
José lutou pelos direitos da vida do ser humano e, agora, coloca-se ombro a ombro na luta pelos direitos humanos dos trabalhadores do mundo, por meio dos membros da Igreja que aumentam as fileiras dos que defendem os operários e seu direito a uma vida digna.

domingo, 30 de abril de 2017

OS DISCÍPULOS DE EMAÚS

III DOMINGO DA PÁSCOA – 08.05.2011

“PERMANECE CONOSCO, POIS CAI A TARDE E O DIA JÁ DECLINA.” (Lc 24, 29).

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Diácono Milton Restivo

Era um primeiro dia da semana, portanto, entende-se como sendo um domingo.
Na sexta-feira anterior haviam acontecido coisas terríveis em Jerusalém. As autoridades haviam julgado, condenado e mandado crucificar a Jesus de Nazaré.
Naquele primeiro dia da semana, domingo, no terceiro dia após a crucificação e morte de Jesus, piedosas mulheres que seguiram a Jesus por toda a parte a partir da Galiléia durante sua peregrinação transmitindo a Boa Nova a todas as gentes, ainda de madrugada, se dirigiram ao sepulcro onde tinha sido colocado o corpo sem vida do Divino Mestre, levando os aromas que tinham preparado para embalsamá-lo.
Ao lá chegarem, surpresa... O corpo de Jesus não estava mais no sepulcro; a pedra que fechava a entrada do túmulo havia sido removida e o túmulo estava vazio: “Mas ao entrar não encontraram o corpo do Senhor Jesus” (Lc 24,3). Voltaram correndo até onde estavam reunidos os amedrontados apóstolos e discípulos e narraram-lhes o ocorrido, mas, porque eram mulheres, não foram levadas a sério: “... essas palavras, porém, pareceram desvario, e não lhes deram crédito.” (Lc 24,11). 
Os apóstolos e discípulos julgaram que as mulheres haviam tido alguma alucinação coletiva que poderia facilmente ser explicada pelos sofrimentos e angústias que passaram por terem acompanhado Jesus em toda a sua “via crucis”. Mas “Pedro, contudo, levantou-se e correu ao túmulo. Inclinou-se, porém, viu apenas os lençóis. E voltou para casa muito surpreso com o que acontecera.” (Lc 24,12).
E, nessa manhã do primeiro dia da semana, três dias depois da crucificação e morte do Senhor, domingo portanto, dois discípulos de Jesus caminhavam a pé da cidade de Jerusalém para o vilarejo de Emaús. Estavam profundamente tristes, desiludidos, cabisbaixos, arrasados, desolados, reclamando da vida e da sorte. Lucas, o Evangelista, é o único dos escritores sagrados a narrar essa passagem dos dois discípulos que caminhavam de Jerusalém para Emaús. 

sábado, 29 de abril de 2017

SÃO PEDRO DE VERONA -1205-1252

SÃO PEDRO DE VERONA -1205-1252

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Pedro nasceu em Verona-Itália no ano de 1205. 
Seus pais eram hereges maniqueus, adeptos da doutrina religiosa herética do persa Mani, 
Manes ou Maniqueu, caracterizada pela concepção dualista do mundo, em que espírito e matéria representam, respectivamente, o bem e o mal. 
Entretanto, o único colégio que havia no local era católico e lá o menino não só aprendeu as ciências da vida como os caminhos da alma. 
Pedro se converteu e se separou da família, indo para Bolonha para terminar os estudos. 
Ali acabava de ser fundada a Ordem dos Dominicanos, onde ele logo foi aceito, recebendo a missão de evangelizar. Foi o que fez, viajando por toda a Itália, espalhando suas palavras fortes e um discurso de fé que convertiam as massas. 
Todas as suas pregações eram acompanhadas de graças, que impressionavam toda comunidade por onde passava. 
E isso logo despertou a ira dos hereges. Primeiro inventaram uma calúnia contra ele. Achando que aquilo era uma prova de Deus, 
Pedro não tentou provar inocência. Aguardou que Jesus achasse a hora certa de revelar a verdade. Foi afastado da pregação por um bom tempo, até que a mentira se desfez sozinha, e ele foi chamado de volta e aclamado pela comunidade. 
Voltando às viagens evangelizadoras, seus inimigos o afrontaram de novo tentando provar que suas graças não passavam de um embuste. 
Um homem fingiu estar doente, e outro foi buscar Pedro. Este, percebendo logo o que se passava, rezou e pediu a Deus que, se o homem estivesse mesmo doente, ficasse curado. Mas, se a doença fosse falsa, então que ficasse doente de verdade.

sexta-feira, 28 de abril de 2017

SÃO LUIZ MARIA GRIGNION DE MONTFORT

SÃO LUIZ MARIA GRIGNION DE MONTFORT

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Fundou a Companhia de Maria. 
Luís Maria Grignion nasceu em Montfort, França, em 1673. Descendente de uma família cristã bem situada, recebeu uma excelente instrução e educação. 
Ainda jovem, decidiu seguir o caminho da fé e vestiu o hábito de sacerdote em 1700. Seu maior desejo era ser um missionário no Canadá, mas acabou sendo enviado a Poitiers, ali mesmo na França. Logo ficou famoso devido à sua preparação doutrinal e o discurso fácil e atraente. 
Todos queriam ouvir suas palavras, mas sua caridade era outra: cuidar de pacientes com doenças repugnantes. 
A idéia de ser missionário não o abandonava. Mesmo contrariando seu superior, foi pedir permissão diretamente ao papa. Para tanto, fez uma viagem a pé, ida e volta, de Poitiers a Roma. 
Entretanto, o papa Clemente XI disse-lhe que havia urgência, naquele momento, em pregar aos franceses, que viviam sob o conflito entre Roma e a doutrina jansenista, uma nova heresia. 
Luís Maria obedeceu e passou a pregar nas cidades e no meio rural e, quando necessário, confrontava os doutores jansenistas com discurso igualmente douto, munido de sua autoridade teológica. 
Ainda assim, sua linguagem era extremamente acessível aos mais humildes, adaptado ao seu cotidiano, à sensibilidade popular, combinada com o exemplo de uma conduta coerente e cristã. Usava de um discurso fraterno, convidando o povo a adorar e confiar num Jesus amigo, em vez de temê-lo como um rígido juiz.

quinta-feira, 27 de abril de 2017

"RITO DA PAZ NÃO É MOMENTO PARA DAR ‘PARABÉNS’”, ESCLARECE BISPO DE BARRETOS (SP) EM DECRETO SOBRE A CELEBRAÇÃO DA EUCARISTIA

"RITO DA PAZ NÃO É MOMENTO PARA DAR ‘PARABÉNS’”, ESCLARECE BISPO DE BARRETOS (SP) EM DECRETO SOBRE A CELEBRAÇÃO DA EUCARISTIA

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O Bispo da Diocese de Barretos (SP), Dom Milton Kenan Júnior, publicou um Decreto Episcopal sobre a distribuição da Sagrada Comunhão sob duas espécies, o abraço da paz e a atuação dos Ministros Extraordinários da Sagrada Comunhão nas Celebrações Eucarísticas.
No texto, o prelado sublinha orientações que têm por base documentos da Igreja e buscam que alguns abusos sejam evitados durante a celebração da Eucaristia.
“Desde o início do meu ministério episcopal em nossa Diocese de Barretos, observando como são distribuídas as sagradas espécies do Corpo e do Sangue do Senhor, o Rito do Abraço da Paz e a participação dos Ministros Extraordinários da Sagrada Comunhão no Rito da Comunhão, creio ser importante chamar a atenção dos irmãos padres, dos ministros e fiéis para o que a Igreja determina em relação a estas matérias”, explicou o Prelado, no Decreto.
Citando a Instrução Redemptionis Sacramentum, Dom Kenan esclarece que o que deve ser observado em relação à Sagrada Comunhão sob duas espécies: “Não seja permitido ao comungante molhar por si mesmo a hóstia no cálice, nem que receba na mão a hóstia molhada; ou seja, para a distribuição da comunhão eucarística é somente permitida a comunhão na boca (cf. n.104)”.
Quanto ao rito da paz, o Bispo sublinha que alguns abusos devem ser evitados. Ele faz referência à Carta Circular da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, sobre o Significado Ritual do Dom da Paz na Missa, de 8 de junho de 2014.
O primeiro ponto abordado nesta questão é o canto da paz, “inexistente no Rito Romano” e que, portanto, “deve ser retirado das celebrações”. 

quarta-feira, 26 de abril de 2017

CINCO COISAS QUE TALVEZ NÃO SAIBA SOBRE O BATISMO CATÓLICO

CINCO COISAS QUE TALVEZ NÃO SAIBA SOBRE O BATISMO CATÓLICO

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 “Pelo Batismo, somos libertos do pecado e regenerados como filhos de Deus: tornamo-nos membros de Cristo e somos incorporados na Igreja e tornados participantes na sua missão”, diz o Catecismo da Igreja Católica (CCI 1213). A seguir, confira 5 coisas que talvez não saiba sobre este Sacramento, porta para os outros Sacramentos.

1. O Batismo teve o seu início com os Apóstolos
Desde o dia de \pentecostes que a Igreja vem celebrando e administrando o santo Batismo. Com efeito, São Pedro declara à multidão, abalada pela sua pregação: ‘convertei-vos (...) e peça cada um de vós o Batismo em nome de Jesus Cristo, para vos serem perdoados os pecados. Recebereis então o dom do Espírito Santo’ (Atos dos apóstolos 2,38)” (CCI 1226).
Santo Higino, Pontífice aproximadamente entre os anos 138 e 142, instituiu o padrinho e a madrinha no batismo dos recém-nascidos, para que guiassem os pequenos na vida cristã.

2. Tem vários nomes
Batizar, do grego “baptizein”, significa “mergulhar” ou “imergir dentro da água”. Esta imersão simboliza “a sepultura do catecúmeno na morte de Cristo, de onde sai pela ressurreição com Ele” (CCI 1214).
Este Sacramento também é chamado “banho da regeneração e de renovação no Espírito Santo”, assim como “iluminação” porque o batizado se converte em “filhos da luz”.
São Gregório Nazianzeno dizia que o batismo é um “dom, porque é concedido aos que nada têm; graça, porque é dado também aos culpados; batismo, porque o pecado é sepultado na água; unção, porque é sagrado e régio (assim se tornam os que são ungidos); iluminação, porque é luz resplendente; veste, porque cobre a nossa vergonha; banho, porque nos lava; selo, porque nos preserva e é sinal do poder de Deus”.

terça-feira, 25 de abril de 2017

CONHEÇA OS SANTOS MAIS RECENTES DA IGREJA CATÓLICA

CONHEÇA OS SANTOS MAIS RECENTES DA IGREJA CATÓLICA

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Você sabia que a Igreja Católica já tem mais de trinta santos e beatos que morreram dentro dos últimos cinquenta anos?
Em novembro, quando o padre carmelita Maria Eugênio do Menino Jesus for beatificado, ele será a 36ª pessoa falecida nos últimos cinquenta anos a ser beatificada.
Esse espaço de tempo coincide ainda com o período após o Concílio Vaticano II (1962-1965), a grande assembleia de bispos do mundo todo convocada pelo papa São João XXIII e cujas conclusões eram chamadas por São João Paulo II e Bento XVI de “bússola segura” para a Igreja de hoje. O encerramento do Concílio Vaticano II completou cinquenta anos em dezembro de 2015.
Entre os 36 santos e beatos desse período, temos dezesseis padres (sendo quatro religiosos), dez religiosas, cinco bispos (incluindo dois papas), quatro leigos e um religioso que não era padre. Nove deles são mártires. Dos 36, seis já foram canonizados.
Há duas brasileiras natas na lista, Dulce Lopes Pontes e Lindalva Justo de Oliveira, além de um padre espanhol que trabalhou e morreu no Brasil, Mariano de la Mata. Quanto ao país de origem, então, os 36 santos e beatos desse período se dividem assim: treze italianos, sete espanhóis, seis poloneses, duas brasileiras, um sul-africano, um francês, uma nicaraguense, um salvadorenho, uma mexicana, uma albanesa, um eslovaco, um indiano.
Quando se considera o país em que se viveu, trabalhou e morreu, entram nessa pluralidade de lugares do mundo o Equador, o Peru, a Costa Rica, a China, o Mianmar, o Cazaquistão e os Estados Unidos. 

segunda-feira, 24 de abril de 2017

MADRE TERESA DE CALCUTÁ SE TORNOU SANTA COM MILAGRE BRASILEIRO

MADRE TERESA DE CALCUTÁ SE TORNOU SANTA COM MILAGRE BRASILEIRO

       
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   Em um domingo, dia 19 de outubro de 2003, o finado Papa João Paulo II destacou na cerimônia de beatificação que Madre Teresa de Calcutá representava “o mais profundo significado da palavra serviço” por ter dedicado sua vida aos “famintos, sedentos, estranhos, desnudos, doentes e prisioneiros”. Neste domingo, diante de cem mil pessoas, a beata foi elevada ao status de santa menos de duas décadas após a sua morte, e graças a um milagre brasileiro.
— Durante sua vida, Madre Teresa apenas aceitou reconhecimento para chamar atenção para as necessidades dos mais pobres — disse Kathryn Spink, biógrafa autorizada da nova santa. — Certamente, este é o reconhecimento máximo de sua total dedicação ao próximo, e a melhor maneira de garantir que a mensagem sobre a necessidade desse serviço continue.
Pelas regras da Igreja, uma pessoa só se torna santa após a comprovação de dois milagres. O primeiro aconteceu em 5 de setembro de 1998, com a indiana Monica Besra, que afirma ter sido curada de um câncer por uma “luz cegante” vinda de uma fotografia da religiosa, morta exatamente um ano antes. O segundo salvou a vida do brasileiro Marcilio Haddad Andrino.
Natural de Santos, em São Paulo, Andrino esteve perto da morte ao ser diagnosticado com oito abscessos no cérebro, que formaram um quadro de hidrocefalia. No dia 9 de dezembro de 2008, os médicos recomendaram uma cirurgia de emergência, que por motivos burocráticos e de saúde, teve que ser adiada. No dia seguinte, Andrino acordou sem dores, o líquido no cérebro havia escoado e os abscessos, diminuído. Sem explicações científicas, a cura foi atribuída aos pedidos da esposa de Marcilio, Fernanda Nascimento Rocha, à Madre Teresa. 

domingo, 23 de abril de 2017

“A PAZ ESTEJA COM VOCÊS” (Jo 20,19).

II DOMINGO DA PÁSCOA - 01.05.2011

“A PAZ ESTEJA COM VOCÊS” (Jo 20,19).

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Diácono Milton Restivo

Neste domingo, chamado “in albis”, ou seja, “domingo das vestes brancas” ou da Divina Misericórdia, a liturgia acentua a nova existência do cristão regenerado pelo batismo ou pela renovação das promessas batismais que foram feitas na cerimônia da Vigília Pascal.
Na igreja primitiva o batismo, principalmente dos adultos, acontecia na vigília do domingo da Páscoa. No domingo seguinte, que seria o segundo domingo da Páscoa, os neocatecúmenos já podiam participar da Eucaristia e, para tanto, se apresentavam para as liturgias da Palavra e da Eucaristia vestidos com vestes brancas que foram recebidas no seu batismo.
No domingo seguinte da Páscoa Jesus se apresenta ressuscitado aos seus discípulos, criando e fortalecendo, no Espírito, a primeira comunidade cristã.
A primeira leitura, tirada do livro dos Atos dos Apóstolos, mostra que as primeiras comunidades cristãs, já em plena atividade e evidência, transmitem o testemunho do Ressuscitado.
Os novos cristãos “eram perseverantes em ouvir o ensinamento dos apóstolos, na comunhão fraterna, no partir do pão e nas orações”. (At 2,42). Nessa atitude dos primeiros cristãos está o alicerce sólido da igreja de Jesus Cristo: 1) perseverança na fé; 2) perseverança ao ouvir a Palavra transmitida pelos Apóstolos; 3) perseverança na comunhão fraterna; 4) perseverança no partir o pão; 5) perseverança na oração. O jeito cristão de viver é ser perseverante e participante da comunidade dos irmãos. 

sábado, 22 de abril de 2017

A IGREJA NÃO É UM ESTACIONAMENTO, DIZ O PAPA FRANCISCO

A IGREJA NÃO É UM ESTACIONAMENTO, DIZ O PAPA FRANCISCO

 

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Papa pede para não ficar “estacionado”, mas lutar pelo bem: “Estejam atentos que a água parada, essa que não corre”.

Os cristãos não devem ser preguiçosos. Nem ficar parados. Cuidado com ficar “estacionado” na Igreja. Ou com “viver na geladeira para que tudo permaneça assim”. É preciso ser corajoso, com esperança e com a capacidade de suportar momentos difíceis. É preciso lutar pelo bem. É o apelo que o Papa Francisco fez nesta terça-feira na homilia da missa matutina na Capela da Casa Santa Marta, segundo indicou a Rádio Vaticano.
A vida do cristão é valorosa, disse Francisco ao refletir sobre a Carta aos Hebreus da liturgia do dia. O zelo de que se fala, a coragem necessária para seguir adiante, deve ser a nossa atitude diante da vida, como fazem aqueles que treinam no estádio para vencer. Mas esta Carta fala também da preguiça, que é o contrário da coragem. “Viver na geladeira” – sintetizou o Pontífice – “para que tudo permaneça assim”.
“Os cristãos preguiçosos, os cristãos que não têm vontade de seguir adiante, os cristãos que não lutam para fazer com que as coisas mudem, as coisas novas, as coisas que fariam bem a todos se mudassem. São os preguiçosos, os cristãos estacionados: encontraram na Igreja um belo estacionamento. E quando digo cristãos, digo leigos, padres, bispos… Todos. E existem cristãos estacionados! Para eles, a Igreja é um estacionamento que protege a vida e vão adiante com todas as seguranças possíveis. Estes cristãos parados me fazem pensar uma coisa que quando era pequeno os nossos avós nos diziam: ‘Estejam atentos que a água parada, essa que não corre, é a primeira que apodrece’”.