quinta-feira, 9 de junho de 2016

SÃO JOSÉ DE ANCHIETA - 1534-1597



SÃO JOSÉ DE ANCHIETA - 1534-1597

José de Anchieta (1534-1597) foi um padre jesuíta espanhol. 
O "Apóstolo do Brasil" foi beatificado pelo Papa João Paulo II e canonizado pelo Papa Francisco, no dia 3 de abril de 2014. Com 14 anos de idade, estudou no Real Colégio das Artes em Coimbra. Ingressou na Companhia de Jesus e ainda noviço, veio para o Brasil na frota de D. Duarte da Costa, segundo governador-geral. Dedicou-se ao trabalho de educar os filhos dos colonos, a pacificar e catequizar os índios. Participou da Fundação de São Paulo. 
Lutou pela expulsão dos franceses do Rio de Janeiro. Viajou para Bahia, onde foi ordenado padre. 
Escreveu cartas, sermões, poemas, peças teatrais e a Gramática Tupi, que foi usada em todas as missões dos jesuítas. José de Anchieta (1534-1597) nasceu em San Cristóbal de La Laguna, na ilha de Tenerife, nas Canárias, pertencente à Espanha, no dia 19 de março de 1534. 
Filho de João Lopez de Anchieta, fidalgo basco, e Mência Dias de Clavijo y Lerena, descendente dos conquistadores de Tenerife. Aprendeu as primeiras letras em casa, ingressou na escola dos dominicanos. 
Aos 14 anos, em companhia de seu irmão mais velho vai para Coimbra. Ingressa no Real Colégio das Artes, onde estuda humanidades e filosofia. 
Em 1550, Anchieta candidata-se ao Colégio da Companhia de Jesus, em Coimbra, e em 1551 é recebido como noviço. Em 1553 é escolhido para as missões em terras brasileiras. Com um grupo de religiosos, integra a frota de Duarte da Costa, segundo Governador-Geral do Brasil, enfrentando 65 dias de viagem, chefiados pelo Padre Luís de Grã. 
Ao descer na Capitania de São Vicente, Anchieta teve seu primeiro contato com os índios. 
A ação dos jesuítas na catequese dos índios se estendia de São Vicente até os campos de Piratininga. José de Anchieta, junto com outros religiosos, com o objetivo de catequizar os índios carijós, sobe a Serra do Mar, rumo ao Planalto, onde se instala e funda o Colégio Jesuíta. 
No dia 24 de janeiro de 1554, dia da conversão do Apóstolo São Paulo, celebra uma missa, em sua homenagem. 
Era o início da fundação da cidade de São Paulo. Logo se formou um pequeno povoado. José de Anchieta aprendeu a língua tupi, o que mais tarde lhe permitiu escrever a Gramática tupi, que seria usada em todas as missões dos jesuítas. 
José de Anchieta participou da luta para expulsão dos franceses, que em 1555, haviam invadido o Rio de Janeiro e conquistado os índios tamoios. 
Depois de várias lutas, finalmente foram expulsos no dia 18 de janeiro de 1567. 
Em 1577, com 43 anos e 24 passados no Brasil, Anchieta é designado provincial, o mais alto cargo da Companhia de Jesus no Brasil. Com a função de administrar os Colégios Jesuítas do país, viaja para Olinda, em Pernambuco, para a Bahia, para Reritiba (hoje Anchieta) no Espírito Santo, para o Rio de Janeiro, Santos e São Paulo. Foram 10 anos de visitas. 
Em 1597, o padre José de Anchieta, já doente vai para Reritiba, aldeia que fundou no Espírito Santo, onde passa seus últimos dias, falecendo no dia 9 de junho de 1597. O padre José de Anchieta foi canonizado, pelo Para Francisco, no dia 3 de abril de 2014. 
José de Anchieta, nascido na ilha de Tenerife, no arquipélago das Canárias, em 19 de Março de 1534, era filho de João López de Anchieta (natural de Urrestilla, bairro da localidade de Azpeitia, em Giupúscoa, país basco) e de Mência Diaz de Clavijo y Llarena, descendente da nobreza canária. 
O sobrenome "Anchieta" é uma castelhznização do basco Antxieta ou Antxeta. Foi batizado em 7 abril de 1534 na Paróquia de Nossa Senhora dos Remédios (atual Catedral de San Cristóbal de La Laguna), onde ainda existe a pia de calcário vermelho onde, segundo a tradição, o santo teria sido batizado. 
Sua certidão de batismo, inscrita no Livro I da Igreja dos Remédios, está preservada no Arquivo Histórico Diocesano de Tenerife, onde se lê: José, filho de Juan de Anchieta e sua esposa, foi batizado no dia 7 de abril por Juan Gutiérrez, vigário e seus padrinhos foram Domenigo Riso e Don Alonso. Seu pai foi um revolucionário basco que tomou parte na revolta dos Comuneros contra o Imperador Carlos V na Espanha e um grande devoto da Virgem Maria. 
Era aparentado dos Loyola, daí o parentesco de Anchieta com o fundador da Companhia de Jesus Inácio de Loyola. Sua mãe era natural das Ilhas Canárias, filha de judeus cristãos novos. O avô materno, Sebastião de Llarena, era um judeu convertido do Reino de Castela. Dos doze irmãos, além dele abraçaram o sacerdócio Pedro Nuñez e Melchor.

Juventude
Anchieta viveu com a família até aos quatorze anos de idade, quando se mudou para Coimbra, em Portugal, a fim de estudar filosofia no Real Colégio das Artes e Humanidades, anexo à Univewrsidade de Coímbra. A ascendência judaica foi determinante para que o enviassem para estudar em Portugal, uma vez que na Espanha, à época, a inquisição era mais rigorosa. Ingressou na Companhia de Jesus em 1 de Maio de 1551 como noviço.

Atuação no Brasil
Tendo o padre Manoael da Nóbrega, Provincial dos Jesuítas no Brasil, solicitado mais braços para a atividade de evangelização do Brasil (mesmo os fracos de engenho e os doentes do corpo), o Provincial da Ordem, Simão Rodrigues, indicou, entre outros, José de Anchieta. 
Desde jovem, Anchieta padecia de tuberculose óssea, que lhe causou uma escoliose, agravada durante o noviciado na Companhia de Jesus. Este fato foi determinante para que deixasse os estudos religiosos e viajasse para o Brasil. 
Aportou em Salvador a 13 de Julho de 1553, com menos de 20 anos de idade e vindo na armada do segundo governador-geral do Brasil, Dom Duarte da Costa com outros seis companheiros, sob a chefia do padre Luis da Grã. Anchieta ficou menos de três meses em Salvador, partindo para a Capitania de São Vicente no princípio de outubro, com o padre jesuíta Leonardo Nunes, onde conheceria Manuel da Nóbrega e permaneceria por doze anos. 
Anchieta abriu os caminhos do sertão, aprendendo a língua tupi, catequizando e ensinando latim aos índios. Escreveu a primeira gramática sobre uma língua do tronco tupi: a "Arte da Gramática da Língua Mais Falada na Costa do Brasil", que foi publicada em Coímbra em 1595. 
No seguimento da sua ação missionária, participou da fundação, no planalto de Piratininga, do Colégio São Paulo, um colégio de jesuítas do qual foi regente, embrião da cidade de São Paulo, junto com outros padres da Companhia, em 25 de janeiro de 1554, recebendo este nome por ser a data em que se comemora a conversão do Apóstolo Paulo. 
Esta povoação contava, no primeiro ano da sua existência com 130 pessoas, das quais 36 haviam recebido o batismo. Sabe-se que a data da fundação de São Paulo é o dia 25 de Janeiro por causa de uma carta de Anchieta aos seus superiores da Companhia de Jesus, na qual diz: “A 25 de Janeiro do Ano do Senhor de 1554 celebramos, em paupérrima e estreitíssima casinha, a primeira missa, no dia da conversão do Apóstolo São Paulo, e, por isso, a ele dedicamos nossa casa!” 
O religioso cuidava não apenas de educar e catequizar os indígenas, como também de defendê-los dos abusos dos colonizadores portugueses que queriam não raro escravizá-los e tomar-lhes as mulheres e filhos. 
Esteve em Itanhaém e Peruíbe, no litoral sul de São Paulo, na quaresma que antecedeu a sua ida à aldeia de Iperoig, juntamente com o padre Manuel da Nóbrega, em missão de preparo para o Armistício com os Tubinambás de Ubatuba (Armistício de Iperoig). 
Nesse período, em 1563, intermediou as negociações entre os portugueses e os indígenas reunidos na Confederação dos Tamoios, oferecendo-se Anchieta como refém dos tamoios em Iperoig, enquanto o padre Manuel da Nóbrega retornou a São Vicente juntamente com Cunhambebe (filho) para ultimar as negociações de paz entre os indígenas e os portugueses. Durante este tempo em que passou entre os gentios, compôs o "Poema à Virgem". 
Segundo uma tradição, teria escrito nas areias da praia e memorizado o poema, e apenas mais tarde, em São Vicente, o teria trasladado para o papel. Ainda segundo a tradição, foi também durante o cativeiro que Anchieta teria em tese "levitado" entre os indígenas, os quais, imbuídos de grande pavor, pensavam tratar-se de um feiticeiro. Lutou contra os franceses estabelecidos na França Antártica na baia da Guanabara; foi companheiro de Estácio de Sá, a quem assistiu em seus últimos momentos (1567). 
Em 1566, foi enviado à Capitania da Bahia com o encargo de informar ao governador Mem de Sá do andamento da guerra contra os franceses, possibilitando o envio de reforços portugueses ao Rio de Janeiro. Por esta época, foi ordenado sacerdote aos 32 anos de idade. 
Dirigiu o Colégio dos Jesuítas do Rio de Janeiro por três anos, de 1570 a 1573. Em 1569, fundou a povoação de Reritiba (ou Iriritiba), atual Anchieta, no Espírito Santo. Em 1577, foi nomeado Provincial da Companhia de Jesus no Brasil, função que exerceu por dez anos, sendo substituído em 1587 a seu próprio pedido. 
Retirou-se para Reritiba, mas teve ainda de dirigir o Colégio do Jesuítas em Vitória, no Espírito Santo. Em 1595, obteve dispensa dessas funções e conseguiu retirar-se definitivamente para Reritiba onde veio a falecer, sendo sepultado em Vitória.

São lembrados também, neste dia: São Ricardo de Andria, Santa Diana e Bem-aventurada Ana Maria Taigi, Santo Efrém, São Baithin de Iona (abade), São Cumianol de Bobbio (monge e bispo), São Juliano da Síria (monge), São Maximiano de Siracusa (monge e bispo). 

quarta-feira, 8 de junho de 2016

SANTO ANTÔNIO MARIA GIANELLI - 1789-1846

SANTO ANTÔNIO MARIA GIANELLI - 1789-1846


Fundou as congregações: Filhas de Maria Santíssima do Horto e Oblatos de Santo Alfonso Maria de Ligório. 
Antônio Maria Gianelli nasceu em Cereta, perto de Chiavari, na Itália, no dia 12 de abril de 1789, ano da Revolução Francesa. 
A seu modo, foi também um revolucionário, pois sacudiu as instituições da Igreja no período posterior ao "furacão" Napoleão Bonaparte. Sua família era de camponeses pobres e nesse ambiente humilde aprendeu a caridade, o espírito de sacrifício, a capacidade de dividir com o próximo. 
Desde pequeno era muito assíduo à sua paróquia e foi educado no seminário de Genova, onde ingressou em 1807. 
Aos vinte e três anos estava formado e ordenado sacerdote. Lecionou letras e retórica e sua primeira obra a impressionar o clero foi um recital organizado para recepcionar o novo bispo de Genova, monsenhor Lambruschini. Intitulou o recital de "Reforma do Seminário". 
Assim, tranqüilo, direto e com poucos rodeios; defendia a nova postura na formação de futuros sacerdotes. 
A repercussão foi imediata e frutificou durante todo o período da restauração pós-napoleônica. 
Entre os anos de 1826 e 1838 foi o pároco da igreja de Chiavari, onde continuou intervindo com inovações pastorais e a fundação de várias instituições, entre elas seu próprio seminário. 
Em 1827, criou uma pequena congregação missionária para sacerdotes, que colocou sob a proteção de santo Afonso Maria de Ligório, destinada a aprimorar o apostolado da pregação ao povo e à organização do clero.

terça-feira, 7 de junho de 2016

“VERDADEIRAMENTE TU ÉS O FILHO DE DEUS.” (MT 14,22-33).

“VERDADEIRAMENTE TU ÉS O FILHO DE DEUS.” (MT 14,22-33).


Na nossa vida, às vezes, parece que estamos num mar de rosas; tudo é realização, tudo é maravilhoso, tudo dá certo, tudo vai bem como sempre desejaríamos que fosse, mas,  no nosso cancioneiro de música popular existe uma música com o verso seguinte: “Tristeza não tem fim, felicidade sim...” , e, bem por isso, de repente, como num estalar de dedos, parece tudo ao contrário; nos sentimos mergulhados  numa depressão, numa tristeza, numa angustia que parece não ter fim; dá-nos a impressão que estamos caminhando sobre as águas e sentimos que, num relance, nos falta a força, coragem, confiança, apoio e... estamos sozinhos, dando-nos a sensação que vamos submergir, sem chances de nos afirmarmos ou ter alguém que nos socorra. 
Quantas vezes nos falta confiança em tudo e em todos; dá-nos a impressão que ninguém, mas ninguém mesmo nos compreende e que todos nos viraram as costas, deixando-nos entregues à nossa própria sorte. E, nessas condições, nos desesperamos, deixamos de acreditar em tudo e em todos e, nessa descrença, chegamos ao cúmulo de perguntar: “Onde está Deus???” 

segunda-feira, 6 de junho de 2016

SÃO MARCELINO CHAMPAGNAT - 1789-1840

SÃO MARCELINO CHAMPAGNAT - 1789-1840


Fundou a congregação dos Irmãos Maristas. 
Marcelino José Benedito Champagnat nasceu na aldeia de Marlhes, próxima de Lion França, no dia 20 de maio de 1789, nono filho de uma família de camponeses pobres e muito religiosos. 
O pai era um agricultor com instrução acima da média, atuante e respeitado na pequena comunidade. 
A mãe, além de ajudar o marido vendendo o que produziam, cuidava da casa e da educação dos filhos, auxiliada pela cunhada, que desistira do convento. 
A família era muito devota de Maria, despertando nos filhos o amor profundo à Mãe de Deus. 
Na infância, logo que ingressou na escola, Marcelino sofreu um grande trauma quando o professor castigou um dos seus companheiros. 
Marcelino preferiu não frequentar os estudos e foi trabalhar na lavoura com o pai. 
E assim o fez até os quatorze anos de idade, quando o pároco o alertou para sua vocação religiosa. Apesar de sua condição econômica e o seu baixo grau de escolaridade, foi admitido no seminário de Verrièrres. 
Porém, a partir daí, dedicou-se aos estudos enfrentando muitas dificuldades. 

domingo, 5 de junho de 2016

O FILHO DA VIÚVA DE NAIM

X DOMINGO DO TEMPO COMUM

“NÃO CHORE!” (Lc 7,13b).



Diácono Milton Restivo

Finalizadas as comemorações do Tempo Pascal retomamos ao Tempo Comum que teve reinício imediato na segunda-feira após as festividades de Pentecostes. A festa da Santíssima Trindade, está inclusa no Tempo Comum, ou seja, este ano teria sido o VIII Domingo de Tempo Comum. A liturgia, no Tempo Comum se veste de verde, cor da esperança, da expectativa e da caminhada com Jesus Cristo, bebendo de seus ensinamentos, mostrando-nos um Deus que se faz presente nas coisas mais simples dos seus filhos amados e da sua criação.
O Tempo comum compreende trinta e três ou trinta e quatro semanas e é dividido em duas partes: a primeira parte fica compreendida entre os tempos do Natal e da Quaresma, sendo que a Quaresma é um momento de esperança e de escuta da Palavra onde devemos anunciar o Reino de Deus; a segunda parte fica entre os tempos da Páscoa e do Advento.
O Tempo Comum é o momento do cristão colocar em prática a vivência do reino e ser sinal de Cristo no mundo, ou como o mesmo Jesus disse, ser “sal da terra e luz do mundo”: “Vocês são o sal da terra. Ora, se o sal perde o sabor, com que poderemos salgá-lo? Não serve para mais nada; serve só para ser jogado fora e ser pisado pelos homens. Vocês são a luz do mundo. Não pode ficar escondida uma cidade construída sobre o monte. Ninguém acende uma lâmpada para colocá-la debaixo de uma vasilha, e sim para colocá-la no candeeiro, onde ela brilha para todos os que estão em casa”. (Mt 5,13-15).
O Tempo Comum é ainda tempo privilegiado para celebrar as memórias da Virgem Maria e dos Santos. O Tempo Comum é um período que não destaca grandes festas litúrgicas, sem grandes acontecimentos. É um tempo de esperança e acolhimento da Palavra de Deus.
"O Tempo comum não é tempo vazio. É tempo de a Igreja continuar a obra de Cristo nas lutas e nos trabalhos pelo Reino." (CNBB - Documento 43, 132). 

sábado, 4 de junho de 2016

É MARIA QUE NOS ENSINA COMO DEVEMOS AMAR JESUS

É MARIA QUE NOS ENSINA COMO DEVEMOS AMAR JESUS


São Luiz Maria Grignon  de Montfort, grande devoto mariano, no livro que ele escreveu sobre Maria chamado “Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem”, queixa-se, amorosamente a Jesus pelos cristãos desconhecerem a íntima  ligação que existe entre Jesus e Maria, sua Mãe. 
E, nesse livro, ele escreve o seguinte: “Neste ponto, dirijo-me a vós, um instante,  ò meu amável Jesus, para queixar-me amorosamente à Vossa Majestade de que a maior parte dos cristãos e até os mais ilustrados não sabem da união necessária que existe entre vós e vossa Mãe Santíssima. Estais sempre com Maria, ó meu Senhor, e Maria está sempre convosco e não pode estar sem vós; de outro modo deixaria de ser o que é; Maria está de tal forma transformada em vós pela graça que não vive mais, não existe mais; sois vós, unicamente, meu Jesus, que nela viveis e reinais, mais perfeitamente que todos os Anjos ou bem-aventurados. Ah! Se os homens conhecessem a glória e o amor que nessa admirável criatura recebeis, bem diversos seriam os seus sentimentos a vosso respeito e a respeito de Maria.

sexta-feira, 3 de junho de 2016

DOCE CORAÇÃO DE JESUS QUE TANTO NOS AMAIS, FAZEI QUE VOS AMEMOS CADA VEZ MAIS

DOCE CORAÇÃO DE JESUS QUE TANTO NOS AMAIS, FAZEI QUE VOS AMEMOS CADA VEZ MAIS


Jesus apareceu numerosas vezes a Santa Margarida Maria Alacoque, de 1673 até 1675, para falar sobre a devoção ao seu Sagrado Coração, a "grande devoção". 
A Igreja instituiu a solenidade do Sagrado Coração de Jesus que é celebrada pela Igreja na sexta-feira seguinte ao segundo domingo depois de Pentecostes. 
Há diversas formas de devoção ao Coração de Jesus. Entre elas: a consagração pessoal, que, segundo Pio XI, "entre todas as práticas do culto ao Sagrado Coração é sem dúvida a principal"; e também, a consagração da família. 
Dos colóquios de Santa Margarida com Jesus, distinguem-se 12 promessas. São elas:
- A minha bênção permanecerá sobre as casas em que se achar exposta e venerada a imagem de meu Sagrado Coração.
- Eu darei aos devotos do meu Coração todas as graças necessárias a seu estado.
- Estabelecerei e conservarei a paz em suas famílias.
- Eu os consolarei em todas as suas aflições.
- Serei seu refúgio seguro na vida e, principalmente, na hora da morte.
- Lançarei bênçãos abundantes sobre todos os seus trabalhos e empreendimentos.
- Os pecadores encontrarão em meu Coração fonte inesgotável de misericórdias.
- As almas tíbias se tornarão fervorosas pela prática dessa devoção.
- As almas fervorosas subirão em pouco tempo a uma alta perfeição.
- Darei aos sacerdotes que praticarem especialmente essa devoção o poder de tocar os corações mais empedernidos.
- As pessoas que propagarem esta devoção terão os seus nomes inscritos para sempre no meu Coração.
- A todos os que comungarem nas primeiras sextas-feiras de nove meses consecutivos, darei a graça da perseverança final e da salvação eterna. 

quinta-feira, 2 de junho de 2016

“COMO É BOA NOSSA SENHORA”

“COMO É BOA NOSSA SENHORA”


Todos nós, que amamos Maria, a Nossa Senhora, amamos sobremaneira ao Senhor Nosso Deus e nos esforçamos para amá-lo mais e mais a cada dia que passa. Tudo o que fazemos deve ser sempre para a maior glória de Deus. 
Amamos Maria porque o Senhor Nosso Deus a amou primeiro que nós. Manifestamos nosso amor por Maria de muitas maneiras. 
Cada um de nós tem uma maneira especial de manifestar o seu amor pela boa mãe do céu. Já nos acostumamos ouvir muitas pessoas dizerem – “Como é boa Nossa Senhora” -. 
Como é boa a nossa Maria. Todos nós, que desejamos alguma melhora na nossa vida, ou na vida de alguém da família, ou de algum amigo ou amiga, de alguma pessoa que amamos, todos que desejamos a vinda de melhores dias, de um emprego, uma graça para vencermos um defeito particular, ou um pedido com lágrimas para a conversão do marido, filho, pais, irmãos ou amigos, quando precisamos de uma grande graça,  não hesitamos e logo corremos aos pés de Maria e dificilmente de lá saímos sem que a Virgem tenha atendido ao nosso pedido ou nos dado forças para superar o problema. 
Quantas vezes recorremos à Virgem Maria quando notamos tristemente que a nossa fé vacila, ou porque nos afligimos por ter de carregar uma grande cruz que nos parece muito pesada para a nossa fraqueza, ou ainda, quando temos no seio da nossa família perturbações e infelicidades domésticas que nos parecem dificultar até a nossa própria salvação eterna, e, para todos nós, para essas tristezas a oração parece trazer tão pouco alívio.

quarta-feira, 1 de junho de 2016

SÃO JUSTINO - 103-164

SÃO JUSTINO - 103-164


Justino nasceu na cidade de Flávia Neápolis, na Samaria, Palestina, no ano 103, início do século II, quando o cristianismo ainda se estruturava como religião católica. Tinha origem latina e seu pai se chamava Prisco. 
Justino foi educado e se formou nas melhores escolas do seu tempo, cursando filosofia e especializando-se nas teorias de Platão. Tinha alma de eremita e abandonou a civilização para viver na solidão. 
Diz a tradição que foi nessa fase de isolamento que recebeu a visita de um misterioso ancião, que lhe falou sobre o Evangelho, as profecias e seu cumprimento com a Paixão de Jesus, abalando suas convicções e depois desaparecendo misteriosamente. Anos mais tarde, acompanhou uma sangrenta perseguição aos cristãos, conversou com outros deles e acabou convertendo-se, mesmo tendo conhecimento das penas e execuções impostas aos seguidores da religião cristã. 
Foi batizado no ano 130 na cidade de Efeso, instante em que substituiu a filosofia de Platão pela verdade de Cristo, tornando-se, historicamente, o primeiro dos Padres da Igreja que sucederam os Padres apostólicos dos primeiros tempos. 
No ano seguinte estava em Roma, onde passou a travar discussões filosóficas, encaminhando-as para a visão do Evangelho. Muito culto, era assim que evangelizava entre os letrados, pois esse era o mundo onde melhor transitava. 
Era um missionário filósofo, que, além de falar, escrevia.

terça-feira, 31 de maio de 2016

MARIA VISITA SUA PRIMA ISABEL

MARIA VISITA SUA PRIMA ISABEL


O Anjo Gabriel visitou Maria em sua casinha de Nazaré e lhe na anunciou que seria a mãe do Filho de Deus, tendo Maria aceitado, se colocando inteiramente nas mãos do Senhor, dizendo: “Eis aqui a Escrava do Senhor, faça-se em mim segundo a sua palavra.” 
Após esse episódio da anunciação, o Evangelista Lucas nos escreve que Maria, ao tomar conhecimento que sua prima Isabel, já de idade avançada, estava grávida de seis meses, dirige-se apressadamente para uma cidade das montanhas, onde residiam Isabel e seu marido Zacarias. 
O objetivo dessa visita era, em primeiro lugar, ajudar Isabel nos três últimos meses mais difíceis de sua gravides, mas, também tinha por objetivo Maria alegrar-se com Isabel e, juntas, louvarem ao Senhor pela sua misericórdia, pois só podia ser um ato de misericórdia de Deus o fato de Isabel, naquela idade avançada,  ter ficado grávida. Isabel não tinha filhos e nem tinha condições de ter filhos: primeiro por ser estéril e, segundo, por já estar de idade avançada e, bem por isso, deveria estar exultante de alegria, de felicidade. 
Como é bom a gente ter uma alegria interior que é só nossa e das pessoas que nos entendem, mas que o mundo ignora e não compreende, e, para compartilhar dessa alegria, termos perto de nós alguém que nos compreenda e que se sinta feliz com a gente para chorar de alegria e sorrir de felicidade conosco.

segunda-feira, 30 de maio de 2016

SANTA JOANA D'ARC - 1412-1431

SANTA JOANA D'ARC - 1412-1431


Filha de Jaques d'Arc e Isabel, camponeses muito pobres, Joana nasceu em Domrémy, na região francesa de Lorena, em 6 de janeiro de 1412. 
Cresceu no meio rural, piedosa, devota e analfabeta, assinava seu nome utilizando uma simples, mas significativa, cruz. Significativa porque já aos treze anos começou a viver experiências místicas. 
Ouvia as "vozes" do arcanjo Miguel, das santas Catarina de Alexandria e Margarida de Antioquia, avisando que ela teria uma importante missão pela frente e deveria preparar-se para ela. 
Os pais, no início, não deram importância, depois acharam que estava louca e por fim acreditaram, mas temeram por Joana. 
A França vivia a Guerra dos Cem Anos com a Inglaterra, governada por Henrique VI. Os franceses estavam enfraquecidos com o rei deposto e os ingleses tentando firmar seus exércitos para tomar de vez o trono. 
As mensagens que Joana recebia exigiam que ela expulsasse os invasores, reconquistasse a cidade de Orleans e reconduzisse ao trono o rei Carlos VII, para ser coroado na catedral de Reims, novamente como legítimo rei da França. 
A ordem para ela não parecia impossível, bastava cumpri-la, pois tinha certeza de que Deus estava a seu lado. O problema maior era conseguir falar pessoalmente com o rei deposto. 
Conseguiu aos dezoito anos de idade. Carlos VII só concordou em seguir seus conselhos quando percebeu que ela realmente tinha por trás de si o sinal de Deus.

domingo, 29 de maio de 2016

MILITARES NO NOVO TESTAMENTO

IX DOMINGO DO TEMPO COMUM – ANO “C”

“SENHOR, EU NÃO SOU DIGNO QUE ENTRES EM MINHA CASA.” (Lc 7,6).
 MILITARES NO NOVO TESTAMENTO


Diácono Milton Restivo

Quando Jesus nasceu, os romanos dominavam a maior parte do mundo civilizado da época e, por isso, a Judéia também estava sob o domínio daquele povo guerreiro.
No ano 63 antes de Cristo, Pompeu, general romano, invadiu e conquistou Jerusalém, estabelecendo o domínio de Roma sobre Judá.
O nascimento do Senhor Jesus deu-se em Belém, motivado pela ordem do imperador romano que havia promulgado um decreto, conforme narra Lucas: “Naqueles dias, apareceu um edito de César Augusto, ordenando o recenseamento de todo o mundo civilizado.” (Lc 2,1), que obrigou o casal José e Maria deslocar-se de sua cidade de residência, Nazaré da Galiléia, para a cidade dos pais do chefe da casa, José, que era Belém, Na Judéia.
É interessante como o Senhor se utiliza da soberba dos homens para fazer realizar as suas destinações a fim de cumprir as profecias do Antigo Testamento com relação ao Filho de Deus.
Maria, a mãe de Jesus, residia em Nazaré, e, obviamente, pelo curso normal dos acontecimentos, Jesus deveria nascer em Nazaré, cidade da Galiléia, se não fosse esse “edito de César Augusto” que obrigou José a tomar sua jovem esposa grávida de já quase nove meses e se deslocar até a cidade de Belém, na Judéia, para se cadastrar: Também José subiu da cidade de Nazaré, na Galiléia, para a Judéia, na cidade de Davi, para se inscrever com Maria, sua mulher, que estava grávida.” (Lc 2,4-5).
E assim se cumpriu a profecia de Miquéias: “Mas tu, Belém, Éfrata, embora a menor dos clãs de Judá, de ti sairá para mim aquele que será dominador de Israel.” (Mq 5,1). 

sábado, 28 de maio de 2016

REZEM O TERÇO TODOS OS DIAS, DISSE NOSSA SENHORA DE FÁTIMA AOS PASTORINHOS.

REZEM O TERÇO TODOS OS DIAS, DISSE NOSSA SENHORA DE FÁTIMA AOS PASTORINHOS.
           

Uma das mais belas orações, senão a mais bela das orações que podemos e devemos recitar para a nossa querida Mãe do Deus, é a reza do terço, a oração do rosário. 
É a oração que mais agrada a Virgem Mãe de Deus e nossa. A reza do terço deveria acontecer todos os dias  em todas as casas dos que dizem devotos e filhos de Maria. 
Quando gostamos de alguém, procuramos fazer as coisas  que esse alguém gosta; se gostamos realmente de Maria, se amamos Maria, deveríamos fazer a coisa que ela mais gosta, que é a reza do terço.           
Através da reza do terço meditamos as principais passagens evangélicas que falam da nossa redenção, da nossa salvação, do grande amor que Deus Pai tem por nós, seus filhos. 
Nós meditamos a presença do Espírito Santo que encarna no seio puríssimo da Virgem Maria o Deus Filho que se fez homem e que veio a este  mundo para reerguer o homem caído  no lodo do pecado e transformá-lo em filho de Deus. Todos os cristãos que dizem amar Maria ou que se socorre a ela em seus momentos de dificuldades, para agradá-la, deveriam rezar o terço todos os dias. 
Cada conta do terço que passamos entre os dedos e rezamos uma Ave Maria, é um passo a mais que damos em direção à Maria. A reza do terço tem que ser uma necessidade para o cristão, principalmente para aquele cristão que diz amar Maria e que sempre corre até ela quando está em dificuldades. 
Maria, identificada como Nossa Senhora de Fátima, recomendava aos pastorzinhos que rezassem o terço todos os dias, e não somente fez essa recomendação como ensinou os pastorzinhos a rezar o terço, e mais do que isso, rezou o terço com eles.

sexta-feira, 27 de maio de 2016

NOSSA SENHORA DE CARAVAGGIO

NOSSA SENHORA DE CARAVAGGIO


No princípio do século XV vivia em Caravaggio, lugarejo a 38 km de Milão, na Itália, uma jovem muito piedosa chamada Giannetta Vacchi, muito devota de Nossa Senhora. Não deixava passar um só dia sem se recomendar à Mãe de Deus. 
Contra sua vontade, casou-se com Francisco Varoli, que se transformou em verdadeiro carrasco. Ela suportava as calúnias, insultos e espancamentos. 
No dia 26 de maio de 1432, o marido agrediu-a de forma ainda mais brutal. Ao vê-la ferida, ordenou-lhe que fosse sozinha catar feno. Sem se revoltar, Giannetta obedece. Confia em Deus e na intercessão da Virgem Maria. 
Dirige-se ao campo chamado "Mazzolengo", distante cerca de uma légua de Caravaggio. Quando o dia chega ao fim, contempla o feno recolhido e vê que não terá forças para levá-lo. 
Temendo mais castigos por parte do marido, ergue os olhos lacrimosos para o céu e exclama: "Oh, Senhora caríssima, ajudai-me. Só de vós espera socorro a vossa pobre serva". 
De repente aparece-lhe uma Senhora esplendorosa tendo nos ombros um manto azul e um véu branco sobre a cabeça. É Maria Santíssima que toca-lhe suavemente os ombros, fazendo-a ajoelhar-se e diz:

quinta-feira, 26 de maio de 2016

CORPUS CHRISTI - HISTÓRIA

CORPUS CHRISTI - HISTÓRIA


A Festa de “Corpus Christi” é a celebração em que solenemente a Igreja comemora o Santíssimo Sacramento da Eucaristia; sendo o único dia do ano que o Santíssimo Sacramento sai em procissão às nossas ruas. 
Nesta festa os fiéis agradecem e louvam a Deus pelo inestimável dom da Eucaristia, na qual o próprio Senhor se faz presente como alimento e remédio de nossa alma. 
A Eucaristia é fonte e centro de toda a vida cristã. Nela está contido todo o tesouro espiritual da Igreja, o próprio Cristo. 
A Festa de Corpus Christi surgiu no século XIII, na diocese de Liège, na Bélgica, por iniciativa da freira Juliana de Mont Cornillon, (†1258) que recebia visões nas quais o próprio Jesus lhe pedia uma festa litúrgica anual em honra da Sagrada Eucaristia. Aconteceu que quando o padre Pedro de Praga, da Boêmia, celebrou uma Missa na cripta de Santa Cristina, em Bolsena, Itália, ocorreu um milagre eucarístico: da hóstia consagrada começaram a cair gotas de sangue sobre o corporal após a consagração. 
Dizem que isto ocorreu porque o padre teria duvidado da presença real de Cristo na Eucaristia. 
O Papa Urbano IV (1262-1264), que residia em Orvieto, cidade próxima de Bolsena, onde vivia S. Tomás de Aquino, ordenou ao Bispo Giacomo que levasse as relíquias de Bolsena a Orvieto. Isso foi feito em procissão.

quarta-feira, 25 de maio de 2016

SÃO CRISTÓBAL MAGALLANES JARÁ - 1869-1927

SÃO CRISTÓBAL MAGALLANES JARÁ - 1869-1927


Cristóbal nasceu em um pequeno rancho do município de Totaltiche, Jalisco, arquidiocese de Guadalajara, México, em 30 de julho de 1869. 
Até os dezenove anos de idade ali permaneceu, estudando e trabalhando nos mais diversos serviços. 
Em 1888, matriculou-se no seminário em Guadalajara, realizando o seu sonho de ser sacerdote ao ser designado para a paróquia de sua cidade natal. 
De temperamento sereno, tranquilo e persistente, Cristóbal se tornou um sacerdote de fé ardente, prudente diretor de seus irmãos sacerdotes e pastor zeloso que se entregou à promoção humana e cristã de seus fiéis. 
Missionário entre os indígenas huicholes e fervoroso propagador do Rosário à Santíssima Virgem Maria. Mas os acontecimentos políticos de 1917 alteraram o destino do país. 
Nesse ano foi promulgada a constituição anticlerical do México, assinada pelo então presidente Venusiano Carranza, dando início às perseguições religiosas e outras arbitrariedades contra a população no país. 
Apesar da Igreja, por seu episcopado, expressar seu desagravo às novas leis, nada pôde fazer, ao contrário, foi vitimada pelo endurecimento nas perseguições. Isso gerou a reação da sociedade e os leigos se organizaram formando a Liga em Defesa da Liberdade Religiosa, entrando em confronto, até mesmo armado, com os integrantes do governo. Dez anos depois, em 1926, a situação só tinha piorado. 
O então presidente, Plutarco Elias Calles, tornou a perseguição ainda mais violenta, expulsando os sacerdotes estrangeiros, fechando escolas privadas e obras assistenciais de organizações religiosas. Os integrantes da Liga reagiram com vigor.

terça-feira, 24 de maio de 2016

DIÁCONO PERMANENTE – QUAL A SUA MISSÃO NA IGREJA.

DIÁCONO PERMANENTE – QUAL A SUA MISSÃO NA IGREJA.


Diácono Milton Restivo

Hoje, 24 de maio de 2016, dia de Nossa Senhora Auxiliadora, faz nove anos que recebi o Sacramento da Ordem no grau do Diaconato Permanente da nossa Igreja.
Foi o Cardeal D. Orani João Tempesta, na época bispo da Diocese de São José do Rio Preto, atendendo ao apelo e à necessidade da Igreja, quem introduziu o Diaconato Permanente na nossa Diocese.
O Bispo que ordenou a mim e ao Diácono Amâncio, os dois primeiros Diáconos Permanentes ordenados na Diocese de São José do Rio Preto/SP, foi o nosso bispo da época, D. Paulo Mendes Peixoto, hoje Arcebispo de Uberaba/MG. Nessa mesma data fui provisionado na Paróquia São Pedro e São Paulo, no Jardim Vitória Régia, São José do Rio Preto/SP, onde permaneço até a presente data.
Mas, o que é ser Diácono na e da Igreja? Comecemos pela sua instituição administrativa contida no livro dos Atos dos Apóstolos: “o número dos discípulos tinha aumentado, e os fiéis de origem grega começaram a queixar-se dos fiéis de origem hebraica. Os de origem grega diziam que suas viúvas eram deixadas de lado no atendimento diário” (At 6,1).
Vemos que, em Jerusalém, não eram somente judeus que haviam se convertido para a Igreja do Caminho, mas, também, fiéis de origem grega aderiram aos ensinamentos do Divino Mestre.
As pessoas carentes por parte dos judeus tinham atendimento preferencial por parte da comunidade, enquanto que os necessitados de origem grega e ou estrangeiros eram negligenciados e, por isso, reclamaram. Para serem encarregados dessa tarefa foram escolhidos sete homens, todos de origem grega, “de boa fama, repletos do Espírito e de sabedoria” (At 6,3). 

QUEM AMA JESUS, NÃO TEM COMO NÃO AMAR MARIA.

QUEM AMA JESUS, NÃO TEM COMO NÃO AMAR MARIA.


Como é gostoso a gente falar de quem amamos de verdade. Maria é a nossa mãe, o nosso modelo, a mãe do Senhor Nosso Deus. Amamos  Jesus porque amamos Maria. 
Se amamos realmente Maria, chegamos com mais facilidade até Jesus, porque Maria é o meio mais seguro para chegarmos ao Senhor Jesus.
A devoção que temos por Maria deve, cada vez mais, nos levar até Jesus. 
São Luiz Maria Grignon de Montfort escreveu no seu livro “Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem”: “Se a devoção que temos a Maria Santíssima nos afastasse  de Jesus Cristo, esta devoção deveria ser rejeitada como ilusão do demônio. Mas o que acontece é justamente o contrário; a devoção à Maria é necessária principalmente por acharmos Jesus, por nos encontrarmos com o Filho muito amado de Deus e de Maria, para estarmos com Jesus Cristo perfeitamente, amá-lo com ternura e servi-lo com fidelidade.

segunda-feira, 23 de maio de 2016

MARIA, A MÃE QUE INTERCEDE POR TODOS OS SEUS FILHOS

MARIA, A MÃE QUE INTERCEDE POR TODOS OS SEUS FILHOS


As Sagradas Escrituras nos dizem que os nossos pensamentos não são os pensamentos de Deus, conforme diz o Senhor através de Isaías: “Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos, os seus caminhos, diz o Senhor, porque, assim como os céus são mais altos do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos, mais altos do que os vossos pensamentos”. (Is 55,8-9). 
Começamos a entender isso quando observamos pela história e pelos fatos que Deus Altíssimo e Todo Poderoso, Criador do céu e da terra, para realizar o seu plano de salvação, quer precisar de suas criaturas, sendo que ele poderia resolver tudo de outra maneira, porque ele pode tudo.  
Apesar dos nossos pensamentos não serem os pensamentos de Deus, ele quer precisar de nós para resgatar a sua criatura das trevas e do pecado. 
O Senhor poderia ter feito tudo acontecer sem a participação humana no seu plano de amor. Deus poderia, simplesmente, mandar seu Filho ao mundo para a salvação de todos os homens mostrando toda a sua grandeza, o seu poder, a sua glória; o Filho de Deus já poderia ter vindo como um homem formado e crescido, trazendo dentro de si toda a sabedoria que somente a Deus pertence, e talvez, dessa maneira, ele seria muito melhor recebido e todos acreditariam  nele sem ter a necessidade da fé. 
Mas o Senhor Nosso Deus quis precisar de uma criatura simples, pura, frágil e pobre para que o seu plano de salvação fosse realizado.

domingo, 22 de maio de 2016

SANTA RITA DE CÁSSIA - 1381-1457

SANTA RITA DE CÁSSIA - 1381-1457


Rita nasceu no ano de 1381, na província de Umbria, Itália, exatamente na cidade de Cássia. Seu nome de batismo era Margherita, daí sua abreviatura: Rita
Recém nascida e sempre colocada num cesto, que fazia às vezes de berço,  no próprio campo, certa vez foi encontrada envolta de abelhas brancas que lhe pousavam na face, sem ferí-la. Educada, com muito esmero cristão, Rita passou sua infância e sua juventude, auxiliando seus pais na lavoura. 
Rita, ainda na infância, manifestou sua vocação religiosa. 
Diferenciando-se das outras crianças, ao invés de brincar e aprontar as peraltices da idade, preferia ficar isolada em seu quarto, rezando. Para atender aos desejos de seus pais já idosos, Rita casou-se com um homem de nome Paulo Ferdinando, que, a princípio, parecia ser bom e responsável. 
Mas, com o passar do tempo, mostrou um caráter rude, tornando-se violento e agressivo. A tudo ela suportava com paciência e oração. Tinha certeza de que a penitência e a abnegação conseguiriam convertê-lo aos preceitos de amor a Cristo. 
Um dia, Paulo, finalmente, se converteu sinceramente, tornando-se bom marido e pai. Entretanto suas atitudes passadas deixaram um rastro de inimizades, que culminaram com seu assassinato, trazendo grande dor e sofrimento ao coração de Rita. Dedicou-se, então, aos dois filhos ainda pequenos, que na adolescência descobriram a verdadeira causa da morte do pai e resolveram vingá-lo, quando adultos.

sábado, 21 de maio de 2016

MARIA E A SANTÍSSIMA TRINDADE

MARIA E A SANTÍSSIMA TRINDADE


Os israelitas adoravam o Deus Verdadeiro, acreditavam no Deus Verdadeiro, amavam o Deus Verdadeiro, serviam ao Deus Verdadeiro, obedeciam ao Deus Verdadeiro, mas o Deus Verdadeiro não havia se manifestado a eles na sua intimidade da maneira como se manifesta a nós, hoje, a partir do batismo do Senhor Jesus: Deus Uno em três pessoas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo. 
Esta foi a terceira manifestação do Senhor Jesus antes de sua vida pública, antes de iniciar a sua missão de transmitir as verdades eternas e dar poder aos apóstolos e discípulos de evangelizar todos os homens: “Ide por todo o mundo, pregai o Evangelho a toda a criatura. O que crer e for batizado, será salvo; o que, porém, não crer, será condenado.” (Mc 16,15). 
Esta, além de ser a terceira manifestação pública de Jesus antes de começar o seu ministério foi, também, uma manifestação pública da Santíssima Trindade.

sexta-feira, 20 de maio de 2016

SÃO BERNARDINO DE SENA

SÃO BERNARDINO DE SENA - 1380-1444


Na Itália, Bernardino nasceu na nobre família senense dos Albizzeschi, em 8 de setembro de 380, na pequena Massa Marítima, em Carrara. 
Ficou órfão da mãe quando tinha três anos e do pai aos sete, sendo criado na cidade de Sena por duas tias extremamente religiosas, que o levaram a descobrir a devoção a Nossa Senhora e a Jesus Cristo. 
Depois de estudar na Universidade de Sena, formando-se aos vinte e dois anos, abandonou a vida mundana e ingressou na Ordem de São Francisco, cujas regras abraçou de forma entusiasmada e fiel. 
Apoiando o movimento chamado "observância", que se firmava entre os franciscanos, no rigor da prática da pobreza vivida por são Francisco de Assis, acabou sendo eleito vigário-geral de todos os conventos dos franciscanos da observância. Aos trinta e cinco anos de idade, começou o apostolado da pregação, exercido até a morte. 
E foi o mais brilhante de sua época. Viajou por toda a Itália ensinando o Evangelho, com seus discursos sendo taquigrafados por um discípulo com um método inventado por ele. O seu legado nos chegou integralmente e seu estilo rápido, bem acessível, leve e contundente, se manteve atual até os nossos dias. 
Os temas freqüentes sobre a caridade, humildade, concórdia e justiça, traziam palavras duríssimas para os que "renegam a Deus por uma cabeça de alho" e pelas "feras de garras compridas que roem os ossos dos pobres".

quinta-feira, 19 de maio de 2016

“QUEM MUITO AMA, MUITO SERÁ PERDOADO...”

“QUEM MUITO AMA, MUITO SERÁ PERDOADO...”


Jesus Cristo não fazia distinção de pessoas; Jesus Cristo jamais fez distinção de pessoas. Jesus Cristo veio para todos os homens, ele veio para salvar a todos, a “todos os homens (e mulheres) de boa vontade.”   
A pregação inicial de Jesus Cristo foi para que todos “mudassem de vida e de mentalidade e acreditassem no Evangelho, porque o Reino dos Céus estava próximo.” Todos os que atenderam  ao chamamento de Jesus Cristo, todos os que seguiram o seu conselho, começaram a fazer parte  do Reino que ele viera trazer para todos os homens. 
Não interessava se era homem ou mulher, rico ou pobre, santo ou pecador, da própria pátria de Jesus ou estrangeiro; o importante é que mudassem de vida e de mentalidade e acreditassem no Evangelho. 
A todos os que se dirigiam a Jesus, ele os recebia com amor e carinho, curando as doenças de seus corpos e de suas almas, perdoando pecados e chamando-os  para uma vida mais santa e possível de ser vivida por que Jesus dizia estar com cada um que se propusesse a mudar de vida e de mentalidade e de seguir o seu Evangelho. 
São Paulo, Apóstolo, entendeu tão bem esse chamamento de Jesus Cristo e o seguiu com tanto amor, dedicação e fé que chegou a declarar em uma de suas cartas, dizendo: “Estou crucificado com Cristo. Eu vivo, mas já não sou eu quem vive, é Cristo que vive em mim. A minha vida atual eu a vivo pela fé no Filho de Deus que me amou e se entregou por mim.” (Gl 2,19-21).

quarta-feira, 18 de maio de 2016

“SALVE SANTA E IMACULADA E GLORIOSA SEMPRE VIRGEM MARIA”

SALVE SANTA E IMACULADA E GLORIOSA SEMPRE VIRGEM MARIA”


“A nossa devoção a Maria deve-se irradiar na construção de um reino de amor. Maria é a mãe que dá à luz o Cristo em nós. Muitas vezes queremos transformar Maria  apenas naquela que resolve  a nossa falta de dinheiro, queremos transformar Maria naquela que cura doenças incuráveis, queremos transformar Maria naquela que tem o segredo para todos os impossíveis. Esta criatura bendita entre todas as mulheres foi, nesta terra, uma pessoa humilde, conheceu todo tipo de privações, se submeteu ao trabalho árduo e viveu intensamente a incerteza do amanhã. Maria Moeu o trigo, fez o pão, cortou lenha e costurou e remendou a roupa. Maria não foi rica; ela viveu a realidade do seu tempo.” (do semanário Missa Participada - BH). 
“E Deus, no seu imenso amor, quis preparar para o seu Filho uma Mãe que fosse digna dele, e preservou a Virgem Maria da mancha do pecado original, e enriqueceu-a com a plenitude de sua graça.  Em Maria Deus nos deu as primícias da Igreja, dessa Igreja que é a esposa de Cristo, sem ruga e sem mancha, resplandecente de beleza. Puríssima, na verdade, devia ser a Virgem que nos daria o Salvador, o Cordeiro sem mancha que tira os nossos pecados. Escolhida entre todas as mulheres, modelo de santidade e advogada nossa, Maria intervém constantemente em nosso favor.” (conforme Prefácio da Imaculada Conceição). 
“E por isso, nós, ò Virgem, cativados pelo esplendor  da tua beleza celestial e impelidos pelas angústias do mundo, lançamo-nos em teus braços, ò Imaculada Mãe de Jesus Cristo e nossa Mãe. Estamos certos de encontrar em teu coração a satisfação de nossas aspirações e o alento em nosso peregrinar. Admiramos e cantamos os dons, a incomparável riqueza dos dons com que Deus te ornou acima de qualquer outra criatura, desde o primeiro instante de tua conceição Imaculada até o dia feliz de tua ascensão aos céus. Virgem Gloriosa, ensina-nos o caminho que nos leva a Cristo.

terça-feira, 17 de maio de 2016

MARIA, A PORTADORA DA PAZ

MARIA, A PORTADORA DA PAZ


``A paz esteja com vocês``. (Jo 20, 19). 
Foi esta a saudação que o Senhor Jesus dirigiu aos seus apóstolos e discípulos quando eles estavam escondidos depois da morte do Senhor, dentro de uma casa, com as portas e janelas trancadas, com medo dos judeus. ``A paz esteja com vocês``, (Jo 20, 19), disse Jesus por duas vezes para aqueles homens apavorados e descrentes. 
Quando eles viram e confirmaram que era Jesus, ficaram contentes. Onde quer que estivesse o Senhor Jesus, ali estava a paz. Jesus é a própria paz. A sua presença, a sua palavra, o seu olhar, tudo o que partia de Jesus inspirava paz e segurança. E essa paz verdadeira começou a se fazer sentir na terra depois da encarnação do Senhor Jesus no ventre sacrossanto da Santíssima Virgem Maria, a mulher mais pura e santa e que ele escolhera para ser sua mãe. 
Essa paz, através de Maria, Jesus levou à Isabel, mãe de João Batista. Quando Maria foi visitar Isabel depois da anunciação, Isabel sentiu tamanha paz  que não se conteve e, em alta voz, bendisse a Maria, aquela que, naquele momento, era o sacrário vivo do Filho de Deus, dizendo = ``Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto de teu ventre. De onde me vem esse privilégio de que a mãe do meu Senhor venha me visitar? Porque logo que a voz de tua  saudação chegou aos meus ouvidos, o menino saltou de alegria em meu ventre. Bem-aventurada tu que acreditaste porque hão de cumprir as coisas que da parte do Senhor te foram ditas.`` (Lc 1, 43-45).      
Maria, naquele momento, era a portadora da paz que o Senhor Jesus veio trazer a todos os homens. Isabel descobriu em Maria, sem que ninguém lhe dissesse, e inspirada que foi pelo Espírito Santo, que as promessas de Deus começava a se realizarem, e que a paz do Senhor, no ventre de Maria, começava a tomar a forma de um ser humano.

segunda-feira, 16 de maio de 2016

"ALEGRA-TE, MARIA, O SENHOR ESTÁ CONTIGO..."

“QUEM ESTÁ COM MARIA, NÃO ESTÁ LONGE DE DEUS...”


“No sexto mês, o Anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré, a uma virgem desposada com um varão chamado José, da casa de Davi; e o nome da Virgem era Maria. Entrando onde ela estava, disse-lhe: ‘Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo!’ [...]. Maria, porém, disse ao Anjo: ‘Como é que vai ser isso, se eu não conheço homem algum?’ O Anjo lhe respondeu: ‘O Espírito Santo virá sobre ti e o poder do Altíssimo vai te cobrir com a tua sombra; por isso o Santo que nascer será chamado Filho de Deus’. [...] Disse, então, Maria: ‘Eu sou a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra’. E o Anjo a deixou.” (Lc 1,26-38). 
Maria, a predestinada a ser a mãe do Filho de Deus desde que o Redentor fora prometido à humanidade contagiada pelo pecado, aceitou a sua missão à convite de Deus por intermédio de seu anjo mensageiro, Gabriel. 
A partir do seu “sim” ao Anjo, Maria iniciou a sua caminhada, juntamente com seu Filho e Filho de Deus, rumo ao Calvário: em primeiro lugar a incompreensão do povo por vê-la grávida sem haver se casado com José; em segundo lugar a desconfiança de José por não compreender o que estava acontecendo com ela.

sábado, 14 de maio de 2016

SÃO MATIAS, O APÓSTOLO TEMPORÃO

SÃO MATIAS, O APÓSTOLO TEMPORÃO

Adicionar legenda
Matias, o apóstolo "póstumo". 
É assim chamado porque surgiu depois da morte do apóstolo Judas Iscariotes, o traidor, conforme consta do livro dos Atos dos Apóstolos, 1,20-26.
Alguns teólogos se referem à ele como o décimo terceiro apóstolo, pois foi eleito para ocupar o posto de Judas Iscariotes. 
A eleição dos onze apóstolos deu-se dias depois da Ascensão de Jesus e antes da vinda do Espírito Santo e assim foi descrita: "Depois da Ascensão de Jesus, Pedro disse aos demais discípulos: Irmãos, em Judas se cumpriu o que dele se havia anunciado na Sagrada Escritura: Com o preço de sua maldade se comprou um campo. O salmo 109 ordena "Que outro receba seu cargo". 'Convém, então, que elejamos um para o lugar de Judas. E o eleito deve ser dos que estiveram entre nós o tempo todo em que o Senhor conviveu entre nós, desde que foi batizado por João Batista até que ressuscitou e subiu aos céus'". (At 1,21-26). 
As outras informações existentes sobre Matias fazem parte das tradições e dos escritos da época.

sexta-feira, 13 de maio de 2016

NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO DE FÁTIMA

NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO DE FÁTIMA


Nossa Senhora de Fátima (ou Nossa Senhora do Rosário de Fátima) é uma das designações atribuídas à Virgem Maria. 
Apareceu repetidamente a três pastores, tendo a primeira aparição acontecido no dia 13 de maio de 1917. 
Estas aparições continuaram durante seis meses seguidos, sempre no mesmo dia (exceptuando em Agosto). 
A aparição é associada também a Nossa Senhora do Rosário, sendo portanto aceito a combinação dos dois nomes - dando origem a "Nossa Senhora do Rosário de Fátima" - pois, segundo os relatos, "Nossa Senhora do Rosário" teria sido o nome pelo qual a Virgem Maria se haveria identificado, dado que a mensagem que trazia consigo era um pedido de oração, nomeadamente, a oração do Santo Rosário. 
Essas aparições fecham o ciclo de aparições iniciado em Paris, como Nossa Senhora das Graças, sucedida pela aparição em La Salete e Lourdes. Três crianças, Lúcia de Jesus dos Santos (de 10 anos), Francisco Marto (de 9 anos) e Jacianta Marto (de 7 anos), afirmaram ter visto Nossa Senhora no dia 13 de maio de 1917 quando apascentavam um pequeno rebanho na Cova da Iria, freguesia de Aljustrel, pertencente ao conselho de Ourém, Portugal. 
Segundo relatos posteriores aos acontecimentos, por volta do meio dia, depois de rezarem o terço, as crianças teriam visto uma luz brilhante; julgando ser um relâmpago, decidiram ir-se embora, mas, logo depois, outro clarão teria iluminado o espaço. 
Nessa altura, teriam visto, em cima de uma pequena azinheira (onde agora se encontra a Capelinha das Aparições), uma "Senhora mais brilhante que o sol". 
Segundo os testemunhos recolhidos na época, a senhora disse às três crianças que era necessário rezar muito e que aprendessem a ler.

quinta-feira, 12 de maio de 2016

SANTA JOANA DE PORTUGAL - 1452-1490

SANTA JOANA DE PORTUGAL - 1452-1490


Joana nasceu em Lisboa no dia 6 de fevereiro de 1452. Era filha do rei de Portugal, Afonso V, o Africano, e da rainha Isabel, que, por ser devota de são João Evangelista, deu o seu nome à princesa. 
Joana foi uma criança muito aguardada, pois daria estabilidade ao reino, na condição de sucessora natural ao trono. 
Depois de três anos, para alegria da corte e tristeza do rei e de Joana, a rainha deu à luz a um menino, que em seguida morreu. A menina, muito querida pelo pai, foi acompanhada na formação cristã e acadêmica pela tia Filipa, uma fidalga muito devota, que a preparou para ser rainha. 
Joana cresceu graciosa e muito bonita, mas demonstrando forte inclinação religiosa, e um temperamento dócil e perseverante. 
Aos quinze anos, a jovem princesa entregava-se cada vez mais aos retiros espirituais, às orações, leitura religiosa e contemplação. 
Também fazia duras penitências, jejuava muitas vezes a pão e água, especialmente às sextas-feiras, e não deixava de praticar a caridade, ajudando pessoalmente os pobres que recorriam ao seu palácio. Queria entregar sua vida a Deus, ansiando por um mosteiro de clausura, para desgosto do rei, seu pai, e desespero da corte, preocupada, politicamente, com a sucessão do trono. Isso porque, se o rei Afonso V morresse, o sucessor seria o filho homem; todavia, se algo acontecesse com esse herdeiro homem, a sucessora legal seria Joana. 
Julgando que um casamento poderia fazer a princesa mudar de idéia, dada a sua pouca idade, a corte passou a agir.

quarta-feira, 11 de maio de 2016

“AQUELE QUE PERMANECE EM MIM E EU NELE PRODUZ MUITO FRUTO; PORQUE SEM MIM NADA PODEIS FAZER.” (Jo 15,5),

“AQUELE QUE PERMANECE EM MIM E EU NELE PRODUZ MUITO FRUTO; PORQUE SEM MIM NADA PODEIS FAZER.” (Jo 15,5),          


A responsabilidade dos que aderem totalmente a Jesus Cristo é muito grande. 
A responsabilidade do cristão autêntico pesa-lhe nos ombros porque, onde quer que ele vive, esteja ou ande, existem sempre centenas de olhos críticos e maliciosos a observar  suas ações e atitudes e a verificar se, o que  faz, está em conformidade com aquilo que ele fala e prega. 
Somente  a presença do cristão autêntico incomoda os que não agem direito; somente a presença do cristão verdadeiro incomoda os que não andam de acordo com o modo de agir e pensar do Senhor Jesus, pois como agem de maneira pecaminosa e dúbia não podem se sentir bem na presença de quem irradia luz e verdade, a exemplo do Mestre. 
O cristão consciente reprova as transgressões que os ímpios fazem contra a lei, as normas de boa conduta e o respeito aos irmãos, e, a voz do cristão é sempre uma condenação e acusação contra a imoralidade reinante na sociedade e em todos os lugares onde os maus se fazem presentes; e é por isso que o cristão autêntico está sendo sempre observado por aqueles que não observam as leis do Senhor, porque os maus não toleram os bons que, com o seu modo de vida, de conformidade com os ensinamentos do Mestre, condenam o modo de vida e de procedimento dos maus. 
A responsabilidade dos cristãos autênticos e fieis aos ensinamentos, aos mandamentos e às leis do Senhor, promulgadas através das Sagradas Escrituras e ratificadas pelo Divino Mestre, é muito grande, porque o mundo e os maus estão sempre observando os seus atos, e os maus fazem festas quando o cristão comete falhas, caem, porque assim os maus se sentem mais aliviados e dirão que os cristãos, seguidores do Mestre, não são coerentes com o que falam e pregam.

terça-feira, 10 de maio de 2016

SANTO ANTONINO DE FLORENÇA - 1389-1459

SANTO ANTONINO DE FLORENÇA - 1389-1459


Antonino Pierozzi nasceu em Florença, na Itália, em 1389. Seu pai era tabelião e sua mãe dona de casa, ambos muito religiosos. 
Sendo filho único e obedecendo ao desejo dos pais, fez o curso de direito e se tornou um perito na matéria. Mas, seu sonho era entregar-se à vida religiosa e, para tanto, Antonino procurou ingressar na Ordem Dominicana. 
Foi recusado, pois o superior não confiou em seu corpo pequeno e magro, aparentemente fraco. Disse a Antonino que só seria aceito se ele decorasse completamente todo o Código de Direito Canônico, coisa julgada impossível e que ninguém fizera até então. Mas Antonino não se deu por vencido e, poucos meses depois, procurou novamente o superior e provou que cumprira a tarefa. 
Foi admitido de imediato e se fez um modelo de religioso, apesar de poucos acreditarem que ele pudesse resistir à disciplina e aos rígidos deveres físicos que a Ordem exigia. 
Ordenado sacerdote, ocupou cargos muito importantes. 
Foi superior em várias casas, provincial e vigário-geral da Ordem. Deixou escritos teológicos de grande valor. 
Entretanto, mais do que seus discursos, seu exemplo diário é que angariava o respeito de todos, que acabavam por naturalmente imitá-lo numa dedicada obediência às regras da Ordem. 
Quando ficou vaga a Sé Episcopal de Florença, o papa Eugênio IV decidiu nomear Antonino para o cargo.

segunda-feira, 9 de maio de 2016

NHÁ CHICA DE BAEPENDI

BEM-AVENTURADA NHÁ CHICA

 
NHÁ CHICA DE BAEPENDI

O Decreto da Beatificação de Nhá Chica foi promulgado pelo Santo Papa Bento XVI e a cerimônia oficial aconteceu no dia 04 de maio de 2013, em Baependi, Estado de Minas Gerais.

PROCESSO DE BEATIFICAÇÃO
Francisca de Paula de Jesus - Nhá Chica – foi beatificada em 04 de maio de 2013 na cidade de Baependi, Minas Gerais, uma vez que o Santo Papa Bento XVI, já havia, na manhã da sexta-feira, dia 14 de janeiro de 2011, aprovado as suas virtudes heróicas e a reconhecido como Venerável nessa data. 
Ainda em vida Nhá Chica passou a ser aclamada pelo povo como 'a Santa de Baependi', por sua fé e clarividência. Já foi Serva de Deus, título que recebeu oficialmente da Congregação das Causas dos Santos do Vaticano, em 1991. 
A causa de canonização de Nhá Chica estava sendo aguardando desde 2007 o anúncio de sua beatificação. A grande graça atribuída a Nhá Chica refere-se a professora Ana Lúcia Meirelles Leite, moradora de Caxambu, Minas Gerais. 
A professora e dona de casa foi curada de um problema congênito muito grave no coração, sem precisar passar por cirurgia, apenas pelas orações de Nhá Chica.

domingo, 8 de maio de 2016

DIA DAS MÃES. MARIA, A MÃE DAS MÃES

DIA DAS MÃES.
MARIA, A MÃE DAS MÃES


Sempre que penso em Maria procuro me transformar numa criança e procuro ver Maria como uma criança vê a sua mãe, e assim me jogo nos braços de Maria, sentindo nos braços de Maria os braços da mãe. 
A criança tem os pensamentos puros e as intenções mais santas. 
A mãe aceita tudo o que a criança faz e perdoa, com um sorriso nos lábios, todos os erros todas as travessuras e todo mal entendido de seu filho, por isso, quando sei que erro, e como erro, busco a presença de Maria como a criança busca a presença da mãe para se sentir segura. 
Por isso, quando eu medito em Maria, quando eu converso com Maria em meu coração, eu procuro me transformar em criança, como um filho busca a sua mãe, e assim, Maria também conversa comigo, como a mãe conversa com o filho, sorri dos meus enganos e me estende a mão quando alguma dificuldade me derruba, assim como a proteção da mãe abriga a insegurança do filho. 
E como é gostoso para uma criança contemplar o rosto de sua mãe e vê-lo sempre sorrindo, sempre com um sorriso nos lábios, apoiando as coisas certas e chamando a atenção para o que estivermos fazendo de errando, mas sempre com um sorriso nos lábios. 
E quando eu penso em Maria eu me transformo em criança e a vejo sempre sorrindo. Como o sorriso da mãe conforta e dá segurança para o filho. Maria é minha mãe; Maria é nossa mãe, Maria é a mãe das mães... 
Quando estou confuso, quando sinto que entrei em algum beco sem saída, quando vejo que as minhas forças não são mais suficientes para me tirar das confusões que eu mesmo provoco, eu me transformo em criança e me jogo  nos braços de Maria, que é a minha mãe e a mãe de todos os homens, e aí, nos braços de Maria, eu encontro soluções para todos os meus problemas.

sábado, 7 de maio de 2016

DEUS QUER PRECISAR DAS MÃES PARA TER NOVOS FILHOS

DEUS QUER PRECISAR DAS MÃES PARA TER NOVOS FILHOS


Maria é mãe e assumiu a vocação de mãe com responsabilidade e com todas as consequências. 
Ser mãe é tão importante, tão sublime e tão divino que até o Filho de Deus quis ter uma, e escolheu Maria entre todas as mulheres deste mundo para ser sua mãe.
E Jesus foi exigente na escolha de sua mãe: escolheu, dentre as mulheres, a mais linda, a mais pura, a mais santa, a mais fiel, a mais humilde d entre todas as mulheres, 
E ele não foi egoísta: depois que voltou para o Pai, nos deixou Maria, para ser nossa mãe também. 
Todas as mães da terra buscam em Maria o exemplo para bem desempenhar a sua vocação e a responsabilidade de serem mães. Em todas as mães existe muito de Maria. 
E por isso, todos os dias, todos os filhos deveriam elevar suas orações aos céus e pedirem ao Senhor pelas suas mães, por elas terem aceitado com amor e carinho a sublime vocação da maternidade física e espiritual. 
Como Maria deu o seu “sim” para ser mãe do Filho de Deus, todas as mães dão o seu “sim” para a vocação da maternidade e, por isso pedimos e agradecemos a Maria por nossas mães, por elas terem dado o seu “sim” e terem levado a sério essa vocação, caso contrário não seríamos o que somos hoje e, talvez, nem a vida teríamos se esse “sim” não tivesse sido dado com responsabilidade. 
Mas, infelizmente, existem mulheres que quando chamadas para serem mães, muito embora tenham dado o seu “sim”, não levam isso a sério e não assumem com seriedade e responsabilidade tão divina missão, a de serem mães. 
Existem mulheres que são chamadas à divina missão da maternidade, mas não respeitam a vida, e arrancam violentamente de seu ventre o fruto que deveria ter sido do seu amor, alguém que não pediu para nascer. 

sexta-feira, 6 de maio de 2016

MARIA, EXEMPLO DE UMA VIDA PIEDOSA E PURA

MARIA, EXEMPLO DE UMA VIDA PIEDOSA E PURA


Maria parece ter passado sua infância na pequena cidade de Nazaré. Sua mãe, cujo nome dizem ter sido Ana, preparou-a, como faziam todas as mães, para que nela se cumprisse a promessa de que duma virgem de Judá sairia o Messias, a “redenção de Jerusalém” (Lucas 2,25 e 38). 
Foi esta esperança que levou Maria a viver uma vida piedosa e pura. Quando chegou a “plenitude do tempo” para Deus enviar 
Seu Filho, Maria foi a escolhida para ser a mãe do Messias Jesus. “Não há dúvida que Maria foi a escolhida, principalmente porque no tempo designado o seu caráter foi o que melhor refletiu os ideais divinos da maternidade, do que qualquer outra filha de Davi” (CBASD, vol. 5, p. 281). 
Em poucas palavras, Maria andava muito perto de Deus, tinha uma fé inabalável nas promessas divinas e vivia em comunhão com o Senhor. Foi uma virtuosa jovem de oração, atitude tão necessária também hoje nas jovens cristãs. 
O Senhor almeja ainda hoje agraciar outras “Marias”. Sua fé no seu Deus, o seu andar com Ele e sua confiança irrestrita, fortaleceram-na para enfrentar as barreiras sociais e familiares tão exigentes e continuar servindo ao Senhor de uma maneira exemplar.

quinta-feira, 5 de maio de 2016

ADVOGADA NOSSA...

ADVOGADA NOSSA...


Salve Rainha, Mãe de misericórdia, doçura da vida, esperança nossa, salve... 
Esta é uma das mais belas orações que já foram feitas para Maria, a Nossa Senhora, a nossa boa Mãe do céu... 
Neste nosso mundo não existe um título maior que uma mulher possa receber além de ser chamada de Rainha. 
O título de Rainha é o máximo das honras que podemos dedicar a uma mulher. 
Quando chamamos Maria de Rainha, chegamos à conclusão que tudo neste mundo, a nossa vida, a nossa vontade pertence a ela e é por ela dirigida. 
E Maria não é somente Rainha deste mundo, mas Rainha dos Anjos, Rainha dos Santos, e de tudo o que foi criado por Deus. Maria é a Rainha do Universo. 
Mas o nosso coração quer ter mais intimidade com Maria, e, por sermos seus filhos, não ficaríamos satisfeitos de chamá-la somente de Rainha. Como filhos que a amamos e conhecemos o seu grande amor que tem por todos nós, nós também a chamamos de Mãe de Misericórdia. 
Maria é Rainha, mas, além de Rainha, ela é a Mãe de  Misericórdia, é a doçura da nossa vida, e toda a nossa esperança se resume no amor que Maria tem por todos nós e por cada um de nós em particular. 
Em toda a história da nossa Santa Igreja, temos testemunhos maravilhosos da interseção de Maria, socorrendo sempre alguém em particular, ou todo o povo de Deus.