domingo, 24 de julho de 2016

A ORAÇÃO DO PAI NOSSO

XVII DOMINGO DO TEMPO COMUM

“QUEM PEDE RECEBE; QUEM PROCURA ENCONTRA; E, PARA QUEM BATE, SE ABRIRÁ” (Lc 11,10).


Diácono Milton Restivo

Santo Tomás de Aquino disse que a oração do Pai Nosso é a mais perfeita de todas as orações, pois “contém não apenas todas as coisas que podemos corretamente desejar, mas também tudo o que nos é proveitoso querer”.
A oração do Pai Nosso é apresentada no Novo Testamento em duas versões: a longa, com sete petições (Mt 6,9-13) e a curta, com cinco petições (Lc 11,2-5). Embora a versão de Lucas seja considerada a mais fidedigna, pois não é concebível que Lucas tenha subtraído duas petições, a tradição da Igreja privilegiou a mais longa, a de Mateus, para uso litúrgico.
Com certeza, os judeus tinham as suas obrigações religiosas e rituais e as horas certas para fazer as suas orações, mas Jesus tinha um jeito especial e contagiante e provocativo que originava nas pessoas o desejo de aprender a rezar como ele rezava.
No Evangelho da liturgia de hoje Lucas diz que “Jesus estava rezando em um certo lugar. Quando terminou, um de seus discípulos pediu-lhe: ‘Senhor, ensina-nos a rezar, como também João (Batista) ensinou seus discípulos.” (Lc 11,1). E Jesus lhes ensinou a oração do Pai Nosso.
A oração do Pai Nosso é a oração da família: “Pai Nosso” é, por excelência, a oração da partilha: “o pão nosso”, e a oração do perdão: “perdoai as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido”; "E quando estiverdes orando, se tiverdes alguma coisa contra alguém, Perdoai-lhe, para que também vosso Pai que está nos céus vos perdoe as vossas ofensas." (Mc 11,25-26), “Pois, se perdoardes aos homens os seus delitos, também o vosso Pai celeste vos perdoará; mas se não perdoardes aos homens, o vosso Pai também não perdoará os vossos delitos." (Mt 9,15). 

sábado, 23 de julho de 2016

SANTA BRÍGIDA (BRIGITE) - 1303-1373

SANTA BRÍGIDA (BRIGITE) - 1303-1373


Fundou a Ordem do Santo Salvador. Brígida, ou Brigite, nasceu princesa, em 1303, no castelo de Finstad, na Suécia. 
Descendia de uma casa real muito pia, que forneceu à Igreja muitos santos e que se dedicava a construir mosteiros, igrejas e hospitais com a própria fortuna. 
Além de manter muitas obras de caridade para a população pobre, Brígida, desde a infância, tinha o dom das revelações divinas, todas anotadas por ela no seu idioma sueco. 
Depois, as descrições foram traduzidas para o latim e somaram oito grandes volumes, que ainda hoje são fonte de consulta para historiadores, teólogos e fiéis cristãos. 
Aos dezoito anos, ela se casou com o nobre chamado Ulf Gudmarsson, um homem cristão e muito piedoso. 
O casal teve oito filhos, dentre os quais a filha venerada como santa Catarina da Suécia. Era com rigor que eles cuidavam da educação religiosa e acadêmica dos filhos, sempre no caminho para a santificação em Cristo. 
Durante um longo período, Brígida foi dama de companhia da rainha Bianca, de Namur, por isso freqüentava sempre as cortes luxuosas. 
Mas não se corrompeu neste ambiente de riquezas frívolas, ao contrário, manteve-se fiel aos ensinamentos cristãos, perseverando seu espírito na dignidade e na caridade da fé. 
Após a morte de um dos seus filhos, o casal resolveu fazer uma peregrinação ao santuário de Santiago de Compostela, na Espanha.

sexta-feira, 22 de julho de 2016

SANTA MARIA MADALENA – DISCÍPULA DE JESUS

SANTA MARIA MADALENA – DISCÍPULA DE JESUS


O que os Evangelhos falam sobre Maria Madalena:
Os Evangelhos apresentam Maria Madalena como: - Discípula de Jesus (Lc. 8,1-3) - A mulher de quem Jesus expulsou sete demônios (Mc. 16,9; Lc. 8,2); - Uma das mulheres que ajudaram Jesus e seus discípulos enquanto estes pregavam o evangelho (Lc 8,1-3) - Uma das muitas outras mulheres que seguiram Jesus desde a Galiléia quando ele foi para Jerusalém no final do seu ministério e foi testemunha da sua crucifixão (Mc. 15,40-41; Mt. 27,55-56; Lc. 23,49; Jo 19,25) - Ela e outras mulheres seguiram de longe os acontecimentos quando Jesus foi levado para ser crucificado, (Mt 27,55-56; Mc 15,40-41; Jo 13,25) - Quando Jesus foi sepultado, foi uma das mulheres que observou o lugar onde o corpo foi posto (Mc 15,45-47; Mt 27,61) - Ela e outras mulheres foram ao túmulo no primeiro dia da semana para embalsamar o corpo de Jesus (Mc 16,1-2; Mt 28,1) - Levou perfumes para ungir o corpo do Senhor no sepulcro (Mt. 28,1; Mc. 16,1-2; Lc. 24,1; Jo 20,1); - Foi uma das primeiras a receber a notícia da ressurreição quando um anjo falou às mulheres perto do túmulo aberto, portanto, testemunha da sua ressurreição (Mc. 16,1 - 8; Mt 28,1 - 10; Lc. 24,1 - 10; Jo. 20,1; 20,11 - 8) - Maria Madalena foi a primeira pessoa a ver Jesus depois da ressurreição (Mt 28:8-10; Mc 16,9; Jo 20:13-18) - Anunciou a boa notícia da ressurreição aos discípulos (Lc 24,9-10) - Foi enviada aos Onze com uma mensagem de Jesus (Mt 28,10; Jo 20,17 - 18). Maria Madalena é citada dezoito vezes nos Evangelhos, além de ser a mulher mais citada pelo próprio nome.  Além disso, ela aparece sempre realizando funções muito importantes para as origens do Cristianismo. Chama a atenção o fato de Maria Madalena ser citada, entre as mulheres em primeiro lugar em todos estes textos.  A única exceção é Jo 19,25, onde a mãe de Jesus aparece em primeiro lugar. A citação de Maria Madalena em primeiro lugar parece indicar sua liderança no grupo das discípulas de Jesus.

O que os Evangelhos não falam sobre Maria Madalena:
Não diz que Maria Madalena era a pecadora citada em Lucas 7,36-50. - Não diz que era a mesma Maria, irmã de Marta e Lázaro. - Não sugere nenhum tipo de relacionamento especial ou íntimo entre Jesus e Maria. Sempre fala de Maria junto com outras mulheres. - Depois da ascensão de Jesus, a Bíblia nunca mais menciona o nome de Maria Madalena.

Quem é Maria Madalena:
Maria Madalena pode-se dizer, era de origem judaica, mas não foi definida como outras mulheres dos Evangelhos Canônicos, ou seja, pela família, mas por sua cidade de origem. O fato que intriga, e que talvez tenha gerado ao longo desses dois milênios de cristianismo tantas hipóteses e construções fantasiosas sobre Maria Madalena, é que ela não aparece como filha, esposa ou irmã de nenhum homem. Essa independência feminina em uma sociedade dominada por homens tem intrigado muitos pesquisadores. Todas as Marias que aparecem nos Evangelhos são reconhecidas por suas famílias: Maria mãe de Jesus; Maria de Cléofas; Maria irmã de Marta e de Lázaro.

E Maria de Magdala?
Madalena não é sobrenome, provinha de el-Mejdel, que era uma cidade a noroeste do lago da Galiléia, seis quilômetros ao norte de Tiberíades, lugar onde Madalena pode ter nascido ou residia. É no Evangelho de Lucas que Maria Madalena aparece como a mulher que seguia Jesus e de quem são expulsos sete espíritos malignos (Lc 8,2). Há um aspecto interessante nessa passagem, pois não é um demônio, nem uma legião de demônios que são expulsos, porém sete: “Sete é o número da salvação e do que é divino”. São também sete os pecados capitais: gula, luxúria, ira, orgulho, vaidade, preguiça e inveja. Se fizermos uma associação dos sete demônios expulsos por Jesus de Maria Madalena e dos sete pecados capitais, pode-se dizer que o que houve foi uma total libertação dessa mulher; aconteceu sua salvação integral, uma Metanoia [1], não apenas uma conversão. Pecado e possessão demoníaca eram coisas diferentes. Naquela época, a possessão demoníaca era entendida essencialmente como uma enfermidade, não acentuava os aspectos morais, não era considerada como um pecado. Em uma interpretação mais literal, pode-se dizer que aconteceu, naquele momento da expulsão dos sete demônios, não um simples arrependimento dos pecados, mas a imersão em uma vida autêntica e redimida; Maria Madalena emergiu de uma vida de escravidão para uma libertação. Mas por que se associa Maria Madalena sempre a uma pecadora arrependida e não a uma mulher que foi reconciliada? Pois a Maria Madalena histórica, aquela que está nos quatro Evangelhos Canônicos, é testemunha do sacrifício, morte e Ressurreição de Jesus; mulher que seguiu como discípula e serviu a Jesus de Nazaré. Há exegetas que fazem essa associação, Maria Madalena/pecadora arrependida, porque há um relato anterior ao episódio da expulsão dos demônios (Lc 8,2), em que uma pecadora anônima unge os pés de Jesus na casa de Simão, o fariseu, e é perdoada por Jesus (Lc 7,37-50). A proximidade desses fatos favoreceu a associação das duas mulheres, ou seja, Maria Madalena e a pecadora anônima, que não tem nada haver entre si. Como há, no Evangelho de João, a unção de Betânia, e nele é Maria, irmã de Marta e de Lázaro, que unge Jesus (Jo 12,1-8), as três mulheres se tornaram apenas uma: Maria Madalena. Em suma, é essa Madalena que muitos historiadores denominam mulher híbrida, a saber: Maria, irmã de Marta e de Lázaro (Jo 12,1-8); - a pecadora anônima que ungiu Jesus na casa de Simão, o fariseu (Lc 7,37-50) e a mulher adútera apresentada a Jesus pelos anciãos e por ele perdoada (Jo 8,1-11) e Maria Madalena, de quem Jesus expulsou sete demônios (Lc 8,2). A confusão da identidade das três mulheres remonta ao Século III, e foi no final do Século VI que o Papa Gregório Magno (540-604) pôs fim à questão ao declarar que Maria Madalena, Maria de Betânia (Jo 12,1-8) e a pecadora anônima eram a mesma pessoa. Apesar de muitos séculos terem se passado e a visão de Madalena ter mudado para a Igreja, essa declaração de Gregório Magno ainda suscita discussões.
De acordo com os relatos dos Evangelhos, nada há contra a moral de Maria Madalena, pois estar possuído por sete demônios não era considerado pecado. Ao se fazer uma leitura atenta dos fatos, não se chega à conclusão de que Maria Madalena tenha sido uma mulher adúltera. O que acontece é que, ao ser identificada com a pecadora anônima de Lucas e com Maria de Betânia, incorpora a mulher de cabelos longos e soltos que serviram para secar os pés de Jesus. Essa imagem evoca a feminilidade e também a sexualidade, que induz a uma associação com o pecado. Hoje a Igreja reconhece em Maria Madalena a mulher de quem Jesus expulsou sete demônios; a que seguiu e serviu Jesus nas pregações; a que acompanhou a Paixão e a morte de Jesus e como a primeira testemunha da Ressurreição. O que os evangelhos nos trazem sobre Maria Madalena é que seguia Jesus. Estava presente na crucificação e foi testemunha, de acordo com o evangelho de João, da ressurreição, sendo a primeira com a missão de proclamar a boa noticia. Maria Madalena foi à portadora do anúncio que Cristo havia ressuscitado. Normalmente, repito, as mulheres nos evangelhos são lembradas como mãe, mulher e filha de alguém, um costume da sociedade patriarcal. Porém, Maria Madalena aparece sem pertencer a nenhum homem. Pelos evangelhos não é possível descrever sua vida familiar. Não podendo descrevê-la como uma mulher jovem ou solteira, viúva ou repudiada, ou se ela preferiu ficar solteira como algumas mulheres influenciadas pelo helenismo, optando pela liberdade. Maria Madalena devia possuir alguma riqueza. Após ser curada por Jesus, tornou-se sua discípula fiel e inseparável, e o acompanhava em seu ministério, com outros discípulos/as. Pela forma como é nomeada, parece que possuía uma situação familiar diferente em seu tempo. Provavelmente fosse uma mulher solteira e independente. Ainda que sejam escassas as informações sobre Maria Madalena, seu nome aparece mais vezes que outras mulheres no Novo Testamento e geralmente em primeiro lugar.

Maria Madalena é a pecadora?
Teriam interpretado mal a expressão “Maria Madalena, da qual haviam saído sete demônios”? (Lc 8,2) Esta expressão, que aparece somente em Lucas e no apêndice de Marcos (Lc 8,2; Mc 16,9), criou uma série de preconceitos contra Maria Madalena. Mas para o Evangelho de Lucas, a possessão não significa pecado e, sim, doença. O número 7, sempre simbólico, parece indicar a gravidade da situação. Dentro do contexto de Lucas, podemos interpretar que Maria Madalena padecia de uma grave doença nervosa ou psicossomática. No encontro com Jesus, ela recupera a harmonia interior e entra em um processo de crescimento e amadurecimento pessoal até atingir a plenitude do seu ser na experiência pascal. Aquela mulher anônima do episódio narrado por Lc 7,36-50 passou a ser identificada com as mulheres anônimas que ungiram Jesus para a sepultura (Mc 14,3-9 e Mt 26,6-13). Uma leitura atenta destes textos vai mostrar que os ritos que realizam são diferentes. No texto de Lucas, o próprio narrador trata de esclarecer que se trata de um rito de acolhida e coloca esta explicação no diálogo de Jesus com Simão. Nos Evangelhos de Marcos e de Mateus, o rito está situado no contexto da Páscoa. Marcos faz questão de informar que faltavam apenas dois dias para a Páscoa e os Ázimos (Mc 14,1). Mostra que o contexto era conflitivo, pois a execução de Jesus já estava decidida: “os chefes dos sacerdotes e os fariseus apenas procuravam um ardil para matá-lo” (Mc 14,1b). É justamente neste contexto que está a unção de Jesus, feita por uma mulher anônima (Mc 14,3-9). O texto de Marcos está muito próximo do texto de João 12,1-8. Tanto Marcos como João contam que o perfume derramado pela mulher no corpo de Jesus era nardo puro (Mc 14,3 e Jo 12,3). Marcos informa ainda que este episódio da unção para a sepultura passou-se em Betânia (Mc 14,3). Tudo isso parece ligar os textos de Marcos, Mateus e João (Mc 14,3-9; Mt 26,6-13 e Jo 12,1-8) e ajuda a compreender a importância desde ritual. Sua protagonista parece ser Maria de Betânia, a irmã de Marta e de Lázaro. O gesto de unção de Jesus para a sepultura é ao mesmo tempo profético e solidário com seu projeto e sua entrega sem limites.

Maria Madalena no sepulcro de Jesus.
Depois que Pedro e João conferiram o sepulcro e constataram a ausência do corpo de Jesus (Jo 20,4-10; Lc 24,12), Maria Madalena permaneceu no jardim, procurando Jesus, depois que Pedro e o outro discípulo foram embora. Ela chorava angustiada e confundiu Jesus com o jardineiro. No entanto, Maria Madalena o reconhece imediatamente quando Jesus a chama pelo nome. Em toda a Bíblia, chamar pelo nome faz parte dos relatos de missão. Às vezes, acontece mudar o nome, para indicar a missão que a pessoa vai realizar. Mas, em Jo 20,16, Jesus a chama pelo nome com que sempre a havia chamado - talvez do mesmo jeito e com o mesmo tom de voz.  E provavelmente Maria responde também da maneira como sempre o tratou: Rabuni. Sem pretender ser fundamentalista, quero mostrar como neste relato simbólico se revela a importância da missão de Maria Madalena nas primeiras comunidades cristãs: Maria é chamada pelo nome; - Reconhece imediatamente a voz de Jesus; - Chama-o de Mestre em aramaico; - Depois, é enviada por Jesus com uma mensagem para os outros discípulos. Da maneira como este episódio é descrito, parece um evento de fundação, no qual Maria Madalena foi investida de autoridade.

Sobre Maria Madalena.
Maria Madalena foi a mulher de quem Jesus expulsou sete demônios (Mc. 16,9; Lc. 8,2); - que acompanhava e servia Jesus na Galiléia (Lc. 8,2); - que acompanhou Jesus até a Judéia pouco antes da Paixão (Mt. 27,55; Mc. 15,41); - que ficou diante da Cruz (Mt. 27,55; Mc. 15,41; Jo. 13,25); - que levou perfumes para ungir o corpo do Senhor no sepulcro (Mt. 28,1; Mc. 16,1-2; Lc. 24,1; Jo 20,1); - que viu pessoalmente o Senhor ressuscitado (Mc 16,9); e que foi enviada aos apóstolos pelo Senhor (Jo. 20,17).

Sobre Maria, irmã de Marta e Lázaro.
Maria, irmã de Marta e Lázaro, também chamada de Maria de Betânia, era a mulher que ouvia as palavras do Senhor enquanto sua irmã, Marta, trabalhava arduamente (Lc. 10,38-42); - que esteve presente durante a ressurreição de seu irmão Lázaro (Jo. 11,1-2); e que ungiu os pés do Senhor alguns dias antes da Páscoa (Jo. 12,3-8).

Sobre a mulher pecadora anônima em Lucas 7,36-50.
Além, destas duas Marias, lemos em Lc 7,36-50 que "uma mulher de má fama" ungiu o Senhor. Repare-se que o evangelista não citou seu nome. Quem seria, portanto? Seria Maria de Betânia, tendo em vista a informação de Jo. 12,3-8? Não! Porque a unção de Jo 12,3-8 se deu na casa de Lázaro/Marta/Maria, em Betânia, empregando-se nardo; enquanto que a de Lc 7,36-50 se deu na casa de Simão, o fariseu, sendo que a pecadora empregou as próprias lágrimas que lhe caíram do rosto e alabastro. Logo, se tratando de dois episódios distintos e independentes, distintas e independentes são as personagens. Seria, então, Maria Madalena, já que esta foi citada logo depois (Lc. 8,2) do episódio, nominalmente, como uma das mulheres que acompanhavam Jesus e era endemoniada (pecadora)? Ora, o fato de ter sido endemoniada, não significa que era pecadora (até porque todos são pecadores, mas nem todos são endemoniados!), muito menos a específica pecadora de Lc 7, que o evangelista fez questão de manter o anonimato e não afirmou que era também endemoniada! Logo, muito provavelmente não se tratava de Maria Madalena.  E quem era? Não sabemos, pois nem os Evangelhos, nem a tradição lhe conservaram o nome! Basta, pois, chamá-la de "a pecadora anônima".

Sobre a mulher adúltera em João 8,3-12.
E quanto à mulher adúltera de João 8,3-12? Também não lhe sabemos o nome; apenas que "era pecadora". Ora, o fato de a mulher adúltera ser pecadora, não tem o condão de transformá-la, arbitrariamente, na Maria Madalena. Trata-se, assim, de uma quarta pessoa. Como quer que seja, e voltando o foco para Maria Madalena, a grande lição que a Bíblia e a tradição oferecem sobre ela (mesmo quando um ou outro teólogo adota o entendimento minoritário) é que ela foi uma grande convertida ao Evangelho, a ponto de poder ser considerada pelos católicos como grande exemplo de serviço e "padroeira dos convertidos".

Maria Madalena ignorada fora dos Evangelhos.
A pesquisa sobre Maria Madalena nos Evangelhos canônicos leva à frustração, pelo escasso número de dados que revelam a identidade dessa mulher. Ela também não é citada nos Atos dos Apóstolos, nas Epístolas, nem no Apocalipse de João, mesmo tendo sido citada, enquanto personagem híbrido, dezoito vezes nos Evangelhos. Maria Madalena vai desaparecer nos Atos dos Apóstolos e nas Epístolas. Nem Paulo, naturalmente, nem Pedro nada falam sobre ela. Mesmo João não acreditou na importância de falar sobre ela nas suas cartas, nem no Apocalipse.  Para todos aqueles que seguem, ela inexiste. Da Maria Madalena que se conhece através dos Evangelhos canônicos, porém, não há registros de suas falas ou de algum diálogo, salvo em João, quando fala a Simão e a outro discípulo que “retiraram o Senhor do sepulcro e não sabemos aonde o colocaram” e quando anuncia “Vi o Senhor” após o breve diálogo com Jesus ressuscitado no jardim do sepulcro vazio (Jo 20, 2.18), mas é desacreditada pelos apóstolos (Mc 16,11).


[1] 1 Metanoeó, um verbo bastante neutro em grego profano: “mudar posteriormente, mudar de idéia, ter remorso”. Na Bíblia, exprime a conversão religiosa e moral. Seu campo léxico no N.T. associa-o à fé ( Mc 1,15), ao batismo (At 2,38) e ao perdão dos pecados (Lc 7,13). A conversão (metanoia) está ainda ligada ao retorno (At 3,19, com epistrephó) (cf. Wénin, 2004, p. 457). 2 As referências bíblicas deste texto são da Bíblia de Jerusalém.


quinta-feira, 21 de julho de 2016

IRMÃ DOLORES BALDI - 1910-1999 - PRIMEIRA MISSIONÁRIA DA CONGREGAÇÃO DAS IRMÃS PAULINAS - FUNDADORA DAS IRMÃS PAULINAS NO BRASIL

IRMÃ DOLORES BALDI - 1910-1999 - PRIMEIRA MISSIONÁRIA DA CONGREGAÇÃO DAS IRMÃS PAULINAS - FUNDADORA DAS IRMÃS PAULINAS NO BRASIL


Ser missionária era seu sonho. E este sonho ela o realizou no Brasil. Em outubro de 1931, deixou a Itália e veio viver a aventura missionária em nosso país. 
Quero falar-lhes de irmã Dolores Baldi, primeira missionária da Congregação das Irmãs Paulinas. Ela não era, nem é ainda, muito conhecida, contudo foi o instrumento dócil e forte nas mãos de Deus e a mola propulsora que fez acontecer, no Brasil, a instituição e todas as obras das Irmãs Paulinas. 
A Congregação das Irmãs Paulinas foi fundada pelo padre Tiago Alberione com a colaboração de irmã Tecla Merlo, em 1915, na Itália, e teve, no Brasil, sua primeira expansão no exterior. E irmã Dolores Baldi foi a escolhida para iniciá-la. 
Quem foi irmã Dolores Baldi? Ela mesma nos conta sua história: "Não conheci minha mãe. Ela morreu dois meses depois de me haver dado a luz. Fui confiada aos cuidados de uma ama, que me amamentou, de meu pai e de minha irmã mais velha, então com quinze anos. Éramos cinco irmãos: três mulheres e dois homens. Cresci num ambiente familiar unido, cristão, sereno e alegre. Aos doze anos, porém, após breve tempo de doença, meu pai faleceu e, logo depois, minha irmã, vítima de uma epidemia. E como minha outra irmã já havia se casado coube a mim os deveres de uma dona-de-casa: comprar, vender e cuidar de meus dois irmãos. Aos quatorze anos, comecei a sentir o desejo de ser missionária, para dedicar-me à catequese. Aos dezessete anos, esse apelo se tornou mais forte. Falei com meu pároco e ele me aconselhou a pensar melhor e entregar o meu futuro nas mãos de Deus. Ele saberia abrir-me o caminho missionário. Com o casamento de meu irmão, pensei que estivesse livre, mas com a morte prematura de minha cunhada tive de cuidar de meus dois sobrinhos pequenos.

quarta-feira, 20 de julho de 2016

MARIA PEDE, JESUS ATENDE

MARIA PEDE, JESUS ATENDE


Através dos Santos Evangelhos tomamos conhecimento que Jesus Cristo quis começar e começou a realizar os seus milagres por intercessão de sua Mãe, Maria Santíssima.
Quando da visita de Maria à sua prima Isabel, estando Maria grávida de Jesus Cristo e Isabel grávida de João Batista, a simples presença de Maria com Jesus no seu ventre fez com que o filho de Isabel, João Batista, pulasse no ventre de sua mãe assim que Maria cumprimentou Isabel, tendo nessa oportunidade, realizada a santificação de João Batista ainda no entre de sua mãe pela palavra de Maria, pela saudação de Maria à sua prima Isabel, e este foi o primeiro e o maior milagre da graça. 
No casamento de Canaã, na Galiléia, Jesus atende a humilde súplica de sua mãe e transforma a água em vinho, e este foi o primeiro milagre da natureza. Jesus Cristo começou e continuou os seus milagres por Maria e continuará a fazer os seus milagres por intercessão de Maria, como aconteceu nas bodas de Caná (Jo 2) isso até o fim dos tempos. 
Foi em Maria que Deus Espírito Santo produziu a sua obra prima, que é um Deus feito homem, e assim o Espírito Santo continua produzindo todos os dias, através de Maria, os membros do corpo dessa cabeça adorável, formando, desta forma,, o grande corpo místico de Jesus Cristo, que é a sua Igreja. 
Na criação do mundo Deus Pai fez um conjunto de todas as águas, a quem chamou de Mar; depois fez um conjunto de todas as suas graças, a quem chamou Maria, como disse e escreveu o grande santo Luiz Maria Grignon de Montfort.

terça-feira, 19 de julho de 2016

TODOS BUSCAMOS A PAZ...

TODOS BUSCAMOS A PAZ...


Às vezes, em muitas circunstâncias da vida, como os apóstolos estavam se sentindo após a crucificação e morte de Jesus, nos sentimos sozinhos, abandonados, isolados. 
Nesse isolamento sentimos um vazio intenso e o silêncio grita alto dentro de nós todas aquelas coisas que gostaríamos que se tornassem conhecidas e aceitas para provar que somos humanos, que acertamos algumas vezes e erramos outras tantas; e o silêncio explode dentro de nosso cérebro, dentro do nosso peito, dentro do nosso coração, ressoando fortemente em nossa alma e, desesperadamente, buscamos paz, procuramos a paz, lutamos pela paz, desejamos ardentemente a paz... paz... paz... 
Como necessitamos de paz. Como procuramos a paz, como desejamos a paz. Paz interior. Paz de espírito. Paz na alma. Paz onde vivemos. Paz onde trabalhamos. Como procuramos a paz. Mas como a procuramos nos lugares mais equivocados, nos lugares onde, absolutamente, ela não está, não se encontra, e, nessa busca desenfreada pela paz mais nos confundimos, mais nos desesperamos, mais nos perdemos, mais nos equivocamos. 
Mas, o que é paz? Se procurarmos no dicionário encontraremos que paz é ausência de guerra, é tranquilidade, serenidade, sossego, descanso, ausência de hostilidade, silêncio... 
Mas a paz que o nosso espírito, o nosso coração, a nossa alma busca não é somente ausência de guerra, nem tranquilidade, nem o que tudo o mais que o dicionário pressupõe.

segunda-feira, 18 de julho de 2016

DEUS É PAI, PAI NOSSO, PAI DE TODOS

DEUS É PAI, PAI NOSSO, PAI DE TODOS


Nas Sagradas Escrituras encontramos o plano de salvação de Deus e as promessas que ele nos fez, e o mais importante, a concretização dos seus planos e as promessas realizadas na pessoa de Nosso Senhor Jesus Cristo. 
Depois de ter cumprido a vontade de Deus Pai, de ter sido morto e ter ressuscitado no terceiro dia, antes de subir novamente para o Pai, Jesus Cristo nos deixou mais esta certeza: “Estarei convosco todos os dias, até o fim dos tempos.” Todos os dias, todas as horas, todos os minutos Jesus Cristo cumpre essa sua promessa. E Jesus Cristo está conosco todos os dias, até o fim dos tempos, na pessoa do nosso irmão. Na pessoa do irmão, temos o Cristo.    
Falamos constantemente que amamos a Deus. Mas, quantas vezes desprezamos o nosso irmão, desprezamos aquele que vive ao nosso lado. João, o Evangelista, o Apóstolo amado de Jesus Cristo, em uma de suas cartas, nos escreve: “E se alguém diz:- “amo a Deus, mas odeia ao seu irmão, e um mentiroso, porque, quem não ama a seu irmão, a quem vê, não é possível que ame a Deus, a quem não vê. Quem ama a Deus, ame a seu irmão.” “Amarás o seu próximo como a si mesmo”, nos diz Jesus Cristo, nos mostrando esse mandamento como sendo o segundo maior dos mandamentos, só superado pelo primeiro mandamento, que é:- “Amar a Deus de todo o coração, com toda a tua alma, com toda a tua força, com todo o teu entendimento. Amarás o te próximo como a ti mesmo.”

domingo, 17 de julho de 2016

MARTA E MARIA

XVI DOMINGO DO TEMPO COMUM

“MARIA ESCOLHEU A MELHOR PARTE E ESTA NÃO LHE SERÁ TIRADA”.
(Lc 10,42).


Diácono Milton Restivo

Se existe uma virtude incentivada e valorizada nas Sagradas Escrituras, essa virtude é a hospitalidade. Temos vários exemplos disso nos Livros Sagrados, mas, apenas para ilustrar a meditação de hoje, vamos pegar como referencia a citação de Gênesis 19,1-29, onde Lot, sobrinho de Abraão, recebe e dá abrigo em sua casa a dois mensageiros do Senhor.
Por essa sua atitude hospitaleira Lot e toda a sua família foram salvos da destruição das cidades de Sodoma e Gomorra que, em virtude dos pecados de seus moradores, foram totalmente destruídas pelo Senhor que “... Fez chover sobre Sodoma e Gomorra, enxofre e fogos vindos de Iahweh e destruiu estas cidades e toda a planície com todos os habitantes da cidade e a vegetação do solo”. (Gn 19,24).
Jesus também, por várias vezes, socorre-se da hospitalidade de seus amigos e admiradores.
Encontramos um desses fatos no Evangelho de Lucas, quando Jesus, “... Estando em viagem, entrou num povoado e certa mulher, chamada Marta, recebeu-o em sua casa.” (Lc 10,38).
Jesus tinha amigos e valorizava muito essas amizades, valorizava muito os seus amigos. E, dentre a grande legião de seus amigos, no coração de Jesus três deles tinham um lugar especial, e esses três amigos amados de Jesus eram os irmãos: Marta, Maria e Lázaro.
Lázaro era aquele mesmo que Jesus ressuscitara, como vemos no Evangelho de João, 11,1-44, Jesus ressuscitando Lázaro a pedido de suas irmãs Marta e Maria. 

sábado, 16 de julho de 2016

NOSSA SENHORA DO CARMO

NOSSA SENHORA DO CARMO


Segundo a tradição narra, o profeta Elias, vendo uma nuvenzinha, que se levantava no mar, bem como uma pegada de homem, teria nela reconhecido no símbolo, a figura da futura Mãe do Salvador. 
Os discípulos de Elias, recordando aquela visão do mestre, teriam fundado uma Congregação, com sede no Monte Carmelita, com o fim declarado de prestar homenagens à Mãe do Mestre. 
A festa de Nossa Senhora do Carmo é relacionada à Ordem Carmelitana, cuja origem é bem antiga. 
Na Ordem Carmelitana tem-se a tradição, segundo a qual o profeta Elias, vendo aquela nuvenzinha, que se levantava no mar, bem como a pegada de homem, teria nela reconhecido no símbolo, a figura da futura Mãe do Salvador. 
Os discípulos de Elias, recordando aquela visão do mestre, teriam fundado uma Congregação, com sede no Monte Carmelita, com o fim declarado de prestar homenagens à Mãe do Mestre. Essa Congregação ter-se-ia conservado até os dias de Jesus Cristo e existido com o Título Servas de Maria.

Manifestação de Maria a São Simão Stock. 
Historicamente documentadas são as seguintes datas da Ordem de Nossa Senhora do Carmelo. Foi no século XII que o calabrês Bertoldo, com alguns companheiros, se estabeleceu no Monte Carmelo. Não se sabe se encontraram lá a Congregação dos Servos de Maria ou se fundaram uma deste nome; certo é que receberam em 1209 uma regra rigorosíssima, aprovada pelo Patriarca de Jerusalém - Alberto.

sexta-feira, 15 de julho de 2016

SÃO BOAVENTURA - 1218-1274

SÃO BOAVENTURA - 1218-1274


Frei Boaventura era italiano, nasceu no ano de 1218, na cidade de Bagnoregio, em Viterbo, e foi batizado com o nome de João de Fidanza. 
O pai era um médico conceituado, mas, como narrava o próprio Boaventura, foi curado de uma grave enfermidade ainda na infância por intercessão de são Francisco. 
Aos vinte anos de idade, ingressou no convento franciscano, onde vestiu o hábito e tomou o nome de Boaventura dois anos depois. 
Estudou filosofia e teologia na Universidade de Paris, na qual, em 1253, foi designado para ser o catedrático da matéria. 
Também foi contemporâneo de Tomás de Aquino, outro santo e doutor da Igreja, de quem era amigo e companheiro. Boaventura buscou a Ordem Franciscana porque, com seu intelecto privilegiado, enxergou nela uma miniatura da própria Igreja. 
Ambas nasceram contando somente com homens simples, pescadores e camponeses. Somente depois é que se agregaram a elas os homens de ciências e os de origem nobre. 
Quando frei Boaventura entrou para a Irmandade de São Francisco de Assis, ela já estava estabelecida em Paris, Oxford, Cambridge, Estrasburgo e muitas outras famosas universidades europeias. 
Essa nova situação vivenciada pela Ordem fez com que Boaventura interviesse nas controvérsias que surgiam com as ordens seculares. Opôs-se a todos os que atacavam as ordens mendicantes, especialmente a dos franciscanos. Foi nesta defesa, como teólogo e orador, que teve sua fama projetada em todo o meio eclesiástico. 
Em 1257, pela cultura, ciência e sabedoria que possuía, aliadas às virtudes cristãs, foi eleito superior-geral da Ordem pelo papa Alexandre IV.

quinta-feira, 14 de julho de 2016

SÃO CAMILO DE LÉLLIS - 1550-1614

SÃO CAMILO DE LÉLLIS - 1550-1614


Fundou a congregação dos Ministros Camilianos.
Camila Compelli e João de Lellis eram já idosos quando o filho foi anunciado. Ele, um militar de carreira, ficou feliz, embora passasse pouco tempo em casa. Ela também, mas um pouco constrangida, por causa dos quase sessenta anos de idade. 
Do parto difícil, nasceu Camilo, uma criança grande e saudável, apenas de tamanho acima da média. 
Ele nasceu no dia 25 de maio de 1550, na pequena Bucchianico, em Chieti, no sul da Itália. 
Cresceu e viveu ao lado da mãe, uma boa cristã, que o educou dentro da religião e dos bons costumes. Ela morreu quando ele tinha treze anos de idade. 
Camilo não gostava de estudar e era rebelde. Foi então residir com o pai, que vivia de quartel em quartel, porque, viciado em jogo, ganhava e perdia tudo o que possuía.
Apesar do péssimo exemplo, era um bom cristão e amava o filho. Percebendo que Camilo, aos quatorze anos, não sabia nem ler direito, colocou-o para trabalhar como soldado. O jovem, devido à sua grande estatura e físico atlético, era requisitado para os trabalhos braçais e nunca passou de soldado, por falta de instrução. 
Tinha dezenove anos de idade quando o pai morreu e deixou-lhe como herança apenas o punhal e a espada. Na ocasião, Camilo já ganhara sua própria fama, de jogador fanático, briguento e violento, era um rapaz bizarro.

quarta-feira, 13 de julho de 2016

SANTA TERESA DE JESUS DOS ANDES - 1900-1920

SANTA TERESA DE JESUS DOS ANDES - 1900-1920


Joana Fernandez Solar nasceu no dia 13 de julho de 1900, no berço de uma família profundamente cristã, na cidade de Santiago do Chile, capital do país. 
Seus pais chamavam-se Miguel e Lúcia. A partir dos seis anos de idade, assistia com a mãe, quase diariamente, à santa missa e ansiava poder receber a primeira comunhão, o que aconteceu em setembro de 1910. 
Desde então, procurava comungar diariamente e passar longos momentos mantendo um diálogo íntimo com Jesus. 
Teve a infância marcada por uma intensa vida mariana, que foi um dos sólidos alicerces da sua vida cristã. Joana estudou durante onze anos no Colégio do Sagrado Coração, até 1918. 
Foi muito dedicada à família e julgava-se incapaz de viver separada dos seus. No entanto, assumiu com resignação o distanciamento nos últimos três anos dos estudos em regime de internato. Sua vocação religiosa confirmou-se aos quatorze anos.
Na época, ela se correspondia com a superiora das carmelitas dos Andes, e lia muito sobre a trajetória da vida dos santos. Assim, Joana foi se preparando de tal modo que, desde os dezessete anos, já externava o ideal de ser carmelita, e com ardor defendia a sua vivência contemplativa, que todos julgavam "inútil".

terça-feira, 12 de julho de 2016

O QUE QUER DIZER: “TOMA A SUA CRUZ E SIGA-ME”?

O QUE QUER DIZER: TOMA A SUA CRUZ E SIGA-ME”?


Existem várias explicações, várias definições, vários ensinamentos a respeito da passagem quando Jesus diz: “Se alguém quer vir após mim, renuncie a si mesmo, tome sua cruz cada dia e siga-me.” (Lc 9,23; Mt 16,24; Mc 8,34); “Quem não carrega a sua cruz e não vem após mim, não pode ser meu discípulo.” (Lc 14,27); “Aquele que não toma a sua cruz e me segue não é digno de mim.” (Mt 10,38). 
Seria um incentivo ao sofrimento, à passividade, ao conformismo? Jesus buscou a cruz ou a cruz foi consequência da obediência de Jesus ao plano de salvação do Pai? Paulo diz que Jesus foi obediente até a morte, e morte de cruz!” (Fl 2,8). 
Para Jesus a obediência a Deus estava acima de todas as coisas, inclusive acima de sua própria vontade, "E disse: Aba, Pai, todas as coisas te são possíveis; afasta de mim este cálice; não seja, porém, o que eu quero, mas o que tu queres." (Mc 14,36). Seria a obediência o caminho da cruz? 
A obediência leva ao amor, mas o amor não correspondido leva à cruz. Assim, não é tanto a morte de Cristo por si mesma o que nos salvou, mas sua obediência até a morte. E o que levou Jesus à cruz foi o amor intenso que ele teve pelos homens, amor que não houve correspondência por parte dos homens. A obediência é a filha primogênita do amor. “Deus é amor” (1Jo 4,8.16).

segunda-feira, 11 de julho de 2016

SEIS ANOS SEM TERESA CRISTINA




SEIS ANOS SEM TERESA CRISTINA

"Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o agricultor” (Jo 15,1).
O Pai é o agricultor, o dono da messe, o dono do jardim. Cada um de nós somos os operários da messe, o jardineiro do jardim do Pai. Ele nos dá a terra, ele nos dá a semente, ele nos dá as condições dignas para que a terra seja boa, para que a semente se transforme em arbusto e para que o arbusto floresça, dê flores dignas de um rei. 
O Pai nos dá uma família, nos dá filhos, mas família e filhos não são propriedades nossas, são do Pai. Os filhos são as flores que cultivamos no jardim do Pai. 
Compete a cada um de nós, pais, cuidar do jardim do Pai, dar-lhe flores viçosas, coloridas, perfumadas e perfeitas. Devemos cuidar dessas flores desde em botão. Dar-lhes condições de crescerem saudáveis, floridas e perfumadas. 
Mas elas são do Pai, não são nossas. E o dia em que o Pai  achar por bem, ele visita o nosso jardim, colhe a sua flor preferida, a mais bonita entre todas e a leva para embelezar o seu trono. Assim aconteceu conosco. 
Assim aconteceu com Teresa Cristina.

domingo, 10 de julho de 2016

O BOM SAMARITANO

XV DOMINGO DO TEMPO COMUM

“E QUEM É O MEU PRÓXIMO?” (Lc 10,27).


Diácono Milton Restivo









No Evangelho de Lucas, um doutor da lei quis testar Jesus, conforme diz o próprio Lucas:
“um mestre da lei se levantou e, querendo pôr Jesus em dificuldade, perguntou...” (Lc 10,25). Em Lucas o mestre da lei pergunta a Jesus, como se, ele, sendo mestre da lei, não soubesse: “Mestre,o que devo fazer para receber em herança a vida eterna?” (Lc 10,25).
Jesus responde a pergunta do mestre da lei com outra pergunta: “O que está escrito na Lei? Como você lê?” (Lc 10,26). Jesus, sabiamente, força o doutor da Lei a declarar aquilo que ele sabia da Lei que ele mesmo transmitia ao povo, e perguntou “como você lê?” porque sabia que os únicos que sabiam ler e escrever no meio do povo eram os escribas, os chamados doutores da Lei, que liam a Lei e a interpretavam do seu jeito para o povo, tirando disso proveito próprio (será que isso só acontecia naquele tempo?). A função do doutor da Lei era estudar e interpretar a Lei de Moisés e transmitir ao povo, com as suas próprias palavras aquilo que o povo não tinha acesso aos livros (rolos) da Lei mosaica.
E o doutor da Lei repetiu o “Shemá Israel”, completando com o mandamento do amor ao próximo: “Ame o Senhor, seu Deus, com todo o seu coração, com toda a sua alma, com toda a sua força e com toda a sua mente; e ao seu próximo como a si mesmo”. (Lc 10,27). 

sábado, 9 de julho de 2016

MARIA, A CHEIA DE GRAÇA

MARIA, A CHEIA DE GRAÇA


Quem é de Deus é escravo do amor.             Maria não nasceu escrava, não foi feita escrava: Maria se fez escrava. 
Maria não foi obrigada a fazer nada que não quisesse e não fosse a sua vontade, mas, perante a vontade de Deus, a sua vontade passou a ser nada e ela renuncia a sua vontade para fazer e cumprir somente a vontade de Deus. 
E, a exemplo de Maria que se fez “escrava do Senhor” (Lc 1,38), que se consagrou totalmente ao serviço de Deus, em todos os tempos e ainda nos nossos dias existem cristãos verdadeiros admiradores e seguidores de Maria que renunciam a sua vontade e todo prazer e alegria que a vida e o mundo oferece para fazer realizar única e exclusivamente a vontade de Deus. 
Muitos se proclamam escravos do Senhor a exemplo de Maria e se esvaziam de si mesmos para que a vontade do Senhor impere em todos os seus atos, desejos, pensamentos, atitudes, palavras e ações. 
E foi nessa entrega total de Maria ao Senhor ao anúncio do Anjo Gabriel que o céu se abre em louvores à Maria e, pela boca do Anjo, todo o universo saúda-a por ter aceitado ser a mãe daquele que viria para a redenção do gênero humano. 
A saudação pronunciada pelo Anjo à Maria, quando da Anunciação, se transformou em oração e essa  é a primeira oração que todos nós aprendemos a rezar ainda no colo de nossas mães ou avós: a oração da “AVE MARIA”. Desde a mais tenra idade repetimos a saudação do Anjo em forma de oração e rezamos essa saudação mariana recitada pelo Senhor Nosso Deus usando, como instrumentos, o seu Anjo Mensageiro Gabriel e, posteriormente, Isabel. 

sexta-feira, 8 de julho de 2016

QUANDO ÉRAMOS CRIANÇAS, AMÁVAMOS MARIA

QUANDO ÉRAMOS CRIANÇAS, AMÁVAMOS MARIA

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Quando éramos pequenos, quando éramos crianças, quantos de nós aprendemos as primeiras orações no colo de nossas mães ou avós. 
Íamos ao catecismo, e a catequista, com muito amor, carinho e paciência, repetia conosco as orações do Pai Nosso, da Ave Maria e pegava em nossas mãos de crianças para nos ajudar a aprender e a fazer o Sinal da Cruz. 
Quando éramos crianças rezávamos e tínhamos a certeza de que o Papai do Céu nos ouvia e nos atendia. 
Depois fomos crescendo, crescendo e passamos a achar que éramos auto-suficientes, que não precisaríamos mais de rezar, que poderíamos muito bem viver sem orações e sem Deus, que, afinal de contas, rezar era para crianças e mulheres que tinham que cuidar dos maridos e dos filhos. 
Fomos nos tornando pessoas adultas e maduras e começamos  a achar que poderíamos resolver os nossos próprios problemas e passamos a ficar descrentes no poder da oração. 
Se fizermos uma retrospectiva na nossa vida, vamos notar que, a partir do momento em que deixamos de rezar, passamos a dar cabeçadas por esse mundo a fora. Deixando de rezar, começamos a nos afastar de Deus e da sua Igreja e, fazendo isso e olhando para traz, notamos quantas coisas que fizemos e não deveríamos ter feito e que não faríamos se ainda tivéssemos mantido o contato com Deus, ou ainda, quantas coisas que fizemos e que poderíamos tê-las feito melhor. 
Muitos de nós tivemos apenas uma iniciação na vida religiosa, na vida cristã, apenas uma iniciação na vida de oração, de conversa amigável e amorosa com Deus, nosso Pai.

quinta-feira, 7 de julho de 2016

“EU SOU A MÃE DO BELO AMOR”. (Eclo, 24, 24).

“EU SOU A MÃE DO BELO AMOR”. (Eclo, 24, 24).


“Eu sou a Mãe do Belo Amor”. (Eclo, 24, 24). Essa frase cabe bem nos lábios de Maria. “Deus é Amor”, nos diz o apóstolo João na sua primeira carta, 4,8. Maria é a mãe de Deus, e se Deus é amor, 
Maria é a Mãe do Belo Amor, que é Jesus Cristo. 
O amor de Maria embeleza as nossas almas aos olhos de Deus e leva essa amorosa Mãe a nos ter por filhos. “Onde está a mãe que ame seus filhos e vele sobre eles  como vós, dulcíssima Rainha, que nos amais e cuidais de nosso adiantamento espiritual?” pergunta São Boaventura nos seus escritos. 
Bem-aventurados aqueles que vivem debaixo da proteção de uma Mãe tão amante e tão poderosa. 
O profeta e rei David, muito tempo antes do nascimento de Maria, procurava obter de Deus a salvação, confessando-se filho de Maria, com estas palavras ditas no Salmo 85, 16: “Salva o filho de tua serva.” Mas, que serva? 
É Santo Agostinho quem responde: “Daquela que disse: “eis aqui a escrava do Senhor”. “E quem jamais ousará tirar esses filhos do seio de Maria depois que a ele se tiverem acolhidos em busca de salvação contra os inimigos? Que fúria do inferno e das paixões poderá vencê-los, se puserem esta confiança no patrocínio desta grande Mãe?” (Cardeal São Roberto Belarmino). 
Sabemos que os peixes guarda em sua boca  os seus filhotes quando os vê ameaçados pela tempestade ou por pedradores ou pescadores. 
E o que faz a nossa boa Mãe Maria quando nos vê, seus filhos em perigo no meio das tempestades da tentação? Maria esconde os seus filhos, amorosamente, como dentro de suas próprias entranhas (diz Novarino), e ali os guarda até que os coloca no seguro porto do paraíso.

quarta-feira, 6 de julho de 2016

MARIA, A MÃE QUE SOFRE COM AS MÃES POR SEUS FILHOS

MARIA, A MÃE QUE SOFRE COM AS MÃES POR SEUS FILHOS


É muito comum ouvirmos mães reclamarem que seus filhos adolescentes em lhe trazendo desgostos, apreensão, contra tempos e muitas tristezas. 
Dizem que seus filhos estão envolvidos com pessoas perigosas, participam de brigas, e muitas mães desconfiam que seus filhos adolescentes estejam fazendo uso de drogas. E essas mães, nesses desabafos, nessa angústia, perguntam o que poderia ser feito numa situação como essa. 
Esse é um problema muito comum nas nossas famílias, hoje em dia. Jovens desajustados, carentes de compreensão, de afeto, do diálogo familiar e, por isso, partem para novas aventuras, procurando fora o que não encontram dentro de suas casas, com os pais, com  os irmãos. 
Um jovem que em casa não encontra a compreensão dos pais para ajudá-lo a superar e solucionar os seus problemas, que para ele não são poucos, não tem o afeto e o apoio da família quando enfrentam contra tempos, não tem diálogo em casa para, numa conversa franca e leal expor os seus problemas, as suas dúvidas, os seus receios, as suas amarguras, as suas desilusões, esse jovem logicamente tem necessidade de alguém que lhe dê atenção, que lhe ouça, de alguém que o compreende, de alguém que o apoie, e quando não encontra isso dentro de sua própria casa, com sua família, com seus pais, ele procura fora de casa, longe da família, pessoa ou pessoas que perdem um tempinho para ouvi-lo. 
Mas, infelizmente, essas pessoas geralmente não são bem intencionadas, não são as mais recomendadas para servirem de conselheira para esse jovem necessitado. São pessoas que, a princípio, ouve o jovem com carinho e atenção, mas depois pervertem a sua personalidade, os seus costumes, e o introduz numa vida diferente e perigosa. 
Mas, mesmo assim o jovem se sente bem, porque está encontrando naquela pessoa, ou naquele grupo de pessoas o que a família não lhe dá, o que ele não encontra no seio de sua família, o que os pais lhe negam: o diálogo, a atenção, a compreensão.

terça-feira, 5 de julho de 2016

SANTA MARIA GORETTI - 1890-1902

SANTA MARIA GORETTI - 1890-1902


Maria Goretti, humilde camponesa, nasceu em 16 de outubro de 1890 na cidade de Corinaldo, província de Ancona, Itália. Seus pais, Luiz e Assunta, criavam os sete filhos em meio à penúria de uma vida de necessidades, mas dentro dos preceitos ditados por Jesus Cristo. 
A menina Maria, por ser a mais velha, cresceu cuidando dos irmãos pequenos em casa, enquanto os pais labutavam no campo. Uma de suas irmãs, mais tarde, tornou-se freira franciscana. 
As dificuldades financeiras eram tantas que a família migrou de povoado em povoado até fixar-se num povoado inóspito chamado Ferrieri. Nessa localidade, a família passou a residir na mesma propriedade de João Sereneli, ancião de sessenta anos de idade que tinha dois filhos, Gaspar e Alexandre, este com dezoito anos de idade. 
Assim, todos trabalhavam na lavoura enquanto a jovem Maria cuidava da casa e dos irmãos pequenos. Desse modo, Maria nunca pôde estudar, mas ao lado da família sempre frequentou a igreja. 
Ela só estudou o catecismo para fazer a primeira comunhão, aos doze anos de idade, um ano após a morte de seu pai. Quando isto ocorreu, o senhor João, compadecido, manteve tudo como estava, contando apenas com a viúva para o trabalho na lavoura. Porém o problema era seu filho Alexandre, que passara a assediar Maria. 
Apesar da pouca idade, ela era bonita e bem desenvolvida, já atraindo os olhares masculinos. Como recusasse todas as aproximações do rapaz, este se irritou ao extremo. Até que, no dia 5 de julho de 1902, ele perdeu a razão e a tragédia aconteceu. 
Naquele dia, Alexandre trabalhava ao lado de Assunta quando inventou um pretexto, deixou a lavoura. Foi para o lar dos Goretti portando uma barra de ferro com ponta afiada, sabia que Maria estaria sozinha e indefesa. Primeiro insinuou, depois exigiu, por fim ameaçou a jovem de morte se não satisfizesse seus desejos.

segunda-feira, 4 de julho de 2016

“A ELE, HONRA E PODER ETERNO! AMÉM!” (1Tm 6,10-16).

“A ELE, HONRA E PODER ETERNO! AMÉM!” (1Tm 6,10-16).


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“Porque a raiz de todos os males é o amor ao dinheiro, por cujo desenfreado desejo alguns se afastaram da fé, e a si mesmo se afligem com múltiplos tormentos. Tu porém, ó homem de Deus, foge dessas coisas. Segue a justiça, a piedade, a fé, o amor, a perseverança, a mansidão.  COMBATE O BOM COMBATE DA FÉ, conquista a vida eterna, para a qual foste chamado, como o reconheceste numa bela profissão de fé diante de muitas testemunhas. Eu te ordeno, diante de Deus, que dá a vida a todas as coisas, e de Cristo Jesus, que deu testemunho diante de Pôncio Pilatos numa bela profissão de fé: guarda o mandamento imaculado, irrepreensível, até à Aparição de Nosso Senhor Jesus Cristo que mostrará nos tempos estabelecidos o Bendito e único Soberano, o Rei dos reis e Senhor dos senhores, o único que possui a imortalidade, que habita uma luz inacessível, que nenhum homem viu, nem pode ver. A ele, honra e poder eterno! Amém!” (1Tm 6,10-16). 
Esta é uma recomendação e um apelo, poderíamos dizer, dramático, que Paulo Apóstolo faz ao seu discípulo Timóteo e, por extensão a nós. Paulo incita Timóteo a viver na justiça, a ser piedoso, a ter fé, a viver no amor, a ter firmeza em suas atitudes e ser manso e puro de coração. 

domingo, 3 de julho de 2016

SÃO PEDRO E SÃO PAULO – COLUNAS MESTRAS DA IGREJA

SÃO PEDRO E SÃO PAULO – COLUNAS MESTRAS DA IGREJA
Ano C – Cor; vermelho – Leituras: At 3,1-10; Sl 18A (19); Gl 1,11-20; Jo 21,15-19.


Diácono Milton Restivo

Celebramos, neste domingo, a festa dos Apóstolos que consideramos as duas colunas mestras da nossa Igreja: Pedro e Paulo. Para ambos, o chamamento de Cristo para o apostolado foi diferente, em épocas diferentes, de modo diferente e viveram seus apostolados de maneira diferente, mas com todo o fervor, culminando por dar a sua vida para testemunharem os ensinamentos de Cristo e o grande amor que Jesus teve por todos e cada um de nós, e isso para confirmar a desigualdade dentro da unidade da Igreja de Jesus Cristo.

PEDRO NOS EVANGELHOS

A vocação de Pedro. Caminhando à beira do mar da Galiléia, Jesus viu dois irmãos: Simão, chamado Pedro, e seu irmão André. Estavam jogando as redes ao mar, pois eram pescadores. Jesus disse para eles: “Sigam-me, e eu farei de vocês pescadores de homens”. E eles deixaram imediatamente as redes e seguiram a Jesus.” (Mt 4,18-20).
Medo e falta de fé de Pedro. Entre as três e as seis da madrugada Jesus foi até os seus discípulos andando sobre as águas. Então Pedro lhe disse: ‘Senhor, se és tu, manda-me ir ao teu encontro, caminhando sobre a água.’ Jesus respondeu: ‘Venha’. Pedro desceu da barca e começou a andar sobre a água em direção a Jesus. Mas ficou com medo quando sentiu o vento e, começando a afundar, gritou: “Senhor, salva-me”. Jesus logo estendeu a mão e lhe disse: ‘Homem fraco na fé, porque você duvidou’?” (Mt 14,25-31).
Profissão de fé e investidura de Pedro para ser o primeiro Papa.Jesus perguntou aos discípulos: ‘E vocês, quem dizem que eu sou?’ Simão Pedro respondeu: ‘Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo’. Jesus disse: ‘Você é feliz, Simão, filho de Jonas, porque não foi um ser humano que lhe revelou isso, mas o meu Pai que está no céu. Por isso eu lhe digo: você é Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não poderão contra ela’.” (Mt 16,15-18). 

sábado, 2 de julho de 2016

MARIA, EXEMPLO DAS EDUCADORAS CRISTÃS

MARIA, EXEMPLO DAS EDUCADORAS CRISTÃS


Maria é o exemplo das educadoras cristãs. 
E José, juntamente com Maria, é o casal de deve servir de exemplo a todos os casais, a todos os pais na educação de seus filhos. 
Um exemplo de dedicação e amor aos filhos nos deram José e Maria quando Jesus, aos doze anos de idade, fica perdido em Jerusalém e é encontrado pelo santo casal três dias depois de intensa e angustiante procura, depois da festa da páscoa. Maria e José é o casal que deve ser tomado como exemplo a todos os pais cristãos na educação de seus filhos. 
A educação dos filhos é sempre um tema atual. A preocupação primeira dos pais é educar bem seus filhos, mas, geralmente, os pais não foram educados convenientemente, não por culpa deles, e, por isso, não sabem educar seus filhos com critérios civis, sociais e cristãos. 
Os pais de hoje, geralmente, não sabem por onde devem começar a educação de seus filhos. 
A educação de um filho começa, exatamente, nove meses antes dele nascer, isto é, a educação do filho começa a partir da sua concepção no ventre de sua mãe, e, educar, acima de tudo quer dizer “amar”, aceitar e fazer do filho parte de seu ser. 
O filho, a partir do momento em que nasce, é como se Deus colocasse nas mãos dos pais uma pedra bruta, julgando que os pais tem as ferramentas necessárias para dessa pedra fazer uma obra de arte. De acordo com as ferramentas que os pais tem, isto é, a sua educação e seus princípios cristãos, sociais e civis, os pais podem modelar dessa pedra bruta recebida de Deus, um anjo ou um demônio, uma beleza ou uma monstruosidade, conforme educar esse filho.

sexta-feira, 1 de julho de 2016

CORAÇÃO DE JESUS, FONTE DE TODA CONSOLAÇÃO

CORAÇÃO DE JESUS, FONTE DE TODA CONSOLAÇÃO


A devoção ao Coração de Jesus existe desde os primeiros tempos da Igreja, desde que se meditava no lado e no Coração aberto de Jesus, de onde saiu sangue e água. Desse Coração nasceu a Igreja e por esse Coração foram abertas as portas do Céu. 
A Devoção ao Coração divino de Jesus Cristo começou a ser praticada, em sua essência, já no início da Igreja, pois os Santos tiveram muito presente, ao honrar a Jesus Cristo, que tinha manifestado seu Coração, símbolo de seu amor em momentos augustos. Contudo, esta devoção, em sua forma atual, deve-se às revelações que o próprio Cristo fez a Santa Margarida Maria (1649-1690), sobretudo quando em 16 de junho de 1657, descobrindo seu Coração, disse-lhe: "Eis aqui este Coração que amou tanto aos homens, que não omitiu nada até esgotar-se e consumir-se para manifestar-lhes seu amor, e por todo reconhecimento, não recebe da maior parte mais que ingratidão, desprezo, irreverências e tibieza que têm para mim neste sacramento de amor".