quinta-feira, 21 de junho de 2018

“TU O DIZES, EU SOU REI...”

“TU O DIZES, EU SOU REI...”

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Por algumas vezes o povo judeu, empolgado pelas maravilhas e milagres operados por Jesus e na sua ignorância quanto ao Reino  que Jesus veio proclamar, quis fazer dele um rei deste mundo: “Jesus, porém, sabendo que viriam buscá-lo para fazê-lo rei, refugiou-se de novo, sozinho, na montanha.” (Jo 6,15).
Jesus não viera a este mundo para satisfazer a ganância e o desejo de poder do povo judeu, não aceitou ser proclamado rei e fugiu, porque, o Reino por ele anunciado, não seria um reino de ostentação, de força, de poder, de glórias terrenas, de riqueza, de dominação, mas um reino de amor, de sacrifícios, de serviço, de doação total.
Os judeus não entenderam isso, e por ironia, acabaram matando em uma cruz aquele mesmo que eles queriam proclamar rei.Durante o julgamento de Jesus Pilatos, o governador de Jerusalém, pergunta-lhe: “Tu és o rei dos judeus?” e Jesus responde: “Meu reino não é deste mundo...”, mas, Pilatos insiste ainda: “Então, tu és rei?” Respondeu Jesus: “Tu o dizes, eu sou rei. Para isso nasci e para isso vim ao mundo: para dar testemunho da verdade. Quem é da verdade escuta a minha voz.” (Jo 18,36-37).

quarta-feira, 20 de junho de 2018

SÃO LUÍS GONZAGA - 1568-1591

SÃO LUÍS GONZAGA - 1568-1591

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Luís nasceu no dia 9 de março de 1568, na Itália. Foi o primeiro dos sete filhos de Ferrante Gonzaga, marquês de Castiglione delle Stiviere e sobrinho do duque de Mântua.
Seu pai, que servia ao rei da Espanha, sonhava ver seu herdeiro e sucessor ingressar nas fileiras daquele exército. Por isso, desde pequenino, Luís era visto vestido como soldado, marchando atrás do batalhão ao qual seu pai orgulhosamente servia.
Entretanto, Luís não desejava essa carreira, pois, ainda criança fizera voto de castidade.
Quando tinha dez anos, foi enviado a Florença na qualidade de pajem de honra do grão-duque de Toscana. Posteriormente, foi à Espanha, para ser pajem do infante dom Diego, período em que aproveitou para estudar filosofia na universidade de Alcalá de Henares.
Com doze anos, recebeu a primeira comunhão diretamente das mãos de Carlos Borromeu, hoje santo da Igreja. Desejava ingressar na vida religiosa, mas seu pai demorou cerca de dois anos para convencer-se de sua vocação.
Até que consentiu; mas antes de concordar definitivamente, ele enviou Luís às cortes de Ferrara, Parma e Turim, tentando fazer com que o filho se deixasse seduzir pelas honras da nobreza dessas cortes. Luís tinha quatorze anos quando venceu as resistências do pai, renunciou ao título a que tinha direito por descendência e à herança da família e entrou para o noviciado romano dos jesuítas, sob a direção de Roberto Belarmino, o qual, depois, também foi canonizado.

terça-feira, 19 de junho de 2018

SANTA EMA DE GURK - 980-1070

SANTA EMA DE GURK - 980-1070

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A vida de Ema de Gurk teve de ser rastreada pela história com o raciocínio de um pesquisador: contando com poucos traços seguros e interpretando as mais diversas e seculares tradições austríacas.
Os registros afirmam que seus pais eram nobres cristãos e que ela nasceu em 980, na cidade de Karnten, Áustria. Depois, só encontraremos informações de Ema quando já casada, na época do imperador Henrique II.
Ela era esposa do conde de Sann, que pertencia à mais rica nobreza do ducado de Carantania, uma belíssima região das montanhas austríacas, e que tinha um filho chamado Guilherme. Era uma senhora refinada, discreta, generosa e muito religiosa.
O marido faleceu em 1016. Vinte anos depois, seu filho também morreu. Assim, Ema viu-se sozinha com o imponente patrimônio de uma família que não existia mais.
Com a orientação espiritual do bispo de sua cidade, direcionou sua vida para auxiliar os pobres e fundar mosteiros, que colocou sob as regras dos beneditinos. Primeiro fundou o Mosteiro feminino de Gurk e, mais tarde, o Mosteiro masculino de Admont.
Feito isto, em 1043 ingressou para a vida religiosa em Gurk.
Entretanto não existem informações precisas se ela se tornou abadessa como outras fundadoras, ou se permaneceu uma simples beneditina. Entrou em tal reclusão que se tornou impossível pesquisar sobre ela sem usar os textos da tradição cristã.

segunda-feira, 18 de junho de 2018

ABORTO: CRIME QUE CLAMA A JUSTIÇA DE DEUS

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E todos queremos viver. Foi para isso que o Senhor Jesus veio até nós: para nos trazer a vida, a vida em abundância, a vida que não se acaba mais: “Eu vim para que tenham vida, e a tenham e abundância.” (Jo 10,10).
Jesus próprio se proclamou: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida.” (Jo 4,6).
Se a humanidade não seguir esse caminho que a levará à vida em abundância, e que passa através da verdade suprema, os homens não entenderão, jamais, o que é respeito  pela vida e, longe de Jesus Cristo, continuarão desrespeitando a vida, matando e se matando, alheios ao grande mandamento do Divino Mestre: “Dou-vos um mandamento novo: que vos ameis uns aos outros, e que, assim como eu vos amei, vos ameis também uns aos outros. Nisso conhecerão todos que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns pelos outros.” (Jo 13,34-35).
No Antigo Testamento temos um exemplo deprimente sobre o respeito à vida: o faraó do Egito, o mandatário máximo, que tinha poder sobre a vida e a morte de seus súditos, vendo o povo judeu, que era escravo no Egito, se multiplicando cada vez mais a cada dia que passava, ficou preocupado por considerar isso um grande perigo para o povo egípcio, porque os judeus, como escravo que eram, se multiplicando a olhos vistos como estavam, fatalmente chegaria um dia em que seriam mais numerosos que seus senhores e poderiam provocar uma revolta para se libertarem da escravidão e até inverter a ordem das coisas: de escravos passariam a senhores.

domingo, 17 de junho de 2018

“O REINO DE DEUS É COMO UMA SEMENTE DE MOSTARDA, QUE É A MENOR DE TODAS AS SEMENTES DA TERRA”. (Mc 4,26-34).

XI DOMINGO DO TEMPO COMUM

A FORÇA DO REINO – O GRÃO DE MOSTARDA
Ano – B; Cor – Verde; Leituras: Ez 17,22-24; Sl 91 (92); 2Cor 5,6-10; Mc 4,26-34.

“O REINO DE DEUS É COMO UMA SEMENTE DE MOSTARDA, QUE É A MENOR DE TODAS AS SEMENTES DA TERRA”. (Mc 4,26-34).

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Diácono Milton Restivo

Todo o ano litúrgico gira em torno de um único mistério: a morte e ressurreição de Jesus em sua plenitude.  No tempo comum, como nos demais tempos litúrgicos, damos continuidade à celebração desse mistério de Cristo.
Em cada domingo, fazemos memória dos relatos da vida pública de Jesus.
Celebrando diferentes acontecimentos narrados nas Sagradas Escrituras, vamos nos aproximando mais e mais do mistério de amor de Deus pela humanidade.
Tendo como ponto de referência a Páscoa, cada domingo é o fundamento e o núcleo do próprio ano litúrgico (SC aa106). Até porque, de acordo com o testemunho das Escrituras, a assembléia cristã de culto acontece no primeiro dia da semana:
·         “No primeiro dia da semana, estávamos reunidos para a fração do pão.” (At 20,7);
·         “Todo primeiro dia da semana, cada um coloque de lado aquilo que conseguiu economizar...” (1Cor 16,2).

sábado, 16 de junho de 2018

JESUS FOI O MESSIAS ESPERADO PELOS JUDEUS?

JESUS FOI O MESSIAS ESPERADO PELOS JUDEUS?

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É interessante como a palavra do Senhor nos conforta; se estamos deprimidos, cansados, num estado de solidão total, é só buscarmos a palavra de Deus nas Sagradas Escrituras para nos aliviarmos, pois assim nos disse Jesus: “Vinde a mim todos os que estais cansados sob o peso de vosso fardo e eu vos darei descanso. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim porque sou manso e humilde de coração e encontrareis descanso para as vossas almas, pois o meu jugo é suave e o meu peso é leve.” (Mt 11,28-30).        
E como encontramos consolo nas palavras do Senhor.  Daniel, Profeta do Antigo Testamento, muito tempo antes da vinda do Messias, disse: “A ele (o Messias), foi outorgado o império, a honra e o reino, e todos os povos, nações e línguas o serviam. Seu império é um império eterno que jamais passará, e seu reino jamais será destruído.” (Dn 7,14).
Jesus Cristo, o Messias, sempre foi anunciado e aguardado pelos profetas e pelos santos do Antigo Testamento como um rei, e o povo judeu, de um modo geral, esperava que o Cristo viesse como um grande rei da terra, cheio de poder e força, talvez até cavalgando um imponente cavalo branco, banindo uma espada, comandando grandes exércitos para dominar os povos e o mundo, e fazer do povo judeu, por ser o povo de Deus, o povo mais forte da terra, o povo dominador de todos os povos. Todos esperavam o Messias como sendo alguém de poder e glória terrena.
Mas, o Senhor Jesus veio e não aconteceu nada disso, nada daquilo que o povo judeu esperava. O profeta Isaias já dissera que o Messias seria descendente de Davi, isto é, de linhagem real e bem por isso o povo deve ter se empolgado, aguardando um rei poderoso: “Um ramo sairá do tronco de Jessé, um rebento brotará de suas raízes. Sobre ele repousará o espírito de Iahweh, espírito de sabedoria e inteligência, espírito de conselho e de fortaleza, espírito de conhecimento e de temor a Iahweh: no temor de Iahweh está a sua inspiração.”  (Is 11,1-3).

sexta-feira, 15 de junho de 2018

BEM-AVENTURADA ALBERTINA BERKENBROCK - 1919-1931

BEM-AVENTURADA ALBERTINA BERKENBROCK - 1919-1931

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"Albertina foi uma menina que ousou ser santa."
Foi com essas palavras que Dom Jacinto Bergmann, bispo da diocese de Tubarão - Santa Catarina -, referiu-se a ela na cerimônia de sua beatificação.
Albertina Berkenbrock nasceu dia 11 de abril de 1919, no povoado de São Luís, município de Imaruí no Estado de Santa Catarina, Brasil. Filha de um casal de agricultores - Henrique Berkenbrock e Josefa Boeing - fervorosos católicos oriundos de famílias alemães, com eles ela aprendeu as verdades da fé, a rezar, a freqüentar a igreja e a respeitar os mandamentos de Deus.
Cultivou especial devoção a Virgem Maria e a São Luiz Gonzaga. Recitava diariamente o rosário com a família. Preparou-se com alegria para a Primeira Eucaristia que recebeu no dia 16 de agosto de 1928.
Foi neste ambiente simples, belo e cristão de sua família que Albertina cresceu. Ajudava os pais nos trabalhos da roça e em casa. Era dócil, obediente, incansável, e paciente.
Sua caridade era grande. Gostava de acompanhar as meninas mais pobres, de jogar com elas e com elas dividir o pão que trazia de casa para comer no intervalo das aulas. Teve especial caridade com os filhos do seu assassino, que trabalhava na casa do seu pai.
Muitas vezes Albertina deu de comer a ele e aos filhos pequenos, com os quais se entretinha alegremente. Albertina, apesar de seus 12 anos, aparentava mais idade e tinha um corpo já bastante desenvolvido.

quinta-feira, 14 de junho de 2018

“COMBATI O BOM COMBATE DA FÉ...”

“COMBATI O BOM COMBATE DA FÉ...”

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“Porque a raiz de todos os males é o amor ao dinheiro, por cujo desenfreado desejo alguns se afastaram da fé, e a si mesmo se afligem com múltiplos tormentos. Tu porém, ó homem de Deus, foge dessas coisas. Segue a justiça, a piedade, a fé, o amor, a perseverança, a mansidão.  COMBATE O BOM COMBATE DA FÉ, conquista a vida eterna, para a qual foste chamado, como o reconheceste numa bela profissão de fé diante de muitas testemunhas. Eu te ordeno, diante de Deus, que dá a vida a todas as coisas, e de Cristo Jesus, que deu testemunho diante de Pôncio Pilatos numa bela profissão de fé: guarda o mandamento imaculado, irrepreensível, até à Aparição de Nosso Senhor Jesus Cristo que mostrará nos tempos estabelecidos o Bendito e único Soberano, o Rei dos reis e Senhor dos senhores, o único que possui a imortalidade, que habita uma luz inacessível, que nenhum homem viu, nem pode ver. A ele, honra e poder eterno! Amém!” (1Tm 6,10-16).
Esta é uma recomendação e um apelo, poderíamos dizer, dramático, que Paulo Apóstolo faz ao seu discípulo Timóteo e, por extensão a nós.

quarta-feira, 13 de junho de 2018

SANTO ANTÔNIO DE PÁDUA E DE LISBOA - 1195-1231

SANTO ANTÔNIO DE PÁDUA E DE LISBOA - 1195-1231

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Protetor dos pobres, o auxílio na busca de objetos ou pessoas perdidas, o amigo nas causas do coração. Assim é Santo Antônio de Pádua, frei franciscano português, que trocou o conforto de uma abastada família burguesa pela vida religiosa.
Contam os livros que o santo nasceu em Lisboa, em 15 de agosto de 1195, e recebeu no batismo o nome de Fernando de Bulhões e Taveira de Azevedo.
Ele era o único herdeiro de Martinho, nobre pertencente ao clã dos Bulhões y Taveira de Azevedo. Sua infância foi tranquila, sem maiores emoções, até que resolveu optar pelo hábito.
A escolha recaiu sobre a ordem de Santo Agostinho. Os primeiros oito anos de vida do jovem frei, passados nas cidades de Lisboa e Coimbra, foram dedicados ao estudo.
Nesse período, nada escapou a seus olhos:
desde os tratados teológicos e científicos às Sagradas Escrituras. Sua cultura geral e religiosa era tamanha que alguns dos colegas não hesitavam em chamá-lo de "Arca do Testamento".

terça-feira, 12 de junho de 2018

“EU SOU O CAMINHO, A VERDADE E A VIDA.”

“EU SOU O CAMINHO, A VERDADE E A VIDA.”

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Jesus Cristo é perfeito, perfeitíssimo como Deus e por ser Deus; Jesus Cristo é perfeito, perfeitíssimo como homem e por ser homem, e, como homem, se fez o único mediador entre Deus e os homens, segundo os ensinamentos de Paulo, Apóstolo: “Pois há um só Deus, e um só mediador entre Deus e os homens, um homem, Cristo Jesus, que se deu em resgate por todos.” (1Tm 2,5-6).
E Jesus Cristo, perfeito como homem e perfeitíssimo como Deus, diz: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida.” (Jo 14, 6). Jesus Cristo, como homem, é o CAMINHO que Deus Pai nos indica para trilharmos à busca da perfeição. Jesus Cristo, como homem e Deus é a VIDA que Deus Pai nos dá como modelo para, como Cristo, nos tornarmos filhos de Deus, não somente por criação mas, principalmente e, acima de tudo, pela graça. Jesus Cristo, como Deus, é a VERDADE que deve ser trilhada, vivida e anunciada para e por todos os homens que buscam a perfeição.
Todos os homens de boa vontade estão à busca do caminho que leva à felicidade que lhes dá a vida plena alicerçada na verdade.
Todos procuram a verdade, mas, na sua maioria, cada um quer fazer e viver a sua própria verdade. Os homens, de uma maneira geral, querem viver a vida à sua maneira, desordenadamente. Estamos cheios de problemas e não sabemos como solucioná-los.

segunda-feira, 11 de junho de 2018

SÃO BARNABÉ APÓSTOLO

SÃO BARNABÉ APÓSTOLO

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Barnabé não fez parte dos primeiros doze apóstolos escolhidos por Jesus. Mas acompanhou o Senhor e os apóstolos naqueles primeiros dias.
Quando assistiu a um milagre realizado por Jesus Cristo, que diante de seus olhos curou um paralítico, aquele bondoso judeu resolveu pedir admissão entre seus discípulos.
Aceito, vendeu um campo de plantações que possuía para doar seu dinheiro aos apóstolos, como conta Lucas nos Atos. Assim era Barnabé, homem bom, cheio do Espírito Santo e de fé, segundo narram as Sagradas Escrituras.
Barnabé era da tribo de Levi e veio ao mundo na ilha de Chipre. Foi ali que estudou, na companhia de Paulo, com o célebre mestre Gamaliel, com quem aprendeu a firmeza de caráter, as ciências e as virtudes.

domingo, 10 de junho de 2018

“QUEM BLASFEMAR CONTRA O ESPÍRITO SANTO NUNCA SERÁ PERDOADO”. (Mc 3,29).

X DOMINGO DO TEMPO COMUM
Ano – B; Cor – Verde; Leituras: Gn 3,9-15; Sl 129 (130); 2Cor 4,15 – 5,1; Mc 3,20-35.

“QUEM BLASFEMAR CONTRA O ESPÍRITO SANTO NUNCA SERÁ PERDOADO”. (Mc 3,29).

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Diácono Milton Restivo

Com a festa de Pentecostes, a Liturgia concluiu o tempo Pascal. Assim, na segunda-feira depois do Pentecostes, retomamos o Tempo Comum, interrompido com a Quaresma seguido da Páscoa. Agora terminamos o ciclo da Páscoa e retomamos o Tempo Comum dentro da liturgia da Igreja, que se encerra, neste ano, no último domingo de novembro, dia 25, com a festa de Cristo, Rei do Universo, dando início ali, ao Ciclo do Advento. 
Voltamos a caminhar com Jesus na sua jornada de evangelização. Na liturgia a Igreja volta a vestir-se de verde, a cor da esperança, da companhia de Jesus na nossa caminhada.
O Tempo Comum é um período do Ano Litúrgico de trinta e três ou trinta e quatro semanas nas quais são celebrados, na sua globalidade, os mistérios de Cristo.
Comemora-se o próprio mistério de Cristo em sua plenitude, principalmente aos domingos.
O Tempo Comum convida-nos a descobrir, nas pequenas coisas do dia-a-dia, aparentemente comuns, a sua ligação com Jesus Cristo: a oração, o trabalho, as obras de misericórdia, a ação social. De segunda a sábado devemos estar atentos para percebermos os grandes dons de Deus em nossas vidas. Se agirmos assim, os domingos do Tempo Comum se tornarão momentos fortes em nossa vida de fé.

sábado, 9 de junho de 2018

SÃO JOSÉ DE ANCHIETA – O TERCEIRO SANTO BRASILEIRO

SÃO JOSÉ DE ANCHIETA – O TERCEIRO SANTO BRASILEIRO

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São José de Anchieta SJ, nascido em San Cristóbal de La Laguna, na ilha de Tenerife, arquipélago das Canárias, a 19 de março de 1534 e falecido em Reriritiba a 9 de junho de 1597, foi um padre jesuíta espanhol, um dos fundadores da cidade de São Paulo, declarado beato pelo Papa João Paulo II e santo pelo Papa Francisco.
É cognominado de Apóstolo do Brasil.
Anchieta é o primeiro dramaturgo, o primeiro gramático e o primeiro poeta nascido nas Ilhas Canárias, e pai da literatura brasileira. José de Anchieta era filho de Juan de Anchieta Celayaran e de Mencía Díaz de Clavijo, descendente da nobreza canária. Era primo de Santo Inácio de Loyola. Seu pai era um revolucionário basco e um grande devoto da Virgem Maria. Sua mãe era natural das Ilhas Canárias, filha de judeus cristãos-novos.

sexta-feira, 8 de junho de 2018

IRMÃ DOROTHY STANG – MÁRTIR DA AMAZÔNIA

IRMÃ DOROTHY STANG – MÁRTIR DA AMAZÔNIA

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Já se completaram treze anos e quatro meses do assassinato da missionária norte americana Dorothy Stang, que defendia o uso sustentável da terra em Anapu, no sudoeste do Pará. Dorothy Mae Stang, conhecida como Irmã Dorothy, nascida em Dayton, Estados Unidos, no dia 07 de junho de 1931 e assassinada na cidade de Anapu, Estado do Pará, em 12 de fevereiro de 2005 foi uma religiosa norte-americana naturalizada brasileira. Pertencia à Congregação das Irmãs de Nossa Senhora de Namur, congregação religiosa fundada em 1804 por Santa Julie Billiart (1751-1816) e Françoise Blin de Bourdon (1756-1838). Esta congregação católica internacional reúne mais de duas mil mulheres que realizam trabalho pastoral nos cinco continentes.

Biografia
Ingressou na vida religiosa em 1950, emitiu seus votos perpétuos – pobreza, castidade e obediência – em 1956. De 1951 a 1966 foi professora em escolas da congregação: St. Victor School (Calumet City, Illinois), St. Alexander School (Villa Park, Ilinois) e Most Holy Trinity School (Phoenix, Arizona). Em 1966 iniciou seu ministério no Brasil, na cidade de Coroatá, no Estado do Maranhão. Irmã Dorothy estava presente na Amazônia desde a década de setenta junto aos trabalhadores rurais da Região do Xingu. Sua atividade pastoral e missionária buscava a geração de emprego e renda com projetos de reflorestamento em áreas degradadas, junto aos trabalhadores rurais da área da rodovia Transamazônica. Seu trabalho focava-se também na minimização dos conflitos fundiários na região. Atuou ativamente nos movimentos sociais no Pará. A sua participação em projetos de desenvolvimento sust entável ultrapassou as fronteiras da pequena Vila de Sucupira, no município de Anapu, no Estado do Pará, a 500 quilômetros de Belém do Pará, ganhando reconhecimento nacional e internacional. Irmã Doroty participava da Comissão Pastoral da Terra (CPT) e da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) desde a sua fundação e acompanhou com determinação e solidariedade a vida e a luta dos trabalhadores do campo, sobretudo na região da Transamasônica, no Pará. Defensora de uma reforma agrária justa e consequente, Irmã Dorothy mantinha intensa agenda de diálogo com lideranças camponesas, políticas e religiosas, na busca de soluções duradouras para os conflitos relacionados à posse e à exploração da terra na Região Amazônica. Dentre suas inúmeras iniciativas em favor dos mais empobrecidos, Irmã Dorothy ajudou a fundar a primeira escola de formação de professores na rodovia Transamazônica, que corta ao meio a pequena Anapu. Era a Escola Brasil Grande. Irmã Dorothy recebeu diversas ameaças de morte, sem deixar intimidar-se. Pouco antes de ser assassinada declarou: “Não vou fugir e nem abandonar a luta desses agricultores que estão desprotegidos no meio da floresta. Eles têm o sagrado direito a uma vida melhor numa terra onde possam viver e produzir com dignidade sem devastar.” Ainda em 2004 recebeu premiação da Ordem dos Advogados do Brasil (secção Pará) pela sua luta em defesa dos direitos humanos. Em 2005, foi homenageada pelo documentário livro-DVD Amazônia Revelada.

Assassinato
A Irmã Dorothy Stang foi assassinada, com seis tiros, um na cabeça e cinco ao redor do corpo, aos 73 anos de idade, no dia 12 de fevereiro de 2005, às sete horas e trinta minutos da manhã, em uma estrada de terra de difícil acesso, a 53 quilômetros da sede do município de Anapu, no Estado do Pará, Brasil. Segundo uma testemunha, antes de receber os disparos que lhe ceifaram a vida, perguntada pelo assassino se estava armada, Irmã Dorothy afirmou sem medo e com covicção, mowtrando a Bíblia da qual jamais se separava: “eis a minha arma!”. Ainda, cheia de coragem e confiança naquilo que Jesus dissera no se Evangelho; “Quando entregarem vocês, não fiquem preocupados em saber como ou que irão falar, pois nessa hora lhes será indicado o que irão falar, pois nessa hora lhes será indicado o que vocês deverão falar. Porque não serão vocêsque falarão, mas o Espírito de seu Pai é que falará em vocês.” (Mt 10,19-20), leu ainda alguns trechos deste livro para aquele o assasino que lhe tiraria a vida. O crime ganhou repercussão internacional, chamando a atenção de entidades ligadas aos direitos humanos e a reforma agrária. "A nossa expectativa é que esse julgamento confirme o anterior, isto é, com a condenação do réu. Não nos conformamos com a injustiça", disse Paulinho Joamil, da CNBB. Num dos julgamentos do assassino e de seu mandante, o magistrado afirmou: "Ela foi morta por conflitos fundiários, covardemente abatida, sem concorrer para o crime. Era uma pessoa de clara generosidade com o seu semelhante. A pena deve ser servir de exemplo". No cenário dos conflitos agrários no Brasil, o nome da Irmã Doroty associa-se aos de tantos outros homens, mulheres e crianças que morreram e ainda morrem sem ter seus direitos respeitados. O corpo da missionária está enterrado em Anapu, Pará, Brasil, onde recebeu e recebe as homenagens de tantos que nela reconhecem as virtudes heróicas da matrona cristã. O fazendeiro Vitalmiro Moura, o Bida, acusado de ser o mandante do crime, havia sido condenado em um primeiro julgamento a 30 anos de prisão. Num segundo julgamento, contudo, foi absolvido. Após um terceiro julgamento, foi novamente condenado pelo júri popular a 30 anos de prisão. O quarto júri veio após a defesa de Raifran conseguir anular a primeira decisão. O novo julgamento foi realizado em outubro de 2007, quando ele foi condenado novamente a 27 anos de reclusão. O quinto julgamento do caso ocorreu em maio de 2009, quando se sentaram no banco de réus o fazendeiro Bida e novamente Raifran Sales. O fazendeiro acabou absolvido, e Raifran, condenado a 28 anos de cadeia. Como o Ministério Público Estadual recorreu, um novo júri do fazendeiro foi realizado em abril de 2010, com a nomeação de um defensor público para fazer a defesa do réu. Bida foi novamente condenado à pena de reclusão de 30 anos. Além de Bida, também responde como mandante do crime o pecuarista Regivaldo Pereira Galvão que é acusado de prometer recompensa para quem matasse a missionária. Conhecido como "Taradão", ele foi condenado a 30 anos de prisão em outubro de 2011, mas recorre da decisão para tentar anular o júri. Essa é a justiça do Brasil. Quem é pobre permanece na prisão. Quem tem dinheiro...

quinta-feira, 7 de junho de 2018

VENHAM A MIM TODOS VOCÊS QUE ESTÃO CANSADOS

VENHAM A MIM TODOS VOCÊS QUE ESTÃO CANSADOS

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“Então levantou-se uma grande tormenta de vento, e as ondas lançavam-se sobre a barca, de sorte que ela se enchia. Jesus estava dormindo na popa, sobre um travesseiro; então eles acordaram-no e disseram-lhe: Mestre, não te dá que pereçamos? Ele levantando-se, ameaçou o vento e disse para o mar: Cala-te, emudece. O vento amainou e seguiu-se uma grande bonança” (Mc 4,37-39).
Assim é a nossa vida.  Nossa vida às vezes é calma como a brisa que sopra fresca pela manhã; é tranquila como as pequenas ondas refrescantes de um lago sereno que mansamente se desfazem na praia. Quando a nossa vida está assim tudo é normal, nem nos lembramos do Senhor Jesus, não o invocamos, não conversamos com ele e, por isso, o Senhor Jesus dorme tranquilo no fundo do nosso barco, descansa no vai-e-vem de nossa vida, embalado pela nossa frieza e pelo nosso  pouco caso às coisas do alto.
Afinal das contas, se a nossa vida está tranquila como um mar sereno, porque haveríamos de precisar do Senhor Jesus? Mas, para nos lembrarmos dele, haveria necessidade de isso acontecer só quando temos problemas? É somente para isso que ele serve?
O Senhor Jesus é amigo somente quando enfrentamos horas difíceis? O verdadeiro amigo é também para as horas difíceis mas seria muita ingratidão de nossa parte esquecê-lo nos momentos alegres, nos dias de festa, como costumeiramente fazemos.    

quarta-feira, 6 de junho de 2018

A CADA DIA BASTA O SEU CUIDADO

A CADA DIA BASTA O SEU CUIDADO

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Como todos vemos diferentemente as verdades que Jesus Cristo nos transmitiu. 
Quando o Senhor Deus criou o homem viu que tudo o que havia feito era bom: “E Deus viu todas as coisas que havia feito, eram muito boas.” (Gn 1,31). E entregou tudo nas mãos dos homens. Mas o pecado entrou no coração do homem  e tudo o que o Senhor Deus havia feito de bom foi pervertido; o que deveria ser de todos ficou sob o domínio de poucos. E o pecado tentou modificar a imagem de Deus.
De Pai, que é e sempre foi, o pecado tentou e tenta mostrá-lo aos homens como sendo um Deus tirano, castigador, fiscalizador e punitivo. O Senhor Jesus vem para restabelecer a imagem de Deus Pai, para reimplantar entre os homens o reino fundado por Deus e bagunçado pelos homens. E, para a reimplantação desse reino, o Senhor Jesus mostra aos homens um Deus que não é somente Pai, mas um Deus que é pai e mãe ao mesmo tempo porque somente uma mãe pode amar seus filhos como Deus ama os homens, e o coração das mães é a imagem fiel do verdadeiro Deus, do verdadeiro amor, porque as mães, assim como Deus, dão a vida por seus filhos.

terça-feira, 5 de junho de 2018

QUE É ESTE QUE ATÉ O VENTO E O MAR LHE OBEDECEM?

QUE É ESTE QUE ATÉ O VENTO E O MAR LHE OBEDECEM?

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No seu Evangelho, Marcos narra um episódio que nos mostra como o Senhor Jesus jamais nos desampara em qualquer momento difícil de nossa vida: “Naquele mesmo dia, já sobre a tarde, Jesus disse-lhes: Passemos ao outro lado. E, despedindo o povo, o levaram consigo. Outras embarcações o seguiram. Então levantou-se uma grande tormenta de vento, e as ondas lançavam-se sobre a barca, de sorte que ela se enchia. Jesus estava dormindo na popa, sobre um travesseiro; então eles acordaram-no e disseram-lhe: Mestre, não te dá que pereçamos? Ele levantando-se, ameaçou o vento e disse para o mar: Cala-te, emudece. O vento amainou e seguiu-se uma grande bonança. E disse-lhes: Porque sois tão tímidos? Ainda não tendes fé? Ficaram cheios de grande temor e diziam uns para os outros: Quem será este, que até o vento e o mar lhe obedecem?” (Mc 4,35-40).
Naquele dia, após uma jornada cansativa de ensinamentos, caminhadas, discussões com os incrédulos e de corações duros, deixando a multidão na margem do lago, Jesus entra no barco e ordena aos seus discípulos: “Passemos ao outro lado.” (Mc 4,35).

segunda-feira, 4 de junho de 2018

“TENHAM CONFIANÇA, SOU EU, NÃO TENHAM MEDO.”

“TENHAM CONFIANÇA, SOU EU, NÃO TENHAM MEDO.”

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Na nossa vida, às vezes, parece que estamos num mar de rosas; tudo é realização, tudo é maravilhoso, tudo dá certo, tudo vai bem como sempre desejaríamos que fosse, mas,  no nosso cancioneiro de música popular existe uma música com o verso seguinte: “Tristeza não tem fim, felicidade sim...” e, bem por isso, de repente, como num estalar de dedos, parece tudo ao contrário; nos sentimos mergulhados  numa depressão, numa tristeza, numa angustia que parece não ter fim; dá-nos a impressão que estamos caminhando sobre as águas e sentimos que, num relance, nos falta a força, coragem, confiança, apoio e... estamos sozinhos, dando-nos a sensação que vamos submergir, sem chances de nos afirmarmos ou ter alguém que nos socorra.
Quantas vezes nos falta confiança em tudo e em todos; dá-nos a impressão que ninguém, mas ninguém mesmo nos compreende e que todos nos viraram as costas, deixando-nos entregues à nossa própria sorte.  
E, nessas condições, nos desesperamos, deixamos de acreditar em tudo e em todos e, nessa descrença, chegamos ao cúmulo de perguntar: “Onde está Deus???”

domingo, 3 de junho de 2018

“O SÁBADO FOI FEITO PARA O HOMEM, NÃO O HOMEM PARA O SÁBADO” (Mc 2,27)

IX DOMINGO DO TEMPO COMUM
Ano – B; Cor – Verde; Leituras: Dt 5,12-15; Sl 80 (81), 2Cor 4,6-11; Mc 2,23-36.
“O SÁBADO FOI FEITO PARA O HOMEM, NÃO O HOMEM PARA O SÁBADO” (Mc 2,27)

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Diácono Milton Restivo
Deus nos quer livres, soltos e felizes. Deus criou o homem para a felicidade plena, para viver a vida em abundância (Jo 10,10b) e encontrar dentro da liberdade a realização plena.
Mas o homem quer se tornar um deus, o homem quer se igualar a Deus como aconteceu com Adão e Eva no Éden (Gn 3,5) e acredita que se realiza plenamente escravizando  o seu irmão.
O Evangelho da liturgia de hoje nos mostra bem essa realidade.
Jesus se revolta ao ver a atitude de homens que se arvoravam em ser, enganosamente, servidores de Yahweh, distorcerem a lei de Moisés, da qual eles se diziam fieis seguidores, e através disso escravizarem o povo com sua pseudo-religiosidade.
Para esses homens daquele tempo e os homens de todos os tempos Jesus tem palavras duras: 
·         “Amarram fardos pesados e os impõe no ombro das pessoas, mas eles mesmos não estão dispostos a movê-los nem sequer com um só dedo. [...] Ai de vocês, doutores da Lei e fariseus hipócritas, porque vocês fecham o Reino de Deus para as pessoas! Vocês não entram nem deixam entrar aqueles que estão entrando. [...] Ai de vocês, doutores da Lei e fariseus hipócritas. Vocês são como sepulcros caiados: por fora parecem bonitos, mas por dentro estão cheios de ossos de mortos e de toda  podridão. Assim também vocês: por fora parecem justos para as pessoas, mas por dentro estão cheios de hipocrisia e injustiça.” (Mt 23,4.13.27).

sábado, 2 de junho de 2018

“OLHAI AS AVES DO CÉU...”

“OLHAI  AS   AVES  DO  CÉU...”

          
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  Não pode existir coisa mais bela, mais calma, mais tranquila e reconfortante do que um passeio pelos campos, pelos vales, pelas margens de rios e represas onde tudo nos fala de Deus e faz com que sintamos a sua presença.            
Ouvir o canto dos pássaros, o ruído dos grilos, o coaxar dos sapos e rãs nas lagoas,  o ciciar das folhas ao mais leve toque do vento; ver o esvoaçar dos insetos e o vôo tranqüilo dos pássaros e contemplar a variedade das flores, árvores  e plantas.
Não pode existir coisa mais reconfortante do que contemplar as águas do riacho correrem límpidas e frias entre pedras e juncos à busca do seu verdadeiro destino. Passaríamos horas e horas observando pássaros de todos os tipos, tamanhos  e cores da mais deslumbrante beleza esvoaçando de árvore em árvore, de galho em galho, buscando seus alimentos, cuidando de seus filhotes.
As formigas, ordeiras e disciplinadas, indo e voltando em fila indiana por entre matos, gravetos secos e gramas, num trabalho interminável, sem cansaço e sem descanso. E nenhuma dessas criaturas silvestres se preocupa com o que vai comer ou com o que vai se vestir; não se preocupa com o daqui-à-pouco,  e com o dia de amanhã. “Olhai as aves do céu, que não semeiam , nem ceifam, nem fazem provisões nos celeiros, e contudo vosso Pai Celeste as sustenta.” (Mt 6,26). 

sexta-feira, 1 de junho de 2018

NÃO BASTA CRER NA TRINDADE: É PRECISO TESTEMUNHAR

NÃO BASTA CRER NA TRINDADE: É PRECISO TESTEMUNHAR

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A fé no amor da Santíssima trindade deve levar-nos a assumir compromissos de amor com todos os irmãos. 
Não basta crer; é preciso, antes de mais nada, testemunhar a nossa fé com atitudes, mesmo porque nos disse Jesus: “Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor, entrará no reino dos céus; mas o que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus, esse entrará no reino dos céus.” (Mt 7,21).
Se dizemos que cremos e amamos Deus Pai e vivemos tratando os irmãos como escravos, explorando os trabalhadores, excluindo os pequeninos de nossa vida, torturando das mais diversas maneiras  e castigando os inocentes, podemos dizer que temos fé mas não passamos de infiéis e traidores do amor do Pai e, para os que agem assim, Jesus tem duras palavras: “Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas! porque sois semelhantes aos sepulcros caiados, que por fora parecem formosos, mas por dentro estais cheios de ossos de mortos e de toda a podridão.” (Mt 23,27).
Se dizemos que cremos no Deus Filho e vivemos odiando os inimigos e querendo-lhes mal, atraiçoando os irmãos, oprimindo os mais pobres e violentando os mais fracos; se somos incapazes de perdoar as ofensas e repartir o pão, de consolar os aflitos e proteger os perseguidos, de tratar com amor os doentes, com caridade os pobres, com misericórdia os presos, podemos dizer que temos fé, mas, na verdade, não passamos de crucificadores, e são para os que assim agem essas palavras do Divino Mestre: “Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno que foi preparado para o demônio e para os seus anjos, porque tive fome e não me destes de comer; tive sede e não me destes de beber; era peregrino e não me recolhestes; estava nu e não me vestistes; enfermo e na prisão e não me visitastes. ...Na verdade vos digo; todas as vezes que deixastes de fazer isso a um desses pequeninos , a mim não o fizestes.” (Mt  25, 41-43.45). 

quinta-feira, 31 de maio de 2018

CORPUS CHRISTI - HISTÓRIA

CORPUS CHRISTI - HISTÓRIA

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A Festa de “Corpus Christi” é a celebração em que solenemente a Igreja comemora o Santíssimo Sacramento da Eucaristia; sendo o único dia do ano que o Santíssimo Sacramento sai em procissão às nossas ruas.
Nesta festa os fiéis agradecem e louvam a Deus pelo inestimável dom da Eucaristia, na qual o próprio Senhor se faz presente como alimento e remédio de nossa alma. A Eucaristia é fonte e centro de toda a vida cristã. Nela está contido todo o tesouro espiritual da Igreja, o próprio Cristo.
A Festa de Corpus Christi surgiu no século XIII, na diocese de Liège, na Bélgica, por iniciativa da freira Juliana de Mont Cornillon, (†1258) que recebia visões nas quais o próprio Jesus lhe pedia uma festa litúrgica anual em honra da Sagrada Eucaristia.
Aconteceu que quando o padre Pedro de Praga, da Boêmia, celebrou uma Missa na cripta de Santa Cristina, em Bolsena, Itália, ocorreu um milagre eucarístico: da hóstia consagrada começaram a cair gotas de sangue sobre o corporal após a consagração. Dizem que isto ocorreu porque o padre teria duvidado da presença real de Cristo na Eucaristia.

quarta-feira, 30 de maio de 2018

SANTA JOANA D’ARC – A VIRGEM HERÓICA

SANTA JOANA D’ARC – A VIRGEM HERÓICA

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Quis Deus libertar os hebreus do jugo dos egípcios, e suscitou um Moisés, que se apresenta diante do orgulhoso faraó, faz milagres para comprovar sua missão divina, lança pragas sobre o Egito, e ostenta o poder divino, abrindo diante de si as águas do Mar Vermelho, e nelas sepultando para sempre os exércitos inimigos.
Quis Deus salvar a França do domínio inglês, na Idade Média, e em vez de fazer nascer entre os filhos dessa nação um grande general, chamou para realizar sua obra uma donzela, inocente pastorinha da Lorena.
De repente, um país derrotado e decadente, retalhado pela ambição, governado por um príncipe fraco e hesitante, ressuscita ao ouvir a convocação de Joana. Sua voz virginal dá força aos fracos, coragem aos covardes e fé aos descrentes.
Sua inocência infunde terror nos inimigos, restaura a pureza dos devassos. Seu nome é um brado de guerra. Sua figura, um estandarte imaculado. Em sua curta vida, conheceu os esplendores da glória e as humilhações da mais vil perseguição: a da calúnia - último recurso dos invejosos, arma traiçoeira dos infames, que poupa o corpo e fere a honra.

terça-feira, 29 de maio de 2018

FREI GALVÃO - SANTO ANTÔNIO DE SANT'ANNA GALVÃO

FREI GALVÃO - SANTO ANTÔNIO DE SANT'ANNA GALVÃO

                                                                                    
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Antônio de Sant'Anna Galvão nasceu em 1739 na frequesia de Santo Antonio de Guaratinguetá, na capitania de São Paulo.
Era o quarto de dez ou onze filhos de uma família profundamente religiosa de elevado status social e político. Seu pai, o português Antonio Galvão de França, era o capitão-mor da vila.
Natural de Faro e ativo no mundo do comércio, França pertencia à Odem Terceira de São Francisco e era conhecido por sua generosidade.
Sua mãe, Isabel Leite de Barros, era filha de fazendeiros e membro da família do famoso bandeirante Fernão Dias Pais, conhecido como o "caçador de esmeraldas". Ela morreria prematuramente em 1755, aos 38 anos.
Também conhecida por sua generosidade, Isabel teria doado todas suas roupas aos pobres à época de sua morte. Galvão passou toda sua infância na casa que se situava na esquina da Rua do Hospital com a Rua do Teatro (atualmente Ruas Frei Galvão e Frei Lucas, respectivamente).
O local foi demolido e recentemente reconstruído.

segunda-feira, 28 de maio de 2018

A ESCOLHA DE DEUS RECAIU SOBRE MARIA, A MAIS POBRE.

A ESCOLHA DE DEUS RECAIU SOBRE MARIA, A MAIS POBRE.

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Vamos procurar ver Maria como a viram os primeiros cristãos com os dados que os Santos Evangelhos lhe forneceram – Maria mulher – Maria esposa – Maria dona de casa – Maria humilde – Maria doce – Maria meiga – Maria pobre.
No tempo de Maria, como hoje, deveriam existir mulheres que se destacavam na sociedade, na política, no poder, na riqueza. Mulheres que, sem dúvida, poderiam oferecer ao Filho de Deus um palácio com todas as mordomias,  ao invés de uma gruta úmida e fria; poderiam oferecer um berço de ouro, ao invés de um cocho de animal como primeiro leito; aquecedores de ar ao invés do respirar quente dos animais para aquecer o recém-nascido.
Mulheres que poderiam providenciar e determinar para que as primeiras visitas ao Filho de Deus recém-nascido fossem os mais ricos e poderosos  monarcas que existiam na terra naquele tempo, ao invés de as primeiras visitas serem, como foram, pobres e humildes pastores, descamizados e descalsos, sem ter um teto para pernoitar.             Mas, a Divina Providência age diferentemente dos pensamentos humanos.
Deus não quis para o seu Filho um palácio, já que o mundo inteiro é seu.
O Senhor não quis para o seu Filho um berço de ouro, já que tem a abóboda celeste para lhe servir de suporte dos pés.
Deus não quis para o seu Filho um aquecedor de ar para aquecê-lo, já que os ventos que sopram dos quatro cantos do Universo obedecem as suas ordens, obedecem a sua voz.

domingo, 27 de maio de 2018

SANTÍSSIMA TRINDADE

SANTÍSSIMA TRINDADE
Leituras: Dt 4,32-34.39-40; Sl 32; Rm 8,14-17; Mt 28,16-20.

“...BATIZANDO-OS EM NOME DO PAI, E DO FILHO, E DO ESPÍRITO SANTO” (Mt 28,19).

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Diácono Milton Restivo

No primeiro livro, Gênesis, no primeiro capítulo e no primeiro versículo, as Sagradas Escrituras começam exatamente citando a onipotência, a onipresença, a onisciência de Deus, dizendo:
·         “No princípio, Deus criou o céu e a terra”. (Gn 1,1).
João, ao iniciar o seu Evangelho, começa com a revelação de Deus aos homens através de sua Palavra:
·         “No começo (ou no princípio, como no Gênesis), a Palavra já existia: a Palavra estava voltada para Deus, e a Palavra era Deus”. (Jo 1,1).
Deus existe, e a sua existência se impõe como um fato inicial, que dispensa qualquer explicação. Deus não tem origem: nem passado nem futuro.
O tempo de Deus é o presente. Deus é:
·         o primeiro e o último” (Is 41,4),
·         o alfa e o ômega” (Ap 1,8).
·         “Quem fez e executou tudo isso? Aquele que anuncia o futuro de antemão; eu, Yahweh, que sou o primeiro e estou com os últimos (Is 41,4).
·         “Assim diz Yahweh, o rei de Israel, seu redentor, Iahweh dos exércitos: ‘Eu sou o primeiro, eu sou o último; fora de mim não existe outro Deus. Existe alguém como eu? Que fale, que explique e o exponha a mim. Quem anunciou o futuro de antemão, quem nos predisse o que vai acontecer? Não tenham medo, não tremam: por acaso, desde aqueles tempo eu já não predisse e anunciei? Vocês são as minhas testemunhas: existe outro Deus além de mim? Que eu saiba não existe nenhuma outra rocha’”. (Is 44,6-8).

sábado, 26 de maio de 2018

NOSSA SENHORA AUXILIADORA

NOSSA SENHORA AUXILIADORA

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 A devoção a Nossa Senhora Auxiliadora, tem seu começo em datas muito remotas, nascida no coração de pessoas piedosas que espalharam ao seu redor a devoção mariana.
Assim a Mãe de Deus foi sempre conhecida como condutora da felicidade de todo ser humano. E Maria, sempre esteve junto ao povo, sobretudo do povo simples que não sofre as complicações que contornam e desfazem, muitas vezes, a vida humana, mas que é levado pelas emoções e certezas apontadas pela simplicidade do coração.
Em 1476, o Papa Sisto IV deu o nome de “Nossa Senhora do Bom Auxílio” a uma imagem do século XIV-XV, que havia sido colocada em uma Capelinha, onde ele se refugiou, surpreendido durante o caminho, com um perigoso temporal.
A imagem tem um aspecto muito sereno, e o símbolo do ‘auxílio’ é representado pela meiguice do Menino segurando o manto da Mãe. Com o correr dos anos, entre 1612 e 1620, a devoção mariana cresceu, graças aos Barnabitas, em torno de uma pequena tela de autoria de Scipione Pulzone, representando aspectos de doçura, de abandono confiante, de segurança entre o Menino e sua santa Mãe.
A imagem ficou conhecida como “Mãe da Divina Providência”. Esta imagem tornou-se como que meta para as peregrinações de muitos devotos e também para muitos Papas e até mesmo para João Paulo II. Devido ao movimento cristão em busca dos favores e bênçãos de Nossa Senhora e de seu Filho, o Papa Gregório XVI, em 1837, deu-lhe o nome de “AUXILIADORA DOS CRISTÃOS”.

sexta-feira, 25 de maio de 2018

REZAR O TERÇO TODOS OS DIAS

REZAR O TERÇO TODOS OS DIAS
           
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Uma das mais belas orações, senão a mais bela das orações que podemos e devemos recitar para a nossa querida Mãe do Deus, é a reza do terço, a oração do rosário. É a oração que mais agrada a Virgem Mãe de Deus e nossa.
A reza do terço deveria acontecer todos os dias  em todas as casas dos que dizem devotos e filhos de Maria. Quando gostamos de alguém, procuramos fazer as coisas  que esse alguém gosta; se gostamos realmente de Maria, se amamos Maria, deveríamos fazer a coisa que ela mais gosta, que é a reza do terço.          
Através da reza do terço meditamos as principais passagens evangélicas que falam da nossa redenção, da nossa salvação, do grande amor que Deus Pai tem por nós, seus filhos.
Nós meditamos a presença do Espírito Santo que encarna no seio puríssimo da Virgem Maria o Deus Filho que se fez homem e que veio a este  mundo para reerguer o homem caído  no lodo do pecado e transformá-lo em filho de Deus.
Todos os cristãos que dizem amar Maria ou que se socorre a ela em seus momentos de dificuldades, para agradá-la, deveriam rezar o terço todos os dias.

quinta-feira, 24 de maio de 2018

O QUE É UM DIÁCONO NA IGREJA?

O QUE É UM DIÁCONO NA IGREJA?

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Diácono Milton Restivo

Hoje, 24 de maio, faz onze anos que recebi o Sacramento da Ordem no grau do Diaconato Permanente da nossa Igreja. Foi o Cardeal D. Orani João Tempesta, na época bispo da Diocese de São José do Rio Preto, atendendo ao apelo e à necessidade da Igreja, quem introduziu o Diaconato Permanente na nossa Diocese. Quem ordenou a mim e ao Diácono Amâncio, hoje de saudosa memória, os dois primeiros Diáconos Permanentes ordenados na e da Diocese de São José do Rio Preto/SP, foi o nosso bispo da época, D. Paulo Mendes Peixoto, hoje Arcebispo de Uberaba/MG.
Nessa mesma data fui provisionado na Paróquia São Pedro e São Paulo, no Jardim Vitória Régia, São José do Rio Preto/SP, onde permaneço provisionado até a presente data.
O Diácono Permanente é o único cristão que recebe todos os sacramentos da Igreja porque, além do Sacramento da Ordem, como os Presbíteros e Bispos, recebe também o Sacramento do Matrimônio, Sacramento este que os Presbíteros e Bispos da Igreja não recebem.
Mas, o que é ser Diácono na e da Igreja?
Comecemos pela sua instituição administrativa contida no livro dos Atos dos Apóstolos: “o número dos discípulos tinha aumentado, e os fiéis de origem grega começaram a queixar-se dos fiéis de origem hebraica. Os de origem grega diziam que suas viúvas eram deixadas de lado no atendimento diário” (At 6,1).

quarta-feira, 23 de maio de 2018

NOSSA SENHORA DAS DORES DO CALVÁRIO

NOSSA SENHORA DAS DORES DO CALVÁRIO

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Nossa Senhora das Dores (também chamada Nossa Senhora da Piedade, Nossa Senhora da Soledade, Nossa Senhora das Angústias, Nossa Senhora das Lágrimas, Nossa Senhora das Sete Dores, Nossa Senhora do Calvário ou ainda Nossa Senhora do Pranto, e invocada em latim como Beata Maria Virgo Perdolens, ou Mater Dolorosa) é um dos plúrices títulos pelos quais a Igreja Católica venera a Virgem Maria, sendo sob essa designação particularmente cultuada em Portugal. 
O culto à Mater Dolorosa iniciou-se em 1221, no Mosteiro de Schonau, na Germânia.
Em 1239, a sua veneração no dia 15 de setembro teve início em Florençam na Itália, pela Ordem dos Servis de Maria, Ordem dos Servos de Maria (Ordem Servita).
A sensibilidade de piedosa compaixão do povo cristão está eloquentemente expressa no quadro da Pietá. Nossa Senhora das Dores recebe no colo o filho morto apenas tirado da cruz.

terça-feira, 22 de maio de 2018

SANTA RITA DE CÁSSIA - 1381-1457

SANTA RITA DE CÁSSIA - 1381-1457

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Rita nasceu no ano de 1381, na província de Umbria, Itália, exatamente na cidade de Cássia. Rita, ainda na infância, manifestou sua vocação religiosa.
Diferenciando-se das outras crianças, ao invés de brincar e aprontar as peraltices da idade, preferia ficar isolada em seu quarto, rezando.
Para atender aos desejos de seus pais já idosos, Rita casou-se com um homem de nome Paulo Ferdinando, que, a princípio, parecia ser bom e responsável. Mas, com o passar do tempo, mostrou um caráter rude, tornando-se violento e agressivo.
A tudo ela suportava com paciência e oração. Tinha certeza de que a penitência e a abnegação conseguiriam convertê-lo aos preceitos de amor a Cristo. Um dia, Paulo, finalmente, se converteu sinceramente, tornando-se bom marido e pai.
Entretanto suas atitudes passadas deixaram um rastro de inimizades, que culminaram com seu assassinato, trazendo grande dor e sofrimento ao coração de Rita.
Dedicou-se, então, aos dois filhos ainda pequenos, que na adolescência descobriram a verdadeira causa da morte do pai e resolveram vingá-lo, quando adultos. Rita tentou, em vão, impedir essa vingança. Desse modo, pediu a interferência de Deus para tirar tal idéia da cabeça dos filhos e que, se isso não fosse possível, os levasse para junto dele. Assim foi.

segunda-feira, 21 de maio de 2018

O DOM DAS LÍNGUAS ORIENTADO POR SÃO PAULO APÓSTOLO

O DOM DAS LÍNGUAS ORIENTADO POR SÃO PAULO APÓSTOLO

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SÃO PAULO DÁ AS REGRAS PARA O EXERCÍCIO DOS DONS DA LÍNGUA NA PRIMEIRA CARTA AOS CORÍNTIOS, 14,26-40 PARA O QUE CHAMAMOS DE “O EXERCÍCIO PARA O DOM DAS LÍNGUAS”:

O DOM DA LÍNGUA DEVE SER USADO DESDE QUE SEJA PARA EDIFICAÇÃO DA COMUNIDADE
Ø  “Que fazer, então, irmãos? Quando vocês estão reunidos, cada um pode entoar um canto, dar um ensinamento ou revelação, falar em línguas ou interpretá-las. Mas que tudo seja para edificação.” (1Cor 14,26). Este é o princípio regulador de todos os dons em geral.
Eles devem servir para edificar os outros. Se assim não for, o dom, qualquer que seja, é ineficaz.

O DOM DA LÍNGUA NÃO DEVE SER USADO POR MAIS DO QUE TRÊS PESSOAS NUM MESMO CULTO
Ø  “Se existe alguém que fale em línguas, falem dois ou no máximo três, um após o outro.” (1Cor 14,27).
Numa mesma reunião “dois, ou no máximo três” indica que ter três diferentes pessoas falando em línguas em um mesmo culto seria contrariar os ensinamentos de Paulo. Congregações inteiras falando, cantando ou orando em línguas é especificamente proibido aqui.

domingo, 20 de maio de 2018

PENTECOSTES

PENTECOSTES

Ano – B; Cor – Vermelho. Leituras: Missa da Vigília: Gn 11,1-9; Sl 103 (104); Rm 8,22-27; Jo 7,37-39. Missa do Dia: At 2,1-11; Sl 103 (104); 1Cor 12,3-7.12-13; Jo 20,19-23.

RECEBEI O ESPÍRITO SANTO”.  (Jo 20,22).

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Diácono Milton Restivo

A liturgia das festividades do Pentecostes, a vinda do Espírito Santo sobre a Igreja de Jesus Cristo, acontece em duas etapas: na Santa Missa do sábado a noite é celebrada a Missa da Vigília do Pentecostes e, no domingo, a Missa própria do dia de Pentecostes.
Na primeira leitura da Missa da Vigília, no sábado, é lido o acontecimento da torre de Babel, onde toda a humanidade falava a mesma língua e se entendia, mas, a partir do momento em que os homens tiveram por objetivo igualar-se a Deus tentando chegar ao céu através de uma torre para angariar fama e poder:
·         “... façamos para nós uma cidade e uma torre cujo cimo atinja o céu. Assim ficaremos famosos...” (Gn 11,4).
Isso atraiu sobre si a ira de Deus que os dispersou por toda a terra considerando que começaram a falar línguas diferentes e não mais se entendiam.

sábado, 19 de maio de 2018

“QUEM MUITO AMA, MUITO SERÁ PERDOADO...”

“QUEM MUITO AMA, MUITO SERÁ PERDOADO...”

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Jesus Cristo não fazia distinção de pessoas; Jesus Cristo jamais fez distinção de pessoas. Jesus Cristo veio para todos os homens, ele veio para salvar a todos, a “todos os homens (e mulheres) de boa vontade.”  
A pregação inicial de Jesus Cristo foi para que todos “mudassem de vida e de mentalidade e acreditassem no Evangelho, porque o Reino dos Céus estava próximo.” Todos os que atenderam  ao chamamento de Jesus Cristo, todos os que seguiram o seu conselho, começaram a fazer parte  do Reino que ele viera trazer para todos os homens.
Não interessava se era homem ou mulher, rico ou pobre, santo ou pecador, da própria pátria de Jesus ou estrangeiro; o importante é que mudassem de vida e de mentalidade e acreditassem no Evangelho.
A todos os que se dirigiam a Jesus, ele os recebia com amor e carinho, curando as doenças de seus corpos e de suas almas, perdoando pecados e chamando-os  para uma vida mais santa e possível de ser vivida por que Jesus dizia estar com cada um que se propusesse a mudar de vida e de mentalidade e de seguir o seu Evangelho.

sexta-feira, 18 de maio de 2018

SÓ OS POBRES AMAM MARIA...

SÓ OS POBRES AMAM MARIA...
                                        
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Já temos sido convidados a ir em muitos lugares e muitas cidades, em muitas comunidades cristãs para falarmos de Maria, para falarmos de Nossa Senhora, a Mãe de Jesus e nossa Mãe.
E, onde quer que tenhamos ido, sempre tivemos a grata satisfação de ver como o povo simples e humilde ama Maria, e como eles tem sede de conhecer mais e mais Maria, a nossa Rainha, a mãe de misericórdia, a doçura da nossa vida.
O povo simples e humilde é o que mais aceita Maria como Mãe, é o que mais tem necessidade de Maria, e se sente feliz em poder amá-la e honrá-la, dedicando a ela todo afeto, amor e veneração.
Sim, eu digo isso do povo simples e humilde, porque, geralmente, aqueles que julgam que entendem alguma coisa de religião ou que tem alguns bens na terra, parecem que não tem muito prazer em reconhecer em Maria, aquela que foi escolhida para participar  efetivamente dos planos de salvação de Deus com relação a todos os homens.
E é muito comum eu ser abordado por um ou outro que me pergunta: “Mas, Maria merece realmente todas as honras que o povo lhe dedica?” Ou ainda: “Você não está exagerando quando fala de Maria?” Ou ainda: “Será que não deveríamos falar mais de Jesus e menos de Maria?”.
 Pobres irmãos nossos que estão trilhando por caminhos  perigosos, desconhecendo a grande proteção que um devoto de Maria tem por se entregar totalmente em suas mãos maternais.