quinta-feira, 19 de dezembro de 2019

MARIA E JOSÉ – SITUAÇÃO ANGUSTIANTE DE UM NOIVO

MARIA E JOSÉ – SITUAÇÃO ANGUSTIANTE DE UM NOIVO

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José ficou numa situação difícil depois que Maria ficou grávida de Jesus. Sem uma explicação aparente e razoável, de repente, vê a sua noiva grávida.
Mateus narra assim esse drama terrível vivido por José: sua “A origem de Jesus Cristo foi deste modo: Estando Maria, sua mãe, desposada com José, achou-se ter concebido (por obra) do Espírito Santo, antes de coabitarem. José, seu esposo, sendo justo, e não a querendo difamar, resolveu repudiá-la secretamente. Andando ele com isto no pensamento, eis que um Anjo do Senhor lhe apareceu em sonhos, e lhe disse: ‘José, filho de Davi, não temas  receber em tua casa Maria, tua esposa, porque o que nela foi concebido é (obra) do Espírito Santo.  Ela dará à luz um filho, ao qual porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos seus pecados. Tudo isso aconteceu para que se cumprisse o que foi dito pelo Senhor por meio do profeta que diz: ‘Eis que a Virgem conceberá e dará à luz um filho, e lhe porão o nome de Emanuel, que quer dizer: ‘Deus conosco’.  Ao despertar José de seu sono, fez como lhe tinha mandado o Anjo do Senhor, e recebeu em sua casa (Maria),  esposa. Não a conheceu até que deu à luz um filho, e pôs-lhe o nome de Jesus.” (Mt 1,18-25).     

quarta-feira, 18 de dezembro de 2019

NOSSA SENHORA DA EXPECTAÇÃO DO Ò - NOSSA SENHORA DO Ó.

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Nossa Senhora do Ó é uma devoção mariana surgida em Toledo, na Espanha, remontando à época do X Concílio, presidido pelo arcebispo Santo Eugênio, quando se estipulou que a festa da Anunciação fosse transferida para o dia 18 de Dezembro.
Sucedido no cargo por seu sobrinho, Santo Ildefonso, este determinou, por sua vez, que essa festa se celebrasse no mesmo dia, mas com o título de Expectação do Parto da Beatíssima Virgem Maria.
Pelo fato de, nas vésperas, se proferirem as antífonas maiores, iniciadas pela exclamação (ou suspiro) “Oh!”, o povo teria passado a denominar essa solenidade como  Nossa Senhora do Ó.
Em Portugal, o culto à Expectação do Parto, ou a Nossa Senhora do Ó, teria se iniciado em Torres Novas (SANTA MARIA, Frei Agostinho de. Santuário Mariano), onde uma antiga imagem da Senhora era venerada na Capela-mor da Igreja Matriz de Santa Maria do Castelo.

terça-feira, 17 de dezembro de 2019

SÃO LÁZARO DE BETÂNIA, IRMÃO DE MARTA E MARIA

SÃO LÁZARO DE BETÂNIA, IRMÃO DE MARTA E MARIA

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Comemoramos no dia 17 São Lázaro de Betânia, na Judéia, irmão de Marta e Maria, uma família que Jesus amava e visitava com frequência. Em vida, Lázaro foi tocado pelo poder de Jesus que lhe restituiu a vida, fazendo-o sair do túmulo. Não só a estrondosa ressurreição do túmulo, mas também o culto com que a Igreja o honrou no curso dos séculos.
O evangelista São João faz referências ao milagre. Quando Jesus chegou, já fazia quatro dias que Lázaro estava no túmulo. Betânia ficava a uns três quilômetros de Jerusalém. Marta vendo que Jesus estava chegando, correu ao seu encontro dizendo: "Senhor, se estivesses aqui, meu irmão não teria morrido. Mas ainda agora eu sei: Tudo o que pedires a Deus, ele te dará". Jesus respondeu: Teu irmão vai ressuscitar". A narração com a insólita abundancia de detalhes, constitui um dos pontos salientes do quarto evangelho, pois a ressurreição de Lázaro assume, além de fato histórico, o valor de símbolo e de profecia, como a prefiguração da ressurreição de Cristo. 
Mais tarde São Lázaro tornou-se bispo de Chipre. Foi no século X que o imperador Leão VI transportou suas relíquias de Chipre para Constantinopla.
Também são comemorados no dia de hoje: São João da Mata, Santa Olímpia, Santa Vivina e São José Manyanet y Vives, Santa Bega de Andenne (abadessa), São Briaco da Bretanha (eremita), São Eigil de Fulda (abade), São Estúrmio de Fulda (abade).

segunda-feira, 16 de dezembro de 2019

“SE ALGUÉM QUER VIR APÓS MIM... TOME A SUA CRUZ... E SIGA-ME” (Lc 9,23)

“SE ALGUÉM QUER VIR APÓS MIM... TOME A SUA CRUZ... E SIGA-ME” (Lc 9,23)

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Jesus nunca escondeu nada de ninguém e para ninguém. Jesus Cristo jamais disse alguma coisa se referindo ao plano de Deus referente aos homens e dizendo como se deve viver uma vida verdadeiramente voltada para Deus e para o próximo onde escondesse alguma coisa para não chocar seus ouvintes. Sempre que falava de como se deve viver para pertencer ao Reino de Deus, Jesus era claro, preciso e objetivo e jamais usou de meias palavras ou termos dúbios.
Jesus jamais obrigou alguém a seguí-lo, prova disso está nessa sua afirmativa: “Se alguém quer vir após mim, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz cada dia e siga-me.” (Lc 9,23).
Jesus não obriga; ele respeita o livre arbítrio de cada um e diz: “Se alguém quer vir após mim...”; Jesus deixa a decisão para cada um de nós. Precisamos “querer” ir após ele, e isso é uma atitude de nossa livre e expontânea vontade...

sábado, 14 de dezembro de 2019

SÃO JOÃO DA CRUZ - 1542-1591

SÃO JOÃO DA CRUZ - 1542-1591

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Seu nome de batismo era Juan de Yepes. Nasceu em Fontivaros, na província de Ávila, Espanha, em 1542, talvez em 24 de junho. Ainda na infância, ficou órfão de pai, Gonzalo de Yepes, descendente de uma família rica e tradicional de Toledo.
Mas, devido ao casamento, foi deserdado da herança. A jovem, Catarina Alvarez, sua mãe, era de família humilde, considerada de classe "inferior". Assim, com a morte do marido, que a obrigou a trabalhar, mudou-se para Medina, com os filhos. Naquela cidade, João tentou várias profissões. Foi ajudante num hospital, enquanto estudava gramática à noite num colégio jesuíta. Então, sua espiritualidade aflorou, levando-o a entrar na Ordem Carmelita, aos vinte e um anos.
Foi enviado para a Universidade de Salamanca a fim de completar seus estudos de filosofia e teologia. Mesmo dedicando-se totalmente aos estudos, encontrava tempo para visitar doentes em hospitais ou em suas casas, prestando serviço como enfermeiro.

sexta-feira, 13 de dezembro de 2019

SANTA LUZIA OU LÚCIA – Século IV

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SANTA LUZIA OU LÚCIA – Século IV

Somente em 1894 o martírio da jovem Luzia, também chamada Lúcia, foi devidamente confirmado, quando se descobriu uma inscrição escrita em grego antigo sobre o seu sepulcro, em Siracusa, Nápoles.
A inscrição trazia o nome da mártir e confirmava a tradição oral cristã sobre sua morte no início do século IV. Mas a devoção à santa, cujo próprio nome está ligado à visão ("Luzia" deriva de "luz"), já era exaltada desde o século V.
Além disso, o papa Gregório Magno, passado mais um século, a incluiu com todo respeito para ser citada no cânone da missa. Os milagres atribuídos à sua intercessão a transformaram numa das santas auxiliadoras da população, que a invocam, principalmente, nas orações para obter cura nas doenças dos olhos ou da cegueira.

quinta-feira, 12 de dezembro de 2019

ELES NÃO TÊM MAIS VINHO

ELES NÃO TÊM MAIS VINHO

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Em certas ocasiões dos Evangelhos não é tão importante o que está escrito, mas o que está contido nas entrelinhas. Imaginemos a situação no casamento de Caná, na Galiléia, onde Jesus e sua mãe Maria estavam presentes.
Com que confiança, amor e carinho Maria se aproxima de seu Filho para pedir, na certeza que seria atendida, e, com que olhar de amor, carinho e respeito Jesus dirigiu à sua mãe chamando-lhe à realidade que ainda não havia chegado a sua hora, mas, na certeza de que atenderia sua mãe, qualquer que fosse o pedido que ela lhe fizesse, seguro de que ela não pedia para si e sim para alguém em dificuldades, ele anteciparia a sua hora por um pedido de sua mãe.
O momento do Filho Único de Deus se manifestar com toda a sua glória, o momento de Jesus mostrar a que veio, de derramar a misericórdia e os poderes de Deus a todos os necessitados ainda não havia chegado, e assim, taxativamente, ele se expressa: “Minha hora ainda não chegou.” (Jo 2,4), e, essa hora,  não era outra, senão a hora da cruz.

quarta-feira, 11 de dezembro de 2019

A SUA CRUZ É PESADA?

A SUA CRUZ É PESADA?

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Geralmente achamos a nossa cruz pesada, e sempre reclamamos disso. E, bem a propósito, vale aqui registrar uma pequena estória.
Certo cidadão vivia reclamando dos seus problemas, da sua cruz. Achava que a sua cruz era pesada demais e que as dos outros sem se comparavam com a sua por considerá-las leves. Determinado dia ele foi reclamar com o próprio Senhor Jesus sobre o peso de sua cruz, e Jesus, em sua infinita misericórdia e paciência, o leva até um campo onde estavam depositadas milhares de cruzes, e diz ao reclamante que escolhesse uma para si. Ele se pôs a procurar uma bem leve, passando por entre gigantescas cruzes de todos os tamanhos e pesos, até encontrar uma bem pequenina que se encontrava num canto. Feliz da vida ele a pega diz para Jesus: “Senhor eu troco a minha cruz por essa.” Jesus, então, lhe diz: “Não há como trocar, meu filho, essa cruz é a sua mesmo, da qual você tanto reclama”. Veja como os teus irmãos tem cruzes muito mais pesadas que a sua, e nenhum deles vem aqui reclamar de seus pesos porque as aceitam com resignação e amor, e esses terão a sua recompensa no céu.

terça-feira, 10 de dezembro de 2019

SÃO MELQUÍADES, PAPA, MÁRTIR


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Hoje a Igreja nos propõe à veneração São Melquíades, papa, de origem africana. Fazia parte do clero romano, quando por morte do papa Eusébio, em 310, foi eleito seu sucessor.  "Verdadeiro filho da paz, verdadeiro pai dos cristãos" (segundo Santo Agostinho)
A Igreja estava vivendo ainda os tristes dias da perseguição. Na disputa pelo Império Romano achavam-se dois grandes chefes: Constantino Magno e Maxêncio, quando em 312, na histórica batalha na ponte Mílvia sobre o rio Tibre, em Roma, Constantino saiu vitorioso. Com o imperador Constantino, oficialmente cessou a perseguição contra a Igreja, pois ele atribuiu a sua vitória, à proteção do Deus dos cristãos.  Editou então, o famoso decreto de Milão que dava liberdade e proteção à Igreja.
O papa Melquíades passou a ser o papa da liberdade da Igreja, que saindo da opressão, ganhava respeito e prestígio. Melquíades reorganizou as sedes paroquiais em Roma, conseguiu a devolução dos bens e edifícios eclesiais que haviam sido confiscados durante a perseguição, iniciou a construção da Basílica Lateranense, a primeira igreja construída em Roma, chefe e mestra de todas as catedrais da Cristandade.

segunda-feira, 9 de dezembro de 2019

SÃO JOÃO (JUAN) DIEGO CUAUHTLATOATZIN – 1473/1548

SÃO JOÃO (JUAN) DIEGO CUAUHTLATOATZIN – 1473/1548

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Os registros oficiais narram que Juan Diego, para nós João Diego, nasceu em 1474 na calpulli, ou melhor, no bairro de Tlayacac ao norte da atual Cidade do México. Era um índio nativo, que antes de ser batizado tinha o nome de Cuauhtlatoatzin, traduzido como "águia que fala" ou "aquele que fala como águia".
Era um índio pobre, pertencia à mais baixa casta do Império Azteca, sem ser, entretanto, um escravo. Dedicava-se ao difícil trabalho no campo e à fabricação de esteiras.
Possuía um pedaço de terra, onde vivia feliz com a esposa, numa pequena casa, mas não tinha filhos. Atraído pela doutrina dos padres franciscanos que chegaram ao México em 1524, se converteu e foi batizado, junto como sua esposa. Receberam o nome cristão de João Diego e Maria Lúcia, respectivamente.
Era um homem dedicado, religioso, que sempre se retirava para as orações contemplativas e penitências. Costumava caminhar de sua vila à Cidade do México, a quatorze milhas de distância, para aprender a Palavra de Cristo. Andava descalço e vestia, nas manhãs frias, uma roupa de tecido grosso de fibra de cactos como um manto, chamado tilma ou ayate, como todos de sua classe social.

domingo, 8 de dezembro de 2019

IMACULADA CONCEIÇÃO DE MARIA

IMACULADA CONCEIÇÃO DE MARIA
Ano: A – Cor: Branco – Leituras: Gn 3,9-15.20; Sl 97 (98); Ef 1,3-6.11-12; Lc 1,26-38.

“ALEGRA-TE, CHEIA DE GRAÇA, O SENHOR ESTÁ CONTIGO”. (Lc 1,28).

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Diácono Milton Restivo

A festa da Imaculada Conceição, comemorada em 8 de dezembro, foi definida como uma festa universal em 28 de fevereiro de 1476 pelo Papa Sisto IV.
A Imaculada Conceição foi solenemente definida como dogma pelo Papa Pio IX em sua bula “Ineffabilis Deus” em 8 de Dezembro de 1854. Na Bula “Ineffabilis Deus”, o Papa diz: “Nós declaramos, decretamos e definimos que a doutrina segundo a qual, por uma graça e um especial privilégio de Deus Todo Poderoso e em virtude dos méritos de Jesus Cristo, salvador do gênero humano, a bem-aventurada Virgem Maria foi preservada de toda a mancha do pecado original no primeiro instante de sua conceição, foi revelada por Deus e deve, por conseguinte, ser crida firmemente e constantemente por todos os fiéis” (Tm, p. 305).

sábado, 7 de dezembro de 2019

A EXPECTATIVA DE MARIA.

A EXPECTATIVA DE MARIA.

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Durante nove meses a Santíssima Virgem Maria trouxe consigo, dentro de seu ventre, o Filho de Deus que se fazia homem. Durante nove meses a Santíssima Virgem Maria foi o sacrário vivo  da Majestade Infinita. O Filho de Deus se fez homem no seio da Virgem, e por isso, o Filho de Deus é também o Filho da Virgem Maria.
O Filho de Deus formou-se no seio de Maria como qualquer ser humano forma-se no seio de sua mãe. O Filho de Deus alimentou-se do sangue da Virgem Maria, formou sua carne no ventre de Maria e fez com que a Virgem tivesse as indisposições normais de uma gravides normal; pulou no ventre da Virgem como qualquer criança sadia pula no ventre de sua mãe, fez com que o corpo da Virgem sofresse as alterações normais do corpo de uma mulher quando está grávida: o ventre cresceu, as pernas, em determinados períodos se incharam , o andar da Virgem durante a gravides foi cuidadoso, a respiração ofegante, tendo sempre mal estar e precisando repousar com frequência, como qualquer mulher grávida.
Então nada foi diferente a gravides da Virgem com a gravides de qualquer mulher que espera seu filho. Durante nove meses a Virgem Maria viveu a expectativa do nascimento de seu Filho, que era também o Filho de Deus. Podemos imaginar os colóquios amorosos, as conversas carinhosas da Santíssima Virgem com o Tesouro que ela portava e trazia dentro de si.       

sexta-feira, 6 de dezembro de 2019

SÃO NICOLAU - (DE MIRA E DE BARI) - 250-326

SÃO NICOLAU - (DE MIRA E DE BARI) - 250-326

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Nicolau é também conhecido por São Nicolau de Mira e de Bari. Venerado, amado e muito querido por todos os cristãos do Ocidente e do Oriente. Sem dúvida alguma, é o santo mais popular da Igreja. Ele é padroeiro da Rússia, de Moscou, da Grécia, de Lorena, na França, de Mira, na Turquia, e de Bari, na Itália, das crianças, das moças solteiras, dos marinheiros, dos cativos e dos lojistas. Por tudo isso os dados de sua vida se misturam às tradições seculares do cristianismo. Filho de nobres, Nicolau nasceu na cidade de Patara, na Ásia Menor, na metade do século III, provavelmente no ano 250.
Foi consagrado bispo de Mira, atual Turquia, quando ainda era muito jovem e desenvolveu seu apostolado também na Palestina e no Egito. Mais tarde, durante as perseguições do imperador Diocleciano, foi aprisionado até a época em que foi decretado o Edito de Constantino, sendo finalmente libertado. Segundo alguns historiadores, o bispo Nicolau esteve presente no primeiro Concílio, em Nicéia, no ano 325. Foi venerado como santo ainda em vida, tal era a fama de taumaturgo que gozava entre o povo cristão da Ásia.
Morreu no dia 6 de dezembro de 326, em Mira. Imediatamente, o local da sepultura se tornou meta de intensa peregrinação. O seu culto se difundiu antes na Ásia, e o local do seu túmulo, fora da área central de Mira, se tornou meta de peregrinação.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2019

JESUS GOSTAVA DE FESTAS. ESTEVE NO CASAMENTO DE CANÁ.

JESUS GOSTAVA DE FESTAS. ESTEVE NO CASAMENTO DE CANÁ.

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Com sua presença no casamento de Caná da Galiléia (Jo 2,1-12), Jesus quer mostrar que está sempre presente nos grandes momentos de nossa vida. Ele compartilha conosco de nossas alegrias e realizações. Jesus se faz presente quando o nosso coração transborda de alegria e está em festa.
Jesus é um Deus de alegria, da alegria; gosta de ver as pessoas que ama alcançando a felicidade almejada, realizando seus desejos, suas aspirações, e, para dois jovens que se amam, qual seria o maior desejo, felicidade e aspiração senão de se unirem em matrimônio?         
Jesus foi convidado para aquele casamento. Não somente ele, mas também sua mãe, Maria, e seus discípulos também: “No terceiro dia houve um casamento em Caná da Galiléia e a mãe de Jesus estava lá. Jesus foi convidado para o casamento e os seus discípulos também.” (Jo 2,1-2).

quarta-feira, 4 de dezembro de 2019

SANTA BÁRBARA DE NICOMÉDIA - SÉCULO III

SANTA BÁRBARA DE NICOMÉDIA - SÉCULO III

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Filha de pais pagãos, Bárbara aprendeu a amar a Deus observando a natureza, o céu, o sol, as estrelas e todas as maravilhas da terra. Bárbara nasceu na Nicomédia, Bitínia, atual Turquia. Num lar pagão, desde pequena participava dos cultos e homenagens aos deuses.
A menina cresceu bela e inteligente e aprendeu os valores cristãos a ponto de apegar-se a eles com toda a força da alma. Assim, instruída no cristianismo às escondidas, recebeu o batismo. Mas chegou o dia em que seu pai tomou conhecimento disso. A princípio, tentou persuadi-la a voltar aos valores pagãos com argúcia e artimanhas. O tempo foi passando e nada de Bárbara render-se.

terça-feira, 3 de dezembro de 2019

“PORTANTO, O QUE DEUS UNIU, O HOMEM NÃO DEVE SEPARAR.” (Mt 19,4-6).

“PORTANTO, O QUE DEUS UNIU, O HOMEM NÃO DEVE SEPARAR.” (Mt 19,4-6).

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“Yahweh Deus  modelou, então, do solo, todas as feras selvagens e todas as aves do céu e as conduziu ao homem para ver como ele as chamaria: cada qual devia levar o nome que o homem lhe desse. O homem deu nome a todos os animais, às aves do céu e a todas as feras selvagens, mas, para o homem, não encontrou a auxiliar que lhe correspondesse.” (Gn 2,19-20).   
Interessante!!! Dentre todas as criaturas criadas, depois do homem, nenhuma se encaixou como “a auxiliar que lhe correspondesse.” “Iahweh Deus disse: “Não é bom que o homem esteja só. Vou fazer uma auxiliar que lhe corresponda.”... Então Iahweh Deus fez cair um torpor sobre o homem, e ele dormiu. Tomou uma de suas costelas e fez crescer carne em seu lugar. Depois, da costela que tirara do homem, Iahweh Deus  modelou uma mulher e a trouxe ao homem. Então o homem exclamou: “Esta sim, é osso de meus ossos e carne de minha carne! Ela se chamará ‘mulher’, porque foi tirada do homem.” Por isso o homem deixa seu pai e sua mãe, se une à sua mulher, e eles se tornam uma só carne.” (Gn 2, 18.21-24).

segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

SANTA BIBIANA OU VIVIANA - SÉCULO IV

SANTA BIBIANA OU VIVIANA - SÉCULO IV

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Na época em que Roma estava sob o poder o imperador Juliano, "o Apóstata", aconteceu um dos últimos surtos de perseguição fatal aos cristãos, entre 361 e 363. O tirano, que já tinha renegado seu batismo e abandonado a religião, passou a lutar pela extinção completa do cristianismo.
Começou substituindo todos os cristãos que ocupavam empregos civis por pagãos, tentando colocar os primeiros no esquecimento. Mas não parou por aí. Os mais populares e os mais perseverantes eram humilhados, torturados e, por fim, mortos.
No ano 363, a família de Bibiana foi executada na sua presença, porque não renunciou à fé cristã. Flaviano, seu pai, morreu com uma marca na testa que o identificava como escravo. Defrosa, sua mãe foi decapitada. Ela e a irmã Demétria, antes, foram levadas para a prisão.
A primeira a morrer foi Demétria, que perseverou na fé após severos suplícios na presença da irmã. Por último, foi o martírio de Bibiana, para a qual, conforme a antiga tradição, o governador local usou outra tática. Foi levada a um bordel de luxo para abandonar a religião ou ser prostituída.

domingo, 1 de dezembro de 2019

“O FILHO DO HOMEM VIRÁ NA HORA EM QUE VOCÊS MENOS ESPERAREM”. Mt 24,44.

PRIMEIRO DOMINGO DO ADVENTO
Ano – A; Cor – Roxo; Leituras: Is 2,1-5; Sl 121 (122); Rm 13,11-14; Mt 24,37-44.

“O FILHO DO HOMEM VIRÁ NA HORA EM QUE VOCÊS MENOS ESPERAREM”. Mt 24,44.

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Diácono Milton Restivo

Estamos começando um novo Ano Litúrgico, o Ano “A”, onde, nas celebrações dominicais, vai prevalecer o Evangelho segundo Mateus. O Ano Litúrgico não corresponde ao ano comercial, que começa no dia primeiro de janeiro e termina no dia 31 de dezembro. O Ano Litúrgico começa quatro domingos antes do Natal e a esse tempo chamamos “Advento”.  
O Advento (do latim Adventus: "chegada"), é o primeiro tempo do Ano Litúrgico, o qual antecede ao Natal. Para os cristãos, é um tempo de preparação e alegria, de expectativa, onde os fiéis, esperando o nascimento de Jesus Cristo, a sua primeira vinda, vivem o arrependimento e buscam promover a fraternidade e a paz.
Durante o Ano Litúrgico inteiro celebramos a vida de Cristo, desde a sua encarnação no seio da Virgem Maria, passando pelo seu nacimento, paixão, morte, ressurreição, até a sua ascensão e a vinda do Espírito Santo. Nunca é demais repetir que o Ano Litúrgico é o período de doze meses divididos em tempos litúrgicos, onde se celebram, como memorial, os mistérios de Cristo, assim como a memória dos Santos.
Este ano o Ano Litúrgico começa no dia 01 de dezembro e, com ele, o Tempo do Advento. Serão quatro semanas que servirão de preparação para o Natal.
A cor dos paramentos do altar e as vestes sacerdotais e diaconais é o roxo.
Apesar de a cor roxa ser usada no Advento e na Quaresma, em ambas as oportunidades não tem o mesmo significado. No Advento o roxo evoca expectativa, esperança e preparação para a primeira vinda de Jesus, no natal. Na Quaresma o roxo chama a atenção dos fiéis para a oração, jejum, abstinência e simboliza austeridade para a preparação para a Páscoa da Ressurreição.
Advento é, portanto, tempo de voltarmos-nos para o Deus que nos ama e que está bem perto de nós. Advento é tempo da fé nas coisas novas, no novo céu e nova terra onde habita a justiça e a paz. Advento é tempo de purificação, limpeza, busca da pureza e arrependimento, de opção por uma vida saudável em que deve sobrar espaço para a solidariedade, a verdade, a paz e a comunhão.
Advento é tempo da construção da esperança e da vida comunitária que rompem os nossos limites e entendimento. Advento é tempo de alegria, de festejar o amor de Deus por nós.
Com a intenção de fazer sensível esta preparação de espera, a liturgia suprime, durante o tempo do Advento, uma série de elementos festivos. Desta forma, nas Santas Missas já não reza o Glória. Limita-se a músicas com poucos instrumentos, os enfeites festivos deixam de ser exibidos, as vestes litúrgicas são de cor roxa, os enfeites normais da Igreja são mais sóbrios, etc.
Todas estas coisas são uma maneira de expressar que, enquanto dura nosso peregrinar, nos falta algo para que nosso gozo seja completo. E quem espera, é porque lhe falta algo. Quando o Senhor se fizer presente no meio do seu povo, haverá chegado a Igreja à sua festa completa, significada pela Solenidade do Natal.
No tempo do Advento sobressaem-se algumas figuras bíblicas de suma importância para a vinda e o nascimento de Jesus no nosso meio. O profeta Isaias é uma constante nesse tempo, considerando que nos tempos difíceis de exilo e escravidão do povo judeu na Babilônia, Isaias levava a consolação e transmitia a esperança.
Outra figura proeminente neste tempo é João Batista, o precursor do Messias, o último dos profetas e, segundo o próprio Jesus, "mais que um profeta", "o maior entre os que nasceram de mulher", o mensageiro que veio adiante do Messias a fim de lhe preparar o caminho, anunciando a sua vinda (Lc 7,26-28), pregando aos povos a conversão, pelo conhecimento da salvação e perdão dos pecados (Lc 1,76s). João Batista é o modelo dos que são consagrados a Deus e que, no mundo de hoje, são chamados a também serem profetas e profetisas do reino, vozes no deserto e caminho que sinaliza para o Senhor, permitindo, na própria vida, o crescimento de Jesus e a diminuição de si mesmo, levando, por sua vez, os homens a despertar do torpor do pecado.
Nos textos bíblicos do Advento a figura de José, esposo de Maria, é indispensável. José, o homem justo e humilde que aceita a missão de ser o pai adotivo de Jesus. Ao ser da descendência de Davi e pai legal de Jesus, José tem um lugar especial na encarnação do Filho de Deus, permitindo que se cumpra em Jesus o título messiânico de "Filho de Davi". José é justo por causa de sua fé, modelo de fé dos que querem entrar em diálogo e comunhão com Deus.
É claro, a figura de Maria é insubstituível, considerando que foi dela e por ela que nos veio a salvação na pessoa de Jesus “a Palavra se fez homem e habitou entre nós. E nós contemplamos a sua glória: glória do Filho único do Pai, cheio de amor e fidelidade”. (Jo 1,14); “Quando, porém, chegou a plenitude do tempo, Deus enviou o seu Filho. Ele nasceu de uma mulher...”. (Gl 4,4), e tudo isso aconteceu por meio da mulher escolhida por Deus desde o início dos tempos para ser a mãe do seu Filho que seria enviado para resgatar o gênero humano do pecado: Maria.
A primeira leitura desta celebração evoca o profeta Isaias que, apesar de ter nascido por volta do ano de 765 aC e de ter profetizado durante o período de 740 a 700 aC, Isaías é o profeta mais frequentemente citado no Novo Testamento. Foi profeta do Reino do Sul no mesmo período de Oséias, Amós e Miquéias. Isaías era da tribo de Judá e, de acordo com a tradição rabínica, era parente próximo de vários reis; era, portanto, membro da família real de Judá. Fazia parte da classe aristocrática e deve ter crescido no palácio do rei em Jerusalém.
Isaias foi um dos profetas que mais vislumbrou a vinda do Messias, profetizando que o Messias nasceria de uma virgem e seria chamado “Emanuel”, que quer dizer “Deus conosco”: “Pois saibam que Yahweh lhes dará um sinal: a virgem concebeu e dará à luz um filho, e o chamará por nome de Emanuel”. (Is 7,14; Mt 1,23), e esse menino teria “sobre o seu ombro o manto real, e ele se chama “Conselheiro Maravilhoso”, “Deus Forte”, “Pai para sempre”, “Príncipe da Paz”. Grande será ao seu domínio, e a paz não terá fim sobre o trono de Davi e seu reino, firmado e reforçado com o direito e a justiça desde agora e para sempre” (Is 9,5-6; Lc 2,14).
Isaias escreveu que “o povo que andava nas trevas viu uma grande luz, e uma luz brilhou para os que habitavam um país tenebroso” (Is 9,1; Jo 8,12), isto é, que o Messias viria da Galiléia, considerando que os judeus, pela sua prepotência, arrogância e discriminação em relação aos outros povos, consideravam a região ao norte, a Galiléia, como “um país tenebroso”. Profetizou a vinda de João Batista, o precursor do Messias, “a voz que clama no deserto” (Is 40,3; Mt 3,3; Jo 1,23). Disse que o Espírito de Deus iria repousar sobre o Messias: “Sobre ele pousará o Espírito de Yahweh: o espírito de sabedoria e inteligência, espírito de conselho e fortaleza, espírito de conhecimento e temor de Yahweh” (Is 11,2; Mt 3,16) e, nessa profecia, Isaias declina os dons do Espírito Santo: sabedoria, inteligência, conselho, fortaleza, conhecimento e temor de Yahweh, da qual Jesus estava pleno. Disse que além do Espírito de Yahweh estar sobre ele, Yahweh “o ungiu para dar a boa notícia aos pobres, para curar os corações feridos, para proclamar a libertação dos escravos e pôr em liberdade os prisioneiros, para promulgar o ano da graça de Yahweh”, texto com o qual Jesus iniciou a sua pregação e o programa de sua atividade na sinagoga de Nazaré (Is 61,1-2; Lc 4,18-19; 7,22). Isaias disse que o Messias abriria os olhos dos cegos e os ouvidos dos surdos e curaria os coxos e os mudos: “Então, os olhos dos cegos vão se abrir, e se abrirão também os ouvidos dos surdos; os aleijados saltarão como cervo, e a língua do mudo cantará, porque jorrarão águas no deserto e rios na terra seca”.  (Is 35,5-6; Mt 11,5; Lc 7,22). Que o Messias seria ferido pelas nossas transgressões: “Mas ele estava sendo transpassado por causa de nossas revoltas, esmagado por nossos crimes. Caiu sobre ele o castigo que nos deixaria quites; e por suas feridas é que veio a cura para nós.” (Is 53,5; 2Cor 5,21; Rm 4,25; Gl 3,13). Disse que o Messias não responderia aos seus acusadores, ficando de boca fechada: “Foi oprimido e humilhado, mas não abriu a boca; tal como cordeiro ele foi levado para o matadouro; como ovelha muda diante do tosquiador, ele não abriu a boca.” (Is 53,7; Mt 26,63; 1Pd 2,23; At 8,32-33; Jo 1,29); seria cuspido, esbofeteado, chicoteado e teria as barbas arrancadas: “Apresentei as costas para aqueles que me queriam bater e ofereci o queixo aos que me queriam arrancar a barba, e nem escondi o meu rosto dos insultos e escarros”  (Is 50,6; Mt 26,67; 27,30); que o despojo do Messias, a sua túnica, seria repartido entre os seus algozes: “Por isso eu lhe darei multidões como propriedade, e com os poderosos repartirá o despojo; porque entregou o seu pescoço à morte e foi contado entre os pecadores...” (Is 53,12; Mc 15,24); que o Messias iria interceder por seus algozes: “... ele carregou os pecados de muitos e intercedeu pelos pecadores” (Is 53,12b) – “Pai, perdoa-lhes, eles não sabem o que estão fazendo” (Lc 23,34); que o Messias seria penalizado junto com transgressores e intercedeu por um seu companheiro de desdita e pelos seus algozes  (Is 53,12; Mt 27,38; Mc 15,28; Lc 22,37; 23,34; 23,40-43); que o Messias seria rejeitado e ferido por nossas iniquidades: “Desprezado e rejeitado pelos homens, homem do sofrimento e experimentado na dor; como indivíduo de quem a gente esconde o rosto, ele era desprezado e nem tomamos conhecimento dele. Todavia, eram as nossas doenças que ele carregava, eram as nossas dores que ele levava em suas costas. E nós achávamos que ele era um homem castigado, um homem ferido por Deus e humilhado. Mas ele estava sendo transpassado por causa de nossas revoltas, esmagado por nossos crimes. Caiu sobre ele o castigo que nos deixaria quites; e por suas feridas é que veio a cura para nós” (Is 53,3-5; Mt 8,17), e que um rico o sepultaria: “A sepultura dele foi colocada junto com os ímpios, e seu túmulo  junto com o dos ricos, embora nunca tivesse cometido injustiça, e nunca a mentira estivesse em sua boca” (Is 53,9; Mt 27,57.60; 1Pd 2,22).
Na leitura de Isaias desta celebração é narrada uma visão do profeta sobre Judá e Jerusalém sobre uma profecia de juízo contendo um relance de restauração.
Na oportunidade em que Isaias escreveu essa visão o povo judeu estava prestes a ser dominado por povos estrangeiros e Isaias prenuncia os “últimos tempos”, tentando transmitir consolo a uma nação à margem da derrocada a que estava suas terras e sua gente e prestes de perder suas origens, sua religião e sua auto estima.
A situação que o povo vivia quando este oráculo foi escrito era bem sombria. Após a invasão do país do norte, Israel, pela Assíria, Judá, o pequeno reino do sul ficou muito vulnerável. Não bastasse isso, havia injustiças, arbitrariedade dos juízes, corrupção das autoridades, cobiça dos grandes proprietários, opressão dos governantes, além de uma atividade religiosa intensa, mas vazia no que dizia respeito à santidade e espiritualidade; as autoridades religiosas haviam se distanciado da sua verdadeira missão: manter o povo unido para não se afastar de Yahweh. 
As profecias sobre os dias finais ou “últimos tempos” narradas por Isaias contém sempre um relance da restauração. A visão de Isaías dos “últimos tempos” não é um sonho nem uma utopia, mas uma profecia relativa a um tempo em que Deus reinará sobre a terra. Diante dos sofrimentos e desilusões de um povo desnorteado, Isaias faz um convite reconfortante e que tem por objetivo fazer com que aquele povo retorne para o seu Deus e volte a cumprir os seus preceitos: “Venham, vamos subir à montanha de Yahweh, vamos ao Templo do Deus de Jacó, para que ele nos mostre seus caminhos, e possamos caminhar em suas veredas” (Is 2,3). A partir do momento em que todas as nações passarem a entender que Yahweh é o único e verdadeiro Deus, os instrumentos de destruição e guerra serão transformados em instrumentos de paz e que produzem vida: “Ele julgará as nações e será o árbitro de povos numerosos. De suas espadas eles fabricarão enxadas, e de suas lanças farão foices. Nenhuma nação pegará em armas contra a outra, e ninguém mais vai se treinar para a guerra” (Is 2,4). Finalmente, Isaias faz um apelo e um convite vigoroso: “Venha, casa de Jacó, vamos caminhar à luz de Yahweh” (Is 2,3-5).
O Salmo responsorial faz o mesmo convite para que todos se dirijam para a casa de Yahweh: “Alegrei-me quando me disseram: ‘Vamos à casa de Yahweh! ’ [...] para celebrar o nome de Yahweh. [...] Pela casa de Yahweh nosso Deus, desejo todo bem a você” (Sl 122,(121) 1.4c.9).
No Evangelho, no primeiro domingo do Ano Litúrgico, acontece um paradoxo: ao invés de começar o ano com uma mensagem confortadora, Jesus fala da vinda do Filho do Homem, isto é, do fim do mundo. Muitos exegetas bíblicos, isto é, estudiosos que interpretam as passagens bíblicas, atribuem essa passagem como se Jesus estivesse falando da destruição de Jerusalém, que aconteceria cerca de quarenta anos depois de sua morte, mas, vamos trazê-la para os nossos dias. Jesus começa dizendo que “a vinda do Filho do Homem será como no tempo de Noé” (Mt 24,37).
Como foi no tempo de Noé? Vamos refrescar a nossa memória e voltar ao livro do Gênesis: “Yahweh viu que a maldade do homem crescia na terra e que todo projeto do coração humano era sempre mau. Então Yahweh se arrependeu de ter feito o homem sobre a terra, e o seu coração ficou magoado. E Yahweh disse: ‘Vou exterminar da face da terra os homens que criei, e junto também os animais, os répteis e as aves do céu, porque me arrependo de os ter feito’” (Gn 6,5-7).
Como vemos, nos dias de Noé os homens estavam corrompidos pelo pecado. Havia sinais de decadência do mundo, sinais de queda moral, sinais de profanação das coisas sagradas.
Os valores éticos, morais e religiosos estavam invertidos e o materialismo e o individualismo haviam invadido a vida das pessoas de uma forma grande e devastadora. Seria diferente nos nossos dias? Os impulsos da carne dominavam a humanidade no tempo de Noé, e Paulo Apóstolo bem define isso: “São bem conhecidas as obras da carne: fornicação, libertinagem, devassidão, idolatria, feitiçaria, inimizades, contendas, ciúmes, iras, intrigas, discórdias, facções, invejas, bebedeiras, orgias e coisas semelhantes a essas. Eu previno vocês, aliás, já o fiz: os que praticam essas coisas não herdarão o Reino de Deus” (Gl 5,19-21). Acontecia tudo isso no tempo de Noé. A corrupção, o vício, a perversão, o suborno, a sedução haviam tornado podres a moral, a ética e a religião dos homens.
E Jesus continua dizendo no Evangelho: “Pois nos dias antes do dilúvio, todos comiam e bebiam, casavam-se e davam-se em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca. E eles nada perceberam até que veio o dilúvio e arrastou a todos” (Mt 24,38-39).
Repito: os nossos tempos estão diferentes? O homem de hoje, de uma maneira geral, perdeu o sentido da espiritualidade e da busca dos verdadeiros valores morais, éticos e religiosos e, desnorteados, buscam igrejas que são coniventes com o seu modo de vida, com as suas inclinações e que justifiquem os seus desmandos. Escolhem igrejas como se fossem escolher um cardápio, como se fossem restaurantes, e buscam se saciar com o prato do dia que resolve o seu problema momentaneamente. Se o cardápio daquela igreja não lhe satisfaz, buscam outras, e outras, e outras... O importante é ter um cardápio que o satisfaça de imediato, um cardápio descompromissado com a vida e com os irmãos e que vá de encontro com o culto da satisfação pessoal. Buscam igrejas como se fossem um supermercado, onde se escolhe, nas gôndolas, o artigo que mais lhe apetece e que vai de encontro com as suas necessidades momentâneas. O Evangelho da Cruz foi excluído do cardápio dessas igrejas-restaurantes e das gôndolas dessas igrejas-supermercados. E assim o homem se preocupa apenas com as coisas desta vida e se sente bem com a vida que leva, sem ter Deus no comando.
Nos dias de hoje muitos valores da família estão ignorados, os valores conjugais perdidos, os valores espirituais esquecidos, os valores sexuais deturpados, a permissividade tem aumentado em nosso meio, o adultério acontece, mas não é levado a sério. Os filhos não respeitam os pais, os alunos não respeitam os professores. As pessoas têm perdido o sentido de serem honestas e estão sempre querendo levar vantagem em tudo, enganando-se e buscando enganar a todo mundo.
Entre tantos outros valores perdidos a cada dia que passa, seriam diferentes os nossos tempos aos tempos de Noé? E, com isso, o homem perde o senso da fraternidade, do amor, da partilha, da família e do perdão. Multiplica-se a iniquidade e, a respeito disso, Jesus alerta: “A maldade se espalhará tanto, que o amor de muitos se esfriará” (Mt 24,12).
A grande questão de tantas pessoas estarem sucumbindo na fé, naufragando na vida espiritual e não tendo comunhão verdadeira com Deus, é justamente por não estarem ligadas a Deus, estarem desatentas para as coisas do Reino de Deus, e o mundo e a carne cada vez mais se aproveitam disso: “Portanto, se o nosso Evangelho continua obscuro para aqueles que se perdem, para os incrédulos, cuja inteligência o deus deste mundo obscureceu a fim de que não vejam brilhar a luz do Evangelho da glória de Cristo, de Cristo que é a imagem de Deus” (2Cor 4,3-4).
Os homens se preocupam em satisfazer os seus apetites e seus interesses primários como relacionamentos extraconjugais, o prazer pelo prazer, o seu materialismo, uma vida independente de Deus, e isso traz consequências sérias e danosas a ponto de Jesus comparar o fim dos tempos com o tempo de Noé. Jesus prevê uma separação inevitável: “Dois homens estarão trabalhando no campo: um será levado e o outro será deixado. Duas mulheres estarão moendo no moinho: uma será levada e a outra será deixada” (Mt 24,40-41). Um será aceito, o outro será deixado para trás. Mais para a frente, no mesmo Evangelho de Mateus, Jesus retomará essa afirmativa: “Quando o Filho do Homem vier na sua glória, acompanhado de todos os anjos, então se assentará no seu trono glorioso. Todos os povos da terra serão reunidos diante dele, e ele separará uns dos outros, assim como o pastor separa as ovelhas dos cabritos” (Mt 25,31-32). Somos ovelhas ou cabritos?
E essa separação não vai ser por grau de parentesco, nem pela posição social, nem pela amizade que se tem, nem pela igreja que se se frequenta.
Esta separação será feita pela fé acompanhada pelas obras em favor dos pequeninos, a que Jesus chama de irmãos: “Venham vocês, que são abençoados por meu Pai. Recebam como herança o Reino que meu Pai lhes preparou desde a criação do mundo. Pois eu estava com fome, e vocês me deram de comer; eu estava com sede, e me deram de beber; eu era estrangeiro, e me receberam em sua casa, eu estava sem roupa, e me vestiram; eu estava doente, e cuidaram de mim; eu estava na prisão, e vocês foram me visitar. [...] Eu garanto a vocês: todas as vezes que vocês fizeram isso a um dos menores de meus irmãos, foi a mim que o fizeram” (Mt 25,34-36.40). A esses, Jesus “vai enxugar toda lágrima dos olhos deles, pois nunca mais haverá morte, nem luto, nem grito de dor. Sim! As coisas antigas desapareceram” (Apo 21,4).
Os que não praticaram essas obras de caridade e nem a justiça, serão colocados à esquerda do Rei, “e o Rei dirá aos que estiverem à sua esquerda: ‘afastem-se de mim, malditos. Vão para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos’. [...] Eu garanto a vocês: todas as vezes que vocês não fizeram isso a um desses pequeninos, foi a mim que não o fizeram. Portanto, estes irão para o castigo eterno, enquanto os justos irão para a vida eterna” (Mt 25,41-46). A esses assim se dirige o livro do Apocalipse: “quanto aos covardes, infiéis, corruptos, assassinos, imorais, feiticeiros, idólatras, e todos os mentirosos, o lugar deles é o lago ardente de fogo e enxofre, que é a segunda morte”. (Apo 21,8). Em vista de tudo isso, Jesus alerta a todos: Por isso, fiquem preparados! Porque, na hora em que menos vocês pensarem, o Filho do Homem virá” (24,44).
No final dessa sua explanação, Jesus deixa claras três recomendações fundamentais aos seus discípulos e a nós.
Primeira: “fiquem atentos”; não durmam, estejam sempre de prontidão “porque vocês não sabem em que dia virá o Senhor de vocês” (Mt 24,42).
Segunda: vigiar: “se o dono da casa soubesse a que horas viria o ladrão, certamente ficaria vigiando...” (Mt 24,43). A sentinela, no seu posto de guarda, jamais pode encostar o corpo ou cochilar, porque o inimigo está esperando exatamente esse sinal de fraqueza para atacar e o ladrão para adentrar à casa.
Terceira: “estejam preparados”. Estar preparado para não ser pego de surpresa e ter munição suficiente para rechaçar o ataque do inimigo, e essa munição é a fé, as obras, a perseverança e o testemunho de uma vida verdadeiramente adequada ao modelo de Jesus.
Neste primeiro domingo do novo Ano Litúrgico Jesus nos adverte e nos chama ao arrependimento, a continuarmos firmes na fé, a despertarmos para a vida espiritual, a vivermos a plenitude do Evangelho e a nos enchermos do Espírito Santo.

sábado, 30 de novembro de 2019

SANTO ANDRÉ APÓSTOLO, O "PESCADOR DE HOMENS”.

SANTO ANDRÉ APÓSTOLO, O "PESCADOR DE HOMENS”.

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Apóstolo de Jesus Cristo nascido em Betsaida da Galiléia, também conhecido como o Afável foi escolhido para ser um dos Doze, e nas várias listas dos Apóstolos dadas no Novo Testamento é sempre citado entre os quatro primeiros junto com Pedro, João e Tiago, sendo seu nome mencionado explicitamente três vezes: por ocasião do discurso escatológico de Jesus (Mc 13,3), na primeira multiplicação dos pães e dos peixes (Jo 6,8) e quando, juntamente com Filipe, apresenta a Jesus alguns gentios (Jo 12,22).
Também pescador em Cafarnaum, foi o primeiro a receber de Cristo o título de Pescador de Homens e tornou-se o primeiro a recrutar novos discípulos para o Mestre.

ADVENTO: OITO FORMAS PARA VIVER BEM ESTE TEMPO LITÚRGICO

ADVENTO: OITO FORMAS PARA VIVER BEM ESTE TEMPO LITÚRGICO

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Faltando pouco tempo para celebrar o Natal, com as decorações e a compra de presentes, pode ser difícil, especialmente com as crianças, manter o Advento como um tempo sagrado de preparação, e é possível que, quando chegue o dia litúrgico do Natal, já estejamos esgotados por causa do barulho, das luzes e do materialismo da cultura moderna.
Como acalmar o coração e centrá-lo no verdadeiro significado deste tempo litúrgico, sem renunciar à alegria da autêntica preparação? Este é um momento de expectativa que deveria ser sagrado e festivo. Isso é possível?
Apresentamos algumas ideias simples para viver bem o Advento em família.

sexta-feira, 29 de novembro de 2019

SÃO SATURNINO DE TOULOUSE – SÉCULO III

SÃO SATURNINO DE TOULOUSE – SÉCULO III

           
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De origem grega, são Saturnino é uma das devoções mais populares na França e na Espanha.
A confirmação de sua vida emergiu junto com a descoberta de importantes escritos do cristianismo produzidos entre os anos 430 e 450.
Conhecidos como a "Paixão de Saturnino", trouxeram dados enriquecedores sobre a primitiva Igreja de Cristo na Gália, futura França. Esses documentos apontam Saturnino como primeiro bispo de Toulouse nos anos 250, sob o consulado de Décio.
Era uma época em que a Igreja, naquela região, contava com poucas comunidades cristãs. Estava desorganizada desde 177, com o grande massacre dos mártires de Lyon. O número de fiéis diminuía sempre mais, enquanto nos dos templos pagãos as filas para prestar sacrifícios aos deuses parecia aumentar.

quinta-feira, 28 de novembro de 2019

PADRE DONIZETTI DE TAMBAÚ – AGORA BEATO VEJA A TRAJETÓRIA E SETE CURIOSIDADES SOBRE A VIDA DE DONIZETTI TAVARES DE LIMA

PADRE DONIZETTI DE TAMBAÚ – AGORA BEATO
VEJA A TRAJETÓRIA E SETE CURIOSIDADES SOBRE A VIDA DE DONIZETTI TAVARES DE LIMA

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Padre que ficou conhecido em Tambaú (SP) é lembrado como uma pessoa séria, mas muito acolhedora. Padre Donizetti foi um dos 16 filhos da professora Francisca e do advogado Tristão, o padre Donizetti Tavares de Lima nasceu em Cássia (MG) e ficou conhecido por sua trajetória cercada de relatos milagrosos em Tambaú (SP). Dos corações devotos de quem o conheceu, ele é lembrado como uma pessoa séria, mas muito acolhedora.
O sacerdote foi beatificado pela Igreja Católica no sábado, dia 23 de novembro de 2019.
Nascido em 1882, veja abaixo como foi a vida de Donizetti, sua relação com Nossa Senhora Aparecida, a perseguição e ameaças que sofreu por ser considerado comunista, os relatos de quem conviveu com o padre, as músicas em sua homenagem e a última benção, que foi gravada e todos os domingos é ouvida pelos fiéis que vão até Tambaú.

quarta-feira, 27 de novembro de 2019

NOSSA SENHORA DAS GRAÇAS

NOSSA SENHORA DAS GRAÇAS

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Nossa Senhora da Medalha Milagrosa é uma invocação especial pela qual é conhecida a Virgem Maria, também invocada com a mesma intenção sob o nome de Nossa Senhora das Graças e Nossa Senhora Medianeira de Todas as Graças.
Precede as aparições em La Salette, Lourdes e Fátima. Esta invocação está relacionada a duas aparições da Virgem a Santa Catarina Labouré, então uma noviça das Irmãs da  Caridade em Paris, França, no Século XIX.
A primeira aparição aconteceu na noite da festa de São Vicente de Paulo no dia 19 de julho, quando a Madre Superiora de Catarina pregou às noviças sobre as virtudes de seu santo fundador, dando a cada uma um fragmento de sua sobrepeliz.
Catarina então orou devotamente ao santo patrono para que ela pudesse ver com seus próprios olhos a Mãe de Deus, e convenceu-se de que seria atendida naquela mesma noite.

terça-feira, 26 de novembro de 2019

BEATO TIAGO ALBERIONE – O PAI DA FAMÍLIA PAULINA

BEATO TIAGO ALBERIONE – O PAI DA FAMÍLIA PAULINA

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Na noite da passagem do século, 31 de dezembro de 1900 para 1o de janeiro de 1901, o jovem seminarista permanece quatro horas em oração na catedral de Alba (Itália).
Uma luz vem do Tabernáculo e o envolve. - "Fazer alguma coisa por Deus e pelas pessoas do novo século, com as quais conviveria!" Sente fortemente o convite e o apelo de Deus.
O mundo passava por profundas mudanças sociais e tecnológicas, era necessário utilizar as novas descobertas, as novas forças do progresso para fazer o bem, para evangelizar.
O jovem seminarista, com apenas dezesseis anos, era Tiago Alberione, futuro fundador da Família Paulina, que nunca deixou que essa chama luminosa se apagasse em sua vida.
Alberione nasceu em 4 de abril de 1884, em São Lourenço de Fossano, norte da Itália, de uma família de camponeses simples e laboriosos. Vinte quatro horas após o nascimento, foi batizado e recebeu o nome de "Tiago". Buscando melhores terras para a lavoura, a família Alberione mudou para a cidade de Cherasco, onde Tiago passou sua infância e adolescência.

segunda-feira, 25 de novembro de 2019

SANTA CATARINA DE ALEXANDRIA – SÉCULO III-IV

SANTA CATARINA DE ALEXANDRIA – SÉCULO III-IV


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O século III talvez tenha sido o mais trágico palco em que se desenrolou o drama da perseguição e extermínio de cristãos. O vilão desse drama era o imperador romano, tirano, cruel e violento. Defender o cristianismo, naqueles tempos, era atrair para si a ira dos poderosos, no mínimo a prisão e o trabalho escravo, quando não o exílio e, quase sempre, a morte.
E assim, como o Povo de Deus nunca temeu sacrificar-se em nome da fé em seu Redentor, foi um tempo em que floresceram milhares de mártires.
Figuras da maior relevância pela inteligência, cultura e santidade perderam a vida em defesa de sua fé cristã, combatendo a ignorância pagã, instrumento de domínio dos mandantes.
Uma delas foi Catarina de Alexandria.

domingo, 24 de novembro de 2019

NOSSO SENHOR JESUS CRISTO, REI DO UNIVERSO.

NOSSO SENHOR JESUS CRISTO, REI DO UNIVERSO.
Ano: C; Cor: branco; Leituras: 2Sm 5,1-3; Sl 121 (122); Cl 1,12-20; Lc 23,35-43.

“SE ÉS O REI DOS JUDEUS, SALVA-TE A TI MESMO”. (Lc 23,37).

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Diácono Milton Restivo

Chegamos ao último domingo do Tempo Comum e que também é o último domingo do Ano Litúrgico “C”, onde lemos e meditamos todo o Evangelho escrito por Lucas.
No próximo domingo, dia 01 de dezembro, começaremos o Tempo do Advento, que é o período onde nos prepararemos para o Natal do Senhor e também será o primeiro dia do novo Ano Litúrgico, desta feita o ano “A”, que voltar-se-á para o Evangelho escrito por Mateus.
Como vimos nas nossas meditações anteriores, a partir do Evangelho de Lucas 9,51, Jesus “tomou a firme decisão de partir para Jerusalém”, porque “estava chegando o tempo de Jesus ser levado para o céu”. Finalmente, para Jesus, chegou o momento para justificar o porque “a Palavra se fez homem e veio habitar entre nós” (Jo 1,14a) e realizar o término de sua jornada para Jerusalém e entre os homens.
Neste último domingo do Ano Litúrgico a Igreja convida a todos os fiéis a concentrar a mente e o coração no fundamento da nossa fé: Jesus Cristo, o Senhor, e “para que, ao nome de Jesus, se dobre todo joelho no céu, na terra e sob a terra; e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor para a glória de Deus Pai”. (Fl 2,10-11).

sábado, 23 de novembro de 2019

MILAGRES DO PADRE DONIZETTI CONHEÇA A CURA RECONHECIDA PELA IGREJA E OUTROS DOIS RELATOS DE FIÉIS

MILAGRES DO PADRE DONIZETTI
CONHEÇA A CURA RECONHECIDA PELA IGREJA E OUTROS DOIS RELATOS DE FIÉIS

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Cura do pé torto congênito bilateral de Bruno Henrique Arruda de Oliveira, de 13 anos, foi a responsável pela beatificação após passar por 5 etapas: 'Eu me sinto especial, já nasci devoto'.
A principal exigência para o decreto de beatificação de um religioso é a constatação de um milagre. No caso de padre Donizetti, que viveu em Tambaú (SP), a cura do pé torto congênito bilateral em um bebê de Casa Branca (SP) foi o que passou por todos os requisitos e serviu como base para a fase do processo.
Contudo, esse é apenas um dos inúmeros relatos de curas associadas à intercessão do beato. Muitas delas foram até registradas em cartórios na época em que o padre estava vivo. 

“DOU-VOS UM NOVO MANDAMENTO: QUE VOS AMEIS UNS AOS OUTROS...” (Jo 13,34-35).

“DOU-VOS UM NOVO MANDAMENTO: QUE VOS AMEIS UNS AOS OUTROS...” (Jo 13,34-35).

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Desde toda a eternidade Deus amou o homem. Amou-o tanto que fez o homem à sua imagem e semelhança: “Deus criou o homem à sua imagem, à imagem de Deus ele o criou, homem e mulher, ele os criou.” (Gn 1,27).
O Senhor criou o homem num estado de graça tão imenso que o homem, enquanto permaneceu no paraíso terrestre, viveu a própria vida de Deus, ou seja, a vida da felicidade total, da felicidade plena, e para que isso permanecesse, o Senhor impôs ao homem e à mulher uma condição: “Tomou, pois, o Senhor Deus ,o homem, e colocou-o no paraíso de delícias, para que o cultivasse e o guardasse.  E deu-lhe este preceito, dizendo: “Come de todas as árvores do paraíso, mas não comas da árvore  do bem e do mal; porque, em qualquer dia em que comeres dele, morrerás indubitavelmente.”  (Gn 2,15-17).
Mas, o homem não soube se manter nesse estado de vida. Preferiu seguir a sua própria vida, as suas próprias idéias, os seus próprios impulsos, os seus próprios caprichos e cometeu o pecado da desobediência, da soberba, tentando se igualar ao seu Criador, conforme nos narra o primeiro livro das Sagradas Escrituras: “Mas a serpente era o mais astuto de todos os animais da terra que o Senhor Deus fizera. E ela disse à mulher: “Porque vos mandou Deus que não comêsseis de toda a árvore do paraíso?” Respondeu-lhe a mulher: “Nós comemos do fruto das árvores que estão no paraíso. Mas do fruto da árvore, que está no meio do paraíso, Deus nos mandou que não comêssemos e nem a tocássemos,. não suceda que morramos.” Porém, a serpente disse à mulher: “Vós de nenhum modo morrereis. Mas Deus sabe que, em qualquer dia que comerdes dele, se abrirão os vossos olhos, e sereis como deuses, conhecendo o bem e o mal.” Viu, pois, a mulher que o fruto da árvore era bom para comer, e formoso aos olhos, e de aspecto agradável; e tirou do fruto dela e comeu; e deu a seu marido que também comeu.” (Gn 3,1-6).

sexta-feira, 22 de novembro de 2019

“PERDOAR NÃO SETE, MAS SETENTA VEZES SETE..." (Mt 18,22).

“PERDOAR NÃO SETE, MAS SETENTA VEZES SETE..." (Mt 18,22).   

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Havia, entre os judeus do tempo de Jesus, um conceito de que o ofendido deveria perdoar o ofensor no máximo até sete vezes, talvez apoiados numa passagem do Antigo Testamento que diz:  “É que Caim é vingado sete vezes, mas Lamec, setenta e sete vezes.” (Gn 4,24).
Talvez, apoiado nesse conceito, Pedro aproxima-se de Jesus e pergunta-lhe: “Senhor, quantas vezes devo perdoar ao irmão que pecar contra mim? Até sete vezes? (Mt 18,21). Jesus, na sua sabedoria infinita, talvez tenha achado graça da inocência e singeleza de Pedro no que diz respeito cumprir a lei escrita e, como sempre fez, não perde a oportunidade de evangelizar e demonstrar que a misericórdia de Deus é infinita vez maior que qualquer conceito humano no que diz respeito ao perdão, e responde: “Não te digo até sete vezes mas até setenta vezes sete.” (Mt 18,22).

quinta-feira, 21 de novembro de 2019

APRESENTAÇÃO DE NOSSA SENHORA NO TEMPLO

APRESENTAÇÃO DE NOSSA SENHORA NO TEMPLO

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A Memória que a Igreja celebra hoje não encontra fundamentos explícitos nos Evangelhos Canônicos, mas algumas pistas no chamado Proto-evangelho de Tiago, Livro de Tiago, ou ainda, História do nascimento de Maria.
A validade do acontecimento que lembramos possui real alicerce na Tradição que a liga à Dedicação da Igreja de Santa Maria Nova, construída em 534, perto do templo de Jerusalém.
Os manuscritos não canônicos, contam que Joaquim e Ana, por muito tempo não tinham filhos, até que nasceu Maria, cuja infância se dedicou totalmente, e livremente a Deus, impelida pelo Espírito Santo desde sua concepção imaculada.

quarta-feira, 20 de novembro de 2019

“O AMOR É PACIENTE” (1Cor 13,4).

“O AMOR É PACIENTE” (1Cor 13,4).

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Desde toda a eternidade Deus amou o homem. Amou-o tanto que fez o homem à sua imagem e semelhança: “Deus criou o homem à sua imagem, à imagem de Deus ele o criou, homem e mulher, ele os criou.” (Gn 1,27).
O Senhor criou o homem num estado de graça tão imenso que o homem, enquanto permaneceu no paraíso terrestre, viveu a própria vida de Deus, ou seja, a vida da felicidade total, da felicidade plena, e para que isso permanecesse, o Senhor impôs ao homem e à mulher uma condição: “Tomou, pois, o Senhor Deus ,o homem, e colocou-o no paraíso de delícias, para que o cultivasse e o guardasse.  E deu-lhe este preceito, dizendo: “Come de todas as árvores do paraíso, mas não comas da árvore  do bem e do mal; porque, em qualquer dia em que comeres dele, morrerás indubitavelmente.”  (Gn 2,15-17).

terça-feira, 19 de novembro de 2019

SÃO RAFAEL DE SÃO JOSÉ - "JOSÉ KALINOWSKI" - 1835-1907

SÃO RAFAEL DE SÃO JOSÉ - "JOSÉ KALINOWSKI" - 1835-1907

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Nascido no dia 1o de setembro de 1835, em Vilna, capital da Lituânia, São Rafael de São José era filho do casal André e Josefina, ambos de famílias nobres.
Foi batizado com o nome de José e educado pelos pais dentro da religião cristã. Aos oito anos, ingressou no Instituto para os Nobres, da sua cidade natal, onde seu pai era professor e diretor.
Na juventude, pensando em cursar estudos superiores, o pai sugeriu-lhe que freqüentasse a universidade de agronomia, mas ele preferiu estudar engenharia civil.
Em 1852, foi para a Rússia, onde ficou durante dois anos, mas não conseguiu vaga na Universidade de Petersburgo, Então, matriculou-se na Escola Militar de Engenharia.
A sua fé durante a vida juvenil decorreu à sombra do Santuário de Nossa Senhora do Carmo. Era um aluno brilhante, mas estudando perdeu a fé.
Em 1855, terminado o curso básico, foi admitido para a Academia Militar Superior. Seus dotes morais e sua inteligência realmente eram muito evidenciados
Atingiu altos postos na carreira militar, apesar de que não era essa vida que pretendia, mas a Providência Divina o guiava nessa direção.

segunda-feira, 18 de novembro de 2019

BEM-AVENTURADA SALOMÉ DE CRACÓVIA (1211-1268)

BEM-AVENTURADA SALOMÉ DE CRACÓVIA (1211-1268)

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Há alguns erros históricos ai. O marido de Salomé de Cracóvia, Koloman, não era o rei da Hungria na época da invasão mongólica, em 1241/1242.
O rei era Béla IV (reinou de 1235 a 1270), irmão de Koloman e cunhado de Salomé. Koloman era príncipe da Galícia entre 1216 a 1219 e a partir de 1226 duque da Eslavônia, uma região no leste da Croácia (na época a Croácia era parte do reino da Hungria).
E o enfrentamento em que Koloman veio a falecer (na verdade faleceu alguns dias após em decorrência das feridas da batalha), a batalha de Mohi, também conhecida como a batalha do rio Sajo (leia-se Xaio, pois no húngaro a partícula s tem valor de x e o j tem valor de i, assim como em outros idiomas europeus como o polonês, o alemão, o holandês, o dinamarquês e o norueguês), aconteceu em 1241 e não em 1255.

sexta-feira, 15 de novembro de 2019

SANTO ALBERTO MAGNO - +1280

SANTO ALBERTO MAGNO - +1280

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Um ser pleno de virtudes, ciência, sabedoria e fé inabalável, grandioso em todos os sentidos. Frei dominicano, pregador eloquente, magistral professor das ciências naturais e das doutrinas da fé, escritor, fundador, bispo e, finalmente, doutor da Igreja. Sim, essas qualificações pertencem a santo Alberto Magno, um dos mais importantes da Igreja e da humanidade.
O grande filósofo e teólogo que dedicou sua vida na busca incansável do encontro da ciência com a fé, e que se destacou, principalmente, pela humildade e caridade. Escreveu mais de vinte e duas obras sobre teologia e ciências naturais - como a filosofia, a química, a física, e a botânica -, além de inúmeros tratados sobre as artes práticas - como tecelagem, navegação, agricultura. Foi, sobretudo, um profundo observador e amante da natureza.