quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

FIM DOS TEMPOS.

12 DE DEZEMBRO
FIM DOS TEMPOS.


            “Porque eis que vem o dia, que queima como forno. Todos os arrogantes e todos aqueles que praticam a iniquidade serão como palha; o Dia que vem os queimará - disse Iahweh dos Exércitos - de modo que não lhes restará nem raiz nem ramo.” (Ml 3,19).
            Em todos os tempos o Senhor Nosso Deus sempre se preocupou em chamar a atenção de todos os homens, dizendo que, tudo o que foi criado, um dia terá um fim e nada do que existe nesta terra é eterno, com exceção do amor do Senhor.
            Quem é assíduo na leitura das Sagradas Escrituras e, em particular, dos Santos Evangelhos, nota que o Senhor Jesus não perde oportunidade de chamar a atenção de seus ouvintes e seguidores para o fim dos tempos.
            Na iminência desse fim último, Amós admoestava: “Por isso, assim disse Iahweh, Deus dos Exércitos, o Senhor: “Em todas as praças haverá lamentação e em todas as ruas dirão: “Ai! Ai!” (Am 5,16).
              Em uma alusão ao fim dos tempos, Jesus compara o templo de Jerusalém a tudo o mais que existe, quando, certo dia, “Saindo do Templo caminhava e os discípulos  se aproximaram dele para mostrar-lhe as construções do Templo. Ele disse-lhes: “Estais vendo tudo isso? Em verdade vos digo: não ficará aqui pedra sobre pedra que não seja demolida... Atenção para que ninguém vos engane. Pois muitos virão em meu nome, dizendo: “O Cristo sou eu”, enganarão muitos. Haveis de ouvir sobre guerras e rumores de guerra. Cuidado para não vos alarmardes. É preciso que aconteça, mas ainda não é o fim. Pois se levantará nação contra nação, e reino contra reino. E haverá fome e terremotos em todos os lugares. Tudo isso será o princípio das dores.” (Mt 24,1-8).
            Logicamente, como nós nos atemorizamos com essas afirmativas, os discípulos que as ouviram da própria boca do Mestre também ficaram aterrorizados porque, muitas vezes, a verdade dói e mete medo. E Jesus continua nos seus anúncios do fim dos tempos: “Logo após as tribulações daqueles dias, o sol escurecerá, a lua não dará a sua claridade, as estrelas cairão do céu e os poderes dos céus serão abalados. (Mt 24,29). Os profetas do Antigo Testamento já haviam transmitido ao povo os oráculos de Iahweh a respeito desses acontecimentos: “Acontecerá naquele dia - oráculo de Iahweh - que eu farei o sol declinar em pleno meio-dia e escurecerei a terra  em um dia de luz.” (Am 8,9); “Eis o dia de Iahweh, que vem implacável, e com ele o furor ardente da ira, reduzindo a terra à desolação e extirpando dela os pecadores. Com efeito, as estrelas do céu e Orion não darão a sua luz. O sol se escurecerá ao nascer, e a lua não dará a sua claridade.” (Is 13,9-10). “Erguei ao céu os vossos olhos, olhai para a terra cá em baixo, porque os céus se desfarão como a fumaça, e a terra se desgastará como uma veste; os seus habitantes perecerão como mosquitos... (Is 51,6).
            Jesus é claro e preciso em suas declarações, não deixa margem à dúvidas e não antecipa nem o dia e nem a hora desses tétricos acontecimentos: “Passarão o céu e a terra. Minhas palavras, porém, não passarão. Daquele dia e da hora, ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho, mas só o Pai.” (Mt 24,35-36). “Haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas; e na terra, as nações estarão em angústia, inquietas pelo bramido do mar e das ondas; os homens desfalecerão de medo, na expectativa do que ameaçará o mundo habitado, pois os poderes dos céus serão abalados. E então verão o Filho do Homem vindo numa nuvem com poder e glória. Quando começarem a acontecer essas coisas, erguei-vos e levantai a cabeça, pois está próxima a vossa libertação.” (Lc 21,25-28).
            Pedro Apóstolo, em seus escritos, afirma: “Há, contudo, uma coisa, amados, que não deveis esquecer: é que para o Senhor um dia é como mil anos e mil anos como um dia. O Senhor não tarda a cumprir a sua promessa, como pensam alguns, entendendo que há demora; o que ele está é usando de paciência convosco, porque não quer que ninguém se perca, mas que todos venham a converter-se. O dia do Senhor chegará como um ladrão e então os céus se desfarão com estrondo, os elementos, devorados pelas chamas, se dissolverão e a terra, juntamente com as suas obras, será consumida.” (2Pd 3,8-10).
            Para esses momentos terríveis, que fatalmente acontecerão, Jesus nos exorta a não descuidarmo-nos, a não nos acomodarmos, a orarmos sem cessar: “Levantai-vos e orai, para que não entreis em tentação.” (Lc 22,46).
            Jesus nos exorta a praticarmos obras de caridade, a termos fé em suas palavras e a estarmos sempre vigilantes: “Felizes os servos  que o senhor, à sua chegada, encontrar vigilantes. Em verdade vos digo, ele se cingirá e os colocará à mesa e, passando de um a outro, os servirá. E caso venha pela segunda ou pela terceira vigília, felizes serão se assim os encontrar! Compreendei isto: se o dono da casa soubesse em que hora viria o ladrão, não deixaria que sua casa  fosse arrombada. Vós também ficai preparados, porque o Filho do Homem virá numa hora que não pensais.” (Lc 12,37-40).
Nesse dia acontecerá tudo o que o Senhor Jesus prenunciara aos seus apóstolos e discípulos sobre o fim dos tempos, o juízo final: “Quando o Filho do Homem vier em sua glória, e todos os anjos com ele, então se assentará no trono de sua glória. E serão reunidas em sua presença todas as nações e ele separará os homens uns dos outros, como o pastor separa as ovelhas dos cabritos, e porá as ovelhas à sua direita e os cabritos à sua esquerda. Então dirá o rei aos que estiverem em sua direita: “Vinde, benditos de meu Pai, recebei por herança o Reino preparado para vós desde a fundação do mundo. Pois tive fome e me deste de comer. Tive sede e me deste de beber. Era forasteiro e me recolhestes. Estive nu e me vestistes, preso e viste ver-me. Então os justos lhes responderão: ‘Senhor, quando foi que te vimos com fome e te alimentamos, com sede e te demos de beber? Quando foi que te vimos forasteiro e te recolhemos ou nu e te vestimos? Quando foi que te vimos doente ou preso e fomos te ver?’ Ao que lhes responderá o rei: ‘Em verdade vos digo: cada vez que o fizestes a um desses meus irmãos mais pequeninos, a mim o fizestes.’ Em seguida dirá aos que estiverem à sua esquerda: ‘Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno preparado para o diabo e para os seus anjos. Porque tive fome e não me destes de comer. Tive sede e não me destes de beber. Fui forasteiro e não me recolhestes. Estive nu e não me vestistes, doente e preso, e não me visitastes. Então, também eles responderão: ‘Senhor, quando é que te vimos com fome ou com sede, forasteiro ou nu, doente ou preso e não te servimos?’ E ele responderá com estas palavras: ‘Em verdade vos digo: todas as vezes que deixastes de fazer a um desses pequeninos, foi a mim que o deixastes de fazer.’ E irão estes para o castigo eterno, enquanto os justos irão para a vida eterna.” (Mt 25,31-46).
            “Não vos admireis com isto: vem a hora em que todos os que repousam nos sepulcros ouvirão a sua voz e sairão; os que tiverem feito o bem, para uma ressurreição de vida; os que tiverem praticado o mal, para uma ressurreição de julgamento.” (Jo 5,28-29).  
            Também, a respeito disso, o Senhor Nosso Deus, através de seus profetas, já havia chamado a atenção de seu povo: “Quanto a vós, minhas ovelhas, assim diz o Senhor Iahweh: ‘Eis que vou julgar entre ovelha e ovelha, entre carneiros e bodes.” (Ez 34,17); “E muitos dos que dormem no solo poeirento acordarão, uns para a vida eterna e outros para o opróbrio, para o horror eterno. Os que são esclarecidos resplandecerão, como o resplendor do firmamento; e os que ensinam a muitos a justiça hão de ser como as estrelas, por toda a eternidade.” (Dn 12,2-3).
O profeta Jeremias repete as palavras de Iahweh, dizendo: “Ai! Porque este é o grande dia! Não há outro semelhante a ele! É tempo de angústia... (Jr 30,7).
            O profeta Joel transmite o alarme de Iahweh: “Tocai a trombeta em Sião. Dai alarme em minha montanha santa! Tremam todos os habitantes da terra, porque está chegando o dia de Iahweh! Sim está próximo! Um dia de trevas e de escuridão, um dia de nuvem e de obscuridade! (Jl 2, 1-2).
            Apesar de todas essas chamadas de atenção, os homens parecem não estarem preocupados com a consumação desses acontecimentos e continuam vivendo como se fossem viver eternamente neste mundo amparados pelos seus bens materiais, escorados em sua soberba, vivendo no seu orgulho, na sua descrença e na indiferença total para com as coisas de Deus e dos irmãos.        
O profeta Malaquias adverte que “todos os arrogantes e todos aqueles que praticam a iniquidade serão como palha; o Dia que vem os queimará de modo que não lhes restará nem raiz, nem ramo.” (Ml 3,19).
            O Divino Mestre adverte seus discípulos para vigiarem e não serem surpreendidos: “Como nos dias de Noé, será a vinda do Filho do Homem. Com efeito, como naqueles dias que precederam o dilúvio, estavam eles comendo e bebendo, casando-se e dando-se em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca, e não perceberam nada, até que veio o dilúvio  e os levou a todos. Assim acontecerá na Vinda do Filho do Homem. E estarão dois homens no campo: um será tomado e o outro deixado. Estarão duas mulheres moendo no moinho: uma será tomada e a outra deixada.” (Mt 24,37-42).
            Apesar das ameaças bíblicas, dessas chamadas de atenção, os homens continuam arrogantes, malfeitores e nada vigilantes para a vinda do Filho do Homem, que pode acontecer a qualquer momento e pegar a todos desprevenidos, despreparados e preocupados com as coisas materiais e explorando uns aos outros.
            Mas, para todos esses anúncios do final dos tempos e essas palavras de ameaças, o Senhor Nosso Deus adverte os seus eleitos e reserva para eles palavras de conforto, de fé, esperança, de segurança, e os conclama à penitência: “Agora, portanto - oráculo de Iahweh - retornai a mim de todo o vosso coração, com jejum, com lágrimas e com lamentação.” Rasgai os vossos corações, e não as vossas roupas, retornai a Iahweh, vosso Deus, porque ele é bondoso e misericordioso, lento na ira e cheio de amor, e se compadece da desgraça. Quem sabe? Talvez ele volte atrás, se arrependa e deixe atrás de si uma benção, oblação e libação para Iahweh, vosso Deus.” (Jl 2,12-14). “Se fizeres isso, a tua luz romperá como aurora, a cura de tuas feridas se operará rapidamente, a tua justiça irá à tua frente e a glória de Iahweh  irá à tua retaguarda. Então clamarás e Iahweh responderá, clamarás por socorro e ele dirá: “Eis-me aqui!!!” (Is 59,8-9). “Procurai o bem e não o mal para que possais viver, e, deste modo, Iahweh, Deus dos Exércitos estará convosco, como vós o dizeis! Odiai o mal e amai o bem, estabelecei o direito à porta; talvez Iahweh, Deus dos Exércitos, tenha compaixão...” (Am 5,14-15).
            Para os que ouvem e praticam as exortações de penitência transmitida pelos profetas, o Senhor Nosso Deus conforta, dizendo: “Mas para vós que temeis o meu nome, brilhará o sol da justiça, que tem a cura em seus raios.” (Ml 3,20).
            E o Senhor Jesus, preocupado com o seu rebanho, orienta: “Vigiai, portanto, porque não sabeis em que dia vem o vosso Senhor. Compreendei isto: se o dono da casa soubesse em que vigília viria o ladrão, vigiaria e não permitiria que sua casa fosse arrombada. Por isso, também vós, ficai preparados, porque o Filho do Homem virá numa hora que não pensais.” (Mt 24,42-44).
            Nos momentos que antecederam o seu sacrifício supremo, Jesus chama a atenção dos apóstolos: “Vigiai e orai, para que não entreis em tentação, pois o espírito está pronto mas a carne é fraca.” (Mt 26,41).    
Finalizando, o Senhor Jesus nos deixa essas palavras de conforto: “Nenhum só cabelo de vossa cabeça se perderá. É pela perseverança que mantereis vossas vidas.” (Lc 21,18-19).
Também são comemorados neste dia: Nossa Senhora de Guadalupe, Padroeira da América Latina, Bem-aventurado Bartolomeu Bompedoni, São Maxêncio, São Cury, São Vicelino, Santa Bertoara de Burges (abadessa), São Corentino de Quimper (bispo), São Digeniano de Albi (bispo), Santos Epícamo e Alexandre (mártires), São Finiano de Clonard (bispo).

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