quinta-feira, 5 de dezembro de 2019

JESUS GOSTAVA DE FESTAS. ESTEVE NO CASAMENTO DE CANÁ.

JESUS GOSTAVA DE FESTAS. ESTEVE NO CASAMENTO DE CANÁ.

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Com sua presença no casamento de Caná da Galiléia (Jo 2,1-12), Jesus quer mostrar que está sempre presente nos grandes momentos de nossa vida. Ele compartilha conosco de nossas alegrias e realizações. Jesus se faz presente quando o nosso coração transborda de alegria e está em festa.
Jesus é um Deus de alegria, da alegria; gosta de ver as pessoas que ama alcançando a felicidade almejada, realizando seus desejos, suas aspirações, e, para dois jovens que se amam, qual seria o maior desejo, felicidade e aspiração senão de se unirem em matrimônio?         
Jesus foi convidado para aquele casamento. Não somente ele, mas também sua mãe, Maria, e seus discípulos também: “No terceiro dia houve um casamento em Caná da Galiléia e a mãe de Jesus estava lá. Jesus foi convidado para o casamento e os seus discípulos também.” (Jo 2,1-2).

quarta-feira, 4 de dezembro de 2019

SANTA BÁRBARA DE NICOMÉDIA - SÉCULO III

SANTA BÁRBARA DE NICOMÉDIA - SÉCULO III

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Filha de pais pagãos, Bárbara aprendeu a amar a Deus observando a natureza, o céu, o sol, as estrelas e todas as maravilhas da terra. Bárbara nasceu na Nicomédia, Bitínia, atual Turquia. Num lar pagão, desde pequena participava dos cultos e homenagens aos deuses.
A menina cresceu bela e inteligente e aprendeu os valores cristãos a ponto de apegar-se a eles com toda a força da alma. Assim, instruída no cristianismo às escondidas, recebeu o batismo. Mas chegou o dia em que seu pai tomou conhecimento disso. A princípio, tentou persuadi-la a voltar aos valores pagãos com argúcia e artimanhas. O tempo foi passando e nada de Bárbara render-se.

terça-feira, 3 de dezembro de 2019

“PORTANTO, O QUE DEUS UNIU, O HOMEM NÃO DEVE SEPARAR.” (Mt 19,4-6).

“PORTANTO, O QUE DEUS UNIU, O HOMEM NÃO DEVE SEPARAR.” (Mt 19,4-6).

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“Yahweh Deus  modelou, então, do solo, todas as feras selvagens e todas as aves do céu e as conduziu ao homem para ver como ele as chamaria: cada qual devia levar o nome que o homem lhe desse. O homem deu nome a todos os animais, às aves do céu e a todas as feras selvagens, mas, para o homem, não encontrou a auxiliar que lhe correspondesse.” (Gn 2,19-20).   
Interessante!!! Dentre todas as criaturas criadas, depois do homem, nenhuma se encaixou como “a auxiliar que lhe correspondesse.” “Iahweh Deus disse: “Não é bom que o homem esteja só. Vou fazer uma auxiliar que lhe corresponda.”... Então Iahweh Deus fez cair um torpor sobre o homem, e ele dormiu. Tomou uma de suas costelas e fez crescer carne em seu lugar. Depois, da costela que tirara do homem, Iahweh Deus  modelou uma mulher e a trouxe ao homem. Então o homem exclamou: “Esta sim, é osso de meus ossos e carne de minha carne! Ela se chamará ‘mulher’, porque foi tirada do homem.” Por isso o homem deixa seu pai e sua mãe, se une à sua mulher, e eles se tornam uma só carne.” (Gn 2, 18.21-24).

segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

SANTA BIBIANA OU VIVIANA - SÉCULO IV

SANTA BIBIANA OU VIVIANA - SÉCULO IV

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Na época em que Roma estava sob o poder o imperador Juliano, "o Apóstata", aconteceu um dos últimos surtos de perseguição fatal aos cristãos, entre 361 e 363. O tirano, que já tinha renegado seu batismo e abandonado a religião, passou a lutar pela extinção completa do cristianismo.
Começou substituindo todos os cristãos que ocupavam empregos civis por pagãos, tentando colocar os primeiros no esquecimento. Mas não parou por aí. Os mais populares e os mais perseverantes eram humilhados, torturados e, por fim, mortos.
No ano 363, a família de Bibiana foi executada na sua presença, porque não renunciou à fé cristã. Flaviano, seu pai, morreu com uma marca na testa que o identificava como escravo. Defrosa, sua mãe foi decapitada. Ela e a irmã Demétria, antes, foram levadas para a prisão.
A primeira a morrer foi Demétria, que perseverou na fé após severos suplícios na presença da irmã. Por último, foi o martírio de Bibiana, para a qual, conforme a antiga tradição, o governador local usou outra tática. Foi levada a um bordel de luxo para abandonar a religião ou ser prostituída.

domingo, 1 de dezembro de 2019

“O FILHO DO HOMEM VIRÁ NA HORA EM QUE VOCÊS MENOS ESPERAREM”. Mt 24,44.

PRIMEIRO DOMINGO DO ADVENTO
Ano – A; Cor – Roxo; Leituras: Is 2,1-5; Sl 121 (122); Rm 13,11-14; Mt 24,37-44.

“O FILHO DO HOMEM VIRÁ NA HORA EM QUE VOCÊS MENOS ESPERAREM”. Mt 24,44.

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Diácono Milton Restivo

Estamos começando um novo Ano Litúrgico, o Ano “A”, onde, nas celebrações dominicais, vai prevalecer o Evangelho segundo Mateus. O Ano Litúrgico não corresponde ao ano comercial, que começa no dia primeiro de janeiro e termina no dia 31 de dezembro. O Ano Litúrgico começa quatro domingos antes do Natal e a esse tempo chamamos “Advento”.  
O Advento (do latim Adventus: "chegada"), é o primeiro tempo do Ano Litúrgico, o qual antecede ao Natal. Para os cristãos, é um tempo de preparação e alegria, de expectativa, onde os fiéis, esperando o nascimento de Jesus Cristo, a sua primeira vinda, vivem o arrependimento e buscam promover a fraternidade e a paz.
Durante o Ano Litúrgico inteiro celebramos a vida de Cristo, desde a sua encarnação no seio da Virgem Maria, passando pelo seu nacimento, paixão, morte, ressurreição, até a sua ascensão e a vinda do Espírito Santo. Nunca é demais repetir que o Ano Litúrgico é o período de doze meses divididos em tempos litúrgicos, onde se celebram, como memorial, os mistérios de Cristo, assim como a memória dos Santos.
Este ano o Ano Litúrgico começa no dia 01 de dezembro e, com ele, o Tempo do Advento. Serão quatro semanas que servirão de preparação para o Natal.
A cor dos paramentos do altar e as vestes sacerdotais e diaconais é o roxo.
Apesar de a cor roxa ser usada no Advento e na Quaresma, em ambas as oportunidades não tem o mesmo significado. No Advento o roxo evoca expectativa, esperança e preparação para a primeira vinda de Jesus, no natal. Na Quaresma o roxo chama a atenção dos fiéis para a oração, jejum, abstinência e simboliza austeridade para a preparação para a Páscoa da Ressurreição.
Advento é, portanto, tempo de voltarmos-nos para o Deus que nos ama e que está bem perto de nós. Advento é tempo da fé nas coisas novas, no novo céu e nova terra onde habita a justiça e a paz. Advento é tempo de purificação, limpeza, busca da pureza e arrependimento, de opção por uma vida saudável em que deve sobrar espaço para a solidariedade, a verdade, a paz e a comunhão.
Advento é tempo da construção da esperança e da vida comunitária que rompem os nossos limites e entendimento. Advento é tempo de alegria, de festejar o amor de Deus por nós.
Com a intenção de fazer sensível esta preparação de espera, a liturgia suprime, durante o tempo do Advento, uma série de elementos festivos. Desta forma, nas Santas Missas já não reza o Glória. Limita-se a músicas com poucos instrumentos, os enfeites festivos deixam de ser exibidos, as vestes litúrgicas são de cor roxa, os enfeites normais da Igreja são mais sóbrios, etc.
Todas estas coisas são uma maneira de expressar que, enquanto dura nosso peregrinar, nos falta algo para que nosso gozo seja completo. E quem espera, é porque lhe falta algo. Quando o Senhor se fizer presente no meio do seu povo, haverá chegado a Igreja à sua festa completa, significada pela Solenidade do Natal.
No tempo do Advento sobressaem-se algumas figuras bíblicas de suma importância para a vinda e o nascimento de Jesus no nosso meio. O profeta Isaias é uma constante nesse tempo, considerando que nos tempos difíceis de exilo e escravidão do povo judeu na Babilônia, Isaias levava a consolação e transmitia a esperança.
Outra figura proeminente neste tempo é João Batista, o precursor do Messias, o último dos profetas e, segundo o próprio Jesus, "mais que um profeta", "o maior entre os que nasceram de mulher", o mensageiro que veio adiante do Messias a fim de lhe preparar o caminho, anunciando a sua vinda (Lc 7,26-28), pregando aos povos a conversão, pelo conhecimento da salvação e perdão dos pecados (Lc 1,76s). João Batista é o modelo dos que são consagrados a Deus e que, no mundo de hoje, são chamados a também serem profetas e profetisas do reino, vozes no deserto e caminho que sinaliza para o Senhor, permitindo, na própria vida, o crescimento de Jesus e a diminuição de si mesmo, levando, por sua vez, os homens a despertar do torpor do pecado.
Nos textos bíblicos do Advento a figura de José, esposo de Maria, é indispensável. José, o homem justo e humilde que aceita a missão de ser o pai adotivo de Jesus. Ao ser da descendência de Davi e pai legal de Jesus, José tem um lugar especial na encarnação do Filho de Deus, permitindo que se cumpra em Jesus o título messiânico de "Filho de Davi". José é justo por causa de sua fé, modelo de fé dos que querem entrar em diálogo e comunhão com Deus.
É claro, a figura de Maria é insubstituível, considerando que foi dela e por ela que nos veio a salvação na pessoa de Jesus “a Palavra se fez homem e habitou entre nós. E nós contemplamos a sua glória: glória do Filho único do Pai, cheio de amor e fidelidade”. (Jo 1,14); “Quando, porém, chegou a plenitude do tempo, Deus enviou o seu Filho. Ele nasceu de uma mulher...”. (Gl 4,4), e tudo isso aconteceu por meio da mulher escolhida por Deus desde o início dos tempos para ser a mãe do seu Filho que seria enviado para resgatar o gênero humano do pecado: Maria.
A primeira leitura desta celebração evoca o profeta Isaias que, apesar de ter nascido por volta do ano de 765 aC e de ter profetizado durante o período de 740 a 700 aC, Isaías é o profeta mais frequentemente citado no Novo Testamento. Foi profeta do Reino do Sul no mesmo período de Oséias, Amós e Miquéias. Isaías era da tribo de Judá e, de acordo com a tradição rabínica, era parente próximo de vários reis; era, portanto, membro da família real de Judá. Fazia parte da classe aristocrática e deve ter crescido no palácio do rei em Jerusalém.
Isaias foi um dos profetas que mais vislumbrou a vinda do Messias, profetizando que o Messias nasceria de uma virgem e seria chamado “Emanuel”, que quer dizer “Deus conosco”: “Pois saibam que Yahweh lhes dará um sinal: a virgem concebeu e dará à luz um filho, e o chamará por nome de Emanuel”. (Is 7,14; Mt 1,23), e esse menino teria “sobre o seu ombro o manto real, e ele se chama “Conselheiro Maravilhoso”, “Deus Forte”, “Pai para sempre”, “Príncipe da Paz”. Grande será ao seu domínio, e a paz não terá fim sobre o trono de Davi e seu reino, firmado e reforçado com o direito e a justiça desde agora e para sempre” (Is 9,5-6; Lc 2,14).
Isaias escreveu que “o povo que andava nas trevas viu uma grande luz, e uma luz brilhou para os que habitavam um país tenebroso” (Is 9,1; Jo 8,12), isto é, que o Messias viria da Galiléia, considerando que os judeus, pela sua prepotência, arrogância e discriminação em relação aos outros povos, consideravam a região ao norte, a Galiléia, como “um país tenebroso”. Profetizou a vinda de João Batista, o precursor do Messias, “a voz que clama no deserto” (Is 40,3; Mt 3,3; Jo 1,23). Disse que o Espírito de Deus iria repousar sobre o Messias: “Sobre ele pousará o Espírito de Yahweh: o espírito de sabedoria e inteligência, espírito de conselho e fortaleza, espírito de conhecimento e temor de Yahweh” (Is 11,2; Mt 3,16) e, nessa profecia, Isaias declina os dons do Espírito Santo: sabedoria, inteligência, conselho, fortaleza, conhecimento e temor de Yahweh, da qual Jesus estava pleno. Disse que além do Espírito de Yahweh estar sobre ele, Yahweh “o ungiu para dar a boa notícia aos pobres, para curar os corações feridos, para proclamar a libertação dos escravos e pôr em liberdade os prisioneiros, para promulgar o ano da graça de Yahweh”, texto com o qual Jesus iniciou a sua pregação e o programa de sua atividade na sinagoga de Nazaré (Is 61,1-2; Lc 4,18-19; 7,22). Isaias disse que o Messias abriria os olhos dos cegos e os ouvidos dos surdos e curaria os coxos e os mudos: “Então, os olhos dos cegos vão se abrir, e se abrirão também os ouvidos dos surdos; os aleijados saltarão como cervo, e a língua do mudo cantará, porque jorrarão águas no deserto e rios na terra seca”.  (Is 35,5-6; Mt 11,5; Lc 7,22). Que o Messias seria ferido pelas nossas transgressões: “Mas ele estava sendo transpassado por causa de nossas revoltas, esmagado por nossos crimes. Caiu sobre ele o castigo que nos deixaria quites; e por suas feridas é que veio a cura para nós.” (Is 53,5; 2Cor 5,21; Rm 4,25; Gl 3,13). Disse que o Messias não responderia aos seus acusadores, ficando de boca fechada: “Foi oprimido e humilhado, mas não abriu a boca; tal como cordeiro ele foi levado para o matadouro; como ovelha muda diante do tosquiador, ele não abriu a boca.” (Is 53,7; Mt 26,63; 1Pd 2,23; At 8,32-33; Jo 1,29); seria cuspido, esbofeteado, chicoteado e teria as barbas arrancadas: “Apresentei as costas para aqueles que me queriam bater e ofereci o queixo aos que me queriam arrancar a barba, e nem escondi o meu rosto dos insultos e escarros”  (Is 50,6; Mt 26,67; 27,30); que o despojo do Messias, a sua túnica, seria repartido entre os seus algozes: “Por isso eu lhe darei multidões como propriedade, e com os poderosos repartirá o despojo; porque entregou o seu pescoço à morte e foi contado entre os pecadores...” (Is 53,12; Mc 15,24); que o Messias iria interceder por seus algozes: “... ele carregou os pecados de muitos e intercedeu pelos pecadores” (Is 53,12b) – “Pai, perdoa-lhes, eles não sabem o que estão fazendo” (Lc 23,34); que o Messias seria penalizado junto com transgressores e intercedeu por um seu companheiro de desdita e pelos seus algozes  (Is 53,12; Mt 27,38; Mc 15,28; Lc 22,37; 23,34; 23,40-43); que o Messias seria rejeitado e ferido por nossas iniquidades: “Desprezado e rejeitado pelos homens, homem do sofrimento e experimentado na dor; como indivíduo de quem a gente esconde o rosto, ele era desprezado e nem tomamos conhecimento dele. Todavia, eram as nossas doenças que ele carregava, eram as nossas dores que ele levava em suas costas. E nós achávamos que ele era um homem castigado, um homem ferido por Deus e humilhado. Mas ele estava sendo transpassado por causa de nossas revoltas, esmagado por nossos crimes. Caiu sobre ele o castigo que nos deixaria quites; e por suas feridas é que veio a cura para nós” (Is 53,3-5; Mt 8,17), e que um rico o sepultaria: “A sepultura dele foi colocada junto com os ímpios, e seu túmulo  junto com o dos ricos, embora nunca tivesse cometido injustiça, e nunca a mentira estivesse em sua boca” (Is 53,9; Mt 27,57.60; 1Pd 2,22).
Na leitura de Isaias desta celebração é narrada uma visão do profeta sobre Judá e Jerusalém sobre uma profecia de juízo contendo um relance de restauração.
Na oportunidade em que Isaias escreveu essa visão o povo judeu estava prestes a ser dominado por povos estrangeiros e Isaias prenuncia os “últimos tempos”, tentando transmitir consolo a uma nação à margem da derrocada a que estava suas terras e sua gente e prestes de perder suas origens, sua religião e sua auto estima.
A situação que o povo vivia quando este oráculo foi escrito era bem sombria. Após a invasão do país do norte, Israel, pela Assíria, Judá, o pequeno reino do sul ficou muito vulnerável. Não bastasse isso, havia injustiças, arbitrariedade dos juízes, corrupção das autoridades, cobiça dos grandes proprietários, opressão dos governantes, além de uma atividade religiosa intensa, mas vazia no que dizia respeito à santidade e espiritualidade; as autoridades religiosas haviam se distanciado da sua verdadeira missão: manter o povo unido para não se afastar de Yahweh. 
As profecias sobre os dias finais ou “últimos tempos” narradas por Isaias contém sempre um relance da restauração. A visão de Isaías dos “últimos tempos” não é um sonho nem uma utopia, mas uma profecia relativa a um tempo em que Deus reinará sobre a terra. Diante dos sofrimentos e desilusões de um povo desnorteado, Isaias faz um convite reconfortante e que tem por objetivo fazer com que aquele povo retorne para o seu Deus e volte a cumprir os seus preceitos: “Venham, vamos subir à montanha de Yahweh, vamos ao Templo do Deus de Jacó, para que ele nos mostre seus caminhos, e possamos caminhar em suas veredas” (Is 2,3). A partir do momento em que todas as nações passarem a entender que Yahweh é o único e verdadeiro Deus, os instrumentos de destruição e guerra serão transformados em instrumentos de paz e que produzem vida: “Ele julgará as nações e será o árbitro de povos numerosos. De suas espadas eles fabricarão enxadas, e de suas lanças farão foices. Nenhuma nação pegará em armas contra a outra, e ninguém mais vai se treinar para a guerra” (Is 2,4). Finalmente, Isaias faz um apelo e um convite vigoroso: “Venha, casa de Jacó, vamos caminhar à luz de Yahweh” (Is 2,3-5).
O Salmo responsorial faz o mesmo convite para que todos se dirijam para a casa de Yahweh: “Alegrei-me quando me disseram: ‘Vamos à casa de Yahweh! ’ [...] para celebrar o nome de Yahweh. [...] Pela casa de Yahweh nosso Deus, desejo todo bem a você” (Sl 122,(121) 1.4c.9).
No Evangelho, no primeiro domingo do Ano Litúrgico, acontece um paradoxo: ao invés de começar o ano com uma mensagem confortadora, Jesus fala da vinda do Filho do Homem, isto é, do fim do mundo. Muitos exegetas bíblicos, isto é, estudiosos que interpretam as passagens bíblicas, atribuem essa passagem como se Jesus estivesse falando da destruição de Jerusalém, que aconteceria cerca de quarenta anos depois de sua morte, mas, vamos trazê-la para os nossos dias. Jesus começa dizendo que “a vinda do Filho do Homem será como no tempo de Noé” (Mt 24,37).
Como foi no tempo de Noé? Vamos refrescar a nossa memória e voltar ao livro do Gênesis: “Yahweh viu que a maldade do homem crescia na terra e que todo projeto do coração humano era sempre mau. Então Yahweh se arrependeu de ter feito o homem sobre a terra, e o seu coração ficou magoado. E Yahweh disse: ‘Vou exterminar da face da terra os homens que criei, e junto também os animais, os répteis e as aves do céu, porque me arrependo de os ter feito’” (Gn 6,5-7).
Como vemos, nos dias de Noé os homens estavam corrompidos pelo pecado. Havia sinais de decadência do mundo, sinais de queda moral, sinais de profanação das coisas sagradas.
Os valores éticos, morais e religiosos estavam invertidos e o materialismo e o individualismo haviam invadido a vida das pessoas de uma forma grande e devastadora. Seria diferente nos nossos dias? Os impulsos da carne dominavam a humanidade no tempo de Noé, e Paulo Apóstolo bem define isso: “São bem conhecidas as obras da carne: fornicação, libertinagem, devassidão, idolatria, feitiçaria, inimizades, contendas, ciúmes, iras, intrigas, discórdias, facções, invejas, bebedeiras, orgias e coisas semelhantes a essas. Eu previno vocês, aliás, já o fiz: os que praticam essas coisas não herdarão o Reino de Deus” (Gl 5,19-21). Acontecia tudo isso no tempo de Noé. A corrupção, o vício, a perversão, o suborno, a sedução haviam tornado podres a moral, a ética e a religião dos homens.
E Jesus continua dizendo no Evangelho: “Pois nos dias antes do dilúvio, todos comiam e bebiam, casavam-se e davam-se em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca. E eles nada perceberam até que veio o dilúvio e arrastou a todos” (Mt 24,38-39).
Repito: os nossos tempos estão diferentes? O homem de hoje, de uma maneira geral, perdeu o sentido da espiritualidade e da busca dos verdadeiros valores morais, éticos e religiosos e, desnorteados, buscam igrejas que são coniventes com o seu modo de vida, com as suas inclinações e que justifiquem os seus desmandos. Escolhem igrejas como se fossem escolher um cardápio, como se fossem restaurantes, e buscam se saciar com o prato do dia que resolve o seu problema momentaneamente. Se o cardápio daquela igreja não lhe satisfaz, buscam outras, e outras, e outras... O importante é ter um cardápio que o satisfaça de imediato, um cardápio descompromissado com a vida e com os irmãos e que vá de encontro com o culto da satisfação pessoal. Buscam igrejas como se fossem um supermercado, onde se escolhe, nas gôndolas, o artigo que mais lhe apetece e que vai de encontro com as suas necessidades momentâneas. O Evangelho da Cruz foi excluído do cardápio dessas igrejas-restaurantes e das gôndolas dessas igrejas-supermercados. E assim o homem se preocupa apenas com as coisas desta vida e se sente bem com a vida que leva, sem ter Deus no comando.
Nos dias de hoje muitos valores da família estão ignorados, os valores conjugais perdidos, os valores espirituais esquecidos, os valores sexuais deturpados, a permissividade tem aumentado em nosso meio, o adultério acontece, mas não é levado a sério. Os filhos não respeitam os pais, os alunos não respeitam os professores. As pessoas têm perdido o sentido de serem honestas e estão sempre querendo levar vantagem em tudo, enganando-se e buscando enganar a todo mundo.
Entre tantos outros valores perdidos a cada dia que passa, seriam diferentes os nossos tempos aos tempos de Noé? E, com isso, o homem perde o senso da fraternidade, do amor, da partilha, da família e do perdão. Multiplica-se a iniquidade e, a respeito disso, Jesus alerta: “A maldade se espalhará tanto, que o amor de muitos se esfriará” (Mt 24,12).
A grande questão de tantas pessoas estarem sucumbindo na fé, naufragando na vida espiritual e não tendo comunhão verdadeira com Deus, é justamente por não estarem ligadas a Deus, estarem desatentas para as coisas do Reino de Deus, e o mundo e a carne cada vez mais se aproveitam disso: “Portanto, se o nosso Evangelho continua obscuro para aqueles que se perdem, para os incrédulos, cuja inteligência o deus deste mundo obscureceu a fim de que não vejam brilhar a luz do Evangelho da glória de Cristo, de Cristo que é a imagem de Deus” (2Cor 4,3-4).
Os homens se preocupam em satisfazer os seus apetites e seus interesses primários como relacionamentos extraconjugais, o prazer pelo prazer, o seu materialismo, uma vida independente de Deus, e isso traz consequências sérias e danosas a ponto de Jesus comparar o fim dos tempos com o tempo de Noé. Jesus prevê uma separação inevitável: “Dois homens estarão trabalhando no campo: um será levado e o outro será deixado. Duas mulheres estarão moendo no moinho: uma será levada e a outra será deixada” (Mt 24,40-41). Um será aceito, o outro será deixado para trás. Mais para a frente, no mesmo Evangelho de Mateus, Jesus retomará essa afirmativa: “Quando o Filho do Homem vier na sua glória, acompanhado de todos os anjos, então se assentará no seu trono glorioso. Todos os povos da terra serão reunidos diante dele, e ele separará uns dos outros, assim como o pastor separa as ovelhas dos cabritos” (Mt 25,31-32). Somos ovelhas ou cabritos?
E essa separação não vai ser por grau de parentesco, nem pela posição social, nem pela amizade que se tem, nem pela igreja que se se frequenta.
Esta separação será feita pela fé acompanhada pelas obras em favor dos pequeninos, a que Jesus chama de irmãos: “Venham vocês, que são abençoados por meu Pai. Recebam como herança o Reino que meu Pai lhes preparou desde a criação do mundo. Pois eu estava com fome, e vocês me deram de comer; eu estava com sede, e me deram de beber; eu era estrangeiro, e me receberam em sua casa, eu estava sem roupa, e me vestiram; eu estava doente, e cuidaram de mim; eu estava na prisão, e vocês foram me visitar. [...] Eu garanto a vocês: todas as vezes que vocês fizeram isso a um dos menores de meus irmãos, foi a mim que o fizeram” (Mt 25,34-36.40). A esses, Jesus “vai enxugar toda lágrima dos olhos deles, pois nunca mais haverá morte, nem luto, nem grito de dor. Sim! As coisas antigas desapareceram” (Apo 21,4).
Os que não praticaram essas obras de caridade e nem a justiça, serão colocados à esquerda do Rei, “e o Rei dirá aos que estiverem à sua esquerda: ‘afastem-se de mim, malditos. Vão para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos’. [...] Eu garanto a vocês: todas as vezes que vocês não fizeram isso a um desses pequeninos, foi a mim que não o fizeram. Portanto, estes irão para o castigo eterno, enquanto os justos irão para a vida eterna” (Mt 25,41-46). A esses assim se dirige o livro do Apocalipse: “quanto aos covardes, infiéis, corruptos, assassinos, imorais, feiticeiros, idólatras, e todos os mentirosos, o lugar deles é o lago ardente de fogo e enxofre, que é a segunda morte”. (Apo 21,8). Em vista de tudo isso, Jesus alerta a todos: Por isso, fiquem preparados! Porque, na hora em que menos vocês pensarem, o Filho do Homem virá” (24,44).
No final dessa sua explanação, Jesus deixa claras três recomendações fundamentais aos seus discípulos e a nós.
Primeira: “fiquem atentos”; não durmam, estejam sempre de prontidão “porque vocês não sabem em que dia virá o Senhor de vocês” (Mt 24,42).
Segunda: vigiar: “se o dono da casa soubesse a que horas viria o ladrão, certamente ficaria vigiando...” (Mt 24,43). A sentinela, no seu posto de guarda, jamais pode encostar o corpo ou cochilar, porque o inimigo está esperando exatamente esse sinal de fraqueza para atacar e o ladrão para adentrar à casa.
Terceira: “estejam preparados”. Estar preparado para não ser pego de surpresa e ter munição suficiente para rechaçar o ataque do inimigo, e essa munição é a fé, as obras, a perseverança e o testemunho de uma vida verdadeiramente adequada ao modelo de Jesus.
Neste primeiro domingo do novo Ano Litúrgico Jesus nos adverte e nos chama ao arrependimento, a continuarmos firmes na fé, a despertarmos para a vida espiritual, a vivermos a plenitude do Evangelho e a nos enchermos do Espírito Santo.

sábado, 30 de novembro de 2019

SANTO ANDRÉ APÓSTOLO, O "PESCADOR DE HOMENS”.

SANTO ANDRÉ APÓSTOLO, O "PESCADOR DE HOMENS”.

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Apóstolo de Jesus Cristo nascido em Betsaida da Galiléia, também conhecido como o Afável foi escolhido para ser um dos Doze, e nas várias listas dos Apóstolos dadas no Novo Testamento é sempre citado entre os quatro primeiros junto com Pedro, João e Tiago, sendo seu nome mencionado explicitamente três vezes: por ocasião do discurso escatológico de Jesus (Mc 13,3), na primeira multiplicação dos pães e dos peixes (Jo 6,8) e quando, juntamente com Filipe, apresenta a Jesus alguns gentios (Jo 12,22).
Também pescador em Cafarnaum, foi o primeiro a receber de Cristo o título de Pescador de Homens e tornou-se o primeiro a recrutar novos discípulos para o Mestre.

ADVENTO: OITO FORMAS PARA VIVER BEM ESTE TEMPO LITÚRGICO

ADVENTO: OITO FORMAS PARA VIVER BEM ESTE TEMPO LITÚRGICO

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Faltando pouco tempo para celebrar o Natal, com as decorações e a compra de presentes, pode ser difícil, especialmente com as crianças, manter o Advento como um tempo sagrado de preparação, e é possível que, quando chegue o dia litúrgico do Natal, já estejamos esgotados por causa do barulho, das luzes e do materialismo da cultura moderna.
Como acalmar o coração e centrá-lo no verdadeiro significado deste tempo litúrgico, sem renunciar à alegria da autêntica preparação? Este é um momento de expectativa que deveria ser sagrado e festivo. Isso é possível?
Apresentamos algumas ideias simples para viver bem o Advento em família.

sexta-feira, 29 de novembro de 2019

SÃO SATURNINO DE TOULOUSE – SÉCULO III

SÃO SATURNINO DE TOULOUSE – SÉCULO III

           
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De origem grega, são Saturnino é uma das devoções mais populares na França e na Espanha.
A confirmação de sua vida emergiu junto com a descoberta de importantes escritos do cristianismo produzidos entre os anos 430 e 450.
Conhecidos como a "Paixão de Saturnino", trouxeram dados enriquecedores sobre a primitiva Igreja de Cristo na Gália, futura França. Esses documentos apontam Saturnino como primeiro bispo de Toulouse nos anos 250, sob o consulado de Décio.
Era uma época em que a Igreja, naquela região, contava com poucas comunidades cristãs. Estava desorganizada desde 177, com o grande massacre dos mártires de Lyon. O número de fiéis diminuía sempre mais, enquanto nos dos templos pagãos as filas para prestar sacrifícios aos deuses parecia aumentar.

quinta-feira, 28 de novembro de 2019

PADRE DONIZETTI DE TAMBAÚ – AGORA BEATO VEJA A TRAJETÓRIA E SETE CURIOSIDADES SOBRE A VIDA DE DONIZETTI TAVARES DE LIMA

PADRE DONIZETTI DE TAMBAÚ – AGORA BEATO
VEJA A TRAJETÓRIA E SETE CURIOSIDADES SOBRE A VIDA DE DONIZETTI TAVARES DE LIMA

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Padre que ficou conhecido em Tambaú (SP) é lembrado como uma pessoa séria, mas muito acolhedora. Padre Donizetti foi um dos 16 filhos da professora Francisca e do advogado Tristão, o padre Donizetti Tavares de Lima nasceu em Cássia (MG) e ficou conhecido por sua trajetória cercada de relatos milagrosos em Tambaú (SP). Dos corações devotos de quem o conheceu, ele é lembrado como uma pessoa séria, mas muito acolhedora.
O sacerdote foi beatificado pela Igreja Católica no sábado, dia 23 de novembro de 2019.
Nascido em 1882, veja abaixo como foi a vida de Donizetti, sua relação com Nossa Senhora Aparecida, a perseguição e ameaças que sofreu por ser considerado comunista, os relatos de quem conviveu com o padre, as músicas em sua homenagem e a última benção, que foi gravada e todos os domingos é ouvida pelos fiéis que vão até Tambaú.

quarta-feira, 27 de novembro de 2019

NOSSA SENHORA DAS GRAÇAS

NOSSA SENHORA DAS GRAÇAS

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Nossa Senhora da Medalha Milagrosa é uma invocação especial pela qual é conhecida a Virgem Maria, também invocada com a mesma intenção sob o nome de Nossa Senhora das Graças e Nossa Senhora Medianeira de Todas as Graças.
Precede as aparições em La Salette, Lourdes e Fátima. Esta invocação está relacionada a duas aparições da Virgem a Santa Catarina Labouré, então uma noviça das Irmãs da  Caridade em Paris, França, no Século XIX.
A primeira aparição aconteceu na noite da festa de São Vicente de Paulo no dia 19 de julho, quando a Madre Superiora de Catarina pregou às noviças sobre as virtudes de seu santo fundador, dando a cada uma um fragmento de sua sobrepeliz.
Catarina então orou devotamente ao santo patrono para que ela pudesse ver com seus próprios olhos a Mãe de Deus, e convenceu-se de que seria atendida naquela mesma noite.

terça-feira, 26 de novembro de 2019

BEATO TIAGO ALBERIONE – O PAI DA FAMÍLIA PAULINA

BEATO TIAGO ALBERIONE – O PAI DA FAMÍLIA PAULINA

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Na noite da passagem do século, 31 de dezembro de 1900 para 1o de janeiro de 1901, o jovem seminarista permanece quatro horas em oração na catedral de Alba (Itália).
Uma luz vem do Tabernáculo e o envolve. - "Fazer alguma coisa por Deus e pelas pessoas do novo século, com as quais conviveria!" Sente fortemente o convite e o apelo de Deus.
O mundo passava por profundas mudanças sociais e tecnológicas, era necessário utilizar as novas descobertas, as novas forças do progresso para fazer o bem, para evangelizar.
O jovem seminarista, com apenas dezesseis anos, era Tiago Alberione, futuro fundador da Família Paulina, que nunca deixou que essa chama luminosa se apagasse em sua vida.
Alberione nasceu em 4 de abril de 1884, em São Lourenço de Fossano, norte da Itália, de uma família de camponeses simples e laboriosos. Vinte quatro horas após o nascimento, foi batizado e recebeu o nome de "Tiago". Buscando melhores terras para a lavoura, a família Alberione mudou para a cidade de Cherasco, onde Tiago passou sua infância e adolescência.

segunda-feira, 25 de novembro de 2019

SANTA CATARINA DE ALEXANDRIA – SÉCULO III-IV

SANTA CATARINA DE ALEXANDRIA – SÉCULO III-IV


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O século III talvez tenha sido o mais trágico palco em que se desenrolou o drama da perseguição e extermínio de cristãos. O vilão desse drama era o imperador romano, tirano, cruel e violento. Defender o cristianismo, naqueles tempos, era atrair para si a ira dos poderosos, no mínimo a prisão e o trabalho escravo, quando não o exílio e, quase sempre, a morte.
E assim, como o Povo de Deus nunca temeu sacrificar-se em nome da fé em seu Redentor, foi um tempo em que floresceram milhares de mártires.
Figuras da maior relevância pela inteligência, cultura e santidade perderam a vida em defesa de sua fé cristã, combatendo a ignorância pagã, instrumento de domínio dos mandantes.
Uma delas foi Catarina de Alexandria.

domingo, 24 de novembro de 2019

NOSSO SENHOR JESUS CRISTO, REI DO UNIVERSO.

NOSSO SENHOR JESUS CRISTO, REI DO UNIVERSO.
Ano: C; Cor: branco; Leituras: 2Sm 5,1-3; Sl 121 (122); Cl 1,12-20; Lc 23,35-43.

“SE ÉS O REI DOS JUDEUS, SALVA-TE A TI MESMO”. (Lc 23,37).

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Diácono Milton Restivo

Chegamos ao último domingo do Tempo Comum e que também é o último domingo do Ano Litúrgico “C”, onde lemos e meditamos todo o Evangelho escrito por Lucas.
No próximo domingo, dia 01 de dezembro, começaremos o Tempo do Advento, que é o período onde nos prepararemos para o Natal do Senhor e também será o primeiro dia do novo Ano Litúrgico, desta feita o ano “A”, que voltar-se-á para o Evangelho escrito por Mateus.
Como vimos nas nossas meditações anteriores, a partir do Evangelho de Lucas 9,51, Jesus “tomou a firme decisão de partir para Jerusalém”, porque “estava chegando o tempo de Jesus ser levado para o céu”. Finalmente, para Jesus, chegou o momento para justificar o porque “a Palavra se fez homem e veio habitar entre nós” (Jo 1,14a) e realizar o término de sua jornada para Jerusalém e entre os homens.
Neste último domingo do Ano Litúrgico a Igreja convida a todos os fiéis a concentrar a mente e o coração no fundamento da nossa fé: Jesus Cristo, o Senhor, e “para que, ao nome de Jesus, se dobre todo joelho no céu, na terra e sob a terra; e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor para a glória de Deus Pai”. (Fl 2,10-11).

sábado, 23 de novembro de 2019

MILAGRES DO PADRE DONIZETTI CONHEÇA A CURA RECONHECIDA PELA IGREJA E OUTROS DOIS RELATOS DE FIÉIS

MILAGRES DO PADRE DONIZETTI
CONHEÇA A CURA RECONHECIDA PELA IGREJA E OUTROS DOIS RELATOS DE FIÉIS

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Cura do pé torto congênito bilateral de Bruno Henrique Arruda de Oliveira, de 13 anos, foi a responsável pela beatificação após passar por 5 etapas: 'Eu me sinto especial, já nasci devoto'.
A principal exigência para o decreto de beatificação de um religioso é a constatação de um milagre. No caso de padre Donizetti, que viveu em Tambaú (SP), a cura do pé torto congênito bilateral em um bebê de Casa Branca (SP) foi o que passou por todos os requisitos e serviu como base para a fase do processo.
Contudo, esse é apenas um dos inúmeros relatos de curas associadas à intercessão do beato. Muitas delas foram até registradas em cartórios na época em que o padre estava vivo. 

“DOU-VOS UM NOVO MANDAMENTO: QUE VOS AMEIS UNS AOS OUTROS...” (Jo 13,34-35).

“DOU-VOS UM NOVO MANDAMENTO: QUE VOS AMEIS UNS AOS OUTROS...” (Jo 13,34-35).

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Desde toda a eternidade Deus amou o homem. Amou-o tanto que fez o homem à sua imagem e semelhança: “Deus criou o homem à sua imagem, à imagem de Deus ele o criou, homem e mulher, ele os criou.” (Gn 1,27).
O Senhor criou o homem num estado de graça tão imenso que o homem, enquanto permaneceu no paraíso terrestre, viveu a própria vida de Deus, ou seja, a vida da felicidade total, da felicidade plena, e para que isso permanecesse, o Senhor impôs ao homem e à mulher uma condição: “Tomou, pois, o Senhor Deus ,o homem, e colocou-o no paraíso de delícias, para que o cultivasse e o guardasse.  E deu-lhe este preceito, dizendo: “Come de todas as árvores do paraíso, mas não comas da árvore  do bem e do mal; porque, em qualquer dia em que comeres dele, morrerás indubitavelmente.”  (Gn 2,15-17).
Mas, o homem não soube se manter nesse estado de vida. Preferiu seguir a sua própria vida, as suas próprias idéias, os seus próprios impulsos, os seus próprios caprichos e cometeu o pecado da desobediência, da soberba, tentando se igualar ao seu Criador, conforme nos narra o primeiro livro das Sagradas Escrituras: “Mas a serpente era o mais astuto de todos os animais da terra que o Senhor Deus fizera. E ela disse à mulher: “Porque vos mandou Deus que não comêsseis de toda a árvore do paraíso?” Respondeu-lhe a mulher: “Nós comemos do fruto das árvores que estão no paraíso. Mas do fruto da árvore, que está no meio do paraíso, Deus nos mandou que não comêssemos e nem a tocássemos,. não suceda que morramos.” Porém, a serpente disse à mulher: “Vós de nenhum modo morrereis. Mas Deus sabe que, em qualquer dia que comerdes dele, se abrirão os vossos olhos, e sereis como deuses, conhecendo o bem e o mal.” Viu, pois, a mulher que o fruto da árvore era bom para comer, e formoso aos olhos, e de aspecto agradável; e tirou do fruto dela e comeu; e deu a seu marido que também comeu.” (Gn 3,1-6).

sexta-feira, 22 de novembro de 2019

“PERDOAR NÃO SETE, MAS SETENTA VEZES SETE..." (Mt 18,22).

“PERDOAR NÃO SETE, MAS SETENTA VEZES SETE..." (Mt 18,22).   

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Havia, entre os judeus do tempo de Jesus, um conceito de que o ofendido deveria perdoar o ofensor no máximo até sete vezes, talvez apoiados numa passagem do Antigo Testamento que diz:  “É que Caim é vingado sete vezes, mas Lamec, setenta e sete vezes.” (Gn 4,24).
Talvez, apoiado nesse conceito, Pedro aproxima-se de Jesus e pergunta-lhe: “Senhor, quantas vezes devo perdoar ao irmão que pecar contra mim? Até sete vezes? (Mt 18,21). Jesus, na sua sabedoria infinita, talvez tenha achado graça da inocência e singeleza de Pedro no que diz respeito cumprir a lei escrita e, como sempre fez, não perde a oportunidade de evangelizar e demonstrar que a misericórdia de Deus é infinita vez maior que qualquer conceito humano no que diz respeito ao perdão, e responde: “Não te digo até sete vezes mas até setenta vezes sete.” (Mt 18,22).

quinta-feira, 21 de novembro de 2019

APRESENTAÇÃO DE NOSSA SENHORA NO TEMPLO

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A Memória que a Igreja celebra hoje não encontra fundamentos explícitos nos Evangelhos Canônicos, mas algumas pistas no chamado Proto-evangelho de Tiago, Livro de Tiago, ou ainda, História do nascimento de Maria.
A validade do acontecimento que lembramos possui real alicerce na Tradição que a liga à Dedicação da Igreja de Santa Maria Nova, construída em 534, perto do templo de Jerusalém.
Os manuscritos não canônicos, contam que Joaquim e Ana, por muito tempo não tinham filhos, até que nasceu Maria, cuja infância se dedicou totalmente, e livremente a Deus, impelida pelo Espírito Santo desde sua concepção imaculada.

quarta-feira, 20 de novembro de 2019

“O AMOR É PACIENTE” (1Cor 13,4).

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Desde toda a eternidade Deus amou o homem. Amou-o tanto que fez o homem à sua imagem e semelhança: “Deus criou o homem à sua imagem, à imagem de Deus ele o criou, homem e mulher, ele os criou.” (Gn 1,27).
O Senhor criou o homem num estado de graça tão imenso que o homem, enquanto permaneceu no paraíso terrestre, viveu a própria vida de Deus, ou seja, a vida da felicidade total, da felicidade plena, e para que isso permanecesse, o Senhor impôs ao homem e à mulher uma condição: “Tomou, pois, o Senhor Deus ,o homem, e colocou-o no paraíso de delícias, para que o cultivasse e o guardasse.  E deu-lhe este preceito, dizendo: “Come de todas as árvores do paraíso, mas não comas da árvore  do bem e do mal; porque, em qualquer dia em que comeres dele, morrerás indubitavelmente.”  (Gn 2,15-17).

terça-feira, 19 de novembro de 2019

SÃO RAFAEL DE SÃO JOSÉ - "JOSÉ KALINOWSKI" - 1835-1907

SÃO RAFAEL DE SÃO JOSÉ - "JOSÉ KALINOWSKI" - 1835-1907

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Nascido no dia 1o de setembro de 1835, em Vilna, capital da Lituânia, São Rafael de São José era filho do casal André e Josefina, ambos de famílias nobres.
Foi batizado com o nome de José e educado pelos pais dentro da religião cristã. Aos oito anos, ingressou no Instituto para os Nobres, da sua cidade natal, onde seu pai era professor e diretor.
Na juventude, pensando em cursar estudos superiores, o pai sugeriu-lhe que freqüentasse a universidade de agronomia, mas ele preferiu estudar engenharia civil.
Em 1852, foi para a Rússia, onde ficou durante dois anos, mas não conseguiu vaga na Universidade de Petersburgo, Então, matriculou-se na Escola Militar de Engenharia.
A sua fé durante a vida juvenil decorreu à sombra do Santuário de Nossa Senhora do Carmo. Era um aluno brilhante, mas estudando perdeu a fé.
Em 1855, terminado o curso básico, foi admitido para a Academia Militar Superior. Seus dotes morais e sua inteligência realmente eram muito evidenciados
Atingiu altos postos na carreira militar, apesar de que não era essa vida que pretendia, mas a Providência Divina o guiava nessa direção.

segunda-feira, 18 de novembro de 2019

BEM-AVENTURADA SALOMÉ DE CRACÓVIA (1211-1268)

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Há alguns erros históricos ai. O marido de Salomé de Cracóvia, Koloman, não era o rei da Hungria na época da invasão mongólica, em 1241/1242.
O rei era Béla IV (reinou de 1235 a 1270), irmão de Koloman e cunhado de Salomé. Koloman era príncipe da Galícia entre 1216 a 1219 e a partir de 1226 duque da Eslavônia, uma região no leste da Croácia (na época a Croácia era parte do reino da Hungria).
E o enfrentamento em que Koloman veio a falecer (na verdade faleceu alguns dias após em decorrência das feridas da batalha), a batalha de Mohi, também conhecida como a batalha do rio Sajo (leia-se Xaio, pois no húngaro a partícula s tem valor de x e o j tem valor de i, assim como em outros idiomas europeus como o polonês, o alemão, o holandês, o dinamarquês e o norueguês), aconteceu em 1241 e não em 1255.

sexta-feira, 15 de novembro de 2019

SANTO ALBERTO MAGNO - +1280

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Um ser pleno de virtudes, ciência, sabedoria e fé inabalável, grandioso em todos os sentidos. Frei dominicano, pregador eloquente, magistral professor das ciências naturais e das doutrinas da fé, escritor, fundador, bispo e, finalmente, doutor da Igreja. Sim, essas qualificações pertencem a santo Alberto Magno, um dos mais importantes da Igreja e da humanidade.
O grande filósofo e teólogo que dedicou sua vida na busca incansável do encontro da ciência com a fé, e que se destacou, principalmente, pela humildade e caridade. Escreveu mais de vinte e duas obras sobre teologia e ciências naturais - como a filosofia, a química, a física, e a botânica -, além de inúmeros tratados sobre as artes práticas - como tecelagem, navegação, agricultura. Foi, sobretudo, um profundo observador e amante da natureza.

quinta-feira, 14 de novembro de 2019

FOI EM UM SONHO QUE SÃO JOÃO BOSCO APRENDEU O PODER DO ROSÁRIO

FOI EM UM SONHO QUE SÃO JOÃO BOSCO APRENDEU O PODER DO ROSÁRIO

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São João Bosco era um sacerdote cuja intensa vida espiritual foi marcada por visões ou “sonhos”, como ele os chamava. D. Bosco escreveu sobre um deles em uma carta para seus alunos.
O sonho ocorreu na véspera da Assunção da Bem-Aventurada Virgem Maria e, nele, um estranho se aproximou e lhe pediu que olhasse para algo no chão.
Ele me levou para um prado ao lado do parquinho e apontou para uma cobra imensa e feia, com mais de vinte pés de comprimento, enrolada na grama. Assustado, eu queria fugir, mas o estranho me segurou. ‘Aproxime-se e dê uma boa olhada’, disse ele.‘O quê?’. Eu engasguei. ‘Você não percebe que o monstro pode saltar sobre mim e me engolir em pouco tempo?’‘Não tenha medo! Nada vai acontecer. Apenas venha comigo.’”
O estranho, então, pegou uma corda e pediu a São João Bosco para bater com ela na cobra. 
“Nós esticamos a corda e, em seguida, batemos nas costas da serpente. O monstro imediatamente se levantou e se debateu contra a corda, mas, ao fazê-lo, enrolou-se como em um laço. A cobra começou a lutar e morreu rapidamente. Então o estranho pegou a corda e a colocou em uma caixa. O que aconteceu em seguida foi surpreendente (…). Depois de alguns instantes, ele abriu a caixa. Olhamos para dentro e ficamos surpresos ao ver  que a corda tinha formado as palavras ‘Ave-Maria’. ‘Como isso aconteceu?’, perguntei. ‘A serpente’, respondeu o homem, ‘é um símbolo do diabo, enquanto a corda representa a Ave-Maria ou, melhor, o Rosário, uma sucessão de Ave-Marias com a qual podemos atacar, conquistar e destruir todos os demônios do inferno'”. 

quarta-feira, 13 de novembro de 2019

SANTO ESTANISLAU KOSTKA

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Apelidado de "anjo" na infância, Estanislau Kostka atingiu a juventude guardando todas as virtudes, como um anjo realmente. Mas não faltaram oportunidades para entregar-se aos prazeres mundanos, pois pertencia a uma família polonesa nobre e poderosa.
Nascido em 28 de outubro 1550, até a idade de treze anos Estanislau viveu na casa dos pais. Aos quatorze, eles o enviaram para estudar no seminário dos padres jesuítas em Viena, junto com o irmão mais velho e o tutor. Mas o seminário logo foi fechado pelo imperador Maximiliano e toda a comunidade estudantil acabou abrigada no castelo de um príncipe protestante.

terça-feira, 12 de novembro de 2019

FÁTIMA E A ORAÇÃO

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A devoção e festa de Nossa Senhora de Fátima que iremos comemorar e que tem tanta repercussão no Brasil, teve origem na cidade de Fátima, uma cidade de Portugal, onde três crianças, Lúcia de Jesus Santos, com 10 anos, e seus primos Francisco Marto de 9 anos, e Jacinta Marto de 7 anos, tiveram uma revelação particular de Nossa Senhora. Aconteceu no ano de 1917.
Foram sete momentos de Nossa Senhora aos três meninos, normalmente no dia 13 de cada mês. A primeira foi no dia 13 de maio. Lúcia via e conversava com Nossa Senhora de Fátima.
Francisco só via e não ouvia os diálogos. Jacinta via e ouvia, mas não falou com Nossa Senhora de Fátima.
Eles a descreveram assim: Parecia ter uns 18 anos a Senhora, rodeada de claridade fulgurante, seu vestido era de uma alvura puríssima, assim como o manto ornado de ouro, que lhe cobria a cabeça e grande parte do corpo.
O rosto sobrenatural e divino estava sereno e grave, com uma sombra de tristeza.
Em suas mãos, uma cruz de ouro com um terço em contas que pareciam pérolas, e de seu corpo, especialmente do rosto, irradiavam feixes de luz, incomparavelmente superior a qualquer beleza humana.

segunda-feira, 11 de novembro de 2019

SÃO MARTINHO DE TOURS - SÉCULOS IV E V

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"Senhor, se o vosso povo precisa de mim, não vou fugir do trabalho. Seja feita a vossa vontade", dizia Martinho, bispo de Tours, aos oitenta e um anos de idade.
Ele despertou para a fé quando ainda menino e depois, mesmo soldado da cavalaria do exército romano, jamais abandonou os ensinamentos de Cristo. A sua vida foi uma verdadeira cruzada contra os pagãos e em favor do cristianismo.
Quatro mil igrejas dedicadas a ele na França, e o seu nome dado a milhares de localidades, povoados e vilas; como em toda a Europa, nas Américas.
Enfim, em todos os países do mundo. Martinho nasceu na Hungria, antiga Panônia, por volta do ano 316, e pertencia a uma família pagã. Seu pai era comandante do exército romano.
Por curiosidade começou a frequentar uma Igreja cristã, ainda criança, sendo instruído na doutrina cristã, porém sem receber o batismo. Ao atingir a adolescência, para tê-lo mais à sua volta, seu pai o alistou na cavalaria do exército imperial.
Mas se o intuito do pai era afastá-lo da Igreja, o resultado foi inverso, pois Martinho continuava praticando os ensinamentos cristãos, principalmente a caridade. Depois, foi destinado a prestar serviço na Gália, atual França. Foi nessa época que ocorreu o famoso episódio do manto.

domingo, 10 de novembro de 2019

“OS SADUCEUS AFIRMAM QUE NÃO EXISTE RESSURREIÇÃO” (Lc 20,27).

XXXII DOMINGO DO TEMPO COMUM – ANO “C”
Cor – verde; Leituras: 2Mc 7,1-2.9-14; Sl 16; 2Ts 2,16.3,1-5; Lc 20,27-38.

“OS SADUCEUS AFIRMAM QUE NÃO EXISTE RESSURREIÇÃO” (Lc 20,27).

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Diácono Milton Restivo

A primeira leitura desta liturgia é tirada do Segundo livro dos Macabeus. Os dois livros dos Macabeus são considerados livros deuterocanônicos e não se encontram nas Bíblias protestantes.
No Século XVI os reformadores protestantes removeram parte do Antigo Testamento que eles julgaram que não seriam compatíveis com a sua teologia.
Os livros deuterocanônicos são os sete livros que constam na Bíblia Católica e que não existem nas Bíblias judaica e protestante.
Além disso, partes de outros dois livros também são considerados deuterocanônicos. Essa é a maior e a principal diferença entre a Bíblia Católica e a Bíblia Protestante.
Todos esses livros estão incluídos no Antigo Testamento.

sábado, 9 de novembro de 2019

BEM-AVENTURADA ELISABETE DA TRINDADE CATEZ - 1880-1906

BEM-AVENTURADA ELISABETE DA TRINDADE CATEZ - 1880-1906

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Elisabete Catez Rolland nasceu em Campo d'Avor, próximo de Bourges, França, no dia 18 de julho de 1880. Filha de Francisco José e Maria, foi batizada quatro dias depois.
Ainda criança, distinguia-se pelo temperamento apaixonado, um tanto agressivo e colérico, mas também transparecia no seu olhar uma suave sensibilidade. No início de 1887, a família transferiu-se para a cidade de Dijon, também na França.
Porém, em outubro daquele ano, seu pai faleceu de repente. E essa perda provocou uma mudança muito grande no seu caráter. A partir daí, dedicou a vida para a oração e a serviço de Deus. A sua primeira comunhão foi aos dez anos, ocasião que lhe deu a oportunidade de visitar o Carmelo da cidade com outras companheiras.
Na saída, todas receberam um "santinho" com uma dedicatória da superiora. O seu dizia que o nome Elisabete significa "casa de Deus".

sexta-feira, 8 de novembro de 2019

A OFERTA DA VIÚVA

A OFERTA DA VIÚVA

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Jesus está vivendo a sua última semana de vida em Jerusalém antes de sua entrega total ao Pai. Desta feita, depois de sentar-se diante do Templo, encontra uma coisa positiva – o gesto da viúva pobre que depositou duas das menores moedas da época no cofre do Templo!
Primeiro, uma advertência contra a atitude dos líderes religiosos da época (não serviria para hoje também?): “Tenham cuidado com os doutores da Lei”.
Segundo: adverte contra a ânsia de se destacar dos demais por se vestirem bem, da mordomia que julgam ter direito e de um tratamento diferenciado: “Eles gostam de andar com roupas compridas, de ser cumprimentados nas praças púbicas, gostam dos primeiros lugares nas sinagogas, e dos lugares de honra nos banquetes”.

quinta-feira, 7 de novembro de 2019

POR QUE JESUS DOBROU O LENÇO QUANDO RESSUSCITOU?

POR QUE JESUS DOBROU O LENÇO QUANDO RESSUCITOU?
O LENÇO DOBRADO (João 20,7)

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Por que Jesus dobrou o lenço que cobria sua cabeça no sepulcro depois de sua ressurreição?
Poucas pessoas nunca haviam detido a atenção a esse detalhe.
Em João 20:7 - nos diz que o lenço que fora colocado sobre a face de Jesus, não foi apenas deixado de lado, como os lençóis no túmulo.
A Bíblia reserva um versículo inteiro para nos dizer que o lenço foi dobrado cuidadosamente e colocado na cabeceira do túmulo de pedra.
Bem cedo, na manhã de domingo, Maria Madalena foi à tumba e descobriu que a pedra da entrada havia sido removida.

quarta-feira, 6 de novembro de 2019

ESTE É O MILAGRE QUE LEVARÁ À BEATIFICAÇÃO PADRE DONIZETTI DE TAMBAU

ESTE É O MILAGRE QUE LEVARÁ À BEATIFICAÇÃO PADRE DONIZETTI

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Bruno Henrique Arruda de Oliveira é um menino nascido em 2006 com uma deformidade nos membros inferiores e que recebeu o milagre por intercessão de Padre Donizetti Tavares de Lima, reconhecido em decreto assinado pelo Papa Francisco, o qual levará à beatificação do sacerdote brasileiro.
Em um relato publicado no site do Santuário Nossa Senhora Aparecida, de Tambaú (SP), a mãe de Bruno, Margarete Rosilene Arruda de Oliveira, conta que o menino, nascido em 22 de maio de 2006, em Casa Branca (SP), tinha uma deformidade conhecida como “pé torto congênito bilateral”, uma anormalidade de difícil tratamento.
Quando a criança começou a ficar em pé, seus pais perceberam que ele “não conseguia encostar as solas dos pés na superfície, ele pisava com os lados dos pés e tinha as perninhas arqueadas”. A mãe levou ao pediatra o raio-X e o laudo e foi encaminhada ao ortopedista.

terça-feira, 5 de novembro de 2019

SÃO ZACARIAS E SANTA ISABEL – PAIS E JOÃO BATISTA

SÃO ZACARIAS E SANTA ISABEL – PAIS E JOÃO BATISTA

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Embora os nomes desses santos não estejam presentes no calendário litúrgico da Igreja, há muitos séculos a tradição cristã consagrou este dia à veneração da memória de são Zacarias e santa Isabel, pais de são João Batista.
Encontramos a sua história narrada no magnífico evangelho de são Lucas, onde ele descreveu que havia, no tempo de Herodes, rei da Judéia, um sacerdote chamado Zacarias, da classe de Abias; a sua mulher pertencia à descendência de Aarão e se chamava Isabel.
Eles viviam na aldeia de Ain-Karim e tinham parentesco com a Sagrada Família de Nazaré.

segunda-feira, 4 de novembro de 2019

MEDO DA MORTE

MEDO DA MORTE

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Todos nós sabemos que o nosso fim último é a morte. Todos morreremos um dia, isso é uma realidade incontestável e, a cada dia que passa, mais perto chegamos dessa realidade.
A cada dia que passa mais e mais tomamos conhecimento de pessoas que morrem: um parente, uma pessoa amiga, um vizinho, alguém da comunidade.
Dificilmente passa um dia sem termos conhecimento da morte de alguém; é só pegar o jornal e conferir quantas pessoas morreram no dia anterior. A morte convive conosco.
Mas, mesmo sendo a morte uma realidade, uma coisa com quem convivemos todos os dias, ainda não nos acostumamos com ela e talvez jamais nos acostumaremos.
A morte é sempre causa de dor, de tristeza, de lágrimas.

domingo, 3 de novembro de 2019

FESTA DE TODOS OS SANTOS

FESTA DE TODOS OS SANTOS
Cor: branco – Leituras: Apo 7,2-4.9-14; Sl 23 (24); 1Jo 3,1-3; Mt 5,1-12a.

“FELIZES OS PUROS DE CORAÇÃO, PORQUE VERÃO A DEUS” (Mt 5,8).

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Diácono Milton Restivo

O dia de Todos os Santos, antigamente, era comemorado festivamente no primeiro dia de novembro, que era feriado, mas, como deixou de ser feriado, a Igreja transfere esta comemoração litúrgica para o primeiro domingo do mês de novembro. E o dia de Todos os Santos, como sugere a comemoração, é dedicado a todos os santos existentes: aos santos que conhecemos e aos santos que não conhecemos; aos santos que sabemos o nome e a sua história, e aos santos que não sabemos o nome nem a história de sua vida e que jamais ouvimos falar. A festa de todos os santos é uma das comemorações mais importante da Igreja e do calendário litúrgico, é a festa da família da Igreja.

sábado, 2 de novembro de 2019

FINADOS - “O SENHOR NÃO É DEUS DOS MORTOS, E SIM DOS VIVOS”.

FINADOS - “O SENHOR NÃO É DEUS DOS MORTOS, E SIM DOS VIVOS”.

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“A morte foi absorvida na vitória. Morte, onde está a tua vitória? Morte, onde está o teu aguilhão? (1Cr 15,54-55).
A morte nos apavora. A morte nos acabrunha. A morte nos entristece... Nos aflige o temor da destruição perpétua, mas devemos considerar que, dentro de nós, temos a semente da eternidade. Essa semente da eternidade nos dá a segurança e a esperança de uma vida que jamais se acaba e a certeza de que não seremos destruídos eternamente e que, a morte do corpo, o fim da matéria, não será o fim de tudo para aquele que crê.
O que nos dá essa certeza é a redenção que Jesus Cristo veio trazer ao gênero humano e que age dentro de cada um de nós. Por essa redenção nos vem a certeza de que a morte corporal  será vencida um dia quando o reino de felicidade, perdido pelo homem, for restituído pelo seu Onipotente, Misericordioso e Eterno Senhor, Deus Pai. 

sexta-feira, 1 de novembro de 2019

TODOS OS SANTOS

TODOS OS SANTOS

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O dia de Todos os Santos deveria ser comemorado, como sempre foi, no segundo dia de novembro que era feriado, mas, como deixou de ser feriado, a Igreja transfere esta comemoração de todos os santos para o primeiro domingo do mês de novembro.
E o dia de Todos os Santos, como sugere a comemoração, é dedicado a todos os santos existentes; aos santos que nós conhecemos e aos santos que não conhecemos; aos santos que sabemos o nome e a sua história, e aos santos que não sabemos o nome nem a história de sua vida e que jamais ouvimos falar.
Esta data é dedicada a todos os santos que todos conhecem o seu nome e aos santos anônimos. A festa de todos os santos é uma das comemorações mais importante do calendário litúrgico. A festa de todos os santos é a festa da família da Igreja.