segunda-feira, 25 de abril de 2016

SÃO MARCOS EVANGELISTA

SÃO MARCOS EVANGELISTA


De origem pouco conhecida, reconhecido como autor do segundo evangelho e considerado fundador da igreja do Egito e também fundador da cidade italiana de Veneza. Marcos, ou João Marcos, era judeu, da tribo de Levi, filho de Maria de Jerusalém, e, segundo os historiadores, teria sido batizado pelo próprio Pedro, fazendo parte de uma das primeiras famílias cristãs de Jerusalém.
Ainda menino, viu sua casa tornar-se um ponto de encontro e reunião dos apóstolos e cristãos primitivos. 
Foi na sua casa, aliás, que Cristo celebrou a última ceia, quando instituiu a eucaristia, e foi nela, também, que os apóstolos receberam a visita do Espírito Santo, após a ressurreição. Seu nome aparece nas epístolas de Paulo, que se refere a ele como um de seus colaboradores que enviavam saudações de Roma. 
A principal fonte de informações sobre sua vida está no livro Atos dos Apóstolos. 
Filho de Maria de Jerusalém e primo de Barnabé, já se havia convertido ao cristianismo quando Paulo e Barnabé chegaram a Jerusalém (ano de 44) trazendo os auxílios da Igreja de Antioquia (At 11,30). 
Acompanhou Barnabé e Paulo a Antioquia (At 12,25), na hoje Turquia, onde atuou como auxiliar de Paulo, mas voltou à Jerusalém quando chegaram a Perge, na Panfília. 
Depois ele e Barnabé teriam embarcado para a ilha de Chipre (At 13,4-5), na sua primeira viagem apostólica, porém o apóstolo não voltou a ser mencionado nos Atos. 
De Chipre passou a evangelizar a Ásia Menor e, em decorrência de alguns conflitos, separou-se de Paulo e Barnabé em Perge (Panfília) e voltou para Jerusalém (At 13,13).

domingo, 24 de abril de 2016

“EU VOS DOU UM NOVO MANDAMENTO...” - (Jo 13,34).

V DOMINGO DA PÁSCOA

“EU VOS DOU UM NOVO MANDAMENTO...” - (Jo 13,34).


Diácono Milton Restivo

O texto do Evangelho desta liturgia divide-se em duas partes. Na primeira parte aconteceu a saída de Judas, que acabou de deixar a sala onde o grupo estava reunido, para ir entregar o “mestre” aos seus inimigos: “Depois que Judas saiu do cenáculo...”. (Jo 13,31a).  A morte é, portanto, uma realidade bem próxima.
Jesus explica, na sequência, que a sua morte na cruz será a manifestação da sua glória e da glória do Pai: “Agora foi glorificado o Filho do Homem, e Deus foi glorificado nele. Se Deus foi glorificado nele, também Deus o glorificará em si mesmo e o glorificará logo”. (Jo 13,31b-32).
A entrega de Jesus na cruz vai manifestar a todos os homens a lógica de Deus e mostrar a todos como Deus é amor radical, que se faz dom até às últimas consequências.
Na segunda parte acontece, então, a apresentação do “mandamento novo”: “Filhinhos, por pouco tempo estou ainda com vocês. Eu dou a vocês um novo mandamento: amem-se uns aos outros. Como eu amei vocês, assim também vocês devem amar-se uns aos outros. Nisso conhecerão que vocês são meus discípulos, se tiverem amor uns pelos outros”. (Jo 13,33-35).
Jesus começa com a expressão afetiva “filhinhos”, colocando-nos num quadro de solene emoção e levando-nos ao “testamento” de um pai que, à beira da morte, transmite aos seus filhos a sua sabedoria de vida e aquilo que é verdadeiramente fundamental. 

sábado, 23 de abril de 2016

MARIA É POBRE E DOS POBRES DE DEUS.

MARIA É POBRE E DOS POBRES DE DEUS.


É muito comum  a gente ouvir dizer: “pobre não tem vez.” E as Sagradas Escrituras nos dizem: “O rico comete uma injustiça e toma ares de importante; o pobre sofre uma injustiça e ainda pede desculpas.” (Eclo 13,4).        
De fato, os pobres nunca tiveram vez, apesar das promessas dos grandes e poderosos. E, nas Sagradas Escrituras, já no fim do Antigo Testamento, próximo da chegada de Jesus Cristo, os fariseus encheram a medida. Os ricos tinham tirado todo dinheiro dos pobres. 
Os poderosos tiraram do povo o dinheiro, o poder e a participação. Os fariseus, os chamados doutores da lei, acabaram de completar o roubo e tiraram dos pobres também o saber: os fariseus diziam que somente eles é quem sabiam tudo e os pobres eram uns ignorantes que deveriam seguir os seus ensinamentos. 
Os fariseus diziam que o povo pobre não sabia de nada, diziam que o povo pobre, além de ignorante, era maldito. (cf Jo 7, 49 e 9, 34).       
Só eles, os fariseus, os ricos, é quem podiam saber das coisas. De tanto ouvir essas coisas, o povo pobre acabou acreditando no que diziam  os doutores da lei e achava que era ignorante mesmo. Assim, um número bem grande de gente, grande maioria do povo, ficou sem voz e sem vez. Por isso, já, antes de Jesus Cristo, os pobres foram perdendo por completo a fé nas palavras e nas promessas dos homens, dos grandes, dos poderosos. 
O povo dizia: “Não adianta confiar nos grandes, nos poderosos, no homem que não pode salvar ninguém.” (Sl 145, 3). O único apoio que sobrava e sobra para os pobres são as palavras e as promessas de Deus. E isso até hoje, nos nossos dias.

sexta-feira, 22 de abril de 2016

MARIA, RAINHA, MAS SEM MANTO E SEM COROA

MARIA, RAINHA, MAS SEM MANTO E SEM COROA


O povo tem o costume de engrandecer todos aqueles que é admirado, se destaca de alguma maneira em qualquer setor e atividade. 
Assim o povo faz, também com Maria. Maria merece todo o respeito, toda veneração e, qualquer coisa que dissermos de Maria para a engrandecer ou para proclamá-la  Rainha do mundo, ainda é pouco por tudo aquilo que ela é e representa. 
Tentando engrandecer Maria, incorremos no perigo de perdermos a originalidade de Maria. Fazendo isso o povo perde a sua identidade com Maria. 
Em quase todas as imagens de Maria que temos, vemos ou que estão em nossas igrejas, normalmente Maria está com uma coroa na cabeça e com belos mantos de veludo nos ombros. 
Se for para tentarmos agradecer Maria por tudo o que ela é e representa para nós, isso é muito pouco, porque ela merece muito mais. 
O povo simples, humilde e pobre, se defrontando com uma Maria coroada e cheia de mantos, sente que ela se distancia demais dele. 
Maria foi e é, e sempre será rainha, mas não essa rainha que o povo tenta fazer, entende e pinta, não uma rainha coberta das riquezas da terra, não uma rainha que senta no alto de seu trono e olha o povo de cima para baixo, não uma rainha de coroa de ouro e pérolas e mantos de veludos. 
Queiramos ou não, isso afasta Maria da realidade dos pobres, ela que sempre se proclamou pobre, ela que sempre foi  pobre, ela que foi a musa inspiradora de seu filho, quando Jesus proclamou o Sermão da Montanha enaltecendo a pobreza, a humildade e a mansidão que, sem dúvida, ele, como filho, enalteceu as virtudes de sua mãe. 

quinta-feira, 21 de abril de 2016

COMO GOSTARIA QUE MARIA FOSSE MELHOR CONHECIDA

COMO GOSTARIA QUE MARIA FOSSE MELHOR CONHECIDA



Todos nós, vossos filhos, vos amamos, Maria, e através de vós amamos a Deus e desejamos amá-lo mais ainda e cada vez mais.
O nosso amor por vós nos dá forças para lutarmos para a maior glória de Deus. 
Todos nós, que desejamos alguma coisa, alguma melhora na nossa vida ou na vida de alguém, todos nós que desejamos a vinda de melhores dias, um emprego, uma graça para vencermos um defeito particular, ou um pedido para a conversão de um filho, do marido, da esposa, do pai, irmãos ou amigos, quando precisamos de uma grande graça não exitamos e logo corremos aos vossos pés, doce Mãe, e dificilmente alguém de nós sai de perto de vós sem que a Senhora tenha atendido o nosso pedido. 
Quantas vezes recorremos à vós, doce Mãe, quando notamos tristemente que a nossa fé vacila, quando esfriamos na nossa dedicação para com a Igreja de Deus, ou porque nos afligimos por termos que carregar uma grande cruz que parece muito pesada para a nossa fraqueza na fé, ou ainda, quando temos no seio de nossa família perturbações e infelicidades domésticas que nos parecem dificultar até a nossa própria salvação eterna, e, para todos nós que recorremos aos vossos pés, a oração parece trazer tão pouco alívio. 
Nós não sabemos rezar, Senhora. Ainda não aprendemos suficientemente o vosso ensinamento de como se deve pedir e agradecer ao Senhor Nosso Deus.

quarta-feira, 20 de abril de 2016

AMANDO MARIA, AMAMOS JESUS...



Como é gostoso a gente falar de quem amamos de verdade. Maria é a nossa mãe, o nosso modelo, a mãe do Senhor Nosso Deus. 
Se amamos realmente Maria, chegamos com mais facilidade até Jesus, porque Maria é o meio mais seguro para chegarmos ao Senhor Jesus. A devoção que temos por Maria deve, cada vez mais, nos levar até Jesus. 
São Luiz Maria Grignon de Montfort escreveu no seu livro “Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem”:

terça-feira, 19 de abril de 2016

SANTO EXPEDITO

SANTO EXPEDITO


Santo Expedito foi possivelmente um cristão martirizado no século IV em Melitenena Armênia. Nada se sabe sobre sua vida nem onde foi sepultado, e muitos pesquisadores questionam se ele de fato existiu.
Contudo, formou-se um folclore ao seu redor e ele é objeto de grande devoção popular em muitos países como o santo das causas urgentes, às vezes em sincretismo com figuras de outros credos.
[O nome Expeditus (Expedito) pode ser uma corruptela de Elpidius, conforme sugerem os beneditinos de Paris. 
Outra hipótese é de que o nome tenha derivado de spedito, palavra inscrita numa caixa com relíquias de um santo desconhecido retiradas das catacumbas de Roma de e enviada a Paris no século XVII.
Contudo, spedito em italiano significa "enviado" ou "rápido", e pode significar simplesmente que a caixa havia sido marcada como despachada ou que devia ser enviada com presteza ao seu destino.
As freiras interpretaram a inscrição como se fosse o nome do santo e passaram a divulgar sua devoção, latinizando o nome para Expeditus. Esta história, relatada pelo religioso inglês Alban Butlerenem sua famosa obra hagiografia The Lives of the Fathers, Martyrs and Other Principal Saints (1756–1759), tampouco tem fonte segura, e circulam várias outras versões mais ou menos parecidas, que mudam datas e locais. Assinale-se que expeditus também era uma categoria militar do exército romano, correspondente ao soldado da infantaria ligeira, e daí pode ter derivado seu nome.

segunda-feira, 18 de abril de 2016

NOSSA RAINHA, NOSSA MÃE, NOSSA ADVOGADA

NOSSA RAINHA, NOSSA MÃE, NOSSA ADVOGADA

Maria é a nossa mãe, a nossa defensora, a nossa advogada, a nossa Rainha. Maria é a mulher mais pura, mais bela, mais santa que já pisou o nosso chão. 
Tão bela,  tão pura e tão santa que foi a escolhida por Deus, desde o princípio dos tempos, para ser a Mãe do Cristo, do Filho de Deus, daquele que viria para resgatar o homem das trevas do pecado e elevá-lo, novamente à condição de filho de Deus. 
Maria foi a única mulher deste mundo que mereceu tão sublime escolha.
Quando o Anjo Gabriel  lhe veio anunciar que ela fora escolhida para ser a Mãe do Filho de Deus, o Anjo a chamou de ``Cheia de Graça`` - e ser ``cheia de graça``  quer dizer, cheia de Deus, morada de Deus, templo da Santíssima Trindade, porta do céu, a que vive realmente a vida de Deus e em Deus. 
A vida de Maria era e sempre foi a vida de Deus, e por isso o Anjo continuou em sua saudação - ``o Senhor está contigo``, o Senhor mora no teu coração,  o Senhor te ama desde antes de tu te formares no ventre de tua mãe, o Senhor te ama desde antes de tua Imaculada Conceição, o Senhor te ama e está contigo em todos os momentos de tua vida. 
E depois, na visita que Maria fez à sua prima Isabel, que também estava grávida por  uma graça especial do Senhor apesar de sua velhice, Maria ouviu de Isabel a complementação daquilo   que o Anjo começara a lhe dizer - ``Bendita és tu entre as mulheres``. 

domingo, 17 de abril de 2016

“AS MINHAS OVELHAS ESCUTAM A MINHA VOZ...” (Jo 10,27).

IV DOMINGO DA PÁSCOA

“AS MINHAS OVELHAS ESCUTAM A MINHA VOZ...” (Jo 10,27).


Diácono Milton Restivo

Na primeira leitura da Liturgia da Palavra deste domingo Paulo e Barnabé tentam levar a Palavra de Deus aos judeus que residiam fora da Palestina, na cidade de Antioquia da Pisídia, mas foram rejeitados por eles e deixaram de levar a palavra aos judeus e se voltaram para os outros povos que não tinham compromisso com a Lei de Moisés: “Era preciso anunciar a palavra de Deus primeiro a vocês (judeus). Mas como vocês a rejeitaram e se consideram indignos da vida eterna, saibam vocês que vamos dirigir-nos aos pagãos”. (At 13,46).
Dito isto, os judeus “provocaram uma perseguição contra Paulo e Barnabé e expulsaram-nos do seu território. Então os apóstolos sacudiram contra eles a poeira dos pés e foram para a cidade de Icônio”. (At 13,50-51).
O Salmo responsorial aclama Yahweh como Deus e Pastor, e nós somos o seu rebanho: “Saiba que somente Yahweh é Deus; ele nos fez e a ele pertencemos, somos seu povo e ovelha do seu rebanho.” (Sl 100 (99),2).
O quarto domingo da Páscoa é conhecido como o domingo do Bom Pastor porque todos os anos Jesus é apresentado, neste domingo, como o Bom Pastor. No Antigo Testamento a imagem do pastor aparece com muita frequência, e grandes personagens que marcaram a história do povo israelita foram pastores, como Abel, Abraão, Moisés, Davi e muitos outros. 

sábado, 16 de abril de 2016

SANTA BERNADETE SOUBIROUS – A VIDENTE DE LOURDES

SANTA BERNADETTE SOUBIROUS – A VIDENTE DE LOURDES

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Bernarda, era o nome a filha de Francisco Soubirous e Luisa Casterot, nascida em 7 de janeiro de 1844, em Lourdes, uma região montanhosa da França, os famosos Pirineus. Mas era chamada pela forma carinhosa do nome no diminutivo: Bernadete. 
A família de camponeses era numerosa, religiosa e muito pobre. Desde a infância, a pequena tinha problemas de saúde em conseqüência da asma. 
Era analfabeta, mas tinha aprendido a rezar o terço, o que fazia diariamente enquanto cuidava dos afazeres da casa. Numa tarde úmida e fria, Bernadete foi, junto com a irmãzinha e algumas companheiras, procurar gravetos. Tinham de atravessar um riacho, mas ela se atrasou porque ficou com receio de molhar os pés, quando ouviu um barulho nos arbustos, ergueu os olhos e viu uma luz, dentro da gruta natural na encosta da montanha. 
Olhando melhor, viu Nossa Senhora vestida de branco, faixa azul na cintura, terço entre as mãos, que a chamou para rezar. 
Era o dia 11 de fevereiro de 1858. Quando chegaram em casa, a sua irmãzinha contou o ocorrido para os pais, que a proibiram de sair de casa. Bernadete chorou muito e adoeceu, então os pais deixaram que ela voltasse para lá. 
A aparição se repetiu, sete dias depois, quando Nossa Senhora lhe disse: "Não te prometo a felicidade neste mundo, mas no outro". Voltou mais dezoito vezes, até 16 de julho, na gruta de Massabielle, nos montes Pirineus.

sexta-feira, 15 de abril de 2016

NOSSA SENHORA DAS DORES

NOSSA SENHORA DAS DORES


Todo cristão, filho de Maria e que a ama realmente, já, desde a manhã a tem no pensamento e a venera como a Rainha do Céu, Rainha da terra e Rainha de todos os lares. 
E nesta Semana Santa, mais do que em qualquer outro tempo do ano, devemos venerar Maria como a Mãe das Dores e, nesta semana santa devemos acompanhar passo a passo o sofrimento de uma mãe condenada a assistir a crucificação e morte de seu próprio filho. 
Quando um Anjo do Senhor perguntou à Maria se ela aceitava ser a mãe do Salvador, Maria bem sabia que estava sendo convidada a trilhar um caminho repleto de espinhos e lágrimas. Maria conhecia os homens, Maria conhecia o seu povo, Maria conhecia  os dirigentes de sua nação, Maria conhecia o coração dos homens. 
Maria sabia que estava unindo a sua sorte à sorte do Filho de Deus. E a profecia do velho Simeão nos portais do templo, quando da apresentação do Menino Jesus, ainda ressoava em seus ouvidos e Maria, trinta anos depois, ainda ressoava em seus ouvidos as palavras do velho profeta que dizia e repetia sem cessar: “Uma espada de dor traspassará teu coração” (Lc 2,3).            
Naquela oportunidade Maria poderia ter-se surpreendido pela franqueza e honestidade de um homem temente a Deus, mas aquela profecia, de maneira nenhuma desencorajou Maria e nem tão pouco lhe deu razões para temer alguma coisa no futuro, porque ela já tinha se colocado inteiramente nas mãos de seu Deus e Senhor quando havia dito: “Eis aqui a escrava do Senhor, faça-se em mim segundo a tua vontade.” 
O seu Divino Filho viera para pregar a Boa Nova, para formar um novo povo de Deus.

quinta-feira, 14 de abril de 2016

MÃES, PRESENÇA DE MARIA NA FAMÍLIA

MÃES, PRESENÇA DE MARIA NA FAMÍLIA


Maria é virgem e mãe. Única na história da humanidade a ter essa dignidade. Única escolhida por Deus para uma missão específica: a de ser virgem e, ao mesmo tempo, ser mãe do Filho de Deus.
O Pai, que escolheu Maria para essa missão divina, continua a convidar todas as mulheres para essa missão: a vocação da maternidade. 
Para a vocação da maternidade o Pai não faz acepção de mulheres: são mães as mulheres ricas e as mulheres pobres; são mães as mulheres que moram nos palacetes e as mulheres que moram nas favelas. São mães as mulheres de todas as raças, cores, credos. 
Faz parte do divino ser mãe. Um poeta já disse: “ser mãe é padecer no paraíso”. Concordo em parte com esse poeta porque, ser mãe é sempre padecer, mas nem sempre no paraíso, porque um coração de mãe está sempre apreensivo pela educação, bem estar e segurança de seu filho, assim como esteve o coração de Maria desde a concepção de Jesus no seu ventre virginal, depois por toda a vida, até a sua morte na cruz. 
Lembramos hoje das mães que estão esperando os seus bebês, numa expectativa alegre e emocionante de poder, por uma primeira vez, dar à luz a alguém e depois dar a vida por esse alguém que nascerá do seu ventre. 
Quando vejo uma mulher grávida eu me lembro de Maria esperando o seu Menino Jesus já, com o ventre bastante crescido e acariciando o seu ventre como que acariciando aquele que viria para a salvação do mundo. Cada criança que nasce é mais uma esperança que o Pai nos dá de que o mundo pode ser modificado para melhor. 

quarta-feira, 13 de abril de 2016

SÃO MARTINHO I – PAPA - SÉCULO V

SÃO MARTINHO I – PAPA - SÉCULO V


O papa Martinho I sabia que as consequências das atitudes que tomou contra o imperador Constante II, no século VII, não seriam nada boas. 
Nessa época, os detentores do poder achavam que podiam interferir na Igreja, como se sua doutrina devesse submissão ao Estado. 
Martinho defendeu os dogmas cristãos, por isso foi submetido a grandes humilhações e também a degradantes torturas. São Martinho nasceu em Todi, na Toscana, e era padre em Roma quando morreu o papa Teodoro, em 649. 
Eleito para sucedê-lo, Martinho I passou a dirigir a Igreja com a mão forte da disciplina que o período exigia. 
Para deixar isso bem claro ao chefe do poder secular de então, assumiu mesmo antes de ter sua eleição referendada pelo imperador. Um ano antes, 
Constante II tinha publicado o documento "Tipo", que apoiava as teses hereges do cisma dos monotelistas, os quais negavam a condição humana de Cristo, o que se opõe às principais raízes do cristianismo. 
Para reafirmar essa posição, o papa convocou, ainda, um grande Concílio, um dos maiores da história da Igreja, na basílica de São João de Latrão, para o qual foram convidados todos os bispos do Ocidente. 
Ali foram condenadas, definitivamente, todas as teses monotelistas, o que provocou a ira mortal do imperador Constante II. 
Ele ordenou a seu representante em Ravena, Olímpio, que prendesse o papa Marinho I.

terça-feira, 12 de abril de 2016

MARIA, A MÃE DO DIVINO AMOR, QUE NOS OUVE

MARIA, A MÃE DO DIVINO AMOR, QUE NOS OUVE


Todos nós, vossos filhos, vos amamos, Maria, e através de vós amamos a Deus e desejamos amá-lo mais ainda e cada vez mais.           
O nosso amor por vós nos dá forças para lutarmos para a maior glória de Deus. 
Todos nós, que desejamos alguma coisa, alguma melhora na nossa vida ou na vida de alguém, todos nós que desejamos a vinda de melhores dias, um emprego, uma graça para vencermos um defeito particular, ou um pedido para a conversão de um filho, do marido, da esposa, do pai, irmãos ou amigos, quando precisamos de uma grande graça não exitamos e logo corremos aos vossos pés, doce Mãe, e dificilmente alguém de nós sai de perto de vós sem que a Senhora tenha atendido o nosso pedido. 
Quantas vezes recorremos à vós, doce Mãe, quando notamos tristemente que a nossa fé vacila, quando esfriamos na nossa dedicação para com a Igreja de Deus, ou porque nos afligimos por termos que carregar uma grande cruz que parece muito pesada para a nossa fraqueza na fé, ou ainda, quando temos no seio de nossa família perturbações e infelicidades domésticas que nos parecem dificultar até a nossa própria salvação eterna, e, para todos nós que recorremos aos vossos pés, a oração parece trazer tão pouco alívio. 
Nós não sabemos rezar, Senhora. Ainda não aprendemos suficientemente o vosso ensinamento de como se deve pedir e agradecer ao Senhor Nosso Deus. 
Não seguimos o vosso conselho quando, carinhosamente, vós nos apontais o vosso Divino Filho e nos diz, maternalmente: “Façam tudo o que ele vos disser” e, por isso, julgamos que as nossas orações não alcançam o seu objetivo. 
Nós não procuramos suficientemente o vosso amparo maternal. 
Nós nem nos preocupamos em ouvir a revelação dos grandes santos e santas, vossos filhos queridos e devotos, quando dizem que o refúgio no vosso manto maternal nos livra de todos os males e nos dá a certeza de ancorarmos em porto seguro.

segunda-feira, 11 de abril de 2016

SANTA GEMA GALGANI - 1878-1903

SANTA GEMA GALGANI - 1878-1903


Ao nascer, em 12 de março de 1878, na pequena Camigliano, perto de Luca, na Itália, Gema recebeu esse nome, que em italiano significa jóia, por ser a primeira menina dos cinco filhos do casal Galgani, que foi abençoado com um total de oito filhos. 
A família, muito rica e nobre, era também profundamente religiosa, passando os preceitos do cristianismo aos filhos desde a tenra idade. 
Gema Galgani teve uma infância feliz, cercada de atenção pela mãe, que lhe ensinava as orações e o catecismo com alegria, incutindo o amor a Jesus na pequena. 
Ela aprendeu tão bem que não se cansava de recitá-las e pedia constantemente à mãe que lhe contasse as histórias da vida de Jesus. 
Mas essa felicidade caseira terminou aos sete anos. Sua mãe morreu precocemente e sua ausência também logo causou o falecimento do pai. 
Órfã, caiu doente e só suplantou a grave enfermidade graças ao abrigo encontrado no seio de uma família de Luca, também muito católica, que a adotou e cuidou de sua formação. Conta-se que Gema, com a tragédia da perda dos pais, apegou-se ainda mais à religião. 
Recebeu a primeira eucaristia antes mesmo do tempo marcado para as outras meninas e levava tão a sério os conceitos de caridade que dividia a própria merenda com os pobres.

domingo, 10 de abril de 2016

“JÁ AMANHECERA, JESUS ESTAVA DE PÉ, NA PRAIA...” (Jo 21,4).

III DOMINGO DA PÁSCOA

“JÁ AMANHECERA, JESUS ESTAVA DE PÉ, NA PRAIA...”     (Jo 21,4).


Diácono Milton Restivo

O Evangelho segundo João termina no capítulo 20,31 com as seguintes palavras: “Jesus realizou diante dos discípulos muitos outros sinais que não estão escritos neste livro. Estes sinais foram escritos para que vocês acreditem que Jesus é o Messias, o Filho de Deus. E para que, acreditando, vocês tenham a vida em seu nome.” (Jo 20,30-31). Com estas palavras João termina o seu evangelho. Mas, a seguir, vem o capítulo 21. Todo o capítulo 21 do Evangelho segundo João é um acréscimo, isto é, acrescentado depois de terminado o Evangelho propriamente dito e, em todas as Bíblias que manuseamos, o capítulo 21 é antecedido pela palavra “apêndice” ou “epílogo”.  
No rodapé da Bíblia de Jerusalém encontramos a explicação: “Acrescentado pelo próprio evangelista ou por um de seus discípulos”. No rodapé da Bíblia do Peregrino consta: “Este capítulo é acréscimo evidente; provavelmente acrescentado por um membro da escola de João, e muito cedo, pois consta em todos os manuscritos”. No rodapé da Bíblia TEB, temos: “Situado após o epílogo de 20,30-31, este último capítulo representa o apêndice”. Na Bíblia Edição Pastoral encabeçando o capítulo 21 encontra-se apenas a palavra “apêndice”.
O capítulo 21 do Evangelho de João é claramente um acréscimo no Evangelho segundo João. Não sabemos se depois de terminado o seu Evangelho João achou por bem colocar um adendo ou se foi um de seus discípulos o tenha feito para fortalecer a igreja da comunidade joanina. Muito menos sabemos em que época isso possa ter acontecido.

sábado, 9 de abril de 2016

BEATA LINDALVA JUSTO DE OLIVEIRA – MÁRTIR BRASILEIRA


BEATA LINDALVA JUSTO DE OLIVEIRA – MÁRTIR BRASILEIRA
religiosa Filha da Caridade


Lindalva nasceu em 20 de outubro de 1953, no pequeno povoado Sítio Malhada da Areia, município de Açu, Rio Grande do Norte. Filha do segundo matrimonio de João Justo da Fé (viúvo) e Maria Lúcia da Fé, de cujas núpcias nasceram 12 filhos.
Lindalva, a sexta filha do casal, já dava sinais de uma especial predestinação divina, pois entregava-se com naturalidade ás práticas de piedade.
Cresceu como menina normal, de aspecto gracioso, piedosa e muito sensível para com os pobres, de tal forma que ainda jovem surpreendeu a família doando as próprias roupas aos necessitados. Transferindo-se para Natal, estudava e trabalhava para se manter e ajudar a família, e todos os dias visitava os idosos do Instituto Juvino Barreto.
Após concluir o segundo grau passou a cuidar do pai, idoso e doente, com todo carinho e paciência. Quando este faleceu, Lindalva, aos 33 anos, entrou para a Companhia das Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo: queria servir a Cristo nos pobres.
Não foi fácil adaptar-se à nova vida, mas com a graça de Deus foi progredindo na sua caminhada espiritual, passo a passo, renúncia após renúncia. Dizia sempre: “Amo mais a Jesus Cristo do que a minha família”.
Foi superando as etapas de sua formação religiosa na prática das virtudes, no amor à oração, à obediência alegre, sincera e compreensiva. Lutava para corrigir seus próprios defeitos e crescer no caminho da perfeição. Suas superioras estavam muito contentes com ela, notando sua disponibilidade e grande amor aos pobres. 

sexta-feira, 8 de abril de 2016

NOSSA SENHORA DA PENHA

NOSSA SENHORA DA PENHA


Nossa Senhora da Penha de França ou Nossa Senhora da Penha é um dos nomes que recebe Maria, Mãe de Jesus, que acreditam os católicos, apareceu à Simão Vela no norte da Espanha, numa serra chamada Penha de França. 
Lá, sua festa é comemorada no dia 8 de abril. Em São Paulo ocorre a cada 8 de setembro e em Resende Costa, onde é padroeira, comemora-se no dia 1° de setembro. 
Existia no norte da Espanha uma serra muito alta e íngreme chamada Penha de França, na província de Salamanca, na qual o rei Carlos Magno teria lutado contra os mouros. 
Por volta de 1434, segundo algumas fontes históricas no dia 19 de maio, certo monge francês sonhou com uma imagem de Nossa Senhora que estava enterrada no topo de escarpada montanha,em razão de uma guerra entre franceses e muçulmanos, na qual os católicos escondiam suas imagens para não serem destruídas, cercada de luz e acenando para que ele fosse procurá-la. 
Simão Vela, assim se chamava o monge, durante cinco anos andou procurando a mencionada serra, até que um dia teve indicação de sua localização e para lá se dirigiu. 

quinta-feira, 7 de abril de 2016

SÃO JOÃO BATISTA DE LA SALLE - 1651-1719

SÃO JOÃO BATISTA DE LA SALLE - 1651-1719


Fundou a Congregação Irmãos das Escolas Cristãs.
A tradição da família de La Salle, na França, é muito antiga. 
No século XVII, descendente de Carlos Magno, Louis de La Salle era conselheiro do Supremo Tribunal quando sua esposa, também de família fidalga, deu à luz a João Batista de La Salle, em 30 de abril de 1651, na casa da rua de L'Arbatete, que ainda existe, na cidade de Reims. 
O casal não era nobre só por descendência, ambos tinham também nobreza de espírito e seguiam os ensinamentos católicos, que repassaram aos sete filhos. João Batista era o mais velho deles. 
Dos demais, uma das filhas tornou-se religiosa, entrando para o convento de Santo Estevão, em Reims. Dois outros filhos ocuparam cargos elevados no clero secular, mas João Batista revelou-se o mais privilegiado em termos espirituais. 
Desde pequeno a vocação se apresentava no garoto, que gostava de improvisar um pequeno altar para brincar de realizar os atos litúrgicos que assistia com a mãe. Paralelamente, teve no pai o primeiro professor. 
Apaixonado por música clássica, sacra e profana, toda semana havia, na casa dos de La Salle, uma "tarde musical", onde se apresentavam os melhores e mais importantes artistas da cidade, assistidos pelas famílias mais prestigiadas de Reims. 

quarta-feira, 6 de abril de 2016

MARIA, PUPILA DOS OLHOS DE DEUS

MARIA, PUPILA DOS OLHOS DE DEUS


“E hoje, por meio de Maria, a Mãe de Misericórdia, queremos elevar a Deus o clamor dos nossos irmãos oprimidos e as angústias, e o sofrimento de todos os homens.
Mãe querida, santa Mãe de Deus, colocamos em tuas mãos o clamor dos nossos irmãos oprimidos, arrasados pelas injustiças e incompreensões dos poderosos. Mãe dos aflitos, doce Maria. 
Em Canaã da Galiléia a Senhora percebeu a falta de vinho, e falou pessoalmente com Cristo. (cf Jo 2, 3). 
A Senhora convidou os serventes a fazer tudo o que Jesus lhes dissesse (cf Jo 2, 5), e as águas das talhas se transformaram  no vinho bom (cf Jo 2, 9-10).
Ó Mãe de Bondade, escuta o nosso pedido. Os seus filhos estão numa grande aflição, com fome de amor e sede de justiça. “Os nossos ossos se desconjuntam , o nosso coração se derrete como cera, a nossa garganta está seca como o barro cozido e a nossa língua se pega ao nosso paladar; estamos reduzidos ao pó da morte.” (Sl 21, 15-16). 
Mãe de Misericórdia, nossa vida, doçura nossa e nossa esperança.

terça-feira, 5 de abril de 2016

PADRE MARIANO DE LA MATA APARÍCIO - 1905-1983

PADRE MARIANO DE LA MATA APARÍCIO - 1905-1983


Padre Mariano de la Mata Aparício nasceu em 31 de dezembro de de 1905 em Palência, norte da Espanha, de uma família profundamente cristã. Como seus três irmãos tinham ingressado na Ordem Agostiniana, ele também sentiu-se atraído para essa mesma vida sacerdotal. 
Ordenado sacerdote, em 25 de julho de 1930, foi destinado a vir para o Brasil, em 21 de agosto de 1931, para a paróquia de Taquaritinga. 
Foi professor e vigário da paróquia Santo Agostinho, em São Paulo. Foi superior da vice-província dos agostinianos e diretor espiritual das "Oficinas de Santa Rita de Cássia". 
Distinguiu-se pela bondade. Era amável, mensageiro do amor. Sempre dava a Unção dos Enfermos às pessoas doentes. Distinguia-se pelo amor à Eucaristia e a Nossa Senhora da Consolação. 
Amava a natureza, cultivava com amor as plantas, emocionava-se com as beleza das flores. Era de caráter firme e generoso, coração aberto e sensível. Apesar da deficiência auditiva e visual, levava aos doentes o conforto da esperança e da Eucaristia. Dava assistência aos doentes e às suas famílias. 
Distinguia-se pelo amor à Eucaristia, a Nossa Senhora, aos pobres, carentes e necessitados. Suas grandes paixões: natureza, família, as Oficinas de Santa Rita de Cássia, as vocações agostinianas.

segunda-feira, 4 de abril de 2016

FRANCISCO MARTO – UM DOS VIDENTES DE FÁTIMA

FRANCISCO MARTO – UM DOS VIDENTES DE FÁTIMA


Francisco Marto nasceu em Aljustrel, aldeia de Fátima, na diocese de Leiria-Fátima, Portugal, no dia 11 de junho de 1908. 
Ainda pequeno acompanhou, com sua irmã Jacinta e sua prima Lúcia, também crianças, as aparições de Fátima, onde aprendeu a conhecer e a louvar a Deus e à Virgem Maria. 
Em 13 de maio de 1917, enquanto pastoreavam o rebanho, eles tiveram a graça singular de ver a Santíssima Mãe de Deus, que, por desígnio divino, veio à procura dos pequeninos privilegiados do Pai na Cova da Iria. Fala-lhes com voz e coração de mãe e convida-os a rezarem pelos pecadores e pela conversão da humanidade. 
Foi então que das suas mãos maternas saiu uma luz que os penetrou intimamente, sentindo-se imersos em Deus. Mais tarde, Francisco, um dos três privilegiados, exclamava: "Nós estávamos a arder naquela luz que é Deus e não nos queimávamos". A Francisco, o que mais o impressionava e absorvia era Deus naquela luz imensa que penetrara no íntimo dos três. Só a ele, porém, Deus se dera a conhecer, tão triste, como Francisco dizia. 

domingo, 3 de abril de 2016

“VOCÊ ACREDITOU PORQUE ME VIU? BEM-AVENTURADOS OS QUE ACREDITARAM SEM TEREM VISTO.”

SEGUNDO DOMINGO DA PÁSCOA

“VOCÊ ACREDITOU PORQUE ME VIU? BEM-AVENTURADOS OS QUE ACREDITARAM SEM TEREM VISTO.”


Diácono Milton Restivo

Na liturgia do domingo anterior Maria Madalena foi ao túmulo de Jesus e lá não o encontrou como esperava. Ficou desesperada julgando que haviam roubado o corpo do Mestre. Ofegante foi até onde estavam escondidos os discípulos para lhes levar a notícia. Ainda não sabiam ou não acreditavam que Jesus havia ressuscitado, conforme ele mesmo dissera: “O Filho do Homem vai ser entregue na mão dos homens. Eles o matarão, mas no terceiro dia ele ressuscitará.” (Mt 17,22; Mc 9,31; Lc 18,33).
Na liturgia de hoje é o próprio Jesus quem se manifesta. E nessa manifestação Jesus põe em prática aquilo que já havia ensinado: “Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para condenar o mundo, e sim para que o mundo seja salvo por meio dele.” (Jo 317). 
Nessa oportunidade, segundo nos conta Lucas, Cristo pede alguma coisa para comer: “Vocês têm aqui alguma coisa para comer?’. Eles ofereceram a Jesus um pedaço de peixe grelhado. Jesus pegou o peixe e comeu diante deles.” (Lc 24,41-43). Ao se dirigir aos seus discípulos apavorados, não existem palavras de reprovação nem queixa apesar da infidelidade de todos eles, mas somente a alegria e a paz que Jesus havia prometido no último discurso.
Por duas vezes Jesus proclama o seu desejo para a comunidade dos seus discípulos; por duas vezes Jesus repete seu desejo: – “A paz esteja com vocês”. Com certeza, Jesus teria dito “Shalôm”, que foi traduzido para na nossa língua como “paz” o que empobreceu muito o significado verdadeiro de “Shalôm”. Shalôm expressa o melhor desejo que se pode ter em relação a uma pessoa: estima-se a paz, a harmonia, o melhor que se pode desejar a alguém.  Shalôm é a paz que vem da presença de Deus, da justiça do Reino, e não das armas. 

sábado, 2 de abril de 2016

SÃO FRANCISCO DE PAULA

SÃO FRANCISCO DE PAULA - 1416-1507


Fundou a Ordem dos Irmãos Mínimos. Tiago era um simples lavrador que extraia do campo o sustento da família. Muito católico, tinha o costume de rezar enquanto trabalhava, fazia seguidos jejuns, penitências e praticava boas obras. 
Sua esposa chamava-se Viena e, como ele, era boa, virtuosa e o acompanhava nos preceitos religiosos.
Demoraram a ter um filho, tanto que pediram a são Francisco de Assis pela intercessão da graça de terem uma criança, cuja vida seria entregue a serviço de Deus, se essa fosse sua vontade. 
E foi o que aconteceu: no dia 27 de março de 1416, nasceu um menino que recebeu o nome de Francisco, em homenagem ao Pobrezinho de Assis. Aos onze anos, Francisco foi viver no convento dos franciscanos de Paula, dois anos depois vestiu o hábito, mas teve de retornar para a família, pois estava com uma grave enfermidade nos olhos.
Junto com seus pais, pediu para que são Francisco de Assis o ajudasse a ficar curado. Como agradecimento pela graça concedida, a família seguiu em peregrinação para o santuário de Assis, e depois a Roma. Nessa viagem, Francisco recebeu a intuição de tornar-se um eremita.
Assim, aos treze anos foi dedicar-se à oração contemplativa e à penitência nas montanhas da região. Viveu por cinco anos alimentando-se de ervas silvestres e água, dormindo no chão, tendo como travesseiro uma pedra. Foi encontrado por um caçador, que teve seu ferimento curado ao toque das mãos de Francisco, que o acolheu ao vê-lo ferido. Depois disso, começou a receber vários discípulos desejosos de seguir seu exemplo de vida dedicada a Deus. Logo Francisco de Paula, como era chamado, estava à frente de uma grande comunidade religiosa.

sexta-feira, 1 de abril de 2016

MÃE DE MISERICÓRDIA

MÃE DE MISERICÓRDIA


Salve Rainha, Mãe de Misericórdia, doçura da vida, esperança nossa, salve... Com muita justiça, a nossa santa Igreja chama Maria de Mãe de Misericórdia, porque Maria é a Mãe de Jesus, e Jesus é a Misericórdia de Deus personificada, encarnada no seio puríssimo da Virgem Maria.        
Maria é a Mãe de  Misericórdia, porque a misericórdia de Deus se manifestou esplendorosamente nela quando o Senhor Nosso Deus enviou seu mensageiro até Nazaré para consultar a Virgem Pura e Bela para perguntar-lhe se ela aceitaria ser a Mãe do Filho do Altíssimo. 
Mãe de Misericórdia, porque a misericórdia de Deus se fez carne e veio habitar entre nós, ``O Verbo se fez carne e habitou entre nós`` (Jo 1, 14), se tornando ``no bendito fruto do sacrossanto e virginal ventre de Maria.  Maria, tão privilegiada por Deus, escolhida entre as demais mulheres, merece toda a nossa veneração. É opinião de santo Anselmo e de muitos outros santos que criatura alguma, em tempo algum, alcançou tão alta dignidade como Maria Santíssima, sendo a Mãe do Altíssimo, (e, por conseguinte, Mãe de Misericórdia.)   Como Mãe de Jesus Cristo, (a Misericórdia de Deus encarnada), Maria está acima de todos os Anjos e Santos do céu (e da terra) que nela reconhecem e veneram sua gloriosa Rainha (a Mãe de Misericórdia). (Itálico do livro - Na Luz Perpétua, pg. 186). 
Por meio de Maria se realizaram todas as promessas do Altíssimo no sentido de fazer o homem retornar ao seu verdadeiro destino.

quinta-feira, 31 de março de 2016

“PAI, PERDOA-LHES...” (Lc 23,34)

“PAI, PERDOA-LHES...” (Lc 23,34)

            

Andando solitário, saudoso, melancólico, esnobado e descrente pelas estradas poeirentas da vida, deparei-me com um homem de porte majestoso, alto, de pele bronzeada, rosto suave, olhos meigos, cabelos negros e longos, roupas longas, pés descalços, gestos medidos, voz cativante, palavras de vida eterna. 
Aproximou-se alguém de mim que, como eu, o via passar, estendeu o seu braço direito e, com o dedo indicador em riste, apontou para aquele homem majestoso e me diz: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.” (João, 1, 29). Passei, então, a segui-lo, em seu caminhar silencioso e meditativo. 
Ao notar minha presença, ele se volta, e pergunta: “Que está procurando?”, e eu lhe respondo, com outra pergunta: “Mestre, onde moras?” e ele me responde prontamente: “Vem e vê.” (Jo 1,38-39).      
Comecei a caminhar ao seu lado, e ele se volta para mim encarando-me com seu olhar doce,  meigo e profundo e me diz: “Arrepende-se, porque está próximo o Reino dos Céus.” (Mt 4,17), e, como se estivesse vivendo em uma outra dimensão sem tirar os pés do chão, continuou: “Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me. Pois aquele que quiser salvar a sua vida, vai perdê-la, mas o que perder a sua vida por causa de mim, vai encontrá-la.” (Mt 16,24-25), e, a seguir, dizendo: “Na casa de meu Pai há muitas moradas. se não fosse assim, eu lhe teria dito, pois vou lhe preparar um lugar, virei novamente e lhe levarei comigo, a fim de que, onde eu estiver, você esteja também” (Jo 14,2-3), acrescentando: “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida.” (Jo 14,6).

quarta-feira, 30 de março de 2016

AGRADAMOS A JESUS AMANDO SUA MÃE, MARIA

AGRADAMOS A JESUS AMANDO SUA MÃE, MARIA


São Luiz Maria Grignon  de Montfort como um grande devoto de Maria, no livro que ele escreveu sobre Maria chamado “Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem”, queixa-se, amorosamente a Jesus pelos cristãos desconhecerem a íntima  ligação que existe entre Jesus e Maria. 
E, nesse livro, ele escreve o seguinte: “Neste ponto, dirijo-me a vós, um instante,  ò meu amável Jesus, para queixar-me amorosamente à Vossa Majestade de que a maior parte dos cristãos e até os mais ilustrados não sabem da união necessária que existe entre vós e vossa Mãe Santíssima. Estais sempre com Maria, ó meu Senhor, e Maria está sempre convosco e não pode estar sem vós; de outro modo deixaria de ser o que é; Maria está de tal forma transformada em vós pela graça que não vive mais, não existe mais; sois vós, unicamente, meu Jesus, que nela viveis e reinais, mais perfeitamente que todos os Anjos ou bem-aventurados. Ah! Se os homens conhecessem a glória e o amor que nessa admirável criatura recebeis, bem diversos seriam os seus sentimentos a vosso respeito e a respeito de Maria. Maria vos está tão intimamente unida, que seria mais fácil separar a luz do sol e o calor do fogo; digo mais, seria mais fácil separar de vós todos os anjos e santos que a pura Maria; porquanto ela vos ama mais ardentemente, vos glorifica mais perfeitamente que todas as outras criaturas juntas.

terça-feira, 29 de março de 2016

TODOS TEMOS UMA VOCAÇÃO. QUAL É A SUA?

VOCAÇÃO... PARA QUAL DELAS VOCÊ FOI CHAMADO?


A todos nós, o Senhor Nosso Deus nos chama para uma vocação especial. Cada um de nós, em particular, é chamado para uma vocação específica. 
E, para qualquer tipo de vocação a que somos chamados, a finalidade primordial é para servir e adorar ao Senhor Nosso Deus e amar e servir o irmão para melhor chegarmos até Deus. 
Qualquer vocação aceita e vivida com responsabilidade,  é para a maior glória de Deus. Para a maior parte do seu povo o Senhor Nosso Deus chama para a vocação da vida matrimonial, para o casamento, para, de acordo com a lei do Senhor, em casamento, em matrimônio, se unir a uma outra pessoa, do outro sexo, e os dois se tornarem um através do amor, o que Deus uniu o homem não pode desunir. 
Aos que são chamados para a vocação do matrimônio, o Senhor lhes transmite a missão de gerar filhos, de educar para o Senhor novos herdeiros para o Reino dos Céus.  
As vocações religiosas, sacerdotais e matrimoniais, poderíamos dizer, são as vocações fundamentais na vida do povo cristão, porque, ou somos religiosos, ou somos sacerdotes ou nos casamos, constituindo família. 
A outros o Senhor nosso Deus chama para a vocação da vida religiosa, para servir a Deus, através dos irmãos, em conventos  ou nas comunidades distantes onde falta uma assistência religiosa, por menor que seja. São os irmãos e irmãs que se tornam religiosos e religiosas e que deixam suas famílias, abandonam o mundo, e se dedicam inteiramente ao serviço do Senhor indo servir a Deus na pessoa do irmão de uma maneira mais dedicada e com muito mais amor.

segunda-feira, 28 de março de 2016

ANUNCIAÇÃO DE MARIA

BENDITA ÉS TU ENTRE AS MULHERES... (Lc 1, 39-45).


É na humildade que o Senhor Nosso Deus se manifesta; e nas coisas humildes que o poder de Deus se realiza. 
O Senhor gosta das coisas pequenas e das pessoas humildes. É por isso que, muitos anos antes  do nascimento de Jesus Cristo, o Senhor anunciou, através do profeta Miquéias, que o Salvador do mundo nasceria  na mais insignificante cidade de Judá, a esquecida localidade de Belém; e, por gosta das pessoas humildes que o Senhor escolheu entre todas as mulheres a mais humilde, mas também a mais bela, a mais santa e a que mais amou ao próprio Senhor Deus. 
E Maria foi humilde e acreditou na palavra de Deus; por isso e que ela mereceu se tornar a Mãe de Jesus Cristo. Quando o Anjo do Senhor veio consultar Maria  se ela aceitava ser a Mãe do Filho de Deus, o Anjo lhe disse também que sua prima Isabel, já adiantada em idade e que até então não tinha tido nenhum filho, e por isso o povo judeu a julgava estéril, isto é, não tinha condições de ter filhos, já estava grávida no seu sexto mês de gravides também por obra e graça do Espírito Santo, Maria, a escolhida do Senhor, a predileta de Deus, conhecedora das dificuldades  que sua prima idosa enfrentaria nessa gravides temporã e inesperada, e Maria também grávida do Filho de Deus, não pensou duas vezes; deixou sua casa em Nazaré, deixou seu noivo na oficina de carpintaria, deixou seus afazeres, não se preocupou com os seus problemas e partiu imediatamente “para a região montanhosa, dirigindo-se às pressas a uma cidade da Judéia” onde morava Isabel.

domingo, 27 de março de 2016

PÁSCOA DA RESSURREIÇÃO

PÁSCOA DA RESSURREIÇÃO

“DE FATO, ELES AINDA NÃO TINHAM COMPREENDIDO A ESCRITURA, SEGUNDO A QUAL ELE DEVIA RESSUSCITAR DOS MORTOS.” (Jo 20,9).


Diácono Milton Restivo

Páscoa, do hebreu Pessach, significa a passagem da escravidão para a liberdade.
É a maior festa do cristianismo e, naturalmente, de todos os cristãos, pois nela se comemora a Passagem de Cristo - "deste mundo para o Pai", da "morte para a vida", das "trevas para a luz".
“O tempo pascal compreende cinquenta dias (em grego = "pentecostes"), vividos e celebrados como um só dia: os cinquenta dias entre o domingo da Ressurreição até o domingo de Pentecostes devem ser celebrados com alegria e júbilo, como se se tratasse de um só e único dia festivo, como um grande domingo". (Normas Universais do Ano Litúrgico, n 22).
Os evangelhos são a proclamação de fé em Cristo Ressuscitado. A Igreja tem por missão fundamental viver e anunciar a Ressurreição de Jesus Cristo e fazer com que todos participem da sua Páscoa que começou a ganhar sentido a partir da libertação do povo de Deus que estava sendo escravizado no Egito: “Esse dia será para vocês um memorial, pois nele celebrarão uma festa de Yahweh. Vocês a celebrarão como um rito permanente, de geração em geração”. (Ex 12,14).
Jesus prolonga e dá sentido e forma definitivas a esse memorial transformando-o na Nova Aliança na instituição da Eucaristia, conforme narra Paulo: “Na noite em que foi entregue, o Senhor Jesus tomou o pão e, depois de dar graças, o partiu e disse: ‘Isso é meu corpo que é para vocês: façam isso em memória de mim. Do mesmo modo, após a Ceia, tomou também  o cálice, dizendo: ‘Este cálice é a Nova Aliança no meu sangue.; todas as vezes que vocês beberem dele, façam isso em memória de mim.” (1Cor 11,23-25). 

sábado, 26 de março de 2016

SÁBADO SANTO – JESUS NO SEPULCRO

SÁBADO SANTO – JESUS NO SEPULCRO

“NÓS ESPERÁVAMOS QUE ELE FOSSE O LIBERTADOR DE ISRAEL, NAS HOJE JÁ O TERCEIRO DIA...” (Lc 24,21).


Diácono Milton Restivo

Silêncio. A Igreja está de luto. A natureza está de luto. Tudo é silêncio, tudo é sofrimento, tudo é dor. Aquele em que depositávamos as nossas esperanças já não existe mais no meio dos mortais. Neste momento está depositado no sepulcro que lhe foi emprestado, no silêncio total, no descanso eterno. Aquele que ressuscitara tantas pessoas, que fizera voltar à vida Lázaro, o filho da viúva de Naim, a filha de Jairo, e que dissera: “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida”, (Jo 14,6), e que viera trazer a vida em abundância: "Eu vim para que todos tenham vida e a tenham em abundância" (Jo 10, 10), e queria que todos vivêssemos essa vida, agora está sem vida, está morto e sepultado. “Vocês todos que passam pelo caminho, olhem e prestem atenção: haverá dor semelhante à minha dor?” (Lm 1,12).
O velho Simeão, quando Maria e José apresentaram Jesus no Templo quando ainda bebê, dissera a Maria: “Eis que esse menino vai ser causa de queda e elevação de muitos em Israel. Ele será um sinal de contradição. Quanto a você, uma espada há de atravessar-lhe a alma”. (Lc 2,34-35). O velho Simeão falou de uma espada de dor; quantas espadas traspassaram o coração de Maria? Maria sabia quem era Jesus; o mundo não quis saber... 

sexta-feira, 25 de março de 2016

SEXTA-FEIRA SANTA

SEXTA-FEIRA SANTA

PERTO DA CRUZ PERMANECIAM, DE PÉ, SUA MÃE...” (Jo, 9,25).


Diácono Milton Restivo

“Na minha angústia invoquei a Yahweh, ao meu Deus lancei o meu grito; do seu Templo ele ouviu a minha voz, meu grito chegou aos seus ouvidos.” (Sl 18 (17), 7).

“Ele não tinha aparência nem beleza para atrair o nosso olhar, nem simpatia para que pudéssemos apreciá-lo. Desprezado e rejeitado pelos homens, homem do sofrimento e experimentado na dor; como indivíduo de quem a gente esconde o rosto, ele era desprezado e nem tomamos conhecimento dele. Todavia, eram as nossas doenças que ele carregava, eram as nossas dores que ele levava em suas costas. E nós achávamos que ele era um homem castigado, um homem ferido por Deus e humilhado. Mas ele estava sendo traspassado por causa de nossas revoltas, esmagado por nossos crimes. Caiu sobre ele o castigo que nos deixaria quites; e por suas feridas é que veio a cura para nós. Todos nós estávamos perdidos como ovelhas, cada qual se desviava por seu próprio caminho, e Yahweh fez cair sobre ele os crimes de todos nós. Foi oprimido e humilhado, mas não abriu a boca; tal como cordeiro ele foi levado para o matadouro; como ovelha muda diante do tosquiador, ele não abriu a boca. Foi preso, julgado injustamente; e quem se preocupou com a vida dele?  Pois foi cortado da terra dos vivos e ferido de morte por causa da revolta do meu povo.A sepultura dele foi colocada junto com a dos ímpios, e seu túmulo junto com o dos ricos, embora nunca tivesse cometido injustiça, e nunca a mentira estivesse em sua boca. No entanto, Yahweh queria esmagá-lo com o sofrimento: se ele entrega a sua vida em reparação pelos pecados, então conhecerá os seus descendentes, prolongará a sua existência e, por meio dele, o projeto de Yahweh triunfará. (Is 53,2-10).

quinta-feira, 24 de março de 2016

FAZEI ISSO EM MEMÓRIA DE MIM...

QUINTA-FEIRA SANTA

FAZEI ISSO EM MEMÓRIA DE MIM...


Diácono Milton Restivo

Quando participamos do Santo Sacrifício da Missa e, durante a oração eucarística, o celebrante toma em suas mãos a hóstia, levanta-a sobre o altar para que todos os participantes possam vê-la, e diz em voz alta, para que todos possam ouvi-lo: “Na véspera de sua paixão, durante a última ceia, Jesus tomou o pão, deu graças e o partiu, e deu aos seus discípulos, dizendo: “Tomai, todos, e comei: isto é o meu corpo, que será entregue por vós.”  Depois, do mesmo modo, ao fim da ceia, Jesus tomando o cálice em suas mãos, deu graças novamente e o entregou aos seus discípulos, dizendo: “Tomai, todos, e bebei: Este é o cálice do meu sangue, o sangue da nova e eterna  aliança, que será derramado por vós e por todos para a remissão dos pecados. Fazei isto em memória de mim.”
Todas as vezes que participamos da Santa Missa e todas as vezes que o sacerdote celebrante repete essa atitude, estamos participando da ceia sagrada e estamos vivendo o maior mistério da nossa fé, porque, como diz Paulo Apóstolo: “Toda vez que se come deste pão, toda vez que se bebe deste vinho, se recorda a paixão de Jesus Cristo e se fica esperando a sua volta.” (1Cor 11, 26).
A Santa Ceia, esta cena maravilhosa, tocante e imorredoura, aconteceu na noite em que o Jesus, já sabendo que tinha sido vendido aos judeus por um de seus apóstolos, Judas Escariotes, para ser condenado à morte, e ele, Jesus, tendo reunido todos os seus apóstolos para a despedida final, promoveu o que chamamos hoje de “Santa Ceia”, que seria a seu último encontro como os seus discípulos e apóstolos, e ali, naquela oportunidade, institui o Sacramento da Eucaristia.