sexta-feira, 20 de novembro de 2015

QUANTAS VEZES DEVEMOS PERDOAR O NOSSO IRMÃO?

QUANTAS VEZES DEVEMOS PERDOAR O NOSSO IRMÃO?



O perdão é atitude e iniciativa de uma alma generosa. Somente perdoa quem tem Deus consigo. Somente perdoa quem tem consciência que também erra, e todos os que erram necessitam do perdão do próximo e do perdão de Deus. 
Todos os dias, quando recitamos a oração do Pai Nosso, dizemos: “Perdoa as nossas ofensas assim como nós também perdoamos a quem nos tem ofendido.” (Mt 6,12). 
Só recebe o perdão do Senhor quem perdoa o seu irmão. 
Quantas vezes o Senhor Nosso Deus nos perdoa? Todas as vezes que, com sinceridade, lhe pedimos perdão. Quantas vezes devemos perdoar o nosso irmão? Todas as vezes que ele nos ofender porque, se não perdoarmos aquele que nos tem ofendido, como podemos esperar de Deus o perdão dos nossos pecados. 
Perdoar não é somente uma, duas vezes; perdoar é, como nos diz Jesus é setenta vezes sete, isto é, sempre, infinitamente, eternamente.

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

“PORTANTO, SEJAM PERFEITOS COMO O VOSSO PAI CELESTE É PERFEITO.” (Mt 5,48)


“PORTANTO, SEJAM PERFEITOS COMO O VOSSO PAI CELESTE É PERFEITO.” (Mt 5,48)



  Todas as vezes que pego as Sagradas Escrituras e leio, meditando os Santos Evangelhos de Jesus Cristo, sinto uma santa inveja  de todos aqueles que se assentavam na relva das montanhas e ou planícies e ouviam atentamente e maravilhados os ensinamentos do Senhor Jesus, bebendo das suas mensagens e se enriquecendo do seu imenso amor. 
Como deveria ser belo e divino olhar para aquela figura que impunha respeito, que encarava a vida com realidade, que, sem querer ser mais do que ninguém, mergulhava com serenidade no futuro que lhe estava reservado; que nunca fingiu em suas emoções e nem abusou dos sentimentos de quem quer que seja; que sempre se dirigiu a todos os que aceitavam as verdades eternas com doçura e tinha palavras duras para aqueles que delas faziam pouco caso. 
Jesus Cristo era alto, belo, majestoso, irradiando dignidade e demonstrando sempre firmeza de seu caráter. Como deveria ser divino e maravilhoso encarar aquele homem que impunha respeito e veneração; olhar para aqueles olhos que tocavam fundo o coração de pedra de qualquer pessoa e vislumbrava o mais profundo da alma de qualquer sofredor. 
Como deveria ser divino e maravilhoso ouvir aquela voz melodiosa que só expressava sabedoria e verdade e extasiava os seus ouvintes, atingindo o mais profundo do âmago do ser que o ouvia. Não foi atoa que, em certa ocasião, alguém que o ouvia maravilhado, afirmou cheio de convicção e admirado: “Nunca homem algum falou como este homem.” (Jo 7,46).

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

“A PAZ ESTEJA CONVOSCO” (Jo 20, 21.26)



“A PAZ ESTEJA CONVOSCO” (Jo 20, 21.26)


Às vezes, em muitas circunstâncias da vida, nos sentimos sozinhos, abandonados, isolados. 
Nesse isolamento sentimos um vazio intenso e o silêncio grita alto dentro de nós todas aquelas coisas que gostaríamos que se tornassem conhecidas e aceitas para provar que somos humanos, que acertamos algumas vezes e erramos outras tantas; e o silêncio explode dentro de nosso cérebro, dentro do nosso peito, dentro do nosso coração, ressoando fortemente em nossa alma e, desesperadamente, buscamos paz, procuramos a paz, lutamos pela paz, desejamos ardentemente a paz... paz... paz... 
Como necessitamos de paz. Como procuramos a paz, como desejamos a paz. Paz interior. Paz de espírito. Paz na alma. Paz onde vivemos. Paz onde trabalhamos. Como procuramos a paz. 
Mas como a procuramos nos lugares mais equivocados, nos lugares onde, absolutamente, ela não está, não se encontra, e, nessa busca desenfreada pela paz mais nos confundimos, mais nos desesperamos, mais nos perdemos, mais nos equivocamos.

terça-feira, 17 de novembro de 2015

SANTA ISABEL DA HUNGRIA - 1207-1231



SANTA ISABEL DA HUNGRIA - 1207-1231


Isabel da Hungria era princesa e foi rainha. 
Era a filha do rei André II, da Hungria, e da rainha Gertrudes, de Merano, atual território da Itália. 
Nasceu no ano de 1207, e naquele momento foi dada como esposa a Luís, príncipe da Turíngia, atual Alemanha. 
Desde os quatro anos viveu no castelo do futuro marido, onde foram educados juntos. 
O jovem príncipe Luís amava verdadeiramente Isabel, que se tornava cada dia mais bonita, amável e modesta. Ambos eram católicos fervorosos. 
Luís admirava a noiva, amável nas palavras e atitudes, que vivia em orações e era generosa em caridade com pobres e doentes. 
A mãe de Luís não gostava da devoção da sua futura nora, e tentou convencer o filho de desistir do casamento, alegando que Isabel seria uma rainha inadequada politicamente. 
A própria Corte a perseguia por causa de seu desapego e simplicidade cristã. Mas Luís foi categórico ao dizer preferir abdicar do trono a desistir de Isabel. Certamente, amava-a muito. 
No castelo de Wartenburg, quando atingiu a maioridade, foi corado rei e casou-se com Isabel, que se tornou rainha aos catorze anos de idade. Ela foi a única soberana que se recusou a usar a coroa, símbolo da realeza, durante a cerimônia realizada na Igreja.

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

PADRE VICTOR, FILHO DE ESCRAVOS, É BEATIFICADO EM MINAS GERAIS


PADRE VICTOR, FILHO DE ESCRAVOS, É BEATIFICADO EM MINAS GERAIS
PADRE VICTOR SE TORNARÁ ASSIM O PRIMEIRO BEATO AFRODESCENDENTE DO BRASIL


A Igreja de Três Pontas, no sul de Minas Gerais, está em festa. Em 14 de novembro, após dois anos de espera, será beatificado o Padre Francisco de Paula Victor, filho de escravos. O anúncio da data de beatificação foi dado pelo Bispo da Diocese de Campanha, Dom Diamantino Prata de Carvalho, após ter recebido o “nada consta” do Vaticano.
Padre Victor, como é chamado, se tornará assim o primeiro beato afrodescendente do Brasil. O Papa Francisco havia autorizado a Congregação das Causas dos Santos em 5 de junho passado a promulgar o Decreto concernente ao milagre atribuído à intercessão de Francisco de Paula Victor.
Francisco de Paula Victor, nasceu em 12 de abril de 1827 na Vila da Campanha da Princesa (MG). Filho da escrava Lourença Justiniana de Jesus, teve como madrinha de batismo a própria patroa, Marianna de Santa Bárbara Ferreira. Mesmo tendo começado o trabalho de alfaiate, o sonho de Victor era ser sacerdote, um sonho proibido para ele, a ponto de se dizer que caso se tornasse sacerdote “às galinhas cresceria os dentes”. 

domingo, 15 de novembro de 2015

"O CÉU E A TERRA PASSARÃO, MAS AS MINHAS PALAVRAS NÃO PASSARÃO”. Mc 13, 24-32


"O CÉU E A TERRA PASSARÃO, MAS AS MINHAS PALAVRAS NÃO PASSARÃO”. Mc 13, 24-32


A descrição da chegada do Filho do Homem, rodeado das nuvens, é tirada do livro de Daniel: “Em imagens noturnas, tive essa visão: entre as nuvens do céu vinha alguém como um filho do homem. Chegou até perto do Ancião e foi levado à sua presença. Foi-lhe dado poder, glória e reino, e todos os povos, nações e línguas o serviram. O seu poder é um poder eterno, que nunca lhe será tirado. E o seu reino é tal que jamais será destruído”. (Dn 7,13-14).
Jesus confirma o seu poder, glória e reino na sua despedida aos apóstolos: “Toda autoridade foi dada a mim no céu e sobre a terra”. (Mt 28,18); “Depois de dizer isso, Jesus foi levado ao céu à vista deles”. (At 1,9); “Ele foi exaltado à direita de Deus, recebeu do Pai o Espírito prometido e o derramou...”. (At 2,33); “Ele a manifestou em Cristo, quando o ressuscitou dos mortos e o fez sentar-se à sua direita no céu, muito acima de qualquer principado, autoridade, poder e soberania, e de qualquer outro nome que se possa nomear, não só no presente, mas também no futuro. De fato, Deus colocou tudo debaixo dos pés de Cristo e o colocou acima de todas as coisas, como Cabeça da Igreja, a qual é o seu corpo, a plenitude daquele que plenifica tudo em todas as coisas”. (Ef 1,20-23).
Este governo de Cristo continuará eternamente: “Durante este último reinado, o Deus do céu fará aparecer um reino que nunca será destruído. Será um reino que não passará para as mãos de outro povo, mas ao contrário, humilhará e liquidará todos os outros reinos, enquanto ele mesmo continuará firme para sempre”. (Dn 2,44); “Já que recebemos um reino inabalável, conservemos bem essa graça”. (Hb 12,28). 

sábado, 14 de novembro de 2015

MARIA, O CAMINHO MAIS CURTO PARA CHEGARMOS A JESUS


MARIA, O CAMINHO MAIS CURTO PARA CHEGARMOS A JESUS


Se amamos de verdade Maria Jesus está contente conosco porque, antes de nós, ele a amou primeiro e com muito mais ardor, com muito mais veneração, com muito mais carinho, porque Maria foi a mulher escolhida como mãe por Jesus desde toda a eternidade. 
Jesus foi exigente na escolha de sua mãe, e este foi um privilégio que só ele teve e que ele reservou somente para si: o de escolher a sua própria mãe, porque nenhum de nós, meros mortais, tivemos a oportunidade e o direito, ou a liberdade de escolher a nossa mãe, embora devemos estar contentes com a mãe que temos e que o Senhor nos reservou. 
Na exigência da escolha  de sua mãe, Jesus escolheu a mais bela, a mais pura, a mais santa, a mais generosa, a mais virgem das mulheres que jamais existiu sobre a terra. Maria é a obra prima de Deus.         
Se amamos Maria estamos seguindo o exemplo e cumprindo a vontade de Jesus, porque, antes de nós, ele a amou primeiro. 
Se amamos de verdade Jesus estamos seguindo o conselho de Maria, mesmo porque, antes de nos aconselhar, ela o amou primeiro e o amou como Deus que realmente era e é, e como homem que nunca deixou de ser desde o seu nascimento. Se estamos perto de Maria jamais poderemos estar longe de Jesus. 
A melhor maneira de chegarmos a Jesus é por meio de Maria. Maria nos leva até Jesus, assim como foi ela quem trouxe Jesus até nós; foi Maria quem o apresentou aos pastores quando do seu nascimento (Lc 2,16); foi Maria quem o apresentou ao velho Simeão e à profetiza Ana nos portais do templo (Lc 2,24-38); foi Maria quem apresentou Jesus aos sacerdotes, no templo, para cumprir a lei de Moisés (Lc 2,22); foi  Maria quem apresentou Jesus aos Magos que vieram do Oriente para adorarem  “o Rei dos Judeus recém-nascido” (Mt 2,1-12).

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

SANTO ESTANISLAU KOSTKA


SANTO ESTANISLAU KOSTKA



Apelidado de "anjo" na infância, Estanislau Kostka atingiu a juventude guardando todas as virtudes, como um anjo realmente. 
Mas não faltaram oportunidades para entregar-se aos prazeres mundanos, pois pertencia a uma família polonesa nobre e poderosa.
Nascido em 28 de outubro 1550, até a idade de treze anos Estanislau viveu na casa dos pais. Aos quatorze, eles o enviaram para estudar no seminário dos padres jesuítas em Viena, junto com o irmão mais velho e o tutor. 
Mas o seminário logo foi fechado pelo imperador Maximiliano e toda a comunidade estudantil acabou abrigada no castelo de um príncipe protestante.
 Aquele ambiente cheio de festas e jogos de prazeres em nada combinava com Estanislau, que buscava uma vida de virtudes e oração, dentro da doutrina cristã. A situação para ele era das mais inadequadas, entretanto agradou o irmão e o tutor, que passaram a requisitar sua participação nesses jogos.
Não bastasse isso, o tal príncipe protestante queria impedir os católicos de irem à missa receber a comunhão. Depois, também era atormentado pelos colegas, que zombavam muito de sua preferência pela vida religiosa. 
Mas a luta contra o ambiente hostil e a vida de privações a que se obrigava acabaram por minar a saúde do rapaz. Frágil, ficou doente a ponto de quase perder a vida, mas o salvaram a fé profunda e a confiança em Maria Santíssima, de quem era devoto.
Durante um sonho, um anjo apareceu para dar-lhe a eucaristia, e a Virgem Mãe também, curando-o ao colocar-lhe o Menino Jesus nos braços. Maria, em sua aparição, também o convidou a ingressar na Companhia de Jesus. Estanislau, que já pensava em ser um padre jesuíta, contou tudo à família, que fora a Viena verificar como os filhos estavam vivendo e estudando.

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

NÃO VOS PREOCUPEIS POIS, PELO DIA DE AMANHÃ


NÃO VOS PREOCUPEIS POIS, PELO DIA DE AMANHÃ



O Senhor, pelo seu infinito amor por todos nós, antes que tomemos conhecimento dos nossos problemas, sabe muito bem  quais são as nossas necessidades e as provê antes mesmo que notemos sua existência ou lhe pedimos que nos ampare porque “Vosso Pai sabe que tendes necessidade de todas elas. Buscai pois, em primeiro lugar, o reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas vos serão dada por acréscimo. Não vos preocupeis pois, pelo dia de amanhã; o dia de amanhã terá as suas preocupações próprias. A cada dia basta o seu cuidado.” (Mt 6,32-34). 
Amemos o Senhor e o resto acontecerá normalmente; o demais virá por acréscimo. 
O primeiro grande mandamento é amar o Senhor Nosso Deus; o segundo é amar o próximo, e nisso não existe uma divisão de amor, existe uma multiplicação, existe o primeiro e o segundo totalizando o amor em plenitude, sem deixar de existir uma escalada hierárquica: partindo desse princípio o Senhor não é “ciumento”. 
O Senhor é ciumento no que diz respeito às coisas do mundo que quer dominar o coração do homem, quer competir com o amor de Deus e, bem por isso, Jesus nos alerta: “Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar um e amar o outro, ou há de afeiçoar-se a um e desprezar o outro. Não podeis servir a Deus e à riqueza.” (Mt 6,24).

quarta-feira, 11 de novembro de 2015


“ESTE É O MEU MANDAMENTO...”  (Jo 14,32).


O Senhor Nosso Deus nos ama e quer que o amemos através dos nossos irmãos.

O Senhor Nosso Deus nos perdoa com a condição de perdoarmos os nossos irmãos; a mesma medida que ele usa para nos perdoar é a medida com que perdoamos a quem nos tem ofendido. E foi Jesus quem nos deu a maior lição de como se deve perdoar. 
Jesus que, apenas e somente por amor não hesitou em dar a sua vida para a redenção dos homens, no momento em que pressentiu  que tudo estava acabado e que sua vida chegava ao fim grita do alto da cruz: “Está consumado!” (Jo 19,30), e consciente que nada mais lhe restava fazer, quando nada mais tinha para dar aos homens, depois de haver dado até a última gota de seu sangue, quando as lágrimas já haviam se esgotado em seus olhos, quando a sua voz já não tinha mais som, quando sua vida estava se apagando como uma chama tênue de vela e irremediavelmente ele sentia o fim  chegar, teve forças, ainda, para levantar seus olhos aos céus e fazer uma última súplica de amor ao Pai: “Pai, perdoa-lhes: não sabem o que fazem.” (Lc 23,34), e, finalmente, dando um grande grito, diz: “Pai, em tuas mãos  entrego o meu espírito.” (Lc 23,46). 
Não é possível que, depois de uma lição dessa, o homem ainda não tenha aprendido amar, perdoar.

terça-feira, 10 de novembro de 2015

DOU-VOS UM MANDAMENTO NOVO...



“AMAI-VOS UNS AOS OUTROS...?”

Em toda a vida de Jesus Cristo todos os seus ensinamentos foram no sentido de que os homens se amassem mutuamente e que os homens, através dos homens, chegassem até o Senhor Nosso Deus: “Dou-vos um mandamento novo: que vos ameis uns aos outros. Como eu vos amei, amai-vos também uns aos outros. Nisso reconhecerão todos que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns pelos outros.” (Jo 13,34-35). “Se alguém me ama, guardará minha palavra e o meu Pai o amará  e a ele viremos e nele estabeleceremos morada. Quem não me ama não guarda minhas palavras; e a palavra que ouvis não é minha, mas do Pai que me enviou.” (Jo 14,23-24). “E sabemos que o conhecemos por isso: se guardarmos os seus mandamentos. Aquele que diz: ”Eu o conheço”, mas não guarda os seus mandamentos, é mentiroso, e a verdade não está nele. Mas o que guarda a sua palavra, nesse, verdadeiramente, o amor de Deus é perfeito. Nisso reconhecemos que estamos nele. Aquele que diz que permanece nele, deve também andar como ele andou.” (1Jo 2,3-6). 

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

MARIA, MÃE E SEGUIDORA DE JESUS


MARIA, MÃE E SEGUIDORA DE JESUS



Quando chegou o momento de colocar em prática sua missão, Jesus deixa sua mãe na casa de Nazaré e dá início ao seu ministério. A partir daí a figura de José já não é mais citada, a não ser se referenciando a Jesus: “Porventura não é este o filho do carpinteiro?”  (Mt 13,55). 
Possivelmente José já houvesse falecido no período dessa vida oculta de Jesus na cidade de Nazaré, e qual morte mais santa poderia ter acontecido entre os homens? José, moribundo, tendo de um lado de seu leito de morte Maria e do outro lado Jesus, o Filho de Deus, o próprio Deus, que, sem dúvida lhe tenha dito: “Vinde, bendito de meu Pai, possuí o reino que está preparado desde a criação do mundo...” (Mt 25,35). 
E Jesus parte para a sua vida pública. Mais uma vez a “espada” preconizada pelo velho Simeão entra em cena; a dor no coração de Maria ao ver seu filho partir para a mais perigosa das missões; o cordeiro entre os lobos, “...o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo.” (Jo 1,29); o Cordeiro de Deus que iniciava sua caminhada entre os lobos do mundo e, em seu coração de mãe, Maria, mais uma vez repete sua entrega total nas mãos do Senhor seu Deus: “Eis aqui a escrava do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra.” (Lc 1,37). 
E, a partir daí, discretamente, Maria continua acompanhando seu filho Jesus em sua caminhada, na sua missão. Na primeira aparição pública de Jesus, Maria se manifesta para pedir, para interceder a Jesus por alguém que estava em dificuldades, no caso, os noivos de Canaã quando, durante  o seu casamento, faltou vinho para os convidados da festa e Jesus, à solicitação de sua mãe,  mesmo ao afirmar: “Minha hora ainda não chegou”. (Jo 2,4), antecipou sua hora  e atendeu prontamente ao pedido de sua mãe.

domingo, 8 de novembro de 2015

A OFERTA DA VIÚVA


A OFERTA DA VIÚVA


Jesus está vivendo a sua última semana de vida em Jerusalém antes de sua entrega total ao Pai. Desta feita, depois de sentar-se diante do Templo, encontra uma coisa positiva – o gesto da viúva pobre que depositou duas das menores moedas da época no cofre do Templo!
O texto de hoje relata alguns acontecimentos.
Primeiro, uma advertência contra a atitude dos líderes religiosos da época (não serviria para hoje também?): “Tenham cuidado com os doutores da Lei”.
Segundo: adverte contra a ânsia de se destacar dos demais por se vestirem bem, da mordomia que julgam ter direito e de um tratamento diferenciado: “Eles gostam de andar com roupas compridas, de ser cumprimentados nas praças púbicas, gostam dos primeiros lugares nas sinagogas, e dos lugares de honra nos banquetes”.
Terceiro: Jesus adverte contra o anseio de ter prestígio e honras, as falcatruas e as vantagens que esses líderes religiosos tiravam dos menos favorecidos e o fingimento que aplicavam para acobertar os seus roubos, transgressões e falsidades: “No entanto, exploram as viúvas e roubam suas casas, e para disfarçar fazem longas orações”. 

sábado, 7 de novembro de 2015

MORTE, PASSAGEM PARA A VIDA...


MORTE, PASSAGEM PARA A VIDA...


Todos nós, sempre e de um modo especial, nos lembramos dos nossos mortos. Todos temos dentro de nós uma lembrança, um vazio deixado por alguém a quem a gente amou e que partiu para a outra vida.   
Todos, de uma maneira ou de outra, conhecemos  a dor do luto, lamentamos o lugar que ficou vazio na mesa, no sofá da sala, reclamamos a voz que se calou, sentimos a falta da presença que se tornou ausência. 
Em muitos dos nossos lares, senão em quase todos, já passou a figura tenebrosa e indesejável da morte, e a morte já levou muitos dos nossos entes queridos. 
Se não conhecêssemos a Cristo e a sua mensagem, talvez não houvesse esperanças em nossos corações e nossa vida seria uma fuga eterna da morte, uma fuga de uma realidade  que nenhum ser vivente sobre esta terra poderá se livrar; o que nos conforta, quando pensamos sobre a morte ou somos atingido por ela através de um ente querido são as palavras de Jesus Cristo, quando disse: “Em verdade, em verdade eu lhes digo: se alguém guardar a minha palavra, jamais verá a morte.”  (Jo, 8, 51). 
Até Jesus Cristo e a sua Mãe Santíssima, Maria, conheceram a morte e passaram por ela; passaram pela morte, mas venceram a morte, nos dando a esperança e a certeza de uma vida plena depois da morte, a vida que não se acaba, a vida eterna, a vida que o Senhor Jesus nos veio trazer em abundância, e Jesus afirma isso no seu Evangelho quando conversava com as irmãs Marta e Maria: “Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que morra, viverá; e todo aquele que vive e crê em mim não morrerá para sempre.” (Jo, 11, 15-26).

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

BEM AVENTURADA BÁRBARA MAIX (IRMÃ MARIA BÁRBARA DA SANTÍSSIMA TRINDADE)


BEM AVENTURADA BÁRBARA MAIX (IRMÃ MARIA BÁRBARA DA SANTÍSSIMA TRINDADE)



Bárbara nasceu em Vierna, no dia 27 de junho de 1818, filha de Joseph Maix e Rosália Mauritz. 
Seu pai era camareiro do Imperador no Palácio de Schoonbrunn, mas sua família vivia em uma situação econômica bastante precária. 
A desnutrição ocasionou a morte de vários filhos do casal. Quando completou quinze anos de vida, Bárbara já estava órfã de pai e mãe. 
As cinco irmãs perderam inclusive a casa em que viviam. Enfrentando a vida praticamente sozinha, fez curso de modista, habilitando-se a ensinar corte e costura, bordado e artes femininas. 
Passava horas inteiras em oração na Igreja de Nossa Senhora da Escada, onde, à luz da pregação dos padres redentoristas, percebeu a necessidade de se empenhar na solução dos graves problemas sociais de Viena. 
A jovem Bárbara pensou em fundar uma congregação religiosa dedicada ao Imaculado Coração de Maria, e em 1843 abriu uma pensão destinada a acolher moças desempregadas. Bárbara conseguiu reunir mais 17 jovens, que eram guiadas sob a orientação espiritual e apoio do padre redentorista João Nepomuceno Pöckl.

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

PADRE MARIANO DE LA MATA APARÍCIO


PADRE MARIANO DE LA MATA APARÍCIO



Mariano de La Mata Aparício nasceu na Espanha, em 31 de dezembro de 1905, e veio ao Brasil em agosto de 1931, um ano após a sua ordenação sacerdotal. 
Mariano veio ao mundo numa família amorosamente católica, de oito filhos, sendo que todos os quatro homens tornaram-se agostinianos, e os casamentos de suas irmãs deram-lhe vinte e sete sobrinhos, dos quais três sacerdotes e três religiosas missionárias. 
Mariano chegou primeiro na cidade de Taquaritinga, Estado de São Paulo, onde trabalhou como vigário capelão do colégio das Irmãs Agostinianas Missionárias. Passou por São José do Rio Preto onde deu aulas no Colégio São José, da congregação dos Agostinianos e depois foi capelão no asilo no distrito de Engenheiro Schimit, São José do Rio Preto, onde celebrava na Igreja de Santa Apolônia e atendia a paróquia de Cedral, aproximadamente quinze quilômetros de onde estava, fazendo esse percurso sempre à pé. 
Depois foi transferido para a capital paulista, onde permaneceu até a sua morte. Em vida, não realizou ações extraordinárias aos olhos do mundo, levando uma vida aparentemente comum nesta imensa cidade de São Paulo, mas viveu um heroísmo autêntico, e teve o Amor a Deus como incentivo maior, até nos seus mínimos gestos.

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

MEDO DA MORTE


MEDO DA MORTE



Todos nós sabemos que o nosso fim último é a morte. Todos morreremos um dia, isso é uma realidade incontestável e, a cada dia que passa, mais perto chegamos dessa realidade. 
A cada dia que passa mais e mais tomamos conhecimento de pessoas que morrem: um parente, uma pessoa amiga, um vizinho, alguém da comunidade. 
Dificilmente passa um dia sem termos conhecimento da morte de alguém; é só pegar o jornal e conferir quantas pessoas morreram no dia anterior. A morte convive conosco. 
Mas, mesmo sendo a morte uma realidade, uma coisa com quem convivemos todos os dias, ainda não nos acostumamos com ela e talvez jamais nos acostumaremos. A morte é sempre causa de dor, de tristeza, de lágrimas. Todos têm medo da morte; uns mais, outros menos, mas todos tem medo da morte. 
Todos temos medo do desconhecido e, muito embora a nossa fé seja motivo de esperança mesmo depois da morte, todos se sentem desprotegidos e inseguros quando se fala desse fim último de todos os seres viventes. 
Mas uma pergunta sempre vem à nossa cabeça: porque termos medo da morte?

terça-feira, 3 de novembro de 2015

DÉCIMO MANDAMENTO - NÃO COBIÇAR AS COISAS ALHEIAS


DÉCIMO MANDAMENTO - NÃO COBIÇAR AS COISAS ALHEIAS


""Não cobiçarás a casa do teu próximo... nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma do teu próximo." (Ex 20,17).

O décimo mandamento se refere e proíbe a cobiça dos bens dos outros, raiz do roubo, da rapina e da fraude, que o sétimo mandamento proíbe. A cupidez (cobiça) tem sua origem, como a fornicação (praticar o coito, importunar), na idolatria proibida nas três primeiras prescrições da Lei. O décimo mandamento resume, junto com o nono, todos os preceitos da Lei. 

I - "A desordem das concupiscências"
O apetite sensível nos faz desejar aquilo que não temos. Por exemplo, comer quando temos fome, ou nos aquecermos quando temos frio. Estes desejos não são maus, mas muitas vezes extrapolam os limites da razão e nos fazem desejar injustamente aquilo que não é nosso. O Décimo mandamento nos proíbe o desejo de uma apropriação desmedida dos bens terrenos; proíbe a cobiça desmedida vinda da paixão imoderada pelas riquezas e de seu poder. Quando desejamos obter as coisas dos outros, mas de modo justo, não violamos este mandamento.

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

DIA DOS FINADOS - 02 DE NOVEMBRO


DIA DOS FINADOS - 02 DE NOVEMBRO


“O SENHOR NÃO É DEUS DOS MORTOS, E SIM DOS VIVOS”. (Lc 20,38).
“O Senhor me deu, o Senhor me tirou. Bendito seja o nome do Senhor”. (Jó 1,21).

Diácono Milton Restivo

A morte nos apavora. A morte nos acabrunha. A morte nos entristece...
Aflige-nos o temor da destruição perpétua, mas devemos considerar que, dentro de nós, temos a semente da eternidade. Essa semente da eternidade nos dá a segurança e a esperança de uma vida que jamais se acaba e a certeza de que não seremos destruídos eternamente e que, a morte do corpo, o fim da matéria, não será o fim de tudo para aquele que crê.
O que nos dá essa certeza é a redenção que Jesus Cristo veio trazer ao gênero humano e que age dentro de cada um de nós. Por essa redenção nos vem a certeza de que a morte corporal  será vencida um dia quando o reino de felicidade, perdido pelo homem, for restituído pelo seu Onipotente e Misericordioso Senhor, Deus Pai.      

domingo, 1 de novembro de 2015

DIA DE TODOS OS SANTOS



DIA DE TODOS OS SANTOS


Todos sabemos e temos conhecimento, principalmente através das folhinhas e dos calendários que a nossa Santa Igreja, em cada dia do ano nos propõe a veneração, a memória e a lembrança de um ou mais santos e santas, de um ou mais bem-aventurados que foram modelos de perfeição cristã como a nos estimular na prática da virtude que nos leva ao nosso destino eterno, a verdadeira imortalidade para a qual foram criados todos os homens.
Todos os dias veneramos um ou mais santos. Todos os dias é dia de algum santo, conhecido ou não. Mas, mesmo nos trezentos e sessenta e cinco dias do ano, mesmo que veneremos centenas de santos por dia, jamais veneraríamos todos os santos que estão na casa do Pai.
Claro, não os conhecemos a todos; são centenas de milhares, canonizados ou não, que são venerados ou não. E é por isso que a nossa Santa Igreja, na sabedoria que lhe transmite o Espírito Santo, instituiu o dia de Todos os Santos, para que nenhum santo ou santa ficasse no esquecimento, seja ela ou ele conhecido ou não.
No dia de Todos os Santos veneramos os nossos irmãos e irmãs que se encontram na glória eterna gozando das bem-aventuranças eternas.